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JAQUELINE DE OLIVEIRA SILVA HEMODINÂMICA RUBIATABA-GO 2025 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA HEMODINÂMICA Relatório apresentado à Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito para o aproveitamento da Disciplina Hemodinâmica JAQUELINE DE OLIVEIRA SILVA Superior Tecnologia em Radiologia 3°Semestre RUBIATABA-GO 2025 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...........................................................................................1 2. ATIVIDADE PROPOSTA N° 1....................................................................2 2.1. PARTE 1..................................................................................................2 2.2. PARTE 2..................................................................................................3 3. ATIVIDADE PROPOSTA N° 2.....................................................................4 3.1. PREPARAÇÃO PRÉ-PROCEDIMENTO..................................................4 3.2. ATUAÇÃO DURANTE O PROCEDIMENTO............................................5 3.3. PÓS-PROCEDIMENTO E FINALIZAÇÃO................................................6 4. CONCLUSÃO..............................................................................................8 5. REFERENCIAS...........................................................................................9 INTRODUÇÃO A Radiologia Intervencionista é uma subespecialidade médica que utiliza técnicas de imagem para realizar procedimentos minimamente invasivos, tratando diversas condições de saúde. É uma área da medicina que combina a radiologia com técnicas cirúrgicas para diagnosticar e tratar doenças de forma minimamente invasiva. Utiliza recurso de imagem, como radiografia, tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética, para guiar intervenções que geralmente são realizadas através de pequenas incisões ou punções na pele. A Hemodinâmica é o ramo da fisiologia e da medicina que estuda o movimento do sangue dentro do sistema cardiovascular, abrangendo os princípios físicos que regem esse fluxo. Ela se baseia em leis fundamentais da mecânica dos fluidos para compreender como o sangue circula através dos vasos sanguíneos e como o coração atua como bomba impulsionadora. A análise hemodinâmica é essencial para entender a função cardiovascular em condições normais e patológicas, sendo de grande importância em diversas especialidades médicas. O sistema circulatório funciona de forma altamente coordenada, onde o fluxo sanguíneo é influenciado por fatores como a pressão arterial, a resistência vascular periférica, a viscosidade do sangue e a complacência dos vasos. Na prática clínica, a hemodinâmica é avaliada por meio de métodos invasivos e não invasivos, como o cateterismo cardíaco, ecocardiografia e monitorização contínua da pressão arterial. Em sumo, o estudo da hemodinâmica fornece as bases para compreender o funcionamento do sistema cardiovascular de forma dinâmica, permitindo intervenções mais precisas e eficazes no cuidado ao paciente. Ao unir os princípios da física à medicina, essa área continua evoluindo com tecnologias avançadas, desempenhando papel crucial na medicina moderna. O objetivo deste estudo é proporcionar uma compreensão ampla e fundamentada sobre a rotina e as responsabilidades do Tecnólogo em Radiologia intervencionista, evidenciando a relevância de suas ações para a segurança do paciente, a qualidade das imagens obtidas e a eficiência do procedimento. Além disso, busca-se consolidar conceitos sobre manejo de drogas vasoativas, controle de dose de radiação e organização de insumos, demonstrando, de maneira integrada, como essas competências são aplicadas na prática clínica diária. 1 Atividade Proposta N° 1: Parte I: 1. As drogas vasoativas podem ser classificadas em três categorias principais: vasopressores, vasodilatadores e inotrópicos, sendo amplamente utilizadas em procedimentos hemodinâmicos com o objetivo de estabilizar o paciente em situações de instabilidade cardiovascular. Os vasopressores são fármacos que atuam promovendo vasoconstrição periférica, elevando a resistência vascular sistêmica e, consequentemente, a pressão arterial, sendo fundamentais no manejo de pacientes com choque hipotensivo; um exemplo clássico é a noradrenalina, considerada droga de escolha em situações de choque séptico. Já os vasodilatadores têm ação contrária, reduzindo a resistência vascular periférica por meio da dilatação dos vasos, o que diminui a pré e a pós-carga cardíaca, sendo indicados em quadros de hipertensão grave ou insuficiência cardíaca; nesse grupo, destaca-se o uso do nitroprussiato de sódio, amplamente utilizado em emergências hipertensivas. Por fim, os inotrópicos atuam diretamente na contratilidade do músculo cardíaco, aumentando o débito cardíaco sem provocar, necessariamente, alterações significativas na resistência vascular; entre eles, a dobutamina é bastante utilizada em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada e em choque cardiogênico, uma vez que melhora a performance cardíaca. 2. As drogas vasoativas assumem papel central nos procedimentos de radiologia intervencionista, uma vez que garantem a estabilidade hemodinâmica do paciente diante das alterações fisiológicas que podem ocorrer durante a intervenção. Sua importância está relacionada à capacidade de atuar de forma rápida e eficaz no controle da pressão arterial, no débito cardíaco e na resistência vascular, fatores que são determinantes para a segurança do procedimento e para o sucesso terapêutico. Nesse contexto, três funções cruciais podem ser destacadas. A primeira é a ação dos vasopressores, que promovem aumento da resistência vascular periférica e elevação da pressão arterial, fundamentais em situações de choque ou hipotensão súbita. A segunda corresponde ao efeito dos vasodilatadores, que auxiliam na redução da pós-carga e no controle de crises hipertensivas, favorecendo a perfusão tecidual sem sobrecarga ao coração. Por fim, os inotrópicos desempenham a terceira função essencial, ao intensificarem a contratilidade miocárdica e elevarem o débito cardíaco, o que é indispensável em casos de insuficiência cardíaca aguda ou choque cardiogênico. 1 Parte II: 1. A principal responsabilidade do tecnólogo de radiologia nesse cenário é garantir o correto funcionamento e a leitura precisa dos equipamentos de monitorização hemodinâmica, como monitores de pressão arterial, frequência cardíaca e oximetria. Ele deve acompanhar continuamente os sinais vitais do paciente, identificar rapidamente alterações críticas como a queda brusca de pressão arterial e comunicar imediatamente à equipe médica. Além disso, deve assegurar que os cabos, sensores e conexões estejam corretamente posicionados e funcionando contribuindo para uma resposta rápida e eficaz. 2. Em relação à administração de drogas vasoativas, o Tecnólogo em Radiologia atua como apoio direto à equipe médica, colaborando em ações práticas como a preparação e disponibilização rápida dos acessos venosos e dos equipos de infusão, garantindo que estejam prontos para o uso imediato, e a checagem da integridade dos sistemas de bomba de infusão utilizados para administrar as medicações. Além disso, pode auxiliar no ajuste e na organização dos equipamentos que garantem a segurança da infusão contínua das drogas, otimizando a agilidade da resposta terapêutica. 3. Além do monitoramento hemodinâmico, o Tecnólogo em Radiologia Desempenha funções cruciais relacionadas à imagem, como ajustar parâmetros técnicos do equipamento de angiografia para assegurar qualidade adequada das imagens mesmo em condições de instabilidade clínica, garantindo que as imagens sejam obtidas deforma rápida e eficaz. Também pode ser necessário repetir aquisições específicas ou otimizar a sequência de imagens para auxiliar a equipe médica na avaliação do fluxo cerebral e no manejo da complicação, sem comprometer o andamento do procedimento de embolização. Atividade Proposta N° 2: Preparação Pré-Procedimento: 1- Verificação de Equipamentos: Arco em C(fluoroscópio)- Equipamento que emite os raios x em tempo real e permite visualizar o posicionamento de cateteres, stents ou outros dispositivos durante o procedimento. Tubo de raio x- Gera os feixes de raio x que atravessam o corpo do paciente, formando a imagem fluoroscópia. Intensificador de imagem ou detector digital- Converte os raios x em imagens visíveis no monitor, aumentando o brilho e a qualidade da imagem para melhor visualização. Monitores de video- Mostram em tempo real as imagens obtidas pelo intensificador/detector, permitindo ao médico guiar o procedimento. Sistema de colimação- Limita a área do feixe de raios x apenas à região de interesse, reduzindo a dose de radiação ao paciente e melhorando a qualidade da imagem. Gerador de alta tensão- Controla a energia do feixe de raios x (kv e mA), ajustando a qualidade e a intensidade da imagem. Sistema de registro/impressão digital(DICOM, PACS ou gravador)- Permite salvar e armazenar as imagens obtidas durante o procedimento para análise posterior e documentação clínica. Sistema de proteção radiológica- Inclui cortinas plumbíferas, protetores de teto e colomadores adicionais, reduzindo a dispersão da radiação para a equipe. ● Para garantir imagens diagnósticas de alta qualidade, o Tecnólogo deve configurar pelo menos três parâmetros fundamentais. O primeiro é o kVp (quilovoltagem de pico), ajustado de acordo com a espessura corporal do paciente, pois influencia diretamente na penetração do feixe de raios X e na qualidade da imagem. O segundo parâmetro é o mA (miliamperagem), que regula a quantidade de fótons emitidos, impactando diretamente na densidade e no nível de ruído da imagem. Por fim, o tempo de exposição ou frame rate (taxa de aquisição de imagens por segundo) deve ser ajustado para equilibrar a necessidade de detalhamento dinâmico do fluxo coronariano com a menor dose possível de radiação ao paciente. 2- Insumos e Ambiente: ● Durante a preparação para a cineangiografia, além dos equipamentos de fluoroscopia, o Tecnólogo em Radiologia deve garantir que os insumos estejam devidamente organizados e disponíveis para o procedimento. Entre os mais importantes estão os cateteres diagnósticos e introdutores vasculares, fundamentais para o acesso arterial e a condução até a artéria coronária. Também se incluem as seringas e equipos de injeção, utilizadas para administração do contraste iodado e solução salina. O contraste Iodado em si é indispensável para permitir a visualização das coronárias na fluoroscopia, devendo estar armazenado de forma adequada para preservar sua qualidade. Além disso, é necessário dispor de materiais estéreis, como campos cirúrgicos, luvas, gazes e compressas, que asseguram a manutenção da assepsia, bem como medicamentos de uso emergencial, como heparina e drogas vasoativas, que podem ser requisitados pela equipe médica durante a intervenção. ● A proteção radiológica é indispensável devido à exposição prolongada à radiação ionizante. Para a equipe multiprofissional, devem ser providenciados aventais plumbíferos, protetores de tireóide e óculos plumbíferos, que reduzem a dose de radiação recebida nos órgãos mais radiossensíveis. É igualmente importante a utilização de biombos móveis plumbíferos na sala, criando barreiras adicionais de proteção. Para o paciente, a proteção está associada ao uso de colimação adequada, que restringe o feixe de radiação apenas à região de interesse, além da otimização dos parâmetros técnicos de imagem para reduzir a dose sem comprometer a qualidade diagnóstica. A importância dessas medidas reside no princípio da radioproteção e justificação, garantindo que todos os envolvidos sejam expostos à menor dose possível, de forma segura e eficaz, sem prejudicar o resultado clínico do procedimento. Atuação Durante o Procedimento: 1- Aquisição de Imagens: ● Tecnólogo em Radiologia é responsável por ajustar os ângulos de incidência do arco em C para proporcionar ao cardiologista intervencionista a melhor visualização das artérias coronárias. Entre os principais ajustes, destacam-se as projeções oblíqua anterior direita (OAD) e oblíqua anterior esquerda (OAE), que permitem avaliar diferentes segmentos coronarianos, bem como as incidências cranial e caudal, utilizadas para afastar sobreposições de vasos e detalhar pontos específicos da circulação. Esses ajustes devem ser realizados com precisão, de acordo com a solicitação do médico, garantindo que o campo de visão inclua a região coronariana de interesse, sem desperdício de radiação ou perda de qualidade na imagem. ● Acompanhando o funcionamento do injetor automático de contraste, verificando se o volume e a velocidade de injeção estão de acordo com o protocolo definido para o paciente. Também observa em tempo real a dispersão do contraste nos vasos, garantindo que as imagens sejam adquiridas no momento ideal da opacificação, evitando tanto subpreenchimento quanto desperdício de contraste. 2- Segurança Radiológica: ● Durante a aquisição de imagens em procedimentos de cineangiografia, duas ações cruciais devem ser priorizadas pelo Tecnólogo em Radiologia para garantir a menor exposição possível ao paciente e à equipe. A primeira é o uso da colimação adequada, restringindo o feixe de raios X apenas à área de interesse, o que reduz tanto a dose absorvida pelo paciente quanto a radiação dispersa que atinge a equipe. A segunda ação é o ajuste dos parâmetros técnicos de fluoroscopia, como a utilização do menor kVp e mA possíveis para manter qualidade diagnóstica aceitável, bem como a escolha de frame rates reduzidos sempre que viável, minimizando a dose acumulada sem comprometer a avaliação clínica. ● Caso seja percebido que a dose de radiação está mais alta do que o esperado, a conduta imediata seria comunicar o cardiologista intervencionista e reavaliar a técnica de aquisição, ajustando projeções que evitem sobreposições desnecessárias e reduzindo o tempo de fluoroscopia contínua, priorizando o uso de fluoroscopia pulsada. Além disso, revisaria os parâmetros configurados no equipamento e reforçaria a utilização de colimação e filtros adicionais, quando disponíveis, para otimizar a dose. Pós-Procedimento e Finalizção: 1- Gerenciamento de Imagens: ● Transferir imagens para o sistema seguro de arquivamento(PACS), etiquetar corretamente com dados do paciente e tipo de procedimento, realizar pós-processamento(brilho, contraste, zoom, cortes), verificar a qualidade das imagens, sem artefatos, armazenar com backup para acesso futuro e segurança. Essas etapas são importantes para ter imagens claras e organizadas, permitindo identificar alterações sutis, facilita comparações e garante um diagnóstico preciso e seguro. ● Para facilitar a interpretação detalhada pelo cardiologista, o Tecnólogo organiza os arquivos em ordem cronológica ou por projeção utilizada, nomeando cada sequência de acordo com a anatomia visualizada e o momento do procedimento. Também se garante que cada imagem esteja acompanhada de informações técnicas relevantes, como parâmetros de aquisição e volume de contraste injetado. 2- Biossegurança e Registro: ● Após o procedimento o Tecnológo em Radiologia deve realizar cuidados rigorosos de limpeza, descontaminação e manutenção dos equipamentos e acessórios, usando produtos recomendados e seguindo protocolos de biossegurança. Devem ser descartados corretamente os materiais de uso único, como seringas, luvas e campos estéreis, enquanto os dispositivos reutilizáveis devem passar por processos de esterilização ou limpeza criteriosa, conforme normas vigentes. Verificar o funcionamento do equipamento, checando conexões, cabos e dispositivosde segurança. ● No registro técnico do procedimento, é fundamental documentar todas as etapas relevantes para garantir a conformidade com normas de biossegurança e a rastreabilidade das ações do Tecnólogo. Devem ser incluídos dados do paciente, tipo de procedimento realizado, parâmetros de aquisição de imagens, volumes de contraste utilizados, medicamentos administrados, tempo de exposição, mA, kv, colimação, etc. Observações sobre intercorrências ou ajustes realizados, bem como a conferência de limpeza e manutenção dos equipamentos. CONCLUSÃO A análise detalhada das responsabilidades do Tecnólogo em Radiologia intervencionista em procedimentos de hemodinâmica evidencia a complexidade e a relevância de sua atuação na rotina hospitalar. Desde a preparação pré-procedimento até o pós- processamento das imagens, o profissional desempenha funções essenciais que garantem a segurança do paciente, a precisão diagnóstica e a eficiência do procedimento. A abordagem integrada da atuação do tecnólogo, que abrange biossegurança, organização de insumos e registro técnico detalhado, reforça a importância do trabalho em equipe e a colaboração com outros profissionais da saúde. Essas práticas não apenas asseguram a qualidade do procedimento, mas também fortalecem a confiabilidade das informações registradas, permitindo auditorias, análises de qualidade e continuidade do cuidado ao paciente. REFERENCIAS https://www.bing.com/search?q=radiologia+intervencionista&form=ANNTH1&refig=68c0743418864a029f0a0c9430a5f4b2&pc=U531&pq=radiologia+in&pqlth=13&assgl=27&sgcn=radiologia+intervencionista&qs=LS&sgtpv=LS&smvpcn=0&swbcn=10&sctcn=0&sc=10-13&sp=3&ghc=0&cvid LIMA SILVA, M. S. de. Biossegurança do Setor de Radiodiagnóstico. Revista Acadêmica FALOG, v. 1, n. 1, p. 1-10, 2023. Disponível em: https://revistaacademicafalog.com.br/index.php/falog/article/download/ 48/6. Acesso em: 21 ago. 2025 https://prorad.com.br/sis/storage/conteudos/271/2214_Manual_Radioprotecao_Conter.pdf?utm_source.com MARTINS, Fernando Ramos; NOBREGA, Almir Inácio da. Física, Biossegurança e Proteção Radiológica – Série Curso de Radiologia. 1. ed. São Paulo: Difusão Editora LTDA, 2022. ISBN 978-65-88166-87-1 Tenologicas_cpr_cbr_2022_VERSA_O_CURSO_FM-1.pdf?utm_source.com MAZUMI, F. R. Radiologia Intervencionista: Aspectos Técnicos e Práticos. TCC (Graduação em Radiologia) – Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2020. Disponível em: https://repositorio.ifsc.edu.br/bitstream/handle/123456789/1807/TCC_2020 _Mazuim _Final_Aprovado.pdf?isAllowed=y&sequence=1. Acesso em: 21 ago. 2025. image1.jpeg