Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

COMÉRCIO INTERNACIONAL 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Melina Hidalgo 
 
 
2 
 
CONVERSA INICIAL 
Muito bem-vindo a mais esta aula. Hoje iremos estudar basicamente os 
documentos necessários para a efetivação de uma exportação e também os 
documentos que devem ser enviados para que o importar efetue o 
desembaraço da mercadoria. 
Os documentos são de extrema importância porque qualquer erro pode 
gerar imensos problemas e também custos excessivos tanto para o importador 
quanto para o exportador. 
Documentos errados para o desembaraço aduaneiro podem custar valor 
maior de armazenagem, multas e demais despesas, o erro da documentação 
enviada ao exportador podem gerar custos excessivos ao importador e 
culminar na perda do cliente. 
Ainda, quando se trata de pagamento com carta de crédito e algum 
documento estiver errado, este erro pode gerar ou um desconto no valor total 
da exportação a ser recebida ou até mesmo a perda da garantia do pagamento 
da carta de crédito pelo Banco garantidor. 
Portanto, os documentos devem ser pesquisados e formulados com 
muito cuidado para evitar problemas futuros. 
Também estudaremos nesta aula algumas exportações atípicas, suas 
aplicações, finalidades e diversidade documental, ou seja, as exportações que 
não são simplesmente para venda ou revenda, mas têm outras finalidades e os 
documentos diferem um pouco do padrão documental daquelas. 
Para começar acesse o material on-line e assista ao vídeo com a 
professora Melina Hidalgo. 
 
CONTEXTUALIZANDO 
Para a efetivação de um processo de exportação, existem documentos 
necessários para que o procedimento no Brasil possa ser feito junto aos órgãos 
e players responsáveis pelo envio da mercadoria ao país de destino. Também 
para a liberação da mercadoria no país do importador são necessários 
documentos para entregar na alfândega para que seja verificado da mesma 
forma que os documentos e verificações são necessárias no Brasil. 
 
 
3 
Existem diversos tipos de documentos necessários para o envio de 
determinados produtos além dos exigidos normalmente para a liberação das 
mercadorias. 
O registro da operação de compra e venda no Brasil é finalizado com a 
entrega de nota fiscal, bem como a entrega da garantia do produto, 
evidenciando a operação. No mercado externo funciona da mesma forma, mas 
a entrega de documentos é entre o exportador e importador. 
Ao enviar uma mercadoria, se faz necessário informar o que está sendo 
enviado, para onde, de onde, quando será enviado e para isto existem 
documentos para cada etapa, se dividindo em documentos da mercadoria, da 
aduana e financeiros. 
Ainda, se faz necessária a verificação no país de destino a respeito da 
necessidade de outros documentos para o envio e liberação da mercadoria. 
Existem alguns tipos de exportações que não destinadas para a venda 
ou revenda de produtos, ou seja, são aquelas enviadas com outra finalidade, 
tais como: conserto, troca em garantia, devolução de importação temporária, 
exportação temporária. Nestes casos, os documentos para o processo de 
exportação se diferenciam um pouco para o processo de mercadorias 
destinadas para a venda ou revenda de mercadorias. 
Então, pode-se verificar que os documentos são imprescindíveis para 
qualquer envio ao exterior, seja de mercadoria, serviço ou demais operações. 
Entenda mais sobre esse processo acompanhando ao vídeo da 
professora Melina no material on-line. 
 
TEMA 1 - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA EXPORTAÇÃO E ANÁLISE 
DOS REQUISITOS NO PAÍS DO IMPORTADOR 
Para um processo mais eficaz de exportação, algumas informações 
devem ser bem analisadas para a compra do produto. O exportador deve 
verificar junto ao importador quais os documentos necessários para a liberação 
da mercadoria em seu país. 
Estas informações serão obtidas com o envio da NCM (Nomenclatura 
Comum do Mercosul: trata-se de um código de oito dígitos estabelecido pelo 
Governo Brasileiro para identificar a natureza das mercadorias e promover o 
desenvolvimento do comércio internacional, além de facilitar a coleta e análise 
das estatísticas do comércio exterior), do produto ao importador para que este 
 
 
4 
verifique junto com o seu despachante, quais os documentos necessários para 
a liberação desta mercadoria em seu país. 
Os documentos obrigatórios para um processo de exportação e para a 
liberação da mercadoria junto à alfândega brasileira estão relacionados abaixo. 
 
Documentos Obtidos no Siscomex Web 
• Registro de Exportação (RE) ou Declaração Simplifica de Exportação 
(DSE); 
• Declaração de Despacho (DDE); 
• Registro de Venda (RV); 
• Registro de Operação de Crédito (RC); 
• Comprovante de exportação (CE). 
 
Dependendo do tipo de produto, outros documentos podem ser exigidos, 
tais como, licença no Ibama, no Inmetro, no Ministério da Agricultura, Ministério 
da Saúde, Decex, Polícia Federal e demais órgãos que possam ser 
intervenientes no processo de exportação, seja para autorizar o embarque, seja 
para emitir certificados, seja para inspecionar o produto antes do embarque. 
No caso de processo com a emissão de DSE, a DDE não se faz 
necessária para a liberação da mercadoria. 
O CE é um documento emitido pela Receita depois de desembaraçado e 
averbado, no SiscoWeb, o processo de exportação. 
Para envio ao importador para que este proceda com a liberação 
alfandegária no destino, são necessários os documentos abaixo. 
 
Documentos Comerciais 
• Fatura proforma; 
• Nota Fiscal de Venda; 
• Fatura Comercial; 
• Romaneio; 
• Conhecimento de Embarque; 
• Certificado de Seguro. 
O certificado de seguro deverá ser enviado obrigatoriamente somente 
para os processos de exportação onda haja a negociação para a inclusão de 
 
 
5 
seguro que poderão ser observados por meio do Incoterm escolhido, sendo 
que este será necessário nos casos de processos CIF e CIP. 
Quando o processo de exportação é enviado com pagamento à vista ou 
a prazo, há a necessidade do envio de um documento juntamente com os 
documentos comerciais e administrativos originais. 
 
Documento Financeiro: letra de câmbio ou saque; carta de crédito. 
Ainda, dependendo do país que se exporta, do produto ou 
características do processo de exportação, serão necessários mais 
documentos para usufruir dos benefícios concedidos em acordo entre o Brasil e 
o país importador e também demais outros solicitados e emitidos por órgão 
credenciados. 
Documentos Administrativos 
• Certificado de origem; 
• Certificado de autenticidade do tabaco; 
• Fatura consular. 
Ainda, o importador poderá solicitar outros documentos além dos acima 
mencionados por exigência de seu país para a liberação do produto importado. 
 
Demais Documentos 
• Lista de Preço; 
• Licença Ambiental; 
• Certificado de Inspeção do Ministério da Saúde; 
• Certificado de Inspeção do Ministério da Agricultura; 
• Certificado de embalagem; 
• Certificado de validade do produto; 
• Etc. 
 
Depois de verificadas as certificações e liberações necessárias para o 
desembaraço da mercadoria no Brasil, o exportador deve verificar junto ao 
importador quais os documentos necessários para a liberação da mercadoria 
em seu país. 
Para isto, basta o envio da NCM para o importador para que este 
verifique com o seu despachante aduaneiro quais documentos necessários. 
 
 
6 
Antes da emissão dos documentos originais, o exportador deve enviar 
um rascunho (draft) de todos os documentos para que o importador analise e 
aprove os mesmos para que não haja necessidade de emitir novos 
documentos depois da chegada da mercadoria no país de destino gerando 
custos indesejáveis ao importador. 
Com esta atitude, muitos custos e aborrecimentos podem ser evitados 
com o importador e também mostra a atitude profissional da empresa 
exportadora. 
 
Quer saber mais? 
Leia o primeiro e o segundo parágrafo do item 6.6 e 6.6.1nas páginas 
86 e 87, e o primeiro parágrafo do item 6.6.3 e 6.6.4 nas páginas 124 e 125 do 
Livro “Exportação e Importação, conceitos e procedimentos básicos” de 
Rossandra Mara Assumpçao. 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
Assista ao vídeo da professora Melina sobre esse assunto no material 
on-line. 
 
TEMA 2 - DOCUMENTOS DA MERCADORIA: FATURA COMERCIAL, 
PACKING LIST, CONHECIMENTO DE CARGA 
Antes de estudar a fatura comercial, vamos verificar a fatura proforma 
(proforma invoice), que é o contrato inicial entre importador e exportador e que 
servirá de base para a confecção da Fatura Comercial definitiva, não tendo 
valor contábil ou jurídico, pois se trata apenas de um instrumento de apoio à 
operação de venda no país de origem. 
Muitas vezes, ela é utilizada para fechamento do câmbio quando se trata 
de pagamento antecipado, porém também já pode ser emitida a fatura 
comercial para este pagamento. 
A fatura proforma contém as informações essenciais do negócio e 
posteriormente após produção do produto, são alterados ou confirmados 
alguns dados para então emissão da fatura comercial. 
 
Vamos conhecer os elementos da fatura proforma? 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
7 
Elementos da fatura proforma 
A Fatura proforma deverá conter os seguintes elementos: 
 Local de embarque e destino; 
 Dados do exportador; 
 Dados do importador; 
 Descrição da mercadoria e classificação fiscal (NCM/SH) – 
Nomenclatura Comum do Mercosul), podendo ser na língua Inglesa ou 
Portuguesa; 
 Quantidade e peso da mercadoria; 
 Tipo de embalagem; 
 Moeda estrangeira negociada; 
 Preço Unitário e Valor Total do Produto; 
 Condições de venda (incoterms e seus aditivos); 
 Detalhes de despesas (embalagem, transporte interno, 
gastos consulares, etc.); 
 Validade; 
 Identificação e assinatura do exportador; 
 Dados bancários; 
 Forma de pagamento; 
 Não existe um modelo oficial, sendo que a sua forma de 
preenchimento é livre desde que contenha as informações necessárias 
do processo. 
 
Já a fatura comercial será então a formalização do contrato de compra 
e venda entre importador e exportador, pois este documento é necessário para 
a liberação da mercadoria no país do importador, sendo um dos documentos 
capazes de comprovar a transferência da propriedade da mercadoria, tendo a 
mesma função da nota fiscal de venda no Brasil, ou seja, comprova que o bem 
foi adquirido e que o importador tem o contrato de compra e venda. 
A fatura comercial diferentemente da fatura proforma tem suas 
exigências delineadas no Regulamento Aduaneiro. Os dados ali mencionados 
deixam a fatura completa e o importador não tem dúvidas quando do 
preenchimento dos documentos para o desembaraço da mercadoria em seu 
país, entretanto, esta fatura não é passível de análise pela alfândega brasileira 
e então não há a aplicação de multa para a falta de algum dos itens 
 
 
8 
mencionados, porém deve conter as informações necessárias para o 
desembaraço aduaneiro da mercadoria e também os dados exigidos pela 
legislação do país do importador. 
Abaixo as indicações do Regulamento Aduaneiro (Decreto 6.759/2009) 
para preenchimento da fatura comercial. 
 
Acesse: 
Art. 557. A fatura comercial deverá conter as seguintes indicações: 
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n-
6759-de-05-de-fevereiro-de-2009 
Art. 558. Os volumes cobertos por uma mesma fatura terão uma só 
marca e serão numerados, vedada a repetição de números. 
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09
&c=1 
Art. 559. A primeira via da fatura comercial será sempre a original, 
podendo ser emitida, assim como as demais vias, por qualquer processo. 
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09
&c=1 
 
Romaneio de Carga 
O romaneio de carga também conhecido por packing list é o documento 
que contém as informações das embalagens do produto e ajuda na verificação 
do produto para desembaraço, pois indica o que há dentro de cada embalagem 
e sua numeração para uma melhor busca pela alfândega. 
Contém as informações abaixo e não tem forma definida. 
• Quantidade de embalagens internas e externas; 
• Peso bruto e líquido; 
• Dados do importador e exportador; 
• Dimensões das embalagens; 
• Metragem cúbica; 
• Marcações. 
 
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n-6759-de-05-de-fevereiro-de-2009
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10728154/artigo-557-do-decreto-n-6759-de-05-de-fevereiro-de-2009
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09&c=1
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+558+do+Decreto+6759%2F09&c=1
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09&c=1
http://www.jusbrasil.com.br/busca?q=Art.+559+do+Decreto+6759%2F09&c=1
 
 
9 
Conhecimento de carga 
O conhecimento de carga é documento que acompanha a mercadoria 
durante o seu transporte entre o Brasil e o país do importador e é emitido pela 
transportadora ou agentes de carga. 
É um documento de adesão, sendo que o impresso é fornecido pelo 
transportador e preenchido de acordo com as características do próprio 
conhecimento de embarque, bem como da carga que será embarcada. Suas 
cláusulas, que representam a frente do conhecimento de embarque, não 
podem ser modificadas e devem ser aceitas integralmente pelo exportador e 
importador. 
São incluídas algumas observações de interesse do embarcador, no 
corpo do conhecimento, como número de carta de crédito, ordem de compra ou 
venda, trânsito, transbordo, etc., e nele devem constar várias informações 
pertinentes ao armador, ao embarque e a carga. 
No embarque marítimo conhecido como (Bill of Lading - B/L, no 
embarque aéreo como Air WayBill – AWB, no embarque rodoviário como 
conhecimento de Transporte Internacional por Rodovia – CRT e no embarque 
ferroviário como conhecimento de Transporte Ferroviário – RWB – Railway Bill, 
etc.). 
É um documento de vital importância, pois sem ele não é possível retirar 
a mercadoria no destino, correspondendo este documento a um autêntico 
certificado de propriedade. 
É um contrato de transporte e por isto se constituiu em um título de 
crédito onde transfere a posse da mercadoria para o consignatário. 
Geralmente emitido em três vias originais e ainda tem validade perante 
bancos para comprovação de embarque no caso de carta de crédito, 
financiamentos e pagamentos à vista. 
Deve-se atentar para o preenchimento do B/L que é via sistema e como 
as informações são incluídas em um sistema informatizado da Receita Federal, 
o Siscarga, caso haja informação incorreta ou atraso na averbação do 
embarque, sendo a multa no valor de R$ 5.000,00 por conhecimento marítimo 
de carga. 
 
 
 
10 
Faça a leitura do livro “O exportador”, nas páginas 3 e 4 e o checklist 6 
nas páginas 17 e 18. Acesse a Biblioteca Virtual, pelo UNICO, e pesquise pelo 
livro. 
Leia também o seu livro-base “Exportação e Importação, conceitos e 
procedimentos básicos” das páginas 25 a 33. 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
Por fim, assista ao vídeo da professora Melina. 
Documentos da aduana: Registro de Exportação (RE), Declaração 
Simplificada de Exportação (DSE), Solicitação de Despacho (SD), nota 
fiscal de exportação e comprovante de exportação (CE) 
Vamos conhecer agora os documentos da aduana 
 
TEMA 3 - REGISTRO DE EXPORTAÇÃO 
O registro de exportação (RE) é o conjunto de informações de natureza 
comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de 
exportação de uma mercadoria por meio de enquadramento específico para 
fins de controle governamental com relação às informações ali incluídas. 
Este registro é elaborado pelo exportador, através do sistema 
informatizado, denominado Sistema Integrado de Comércio Exterior – 
Siscomex, hojena plataforma web. 
Para a digitação do RE, o exportador pode adotar fazer por si só quando 
tiver o sistema instalado em sua empresa ou poderá ser feito pelo seu 
despachante perante procuração e cadastro no sistema. 
O RE, depois de ter suas telas digitadas pelo exportador, recebe uma 
numeração atribuída automaticamente pelo sistema, representando sua 
emissão. 
A maior parte dos Registros de exportação efetuados é efetivada 
automaticamente, sendo que alguns em especial dependendo do produto ou do 
enquadramento escolhido para o processo, necessita de autorização e análise 
do Decex e em outros casos de outros órgãos intervenientes como polícia 
federal, ministério da saúde, ministério da agricultura e etc. 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
11 
O prazo de validade do RE é de 60 dias, podendo ser prorrogada. No 
caso do seu vencimento a mesma é cancelada não gerando prejuízos para o 
exportador. 
Este documento é efetuado antes da declaração de despacho de 
exportação e serve somente para a liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, 
ela não segue para o importador. 
Declaração para Despacho de Exportação 
Deferido o Registro de Exportação, o mesmo estará disponível para ser 
utilizado em uma declaração para despacho de exportação (DDE), porém, uma 
vez vinculado a uma determinada DDE, o RE não pode ser alterado ou 
reutilizado em outra declaração. 
A formulação da Declaração para Despacho de Exportação inicia o 
processo de exportação junto à aduana, sendo que neste momento, ela recebe 
uma numeração dada pelo sistema. 
A partir do registro da DDE no Siscomex – plataforma web, o exportador 
tem o prazo de 15 dias para fazer a entrega da documentação à Unidade da 
SRF de despacho e caso isto não ocorra, ela será automaticamente cancelada 
por expiração de prazo. 
No entanto, se o RE estiver dentro do prazo da validade, ficará liberado 
para utilização em nova DDE. 
Então, quando a mercadoria chega no local de desembaraço, é 
informado pelo armazém a chegada desta e há a manifestação da carga para 
que os documentos possam ser entregues na Receita Federal para análise e 
verificação documental e física, se necessário. 
A DDE poderá conter um ou mais Registros de Exportação, desde que 
esses se refiram cumulativamente ao mesmo exportador, mercadorias 
negociadas na mesma moeda e mesma condição de venda e ainda com o local 
de embarque e despacho idênticos. 
Este documento serve somente para a liberação da mercadoria no 
Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. 
 
 
 
12 
Declaração Simplificada de Exportação 
Utilizado para envios de exportação de pequena monta tendo em vista 
seu limite para emissão no valor de USD 50.000,00 ou o valor equivalente em 
outra moeda. 
O processo de exportação por meio da declaração simplificada de 
exportação (DSE) é mais simplificado vez que este documento substitui o RE e 
a DDE. 
A DSE é emitida antes do embarque e da mesma forma que em um 
processo com RE e DDE, quando da sua chegada ao armazém onde será 
desembaraçada, este efetiva o armazenamento da carga, manifestando no 
sistema por meio da DSE, sendo que após isto, os documentos podem ser 
entregues na Receita Federal para análise e verificação documental e física, se 
necessário. 
Depois de emitida a DSE, o exportador tem o prazo de 15 dias para dar 
prosseguimento e finalizar o registro da mesma, que ocorrerá após a 
manifestação da mercadoria no armazém. 
Caso seja necessária alguma retificação na mesma, esta somente 
poderá ser feita pelo AFRF responsável. 
Este documento serve somente para a liberação da mercadoria no 
Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. 
 
Nota fiscal 
Concluído o RE, o passo seguinte a ser dado pelo exportador é a 
emissão da respectiva nota fiscal. Esta será utilizada para o transporte interno 
até o local da efetiva saída ou desembaraço para o exterior. 
Esse documento é comum para todas as operações, tanto de mercado 
interno como de exportação, acompanhando a mercadoria desde a saída do 
estabelecimento do exportador até o momento de seu desembaraço e saída 
para o exterior. 
A emissão da Nota Fiscal, apesar de ser habitual em toda empresa, 
requer, no caso da exportação, cuidados especiais, pois ela será utilizada 
como documento fiscal a ser apresentado para o desembaraço da mercadoria 
que se exporta. 
Particularidades que devem ser observadas na emissão deste 
documento: 
 
 
13 
• Natureza da operação: exportação; 
• CFOP (Código Fiscal da Operação): 7.101, quando se tratar de 
operação conduzida pelo próprio fabricante da mercadoria exportada; 
• Nome do importador e respectivo país de destino; 
• Detalhamento relativos às mercadorias, quantidade, valor unitário 
e total. 
Sua emissão deve ser feita utilizando a taxa do dia da Receita Federal 
para converter o valor na moeda estrangeira do pedido do importador para 
reais. 
Como visto anteriormente não existe o pagamento de tributos na 
exportação, portanto não são destacados na nota fiscal, porém se faz 
necessário informar nos dados adicionais a legislação que trata das isenções e 
não incidências para que não haja problemas durante o trânsito da mercadoria 
até o local de desembaraço bem como com a fiscalização junto à Aduana 
brasileira. 
Ainda, é válido informar que este documento serve somente para a 
liberação da mercadoria no Brasil, ou seja, ela não segue para o importador. 
 
Comprovante de Exportação 
Após a manifestação da mercadoria no armazém, sua liberação 
automática ou com análise de documentos e/ou a mercadoria fisicamente, 
quando confirmado o embarque do produto para o exterior, a Receita Federal 
faz a emissão de comprovante de exportação (CE). 
Este documento é utilizado para a comprovação da exportação perante 
vários órgãos quando se utilizam benefícios ligados à exportação, tais como 
financiamentos, vendas no mercado interno com fim específico de exportação, 
drawback e etc. 
Este documento também não segue para o importador. 
Sugestão de Leitura 
Livro-base “Exportação e Importação: Conceitos e procedimentos 
básicos”, páginas 118 a 121. 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
Qual será a opinião da professora Melina? Para saber, basta acessar o 
material on-line e assistir ao vídeo. 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
14 
 
TEMA 4 - DOCUMENTOS FINANCEIROS: CARTA DE CRÉDITO, SAQUE OU 
LETRA DE CÂMBIO E CONTRATO DE CÂMBIO 
A cobrança documentária é aquela em que o importador e exportador 
acertam uma das formas de pagamento, exceto o pagamento antecipado, 
porque neste caso não haveria necessidade de cobrança se o pagamento já 
tiver sido efetuado, portanto será à vista ou a prazo. 
Este tipo de cobrança é bastante usado porque não envolve custos tão 
altos quanto os custos para emissão de uma carta de crédito, porém também 
não tem a garantia da carta de crédito, portanto ainda com riscos para o 
exportador. 
A cobrança documentária via banco à vista é aquela que oferece um 
menor risco para o exportador porque após desembaraçada a mercadoria no 
Brasil, o exportador enviará os documentos originais para o seu banco, sob 
instruções recebidas daquele, sendo apenas mandatário do exportador. 
Posteriormente, o banco no Brasil irá remeter ao banco do importador para que 
receba os documentos e proceda com a entrega dos documentos originais ao 
importador sob o pagamento da mercadoria. 
O importador desembaraça a mercadoria e o exportador recebe o 
pagamento. Caso o importador não retire os documentos, o exportador não 
perde a mercadoria, porém terá custos para o retorno da mercadoria ou deverá 
encontrar outro comprador para a sua mercadoria. 
Porém, quando se trata de cobrança documentária com pagamento a 
prazo, o risco do exportador é ainda considerável porque os documentos 
originais são enviados ao banco do importadorpelo banco do exportador com 
as instruções a serem seguidas no caso da falta de pagamento por parte do 
importador, ou seja, se não constar nenhuma informação, o banco nada poderá 
fazer porque ele é apenas o mandatário do exportador. 
O importador retira os documentos sob a assinatura em um documento 
cambial denominado de saque ou letra de câmbio ou cambial. Este documento 
é como se fosse uma nota promissória no Brasil. 
No saque constam as informações do exportador, do importador, o valor 
devido, a data que deverá ser paga, ou seja, ele funciona como uma confissão 
de dívida. Caso não haja o pagamento da data avençada, o banco por 
 
 
15 
autorização já enviada pelo exportador poderá protestar o saque para que haja 
o pagamento dos valores devidos. 
Mesmo com o protesto, se ainda não houver o pagamento, o exportador 
poderá efetuar processo judicial de execução para o recebimento dos valores, 
tendo em vista o documento assinado pelo importador (saque) confirmando o 
conhecimento da dívida, não necessitando de processo de conhecimento para 
reconhecimento do direito do exportador em receber o valor. 
As regras para o uso do saque estão delimitadas na Publicação n.º 522 
da Câmara de Comércio Internacional (CCI), onde há a definição das 
responsabilidades de cada parte no processo de envio dos documentos e 
recebimento do pagamento, o que é seguido pela maior parte dos bancos que 
atuam neste ramo. 
 
Carta de crédito 
A carta de crédito já é um documento de cobrança com garantia de 
recebimento dos valores pelo exportador caso todos o procedimento seja 
seguido e todos os documentos emitidos em conformidade com o negociado na 
carta de crédito. 
Claro que como existe um ou mais bancos garantindo o pagamento, os 
custos envolvidos são altos. 
O procedimento ocorre da seguinte forma: o importador vai até algum 
banco que trabalhe com este tipo de operação e entrega a fatura proforma para 
abertura da carta de crédito que solicitará ao importador as devidas garantias e 
irá analisar se efetua ou não a abertura da carta. 
Ainda poderá haver outro banco garantindo o pagamento, caso o banco 
do importador tenha algum problema na falta do pagamento do importador, tais 
como falência e etc. 
Então, todos as condições comerciais e documentais efetuadas entre 
importador e exportador estarão consignadas na carta de crédito. 
Caso haja alterações nas condições já negociadas, poderá ser feita uma 
emenda na carta de crédito que deverá ser aceita por todas as partes 
participantes do processo. 
O exportador embarcará a mercadoria e entregará todos os documentos 
originais ao banco no Brasil que recebeu a carta de crédito e este irá analisar 
se os documentos estão de acordo com o descrito na carta. 
 
 
16 
Caso haja algum documento em desacordo que possa ser alterado, 
chamado de discrepância, poderá ser descontado um determinado valor 
conforme negociado na carta de crédito. 
Porém se houver algum documento discrepante e que não possa ser 
corrigido, a carta de crédito deixa de ser uma garantia para o exportador. Os 
erros que ensejam a perda da garantia podem ser carta de crédito vencida, 
embarque fora do prazo estipulado, documentos negociados fora do prazo 
estipulado, falta de apresentação de algum documento exigido na carta de 
crédito, porto de embarque ou desembarque em desacordo com o informado 
na carta de crédito, entre outros. 
Caso os documentos estejam de acordo, os mesmos seguem para a 
análise do banco no exterior que então entregará os documentos para o 
importador para assinatura também do saque. 
Caso a forma de pagamento negociada na carta de crédito seja à vista, 
o importador efetuará o pagamento e retirará os documentos para a liberação 
da mercadoria. 
Caso seja a prazo, assinará o saque e irá retirar os documentos para 
liberação da mercadoria. Na data do vencimento, o importador fará o 
pagamento, e no caso da falta deste, o banco emissor garante o pagamento e, 
ainda, na falta deste, o banco garantidor (se houver) honrará o pagamento ao 
exportador. 
Além da forma de pagamento escolhida, as cartas de crédito podem ser 
de dois tipos: 
 
a) Revogável ou Irrevogável: a carta de crédito revogável pode ser 
alterada ou cancelada sem o conhecimento do importador, já a carta 
irrevogável deve ter autorização de todos os envolvidos na carta de crédito 
para sua emenda (alteração) ou até para o seu cancelamento. A carta de 
crédito revogável não é muito utilizada no comércio exterior, tendo em vista que 
as negociações só poderão ser alteradas com o conhecimento de ambas as 
partes do processo para que não haja discrepância entre os documentos e 
produtos comprados e entregues. 
 
 
 
17 
b) Transferível ou Intransferível: a carta de crédito transferível pode ter 
seu crédito transferido para outra pessoa total ou parcialmente. Já a carta de 
crédito intransferível não pode. As duas são utilizadas e negociações. 
 
Abaixo, esquema das partes envolvidas em uma negociação com carta 
de crédito: 
• Banco emissor: aquele que efetua a abertura da carta de crédito no 
exterior, geralmente no país do importador. 
• Banco avisador: banco no país do exportador que informa a existência 
da carta de crédito e também verifica a autenticidade do crédito. 
• Importador: tomado do crédito que solicita a abertura da carta de 
crédito no exterior. 
• Exportador: beneficiário do crédito, geralmente é o próprio exportador. 
• Banco negociador: banco responsável pelo pagamento ao exportador. 
• Banco confirmador: banco que assume o compromisso de pagamento 
ao exportador, independentemente das condições ocorridas para a 
falta de pagamento do importador e do banco negociador. 
• Banco reembolsador: banco que se responsabiliza pelo pagamento ao 
banco negociador. 
 
As normas para emissão e utilização de créditos documentários estão na 
Publicação n.º 600 da Câmara de Comércio Internacional (CCI), também 
chamada de UCP-600, aceita internacionalmente. 
Já o Contrato de câmbio é um documento que formaliza o câmbio de 
valores recebidos ou enviados em moeda estrangeira, que é feito no sistema 
no Banco Central, o Sisbacen, por agente por ele autorizado. 
Como este tipo de operação tem custos altos, em 2006 o Banco Central 
regulamentou o câmbio simplificado onde os custos são menores e a 
burocracia menor do que os demais contratos existentes. 
O câmbio simplificado não tem limite se operado com bancos, porém 
quando operados com os demais autorizados, tem o limite de USD 50.000,00 
por operação. 
Os contratos de câmbio podem ser de compra ou venda, lembrando que 
está é a sua natureza e ela deve ser sempre observada do ponto de vista do 
operador do mercado de câmbio. 
 
 
18 
Então os contratos de compra serão os de exportação e recebimento de 
valores e os de venda serão os de importação serão os de pagamento e os de 
remessa de valores. 
Os elementos que compõe um contrato de câmbio são: identificação do 
comprador e vendedor, endereço, CPNJ, valor do contrato, moeda negociada, 
taxa utilizada, natureza da operação, data a contratação, da liquidação e da 
entrega dos documentos (para exportações). 
Já as etapas são identificadas como contratação, quando se contrata o 
câmbio; edição, quando as informações são incluídas no Sisbacen; efetivação, 
quando a operação é oficializada; e, liquidação, quando há a entrega da moeda 
estrangeira. 
As transações internacionais devem sempre estar em moeda 
estrangeira, com exceção de alguns convênios firmados pelo Brasil para o 
pagamento em reais, tal qual o caso da Argentina. 
Na Europa se utiliza o Euro e nos EUA o dólar americano, sendo que 
cada país pode negociar com a sua moeda, entretanto pela força da moeda já 
comentada, a maioria dos países negocia em dólar americano por ser 
considerada uma das moedas com maior força no mercado internacional. 
Os pagamentos são efetuados para o banco no Brasil, que enviapara 
um banco onde a maioria das empresas possuem contas para o recebimento 
dos valores e então os mesmos são enviados para o Banco no país de destino. 
Neste caso existem dois tipos de banqueiros, os correspondentes que 
são os que possuem conta corrente da empresa que irá receber o crédito, os 
de cobertura que são aqueles intermediários pois eles têm convênio com o 
banco correspondente porque as empresas que receberão o crédito não 
possuem conta corrente no banco correspondente e ainda há os banqueiros 
impedidos que são os que não se pode efetivar operações cambiais. 
 
Saiba Mais! 
Leia as páginas 67 a 74 e 89 a 93 do seu Livro-base “Exportação e 
Importação: Conceitos e procedimentos básicos”. 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
Assista, ainda, ao vídeo da professora Melina, com outras considerações 
a respeito desse tema no material on-line. 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
19 
 
TEMA 5 - CERTIFICADO DE ORIGEM, DEMAIS CERTIFICADOS EXIGIDOS 
PELO PRODUTO E/OU PELO IMPORTADOR 
Quando exigido, o Certificado de Origem é o documento imprescindível 
na negociação. 
Este documento tem a finalidade de atestar a origem do produto que se 
será exportado, podendo ser dos seguintes tipos de acordo com o país a que 
se destina: 
Comum, Aladi, Mercosul, SGP e SGPC. 
 
A necessidade do certificado de origem e a exigência de sua 
negociação, feita pelo importador aos demais documentos da operação, 
devem-se ao fato de a legislação do país de destino da mercadoria possibilitar 
reduções tarifárias para o desembaraço daqueles produtos, quando originários 
de determinados países. 
Veja as principais características de cada documento. 
Certificado de Origem Comum 
De menor sofisticação dentre os demais da espécie, tem por objetivo 
certificar a origem brasileira do produto para o qual é especificamente emitido. 
Nas exportações a países cuja legislação impõe esse tipo de certificado 
de comprovação, torna-se obrigatória, por parte do exportador, a entrega deste 
documento, para que o importador possa apresentá-lo quando da liberação da 
mercadoria em seu país. 
Sua emissão é normalmente feita pela Federação, Confederação ou 
Centro da Indústria, do Comércio ou da Agricultura, podendo mesmo ser 
emitido pela Câmara de Comércio do país de destino da mercadoria. 
Certificado de Origem Aladi 
Aladi é a Associação Latino-Americana de Integração cujos países-
Membros adotam preferências tarifárias para um grande número de produtos, 
quando comercializados entre si. O Certificado de Origem específico para esta 
finalidade atesta a origem do produto e, por conseguinte, permitirá o tratamento 
tarifário preferencial a ele deferido quando do desembaraço aduaneiro de 
importação. 
 
 
20 
Este certificado com características próprias contem a classificação 
fiscal utilizada em âmbito da Aladi, sendo emitido pelas Federações ou 
Confederações da Indústria, do Comércio ou da Agricultura. 
Certificado de Origem Mercosul 
Mercosul é a sigla utilizada para identificar o Mercado Comum do Sul, 
criado pelo Tratado de Assunção, de 23/03/91, congregando Argentina, Brasil, 
Paraguai e Uruguai. 
O mencionado tratado, assinado pelos quatro países, objetivava, como 
efetivamente ocorreu, a implantação da União Aduaneira. A partir de 01/01/95, 
eliminaram-se as restrições aplicadas ao comércio recíproco entre eles, 
visando o futuro de um Mercado Comum do Sul. 
Assim como para o Aladi, o Certificado de Origem utilizado para esta 
finalidade tem características específicas, sendo emitido pelas Federações ou 
Confederações da Indústria, do Comércio ou da Agricultura. 
Certificado de Origem S.G.P 
O sistema Geral de Preferências – SGP. É um acordo entre os países 
industrializados para que, obedecidas as normas do comércio internacional 
estabelecidas pelo Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), sejam 
concedidas reduções tarifárias quando da importação de produtos originários 
dos países em desenvolvimento, com o objetivo de facilitar suas exportações, 
possibilitando incrementar sua arrancada para o desenvolvimento. 
O certificado de origem utilizado para essa finalidade denomina-se Form 
A, devendo ser negociado junto com os demais documentos, servindo para a 
comprovação, por parte do importador para a aplicação de redução tarifária 
quando do desembaraço de suas importações com tal origem. 
Sistema Global de preferências comerciais – SGPC 
O SGPC é um acordo firmado entre países em desenvolvimento, 
beneficiando de forma igualitária os países participantes. 
Há para este caso, como para os demais, necessidade de o exportador 
de produtos contemplados pelas listas trocadas entre os países remeter o 
respectivo certificado de origem. 
Certificados Especiais 
Certas mercadorias, dadas suas peculiaridades, só podem ser 
desembaraçadas no exterior mediante a apresentação de determinados 
 
 
21 
certificados que comprovem sua qualidade, especificações técnicas, respeito a 
alguns requisitos de saúde e outros exigidos para segurança do importador, 
seja para cumprir imposições da legislação dos países destinatários. 
Por esta razão, em muitos casos são exigidos certificados de vistoria de 
qualidade para embarque, emitidos por empresas de conceituação 
internacional. Há casos voltados especificadamente para produtos primários e 
alimentícios, cujos certificados são emitidos pelo Ministério da Agricultura e 
outros, que variam de acordo com o produto ou com as exigências do 
importador. 
Quando houver exigência de tais certificados, por parte do importador, 
estes deverão ser enviados com os demais documentos. 
Ainda, o importador poderá solicitar outros documentos além dos acima 
mencionados por exigência de seu país para a liberação do produto importado. 
Demais Documentos 
• Fatura consular; Certificado de Origem do Tabaco; Lista de Preço; 
Licença Ambiental; Certificado de Inspeção do Ministério da Saúde; Certificado 
de Inspeção do Ministério da Agricultura; Certificado de embalagem; Certificado 
de validade do produto; Etc. 
 
Para compreender com mais profundidade os temas abordados até aqui, 
acompanhe a aula junto com o livro Livro-base, “Exportação e Importação: 
Conceitos e procedimentos básicos” páginas 125 e 126. 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
No vídeo, a professora Melina explica as peculiaridades de cada um dos 
documentos. Não deixe de acompanhar no material on-line. 
 
TEMA 6 - EXPORTAÇÕES ATÍPICAS (CONSERTO, TROCA EM GARANTIA, 
DEVOLUÇÃO, EXPORTAÇÃO TEMPORÁRIA DE MOLDE, ETC.) E CANAIS DE 
DISTRIBUIÇÃO 
Você sabia? 
Que além das exportações para venda ou revenda de produtos, que são 
as chamadas exportações “normais”, existem também algumas exportações 
atípicas para demais finalidades e que por isto necessitam, além dos 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
22 
documentos acima estudados, alguns outros para a sua efetivação tendo em 
vista a característica de cada uma. 
As exportações para testes, conserto e troca em garantia necessitam da 
entrega de cronograma sobre a realização dos testes e posterior retorno da 
mercadoria ao Brasil já que são produtos que seguem sem pagamento. 
Estes processos são deferidos pela Receita Federal mediante termo de 
compromisso do exportador com o prazo para retorno das mercadorias sob 
pena de multa caso não retornem ou comprovação da venda, da destruição 
dos produtos no teste, ou o pedido de prorrogação do prazo para posterior 
retorno. 
Existem também produtos que são importados para teste, para locação 
para conserto ou para troca e que no momento da sua devolução também no 
prazo deferido pela Receita Federal sob pena de multa, devem ser vinculados 
ao processo de importação temporária vez que também não terão cobertura 
cambial e neste caso há a necessidade de conferência física damercadoria 
para comprovação se o produto importado é o mesmo que está sendo 
exportado. 
Também poderá o exportador efetuar uma exportação com seus 
produtos para exposição em uma feira internacional, sendo que neste caso 
também será necessário o cronograma bem como o contrato de participação 
na feira internacional, sendo que a Receita Federal também deferirá sob termo 
de compromisso com prazo para retorno e multa caso não retornem ou 
comprovação da venda, da destruição dos produtos no teste, ou o pedido de 
prorrogação do prazo para posterior retorno. 
Então, existem muitas modalidades de exportação que nem sempre são 
destinadas para vendas. 
Agora, deve o exportador sempre verificar qual a forma que irá efetuar o 
seu processo de exportação, ou seja, se enviará diretamente por sua empresa, 
ou se utilizará de outra empresa neste caso denominando-se como exportação 
indireta, podendo se utilizar de uma trading company, de um consórcio de 
exportação, de uma empresa comercial exportadora ou até mesmo efetuar a 
venda para outra empresa que atue no mercado interno e externo para efetuar 
a exportação. 
 
 
23 
Elas são empresas especializadas em comércio exterior e que possuem 
uma maior barganha de preços vez que operam com diversos importadores e 
exportadores. 
Possuem os mesmos benefícios fiscais que os exportadores no Brasil e 
conseguem melhores preços vez que reúnem diversos exportadores com 
pequenas capacidades produtivas para o envio de grandes quantidades de 
mercadoria ao exterior porque atuam fora do Brasil na busca de compradores 
de produtos brasileiros. 
Elas somente recebem os produtos e exportam, não participando da 
cadeia produtiva e também não dominam o processo produtivo, dominando 
somente a parte comercial do negócio que passa a ser sua e não do 
exportador, como nos casos de trader e agente, onde todas as operações 
pertencem ao exportador. 
No livro-base da disciplina, “Exportação e Importação: Conceitos e 
procedimentos básicos”, da Editora Intersaberes, você encontrará mais 
conteúdos sobre exportações atípicas. Confira! 
Acesse: http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php 
 
Assista ao vídeo da professora Melina no material on-line. 
 
TROCANDO IDEIAS 
Você acha que o Brasil perde vendas para o exterior por conta da 
burocracia documental e prazos para desembaraço e embarque das cargas? O 
que você acredita que possa melhorar com relação aos documentos e 
liberação da carga? 
Comente sobre essa questão no fórum da nossa aula, disponível no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem. Aproveite para trocar experiências e 
aprender com seus colegas! 
 
NA PRÁTICA 
Vamos ver na prática como aplicar tudo que estudamos até agora? 
 
http://ava.grupouninter.com.br/tead/hyperibook/IBPEX/578.php
 
 
24 
Exemplo: Sua empresa irá exportar café em grão não torrado nem 
descafeinado e lhe pediu que preencha a fatura comercial e o packing list da 
mercadoria para envio ao exterior. 
 
 
Preencha os documentos com as informações descritas acima em 
modelo livre, sendo que os mesmos devem conter as informações relacionadas 
na aula da fatura e do packing list. 
 
E aí, como foi seu desempenho nessa atividade? Não fique com dúvidas 
sobre esse assunto! Assista no vídeo a resolução do problema. Acesse o 
material on-line. 
 
SÍNTESE 
Estamos no final de nosso primeiro encontro, o que você achou? Já 
consegue se visualizar colocando em prática os conceitos aqui aprendidos? 
Considerando os pontos mais importantes nesta aula, vimos: quais os 
documentos necessários para a exportação de mercadorias e como identificar 
a necessidade documental do importador ou do produto; vimos a fatura 
comercial, o packing list, a nota fiscal, o conhecimento de embarque, RE, DSE, 
DDE, carta de crédito, letra de câmbio, contrato de câmbio, certificado de 
origem e demais documentos que podem ser exigidos pelo importador ou por 
conta do produto exportado bem como o seu preenchimento e seus modelos 
para envio da mercadoria ao exterior; Por fim, vimos as exportações atípicas, 
os documentos adicionais que precisam ser enviados e as formas de envio da 
mercadoria ao exterior podendo ser pelo próprio fabricante ou por terceiras 
empresas que atuam com exportação. 
 
 
 
25 
Não deixe de assistir, no material on-line, ao vídeo com a professora 
Melina, que apresenta os principais pontos desta aula. 
 
REFERÊNCIAS 
Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços. Disponível em: Acesso em: 02 de maio 2016. 
Ministério da Fazenda. Disponível em:. Acesso em: 02 de maio 2016. 
Decreto 6.759/2009 – Regulamento Aduaneiro. Disponível em: 
Acesso em: 02 de maio 2016.

Mais conteúdos dessa disciplina