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19A R Q U I V O S B R A S I L E I R O S D E P S I Q U I AT R I A , N E U R O L O G I A E M E D I C I N A L E G A L – V O L 1 0 0 N º 0 1 ; J A N / F E V / M A R 2 0 0 6
ESCALA DE AVALIAÇÃO DA
ANSIEDADE-TRAÇO INFANTIL –
UM ESTUDO DE SENSIBILIDADE
E ESPECIFICIDADE
Francisco. B. Assumpção Jr. e Cristiane Renate Resch
TRAIT ANXIETY EVALUATION SCALE VALIDATION- A STUDY
OF SENSIBILITY AND SPECIFICITY
RESUMO: Os autores apresentam estudo
de validação da escala de avaliação de
ansiedade-traço infantil, a partir de sua
aplicação em 30 crianças de dez a
dezessete anos (idade média de
11,08±2,56), sendo 26 do sexo masculino
e 4 do sexo feminino, e em 30 crianças
portadoras de transtorno de ansiedade de
separação, diagnosticadas conforme os
critérios do DSM-IV (idade média de
11,82±2,56 anos), sendo 16 do sexo
masculino e 14 do sexo feminino, avaliadas
também pela escala de avaliação de
ansiedade infantil (SCARED). O coeficiente
alfa de Cronbach foi igual a 0,864, e o
coeficiente de correlação de Pearson
mostrou que existiram itens que não se
mostraram bem correlacionados. A curva
ROC mostrou ponto de corte com melhor
desempenho, conjunto de sensibilidade e
especificidade igual a 41, mostrando boa
sensibilidade e especificidade, embora
diferentes dos obtidos pelos idealizadores
do instrumento. A análise fatorial
apresentou os três primeiros fatores
reproduzindo cerca de 43% da variabilidade
dos itens. Entre a escala traço-ansiedade
e a SCARED no grupo com queixa, a
correlação de Pearson se mostrou igual a -
0,0145, com nível de significância de
0,9395 para um n=30, caracterizando que
a correlação entre a escala traço-ansiedade
e a SCARED foi fraca. A comparação das
médias obtidas com pessoas normais, sem
queixas, pelo teste t independente, com
nível de significância de 5%, mostrou-se
significante. O alfa de Cronbach apenas
para os itens que foram significantes com a
escala total foi de 0,883. Devido à facilidade
de uso e sua confiabilidade, acreditamos que,
após outros estudos, a escala de avaliação de
ansiedade-traço infantil possa ser de utilidade
na prática da Psiquiatria Infantil como
instrumento de triagem referente aos sintomas
ansiosos em geral.
ABSTRACT: The authors present the
childhood trait anxiety evaluation scale
validation study by its application in thirty 10-
to 17-year-old children, from regular school
(mean age 11,08±2,56 years-old), being 26
male and 4 female children, and thirty 10- to
17-year-old outpatients (mean age 11,82±3,21
years-old) diagnosed with separation anxiety
disorder by the DSM-IV criteria, being 16 male
and 14 female children, also evaluated through
the screen for child anxiety related emotional
disorders (SCARED). Cronbach´s alpha was
0,864, and Pearson´s correlation coefficient
showed there were items not well correlated.
The ROC curve obtained a cut off point with
the best performance, sensibility and specificity
in 41, showing good sensibility and specificity,
although different from the obtained by the
scale creators.
The factorial analysis showed the first three
factors reproduce around 43% of the items´
variability. The Pearson´s correlation was -
0,0145 between the childhood anxiety-trait
evaluation scale and the SCARED in the
symptomatic group, with significance level of
0,9395 for n=30, showing a weak correlation
between both scales.
The comparison of means obtained for
healthy asymptomatic controls through t
independent test with significance level of
5% was significant. The Cronbach´s alpha
just for the significant items with the total
scale was 0,883.
Due to its facility of use and reliability, we
believe that, after more studies, the scale
may be useful in Child Psychiatry as a
screening tool related to anxiety symptoms
in general.
PALAVRAS-CHAVE: Escala Ansiedade-
traço; Criança; Questionário; Estudo de
Validação.
KEYWORDS: Trait-anxiety scale; Child;
Questionnaire; Validation-study.
RECEBIDO: 14.02.2006
APROVADO: 21.02.2006
ARTIGO ORIGINAL
Francisco B. Assumpção Jr. – Professor
associado do Departamento de
Psicologia Clínica do Instituto de
Psicologia da Universidade de São
Paulo. Professor livre docente pelo
Departamento de Psiquiatria da
Faculdade de Medicina da Universi-
dade de São Paulo.
Cristiane Renate Resch – Psicóloga
clínica. Especialização em
Psicoterapia Infantil. Orientadora
educacional do Complexo Educacio-
nal “Pueri Domus”.
V O L 1 0 0 N º 0 1 ; J A N / F E V / M A R 2 0 0 6 – A R Q U I V O S B R A S I L E I R O S D E P S I Q U I AT R I A , N E U R O L O G I A E M E D I C I N A L E G A L20
INTRODUÇÃO
A
 nosografia psiquiátrica, ba-
seada principalmente na
experiência com pacientes e
fundamentada em observações psico-
patológicas de cunho eminentemen-
te descritivo com a finalidade de es-
tabelecer a especificidade sintomato-
lógica e sindrômica, tem grandes di-
ficuldades na Psiquiatria da Infância,
em função da questão do desenvolvi-
mento, que propicia uma mudança
contínua nas características do sujei-
to.
A ansiedade, conceituada por
Sacristán1 como “(...) uma emoção de-
sagradável característica, induzida
pela antecipação de um perigo ou
frustração, e que ameaça a segurança,
homeostase, ou vida do indivíduo ou
do grupo biopsicosocial a que perten-
ce”, é uma das patologias mais im-
portantes a serem estudadas, em fun-
ção de sua prevalência, que chega a
atingir aproximadamente 8 a 10% de
crianças com idades inferiores a 10
anos,2 com uma prevalência de 2,5 a
5% na população geral e de 10,6 a
24% na população clínica.3
Lewis, citado por Andrade e
Gorenstein,4 caracteriza a ansiedade
como um estado emocional, com a
experiência subjetiva de medo ou ou-
tra emoção relacionada, como terror,
horror, alarme e pânico, sendo desa-
gradável e podendo chegar a uma sen-
sação de morte ou colapso, direciona-
da em relação ao futuro, com a sensa-
ção implícita de perigo iminente sem
risco real, acompanhada de desconfor-
to corporal subjetivo, caracterizado
por sensação de aperto no peito ou
garganta, dispnéia e fraqueza. Para-
lelamente, podem ser observadas ou-
tras manifestações corporais involun-
tárias, como xerostomia, sudorese,
tremor, náusea e vômitos, palpitação
e dores abdominais.
Na criança, seu diagnóstico é di-
fícil, uma vez que depende de uma di-
ferenciação com a própria ansiedade
decorrente do processo de desenvol-
vimento, e que deve ser considerada
normal de acordo com as manifesta-
ções detectadas em cada idade.5 Da
mesma forma, manifestações ansio-
sas podem ser decorrentes somente de
aspectos situacionais ou podem estar
ligadas a quadros mais complexos que
caracterizam um transtorno ansioso.
Em função dessas dificuldades, faz-
se necessária a elaboração de testes e
escalas como medidas objetivas e padro-
nizadas dessa amostra de comportamen-
to.6
Visando ao seu diagnóstico, princi-
palmente em amostras populacionais,
Birmaher7 desenvolveu a escala de ava-
liação de ansiedade infantil (Screen For
Child Anxiety Related Emotional
Disorders – SCARED), instrumento
auto-aplicável para detecção da ansieda-
de na criança, que é, freqüentemente,
subdiagnosticada devido à associação
com outras patologias psiquiátricas,
como depressão ou transtorno bipolar.
Assim, o diagnóstico da ansiedade, seja
ou não um transtorno específico, é im-
portante, pois ela afeta o desenvolvi-
mento infantil, predispondo ao apareci-
mento de outras patologias psiquiátri-
cas, e pode persistir no indivíduo adulto
ou apresentar pior prognóstico, quando
não tratada. Entretanto, nem sempre a
presença do sintoma ansioso representa
a presença de um transtorno de an-
siedade, uma vez que pode ser decor-
rente de aspectos situacionais e de as-
pectos inerentes à própria personali-
dade do indivíduo em questão.
Dessa forma, o conceito traço-es-
tado baseia-se na concepção de ansie-
dade proposta por Spielberger e
Smith,8 que faz a distinção de manei-
ra tal que o estado de ansiedade se
refere a um estado emocional transi-
tório, caracterizado por sentimentos
subjetivos de tensão, que pode variar
de intensidade todotempo. Trata-se,
portanto, de uma reação a situações
de estresse, enquanto o traço de an-
siedade se refere a uma disposição
relativamente estável para responder
dessa forma ao estresse, com uma ten-
dência a perceber uma ampla gama de
situações como ameaçadoras. Conse-
qüentemente, o traço diz respeito à
parte da estrutura de personalidade do
sujeito.9 Dessa maneira, um instru-
mento desenvolvido com essa finali-
dade mostra-se útil para medir a an-
siedade em diferentes situações rela-
cionadas a ensino, esporte e doenças
diversas com características clínicas,
cirúrgicas ou mesmo psiquiátricas,8
sem que, no entanto, caracterize obri-
gatoriamente um transtorno ansioso.
A escala de avaliação de ansieda-
de-traço na criança10 (escala traço-an-
siedade) é uma escala clínica, origi-
nalmente construída com 34 itens, que
apresenta consistência interna eleva-
da (fator a de Cronbach=0,93, sendo
0,88 para o fator psíquico, 0,84 para o
comportamental e 0,86 para o
somático). A correlação entre itens
também é boa, com grau de signifi-
cância superior a 0,5 (coeficiente de
Pearson). Finalmente, sua validade
também é boa, sendo sua zona sob a
curva ROC de 0,97, com um interva-
lo de confiança igual a 0,945-1,002,
no qual um escore de 31 oferece uma
sensibilidade de 82,5% e uma especi-
ficidade de 97%. Mostra-se, assim,
um instrumento de triagem promis-
sor na abordagem da ansiedade, con-
siderando-se não o transtorno psi-
quiátrico específico, mas um fenôme-
no que ocorre em indivíduos sem
transtornos específicos.9 Avalia, assim,
a ansiedade enquanto sintoma e não
como transtorno ansioso, consideran-
“Uma vez que são
poucos os instrumentos
específicos em nosso
meio, optamos pela
realização deste
trabalho a fim de tentar
validar este instrumento
com eficácia já
devidamente
comprovada em outro
ambiente e que pode ser
de extrema utilidade
para o pediatra.”
21A R Q U I V O S B R A S I L E I R O S D E P S I Q U I AT R I A , N E U R O L O G I A E M E D I C I N A L E G A L – V O L 1 0 0 N º 0 1 ; J A N / F E V / M A R 2 0 0 6
do o grau de ansiedade traço, identi-
ficando se esta é uma condição cons-
tante no indivíduo,11 o que nos po-
deria levar a tentar superpô-la, con-
forme refere Akiskal,12 como trans-
torno de ansiedade generalizada.
Considerando-se essas caracte-
rísticas, pareceu-nos útil como esca-
la de rastreamento de indivíduos com
sintomatologia ansiosa,13 porém sem
diagnóstico obrigatório de transtor-
no ansioso, e, assim, estruturamos
este trabalho visando a propiciar mais
um instrumento adaptado à realida-
de brasileira para a utilização clínica
e para o uso em outros projetos de
pesquisa na área. Uma vez que são
poucos os instrumentos específicos
em nosso meio, optamos pela reali-
zação deste trabalho a fim de tentar
validar este instrumento com eficá-
cia já devidamente comprovada em
outro ambiente e que pode ser de ex-
trema utilidade para o pediatra, vi-
sando a sua utilização como instru-
mento de triagem de uma sintoma-
tologia, nem sempre vinculada a uma
patologia psiquiátrica.
MÉTODO
P
ara adaptação em nosso meio,
foi solicitada autorização ao
idealizador da escala de avalia-
ção de ansiedade-traço na criança.
Após seu fornecimento, o questioná-
rio foi traduzido do francês para o
português por psiquiatra com conhe-
cimento da língua, sendo, posterior-
mente, feita a retrotradução por pes-
soa com conhecimentos da língua
francesa e portuguesa (Anexo I).
Posteriormente, o questionário
foi aplicado em 30 crianças, com ida-
des entre dez e dezessete anos (idade
média de 11,08±2,56 anos, sendo 26
do sexo masculino e 4 do sexo femi-
nino), provenientes de escola esta-
dual de primeiro e segundo graus do
município de São Paulo, sem nenhu-
ma queixa psiquiátrica associada.
Concomitantemente, foi aplicado em
30 crianças portadoras de transtorno
de ansiedade de separação, diagnos-
ticadas conforme os critérios do
DSM-IV, por psiquiatra com expe-
riência na área (idade média de
11,82±2,56 anos, sendo 16 do sexo
masculino e 14 do sexo feminino).
Essas crianças foram avaliadas também
por meio da escala de avaliação de an-
siedade infantil (SCARED), conforme a
validação proposta por Barbosa et al.14
Os dados obtidos foram analisados
por meio do teste t independente com
nível de significância de 5%. O teste t
independente é indicado na comparação
entre dois grupos de informações com
nível de mensuração numérica, com
amostras independentes, para saber se
em média os dois grupos são diferentes.
Considerando-se que o objetivo propos-
to foi o de validar a escala traço-ansie-
dade, utilizamos ainda o cálculo do coe-
ficiente alfa de Cronbach, as correlações
de Pearson entre a escala total e as esca-
las individuais e a curva ROC, sendo
que, com esta, utilizou-se um grupo de
pessoas com diagnóstico clínico de an-
siedade (traço ansiedade segundo DSM-
IV). Para verificar o grau de correlação
entre a escala traço-ansiedade e a
SCARED no grupo com queixa, aplicou-
se a correlação de Pearson.15
RESULTADOS
O
 presente estudo visou à ava-
liação da escala traço-ansieda-
de composta por 34 itens e já
descrita anteriormente. O coeficiente
alfa de Cronbach foi igual a 0,864. Um
coeficiente de 0,80 ou mais é considera-
do como aceitável para a maioria das
aplicações em ciências humanas, razão
pela qual pode ser considerado bom para
a proposta de validação do instrumento.
Foi, entretanto, menor do que o encon-
trado por seus idealizadores.
Os coeficientes de correlação de
Pearson entre o escore total e os vários
itens que compõem esse escore são iden-
tificados na Tabela 1, na qual os itens
marcados com asterisco tiveram corre-
lação significante (psem quei-
xas, pelo teste t independente, com
nível de significância de 5%, mos-
trou-se significante, observando-se
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que o grupo com diagnóstico obteve
respostas maiores que o grupo nor-
mal (Tabelas 3 e 4 e Figura 1). Os
itens significantes estão marcados
com asterisco e são aqueles que mais
contribuem para a diferença no es-
core total.
O alfa de Cronbach só para os itens
que foram significantes com a escala
total (22) foi de 0,883, maior, portanto,
que o da escala total, o que pode ser in-
dício de que os itens não significantes
não contribuem para uma escala mais
diferenciada.
“Neste estudo,
avaliamos uma
escala específica
para sintomas
de ansiedade
infantil como
forma usual de
resposta de
determinadas
crianças.”
I1
I2
I3
I4
I5
I6
I7
I8
I9
I10
I11
I12
I13
I14
I15
I16
I17
I18
I19
I20
I21
I22
I23
I24
I25
I26
I27
I28
I29
I30
I31
I32
I33
I34
TABELA 1 – COEFICIENTES DE CORRELAÇÃO DE PEARSON ENTRE O
ESCORE TOTAL E OS VÁRIOS ITENS QUE COMPÕEM ESSE ESCORE
Nível de significância (p)Correlação de Pearson NItem
0,717
0,491
0,443
0,060
0,324
0,497
0,292
-0,042
0,488
0,309
0,472
0,651
0,390
0,675
0,396
0,665
0,200
0,601
0,383
0,783
0,491
0,343
0,070
0,423
0,710
0,468
0,279
0,503
0,369
0,268
0,223
0,522
0,086
0,537
0,00001
0,00587
0,01420
0,75168 (*)
0,08027 (*)
0,00523
0,11694(*)
0,82573(*)
0,00622
0,09628(*)
0,00844
0,00010
0,03324
0,00004
0,03011
0,00008
0,28931(*)
0,00044
0,03696
0,00000
0,00592
0,06370(*)
0,71156(*)
0,01995
0,00001
0,00906
0,13610(*)
0,00462
0,04452
0,16839(*)
0,23547(*)
0,00306
0,65166(*)
0,00221
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
29
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
30
28
30
30
30
30
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TABELA 2 – CURVA ROC PARA O PONTO
DE CORTE COM MELHOR DESEMPENHO
CONJUNTO DE SENSIBILIDADE
E ESPECIFICIDADE
EspecificidadePontos de Corte
9,00
11,00
12,50
14,50
16,50
17,50
19,50
22,50
24,50
26,00
27,50
28,50
29,50
30,50
31,50
32,50
34,50
36,50
37,50
39,00
41,00
42,50
43,50
45,00
47,50
49,50
50,50
51,50
53,00
54,50
56,00
57,50
58,50
59,50
61,50
64,00
65,50
67,00
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
0,967
0,933
0,933
0,933
0,933
0,900
0,900
0,867
0,800
0,800
0,733
0,633
0,600
0,533
0,467
0,433
0,433
0,400
0,367
0,333
0,267
0,233
0,200
0,167
0,133
0,100
0,067
0,000
0,000
0,033
0,067
0,133
0,167
0,200
0,233
0,267
0,300
0,333
0,333
0,367
0,400
0,500
0,533
0,533
0,600
0,600
0,667
0,700
0,733
0,800
0,800
0,833
0,867
0,900
0,933
0,933
0,933
0,967
0,967
0,967
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
Sensibilidade
Com queixa
47,90
11,10
30
Sem queixa
31,70
13,20
30
Média
Desvio-padrão
N
Teste t: p1,1 30 1,1 1,1 30 0,009 (*)
21 1,2 1,3 30 0,8 1,1 30 0,246
22 1,8 1,2 30 1,1 1,2 30 0,038 (*)
23 0,7 1,0 30 0,3 0,6 30 0,073
24 0,9 1,3 30 0,8 1,0 30 0,948
25 1,6 1,3 30 1,0 1,1 30 0,103
26 1,5 1,1 30 0,9 0,9 30 0,021 (*)
27 1,0 1,2 30 1,3 1,2 30 0,393
28 0,6 0,9 30 0,1 0,3 30 0,004 (*)
29 1,9 1,3 30 1,0 1,2 30 0,011 (*)
30 0,1 0,4 30 0,0 0,2 28 0,980
31 1,2 1,2 30 0,4 0,6 30 0,023 (*)
32 0,8 0,9 30 0,6 0,9 30 0,309
33 0,3 0,7 30 0,1 0,3 30 0,150
34 0,9 1,2 30 0,3 0,7 30 0,011 (*)
Média
Desvio-
padrão n Média
Desvio-
padrão n
Teste t-independente com nível de significância de 5%
25A R Q U I V O S B R A S I L E I R O S D E P S I Q U I AT R I A , N E U R O L O G I A E M E D I C I N A L E G A L – V O L 1 0 0 N º 0 1 ; J A N / F E V / M A R 2 0 0 6
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(SCARED) de triagem. Infanto
2002;10(1):34-47.
15. Glantz SA. Primer of biostatistics. 4.
Ed. New York: McGraw-Hill; 1997.
14. Abandona rapidamente as ta-
refas iniciadas.
15. Chora facilmente
16. Procura situações de seguran-
ça (por contato físico, pela presença e
pessoa familiar, por encorajamento).
17. Tem medo de escuro.
18. É sensível às críticas.
19. Apresenta recusas sistemáticas
e apresenta “caprichos” (para levan-
tar-se pela manhã, para se vestir, para
lavar-se, para fazer as lições da escola
etc.).
20. Duvida de seu valor e de seu
sucesso (escolar, esportivo etc.).
21. Justifica os maus resultados es-
colares por esquecimento ou falhas de
memória.
22. É instável, agitado, superexci-
tado.
23. Tem tendência a apresentar
problemas digestivos (náuseas, vômi-
tos, diarréias).
24. Tem dificuldades para se ali-
mentar (apetite caprichoso, recusas
alimentares).
25. Preocupa-se em ter mau de-
sempenho ou fazer mau aos outros
(exames, competições, relacionamen-
to com os colegas ou professores).
26. Tende a se distrair ou apresen-
ta dificuldades em se concentrar.
27. Rói unhas.
28. Queixa-se de opressão no pei-
to ou dificuldades em respirar (inde-
pendentemente de esforço físico).
29. Tem dificuldades de sono (re-
cusa-se a deitar, tem rituais de ador-
mecimento, exige companhia).
30. Dificuldades em engolir (quei-
xa-se de uma bola na garganta).
31. Sobressalta-se com ruídos.
32. Apresenta pesadelos freqüen-
tes.
33. Queixa-se de que o coração
bate muito forte (independentemen-
te de esforço físico).
34. Tem tendência a apresentar
movimentos nervosos (tremores, ti-
ques).
(Bouden et al. Neuropsychiatr Enfance
Adolesc 2002;50(2):25-30)
Endereço para correspondência
Francisco. B. Assumpção Jr.
Rua dos Otonis, n. 697 – Vila Clemen-
tino
04025-002 São Paulo; SP; Brasil
E-mail: cassiterides@bol.com.br
ANEXO I
ESCALA TRAÇO-ANSIEDADE INFANTIL
Nome:________________________
Sexo:______________Idade:______
Data:______________
Vocês encontrarão aqui indicações
descrevendo os comportamentos infan-
tis ou seus problemas. Leiam atenta-
mente as indicações e escolham o grau
de sofrimento da criança em relação ao
problema apresentado.
Indique
0: ausente;
1: raramente;
2: freqüentemente;
3: sempre.
1. Tem tendência a se mostrar inqui-
eto ou a ficar preocupado a propósito de
qualquer coisa (exames, competições,
doenças de pessoas próximas, brigas en-
tre os pais...).
2. Tem tendência a preocupar-se, evi-
tar ou recusar situações novas.
3. Tem tendência a ter dores de bar-
riga.
4. Tem tendência a preocupar-se ou
evitar pessoas que não lhe são familia-
res.
5. Tem tendência a perguntar muito
a respeito de fatos cotidianos.
6. Tem tendência a preocupar-se com
a volta às aulas, as idas ao quadro ne-
gro, os exames.
7. Queixa-se de dores de cabeça.
8. Queixa-se de vários tipos de do-
res.
9. Tende a ser irritável, nervoso, re-
clamando de tudo.
10. Tem a tendência de perguntar
muito no que se refere a temas insóli-
tos ou surpreendentes.
11. Queixa-se, espontaneamente, de
esquecimento ou lacunas de memória.
12. Preocupa-se com o que os outros
pensam a seu respeito (colegas, profes-
sores, instrutores etc.).
13. Recusa-se a ficar sozinho ou tem
medo da solidão.

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