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Podcast 
Disciplina: Gestão das Incertezas e Mitigações 
Título do tema: Acompanhar as Respostas aos Riscos e 
Incertezas 
Autoria: Mario de Carvalho Pinto 
Leitura crítica: Mariana Gerardi de Mello Nassif 
 
Introdução: 
Olá, querido aluno! Olá, querida aluna! Bem-vindo a mais um Podcast sobre 
gestão das Incertezas e Mitigações. Bom, hoje nós vamos falar um pouquinho 
sobre monitoramento dos Riscos e acompanhamento das respostas. 
Neste momento, temos que acompanhar como está se comportando aquilo que 
planejamos com relação aos riscos. 
Mas quando devemos realizar este controle? Todo dia? Semanalmente? 
Mensalmente? Ou apenas quando tivermos algum tempo livre? Ou seja, nunca. 
Veja que este é um dos processos menos difundidos entre os gerentes de 
projeto. 
Um problema comum com o Gerenciamento dos Riscos do Projeto é que as 
equipes do projeto empenham esforços para identificar e analisar riscos e 
desenvolver respostas e, em seguida, as respostas são acordadas e 
documentadas no registro e no relatório de riscos, mas nenhuma providência e 
tomada para gerenciar os riscos. 
Veja, monitorar, no contexto de gerenciamento de risco, significa verificar se 
um determinado risco identificado ocorreu ou não. Assim, é claro, o 
gerenciamento dos riscos do projeto vai aumentar substancialmente suas 
chances de sucesso. 
Mas vamos nos atentar a um aspecto importante. A diferença que você pode 
fazer na gestão de um projeto é atuar no sentido de identificar e analisar os 
indicadores, os gatilhos. Normalmente, no meu dia a dia eu tento identificar os 
gatilhos que podem disparar os riscos. 
Por que eu estou falando isso? Porque uma das coisas que eu mais faço, é 
avaliar esses indicadores que eu chamo aqui de gatilhos. 
Pense comigo, os Riscos antes de ferver, eles vão aquecendo, aquecendo e 
aquecendo. Eles não saem da geladeira e fervem subitamente. Pode até 
acontecer, mas isso é muito, mas muito raro. E, quando acontece, muitas 
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vezes a gente toma aquele susto por quê? Porque a gente não viu o gatilho. E 
você só está vendo o problema quando ele aparece na sua frente. 
Os riscos não gerenciados podem resultar em problemas como atrasos no 
cronograma e/ou excesso de custos, falha de desempenho ou perda de 
reputação. 
É importante também que exista uma comunicação com os stakeholders, para 
avaliar periodicamente a aceitabilidade do nível de risco do projeto por parte 
deles sempre que ocorre alguma mudança significativa do limite de sua 
exposição. 
Existe uma máxima do gerenciamento que é bem conhecida e que diz: 
“Projetos não falham no final. Eles falham no início”. 
Assim, a prática da identificação de riscos logo no início do projeto é uma 
atitude prudente se o objetivo for aumentar as chances de sucesso no projeto. 
Mas, mesmo com um bom planejamento, o desvio pode ser inevitável. O 
desvio ou desvios estão lá fora e, em sua maioria só querem afetar o que pode, 
ou não, vir a ser o melhor para o projeto. 
Sim, os clientes podem mudar de opinião durante o projeto sobre o que querem 
e precisam, mas frases que ninguém no comitê terá o prazer de ouvir incluem 
“OK, tivemos um pouquinho de desvio no escopo. Não sei de onde veio, 
mas…”. 
Mas, no mundo dos projetos, de um momento para outro tudo a sua volta pode 
mudar. Respirar normalmente lhe permitirá analisar a situação, avaliar as 
questões centrais, planejar uma resposta e realizar as ações necessárias com 
o esforço adequado e procurando obter o máximo de efeito. 
Lembre-se, seu trabalho como gerente de projetos é gerenciar o projeto, 
identificar e responder aos riscos e entregar os resultados esperados. Sua 
função é controlar as mudanças que aparecerem e apoiar apenas aquelas que 
são aprovadas. 
Monitorar os riscos ajuda a responder a algumas questões: 
- As respostas a riscos implementadas são efetivas; 
- O nível geral de risco do projeto sofreu alterações; 
- As premissas ainda são válidas; 
- A estratégia do projeto ainda é válida; 
- As reservas de contingência precisam ser modificadas; 
 
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- Surgiram novos riscos individuais. 
A maioria das situações potencialmente críticas que você pode muito bem vir a 
enfrentar em um projeto, deve ter, de fato, sido considerada como parte de seu 
planejamento de risco e atividades de mitigação. 
Então, você deve ter um plano de ação em mãos para a maioria das crises que 
você provavelmente irá enfrentar. Cada possibilidade deve ter sido 
considerada, analisada, discutida, planejada e ter uma resposta 
conceitualmente comprovada e definida por você e pela sua equipe de projeto. 
Se acontecer o risco, então, para essas situações você tem em mãos um menu 
de ações que diminuem ou que pelo menos reduzem os problemas que estão 
enfrentando. Não há necessidade de entrar em pânico, pelo menos por 
enquanto. 
Nada no livrinho de regras, diz que o gerente de projeto é a melhor pessoa 
para lidar com todos os problemas, todas as crises e todas as ameaças ao 
sucesso do projeto. Na verdade, é muito pelo contrário, de fato. 
Em termos práticos, é por meio do controle que o gerente de projetos se 
assegura do andamento do projeto em relação aos possíveis impactos dos 
eventos incertos que, se ocorrerem, podem comprometer seus resultados. 
Muitas vezes presenciamos nossa equipe correndo como “galinhas sem 
cabeça” dando voltas no mesmo lugar sem conseguir resolver os problemas. 
Não tente ser o herói do projeto o tempo todo, não é o seu trabalho, e cuidado 
ir de um herói para um derrotado, isso pode acontecer em questão de 
segundos. 
“O que devo fazer agora?” provavelmente você está se perguntando se o risco 
estiver na eminência de acontecer. 
Bom, pelo menos respire fundo, pois são tantas opções que podem ser 
adotadas, mas o gerenciamento de riscos pode ajudar, e muito. E um gerente 
de projeto de muita sorte é aquele que se prepara, se antecipa às incertezas. 
As metodologias de gerenciamento de projetos mais conhecidas se dedicam, 
em boa parte, a mostrar a importância do controle; no entanto, este é um dos 
processos menos difundidos entre os gerentes de projeto. 
Você honestamente quer o melhor para si mesmo, e também para o projeto. 
Então, dê essa chance a si mesmo. Já conheceu um gerente de projeto que se 
colocou como um risco do projeto? 
Mas ainda quero falar com vocês sobre outro aspecto do gerenciamento de 
riscos. Agora diz respeito ao bolso do projeto. Quero dizer sobre as reservas. 
 
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Um dos conceitos bastante explorados no ambiente de projetos é o de 
reservas. Certamente você já ouviu falar sobre isto. 
No senso comum, significa guardar uma reserva financeira (ou de prazo), que 
poderá ser usada no futuro, ou não. 
Mas vamos entender um pouco melhor isso aí. As reservas podem ser de dois 
grandes tipos: reserva gerencial e reserva de contingência. 
Por definição a reserva gerencial é para cobrir os riscos desconhecidos, 
incertezas não identificadas previamente, desconhecidas; aquilo que não 
sabemos que não sabemos. 
Engraçado né? Mas é isso mesmo. É uma reserva para nos prevenirmos 
quanto aquilo que não sabemos. 
E reserva de contingência? Esse aí é um provisionamento que utilizaremos 
quando o risco acontecer. Este valor poderá até não ser utilizado, mas não é 
uma reserva em sua essência. Isto porque reserva significa algo que é, 
inclusive, contabilizado e controlado à parte. 
A reserva para contingências pode ser usada ou mesmo eliminada 
posteriormente. Caso os riscos não ocorram, as reservas podem ser, claro, 
liberadas. 
Bom, por hoje é isso pessoal.! Espero que tenham aproveitado ao máximo 
estes encontros sobre Gestão das Incertezas e Mitigações. 
Desejo sinceramente a você aluno do coração, bons estudos e que fique bem e 
com saúde. 
Um grande abraço!

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