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INFECÇÃO DOINFECÇÃO DO TRATO URINÁRIOTRATO URINÁRIO Internato Pediatria HECAD Alunos: Isabela Zulian de Sousa Mateus Modolo da Costa IntroduçãoIntrodução ITU uma das infecções mais comuns em pediatria Infecção bacteriana mais prevalente no lactente Importância do diagnóstico precoce: prevenir e minimizar a formação e progressão da cicatriz renal DefiniçãoDefinição Multiplicação de um único germe patogênico em qualquer segmento do trato urinário Identificado por urocultura coletada por método confiável Fator de risco para insuficiência renal, hipertensão e doença terminal em crianças Prevalência ePrevalência e etiologiaetiologia Acomete principalmente o sexo feminino, sendo que a prevalência varia com a idade Período neonatal até os 6 meses de idade pode haver predominânica do sexo masclino. Ocorrem em 1% nos menino e 1-3% em meninas. Meninos: mais comum no primeiro ano de vida, principalmente nos não circuncidados. Meninas: ITU ocorre em torno dos 5 anos de idade, com picos durante lactância e o período de trinamento esfincteriano. Prevalência ePrevalência e etiologiaetiologia E. coli responsável por 80 a 90% dos casos Manifestações clínicasManifestações clínicas Sinais e sintomas na criança dependem da idade do paciente Crianças menores: sinais e sintomas inespecíficos Lactente: febre, irritabilidade, recusa alimentar, icterícia, distensão abdominal e baixo ganho ponderal Três formas: pielonefrite, cistite, bacteriúria assintomática Incidência pielonefrite é maior em Crianças sem treinamento esfincteriano: Coleta por punção suprapúbica: crescimento de qualquer patógeno independetemente do número de colônias 1. Coleta por cateterização vesical: crescimento bacteriano > 1000 ufc/m2. DiagnósticoDiagnóstico Urocultura Confirma ITU: > Crianças com treinamento esfincteriano: Cultura > 50 000 colônias de um único patógeno ou > 10.000 se criança sintomática 1. SBP: contagem bacteriana > 100.000 ufc/mL ou > 50.000 ufc/mL + EAS com piúria 2. DiagnósticoDiagnóstico Leucocitose, neutrofilia, aumento de provas inflamatórias, e de procalcitonina ---> INESPECÍFICOS Abscesso renal: contagem de leucócitos acentuadamente elevadas > 20.000- 25.000/mm3 Nível sérico elevado de procalcitonina: associado a pielonefrite e alto risco de cicatrização renal Exames de sangue DiagnósticoDiagnóstico Pielonefrite pode complicar em sepse, obter hemoculturas com amostras de sangue coletadas antes do inicio da antibioticoterapia (lactentes e crianças uropatia obstrutiva) Fatores de risco para sepse crianças 2-24 meses: Meninas: raça branca, idade 39ºC , febre + de 2 dias e ausência de outra fonte de infecção 1. Meninos: TAX > 39ºC, febre + 24h de duração e ausência de outra fonte de infecção2. Sepse DiagnósticoDiagnóstico Demonstram necessidade de maiores investigações Ausência de resposta dentro de 48h de antibiótico apropriado Pouca quantidade de fluxo urinário Massa abdominal no flanco ou suprapúbica Patógeno distinto de E. coli Urossepse Nível elevado de creatinina Características atípicas Objetivos: Alivio dos sintomas Eliminação da infecção e prevenção de sepse - e tratamento da sepse qando houver Prevenção da recorrência e de complicações em lngo prazo, incluindo hipertensão, cicatrizes renais e alteraões da função renal. TratamentoTratamento TratamentoTratamento Antibioticoterapia: Instituido imediatamente quando há sspeita de ITU em criaças COM sintomas ( febre ou sintomas locais) logo após a coleta da cultura e do antibiograma, mesmo que sem os resultados. Visa evitar o amento da gravidadeda infecção e possibilidade da infecçao. TratamentoTratamento Quando internar? Rn devem sempre internar ( potencial risco de gravidade) A partir dos 3 meses de idade,crianças sem sinais de toxemia, BEG, aceitando dieta via oral e sem sinais de desidratação, devem realizar tratamento amblatorial. Crianças toxemiadas, com febe alta, sinais de desidratação e / ou vômitos persistentes, DEVEM ser internadas eo tratamento inicialmente deve ser hospitalar. O tratamento deve ser realizado de preferencia sempre que possivel, via oral. Antibióticos: vo O tratamento incialmente é empirico e direcionado para agentes mais prevalentes, então usamos: 1- nitrofuriantoína ( 5-7 mg/kg/dia) em 3-4 doses fracionadas 2- sulfametoxazol-trimetroprima 40mg + 8mg (bactrin) Amoxicilina (50 mg/kg/dia) , porém alta residência Duração: Duração de 10 dias e no caso de pielo estender para 14dias. TratamentoTratamento TratamentoTratamento Parenteral: preferencialmente 10 dias Reavaliar em 48-72h, se elhora optar por tratamento VO com espectro semelhante TratamentoTratamento Quando a cultura estiver disponível com o antibiograma correspondente, o antibiótico deverá ser adequado á sensibilidade do agente etiológico. Escolher a melhor opção de antibióticoterapia. ProfilaxiaProfilaxia A profilaxia consiste no uso de uma dose menor de ATB por período de tempo afim de evitar novos qadros de ITU. As indicações são controvérsas, no entanto, podem ser recomendadas nas seguintes situações: Após término do tratamento da ITU , enquanto é a realizada a investigação de possíveis alterações morfofuncionais do trato rinário. Em casos de anomalias obstrutivas do trato urinário até correção. RVU de graus III, IV e V RVU de graus I ou II que apresentem ITU de repetição Paciente com recidivas frequentes da ITU, mesmo com exames complementares normais ProfilaxiaProfilaxia Exames deExames de imagemimagem Toda criança, independente de idade e sexo, que tenha diagnóstico de certeza de ITU, merece investigação por imagem Administrar menor quantidade de radiação possível Objetivo: identificar anormalidades anatômicas, determinar se há comprometimento renal ativo, avaliar função renal Não expõe à radiação Não invasivo Realizado em todas as crianças que apresentam ITU pela primeira vez Objetivo: identificar mal formações ou obstruções USG normal não exclui a existência de alterações Operador dependente Exames de imagemExames de imagem USG de rins e vias urinárias Exames de imagemExames de imagem UCM (uretrocistografia miccional) Exame radiológico realizado por meio da infusão de contraste iodado intravesical Visualização da anatomia do trato urogenital (obstruções, refluxo vesicureteral) Procura-se alterações na coluna, visualização da uretra, alterações da bexiga À princípio reservada para pacientes com alterações no USG de rins e vias urinárias e/ou cintilografia com DMSA alterada e/ou quadros repetitivos de infecção urinária associados à disfunção miccional Exames de imagemExames de imagem Cintilografia com DMSA Útil na identificação de lesões renais, de cicatriz renal Realizado em todos os lactentes com ITU febril, pielonefrite e pacientes com refluxovesicureteral Deve ser realizado 4-6 meses após episódio inicial de ITU Áreas acometidas do rim são fotopênicas e o rim está aumentado Se DMSA alterado, realizar UCM Exames de imagemExames de imagem SBP: PrognósticoPrognóstico O prognóstico está relacionado a uma série de fatores, como: Idade de apresentação Presença ou não de cicatrizes renais Atraso no diagnóstico Instituição de terapêutica ReferênciasReferências KLIEGMAN, R. et al. Nelson. Tratado de pediatría. 21. ed. [s.l.] Elsevier, 2020.1. BRESOLIN, N. L.; SILVESTRE, L. D. C.; KAUFMAN, A.; GARCIA, C. D.; LIPINSKI, R. W. Infecção do Trato Urinário. Departamento Científico de Nefrologia. Sociedade Brasileira de Pediatria, p. 1–8, 2016. Disponível em: . . 1. OBRIGADAOBRIGADA PELAPELA ATENÇÃOATENÇÃO