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Engenharia de Métodos e 
Processos
AULA 12: TEMPO DE CICLO e BALANCEAMENTO 
DE LINHA
UFERSA: C&T e Engenharia de Produção
Prof. André Lucena
O que é o Tempo de ciclo?
Tempo de ciclo:
Tempo transcorrido na produção de duas peças ou dois produtos 
consecutivos, ou seja, é o tempo existente entre a saída de um 
produto e a saída do imediatamente subsequente.
B A
Tempo de ciclo Tempo de ciclo =
T(saída) A - T(saída) B 
O que é o Tempo de ciclo?
• Para o ciclo de um produto isolado:
Tempo de ciclo = tempo padrão
• Para uma minifábrica, célula de produção ou 
linha de produção, como calcular?
A
B
BD
C D
E
CELULAR
A B C D E
B C D E F
PRODUTO / LINHA
Introdução
• Para uma minifábrica, célula de produção ou 
linha de produção, como calcular?
Tempo de ciclo = f (jornada de trabalho, folgas concedidas)
A
B
BD
C D
E
CELULAR
A B C D E
B C D E F
PRODUTO / LINHA
Pra quê serve o Tempo de ciclo?
• Identificar gargalos;
• Otimizar processos;
• Melhorar a eficiência;
• Determinar os prazos do setor de compras (e de outros 
setores);
• Entender o fluxo e a necessidade de armazenamento de 
estoque;
• Garantir a satisfação do cliente com entregas de qualidade e 
dentro do prazo;
• Reduzir a superprodução;
• Realizar o BALANCEAMENTO DE LINHA; entre outros.
Balanceamento de linha
• Com base no tempo de operação fabril, ou 
seja, o Tempo de Ciclo (TC) da unidade 
produtiva, é que calculamos o número 
necessário de pessoas para uma linha de 
montagem ou uma célula de produção
Isso denominamos de
BALANCEAMENTO DE LINHA
Etapas do balanceamento de linha
1. Determinar o tempo de ciclo (TC);
2. Determinar o tempo-padrão de todos os 
elementos do processo;
3. Determinar o nº teórico de pessoas (NT);
4. Determinar o nº real de pessoas (NR);
5. Verificar a satisfatoriedade pela eficiência (E)
Tempo de ciclo
Balanceamento de linha é uma atividade empírica, 
com base em tentativa e erro, mas que apresenta 
alguns parâmetros. Um deles é o tempo de ciclo:
TC =
Jornada útil
Produção desejada
 ,
Onde:
– TC = Tempo de ciclo
– Jornada útil = tempo de atividade diário
– Produção desejada = quantidade produzida no dia
Nº teórico de pessoas (NT)
• Em seguida, deve-se encontrar o tempo-
padrão de todos os itens da produção 
analisada
• A partir desse dado, calcula-se o número 
teórico de pessoas alocadas no processo:
NT =
(σ Tempos individuais de execução das atividades)
TC
Nº teórico de pessoas (NT)
• Observação: esse somatório dos tempos 
individuais das atividades representa o tempo 
que uma única pessoa gastaria para executar 
um produto. Por isso a sua unidade será:
σ Tempos indiv. de exec. de ativ. = [
minutos
produto/pessoa
]
Nº real de pessoas (NR)
• Determinar o número real de operadores, ou 
seja, pessoas alocadas na produção (NR). Esse 
valor será obtido por tentativa e erro 
(empiricamente)
– Gerar esquema de sequenciação das etapas;
– Agrupar etapas por pessoas e postos de trabalho, 
sem ultrapassar o TC por produto.
Eficiência
• Pode-se chegar a vários resultados satisfatórios do 
NR de pessoas.
• Entretanto, a forma de verificar o melhor resultado 
é pela determinação da eficiência
E =
Nº teórico de pessoas
Nº real de pessoas
=
NT
NR
Objetivo: chegar à máxima eficiência possível
Princípios a serem seguidos
– Respeitar a sequência do processo, evitando-se a 
combinação de operações que estejam desconectadas 
em termos de etapa do processo;
– Nunca formar um posto de trabalho com duração 
superior à duração do tempo de ciclo (Gera gargalos)
– Se uma operação tiver tempo superior ao TC deve ser 
fragmentada e atribuída a mais de um operador
– Operações podem ser agrupadas para um ou mais 
operadores, mas deve-se evitar agrupamentos excessivos 
(Descaracteriza a linha de produção ou introduz uma 
célula de produção junto à linha).
Exemplo 1
• Empresa planeja produzir 184 unidades/dia, com 
jornada de 8h, folgas de 4%. A sequencia de 
operações foi mapeada com duração em segundos:
A
40
B
80
C
120
D
25
E
20
F
40
G
145
I
130
H
30
J
115
Exemplo 1
Calcular:
a) O tempo de Ciclo
b) O nº teórico de pessoas (NT)
c) A distribuição do trabalho com a 
consequente nº real de pessoas (NR)
d) A eficiência do balanceamento executado (E);
e) A taxa de ocupação em cada posto de 
trabalho
Exemplo 1
a) O tempo de Ciclo:
Com folgas de 4%, a jornada útil é 96% de 8h, ou 96%
TC =
jornada útil
produção diária
=
0,96 ∙ 480
184
=
460,8
minutos
dia
184
produtos
dia
TC = 2,504
minutos
produto
= 150,24
segundos
produto
Exemplo 1
b) O nº teórico de pessoas (NT)
NT = 720
segundos
produto/operador
NT =
σ Tempos
TC
=
12
minutos
prod/operador
2,504
minutos
prod
NT = 4,8 5 operadores
Operação Tempo
A 40
B 80
C 120
D 25
E 20
F 15
G 145
H 30
I 130
J 115
Exemplo 1
c) A distribuição do trabalho com a consequente 
nº real de pessoas (NR)
Lembrar dos princípios:
– Respeitar a sequência do processo;
– Nunca formar posto com duração superior ao TC 
(Gera gargalos)
– Se uma operação tiver tempo superior ao TC deve 
ser fragmentada
Exemplo 1
c) A distribuição do trabalho com a consequente 
nº real de pessoas (NR)
A
40
B
80
C
120
D
25
E
20
F
40
G
145
I
130
H
30
J
115
Exemplo 1
c) A distribuição do trabalho com a consequente nº real de 
pessoas (NR)
Tempos por posto
A + B = 120
D + E + F + H = 90
C = 120
G = 145
I = 130
J = 115
Operação Tempo
A 40
B 80
C 120
D 25
E 20
F 15
G 145
H 30
I 130
J 115
Exemplo 1
A e B C D, E, F e H G I J
c) A distribuição do trabalho com a consequente nº real 
de pessoas (NR)
Exemplo 1
d) Taxa de ocupação e
e) Eficiência
 Considerando o TC = 150,24 segundos
Posto Duração Ocupação
1 120 79,87%
2 120 79,87%
3 90 59,90%
4 145 96,51%
5 130 86,53%
6 115 76,54%
Eficiência =
NT
NR
=
4,8
6
=
0,8 ou 80% 
Exemplo 1
• Possibilidade 2
A
40
B
80
C
120
D
25
E
20
F
40
G
145
I
130
H
30
J
115
Exemplo 1
• Possibilidade 2
Tempos por posto
A + B + F = 135
C = 120
D + E + H = 75
G = 145
I= 130
J = 115
Operação Tempo
A 40
B 80
C 120
D 25
E 20
F 15
G 145
H 30
I 130
J 115
Posto
1
2
3
4
5
6
Exemplo 1
A, B, F C D, E, H G I J
c) A distribuição do trabalho com a consequente nº real 
de pessoas (NR)
Exemplo 1
d) Taxa de ocupação e
e) Eficiência
 Considerando o TC = 150,24 segundos
Posto Duração Ocupação
1 135 89,86%
2 120 79,87%
3 75 49,92%
4 145 96,51%
5 130 86,53%
6 115 76,54%
Eficiência =
NT
NR
=
4,8
6
=
0,8 ou 80% 
Exemplo 1
• Possibilidade 3
A
40
B
80
C
120
D
25
E
20
F
40
G
145
I
130
H
30
J
115
Exemplo 1
• Possibilidade 3
Tempos por posto
A + B + D = 145
C + F = 135
E + I = 150
G = 145
H + J = 145
Operação Tempo
A 40
B 80
C 120
D 25
E 20
F 15
G 145
H 30
I 130
J 115
Posto
1
2
3
4
5
Exemplo 1
A, B, D C, F E, I G H, J Realocado
c) A distribuição do trabalho com a consequente nº real 
de pessoas (NR)
Exemplo 1
d) Taxa de ocupação e
e) Eficiência
 Considerando o TC = 150,24 segundos
Posto Duração Ocupação
1 145 96,51%
2 135 89,86%
3 150 99,84%
4 145 96,51%
5 145 96,51%
Eficiência =
NT
NR
=
4,8
5
=
0,96 ou 96% 
Considerações finais
• Vimos como atuar com:
– Métodos
– Tempos
– Arranjo físico
– Movimentos do trabalhador
– Dimensionar quantidade de pessoas
Considerações finais
• Vocês tem um bom “arsenal” de ferramentas:
– PIER
– Fluxograma
– Mapofluxograma
– Diagrama de relacionamento (áreas)
– Carta de-para
– Gráfico homem-máquina
– Grafico de operações (duas mãos)
– Cronometragem
– Amostragem
– Balanceamento de linha
Considerações finais
Boa caminhada no curso e trajetória!
Tenham muito sucesso!
Engenharia de Métodos e 
Processos
AULA 12: TEMPO DE CICLO e BALANCEAMENTO 
DE LINHA
UFERSA: C&T e Engenharia de Produção
Prof. André Lucena
Exercício
Produção = 1 produtos por minuto. Jornada = 8 horas.
Calcule: TC, Nt, Nr e E
A
0,2
B
0,6
C
0,4
D
0,7
E
0,3
F
0,5
G
0,6
H
0,1I
0,4
	Slide 1: Engenharia de Métodos e Processos
	Slide 2: O que é o Tempo de ciclo?
	Slide 3: O que é o Tempo de ciclo?
	Slide 4: Introdução
	Slide 5: Pra quê serve o Tempo de ciclo?
	Slide 6: Balanceamento de linha
	Slide 7: Etapas do balanceamento de linha
	Slide 8: Tempo de ciclo
	Slide 9: Nº teórico de pessoas (NT)
	Slide 10: Nº teórico de pessoas (NT)
	Slide 11: Nº real de pessoas (NR)
	Slide 12: Eficiência
	Slide 13: Princípios a serem seguidos
	Slide 14: Exemplo 1
	Slide 15: Exemplo 1
	Slide 16: Exemplo 1
	Slide 17: Exemplo 1
	Slide 18: Exemplo 1
	Slide 19: Exemplo 1
	Slide 20: Exemplo 1
	Slide 21: Exemplo 1
	Slide 22: Exemplo 1
	Slide 23: Exemplo 1
	Slide 24: Exemplo 1
	Slide 25: Exemplo 1
	Slide 26: Exemplo 1
	Slide 27: Exemplo 1
	Slide 28: Exemplo 1
	Slide 29: Exemplo 1
	Slide 30: Exemplo 1
	Slide 31: Considerações finais
	Slide 32: Considerações finais
	Slide 33: Considerações finais
	Slide 34: Engenharia de Métodos e Processos
	Slide 35: Exercício

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