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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO – MEV059 RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO: ÁREA DE CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS MÁRCIO CORREIA DA SILVA BARREIRAS-BA 2024 RELATO DE CASO 2: SUBLUXAÇÃO ATLANTOAXIAL DE CERVICAL EM BORDER COLLIE 3.2.2 Relato de caso 2 Foi atendido um canino, fêmea, Border Collie, apresentando inicio súbito de dor ao movimentar a cabeça e com tremores discretos musculares, achados clinicos: peso 8,5 KG, TR 38,1C, mucosas oral e conjuntivas levemente hipocoradas, tempo de preenchimento capilar igua a 2 s, PAS 155/85, 77 bpm; apresentando estado mental alerta; postura anormal da cabeça (dorsoflexão) com senbilidade dolorosa acentuada, tremores involuntarios, reflexos de NMS e NMI presentes, propriocepção normal, porém, animal não ficava em estação sem gemer (Figura 7). Terapêutica: aplicação de metadona e midazolan; Exames solicitados: hemograma e radiografia cervical Prescrição: Tramadol (100 mg/mL), oral (BID), dipirona (25/mg/kg) oral a cada 6 horas. No dia 08 de abril, foi realizado radiografia do animal sem sedação e notou-se diminuição da sensibilidade dolorosa cervical. Não obtiveram imagens radiograficas conclusivas que sugeriram subluxação da articulação atlanto occipital e possivel fratura em C1. Como o tutor não autorizou sedação do animal para diagnóstico definitivo da lesão, iniciou-se o tratamento conservativo com anti inflamatorios (Robenacoxibe 1 mg/kg), restrição de espaço, acupuntura e fisioterapia. Em revisão, no dia 01 de maio, o animal apresentou diminuição do sintomalogia dolorosa, exceto, a algia acentuada a tocar no focinho ou tentativa de realiazação de ventroflexão da cabeça e deambulação lateralizada. No dia 04 de maio, a cadela, que não estava em espaço restrito, correu e ficou em prostação (posição de Schiff-Sherrington), com taquipneia, taquicardia, com hiperflexão torácica e reflexos dolorosos de dor profunda acentuados e paresia; Terapeutica: sedação (midazolam e proporfol) e imobilização cervical;. Como terapeutica ára controle da dor foi aplicado vitamina do Complexo B + Fosfato de Dexametasona 4 mg (Dexacitoneurin©,1 ampola), IM acada 72hs (SID); dipirona (25 mg/kg, TID), Cloridrato de tramadol (2 mg/kg, TID), e gabapentina (3 mg/kg SID) (Figura 8A); Solicitado encaminhamento para consulta com veterinário neurologista, mas tutor pediu para estabilizar o quadro doloroso. Portanto, no dia 06 de maio, por animal foi intenardo na clinica e por está apresentando quadro de dor acentuada, foi realizada infusão continua de fentanil, lidocaina e cetamina (FLK) com o intuito de promover mais analgesia. Foi aplicado a segunda dose de dexacitoneurin©(Figura 8B). Figura 1: Apresentação do canino no momento da consulta. No dia 07 de maio, a cadela ja ficava em posição esternal, se encostada em almofadas. Na terceria aplicação de dexacitoneurin©, animal apresentou diminuição da senbilidade dolorosa e apresentava rotação total da cabeça e foi encaminhado para consulta neurológica. Figura 2: Paciente em infusão continua com analgesia. B- Mobilização toraxcervical Na consulta neurologica, foi solicitado realização de tomografia computadorizada, cujo laudo evidenciou: 1. Linha fisária evidente em arco dorsal do atlas (Paciente jovem); 2. Hipoplasia/malformação da face lateral esquerda do arco ventral do atlas; 3. Subluxação atlantoaxial, associado a sinais de compressão da medula espinhal neste sítio; (Figuras 9,10 e 11)Devido as aterações evidenciadas no exame tomografico, foi indicado o tratamento cirurgico. No caso supracitado, o neurocirurgião escolheu o acesso ventral com fixação de 5 parafusos e cimento osseo e, durante o procedimento cirurgico, o neurocirurgião relatou que a instabalidade atlantoaxial da cadela é de origem congenita corraborando com o laudo tomografico que sugere má formação da face lateral esquerda do arco ventral de C1. Após a cirurgia a cadela esta em período de recuperação com um prognóstico favorável: deambulando normalmente, tratada com analgésicos e fisioterapia. A B Figura 3: Subluxação atlantoaxial, associado a sinais de compressão da medula espinhal Fonte: Diagno Pet 2024 Figura 4: Linha fisária evidente em arco do atlas Fonte: Diagno Pet 2024 Figura 5: Hipoplasia/malformação da face lateral esquerda do arco ventral do atlas Fonte: Diagno Pet 2024 Durante os oito dias em que o animal ficou internado, como tratamento medicamentoso foi recebido antibioticoterapia com amoxicilina + clavulanato (10.0- 20.0 mg/kg) SC, 12 em 12 horas (BID), além de anti-inflamatórios não esterioidais e antitérmicos como dipirona 50% (0,6 mL/ 10kg), via subcutânea, de 12 em 12 horas (BID), meloxican 2%, (0,1 mg/kg), SC a cada 24 horas (SID), juntamente com a limpeza da ferida cirúrgica duas vezes ao dia com gaze e soro fisiológico. Além do monitoramento de alimentação, ingestão de água, urina e fezes. Animal recebeu alta para tratamento domiciliar e encaminhamento para fisioterapia. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através do Estagio Supervisionado, foi possível conhecer e acompanhar a rotina profissional da médica veterinária, tendo mais experiência na área escolhida, pela prática do aprendizado adquirido durante a graduação. Além disso, receber novos conhecimentos, novas técnicas clínicas, diagnósticas e terapêuticas para melhor preparar para o mercado de trabalho. Durante o estágio, foram acompanhados 637 casos, sendo 329 caninos e 308 felinos. O objetivo deste relatório foi descrever as atividades desenvolvidas durante esse período, além do relato de dois casos clínicos acompanhados, sendo o primeiro um canino com hipospadia, por meio de exames complementares foi concluido que o cão não e hemafrodita, e o segundo caso um canino com subluxação atlantoaxial de cervical. Por último, acredito que o estágio na área de clínica médica foi benéfico, já que possibilitou a aplicação do que foi aprendido durante a graduação, aprimorando as habilidades e segurança na execução, desenvolvendo uma visão crítica sobre a conduta médica adequada para diferentes tipos de doenças e confrontando-as com o que foi aprendido durante a graduação, além de permitir um contato mais próximo com os proprietários e pacientes. REFERÊNCIAS CERDA-GONZALEZ S, DEWEY CW. Congenital diseases of the craniocervical junction in the dog. Vet Clin North Am. 2010;40:121-41. DESCHK, M. et al. Espinha Bífida em Ovino: relato de caso, Veterinária e Zootecnia, Botucatu, v. l, n. 1, p. 34, Mar. 2010. DICKOMEIT M, Alves L, Pekarkova M, Gorgas D, Forterre F. Use of a 1.5 mm butterfly locking plate for stabilization of atlantoaxial pathology in three toy breed dogs. Vet Comp Orthop Traumatol. 2011; 24:246-51. FOSSUM, T. W. Cirurgia dos sistemas reprodutivo e genital. In: FOSSUM, T.W. Cirurgia de Pequenos Animais,4 e.d. São Paulo: Elsevier Editora, 2014. cap.27, p.843-845. GETTY, Robert. Sisson & Grossman: Anatomia dos Animais Domésticos. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 1134 p. v. 1. Havig ME, Cornell KK, Hawthorne JC, Mcdonnell JJ, Selcer BA. Evaluation of nonsurgical treatment of atlantoaxial subluxation in dogs: 19 cases (1992-2001). J Am Vet Med Assoc. 2005; 15:257-62. HOBSON, H.P. Procedimentos Cirúrgicos Penianos. In: BOJRAB, M.J. (Ed). Técnicas Atuais em Cirurgia de Pequenos Animais. 3.ed. São Paulo: Roca, 1996. p.397-402. JEFFERY ND. Cervical spinal surgery. In: Handbook of small animal spinal surgery. London: Saunders; 1995. p.155-62. 9. LORIGADOS, C.A.B.; STERMAN, F.A.; PINTO, A.C.F. Estudo clínico- radiográfico da subluxação atlantoaxial congênita em cães. Brazilian journal of veterinary research and animal science,São Paulo, v. 41, p. 368-374, 2004. MEYERS-WALLEN, V.N. Anormalidades heredadas del desarrollo sexual en perros y gatos. IVIS. 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ANEXO Anexo A: Relatorio da Tomografia do canino com Subluxação atlantoaxial. caso 2 RELATÓRIO DE EXAME TOMOGRÁFICO Região de avaliação: Coluna cervical Metodologia: Realizada tomografia computadorizada da coluna cervical, com aquisição helicoidal, com cortes transversais de 1,25 mm, antes e após a injeção do meio de contraste iodado não iônico (iohexol 331mgI/kg) por via intravenosa, sob anestesia geral, sem intercorrências. Achados: - Observa-se linha fisária evidente em arco dorsal do atlas (C1); - Imagens sugestivas de hipoplasia/malformação da face lateral esquerda do arco ventral do atlas (C1), caracterizando má união neste sítio; - Nota-se deslocamento dorso-cranial do processo odontóide do axis (C2), associado a sinais de compressão/estrangulamento da medula espinhal em aproximadamente 60% do canal entre as vértebras C1-C2, podendo estar relacionado com insuficiência do ligamento transverso do odontóide; - Demais corpos vertebrais íntegros e de configuração anatômica normais; - Ausência de protrusões/extrusões dos discos intervertebrais avaliados no estudo; - Sem mais alterações dignas de nota. Impressão diagnóstica: Exame tomográfico sugestivo de: 1. Linha fisária evidente em arco dorsal do atlas (Paciente jovem); 2. Hipoplasia/malformação da face lateral esquerda do arco ventral do atlas; 3. Subluxação atlantoaxial, associado a sinais de compressão da medula espinhal neste sítio; Informativos da Avaliação Tomográfica: a. Este estudo trata-se de um exame complementar; sendo assim, as condutas clínicas e terapêuticas são definidas pelo médico clínico solicitante; b. Faz-se de suma relevância ressaltar que a correlação entre achados de imagem e histórico/exame clínico do paciente é fundamental para interpretação/conclusão diagnóstica; c. Avaliação tomográfica é realizada com base nas informações fornecidas na solicitação de exame do paciente – a escassez de informações reduz a eficiência diagnóstica; Brasília, 20 de Maio de 2024 Anexo B: Raio-X do canino c om Subluxação atlantoaxial.caso 2. DADOS FINAIS 12 de junho de 2024. _______________________________________ Márcio Correia da Silva, matrícula 121720093. _______________________________________ Supervisora: Natalia Jesus de Menezes da Silva, CRMV