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COMÉRCIO INTERNACIONAL AULA 6 Profª Melina Hidalgo 2 CONVERSA INICIAL Muito bem-vindo a mais esta aula. Hoje iremos estudar basicamente os documentos necessários para a efetivação de uma exportação e também os documentos que devem ser enviados para que o importar efetue o desembaraço da mercadoria. Os documentos são de extrema importância porque qualquer erro pode gerar imensos problemas e também custos excessivos tanto para o importador quanto para o exportador. Documentos errados para o desembaraço aduaneiro podem custar valor maior de armazenagem, multas e demais despesas, o erro da documentação enviada ao exportador podem gerar custos excessivos ao importador e culminar na perda do cliente. Ainda, quando se trata de pagamento com carta de crédito e algum documento estiver errado, este erro pode gerar ou um desconto no valor total da exportação a ser recebida ou até mesmo a perda da garantia do pagamento da carta de crédito pelo Banco garantidor. Portanto, os documentos devem ser pesquisados e formulados com muito cuidado para evitar problemas futuros. Também estudaremos nesta aula algumas exportações atípicas, suas aplicações, finalidades e diversidade documental, ou seja, as exportações que não são simplesmente para venda ou revenda, mas têm outras finalidades e os documentos diferem um pouco do padrão documental daquelas. Para começar acesse o material on-line e assista ao vídeo com a professora Melina Hidalgo. CONTEXTUALIZANDO Para a efetivação de um processo de exportação, existem documentos necessários para que o procedimento no Brasil possa ser feito junto aos órgãos e players responsáveis pelo envio da mercadoria ao país de destino. Também para a liberação da mercadoria no país do importador são necessários documentos para entregar na alfândega para que seja verificado da mesma forma que os documentos e verificações são necessárias no Brasil. 3 Existem diversos tipos de documentos necessários para o envio de determinados produtos além dos exigidos normalmente para a liberação das mercadorias. O registro da operação de compra e venda no Brasil é finalizado com a entrega de nota fiscal, bem como a entrega da garantia do produto, evidenciando a operação. No mercado externo funciona da mesma forma, mas a entrega de documentos é entre o exportador e importador. Ao enviar uma mercadoria, se faz necessário informar o que está sendo enviado, para onde, de onde, quando será enviado e para isto existem documentos para cada etapa, se dividindo em documentos da mercadoria, da aduana e financeiros. Ainda, se faz necessária a verificação no país de destino a respeito da necessidade de outros documentos para o envio e liberação da mercadoria. Existem alguns tipos de exportações que não destinadas para a venda ou revenda de produtos, ou seja, são aquelas enviadas com outra finalidade, tais como: conserto, troca em garantia, devolução de importação temporária, exportação temporária. Nestes casos, os documentos para o processo de exportação se diferenciam um pouco para o processo de mercadorias destinadas para a venda ou revenda de mercadorias. Então, pode-se verificar que os documentos são imprescindíveis para qualquer envio ao exterior, seja de mercadoria, serviço ou demais operações. Entenda mais sobre esse processo acompanhando ao vídeo da professora Melina no material on-line. TEMA 1 - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA EXPORTAÇÃO E ANÁLISE DOS REQUISITOS NO PAÍS DO IMPORTADOR Para um processo mais eficaz de exportação, algumas informações devem ser bem analisadas para a compra do produto. O exportador deve verificar junto ao importador quais os documentos necessários para a liberação da mercadoria em seu país. Estas informações serão obtidas com o envio da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul: trata-se de um código de oito dígitos estabelecido pelo Governo Brasileiro para identificar a natureza das mercadorias e promover o desenvolvimento do comércio internacional, além de facilitar a coleta e análise das estatísticas do comércio exterior), do produto ao importador para que este 4 verifique junto com o seu despachante, quais os documentos necessários para a liberação desta mercadoria em seu país. Os documentos obrigatórios para um processo de exportação e para a liberação da mercadoria junto à alfândega brasileira estão relacionados abaixo. Documentos Obtidos no Siscomex Web • Registro de Exportação (RE) ou Declaração Simplifica de Exportação (DSE); • Declaração de Despacho (DDE); • Registro de Venda (RV); • Registro de Operação de Crédito (RC); • Comprovante de exportação (CE). Dependendo do tipo de produto, outros documentos podem ser exigidos, tais como, licença no Ibama, no Inmetro, no Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, Decex, Polícia Federal e demais órgãos que possam ser intervenientes no processo de exportação, seja para autorizar o embarque, seja para emitir certificados, seja para inspecionar o produto antes do embarque. No caso de processo com a emissão de DSE, a DDE não se faz necessária para a liberação da mercadoria. O CE é um documento emitido pela Receita depois de desembaraçado e averbado, no SiscoWeb, o processo de exportação. Para envio ao importador para que este proceda com a liberação alfandegária no destino, são necessários os documentos abaixo. Documentos Comerciais • Fatura proforma; • Nota Fiscal de Venda; • Fatura Comercial; • Romaneio; • Conhecimento de Embarque; • Certificado de Seguro. O certificado de seguro deverá ser enviado obrigatoriamente somente para os processos de exportação onda haja a negociação para a inclusão de 5 seguro que poderão ser observados por meio do Incoterm escolhido, sendo que este será necessário nos casos de processos CIF e CIP. Quando o processo de exportação é enviado com pagamento à vista ou a prazo, há a necessidade do envio de um documento juntamente com os documentos comerciais e administrativos originais. Documento Financeiro: letra de câmbio ou saque; carta de crédito. Ainda, dependendo do país que se exporta, do produto ou características do processo de exportação, serão necessários mais documentos para usufruir dos benefícios concedidos em acordo entre o Brasil e o país importador e também demais outros solicitados e emitidos por órgão credenciados. Documentos Administrativos • Certificado de origem; • Certificado de autenticidade do tabaco; • Fatura consular. Ainda, o importador poderá solicitar outros documentos além dos acima mencionados por exigência de seu país para a liberação do produto importado. Demais Documentos • Lista de Preço; • Licença Ambiental; • Certificado de Inspeção do Ministério da Saúde; • Certificado de Inspeção do Ministério da Agricultura; • Certificado de embalagem; • Certificado de validade do produto; • Etc. Depois de verificadas as certificações e liberações necessárias para o desembaraço da mercadoria no Brasil, o exportador deve verificar junto ao importador quais os documentos necessários para a liberação da mercadoria em seu país. Para isto, basta o envio da NCM para o importador para que este verifique com o seu despachante aduaneiro quais documentos necessários. 6 Antes da emissão dos documentos originais, o exportador deve enviar um rascunho (draft) de todos os documentos para que o importador analise e aprove os mesmos para que não haja necessidade de emitir novos documentos depois da chegada da mercadoria no país de destino gerando custos indesejáveis ao importador. Com esta atitude, muitos custos e aborrecimentos podem ser evitados com o importador e também mostra a atitude profissional da empresa exportadora. Quer saber mais? Leia o primeiro e o segundo parágrafo do item 6.6 e 6.6.1nas páginas 86 e 87, e o primeiro parágrafo do item 6.6.3 e 6.6.4 nas páginas 124 e 125 do Livro “Exportação e Importação, conceitos e procedimentos básicos” de Rossandra Mara Assumpçao. Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php Assista ao vídeo da professora Melina sobre esse assunto no material on-line. TEMA 2 - DOCUMENTOS DA MERCADORIA: FATURA COMERCIAL, PACKING LIST, CONHECIMENTO DE CARGA Antes de estudar a fatura comercial, vamos verificar a fatura proforma (proforma invoice), que é o contrato inicial entre importador e exportador e que servirá de base para a confecção da Fatura Comercial definitiva, não tendo valor contábil ou jurídico, pois se trata apenas de um instrumento de apoio à operação de venda no país de origem. Muitas vezes, ela é utilizada para fechamento do câmbio quando se trata de pagamento antecipado, porém também já pode ser emitida a fatura comercial para este pagamento. A fatura proforma contém as informações essenciais do negócio e posteriormente após produção do produto, são alterados ou confirmados alguns dados para então emissão da fatura comercial. Vamos conhecer os elementos da fatura proforma? http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 7 Elementos da fatura proforma A Fatura proforma deverá conter os seguintes elementos: Local de embarque e destino; Dados do exportador; Dados do importador; Descrição da mercadoria e classificação fiscal (NCM/SH) – Nomenclatura Comum do Mercosul), podendo ser na língua Inglesa ou Portuguesa; Quantidade e peso da mercadoria; Tipo de embalagem; Moeda estrangeira negociada; Preço Unitário e Valor Total do Produto; Condições de venda (incoterms e seus aditivos); Detalhes de despesas (embalagem, transporte interno, gastos consulares, etc.); Validade; Identificação e assinatura do exportador; Dados bancários; Forma de pagamento; Não existe um modelo oficial, sendo que a sua forma de preenchimento é livre desde que contenha as informações necessárias do processo. Já a fatura comercial será então a formalização do contrato de compra e venda entre importador e exportador, pois este documento é necessário para a liberação da mercadoria no país do importador, sendo um dos documentos capazes de comprovar a transferência da propriedade da mercadoria, tendo a mesma função da nota fiscal de venda no Brasil, ou seja, comprova que o bem foi adquirido e que o importador tem o contrato de compra e venda. A fatura comercial diferentemente da fatura proforma tem suas exigências delineadas no Regulamento Aduaneiro. Os dados ali mencionados deixam a fatura completa e o importador não tem dúvidas quando do preenchimento dos documentos para o desembaraço da mercadoria em seu país, entretanto, esta fatura não é passível de análise pela alfândega brasileira e então não há a aplicação de multa para a falta de algum dos itens 8 mencionados, porém deve conter as informações necessárias para o desembaraço aduaneiro da mercadoria e também os dados exigidos pela legislação do país do importador. Abaixo as indicações do Regulamento Aduaneiro (Decreto 6.759/2009) para preenchimento da fatura comercial. Acesse: Art. 557. A fatura comercial deverá conter as seguintes indicações: http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n- 6759-de-05-de-fevereiro-de-2009 Art. 558. Os volumes cobertos por uma mesma fatura terão uma só marca e serão numerados, vedada a repetição de números. http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09 &c=1 Art. 559. A primeira via da fatura comercial será sempre a original, podendo ser emitida, assim como as demais vias, por qualquer processo. http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09 &c=1 Romaneio de Carga O romaneio de carga também conhecido por packing list é o documento que contém as informações das embalagens do produto e ajuda na verificação do produto para desembaraço, pois indica o que há dentro de cada embalagem e sua numeração para uma melhor busca pela alfândega. Contém as informações abaixo e não tem forma definida. • Quantidade de embalagens internas e externas; • Peso bruto e líquido; • Dados do importador e exportador; • Dimensões das embalagens; • Metragem cúbica; • Marcações. http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n-6759-de-05-de-fevereiro-de-2009 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n-6759-de-05-de-fevereiro-de-2009 http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09&c=1 http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09&c=1 http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09&c=1 http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09&c=1 9 Conhecimento de carga O conhecimento de carga é documento que acompanha a mercadoria durante o seu transporte entre o Brasil e o país do importador e é emitido pela transportadora ou agentes de carga. É um documento de adesão, sendo que o impresso é fornecido pelo transportador e preenchido de acordo com as características do próprio conhecimento de embarque, bem como da carga que será embarcada. Suas cláusulas, que representam a frente do conhecimento de embarque, não podem ser modificadas e devem ser aceitas integralmente pelo exportador e importador. São incluídas algumas observações de interesse do embarcador, no corpo do conhecimento, como número de carta de crédito, ordem de compra ou venda, trânsito, transbordo, etc., e nele devem constar várias informações pertinentes ao armador, ao embarque e a carga. No embarque marítimo conhecido como (Bill of Lading - B/L, no embarque aéreo como Air WayBill – AWB, no embarque rodoviário como conhecimento de Transporte Internacional por Rodovia – CRT e no embarque ferroviário como conhecimento de Transporte Ferroviário – RWB – Railway Bill, etc.). É um documento de vital importância, pois sem ele não é possível retirar a mercadoria no destino, correspondendo este documento a um autêntico certificado de propriedade. É um contrato de transporte e por isto se constituiu em um título de crédito onde transfere a posse da mercadoria para o consignatário. Geralmente emitido em três vias originais e ainda tem validade perante bancos para comprovação de embarque no caso de carta de crédito, financiamentos e pagamentos à vista. Deve-se atentar para o preenchimento do B/L que é via sistema e como as informações são incluídas em um sistema informatizado da Receita Federal, o Siscarga, caso haja informação incorreta ou atraso na averbação do embarque, sendo a multa no valor de R$ 5.000,00 por conhecimento marítimo de carga. 10 Faça a leitura do livro “O exportador”, nas páginas 3 e 4 e o checklist 6 nas páginas 17 e 18. Acesse a Biblioteca Virtual, pelo UNICO, e pesquise pelo livro. Leia também o seu livro-base “Exportação e Importação, conceitos e procedimentos básicos” das páginas 25 a 33. Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php Por fim, assista ao vídeo da professora Melina. Documentos da aduana: Registro de Exportação (RE), Declaração Simplificada de Exportação (DSE), Solicitação de Despacho (SD), nota fiscal de exportação e comprovante de exportação (CE) Vamos conhecer agora os documentos da aduana TEMA 3 - REGISTRO DE EXPORTAÇÃO O registro de exportação (RE) é o conjunto de informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria por meio de enquadramento específico para fins de controle governamental com relação às informações ali incluídas. Este registro é elaborado pelo exportador, através do sistema informatizado, denominado Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex, hojena plataforma web. Para a digitação do RE, o exportador pode adotar fazer por si só quando tiver o sistema instalado em sua empresa ou poderá ser feito pelo seu despachante perante procuração e cadastro no sistema. O RE, depois de ter suas telas digitadas pelo exportador, recebe uma numeração atribuída automaticamente pelo sistema, representando sua emissão. A maior parte dos Registros de exportação efetuados é efetivada automaticamente, sendo que alguns em especial dependendo do produto ou do enquadramento escolhido para o processo, necessita de autorização e análise do Decex e em outros casos de outros órgãos intervenientes como polícia federal, ministério da saúde, ministério da agricultura e etc. http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 11 O prazo de validade do RE é de 60 dias, podendo ser prorrogada. No caso do seu vencimento a mesma é cancelada não gerando prejuízos para o exportador. Este documento é efetuado antes da declaração de despacho de exportação e serve somente para a liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. Declaração para Despacho de Exportação Deferido o Registro de Exportação, o mesmo estará disponível para ser utilizado em uma declaração para despacho de exportação (DDE), porém, uma vez vinculado a uma determinada DDE, o RE não pode ser alterado ou reutilizado em outra declaração. A formulação da Declaração para Despacho de Exportação inicia o processo de exportação junto à aduana, sendo que neste momento, ela recebe uma numeração dada pelo sistema. A partir do registro da DDE no Siscomex – plataforma web, o exportador tem o prazo de 15 dias para fazer a entrega da documentação à Unidade da SRF de despacho e caso isto não ocorra, ela será automaticamente cancelada por expiração de prazo. No entanto, se o RE estiver dentro do prazo da validade, ficará liberado para utilização em nova DDE. Então, quando a mercadoria chega no local de desembaraço, é informado pelo armazém a chegada desta e há a manifestação da carga para que os documentos possam ser entregues na Receita Federal para análise e verificação documental e física, se necessário. A DDE poderá conter um ou mais Registros de Exportação, desde que esses se refiram cumulativamente ao mesmo exportador, mercadorias negociadas na mesma moeda e mesma condição de venda e ainda com o local de embarque e despacho idênticos. Este documento serve somente para a liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. 12 Declaração Simplificada de Exportação Utilizado para envios de exportação de pequena monta tendo em vista seu limite para emissão no valor de USD 50.000,00 ou o valor equivalente em outra moeda. O processo de exportação por meio da declaração simplificada de exportação (DSE) é mais simplificado vez que este documento substitui o RE e a DDE. A DSE é emitida antes do embarque e da mesma forma que em um processo com RE e DDE, quando da sua chegada ao armazém onde será desembaraçada, este efetiva o armazenamento da carga, manifestando no sistema por meio da DSE, sendo que após isto, os documentos podem ser entregues na Receita Federal para análise e verificação documental e física, se necessário. Depois de emitida a DSE, o exportador tem o prazo de 15 dias para dar prosseguimento e finalizar o registro da mesma, que ocorrerá após a manifestação da mercadoria no armazém. Caso seja necessária alguma retificação na mesma, esta somente poderá ser feita pelo AFRF responsável. Este documento serve somente para a liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. Nota fiscal Concluído o RE, o passo seguinte a ser dado pelo exportador é a emissão da respectiva nota fiscal. Esta será utilizada para o transporte interno até o local da efetiva saída ou desembaraço para o exterior. Esse documento é comum para todas as operações, tanto de mercado interno como de exportação, acompanhando a mercadoria desde a saída do estabelecimento do exportador até o momento de seu desembaraço e saída para o exterior. A emissão da Nota Fiscal, apesar de ser habitual em toda empresa, requer, no caso da exportação, cuidados especiais, pois ela será utilizada como documento fiscal a ser apresentado para o desembaraço da mercadoria que se exporta. Particularidades que devem ser observadas na emissão deste documento: 13 • Natureza da operação: exportação; • CFOP (Código Fiscal da Operação): 7.101, quando se tratar de operação conduzida pelo próprio fabricante da mercadoria exportada; • Nome do importador e respectivo país de destino; • Detalhamento relativos às mercadorias, quantidade, valor unitário e total. Sua emissão deve ser feita utilizando a taxa do dia da Receita Federal para converter o valor na moeda estrangeira do pedido do importador para reais. Como visto anteriormente não existe o pagamento de tributos na exportação, portanto não são destacados na nota fiscal, porém se faz necessário informar nos dados adicionais a legislação que trata das isenções e não incidências para que não haja problemas durante o trânsito da mercadoria até o local de desembaraço bem como com a fiscalização junto à Aduana brasileira. Ainda, é válido informar que este documento serve somente para a liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. Comprovante de Exportação Após a manifestação da mercadoria no armazém, sua liberação automática ou com análise de documentos e/ou a mercadoria fisicamente, quando confirmado o embarque do produto para o exterior, a Receita Federal faz a emissão de comprovante de exportação (CE). Este documento é utilizado para a comprovação da exportação perante vários órgãos quando se utilizam benefícios ligados à exportação, tais como financiamentos, vendas no mercado interno com fim específico de exportação, drawback e etc. Este documento também não segue para o importador. Sugestão de Leitura Livro-base “Exportação e Importação: Conceitos e procedimentos básicos”, páginas 118 a 121. Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php Qual será a opinião da professora Melina? Para saber, basta acessar o material on-line e assistir ao vídeo. http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 14 TEMA 4 - DOCUMENTOS FINANCEIROS: CARTA DE CRÉDITO, SAQUE OU LETRA DE CÂMBIO E CONTRATO DE CÂMBIO A cobrança documentária é aquela em que o importador e exportador acertam uma das formas de pagamento, exceto o pagamento antecipado, porque neste caso não haveria necessidade de cobrança se o pagamento já tiver sido efetuado, portanto será à vista ou a prazo. Este tipo de cobrança é bastante usado porque não envolve custos tão altos quanto os custos para emissão de uma carta de crédito, porém também não tem a garantia da carta de crédito, portanto ainda com riscos para o exportador. A cobrança documentária via banco à vista é aquela que oferece um menor risco para o exportador porque após desembaraçada a mercadoria no Brasil, o exportador enviará os documentos originais para o seu banco, sob instruções recebidas daquele, sendo apenas mandatário do exportador. Posteriormente, o banco no Brasil irá remeter ao banco do importador para que receba os documentos e proceda com a entrega dos documentos originais ao importador sob o pagamento da mercadoria. O importador desembaraça a mercadoria e o exportador recebe o pagamento. Caso o importador não retire os documentos, o exportador não perde a mercadoria, porém terá custos para o retorno da mercadoria ou deverá encontrar outro comprador para a sua mercadoria. Porém, quando se trata de cobrança documentária com pagamento a prazo, o risco do exportador é ainda considerável porque os documentos originais são enviados ao banco do importadorpelo banco do exportador com as instruções a serem seguidas no caso da falta de pagamento por parte do importador, ou seja, se não constar nenhuma informação, o banco nada poderá fazer porque ele é apenas o mandatário do exportador. O importador retira os documentos sob a assinatura em um documento cambial denominado de saque ou letra de câmbio ou cambial. Este documento é como se fosse uma nota promissória no Brasil. No saque constam as informações do exportador, do importador, o valor devido, a data que deverá ser paga, ou seja, ele funciona como uma confissão de dívida. Caso não haja o pagamento da data avençada, o banco por 15 autorização já enviada pelo exportador poderá protestar o saque para que haja o pagamento dos valores devidos. Mesmo com o protesto, se ainda não houver o pagamento, o exportador poderá efetuar processo judicial de execução para o recebimento dos valores, tendo em vista o documento assinado pelo importador (saque) confirmando o conhecimento da dívida, não necessitando de processo de conhecimento para reconhecimento do direito do exportador em receber o valor. As regras para o uso do saque estão delimitadas na Publicação n.º 522 da Câmara de Comércio Internacional (CCI), onde há a definição das responsabilidades de cada parte no processo de envio dos documentos e recebimento do pagamento, o que é seguido pela maior parte dos bancos que atuam neste ramo. Carta de crédito A carta de crédito já é um documento de cobrança com garantia de recebimento dos valores pelo exportador caso todos o procedimento seja seguido e todos os documentos emitidos em conformidade com o negociado na carta de crédito. Claro que como existe um ou mais bancos garantindo o pagamento, os custos envolvidos são altos. O procedimento ocorre da seguinte forma: o importador vai até algum banco que trabalhe com este tipo de operação e entrega a fatura proforma para abertura da carta de crédito que solicitará ao importador as devidas garantias e irá analisar se efetua ou não a abertura da carta. Ainda poderá haver outro banco garantindo o pagamento, caso o banco do importador tenha algum problema na falta do pagamento do importador, tais como falência e etc. Então, todos as condições comerciais e documentais efetuadas entre importador e exportador estarão consignadas na carta de crédito. Caso haja alterações nas condições já negociadas, poderá ser feita uma emenda na carta de crédito que deverá ser aceita por todas as partes participantes do processo. O exportador embarcará a mercadoria e entregará todos os documentos originais ao banco no Brasil que recebeu a carta de crédito e este irá analisar se os documentos estão de acordo com o descrito na carta. 16 Caso haja algum documento em desacordo que possa ser alterado, chamado de discrepância, poderá ser descontado um determinado valor conforme negociado na carta de crédito. Porém se houver algum documento discrepante e que não possa ser corrigido, a carta de crédito deixa de ser uma garantia para o exportador. Os erros que ensejam a perda da garantia podem ser carta de crédito vencida, embarque fora do prazo estipulado, documentos negociados fora do prazo estipulado, falta de apresentação de algum documento exigido na carta de crédito, porto de embarque ou desembarque em desacordo com o informado na carta de crédito, entre outros. Caso os documentos estejam de acordo, os mesmos seguem para a análise do banco no exterior que então entregará os documentos para o importador para assinatura também do saque. Caso a forma de pagamento negociada na carta de crédito seja à vista, o importador efetuará o pagamento e retirará os documentos para a liberação da mercadoria. Caso seja a prazo, assinará o saque e irá retirar os documentos para liberação da mercadoria. Na data do vencimento, o importador fará o pagamento, e no caso da falta deste, o banco emissor garante o pagamento e, ainda, na falta deste, o banco garantidor (se houver) honrará o pagamento ao exportador. Além da forma de pagamento escolhida, as cartas de crédito podem ser de dois tipos: a) Revogável ou Irrevogável: a carta de crédito revogável pode ser alterada ou cancelada sem o conhecimento do importador, já a carta irrevogável deve ter autorização de todos os envolvidos na carta de crédito para sua emenda (alteração) ou até para o seu cancelamento. A carta de crédito revogável não é muito utilizada no comércio exterior, tendo em vista que as negociações só poderão ser alteradas com o conhecimento de ambas as partes do processo para que não haja discrepância entre os documentos e produtos comprados e entregues. 17 b) Transferível ou Intransferível: a carta de crédito transferível pode ter seu crédito transferido para outra pessoa total ou parcialmente. Já a carta de crédito intransferível não pode. As duas são utilizadas e negociações. Abaixo, esquema das partes envolvidas em uma negociação com carta de crédito: • Banco emissor: aquele que efetua a abertura da carta de crédito no exterior, geralmente no país do importador. • Banco avisador: banco no país do exportador que informa a existência da carta de crédito e também verifica a autenticidade do crédito. • Importador: tomado do crédito que solicita a abertura da carta de crédito no exterior. • Exportador: beneficiário do crédito, geralmente é o próprio exportador. • Banco negociador: banco responsável pelo pagamento ao exportador. • Banco confirmador: banco que assume o compromisso de pagamento ao exportador, independentemente das condições ocorridas para a falta de pagamento do importador e do banco negociador. • Banco reembolsador: banco que se responsabiliza pelo pagamento ao banco negociador. As normas para emissão e utilização de créditos documentários estão na Publicação n.º 600 da Câmara de Comércio Internacional (CCI), também chamada de UCP-600, aceita internacionalmente. Já o Contrato de câmbio é um documento que formaliza o câmbio de valores recebidos ou enviados em moeda estrangeira, que é feito no sistema no Banco Central, o Sisbacen, por agente por ele autorizado. Como este tipo de operação tem custos altos, em 2006 o Banco Central regulamentou o câmbio simplificado onde os custos são menores e a burocracia menor do que os demais contratos existentes. O câmbio simplificado não tem limite se operado com bancos, porém quando operados com os demais autorizados, tem o limite de USD 50.000,00 por operação. Os contratos de câmbio podem ser de compra ou venda, lembrando que está é a sua natureza e ela deve ser sempre observada do ponto de vista do operador do mercado de câmbio. 18 Então os contratos de compra serão os de exportação e recebimento de valores e os de venda serão os de importação serão os de pagamento e os de remessa de valores. Os elementos que compõe um contrato de câmbio são: identificação do comprador e vendedor, endereço, CPNJ, valor do contrato, moeda negociada, taxa utilizada, natureza da operação, data a contratação, da liquidação e da entrega dos documentos (para exportações). Já as etapas são identificadas como contratação, quando se contrata o câmbio; edição, quando as informações são incluídas no Sisbacen; efetivação, quando a operação é oficializada; e, liquidação, quando há a entrega da moeda estrangeira. As transações internacionais devem sempre estar em moeda estrangeira, com exceção de alguns convênios firmados pelo Brasil para o pagamento em reais, tal qual o caso da Argentina. Na Europa se utiliza o Euro e nos EUA o dólar americano, sendo que cada país pode negociar com a sua moeda, entretanto pela força da moeda já comentada, a maioria dos países negocia em dólar americano por ser considerada uma das moedas com maior força no mercado internacional. Os pagamentos são efetuados para o banco no Brasil, que enviapara um banco onde a maioria das empresas possuem contas para o recebimento dos valores e então os mesmos são enviados para o Banco no país de destino. Neste caso existem dois tipos de banqueiros, os correspondentes que são os que possuem conta corrente da empresa que irá receber o crédito, os de cobertura que são aqueles intermediários pois eles têm convênio com o banco correspondente porque as empresas que receberão o crédito não possuem conta corrente no banco correspondente e ainda há os banqueiros impedidos que são os que não se pode efetivar operações cambiais. Saiba Mais! Leia as páginas 67 a 74 e 89 a 93 do seu Livro-base “Exportação e Importação: Conceitos e procedimentos básicos”. Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php Assista, ainda, ao vídeo da professora Melina, com outras considerações a respeito desse tema no material on-line. http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 19 TEMA 5 - CERTIFICADO DE ORIGEM, DEMAIS CERTIFICADOS EXIGIDOS PELO PRODUTO E/OU PELO IMPORTADOR Quando exigido, o Certificado de Origem é o documento imprescindível na negociação. Este documento tem a finalidade de atestar a origem do produto que se será exportado, podendo ser dos seguintes tipos de acordo com o país a que se destina: Comum, Aladi, Mercosul, SGP e SGPC. A necessidade do certificado de origem e a exigência de sua negociação, feita pelo importador aos demais documentos da operação, devem-se ao fato de a legislação do país de destino da mercadoria possibilitar reduções tarifárias para o desembaraço daqueles produtos, quando originários de determinados países. Veja as principais características de cada documento. Certificado de Origem Comum De menor sofisticação dentre os demais da espécie, tem por objetivo certificar a origem brasileira do produto para o qual é especificamente emitido. Nas exportações a países cuja legislação impõe esse tipo de certificado de comprovação, torna-se obrigatória, por parte do exportador, a entrega deste documento, para que o importador possa apresentá-lo quando da liberação da mercadoria em seu país. Sua emissão é normalmente feita pela Federação, Confederação ou Centro da Indústria, do Comércio ou da Agricultura, podendo mesmo ser emitido pela Câmara de Comércio do país de destino da mercadoria. Certificado de Origem Aladi Aladi é a Associação Latino-Americana de Integração cujos países- Membros adotam preferências tarifárias para um grande número de produtos, quando comercializados entre si. O Certificado de Origem específico para esta finalidade atesta a origem do produto e, por conseguinte, permitirá o tratamento tarifário preferencial a ele deferido quando do desembaraço aduaneiro de importação. 20 Este certificado com características próprias contem a classificação fiscal utilizada em âmbito da Aladi, sendo emitido pelas Federações ou Confederações da Indústria, do Comércio ou da Agricultura. Certificado de Origem Mercosul Mercosul é a sigla utilizada para identificar o Mercado Comum do Sul, criado pelo Tratado de Assunção, de 23/03/91, congregando Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O mencionado tratado, assinado pelos quatro países, objetivava, como efetivamente ocorreu, a implantação da União Aduaneira. A partir de 01/01/95, eliminaram-se as restrições aplicadas ao comércio recíproco entre eles, visando o futuro de um Mercado Comum do Sul. Assim como para o Aladi, o Certificado de Origem utilizado para esta finalidade tem características específicas, sendo emitido pelas Federações ou Confederações da Indústria, do Comércio ou da Agricultura. Certificado de Origem S.G.P O sistema Geral de Preferências – SGP. É um acordo entre os países industrializados para que, obedecidas as normas do comércio internacional estabelecidas pelo Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), sejam concedidas reduções tarifárias quando da importação de produtos originários dos países em desenvolvimento, com o objetivo de facilitar suas exportações, possibilitando incrementar sua arrancada para o desenvolvimento. O certificado de origem utilizado para essa finalidade denomina-se Form A, devendo ser negociado junto com os demais documentos, servindo para a comprovação, por parte do importador para a aplicação de redução tarifária quando do desembaraço de suas importações com tal origem. Sistema Global de preferências comerciais – SGPC O SGPC é um acordo firmado entre países em desenvolvimento, beneficiando de forma igualitária os países participantes. Há para este caso, como para os demais, necessidade de o exportador de produtos contemplados pelas listas trocadas entre os países remeter o respectivo certificado de origem. Certificados Especiais Certas mercadorias, dadas suas peculiaridades, só podem ser desembaraçadas no exterior mediante a apresentação de determinados 21 certificados que comprovem sua qualidade, especificações técnicas, respeito a alguns requisitos de saúde e outros exigidos para segurança do importador, seja para cumprir imposições da legislação dos países destinatários. Por esta razão, em muitos casos são exigidos certificados de vistoria de qualidade para embarque, emitidos por empresas de conceituação internacional. Há casos voltados especificadamente para produtos primários e alimentícios, cujos certificados são emitidos pelo Ministério da Agricultura e outros, que variam de acordo com o produto ou com as exigências do importador. Quando houver exigência de tais certificados, por parte do importador, estes deverão ser enviados com os demais documentos. Ainda, o importador poderá solicitar outros documentos além dos acima mencionados por exigência de seu país para a liberação do produto importado. Demais Documentos • Fatura consular; Certificado de Origem do Tabaco; Lista de Preço; Licença Ambiental; Certificado de Inspeção do Ministério da Saúde; Certificado de Inspeção do Ministério da Agricultura; Certificado de embalagem; Certificado de validade do produto; Etc. Para compreender com mais profundidade os temas abordados até aqui, acompanhe a aula junto com o livro Livro-base, “Exportação e Importação: Conceitos e procedimentos básicos” páginas 125 e 126. Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php No vídeo, a professora Melina explica as peculiaridades de cada um dos documentos. Não deixe de acompanhar no material on-line. TEMA 6 - EXPORTAÇÕES ATÍPICAS (CONSERTO, TROCA EM GARANTIA, DEVOLUÇÃO, EXPORTAÇÃO TEMPORÁRIA DE MOLDE, ETC.) E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Você sabia? Que além das exportações para venda ou revenda de produtos, que são as chamadas exportações “normais”, existem também algumas exportações atípicas para demais finalidades e que por isto necessitam, além dos http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 22 documentos acima estudados, alguns outros para a sua efetivação tendo em vista a característica de cada uma. As exportações para testes, conserto e troca em garantia necessitam da entrega de cronograma sobre a realização dos testes e posterior retorno da mercadoria ao Brasil já que são produtos que seguem sem pagamento. Estes processos são deferidos pela Receita Federal mediante termo de compromisso do exportador com o prazo para retorno das mercadorias sob pena de multa caso não retornem ou comprovação da venda, da destruição dos produtos no teste, ou o pedido de prorrogação do prazo para posterior retorno. Existem também produtos que são importados para teste, para locação para conserto ou para troca e que no momento da sua devolução também no prazo deferido pela Receita Federal sob pena de multa, devem ser vinculados ao processo de importação temporária vez que também não terão cobertura cambial e neste caso há a necessidade de conferência física damercadoria para comprovação se o produto importado é o mesmo que está sendo exportado. Também poderá o exportador efetuar uma exportação com seus produtos para exposição em uma feira internacional, sendo que neste caso também será necessário o cronograma bem como o contrato de participação na feira internacional, sendo que a Receita Federal também deferirá sob termo de compromisso com prazo para retorno e multa caso não retornem ou comprovação da venda, da destruição dos produtos no teste, ou o pedido de prorrogação do prazo para posterior retorno. Então, existem muitas modalidades de exportação que nem sempre são destinadas para vendas. Agora, deve o exportador sempre verificar qual a forma que irá efetuar o seu processo de exportação, ou seja, se enviará diretamente por sua empresa, ou se utilizará de outra empresa neste caso denominando-se como exportação indireta, podendo se utilizar de uma trading company, de um consórcio de exportação, de uma empresa comercial exportadora ou até mesmo efetuar a venda para outra empresa que atue no mercado interno e externo para efetuar a exportação. 23 Elas são empresas especializadas em comércio exterior e que possuem uma maior barganha de preços vez que operam com diversos importadores e exportadores. Possuem os mesmos benefícios fiscais que os exportadores no Brasil e conseguem melhores preços vez que reúnem diversos exportadores com pequenas capacidades produtivas para o envio de grandes quantidades de mercadoria ao exterior porque atuam fora do Brasil na busca de compradores de produtos brasileiros. Elas somente recebem os produtos e exportam, não participando da cadeia produtiva e também não dominam o processo produtivo, dominando somente a parte comercial do negócio que passa a ser sua e não do exportador, como nos casos de trader e agente, onde todas as operações pertencem ao exportador. No livro-base da disciplina, “Exportação e Importação: Conceitos e procedimentos básicos”, da Editora Intersaberes, você encontrará mais conteúdos sobre exportações atípicas. Confira! Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php Assista ao vídeo da professora Melina no material on-line. TROCANDO IDEIAS Você acha que o Brasil perde vendas para o exterior por conta da burocracia documental e prazos para desembaraço e embarque das cargas? O que você acredita que possa melhorar com relação aos documentos e liberação da carga? Comente sobre essa questão no fórum da nossa aula, disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Aproveite para trocar experiências e aprender com seus colegas! NA PRÁTICA Vamos ver na prática como aplicar tudo que estudamos até agora? http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 24 Exemplo: Sua empresa irá exportar café em grão não torrado nem descafeinado e lhe pediu que preencha a fatura comercial e o packing list da mercadoria para envio ao exterior. Preencha os documentos com as informações descritas acima em modelo livre, sendo que os mesmos devem conter as informações relacionadas na aula da fatura e do packing list. E aí, como foi seu desempenho nessa atividade? Não fique com dúvidas sobre esse assunto! Assista no vídeo a resolução do problema. Acesse o material on-line. SÍNTESE Estamos no final de nosso primeiro encontro, o que você achou? Já consegue se visualizar colocando em prática os conceitos aqui aprendidos? Considerando os pontos mais importantes nesta aula, vimos: quais os documentos necessários para a exportação de mercadorias e como identificar a necessidade documental do importador ou do produto; vimos a fatura comercial, o packing list, a nota fiscal, o conhecimento de embarque, RE, DSE, DDE, carta de crédito, letra de câmbio, contrato de câmbio, certificado de origem e demais documentos que podem ser exigidos pelo importador ou por conta do produto exportado bem como o seu preenchimento e seus modelos para envio da mercadoria ao exterior; Por fim, vimos as exportações atípicas, os documentos adicionais que precisam ser enviados e as formas de envio da mercadoria ao exterior podendo ser pelo próprio fabricante ou por terceiras empresas que atuam com exportação. 25 Não deixe de assistir, no material on-line, ao vídeo com a professora Melina, que apresenta os principais pontos desta aula. REFERÊNCIAS Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços. Disponível em: Acesso em: 02 de maio 2016. Ministério da Fazenda. Disponível em:. Acesso em: 02 de maio 2016. Decreto 6.759/2009 – Regulamento Aduaneiro. Disponível em: Acesso em: 02 de maio 2016.