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1 /;.////L,/ GESTÃO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ESCOLAR 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre- sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere- cendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra- vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário GESTÃO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ESCOLAR ......................... 1 NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 SIGNIFICADO DE GESTÃO ESCOLAR ...................................................................... 5 A GESTÃO ESCOLAR É CONSTITUÍDA POR QUATRO PRINCIPAIS PILARES: 7 GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO ESCOLAR ................................................... 19 POLÍTICA EDUCACIONAL ........................................................................................ 22 AS ATRIBUIÇÕES DO PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR .................................. 23 GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NA ESCOLA ................................ 26 A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO ................. 30 O PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA ........................................................... 33 O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA ATUALIDADE ........................................... 34 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EFETIVAÇÃO DA QUALIDADE DE ENSINO ................................................................................................................... 37 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL ............ 40 REFERÊNCIA ............................................................................................................... 45 file:///C:/Users/b_bic/OneDrive/Área%20de%20Trabalho/gestao%20de%20centros%20deeducação%20infantil%20e%20escolar.docx%23_Toc79849050 4 INTRODUÇÃO A escola é a instituição social responsável pela apropriação dos conheci- mentos histórico-culturais produzidos pelo homem e o ensino de uma base na- cional comum. Cabe aos educadores, assumirem uma postura de trabalho cole- tivo, possibilitando as condições necessárias para que os educandos assumam um papel ativo perante a sociedade. Na perspectiva de gestão democrática estabelecido pela Constituição Fe- deral de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), lei nº 9.394/1996, compreendemos a organização escolar democrática como sendo aquela em que a gestão escolar, liderada pelo diretor, possibilita condições reais e igualitárias para que cada educador exerça um papel ativo na instituição, par- ticipando de todas as etapas de elaboração e operacionalização das atividades pedagógicas. O diretor, figura central na operacionalização do trabalho educativo, ocupa-se de tarefas de cunho burocrático - administrativo, delegando funções e organizando o trabalho pedagógico. 5 SIGNIFICADO DE GESTÃO ESCOLAR A Gestão Escolar, anteriormente nomeada Administração Escolar, em- bora muitas de suas funções que hoje lhe são atribuídas já existissem, é um termo recente. A mudança de denominação não foi apenas na escrita, mas tam- bém de concepções teóricas a respeito dessa atividade, e, além disso, reflete as transformações oriundas de um determinado contexto histórico. • Origem Normativa No Brasil, um marco normativo foi a Constituição Federal de 1988 que institucionalizou a “Gestão Democrática do Ensino Público”, sendo dessa forma assegurada como o princípio da educação pública. A partir dessa lei a organiza- ção escolar ganha um novo perfil, agora não mais embasada nas conjeturas da administração, mas, sim, nos princípios da Gestão, por possuir um caráter mais democrático. Outro marco foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394, de 1996, que vem unir forças com a Constituição de 1988, e com o mesmo objetivo, surge para assegurar o princípio da Gestão Democrática https://www.infoescola.com/educacao/gestao-democratica/ https://www.infoescola.com/direito/constituicao-de-1988/ 6 do Ensino Público. Essa é a primeira das leis de educação a dispensar atenção particular à gestão escolar e se situa no âmbito da escola e diz respeito a tarefas que estão sob sua esfera de abrangência. • Particularidades da instituição escolar A partir de então, a escola passa a ter uma nova função social, pois está se relaciona aos diferentes momentos da história que varia ao longo do tempo; e assume distinta configuração na política educacional. Consequentemente, suas incumbências modificaram-se, como detalha Vieira (2005): • A elaboração e a execução de uma proposta pedagógica são as primeiras e as principais das atribuições da escola. A proposta pe- dagógica é, com efeito, o norte da escola, definindo caminhos e rumos que uma determinada comunidade busca para si e para aqueles que se agregam em seu torno. • A escola tem como tarefa especifica a gestão de seu pessoal, de seus recursos materiais e financeiros. • Acima de qualquer outra dimensão é incumbência da escola ze- lar pelo ensino e a aprendizagem, que é a sua razão de ser. Autonomia das escolas É importante salientar um importante aspecto da gestão escolar que é a autonomia das escolas para prever formas de organização que permitam aten- der as peculiaridades regionais e locais, às diferentes clientelas e necessidades do processo de aprendizagem (LDB, Art. 23). Segundo Vieira (2005), nesse mesmo sentido, outras medidas são previstas em lei com o objetivo de promover uma cultura de sucesso escolar para todas as crianças. Gestão escolar consiste num sistema de organização interno da escola, envolvendo todos os setores que estão relacionados com as práticas escolares. Desta forma, a gestão escolar visa garantir um desenvolvimento socioeducacio- nal eficaz na instituição de ensino. Cada escola deve desenvolver o seu plano de gestão escolar, com base nas diretrizes de educação vigentes. Como resultado desta gestão, espera-se que a instituição tenha uma excelência no ensino; redução da inadimplência; prevenção da evasão escolar; combater à indisciplina; manter a motivação da https://www.infoescola.com/educacao/politica-educacional/ https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/ 7 equipe que compõe a escola; além de manter os pais e os alunos engajados nos projetos escolares. O responsável por atuar na organização da gestão escolar é o gestor es- colar. Este profissional tem a missão de elaborar propostas pedagógicas para a escola em que atua, com base na democracia e na participação da comunidade, garantindo a manutenção da qualidade do ensino. Além disso, o sistema de gestão escolar deve valorizar a atuação de edu- cadores com a responsabilidadede formar cidadãos críticos sobre a realidade, que tenham opinião e integridade. Também devem ajudar os jovens a desenvol- verem as suas competências e habilidades, sejam elas naturais ou aprendidas ao longo do tempo. A GESTÃO ESCOLAR É CONSTITUÍDA POR QUA- TRO PRINCIPAIS PILARES: • Gestão pedagógica: organização, planejamento e administração da área educativa; • Gestão administrativa: organização e administração da instituição como estrutura física, como o prédio, os equipamentos, materiais necessários 8 para o funcionamento das aulas e dos projetos propostos pela gestão pe- dagógica, etc. • Gestão financeira: organiza o orçamento da instituição, se responsabili- zando em distribuir de forma ordenada a verba para os diferentes setores da escola. Cuida de toda a parte financeira da instituição (cálculo de cus- tos, fluxo de caixa, definição de orçamento, entre outras atividades); • Gestão de recursos humanos: organização de pessoal, ou seja, de toda a comunidade que faz parte do ambiente escolar (alunos, professores, funcionários, responsáveis e comunidade em geral). A principal missão da gestão de recursos humanos é garantir que todos mantenham a satis- fação e, consequentemente, o rendimento de suas atividades. Os direitos, deveres e atribuições de todas as pessoas que compõem a instituição devem ser baseados no Regimento Escolar. Conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a autonomia das escolas na organização de suas respectivas gestões visa atender as especificidades locais e regionais de cada lugar. • características de uma gestão escolar de qualidade Na hora de administrar uma instituição de ensino, cabe ao gestor escolar tomar as decisões corretas para que os resultados positivos apareçam. Portanto, as mudanças necessárias em uma escola que beneficiem alunos e professores, passam sempre pelas mãos de quem faz uma gestão escolar de qualidade. De fato, a manutenção dos dados, informações, relatórios, e demais ques- tões que envolvem a gestão de uma instituição de ensino faz parte da rotina do gestor escolar, que precisa adotar em seus processos algumas características que levem seu trabalho rumo à eficiência. • características de uma gestão escolar de qualidade. ▪ Planejamento escolar bem definido 9 Esse é o primeiro passo para uma gestão escolar de qualidade. Quando é bem definido, o planejamento deve abranger todas as áreas da escola, da área pedagógica até o financeiro. E esse planejamento deve ocorrer antes do início de cada ano letivo, para que haja tempo hábil de traçar objetivos, estratégias para alcançá-los e metas a serem cumpridas. Portanto, ele deve estabelecer cada item citado para curto, médio e longo prazo. Na verdade, o planejamento escolar bem definido é fundamental para que a instituição lide bem com os imprevistos, pois, para vencê-los, faz-se necessário preparar-se com antecedência. Logo, ao levantar problemas que ocorreram no passado, é possível traçar um plano de ação contra a sua recorrência no futuro. Já a área financeira da escola deve ter todos os gastos em uma planilha ou sistema de gestão, para que os gestores consigam definir quais áreas podem receber mais ou menos recursos. ▪ Gestão financeira apropriada https://escolaweb.com.br/blog/coordenacao-pedagogica/saiba-como-fazer-um-planejamento-escolar-eficiente-para-2018/ 10 Em uma instituição de ensino, o cuidado com a gestão financeira não é só uma habilidade administrativa que visa o lucro. Embora se trate de uma em- presa que também precisa seguir o princípio da onerabilidade, existem outras implicações. Com a gestão adequada, a instituição pode investir em recursos que re- percutem na qualidade acadêmica. As ferramentas pedagógicas e tecnológicas exercem uma grande influência no resultado obtido e, por isso, poupar dinheiro para essas aquisições deve ser uma prioridade. ▪ Comunicação entre os membros da equipe Qualquer equipe produz com mais eficiência quando existe uma boa co- municação entre os seus membros. Aliás, a comunicação entre os membros de https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar/gestao-financeira-escolar-6-praticas-para-adotar-em-2017/ 11 uma equipe permite que seja criado um ambiente baseado numa relação de con- fiança conhecer cada integrante é importante para que você tenha um time unido em prol de um objetivo comum: ensinar com excelência. Além disso, as reuniões em equipe e de feedback são fundamentais para que as questões, críticas e ideias possam ser debatidas com clareza, sem inter- ferências. Quando você conhece todas as pessoas que fazem parte do seu time, fica mais fácil delegar tarefas para que elas sejam realizadas com sucesso. Portanto, cabe ao gestor escolar ter sempre humildade e vontade de aprender com o seu time, pois isso o colocará a par de todos os processos que envolvem as atividades da escola. • Informação e participação As reuniões periódicas também são importantes para que haja troca de informações e a participação de todos os profissionais envolvidos nos processos escolares. E essas reuniões devem estimular uma comunicação transparente e a participação de todos, pois isso faz com que a relação de confiança entre os envolvidos seja mantida. Isso ainda permite que as decisões corretas possam ser tomadas com mais segurança, já que esse processo passa a ser mais democrático, com as opiniões de todos sendo ouvidas e discutidas. • Comunicação eficaz com pais e mães de alunos. 12 Para desenvolver uma gestão escolar de qualidade, pais e mães de alu- nos também devem ser considerados afinal, tudo o que se planeja diz respeito aos filhos dessas pessoas. Quanto a isso, é natural que pais e mães queiram saber tudo o que ocorre dentro das escolas em que seus filhos estudam, portanto, uma boa relação com eles é fundamental para que haja uma relação de confiança. As reuniões de pais e mestres podem ser utilizadas para manter esse ca- nal sempre aberto, assim como o site da instituição ou grupos em redes sociais. Nesses contextos, o planejamento estratégico pode ser apresentado para mos- trar o quanto a escola se importa com seus alunos. Porém, vivemos em uma sociedade agitada em que as pessoas têm uma quantidade escassa de tempo. Nesse contexto, cabe à instituição recorrer a ou- tros meios para se fazer presente na vida de pais e alunos. Por esse motivo da falta de tempo, muitas pessoas estão usando a tec- nologia e desenvolvendo aplicativos. Eles são um meio eficaz de comunicação com os pais, que promovem uma interação constante e simplificada. Estes recursos permitem que os responsáveis acessem comunicados em seus dispositivos móveis, por exemplo. Também é possível acompanhar a situ- ação acadêmica do aluno com muita facilidade, o que facilita o seu envolvimento com a vida escolar de seus filhos. Os portais também são uma alternativa excelente para facilitar a comuni- cação com a família e engajá-la no processo de ensino e aprendizagem. Por 13 meio de um site com acesso restrito os pais conseguem resolver pendências financeiras, enviar documentos exigidos, entre outras coisas. Eles também po- dem solucionar as questões necessárias em horários que vão além do expedi- ente normal, evitando a interrupção de atividades diárias. • Priorização das necessidades do aluno Tendo em vista que o maior objetivo de uma escola é manter um sistema de ensino de excelência, é natural que a prioridade em suas ações seja sempre o benefício dos alunos. Afinal, quando priorizamos o aluno, garantimos um am- biente propício para o ensino de qualidade. Portanto, faça com que sua equipe esteja sempre próxima dos alunos. A comunicação com eles pode criar oportunidades ricas de interação e sugestões criativas para processos complicadosinclusive aqueles para os quais ninguém enxerga uma solução. • Valorização do profissional de ensino 14 Esse é um aspecto essencial para a qualidade de uma instituição de en- sino. Afinal, o ensino de qualidade depende indiscutivelmente da contratação, manutenção e motivação de um grupo de professores altamente capacitados. Eles precisam ser especialistas não só na área de conhecimento que se propõem a ensinar. O domínio dos métodos mais eficientes para alcançar os objetivos pedagógicos também é um requisito essencial para exercer essa fun- ção. Para isso, é preciso que a escola ofereça uma remuneração justa. Ela deve ser compatível com a competência desses profissionais e os valores prati- cados pelas melhores instituições de sua área de atuação. Além disso, é impor- tante que a escola garanta a esses profissionais as condições ideais para exer- cerem o seu papel com maestria. É preciso oferecer recursos pedagógicos e tecnológicos indispensáveis, além de desonerá-los ao máximo de tarefas burocráticas. Por que isso é impor- tante? Porque quem vive a realidade escolar sabe que o funcionamento de uma instituição depende de diversas atividades burocráticas. Muitas dessas burocracias são exigências de órgãos oficiais, e não po- dem ser ignoradas. Porém, quando a escola não conta com ferramentas de au- tomação eficientes, essas atividades consomem uma boa parte do tempo e ener- gia dos educadores. Entre corrigir provas, entregar o diário na data estipulada ou elaborar uma aula mais atrativa, o professor não precisa gastar seu tempo com tarefas que podem ser automatizadas. Isso não acontece em uma instituição preparada: ela https://escolaweb.com.br/blog/saiba-como-contratar-os-melhores-professores-para-sua-instituicao-de-ensino/ https://escolaweb.com.br/blog/saiba-como-utilizar-a-tecnologia-para-otimizar-a-correcao-de-provas/ 15 deixa o docente livre para usar todo o seu tempo e potencial criativo na elabora- ção de aulas, atividades e avaliações mais interessantes e profundas. O resultado é visto no aspecto acadêmico: alunos mais interessados e engajados, aprendizagem significativa, melhor desempenho dos estudantes e indicadores positivos nas avaliações oficiais e vestibulares. • Atenção a indicadores As escolas têm um papel social e humano inquestionável. Porém, sua ca- pacidade de promover a qualidade e tornar-se uma referência em ensino de- pende também de uma análise adequada de indicadores. Quando a escola adota a mesma postura que as empresas e passa a avaliar suas ações seguindo um modelo data-driven (dirigido por dados), ela consegue elevar sua performance a um novo patamar. Por isso é fundamental contar com um sistema que facilite a análise dos dados. O primeiro passo para isso é o fornecimento de relatórios e gráficos que ajudam a avaliar o desempenho dos alunos nas diferentes turmas e disciplinas. Essas informações são valiosíssimas para identificar as dificuldades que os alunos enfrentam e detectar sua origem. Assim, a equipe de gestão pedagó- gica pode intervir de forma efetiva para solucionar problemas atuais e agir pre- ventivamente para que eles não ocorram novamente. https://escolaweb.com.br/blog/como-fazer-sua-escola-ser-referencia-em-ensino/ https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar-e-gestao-pedagogica-diferentes-e-complementares/ https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar-e-gestao-pedagogica-diferentes-e-complementares/ 16 Um coordenador pode perceber, por exemplo, que suas turmas do pri- meiro ano do Ensino Médio têm um desempenho muito baixo em Física e Mate- mática. Ao analisar a questão a fundo, ele pode perceber que existe uma defa- sagem quanto ao ensino de Matemática no Fundamental I que está repercutindo no resultado dos estudantes. Neste caso, a escola pode atuar de diversas formas: pode oferecer um programa adicional para esses alunos e alterar a grade do Ensino Fundamental I, para que os atuais alunos deste nível não enfrentem o mesmo problema no futuro. Esses são apenas alguns exemplos. Porém, para fazer esse diagnóstico e propor as medidas adequadas, a equipe pedagógica precisa contar com ferramentas adequadas. Sem a automa- ção, a rotina corrida desses profissionais dificilmente permitirá que eles dedi- quem tempo à elaboração desses relatórios. • Aperfeiçoamento constante A cada dia surgem novidades que afetam a maneira de consumir informa- ção, realizar as tarefas do dia a dia e até mesmo solucionar grandes problemas sociais. 17 Portanto, se as ciências e a tecnologia (entre tantas outras áreas) vivem em permanente evolução, as instituições de ensino também não podem ficar paradas no tempo. Elas precisam seguir esta marcha rumo ao progresso e pre- parar seus estudantes para esta realidade. Por isso, o aperfeiçoamento constante precisa fazer parte da rotina de uma escola. Isso envolve a capacitação contínua dos seus gestores e docentes, bem como a adoção de novos recursos tecnológicos. O estudo profundo de temas relevantes para a educação precisa fazer parte de um cronograma de reuniões pedagógicas. Os docentes precisam ter contato não só com a teoria, mas debater como podem ser colocados em prática e avaliar sua aplicação em sala de aula. Também é preciso colocar a tecnologia a serviço da aprendizagem. Hoje o professor já pode disponibilizar arquivos de vídeo, áudio, infográficos, slides e muitos outros recursos pedagógicos para suas turmas via web. Ele também pode indicar plataformas de exercícios extras. Nelas, os alu- nos vão exercitar seus conhecimentos e obter respostas automáticas, tornando- os aprendizes muito mais autônomos e responsáveis. Esta é uma forma de mostrar aos estudantes que a escola já não é mais detentora de todo o saber. Eles precisam descobrir como usar os recursos dis- poníveis na rede para se tornarem protagonistas de sua própria aprendizagem e sucesso. • Otimização do quadro de horários https://escolaweb.com.br/blog/tecnologia-em-sala-de-aula-5-dicas/ 18 Faz parte da rotina do gestor escolar definir o quadro de horários da es- cola. E, para que ele seja realmente eficiente, você pode contar com o auxílio de softwares que ajudam na gestão escolar. Por meio deles, é possível reduzir ao máximo das janelas de espera, eco- nomizar dinheiro com o pagamento de horas não trabalhadas e fazer qualquer ajuste em tempo real que seja necessário, pois as viabilidades são apresentadas com mais rapidez. • Automatizar os processos https://escolaweb.com.br/blog/importancia-da-inovacao-e-tecnologia/ 19 Uma gestão escolar de qualidade permite a criação de uma escola mo- derna e atualizada com as mudanças do contexto social, econômico e político em que vivemos. Para que isso ocorra com eficiência, pode-se contar com um software de gestão escolar que ofereça soluções integradas e atualizações frequentes, que pode ser acessado de qualquer lugar e que salve os seus dados na nuvem. Com um software completo e descomplicado, é possível contar com todas as ferramentas que você precisa para gerenciar a escola de forma simples, sem complicações. Na secretaria, a equipe ainda ganha um aumento no rendimento: os tem- pos de atendimento e dedicados ao retrabalho são reduzidos. Já o time finan- ceiro da escola passa a manter as finanças em dia, controlando receitas, despe- sas e fluxo de caixa em uma única tela, em que é possível cruzar dados e infor- mações. GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO ESCOLAR https://escolaweb.com.br/blog/perda-de-dados-nas-instituicoes/ 20 A gestão educacional nacional é baseada na organização dos sistemas de ensino federal, estadual e municipal e das incumbências desses sistemas; das várias formas de articulação entre as instâncias que determinam as normas, executam e deliberam no setor educacional; e da oferta da educaçãopelo setor público e privado. Cada sistema tem um papel a desempenhar no contexto educacional do País. No que diz respeito a educação básica, cabe aos Estados, Distrito Federal e Municípios ofertá-la, por sua vez, o ensino médio é um dever dos Estados e do Distrito Federal e a educação infantil dos Municípios. As instituições de ensino cuja União é responsável são as escolas parti- culares e órgãos federais, já aos Estados e Distritos Federais compete as insti- tuições de ensino mantidas por eles, as de nível superior mantidas pelos Muni- cípios, as particulares de ensino fundamental e médio, os órgãos estaduais de educação e as instituições municipais de ensino particulares de educação infan- til. Aos Municípios compete as instituições de educação infantil e de ensino fun- damental e médio mantidas pelos municípios, as instituições particulares de edu- cação infantil e os órgãos municipais de educação. Como podemos perceber, embora os entes federativos compartilhem res- ponsabilidades, cada um possui atribuições próprias, tendo a União o papel de coordenar e articular os níveis de sistemas, os Estados e o Distrito Federal o de https://www.infoescola.com/educacao/gestao-educacional/ 21 elaborar e executar políticas e planos educacionais e os Municípios de organizar, manter e desenvolver seu sistema de ensino através da sua integração com as políticas e planos educacionais da União e dos Estados. Diferente da gestão educacional, a gestão escolar, trata das incumbên- cias que os estabelecimentos de ensino possuem, respeitando as normas co- muns dos sistemas de ensino. Cada escola deve elaborar e executar sua pro- posta pedagógica; administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financei- ros; cuidar do ensino-aprendizado do aluno, proporcionando meios para a sua recuperação; e articular-se com as famílias e a comunidade, proporcionando um processo de integração. Outro ponto importante na gestão escolar é a autonomia que a escola possui e que estar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996. Através dessa autonomia as escolas conseguem atender as es- pecificidades regionais e locais, assim como as diversas clientelas e necessida- des para o desenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade. Com base nisso, podemos perceber que a gestão educacional é compre- endida através das iniciativas desenvolvidas pelos sistemas de ensino. Já a ges- tão escolar, situa-se no âmbito da escola e trata das tarefas que estão sob sua responsabilidade, ou seja, procura promover o ensino e a aprendizagem para todos. https://www.infoescola.com/educacao/gestao-escolar/ https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/ 22 POLÍTICA EDUCACIONAL A Política Educacional pertence ao grupo de Políticas Públicas soci- ais do país. Este instrumento de implementação dos movimentos e referenciais educacionais se faz presente através da Legislação Educacional. Para que possamos compreender melhor o significado dessa política, se faz necessário saber o que é Política Pública. Essa Política é de responsabili- dade do Estado, com base em organismos políticos e entidades da sociedade civil, se estabelece um processo de tomada de decisões que derivam nas nor- matizações do país, ou seja, nossa Legislação. As Políticas Públicas envolvem todos os grupos de necessidades da so- ciedade civil, que são as Políticas Sociais, estas determinam o padrão de prote- ção social implementado pelo Estado, voltadas em princípio, à redistribuição dos benefícios sociais (INEP, 2006, p. 165), dentre eles o direito a educação. Para que este direito seja garantido com qualidade e de forma universal é implemen- tada a Política Educacional. No decorrer dos anos no Brasil a Política Educacional fora definida de formas diferentes, por ser um elemento de normatização do Estado e que en- volve interesses políticos diversos, no entanto, a Política Educacional de um país deve ser guiada pelo povo, respeitando o direito de cada indivíduo e assegu- rando o bem comum. 23 Compreende-se, que de fato o exercício de construir uma Política, não trata-se de um trabalho fácil de ser realizado, pois circunda uma nação, seus anseios, objetivos e valores, e estes elementos não podem ser esquecidos por aqueles que assim fazem nascer o molde da educação de um povo. Trazendo a memória alguns dos documentos que foram elementares a produção das Políticas Educacionais do nosso país, faz-se presente e ainda atual às dificuldades educacionais do Brasil o Manifesto dos Pioneiros da Edu- cação Nova de 1932, marco na definição de prioridades e metas educacionais que necessitavam ser efetivadas. O documento, como o próprio título faz refe- rência, foi o pioneiro e notável instrumento de regulamentação da situação edu- cacional brasileira, não funcionando apenas como um alerta a sociedade, mas também, como inspiração ao surgimento das Leis que regem a nossa educação. Principal fonte de implementação da educação nacional e das políticas que assim as definem é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que no avanço dos anos foram reformuladas até o modelo atual datado de 1996 que sofreram alterações de acordo com os governos. As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) • LEI Nº 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961 - Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. • LEI Nº 5.692, de 11 de agosto de 1971 - Fixa Diretrizes e Bases para o Ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. • LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 - Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. AS ATRIBUIÇÕES DO PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR https://www.infoescola.com/educacao/manifesto-dos-pioneiros-da-educacao-nova/ https://www.infoescola.com/educacao/manifesto-dos-pioneiros-da-educacao-nova/ 24 A educação escolar tem como objetivo formar o sujeito para a cidadania e atuação democrática. Para isso a escola deve exercer um trabalho coletivo a fim de que todos os profissionais da educação trabalhem de maneira articulada no sentido participativo. O Pedagogo enquanto gestor possui a atribuição de organizar e intervir na prática educativa, tendo em vista que o núcleo gestor tem como objetivo ope- racionalizar e orientar o trabalho dos demais profissionais para que a escola atinja seus objetivos. Segundo Paro (2001), tendo conhecimento das possíveis condições pre- cárias das estruturas didático-pedagógicas e da existência de práticas não de- mocráticas no âmbito da administração escolar é preciso que toda a equipe pe- dagógica esteja atenta e saiba oferecer sugestões de melhoria do trabalho e propostas de mudança, organizando esforços conjuntos na busca pela transfor- mação e otimização do trabalho institucional. Conforme Libâneo (2004) quem está à frente da gestão escolar necessita ter autoridade para dirigir ações e delegar responsabilidades, além de acompa- nhar o processo pedagógico e tomar decisões, ou seja, encontrar a medida mais 25 adequada para determinadas situações, de modo a encontrar soluções diante das adversidades. Assim, cabe ao gestor pedagógico orientar e mediar o traba- lho desenvolvido na instituição de ensino. Ainda sobre o trabalho desse profissi- onal, Carbello (2012, p. 11) afirma: Como as ações didáticas-pedagógicas estão inseridas em todos os con- textos institucionais e o pedagogo é o profissional responsável em mediar as atividades pedagógicas, deve contar com o auxílio dos demais sujeitos que fa- zem parte do núcleo escolar, portanto constitui-se em um trabalho coletivo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394/1996 estabe- lece as normas de gestão democrática na escola em seus artigos 3º e 14º. No art. 3 VIII, afirma a garantia da gestão democrática na rede pública e o art. 14 a participação dos profissionais da educação na elaboração do projetopolítico pe- dagógico e a necessidade da efetiva presença da comunidade nas atividades escolares. O diretor é responsável pelo conjunto institucional bem como integrar os diversos setores da escola, além de realizar atividades burocráticas. A função do diretor escolar é, portanto organizar o trabalho administrativo exercendo uma gestão democrática que leve em consideração a opinião de to- dos os sujeitos que compõem a escola sendo flexível na tomada de decisões. São atribuições do gestor pedagógico, de acordo com Libâneo (2004, p. 215- 216): 26 O gestor é visto como um líder diante dos demais profissionais da educa- ção, que está à frente na operacionalização do trabalho pedagógico, orientando a organização do trabalho tendo em vista um ambiente onde todos os educado- res possam realizar suas funções coletivamente, assegurando um trabalho de- mocrático, a participação no planejamento, tomada de decisões, mediando rela- ções interpessoais e dando um suporte aos interesses do educando e necessi- dades do professor. GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NA ES- COLA 27 A gestão democrática é um dos temas mais discutidos entre os educado- res, representando importante desafio na operacionalização das políticas de educação e no cotidiano da escola. Tal como os temas tratados anteriormente a gestão educacional e a gestão escolar sua base legal remonta à Constituição de 1988 que define a “gestão democrática do ensino público, na forma da lei” como um de seus princípios (Art. 206, Inciso VI). No mesmo sentido também se ex- pressa a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que detalha o caput do artigo da Constituição, que utiliza os termos na forma desta Lei, acrescentando as pa- lavras “e da legislação dos sistemas de ensino” (Art. 3, Inciso VIII). Cabe ressal- tar que a educação brasileira está voltada para atender de um modo geral a todos que vão à busca da mesma, garantir a todos os acessos livres e sem dis- tinção de raça, credo ou cor. Segundo Sofia Lerche Vieira (Coleção Gestão escolar 96p, Fortaleza-CE, SEDUC 2005.), a LDB de 1996 é a primeira das leis de educação a dispensar atenção particular à gestão escolar, marcando um momento em que a escola passa a configura-se como um novo foco da política educacional (Vieira & Albu- querque, 2002). O detalhamento de suas incumbências pode ser visualizado a seguir: 28 • Incumbência da Escola Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica; II. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; IV. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V. Prover meios para a recuperação de alunos de menor rendimento; VI. Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da Sociedade com a escola; VII. Informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre e execução de sua proposta pedagógica (LDB, Artigo 12). A elaboração e a execução de uma proposta pedagógica é a primeira e principal das atribuições da escola, devendo sua gestão orientar-se para tal fina- lidade. Isto porque desta definição dependem muitas outras. A proposta peda- gógica é, com efeito, o norte da escola, definindo caminhos e rumos que uma determinada comunidade busca para si e para aqueles que se agregam em seu torno. Não por acaso, os educadores têm tido especial interesse sobre a litera- tura acerca dessa matéria, expressando um desejo de traduzir em ação aquilo que dispõe a legislação educacional (Veiga, 19998; Resende & Veiga, 2001; Sousa & Correa, 2002). 29 São tarefas especificas da escola a gestão de seu pessoal, assim como de seus recursos materiais e financeiros. Noutras palavras, cabe a ela gerir seu patrimônio imaterial – as pessoas, as ideias, a cultura produzida em seu interior – e material, prédios e instalações, equipamentos, laboratórios, livros, em fim, tudo aquilo que se traduz na parte física de uma instituição escolar. Além dessas atribuições, e acima de qualquer outra dimensão, porém, está e incumbência de zelar pelo que constitui a própria razão de ser da escola – o ensino e a aprendi- zagem. Assim, tanto lhe cabe. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente, como as- segurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas, assim como prover meios para a recuperação de alunos de menor rendimento (Inc. III, IV e V). O detalhamento da gestão democrática é estabelecido em outros artigos da mesma lei, como se vê através do texto: Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públi- cas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pe- dagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. Conforme os artigos supracitados, a LDB remete a regulamentação da gestão democrática do ensino público na educação básica aos sistemas de en- 30 sino, oferecendo ampla autonomia às unidades federadas para definirem em sin- tonia com suas especificidades formadas de operacionalização de tal processo, o qual deve considerar o envolvimento dos profissionais de educação e as co- munidades escolar e local. Em ambos os casos, a participação refere-se à esfera da escola: elaboração de seu projeto pedagógico e a atuação em conselhos es- colares ou equivalentes. Na perspectiva da LDB, portanto, a gestão democrática circunscreve-se a alguns aspectos da vida escolar, tal como se viu nos disposi- tivos referidos e comentados. Outro aspecto a observar é a autonomia escolar. O legislador é claro n sentido de afirmar a existência de “progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira”, a serem também definidas pelos siste- mas de ensino. Aqui, o entendimento orienta-se no sentido de que a autonomia de uma escola não é algo espontâneo, mas construído a partir de suas identi- dade e história. Os “graus de autonomias” correspondem a diferentes formas de existir da própria instituição – dizem respeito ao seu tamanho, ao seu corpo do- cente, à observância às diretrizes estabelecidas pelo sistema de ensino, seu de- sempenho e gestão de recursos. A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA NO MUNDO CON- TEMPORÂNEO 31 A escola, campo específico de educação, não é um elemento estranho à sociedade humana, um elemento separado, mas “uma instituição social, um ór- gão feliz e vivo, no conjunto das instituições necessárias à vida, o lugar onde vivem a criança, a adolescência e a mocidade, de conformidade com os interes- ses e as alegrias profundas de sua natureza”. “A educação será tão mais plena quanto mais esteja sendo um ato de conhecimento, um ato político, um compromisso ético e uma experiência esté- tica”. (Paulo Freire) A escola existe e muitas são as tarefas que cabe a ela; a principal de todas é educar e formar cidadãos para a vida. Se isso não fosse o suficiente, temos os gestores que precisam trabalhar para a ordem desse espaço escolar, e para o exercício dessa tarefa é necessária a existência de uma gestão demo- crática e participativa. Para o exercício desta não basta funcionamento, é de suma importância o conhecimento da realidade a que se passa, saber quem faz parte desta insti- tuição, qualcultura estar seguindo, qual metodologia está sendo favorável, pois esta deve estar próxima aos objetivos envolvidos, buscando compreender todas os valores da gestão compartilhada: ética, equidade, compromisso e solidarie- dade. 32 Estes valores servirão como norteadores da gestão para saber como transmitir e proceder nas questões cotidianas. O conhecimento da realidade es- colar por todos vem a facilitar o trabalho do professor que precisa conhecer bem a matéria, saber ensiná-la, ligar o ensino a realidade do educando e o seu con- texto social, ter uma pratica de investigação sobre seu próprio trabalho e partici- par de forma consciente e eficaz nas práticas de organização e da gestão da escola. Além do conhecimento a participação é também meio que possibilita um melhor envolvimento entre a escola, comunidade propiciando uma maior aproxi- mação entre gestor, professores, alunos e pais. Em uma escola onde há um gestor democrático, isto é, onde o diretor, coordenador, lidera, motiva, valoriza condições favoráveis ao bom desempenho de todo exercício escolar. Dessa concepção positiva da escola, como uma instituição social, limitada na sua ação educativa, pela pluralidade e diversidade das forças que concorrem ao movimento das sociedades, resulta a necessidade de reorganizá-la, como um organismo maleável e vivo, aparelhado de um sistema de instituições susceptí- veis de lhe alargar os limites e o raio de ação. Cada escola, seja qual for o seu grau, dos jardins às universidades, deve, pois reunir em torno de si as famílias dos alunos, estimulando as iniciativas dos Pais em favor da educação; consti- tuindo sociedades de ex-alunos que mantenham relação constantes com as es- colas; utilizando, em seu proveito, os valiosos e múltiplos elementos materiais e espirituais da coletividade e despertando e desenvolvendo o poder de iniciativa e o espírito de cooperação social entre os pais, os professores, a imprensa e todas as demais instituições diretamente interessadas na obra da educação. Não é surpreendido que já na primeira metade do século XX houvesse pessoas sensíveis a temas como a aproximação entre a escola, a família e ou- tros parceiros, sendo que apenas em período muito recente essa articulação te- nha começado a ocorrer? Pois é, caro (a) gestor (a)! Muitas vezes, as mudanças necessárias à educação demoram a ser percebidas. Mas isso também está re- lacionado à qualidade de pessoas que têm acesso à escola. Nos anos 30, quando foi redigido o Manifesto, esse percentual era ainda bastante reduzido. 33 Embora bastante expressivo em relação ao passado, o crescimento da oferta de escolas nos anos 30 é lento e representa uma quantidade de matriculas ainda pequena, em relação ao conjunto da população. Nesse período, o sistema público começa a ultrapassar o particular, tanto em número de escolas quanto de matrículas. Parte das ideias do movimento da Escola Nova é incorporado à Constitui- ção de 1934 que estabeleceu a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primá- rio. Os anos 40 são pródigos em mudanças legais, organizando-se gradativa- mente os sistemas estaduais de ensino. Em 1961, tivemos a nossa primeira Lei de Diretrizes e bases da Educação, de âmbito nacional, a LDB (Lei nº. 4.024/61). Poucos anos depois, com as mudanças políticas ocorridas no país, provocadas pela Ditadura Militar, a partir de 1964, novas reformas viriam, com duas leis im- portantes para a educação. O PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA O princípio da gestão democrática no ensino público foi consagrado pela Constituição de 1988, remetendo à lei a sua regulamentação. Por sua vez, a LDB (Lei Nº. 9.394/96) remete aos sistemas de ensino a definição das “normas de 34 gestão democrática do ensino público na educação básica”, ressalvando a ga- rantia da “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola” e a “participação das comunidades escolares e local em conselhos escolares ou equivalentes” (arts. 3º e 14). “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. (Nelson Mandela) Como se vê, o princípio da gestão democrática no ensino público, afir- mado na Constituição e reafirmado na LDB, encontra nesta a sua definição como processo de participação dos profissionais da educação na elaboração do pro- jeto pedagógico da escola e na constituição do conselho escolar. Ou seja: no espírito da LDB, o projeto pedagógico e o conselho são as estratégias da gestão democrática. Com base nessas duas estratégias, ou princípios segundo a lei, os sistemas de ensino definirão as normas para a gestão democrática da rede pú- blica. Antes, nos artigos 12 e 13, a LDB abre um espaço de autonomia para escola ao atribuir-lhe a responsabilidade de “elaborar e executar sua proposta pedagógica” e ao “incumbir” os professores de “participar da elaboração” dessa proposta. O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA ATUALIDADE 35 Liderança é a habilidade de influenciar pessoas, por meio da comunica- ção, canalizando seus esforços para a consecução de um determinado objetivo. O líder precisa avaliar a todo o momento o nível de produtividade da cada membro de sua equipe e compara-lo às necessidades da empresa. É nesse ponto que o líder deve fazer valer o espírito de colaboração, que é fundamental para que a equipe se desenvolva de forma comprometida. O gestor escolar na atualidade precisa ser bastante flexível e atuante no campo administrativo, pedagógico e social, pois a escola vive dias de bastantes turbulências. Os principais requisitos para um bom gestor escolar em nossos dias são: 1 – A capacidade sócio relacional. • Tecer relações e faze-las prosperar. • Compreender o outro. • Detectar talentos. • Solucionar conflitos. • Mediar acordos de cooperação. • Fazer parcerias internas e externas. • Dirigir, dando orientação. • Motivar o grupo. Liderar requer compromisso por parte de quem lidara, pois o trabalho em equipe requer envolvimento, portanto um bom gestor deve envolver seu grupo de trabalho na busca de garantir seus objetivos e metas de trabalho. Todo líder possui o poder de direcionar as emoções de seus liderados. Se estas forem impelidas para o lado do entusiasmo, o desempenho pode disparar; se incitarem ao rancor; perderão o rumo. Quando os lideres estimulam as emo- ções de maneira Positiva, tiram o melhor de cada um – os autores chamam de ressonância. Quando as emoções são canalizadas de modo negativo, os lideres geram dissonância. Goleman (2002). 36 • Conceituando liderança A liderança é uma das responsabilidades humanas mais universais e du- radouras. Sua prática é tão similar através das épocas históricas e das civiliza- ções que lições são muitas vezes extraídas de personagens ímpares como Je- sus Cristo, Mahatma Gandhi, Átila, o Huno e Nicolau Maquiavel. Alguns especialistas são da opinião de que o desempenho das organiza- ções está diretamente relacionado com a qualidade daqueles que a lideram e que embora a liderança competente não seja o único ingrediente importante para o sucesso de uma operação, é um fator essencial. Covey (2002), por sua vez, considera que a liderança deve ser distribuída por toda a organização. Assim, ela provém menos do topo. A liderança transforma-se em opção e não em obri- gação. A liderança seria o desejo de controlar eventos, indicar rotas a serem seguidas e fazer com que uma ação seja realizada. Para isso, usa-se cooperati- vamente capacidades e habilidades de outras pessoas. De acordo com Kotter (1997): O único e maior erro do modelo tradicional está relacionado às suposições sobre a origem da liderança. De forma simplista, o conceito historicamente dominante eleva as aptidões de formação de lideran- ças: conceitos emergentes. Liderança a um dom divino, dádiva concedida a umseleto número de pes- soas. Embora, um dia, eu também tivesse acreditado nisso, descobri que a ideia tradicional simplesmente não se adequava bem ao que observei em quase trinta anos de estudo sobre organizações e pessoas que as dirigiam. Particularmente, o modelo mais antigo está quase esquecido em relação à força e potencial do aprendizado vitalício. Para ele, a liderança não está apenas na cúpula da hierarquia, mas dis- tribuída por toda a instituição, ou seja, a liderança encontra-se em todos os níveis e deve ser trabalhada nessa perspectiva para que melhores resultados sejam alcançados. De acordo com Kotter (1997) “até os novos conceitos”. 37 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EFETI- VAÇÃO DA QUALIDADE DE ENSINO A gestão escolar é reconhecida, hoje, como um dos elementos determi- nantes do desempenho de uma escola. Por isso, várias discussões tem abor- dado esse tema a fim de discutir alguns conceitos existentes sobre esse aspecto da escola. Para falar sobre gestão é preciso considerar que esse é um aspecto fundamental para o bom desenvolvimento da escola. Segundo o PRADEM (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Educa- ção Municipal) (2003), “o tipo de gestão a ser adotado, no âmbito da educação pública brasileira, é, por imposição legal, o democrático”. O artigo 206 da Cons- tituição Federal Brasileira, bem como o artigo 3º inciso VIII da LDB assim o de- termina. Nesse contexto, o conceito de gestão é compreendido como a coordena- ção dos esforços individuais e coletivos em torno da consecução se objetivos comuns. O diretor da escola, portanto, como diretor de uma instituição social quem tem o aspecto pedagógico democrático como seu foco central, deve ter todas as suas decisões orientadas por critérios pedagógicos e devem propor melhorias para o processo ensino-aprendizagem, e bom andamento da escola. 38 Atualmente, as escolas vêm desconstruindo a concepção de gestor auto- ritário, que se vê como único responsável por tomar as decisões acerca da es- cola. Porém, percebe-se que o gestor ou diretor escolar ainda assume um papel de centralidade organizacional, sendo o único que deve prestar contas pelos re- sultados educacionais conseguidos. Administrar escolas não é uma tarefa fácil, e dentro das concepções do autoritarismo, encontra-se então, traumas antigos em que a sociedade se mostra ainda fragilizada, com medo, sem liberdade de se expressar e covardemente cedendo lugar às ideologias, por isso, o controle, o poder aprisionado nas mãos de diretores e superiores ainda é prática constante. Por isso, faz-se necessário um repensar da gestão, para que essas práti- cas autoritárias cedam lugar a uma gestão que preze pela democracia e partici- pação plena de todos os sujeitos que fazem parte da instituição escolar. É necessário que o gestor garanta a participação das comunidades in- terna e externa, a fim de que assumam o papel de corresponsáveis na constru- ção de um projeto pedagógico que vise ensino de qualidade para os sujeitos envolvidos nela, assumindo, primeiramente, sua condição de professor-educa- dor, e destacando sua posição com clareza e com domínio dos requisitos que vão lhe possibilitar atuar a partir de critérios pedagógicos. Nos aspectos legais, pode-se perceber que no artigo 206 da Constituição Federal Brasileira é determinado, por imposição legal, a gestão democrática, que tem como finalidade a construção de um ambiente democrático e participativo no ambiente escolar. A gestão participativa requer o gerenciamento da participação de todos os envolvidos no processo educacional, focando a atuação do gestor como agente de criação desse ambiente. O entendimento do conceito de gestão já pressupõe, em si, a ideia de participação, isto é, do trabalho associado de pessoas analisando situações, de- cidindo sobre seu acompanhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isso por- que o êxito de uma organização depende da ação construtiva conjunta de seus componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria um “todo” orientado por uma vontade coletiva. (Luck,1996, p.37). 39 Hoje vista como uma ação de caráter coletivo, o trabalho escolar é reali- zado a partir da participação e integração de todos os membros da comunidade escolar, tanto direta ou indiretamente, reconhecendo e assumindo responsabili- dades na construção e efetivação dos objetivos propostos na organização esco- lar e pelo todo da instituição. (...) é importante que a participação seja entendida como um processo dinâmico e interativo que vai muito além da tomada de decisão, uma vez que caracterizado pelo Inter apoio na convivência do cotidiano da gestão educacional, na busca, por seus agentes de superação de suas dificuldades e limitações. (Luck,1996, p.31). Segundo Marques (1981), a participação de todos nos diferentes níveis de decisão e nas sucessivas faces de atividades é essencial para assegurar o eficiente desempenho da organização. A gestão escolar, enquanto gestão participativa se entende como um pro- cesso de tomada de decisão conjunta, possibilitando a articulação entre os di- versos segmentos da comunidade escolar, sendo fundamental para sustentar a ação da escola. “o conceito de gestão participativa (...), parte do pressuposto de que o êxito de uma organização social depende da mobilização da ação construtiva conjunta de seus componentes, pelo trabalho associado, mediante um “todo” orientado por uma vontade coletiva” (Luck,1996, p.23). A ação grupal reflete constantemente uma metodologia participativa, em que todos têm condições de se envolver ativamente no trabalho, com reflexos nos resultados alcançados pelo grupo. (Dalmás,1994, p.58). O gestor deve dessa maneira, atuar como elo de ligação entre todo o corpo escolar, agindo como líder, se portando a frente do processo de organiza- ção da instituição. Em suma, é preciso considerar que a gestão democrática da educação formal deve estar associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institu- cionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino 40 para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa edu- cação universalizada, são questões que estão relacionadas nesse debate. Es- ses processos devem garantir e mobilizar a presença dos diferentes atores en- volvidos, que participam no nível dos sistemas de ensino e no nível da escola. Desse modo, é preciso entender a gestão escolar como um modelo que comporta todos os envolvidos na criação controlando a execução de políticas que melhorem a realidade de cada comunidade escolar. Portanto, conhecer todo o processo educacional desde a parte administrativa até a sala de aula é essen- cial para o aperfeiçoamento do ensino. Faz-se necessário estar a par de toda a realidade escolar para que possamos crescer profissionalmente e pessoalmente sempre trazendo uma proposta que é de valor e responsabilidade coletiva: a Gestão Democrática no Ensino. A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EDU- CAÇÃO INFANTIL 41 Uma gestão escolar bem-feita é primordial para um ensino de qualidade. Diferentemente dos outros ramos da educação, a educação infantil de- manda um tipo de gestão muito específico, focado essencialmente nas caracte- rísticas e necessidades de uma criança pequena. Assim, não apenas o trabalho pedagógico como o de todas as áreas da escola que permitem o bom funcionamento da atividade, o desenvolvimento e aprendizado devem ter comocentro atender às expectativas das crianças ali matriculadas. Isso envolve na estruturação de ambientes e de equipes que assegurem a educação e cuidado das crianças, estimulando-as no conhecimento de si e do mundo em que estão inseridas. Um projeto de gestão escolar na educação infantil deve considerar que os contextos coletivos de educação para crianças pequenas diferem do ambiente da família e requerem medidas exclusivas. Alimentação específica, espaço de descanso, equipe preparada e segurança são alguns critérios que precisam ser avaliados especificamente para esta aplicação. Para realizar uma gestão escolar de qualidade é preciso também que se promova o melhor uso de recursos humanos e materiais, evitando improvisos e diminuindo o tempo de espera das crianças entre as atividades diárias. Desenvolvendo as equipes de professores O método de transmitir conhecimentos e ensinamentos para crianças pe- quenas tem que ser da forma mais simples, clara e dinâmica possível. Deste modo, é preciso que exista uma preparação para os profissionais que ficarão responsáveis por eles. A gestão escolar na educação infantil deve investir na formação de uma equipe docente e torná-la capaz de construir um olhar mais sensível, reflexivo e autônomo. Os professores devem ter acesso a estudos teórico-metodológicos sobre a educação na infância e assim obterem o domínio de aspectos específi- cos do trabalho pedagógico com as crianças pequenas. 42 Assim, eles podem desenvolver técnicas de como lidar com as crianças no seu desenvolvimento diário e em situações especiais, como por exemplo, o bullying escolar. Neste processo, o aprendizado de diferentes habilidades, como a artís- tica, o afetivo, o verbal e a física, possibilita ao professor mediar o desenvolvi- mento cognitivo, da criatividade e da imaginação das crianças. Qualquer gestão precisa ter como foco básico a formação continuada des- tes professores, ou seja, propiciar a eles também possibilidades de trabalhar sua autoestima e dar-lhes oportunidade de serem ouvidos, atuando como protago- nistas de seu próprio processo de mudança. Ambientação das escolas O espaço infantil precisa estar organizado de forma que que atenda as necessidades psicológicas e biológicas da criança. Isto inclui a possibilidade de elas se apropriarem de bens culturais por meio de diferentes linguagens, como o teatro, música, entre outros. Assim, é necessário que a criança sinta-se à vontade e feliz por estar nos ambientes destinados a elas, facilitando assim, o contato visual e oferecendo segurança e autonomia para aprender, inclusive, através da brincadeira. O espaço destinado às atividades infantis são criadores de possibilidades de boas vivências. Nestes locais, vale apostar em: • espelhos • transparências • tecidos coloridos • elementos da natureza • objetos de múltiplos estímulos que instiguem as crianças a manipular, pro- duzir, expor, organizar, guardar, imaginar, lembrar e narrar As estruturas físicas não apenas ampliam ou restringem as possibilidades das crianças interagirem como também se tornam uma referência clara das ati- vidades que nelas podem ocorrer: são locais para correr, desenhar, contar his- tória, jogar etc. https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/bullying-escolar/ https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/desenvolvimento-infantil/ https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/aprender-brincando/ 43 Além disso, a configuração do ambiente é importante pelo fato das crian- ças o considerarem cenário de alegria ou de medo, inibição ou descoberta, ami- zades ou rivalidades e de acolhimento das ações e desejos infantis. Comunicação Quando lidamos com crianças pequenas, é essencial que haja a consci- ência de que punições devem ocorrer para corrigir maus hábitos – entretanto, deve-se saber buscar a melhor forma de realizá-las para que tomem consciência do próprio erro. Essas ações não podem, de forma alguma, agredi-las emocio- nalmente ou humilhá-las. Neste contexto, uma gestão escolar mais automatizada pode ser um grande aliado na comunicação dos pais e responsáveis com a escola. Aplicativos e softwares avançados permitem que hoje se comunique facilmente com a es- cola como nunca antes foi possível. Os pais podem ter acesso facilmente a comunicados, calendários murais de fotos, resumos do dia, acompanhamento de desempenho, cardápios e mais uma infinidade de funções com a facilidade de alguns cliques. Tempo e autonomia A gestão do cotidiano das crianças envolve um trabalho coletivo de orga- nização dos tempos de realização das atividades, dos espaços em que elas acontecem, dos materiais disponibilizados e, em especial, de reflexão sobre as maneiras de o professor exercer seu papel para responder às necessidades e interesses das crianças. Erroneamente, o cotidiano de creches e pré-escolas é gerido pela lógica da rotina imposta aos próprios adultos que nelas trabalham. Mas entender como se estrutura a jornada diária das crianças, dando-lhes o tempo que precisam para vivenciar as atividades, contribui para a construção da autonomia para agir nas diferentes situações. O professor pode participar desta reestruturação do tempo ouvindo as cri- anças, oferecendo a elas materiais (tinta, massinha, panos, indumentárias, ob- jetos de apertar, jogar, empilhar, livros de história), sugestões e apoio emocional, https://barcelonasuperficies.com.br/gestao/sistemas-gestao-escolar/ https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/como-abrir-uma-creche-de-sucesso/ 44 organizando o ambiente ou criando condições para a ocorrência de interações e brincadeiras envolvendo-as na exploração do seu próprio mundo. 45 REFERÊNCIA . AZEVEDO, José Clóvis de et al. Utopia e democracia na educação cidadã. PortoAlegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2000. BIANCHETTI, Roberto G. Modelo neoliberal e políticas educacionais. 3ed. SãoPaulo: Cortez, 2001. BOFF, Leonardo. Textos militantes. Petrópolis: Vozes, 1991. BORDENAVE, Juan E. Diaz. O que é participação. 8ed. São Paulo: Brasili- ense,1994. BRASIL, “LEI n.º 9394, de 20.12.96 Estabelece as diretrizes e bases da Brasil. 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