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Gestão de Distribuição Logística Serviço Logístico Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof.a Me. Giovana Gavioli Revisão Técnica: Prof. Me. Edson Nunes Revisão Textual: Prof. Me. Claudio Brites v1.1 5 • Fundamentos da Logística e de cadeia de suprimentos • Valor na Cadeia de Suprimentos • Valor e Prioridades Competitivas Sugerimos que inicie seu estudo acessando o cenário da prática e realizando a leitura do artigo disponível, que auxiliará a entender os conceitos apresentados na unidade. Posteriormente, acesse o conteúdo teórico e realize a leitura do material, assistindo na sequência o vídeo da unidade. Programe-se para realizar as atividades de sistematização e aprofundamento dentro do prazo do seu calendário. A qualquer momento, você poderá acessar a apresentação de slides narrada, com o resumo do material, e a representação visual da unidade, ambos podem auxiliar na realização das atividades. · Nesta unidade você será apresentado ao conceito de logística e verá como ele evoluiu e se inseriu na gestão da cadeia de suprimentos. Verá também a configuração da cadeia de suprimentos e seu alinhamento com a criação de valor para o consumidor final. O nível de serviço também será abordado, assim como a definição das prioridades competitivas como: velocidade, confiabilidade, flexibilidade, entre outras. Serviço Logístico • Vantagem Competitiva 6 Unidade: Serviço Logístico Contextualização Para começar a nossa Unidade, acesse o link abaixo e leia sobre a Gestão de Supply Chain: da Solicitação do Material a Chegada ao CD. Reflita sobre a importância da integração dos processos para que a empresa possa obter vantagens competitivas em seu mercado de atuação: » https://bit.ly/4cjFF18 7 Fundamentos da Logística e de Cadeia de Suprimentos A Logística existe há muito tempo e está presente em todas as partes de nossa vida profissional e pessoal. Você sabia que existem registros sobre o transporte de material por galícios, fenícios, gregos, romanos e egípcios? Claro! É só pensar nas pirâmides... Que exemplo de logística! Figura 1 – Pirâmides Fonte: Ricardo Liberato/Wikimedia Commons Para construir as pirâmides, certamente, foi necessário muito planejamento logístico. Em um lugar no qual o dia é muito quente e a noite é muito fria, toda a movimentação de materiais e a construção deveriam ocorrer em um curto espaço de tempo. Ainda é um mistério como tudo acontecia, até para os historiadores mais experientes, o que é certo é que a logística dos materiais, pessoas e todo o restante necessário foi essencial. Explore Sugestão de filmes: O filme 10.000 A.C. (EUA, 2008) foi dirigido por Roland Emmerich, pelos estúdios Warner Bros. Conta a história de D´Leh e Evolet em uma tribo distante da Cordilheira dos Andes. Entre diversas aventuras, o filme mostra em uma de suas cenas uma provável solução para a construção das pirâmides do Egito. Vale a pena conferir! Apesar de sua grande importância na antiguidade, a logística foi somente vista como essencial no âmbito empresarial a partir de seu papel militar. Diversos autores da área indicam que o próprio termo, logística, pode ter sido originado de um cargo dentro do exército francês, o Marechal de Loger. Ocupantes dessa posição eram responsáveis pela movimentação de suprimentos para as tropas – como comida, água, abrigo e telecomunicações, além de todo o material bélico. O Marechal planejava quando, onde e como a tropa seria abastecida. Esse planejamento foi essencial para as batalhas de Napoleão e para a primeira e segunda guerras 8 Unidade: Serviço Logístico mundiais. Inclusive, foi a partir da Segunda Guerra, em 1945, que o termo ganhou notoriedade no mercado, passando a ser utilizado pelas empresas. No meio corporativo, a logística atuou inicialmente como uma área operacional, realizando a armazenagem e o transporte de materiais sem integração com as demais áreas – fator que, ao longo das décadas, foi modificado devido à integração com a cadeia de suprimentos (Supply Chain Management). Diálogo com o Autor As autoras Faria e Costa (2005, p.18) destacam que: “A Logística evoluiu de um conceito essencialmente operacional, dando suporte para vendas e marketing com as funções de transporte, armazenagem e distribuição, para uma ferramenta que pode proporcionar sustentabilidade da vantagem competitiva nas organizações”. A figura 2 demonstra a evolução dos conceitos anteriormente tratados de forma separada, até serem consolidados pela Logística e pelo SCM (Supply Chain Management). Figura 2 – Evolução da Logística e do SCM (Supply Chain Management) Fonte: FARIA E COSTA (2005, p.19) A partir deste panorama, podemos perceber que a Logística torna-se uma parte, uma ferramenta da cadeia de suprimentos, sendo definida pelo Conselho de Profissionais de Gestão da Cadeia de Suprimentos (Council of Supply Chain Management Professionals), apud Novaes (2007), como: Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor. (NOVAES, 2007, p. 35) 9 O planejamento deve ser realizado de forma macro, englobando não somente as movimentações logísticas, mas também as operações e comunicações entre seus participantes. Podemos, portanto, definir a cadeia de suprimentos: A cadeia de suprimentos é definida pelo Global Supply Chain Forum (GSCF), apud Pires (2009), como: “A integração dos processos de negócios, desde o usuário final até os fornecedores originais (primários) que providenciam os produtos, serviços e informações que adicionam valor para os clientes e demais interessados como acionistas, investidores, funcionários, comunidade, governo etc., também conhecidos como stakeholders. (PIRES, 2009, p. 30). A cadeia de suprimentos integra fornecedores, fabricantes, transportadoras, armazéns, atacadistas, varejistas e até mesmo os próprios clientes. Essa integração se dá tanto no ambiente interno – áreas funcionais da empresa – quanto externo – relacionamento entre empresas parceiras. O gerenciamento é mais complexo à medida que o número de empresas envolvidas aumenta, portanto a correta gestão dos canais de distribuição é essencial (TAYLOR, 2005). Valor na Cadeia de Suprimentos Gattorna (2009) afirma que se a empresa deseja criar valor para o cliente deve começar pela gestão da sua cadeia, seja em suas relações imediatas, externas ou totais – como demonstra a figura 3. Figura 3 – Relacionamentos da Cadeia de Suprimentos Fonte: Adaptado de Slack (1993) 10 Unidade: Serviço Logístico » A cadeia interna é composta pelos departamentos da empresa fabricante, que ora pode trabalhar como cliente e ora como fornecedor, administrando o seu fluxo interno; » A cadeia de suprimentos imediata é composta pelos fornecedores e clientes imediatos, também conhecida como primeira camada ou primeiro nível; » A cadeia de suprimentos total é formada por todas as redes de determinado setor, incluindo fornecedores e clientes à jusante e à montante da empresa e de primeira, segunda, terceira camadas ou níveis. Para gerenciar sua cadeia de forma eficiente, a empresa precisa identificar o valor para o seu cliente. Verbete O valor é definido como o diferencial que determinada empresa gera para seus clientes. Não é o valor monetário, o preço do produto, mas o resultado da relação custo-benefício. O valor é definido como o diferencial que determinada empresa gera para seus clientes. Não é o Para nos aprofundarmos nesse conceito, vamos dar um exemplo: Para fabricar uma lata de cerveja, a média de custo é de R$ 0,80 (NOVAES, 2007, p.224). Se essa lata for vendida em um supermercado, ela custará R$ 1,15, contando com os custos de transporte, armazenagem, promoção, entre outros. Mas, se essa mesma lata for comercializada na praia,em um dia de calor de 35°C, ela poderá ser facilmente vendida por R$ 6,00. Isso porque o consumidor estará em outra situação, com sede, sem condições práticas de buscar em casa ou ir até o supermercado. Valor é ter o produto no momento certo e atendendo às características que o consumidor deseja. O conceito de cadeia de valor também foi desenvolvido por Porter em 1989 (PORTER, 1992). Para o autor, quando o consumidor compra um determinado produto em uma loja, pagando determinado preço, esse pagamento se refere a uma série de atividades que foram necessárias para disponibilizar o produto naquele local e por aquele custo. Essa seria a cadeia de valor. Vamos conhecer os elementos que compõem uma cadeia de valor na figura 4: Figura 4: Cadeia de Valor Fonte: Adaptado de Porter (1992) 11 Analisando a figura, podemos ver que a cadeia de valor é composta por dois tipos de atividades de valor: » Atividades de apoio: são as ações da empresa voltadas para o planejamento, a gerência, as finanças, a contabilidade e as atividades de administração, no que diz respeito à decisão sobre a infraestrutura da empresa, o gerenciamento dos recursos humanos, o desenvolvimento de tecnologia e a aquisição de insumos e serviços; » Atividades primárias: são atividades que coordenam a movimentação de materiais dos fornecedores para a empresa (Logística Inbound), sua produção, movimentação e venda aos clientes (Operações e Marketing e Vendas), o envio dos materiais da empresa para seus consumidores (Logística Outbound) e o eventual retorno dos mesmos para garantia e conserto (Assistência Técnica). A cadeia de valor é, portanto, formada por diversas atividades sequenciais, sendo um conjunto de atividades interdependentes. A Logística atua na cadeia de valor com o objetivo de coordenar a entrada de insumos e a saída de produtos da empresa, enviando e recebendo informações das demais atividades que, juntas, visam atender às necessidades dos clientes. Diálogo com o Autor “A vantagem competitiva surge da maneira como as empresas desempenham essas atividades dentro da sua cadeia, realizando atividades de modo mais eficiente, reduzindo seu custo e atingindo as prioridades competitivas desejadas pelo cliente” (CHRISTOPHER, 2002, p. 9). Valor e Prioridades Competitivas As prioridades representam aquilo que o cliente deseja e espera da empresa. Dentre as prioridades competitivas destacadas por diversos autores da área de cadeia de suprimentos, seis são identificadas como requisitos mínimos das empresas participantes: custo, qualidade, velocidade, confiabilidade, flexibilidade e entrega. Na tabela 1, podemos ver diversas prioridades competitivas atribuídas à cadeia de suprimentos da empresa e o que cada uma delas significa na prática. Verbete As prioridades competitivas representam aquilo que o cliente deseja e espera da empresa. 12 Unidade: Serviço Logístico Tabela 1: Relação das prioridades competitivas em cadeias de suprimentos Prioridade Relação Custo Significa fazer barato – produtos vendidos com base no custo não permitem que o consumidor diferencie os produtos de uma ou outra empresa. Similar às commodities (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006); praticar margens de lucro menores com economias de escala, curva de experiência e produtividade (PAIVA, 2009) Qualidade Foco nas exigências do consumidor, produzir um produto sem defeitos – as especificações definem precisamente como o produto será feito (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006); produtos apresentam um desempenho superior ao dos concorrentes (PAIVA, 2009) Velocidade Mover mais rapidamente solicitações e materiais ao longo da operação, dando maior satisfação para o cliente. Com que velocidade será possível entregar um produto de qualidade? (SLACK, 1993); fazer rápido – entregar produtos mais rapidamente que seus concorrentes (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006) Confiabilidade Cumprir promessas de entrega, diferença entre a data de entrega devida e a data de entrega real. (SLACK, 1993); entregar o produto no dia ou dias antes do prazo de entrega (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006) Flexibilidade Habilidade em mudar ou adaptar os processos às necessidades dos clientes. A flexibilidade dá melhor confiabilidade, custo e velocidade (SLACK, 1993); oferecer aos seus clientes uma variedade ampla de produtos ou combinações (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006); mix de produtos e de volume produzido, absorver mudanças nos lotes de produção, bem como no tipo de produto (PAIVA, 2009) Entrega Tempo cotado ao cliente para a entrega dos materiais em bom estado (SLACK, 1993); mobilizar recursos para garantir o trabalho prometido, entregar dentro do prazo e corrigir rapidamente alguma falha ocorrida. Vender produtos que funcionem conforme o especificado e dentro do prazo prometido, definida como confiabilidade de entrega. Também pode ser medida pela velocidade de entrega, realizando a operação rapidamente e com entregas em prazos menores que o do concorrente (PAIVA, 2009) Fonte: Elaborado pela autora Prioridades Competitivas e Nível de Serviço Verbete O nível de serviço pode ser definido como o resultado das prioridades competitivas. Por exemplo, se o cliente espera que a entrega seja efetuada em 24 horas e a empresa entrega em 48 horas, podemos dizer que ela ficou abaixo do nível de serviço esperado. E se a empresa entrega em 12 horas? Podemos dizer que ela ficou acima do nível esperado, surpreendendo o cliente e criando uma possível vantagem frente às demais empresas do mercado. 13 Como saber então qual o nível de serviço e prioridade competitiva que o meu cliente necessita para, a partir dessas informações, a empresa montar sua estratégia e estruturar sua cadeia de suprimentos entregando maior valor para o cliente? Chopra e Meindl (2011) afirmam que a empresa pode seguir três etapas básicas: 1. Por meio de uma pesquisa, entender o cliente à luz das prioridades competitivas desejadas – como quantidade de produto em cada lote, tempo de resposta desejado, variedade de produtos buscada, velocidade exigida, preço do produto, etc.; 2. Entender como a cadeia de suprimentos projetada pode desempenhar seu papel nas atividades de valor, a fim de atender essas prioridades indicadas pelos clientes; 3. Alinhar suas operações aos desejos dos clientes, realizando adaptações, treinamentos, compra de máquinas, ou seja, reestruturando suas operações para que ser capaz de atender às exigências de seus clientes. A falha da empresa em entregar o nível de serviço esperado ou a prioridade competitiva desejada pode causar uma ruptura. Verbete A ruptura é uma quebra de expectativa e acontece sempre que o nível de serviço ou a prioridade competitiva esperados pelo cliente não são satisfeitos. é uma quebra de expectativa e acontece sempre que o nível de serviço ou a prioridade A tabela 2 demonstra as possíveis decisões de um consumidor ao não encontrar o produto que deseja no momento da compra, caracterizando a ruptura. Tabela 2: Decisões do consumidor no momento de ruptura Decisão do consumidor Ocorrência (%) Geral Cosméticos Xampu Café Salgadinhos Desiste da compra 9 15 10 17 25 Posterga a compra 15 22 21 21 9 Substitui por outra marca 26 8 18 20 25 Compra outro produto da mesma marca - com preço, conteúdo ou tamanho diferentes 19 12 19 13 20 Compra o produto em loja de concorrente 31 43 32 29 21 Fonte: Adapatado de Novaes (2007) Pela tabela, é possível identificar que para diferentes tipos de produtos existem diversos comportamentos do consumidor no momento da ruptura. Por exemplo, no caso do produto Café: 29% dos consumidores afirmou que compra o produto procurado em outra loja, mas 20% diz que compraria o produto de outra marca. A mesma decisão possui também um alto percentual no caso do produto Salgadinhos: 25% dos consumidores afirma comprar produtos de outra marca no caso da falta do produto desejado. 14 Unidade: Serviço Logístico A ruptura pode representar a perda de um consumidorque, após ter sido encantado por uma propaganda de marketing ou recomendação de amigos, foi comprar o produto, não o encontrou e, com isso, teve a chance de experimentar o produto concorrente. Para Pensar Você já procurou algum produto e não encontrou? Qual foi o seu comportamento? Resolveu voltar outro dia, postergando a compra, ou comprou outra marca? Existem produtos que não são tão fáceis de substituir? Vantagem Competitiva Diálogo com o Autor Para Demeter et. al. (2006, p.59): “foi detectado por meio de pesquisas que existe uma forte conexão entre a estratégia de uma empresa e sua cadeia de suprimentos, alterando a sua estrutura de relacionamento com clientes e fornecedores, afetando a vantagem competitiva da empresa”. A vantagem competitiva significa a habilidade de criar maior valor para os clientes do que os concorrentes, oferecendo uma diferença que gere um resultado superior. Sua busca deve estar alinhada com os objetivos estratégicos da empresa, conforme a figura 5: Figura 5: Processo estratégico para a vantagem competitiva Fonte: adaptado de Barney e Hesterly (2011) 15 Diálogo com o Autor Para Barney e Hesterly, a escolha da estratégia, sua implementação e o alcance da vantagem competitiva derivam das análises externa e interna da empresa: “Na análise externa, a empresa identifica as principais ameaças e oportunidades em seu ambiente competitivo”. Para a análise interna, “a empresa identifica suas forças e fraquezas organizacionais”. Se, ao analisar o mercado, a empresa enfrenta um cenário de poucas opções de conduta e muitas restrições, em geral, ela não consegue obter vantagem e somente se mantém no mesmo nível de competitividade de seus concorrentes, estado conhecido como paridade competitiva. Entretanto, para setores menos competitivos, as empresas enfrentam menos restrições e mais opções de conduta, que podem permitir que a empresa alcance vantagem competitiva, limitada apenas pela estrutura do setor e o tempo em que a empresa poderá manter sua vantagem – veja a Tabela 3: Tabela 3: Cenários de competitividade Cenários competitivos Vantagem Paridade Desvantagem Ofertas superiores as dos concorrentes; Os consumidores preferem os produtos desta empresa; Existem vantagens de custo ou diferenciação; Altas margens de lucro, acima das expectativas; Reputação altamente reconhecida. Ofertas da empresa na média do mercado; Não há preferência por produtos; Não existem vantagens de custo; Lucros são normais e atingem as expectativas Ofertas da empresa abaixo do mercado; Consumidores têm aversão aos produtos ou serviços; Equipamentos e tecnologias ultrapassados; Custo superior aos da concorrência; Reputação negativa. Fonte: adaptado de Barney e Hesterly (2011) Vamos identificar alguns cenários de competitividade analisando a Tabela 3: Uma empresa com vantagem competitiva pode sustentá-la por um determinado período de tempo, ou seja, toda vantagem é temporária. Isso acontece porque o mercado de vantagem competitiva dá muito lucro, o que atrai concorrentes e faz com que eles tentem, ao menos, atingir a paridade competitiva, imitando a fonte da vantagem ou até oferecendo um produto ou serviço melhor. A empresa, portanto, deve estar atenta ao mercado, alterando sua estratégia a fim de evitar perder sua posição à frente do mercado. Vamos conhecer alguns exemplos dados por Barney e Hesterly (2011), de empresas que modificaram seus negócios, casando suas estratégias com o que os clientes desejavam, com o objetivo de evitar perder sua vantagem em determinado mercado: 16 Unidade: Serviço Logístico 1. Jundiaí Sorvetes Empresa produtora de sorvetes fundada nos anos 70. Cresceu 181% de 2006 a 2009 investindo na expansão de sua distribuição, antes feita por meio de ambulantes. A empresa contratou empresas de distribuição, investiu em marketing e melhorou seus custos de produção, tornando o produto mais acessível para as classes mais baixas da população; 2. Walmart Foi o pioneiro no investimento em tecnologias e sofisticadas técnicas de administração de estoques e modernos centros de distribuição – inclusive com a utilização da tecnologia de radiofrequência, tão importante para os centros varejistas, conseguindo economizar custos e obter melhores resultados; 3. Levis Criou o conceito de personalização em massa de seus produtos a fim de oferecer peças únicas e adaptadas a cada usuário. Atingiu com essa estratégia altas margens de lucros em tais produtos, considerados como premium. Para Pensar Você conhece alguma outra empresa que possui vantagem competitiva em seu mercado de atuação? E alguma que tenha desvantagem? Reflita sobre o que pode tê-las levado a ocuparem essas posições, e o que elas poderiam mudar na sua estratégia. Definir a estratégia significa pensar sistematicamente a resposta a um problema simples, que pode ser resolvido com certa reflexão. Explore Quer praticar um pouco a sua estratégia? Acesse o site: https://bit.ly/45qItYc. Tente atravessar todos os integrantes da família para o outro lado do rio. Atenção para as regras! Resumindo: » A logística existe desde os tempos das pirâmides. Sua importância foi essencial para o planejamento militar e, a partir daí, ela passou a ser vista como uma área estratégica dentro das empresas; » A logística toma maior dimensão quando evolui para o conceito de cadeia de suprimentos, ou seja, gerencia toda a atividade de valor entre empresa-fornecedores-clientes; » A cadeia de suprimentos pode ser composta de: uma cadeia interna, representada pelos departamentos da empresa fabricante; cadeia imediata, composta pelos fornecedores e 17 clientes imediatos; e pela cadeia total, da qual participam fornecedores e clientes diretos e indiretos da empresa; » Valor pode ser definido como o diferencial que determinada empresa gera para seus clientes. Não é o valor monetário, o preço do produto, mas o resultado da relação custo-benefício; » A cadeia de valor é representada por atividades de apoio como: finanças, contabilidade e atividades de administração; » É também representada por atividades primárias relacionadas à movimentação de materiais; » Para que a empresa satisfaça seus consumidores, ela precisa determinar o que eles consideram como resultados desejados, isso está relacionado à identificação das prioridades competitivas, que consistem naquilo que o cliente deseja e espera da empresa; » As prioridades competitivas mais comuns são: custos, qualidade, velocidade, confiabilidade, flexibilidade e entrega; » Ao satisfazer a prioridade competitiva desejada pelo seu consumidor, considera-se que a empresa atingiu o seu nível de serviço estabelecido, que pode ser definido como o resultado das prioridades competitivas. Sempre que a empresa falha em atingir as expectativas dos clientes, acontece uma ruptura; » Alinhar a cadeia de suprimentos ao nível de serviço e às prioridades competitivas de seu consumidor fará com que a empresa crie mais valor e, consequentemente, alcance a vantagem competitiva – que é definida como a habilidade de criar maior valor para o cliente do que os concorrentes, oferecendo uma diferença que gere resultado superior. 18 Unidade: Serviço Logístico Material Complementar Links interessantes para leitura e aprofundamento nos temas de Vantagem Competitiva e Cadeia de Suprimentos: BARNEY, J.B, HESTERLY, W.S. Administração estratégica e vantagem competitiva. 5.ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2017 (e-book) – Capítulos 4 e 5 – disponível nas bibliotecas física e virtual. NUNES, P. S. A., et al. Mapeamento e análise da cadeia de suprimentos: um estudo de caso na indústria calçadista. Brazilian Journal of Production Engineering, 9(2), 99–112. Disponível em: . Acesso em: 17/06/2024. Webaula sobre nível de serviço logístico. Acesso em: 22/05/2014. Disponível em: http://www. youtube.com/watch?v=nUyoxkAYYLU CHOPRA, S. Gerenciamentoda cadeia de suprimentos. São Paulo: Prentice Hall, 2003. (e-book). 19 Referências BARNEY, J.B, HESTERLY, W.S. Administração estratégica e vantagem competitiva. 3. ed., São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. CHASE, R.B; JACOBS, F.R.; AQUILANO, N.J. Administração da produção para a vantagem competitiva. 10. ed. – Porto Alegre: Bookman, 2006. CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da Cadeia de Suprimentos: estratégia, planejamento e operações. Tradução Daniel Vieira; revisão técnica Marilson Alves Gonçalves, 4. ed., São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. CHRISTOPHER, M. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: estratégia para redução de custos e melhoria dos serviços. São Paulo: Pioneira, 2002. DEMETER, K.; GELEI, A.; JENEI, I. The effect of strategy on supply chain configuration and management practices on the basis of two supply chains in the Hungarian automotive industry. International Journal of Production Economics, v. 104, n. 2, p. 555-570, 2006. FARIA, A. C.; COSTA, M. F. G. Gestão de Custos Logísticos, 1. ed., São Paulo: Atlas, 2005. GATTORNA, J. Living supply chains: alinhamento dinâmico de cadeias de valor. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. NOVAES, A.G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. PAIVA, E. L. Estratégia de produção e de operações: conceitos, melhores práticas, visão de futuro. 2.ed. - Porto Alegre: Bookman: 2009; PIRES, S. R. I. Gestão da Cadeia de Suprimentos: conceitos, estratégias, práticas e casos. 2. ed. - São Paulo: Atlas, 2009; PORTER, M. E. Estratégia competitiva: técnicas para a análise de industrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1992; SLACK, N. Vantagem competitiva em manufatura: atingindo competitividade nas operações industriais. São Paulo: Atlas, 1993; SUPPLY CHAIN COUNCIL. Disponível em: . Acesso em: 03.maio. 2014; TAYLOR, D. A. Logística na Cadeia de Suprimentos: uma perspectiva gerencial. Tradutora Claudia Freire; revisor técnico Paulo Roberto Leite; São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2005 20 Unidade: Serviço Logístico Anotações www.cruzeirodosulvirtual.com.br Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, 868 CEP 01506-000 São Paulo SP Brasil Tel: (55 11) 3385-3000 www.cruzeirodosulvirtual.com.br Rua Galvão Bueno, 868 Tel: (55 11) 3385-3000