Logo Passei Direto
Buscar

Aula 05 _ Morfologia _ Prof Rafael Oliveira

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
2 
 
Olá! Boas-Vindas! 
 
Cada material foi preparado com muito carinho para que você 
possa absorver da melhor forma possível, conteúdos de qua-
lidade! 
Lembre-se: o seu sonho também é o nosso! 
Bons estudos! Estamos com você até a sua aprovação! 
 
Com carinho, 
Equipe Ceisc. ♥ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
3 
 
Língua Portuguesa 
Prof. Rafael Oliveira 
 
 
 
Sumário 
 
1. Estrutura (radicais, prefixos, sufixos, vogais temáticas e desinências) e Formação (derivação, 
justaposição) de palavras ............................................................................................................ 4 
2. Artigos, adjetivos, substantivos, pronomes, numerais ............................................................. 9 
3. Preposições, Conjunções + Verbos (definição + modo indicativo) ....................................... 17 
4. Verbos (subjuntivo, imperativo, formas nominais, locuções e correlação) ............................ 20 
5. Flexão Nominal da Língua Portuguesa: Padrões Regulares e Formas irregulares ............... 24 
6. Flexão Verbal da Língua Portuguesa: Padrões Regulares e Formas Irregulares .................. 30 
7. Efeitos de sentido da ordem de expressões na oração e no período .................................... 32 
8. Emprego das classes de palavras ......................................................................................... 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso preparatório para 
concursos e deve ser utilizado como um roteiro para as respectivas aulas. Além disso, recomenda-
se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente. 
 
Bons estudos, Equipe Ceisc. 
Atualizado em maio de 2023. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
4 
1. Estrutura (radicais, prefixos, sufixos, vogais temáticas e 
desinências) e Formação (derivação, justaposição) de 
palavras 
Prof. Rafael Oliveira 
@rafaelgaroli 
 
1.1 Estrutura das Palavras 
Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denomi-
nados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa. 
 
Radical: O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, 
quando a palavra for modificada. 
Ex. falar, comer, dormir, casa, carro. 
Obs.: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, 
ER ou IR. 
 
Vogal Temática: Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à terminação verbal. 
Elas indicam a que conjugação o verbo pertence: 
• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 
• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 
• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR 
 
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer. 
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando 
que ela termine em consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu. 
• Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desi-
nência nominal de gênero. 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
5 
Tema: É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o 
tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado 
em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a 
vogal temática - estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre 
isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical; a, a vogal 
temática, e pasta, o tema. Já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, 
pois não há vogal temática. Por fim, na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é 
terminado pela vogal temática. 
 
Desinências: É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radi-
cal, com o intuito de modificá-las. 
Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em 
gênero e número. 
Existem dois tipos de desinências: 
Desinências verbais 
Modo-temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo-tempo-
rais: 
• va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia. 
• ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira. 
• ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria. 
• sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse. 
 
Número-pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências 
número-pessoais. 
Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu 
cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. 
Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo 
= Era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. 
Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. 
Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele 
canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
6 
Desinências nominais 
de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, 
quando houver a oposição masculino - feminino. Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A 
vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, 
mesmo que o masculino não seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora. 
de número = indica o plural da palavra. É a letra s, somente quando indicar o plural da 
palavra. Por exemplo: cadeiras, pedras, águas. 
 
Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles: 
Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amo-
ral. 
Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo 
pensamento, acusação, felizmente. 
 
Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois mor-
femas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo flores, 
bambuzal, gasômetro, canais. 
 
1.2 Formação das Palavras 
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se procurar a origem dela. Caso seja 
formada por apenas um radical, diremos que foi formada por derivação; por dois ou mais radicais, 
composição. São os seguintes os processos de formação de palavras: 
Derivação: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical. 
 
Derivação Prefixal 
Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por exem-
plo: antepasto, reescrever, infeliz. 
 
Derivação Sufixal 
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por exem-
plo: felizmente, igualdade, florescer. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
7 
Derivação Prefixal e Sufixal 
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também chamado de 
prefixação e sufixação. Por exemplo: infelizmente, desigualdade, reflorescer. 
 
Derivação Parassintética 
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também chamado de paras-
síntese. Por exemplo: envernizar, enrijecer, anoitecer. 
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença entre Derivação Prefixal e Su-
fixal e Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a palavra que sobrou existir, 
será Derivação Prefixal e Sufixal; caso contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que so-
brou existir, será Derivação Prefixal e Sufixal; caso contrário, será Derivação Parassintética. Por 
exemplo, retire o prefixo de envernizar: não existe a palavra vernizar;Adverbiais de Afirmação: 
sem dúvida, de fato, por certo, com certeza. 
 
h) Advérbios Interrogativos 
onde (lugar), quando (tempo), como (modo), por que (causa). 
 
Flexão do advérbio 
O advérbio pode flexionar-se nos graus comparativo e superlativo absoluto. 
 
Comparativo de Superioridade 
O advérbio flexiona-se no grau comparativo de superioridade por meio de mais ... (do) 
que. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
52 
Ex: Ele agiu mais generosamente do que você. 
Comparativo de Igualdade 
O advérbio flexiona-se no grau comparativo de igualdade por meio de tão ... como, tanto 
... quanto. 
Ex: Ele agiu tão generosamente quanto você. 
Comparativo de Inferioridade 
O advérbio flexiona-se no grau comparativo de inferioridade por meio de menos ... (do) 
que. 
Ex: Ele agiu menos generosamente do que você. 
 
Superlativo Absoluto Sintético 
O advérbio flexiona-se no grau superlativo absoluto sintético por meio dos sufixos 
-issimamente, -íssimo ou -inho. 
Ex. 
• Ela agiu educadissimamente. 
• Ele é muitíssimo educado. 
• Acordo cedinho. 
 
Superlativo Absoluto Analítico 
O advérbio flexiona-se no grau superlativo absoluto analítico por meio de um advérbio 
de intensidade como muito, pouco, demais, assaz, tão, tanto... 
Ex. 
• Ela agiu muito educadamente. 
• Acordo bastante cedo. 
Melhor e pior são formas irregulares do grau comparativo dos advérbios bem e mal; no 
entanto, junto a adjetivos ou particípios, usam-se as formas mais bem e mais mal. 
Ex. 
• Estes alunos estão mais bem preparados do que aqueles. 
Havendo dois ou mais advérbios terminados em -mente, numa mesma frase, somente 
se coloca o sufixo no último deles. 
Ex. 
• Ele agiu rápida, porém acertadamente. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
53 
9. VERBOS é a palavra que indica ação, praticada ou sofrida pelo sujeito, fato, de que o 
sujeito participa ativamente, estado ou qualidade do sujeito, ou fenômeno da natureza 
 
Tempos verbais do Indicativo (modo da certeza) 
• Presente – exprime fato que ocorre no momento da fala ou da escrita. (-O) 
Estamos verificando a veracidade deste fato. 
OU 
– futuro. 
Vou à praia no feriado. (coloquial) 
OU 
 – passado. 
Em 1964, têm início os “anos de chumbo”. (textos jornalísticos ou literário, ger.) 
OU 
– hábito. 
Durmo tarde quase sempre. 
• Pretérito Perfeito – revela fato concluído, iniciado e terminado no passado. (-I) 
• “Muita coisa mudou em sua vida, mas, mesmo assim, ele não perdeu os hábitos 
antigos.” 
• Pretérito Imperfeito – expressa fato passado, não concluído, uma ação que era 
habitual, que se repetia no passado. (-VA / -IA) 
“Toda semana eu ganhava de minha mãe dois mil-réis para ir ao cinema. Dava para pagar 
a entrada, e cantava ainda sobrava para comprar um picolé (ou um saco de pipocas). 
OU 
– por volta de, cerca de, em torno de. 
Tinha uns vinte anos na época. 
OU 
– polidez (coloquial). 
Você podia me fazer uma favor? 
• Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado, antes de ou-
tro também passado. (-RA) 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
54 
Eu já reservara(1) a passagem, quando ele desistiu(2) da viagem. (= tinha/havia reser-
vado: forma composta) 
 1 fato no passado 2 fato no passado 
 
• Futuro do presente – indica fato de realização certa após o momento em que se 
fala. (-REI) 
Você não me encontrará em casa. 
OU 
– hipótese. 
Será que vai chover? 
• Futuro do pretérito – expressa fato futuro em relação a um fato passado. (-RIA) 
Eu faria o favor, mas você não está merecendo. 
OU 
 – hipótese, incerteza. 
Você permitiria que eu desse a minha opinião? 
 – polidez. 
Você me faria um favor? 
 
Tempos verbais do Subjuntivo (dúvida) 
 
• Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato hipotético. (-
A / -E) 
Espero que ele chegue logo. 
• Pretérito imperfeito – indica ação passada (ou atemporal) em oração subordinada 
iniciada por que (ger. quando a oração principal denota pedido, sugestão, ordem 
etc.) (-SSE) 
Pediu que chegasse cedo 
- indica condição em oração subordinada iniciada por se 
Daria certo se não brigássemos tanto. 
• Futuro – indica ação futura hipotética. (-R) 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
55 
Quando você tiver terminado, avise-me. 
 
Modo Imperativo (ordem, pedido) 
Formação 
 
*Para todos verem: tabela. 
Presente do In-
dicativo 
Imperativo Afirmativo Presente do 
Subjuntivo 
Imperativo Negativo – NÃO 
Eu vejo XXXXXXXXXXXXXXXXXX Eu veja XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 
Tu vês (- S) Vê (tu) Tu vejas Vejas (tu) 
Ele vê Veja (você) Ele veja Veja (você) 
Nós vemos Vejamos (nós) Nós vejamos Vejamos (nós) 
Vós vedes (- S) Vede (vós) Vós vejais Vejais (vós) 
Eles veem Vejam (vocês) Eles vejam Vejam (vocês) 
 
 
Classificação dos verbos 
Os verbos classificam-se em: 
01) Verbos Regulares 
aqueles que não sofrem alterações no radical. Ex. cantar, vender, partir. 
02) Verbos Irregulares 
aqueles que sofrem pequenas alterações no radical. Ex. fazer = faço, fazes; fiz, fizeste 
03) Verbos Anômalos 
aqueles que sofrem grandes alterações no radical. Ex. ser = sou, é, fui, era, serei. 
04) Verbos Defectivos Verbos 
aqueles que não possuem conjugação completa. Ex. falir, reaver, precaver = não pos-
suem as 1ª, 2ª e 3ª pessoas do presente do indicativo e o presente do subjuntivo inteiro. 
05) Verbos Abundantes 
aqueles que apresentam duas formas de mesmo valor. Geralmente ocorrem no particípio, 
que chamaremos de particípio regular, terminado em -ado, -ido, usado na voz ativa, com o au-
xiliar ter ou haver, e particípio irregular, com outra terminação diferente, usado na voz passiva, 
com o auxiliar ser ou estar. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
56 
*Para todos verem: tabela. 
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular 
Absolver Absolvido Absolto 
Abstrair Abstraído Abstrato 
Aceitar Aceitado Aceito 
Benzer Benzido Bento 
Cobrir Cobrido Coberto 
Completar Completado Completo 
Confundir Confundido Confuso 
Demitir Demitido Demisso 
Despertar Despertado Desperto 
Dispersar Dispersado Disperso 
Eleger Elegido Eleito 
Encher Enchido Cheio 
Entregar Entregado Entregue 
Morrer Morrido Morto 
Expelir Expelido Expulso 
Enxugar Enxugado Enxuto 
Findar Findado Findo 
Fritar Fritado Frito 
Ganhar Ganhado Ganho 
Gastar Gastado Gasto 
Imprimir Imprimido Impresso 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
57 
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular 
Inserir Inserido Inserto 
Isentar Isentado Isento 
Juntar Juntado Junto 
Limpar Limpado Limpo 
Matar Matado Morto 
Omitir Omitido Omisso 
Pagar Pagado Pago 
Prender Prendido Preso 
Romper Rompido Roto 
Salvar Salvado Salvo 
Secar Secado Seco 
Submergir Submergido Submerso 
Suspender Suspendido Suspenso 
Tingir Tingido Tinto 
Torcer Torcido torto 
 
As formas nominais 
São três as chamadas formas nominais do verbo: 
 
01) Infinitivo 
São as formas terminadas em -ar, -er ou –ir, ideia de processo em si. 
 
02) Gerúndio 
São as formas terminadas em –ndo, ideia de processo em andamento. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
58 
03) Particípio 
São as formas terminadas em –ado, -ido e alguns irregulares (escrito, dito), ideia de 
processo concluído 
 
Tempos Compostos 
Os tempos verbais compostos são formados por locuções verbais que têm como auxiliares 
os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no particípio. São eles: 
01) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o 
principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. 
Ex. Eu tenho estudado demais ultimamente. 
Todos nós nos temos esforçado, para a empresa crescer. 
Será que tu tens tentado melhorar? 
 
02) Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo 
É a formaçãode locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o 
principal no particípio, indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. 
Ex. Espero que você tenha estudado o suficiente, para conseguir a aprovação. 
O meu desejo é que todos nós nos tenhamos esforçado, para a empresa crescer. 
Duvido de que tu tenhas tentado melhorar. 
 
03) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do 
Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do 
Indicativo simples. 
Ex. Ontem, quando você foi ao Ceisc, eu já tinha caminhado 6 Km. 
Eu já tinha estudado no Ceisc, quando conheci Magali. 
Eu tinha confiado naquele amigo que mentiu a mim. 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
59 
04) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do 
Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjun-
tivo simples. 
Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto. 
Eu teria estudado no Ceisc, se não me tivesse mudado de cidade. 
Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais 
me trair. 
Obs.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A 
frase Se eu estudasse, aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, 
teria aprendido. 
 
05) Futuro do Presente Composto do Indicativo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples 
do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples 
do Indicativo. 
Ex. Quando você chegar ao Ceisc, eu já terei caminhado 6 Km. 
Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido. 
 
06) Futuro do Pretérito Composto do Indicativo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples 
do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples 
do Indicativo. 
Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto. 
Eu teria estudado no Ceisc, se não me tivesse mudado de cidade. 
Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais 
me trair. 
 
07) Futuro Composto do Subjuntivo 
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo sim-
ples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. 
Ex. Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
60 
Observe algumas frases: 
Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Dudan. 
Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a Dudan. 
Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No 
primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, 
primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advébio "já". 
Agora observe estas: 
Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Dudan. 
Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a Dudan. 
Perceba que novamente o significado é totalmente diferente em ambas as frases apre-
sentadas. No primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; 
no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advérbio "já" 
 
Correlações Verbais 
1. Futuro do Presente + Futuro do Subjuntivo = probabilidade. 
Ligarei assim que puder. 
2. Futuro do Pretérito + Imperfeito do Subjuntivo = condição. 
Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro [...], o meu corpo viraria sol. 
 
Vozes verbais 
Voz Ativa 
O professor abriu a gramática. 
Na frase, o professor pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente. Gramática 
recebe a ação expressa pelo verbo. É um objeto direto. 
 
Para passar uma oração da voz ativa para a passiva, é necessário que haja objeto direto, 
pois esse termo será o sujeito da voz passiva. 
 
Voz Passiva 
A gramática foi aberta pelo professor. 
Gramática sofre a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. O profes-
sor é o elemento que pratica a ação de “abrir”. É o agente da passiva. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
61 
A passiva pode ser 
1) Analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal. 
2) Sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3o pessoa singular ou plu-
ral, seguido do pronome apassivador se. 
 
✓ Passiva Analítica 
Ex.: Os edifícios arrojados foram construídos por uma empresa multinacional. (PARÁ-
FRASE: Uma empresa multinacional construiu os edifícios arrojados). 
Transformações 
Para ser passado para voz passiva, o verbo deve ter objeto direto (único comple-
mento que tem a mesma estrutura do sujeito) e devem-se fazer as seguintes transformações: 
1) O objeto direto da voz ativa passa a sujeito da voz passiva analítica. 
2) O tempo do verbo principal é transferido para o verbo auxiliar ser, ao passo que 
o sentido do principal vai para o particípio. 
3) a preposição por se junta ao sujeito da voz ativa para formar o agente da passiva. 
4) o verbo, na voz passiva, concorda com o sujeito paciente. 
 
Passiva Sintética 
Ex.: Consertam-se aparelhos elétricos. (PARÁFRASES: Consertam aparelhos elétricos – 
ativa. / Aparelhos elétricos são consertados – passiva analítica). 
 
Transformações 
1) O objeto direto da ativa transforma-se em sujeita da passiva sintética. 
2) O verbo concorda com o sujeito. 
3) O pronome apassivador se é aposto ao verbo na 3ª pessoa. 
4) na passiva sintética nunca há agente da passiva. 
 
Voz Reflexiva 
 Mãe e filha abraçaram-se. Eu me afastei constrangido. 
O sujeito pratica e sofre a ação verbal, ou seja, ele é, ao mesmo tempo, o agente e o 
paciente da ação. Ao verbo, apõe-se o pronome reflexivo, que remete ao sujeito. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
62agora, retire o sufixo: 
também não existe a palavra enverniz. Portanto, a palavra foi formada por Parassíntese. 
 
Derivação Regressiva 
É a retirada da parte final da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra 
derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a desinência de infinitivo -r: formou-se o 
substantivo debate. 
 
Derivação Imprópria 
É a formação de uma nova palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: a 
palavra gelo é um substantivo, mas pode ser transformada em um adjetivo: camisa gelo. 
 
Composição: Formação de novas palavras a partir de dois ou mais radicais. 
 
Composição por justaposição 
Na união, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao 
se unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com manda-
chuva, passatempo, guarda-pó. 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
8 
Composição por aglutinação 
Na união, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. Por exemplo: 
ao se unirem os radicais água e ardente, obtém-se a palavra aguardente, com o desapareci-
mento do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), planalto (plano alto). 
 
Hibridismo 
É a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas diferentes. Por 
exemplo: automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. 
 
Onomatopéia 
Consiste em criar palavras, tentando imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cri-
cri, tiquetaque, pingue-pongue. 
 
Abreviação Vocabular 
Consiste na eliminação de um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma mais 
curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; 
de cinematografia, cinema ou cine. 
 
Siglas 
As siglas são formadas pela combinação das letras iniciais de uma seqüência de pala-
vras que constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís-
tica); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). 
 
Neologismo semântico 
Forma-se uma palavra por neologismo semântico, quando se dá um novo significado, 
somado ao que já existe. Por exemplo, a palavra legal significa dentro da lei; a esse significado 
somamos outro: pessoa boa, pessoa legal. 
 
Empréstimo lingüístico 
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se modifica, 
ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, 
"shopping center". 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
9 
2. Artigos, adjetivos, substantivos, pronomes, numerais 
2.1 Substantivo 
Tradicionalmente, do ponto de vista semântico, designa os seres (pessoas, animais ou 
coisas) – tijolo, floresta, pinguim, etc. – qualidades – honrarez, lealdade, etc. – ou ações – 
subtração, viagem, assessoramento, etc. Do ponto de vista mórfico, assume categorias de 
gênero (masculino / feminino) e de número (singular / plural). 
 
Subclassificação: 
• próprio – designa um único indivíduo de um conjunto: Rio Grande do Sul, Pedro... 
• comum – designa qualquer elemento de um conjunto: aluno, país... 
• coletivo – designa conjunto de elementos: dinheirama, fauna... 
• concreto – designa o ser com existência própria, independente de outros: casa, 
mesa, fada... 
• abstrato – designa qualidades, atributos relativos: beleza, crueldade... 
 
Flexão de Gênero: 
• Feminino, marcado pela desinência –a: professorA. 
• Masculino, marcado pela ausência da desinência –a: professor. 
• De um só gênero: lápis. 
• Comum-de-dois: rival. 
• Epiceno: jacaré macho / fêmea. 
• Heterônimos: boi / vaca. 
• Sobrecomuns: a testemunha (homem e mulher), o ídolo (homem e mulher). 
 
Flexão de Número: 
• Basicamente, mediante o acréscimo da desinência –s ao final da palavra 
(inusitado: qualquer / quaiSquer). 
• Terminados em –ão: 
a) –ãos – cidadãos; 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
10 
b) –ões – espiões; 
c) –ães – cães. 
Obs.: podem apresentar mais de uma forma: anãos / anões; anciões / anciães; corrimãos 
/ corrimões... 
 
• Terminados em –l: 
a. Canal / canais (a, e , o, u + l = queda do –l e acréscimo de –is) 
a. Barril / barris; fóssil / fósseis (i + l = caso anterior OU i + l = eis) 
Obs.: possibilidades: mal / males; mel / meles ou méis... 
 
• Terminados em –m ou –n: item / itens; hífen / hífens... 
Obs.: possibilidades: abdomens / abdômenes... 
• Terminados em –r, -s ou –z: colher / colheres; deus / deuses / giz / gizes... 
• Terminados em –s ou –x: invariáveis – os ônibus; os tórax... 
• Plural em metafonia: alteração do timbre da vogal – miolo / miolos; osso / osso... 
• Única forma: as férias (=dias de descanso); núpcias; pêsames... 
 
Flexão de Grau: 
• Sintético: radical + inho / ão – menininho / meninão... 
• Analítico: acréscimo de adjetivos quantificadores – menino pequeno / menino 
grande... 
• Exemplos de outros sufixos denotativos de grau diminutivo: riACHO; chuvISCO; 
glóbULO... 
• Exemplos de outros sufixos denotativos de grau aumentativo: barcAÇA; 
dentUÇA... 
• Plural dos diminutivos com sufixos iniciados por –z: colherzinha / colheres + 
zinhas = colherzinhas... 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
11 
2.2 Adjetivo 
Designa a qualidade do substantivo. Pode ser restritivo (vento quente), explicativo (fogo 
quente) ou pátrio (língua portuguesa), Concorda em gênero e número com o substantivo a que 
se refere. 
Do ponto de vista mórfico, pode ser uniforme (povo feliz / população feliz) ou biforme 
(aluno esperto / aluna esperta). Quanto ao grau, designa intensidade maior ou menor de uma 
qualidade (alunos espertíssimos / alunos muito espertos). 
 
Grau: 
• Comparativo de igualdade – Essa verdade é tão antiga quanto o mundo. 
• Comparativo de superioridade – Essa verdade é mais antiga que o homem. 
• Comparativo de inferioridade – Essa verdade é menos antiga que o mundo. 
 
Obs.1: processo sintético – bom / melhor; mau / pior; grande / maior; pequeno / me-
nor. 
Obs.2: usa-se, contudo, a forma analítica ao compararem-se qualidades diferentes em 
um mesmo indivíduo – O ser humano é mais bom que mau. 
 
• Superlativo absoluto X sintético – A vida é muito curta. X A vida é curtíssima. 
• Superlativos eruditos: crudelíssimo, feiíssimo; nigérrimo, paupérrimo... 
 
2.3 Artigo 
Determina ou determina o nome a que se refere. Pode substantivar qualquer palavra. 
a) Definidos – o, os , a, as. 
• Particularizam um elemento: O computador pessoal é a grande invenção do 
século XX. 
 
b) Indefinidos – um, uns, uma, umas 
• Designam qualquer elemento de uma espécie: Um meio de comunicação 
(qualquer) deve primar pela ética. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
12 
Obs.1: a ausência de artigo pode remeter à ideia de totalidade da espécie: Míopes, ca-
recas e canhotos já foram discriminados em certa época. 
Obs.2: o indefinido pode denotar intensidade: Esta não é uma cerveja, mas a cerveja./ 
Estou com uma fome de fazer medo. 
 
Usos: 
a) Depois do numeral ambos: Considerei ambas as opiniões. 
b) Todo Ø = qualquer: Toda nudez será castigada. / Todo o = totalidade: Toda a 
turma entendeu o conteúdo. / Todos os + substantivo = Todos os alunos 
entenderam o conteúdo = Todos quarenta entenderam o conteúdo. 
c) Facultativo antes de possessivos: (O) meu carro é vermelho. 
d) Indefinido + numeral = quantidade aproximada: Deveria ter uns trinta anos 
naquela época. 
e) Indefinido: não deve ser usado com os vocábulos certo, dado, determinado, 
como (comparativo): “Quando certo alguém cruzou o seu caminho” / Agia como 
palhaço. 
f) Definido: denota familiaridade antes de nome próprio: (O) Pedro é um excelente 
administrador. 
 
• Semelhanças e diferenças O e A. 
*Para todos verem: tabela. 
 
A O 
Artigo: antecede nome; é variável. Artigo: antecede nome; é variável. 
Pronome demonstrativo: = aquela, substitui 
nome. Comprei a bolsa. Essa é a que lhe pro-
meti. 
Pronome demonstrativo: = aquele, aquilo, 
substitui nome. Compreio livro. Esse é o que 
lhe prometi. 
Pronome Pessoal Oblíquo: = ela, substitui 
nome. Eu a vi ontem no cinema. 
Pronome Pessoal Oblíquo: = ele, substitui 
nome. Eu o vi ontem no cinema. 
Preposição: é regido por verbos e nomes; é 
invariável. Votou a favor do aumento. 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
13 
2.4 Numeral 
Quantifica os seres ou indica a ordem que eles ocupam. 
 
Subclassificação: 
Cardinal – um, cinco, oito... 
Ordinal – primeiro, segundo, décimo, setingentésimo... 
Multiplicativo – duplo ou dobro, triplo ou tríplice, óctuplo... 
Fracionário – meio, terço... 
a) Sintaticamente, pode funcionar como 
• Adjetivo: Dois jogadores foram expulsos. 
• Substantivo: Os dois cometeram uma falta grave. 
 
b) Morficamente, todos são plurais, exceto UM(A). Para diferenciar do artigo, observa-
se que, quando numeral, a palavra é determinada por outra que a restringe: Um só 
pedido seu seria suficiente para fazer-me mudar de ideia. 
 
c) Usos: 
• Variações: catorze / quatorze. 
• Leitura por extenso: E após centenas e dezenas apenas – 3 542 = três mil 
quinhentos e quarenta e dois. 
• Usa-se ordinal até dez – Século IX – Século nono. 
• Usa-se o cardinal acima de dez – Século XIX – Século dezenove. 
 
2.5 Pronomes 
Designam as três pessoas do discurso. Substituem ou acompanham nomes. Do ponto 
de vista mórfico, flexionam-se em gênero, número e pessoa. 
 
Subclassificação: 
1. Pessoais: designam as três pessoas do discurso. 
a) do caso reto: funcionam como sujeito. Nós jantaremos juntos mais tarde. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
14 
b) do caso oblíquo: funcionam como complementos. Desculpem-me. (= objeto 
direto) / Lutou por mim. (= objeto indireto) 
átonos – nunca precedidos de preposição (me, te, se, o...) 
tônicos – sempre precedidos de preposição – comigo, por ti, para ele... 
 
Usos: 
• Para eu-tu / Para mim-ti – Essa tarefa é para eu-tu fazer/fazeres? (“eu-tu”: sujeito 
antecedendo infinitivo) / Para mim-ti, não comer chocolates é um suplício. (não 
se trata de sujeito, que é “não comer chocolates”). 
• Entre mim e ti – os pronomes “eu” e “tu” não são regidos por preposição. Não há 
mais nada entre mim e ti-você. 
• Se, si, consigo – funcionam como reflexivos. Ao sair, leve o celular consigo. 
• Com nós + todos, mesmos, próprios e numeral. Você sairá com nós dois hoje? 
• Conosco: expressão terminativa. Sairá conosco hoje? 
• de tratamento: fazem referência às pessoas do discurso, via de regra, de forma 
cerimoniosa. Os mais usados são 
• Vossa Excelência – altas autoridades civis e militares; 
• Vossa Senhoria – tratamento cerimonioso e formal dado a pessoas graduadas em 
geral. 
 
Possessivos: indicam a que pessoa do discurso pertence o elemento ao qual se refere. 
*Para todos verem: tabela. 
 
Número Pessoa Pronomes Possessivos 
 
Singular 
1ª meu, minha, meus, minhas 
2ª teu, tua, teus, tuas 
3ª seu, sua, seus, suas 
 
Plural 
1ª nosso, nossa, nossos, nossas 
2ª vosso, vossa, vossos, vossas 
3ª seu, sua, seus, suas 
 
Demonstrativos: indicam a posição espacial ou temporal ou no próprio texto de um ele-
mento qualquer em relação a uma das três pessoas do discurso. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
15 
*Para todos verem: tabela. 
 
Variáveis Invariáveis 
este, esta, estes, estas Isto 
esse, essa, esses, essas Isso 
aquele, aquela, aqueles, aquelas Aquilo 
 
Usos: 
*Para todos verem: tabela. 
 
 Este (1ª pessoa) Esse (2ª pessoa) Aquele (3ª pessoa) 
Posição espacial Próxima do ser que fala: 
Essa caneta em minha 
mão. 
Próxima do ser com 
quem se fala: Essa 
caneta em sua mão. 
Próxima do ser de 
quem se fala: Aquela 
caneta na mão dele. 
Posição temporal Tempo contemporâneo 
ao ato da fala: Neste 
instante, tem início o 
melhor jogo da tempo-
rada. 
Tempo anterior, mas 
próximo, ao momento 
em que se fala: 
Nessa noite, dormi 
mal – houve festa no 
apartamento do meu 
vizinho. 
Tempo remoto: Em 
1968, os jovens toma-
ram as ruas. Naquela 
época, tal ato era uma 
temeridade. 
Interior do discurso Assunto a ser enunci-
ado: A verdade é esta – 
resta-nos pouco tempo. 
Acompanhado de 
substantivo, retoma 
assunto já referido: 
Resta-nos pouco 
tempo: essa verdade 
é assustadora. 
Somado a “este”, re-
toma o antecedente 
mais distante na 
frase: Jogaram Fla-
mengo e Palmeiras – 
aquele ganhou; este 
voltou para casa frus-
trado. 
 
• O = aquilo / aquele; A = aquela: Custa-me entender o que me dizes. 
• Mesmo: não pode ser usado – formalmente – como item de retomada. Errado: 
Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se neste andar. (se 
ele se encontra). 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
16 
• Tal = esse. Viajei para Buenos Aires. Em tal ocasião, apreciei deliciosos vinhos. 
 
Relativos: substituem um termo da oração anterior, estabelecendo uma oração entre as 
orações que une. 
*Para todos verem: tabela. 
 
Que (= o qual) Uso universal. Os alunos que (os quais) o procu-
raram foram atendidos. 
Qual Permutável por “que” na maioria das 
situações; preferencialmente preposi-
cionado. 
Aproxima-te das pessoas com as 
quais tens afinidade. 
As pessoas perante as quais (“pe-
rante que” não é aceitável) se 
sentia constrangido saíram do lo-
cal. 
Cujo Exprime ideia de posse; só pode ser 
usado entre dois nomes; não pode ser 
seguido de artigo ou de preposição; 
não pode ser antecedido por artigo. 
Neste artigo, há fatos de cuja ve-
racidade eu duvido. 
Quem Usado para referir-se a pessoas; ge-
ralmente, preposicionado. 
Aqueles a quem entreguei meu 
amor corresponderam. 
Como Exprime ideia de modo. Não gosto do jeito como me olhas. 
Quando Exprime ideia de tempo. O dia quando nos conhecemos foi 
o melhor de minha vida. 
Onde Refere-se a lugar; variações – aonde 
(regido pela preposição “a” ≈ “para”) e 
de onde. 
Já conhecia o lugar onde estou. / 
Já conheço o lugar aonde vou. / 
Adorei o lugar de (donde) vim. 
Quanto Exprime ideia de quantidade; é prece-
dido por “tudo”, “todos”, “todas”. 
Tudo quanto sou devo a você. 
 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
17 
Indefinidos: referem-se, de modo genérico, à terceira pessoa. 
*Para todos verem: tabela. 
 
Variáveis Invariáveis 
Muito, pouco, algum, nenhum, certo, todo, vá-
rio, outro... 
Cada, menos, mais, alguém, ninguém, outrem, 
qualquer, tudo... 
 
Usos: 
Algum homem terá coragem! – anteposto = sentido afirmativo / Homem algum terá co-
ragem! – posposto = sentido negativo. 
Cada + nome: não se usa “cada” sozinho: Cada um recebeu o que fora prometido. 
Certo homem chegou agora. – anteposto = pronome indefinido / O homem certo chegou 
agora. = adjetivo. 
Tenha mais atenção! = pronome indefinido antecede substantivo / Acordei mais cedo 
(precede advérbio), estudei mais (modifica verbo) e fiquei mais tranquila (antecede adjetivo) = 
advérbio. 
 
Interrogativos: introduzem frases interrogativas diretas ou indiretas. 
Ex.: Quantos alunos vieram hoje? / Preciso saber quantos alunos vieram hoje. 
3. Preposições, Conjunções + Verbos (definição + 
modo indicativo) 
É a palavra que indica ação, praticada ou sofrida pelo sujeito, fato, de que o sujeito par-
ticipa ativamente, estado ou qualidade do sujeito, ou fenômeno da natureza 
 
Tempos verbais do Indicativo (modo da certeza): 
− Presente – exprime fato que ocorre no momento da fala ou da escrita. (-O) 
Estamos verificando a veracidade deste fato. 
OU 
– futuro. 
Vou à praia no feriado. (coloquial) 
OU 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
18 
 – passado. 
Em 1964, têm início os “anos de chumbo”. (textos jornalísticos ou literário, ger.) 
OU 
– hábito. 
Durmo tarde quase sempre. 
 
− Pretérito Perfeito – revela fato concluído, iniciado e terminado no passado. (-I) 
“Muita coisa mudou em sua vida, mas, mesmo assim, ele não perdeu os hábitos anti-
gos.” 
 
− Pretérito Imperfeito – expressa fato passado, não concluído,uma ação que era habi-
tual, que se repetia no passado. (-VA / -IA) 
“Toda semana eu ganhava de minha mãe dois mil-réis para ir ao cinema. Dava para 
pagar a entrada, e cantava ainda sobrava para comprar um picolé (ou um saco de pipocas). 
OU 
a) por volta de, cerca de, em torno de. 
Tinha uns vinte anos na época. 
OU 
b) polidez (coloquial). 
Você podia me fazer uma favor? 
 
− Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado, antes de outro 
também passado. (-RA) 
 
Eu já reservara(1) a passagem, quando ele desistiu(2) da viagem. (= tinha/havia reser-
vado: forma composta) 
1 fato no passado 2 fato no passado 
 
− Futuro do presente – indica fato de realização certa após o momento em que se fala. 
(-REI) 
Você não me encontrará em casa. 
OU 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
19 
– hipótese. 
Será que vai chover? 
 
− Futuro do pretérito – expressa fato futuro em relação a um fato passado. (-RIA) 
Eu faria o favor, mas você não está merecendo. 
OU 
a) hipótese, incerteza. 
Você permitiria que eu desse a minha opinião? 
b) polidez. 
Você me faria um favor? 
 
1. Preposições 
Ligam palavras ou orações – Tenho de estudar – entre si. São invariáveis e estabele-
cem relações diversas entre os trechos que unem. 
 
• As essenciais (sempre funcionam como preposição) são a, ante, após, até, com, 
contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás 
(modernamente, ocorre na locução: atrás, por trás...). 
• As acidentais são as que podem assumir outros valores morfológicos: segundo, 
fora, tirante... 
 
2. Conjunçôes 
Ligam orações ou, eventualmente, termos, estabelecendo entre eles variados sentidos. 
São invariáveis. 
 
Subclassificação 
1. Coordenativas 
a) Aditivas: ideia de soma – E. 
b) Adversativas: ideia de oposição – MAS. 
c) Alternativas: ideia de escolha – OU. 
d) Conclusivas: ideia de conclusão – PORTANTO. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
20 
e) Explicativas: ideia de explicação – PORQUE. 
 
2. Subordinativas 
a) Causais: ideia de causa – VISTO QUE. 
b) Comparativas: ideia de comparação – ASSIM COMO. 
c) Concessivas: ideia de concessão – EMBORA. 
d) Condicionais: ideia de condição – SE. 
e) Conformativas: ideia de conformidade – CONFORME. 
f) Consecutivas: ideia de consequência – DE MODO QUE. 
g) Finais: ideia de finalidade – PARA QUE. 
h) Proporcionais: ideia de proporção – À PROPORÇÃO QUE. 
i) Temporais: ideia de tempo – QUANDO. 
j) Integrantes: introduzem oração que funciona como sujeito / OD / OI / CN / 
predicativo / agente da passiva / aposto da principal – QUE / SE. >ISSO 
4. Verbos (subjuntivo, imperativo, formas nominais, 
locuções e correlação) 
 
Tempos verbais do Subjuntivo (dúvida) 
a) Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato hipotético. (-A / -
E) 
− Espero que ele chegue logo. 
 
b) Pretérito imperfeito – indica ação passada (ou atemporal) em oração subordinada ini-
ciada por que (ger. quando a oração principal denota pedido, sugestão, ordem etc.) (-SSE) 
Pediu que chegasse cedo 
− indica condição em oração subordinada iniciada por se 
Daria certo se não brigássemos tanto. 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
21 
b) Futuro – indica ação futura hipotética. (-R) 
− Quando você tiver terminado, avise-me. 
 
Modo Imperativo (ordem, pedido) 
Formação 
*Para todos verem: tabela. 
Presente do 
Indicativo 
Imperativo Afirmativo Presente do 
Subjuntivo 
Imperativo 
Negativo – não 
Eu vejo XXXXXXXXXXXXXXX Eu veja XXXXXXXXXXXXXXXX 
Tu vês (- S) Vê (tu) Tu vejas Vejas (tu) 
Ele vê Veja (você) Ele veja Veja (você) 
Nós vemos Vejamos (nós) Nós vejamos Vejamos (nós) 
Vós vedes (- S) Vede (vós) Vós vejais Vejais (vós) 
Eles veem Vejam (vocês) Eles vejam Vejam (vocês) 
 
As formas nominais: São três as chamadas formas nominais do verbo: 
1) Infinitivo: São as formas terminadas em -ar, -er ou –ir, ideia de processo em si. 
2) Gerúndio: São as formas terminadas em –ndo, ideia de processo em andamento. 
3) Particípio: São as formas terminadas em –ado, -ido e alguns irregulares (escrito, 
dito), ideia de processo concluído 
 
Tempos Compostos: Os tempos verbais compostos são formados por locuções verbais 
que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no particípio. 
São eles: 
1) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com 
o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio, indi-
cando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. 
Ex. Eu tenho estudado demais ultimamente. 
Todos nós nos temos esforçado, para a empresa crescer. 
Será que tu tens tentado melhorar? 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
22 
2) Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal 
com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio, 
indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. 
Ex. Espero que você tenha estudado o suficiente, para conseguir a aprovação. 
O meu desejo é que todos nós nos tenhamos esforçado, para a empresa crescer. 
Duvido de que tu tenhas tentado melhorar. 
 
3) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução 
verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal 
no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo 
simples. 
Ex. Ontem, quando você foi ao Ceisc, eu já tinha caminhado 6 Km. 
Eu já tinha estudado no Ceisc, quando conheci Magali. 
Eu tinha confiado naquele amigo que mentiu a mim. 
 
4) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução 
verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o princi-
pal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
simples. 
Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto. 
Eu teria estudado no Ceisc, se não me tivesse mudado de cidade. 
Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais 
me trair. 
Obs.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A 
frase Se eu estudasse, aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, 
teria aprendido. 
 
5) Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal 
com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o princi-
pal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indi-
cativo. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
23 
Ex. Quando você chegar ao Ceisc, eu já terei caminhado 6 Km. 
Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido. 
 
6) Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal 
com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal 
no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. 
Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto. 
Eu teria estudado no Ceisc, se não me tivesse mudado de cidade. 
Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais 
me trair. 
 
7) Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar 
ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio, tendo o 
mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. 
Ex. Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km. 
 
Observe algumas frases: 
Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Dudan. 
Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a Dudan. 
Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No 
primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, 
primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advébio "já". 
Agora observeestas: 
Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Dudan. 
Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a Dudan. 
Perceba que novamente o significado é totalmente diferente em ambas as frases apre-
sentadas. No primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; 
no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advébio "já" 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
24 
Correlações Verbais 
1. Futuro do Presente + Futuro do Subjuntivo = probabilidade. 
Ligarei assim que puder. 
 
2. Futuro do Pretérito + Imperfeito do Subjuntivo = condição. 
Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro [...], o meu corpo viraria sol. 
5. Flexão Nominal da Língua Portuguesa: Padrões Regula-
res e Formas irregulares 
Aqui trataremos de detalhar a flexão de NÚMERO dos nomes NOMES, ou seja, essenci-
almente SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS, ainda que outras classes (como os numerais e os 
pronomes) também se enquadrem nessa designação. As flexões de GÊNERO e de GRAU es-
tão devidamente explicadas na aula EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS. 
 
Flexão nominal padrão 
 
a) Os nomes terminados em vogal, ditongo oral ou nasal (representados pela termi-
nação “-ãe”) têm seu plural formado apenas pelo acréscimo da desinência “-s”. 
Exemplos: 
tua – tuas 
livro – livros 
herói – heróis 
troféu – troféus 
mãe – mães 
 
b) Aqueles terminados em “-m” troca-se esta por “n”, acrescentando o “s”. 
Exemplos: 
fórum – fóruns 
jovem - jovens 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
25 
bom - bons 
 
c) Quanto àqueles terminados em “-r” ou “-z”, acrescenta-se “-es” . 
Exemplos: 
revólver - revólveres 
melhor - melhores 
açúcar – açúcares 
tenaz – tenazes 
raiz – raízes 
 
d) Quando pluralizados, os terminados em “-s” são acrescidos da terminação “-es”. 
*No caso de paroxítonos ou proparoxítonos, apresentam-se invariáveis, demarcados so-
mente por um determinante (um artigo, pronome, etc.-). 
Exemplos: 
gás – gases 
mês – meses 
*o ônibus – vários ônibus 
*um tênis – alguns tênis 
 
e) Os terminados em “-al”, “-el”, “-ol” e “-ul”, recebem o acréscimo da terminação “is” 
em detrimento à original. 
Exemplos: 
jornal – jornais 
legal – legais 
anel – anéis 
cruel – cruéis 
anzol – anzóis 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
26 
f) Os terminados em “-il” têm seu plural formado pela troca do “l” pelo “s”. No caso 
dos paroxítonos, a formação se dá pelo acréscimo da terminação “-eis”. 
Exemplos: 
frágil – frágeis 
ágil – ágeis 
civil - civis 
fuzil – fuzis 
barril – barris 
 
g) Aqueles terminados em “-n” pluralizam-se pelo acréscimo de “-s” ou “-es”. 
Exemplos: 
hífen – hifens ou hífenes (atenção para a acentuação) 
próton – prótons 
 
h) Os substantivos terminados em “-x” são invariáveis, sendo, portanto, demarcados 
por algum determinante. 
Exemplos: 
um clímax – vários clímax 
o tórax – os tórax 
 
i) os nomes flexionados em grau no diminutivo formam seu plural da seguinte ma-
neira: retira-se o “s” e acrescenta-se o sufixo “-zinhos(as)”. 
Exemplos: 
corações – coraçõezinhos (coraçãozinho) 
pastéis – pasteizinhos (pastelzinho) 
 
j) para os terminados em “r”, o plural se dá de duas maneiras: acrescenta-se um “s” 
ao diminutivo ou opta-se pelo mesmo processo referente à regra anterior. 
Exemplo: 
talheres – talherzinhos ou talherezinhos 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
27 
k) Os nomes terminados em -ão fazem o plural de três maneiras. 
- substituindo o -ão por -ões: 
Por exemplo: ação – ações (MAIORIA!!!) 
 
- substituindo o -ão por -ães: 
Por exemplo: cão - cães 
 
- substituindo o -ão por -ãos: 
Por exemplo: grão – grãos 
 
* nas paroxítonas terminadas em –ão, temos um único caso de padrão na formação desse 
plural. TODAS terão plural formado só pelo acréscimo da desinência –S (órgãos, órfãos, sótãos, 
bênçãos); 
* nos substantivos formados pelos sufixos –SÃO (pretensão) e –ÇÃO (atração), derivados 
de VERBOS, formamos INVARIAVELMENTE o plural em –ÕES (PRETENSÕES, ATRAÇÕES); 
*nos demais casos, NÃO HÁ um padrão formado. 
 
l) Caso um adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, fi-
cará invariável, ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for, ori-
ginalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. 
Exemplo: 
camisas cinza, ternos cinza. 
Motos vinho (mas: motos verdes) 
Paredes musgo (mas: paredes brancas). 
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). 
* em suma: se o adjetivo é uma DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA de um substantivo, ele fica 
NO SINGULAR. 
 
* Há alguns nomes que somente se caracterizam pela sua forma pluralizada. 
Exemplos: 
óculos – férias – núpcias – parabéns – tênis - lápis 
Plural dos nomes compostos 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
28 
1) No caso de substantivos 
a) Quando as duas palavras forem substantivos, pode-se optar por colocar apenas o 
primeiro elemento ou ambos no plural: 
palavra-chave = palavras-chave ou palavras-chaves 
couve-flor = couves-flor ou couves-flores 
bomba-relógio = bombas-relógio ou bombas-relógios 
peixe-espada = peixes-espada ou peixes-espadas 
* como o substantivo é uma classe variável, nessa formação os dois podem variar. 
 
b) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: 
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos 
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens 
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras 
*nomes compostos somente de palavras variáveis 
 
c) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de: 
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas 
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes 
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos 
*no caso das palavras formadas verbos, entende-se a conjugação em 3ª, sem sujeito, por 
isso invariável. 
*no caso das palavras formadas por advérbios, essa classe é invariável em número, por 
isso não se altera. 
 
d) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de: 
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia 
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor (preposição 
A. 
* o termos preposicionado não flexiona, somente o termo anterior. 
 
e) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
29 
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas 
*advérbio é invariável nessas formações. 
*se o verbo já está no plural... 
 
f) Casos Especiais 
o louva-a-deus e os louva-a-deus 
o bem-te-vi e os bem-te-vis 
o bem-me-quer e os bem-me-queres 
o joão-ninguém e os joões-ninguém. 
 
2) No caso dos adjetivos 
Nos adjetivos compostos, a regra geral é flexionar somente o ÚLTIMO termo. 
 SINGULAR PLURAL 
Médico-dentário Médico-dentários 
Luso-brasileiro Luso-brasileiros 
Verde-claro Verde-claros 
Anglo-germânico Anglo-germânicos 
*nesses adjetivos compostos, os DOIS radicais pertencem à classe dos adjetivos. Nesse 
caso, flexão para o segundo, somente. 
 
Como exceções, 
AZUL-MARINHO e AZUL-CELESTE, por definição, são INVARIÁVEIS; 
SURDOS-MUDOS, mesmo que seja uma palavra EM DESUSO, tem flexão para os dois 
radicais; 
Como REGRA GERAL, nomes de cores compostos por adjetivo+substantivo são INVARI-
ÁVEIS (Cunha&Cintra): blusas VERDE-OLIVA, camisas AMARELO-OURO. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
30 
6. Flexão Verbal da Língua Portuguesa: Padrões Regulares 
e Formas Irregulares 
REGULARES e IRREGULARES são as CLASSIFICAÇÕES dos verbos pautadas 
nas formas de conjugação às quais pertencem. São divididos em 3 tipos de conjugação de 
acordo com a vogal temática verbal. 
 
Os verbos da primeira conjugação são terminados em – ar; 
os verbos da segunda conjugação são terminados em – er; 
e os verbos da terceira conjugação são terminadosem – ir. 
 
REGULARES são aqueles que seguem o modelo de conjugação, caracterizados por con-
jugações invariáveis: não alteram seu radical e suas desinências, uma vez que, nesses casos, 
seguem um paradigma. 
Já os IRREGULARES não seguem tal modelo, alterando, dessa forma, seus radicais e 
suas desinências. 
Além dessa classificação, também temos 
 
Verbos anômalos 
aqueles que sofrem grandes alterações no radical. Ex. ser = sou, é, fui, era, serei. 
 
Verbos defectivos 
aqueles que não possuem conjugação completa. Ex. falir, reaver, precaver = não pos-
suem as 1ª, 2ª e 3ª pessoas do presente do indicativo e o presente do subjuntivo inteiro. 
 
Verbos abundantes 
aqueles que apresentam duas formas de mesmo valor. Geralmente ocorrem no particípio, 
que chamaremos de particípio regular, terminado em -ado, -ido, usado na voz ativa, com o au-
xiliar ter ou haver, e particípio irregular, com outra terminação diferente, usado na voz passiva, 
com o auxiliar ser ou estar. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
31 
DESINÊNCIAS VERBAIS são morfemas que indicam, nas conjugações verbais, 
MODO (Indicativo ou Subjuntivo), TEMPO (presente, passado, futuro), NÚMERO (singular ou 
plural) e PESSOA (o sujeito da ação marcado pelos pronomes pessoais do caso reto: eu, tu, ele, 
nós, vós, eles). São terminações dos verbos por meio de suas flexões. São classificadas em: 
1. Modo-temporal: indica o modo e o tempo em que a ação ocorre, por exemplo: "anda-
vas" (indica conjugação pretérito imperfeito do modo indicativo) 
2. Número-pessoal: indica o número e a pessoa do verbo, por exemplo: "and-o" (indica 
conjugação na primeira pessoa do singular “eu”) 
 
EXEMPLOS DE PADRÕES DE CONJUGAÇÃO – verbos REGULARES 
Tomando como exemplo o verbo CANTAR, percebe-se que, ao longo de sua conjugação, 
o radical se repete, e aquilo que notamos como DESINÊNCIA DE MODO-TEMPO e DE 
NÙMERO-PESSOA vai se alterando, servindo para denotar o tempo escolhido dentro do modo. 
Dessa forma, ao sabermos que um verbo DE 1ª conjugação é regular, sabemos que ele será 
conjugado dentro desse padrão – e TODOS OS REGULARES, a maioria ESMAGADORA dos 
verbos, pode ser enquadrado nos respectivos paradigmas que cada vogal temática verbal sina-
liza (-ar, -er, -ir). 
 
Modo Indicativo 
*Para todos verem: tabela. 
Presente 
Eu canto 
Tu cantas 
Ele/ela canta 
Nós cantamos 
Vós cantais 
Eles/elas cantam 
Pretérito Perfeito 
Eu cantei 
Tu cantaste 
Ele/ela cantou 
Nós cantamos 
Vós cantastes 
Eles/elas cantaram 
Pretérito Imperfeito 
Eu cantava 
Tu cantavas 
Ele/ela cantava 
Nós cantávamos 
Vós cantáveis 
Eles/elas cantavam 
Pretérito Mais-que-perfeito 
Eu cantara 
Tu cantaras 
Ele/ela cantara 
Nós cantáramos 
Futuro do Presente 
Eu cantarei 
Tu cantarás 
Ele/ela cantará 
Nós cantaremos 
Futuro do Pretérito 
Eu cantaria 
Tu cantarias 
Ele/ela cantaria 
Nós cantaríamos 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
32 
Vós cantáreis 
Eles/elas cantaram 
Vós cantareis 
Eles/elas cantarão 
Vós cantaríeis 
Eles/elas cantariam 
 
Já no caso dos verbos considerados IRREGULARES ou ANÔMALOS, nós percebere-
mos que não há a possibilidade de associarmos um padrão conforme a vogal temática. No 
caso desses, é fundamental conhecer toda a conjugação, nos diferentes tempos e modos. 
 
*Para todos verem: tabela. 
 
DAR, Pres. do indicativo – 
IRREGULAR 
Eu dou 
Tu dás 
Ele/ela dá 
Nós damos 
Vós dais 
Eles/elas dão 
FAZER, Pres. do indica-tivo 
- IRREGULAR 
Eu faço 
Tu fazes 
Ele/ela faz 
Nós fazemos 
Vós fazeis 
Eles/elas fazem 
IR, Pres. Indicativo – ANÔ-
MALO (SER) 
Eu vou 
Tu vais 
Ele/ela vai 
Nós vamos 
Vós ides 
Eles/elas vão 
 
7. Efeitos de sentido da ordem de expressões na oração e 
no período 
 
Sobre a ordem direta da oração 
 
S + V + CVerb + (AAdv) 
 
A oração é um enunciado que se organiza em torno de um verbo. A partir do momento em 
que o discurso se sistematiza assim, o verbo define as funções sintáticas – o papel de cada 
sintagma (termo) dentro do enunciado. Essa ordem direta reflete duas coisas: a centralidade do 
verbo e a importância do sujeito, num primeiro momento, para a compreensão dos fatos. As 
alterações da ordem dos termos têm a ver com a expressividade do texto, isto é, com alguns 
efeitos de sentido que podemos pretender. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
33 
Tomemos como exemplo o Hino Nacional: 
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas 
De um povo heroico o brado retumbante 
Se colocássemos esses versos numa ordem mais próxima do uso coloquial da língua, 
teríamos: 
 
As margens plácidas do Ipiranga ouviram um brado retumbante de um povo heroico. 
Trata-se de um HIPÉRBATO, uma figura de linguagem que, conforme dicionário, é trans-
posição ou inversão da ordem natural das palavras de uma oração, para efeito estilístico, da qual 
resulta a separação entre elementos que constituem um sintagma, pela intercalação com outros 
elementos pertencentes a outro sintagma. Num primeiro momento, temos a mudança de local 
do SUJEITO e do OBJETO, elementos respectivamente anterior e posterior em relação ao verbo. 
As inversões de sintagmas completos alteram a percepção em relação ao discurso, visto que a 
ordem direta, mais usual, foi colocada NESTE CASO em segundo plano em benefício da rima e 
do ritmo da canção. 
 
Exemplos de hipérbato 
Exemplo 1 (inversão da ordem do adjunto adverbial) 
Ordem direta: Juliano foi à casa do Pablo para planejarem a viagem. 
Hipérbato: À casa do Pablo, Juliano foi para planejarem a viagem. 
 
Exemplo 2 (sujeito posposto ao verbo, antes do objeto direto) 
Ordem direta: O automóvel fazia um barulho estranho. 
Hipérbato: Fazia o automóvel um barulho estranho. 
 
Exemplo 3 (sujeito posposto ao verbo, antes de oração adverbial) 
Ordem direta: O menino correu para ver o circo chegar. 
Hipérbato: Correu o menino para ver o circo chegar. 
 
Exemplo 4 (inversão de oração substantiva) 
Ordem direta: Aquele latido significava que o cão estava com fome. 
Hipérbato: Que o cão estava com fome, aquele latido significava. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
34 
Exemplo 5 (sujeito posposto e inversão dos verbos da locução) 
Ordem direta: A ave queria voar, mas tinha uma asa quebrada. 
Hipérbato: Voar queria a ave, mas tinha uma asa quebrada. 
 
Exemplo 6 (deslocamento do objeto para posição anterior ao sujeito) 
Ordem direta: Ela vendia um computador pelo preço de dois. 
Hipérbato: Um computador ela vendia pelo preço de dois. 
 
Exemplo 7 (deslocamento do objeto indireto para posição anterior ao sujeito) 
Ordem direta: Ele gostava de doce de leite mais do que de sorvete. 
Hipérbato: De doce de leite, ele gostava mais do que de sorvete. 
 
Ainda temos, em do Ipiranga as margens plácidas, uma inversão da ordem habitual, as 
margens plácidas do Ipiranga - nesse caso, envolvendo o adjunto adnominal do Ipiranga. A essa 
figura de linguagem chamamos de ANÁSTROFE, que é justamente a inversão ou a troca de 
lugar de termo preposicionado que faz papel de adjunto adnominal. 
 
EXEMPLOS DE ANÁSTROFE 
Exemplo 1 
Ordem direta: Ela não podia suportar a dor da manhã. 
Anástrofe: Ela não podia suportar da manhã a dor. 
 
Exemplo 2 
Ordem direta: O irmão dela foi o pomo da discórdia. 
Anástrofe: O irmão dela foi da discórdia o pomo. 
 
Já a SÍNQUISE ocorre quando a inversão feita torna a frase incompreensível ou muito 
ambígua, portanto, acaba por configurar-se em um vício de linguagem. 
 
EXEMPLOS DE SÍNQUISE 
EXEMPLO 1 
Ordem direta: Rafael tinha um gato fofinho e peludo. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
35 
Sínquise: Tinha um gato Rafael, fofinho e peludo. 
 
EXEMPLO 2 
Ordem direta: O gato comeu o rato 
Sínquise: Comeu o rato o gato. 
 
Por fim, algumas alterações entre adjetivos e nomes, que não necessariamente se enqua-
dram como figuras de linguagem, podem alterar não sintaticamente, mas semanticamente, o 
enunciado.O adjetivo, cuja função é caracterizar, geralmente fica depois do substantivo que ele 
modifica (casa bonita, cidade maravilhosa, mulher charmosa). Se a ordem for alterada – bonita 
casa, maravilhosa cidade, charmosa mulher – temos uma ênfase dada pela simples troca de 
lugar, privilegiando a característica. 
 
EXEMPLOS 
1) Ele é um amigo velho. (= amigo idoso) 
Ele é um velho amigo. (= amizade antiga) 
 
2) Ele é um oficial alto. (= de estatura alta) 
Ele é um alto oficial. (= importante) 
 
3) Ela é uma mulher pobre. (= sem recursos financeiros) 
Ela é uma pobre mulher. (= infeliz, digna de pena) 
 
4) O diretor é um grande homem. (= notável) 
O diretor é um homem grande. (= de tamanho grande) 
 
5) Ele é um professor simples. (= sem luxo) 
Ele é um simples professor. (= insignificante) 
 
6) Chame qualquer pessoa. (= qualquer uma) 
Não sou uma pessoa qualquer. (= insignificante) 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
36 
7) Não me refiro a alunos certos (= corretos, adequados) 
Não me refiro a certos alunos (= alunos indefinidos – TROCA DE CLASSE GRAMATI-
CAL) 
8) Simone é uma nova mulher. (= renovada, restaurada) 
Simone é uma mulher nova. (= jovem) 
 
9) Ele era um senhor professor. (= excelente) 
Ele era um professor senhor. (= de meia-idade) 
 
8. Emprego das classes de palavras 
 
1. SUBSTANTIVO Tradicionalmente, do ponto de vista semântico, designa os seres 
(pessoas, animais ou coisas) – TIJOLO, FLORESTA, PINGUIM, etc – qualidades – HONRADEZ, 
LEALDADE, etc – ou ações – SUBTRAÇÃO, VIAGEM, ASSESSORAMENTO, etc. Do ponto de 
vista morfológico, assume categorias de gênero (masculino / feminino) e de número (singular / 
plural). 
 
SUBCLASSIFICAÇÃO 
• próprio – designa um único indivíduo de um conjunto: Rio Grande do Sul, Pedro... 
• comum – designa qualquer elemento de um conjunto: aluno, país... 
• coletivo – designa conjunto de elementos: dinheirama, fauna... 
• concreto – designa o ser com existência própria, independente de outros: casa, 
mesa, fada... 
• abstrato – designa qualidades, atributos relativos: beleza, crueldade... 
 
FLEXÃO DE GÊNERO 
• Feminino, marcado pela desinência –a: professorA. 
• Masculino, marcado pela ausência da desinência –a: professor. 
• De um só gênero: o lápis. 
• Comum-de-dois: o/a rival. 
• Epiceno: jacaré macho / fêmea. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
37 
• Heterônimos: boi / vaca. 
• Sobrecomuns: a testemunha (homem e mulher), o ídolo (homem e mulher). 
 
FLEXÃO DE NÚMERO 
• Basicamente, mediante o acréscimo da desinência –s ao final da palavra (inusitado: 
qualquer / quaiSquer). 
• Terminados em –ão: 
b. –ãos – cidadãos; 
c. –ões – espiões; 
d. –ães – cães. 
Obs.: podem apresentar mais de uma forma: anãos / anões; anciões / anciães; corri-
mãos / corrimões... 
• Terminados em –l: 
b. Canal / canais (a, e , o, u + l = queda do –l e acréscimo de –is) 
e. Barril / barris; fóssil / fósseis (i + l = caso anterior OU i + l = eis) 
Obs.: possibilidades: mal / males; mel / meles ou méis... 
• Terminados em –m ou –n: item / itens; hífen / hífens... 
Obs.: possibilidades: abdomens / abdômenes... 
• Terminados em –r, -s ou –z: colher / colheres; deus / deuses / giz / gizes... 
• Terminados em –s ou –x: invariáveis – os ônibus; os tórax... 
• Plural em metafonia: alteração do timbre da vogal – miolo / miolos; osso / osso... 
• Única forma: as férias (=dias de descanso); núpcias; pêsames... 
 
FLEXÃO DE GRAU 
• Sintético: radical + inho / ão – menininho / meninão... 
• Analítico: acréscimo de adjetivos quantificadores – menino pequeno / menino 
grande... 
• Exemplos de outros sufixos denotativos de grau diminutivo: riACHO; chuvISCO; 
glóbULO... 
• Exemplos de outros sufixos denotativos de grau aumentativo: barcAÇA; dentUÇA... 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
38 
• Plural dos diminutivos com sufixos iniciados por –z: colherzinha / colheres + zinhas 
= colherzinhas... 
 
2. ADJETIVO Designa a qualidade do substantivo. Concorda em gênero e número com 
o substantivo a que se refere. Do ponto de vista morfológico, pode ser uniforme (povo feliz / 
população feliz) ou biforme (aluno esperto / aluna esperta). Quanto ao grau, designa 
intensidade maior ou menor de uma qualidade (alunos espertíssimos / alunos muito espertos). 
• Grau: 
✓ Comparativo de igualdade – Essa verdade é tão antiga quanto o mundo. 
✓ Comparativo de superioridade – Essa verdade é mais antiga que o homem. 
✓ Comparativo de inferioridade – Essa verdade é menos antiga que o mundo. 
 
• Semântica: 
✓ Adjetivos RELACIONAIS: Derivam de um nome, estabelecem relações de posse, 
origem, propriedade, matéria, nacionalidade – língua portuguesa, banheiro masculino... 
✓ Adjetivos RESTRITIVOS: Não estão relacionados ao ser caracterizado, têm um 
aspecto subjetivo relacionado ao ponto de vista do sujeito discursivo – homem zeloso, coração 
valente, grande amigo... 
✓ Adjetivos EXPLICATIVOS: Expressam características INERENTES ao ser, que não 
podem ser dele retiradas; tendem a ser “redundantes” – leite branco, fogo quente... 
 
Obs.1: processo sintético – bom / melhor; mau / pior; grande / maior; pequeno / menor. 
Obs.2: usa-se, contudo, a forma analítica ao compararem-se qualidades diferentes em um 
mesmo indivíduo – O ser humano é mais bom que mau. 
 
✓ Superlativo absoluto X sintético – A vida é muito curta. X A vida é curtíssima. 
✓ Superlativos eruditos: crudelíssimo, feiíssimo; nigérrimo, paupérrimo... 
 
 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
39 
3. ARTIGO Determina ou determina o nome a que se refere. Substantiva qualquer 
palavra. 
a. Definidos – o, os , a, as. 
• Particularizam um elemento: O computador pessoal é a grande invenção do 
século XX. 
b. Indefinidos – um, uns, uma, umas 
• Designam qualquer elemento de uma espécie: Um meio de comunicação 
(qualquer) deve primar pela ética. 
Obs.1: a ausência de artigo pode remeter à ideia de totalidade da espécie: Míopes, care-
cas e canhotos já foram discriminados em certa época. 
Obs.2: o indefinido pode denotar intensidade: Esta não é uma cerveja, mas a cerveja./ 
Estou com uma fome de fazer medo. 
 
• Usos: 
a) Depois do numeral ambos: Considerei ambas as opiniões. 
b) Todo Ø = qualquer: Toda nudez será castigada. / Todo o = totalidade: Toda a 
turma entendeu o conteúdo. / Todos os + substantivo = Todos os alunos 
entenderam o conteúdo = Todos quarenta entenderam o conteúdo. 
c) Facultativo antes de possessivos: (O) meu carro é vermelho. 
d) Indefinido + numeral = quantidade aproximada: Deveria ter uns trinta anos 
naquela época. 
e) Indefinido: não deve ser usado com os vocábulos CERTO, DADO, 
DETERMINADO, COMO (comparativo): “Quando certo alguém cruzou o seu 
caminho” / Agia como palhaço. 
f) Definido: denota familiaridade antes de nome próprio: (O) Pedro é um excelente 
administrador. 
 
• Semelhanças e diferenças O e A. 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
40 
*Para todos verem: tabela. 
A O 
Artigo: antecede nome; é variável. Artigo: antecede nome; é variável. 
Pronome demonstrativo: = aquela, substitui 
nome. Comprei a bolsa. Essa é a que lhe pro-
meti. 
Pronome demonstrativo: = aquele, aquilo, 
substitui nome. Comprei o livro. Esse é o que 
lhe prometi. 
Pronome Pessoal Oblíquo: = ela, substitui 
nome. Eu a vi ontem no cinema. 
Pronome Pessoal Oblíquo: = ele, substitui 
nome. Eu o vi ontem no cinema. 
Preposição: é regido por verbos e nomes; é 
invariável. Votou a favor do aumento. 
 
 
4. NUMERAL Quantifica os seres ou indica a ordem que eles ocupam. 
 
SUBCLASSIFICAÇÃO 
1. Cardinal – um, cinco, oito... 
2. Ordinal – primeiro, segundo, décimo, setingentésimo... 
3. Multiplicativo – duplo ou dobro, triplo ou tríplice, óctuplo... 
4. Fracionário – meio, terço... 
5. Coletivos – uma dúzia, uma centena... 
 
Traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. Assim, quando 
a expressão é colocada emnúmeros (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de 
algarismos. 
 
Além dos numerais mais conhecidos, os quais refletem a ideia expressa pelos números, 
existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção 
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena. 
 
• Sintaticamente, pode funcionar como 
✓ Adjetivo: Dois jogadores foram expulsos. 
✓ Substantivo: Os dois cometeram uma falta grave. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
41 
• Morfologicamente, para diferenciar do artigo, observa-se que, quando numeral, a 
palavra é determinada por outra que a restringe: Um só pedido seu seria suficiente para fazer-
me mudar de ideia. 
 
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam 
centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocen-
tas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, tri-
lhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis. 
Os numerais ordinais variam em gênero e número: primeiras colocadas, primeiro dia. 
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas. Por 
exemplo: Fizeram o dobro das questões e conseguiram o triplo de acertos. 
➢ Tomou doses triplas do remédio. (quando em função adjetiva, flexiona conforme o 
nome). 
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número: um terço/dois terços/ 
uma terça parte/ duas terças partes. 
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia/ duas dúzias. 
• Usos: 
✓ Variações: catorze / quatorze. 
✓ Leitura por extenso: E após centenas e dezenas apenas – 3 542 = três mil 
quinhentos e quarenta e dois. 
✓ Usa-se ordinal até dez – Século IX – Século nono. 
✓ Usa-se o cardinal acima de dez – Século XIX – Século dezenove. 
 
5. PRONOMES Designam as três pessoas do discurso. Substituem ou acompanham 
nomes. Do ponto de vista mórfico, flexionam-se em gênero, número e pessoa. 
 
SUBCLASSIFICAÇÃO 
2. Pessoais: designam as três pessoas do discurso. 
a. do caso reto: funcionam como sujeito. Nós jantaremos juntos mais tarde. 
b. do caso oblíquo: funcionam como complementos. Desculpem-me. (= objeto direto) / 
Lutou por mim. (= objeto indireto) 
átonos – nunca precedidos de preposição (me, te, se, o...) 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
42 
tônicos – sempre precedidos de preposição – comigo, por ti, para ele... 
• Usos: 
✓ Para eu-tu / Para mim-ti – Essa tarefa é para eu-tu fazer/fazeres? (“eu-tu”: sujeito 
antecedendo infinitivo) / Para mim-ti, não comer chocolates é um suplício. (não se trata de 
sujeito, que é “não comer chocolates”). 
✓ Entre mim e ti – os pronomes “eu” e “tu” não são regidos por preposição. Não há 
mais nada entre mim e ti-você. 
✓ Se, si, consigo – funcionam como reflexivos. Ao sair, leve o celular consigo. 
✓ Com nós + todos, mesmos, próprios e numeral. Você sairá com nós dois hoje? 
✓ Conosco: expressão terminativa. Sairá conosco hoje? 
c. de tratamento: fazem referência às pessoas do discurso, via de regra, de forma 
cerimoniosa. Os mais usados são 
▪ Vossa Excelência – altas autoridades civis e militares; 
▪ Vossa Senhoria – tratamento cerimonioso e formal dado a pessoas graduadas em 
geral. 
 
3. Possessivos: indicam a que pessoa do discurso pertence o elemento ao qual se 
refere. 
*Para todos verem: tabela. 
 
 
4. Demonstrativos: indicam a posição espacial ou temporal ou no próprio texto de um 
elemento qualquer em relação a uma das três pessoas do discurso. 
*Para todos verem: tabela. 
Variáveis Invariáveis 
este, esta, estes, estas Isto 
esse, essa, esses, essas Isso 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
43 
aquele, aquela, aqueles, aquelas Aquilo 
 
• Usos: 
*Para todos verem: tabela. 
 ESTE (1ª pessoa) ESSE (2ª pessoa) AQUELE (3ª pessoa) 
Posição espacial Próxima do ser que 
fala: Essa caneta em 
minha mão. 
Próxima do ser com 
quem se fala: Essa 
caneta em sua mão. 
Próxima do ser de 
quem se fala: Aquela 
caneta na mão dele. 
Posição temporal Tempo contemporâ-
neo ao ato da fala: 
Neste instante, tem 
início o melhor jogo 
da temporada. 
Tempo anterior, mas 
próximo, ao momento 
em que se fala: 
Nessa noite, dormi 
mal – houve festa no 
apartamento do meu 
vizinho. 
Tempo remoto: Em 
1968, os jovens toma-
ram as ruas. Naquela 
época, tal ato era uma 
temeridade. 
Interior do discurso Assunto a ser enunci-
ado: A verdade é esta 
– resta-nos pouco 
tempo. 
Acompanhado de 
substantivo, retoma 
assunto já referido: 
Resta-nos pouco 
tempo: essa verdade 
é assustadora. 
Somado a “este”, re-
toma o antecedente 
mais distante na frase: 
Jogaram Flamengo e 
Palmeiras – aquele 
ganhou; este voltou 
para casa frustrado. 
 
• O = aquilo / aquele; A = aquela: Custa-me entender o que me dizes. 
• Mesmo: não pode ser usado – formalmente – como item de retomada. Errado: Antes de 
entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se neste andar. (se ele se encontra). 
• Tal = esse. Viajei para Buenos Aires. Em tal ocasião, apreciei deliciosos vinhos. 
 
 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
44 
5. Relativos: substituem um termo da oração anterior, estabelecendo uma oração 
entre as orações que une. 
*Para todos verem: tabela. 
QUE (= o qual) Uso universal. Os alunos que (os quais) o 
procuraram foram atendidos. 
QUAL Permutável por “que” na mai-
oria das situações; preferen-
cialmente preposicionado. 
Aproxima-te das pessoas 
com as quais tens afinidade. 
As pessoas perante as 
quais (“perante que” não é 
aceitável) se sentia constran-
gido saíram do local. 
CUJO Exprime ideia de posse; só 
pode ser usado entre dois 
nomes; não pode ser seguido 
de artigo ou de preposição; 
não pode ser antecedido por 
artigo. 
Neste artigo, há fatos de cuja 
veracidade eu duvido. 
QUEM Usado para referir-se a pes-
soas; geralmente, preposicio-
nado. 
Aqueles a quem entreguei 
meu amor corresponderam. 
COMO Exprime ideia de modo. Não gosto do jeito como me 
olhas. 
QUANDO Exprime ideia de tempo. O dia quando nos conhece-
mos foi o melhor de minha 
vida. 
ONDE Refere-se a lugar; variações 
– aonde (regido pela preposi-
ção “a” ≈ “para”) e de onde. 
Já conhecia o lugar onde es-
tou. / Já conheço o lugar 
aonde vou. / Adorei o lugar 
de (donde) vim. 
QUANTO Exprime ideia de quantidade; 
é precedido por “tudo”, “to-
dos”, “todas”. 
Tudo quanto sou devo a 
você. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
45 
6. Indefinidos: referem-se, de modo genérico, à terceira pessoa. 
*Para todos verem: tabela. 
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS 
Muito, pouco, algum, nenhum, certo, todo, vá-
rio, outro... 
Cada, menos, mais, alguém, ninguém, ou-
trem, qualquer, tudo... 
 
• Usos: 
Algum homem terá coragem! – anteposto = sentido afirmativo / Homem algum terá co-
ragem! – posposto = sentido negativo. 
Cada + nome: não se usa “cada” sozinho: Cada um recebeu o que fora prometido. 
Certo homem chegou agora. – anteposto = pronome indefinido / O homem certo chegou 
agora. = adjetivo. 
Tenha mais atenção! = pronome indefinido antecede substantivo / Acordei mais cedo 
(precede advérbio), estudei mais (modifica verbo) e fiquei mais tranquila (antecede adjetivo) = 
advérbio. 
 
7. Interrogativos: introduzem frases interrogativas diretas ou indiretas. 
Ex.: Quantos alunos vieram hoje? / Preciso saber quantos alunos vieram hoje. 
 
6. PREPOSIÇÕES Ligam palavras ou orações – Tenho de estudar – entre si. São 
invariáveis e estabelecem relações diversas entre os trechos que unem. 
 
• As essenciais (sempre funcionam como preposição) são a, ante, após, até, 
com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás 
(modernamente, ocorre na locução: atrás, por trás...). 
• As acidentais são as que podem assumir outros valores morfológicos: como (= 
na qualidade de), conforme (= de acordo com), segundo (= 
conforme), consoante (=conforme), durante, salvo, fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto(=por). 
• As locuções prepositivas são o conjunto de duas ou mais palavras que têm o 
valor de uma preposição: abaixo de, acima de, acerca de, a fim de, além de, a par 
de, apesar de, antes de, depois de, ao invés de, diante de, em fase de, em vez 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
46 
de, graças a, junto a, junto com, junto de, à custa de, defronte de, através de, em 
via de, de encontro a, em frente de, em frente a, sob pena de, a respeito de, ao 
encontro de. 
 
Relações de sentido dadas pelas preposições: 
 
A 
Relação de Conformidade: bife a cavalo. 
Relação de Destino: daqui a Salvador é longe. 
Relação de Direção: levantar as mãos aos céus. 
Relação de Distância: cair a poucos metros do hospital. 
Relação de Exposição: ficar ao sol, estar à sombra. 
Relação de Instrumento: escrever a lápis, escrever à máquina. 
Relação de Lugar: Ir a Santos. / Virar à esquerda. 
Relação de Meio: abrir a porta a pontapés, ir a pé. 
Relação de Modo: partir a galope, falar aos gritos, chegar aos prantos. 
Relação de Proximidade: estar ao telefone, à janela. 
Relação de Sucessão: dia a dia, um a um, pouco a pouco. 
Relação de Tempo: Nasci a dois de fevereiro. 
 
APÓS 
Relação de Lugar: Permaneça na fila após o oitavo candidato. 
Relação de Tempo: Logo após o almoço descansamos. 
 
COM 
Relação de Causa: assustar-se com o trovão. 
Relação de Companhia: voltar com amigos de uma festa. 
Relação de Instrumento: abrir a porta com a chave, riscar com o lápis. 
Relação de Matéria: vinho se faz com uva. 
Relação de Modo: andar com cuidado, trabalhar com capricho. 
Relação de Oposição: lutar com as paixões, jogar com os argentinos. 
 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
47 
DE 
Relação de Assunto: falar de futebol. 
Relação de Causa: morrer de fome, tremer de medo / de frio. 
Relação de Conteúdo: xícara de café. 
Relação de Dimensão: prédio de dois andares. 
Relação de Definição: homem de bem, pessoa de coragem. 
Relação de instrumento: apanhar de cinta. 
Relação de Lugar: vir de Madri, ver de perto. 
Relação de Matéria: corrente de ouro, chapéu de palha. 
Relação de Meio: viajar de avião, viver de ilusões. 
Relação de Modo: olhar alguém de frente, ficar de cara feia. 
Relação de Posse: casa de Luís, livro de Carlos *observação: em Português, a relação 
de posse é uma função adjetiva específica da preposição [de]. 
Relação de Preço: caderno de um real. 
Relação de Qualidade: artigo de primeira. 
Relação de Tempo: dormir de dia, espera de um mês. 
 
EM 
Relação de Estado ou qualidade: ferro em brasa, televisor em cores. 
Relação de Fim: vir em socorro, pedir em casamento. 
Relação de lugar: ficar em casa, estar na cozinha. 
Relação de Modo: ir em turma, viver em paz 
Relação de Sucessão: de porta em porta. 
Relação de tempo: chegar em duas horas. 
 
PARA 
Relação de Fim: nascer para o trabalho, vir para brincar. 
Relação de Lugar: apontar o dedo para o céu, ir para o paraíso. 
Relação de tempo: ter água para dois dias apenas. 
 
POR 
Relação de Causa: ser preso por vadiagem. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
48 
Relação de conformidade: tocar pela partitura. 
Relação de favor: morrer pela pátria. 
Relação de Medida: vender comida por quilo. 
Relação de Meio: contar pelos dedos, enviar pelo correio. 
Relação de Modo: chamar por ordem de chegada. 
Relação de preço: comprar um livro por ninharia. 
Relação de quantidade: perder por 0 a 2. 
Relação de substituição: deixar o certo pelo duvidoso. 
Relação de tempo: estudar pela manhã, viver por toda a eternidade. 
 
SOB 
Relação de Lugar: ficar sob o viaduto, esconder-se sob a cama. 
 
SOBRE 
Relação de Assunto: falar sobre futebol. 
Relação de Lugar: cair sobre o inimigo. 
COMBINAÇÃO E CONTRAÇÃO DE PREPOSIÇÕES 
 
Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim, quando 
não houver perda de elementos fonéticos, teremos uma combinação. É o que acontece entre a 
preposição A e o artigo O: 
 
ao (a + o) 
aos (a + os) 
 
Consequentemente, quando houver perda fonética, teremos a chamada contração: 
 
na (em + a) 
do (de + o) 
da (de + a) 
nos (em + os) 
do (de + os) 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
49 
dum (de + um) 
desta (de + esta) 
no (em + o) 
neste (em + este) 
nisso (em + isso) 
 
Toda fusão de vogais idênticas forma uma crase: 
 
à = contração da preposição a + o artigo a 
àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo. 
 
7. CONJUNÇÔES Ligam orações ou, eventualmente, termos, estabelecendo entre eles 
variados sentidos. São invariáveis. 
 
SUBCLASSIFICAÇÃO 
3. Coordenativas A3CE 
a) Aditivas: ideia de soma – E. 
b) Adversativas: ideia de oposição – MAS. 
c) Alternativas: ideia de escolha – OU. 
d) Conclusivas: ideia de conclusão – PORTANTO. 
e) Explicativas: ideia de explicação – PORQUE. 
 
4. Subordinativas C6FPT QUE, SE... = ISSO 
a) Causais: ideia de causa – VISTO QUE. 
b) Comparativas: ideia de comparação – ASSIM COMO. 
c) Concessivas: ideia de concessão – EMBORA. 
d) Condicionais: ideia de condição – SE. 
e) Conformativas: ideia de conformidade – CONFORME. 
f) Consecutivas: ideia de consequência – DE MODO QUE. 
g) Finais: ideia de finalidade – PARA QUE. 
h) Proporcionais: ideia de proporção – À PROPORÇÃO QUE. 
i) Temporais: ideia de tempo – QUANDO. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
50 
j) Integrantes: introduzem oração que funciona como sujeito / OD / OI / CN / 
predicativo / agente da passiva / aposto da principal – QUE / SE. >ISSO 
 
8. ADVÉRBIOS Modificam um verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando uma circuns-
tância. Do ponto de vista morfológico, formalmente, são invariáveis, a despeito de variar quanto 
ao grau – cedo / cedíssimo. Semanticamente, denotam circunstâncias de tempo, modo, lugar, 
etc. 
 
Classificação dos Advérbios 
a) Advérbios de Modo 
Assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), adrede (de caso pensado, de 
propósito, para esse fim), debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior, bondosa-
mente, generosamente e muitos outros terminados em -mente. 
Locuções Adverbiais de Modo: 
às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse 
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão. 
 
b) Advérbios de Lugar 
abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar), alhures (em 
outro lugar), nenhures (em nenhum lugar), ali, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externa-
mente, lá, longe, perto. 
Locuções Adverbiais de Lugar: 
a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, 
em volta. 
 
c) Advérbios de Tempo 
afinal, agora, amanhã, amiúde (de vez em quando), ontem, breve, cedo, constante-
mente, depois, enfim,entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, ou-
trora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sempre, sucessivamente, já. 
Locuções Adverbiais de Tempo: 
às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em 
quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia. 
Ceisc Concursos 
Língua Portuguesa 
 
51 
d) Advérbios de Negação 
não, tampouco (também não). 
Locuções Adverbiais de Negação: 
de modo algum, de jeito nenhum, de forma nenhuma. 
 
e) Advérbios de Dúvida 
acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez, quiçá. 
Locuções Adverbiais de Dúvida: 
por certo, quem sabe. 
 
f) Advérbios de Intensidade 
assaz (bastante, suficientemente), bastante, demais, mais, menos, muito, quanto, quão, 
quase, tanto, pouco. 
Locuções Adverbiais de Intensidade: 
em excesso, de todo, de muito, por completo. 
 
g) Advérbios de Afirmação 
certamente, certo, decididamente, efetivamente, realmente, deveras (realmente), de-
certo, 
indubitavelmente. 
Locuções

Mais conteúdos dessa disciplina