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PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
CONCURSO PMES 2026
Soldado Combatente (não músico)
MATERIAL DE ESTUDO INTENSIVO — REDAÇÃO (TEXTO
DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO)
Documento 5 — baseado no Edital de Abertura nº 001/2026 (IDECAN), Capítulo "Da Prova
Discursiva (Redação)"
Prova objetiva e discursiva: 27/09/2026
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Como usar este material
Este documento é 100% baseado no edital oficial do concurso: extensão exigida, pontuação,
regras de eliminação e os critérios de correção usados pela banca IDECAN foram retirados
diretamente do capítulo "Da Prova Discursiva (Redação)" do Edital de Abertura nº 001/2026. Nada
aqui é "achismo" — é exatamente o que o corretor vai usar para te avaliar.
A boa notícia é que redação de concurso é uma habilidade TREINÁVEL: ao contrário do que
muita gente pensa, não é preciso ser um escritor talentoso, e sim seguir uma estrutura clara,
evitar os erros que zeram o texto e treinar repetidamente. Este material assume que você nunca
escreveu uma redação de concurso antes.
A estrutura é a seguinte: primeiro você entende as regras do jogo (o que vale ponto, o que
zera, como a banca corrige); depois aprende o passo a passo para escrever; depois estuda
10 redações modelo completas, já corrigidas e com nota atribuída, para enxergar na prática
o que separa uma redação boa de uma mediana; por fim, há uma página com linhas em
branco para você treinar sua própria redação com um tema sugerido.
PARTE 1 — COMO FUNCIONA A REDAÇÃO NO PMES
1. A prova de redação: o que você precisa saber
● Gênero exigido: texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO (você defende um ponto de vista
sobre um tema, com argumentos — não é para contar uma história nem fazer uma carta).
● Extensão: mínimo de 20 linhas e máximo de 30 linhas. Texto com menos de 20 linhas
recebe nota ZERO. O que passar de 30 linhas simplesmente não é considerado na
correção — ou seja, escrever demais não ajuda, só arrisca.
● Vale 40 pontos no total, distribuídos em 3 módulos de correção (você vai estudar cada um
em detalhe no próximo tópico).
● Tem caráter ELIMINATÓRIO e classificatório: você precisa de, no mínimo, 50% de
aproveitamento — ou seja, 20 dos 40 pontos — para não ser eliminado do concurso,
mesmo que vá bem nas questões objetivas.
● O tema só é revelado no dia da prova. Por isso, este material foca em ensinar o MÉTODO
(como estruturar e argumentar bem sobre qualquer tema), não em decorar um texto pronto.
MACETE DE PROVA — já que passar de 30 linhas não conta a seu favor, o objetivo não é
"escrever o máximo possível", e sim escrever bem dentro do intervalo — o ideal, na prática, é
mirar entre 24 e 28 linhas, o que dá uma boa margem de segurança para não ficar nem curto
(risco de nota zero) nem "cortado" pela banca.
2. Regras que ZERAM a redação — atenção redobrada
Antes de aprender a escrever bem, é fundamental saber o que pode derrubar sua nota a zero,
mesmo que o resto do texto esteja bom. Segundo o edital, sua redação recebe nota ZERO se:
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: o texto tiver menos de 20 linhas escritas (considera-se
"linha escrita" aquela com pelo menos duas palavras completas, sem contar preposições,
conjunções e artigos isolados).
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: você fugir do tema proposto ou do tipo de texto
solicitado (por exemplo, escrever uma narrativa ou uma carta quando foi pedido um texto
dissertativo-argumentativo).
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ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: você não seguir as instruções da folha de redação (por
exemplo: escrever fora do espaço reservado, usar caneta ou material não permitido, ou se
identificar no corpo do texto, quando a prova exigir anonimato).
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: a letra for ilegível a ponto de impedir a leitura, o texto
estiver em branco, ou você usar linguagem ofensiva, caluniosa ou discriminatória.
Além disso, atenção: simplesmente copiar ou citar um artigo de lei, sem desenvolver a ideia com
argumentação própria, NÃO garante pontos — a banca quer ver você pensando sobre o tema,
não recitando decoreba.
MACETE DE PROVA — antes de entregar, faça uma checagem rápida: (1) contei as linhas e
estão entre 20 e 30? (2) meu texto realmente responde ao tema pedido, do início ao fim? (3) segui
o formato dissertativo-argumentativo (nada de história ou carta)? Esses 3 pontos evitam a nota
zero, que é o pior cenário possível.
3. O texto dissertativo-argumentativo: o que é e como se estrutura
Dissertar é DEFENDER UM PONTO DE VISTA (uma tese) sobre um tema, usando argumentos
que convencem o leitor de que sua posição faz sentido. É diferente de narrar (contar uma história)
ou descrever (apenas retratar algo) — na redação de concurso, você não deve inventar
personagens nem contar um caso pessoal como se fosse uma crônica; você deve argumentar.
A estrutura clássica, e a mais segura para quem está começando, tem 4 parágrafos:
Parágrafo 1 — Introdução
Apresenta o tema de forma breve e já deixa clara a sua TESE (a ideia central que você vai
defender no texto todo). Não é preciso um parágrafo longo — 3 a 5 linhas já bastam. Evite
começar com frases genéricas demais ("Desde os primórdios da humanidade..."); prefira ir direto
ao ponto, conectando-se ao texto motivador quando houver um.
Parágrafos 2 e 3 — Desenvolvimento
Cada parágrafo de desenvolvimento apresenta UM argumento que sustenta a tese, seguido de
uma justificativa ou exemplo que dá consistência a esse argumento. É importante não misturar
vários argumentos soltos em um único parágrafo — a organização ("um argumento por
parágrafo") é exatamente um dos itens avaliados pela banca.
Parágrafo 4 — Conclusão
Retoma a tese apresentada na introdução (sem repetir as mesmas palavras) e fecha o texto com
uma reflexão final. O edital do PMES não exige formalmente uma "proposta de intervenção" nos
moldes do ENEM, mas terminar com uma reflexão crítica ou uma sugestão prática de melhoria
costuma reforçar bem os critérios de "capacidade de análise e senso crítico", por isso é
recomendável.
Exemplo: Tema: "A importância da educação para a redução da violência". Tese possível: "A
educação de qualidade, ao formar cidadãos mais críticos e com mais oportunidades no mercado
de trabalho, é uma das ferramentas mais eficazes na prevenção da criminalidade a longo prazo."
Essa frase já pode abrir a introdução, deixando claro, desde o início, o que o texto vai defender.
MACETE DE PROVA — decore essa "fórmula" de 4 parágrafos: Introdução (tema + tese) →
Argumento 1 → Argumento 2 → Conclusão (retomada da tese + reflexão final). Ela funciona para
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praticamente qualquer tema de concurso e é a estrutura mais fácil de escrever sob pressão de
tempo.
4. Como a banca corrige: os 3 módulos de avaliação
A banca IDECAN divide a nota da redação (40 pontos no total) em 3 módulos. Entender
exatamente o que cada um cobra ajuda você a saber onde focar sua energia ao revisar o texto
antes de entregar.
Ou seja, de forma bem resumida: Módulo 1 = "escrevi certo?"; Módulo 2 = "organizei bem o
texto?"; Módulo 3 = "pensei bem sobre o tema?". Um bom texto precisa ir razoavelmente bem nos
três — não adianta ter ideias brilhantes (Módulo 3) se a escrita tem muitos erros de português
(Módulo 1), e vice-versa.
MACETE DE PROVA — na revisão final do seu texto, faça uma passada em cada módulo
separadamente: primeiro releia só de olho em erros de português (Módulo 1); depois releia vendo
se os parágrafos têm uma sequência lógica e bons conectivos (Módulo 2); por fim, pergunte-se
"eu realmente respondi à proposta com argumentos bons?" (Módulo 3).
5. Passo a passo para escrever sua redação com segurança
● 1º) Leia com atenção o texto motivador e a proposta (se houver) — cerca de 2 a 3 minutos.
Identifique exatamente qual é o tema e o que está sendo pedido.
● 2º) Defina suaquanto em consequências graves para a população atendida. Investir em suporte psicológico contínuo, portanto, não beneficia apenas o profissional individualmente, mas também a qualidade do serviço prestado à sociedade.
Em segundo lugar, o estigma ainda associado a buscar ajuda psicológica dentro das corporações dificulta que muitos profissionais procurem apoio antes que o quadro se agrave. Campanhas internas de conscientização, aliadas à oferta efetiva de acompanhamento psicológico regular, e não apenas emergencial, são fundamentais para mudar essa cultura e permitir diagnósticos e intervenções mais precoces.
Conclui-se, assim, que cuidar da saúde mental dos profissionais de segurança pública é condição indispensável para um trabalho policial mais equilibrado e eficaz. Corporações que tratam esse cuidado como prioridade tendem a formar profissionais mais preparados para lidar com a pressão do dia a dia sem comprometer sua própria integridade nem a segurança da população.
Correção comentada
Redação Modelo 10 — Tema: "Os desafios da segurança pública no Espírito Santo"
Texto motivador: O Espírito Santo, como os demais estados brasileiros, enfrenta desafios específicos de segurança pública relacionados à sua geografia (grande extensão litorânea, áreas urbanas densamente povoadas na Grande Vitória e regiões de interior mais isoladas) e à sua configuração socioeconômica. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os principais desafios da segurança pública no Espírito Santo e a importância de estratégias adaptadas à realidade do estado.
Embora os desafios da segurança pública sejam, em muitos aspectos, semelhantes em todo o Brasil, cada estado apresenta particularidades que exigem estratégias adaptadas à sua própria realidade. No Espírito Santo, a combinação entre uma região metropolitana densamente povoada — a Grande Vitória — e municípios do interior com características bem diferentes, do litoral norte às áreas serranas, exige que a política de segurança pública leve em conta essa diversidade regional, e não trate o estado como um bloco homogêneo.
Em primeiro lugar, a Grande Vitória concentra grande parte da população e da atividade econômica do estado, o que também concentra parte relevante das ocorrências criminais associadas a áreas urbanas densas, como furtos, roubos e tráfico de drogas. Nessas regiões, estratégias de policiamento comunitário e uso de tecnologia de monitoramento tendem a ser especialmente úteis, dado o grande contingente populacional concentrado em um espaço geográfico relativamente pequeno.
Em segundo lugar, municípios do interior e das regiões serranas do Espírito Santo enfrentam desafios distintos, como distâncias maiores entre as unidades policiais e as ocorrências, e uma dinâmica social diferente da metropolitana. Nessas áreas, a proximidade e o conhecimento do policial em relação à comunidade local — muitas vezes pequena e com forte identidade própria, marcada pela herança da colonização italiana e pomerana — pode ser um recurso valioso, ainda mais relevante do que em grandes centros urbanos.
Diante disso, conclui-se que uma política eficaz de segurança pública no Espírito Santo não pode ser uniforme: precisa reconhecer as diferenças entre a Grande Vitória e o interior do estado, adaptando estratégias de policiamento à realidade concreta de cada região, sem abrir mão da coordenação estadual que garante coerência ao sistema como um todo.
Correção comentada
PARTE 3 — SUA VEZ DE PRATICAR
Agora é sua vez. Use a estrutura de 4 parágrafos estudada neste documento (introdução com tese, dois parágrafos de desenvolvimento com um argumento cada, e conclusão) e escreva sua própria redação abaixo, entre 20 e 30 linhas. Cronometre-se: tente não passar de 45 minutos, incluindo revisão.
Texto motivador: O crescimento das ocorrências envolvendo crimes cibernéticos, golpes financeiros aplicados por telefone ou internet e o uso de aplicativos de mensagens para práticas ilícitas tem exigido que as forças de segurança pública se atualizem constantemente para acompanhar novas formas de criminalidade. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os desafios da segurança pública diante do crescimento dos crimes cibernéticos, apresentando argumentos que sustentem seu ponto de vista.
MACETE DE PROVA — antes de começar, rabisque em uma folha à parte (ou na margem) sua tese e os 2 argumentos que você vai usar — isso evita que você comece a escrever sem saber onde quer chegar, um dos erros mais comuns sob pressão de tempo.
Linhas para o seu treino (aproximadamente 30 linhas, o máximo permitido pelo edital):
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Depois de escrever, revise usando os 3 módulos estudados na Parte 1 (Formal, Textual e Técnico) e tente se autoavaliar com a mesma régua usada nas 10 redações modelo. Se possível, peça para alguém de confiança ler e apontar erros de português que você não percebeu — muitas vezes é mais fácil enxergar isso no texto dos outros do que no próprio.TESE — a posição que você vai defender — e pense em 2 argumentos
diferentes que a sustentem. Rabisque isso em poucas palavras na folha de rascunho antes
de começar a escrever o texto final.
● 3º) Escreva a introdução apresentando o tema e já deixando sua tese clara nas últimas
linhas do parágrafo.
● 4º) Escreva o parágrafo do primeiro argumento, com uma justificativa ou exemplo que o
sustente.
● 5º) Escreva o parágrafo do segundo argumento, evitando repetir a ideia do primeiro —
cada parágrafo deve acrescentar algo novo à discussão.
Módulo O que avalia (resumo simples) Pontos
Módulo 1 — Formal
Português "técnico": ortografia, acentuação, pontuação,
concordância verbal e nominal, regência, colocação
pronominal e estrutura das frases. Cada erro pode
descontar 0,25 ponto.
15,0
Módulo 2 — Textual
A ORGANIZAÇÃO do texto: se você seguiu a estrutura
dissertativo-argumentativa, se as ideias têm sequência
lógica (introdução → desenvolvimento → conclusão), se
usou bons conectivos e se o texto tem coesão e coerência.
12,5
Módulo 3 — Técnico/
conteúdo
O CONTEÚDO: se você entendeu bem a proposta, se
argumentou de forma relevante e atualizada, se manteve a
progressão do tema (sem ficar repetindo a mesma ideia) e
se mostrou senso crítico sobre o assunto.
12,5
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● 6º) Escreva a conclusão retomando a tese com outras palavras e fechando com uma
reflexão (ou, se fizer sentido, uma sugestão prática de melhoria).
● 7º) Revise: confira o número de linhas (20 a 30), erros de português, se você realmente
respondeu ao tema do início ao fim, e se não usou nenhuma expressão ofensiva ou
informal demais.
MACETE DE PROVA — em uma prova de até 5 horas com várias questões objetivas, reserve
pelo menos 35 a 45 minutos só para a redação (incluindo o rascunho mental e a revisão) — não
deixe para os últimos minutos, já que o risco de cometer os erros que zeram o texto (como
escrever menos de 20 linhas) aumenta muito com a pressa.
6. Conectivos e coesão: seu kit de ferramentas
Boa parte da nota do Módulo 2 (Textual) depende do uso de conectivos adequados — palavras e
expressões que ligam as ideias e mostram a lógica do seu raciocínio. Aqui está um "kit" enxuto,
organizado por função, que já é suficiente para escrever um bom texto dissertativo-argumentativo:
MACETE DE PROVA — evite repetir sempre o mesmo conectivo (é muito comum abusar de
"portanto" e "além disso") — variar as expressões, mesmo dentro da mesma função, mostra mais
domínio da língua escrita e ajuda no Módulo 2.
Função Conectivos úteis
Para ADICIONAR uma ideia além disso, ademais, da mesma forma, não só... mas também
Para se CONTRAPOR /
mostrar contraste entretanto, no entanto, por outro lado, ainda que, embora
Para indicar CAUSA uma vez que, visto que, já que, tendo em vista que
Para indicar CONSEQUÊNCIA portanto, dessa forma, por conseguinte, assim sendo
Para EXEMPLIFICAR por exemplo, como é o caso de, a exemplo de
Para CONCLUIR o texto em suma, diante do exposto, portanto, dessa maneira
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PARTE 2 — 10 REDAÇÕES MODELO, CORRIGIDAS
A seguir, 10 redações completas (entre 20 e 30 linhas cada), sobre temas no estilo do que
costuma cair em concursos de segurança pública, cada uma seguida de uma correção
comentada, módulo a módulo, com nota final — exatamente como um corretor da banca faria.
Leia cada uma prestando atenção não só no que está certo, mas também nos pequenos deslizes
apontados: aprender a ENXERGAR erros é tão importante quanto aprender a escrever bem.
MACETE DE PROVA — nenhuma dessas redações é "perfeita e inatingível" — são exemplos
realistas, com pontos fortes e, em alguns casos, falhas pequenas (e uma delas com falhas mais
visíveis, de propósito, para você aprender a reconhecer um texto mediano). Use-as como
referência de nível, não para decorar.
Redação Modelo 1 — Tema: "O papel da polícia comunitária na redução da violência
urbana"
Texto motivador: A polícia comunitária busca aproximar o policial da população por meio do diálogo e
da prevenção, e não apenas da repressão ao crime. Cidades que adotaram esse modelo registraram
redução em índices de criminalidade e maior confiança da população nas forças de segurança.
Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o papel da polícia comunitária na redução
da violência urbana, apresentando argumentos que sustentem seu ponto de vista.
A segurança pública, historicamente, foi tratada no Brasil quase exclusivamente sob a ótica da
repressão: mais viaturas, mais efetivo, mais punição. Contudo, a experiência de diversas cidades
mostra que aproximar o policial da comunidade, por meio do diálogo constante e de ações
preventivas, produz resultados mais duradouros do que a repressão isolada. Nesse sentido,
defende-se aqui que a polícia comunitária é uma estratégia eficaz para reduzir a violência urbana,
justamente por complementar o trabalho tradicional com uma relação de confiança entre policiais
e população.
Em primeiro lugar, a proximidade entre o policial e os moradores de uma região favorece o
compartilhamento espontâneo de informações. Quando a comunidade reconhece no policial um
agente presente e acessível, e não apenas uma figura distante associada à repressão, ela se
sente mais à vontade para relatar situações suspeitas antes que se transformem em crimes
consumados. Esse fluxo de informação, difícil de obter em um modelo puramente repressivo,
permite ações preventivas mais precisas e menos custosas do que a resposta a crimes já
ocorridos.
Além disso, o policiamento comunitário fortalece a legitimidade da corporação perante a
sociedade. Ao atuar de forma próxima, orientando e educando, o policial deixa de ser visto apenas
como figura de autoridade coercitiva e passa a ser reconhecido como parceiro na construção da
segurança coletiva. Essa mudança de percepção reduz a resistência da população em colaborar
com investigações e contribui para um ambiente urbano mais seguro para todos, inclusive para os
próprios profissionais de segurança.
Diante do exposto, conclui-se que a polícia comunitária, ao unir prevenção e diálogo à atuação
tradicional, representa um caminho eficaz para reduzir a violência urbana. Mais do que uma
alternativa à repressão, trata-se de uma estratégia complementar, que fortalece a confiança mútua
entre Estado e cidadão — condição indispensável para qualquer política de segurança pública
que pretenda ser eficaz a longo prazo.
Correção comentada
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14,75 / 15,0
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● Módulo 1: praticamente sem erros; houve apenas um pequeno deslize de vírgula em uma
oração intercalada, o que gerou um desconto mínimo de 0,25.
● Módulo 2: estrutura impecável — introdução com tese clara, dois parágrafos de
desenvolvimento bem distintos entre si, conclusão que retoma a tese sem repetir as
mesmas palavras, e bom uso de conectivos variados ("em primeiro lugar", "além disso",
"diante do exposto").
● Módulo 3: argumentação consistente e bem conectada ao texto motivador; pequeno
desconto porque o segundo argumento poderia ter trazido um exemplo mais concreto (um
dado ou caso), e não apenas uma afirmação geral.
NOTA FINAL: 39,5 / 40,0 pontos
Redação Modelo 2 — Tema: "A importância do respeito aos direitos humanos na
atuação policial"
Texto motivador: A atuação policial pautada pelo respeito aos direitos humanos não enfraquece o
combate ao crime — pelo contrário, fortalece a legitimidade da ação do Estado e a confiança da
população nas instituições de segurança. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre
a importância do respeito aos direitos humanos na atuação policial.
Muito se discute, no debate público, se o respeito aos direitos humanos representaria um
obstáculo à eficiência policial no combate à criminalidade. Essavisão, no entanto, parte de uma
falsa oposição: uma atuação policial pautada pela legalidade e pelo respeito à dignidade da
pessoa humana não enfraquece o trabalho policial, mas o fortalece, ao garantir legitimidade às
ações do Estado e confiança da sociedade nas instituições de segurança.
Um primeiro argumento que sustenta essa tese é o de que abordagens desproporcionais ou
violações de direitos, mesmo quando aplicadas contra suspeitos, geram desconfiança
generalizada na população, inclusive entre cidadãos que nunca cometeram qualquer infração.
Essa desconfiança dificulta a colaboração espontânea com a polícia, o que, no médio prazo,
prejudica investigações e ações preventivas, indo na direção contrária do que se pretende
alcançar com o rigor.
Em segundo lugar, o respeito aos direitos humanos reduz a chance de erros que comprometem
investigações e processos judiciais. Provas obtidas de forma ilegal, ou depoimentos colhidos sob
coação, podem ser anulados pela Justiça, favorecendo justamente quem deveria ser
responsabilizado. Assim, agir dentro da lei não é apenas uma exigência ética, mas também uma
condição prática para que o trabalho policial produza resultados que se sustentem ao longo de
todo o processo penal.
Portanto, longe de ser um entrave, o respeito aos direitos humanos é parte estrutural de uma
atuação policial eficaz e legítima. Cabe à formação continuada dos profissionais de segurança
reforçar essa compreensão, para que a força do Estado seja exercida com firmeza, mas sempre
dentro dos limites que garantem a credibilidade da instituição perante a sociedade.
Correção comentada
Módulo 2 — Textual (organização) 12,5 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 12,25 / 12,5
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 11,5 / 12,5
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PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
● Módulo 1: dois pequenos erros de concordância nominal em trechos com aposto ("uma
atuação... o fortalece" — poderia estar mais claro o referente), levando a um desconto de 1
ponto no total do módulo.
● Módulo 2: boa estrutura geral, mas a transição entre o parágrafo 2 e o parágrafo 3 poderia
ter um conectivo mais forte de sequência, já que os dois argumentos, embora distintos,
ficam um pouco "soltos" um do outro.
● Módulo 3: bom domínio do tema e argumentação relevante; o segundo argumento (provas
obtidas ilegalmente) é interessante, mas poderia ser aprofundado com uma frase a mais
explicando a consequência prática disso para a sociedade.
NOTA FINAL: 37 / 40,0 pontos
Redação Modelo 3 — Tema: "Segurança pública como responsabilidade de toda a
sociedade"
Texto motivador: Embora o Estado, por meio das forças policiais, seja o principal responsável pela
segurança pública, especialistas apontam que a redução da criminalidade depende também do
engajamento de outras esferas: família, escola, poder público municipal e sociedade civil. Proposta:
Redija um texto dissertativo-argumentativo defendendo se a segurança pública deve ser vista como
responsabilidade exclusiva do Estado ou como um compromisso compartilhado por toda a sociedade.
É comum que a segurança pública seja entendida, no senso comum, como uma responsabilidade
exclusiva da polícia e do Estado. Essa visão, embora compreensível, é incompleta: a redução da
criminalidade depende também do engajamento de outras esferas da sociedade, como a família,
a escola, o poder público municipal e a própria comunidade, de modo que a segurança deve ser
tratada como um compromisso compartilhado, e não como tarefa isolada das forças policiais.
Por um lado, é inegável que o Estado tem o dever constitucional de garantir a segurança da
população, e é para isso que existem as instituições policiais, com poder de polícia e capacidade
de resposta ao crime. Isso não pode ser transferido para outros atores. Por outro lado, fatores que
favorecem a criminalidade, como a evasão escolar, a falta de oportunidades de trabalho e a
ausência de espaços de lazer, estão fora do alcance direto da atuação policial, e dependem de
políticas sociais mais amplas.
Além disso a participação da sociedade civil também é importante ela pode ajudar por meio de
conselhos comunitários de segurança, do incentivo à denúncia de crimes e da cobrança de
políticas públicas eficazes aos governantes locais e estaduais essas ações, embora não
substituam o trabalho policial complementam de forma relevante a atuação do Estado.
Diante disso conclui-se que a segurança pública é, sim, uma responsabilidade primordial do
Estado, mas que se fortalece quando soma-se ao trabalho policial o engajamento de outras
esferas da sociedade tratar o tema apenas como "problema da polícia" é subestimar a
complexidade das causas da violência.
Correção comentada
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 11,5 / 12,5
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 13 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 11 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 10,5 / 12,5
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PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
● Módulo 1: o terceiro e o quarto parágrafos apresentam falta de vírgulas em pontos
importantes (por exemplo, "Além disso a participação", "essas ações, embora não
substituam... complementam", "Diante disso conclui-se"), o que gerou vários descontos de
0,25 ao longo do texto.
● Módulo 2: os parágrafos ficaram desequilibrados em tamanho (o segundo é bem mais
longo que os demais) e a pontuação truncada no parágrafo 3 prejudica a percepção da
sequência lógica das ideias, mesmo que o conteúdo esteja correto.
● Módulo 3: a argumentação está correta, mas ficou um pouco genérica — falta um exemplo
mais concreto (como mencionar um tipo específico de política pública ou um dado) para
sustentar melhor os argumentos apresentados.
NOTA FINAL: 34,5 / 40,0 pontos
Redação Modelo 4 — Tema: "Os desafios do combate à violência doméstica no
Brasil"
Texto motivador: Apesar de avanços legais, como a Lei Maria da Penha, o combate à violência
doméstica no Brasil ainda enfrenta desafios como a subnotificação de casos, o medo de represália e a
necessidade de capacitação constante dos agentes de segurança que atendem essas ocorrências.
Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os principais desafios do combate à
violência doméstica no Brasil e o papel da segurança pública nesse enfrentamento.
A criação de leis específicas para o enfrentamento da violência doméstica representou um avanço
fundamental na proteção às vítimas, mas a existência de um bom arcabouço legal não é
suficiente, por si só, para erradicar o problema. Persistem desafios relevantes, como a
subnotificação de casos, o medo de represália por parte das vítimas e a necessidade de
capacitação constante dos agentes de segurança pública que atuam nessas ocorrências, o que
exige um esforço contínuo, e não apenas normas bem elaboradas.
Um primeiro desafio está na subnotificação: muitos casos de violência doméstica não chegam ao
conhecimento das autoridades, seja pelo medo da vítima em relação a represálias, seja pela
dependência financeira ou emocional em relação ao agressor. Isso significa que os números
oficiais, embora alarmantes, provavelmente representam apenas uma parte da realidade, o que
dificulta o dimensionamento adequado das políticas públicas voltadas ao problema.
Um segundo desafio diz respeito à capacitação dos profissionais que fazem o primeiro
atendimento às vítimas, sobretudo os policiais que chegam à cena da ocorrência. Um atendimento
despreparado, que trate a violência doméstica como um problema "privado" ou de menor
gravidade, pode desencorajar a vítima a buscar ajuda novamente no futuro. Por isso, investir em
formação continuada e em protocolos claros de atendimento é tão importante quanto a existência
da própria legislação protetiva.
Conclui-se, portanto, que o combate efetivo à violência doméstica depende de mais do que leis
bem escritas: exige políticas que incentivem a denúncia,redes de apoio que reduzam o medo da
vítima e agentes de segurança pública devidamente capacitados para atuar com sensibilidade e
agilidade diante dessas ocorrências, que exigem tanto rigor técnico quanto cuidado humano.
Correção comentada
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 15 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 12,5 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 12,5 / 12,5
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● Módulo 1: nenhum erro identificado de ortografia, pontuação, concordância, regência ou
colocação pronominal — texto tecnicamente correto do início ao fim.
● Módulo 2: estrutura exemplar, com transição clara entre os parágrafos ("um primeiro
desafio", "um segundo desafio", "conclui-se, portanto") e coesão muito bem construída,
retomando o texto motivador sem copiá-lo literalmente.
● Módulo 3: entendimento completo da proposta, com dois argumentos relevantes, bem
diferenciados entre si, aprofundados com justificativas específicas, e uma conclusão que
demonstra senso crítico ao ir além da lei e discutir a prática do atendimento.
NOTA FINAL: 40 / 40,0 pontos
Redação Modelo 5 — Tema: "O uso da tecnologia como aliada da segurança
pública"
Texto motivador: Câmeras de monitoramento, sistemas de reconhecimento facial, aplicativos de
denúncia e análise de dados criminais têm sido cada vez mais utilizados por forças policiais em todo o
Brasil como ferramentas de prevenção e investigação. Proposta: Redija um texto dissertativo-
argumentativo sobre os benefícios e os cuidados necessários no uso da tecnologia como aliada da
segurança pública.
O avanço tecnológico tem transformado diversas áreas da vida em sociedade, e a segurança
pública não é exceção. Ferramentas como câmeras de monitoramento, sistemas de
reconhecimento facial, aplicativos de denúncia e análise de dados criminais têm sido cada vez
mais incorporadas ao trabalho policial. Defende-se aqui que essas tecnologias são aliadas
importantes na prevenção e na investigação de crimes, desde que empregadas com planejamento
adequado e respeito à privacidade dos cidadãos.
Em primeiro lugar, o monitoramento por câmeras e a análise de dados permitem identificar
padrões de criminalidade em determinadas regiões e horários, possibilitando um direcionamento
mais eficiente do efetivo policial. Em vez de distribuir os recursos de forma genérica, é possível
concentrar esforços exatamente onde e quando o risco de ocorrências é maior, otimizando o uso
de um recurso público que, sabemos, é sempre limitado.
Por outro lado, é preciso reconhecer que o uso dessas tecnologias exige cuidados. Sistemas de
reconhecimento facial, por exemplo, já demonstraram, em diferentes estudos, taxas de erro
maiores para certos grupos populacionais, o que pode gerar identificações equivocadas e
injustiças. Por isso, a adoção dessas ferramentas deve vir acompanhada de protocolos claros de
verificação humana e de mecanismos de correção de eventuais erros, para que a tecnologia
auxilie a segurança pública sem comprometer direitos individuais.
Dessa forma, a tecnologia se mostra uma aliada valiosa da segurança pública, desde que seu uso
seja planejado com responsabilidade. O desafio não está em rejeitar essas ferramentas, mas em
empregá-las de forma equilibrada, unindo eficiência operacional e respeito aos direitos da
população.
Correção comentada
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 11,5 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 10,5 / 12,5
Página 10
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
● Módulo 1: pequeno desconto por uma vírgula ausente antes de uma oração explicativa
("que, sabemos, é sempre limitado" está correto, mas há um pequeno deslize em outro
trecho semelhante do texto) — 1 ponto descontado no total.
● Módulo 2: boa organização geral, com uso correto de "em primeiro lugar" e "por outro lado"
para marcar contraste; pequeno desconto porque a conclusão poderia retomar de forma
mais explícita a palavra "prevenção e investigação" citada na introdução.
● Módulo 3: os dois argumentos são pertinentes e mostram atualidade do candidato em
relação ao tema, mas a progressão temática poderia ser mais rica — o segundo parágrafo
de desenvolvimento fica só na crítica ao viés dos sistemas, sem se conectar de volta ao
ganho de eficiência citado no parágrafo anterior.
NOTA FINAL: 36 / 40,0 pontos
Redação Modelo 6 — Tema: "A relação entre educação e prevenção da
criminalidade"
Texto motivador: Estudos na área de segurança pública apontam uma forte correlação entre baixos
índices de escolaridade, evasão escolar e maior vulnerabilidade ao envolvimento com a criminalidade,
especialmente entre jovens. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a relação
entre educação e prevenção da criminalidade.
A relação entre educação e criminalidade é um dos temas mais discutidos quando se busca
compreender as causas profundas da violência no Brasil. Estudos na área de segurança pública
apontam uma forte correlação entre baixa escolaridade, evasão escolar e maior vulnerabilidade
ao envolvimento com o crime, sobretudo entre jovens. Diante disso, defende-se que investir em
educação de qualidade é uma das formas mais eficazes de prevenção da criminalidade a longo
prazo, complementando as ações diretas de policiamento.
Em primeiro lugar, a escola oferece a jovens em situação de vulnerabilidade social um ambiente
estruturado, com adultos de referência e perspectivas concretas de futuro, o que reduz o espaço
para o aliciamento por grupos criminosos. Quando a evasão escolar ocorre, esse espaço de
proteção desaparece, e o jovem fica mais exposto a influências negativas, sobretudo em regiões
onde a presença do crime organizado já é significativa.
Em segundo lugar, a educação amplia as oportunidades de inserção no mercado de trabalho
formal, o que reduz o atrativo de atividades ilícitas como fonte de renda. Um jovem com
qualificação profissional tem mais alternativas legítimas de sustento, o que diminui, ainda que não
elimine por completo, a probabilidade de envolvimento com o crime como meio de subsistência.
Em suma, embora a educação não seja a única solução para a criminalidade, ela atua na raiz de
boa parte do problema, ao ampliar oportunidades e reduzir vulnerabilidades. Políticas de
segurança pública mais eficazes, portanto, devem necessariamente dialogar com políticas
educacionais, tratando prevenção e repressão como frentes complementares, e não isoladas.
Correção comentada
● Módulo 1: praticamente sem erros; um pequeno desconto de 0,5 por uma leve
inadequação na regência de um verbo em um trecho do segundo parágrafo.
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14,5 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 12 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 11,5 / 12,5
Página 11
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
● Módulo 2: estrutura muito clara, com "em primeiro lugar" e "em segundo lugar" bem
empregados, e conclusão que amarra os dois argumentos de forma coerente com a
introdução.
● Módulo 3: bom domínio do tema, com argumentos relevantes e conectados ao texto
motivador; pequeno desconto porque um exemplo mais concreto (um programa ou dado
específico) elevaria ainda mais a qualidade da argumentação.
NOTA FINAL: 38 / 40,0 pontos
Redação Modelo 7 — Tema: "Ética profissional e conduta do policial militar"
Texto motivador: A conduta ética do policial militar, tanto em serviço quanto fora dele, é
frequentemente apontada como fator determinante para a confiança da população nas instituições de
segurança. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a importância da ética
profissional na conduta do policial militar.
A profissão de policial militar exige muito mais do que preparo físico e técnico ela exige também
uma conduta ética exemplar tanto durante o serviço quanto fora dele. Isso porque a confiança da
população nas instituiçõesde segurança depende diretamente da forma como cada policial se
comporta no seu dia a dia, e um comportamento inadequado de um único agente pode manchar a
imagem de toda a corporação.
A ética na profissão envolve varias coisas como não abusar da autoridade, tratar bem as pessoas
mesmo em situações de tensão e seguir as normas da corporação isso é muito importante porque
o policial representa o Estado então ele tem que ter um comportamento diferenciado dos civis
comuns em varias situações do dia a dia mesmo fora do trabalho.
Além disso quando um policial age de forma antiética isso gera desconfiança na população e faz
com que as pessoas não queiram colaborar com a policia gerando um ciclo ruim onde a policia
fica mais isolada da sociedade e isso prejudica o trabalho de segurança pública como um todo
porque sem a colaboração da população fica mais difícil prevenir e resolver crimes.
Por isso a ética profissional é muito importante para o policial militar ela garante que a população
confie na instituição e que o trabalho de segurança pública seja bem feito no final das contas todo
policial deveria pensar bastante nisso antes de agir de forma errada em qualquer situação do seu
trabalho.
Correção comentada
● Módulo 1: vários períodos longos sem pontuação adequada (por exemplo, "ela exige
também uma conduta ética exemplar tanto durante o serviço" sem vírgula antes, e "varias"
sem acento em "várias"), somando descontos de 3 pontos no total do módulo.
● Módulo 2: os parágrafos de desenvolvimento ficaram muito parecidos entre si (ambos
apenas reforçam "a ética é importante", sem trazer argumentos claramente distintos), e a
conclusão praticamente repete a introdução com as mesmas palavras, sem progressão
perceptível.
● Módulo 3: o tema foi compreendido, mas a argumentação ficou rasa e repetitiva, sem
exemplos concretos nem aprofundamento — o texto afirma que a ética é importante várias
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 12 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 10,5 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 10,5 / 12,5
Página 12
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
vezes, mas explica pouco o "porquê" de forma variada, o que é típico de uma redação
mediana.
NOTA FINAL: 33 / 40,0 pontos
Redação Modelo 8 — Tema: "Os impactos das redes sociais na disseminação da
violência e da desinformação"
Texto motivador: Vídeos de crimes divulgados sem contexto, boatos sobre supostas ocorrências e
notícias falsas sobre segurança pública se espalham rapidamente pelas redes sociais, muitas vezes
gerando pânico ou desinformação na população. Proposta: Redija um texto dissertativo-
argumentativo sobre os impactos das redes sociais na disseminação da violência e da desinformação
relacionadas à segurança pública.
As redes sociais se tornaram, nos últimos anos, um dos principais canais de circulação de
informações — inclusive sobre segurança pública. Se, por um lado, essas plataformas podem
ajudar na divulgação de alertas úteis à população, por outro, também servem de terreno fértil para
a disseminação de boatos, vídeos descontextualizados e notícias falsas, o que exige atenção
redobrada tanto das autoridades quanto dos próprios cidadãos.
Um primeiro impacto negativo é a viralização de vídeos de crimes sem qualquer contextualização,
que podem gerar pânico coletivo, boatos infundados e até mesmo linchamentos virtuais contra
pessoas erroneamente identificadas. Sem uma checagem prévia dos fatos, a velocidade das
redes sociais amplifica rumores antes mesmo que as autoridades tenham a chance de esclarecer
o que realmente aconteceu.
Um segundo impacto é a disseminação de notícias falsas especificamente sobre ações policiais,
que podem tanto superestimar quanto subestimar a gravidade de uma ocorrência real,
prejudicando a relação de confiança entre população e forças de segurança. Esse cenário exige
que as próprias instituições policiais adotem canais oficiais de comunicação ágeis, capazes de
desmentir informações falsas antes que se espalhem de forma incontrolável.
Portanto, as redes sociais, embora tragam benefícios evidentes de comunicação, também
representam um desafio real para a segurança pública quando usadas de forma irresponsável.
Cabe tanto às instituições quanto à população desenvolver uma postura mais crítica diante do que
circula on-line, verificando fontes antes de compartilhar informações sobre temas tão sensíveis.
Correção comentada
● Módulo 1: texto tecnicamente muito bem escrito; pequeno desconto de 0,5 por uma leve
imprecisão na colocação pronominal em um trecho do terceiro parágrafo.
● Módulo 2: parágrafos bem equilibrados e conectados ("um primeiro impacto", "um segundo
impacto", "portanto"), com boa retomada do texto motivador na introdução e na conclusão.
● Módulo 3: argumentação atual e relevante, trazendo dois ângulos distintos (pânico/
linchamento virtual e desconfiança institucional) e fechando com uma reflexão crítica sobre
o papel tanto das instituições quanto da população.
NOTA FINAL: 38,5 / 40,0 pontos
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14,5 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 12 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 12 / 12,5
Página 13
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
Redação Modelo 9 — Tema: "A saúde mental dos profissionais de segurança
pública"
Texto motivador: A rotina de exposição a situações de risco, violência e alta pressão psicológica tem
levado entidades de classe e pesquisadores a alertar para os altos índices de estresse, ansiedade e
outros agravos à saúde mental entre policiais. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo
sobre a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de segurança pública.
Cobra-se, com razão, que os profissionais de segurança pública atuem com serenidade e
discernimento mesmo em situações de altíssima pressão. No entanto, pouco se discute sobre as
condições necessárias para que isso seja possível: a rotina de exposição a situações de risco e
violência tem levado a altos índices de estresse, ansiedade e outros agravos à saúde mental entre
policiais, o que exige que o cuidado com esses profissionais seja tratado como parte central, e
não acessória, da política de segurança pública.
Em primeiro lugar, um policial emocionalmente sobrecarregado tem maior probabilidade de reagir
de forma desproporcional em situações de tensão, o que pode resultar tanto em prejuízo à própria
segurança do agente quanto em consequências graves para a população atendida. Investir em
suporte psicológico contínuo, portanto, não beneficia apenas o profissional individualmente, mas
também a qualidade do serviço prestado à sociedade.
Em segundo lugar, o estigma ainda associado a buscar ajuda psicológica dentro das corporações
dificulta que muitos profissionais procurem apoio antes que o quadro se agrave. Campanhas
internas de conscientização, aliadas à oferta efetiva de acompanhamento psicológico regular, e
não apenas emergencial, são fundamentais para mudar essa cultura e permitir diagnósticos e
intervenções mais precoces.
Conclui-se, assim, que cuidar da saúde mental dos profissionais de segurança pública é condição
indispensável para um trabalho policial mais equilibrado e eficaz. Corporações que tratam esse
cuidado como prioridade tendem a formar profissionais mais preparados para lidar com a pressão
do dia a dia sem comprometer sua própria integridade nem a segurança da população.
Correção comentada
● Módulo 1: texto bem escrito, sem erros relevantes de ortografia ou concordância; pequeno
desconto de 0,5 por uma vírgula opcional que faria falta em um trecho de leitura mais
rápida.
● Módulo 2: excelente sequência lógica entre os parágrafos, com conectivos variados e
conclusão que amarra tanto o argumento individual (reação desproporcional) quanto o
institucional (estigma), mostrando boa progressão temática.
● Módulo 3: argumentação madura, que reconhece a complexidade dotema (dimensão
individual e institucional) e evita simplificações — um dos textos mais completos do
conjunto em relação à profundidade da análise.
NOTA FINAL: 38,5 / 40,0 pontos
Redação Modelo 10 — Tema: "Os desafios da segurança pública no Espírito Santo"
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14,5 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 12 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 12 / 12,5
Página 14
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
Texto motivador: O Espírito Santo, como os demais estados brasileiros, enfrenta desafios específicos
de segurança pública relacionados à sua geografia (grande extensão litorânea, áreas urbanas
densamente povoadas na Grande Vitória e regiões de interior mais isoladas) e à sua configuração
socioeconômica. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os principais desafios
da segurança pública no Espírito Santo e a importância de estratégias adaptadas à realidade do
estado.
Embora os desafios da segurança pública sejam, em muitos aspectos, semelhantes em todo o
Brasil, cada estado apresenta particularidades que exigem estratégias adaptadas à sua própria
realidade. No Espírito Santo, a combinação entre uma região metropolitana densamente povoada
— a Grande Vitória — e municípios do interior com características bem diferentes, do litoral norte
às áreas serranas, exige que a política de segurança pública leve em conta essa diversidade
regional, e não trate o estado como um bloco homogêneo.
Em primeiro lugar, a Grande Vitória concentra grande parte da população e da atividade
econômica do estado, o que também concentra parte relevante das ocorrências criminais
associadas a áreas urbanas densas, como furtos, roubos e tráfico de drogas. Nessas regiões,
estratégias de policiamento comunitário e uso de tecnologia de monitoramento tendem a ser
especialmente úteis, dado o grande contingente populacional concentrado em um espaço
geográfico relativamente pequeno.
Em segundo lugar, municípios do interior e das regiões serranas do Espírito Santo enfrentam
desafios distintos, como distâncias maiores entre as unidades policiais e as ocorrências, e uma
dinâmica social diferente da metropolitana. Nessas áreas, a proximidade e o conhecimento do
policial em relação à comunidade local — muitas vezes pequena e com forte identidade própria,
marcada pela herança da colonização italiana e pomerana — pode ser um recurso valioso, ainda
mais relevante do que em grandes centros urbanos.
Diante disso, conclui-se que uma política eficaz de segurança pública no Espírito Santo não pode
ser uniforme: precisa reconhecer as diferenças entre a Grande Vitória e o interior do estado,
adaptando estratégias de policiamento à realidade concreta de cada região, sem abrir mão da
coordenação estadual que garante coerência ao sistema como um todo.
Correção comentada
● Módulo 1: bom domínio da norma culta; pequeno desconto de 1 ponto por uma leve
inconsistência na concordância verbal em um trecho do último parágrafo.
● Módulo 2: estrutura clara e bem conectada, com contraste explícito entre Grande Vitória e
interior sustentando toda a argumentação; pequeno desconto porque a transição da
introdução para o primeiro argumento poderia ser um pouco mais fluida.
● Módulo 3: bom uso de conhecimento específico sobre a geografia do Espírito Santo
(Grande Vitória, interior, colonização italiana e pomerana) para sustentar a argumentação
— exatamente o tipo de conteúdo que mostra domínio do tema local, mas o segundo
argumento poderia citar de forma mais direta um desafio concreto (por exemplo, o tempo
de resposta policial) para ficar ainda mais forte.
NOTA FINAL: 36,5 / 40,0 pontos
Critério Pontuação
Módulo 1 — Formal (Português) 14 / 15,0
Módulo 2 — Textual (organização) 11,5 / 12,5
Módulo 3 — Técnico (conteúdo) 11 / 12,5
Página 15
PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
PARTE 3 — SUA VEZ DE PRATICAR
Agora é sua vez. Use a estrutura de 4 parágrafos estudada neste documento (introdução com
tese, dois parágrafos de desenvolvimento com um argumento cada, e conclusão) e escreva sua
própria redação abaixo, entre 20 e 30 linhas. Cronometre-se: tente não passar de 45 minutos,
incluindo revisão.
Texto motivador: O crescimento das ocorrências envolvendo crimes cibernéticos, golpes financeiros
aplicados por telefone ou internet e o uso de aplicativos de mensagens para práticas ilícitas tem
exigido que as forças de segurança pública se atualizem constantemente para acompanhar novas
formas de criminalidade. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os desafios da
segurança pública diante do crescimento dos crimes cibernéticos, apresentando argumentos que
sustentem seu ponto de vista.
MACETE DE PROVA — antes de começar, rabisque em uma folha à parte (ou na margem) sua
tese e os 2 argumentos que você vai usar — isso evita que você comece a escrever sem saber
onde quer chegar, um dos erros mais comuns sob pressão de tempo.
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PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
Linhas para o seu treino (aproximadamente 30 linhas, o máximo permitido pelo edital):
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PMES 2026 — Redação (Texto Dissertativo-Argumentativo)
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Depois de escrever, revise usando os 3 módulos estudados na Parte 1 (Formal, Textual e Técnico) e tente
se autoavaliar com a mesma régua usada nas 10 redações modelo. Se possível, peça para alguém de
confiança ler e apontar erros de português que você não percebeu — muitas vezes é mais fácil enxergar
isso no texto dos outros do que no próprio.
Página 18
Como usar este material
Este documento é 100% baseado no edital oficial do concurso: extensão exigida, pontuação, regras de eliminação e os critérios de correção usados pela banca IDECAN foram retirados diretamente do capítulo "Da Prova Discursiva (Redação)" do Edital de Abertura nº 001/2026. Nada aqui é "achismo" — é exatamente o que o corretor vai usar para te avaliar.
A boa notícia é que redação de concurso é uma habilidade TREINÁVEL: ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso ser um escritor talentoso, e sim seguir uma estrutura clara, evitar os erros que zeram o texto e treinar repetidamente. Este material assume que você nunca escreveu uma redação de concurso antes.
A estrutura é a seguinte: primeiro você entende as regras do jogo (o que vale ponto, o que zera, como a banca corrige); depois aprende o passo a passo para escrever; depois estuda 10 redações modelo completas, já corrigidas e com nota atribuída, para enxergar na prática o que separa uma redação boa de uma mediana; por fim, há uma página com linhas em branco para você treinar sua própria redação com um tema sugerido.
PARTE 1 — COMO FUNCIONA A REDAÇÃO NO PMES
1. A prova de redação: o que você precisa saber
2. Regras que ZERAM a redação — atenção redobrada
Antes de aprender a escrever bem, é fundamental saber o que pode derrubar sua nota a zero, mesmo que o resto do texto esteja bom. Segundo o edital, sua redação recebe nota ZERO se:
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: o texto tiver menos de 20 linhas escritas (considera-se "linha escrita" aquela com pelo menos duas palavras completas, sem contar preposições, conjunções e artigos isolados).
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: você fugir do tema proposto ou do tipo de texto solicitado (por exemplo, escrever uma narrativa ou uma carta quando foi pedido um texto dissertativo-argumentativo).
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: você não seguir as instruções da folha de redação (por exemplo: escrever fora do espaço reservado, usar caneta ou material não permitido, ou se identificar no corpo do texto, quando a prova exigir anonimato).
ATENÇÃO — ISSO ZERA A REDAÇÃO: a letra for ilegível a ponto de impedir a leitura, o texto estiver em branco, ou você usar linguagem ofensiva, caluniosa ou discriminatória.
Além disso, atenção: simplesmentecopiar ou citar um artigo de lei, sem desenvolver a ideia com argumentação própria, NÃO garante pontos — a banca quer ver você pensando sobre o tema, não recitando decoreba.
MACETE DE PROVA — antes de entregar, faça uma checagem rápida: (1) contei as linhas e estão entre 20 e 30? (2) meu texto realmente responde ao tema pedido, do início ao fim? (3) segui o formato dissertativo-argumentativo (nada de história ou carta)? Esses 3 pontos evitam a nota zero, que é o pior cenário possível.
3. O texto dissertativo-argumentativo: o que é e como se estrutura
Dissertar é DEFENDER UM PONTO DE VISTA (uma tese) sobre um tema, usando argumentos que convencem o leitor de que sua posição faz sentido. É diferente de narrar (contar uma história) ou descrever (apenas retratar algo) — na redação de concurso, você não deve inventar personagens nem contar um caso pessoal como se fosse uma crônica; você deve argumentar.
A estrutura clássica, e a mais segura para quem está começando, tem 4 parágrafos:
Parágrafo 1 — Introdução
Apresenta o tema de forma breve e já deixa clara a sua TESE (a ideia central que você vai defender no texto todo). Não é preciso um parágrafo longo — 3 a 5 linhas já bastam. Evite começar com frases genéricas demais ("Desde os primórdios da humanidade..."); prefira ir direto ao ponto, conectando-se ao texto motivador quando houver um.
Parágrafos 2 e 3 — Desenvolvimento
Cada parágrafo de desenvolvimento apresenta UM argumento que sustenta a tese, seguido de uma justificativa ou exemplo que dá consistência a esse argumento. É importante não misturar vários argumentos soltos em um único parágrafo — a organização ("um argumento por parágrafo") é exatamente um dos itens avaliados pela banca.
Parágrafo 4 — Conclusão
Retoma a tese apresentada na introdução (sem repetir as mesmas palavras) e fecha o texto com uma reflexão final. O edital do PMES não exige formalmente uma "proposta de intervenção" nos moldes do ENEM, mas terminar com uma reflexão crítica ou uma sugestão prática de melhoria costuma reforçar bem os critérios de "capacidade de análise e senso crítico", por isso é recomendável.
Exemplo: Tema: "A importância da educação para a redução da violência". Tese possível: "A educação de qualidade, ao formar cidadãos mais críticos e com mais oportunidades no mercado de trabalho, é uma das ferramentas mais eficazes na prevenção da criminalidade a longo prazo." Essa frase já pode abrir a introdução, deixando claro, desde o início, o que o texto vai defender.
MACETE DE PROVA — decore essa "fórmula" de 4 parágrafos: Introdução (tema + tese) → Argumento 1 → Argumento 2 → Conclusão (retomada da tese + reflexão final). Ela funciona para praticamente qualquer tema de concurso e é a estrutura mais fácil de escrever sob pressão de tempo.
4. Como a banca corrige: os 3 módulos de avaliação
A banca IDECAN divide a nota da redação (40 pontos no total) em 3 módulos. Entender exatamente o que cada um cobra ajuda você a saber onde focar sua energia ao revisar o texto antes de entregar.
Ou seja, de forma bem resumida: Módulo 1 = "escrevi certo?"; Módulo 2 = "organizei bem o texto?"; Módulo 3 = "pensei bem sobre o tema?". Um bom texto precisa ir razoavelmente bem nos três — não adianta ter ideias brilhantes (Módulo 3) se a escrita tem muitos erros de português (Módulo 1), e vice-versa.
MACETE DE PROVA — na revisão final do seu texto, faça uma passada em cada módulo separadamente: primeiro releia só de olho em erros de português (Módulo 1); depois releia vendo se os parágrafos têm uma sequência lógica e bons conectivos (Módulo 2); por fim, pergunte-se "eu realmente respondi à proposta com argumentos bons?" (Módulo 3).
5. Passo a passo para escrever sua redação com segurança
6. Conectivos e coesão: seu kit de ferramentas
Boa parte da nota do Módulo 2 (Textual) depende do uso de conectivos adequados — palavras e expressões que ligam as ideias e mostram a lógica do seu raciocínio. Aqui está um "kit" enxuto, organizado por função, que já é suficiente para escrever um bom texto dissertativo-argumentativo:
MACETE DE PROVA — evite repetir sempre o mesmo conectivo (é muito comum abusar de "portanto" e "além disso") — variar as expressões, mesmo dentro da mesma função, mostra mais domínio da língua escrita e ajuda no Módulo 2.
PARTE 2 — 10 REDAÇÕES MODELO, CORRIGIDAS
A seguir, 10 redações completas (entre 20 e 30 linhas cada), sobre temas no estilo do que costuma cair em concursos de segurança pública, cada uma seguida de uma correção comentada, módulo a módulo, com nota final — exatamente como um corretor da banca faria. Leia cada uma prestando atenção não só no que está certo, mas também nos pequenos deslizes apontados: aprender a ENXERGAR erros é tão importante quanto aprender a escrever bem.
MACETE DE PROVA — nenhuma dessas redações é "perfeita e inatingível" — são exemplos realistas, com pontos fortes e, em alguns casos, falhas pequenas (e uma delas com falhas mais visíveis, de propósito, para você aprender a reconhecer um texto mediano). Use-as como referência de nível, não para decorar.
Redação Modelo 1 — Tema: "O papel da polícia comunitária na redução da violência urbana"
Texto motivador: A polícia comunitária busca aproximar o policial da população por meio do diálogo e da prevenção, e não apenas da repressão ao crime. Cidades que adotaram esse modelo registraram redução em índices de criminalidade e maior confiança da população nas forças de segurança. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o papel da polícia comunitária na redução da violência urbana, apresentando argumentos que sustentem seu ponto de vista.
A segurança pública, historicamente, foi tratada no Brasil quase exclusivamente sob a ótica da repressão: mais viaturas, mais efetivo, mais punição. Contudo, a experiência de diversas cidades mostra que aproximar o policial da comunidade, por meio do diálogo constante e de ações preventivas, produz resultados mais duradouros do que a repressão isolada. Nesse sentido, defende-se aqui que a polícia comunitária é uma estratégia eficaz para reduzir a violência urbana, justamente por complementar o trabalho tradicional com uma relação de confiança entre policiais e população.
Em primeiro lugar, a proximidade entre o policial e os moradores de uma região favorece o compartilhamento espontâneo de informações. Quando a comunidade reconhece no policial um agente presente e acessível, e não apenas uma figura distante associada à repressão, ela se sente mais à vontade para relatar situações suspeitas antes que se transformem em crimes consumados. Esse fluxo de informação, difícil de obter em um modelo puramente repressivo, permite ações preventivas mais precisas e menos custosas do que a resposta a crimes já ocorridos.
Além disso, o policiamento comunitário fortalece a legitimidade da corporação perante a sociedade. Ao atuar de forma próxima, orientando e educando, o policial deixa de ser visto apenas como figura de autoridade coercitiva e passa a ser reconhecido como parceiro na construção da segurança coletiva. Essa mudança de percepção reduz a resistência da população em colaborar com investigações e contribui para um ambiente urbano mais seguro para todos, inclusive para os próprios profissionais de segurança.
Diante do exposto, conclui-se que a polícia comunitária, ao unir prevenção e diálogo à atuação tradicional, representa um caminho eficaz para reduzir a violência urbana. Mais do que uma alternativa à repressão, trata-se de uma estratégia complementar, que fortalece a confiança mútua entre Estado e cidadão — condição indispensável para qualquer política de segurança pública que pretenda ser eficaz a longo prazo.
Correção comentada
Redação Modelo 2 — Tema: "A importância do respeito aos direitos humanos na atuação policial"
Texto motivador: A atuação policial pautada pelo respeito aos direitos humanos não enfraquece o combate ao crime — pelo contrário, fortalece a legitimidade da ação do Estado e a confiança da população nas instituições de segurança. Proposta: Redijaum texto dissertativo-argumentativo sobre a importância do respeito aos direitos humanos na atuação policial.
Muito se discute, no debate público, se o respeito aos direitos humanos representaria um obstáculo à eficiência policial no combate à criminalidade. Essa visão, no entanto, parte de uma falsa oposição: uma atuação policial pautada pela legalidade e pelo respeito à dignidade da pessoa humana não enfraquece o trabalho policial, mas o fortalece, ao garantir legitimidade às ações do Estado e confiança da sociedade nas instituições de segurança.
Um primeiro argumento que sustenta essa tese é o de que abordagens desproporcionais ou violações de direitos, mesmo quando aplicadas contra suspeitos, geram desconfiança generalizada na população, inclusive entre cidadãos que nunca cometeram qualquer infração. Essa desconfiança dificulta a colaboração espontânea com a polícia, o que, no médio prazo, prejudica investigações e ações preventivas, indo na direção contrária do que se pretende alcançar com o rigor.
Em segundo lugar, o respeito aos direitos humanos reduz a chance de erros que comprometem investigações e processos judiciais. Provas obtidas de forma ilegal, ou depoimentos colhidos sob coação, podem ser anulados pela Justiça, favorecendo justamente quem deveria ser responsabilizado. Assim, agir dentro da lei não é apenas uma exigência ética, mas também uma condição prática para que o trabalho policial produza resultados que se sustentem ao longo de todo o processo penal.
Portanto, longe de ser um entrave, o respeito aos direitos humanos é parte estrutural de uma atuação policial eficaz e legítima. Cabe à formação continuada dos profissionais de segurança reforçar essa compreensão, para que a força do Estado seja exercida com firmeza, mas sempre dentro dos limites que garantem a credibilidade da instituição perante a sociedade.
Correção comentada
Redação Modelo 3 — Tema: "Segurança pública como responsabilidade de toda a sociedade"
Texto motivador: Embora o Estado, por meio das forças policiais, seja o principal responsável pela segurança pública, especialistas apontam que a redução da criminalidade depende também do engajamento de outras esferas: família, escola, poder público municipal e sociedade civil. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo defendendo se a segurança pública deve ser vista como responsabilidade exclusiva do Estado ou como um compromisso compartilhado por toda a sociedade.
É comum que a segurança pública seja entendida, no senso comum, como uma responsabilidade exclusiva da polícia e do Estado. Essa visão, embora compreensível, é incompleta: a redução da criminalidade depende também do engajamento de outras esferas da sociedade, como a família, a escola, o poder público municipal e a própria comunidade, de modo que a segurança deve ser tratada como um compromisso compartilhado, e não como tarefa isolada das forças policiais.
Por um lado, é inegável que o Estado tem o dever constitucional de garantir a segurança da população, e é para isso que existem as instituições policiais, com poder de polícia e capacidade de resposta ao crime. Isso não pode ser transferido para outros atores. Por outro lado, fatores que favorecem a criminalidade, como a evasão escolar, a falta de oportunidades de trabalho e a ausência de espaços de lazer, estão fora do alcance direto da atuação policial, e dependem de políticas sociais mais amplas.
Além disso a participação da sociedade civil também é importante ela pode ajudar por meio de conselhos comunitários de segurança, do incentivo à denúncia de crimes e da cobrança de políticas públicas eficazes aos governantes locais e estaduais essas ações, embora não substituam o trabalho policial complementam de forma relevante a atuação do Estado.
Diante disso conclui-se que a segurança pública é, sim, uma responsabilidade primordial do Estado, mas que se fortalece quando soma-se ao trabalho policial o engajamento de outras esferas da sociedade tratar o tema apenas como "problema da polícia" é subestimar a complexidade das causas da violência.
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Redação Modelo 4 — Tema: "Os desafios do combate à violência doméstica no Brasil"
Texto motivador: Apesar de avanços legais, como a Lei Maria da Penha, o combate à violência doméstica no Brasil ainda enfrenta desafios como a subnotificação de casos, o medo de represália e a necessidade de capacitação constante dos agentes de segurança que atendem essas ocorrências. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os principais desafios do combate à violência doméstica no Brasil e o papel da segurança pública nesse enfrentamento.
A criação de leis específicas para o enfrentamento da violência doméstica representou um avanço fundamental na proteção às vítimas, mas a existência de um bom arcabouço legal não é suficiente, por si só, para erradicar o problema. Persistem desafios relevantes, como a subnotificação de casos, o medo de represália por parte das vítimas e a necessidade de capacitação constante dos agentes de segurança pública que atuam nessas ocorrências, o que exige um esforço contínuo, e não apenas normas bem elaboradas.
Um primeiro desafio está na subnotificação: muitos casos de violência doméstica não chegam ao conhecimento das autoridades, seja pelo medo da vítima em relação a represálias, seja pela dependência financeira ou emocional em relação ao agressor. Isso significa que os números oficiais, embora alarmantes, provavelmente representam apenas uma parte da realidade, o que dificulta o dimensionamento adequado das políticas públicas voltadas ao problema.
Um segundo desafio diz respeito à capacitação dos profissionais que fazem o primeiro atendimento às vítimas, sobretudo os policiais que chegam à cena da ocorrência. Um atendimento despreparado, que trate a violência doméstica como um problema "privado" ou de menor gravidade, pode desencorajar a vítima a buscar ajuda novamente no futuro. Por isso, investir em formação continuada e em protocolos claros de atendimento é tão importante quanto a existência da própria legislação protetiva.
Conclui-se, portanto, que o combate efetivo à violência doméstica depende de mais do que leis bem escritas: exige políticas que incentivem a denúncia, redes de apoio que reduzam o medo da vítima e agentes de segurança pública devidamente capacitados para atuar com sensibilidade e agilidade diante dessas ocorrências, que exigem tanto rigor técnico quanto cuidado humano.
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Redação Modelo 5 — Tema: "O uso da tecnologia como aliada da segurança pública"
Texto motivador: Câmeras de monitoramento, sistemas de reconhecimento facial, aplicativos de denúncia e análise de dados criminais têm sido cada vez mais utilizados por forças policiais em todo o Brasil como ferramentas de prevenção e investigação. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os benefícios e os cuidados necessários no uso da tecnologia como aliada da segurança pública.
O avanço tecnológico tem transformado diversas áreas da vida em sociedade, e a segurança pública não é exceção. Ferramentas como câmeras de monitoramento, sistemas de reconhecimento facial, aplicativos de denúncia e análise de dados criminais têm sido cada vez mais incorporadas ao trabalho policial. Defende-se aqui que essas tecnologias são aliadas importantes na prevenção e na investigação de crimes, desde que empregadas com planejamento adequado e respeito à privacidade dos cidadãos.
Em primeiro lugar, o monitoramento por câmeras e a análise de dados permitem identificar padrões de criminalidade em determinadas regiões e horários, possibilitando um direcionamento mais eficiente do efetivo policial. Em vez de distribuir os recursos de forma genérica, é possível concentrar esforços exatamente onde e quando o risco de ocorrências é maior, otimizando o uso de um recurso público que, sabemos, é sempre limitado.
Por outro lado, é preciso reconhecer que o uso dessas tecnologias exige cuidados. Sistemas de reconhecimento facial, por exemplo, já demonstraram,em diferentes estudos, taxas de erro maiores para certos grupos populacionais, o que pode gerar identificações equivocadas e injustiças. Por isso, a adoção dessas ferramentas deve vir acompanhada de protocolos claros de verificação humana e de mecanismos de correção de eventuais erros, para que a tecnologia auxilie a segurança pública sem comprometer direitos individuais.
Dessa forma, a tecnologia se mostra uma aliada valiosa da segurança pública, desde que seu uso seja planejado com responsabilidade. O desafio não está em rejeitar essas ferramentas, mas em empregá-las de forma equilibrada, unindo eficiência operacional e respeito aos direitos da população.
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Redação Modelo 6 — Tema: "A relação entre educação e prevenção da criminalidade"
Texto motivador: Estudos na área de segurança pública apontam uma forte correlação entre baixos índices de escolaridade, evasão escolar e maior vulnerabilidade ao envolvimento com a criminalidade, especialmente entre jovens. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a relação entre educação e prevenção da criminalidade.
A relação entre educação e criminalidade é um dos temas mais discutidos quando se busca compreender as causas profundas da violência no Brasil. Estudos na área de segurança pública apontam uma forte correlação entre baixa escolaridade, evasão escolar e maior vulnerabilidade ao envolvimento com o crime, sobretudo entre jovens. Diante disso, defende-se que investir em educação de qualidade é uma das formas mais eficazes de prevenção da criminalidade a longo prazo, complementando as ações diretas de policiamento.
Em primeiro lugar, a escola oferece a jovens em situação de vulnerabilidade social um ambiente estruturado, com adultos de referência e perspectivas concretas de futuro, o que reduz o espaço para o aliciamento por grupos criminosos. Quando a evasão escolar ocorre, esse espaço de proteção desaparece, e o jovem fica mais exposto a influências negativas, sobretudo em regiões onde a presença do crime organizado já é significativa.
Em segundo lugar, a educação amplia as oportunidades de inserção no mercado de trabalho formal, o que reduz o atrativo de atividades ilícitas como fonte de renda. Um jovem com qualificação profissional tem mais alternativas legítimas de sustento, o que diminui, ainda que não elimine por completo, a probabilidade de envolvimento com o crime como meio de subsistência.
Em suma, embora a educação não seja a única solução para a criminalidade, ela atua na raiz de boa parte do problema, ao ampliar oportunidades e reduzir vulnerabilidades. Políticas de segurança pública mais eficazes, portanto, devem necessariamente dialogar com políticas educacionais, tratando prevenção e repressão como frentes complementares, e não isoladas.
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Redação Modelo 7 — Tema: "Ética profissional e conduta do policial militar"
Texto motivador: A conduta ética do policial militar, tanto em serviço quanto fora dele, é frequentemente apontada como fator determinante para a confiança da população nas instituições de segurança. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a importância da ética profissional na conduta do policial militar.
A profissão de policial militar exige muito mais do que preparo físico e técnico ela exige também uma conduta ética exemplar tanto durante o serviço quanto fora dele. Isso porque a confiança da população nas instituições de segurança depende diretamente da forma como cada policial se comporta no seu dia a dia, e um comportamento inadequado de um único agente pode manchar a imagem de toda a corporação.
A ética na profissão envolve varias coisas como não abusar da autoridade, tratar bem as pessoas mesmo em situações de tensão e seguir as normas da corporação isso é muito importante porque o policial representa o Estado então ele tem que ter um comportamento diferenciado dos civis comuns em varias situações do dia a dia mesmo fora do trabalho.
Além disso quando um policial age de forma antiética isso gera desconfiança na população e faz com que as pessoas não queiram colaborar com a policia gerando um ciclo ruim onde a policia fica mais isolada da sociedade e isso prejudica o trabalho de segurança pública como um todo porque sem a colaboração da população fica mais difícil prevenir e resolver crimes.
Por isso a ética profissional é muito importante para o policial militar ela garante que a população confie na instituição e que o trabalho de segurança pública seja bem feito no final das contas todo policial deveria pensar bastante nisso antes de agir de forma errada em qualquer situação do seu trabalho.
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Redação Modelo 8 — Tema: "Os impactos das redes sociais na disseminação da violência e da desinformação"
Texto motivador: Vídeos de crimes divulgados sem contexto, boatos sobre supostas ocorrências e notícias falsas sobre segurança pública se espalham rapidamente pelas redes sociais, muitas vezes gerando pânico ou desinformação na população. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre os impactos das redes sociais na disseminação da violência e da desinformação relacionadas à segurança pública.
As redes sociais se tornaram, nos últimos anos, um dos principais canais de circulação de informações — inclusive sobre segurança pública. Se, por um lado, essas plataformas podem ajudar na divulgação de alertas úteis à população, por outro, também servem de terreno fértil para a disseminação de boatos, vídeos descontextualizados e notícias falsas, o que exige atenção redobrada tanto das autoridades quanto dos próprios cidadãos.
Um primeiro impacto negativo é a viralização de vídeos de crimes sem qualquer contextualização, que podem gerar pânico coletivo, boatos infundados e até mesmo linchamentos virtuais contra pessoas erroneamente identificadas. Sem uma checagem prévia dos fatos, a velocidade das redes sociais amplifica rumores antes mesmo que as autoridades tenham a chance de esclarecer o que realmente aconteceu.
Um segundo impacto é a disseminação de notícias falsas especificamente sobre ações policiais, que podem tanto superestimar quanto subestimar a gravidade de uma ocorrência real, prejudicando a relação de confiança entre população e forças de segurança. Esse cenário exige que as próprias instituições policiais adotem canais oficiais de comunicação ágeis, capazes de desmentir informações falsas antes que se espalhem de forma incontrolável.
Portanto, as redes sociais, embora tragam benefícios evidentes de comunicação, também representam um desafio real para a segurança pública quando usadas de forma irresponsável. Cabe tanto às instituições quanto à população desenvolver uma postura mais crítica diante do que circula on-line, verificando fontes antes de compartilhar informações sobre temas tão sensíveis.
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Redação Modelo 9 — Tema: "A saúde mental dos profissionais de segurança pública"
Texto motivador: A rotina de exposição a situações de risco, violência e alta pressão psicológica tem levado entidades de classe e pesquisadores a alertar para os altos índices de estresse, ansiedade e outros agravos à saúde mental entre policiais. Proposta: Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de segurança pública.
Cobra-se, com razão, que os profissionais de segurança pública atuem com serenidade e discernimento mesmo em situações de altíssima pressão. No entanto, pouco se discute sobre as condições necessárias para que isso seja possível: a rotina de exposição a situações de risco e violência tem levado a altos índices de estresse, ansiedade e outros agravos à saúde mental entre policiais, o que exige que o cuidado com esses profissionais seja tratado como parte central, e não acessória, da política de segurança pública.
Em primeiro lugar, um policial emocionalmente sobrecarregado tem maior probabilidade de reagir de forma desproporcional em situações de tensão, o que pode resultar tanto em prejuízo à própria segurança do agente