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LAUDO DE IMPUGNAÇÃO Ação Trabalhista - Rito Sumaríssimo 0000263-05.2025.5.06.0312 Data da Autuação: 25/02/2025 Valor da causa: R$ 23.564,26 Partes: RECLAMANTE:DALTON SAMUEL DO AMARAL ADVOGADO: JOSE ANDRE BEZERRA DA SILVA RECLAMADO: CARIRI COMERCIO E SERVICOS LTDA ADVOGADO: JULIANA FLORENCIO RAMOS BISERRA ADVOGADO: MARCILIO DE OLIVEIRA CUMAR PERITO: MARCELLO RODRIGO CAVALCANTE DA SILVA Excelentíssima Senhora Juíza Substituta do 6ª TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIÃO IMPUGNAÇÃO AO LAUDO PERICIAL – INSALUBRIDADE O reclamado CARIRI COMERCIO E SERVICOS LTDA, já devidamente ciente do resultado da perícia, vem respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar sua IMPUGNAÇÃO AO LAUDO PERICIAL QUANTO À INSALUBRIDADE, pelos fundamentos a seguir expostos: Em análise ao resultado apresentado, cumpre ao reclamado destacar pontos técnicos relevantes não considerados pelo ilustre Perito MARCELLO RODRIGO CAVALCANTE DA SILVA: CONSIDERANDO que no quadro de funcionários da empresa, existe um responsável pela limpeza e conservação do local, não se faz necessário pagamento do adicional de 20% de insalubridade pois o reclamante não é o responsável pelos serviços de limpeza de dejetos animais, sendo ele apenas responsável pela recreação; CONSIDERANDO o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78, que trata das atividades e operações insalubres envolvendo exposição a agentes biológicos; O Anexo 14 da NR-15 trata especificamente de atividades com contato permanente com agentes biológicos, notadamente em situações de coleta de lixo urbano, limpeza de sanitários públicos de grande circulação ou contato contínuo com material infectocontagioso. No caso concreto, as atividades desempenhadas pelo reclamante: · não consistiam em coleta de lixo urbano; · não envolviam contato permanente com material infectante; · tampouco se equiparam às hipóteses taxativas previstas no Anexo 14. Não existia contato com resíduos orgânicos de animais, para que a atividade fosse categorizada como insalubre, deveria haver algo caracterizando habitualidade suficiente para o enquadramento legal. CONSIDERANDO as informações do laudo de insalubridade da empresa, já explicado anteriormente que a empresa dispõe de pessoa responsável pela higienização do local, não se faz necessário pagamento do adicional de 20% de insalubridade. DA PREVALÊNCIA DOS DOCUMENTOS TÉCNICOS DA EMPRESA A reclamada apresentou PGR, Laudo de Insalubridade e LTCAT, elaborados por profissional legalmente habilitado, os quais não identificaram exposição insalubre nas atividades do reclamante. Tais documentos refletem a realidade do ambiente de trabalho e demonstram o cumprimento das normas de segurança e saúde ocupacional, devendo prevalecer sobre alegações genéricas ou interpretações ampliativas do conceito de insalubridade. Conclusão Concluo solicitando a revisão do resultado da sentença e reconsideração dos pontos apresentados acerca do pagemento do adicional de insalubridade. Nesses termos, pede deferimento. Sannta Cruz do Capibaribe, 27 de janeiro de 2026 Eduardo da Silva Serafim CREA/PE Nº 1814390561 Engenheiro de Segurança do Trabalho image1.png