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GESTÃO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ESCOLAR

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GESTÃO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
 
GESTÃO DE CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ESCOLAR ......................... 1 
NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 
SIGNIFICADO DE GESTÃO ESCOLAR ...................................................................... 5 
A GESTÃO ESCOLAR É CONSTITUÍDA POR QUATRO PRINCIPAIS PILARES: 7 
GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO ESCOLAR ................................................... 19 
POLÍTICA EDUCACIONAL ........................................................................................ 22 
AS ATRIBUIÇÕES DO PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR .................................. 23 
GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NA ESCOLA ................................ 26 
A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO ................. 30 
O PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA ........................................................... 33 
O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA ATUALIDADE ........................................... 34 
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EFETIVAÇÃO DA QUALIDADE 
DE ENSINO ................................................................................................................... 37 
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL ............ 40 
REFERÊNCIA ............................................................................................................... 45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
A escola é a instituição social responsável pela apropriação dos conheci-
mentos histórico-culturais produzidos pelo homem e o ensino de uma base na-
cional comum. Cabe aos educadores, assumirem uma postura de trabalho cole-
tivo, possibilitando as condições necessárias para que os educandos assumam 
um papel ativo perante a sociedade. 
Na perspectiva de gestão democrática estabelecido pela Constituição Fe-
deral de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), lei 
nº 9.394/1996, compreendemos a organização escolar democrática como sendo 
aquela em que a gestão escolar, liderada pelo diretor, possibilita condições reais 
e igualitárias para que cada educador exerça um papel ativo na instituição, par-
ticipando de todas as etapas de elaboração e operacionalização das atividades 
pedagógicas. 
 O diretor, figura central na operacionalização do trabalho educativo, 
ocupa-se de tarefas de cunho burocrático - administrativo, delegando funções e 
organizando o trabalho pedagógico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
SIGNIFICADO DE GESTÃO ESCOLAR 
 
 
 
A Gestão Escolar, anteriormente nomeada Administração Escolar, em-
bora muitas de suas funções que hoje lhe são atribuídas já existissem, é um 
termo recente. A mudança de denominação não foi apenas na escrita, mas tam-
bém de concepções teóricas a respeito dessa atividade, e, além disso, reflete as 
transformações oriundas de um determinado contexto histórico. 
 
• Origem Normativa 
No Brasil, um marco normativo foi a Constituição Federal de 1988 que 
institucionalizou a “Gestão Democrática do Ensino Público”, sendo dessa forma 
assegurada como o princípio da educação pública. A partir dessa lei a organiza-
ção escolar ganha um novo perfil, agora não mais embasada nas conjeturas da 
administração, mas, sim, nos princípios da Gestão, por possuir um caráter mais 
democrático. 
Outro marco foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDBEN) nº 9.394, de 1996, que vem unir forças com a Constituição de 1988, e 
com o mesmo objetivo, surge para assegurar o princípio da Gestão Democrática 
https://www.infoescola.com/educacao/gestao-democratica/
https://www.infoescola.com/direito/constituicao-de-1988/
 
 
 
6 
do Ensino Público. Essa é a primeira das leis de educação a dispensar atenção 
particular à gestão escolar e se situa no âmbito da escola e diz respeito a tarefas 
que estão sob sua esfera de abrangência. 
 
• Particularidades da instituição escolar 
 
A partir de então, a escola passa a ter uma nova função social, pois está 
se relaciona aos diferentes momentos da história que varia ao longo do tempo; 
e assume distinta configuração na política educacional. Consequentemente, 
suas incumbências modificaram-se, como detalha Vieira (2005): 
 
• A elaboração e a execução de uma proposta pedagógica são 
as primeiras e as principais das atribuições da escola. A proposta pe-
dagógica é, com efeito, o norte da escola, definindo caminhos e rumos 
que uma determinada comunidade busca para si e para aqueles que 
se agregam em seu torno. 
• A escola tem como tarefa especifica a gestão de seu pessoal, 
de seus recursos materiais e financeiros. 
• Acima de qualquer outra dimensão é incumbência da escola ze-
lar pelo ensino e a aprendizagem, que é a sua razão de ser. 
 
Autonomia das escolas 
É importante salientar um importante aspecto da gestão escolar que é a 
autonomia das escolas para prever formas de organização que permitam aten-
der as peculiaridades regionais e locais, às diferentes clientelas e necessidades 
do processo de aprendizagem (LDB, Art. 23). Segundo Vieira (2005), nesse 
mesmo sentido, outras medidas são previstas em lei com o objetivo de promover 
uma cultura de sucesso escolar para todas as crianças. 
Gestão escolar consiste num sistema de organização interno da escola, 
envolvendo todos os setores que estão relacionados com as práticas escolares. 
Desta forma, a gestão escolar visa garantir um desenvolvimento socioeducacio-
nal eficaz na instituição de ensino. 
Cada escola deve desenvolver o seu plano de gestão escolar, com base 
nas diretrizes de educação vigentes. Como resultado desta gestão, espera-se 
que a instituição tenha uma excelência no ensino; redução da inadimplência; 
prevenção da evasão escolar; combater à indisciplina; manter a motivação da 
https://www.infoescola.com/educacao/politica-educacional/
https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/
 
 
 
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equipe que compõe a escola; além de manter os pais e os alunos engajados nos 
projetos escolares. 
O responsável por atuar na organização da gestão escolar é o gestor es-
colar. Este profissional tem a missão de elaborar propostas pedagógicas para a 
escola em que atua, com base na democracia e na participação da comunidade, 
garantindo a manutenção da qualidade do ensino. 
Além disso, o sistema de gestão escolar deve valorizar a atuação de edu-
cadores com a responsabilidadede formar cidadãos críticos sobre a realidade, 
que tenham opinião e integridade. Também devem ajudar os jovens a desenvol-
verem as suas competências e habilidades, sejam elas naturais ou aprendidas 
ao longo do tempo. 
 
A GESTÃO ESCOLAR É CONSTITUÍDA POR QUA-
TRO PRINCIPAIS PILARES: 
 
 
• Gestão pedagógica: organização, planejamento e administração da área 
educativa; 
• Gestão administrativa: organização e administração da instituição como 
estrutura física, como o prédio, os equipamentos, materiais necessários 
 
 
 
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para o funcionamento das aulas e dos projetos propostos pela gestão pe-
dagógica, etc. 
• Gestão financeira: organiza o orçamento da instituição, se responsabili-
zando em distribuir de forma ordenada a verba para os diferentes setores 
da escola. Cuida de toda a parte financeira da instituição (cálculo de cus-
tos, fluxo de caixa, definição de orçamento, entre outras atividades); 
• Gestão de recursos humanos: organização de pessoal, ou seja, de toda 
a comunidade que faz parte do ambiente escolar (alunos, professores, 
funcionários, responsáveis e comunidade em geral). A principal missão 
da gestão de recursos humanos é garantir que todos mantenham a satis-
fação e, consequentemente, o rendimento de suas atividades. Os direitos, 
deveres e atribuições de todas as pessoas que compõem a instituição 
devem ser baseados no Regimento Escolar. 
 
Conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDB), a autonomia das escolas na organização de suas respectivas gestões 
visa atender as especificidades locais e regionais de cada lugar. 
 
• características de uma gestão escolar de qualidade 
Na hora de administrar uma instituição de ensino, cabe ao gestor escolar 
tomar as decisões corretas para que os resultados positivos apareçam. Portanto, 
as mudanças necessárias em uma escola que beneficiem alunos e professores, 
passam sempre pelas mãos de quem faz uma gestão escolar de qualidade. 
De fato, a manutenção dos dados, informações, relatórios, e demais ques-
tões que envolvem a gestão de uma instituição de ensino faz parte da rotina do 
gestor escolar, que precisa adotar em seus processos algumas características 
que levem seu trabalho rumo à eficiência. 
• características de uma gestão escolar de qualidade. 
 
▪ Planejamento escolar bem definido 
 
 
 
 
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Esse é o primeiro passo para uma gestão escolar de qualidade. Quando 
é bem definido, o planejamento deve abranger todas as áreas da escola, da área 
pedagógica até o financeiro. 
E esse planejamento deve ocorrer antes do início de cada ano letivo, para 
que haja tempo hábil de traçar objetivos, estratégias para alcançá-los e metas a 
serem cumpridas. Portanto, ele deve estabelecer cada item citado para curto, 
médio e longo prazo. 
Na verdade, o planejamento escolar bem definido é fundamental para que 
a instituição lide bem com os imprevistos, pois, para vencê-los, faz-se necessário 
preparar-se com antecedência. Logo, ao levantar problemas que ocorreram no 
passado, é possível traçar um plano de ação contra a sua recorrência no futuro. 
Já a área financeira da escola deve ter todos os gastos em uma planilha 
ou sistema de gestão, para que os gestores consigam definir quais áreas podem 
receber mais ou menos recursos. 
 
 
▪ Gestão financeira apropriada 
 
https://escolaweb.com.br/blog/coordenacao-pedagogica/saiba-como-fazer-um-planejamento-escolar-eficiente-para-2018/
 
 
 
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Em uma instituição de ensino, o cuidado com a gestão financeira não é 
só uma habilidade administrativa que visa o lucro. Embora se trate de uma em-
presa que também precisa seguir o princípio da onerabilidade, existem outras 
implicações. 
Com a gestão adequada, a instituição pode investir em recursos que re-
percutem na qualidade acadêmica. As ferramentas pedagógicas e tecnológicas 
exercem uma grande influência no resultado obtido e, por isso, poupar dinheiro 
para essas aquisições deve ser uma prioridade. 
 
▪ Comunicação entre os membros da equipe 
 
Qualquer equipe produz com mais eficiência quando existe uma boa co-
municação entre os seus membros. Aliás, a comunicação entre os membros de 
https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar/gestao-financeira-escolar-6-praticas-para-adotar-em-2017/
 
 
 
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uma equipe permite que seja criado um ambiente baseado numa relação de con-
fiança conhecer cada integrante é importante para que você tenha um time unido 
em prol de um objetivo comum: ensinar com excelência. 
Além disso, as reuniões em equipe e de feedback são fundamentais para 
que as questões, críticas e ideias possam ser debatidas com clareza, sem inter-
ferências. Quando você conhece todas as pessoas que fazem parte do seu time, 
fica mais fácil delegar tarefas para que elas sejam realizadas com sucesso. 
Portanto, cabe ao gestor escolar ter sempre humildade e vontade de 
aprender com o seu time, pois isso o colocará a par de todos os processos que 
envolvem as atividades da escola. 
 
• Informação e participação 
 
 
As reuniões periódicas também são importantes para que haja troca de 
informações e a participação de todos os profissionais envolvidos nos processos 
escolares. E essas reuniões devem estimular uma comunicação transparente e 
a participação de todos, pois isso faz com que a relação de confiança entre os 
envolvidos seja mantida. 
Isso ainda permite que as decisões corretas possam ser tomadas com 
mais segurança, já que esse processo passa a ser mais democrático, com as 
opiniões de todos sendo ouvidas e discutidas. 
 
• Comunicação eficaz com pais e mães de alunos. 
 
 
 
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Para desenvolver uma gestão escolar de qualidade, pais e mães de alu-
nos também devem ser considerados afinal, tudo o que se planeja diz respeito 
aos filhos dessas pessoas. 
Quanto a isso, é natural que pais e mães queiram saber tudo o que ocorre 
dentro das escolas em que seus filhos estudam, portanto, uma boa relação com 
eles é fundamental para que haja uma relação de confiança. 
As reuniões de pais e mestres podem ser utilizadas para manter esse ca-
nal sempre aberto, assim como o site da instituição ou grupos em redes sociais. 
Nesses contextos, o planejamento estratégico pode ser apresentado para mos-
trar o quanto a escola se importa com seus alunos. 
Porém, vivemos em uma sociedade agitada em que as pessoas têm uma 
quantidade escassa de tempo. Nesse contexto, cabe à instituição recorrer a ou-
tros meios para se fazer presente na vida de pais e alunos. 
Por esse motivo da falta de tempo, muitas pessoas estão usando a tec-
nologia e desenvolvendo aplicativos. Eles são um meio eficaz de comunicação 
com os pais, que promovem uma interação constante e simplificada. 
Estes recursos permitem que os responsáveis acessem comunicados em 
seus dispositivos móveis, por exemplo. Também é possível acompanhar a situ-
ação acadêmica do aluno com muita facilidade, o que facilita o seu envolvimento 
com a vida escolar de seus filhos. 
Os portais também são uma alternativa excelente para facilitar a comuni-
cação com a família e engajá-la no processo de ensino e aprendizagem. Por 
 
 
 
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meio de um site com acesso restrito os pais conseguem resolver pendências 
financeiras, enviar documentos exigidos, entre outras coisas. Eles também po-
dem solucionar as questões necessárias em horários que vão além do expedi-
ente normal, evitando a interrupção de atividades diárias. 
 
• Priorização das necessidades do aluno 
 
 
Tendo em vista que o maior objetivo de uma escola é manter um sistema 
de ensino de excelência, é natural que a prioridade em suas ações seja sempre 
o benefício dos alunos. Afinal, quando priorizamos o aluno, garantimos um am-
biente propício para o ensino de qualidade. 
Portanto, faça com que sua equipe esteja sempre próxima dos alunos. A 
comunicação com eles pode criar oportunidades ricas de interação e sugestões 
criativas para processos complicadosinclusive aqueles para os quais ninguém 
enxerga uma solução. 
 
 
• Valorização do profissional de ensino 
 
 
 
 
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Esse é um aspecto essencial para a qualidade de uma instituição de en-
sino. Afinal, o ensino de qualidade depende indiscutivelmente da contratação, 
manutenção e motivação de um grupo de professores altamente capacitados. 
Eles precisam ser especialistas não só na área de conhecimento que se 
propõem a ensinar. O domínio dos métodos mais eficientes para alcançar os 
objetivos pedagógicos também é um requisito essencial para exercer essa fun-
ção. 
Para isso, é preciso que a escola ofereça uma remuneração justa. Ela 
deve ser compatível com a competência desses profissionais e os valores prati-
cados pelas melhores instituições de sua área de atuação. Além disso, é impor-
tante que a escola garanta a esses profissionais as condições ideais para exer-
cerem o seu papel com maestria. 
É preciso oferecer recursos pedagógicos e tecnológicos indispensáveis, 
além de desonerá-los ao máximo de tarefas burocráticas. Por que isso é impor-
tante? Porque quem vive a realidade escolar sabe que o funcionamento de uma 
instituição depende de diversas atividades burocráticas. 
Muitas dessas burocracias são exigências de órgãos oficiais, e não po-
dem ser ignoradas. Porém, quando a escola não conta com ferramentas de au-
tomação eficientes, essas atividades consomem uma boa parte do tempo e ener-
gia dos educadores. 
Entre corrigir provas, entregar o diário na data estipulada ou elaborar uma 
aula mais atrativa, o professor não precisa gastar seu tempo com tarefas que 
podem ser automatizadas. Isso não acontece em uma instituição preparada: ela 
https://escolaweb.com.br/blog/saiba-como-contratar-os-melhores-professores-para-sua-instituicao-de-ensino/
https://escolaweb.com.br/blog/saiba-como-utilizar-a-tecnologia-para-otimizar-a-correcao-de-provas/
 
 
 
15 
deixa o docente livre para usar todo o seu tempo e potencial criativo na elabora-
ção de aulas, atividades e avaliações mais interessantes e profundas. 
O resultado é visto no aspecto acadêmico: alunos mais interessados e 
engajados, aprendizagem significativa, melhor desempenho dos estudantes e 
indicadores positivos nas avaliações oficiais e vestibulares. 
 
• Atenção a indicadores 
 
 
 
As escolas têm um papel social e humano inquestionável. Porém, sua ca-
pacidade de promover a qualidade e tornar-se uma referência em ensino de-
pende também de uma análise adequada de indicadores. 
Quando a escola adota a mesma postura que as empresas e passa a 
avaliar suas ações seguindo um modelo data-driven (dirigido por dados), ela 
consegue elevar sua performance a um novo patamar. 
Por isso é fundamental contar com um sistema que facilite a análise dos 
dados. O primeiro passo para isso é o fornecimento de relatórios e gráficos que 
ajudam a avaliar o desempenho dos alunos nas diferentes turmas e disciplinas. 
Essas informações são valiosíssimas para identificar as dificuldades que 
os alunos enfrentam e detectar sua origem. Assim, a equipe de gestão pedagó-
gica pode intervir de forma efetiva para solucionar problemas atuais e agir pre-
ventivamente para que eles não ocorram novamente. 
https://escolaweb.com.br/blog/como-fazer-sua-escola-ser-referencia-em-ensino/
https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar-e-gestao-pedagogica-diferentes-e-complementares/
https://escolaweb.com.br/blog/gestao-escolar-e-gestao-pedagogica-diferentes-e-complementares/
 
 
 
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Um coordenador pode perceber, por exemplo, que suas turmas do pri-
meiro ano do Ensino Médio têm um desempenho muito baixo em Física e Mate-
mática. Ao analisar a questão a fundo, ele pode perceber que existe uma defa-
sagem quanto ao ensino de Matemática no Fundamental I que está repercutindo 
no resultado dos estudantes. 
Neste caso, a escola pode atuar de diversas formas: pode oferecer um 
programa adicional para esses alunos e alterar a grade do Ensino Fundamental 
I, para que os atuais alunos deste nível não enfrentem o mesmo problema no 
futuro. Esses são apenas alguns exemplos. 
Porém, para fazer esse diagnóstico e propor as medidas adequadas, a 
equipe pedagógica precisa contar com ferramentas adequadas. Sem a automa-
ção, a rotina corrida desses profissionais dificilmente permitirá que eles dedi-
quem tempo à elaboração desses relatórios. 
 
 
• Aperfeiçoamento constante 
 
A cada dia surgem novidades que afetam a maneira de consumir informa-
ção, realizar as tarefas do dia a dia e até mesmo solucionar grandes problemas 
sociais. 
 
 
 
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Portanto, se as ciências e a tecnologia (entre tantas outras áreas) vivem 
em permanente evolução, as instituições de ensino também não podem ficar 
paradas no tempo. Elas precisam seguir esta marcha rumo ao progresso e pre-
parar seus estudantes para esta realidade. 
Por isso, o aperfeiçoamento constante precisa fazer parte da rotina de 
uma escola. Isso envolve a capacitação contínua dos seus gestores e docentes, 
bem como a adoção de novos recursos tecnológicos. 
O estudo profundo de temas relevantes para a educação precisa fazer 
parte de um cronograma de reuniões pedagógicas. Os docentes precisam ter 
contato não só com a teoria, mas debater como podem ser colocados em prática 
e avaliar sua aplicação em sala de aula. 
Também é preciso colocar a tecnologia a serviço da aprendizagem. Hoje 
o professor já pode disponibilizar arquivos de vídeo, áudio, infográficos, slides e 
muitos outros recursos pedagógicos para suas turmas via web. 
Ele também pode indicar plataformas de exercícios extras. Nelas, os alu-
nos vão exercitar seus conhecimentos e obter respostas automáticas, tornando-
os aprendizes muito mais autônomos e responsáveis. 
Esta é uma forma de mostrar aos estudantes que a escola já não é mais 
detentora de todo o saber. Eles precisam descobrir como usar os recursos dis-
poníveis na rede para se tornarem protagonistas de sua própria aprendizagem e 
sucesso. 
 
• Otimização do quadro de horários 
https://escolaweb.com.br/blog/tecnologia-em-sala-de-aula-5-dicas/
 
 
 
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Faz parte da rotina do gestor escolar definir o quadro de horários da es-
cola. E, para que ele seja realmente eficiente, você pode contar com o auxílio 
de softwares que ajudam na gestão escolar. 
Por meio deles, é possível reduzir ao máximo das janelas de espera, eco-
nomizar dinheiro com o pagamento de horas não trabalhadas e fazer qualquer 
ajuste em tempo real que seja necessário, pois as viabilidades são apresentadas 
com mais rapidez. 
 
• Automatizar os processos 
 
https://escolaweb.com.br/blog/importancia-da-inovacao-e-tecnologia/
 
 
 
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Uma gestão escolar de qualidade permite a criação de uma escola mo-
derna e atualizada com as mudanças do contexto social, econômico e político 
em que vivemos. 
Para que isso ocorra com eficiência, pode-se contar com um software de 
gestão escolar que ofereça soluções integradas e atualizações frequentes, que 
pode ser acessado de qualquer lugar e que salve os seus dados na nuvem. 
Com um software completo e descomplicado, é possível contar com todas 
as ferramentas que você precisa para gerenciar a escola de forma simples, sem 
complicações. 
Na secretaria, a equipe ainda ganha um aumento no rendimento: os tem-
pos de atendimento e dedicados ao retrabalho são reduzidos. Já o time finan-
ceiro da escola passa a manter as finanças em dia, controlando receitas, despe-
sas e fluxo de caixa em uma única tela, em que é possível cruzar dados e infor-
mações. 
 
 
GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO ESCOLAR 
 
https://escolaweb.com.br/blog/perda-de-dados-nas-instituicoes/
 
 
 
20 
 
A gestão educacional nacional é baseada na organização dos sistemas 
de ensino federal, estadual e municipal e das incumbências desses sistemas; 
das várias formas de articulação entre as instâncias que determinam as normas, 
executam e deliberam no setor educacional; e da oferta da educaçãopelo setor 
público e privado. 
Cada sistema tem um papel a desempenhar no contexto educacional do 
País. No que diz respeito a educação básica, cabe aos Estados, Distrito Federal 
e Municípios ofertá-la, por sua vez, o ensino médio é um dever dos Estados e 
do Distrito Federal e a educação infantil dos Municípios. 
As instituições de ensino cuja União é responsável são as escolas parti-
culares e órgãos federais, já aos Estados e Distritos Federais compete as insti-
tuições de ensino mantidas por eles, as de nível superior mantidas pelos Muni-
cípios, as particulares de ensino fundamental e médio, os órgãos estaduais de 
educação e as instituições municipais de ensino particulares de educação infan-
til. Aos Municípios compete as instituições de educação infantil e de ensino fun-
damental e médio mantidas pelos municípios, as instituições particulares de edu-
cação infantil e os órgãos municipais de educação. 
Como podemos perceber, embora os entes federativos compartilhem res-
ponsabilidades, cada um possui atribuições próprias, tendo a União o papel de 
coordenar e articular os níveis de sistemas, os Estados e o Distrito Federal o de 
https://www.infoescola.com/educacao/gestao-educacional/
 
 
 
21 
elaborar e executar políticas e planos educacionais e os Municípios de organizar, 
manter e desenvolver seu sistema de ensino através da sua integração com as 
políticas e planos educacionais da União e dos Estados. 
Diferente da gestão educacional, a gestão escolar, trata das incumbên-
cias que os estabelecimentos de ensino possuem, respeitando as normas co-
muns dos sistemas de ensino. Cada escola deve elaborar e executar sua pro-
posta pedagógica; administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financei-
ros; cuidar do ensino-aprendizado do aluno, proporcionando meios para a sua 
recuperação; e articular-se com as famílias e a comunidade, proporcionando um 
processo de integração. 
Outro ponto importante na gestão escolar é a autonomia que a escola 
possui e que estar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDB) de 1996. Através dessa autonomia as escolas conseguem atender as es-
pecificidades regionais e locais, assim como as diversas clientelas e necessida-
des para o desenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade. 
Com base nisso, podemos perceber que a gestão educacional é compre-
endida através das iniciativas desenvolvidas pelos sistemas de ensino. Já a ges-
tão escolar, situa-se no âmbito da escola e trata das tarefas que estão sob sua 
responsabilidade, ou seja, procura promover o ensino e a aprendizagem para 
todos. 
 
 
https://www.infoescola.com/educacao/gestao-escolar/
https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/
 
 
 
22 
POLÍTICA EDUCACIONAL 
 
A Política Educacional pertence ao grupo de Políticas Públicas soci-
ais do país. Este instrumento de implementação dos movimentos e referenciais 
educacionais se faz presente através da Legislação Educacional. 
Para que possamos compreender melhor o significado dessa política, se 
faz necessário saber o que é Política Pública. Essa Política é de responsabili-
dade do Estado, com base em organismos políticos e entidades da sociedade 
civil, se estabelece um processo de tomada de decisões que derivam nas nor-
matizações do país, ou seja, nossa Legislação. 
As Políticas Públicas envolvem todos os grupos de necessidades da so-
ciedade civil, que são as Políticas Sociais, estas determinam o padrão de prote-
ção social implementado pelo Estado, voltadas em princípio, à redistribuição dos 
benefícios sociais (INEP, 2006, p. 165), dentre eles o direito a educação. Para 
que este direito seja garantido com qualidade e de forma universal é implemen-
tada a Política Educacional. 
No decorrer dos anos no Brasil a Política Educacional fora definida de 
formas diferentes, por ser um elemento de normatização do Estado e que en-
volve interesses políticos diversos, no entanto, a Política Educacional de um país 
deve ser guiada pelo povo, respeitando o direito de cada indivíduo e assegu-
rando o bem comum. 
 
 
 
23 
Compreende-se, que de fato o exercício de construir uma Política, não 
trata-se de um trabalho fácil de ser realizado, pois circunda uma nação, seus 
anseios, objetivos e valores, e estes elementos não podem ser esquecidos por 
aqueles que assim fazem nascer o molde da educação de um povo. 
Trazendo a memória alguns dos documentos que foram elementares a 
produção das Políticas Educacionais do nosso país, faz-se presente e ainda 
atual às dificuldades educacionais do Brasil o Manifesto dos Pioneiros da Edu-
cação Nova de 1932, marco na definição de prioridades e metas educacionais 
que necessitavam ser efetivadas. O documento, como o próprio título faz refe-
rência, foi o pioneiro e notável instrumento de regulamentação da situação edu-
cacional brasileira, não funcionando apenas como um alerta a sociedade, mas 
também, como inspiração ao surgimento das Leis que regem a nossa educação. 
Principal fonte de implementação da educação nacional e das políticas 
que assim as definem é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), 
que no avanço dos anos foram reformuladas até o modelo atual datado de 1996 
que sofreram alterações de acordo com os governos. 
As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 
• LEI Nº 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961 - Fixa as Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional. 
• LEI Nº 5.692, de 11 de agosto de 1971 - Fixa Diretrizes e Bases para o 
Ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. 
• LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 - Estabelece as Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional. 
 
 
AS ATRIBUIÇÕES DO PEDAGOGO ENQUANTO 
GESTOR 
 
https://www.infoescola.com/educacao/manifesto-dos-pioneiros-da-educacao-nova/
https://www.infoescola.com/educacao/manifesto-dos-pioneiros-da-educacao-nova/
 
 
 
24 
 
A educação escolar tem como objetivo formar o sujeito para a cidadania 
e atuação democrática. Para isso a escola deve exercer um trabalho coletivo a 
fim de que todos os profissionais da educação trabalhem de maneira articulada 
no sentido participativo. 
O Pedagogo enquanto gestor possui a atribuição de organizar e intervir 
na prática educativa, tendo em vista que o núcleo gestor tem como objetivo ope-
racionalizar e orientar o trabalho dos demais profissionais para que a escola 
atinja seus objetivos. 
Segundo Paro (2001), tendo conhecimento das possíveis condições pre-
cárias das estruturas didático-pedagógicas e da existência de práticas não de-
mocráticas no âmbito da administração escolar é preciso que toda a equipe pe-
dagógica esteja atenta e saiba oferecer sugestões de melhoria do trabalho e 
propostas de mudança, organizando esforços conjuntos na busca pela transfor-
mação e otimização do trabalho institucional. 
Conforme Libâneo (2004) quem está à frente da gestão escolar necessita 
ter autoridade para dirigir ações e delegar responsabilidades, além de acompa-
nhar o processo pedagógico e tomar decisões, ou seja, encontrar a medida mais 
 
 
 
25 
adequada para determinadas situações, de modo a encontrar soluções diante 
das adversidades. Assim, cabe ao gestor pedagógico orientar e mediar o traba-
lho desenvolvido na instituição de ensino. Ainda sobre o trabalho desse profissi-
onal, Carbello (2012, p. 11) afirma: 
 
Como as ações didáticas-pedagógicas estão inseridas em todos os con-
textos institucionais e o pedagogo é o profissional responsável em mediar as 
atividades pedagógicas, deve contar com o auxílio dos demais sujeitos que fa-
zem parte do núcleo escolar, portanto constitui-se em um trabalho coletivo. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394/1996 estabe-
lece as normas de gestão democrática na escola em seus artigos 3º e 14º. No 
art. 3 VIII, afirma a garantia da gestão democrática na rede pública e o art. 14 a 
participação dos profissionais da educação na elaboração do projetopolítico pe-
dagógico e a necessidade da efetiva presença da comunidade nas atividades 
escolares. O diretor é responsável pelo conjunto institucional bem como integrar 
os diversos setores da escola, além de realizar atividades burocráticas. 
 A função do diretor escolar é, portanto organizar o trabalho administrativo 
exercendo uma gestão democrática que leve em consideração a opinião de to-
dos os sujeitos que compõem a escola sendo flexível na tomada de decisões. 
São atribuições do gestor pedagógico, de acordo com Libâneo (2004, p. 215-
216): 
 
 
 
 
26 
 
O gestor é visto como um líder diante dos demais profissionais da educa-
ção, que está à frente na operacionalização do trabalho pedagógico, orientando 
a organização do trabalho tendo em vista um ambiente onde todos os educado-
res possam realizar suas funções coletivamente, assegurando um trabalho de-
mocrático, a participação no planejamento, tomada de decisões, mediando rela-
ções interpessoais e dando um suporte aos interesses do educando e necessi-
dades do professor. 
 
 
 
 
GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NA ES-
COLA 
 
 
 
 
27 
 
 
A gestão democrática é um dos temas mais discutidos entre os educado-
res, representando importante desafio na operacionalização das políticas de 
educação e no cotidiano da escola. Tal como os temas tratados anteriormente a 
gestão educacional e a gestão escolar sua base legal remonta à Constituição de 
1988 que define a “gestão democrática do ensino público, na forma da lei” como 
um de seus princípios (Art. 206, Inciso VI). No mesmo sentido também se ex-
pressa a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que detalha o caput do artigo 
da Constituição, que utiliza os termos na forma desta Lei, acrescentando as pa-
lavras “e da legislação dos sistemas de ensino” (Art. 3, Inciso VIII). Cabe ressal-
tar que a educação brasileira está voltada para atender de um modo geral a 
todos que vão à busca da mesma, garantir a todos os acessos livres e sem dis-
tinção de raça, credo ou cor. 
 
Segundo Sofia Lerche Vieira (Coleção Gestão escolar 96p, Fortaleza-CE, 
SEDUC 2005.), a LDB de 1996 é a primeira das leis de educação a dispensar 
atenção particular à gestão escolar, marcando um momento em que a escola 
passa a configura-se como um novo foco da política educacional (Vieira & Albu-
querque, 2002). O detalhamento de suas incumbências pode ser visualizado a 
seguir: 
 
 
 
28 
 
• Incumbência da Escola 
 
Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do 
seu sistema de ensino, terão a incumbência de: 
 
I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
 
II. administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
 
III. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; 
 
IV. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
 
V. Prover meios para a recuperação de alunos de menor rendimento; 
 
VI. Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de 
integração da Sociedade com a escola; 
 
VII. Informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento 
dos alunos, bem como sobre e execução de sua proposta pedagógica (LDB, 
Artigo 12). 
 
A elaboração e a execução de uma proposta pedagógica é a primeira e 
principal das atribuições da escola, devendo sua gestão orientar-se para tal fina-
lidade. Isto porque desta definição dependem muitas outras. A proposta peda-
gógica é, com efeito, o norte da escola, definindo caminhos e rumos que uma 
determinada comunidade busca para si e para aqueles que se agregam em seu 
torno. Não por acaso, os educadores têm tido especial interesse sobre a litera-
tura acerca dessa matéria, expressando um desejo de traduzir em ação aquilo 
que dispõe a legislação educacional (Veiga, 19998; Resende & Veiga, 2001; 
Sousa & Correa, 2002). 
 
 
 
29 
São tarefas especificas da escola a gestão de seu pessoal, assim como 
de seus recursos materiais e financeiros. Noutras palavras, cabe a ela gerir seu 
patrimônio imaterial – as pessoas, as ideias, a cultura produzida em seu interior 
– e material, prédios e instalações, equipamentos, laboratórios, livros, em fim, 
tudo aquilo que se traduz na parte física de uma instituição escolar. Além dessas 
atribuições, e acima de qualquer outra dimensão, porém, está e incumbência de 
zelar pelo que constitui a própria razão de ser da escola – o ensino e a aprendi-
zagem. Assim, tanto lhe cabe. 
Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente, como as-
segurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas, assim como 
prover meios para a recuperação de alunos de menor rendimento (Inc. III, IV e 
V). 
O detalhamento da gestão democrática é estabelecido em outros artigos 
da mesma lei, como se vê através do texto: 
 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática 
do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e 
conforme os seguintes princípios: 
 
I - Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto 
pedagógico da escola; 
 
II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares 
ou equivalentes. 
 
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públi-
cas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pe-
dagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais 
de direito financeiro público. 
Conforme os artigos supracitados, a LDB remete a regulamentação da 
gestão democrática do ensino público na educação básica aos sistemas de en-
 
 
 
30 
sino, oferecendo ampla autonomia às unidades federadas para definirem em sin-
tonia com suas especificidades formadas de operacionalização de tal processo, 
o qual deve considerar o envolvimento dos profissionais de educação e as co-
munidades escolar e local. Em ambos os casos, a participação refere-se à esfera 
da escola: elaboração de seu projeto pedagógico e a atuação em conselhos es-
colares ou equivalentes. Na perspectiva da LDB, portanto, a gestão democrática 
circunscreve-se a alguns aspectos da vida escolar, tal como se viu nos disposi-
tivos referidos e comentados. 
Outro aspecto a observar é a autonomia escolar. O legislador é claro n 
sentido de afirmar a existência de “progressivos graus de autonomia pedagógica 
e administrativa e de gestão financeira”, a serem também definidas pelos siste-
mas de ensino. Aqui, o entendimento orienta-se no sentido de que a autonomia 
de uma escola não é algo espontâneo, mas construído a partir de suas identi-
dade e história. Os “graus de autonomias” correspondem a diferentes formas de 
existir da própria instituição – dizem respeito ao seu tamanho, ao seu corpo do-
cente, à observância às diretrizes estabelecidas pelo sistema de ensino, seu de-
sempenho e gestão de recursos. 
 
A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA NO MUNDO CON-
TEMPORÂNEO 
 
 
 
 
31 
 
A escola, campo específico de educação, não é um elemento estranho à 
sociedade humana, um elemento separado, mas “uma instituição social, um ór-
gão feliz e vivo, no conjunto das instituições necessárias à vida, o lugar onde 
vivem a criança, a adolescência e a mocidade, de conformidade com os interes-
ses e as alegrias profundas de sua natureza”. 
 
“A educação será tão mais plena quanto mais esteja sendo um ato de 
conhecimento, um ato político, um compromisso ético e uma experiência esté-
tica”. (Paulo Freire) 
A escola existe e muitas são as tarefas que cabe a ela; a principal de 
todas é educar e formar cidadãos para a vida. Se isso não fosse o suficiente, 
temos os gestores que precisam trabalhar para a ordem desse espaço escolar, 
e para o exercício dessa tarefa é necessária a existência de uma gestão demo-
crática e participativa. 
Para o exercício desta não basta funcionamento, é de suma importância 
o conhecimento da realidade a que se passa, saber quem faz parte desta insti-
tuição, qualcultura estar seguindo, qual metodologia está sendo favorável, pois 
esta deve estar próxima aos objetivos envolvidos, buscando compreender todas 
os valores da gestão compartilhada: ética, equidade, compromisso e solidarie-
dade. 
 
 
 
 
32 
Estes valores servirão como norteadores da gestão para saber como 
transmitir e proceder nas questões cotidianas. O conhecimento da realidade es-
colar por todos vem a facilitar o trabalho do professor que precisa conhecer bem 
a matéria, saber ensiná-la, ligar o ensino a realidade do educando e o seu con-
texto social, ter uma pratica de investigação sobre seu próprio trabalho e partici-
par de forma consciente e eficaz nas práticas de organização e da gestão da 
escola. 
Além do conhecimento a participação é também meio que possibilita um 
melhor envolvimento entre a escola, comunidade propiciando uma maior aproxi-
mação entre gestor, professores, alunos e pais. 
Em uma escola onde há um gestor democrático, isto é, onde o diretor, 
coordenador, lidera, motiva, valoriza condições favoráveis ao bom desempenho 
de todo exercício escolar. 
Dessa concepção positiva da escola, como uma instituição social, limitada 
na sua ação educativa, pela pluralidade e diversidade das forças que concorrem 
ao movimento das sociedades, resulta a necessidade de reorganizá-la, como um 
organismo maleável e vivo, aparelhado de um sistema de instituições susceptí-
veis de lhe alargar os limites e o raio de ação. Cada escola, seja qual for o seu 
grau, dos jardins às universidades, deve, pois reunir em torno de si as famílias 
dos alunos, estimulando as iniciativas dos Pais em favor da educação; consti-
tuindo sociedades de ex-alunos que mantenham relação constantes com as es-
colas; utilizando, em seu proveito, os valiosos e múltiplos elementos materiais e 
espirituais da coletividade e despertando e desenvolvendo o poder de iniciativa 
e o espírito de cooperação social entre os pais, os professores, a imprensa e 
todas as demais instituições diretamente interessadas na obra da educação. 
Não é surpreendido que já na primeira metade do século XX houvesse 
pessoas sensíveis a temas como a aproximação entre a escola, a família e ou-
tros parceiros, sendo que apenas em período muito recente essa articulação te-
nha começado a ocorrer? Pois é, caro (a) gestor (a)! Muitas vezes, as mudanças 
necessárias à educação demoram a ser percebidas. Mas isso também está re-
lacionado à qualidade de pessoas que têm acesso à escola. Nos anos 30, 
quando foi redigido o Manifesto, esse percentual era ainda bastante reduzido. 
 
 
 
33 
Embora bastante expressivo em relação ao passado, o crescimento da 
oferta de escolas nos anos 30 é lento e representa uma quantidade de matriculas 
ainda pequena, em relação ao conjunto da população. Nesse período, o sistema 
público começa a ultrapassar o particular, tanto em número de escolas quanto 
de matrículas. 
Parte das ideias do movimento da Escola Nova é incorporado à Constitui-
ção de 1934 que estabeleceu a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primá-
rio. Os anos 40 são pródigos em mudanças legais, organizando-se gradativa-
mente os sistemas estaduais de ensino. Em 1961, tivemos a nossa primeira Lei 
de Diretrizes e bases da Educação, de âmbito nacional, a LDB (Lei nº. 4.024/61). 
Poucos anos depois, com as mudanças políticas ocorridas no país, provocadas 
pela Ditadura Militar, a partir de 1964, novas reformas viriam, com duas leis im-
portantes para a educação. 
 
O PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA 
 
 
 
O princípio da gestão democrática no ensino público foi consagrado pela 
Constituição de 1988, remetendo à lei a sua regulamentação. Por sua vez, a LDB 
(Lei Nº. 9.394/96) remete aos sistemas de ensino a definição das “normas de 
 
 
 
34 
gestão democrática do ensino público na educação básica”, ressalvando a ga-
rantia da “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto 
pedagógico da escola” e a “participação das comunidades escolares e local em 
conselhos escolares ou equivalentes” (arts. 3º e 14). 
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o 
mundo”. (Nelson Mandela) 
Como se vê, o princípio da gestão democrática no ensino público, afir-
mado na Constituição e reafirmado na LDB, encontra nesta a sua definição como 
processo de participação dos profissionais da educação na elaboração do pro-
jeto pedagógico da escola e na constituição do conselho escolar. Ou seja: no 
espírito da LDB, o projeto pedagógico e o conselho são as estratégias da gestão 
democrática. Com base nessas duas estratégias, ou princípios segundo a lei, os 
sistemas de ensino definirão as normas para a gestão democrática da rede pú-
blica. Antes, nos artigos 12 e 13, a LDB abre um espaço de autonomia para 
escola ao atribuir-lhe a responsabilidade de “elaborar e executar sua proposta 
pedagógica” e ao “incumbir” os professores de “participar da elaboração” dessa 
proposta. 
 
 
O PERFIL DO GESTOR ESCOLAR NA ATUALIDADE 
 
 
 
 
 
35 
Liderança é a habilidade de influenciar pessoas, por meio da comunica-
ção, canalizando seus esforços para a consecução de um determinado objetivo. 
O líder precisa avaliar a todo o momento o nível de produtividade da cada 
membro de sua equipe e compara-lo às necessidades da empresa. É nesse 
ponto que o líder deve fazer valer o espírito de colaboração, que é fundamental 
para que a equipe se desenvolva de forma comprometida. 
O gestor escolar na atualidade precisa ser bastante flexível e atuante no 
campo administrativo, pedagógico e social, pois a escola vive dias de bastantes 
turbulências. 
Os principais requisitos para um bom gestor escolar em nossos dias são: 
 
1 – A capacidade sócio relacional. 
 
• Tecer relações e faze-las prosperar. 
• Compreender o outro. 
• Detectar talentos. 
• Solucionar conflitos. 
• Mediar acordos de cooperação. 
• Fazer parcerias internas e externas. 
• Dirigir, dando orientação. 
• Motivar o grupo. 
 
Liderar requer compromisso por parte de quem lidara, pois o trabalho em 
equipe requer envolvimento, portanto um bom gestor deve envolver seu grupo 
de trabalho na busca de garantir seus objetivos e metas de trabalho. 
 
Todo líder possui o poder de direcionar as emoções de seus liderados. Se 
estas forem impelidas para o lado do entusiasmo, o desempenho pode disparar; 
se incitarem ao rancor; perderão o rumo. Quando os lideres estimulam as emo-
ções de maneira Positiva, tiram o melhor de cada um – os autores chamam de 
ressonância. Quando as emoções são canalizadas de modo negativo, os lideres 
geram dissonância. Goleman (2002). 
 
 
 
36 
 
• Conceituando liderança 
 
A liderança é uma das responsabilidades humanas mais universais e du-
radouras. Sua prática é tão similar através das épocas históricas e das civiliza-
ções que lições são muitas vezes extraídas de personagens ímpares como Je-
sus Cristo, Mahatma Gandhi, Átila, o Huno e Nicolau Maquiavel. 
Alguns especialistas são da opinião de que o desempenho das organiza-
ções está diretamente relacionado com a qualidade daqueles que a lideram e 
que embora a liderança competente não seja o único ingrediente importante para 
o sucesso de uma operação, é um fator essencial. Covey (2002), por sua vez, 
considera que a liderança deve ser distribuída por toda a organização. Assim, 
ela provém menos do topo. A liderança transforma-se em opção e não em obri-
gação. A liderança seria o desejo de controlar eventos, indicar rotas a serem 
seguidas e fazer com que uma ação seja realizada. Para isso, usa-se cooperati-
vamente capacidades e habilidades de outras pessoas. 
De acordo com Kotter (1997): O único e maior erro do modelo tradicional 
está relacionado às suposições sobre a origem da liderança. De forma simplista, 
o conceito historicamente dominante eleva as aptidões de formação de lideran-
ças: conceitos emergentes. 
Liderança a um dom divino, dádiva concedida a umseleto número de pes-
soas. Embora, um dia, eu também tivesse acreditado nisso, descobri que a ideia 
tradicional simplesmente não se adequava bem ao que observei em quase trinta 
anos de estudo sobre organizações e pessoas que as dirigiam. Particularmente, 
o modelo mais antigo está quase esquecido em relação à força e potencial do 
aprendizado vitalício. 
Para ele, a liderança não está apenas na cúpula da hierarquia, mas dis-
tribuída por toda a instituição, ou seja, a liderança encontra-se em todos os níveis 
e deve ser trabalhada nessa perspectiva para que melhores resultados sejam 
alcançados. De acordo com Kotter (1997) “até os novos conceitos”. 
 
 
 
 
37 
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EFETI-
VAÇÃO DA QUALIDADE DE ENSINO 
 
 
 
A gestão escolar é reconhecida, hoje, como um dos elementos determi-
nantes do desempenho de uma escola. Por isso, várias discussões tem abor-
dado esse tema a fim de discutir alguns conceitos existentes sobre esse aspecto 
da escola. Para falar sobre gestão é preciso considerar que esse é um aspecto 
fundamental para o bom desenvolvimento da escola. 
Segundo o PRADEM (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Educa-
ção Municipal) (2003), “o tipo de gestão a ser adotado, no âmbito da educação 
pública brasileira, é, por imposição legal, o democrático”. O artigo 206 da Cons-
tituição Federal Brasileira, bem como o artigo 3º inciso VIII da LDB assim o de-
termina. 
Nesse contexto, o conceito de gestão é compreendido como a coordena-
ção dos esforços individuais e coletivos em torno da consecução se objetivos 
comuns. O diretor da escola, portanto, como diretor de uma instituição social 
quem tem o aspecto pedagógico democrático como seu foco central, deve ter 
todas as suas decisões orientadas por critérios pedagógicos e devem propor 
melhorias para o processo ensino-aprendizagem, e bom andamento da escola. 
 
 
 
38 
Atualmente, as escolas vêm desconstruindo a concepção de gestor auto-
ritário, que se vê como único responsável por tomar as decisões acerca da es-
cola. Porém, percebe-se que o gestor ou diretor escolar ainda assume um papel 
de centralidade organizacional, sendo o único que deve prestar contas pelos re-
sultados educacionais conseguidos. 
Administrar escolas não é uma tarefa fácil, e dentro das concepções do 
autoritarismo, encontra-se então, traumas antigos em que a sociedade se mostra 
ainda fragilizada, com medo, sem liberdade de se expressar e covardemente 
cedendo lugar às ideologias, por isso, o controle, o poder aprisionado nas mãos 
de diretores e superiores ainda é prática constante. 
Por isso, faz-se necessário um repensar da gestão, para que essas práti-
cas autoritárias cedam lugar a uma gestão que preze pela democracia e partici-
pação plena de todos os sujeitos que fazem parte da instituição escolar. 
É necessário que o gestor garanta a participação das comunidades in-
terna e externa, a fim de que assumam o papel de corresponsáveis na constru-
ção de um projeto pedagógico que vise ensino de qualidade para os sujeitos 
envolvidos nela, assumindo, primeiramente, sua condição de professor-educa-
dor, e destacando sua posição com clareza e com domínio dos requisitos que 
vão lhe possibilitar atuar a partir de critérios pedagógicos. 
Nos aspectos legais, pode-se perceber que no artigo 206 da Constituição 
Federal Brasileira é determinado, por imposição legal, a gestão democrática, que 
tem como finalidade a construção de um ambiente democrático e participativo 
no ambiente escolar. 
A gestão participativa requer o gerenciamento da participação de todos 
os envolvidos no processo educacional, focando a atuação do gestor como 
agente de criação desse ambiente. 
O entendimento do conceito de gestão já pressupõe, em si, a ideia de 
participação, isto é, do trabalho associado de pessoas analisando situações, de-
cidindo sobre seu acompanhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isso por-
que o êxito de uma organização depende da ação construtiva conjunta de seus 
componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria um 
“todo” orientado por uma vontade coletiva. (Luck,1996, p.37). 
 
 
 
39 
Hoje vista como uma ação de caráter coletivo, o trabalho escolar é reali-
zado a partir da participação e integração de todos os membros da comunidade 
escolar, tanto direta ou indiretamente, reconhecendo e assumindo responsabili-
dades na construção e efetivação dos objetivos propostos na organização esco-
lar e pelo todo da instituição. 
(...) é importante que a participação seja entendida como um processo 
dinâmico e interativo que vai muito além da tomada de decisão, uma 
vez que caracterizado pelo Inter apoio na convivência do cotidiano da 
gestão educacional, na busca, por seus agentes de superação de suas 
dificuldades e limitações. (Luck,1996, p.31). 
Segundo Marques (1981), a participação de todos nos diferentes níveis 
de decisão e nas sucessivas faces de atividades é essencial para assegurar o 
eficiente desempenho da organização. 
A gestão escolar, enquanto gestão participativa se entende como um pro-
cesso de tomada de decisão conjunta, possibilitando a articulação entre os di-
versos segmentos da comunidade escolar, sendo fundamental para sustentar a 
ação da escola. 
“o conceito de gestão participativa (...), parte do pressuposto de que o 
êxito de uma organização social depende da mobilização da ação 
construtiva conjunta de seus componentes, pelo trabalho associado, 
mediante um “todo” orientado por uma vontade coletiva” (Luck,1996, 
p.23). 
 
A ação grupal reflete constantemente uma metodologia participativa, em 
que todos têm condições de se envolver ativamente no trabalho, com reflexos 
nos resultados alcançados pelo grupo. (Dalmás,1994, p.58). 
O gestor deve dessa maneira, atuar como elo de ligação entre todo o 
corpo escolar, agindo como líder, se portando a frente do processo de organiza-
ção da instituição. 
Em suma, é preciso considerar que a gestão democrática da educação 
formal deve estar associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institu-
cionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na 
formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; 
na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução 
das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política 
educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam 
a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino 
 
 
 
40 
para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa edu-
cação universalizada, são questões que estão relacionadas nesse debate. Es-
ses processos devem garantir e mobilizar a presença dos diferentes atores en-
volvidos, que participam no nível dos sistemas de ensino e no nível da escola. 
Desse modo, é preciso entender a gestão escolar como um modelo que 
comporta todos os envolvidos na criação controlando a execução de políticas 
que melhorem a realidade de cada comunidade escolar. Portanto, conhecer todo 
o processo educacional desde a parte administrativa até a sala de aula é essen-
cial para o aperfeiçoamento do ensino. Faz-se necessário estar a par de toda a 
realidade escolar para que possamos crescer profissionalmente e pessoalmente 
sempre trazendo uma proposta que é de valor e responsabilidade coletiva: a 
Gestão Democrática no Ensino. 
 
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NA EDU-
CAÇÃO INFANTIL 
 
 
 
 
 
41 
Uma gestão escolar bem-feita é primordial para um ensino de qualidade. 
Diferentemente dos outros ramos da educação, a educação infantil de-
manda um tipo de gestão muito específico, focado essencialmente nas caracte-
rísticas e necessidades de uma criança pequena. 
Assim, não apenas o trabalho pedagógico como o de todas as áreas da 
escola que permitem o bom funcionamento da atividade, o desenvolvimento e 
aprendizado devem ter comocentro atender às expectativas das crianças ali 
matriculadas. 
Isso envolve na estruturação de ambientes e de equipes que assegurem 
a educação e cuidado das crianças, estimulando-as no conhecimento de si e do 
mundo em que estão inseridas. 
Um projeto de gestão escolar na educação infantil deve considerar que os 
contextos coletivos de educação para crianças pequenas diferem do ambiente 
da família e requerem medidas exclusivas. Alimentação específica, espaço de 
descanso, equipe preparada e segurança são alguns critérios que precisam ser 
avaliados especificamente para esta aplicação. 
Para realizar uma gestão escolar de qualidade é preciso também que se 
promova o melhor uso de recursos humanos e materiais, evitando improvisos e 
diminuindo o tempo de espera das crianças entre as atividades diárias. 
 
Desenvolvendo as equipes de professores 
O método de transmitir conhecimentos e ensinamentos para crianças pe-
quenas tem que ser da forma mais simples, clara e dinâmica possível. Deste 
modo, é preciso que exista uma preparação para os profissionais que ficarão 
responsáveis por eles. 
A gestão escolar na educação infantil deve investir na formação de uma 
equipe docente e torná-la capaz de construir um olhar mais sensível, reflexivo e 
autônomo. Os professores devem ter acesso a estudos teórico-metodológicos 
sobre a educação na infância e assim obterem o domínio de aspectos específi-
cos do trabalho pedagógico com as crianças pequenas. 
 
 
 
42 
Assim, eles podem desenvolver técnicas de como lidar com as crianças 
no seu desenvolvimento diário e em situações especiais, como por exemplo, 
o bullying escolar. 
Neste processo, o aprendizado de diferentes habilidades, como a artís-
tica, o afetivo, o verbal e a física, possibilita ao professor mediar o desenvolvi-
mento cognitivo, da criatividade e da imaginação das crianças. 
Qualquer gestão precisa ter como foco básico a formação continuada des-
tes professores, ou seja, propiciar a eles também possibilidades de trabalhar sua 
autoestima e dar-lhes oportunidade de serem ouvidos, atuando como protago-
nistas de seu próprio processo de mudança. 
 
Ambientação das escolas 
O espaço infantil precisa estar organizado de forma que que atenda as 
necessidades psicológicas e biológicas da criança. Isto inclui a possibilidade de 
elas se apropriarem de bens culturais por meio de diferentes linguagens, como 
o teatro, música, entre outros. 
Assim, é necessário que a criança sinta-se à vontade e feliz por estar nos 
ambientes destinados a elas, facilitando assim, o contato visual e oferecendo 
segurança e autonomia para aprender, inclusive, através da brincadeira. 
O espaço destinado às atividades infantis são criadores de possibilidades 
de boas vivências. Nestes locais, vale apostar em: 
• espelhos 
• transparências 
• tecidos coloridos 
• elementos da natureza 
• objetos de múltiplos estímulos que instiguem as crianças a manipular, pro-
duzir, expor, organizar, guardar, imaginar, lembrar e narrar 
As estruturas físicas não apenas ampliam ou restringem as possibilidades 
das crianças interagirem como também se tornam uma referência clara das ati-
vidades que nelas podem ocorrer: são locais para correr, desenhar, contar his-
tória, jogar etc. 
https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/bullying-escolar/
https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/desenvolvimento-infantil/
https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/aprender-brincando/
 
 
 
43 
Além disso, a configuração do ambiente é importante pelo fato das crian-
ças o considerarem cenário de alegria ou de medo, inibição ou descoberta, ami-
zades ou rivalidades e de acolhimento das ações e desejos infantis. 
 
Comunicação 
Quando lidamos com crianças pequenas, é essencial que haja a consci-
ência de que punições devem ocorrer para corrigir maus hábitos – entretanto, 
deve-se saber buscar a melhor forma de realizá-las para que tomem consciência 
do próprio erro. Essas ações não podem, de forma alguma, agredi-las emocio-
nalmente ou humilhá-las. 
Neste contexto, uma gestão escolar mais automatizada pode ser um 
grande aliado na comunicação dos pais e responsáveis com a escola. Aplicativos 
e softwares avançados permitem que hoje se comunique facilmente com a es-
cola como nunca antes foi possível. 
Os pais podem ter acesso facilmente a comunicados, calendários murais 
de fotos, resumos do dia, acompanhamento de desempenho, cardápios e mais 
uma infinidade de funções com a facilidade de alguns cliques. 
 
Tempo e autonomia 
A gestão do cotidiano das crianças envolve um trabalho coletivo de orga-
nização dos tempos de realização das atividades, dos espaços em que elas 
acontecem, dos materiais disponibilizados e, em especial, de reflexão sobre as 
maneiras de o professor exercer seu papel para responder às necessidades e 
interesses das crianças. 
Erroneamente, o cotidiano de creches e pré-escolas é gerido pela lógica 
da rotina imposta aos próprios adultos que nelas trabalham. Mas entender como 
se estrutura a jornada diária das crianças, dando-lhes o tempo que precisam 
para vivenciar as atividades, contribui para a construção da autonomia para agir 
nas diferentes situações. 
O professor pode participar desta reestruturação do tempo ouvindo as cri-
anças, oferecendo a elas materiais (tinta, massinha, panos, indumentárias, ob-
jetos de apertar, jogar, empilhar, livros de história), sugestões e apoio emocional, 
https://barcelonasuperficies.com.br/gestao/sistemas-gestao-escolar/
https://barcelonasuperficies.com.br/blog/playground/como-abrir-uma-creche-de-sucesso/
 
 
 
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organizando o ambiente ou criando condições para a ocorrência de interações e 
brincadeiras envolvendo-as na exploração do seu próprio mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
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