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SISTEMATIZAÇÃO DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM CAPS IJ II: REFLEXÕES E AVANÇOS INTRODUÇÃO: A discussão de campo e núcleo proposta por Campos G.W.S em 2020, tem permeado a prática em saúde coletiva no que tange a necessária diferenciação daquilo que todo campo científico da saúde ou de práticas seria interdisciplinar e multiprofissional e o que um determinado núcleo de conhecimento, ao contrário, indicaria uma aglutinação, uma determinada concentração de saberes e de práticas que competem a expertise de um profissional específico. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que integra o SUS, estabelece os pontos de atenção para o atendimento de pessoas com problemas mentais, incluindo os efeitos nocivos do uso de crack, álcool e outras drogas. A Rede integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e o CAPS IJ (Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil) é um equipamento integrante da RAPS que se propõe a realizar a reabilitação psicossocial da população de crianças e adolescentes. Em sua composição no quadro de profissionais, o fonoaudiólogo é profissional integrante da equipe. Na rotina do CAPS IJ é frequente a demanda relacionada a queixas escolares, linguagem e neurodesenvolvimento as quais o fonoaudiólogo é convocado a compor na construção de cuidado interdisciplinar, mas também avaliar especificidades do seu núcleo do conhecimento. Nesta perspectiva, o presente trabalho traz a reflexão dos resultados da realização da sistematização da atuação fonoaudiológica dentro de um CAPS Infantojuvenil da zona sul da cidade de São Paulo ao longo do ano de 2023. OBJETIVO:Análise da proposta de sistematização da atuação fonoaudiológica dentro de um Caps IJ desenvolvida durante o ano de 2023. MÉTODOS:Foram realizadas reuniões periódicas do núcleo para troca de relatos e experiências sobre os atendimentos nucleares individuais, além de análise de aplicabilidade do instrumento/roteiro de avaliação. Foi organizada agenda a fim de garantir participação em espaços voltados para o núcleo de atuação ofertados pela Prefeitura Municipal de São Paulo e instituição parceira. RESULTADOS: Readequação do uso do instrumento de avaliação que passou a ser utilizado como roteiro de avaliação fonoaudiológica infantojuvenil, não sendo mais necessária utilização em formato impresso e registros a serem realizados em prontuário físico ou eletrônico, evitando redundância de informações e agilizando o processo avaliativo. Ampliação do conhecimento da equipe sobre importância da Fonoaudiologia no diagnóstico diferencial de transtornos do neurodesenvolvimento e queixas escolares refletido no aumento dos agendamentos nucleares e discussões de caso. CONCLUSÃO: A partir do movimento de atuação nuclear realizado pelas fonoaudiólogas do serviço, foi possível expandir a discussão de campo e núcleo das demais categorias profissionais que compõem a equipe multidisciplinar, além da qualificação dos encaminhamentos para demais pontos da rede e aporte técnico para discussões matriciais pelos demais integrantes da equipe com os diversos pontos da RAS. Autores REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Slide 1