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Fisioterapia na saúde do trabalhador
A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador por meio de ações de prevenção, promoção, avaliação
e diagnóstico cinesiológico-funcional.
Adriana de Souza Marinho Teixeira
1. Itens iniciais
Propósito
Considerando a atual importância do fisioterapeuta nos postos de trabalho e nas empresas por meio de ações
preventivas ou terapêuticas, e a sua atuação na redução do índice de doenças ocupacionais, faz-se
necessária a qualificação desse profissional para a implantação de ações eficazes na saúde do trabalhador.
Objetivos
Reconhecer a inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador
Identificar ações da Fisioterapia na prevenção e na promoção da saúde do trabalhador
Empregar uma abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais
Analisar a atuação do fisioterapeuta na Ergonomia e na perícia judicial
Introdução
A partir do século XVIII, no contexto da Revolução Industrial na Inglaterra, ocorreram grandes transformações
nos processos de produção, além das mudanças sociais e econômicas, que se caracterizavam principalmente
pelo deslocamento de trabalhadores das áreas rurais para a área urbana e pela substituição do trabalho
artesanal e manufaturado para o manejo de máquinas, sendo vivenciada uma nova realidade. Porém, não
houve uma preparação adequada dos trabalhadores para esse novo modelo de mercado de trabalho.
Tínhamos crianças, mulheres e homens, com jornadas extensas, sem repouso adequado, em ambientes
insalubres e sem conhecer o processo de trabalho, o que gerava rotineiramente episódios de acidentes.
Somava-se a esse cenário a resistência dos novos empresários em garantir direitos trabalhistas.
Uma situação muito semelhante se desenvolveu no Brasil, porém, com o tempo, foi sendo percebido que era
necessário cuidar da saúde não somente da sociedade, mas também do trabalhador. Inicialmente, os
cuidados eram direcionados para garantir a produtividade da empresa. Com o passar do tempo, as doenças
ocupacionais tornaram-se o foco da atenção, porém, isso ainda não era suficiente para minimizar de forma
satisfatória as doenças no ambiente laboral, sendo necessária uma reformulação nas ações, o que originou
atuações voltadas para as relações sociais do empregado em seu ambiente e uma atenção para todo o
processo de trabalho. Chegamos, assim, à nossa fase atual, em que de fato nos preocupamos com a saúde e
o indivíduo, e não somente com a produtividade da empresa. Nessa evolução, surge um personagem
fundamental, que é o fisioterapeuta, dentro de uma equipe multidisciplinar, desenvolvendo atividades
preventivas e de promoção de saúde para o colaborador e ainda atuando na melhora do ambiente laboral. Os
benefícios alcançam o empregado, o empregador e toda a sociedade, com indivíduos mais saudáveis e
produtivos.
Para organizar nosso estudo, vamos estudar a inserção legal do fisioterapeuta nas ações laborais, as ações de
prevenção e promoção da saúde no trabalho, as abordagens fisioterapêuticas nas doenças ocupacionais e
ainda a atuação em Ergonomia e perícia judicial. Vamos lá? 
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1. A Fisioterapia na saúde do trabalhador
Cenário atual da saúde do trabalhador
O trabalho e a produção estão inseridos na sociedade, fazendo parte da vida de qualquer adulto com
capacidade laborativa, tendo importância social e pessoal, como a realização profissional e a capacidade de
sustentação financeira, tanto do trabalhador quanto de sua família, sendo, portanto, pré-requisitos
fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico sustentável. Atualmente, os maiores desafios para a
saúde do trabalhador estão relacionados às novas tecnologias e à automação e às novas substâncias
químicas e energias físicas, associados ao envelhecimento da população trabalhadora, que precisa se adequar
a esse novo ambiente e a uma demanda cada vez maior de metas e produtividade.
Várias medidas são tomadas para melhor adequação da saúde ocupacional, e dentre elas destacamos o
desenvolvimento, pelo Ministério da Saúde, da Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho
(PNSST), que é uma ação integrada com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social.
As ações em saúde ocupacional são
importantes estratégias não somente para
garantir a saúde dos trabalhadores, mas
também para contribuir positivamente para a
produtividade, qualidade dos produtos,
motivação e satisfação durante o processo de
trabalho, beneficiando toda a sociedade.
Nesse contexto, diversas atividades vêm sendo
desenvolvidas, sendo o fisioterapeuta do
Trabalho um especialista para promoção e
fortalecimento de toda a rede voltada para a
saúde do trabalhador, pois as ações requerem equipes multidisciplinares.
Atenção
Destacamos os riscos ergonômicos na saúde do trabalhador, que são muitas vezes relacionados a
posturas inadequadas, a transporte de equipamentos pesados, a trabalhos noturnos, à troca de turnos e
a trabalhos monótonos e repetitivos. Todas essas ações podem causar à saúde dos trabalhadores
problemas de postura, fadiga, sobrecargas vasculares e demais doenças ocupacionais. 
Sendo assim, a ação da Fisioterapia do Trabalho se torna indispensável nesse ambiente, e a sua inserção no
mercado possui respaldo em normas regulamentadoras do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia
Ocupacional (COFFITO) que serão apresentadas a seguir.
Atuação do fisioterapeuta em Saúde do Trabalho
Em 18 de dezembro de 2003, o COFFITO publicou a Resolução 259, que reconheceu a área de atuação da
Fisioterapia do Trabalho, dando referência aos procedimentos adotados por este profissional na saúde do
trabalhador. A citada resolução considerou a grande demanda de fisioterapeutas atuando em empresas ou
postos de trabalho, intervindo preventivamente e/ou terapeuticamente de forma relevante para a redução dos
índices de doenças ocupacionais, sendo esse profissional qualificado e legalmente habilitado para contribuir
com suas ações para prevenção, promoção e restauração da saúde do trabalhador. A Resolução 259/2003
define ainda que é atribuição do fisioterapeuta prestar assistência à saúde do trabalhador das seguintes
formas:
1
Fisioterapia na saúde do trabalhador
2
Prescrever procedimentos compensatórios às atividades laborais e do cotidiano, sempre que
diagnosticar sua necessidade.
3
Identificar, avaliar e observar os fatores ambientais que possam constituir risco à saúde funcional do
trabalhador.
4
Realizar a análise biomecânica da atividade produtiva do trabalhador, levando em conta as diferentes
exigências das tarefas nos seus esforços estáticos e dinâmicos, considerando:
No esforço dinâmico, a frequência, duração, amplitude e a força exigida. E no esforço estático, a
postura exigida, estimativa de duração da atividade específica e sua frequência. 
5
Realizar, interpretar e elaborar laudos de exames biofotogramétricos (na avaliação por
biofotogrametria, são marcados pontos anatômicos, como a sétima vértebra cervical e acrômios, que,
após serem fotografados, serão avaliados por um software específico, trazendo dados quantitativos
posturais), para fins diagnósticos.
6
Analisar e qualificar as demandas observadas através de estudos ergonômicos aplicados.
7
Elaborar relatório de análise ergonômica, estabelecer nexo causal para os distúrbios cinesiológicos-
funcionais e construir parecer técnico especializado em Ergonomia.
Veja abaixo como o fisioterapeuta pode auxiliar na saúde do trabalhador:
Direcionar atividades compensatórias
durante as jornadas de trabalho.
Avaliar por biofotogrametria, com
marcação de pontos anatômicos.
Cabe ainda destacar que o fisioterapeuta no âmbito da sua atividade profissional está qualificado e habilitado
para prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria especializada. Atuará também em programas
destinados à educação do trabalhador nos temas referentes a acidente do trabalho, doença funcional/
ocupacional e educação para a saúde. O fisioterapeuta deverá contribuir em uma equipe multidisciplinar, sem
renunciar à sua independência ética/profissional.voltados para a coluna vertebral, abdome e sistema respiratório, com duração de aproximadamente oito minutos, em grupos de 20 a 30 funcionários, abrangendo desde operários até diretores, sendo realizada de forma obrigatória e remunerada.
	Na década de 1970, ocorreu a expansão da GL, principalmente no Sul do Brasil, e atualmente a introdução dessa atividade nas empresas é compreendida como um forte ponto de humanização e prevenção de doenças ocupacionais, que teve uma grande expansão na década de 1990 em virtude de um novo comportamento empresarial, oriundo dos avanços das décadas de 1970-1980, que tinha percepções inovadoras, desenvolvendo-se também a Medicina do Trabalho.
	Saiba mais
	Mas qual seria o profissional habilitado
 para realizar essas atividades nos ambientes laborais?
	Art. 1º
	Art. 2º
	Educador físico
	Fisioterapeuta
	A inserção da ginástica laboral nas empresas seria obrigatória?
	Atenção
	Quais seriam os objetivos da GL?
	Adaptações físicas
	Adaptações psicológicas
	Tipos de ginástica laboral
	Ginástica de aquecimento ou preparatória
	Curiosidade
	Ginástica compensatória, de pausa ou de distensionamento
	Dica
	Ginástica relaxante ou de final de expediente
	Dica
	Plano piloto
	Ginástica laboral e atividades de promoção de saúde nas empresas
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador
	Conteúdo interativo
	Tipos de ginástica laboral
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais
	Histórico das doenças ocupacionais
	Saiba mais
	Exemplos de doenças ocupacionais
	Lesões por esforço repetitivo (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT)
	Principais causas:
	Prevenção:
	Hérnia de disco
	Principais causas:
	Prevenção:
	Transtornos mentais
	Principais causas:
	Prevenção:
	Lesões e comprometimentos articulares
	Principais causas:
	Prevenção:
	Dificuldades circulatórias e varizes nos membros inferiores
	Principais causas:
	Prevenção:
	Industrial
	Comercial
	Alimentício
	Transporte
	Serviços domésticos e de limpeza
	Curiosidade
	Origem da denominação LER/ DORT
	Pela primeira vez, a Previdência Social no Brasil reconheceu esse grupo de afecções com a denominação de tenossinovite do digitador.
	Foi adotada a denominação LER em procedimentos internos à instituição para a avaliação de incapacidade.
	Por meio da Norma Técnica do INSS (Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social), passou a ser adotado o acrônimo DORT para designar os referidos distúrbios, embora o termo LER continue a ser utilizado.
	Atenção
	Medidas preventivas
	Exemplo
	Utilização de pausas
	Atenção
	Quick Massage
	“Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica”
	Instrumentos avaliativos
	Checklist
	Recomendação
	Escala visual analógica da dor
	DORT e a atuação do fisioterapeuta
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Origem da denominação LER/DORT
	Conteúdo interativo
	Utilização de pausas
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Atuação na Ergonomia e na perícia judicial
	Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia
	Ergonomia cognitiva
	Ergonomia organizacional
	Ergonomia física
	Fatores ergonômicos analisados
	Atenção
	NR-17
	Levantamento, transporte e descarga de materiais.
	Mobiliário.
	Equipamentos.
	Condições ambientais do posto de trabalho.
	Própria organização do trabalho.
	1
	2
	3
	Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).
	Índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23°C.
	Velocidade do ar não superior a 0,75m/s.
	Umidade relativa do ar não inferior a 40%.
	Benefícios da realização de AET
	Analisar os riscos ergonômicos da empresa por meio da coleta de dados.
	Pontuar o nível de risco existente.
	Propor soluções de melhoria para baixar ou eliminar o risco.
	Perícia fisioterapêutica e perícia médica
	Saiba mais
	Atenção
	Artigo 1º da Resolução 466/2016
	Perícia extrajudicial
	Perícia judicial
	Perícia judicial do trabalho
	Perícia previdenciária
	Perícia securitária
	Perícia para pessoas com deficiências
	Artigo 5º da Resolução 466/2016
	Como posso me tornar um perito?
	Atuação do fisioterapeuta nas perícias judiciais
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia
	Conteúdo interativo
	NR-17
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	ReferênciasComentário
Percebemos, a partir da Resolução do COFFITO, a amplitude da inserção do fisioterapeuta no ambiente
ocupacional, podendo ele atuar nas mais diversas modalidades, e ainda considerar que essas
habilidades desenvolvidas devem ser aplicadas além do ambiente da empresa, sendo importante a
compreensão da relevância do ambiente ocupacional do paciente em qualquer tipo de atendimento
fisioterapêutico. 
Desde a década de 1990, já existiam fisioterapeutas atuantes na saúde do trabalhador, e que se mobilizaram
para criar a Associação Nacional de Fisioterapia do Trabalho com o objetivo de organizar e regulamentar essa
área em grande crescimento no Brasil. Vimos que, em 2003, o COFFITO publicou a Resolução 259,
reconhecendo a área de atuação da Fisioterapia do Trabalho. A partir dessa regulamentação, vários grupos
continuaram se reunindo, diversos fisioterapeutas tornaram-se atuantes na área do trabalho, e empresas
passaram a reconhecer a sua importância, o que gerou, em 13 de junho de 2008, a aprovação da Resolução
351/2008 pelo COFFITO, reconhecendo a especialidade em Fisioterapia do Trabalho.
Com essa importante conquista, a etapa seguinte foi o Ministério do Trabalho, por meio da Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO), descrever, em 2008, quem é esse especialista, especificando e detalhando
suas práticas nessa área, distinguindo áreas de atividade, competências pessoais e recursos de trabalho. A
descrição emitida pelo Ministério do Trabalho destaca que o especialista fisioterapeuta do trabalho: 
Executa a avaliação
Das funções musculoesqueléticas.
Ergonômica.
Da qualidade de vida no trabalho.
Estabelece o diagnóstico fisioterapêutico
Coleta dados.
Solicita exames complementares.
Interpreta exames.
Estabelece prognóstico.
Prescreve a terapêutica.
Estabelece nexo de causa cinesiológica-funcional ergonômica.
Planeja estratégias de intervenção.
Implementa ações de intervenção.
Educa em saúde → Propondo mudanças de hábito de vida; orientando pacientes, familiares e
cuidadores; ensinando e corrigindo o modo operatório; implementando a cultura ergonômica; e
ainda desenvolvendo programas preventivos e de promoção à saúde.
Resolução 351/2008 e Resolução 465/2016
Conforme a Resolução 351/2008, o fisioterapeuta é um profissional cujas competências e habilidades
abrangem a atuação no âmbito da saúde funcional do trabalhador, justificando a necessidade de se
reconhecer a especialidade de Fisioterapia do Trabalho como própria do profissional fisioterapeuta, que se
deu por meio da Resolução 465, de 20 de maio de 2016, que veio disciplinar e conceder o título de
Especialista Profissional em Fisioterapia do Trabalho. Veja, portanto, que a Resolução 351 reconhece a
Fisioterapia do Trabalho e a Resolução 465 forneceu clareza sobre os papéis dos fisioterapeutas dentro dessa
especialidade:
Resolução 351/2008
Dispõe sobre o Reconhecimento da Fisioterapia
do Trabalho como Especialidade do profissional
fisioterapeuta e dá outras providências.
Resolução 465/2016
Disciplina a Especialidade Profissional de
Fisioterapia do Trabalho e dá outras
providências.
Importante ressaltar que o fisioterapeuta deve se submeter ao exame de conhecimento para a concessão do
título de especialista em Fisioterapia do Trabalho, conforme determina a Resolução COFFITO 377/2010,
esclarecendo que o título concedido ao profissional fisioterapeuta será de “Especialista Profissional em”,
seguido da nomenclatura que define a especialidade profissional requerida, conforme resolução
regulamentadora da especialidade profissional. O título de especialidade profissional em Fisioterapia significa
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uma atenção especial em face das demandas dos clientes, dos familiares e da coletividade, para os quais a
referida atenção está dirigida. Para obtê-lo, são necessárias qualificação profissional e responsabilidade
perante a sociedade.
“Especialista Profissional em”
As especialidades reconhecidas pelo COFFITO são:
Para o exercício da especialidade profissional em Fisioterapia do Trabalho é necessário o domínio das
seguintes competências:
1
Realizar avaliação e diagnóstico cinesiológico-funcional para exames ocupacionais complementares,
reabilitação profissional, perícia judicial e extrajudicial.
2
Realizar análise ergonômica do trabalho, laudo ergonômico, parecer ergonômico e perícia ergonômica
conforme as leis e as normas vigentes.
3
Implementar cultura ergonômica e ações voltadas para a saúde do trabalhador, por meio de correção,
conscientização, prevenção, ergonomia e atividades de educação.
4
No âmbito ergonômico, realizar a adequação dos processos de trabalho, podendo ainda atuar junto às
Comissões Internas de Prevenção de Acidente do Trabalho (CIPA) e auxiliar e participar das Semanas
Internas de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) e das semanas Internas de Prevenção de
Acidentes no Trabalho Rural (SIPATR).
Áreas de conhecimento e disciplinas que o profissional
fisioterapeuta do Trabalho deve conhecer
Segundo a Resolução 465/2016, em seu artigo 4º, o fisioterapeuta do Trabalho deve ter o conhecimento e o
domínio das seguintes áreas e disciplinas:
 
Anatomia Geral dos Órgãos e Sistemas
Ergonomia
Doenças ocupacionais
Biomecânica ocupacional
Saúde do trabalhador
Legislação em saúde e segurança do trabalho
Higiene ocupacional
Legislação trabalhista e previdenciária
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Gestão em saúde e segurança do trabalho
Organização da produção e do trabalho
Aspectos psicossociais e cognitivos relacionados ao trabalho
Administração e marketing em Fisioterapia do Trabalho
Humanização, ética e bioética
 
Enfim, percebemos que o profissional atuante
na saúde do trabalhador deve ter conhecimento
em diversas áreas, envolvendo saúde,
legislação, segurança do trabalho e até
administração e marketing, sem deixar de
considerar suas atuações ergonômicas
posturais e preventivas.
Atuando ainda na CIPA e SIPAT, o profissional
deve ser engajado nas ações de promoção de
saúde e prevenção e ter claramente definido
todo o seu âmbito de atuação, não ficando
restrito às ações de ginástica laboral e indo muito além, tornando-se um profissional qualificado e necessário
dentro da empresa.
Atribuições do especialista profissional em Fisioterapia do Trabalho
A Resolução 465/2016, em seu artigo 5º, apresenta as atribuições que o especialista profissional em
Fisioterapia do Trabalho pode exercer, entre outras:
 
Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica
Gestão
Gerenciamento
Direção
Chefia
Consultoria
Auditoria
Perícias
 
Além das funções atribuídas pelo artigo 5º da referida regulamentação, a atuação desse fisioterapeuta se
caracteriza pelo exercício profissional em todos os níveis de atenção à saúde, seja primária, secundária ou
terciária, podendo participar, na rede pública, da atenção e da assistência em saúde do trabalhador a partir da
Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) e do Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador (CEREST). 
Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST
São centros que promovem ações para melhorar as condições de trabalho por meio da prevenção, proteção,
recuperação e vigilância das condições do ambiente do trabalho, sendo vinculados à Rede Nacional de
Atenção Integral à Saúde do Trabalhador - RENAST, existindo os CEREST estaduais e os regionais. 
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Os CEREST atendem os trabalhadores formais
dos setores privados e público, o trabalhador
autônomo, o trabalhador informal e o
trabalhador desempregado acometido por
doença relacionada ao trabalho realizado. Uma
equipe de profissionais faz o diagnóstico do
estado de saúde e, sendo constatada a relação
da doença com o trabalho, é feito o
atendimento no ambulatório de saúde do
trabalhador, caso contrário, é encaminhado a
outros serviços da rede do Sistema Único de
Saúde (SUS), sendo o fisioterapeuta um dos
profissionais integrantes das equipes.
Merece destaque também a Resolução482, de
1º de abril de 2017, que estabelece o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF), que é
um instrumento para a caracterização do trabalho do fisioterapeuta no Sistema de Saúde Brasileiro,
classificando e hierarquizando os procedimentos fisioterapêuticos, baseados em índices remuneratórios
adequados ao exercício ético deontológico da Fisioterapia brasileira. 
Atualmente, temos o RNPF 2019, que apresenta valores referenciais de remuneração dos procedimentos
fisioterapêuticos, elencando diversos desses procedimentos, inclusive dentro das especialidades da
Fisioterapia, sendo descritas no capítulo que trata de consultoria e assessoria geral em Fisioterapia do
Trabalho as seguintes atividades:
Análise da biomecânica da atividade produtiva do trabalhador.
Análise e qualificação das demandas observadas através de estudos ergonômicos aplicados.
Elaboração de relatório de análise ergonômica.
Exame admissional e demissional cinesiológico-funcional.
Exame periódico cinesiológico-funcional.
Prescrição e gerência de assistência fisioterapêutica preventiva.
Consultoria e assessoria - outras em Saúde Funcional.
Destacamos o Exame admissional e demissional cinesiológico-funcional, uma importante ferramenta de
avaliação associada ao exame médico, que tem por objetivo:
Traçar um perfil postural do trabalhador. Identificar características físicas que
podem gerar predisposições às lesões.
Orientar quanto às ações preventivas
desde a sua admissão.
Para a fazer essa avaliação, verificam-se a realização dos movimentos e as demandas físicas exigidas em
cada função, e essas considerações trazidas pelo fisioterapeuta do trabalho obtêm como benefícios a seleção
de trabalhadores mais adequados para determinada atividade laboral, o que gera maior produtividade e
diminui os riscos de lesões; e maior adaptabilidade do colaborador às suas funções, com menor gasto para a
empresa com afastamentos do trabalho. Percebemos, portanto, que o especialista em Fisioterapia do
Trabalho atua por meio de:
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Prevenção de doenças ocupacionais.
Manutenção da saúde.
Tratamento de distúrbios quando necessário.
Avaliação e análises ergonômicas do ambiente ocupacional (isso gera maior qualidade de vida para o
trabalhador e repercute positivamente na empresa em forma de maior produtividade).
Implantação de um laboratório de intervenções fisioterapêuticas ergonômicas (contribuindo para uma
ação mais eficaz).
 
A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador
A especialista Adriana de Souza abordará as bases regulamentadoras que garantem a inserção do
fisioterapeuta nas ações voltadas para a saúde do trabalhador e a sua colocação no mercado como
especialista em saúde do trabalhador.
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Atuação do fisioterapeuta em saúde do trabalho
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Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Adaptada: Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da
Fisioterapia e da Terapia Ocupacional - Fisioterapia do Trabalho - 2016) Qual das disciplinas está relacionada
ao art. 4º da Resolução COFFITO 465, de 20 de maio de 2016?
A
Reabilitação pós-operatória
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B
Neuropediatria
C
Higiene ocupacional
D
Dermatofuncional
E
Artroscopia mecânica e tecnológica
A alternativa C está correta.
A Resolução COFFITO 465/2016, dispõe no artigo 4º que o exercício profissional do fisioterapeuta do
Trabalho é condicionado ao conhecimento e domínio de vinte áreas e disciplinas, dentre elas Anatomia
geral dos órgãos e sistemas, Ergonomia, Higiene ocupacional e Ética e Bioética, porém não existe a
previsão da disciplina Artroscopia mecânica e tecnológica. As demais disciplinas não fazem parte do
conhecimento e domínio dessa especialidade.
Questão 2
(Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da Fisioterapia e da
Terapia Ocupacional - 2016 - Fisioterapia do Trabalho) De acordo com art. 5º da Resolução COFFITO 465, de
20 de maio de 2016, é atribuição do fisioterapeuta:
A
Traçar diagnóstico médico.
B
Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica.
C
Docência.
D
Publicar ou divulgar informações inverossímeis.
E
Prestar assistência gratuita quando desejar.
A alternativa C está correta.
Segundo o artigo 5º da Resolução COFFITO 465/2016, são atribuições do Especialista em Fisioterapia do
Trabalho, dentre outras: coordenação, supervisão e responsabilidade técnica; gestão; gerenciamento;
chefia; consultoria; auditoria e perícias. A docência não faz parte da atribuição do fisioterapeuta do
trabalho. É vedado ao fisioterapeuta traçar diagnóstico médico, publicar ou divulgar informações
inverossímeis e prestar assistência gratuita, salvo em casos de: I- ascendente, descendente, colateral, afim
ou pessoa que viva sob sua dependência econômica; II - colega ou pessoa que viva sob a dependência
econômica deste, ressalvado o recebimento do valor do material porventura despendido na prestação da
assistência; III - pessoa reconhecidamente hipossuficiente de recursos econômicos, de acordo com a
Resolução COFFITO 424/2013 - Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia.
2. Promoção da saúde do trabalhador
Fatores de influência na saúde do trabalho
Quando analisamos as interações homem-trabalho, identificamos diversos aspectos, dentre os quais
podemos destacar a fadiga, a monotonia, o estresse e a motivação, sendo esses quatro fatores de grande
interesse para profissionais que atuam na área do trabalho. Atualmente, ainda devemos considerar a presença
de pessoas com deficiência nas empresas e quais as suas necessidades. Outro fator importante é a variação
de idades, que pode ser representada desde o menor aprendiz até faixas etárias mais elevadas. 
Devemos considerar também o horário em que
a atividade laboral é realizada, pois sabemos
que existem horários e ritmos fisiológicos
próprios em que o organismo está mais apto
para o trabalho, o que permite um melhor
rendimento e menores riscos à saúde física e
mental do trabalhador. Diversos fatores
contribuem para esse estado de disposição
mais favorável, como o ritmo circadiano (cerca
de um dia) e características físicas, bem como
fatores externos, como a organização do
trabalho, o treinamento para a sua execução e
ainda sua habilidade individual.
Para a execução de atividades que exijam maior
esforço muscular, o organismo necessita de “aquecimento”, ou seja, uma preparação para iniciar as atividades,
existindo ainda atividades com grande demanda psicológica ou mental, o que pode prejudicar a eficiência da
precisão e da resposta motora adequada. Por essas questões, a preparação pode ser tanto física, quanto
mental, visando à concentração, ou mesmo ao relaxamento ao fim do expediente. Devemos ainda considerar a
motivação que está diretamente relacionada com a dedicação, o resultado e a satisfação com o trabalho, por
isso as atividades também devem considerar o quanto o trabalhador se sente motivado, e de que forma
podemos intervir de forma positiva nesse fator, por exemplo, por meio de atividades de integração de grupo, o
que facilita as inter-relações entre os colaboradores, agregando positivamente no ambiente laboral.
Dica
Um trabalhador motivado produz mais e melhor, reduzindo ainda o risco de lesões, uma vez que está
menos submetido aos efeitos da monotonia e fadiga, o que, consequentemente, pode acarretar redução
das pressões de hierarquias superiores, já que o colaborador vai apresentar maior eficiência. 
Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador
São muitas as funções e as áreas de atuações da Fisioterapia do Trabalho na prevenção e na promoção da
saúde do trabalhador, destacando-se:A prevenção de desconfortos musculoesqueléticos relacionados às atividades laborais.
O tratamento das disfunções musculoesqueléticas em ambulatórios dentro da empresa ou em clínicas
ou consultórios.
Intervenções ergonômicas de conscientização juntamente com a equipe interdisciplinar do trabalho.
Desenvolvimento de exercícios laborais.
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Para o desenvolvimento dos programas realizados pelo fisioterapeuta, são empregadas diversas técnicas,
dentre as quais destacamos: 
Ginástica laboral
São atividades de curta duração realizadas no ambiente de trabalho, que podem ser preparatórias
(funcionando como um aquecimento e despertando o trabalhador), compensatórias (em intervalos
intrajornadas) e de relaxamento (após a jornada de trabalho, acalmando o corpo e a mente).
Ergonomia
Estuda a interação homem-trabalho-equipamentos-ambiente laboral, buscando adequações quando
necessário, e para essa avaliação são observados aspectos:
Técnicos: maquinário, mobiliários e layout.
Organizacionais: duração e número de pausas intrajornadas, ritmo de trabalho, a existência de turnos
de trabalhos.
Ambientais: Temperatura, vibração, ruído, luminosidade etc.
Atividades preventivas de lesões ocupacionais por meio de cinesioterapia preparatória,
compensatória, e as atividades de relaxamento após a jornada de trabalho.
Tratamento das lesões ocupacionais mediante eletroterapia, cinesioterapia e orientações
posturais.
Laudos ergonômicos
Por meio do emprego de ferramentas específicas para avaliação.
Exames admissionais e demissionais por meio da avaliação do posto de trabalho, atividade
realizada pelo colaborador e laudos musculoesqueléticos.
Exames periódicos
Avaliações voltadas para a prevenção de lesões e controle.
Atuação em programas de promoção de saúde e qualidade de vida.
Percebemos que o âmbito de atuação do fisioterapeuta do Trabalho é amplo e pode se mostrar extremamente
útil para a empresa, justificando a importância da presença desse profissional no ambiente laboral. Dentre as
diversas atuações do fisioterapeuta no ambiente de trabalho, vamos agora estudar o que talvez seja a
modalidade de intervenção mais conhecida, que é a ginástica laboral.
Ginástica laboral
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Exercício de ginástica laboral.
Em 2011, por meio da Resolução 385, o
COFFITO dispõe sobre o uso da ginástica
laboral (GL) pelo fisioterapeuta. Em sua
elaboração, dentre outras questões, foram
consideradas as ações de promoção da saúde,
bem-estar social e qualidade de vida da
Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e
Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil.
Segundo a resolução, compete ao
fisioterapeuta atuar por meio da ginástica
laboral, devendo levar em conta as condições
ergonômicas do posto de trabalho, por meio da
aplicação de exercícios que podem ser
desenvolvidos individualmente ou em grupo, sendo um método de promoção da saúde, preventivo de desvios
físico-funcionais e ocupacionais próprios, além de buscar a melhoria do desempenho laboral e o tratamento
das disfunções físico-funcionais.
E como seriam organizados os exercícios? Podem ser exercidos como uma atividade:
Preparatória
Compensatória
Corretiva
De relaxamento
A seguir, vamos apresentar o histórico da GL, seus instrumentos de avaliação, o planejamento das atividades
de GL e sua implementação. 
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Histórico
1925
A GL surgiu na Polônia, em 1925, desenvolvendo-se posteriormente em outros países, como Holanda,
Rússia e Bulgária, sendo um modelo de ginástica de pausa para os operários. No Japão, foi
implantada para funcionários dos correios no início do expediente como ginástica preparatória.
1928
Em 1928, passou a ser adotada como prática diária nas empresas, com atividades guiadas por rádio,
sendo inserida também em serviços e escolas visando à promoção de saúde. França, Bélgica e Suécia
adotaram, em 1960, estudos sobre os benefícios da GL e, no mesmo período, os Estados Unidos
incentivavam a prática de atividades físicas dentro e fora das empresas, criando as academias
coorporativas.
1969
No Brasil, em 1969, foi introduzida a GL em uma indústria de construção naval no Rio de Janeiro,
sendo realizados exercícios voltados para a coluna vertebral, abdome e sistema respiratório, com
duração de aproximadamente oito minutos, em grupos de 20 a 30 funcionários, abrangendo desde
operários até diretores, sendo realizada de forma obrigatória e remunerada.
1970
Na década de 1970, ocorreu a expansão da GL, principalmente no Sul do Brasil, e atualmente a
introdução dessa atividade nas empresas é compreendida como um forte ponto de humanização e
prevenção de doenças ocupacionais, que teve uma grande expansão na década de 1990 em virtude
de um novo comportamento empresarial, oriundo dos avanços das décadas de 1970-1980, que tinha
percepções inovadoras, desenvolvendo-se também a Medicina do Trabalho.
E qual seria a definição de ginástica laboral? Atividades planejadas e realizadas coletivamente no ambiente
laboral e durante o expediente, podendo ter diversos objetivos, porém sempre focando na saúde e no bem-
estar do trabalhador.
Saiba mais
A GL também é denominada como: atividade física na empresa, ginástica laboral compensatória,
ginástica de pausa e cinesioterapia compensatória do trabalho. 
Mas qual seria o profissional habilitado para realizar essas atividades
nos ambientes laborais?
Já sabemos que a Resolução COFFITO 259/2003 é uma norma que dispõe sobre a Fisioterapia do Trabalho,
definindo as formas de atuação nessa área, não sendo taxativa no sentido de indicar que apenas o
fisioterapeuta pode exercer essa atividade. Já o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), em sua
Resolução 73/2004 e Resolução 323/2016, estabelece:
Art. 1º
O Profissional de Educação Física tem
prerrogativa privativa de planejar, organizar,
dirigir, desenvolver, ministrar e avaliar
programas de atividades físicas,
particularmente, na forma de ginástica laboral e
de programas de exercícios físicos, esporte,
recreação e lazer, independentemente do local
e do tipo de empresa e trabalho.(RESOLUÇÃO
73/2004)
Art. 2º
O especialista profissional em Ginástica Laboral
para efeito de reconhecimento pelo Sistema
CONFEF/CREF e para atuação profissional
específica, destina-se, exclusivamente, aos
Profissionais de Educação Física, que tenham
concluído o curso de Bacharelado em Educação
Física e estejam devidamente registrados no
Sistema CONFEF/CREF.(RESOLUÇÃO
323/2016)
Observe que as normas expedidas pelo CONFEF nos trazem as palavras privativa e exclusivamente, o que,
muitas vezes, favorece a interpretação de que o educador físico seria o único profissional habilitado para
executar trabalhos de ginástica laboral.
Se observamos a matriz curricular do curso de Educação Física, a grade é direcionada a atividades físicas
voltadas para o esporte com diferentes tipos de ginástica (laboral, artística e geral), já o fisioterapeuta tem
uma grade voltada para o conhecimento postural, de patologias e intervenções em disfunções.
Educador físico
Apresenta-se bem preparado para ministrar a GL, principalmente na
elaboração de atividades com enfoques lúdicos, dinâmicos e em grupos,
o que é importante para os trabalhos em empresas e com grupos de
pessoas. Esses profissionais aprendem também a desenvolver a
motivação durante a realização das atividades, influenciando e
incentivando o participante a não desistir.
Fisioterapeuta
É um profissional que também se apresenta apto, pois tem uma visão de
reabilitação, o que requer um conhecimento mais aprofundado do
sistema musculoesquelético e dos sistemas orgânicos em geral, das
questões posturais e do detalhamento dos movimentos corporais, o que
o deixa mais preparado para elaboração de um programa que busque
prevenir lesões dos diversos sistemas orgânicos. Além disso, possui
conhecimento de diversos instrumentos de avaliação, o que facilita o
diagnóstico funcional dentro do ambiente de trabalho.
Podemos concluir que ambos possuem habilitação profissional para ministrar a ginástica laboral, havendo
característicaspeculiares em cada formação que, quando reunidas, alcançam o ideal para a saúde e a
qualidade de vida do trabalhador, o que pode sugerir a prática de atividades interdisciplinares entre essas
duas profissões, podendo ser uma excelente escolha a atuação conjunta desses dois especialistas.
A inserção da ginástica laboral nas empresas seria obrigatória?
Não existe nenhuma norma que, atualmente, determine a sua obrigatoriedade, porém existem projetos de lei
(PL) tramitando no Senado Federal em busca dessa inserção, como o PL 3273/2019, que institui a GL em
órgãos públicos, devendo ser realizado sob orientação de profissionais da Educação Física, da Fisioterapia ou
da Terapia Ocupacional. O texto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), seguindo para a
decisão final. 
Atenção
O projeto estabelece a oferta diária de ginástica laboral por, no mínimo, 15 minutos, podendo a prática
ser desenvolvida até mesmo durante o trabalho a distância, uma vez que os funcionários deverão
receber orientações de atividades pela internet. O PL prevê ainda que a adesão dos trabalhadores aos
programas de exercício será facultativa, proibindo-se a aplicação de qualquer espécie de punição
àqueles que não quiserem se engajar na atividade. 
Vamos agora falar um pouco sobre as estratégias empregadas nas aulas de ginástica laboral.
Quais seriam os objetivos da GL?
Adaptações físicas Adaptações psicológicas
Podemos extrair, portanto, os seguintes benefícios:
Melhor mobilidade articular e flexibilidade.
Melhor adaptação postural no posto de trabalho.
Melhor ânimo e disposição.
Socialização no ambiente laboral.
Melhor produtividade individual e consequentemente coletiva.
Com isso, reduzimos:
Tensão e fadiga muscular.
Inatividade.
Monotonia no ambiente laboral.
Afastamento por lesões ocupacionais.
Tipos de ginástica laboral
Podemos dividir a GL em três modalidades:
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Ginástica de aquecimento ou preparatória
Tem duração de, aproximadamente, 10 minutos, sendo realizada no início das atividades ou logo nas horas iniciais do expediente. Tem como 
Muitos trabalhadores chegam com sono ou até mesmo cansados e desanimados após longas horas dentro do transporte, trazendo ainda mu
laborais. Consequentemente, teremos um corpo mais preparado, e as tarefas serão feitas com maior precisão e segurança.
Curiosidade
Dados estatísticos já foram levantados apontando que essa prática antes do início da jornada de trabalho ou nas horas iniciais reduz os ac
Destacamos o relato de um funcionário praticante de ginástica de aquecimento:
 
Antes do programa de ginástica, eu chegava à firma, abria as gavetas, pegava todos os materiais, ia tomar café, parava, pensava e só ia m
(LIMA, 2018, p. 32)
Ginástica compensatória, de pausa ou de distensionamento
Tem duração de, aproximadamente, 10 minutos, buscando alongar músculos mais exigidos, ativar músculos posturais como abdominais, conc
Dica
Em atividades que exijam a pausa obrigatória, como para os trabalhadores de “Call Center”, pode ser implantada a ginástica compensatóri
Ginástica relaxante ou de final de expediente
Também tem a duração de, aproximadamente, 10 minutos, priorizando os exercícios de alongamento, automassagem e que gerem relaxamen
Dica
Para a escolha de qual modalidade de intervenção laboral será realizada, é necessário que se leve em consideração a organização da emp
Os programas de GL devem ser complementados por ações educativas, ampliando o conhecimento do trabalhador sobre saúde, o que será b
Plano piloto
Para que essas medidas sejam eficazes, é necessária uma análise detalhada das atividades desenvolvidas na empresa, bem como um levant
Palestras educativas para conscientização dos trabalhadores e dos empregadores.
Elaboração de material didático e ilustrativo.
Análise física e funcional dos colaboradores durante suas atividades.
Visitas “surpresa” durante as atividades laborais que permitam uma observação espontânea dos movimentos.
Orientações e recomendações posturais durante as atividades e após as atividades laborais, como forma de dormir ou se sentar.
Triagem e abordagem diferenciada de colaboradores que já apresentam queixas de dores ou desconfortos musculoesqueléticos.
Orientação para exercícios domiciliares.
Buscar informações junto ao departamento médico e recursos humanos para obter dados sobre causas de afastamento e acidentes n
Ginástica laboral e atividades de promoção de saúde nas empresas
A especialista Adriana de Souza apresentará modalidades de intervenção por meio da ginástica laboral e de ações de promoção de saúde e 
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador
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Tipos de ginástica laboral
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(2018/ PS Concursos/ Prefeitura de Sombrio - SC/ Fisioterapeuta) 
Na fase produtiva da vida, as doenças que afetam o sistema osteomioarticular representam um dos principais problemas para a saúde da po
( ) O profissional fisioterapeuta realiza exercícios diários, de curta duração (de 5 a 15 minutos) de fácil execução, que promovem melhorias fu
( ) A presença do fisioterapeuta torna-se dispensável para a saúde dos funcionários de uma empresa e pode contribuir pouco para uma prod
( ) Não há uma legislação específica que obrigue as empresas a manterem um fisioterapeuta em seu quadro de funcionários.
( ) O alinhamento entre o fisioterapeuta e os outros profissionais de saúde da empresa (como médicos e enfermeiros) potencializa as interven
Assinale a alternativa com a sequência correta:
A
V, F, V, V.
B
F, V, F, V.
C
F, F, V, V.
D
V, V, F, V.
E
V, V, V, V.
A alternativa A está correta.
A ginástica laboral é uma atividade praticada na empresa durante o expediente, tendo uma duração média de 10 minutos, podendo ser exe
Questão 2
(Adaptada: FAFIPA - Prefeitura de Arapongas - PR - Fisioterapeuta - 2020) 
Os programas de ginástica laborais preparatórios e compensatórios praticados pelos colaboradores incluem a realização de:
A
exercícios de equilíbrio.
B
exercícios pliométricos.
C
exercícios de treinamento funcional.
D
exercícios respiratórios.
E
exercícios de reabilitação.
A alternativa D está correta.
A ginástica laboral caracteriza-se por atividades realizadas no ambiente de trabalho durante o expediente, podendo ser dividida em três mo
3. Abordagem fisioterapêutica nas doenças ocupacionais
Histórico das doenças ocupacionais
Paracelso descreveu, há cerca de 400 anos:
Paracelso (1493-1541)
Foi um médico, alquimista e filósofo suíço que revolucionou a medicina de seu tempo com suas teorias.
 
Todas as substâncias são tóxicas. Não há uma que não seja veneno. A dose correta é que diferencia um veneno de um remédio.
(SPRADA, 2013, p. 14)
Com essa reflexão e associando as diversas substâncias presentes no ambiente de trabalho, como as de origem mineral, animal e vegetal, po
Plínio, ao visitar as galerias de minas em 23-79 d.C., ficou impressionado com os trabalhadores expostos ao chumbo, ao mercúrio e às poeira
Trazemos agora trecho de uma obra de valor inestimável, As doenças dos trabalhadores, escrita em 1700 por Bernardino Ramazzini, traduzid
 
Ninguém desconhece o lamentável dano que o mercúrio causa aos ourives, ocupados, geralmente, em dourar objetos de prata ou de bron
(RAMAZZINI, 2016, p. 39)
Depois passamos pela Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX trazendo péssimas condições de trabalho, com jornadas extensas, locais i
O único pensamento a partir desse novo modelo operacional de maquinários era a produtividade, porém a população operária se manifestou 
Em 1919, foi criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, em 1925, foi publicadaa primeira lista oficial de abrangência universal es
Saiba mais
As doenças ocupacionais são produzidas, adquiridas ou desencadeadas pelo exercício da atividade ou em função de condições especiais
quanto antes. (ANAMT, 2017)
Exemplos de doenças ocupacionais
A Portaria 1339/1999 do Ministério da Saúde instituiu uma extensa lista de doenças relacionadas ao trabalho, que envolve doenças da pele, d
Como vimos, existe uma extensa lista de doenças ocupacionais, porém vamos apresentar algumas que são mais recorrentes e como o fisiote
Lesões por esforço repetitivo (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DO
Podem ser exemplificados pelas tendinites, tenossinovites e bursites.
Principais causas:
Movimentos repetitivos.
Hábitos posturais inadequados.
Postura inadequada no posto de trabalho.
Cobrança de metas.
Falta de comunicação e de sinalização pelo trabalhador no surgimento dos sintomas iniciais.
Falta de medidas adequadas em benefício da saúde do trabalhador, como a inserção de ginástica laboral, avaliações ergonômicas e d
Prevenção:
Investimento em profissionais habilitados para atividades preventivas e de promoção de saúde.
Adequação do mobiliário do posto de trabalho.
Avaliação físico-funcional, identificando fragilidades e qualidades físicas que devem ser tratadas e aproveitadas respectivamente.
Respeito às pausas e introdução de exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento.
Boas relações interpessoais entre colegas de setores e supervisão hierárquica.
Incentivo para que os colaboradores estejam engajados em programas de saúde e qualidade de vida.
Hérnia de disco
Principais causas:
Movimentos repetitivos e sobrecargas sobre o tronco.
Levantamento e transporte de pesos de forma inadequada.
Posturas inadequadas durante as atividades laborais, principalmente nas posturas sentadas mantidas por longa duração, ou que gera
Movimentos rotacionais do tronco, principalmente com sobrecargas.
Fatores não necessariamente ocupacionais, mas que podem contribuir para o comprometimento, como sedentarismo, sobrepeso e re
Prevenção:
Adequação de mobiliário e de equipamentos.
Fracionamento das cargas e do número de repetições, com redução do ritmo das tarefas.
Pausas estratégicas e conjugação das pausas com exercícios preparatórios e compensatórios, principalmente para as atividades reali
Programas de incentivo à qualidade de vida e a prática regular de atividades físicas.
Transtornos mentais
Podem ser exemplificados pela depressão, ansiedade e estresse pós-traumático
Principais causas:
Alta demanda de metas, muitas vezes, inalcançáveis.
Trabalhos monótonos.
Jornadas noturnas, comprometendo o convívio social, com a família, e gerando alterações hormonais adaptativas.
Percepção do seu trabalho como “de menor importância”.
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Qualquer tipo de assédio no trabalho.
Situações de alto nível de estresse, seja pelos ruídos, temperaturas ou pressões psicológicas.
Vivência constante no ambiente laboral com o sofrimento humano de terceiros, como o que ocorre com profissionais de saúde e assis
Prevenção:
Adequação das metas à realidade.
Relações interpessoais respeitosas.
Reconhecimento do valor do trabalho realizado.
Programas de apoio para trabalhadores com reserva de turno e expedientes noturnos.
Programas de apoio e acompanhamento de profissionais que já foram vítimas de acidentes ou de qualquer tipo de violência no trabalh
Programas de apoio para trabalhadores submetidos a situações de estresse.
Programas de apoio para profissionais que lidam constantemente com o sofrimento humano.
Lesões e comprometimentos articulares
Principais causas:
Manutenção de posturas inadequadas no posto de trabalho.
Movimentos repetitivos associados a cargas, principalmente em membros superiores e coluna vertebral.
Fatores não necessariamente ocupacionais, mas que podem contribuir para o comprometimento, como sedentarismo, encurtamentos
Prevenção:
Adequação do mobiliário do posto de trabalho.
Redução da necessidade de uso da força e do número de repetições.
Pausas e exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento.
Definição de metas adequadas.
Boas relações interpessoais.
Definição e clareza pela empresa sobre o que é esperado de cada um, com adequada divisão de tarefas.
Programas de incentivo à qualidade de vida e prática regular de atividades físicas.
Dificuldades circulatórias e varizes nos membros inferiores
Principais causas:
Trabalho em pé ou sentado com pouca movimentação.
Fatores como obesidade, sedentarismo e condições físicas que dificultem o retorno venoso e linfático.
Prevenção:
Análise ergonômica das tarefas para adequação do mobiliário e equipamentos, permitindo a alternância de posturas.
Previsão de pausas e de mobilidade no posto de trabalho.
Exercícios preparatórios, compensatórios ou de relaxamento.
Programas de incentivo à qualidade de vida e prática regular de atividades físicas.
Percebemos, portanto, que as doenças ocupacionais vão muito além dos comprometimentos do sistema musculoesquelético, o que justifica 
Lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) são as doenças que mais afetam os trabal
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Segundo dados dessa mesma pesquisa, as lesões por esforço repetitivo e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho são os co
As mulheres foram as mais afetadas (51,7%), a faixa etária entre 40 e 49 anos (33,6%), a região que registrou o maior número de casos foi o S
As ocorrências de LER e DORT foram maiores nos profissionais dos seguintes setores ocupacionais:
Industrial
Alimentício
Serviços domésticos e de limpeza
Entre as profissões:
Faxineiros.
Operadores de máquinas fixas.
Alimentadores de linhas de produção.
Cozinheiros foram os mais atingidos com algum desses problemas de saúde no trabalho.
Curiosidade
Desde 2000, o dia 28 de fevereiro é considerado o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteom
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Origem da denominação LER/ DORT
1987
Pela primeira vez, a Previdência Social no Brasil reconheceu esse grupo de afecções com a denominação de tenossinovite do digitador
1991
Foi adotada a denominação LER em procedimentos internos à instituição para a avaliação de incapacidade.
1998
Por meio da Norma Técnica do INSS (Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social), passou a ser adotado o acrônimo DORT para des
Muitas vezes, o trabalhador sente desconforto e dor, porém sem uma lesão tecidual aparente, ou verificável, podendo estar relacionado com
Portanto, nesses casos, a denominação distúrbio acaba sendo mais adequada que lesão.
O termo esforço repetitivo também pode ser dispensado, pois muitas lesões ou distúrbios apresentados pelo trabalhador podem não estar re
Concluímos que o termo DORT parece ser mais adequado quando falamos de doenças ocupacionais, principalmente por ser mais abrangente
 
As LER/DORT são, por definição, um fenômeno relacionado ao trabalho. São danos decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistem
(BRASIL, 2006, p. 5)
As estruturas e áreas mais afetadas nos DORT são tendões, músculos e articulações, principalmente dos membros superiores, ombros e pes
Atenção
O DORT pode prejudicar a produtividade laboral, a participação na força de trabalho, além de comprometer o financeiro e a posição alcan
Outro fator preocupante é que essas síndromes são responsáveis pela maior parte dos afastamentos do trabalho e por maior tempo, represe
Medidas preventivas
O Ministério da Saúde recomenda aos empregadores atenção à Norma Regulamentadora 17, expedida pelo Ministério do Trabalho, que estab
Exemplo
O fisioterapeuta pode orientar ajustes na cadeira, de modo que as costas fiquem apoiadas no encosto, os pés toquem no chão e os braço
Utilização de pausas
O trabalhadornão deve ficar por muito tempo realizando a mesma tarefa, sendo necessário intercalar posturas e/ou atividades para interrom
E como já abordamos, também é igualmente importante que o fisioterapeuta promova ações de educação em saúde aos trabalhadores, bem 
A prevenção é a melhor atuação nas doenças ocupacionais, sendo esse o maior enfoque que o fisioterapeuta deve ter. Porém, se já estiver in
abrangente e eficaz. 
Atenção
Os casos mais graves de DORT são geralmente tratados fora da empresa, pois, frequentemente, o trabalhador está licenciado para tratam
Durante as intervenções, especialmente, nos DORT, seja no consultório localizado na empresa, em clínicas de fisioterapia ou espaços especi
Técnicas de autoalongamento, estimulando o domínio do movimento pelo paciente.
Fortalecimento muscular.
Mobilização articular passiva.
Reeducação postural.
Exercícios respiratórios.
A cinesioterapia pode ainda ser associada ao emprego de eletrotermofototerapia, que é um excelente recurso para redução da dor e do quad
Podemos destacar ainda a atuação da Fisioterapia nas dermatoses ocupacionais, complicações respiratórias e dos demais sistemas que
Lembrando ainda que a Fisioterapia pode contribuir na saúde do trabalhador por meio de centros especializados promovidos pelo SUS, como
Quick Massage
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É um termo em inglês que significa “massagem rápida”. Trata-se de uma massagem de curta duração na qual o paciente é posicionado senta
“Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica”
A “Blitz Postural” ou “Blitz Ergonômica” é a orientação realizada em setores ou postos de trabalho, auxiliando na adaptação do ambiente de tr
Instrumentos avaliativos
Checklist
Existem diversos instrumentos que podem ser empregados para avaliar o colaborador antes de iniciar as intervenções. Podemos aplicar ques
Recomendação
Devemos evitar trazer mais sobrecarga, além do que os colaboradores já se submetem em suas tarefas diárias, por isso o ideal é que a no
Exemplo de checklist:
Preste atenção nos seguintes pontos:
É sempre importante avaliar antes de qualquer ação, seja por fotos ou instrumentos escritos, e qualquer tipo de ação deve ser pautad
A inserção da data é um dado da avaliação fundamental, servindo como referência e base para levantamento e análise comparativa do
O nome do avaliador também deve sempre estar presente, pois qualquer dúvida quanto à avaliação poderá ser mais facilmente esclar
Escala visual analógica da dor
Outro exemplo de instrumento avaliativo é a escala visual analógica da dor, que pode ser empregada para funcionários que apresentam algum
Percebemos, portanto, que a principal atuação nas doenças ocupacionais é a modalidade preventiva, porém nem sempre é possível evitar a i
DORT e a atuação do fisioterapeuta
A especialista Adriana de Souza abordará o significado de DORT e as formas de intervenção fisioterapêutica.
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Origem da denominação LER/DORT
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Utilização de pausas
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptada: FURB - Prefeitura de Blumenau - SC - Técnico em Enfermagem - 2019) 
As doenças ocupacionais são aquelas produzidas, adquiridas ou desencadeadas pelo exercício da atividade ou em função de condições esp
I - Para prevenir as dorsalgias, é indicada a adequação do mobiliário e equipamentos, fracionamento das cargas e do número de repetições, 
II - Para prevenir as varizes de membros inferiores, é importante que, durante o trabalho, o indivíduo mantenha-se, preferencialmente, sentad
III - Lesões e comprometimentos articulares podem ser prevenidos somente por meio de pausas e exercícios preparatórios.
Assinale a resposta correta:
A
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
C
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
D
A afirmativa II está correta.
E
Apenas a afirmativa I está correta.
A alternativa E está correta.
I - Para prevenir as dorsalgias, é indicada a adequação do mobiliário e equipamentos, controle de metas e da sobrecarga, e intervenções po
Questão 2
(IDIB/ 2020/ Câmara de Condado - PE/ Agente Administrativo) 
No ambiente de trabalho, é comum se deparar com a sigla DORT, que está relacionada com o impacto da rotina laboral na vida do trabalhado
A
Distúrbio de órgãos relacionados ao trabalhador.
B
Doenças oculares, reumatológicas e transpiratórias.
C
Doenças ocupacionais pela reincidência do trabalho.
D
Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.
E
Distúrbios osteomusculares relatadas ao trabalho.
A alternativa D está correta.
O acrônimo DORT foi trazido em 1988 pelo INSS, como uma abordagem mais ampliativa que o usual termo lesão por esforço repetitivo (LER
4. Atuação na Ergonomia e na perícia judicial
Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia
“Ergo” significa trabalho, “normos” significa normas, ou seja, é uma ciência que envolve normas para o trabalho, podendo ser denominada co
Podemos trazer uma definição clássica desta ciência:
 
Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu ambiente de trabalho, equipamento e ambiente, principalmente a aplicação
(BROWNE et al., 1950, apud CORRÊA BOLETTI, 2015, p. 3)
A Ergonomia é uma ciência muito ampla, uma vez que busca estudar o homem e o ambiente em que está inserido. Segundo a 
Ergonomia cognitiva
Está relacionada com o estudo de qualidades como foco, concentração, raciocínio e atenção, que são fatores extremamente importantes
avião.
 
A Ergonomia cognitiva estuda e implementa soluções para que o trabalho se torne mais agradável e consequentemente produtivo, trazen
 
As elevadas cargas de trabalho, pressões psicológicas, falta de harmonia entre ambiente, empresa e colaboradores, falta de domínio e d
Ergonomia organizacional
Consiste em tudo o que constitui uma empresa, que vai desde elementos físicos até pontos como a filosofia da empresa, observando as
buscando melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho e redução de fatores de risco para doenças relacionadas ao trabalho.
 
Como a Ergonomia organizacional pode intervir?
 
Fortalecendo a identidade cultural da empresa, como valores e ética.
Identificando e agindo contra relações hierárquicas tóxicas.
Realizando treinamentos com os funcionários no espaço corporativo.
Avaliando a arquitetura do ambiente, que pode influenciar na cultura e no clima que se pretende desenvolver na empresa.
 
Ergonomia física
Está relacionada com as características corporais do trabalhador e suas atividades, e a sua integração físico-psicológica com o ambiente
Fatores ergonômicos analisados
Veja alguns focos de análise da organização do trabalho que necessitam de atenção:
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Posto de trabalho: ferramentas, maquinário, mobiliário, equipamentos de proteção individual (EPIs).
Postura adotada pelo trabalhador.
Ambiente físico: iluminação, ruídos, temperatura, umidade, cores e higienização.
O sistema de gestão organizacional adotado pela empresa.
Os estudos em Ergonomia priorizam buscar formas de diminuir a carga de trabalho a que os funcionários estão submetidos. No que diz respe
Atenção
Por meio das análises ergonômicas, é possível identificar determinantes que devem ser revistos e adequados na melhora da qualidade de
NR-17
Quando falamos de Ergonomia, não podemos deixar de abordar a NR-17, que é uma norma regulamentadora expedida pelo Ministério do Trab
As condições de trabalho incluem aspectos que têm relação com:
1
Levantamento, transporte e descarga de materiais.
2
Mobiliário.
3
Equipamentos.
4
Condições ambientais do posto de trabalho.
5
Própria organização do trabalho.
Vamos destacar alguns pontos da referida norma que são relevantes para a atuação do fisioterapeuta nas empresas:• 
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1
Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua s
2
Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados.
3
Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: altura ajustável à estatura d
 
Para as atividades em que os trabalhos devam realizar sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte 
A NR-17 aborda também as condições ambientais de trabalho, determinando que devam estar adequadas às características psicofisiológicas
1
Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no Instituto Nacional de Met
2
Índice de temperatura efetiva entre 20°C e 23°C.
3
Velocidade do ar não superior a 0,75m/s.
4
Umidade relativa do ar não inferior a 40%.
Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a parti
Devem ser incluídas pausas para descanso.
Quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 dias, a exigência de produção deverá permit
Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, deve ser fornecido suporte adequado para documentos, que possa ser a
A NR-17 prevê ainda que, para prevenir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombros, dorso e membros superiores, as empres
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a) Fora do posto de trabalho.
b) Em 2 períodos de 10 minutos contínuos.
Benefícios da realização de AET
A Ergonomia oferece informações que permitem a orientação para posturas adequadas, seja no ambiente laboral, seja em casa e durante tod
Na elaboração da AET, é importante atender a outras normas além da NR-17, como a ABNT 9050:2015, que trata de acessibilidade a edificaç
Analisar os riscos ergonômicos da empresa por meio da coleta de dados.
Propor soluções de melhoria para baixar ou eliminar o risco.
A análise ergonômica traz diversos benefícios para a empresa, tais como:
Redução do risco de doenças do trabalho.
Diminuição da taxa de absenteísmo (falta ao trabalho).
Redução de queixas dos trabalhadores.
Mais segurança para execução das tarefas.
Melhor compreensão dos processos do trabalho.
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Aumento da produtividade.
Auxilia no cumprimento pela empresa das normas em Ergonomia.
Pode ser usada como prova em processos trabalhistas, demonstrando os cuidados ergonômicos da empresa.
Auxilia no gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO).
A AET deve ser realizada por um profissional capacitado e que vise à redução dos riscos sem reduzir a produtividade da empresa, sendo uma
Ao final, na relação custo-benefício, a contratação de profissionais habilitados como fisioterapeutas especialistas em Ergonomia acaba s
Perícia fisioterapêutica e perícia médica
Quando existe a disputa de interesses, chamamos no mundo jurídico de “lide”, e, muitas vezes, o juiz, que é o órgão julgador, não tem conhec
Um dos fundamentos jurídicos para a instituição da perícia é apresentado no Código de Processo Civil Brasileiro (CPC), art. 156:
 
O juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico.§ 1º Os peritos serão nomeados en
(ART. 156, CPC)
Se a questão controversa for de ordem nosológica, caberá ao médico realizar a perícia para definir a patologia, seu prognóstico e a possível e
Nosológica
Parte da Medicina que se dedica ao estudo e à classificação das doenças.
Saiba mais
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determina que, para a realização de perícias em matéria de acidente do trabalho e doenças ocupac
Destacamos ainda o artigo 475 do CPC, que traz a possibilidade da nomeação de mais de um perito quando a lide requer pareceres técnicos
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Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito, 
(ART. 475, CPC)
Vale destacar que a Fisioterapia se encontra contemplada na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho (CREFIT
Atenção
No diagnóstico nosológico, o que identifica doenças, quando ocorre dúvida da presença ou não da doença, a perícia será de competência
Se a profissão evolui, sua regulamentação deve acompanhar esse crescimento, auxiliando a delimitar e direcionar a sua atuação. Por esta raz
Artigo 1º da Resolução 466/2016
 
O fisioterapeuta no âmbito da sua atuação profissional é competente para elaborar e emitir parecer, atestado ou laudo pericial indicando o
invalidez (incompetência laboral definitiva); e) instrução de processos administrativos ou sindicâncias no setor público (em conformidade
(ART. 1º, RESOLUÇÃO 466/2016).
A referida norma, em seu artigo 2º, dispõe que “Compete ao fisioterapeuta, no âmbito de sua expertise, realizar perícias judiciais e assistênci
Perícia fisioterapêutica e assistência técnica são classificadas de acordo com as áreas de atuação:
Perícia extrajudicial
É a análise da capacidade funcional do indivíduo no âmbito das atividades funcionais do ser humano.
Perícia judicial
Em geral, constitui a análise da incapacidade funcional do indivíduo em processos judiciais de qualquer natureza.
Perícia judicial do trabalho
É a análise do litígio, de natureza laboral, referente ao estabelecimento ou não do nexo causal, para tanto, no campo da atuação profissio
Perícia previdenciária
É a análise da incapacidade funcional do indivíduo para concessão de benefício previdenciário ou em ação judicial de natureza previdenc
Perícia securitária
Trata das incapacidades funcionais decorrentes de acidentes, sequelas e doenças multifatoriais que acometem o ser humano.
Perícia para pessoas com deficiências
É a análise da capacidade e incapacidade funcional do indivíduo para atividades laborais de processos administrativos para fins de isenç
Artigo 5º da Resolução 466/2016
 
I- O exercício da atividade como perito pressupõe que o profissional esteja regular com suas obrigações perante o Conselho Regional de F
possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho;IV- Na função de perito e assistente técnico não deve aceitar qualquer tipo de
mediante termo de compromisso a ser firmado nos termos da lei processual;VI- Não compete ao fisioterapeuta, na função de perito, a sug
trabalho;IX- É vedada a conduta de intervir, quando em função de perito ou assistente técnico, nos atos de outros profissionais.
(ART. 5º, RESOLUÇÃO 466/2016)
O fisioterapeuta vem atuando como colaborador da Justiça do Trabalho em avaliações de doenças ocupacionais relacionadas com riscos bio
Como posso me tornar um perito?
Sabemos que o fisioterapeuta é um profissional autorizado pelo CREFITO e sem qualquer restrição quanto às normas legais como o CPC, por
 
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio publicou edital, por meio do Departamento de Licitações, para convocação de interessados em se 
candidatos, está um certificado de participação em curso de perícia judicial com carga horária mínima de 21 (vinte e uma) horas, preferenc
(TJRJ, 2018).
Percebemos, portanto, que é necessário para a função de perito buscar no site do tribunal seu estado, a forma e data de cadastro, e ainda o
Ainda temos, de grande relevância para o profissional fisioterapeuta que pretende atuar na área de perícias, a Associação Brasileira de Períci
A atuação do fisioterapeuta em perícias judiciais está atrelada à missão do fisioterapeuta por atuar na análise da funcionalidade humana
A associação destaca que a perícia fisioterapêutica teve seu início no âmbito da Justiça do Trabalho, por meio das perícias trabalhistas que v
Atuação do fisioterapeuta nas perícias judiciais
A especialista Adriana de Souza apresentará a importância da perícia no âmbito jurídico, a inserção do fisioterapeuta nesse campo e a forma
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Vem que eu te explico!Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Atuação do fisioterapeuta em Ergonomia
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NR-17
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Exame de conhecimento para concessão de registro do título de especialista nas áreas da Fisioterapia e da terapia ocupacional, 20/11/2016,
A atuação do fisioterapeuta como perito e assistente técnico está regulamentada pela Resolução COFFITO 466/2016. Entretanto, para sua pr
A
Não se declarar impedido para perícia do próprio paciente.
B
Deve aceitar qualquer tipo de constrangimento, coação, pressão, imposição, restrição ou benefícios.
C
Identificar-se de forma clara em todos os seus atos, fazendo sempre constar o número de sua identidade civil e do seu registro ou código co
D
Estar regular com suas obrigações perante o CREFITO da circunscrição onde ocorreu a prestação do serviço periciado.
E
Não se responsabilizar, em caráter pessoal e presumido, pelos atos profissionais resultantes da relação particular de confiança, executados c
A alternativa C está correta.
A Resolução 466/2016 prevê: 
I - O exercício da atividade como perito pressupõe que o profissional esteja regular com suas obrigações perante o Conselho Regional de F
atividade, que deve ser realizada com absoluta isenção, imparcialidade e autonomia, podendo recusar-se a prosseguir ao exame e fazendo
Questão 2
(FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário – Fisioterapia) 
A Resolução do COFFITO dispõe sobre a elaboração e a emissão pelo fisioterapeuta de atestados, pareceres e laudos periciais. É vedado ao 
A
elaborar o laudo pericial para instrução de processos administrativos ou sindicâncias no setor público (em conformidade com a Lei n. 9.784/1
B
elaborar o laudo pericial em função de demandas judiciais.
C
elaborar o laudo pericial em função de readaptação no ambiente de trabalho.
D
elaborar o laudo pericial para instrução de pedido administrativo ou judicial de aposentadoria por invalidez (incompetência laboral definitiva).
E
emitir laudo pericial para afastamento no trabalho.
A alternativa E está correta.
Emitir laudo pericial para afastamento no trabalho não consta entre as atribuições do fisioterapeuta previstas no artigo 1º da Resolução 466
5. Conclusão
Considerações finais
Estudamos diversas regulamentações e instituições, como Ministério do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho e políticas públicas
Entre as especialidades fisioterapêuticas, a Fisioterapia do Trabalho, Ergonomia e Perícias Judiciais são exemplos que vêm aumentando em r
O fisioterapeuta do Trabalho tem se tornado peça fundamental, em uma equipe multidisciplinar, realizando avaliações, diagnósticos cinético-
Podcast
Agora, a especialista Adriana de Souza apresentará as possibilidades de atuação do fisioterapeuta na saúde do trabalhador e como pode 
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Conheça a página oficial da Associação Brasileira de Perícias Fisioterapêuticas (ABRAPEFI). Saiba mais sobre as especialidades reconhecidas
Referências
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA DO TRABALHO. ANAMT. Ministério do Trabalho: Como prevenir as doenças ocupacionais. Publicado 
 
BAÚ, L. M.; KLEIN, A. A. O reconhecimento da especialidade em fisioterapia do trabalho pelo COFFITO e Ministério do Trabalho/CBO
 
BRASIL. Ministério da Saúde. LER e DORT são as doenças que mais acometem os trabalhadores, aponta estudo. Publicado em: 30 abr. 2019.
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), Dor relac
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2018: Uma análise da situação de saúde e das doenças e agravos crônicos - desafios e perspectiv
 
CARVALHO, V. C. P. et al. [Org.] Fundamentos da Fisioterapia. 1. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2014.
 
CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. COFFITO. Cartilha Perícia Fisioterapêutica - Perícia Judicial e Assistência
 
CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 8ª REGIÃO. CREFITO-8. Resolução Crefito-8 n. 41, de 18 de junho de 
 
CORRÊA, V. M.; BOLETTI, R. R. Ergonomia: fundamentos e aplicações. [recurso eletrônico] Porto Alegre: Bookman, 2015.
 
DELIBERATO, P. C. P. Fisioterapia preventiva: fundamentos e aplicações. 2. ed. Barueri: Manole, 2017.
 
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA. Secretaria da Saúde. Componente especializado da assistência farmacêutica. Escala Visual Analógica
 
LIMA, V. A. Ginástica laboral: atividade física no ambiente de trabalho. 4. ed. São Paulo: Phorte, 2018.
 
MENDES, R. A.; LEITE, N. Ginástica laboral: princípios e aplicações práticas. 3. ed. Barueri: Manole, 2012.
 
MORAES, A. A.; SILVA, R. M. Quem está habilitado à prática da ginástica laboral o fisioterapeuta e/ou educador físico. Revista Saúde e Meio A
 
MORAES, M. V. G. Doenças ocupacionais - agentes: físico, químico, biológico, ergonômico. 2. ed. São Paulo: Érica, 2014.
 
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. OIT. Pontos de verificação ergonômica: soluções práticas e de fácil aplicação para melhorar
 
PLATAFORMA RENAST ONLINE. Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST). Consultado na internet em: 24 ago. 20
 
RAMAZZINI, B. As doenças dos trabalhadores. Tradução de Raimundo Estrêla. 4. ed. São Paulo: Fundacentro, 2016. p. 39.
 
SPRADA, E. Toxicologia. Rede e-Tec Brasil. Instituto Federal do Paraná - Educação a Distância. Curitiba, 2013.
 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. TJRJ. TJRJ abre inscrições para cadastramento de peritos judiciais
	Fisioterapia na saúde do trabalhador
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. A Fisioterapia na saúde do trabalhador
	Cenário atual da saúde do trabalhador
	Atenção
	Atuação do fisioterapeuta em Saúde do Trabalho
	1
	2
	3
	4
	5
	6
	7
	Direcionar atividades compensatórias durante as jornadas de trabalho.
	Avaliar por biofotogrametria, com marcação de pontos anatômicos.
	Comentário
	Executa a avaliação
	Estabelece o diagnóstico fisioterapêutico
	Resolução 351/2008 e Resolução 465/2016
	Resolução 351/2008
	Resolução 465/2016
	1
	2
	3
	4
	Áreas de conhecimento e disciplinas que o profissional fisioterapeuta do Trabalho deve conhecer
	Atribuições do especialista profissional em Fisioterapia do Trabalho
	Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST
	Traçar um perfil postural do trabalhador.
	Identificar características físicas que podem gerar predisposições às lesões.
	Orientar quanto às ações preventivas desde a sua admissão.
	A inserção da Fisioterapia na saúde do trabalhador
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Atuação do fisioterapeuta em saúde do trabalho
	Conteúdo interativo
	Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Promoção da saúde do trabalhador
	Fatores de influência na saúde do trabalho
	Dica
	Atuação da fisioterapia na saúde do trabalhador
	Ginástica laboral
	Ergonomia
	Laudos ergonômicos
	Exames periódicos
	Ginástica laboral
	Histórico
	A GL surgiu na Polônia, em 1925, desenvolvendo-se posteriormente em outros países, como Holanda, Rússia e Bulgária, sendo um modelo de ginástica de pausa para os operários. No Japão, foi implantada para funcionários dos correios no início do expediente como ginástica preparatória.
	Em 1928, passou a ser adotada como prática diária nas empresas, com atividades guiadas por rádio, sendo inserida também em serviços e escolas visando à promoção de saúde. França, Bélgica e Suécia adotaram, em 1960, estudos sobre os benefícios da GL e, no mesmo período, os Estados Unidos incentivavam a prática de atividades físicas dentro e fora das empresas, criando as academias coorporativas.
	No Brasil, em 1969, foi introduzida a GL em uma indústria de construção naval no Rio de Janeiro, sendo realizados exercícios

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