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Questões resolvidas

A hipoteca e o penhor são garantias reais. Embora todo o patrimônio do devedor assegure o credor, e não só o bem dado em penhor ou em hipoteca, o objeto gravado de ônus reais assegura principal e preferencialmente. Desse modo, pode-se afirmar que:
A Se executado o penhor ou a hipoteca e o produto obtido em praça não bastar para o pagamento da dívida, o credor continuará a ser credor do saldo – e quanto a esta parte, apenas, será quirografário (comum).
B A preferência beneficia também o credor anticrético, pois a anticrese é espécie de garantia real.
C A garantia pessoal, fidejussória, também confere ao credor direito de preferência.
D Caso o produto obtido após a excussão do objeto ofertado em penhor ou hipoteca não seja suficiente para pagar a dívida, o credor não pode mais receber a diferença.
E Caso o valor obtido após a excussão do bem ofertado em garantia real seja superior ao do crédito, a diferença não será restituída ao devedor.

A antecipação de vencimento da obrigação com garantia real:
A) Não é autorizada por lei.
B) É autorizada por lei para reforçar a garantia do credor, sempre que a espera do vencimento diminuir a probabilidade do recebimento do crédito, por problemas com a solvência do devedor, por exemplo.
C) É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia se deteriora ou se deprecia, desfalcando a garantia, e o devedor, intimado, não a reforça ou substitui.
D) É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia perece e não é substituída.
E) É autorizada por lei apenas se o devedor cai em insolvência ou tem sua quebra decretada.

Quanto ao penhor, é correto afirmar que:
a) Qualquer que seja a sua espécie, envolve a tradição do bem ao credor pignoratício.
b) Não depende de registro, pois recai sobre coisa móvel.
c) Não pode recair sobre imóveis.
d) Quando recai sobre veículo, o objeto deve permanecer na posse do credor pignoratício.
e) Pode decorrer de contrato ou da lei.

Considere, quanto à anticrese, as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A anticrese se constitui por contrato, registro e tradição da posse direta do bem imóvel.
II. O contrato que enseja a anticrese é real, não consensual.
III. O registro da anticrese no Registro de Imóveis é exigido por lei para ter eficácia contra terceiros.
IV. Não se pode convencionar anticrese sem a vênia conjugal, salvo regime de separação absoluta de bens.
A São verdadeiras somente as proposições I, II e III.
B São verdadeiras somente as proposições I, III e IV.
C São verdadeiras somente as proposições II e IV.
D Todas as proposições são verdadeiras.
E Todas as proposições são falsas.

Preferência é direito conferido ao titular de pagar-se com o produto da venda judicial da coisa dada em garantia, excluídos os demais credores, que assim não concorrem com o primeiro, no que diz respeito a essa parte do patrimônio do devedor. Somente após pagar-se ao preferente é que as sobras se houver serão rateadas entre os demais credores. O direito de preferência ocorre somente:
A Na hipoteca e na anticrese.
B Na anticrese e no penhor.
C No penhor e na hipoteca.
D Na hipoteca.
E No penhor que recai sobre imóvel por acessão física.

O penhor agrícola não pode recair sobre:
A máquinas e instrumentos de agricultura;
B colheitas pendentes, ou em via de formação;
C frutos acondicionados ou armazenados;
D lenha cortada e carvão vegetal; e animais do serviço de estabelecimento agrícola;
E a fazenda que se destina à cultura agrícola.

Examine as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:
A O penhor rural tem como objeto coisa imóvel por destinação física ou intelectual, e se aperfeiçoa independentemente da tradição efetiva do objeto dado em garantia.
B Na caução de títulos de crédito o bem ofertado em garantia é um direito de crédito, configurando-se o penhor especial.
C No penhor de veículos não se tradita o bem ao credor pignoratício.
D Extinguindo-se a obrigação, finda o penhor, que é apenas garantia, acessório.
E Com o perecimento do objeto do penhor extingue-se o direito real de garantia e o crédito por ele garantido.

Quanto ao penhor de veículos, é correto afirmar que:
a) Não é permitido no direito brasileiro, pois o veículo se desvaloriza rapidamente, enfraquecendo a garantia, com prejuízo ao credor.
b) Não confere ao credor pignoratício o direito de preferência.
c) Deve ser registrado no cartório de registro imobiliário, por se tratar de penhor especial.
d) Permite a oferta em garantia de veículo empregado em qualquer espécie de transporte ou condução, desde que haja instrumento e registro do instrumento no cartório de Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor.
e) A convenção tem prazo máximo de três anos, prorrogável por mais três, averbada, também, a prorrogação.

A extinção da anticrese não pode ocorrer:
a) Pela prescrição da obrigação principal, que a anticrese visa a garantir.
b) Pelo perecimento do objeto da garantia, ainda que o bem esteja no seguro, pois o direito do credor não se sub-roga na indenização paga pelo segurador.
c) Em caso de desapropriação do imóvel objeto da garantia.
d) Pela caducidade após 10 anos de seu registro.
e) Por nulidade absoluta da obrigação principal.

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. No penhor, se a coisa pereceu por culpa de terceiro, ou se está no seguro, o direito do credor se sub-roga na importância da indenização. O mesmo ocorre em caso de desapropriação.
II. A renúncia do credor pignoratício à garantia implica renúncia ao crédito.
III. A renúncia ao penhor deve ser expressa e feita por instrumento particular.
A Somente I e II são incorretas.
B Somente II e III são incorretas.
C Somente I e III são incorretas.
D Todas são corretas.
E Todas são incorretas.

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Questões resolvidas

A hipoteca e o penhor são garantias reais. Embora todo o patrimônio do devedor assegure o credor, e não só o bem dado em penhor ou em hipoteca, o objeto gravado de ônus reais assegura principal e preferencialmente. Desse modo, pode-se afirmar que:
A Se executado o penhor ou a hipoteca e o produto obtido em praça não bastar para o pagamento da dívida, o credor continuará a ser credor do saldo – e quanto a esta parte, apenas, será quirografário (comum).
B A preferência beneficia também o credor anticrético, pois a anticrese é espécie de garantia real.
C A garantia pessoal, fidejussória, também confere ao credor direito de preferência.
D Caso o produto obtido após a excussão do objeto ofertado em penhor ou hipoteca não seja suficiente para pagar a dívida, o credor não pode mais receber a diferença.
E Caso o valor obtido após a excussão do bem ofertado em garantia real seja superior ao do crédito, a diferença não será restituída ao devedor.

A antecipação de vencimento da obrigação com garantia real:
A) Não é autorizada por lei.
B) É autorizada por lei para reforçar a garantia do credor, sempre que a espera do vencimento diminuir a probabilidade do recebimento do crédito, por problemas com a solvência do devedor, por exemplo.
C) É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia se deteriora ou se deprecia, desfalcando a garantia, e o devedor, intimado, não a reforça ou substitui.
D) É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia perece e não é substituída.
E) É autorizada por lei apenas se o devedor cai em insolvência ou tem sua quebra decretada.

Quanto ao penhor, é correto afirmar que:
a) Qualquer que seja a sua espécie, envolve a tradição do bem ao credor pignoratício.
b) Não depende de registro, pois recai sobre coisa móvel.
c) Não pode recair sobre imóveis.
d) Quando recai sobre veículo, o objeto deve permanecer na posse do credor pignoratício.
e) Pode decorrer de contrato ou da lei.

Considere, quanto à anticrese, as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A anticrese se constitui por contrato, registro e tradição da posse direta do bem imóvel.
II. O contrato que enseja a anticrese é real, não consensual.
III. O registro da anticrese no Registro de Imóveis é exigido por lei para ter eficácia contra terceiros.
IV. Não se pode convencionar anticrese sem a vênia conjugal, salvo regime de separação absoluta de bens.
A São verdadeiras somente as proposições I, II e III.
B São verdadeiras somente as proposições I, III e IV.
C São verdadeiras somente as proposições II e IV.
D Todas as proposições são verdadeiras.
E Todas as proposições são falsas.

Preferência é direito conferido ao titular de pagar-se com o produto da venda judicial da coisa dada em garantia, excluídos os demais credores, que assim não concorrem com o primeiro, no que diz respeito a essa parte do patrimônio do devedor. Somente após pagar-se ao preferente é que as sobras se houver serão rateadas entre os demais credores. O direito de preferência ocorre somente:
A Na hipoteca e na anticrese.
B Na anticrese e no penhor.
C No penhor e na hipoteca.
D Na hipoteca.
E No penhor que recai sobre imóvel por acessão física.

O penhor agrícola não pode recair sobre:
A máquinas e instrumentos de agricultura;
B colheitas pendentes, ou em via de formação;
C frutos acondicionados ou armazenados;
D lenha cortada e carvão vegetal; e animais do serviço de estabelecimento agrícola;
E a fazenda que se destina à cultura agrícola.

Examine as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:
A O penhor rural tem como objeto coisa imóvel por destinação física ou intelectual, e se aperfeiçoa independentemente da tradição efetiva do objeto dado em garantia.
B Na caução de títulos de crédito o bem ofertado em garantia é um direito de crédito, configurando-se o penhor especial.
C No penhor de veículos não se tradita o bem ao credor pignoratício.
D Extinguindo-se a obrigação, finda o penhor, que é apenas garantia, acessório.
E Com o perecimento do objeto do penhor extingue-se o direito real de garantia e o crédito por ele garantido.

Quanto ao penhor de veículos, é correto afirmar que:
a) Não é permitido no direito brasileiro, pois o veículo se desvaloriza rapidamente, enfraquecendo a garantia, com prejuízo ao credor.
b) Não confere ao credor pignoratício o direito de preferência.
c) Deve ser registrado no cartório de registro imobiliário, por se tratar de penhor especial.
d) Permite a oferta em garantia de veículo empregado em qualquer espécie de transporte ou condução, desde que haja instrumento e registro do instrumento no cartório de Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor.
e) A convenção tem prazo máximo de três anos, prorrogável por mais três, averbada, também, a prorrogação.

A extinção da anticrese não pode ocorrer:
a) Pela prescrição da obrigação principal, que a anticrese visa a garantir.
b) Pelo perecimento do objeto da garantia, ainda que o bem esteja no seguro, pois o direito do credor não se sub-roga na indenização paga pelo segurador.
c) Em caso de desapropriação do imóvel objeto da garantia.
d) Pela caducidade após 10 anos de seu registro.
e) Por nulidade absoluta da obrigação principal.

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. No penhor, se a coisa pereceu por culpa de terceiro, ou se está no seguro, o direito do credor se sub-roga na importância da indenização. O mesmo ocorre em caso de desapropriação.
II. A renúncia do credor pignoratício à garantia implica renúncia ao crédito.
III. A renúncia ao penhor deve ser expressa e feita por instrumento particular.
A Somente I e II são incorretas.
B Somente II e III são incorretas.
C Somente I e III são incorretas.
D Todas são corretas.
E Todas são incorretas.

Prévia do material em texto

MÓDULO 7:
 
Introdução aos Direitos Reais de Garantia.
(Regras gerais, conceito, natureza jurídica – regras comuns a todos os dir. reais de garantia).
O crédito e a garantia: o patrimônio do devedor responde por suas dívidas, na ordem civil. A única exceção é a do
devedor de pensão alimentícia, que pode sofrer a pena privativa de liberdade.
Na prática às vezes o patrimônio não é suficiente. E no processo de execução ocorre o rateio – cada credor recebe só
percentagem de seu crédito.
Por isso o credor busca garantia: pessoal ou fidejussória; e real.
· fidejussória – deriva do contrato de fiança e se caracteriza (art. 818, CC) quando uma pessoa se obriga por outra, para
com o credor desta, a satisfazer a obrigação caso o devedor não a cumpra.
- Tal garantia é limitada, pois pode ser que o devedor não consiga fiador, e pode ser que o fiador, solvável no momento
da fiança, se torne insolvente por ocasião do vencimento.
· real – quando o devedor separa de seu patrimônio (ou terceiro oferece de seu patrimônio) um bem e o destina
primordialmente ao resgate de uma obrigação.
- Há três espécies de garantia real na lei: penhor, hipoteca e anticrese.
** na hipoteca e no penhor, sem o pagamento, o bem dado em garantia é oferecido à penhora e o produto alcançado na
praça se destina ao pagamento da obrigação garantida. Por força da preferência, o credor hipotecário ou pignoratício
(que tem a garantia do penhor) é pago com o produto da venda, excluídos os demais credores, que só terão direito às
sobras do preço, se houver.
** na anticrese, o bem dado em garantia se transfere para as mãos do credor que, com as rendas pelo bem produzidas,
procura se pagar.
· As garantias reais trazem mais vantagens ao credor – se o bem dado em garantia valer mais do que a dívida (no caso
de penhor ou hipoteca), ou produzir renda adequada (anticrese) é grande a probabilidade do credor receber seu crédito
inteiro.
· Então são muito frequentes tais garantias. Só a anticrese é obsoleta e rara na prática.
_______//___________
CONCEITO DO DIREITO REAL DE GARANTIA.
É o que confere ao seu titular a prerrogativa de obter o pagamento de uma dívida com o valor ou a renda de um bem
aplicado exclusivamente à sua satisfação.
Os direitos reais sobre coisas alheias podem ser: de gozo ou de garantia.
Nos de gozo o titular desfruta da coisa aproveitando-se total ou parcialmente das vantagens que ela propicia. Ex.:
usufruto, servidão. Nos de garantia o credor apenas visa, na coisa, ao seu valor ou à sua renda para se pagar de um
crédito que é o seu principal interesse, e do qual o direito real não passa de acessório.
Com um direito real de garantia, afeta-se um bem do devedor, sujeitando-o por laço real ao resgate da dívida garantida.
· Na hipoteca e no penhor (principais direitos reais de garantia) há ainda a preferência.
· Preferência é direito conferido ao titular de pagar-se com o produto da venda judicial da coisa dada em garantia,
excluídos os demais credores, que assim não concorrem com o primeiro, no que diz respeito a essa parte do patrimônio
do devedor. Somente após pagar-se ao preferente é que as sobras se houver serão rateadas entre os demais credores
(art. 1.422, CC/02).
Então a preferência é a maior vantagem do credor pignoratício (que tem a garantia do penhor) e do hipotecário. Porque
(dissemos) se o bem dado em garantia for de valor superior à dívida, esta será certamente resgatada, a despeito da
recusa do devedor.
· Na hipoteca será privilegiado quem primeiro a registrou.
· Obs.: CC/2002 – art. 1422, parágrafo único: limites ao direito de preferência do credor hipotecário e pignoratício,
como no caso da dívida proveniente de salário do trabalhador agrícola, que prefere a qualquer outro crédito, quanto ao
produto da colheita para que concorreu com o seu trabalho. Outras exceções: custas judiciais devidas pela
execução hipotecária; despesas com a conservação da coisa feitas por terceiros com anuência do credor e
do devedor, depois da constituição da hipoteca; impostos e taxas devidos à Fazenda Pública.
________//______
06/08/2026, 08:01 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/20
A hipoteca e o penhor são uma garantia – todo o patrimônio do devedor asseguram o credor, e não só o bem dado em
penhor ou em hipoteca. É que este assegura principal e preferencialmente, mas não é o único bem a assegurar.
Então, se executado o penhor ou a hipoteca e o produto obtido em praça não bastar para o pagamento da dívida, o
credor continuará a ser credor do saldo – e quanto a esta parte, apenas, será quirografário (comum).
· A preferência não beneficia o credor anticrético. Este em compensação tem o direito de reter a coisa dada em garantia
até que a dívida seja paga – tal direito se extingue em 15 anos do dia da sua constituição (art. 1.423, CC/02).
___________//__________
Natureza Jurídica:
1. Penhor, hipoteca e anticrese são direitos reais – recaem diretamente sobre a coisa, há o direito de sequela e
conferem ao seu titular ação real, oponível erga omnes – art. 1.419, CC/02.
Este direito se liga ao bem e o persegue nas mãos de quem quer que a detenha. Então se o credor não tiver a posse do
bem, como na hipoteca, pode reclamá-lo, para exercer sobre o bem o seu direito real. Não dependem de colaboração do
credor para se exercitarem; e só se aperfeiçoam com a tradição ou após o registro.
· Obs.: há quem negue o caráter real dos direitos de garantia porque eles não limitam a propriedade, e sim são
acessórios da obrigação. E porque sustentam alguns que o penhor e a hipoteca são institutos de direito processual e não
de direito substantivo.
** Tais posições não vingaram – hipoteca e penhor são direitos reais, como dito. E do direito civil porque existem antes
de qualquer litígio – caracterizam-se antes de qualquer relação processual.
2. Trata-se de direito real acessório porque só existe se existir uma relação jurídica, obrigacional, cujo resgate visa
assegurar. A dívida é o principal; a garantia o acessório. Então o direito real aqui segue o destino da dívida.
3. Os dir. reais de garantia são indivisíveis – (este é um benefício da lei ao credor).
Mesmo que a dívida e o objeto da garantia sejam divisíveis, o direito real de garantia é indivisível.
- o pagamento parcial da dívida não importa em exoneração correspondente da garantia, ainda que esta compreenda
vários bens (art. 1421, CC/02) – o objeto da garantia mesmo com o pagamento parcial continua na sua integralidade a
assegurar o pagamento do remanescente do débito. É a coisa gravada que é indivisa para oferecer segurança à solução
total do crédito por ela assegurado.
Exemplos:
a) se um condômino no imóvel hipotecado paga a sua parte do débito, todo o imóvel continua hipotecado.
b) se o imóvel garante dois créditos hipotecários e um é anulado, a garantia correspondente ao outro continua a incidir
sobre todo o prédio.
c) falecendo o credor e partilhado o seu crédito entre os seus herdeiros, qualquer destes, pra cobrar o seu quinhão,
pode penhorar o imóvel hipotecado, em sua integridade.
d) os sucessores do devedor não podem remir[4] parcialmente o penhor ou a hipoteca, na proporção de seus quinhões
– se algum quiser liberar o bem do ônus real que incide sobre tal bem, deve pagar a totalidade do débito, sub-rogando-
se nos direitos do credor pelas quotas de seus coerdeiros que houver satisfeito (art. 1.429, CC).
______________________//_______________
Requisitos para validade contra terceiros: existem para assegurar o interesse de terceiros.
Contrato em que se estipulam direitos reais de garantia valem contra terceiros (e direitos reais de garantia só existem
como tal se valerem contra terceiros). Para isso deve haver: especialização e publicidade.
* "contrato de hipoteca que não vale contra terceiro é contrato, e não hipoteca”.
Especialização do penhor, hipoteca ou anticrese – é a enumeração pormenorizada no contrato constitutivo dos
elementos quecaracterizam a obrigação e a coisa dada em garantia (art. 1.424, CC - determina que no instrumento
conste o total da dívida ou sua estimação, o prazo do pagamento, a taxa de juros, se houver, e a coisa dada em
garantia, com todas as suas especificações).
· Finalidade da especialização: caracterizar a posição do devedor, colocando terceiros, interessados em com ele negociar,
a par de sua situação econômica. No contrato está a responsabilidade do devedor e quais os bens destinados
preferencialmente ao resgate daquele débito – quem tomar conhecimento de tal convenção não pode se queixar quando
tais bens ficarem excluídos da execução, promovida pelos quirografários.
Publicidade do contrato: ocorre com o registro e subsidiariamente pela tradição, quando for bem móvel.
· Hipoteca e anticrese – o direito real só se constitui por ato entre vivos por registro do título constitutivo no cartório de
registro de imóveis, conf. Art. 1.227, CC.
· Penhor – pode ser constituído por instrumento particular mas só se aperfeiçoa pela tradição (publicidade). E só tem
eficácia perante terceiros após o registro do contato. Cf. art. 221, CC e art. 127, II da Lei nº 6.015/73.
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06/08/2026, 08:01 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/20
https://adm.online.unip.br/blank.htm#_ftn4
Então, quem quiser negociar com o devedor basta se dirigir ao Registro Público para descobrir as restrições que recaem
sobre bens deste. E se adquirir o bem hipotecado ou penhorado, o direito do credor prevalece.
Obs.: A ausência de algum destes requisitos não leva à nulidade do contrato – apenas não gera o direito real (fica como
direito pessoal, vinculando só as partes que convencionam – o Credor não tem SEQÜELA, NEM PREFERÊNCIA E NEM
AÇÃO REAL – SÓ PODE ENTRAR NO CONCURSO DE CREDORES, NA condição DE QUIROGRAFÁRIO). ** Há quem ache
que é dir. real, só não tem validade contra terceiros. No penhor e na anticrese o credor tem o direito de
retenção; na hipoteca pode exercitar contra o devedor a ação hipotecária.
_____________//____________
Garantia real oferecida pelo condômino.
Art. 1.420, §2º, CC/02 – dir. real de garantia sobre coisa comum (dois ou mais proprietários).
Regras:
1. A coisa condominial só pode, em seu todo, ser dada em garantia real, se todos os condôminos assentirem;
· Não se pode garantir débito próprio com coisa alheia, sem anuência do proprietário. E no caso de coisa comum o
consorte só é dono de uma parte ideal, pois os outros quinhões são alheios.
2. O CC/02 admite sem restrição a oferta em garantia pelo condômino de sua parte ideal.
Cada condômino pode gravar a sua parte indivisa;
· É sempre possível a especialização da coisa comum, dando-se em garantia parte ideal da mesma.
____________//_________
Capacidade para constituir ônus real:
(capacidade ativa e adequação do bem para ser objeto de tal ônus).
- Art. 1.420, CC/02 – só pode constituir ônus real quem pode alienar – porque estabelecer direito real de garantia é um
começo de alienação (com a garantia, se a dívida não for paga, o credor em caso de hipoteca ou penhor pode requerer a
penhora e praça do bem, levando-o à sua venda judicial).
- Só podem ser dados em penhor, hipoteca e anticrese os bens que podem ser alienados (não podem ser bens fora do
comércio).
Obs.: Os incapazes podem constituir ônus real por meio de seus representantes, e alcançando autorização judicial (se
forem tutelados ou curatelados). Assim oferecem bens em garantia real de seus débitos.
___________//_______
Obs.: Não pode constituir o ascendente ônus real em favor do descendente, sem anuência dos demais descendentes,
pois é como na venda – é preciso a anuência dos demais descendentes. Hipoteca é começo de alienação. (art. 496, CC,
por analogia). ** Há divergência doutrinária e jurisprudencial. Muitos entendem que se pode dar garantia real em
favor de um dos descendentes sem anuência dos demais porque a regra do art. 496 do CC deve ser
interpretada restritivamente, já que é regra que cerceia o direito de propriedade.
_________//________
Antecipação de vencimento da obrigação garantida.
A lei autoriza antecipação do vencimento das dívidas com garantia real para reforçar a garantia do credor, nas cinco
hipóteses do art. 1425, CC.
· Trata-se de lei específica para a regra geral do art. 333, CC/02. Sempre que a espera do vencimento diminuir a
probabilidade do recebimento do crédito, por problemas com a solvência do devedor, por exemplo, o vencimento se
antecipa.
HIPÓTESES:
1. A coisa dada em garantia se deteriora ou se deprecia (desfalcando a garantia) e o devedor, intimado, não a reforça ou
substitui.
· A prova cabe ao credor.
2. O devedor cai em insolvência ou tem sua quebra decretada.
Silvio Rodrigues acha que tal causa não deveria existir, porque como o credor tem garantia real e preferência, seu
crédito está resguardado.
Mas o processo concursal faz vencer todos os débitos do insolvente, o que é vantagem, para todos, para fazer o
inventário e a divisão do ativo, pelos credores.
3. O devedor fica impontual deixando de pagar prestações no tempo ou forma convencionados.
Presunção relativa da lei – se o devedor está impontual é insolvente, o recebimento posterior da prestação atrasada
importa em renúncia do credor ao seu direito de execução imediata.
06/08/2026, 08:01 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/20
· A presunção existe porque se a dívida não se antecipar, o bem hipotecado é levado à praça só para custear a parcela
vencida, e com isto a hipoteca (garantia real) se extingue.
· A maioria da jurisprudência entende que a regra (do art. 1.425, CC/02) ocorre para a falta do pagamento dos juros.
Então, vencidos e não pagos os juros que integram o capital, vence a dívida toda, se a dívida tiver garantia real.
4. A coisa dada em garantia perece (e não é substituída).
Aqui o direito real se extingue por perecimento do objeto – e o credor então pode citar o devedor para substituir a
garantia, sob pena de considerar vencida a dívida – o devedor pode evitar o vencimento antecipado da obrigação por
perecimento do objeto se oferecer logo garantia real adequada.
5. A coisa dada em garantia é desapropriada.
Aqui a indenização recebida deve servir para pagar o credor, extinguindo-se a relação jurídica.
____________________//______________
Do pacto comissório:
É a convenção acessória que autoriza o credor de dívida garantida por penhor, anticrese ou hipoteca a ficar com a coisa
dada em garantia, se a prestação não for cumprida no vencimento. É vedada tal convenção (art. 1428, CC) por facilitar
o abuso.
A Proibição (para proteger o devedor, parte mais fraca) existe porque no mútuo o credor dita as regras do contrato e, se
não fosse proibido, o pacto comissório seria cláusula de estilo – o credor sempre exigiria que o devedor declarasse que
abriria mão do bem dado em garantia em caso de não cumprir o contrato. NÃO SE PERDE O OBJETO DA GARANTIA POR
INADIMPLEMENTO – ESTA CONVENÇÃO É NULA.
_____________//________
Caráter quirografário do saldo devedor, se a execução não for suficiente para total resgate.
Não paga a dívida garantida por penhor ou hipoteca, pode o credor executar para se pagar seu crédito com o produto da
praça. Mas se o bem dado em garantia não alcançar no leilão judicial importância suficiente para pagar toda
a dívida, a cifra recebida será imputada no crédito do exequente. Pelo saldo irresgatado continuará
pessoalmente responsável o devedor – o crédito correspondente a essa importância adquirirá o caráter de
quirografário (CC, art. 1.430).
____________//___________
DO PENHOR:
CONCEITO E FINALIDADE.
Art. 1.431, CC.
O penhor se constitui pela tradição efetiva de um objeto móvel que, em garantia do débito, faz o devedor ao credor.
· Penhor é direito real de garantia que submete uma coisa móvel ou mobilizável ao pagamento deuma dívida. A coisa é
entregue pelo devedor ou por terceiro, no lugar do devedor, ao credor (ou seu representante), para aumentar a
probabilidade de resgate da obrigação.
· Se a obrigação não é paga no vencimento, o credor pode executar, penhorando a coisa dada em garantia – com a
praça, o credor no produto alcançado tem preferência para pagamento total de seu crédito, e com a exclusão dos
demais credores, que ficam com as sobras, se houver.
· Então o objeto da garantia fica preso por vínculo real, ao credor, e se destina ao resgate de seu crédito.
_________//_______________
Cf. parágrafo único do art. 1.431, CC – no penhor rural, industrial, mercantil[5] e de veículos, as coisas empenhadas
continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar.
___________//__________
Elementos que compõem o conceito de penhor (extraímos tais elementos do conceito):
1. É direito real (natureza real);
O direito do credor pignoratício recai sobre a coisa; opera erga omnes; é munido de ação real e de sequela, dando ao
seu titular as vantagens da preferência.
· Estabelecido o penhor por contrato e efetuado o registro do instrumento no Registro de Títulos e Documentos, nasce
em favor do credor um direito real que se prende à coisa, vinculando a coisa ao resgate da dívida - o credor pode retirá-
la das mãos de quem quer que seja.
· A coisa é executada para pagar ao credor e se houver saldo este é devolvido ao devedor.
2. Acessório;
· Isto porque é direito real de garantia – deve haver uma obrigação que se quer garantir (nula a obrigação principal,
nulo o penhor). Paga a dívida, o credor deve devolver a coisa empenhada.
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Art. 1.433, II, 1.434 e 1.433, III do CC/02 – paga a dívida o credor só pode reter a coisa até ser indenizado das
despesas comprovadas com a coisa; ou até ser indenizado do prejuízo sofrido por vício da coisa.
3. Aperfeiçoa-se pela tradição do objeto dado em garantia;
Não basta o acordo de vontades das partes (como as arras, o comodato, o depósito etc.). Conf. Art. 1.431, caput e
parágrafo único do CC.
Antes a tradição era para dar publicidade. Ex.: no depósito ou comodato a tradição fazia prova do contrato e
ainda mostrava a todos (dava publicidade) que a coisa não era do comodatário ou do depositário, mas do
comodante ou depositante.
Para os bens móveis a tradição é a publicidade que o registro faz no campo dos bens imóveis. A tradição
TORNA PÚBLICO O PENHOR COMO O REGISTRO TORNA PÚBLICA A HIPOTECA (art. 1.275 e 1.276, CC).
Obs.: A tradição é dispensada no penhor rural e industrial – os objetos aqui ficam na posse do devedor, pela cláusula
constitui. Art. 1.231, parágrafo único.
Deve ainda haver o registro no Registro de Títulos e documentos, para dar mais publicidade (Lei nº 6.015, de 31.12.73
– art. 127, I e II).
· Ainda: a transferência da coisa do devedor para o credor impossibilita a alienação fraudulenta do objeto da garantia –
o credor é depositário (tem todas as obrigações de um depositário).
O credor pignoratício que recebe o bem deve, cf. art. 1.435, CC:
I. Proceder a custódia da coisa como depositário e ressarcir ao dono a perda ou deterioração de que for culpado,
podendo ser compensada a dívida, até a concorrente quantia.
II. Fazer a defesa da posse da coisa empenhada e dar ciência, ao seu dono, da necessidade de ação possessória.
III. Imputar o valor dos frutos, de que se apropriar (art. 1.433, V) nas despesas de guarda e conservação, nos juros e
no capital da obrigação garantida, sucessivamente.
IV. Restituir a coisa com frutos e acessões, se paga a dívida.
V. Entregar o que sobeje do preço, quando a dívida for paga, conf. art. 1.433, IV.
Obs.: Tem o credor direito de retenção, como depositário, para se cobrar das despesas com a coisa e dos prejuízos
decorrentes dos defeitos da coisa.
4. Recai sobre coisas móveis.
Isto diferencia penhor e hipoteca.
E tal caractere é do penhor tradicional.
- A lei cria penhores especiais recaintes sobre imóveis por acessão física e intelectual. Ex.: penhor rural e industrial. E
há hipoteca sobre bem móvel quando se trata de navios e aviões.
________//_______
FORMA:
PENHOR É CONTRATO SOLENE. Não precisa de instrumento público, mas deve ser feito por instrumento particular.
Se não for feito no cartório, o instrumento particular deve ser feito em duas vias – fica um exemplar para cada
contratante e qualquer dos dois pode levá-lo a registro (art. 1.432, CC).
· Cada uma das partes guarda uma via do contrato: o credor para exigir o pagamento do crédito; e o devedor para
poder exigir a devolução da coisa – o devedor prova com o documento que o objeto retido pelo credor foi-lhe entregue
apenas a título de garantia.
Obs.: A norma que fala em 2 vias não é cogente – vale o penhor ainda que lavrado em uma única via (jurisprud.).
Para valer em relação a terceiro, para que seja o penhor transformado em direito real, o contrato além dos
requisitos do art. 1.424, CC/02 deve ser transcrito no Registro de Títulos e Documentos (sem registro não
pode ser oposto a penhora legalmente feita por terceiro).
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Espécies de penhor:
Quanto à fonte:
1. convencional; (deriva da vontade das partes)
2. legal (decorre da lei para proteger os credores em certas situações – veremos).
Quanto ao bem envolvido:
1. penhor comum ou tradicional;
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Decorre da vontade das partes e tem por objeto coisa móvel corpórea, que deve ser entregue espontaneamente pelo
devedor ao credor, quando da constituição do negócio.
2. penhores especiais.
Existem para estabelecer uma garantia que não cabe no penhor, mas semelhante ao penhor, com as regras que
disciplinam o penhor – por isso o nome penhor especial.
Ex.:
- Penhor legal (não deriva da vontade dos contratantes – parece mais instituto processual do que material).
- Penhor rural – seu objeto é coisa imóvel por destinação física ou intelectual, e se aperfeiçoa independentemente da
tradição efetiva do objeto dado em garantia (parece mais com hipoteca que com penhor).
- CAUÇÃO DE TÍTULOS DE CRÉDITO – AQUI O BEM DADO EM GARANTIA, NESTE PENHOR ESPECIAL, NÃO é COISA
CORPÓREA, MAS UM DIREITO OBRIGACIONAL, UMA RELAÇÃO CREDITÓRIA, ESTABELECIDA ENTRE UM SUJEITO ATIVO
(CREDOR) E UM SUJEITO PASSIVO (DEVEDOR).
- Penhor de veículos, em que não se tradita o bem.
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Da extinção do penhor:
Art. 1.436, CC.
1. Extinguindo-se a obrigação (porque o penhor é apenas garantia, acessório). Neste caso a coisa é devolvida pelo
credor ao devedor (como na renúncia à garantia), com os respectivos frutos e acessórios.
Obs.: A extinção da obrigação deve ser total, porque se a obrigação foi só parcialmente paga, o penhor persiste na sua
integralidade, pelo princípio da indivisibilidade da garantia – art. 1.421 do CC.
2. Perecendo a coisa.
Perece o direito perecendo a coisa. Se o direito real de garantia recai sobre certo bem, não pode o primeiro subsistir
após o desaparecimento do segundo.
Obs.: com o perecimento do objeto do penhor só se extingue o direito real de garantia, e não o crédito por ele
garantido. Apenas o titular do crédito perde a preferência – passa a ser quirografário.
Obs.: se a coisa pereceu por culpa de terceiro, ou se está no seguro, o direito do credor se sub-roga na importância da
indenização. O mesmo ocorre em caso de desapropriação (art. 1.425, §1º, CC/02).
3. Renunciando o credor.
A renúncia é à garantia e não ao crédito – o credor (o crédito) passa a ser quirografário.
A renúncia pode ser expressa ou tácita.
· Tácita: a) quando o credor consentir na venda particular do bem sem reserva de preço; b) com a restituição da posse
da coisa ao devedor; c) com o credor anuindo à sua substituiçãopor outra garantia (art. 1.436, §1º, CC/02).
4. Confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa.
- A confusão extingue a obrigação (é causa extintiva da obrigação). Na mesma pessoa se juntam as condições de credor
e devedor – aqui no penhor haveria confusão na mesma pessoa da titularidade do crédito e do domínio da coisa dada
em garantia. Por ex.: o credor recebe o bem por herança. E com a confusão extingue-se a garantia real – mas subsiste
a obrigação.
5. Dando-se a adjudicação judicial, a remissão[6] ou a venda da coisa empenhada, feita pelo credor ou por ele
autorizada.
- adjudicação judicial – quando após a avaliação e a praça, sem que se apresente lançador, o credor requer a
incorporação ao seu patrimônio do bem em causa.
- A remição é a prerrogativa concedida ao devedor solvente de excluir da penhora determinado bem, oferecendo antes
da arrematação, ou da adjudicação, a importância da dívida, mais juros, custas e honorários advocatícios (art. 826 do
CPC/2015; art. 651, CPC/1973).
- A venda amigável do penhor só poderá ser levada a cabo se permitir expressamente o contrato ou se concordarem as
partes.
_________//___________
Do penhor legal:
Conceito – não deriva da vontade das partes, mas da lei.
Então não decorre de contrato.
A lei estabelece este penhor para garantir certas pessoas em certas situações, assegurando o resgate das dívidas (o
pagamento). O interesse direto é do credor, mas indiretamente há um interesse social a ser preservado.
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· São credores pignoratícios, independentemente de convenção, conf. Art. 1.467, CC, as pessoas relacionadas na lei –
havendo previsão da lei, o interessado se obedecer às condições e formalidades legais torna-se titular de um direito real
de garantia, com todas as prerrogativas atribuídas ao dir. real: sequela, preferência e ação real exercitável erga omnes.
E então o credor pode se apossar dos bens do devedor, para estabelecer sobre tais bens seu direito real.
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Casos de penhor legal: (casos em que os credores são pignoratícios independentemente de convenção).
1. Os hospedeiros, ou fornecedores de pousada ou alimento, sobre as bagagens, móveis, joias ou dinheiro que os seus
consumidores ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos, pelas despesas ou consumo que
aí tiverem feito (art. 1.467, I, CC).
- Trata-se de crédito de pessoas que têm que tratar com desconhecidos por força de sua profissão. Não se pode saber
da solvabilidade dos clientes antes de fornecer o serviço solicitado. E a lei então as protege – os hotéis, por exemplo,
podem apreender bagagens, joias etc. dos viajantes ou consumidores para sobre tais objetos estabelecerem direito real,
capaz de garantir o resgate do crédito.
- Há interesse social. É importante facilitar o pagamento de débitos dessa natureza, para preservar a segurança das
relações neste campo (Cód. penal, art. 176 – é crime sujeito a detenção de 15 dias a 2 meses, ou multa, tomar refeição
em restaurante, ou alojar-se em hotel, ou usar meio de transporte, sem recursos para efetuar o pagamento).
- Homologado o penhor (ex.: o hotel apreende os bens e depois o penhor é homologado), a cobrança executiva da
dívida deve ser efetuada em 1 ano, sob pena de prescrição da ação (art. 206, §1º, I do CC/02), e consequente
perecimento da garantia.
2. O dono do prédio rústico ou urbano (arrendante ou locador), sobre os bens móveis que o rendeiro ou inquilino tiver
guarnecendo o mesmo prédio, pelos alugueres ou rendas (art. 1.467, II, CC).
Obs.: o locador AINDA TEM O ART. 964, VI do CC, q. lhe dá privilégio especial sobre as alfaias e utensílios de uso
doméstico, nos prédios rústicos ou urbanos, quanto às prestações do ano corrente e do anterior.
Obs.: o penhor legal não recai só sobre móveis, como diz a lei, mas também sobre instrumentos e ferramentas de uma
oficina (jurisprudência). Mas o penhor só incide sobre os bens que estejam dentro da casa – não se admite penhor legal
sobre outros bens móveis do inquilino, situados em outros lugares (jurisprud.).
_________________//_________
Natureza do instituto:
· Penhor legal é um dos meios diretos de defesa – tem a natureza jurídica de meio direto de defesa. O credor
em certa condição estabelecida em lei apreende a coisa do devedor para sobre ela fazer recair seu direito real,
independentemente de prévia autorização judicial.
A defesa dos direitos se faz pelo Judiciário e não pelas próprias mãos – mas aqui, nas hipóteses de penhor legal, temos
a natureza de justiça direta (exceção).
Há também outros casos de defesa direta dos direitos, como na defesa direta da posse, e no dir. de retenção.
Obs.: A apreensão não constitui penhor, é só pretensão à constituição de penhor. O penhor só se aperfeiçoa após a
legalização, a qual depende de ocorrerem e se comprovarem as condições da lei. Só com tais condições é que se dá a
homologação.
______________//________
A homologação do penhor legal:
Antes da homologação judicial o credor é mero detentor da coisa apreendida – a homologação legaliza a posse tomada
pelo credor e finaliza a constituição do direito real de garantia.
Para obter a homologação do penhor legal conferido aos hospedeiros, por ex., o credor dirige petição ao juiz, instruindo-
a com a conta pormenorizada das despesas do devedor, a tabela de preços e a relação dos objetos retidos para garantia
da dívida (art. 703, CPC/2015; art. 874, CPC/1973).
- Se o juiz não puder homologar de plano o pedido, mandará citar o devedor, que pode alegar (entre outras coisas) que
a tabela de preços (art. 1.468, CC) não estava prévia e ostensivamente exposta no estabelecimento.
- Homologado judicialmente o penhor, a posse do autor se consolidará sobre o objeto (art. 706, caput, CPC/2015; art.
876, CPC/1973).
- Não homologado o penhor, os objetos apreendidos serão entregues ao devedor, ressalvado ao autor, como
quirografário, o direito de cobrar a dívida pelo procedimento comum, salvo se acolhida a alegação de extinção da
obrigação (art. 706, parágrafo 1º, CPC/2015; art. 876, in fine, CPC/1973).
· Quando o penhor legal tiver por escopo garantir o aluguel de prédio rústico ou urbano, igual será o processo, devendo
apenas o locador apresentar, em vez de conta de despesas, a prova de sua propriedade. O juiz deve sempre ouvir o
locatário, pois este pode alegar inexistência de locação e ainda o pagamento da dívida, fatos que excluem a ação.
** A hipótese (de penhor por parte do locador) é rara, porque nem sempre tem o senhorio elementos para sem
violência lançar mão de pertences do inquilino que guarnecem o prédio locado. E a apreensão violenta não defere
penhor legal, porque o direito não admite a violência.
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Do penhor industrial ou mercantil.
CC/02, art. 1.447 – penhor de máquinas, aparelhos, materiais, instrumentos, instalados e em funcionamento (com ou
sem os acessórios); animais utilizados na indústria; sal e bens destinados à exploração das salinas; produtos de
suinocultura, animais destinados à industrialização de carnes e derivados (semoventes); matérias-primas e produtos
industrializados.
Regras: instrumento público ou particular para sua constituição e registro no Registro de Imóveis onde estão situadas as
coisas empenhadas (art. 1.445, CC).
· O devedor não pode, sem o consentimento escrito do credor, vender as coisas empenhadas. Se o credor der anuência
para a venda, o devedor tem que repor outros bens de igual natureza, que ficarão sub-rogados no penhor.
· O credor tem direito de ver o estado das coisas empenhadas.
_____________//____________
Do penhor de veículos.
CC/02 – permite a ofertaem garantia de veículo empregado em qualquer espécie de transporte ou condução (art.
1.451, CC).
· Tem que haver instrumento e registro do instrumento no cartório de Registro de Títulos e Documentos do domicílio do
devedor. Só assim surge o penhor como direito real.
§Lei n. 14.179, de 30.6.2021: revoga o art. 1.463, CC – não há mais
obrigatoriedade de seguro. Para facilitar o acesso a crédito (por causa da
pandemia da COVID 19).·
Obs.: Antes da Lei 14.179, de 2021, era condição deste penhor que os veículos estivessem segurados contra furto,
avarias, perecimento e danos causados a terceiros.
· O credor tem o direito de ver o estado das coisas empenhadas – inspecionando-os onde se acharem.
· Alienação do veículo empenhado sem prévia anuência do credor importa o vencimento da dívida.
· Art. 1.466, CC: a convenção tem prazo máximo de dois anos, prorrogável por mais dois, averbada, também, a
prorrogação.
____________//______________
Do penhor rural.
Tratamento legislativo anterior:
- No CC/1916: art. 781 a 788 - penhor agrícola (cuidava de penhor rural e penhor pecuário).
- A matéria foi reformulada pela Lei nº 492, de 30.8.1937, que disciplinava o penhor rural até o CC/02.
________//______
Existe o penhor rural para garantir o empréstimo.
· O penhor rural serve para financiar a produção da terra, para o crédito agrário – é muito usado por isso o penhor
rural. Facilitava o crédito para agricultores e pecuaristas, abrandando com a Lei de 1937 o rigor de certas normas que o
preconceito mantivera no CC/1916, como o art. 783, que só permitia a constituição de penhor agrícola sobre prédio
hipotecado se o credor hipotecário expressamente anuísse no próprio instrumento do penhor. Tal determinação só servia
para emperrar a concessão do crédito, pois criava entraves burocráticos inúteis, e colocava o agricultor nas mãos de seu
credor hipotecário, que podia mesmo sem interesse negar anuência para a constituição do penhor.
· A Lei de 1937 dispensa o consentimento do credor hipotecário para a constituição do penhor rural, superando
inconveniente de falta de anuência sem trazer qualquer prejuízo para o mesmo credor, cujo direito de preferência
continuou assegurado.
· O crédito não existe desacompanhado da garantia. A garantia fidejussória é precária e não seduz o financiador – e o
crédito pessoal em regra é em curto prazo, o que não convém ao produtor. Daí se recorrer à garantia real.
· A hipoteca era inconveniente, porque envolve formalismo excessivo e deve ser renovada anualmente, por ocasião de
cada safra.
· O penhor tradicional não era bom, porque recai sobre bem móvel e exige a tradição do objeto da garantia, o que o
torna incompatível com as necessidades práticas da agricultura.
· Por isso aparecer um novo instrumento – o penhor rural, que derroga os princípios do direito anterior e propicia às
partes um instrumento importante para resolver as dificuldades apontadas.
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Conceito de penhor rural:
(Cf. art. 1º da antiga Lei de 1937) – Constitui-se penhor rural pelo vínculo resultante do registro, por via do qual
agricultores ou criadores sujeitam suas culturas ou animais ao cumprimento de obrigações, ficando como depositários
das coisas.
___________//________
No CC/2002 – Seção V do Cap. sobre penhor – art. 1.438 a 1.446, CC, com três Subseções: disposições gerais; penhor
agrícola e penhor pecuário.
__________//________
Peculiaridades do penhor rural (agrícola ou pecuário):
Aqui há peculiaridades (princípios diversos do penhor clássico):
I. Não se fala em tradição (o aperfeiçoamento do contrato de penhor depende de tradição, no penhor
clássico) – aqui o devedor conserva em suas mãos o objeto da garantia, como depositário.
· O devedor guarda a posse da coisa pela cláusula constituti.
· O credor tem a posse indireta, jurídica; o devedor tem a posse direta, de fato, a detenção física, como depositário.
· Consequências do fato de o devedor ser depositário: 1. O devedor deve entregar a coisa quando se inicia a excussão;
2. Como o credor é depositante, tem o direito de verificar o estado das coisas e animais dados em garantia, sempre que
lhe convier (art. 1.450, CC).
II. O objeto pode ser bem imóvel por acessão física ou intelectual (culturas e animais)[7], enquanto no
penhor tradicional o objeto deve ser móvel (art. 1.431, CC).
Por causa desta característica muitos chamam o penhor rural de hipoteca mobiliária, ou hipoteca móvel.
III. O penhor agrícola possibilita a concessão de garantia sobre coisas futuras (isto não se dá no penhor
tradicional, que requer a entrega de coisas corpóreas).
Ex.: colheitas em via de formação podem ser empenhadas – e são coisas futuras.
______________//_____________
Natureza jurídica:
· Direito real de garantia – depende do registro para ter eficácia perante terceiros. O registro é no Registro
Imobiliário da comarca em que estão situados os bens ou animais empenhados (art. 2º da Lei de 1937). Art. 1.227,
CC/02.
Obs.: esta é outra diferença do penhor tradicional, que, recaindo sobre bem móvel, é registrado no Registro de Títulos e
Documentos (Lei nº. 6.015 de 31.12.1973, art. 127, II).
- Com o direito real constituído fica ele munido de preferência, ação real, e opera contra todos, dando ao seu titular a
prerrogativa da sequela – retira o bem das mãos de qualquer um, independentemente da boa-fé do possuidor. Ex.:
devedor que vende o algodão empenhado pode ser preso – e o comprador do algodão, mesmo de boa-fé, fica privado da
coisa por ação do credor, que tem direito real.
· Podem constituir penhor rural: agricultores e criadores que sujeitam suas culturas ou seus animais ao cumprimento
das obrigações assumidas, ficando como depositários daqueles ou destes.
· É negócio solene porque a lei determina instrumento público ou particular, devidamente especializado, que deverá ser
registrado no Registro de Imóveis.
______________//_______
O segundo penhor:
A Lei de 1937 permitia ao devedor sem o consentimento do credor instituir novo penhor, se o valor dos bens ou animais
excedesse ao da dívida anterior (se o valor dos bens não é maior que o valor da dívida, ou se os bens forem vendidos
por preço baixo, a única consequência é que fica desamparado o 2º crédito). O novo penhor não prejudica o 1º credor,
que tem prioridade de pagamento com o produto da safra que financiou (Lei de 1937, art. 4º, §1º).
Mas se o 1º contrato de penhor sofre prorrogação por frustração parcial da colheita empenhada, o 2º terá as mesmas
consequências.
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Do penhor agrícola.
1. Objeto.
Art. 1.442, CC.
- máquinas e instrumentos de agricultura;
- colheitas pendentes, ou em via de formação;
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- frutos acondicionados ou armazenados;
- lenha cortada e carvão vegetal;
- animais do serviço de estabelecimento agrícola.
* Então há bens imóveis por acessão física (frutos pendentes); bens móveis (frutos já separados ou a lenha cortada); e
bens imóveis por destinação do proprietário (máquinas e instrumentos agrícolas).
2. Prazo.
Máximo: três anos, prorrogáveis por outros três. Mesmo vencido o contrato e sua prorrogação, subsiste a garantia,
enquanto subsistirem os bens que a constituem (art. 1.439, CC).
3. Problema da safra frustrada.
A frustração pode ser total ou parcial, tornando a safra insuficiente para o resgate do débito.
· Para assegurar o credor e incentivá-lo a dar o empréstimo, a lei diz que o penhor abrangerá a colheita imediatamente
seguinte no caso de frustrar-se ou ser insuficiente aquela que foi dada em garantia – e quem vai financiar a nova
safra, se em vez de garantir o novo financiador ela se destinará ao pagamento do antigo credor?
- Quem financiaa nova safra pode ser o credor antigo, e neste caso seu novo crédito se incorpora ao antigo, para
formar um só, que será garantido pela safra em via de formação.
- Mas se o credor antigo notificado não quiser financiar a nova safra, o agricultor pode constituir novo penhor, que terá
preferência sobre o anterior para pagar-se com o produto da safra nova, ficando as sobras vinculadas ao resgate do
débito anterior (art. 1.443, parágrafo único). Então o financiador da safra frustrada mesmo tendo a
anterioridade de seu crédito não tem a preferência, no resgate, o que pertence ao financiador da safra nova.
Isto atende ao interesse social, porque se o novo credor não tivesse vantagem por lei, não faria o
financiamento, o que resultaria em prejuízo para a produção nacional.
__________//___________
Do penhor pecuário:
1. Do objeto;
Animais (que pastam), para a indústria pastoril, agrícola ou de laticínios (art. 1.444, CC).
2. Da forma;
Escritura pública ou particular – pena de nulidade.
- O instrumento deve designar com precisão os animais, indicando o lugar onde se encontra, e o destino que têm,
mencionando espécie, denominação comum ou científica, raça, grau de mestiçagem, marca, sinal, ou nome de cada um
dos animais.
- Como sobre os animais vai haver direito real oponível erga omnes, deve ter a individualização detalhada dos animais
onerados, para que terceiros possam identificar e fugir de negócios recaintes sobre os mesmos.
Ex.: Se no contrato de penhor não havia as características necessárias para identificação dos animais, não cabe ação de
indenização de credor contra adquirentes do gado empenhado (jurisprud.).
Obs.: se for substituir ou sub-rogar os animais, há que se fazer aditivo de contrato para valer contra terceiros.
3. Da defesa do credor;
A lei não permite a venda, sem sua anuência, de qualquer dos animais empenhados (art. 1.445, CC).
· Se o devedor ameaça vender os animais ou se por sua negligência cria risco de prejuízo para o credor, pode este ou
exigir o pagamento imediato da dívida, ou requerer que se depositem os animais com terceira pessoa (art. 1.445,
parágrafo único).
· Com a execução do penhor, o devedor é intimado para depositar o seu objeto.
4. Da sub-rogação real.
A lei manda (para não haver desfalque da garantia) que os animais da mesma espécie, comprados para substituir os
mortos, fiquem sub-rogados no penhor, que, de resto, estende-se também às crias dos empenhados.
__________//_________
Do penhor de direitos e títulos de crédito.
A lei permite o penhor de coisas corpóreas e de coisas incorpóreas – direitos imateriais, como os créditos.
O penhor supõe a tradição da coisa móvel (que o credor conserva como garantia). Mas vimos exceções, como no penhor
de veículos, em que o devedor persiste na posse do bem.
No penhor de títulos de crédito, penhor de relações jurídicas imateriais, também não há que se falar em tradição.
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Os créditos são bens patrimoniais, com valor no mercado (coisas úteis e raras, bens). São partes do ativo patrimoniais e
por isso podem ser oferecidos em garantia de dívidas dos seus donos. A lei disciplina a constituição desta garantia.
· Para distinguir este penhor do tradicional, que envolve tradição de coisa móvel, o legislador de 1916
chamava de caução a esse penhor de direitos creditórios.
· Caução – é vocábulo mais amplo que penhor, porque é gênero da ideia de garantia, que abrange penhor,
hipoteca, anticrese, penhor de títulos e garantia fidejussória.
· No CC/2002 este penhor é tratado como PENHOR DE DIREITOS E TÍTULOS DE CRÉDITO (art. 1.451 e s. do
CC).
_________//_______
História:
No Dir. Romano não havia penhor de dívidas ativas, porque o penhor dependia da entrega da coisa penhorada (e o
crédito é coisa não corpórea).
Depois, por influência da jurisprud. (pretoriana) permite-se dar em garantia pignoratícia o valor patrimonial
representado pelo título de crédito.
No Brasil, a matéria era disciplinada pela Lei nº. 434, de 4.7.1891. Mas, no Cód. Com., estão os elementos básicos do
instituto – o art. 273, no capítulo do penhor mercantil, trata da possibilidade de penhorar títulos da dívida pública, ações
de cia. ou empresas, e qualquer papel em geral de crédito negociável em comércio. O art. 277 sub-roga o credor em
todos os direitos do devedor, para cobrar os títulos caucionados, tratando da matéria em termos semelhantes ao do art.
792 do CC/1916 (art. 1459, caput, CC/02).
_________________//___________
· Os títulos de crédito pessoal podem ser objeto de penhor – a lei permite isto expressamente. Não são os papéis em
si, a coisa material, que é dada em garantia, mas o direito que tais papéis representam. Como tais direitos
têm valor econômico, a lei faculta a seu titular oferecê-los em garantia de um débito.
____________//__________
Requisitos:
1. tradição dos títulos do devedor para o credor;
2. o credor conserva o título até ser pago;
3. o contrato como no penhor convencional se faz por escrito, devendo ser registrado no Registro de Títulos e
Documentos (art.1.452, CC);
Obs.: deve ser escrito porque o documento escrito justifica a transferência dos títulos para o credor, o qual fica
constituído mandatário do credor original, para cobrar o título do devedor.
Ao fazer a caução o devedor caucionante transfere o título ao credor mediante endosso. Tal endosso é como um
mandato autorizando o credor pignoratício a receber, em nome do mandante, o título – e imputar o valor recebido na
dívida, compensando-a com seu crédito, devolvendo ao devedor o remanescente, se houver.
Sem o contrato escrito poder-se-ia pensar que o título endossado tinha sido transferido por cessão, e não
por força do penhor. Daí a sua necessidade.
____________//_____________
Diferença entre caução e cessão dos títulos de crédito:
O crédito tem valor econômico. Pode ser alienado. Se isto ocorrer, é cessão de crédito.
Aqui na caução, não há alienação do título, mas uma dívida pré-existente assegurada com a caução do título.
O titular pode por lei em vez de alienar o título, apenas o caucionar. O dono do título continua a ser dono, continua
a ser sujeito de direito daquela relação jurídica original. Apenas transfere, pelo contrato de penhor, a posse
do documento, para que o credor exerça os direitos decorrentes do título, em nome do caucionante
(devedor), e cobre o crédito do terceiro devedor, e assim se pague do que lhe é devido e devolva o resto ao
mesmo caucionante.
*** Ainda, a diferença para a cessão é que se na cessão o cessionário não receber do cedido, arca com o
prejuízo; enquanto aqui se o credor não receber com o título de crédito, continua credor do caucionante.
___________//__________
Condição de mandatário do credor.
A lei que atribui ao credor tal condição (de mandatário) – art. 1.454 e 1.455 do CC – o credor tem o dir. de usar das
ações, recursos e exceções convenientes, para assegurar os seus direitos, bem como os do credor caucionante
(devedor), como se deste fora procurador especial. De sua condição de mandatário decorrem direitos e deveres.
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Notificação:
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Feita ao devedor para que este tome conhecimento do negócio de caução realizado entre seu credor e um terceiro (o
credor do seu credor).
* O objetivo desta notificação é igual ao da notificação do art. 290 do CC, da cessão de crédito. O devedor cedido não
sabe do negócio até ser notificado – com a notificação os efeitos do negócio o atingem, mesmo involuntariamente.
Assim, desde a notificação, não pode mais o devedor pagar a seu credor original, devendo fazê-lo ao credor do seu
credor. A lei não dá eficácia à quitação que o credor caucionante, após o penhor e a notificação, dê a seu devedor (art.
1.460, CC).
_____________//______________Alguns direitos e obrigações do credor:
O credor é mandatário e guarda coisa alheia – então deve zelar pela conservação dos créditos. Tem o direito e o dever
de conservar e recuperar a posse dos títulos caucionados, por todos os meios cíveis e criminais, contra qualquer
detentor dos mesmos, até o próprio dono.
· Deve agir diligentemente na cobrança dos créditos, não permitindo que por sua negligência o direito do credor
caucionante (devedor) feneça, sob pena de responder pelo prejuízo a que der causa.
· A caução envolve a transferência, para o credor, do direito de receber o montante dos títulos caucionados.
· Recebido o título, o credor deve imputar a importância recebida em seu crédito, devolvendo o saldo, se houver.
· Como qualquer pessoa que administra bens alheios, o credor deve prestar contas das importâncias recebidas, para
demonstrar o estado atual da dívida garantida e a eventual existência de saldo.
_____________//________
ANTICRESE:
Art. 1225, X do CC.
Art. 1.506 a 1.510 do CC.
Conceito: Direito real sobre coisa alheia decorrente de contrato e registro, em que o devedor repassa a posse direta de
um imóvel frutífero ao credor, que fica autorizado a retê-lo e a ficar com os frutos, imputando na dívida, e até o seu
resgate, as importâncias que for recebendo[8].
É o direito real de perceber os frutos em desconto da dívida, conf. as regras gerais da imputação em pagamento. Mas a
garantia também funciona como meio compulsivo para atuar sobre a vontade do devedor (pelo direito de retenção da
coisa exercido pelo credor).
É garantia real. Com a retenção para obter com suas próprias mãos o pagamento, com a exploração do imóvel (alheio).
Tal retenção compele o devedor ao cumprimento da obrigação, para obter então a devolução do seu imóvel.
Na anticrese a dívida deve ser paga com os frutos do imóvel dado em garantia, mas nada impede que o devedor pague
antes (por ex. com dinheiro emprestado) para extinguir o débito e a anticrese.
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A anticrese não é usada na prática porque tem muita desvantagem:
1. Desloca bem dado em garantia do devedor para o credor. Como o devedor não tem a posse do imóvel de sua
propriedade e quem tem é o credor, com interesse menor em sua produtividade, a anticrese pode representar ameaça
de prejuízo, não só para o devedor, como para a sociedade – o credor não se esforça para os frutos do imóvel
abundarem, porque assim continua retendo o imóvel.
2. O fato de a anticrese envolver a transferência da posse do bem (onerado) dificulta a sua alienação, por parte do
devedor. Ninguém quer adquirir imóvel cujo uso e gozo pertence por certo prazo ao credor do alienante – então a
anticrese prejudica a circulação do bem (o que não é bom para a sociedade).
3. Com a anticrese, o devedor não consegue novos créditos garantidos pelo imóvel onerado. Não há subanticreses – e
ninguém quer dar empréstimo recebendo como garantia hipotecária bem onerado com anticrese.
· Assim, é melhor preferível a hipoteca à anticrese.
· Para o credor a anticrese também é ruim, porque não dá preferência, nem direito à excussão – então a anticrese é
garantia de eficácia menor que a hipoteca. Por isso a hipoteca é preferida pelo credor.
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Natureza Jurídica:
- Direito real de garantia que recai sobre imóvel – prende-se à coisa dada em garantia e a persegue onde quer que se
encontre.
- O credor anticrético tem direito de sequela e ação real. Se a coisa for alienada pode ir buscá-la nas mãos do
adquirente, para colher-lhe os frutos e, com estes, pagar-se de seu crédito.
- O direito do credor prefere ao dos outros credores quirografários, bem como ao dos credores hipotecários posteriores
ao registro da anticrese (art. 1.509, CC).
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Mas ao contrário do penhor e da hipoteca, não confere a anticrese direito de preferência ao credor anticrético, no
pagamento do crédito, com a importância obtida na excussão do objeto da garantia. A lei só dá o direito de se opor à
excussão alegando direito de retenção, imprescindível para cobrar-se do crédito, com as rendas do imóvel. Mas se
executar o imóvel pelo não pagamento da dívida, ou permitir que outro credor o execute sem opor seu direito de
retenção ao exequente, não terá preferência sobre o preço apurado em praça (art. 1.509, §1º, CC).
Então: enquanto na hipoteca e no penhor as principais vantagens são a excussão e a preferência sobre o
preço apurado em praça (art. 1.422, CC), na anticrese só há para o credor direito de retenção, que se
extingue em 15 anos (art. 1.423, CC).
Obs.: O direito de retenção faz com que o credor seja possuidor direto, podendo defender sua posse através
dos interditos, não só em face de terceiros, mas até contra o devedor (dono do bem), ou contra outros
credores quirografários e hipotecários posteriores, que pretendam penhorar o objeto da garantia (art.
1.509, CC).
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Modos de constituição:
Contrato, registro e tradição da posse direta do bem imóvel.
É necessária a tradição por se tratar de contrato real, não consensual.
O registro no Reg. de Imóveis tem previsão no art. 1.227, CC[9], para ter eficácia contra terceiros (cartório do foro em
que se situa o bem).
- E porque se trata de direito real sobre imóvel a escritura pública é necessária.
- Ainda, não se pode convencionar anticrese sem a vênia conjugal, salvo regime de separação absoluta de bens, nos
termos do art. 1.647, I do CC[10].
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Dos efeitos da anticrese:
O credor ao receber o bem vira possuidor e mandatário.
- O credor deve zelar pela coisa como se fosse sua, respondendo para com o dono pelas deteriorações que, por sua
culpa, o imóvel sofrer.
- O credor pode fruir o imóvel diretamente ou por meio de arrendamento feito a terceiro. A exploração tem que ser
sempre adequada – o credor não pode, para se pagar depressa, sacrificar a substância da coisa para obter renda
excessiva. Isto seria abusivo. Por outro lado, não pode por negligência deixar cair a renda abaixo do normal. O art.
1.508 do CC determina que o credor responde pelas deteriorações que por sua culpa o imóvel sofrer, e pelos frutos e
rendimentos que por sua negligência deixar de perceber.
- Como na anticrese há administração de bem alheio, o credor tem que (regra geral) prestar contas – para o devedor
verificar o montante da dívida, pelo cálculo da renda recebida, que foi, até então, imputada no principal e nos juros, ou
só nestes.
· O direito de pedir contas pode ser exercido a qualquer tempo pelo devedor, se não se ajustar épocas determinadas.
Mas não pode haver abuso de direito (art. 187 do CC).
· Se for irresponsável a administração do imóvel, por parte do credor anticrético (responsabilidade civil subjetiva), o
devedor poderá requerer a transformação do contrato em arrendamento, fixando o juiz o valor mensal do aluguel, que
poderá ser corrigido anualmente (art. 1.507, §§1º e 2º do CC).
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Hipóteses de cumulação de hipoteca e anticrese:
Art. 1.506, §2º, CC: o imóvel hipotecado pode ser dado em anticrese ao credor hipotecário. E o imóvel sujeito a
anticrese pode ser hipotecado ao credor anticrético. Ao beneficiário de um direito real de garantia pode-se
conceder aumento dessa garantia, pela concessão de outro direito de natureza semelhante.
· ISTO ERA VANTAGEM AO CREDOR – DANDO DIREITO DE HIPOTECA AO CREDOR ANTICRÉTICO ELE PASSAVA A TER O
DIREITO DE EXCUTIR A GARANTIA E DE PREFERIR OUTROS CREDORES no produto apurado em praça. E dando direito
de anticrese ao credor hipotecário este passava a poder explorar a coisa, e a tentar, pela percepção dos frutos, pagar-se
de seu crédito, sem necessidade de excussão.
· E pode-se dar em hipoteca para terceiro o bem onerado por anticrese, cf. art. 1.509, parte final. Mas como a
anticrese dura mais que a hipoteca, e como confere ao credor anticréticodireito de se opor à excussão
hipotecária antes do resgate da dívida anterior, só muito raramente aparecerá quem aceite em garantia
imóvel onerado com anticrese.
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Da extinção da anticrese:
 
- É negócio acessório (garantia).
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Sua existência depende da relação principal obrigacional, cujo resgate visa assegurar. Então, paga ou prescrita ou ainda
por qualquer motivo extinta a dívida, extingue-se a anticrese.
- Por recair a anticrese sobre imóvel, também se extingue pelo perecimento do objeto da garantia – e na anticrese,
mesmo que o bem esteja no seguro, o direito do credor não se sub-roga na indenização paga pelo segurador – como
também não se sub-roga na indenização obtida pelo devedor em caso de desapropriação (art. 1.509, §2º, CC). Em
ambos os casos a anticrese se extingue, ficando o direito creditório de caráter pessoal e sem garantia real (que acabou)
para o credor.
- Extingue-se pela caducidade após 15 anos de seu registro – art. 1.423, CC. Se o credor não conseguiu em tanto tempo
se pagar, não conseguirá mais (entende a lei), pois os frutos do imóvel são insuficientes para o resgate da dívida. E para
o credor resta a condição de quirografário.
____________//____________
 
 
[1] Roberto Senise Lisboa, Manual de Direito Civil, volume 4, 3ª ed., Editora Revista dos Tribunais. P. 403.
[2] REMIR - RESGATAR DE ÔNUS; PAGAR.
[3] REMIR - RESGATAR DE ÔNUS; PAGAR.
[4] REMIR = RESGATAR DE ÔNUS; PAGAR.
[5] O penhor mercantil se relaciona às obrigações comerciais ou empresariais.
[6] É remição, mas na publicação oficial está remissão.
[7] FRUTOS PENDENTES, ÁRVORES, MÁQUINAS, ANIMAIS EMPREGADOS NO SERVIÇO DE UM ESTABELECIMENTO
AGRÍCOLA (BENS IMÓVEIS POR ACESSÃO FÍSICA OU INTELECTUAL). Obs.: outros objetos, como os frutos armazenados
e a lenha cortada, são móveis.
[8] Os frutos da coisa ofertada em garantia anticrética não podem ser penhorados por outros credores do devedor.
[9] E art. 167, I, n. 11 da lei 6.015, de 31.12.1973.
[10] Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, Vol. V, Direito das Coisas. 3ª ed. 2008, Editora Saraiva. P. 608.
Exercício 1:
A hipoteca e o penhor são garantias reais. Embora todo o patrimônio do devedor assegure o credor, e não só o bem
dado em penhor ou em hipoteca, o objeto gravado de ônus reais assegura principal e preferencialmente. Desse modo,
pode-se afirmar que:
A)
Se executado o penhor ou a hipoteca e o produto obtido em praça não bastar para o pagamento da dívida, o credor
continuará a ser credor do saldo – e quanto a esta parte, apenas, será quirografário (comum).
B)
A preferência beneficia também o credor anticrético, pois a anticrese é espécie de garantia real.
C)
A garantia pessoal, fidejussória, também confere ao credor direito de preferência.
D)
Caso o produto obtido após a excussão do objeto ofertado em penhor ou hipoteca não seja suficiente para pagar a
dívida, o credor não pode mais receber a diferença.
E)
Caso o valor obtido após a excussão do bem ofertado em garantia real seja superior ao do crédito, a diferença não será
restituída ao devedor.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
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Exercício 2:
A antecipação de vencimento da obrigação com garantia real:
A)
Não é autorizada por lei.
B)
É autorizada por lei para reforçar a garantia do credor, sempre que a espera do vencimento diminuir a probabilidade do
recebimento do crédito, por problemas com a solvência do devedor, por exemplo.
C)
É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia se deteriora ou se deprecia, desfalcando a garantia, e o
devedor, intimado, não a reforça ou substitui.
D)
É autorizada por lei somente se a coisa dada em garantia perece e não é substituída.
E)
É autorizada por lei apenas se o devedor cai em insolvência ou tem sua quebra decretada.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 3:
Quanto ao penhor, é correto afirmar que:
A)
Qualquer que seja a sua espécie, envolve a tradição do bem ao credor pignoratício.
B)
Não depende de registro, pois recai sobre coisa móvel.
C)
Não pode recair sobre imóveis.
D)
Quando recai sobre veículo, o objeto deve permanecer na posse do credor pignoratício.
E)
Pode decorrer de contrato ou da lei.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 4:
Considere, quanto à anticrese, as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A anticrese se constitui por contrato, registro e tradição da posse direta do bem imóvel.
II. O contrato que enseja a anticrese é real, não consensual.
III. O registro da anticrese no Registro de Imóveis é exigido por lei para ter eficácia contra terceiros.
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IV. Não se pode convencionar anticrese sem a vênia conjugal, salvo regime de separação absoluta de bens.
A)
São verdadeiras somente as proposições I, II e III.
B)
São verdadeiras somente as proposições I, III e IV.
C)
São verdadeiras somente as proposições II e IV.
D)
Todas as proposições são verdadeiras.
E)
Todas as proposições são falsas.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 5:
Preferência é direito conferido ao titular de pagar-se com o produto da venda judicial da coisa dada em garantia,
excluídos os demais credores, que assim não concorrem com o primeiro, no que diz respeito a essa parte do patrimônio
do devedor. Somente após pagar-se ao preferente é que as sobras se houver serão rateadas entre os demais credores.
O direito de preferência ocorre somente:
A)
Na hipoteca e na anticrese.
B)
Na anticrese e no penhor.
C)
No penhor e na hipoteca.
D)
Na hipoteca.
E)
No penhor que recai sobre imóvel por acessão física.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 6:
O penhor agrícola não pode recair sobre:
A)
máquinas e instrumentos de agricultura;
B)
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colheitas pendentes, ou em via de formação;
C)
 frutos acondicionados ou armazenados;
D)
 lenha cortada e carvão vegetal; e animais do serviço de estabelecimento agrícola;
E)
 a fazenda que se destina à cultura agrícola.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 7:
Das alternativas abaixo, assinale a que não representa um caso de penhor legal:
A)
 O caso dos fornecedores de alimento, sobre joias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo
nos respectivos estabelecimentos, pelo consumo que aí tiverem feito.
B)
 Os hotéis que podem apreender bagagens, joias etc. dos viajantes para sobre tais objetos estabelecerem direito real,
capaz de garantir o resgate do crédito.
C)
 O dono do prédio rústico (arrendante), sobre os bens móveis que o rendeiro tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelas
rendas.
D)
 O dono do prédio (locador), sobre os bens móveis que o inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelos alugueres.
E)
 O dono do prédio rústico ou urbano (arrendante ou locador), sobre os bens móveis do inquilinoou arrendante, situados
em outros lugares, fora do imóvel objeto do contrato.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 8:
Examine as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:
A)
O penhor rural tem como objeto coisa imóvel por destinação física ou intelectual, e se aperfeiçoa independentemente da
tradição efetiva do objeto dado em garantia.
B)
Na caução de títulos de crédito o bem ofertado em garantia é um direito de crédito, configurando-se o penhor especial.
C)
No penhor de veículos não se tradita o bem ao credor pignoratício.
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D)
Extinguindo-se a obrigação, finda o penhor, que é apenas garantia, acessório.
E)
Com o perecimento do objeto do penhor extingue-se o direito real de garantia e o crédito por ele garantido.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 9:
Quanto ao penhor de veículos, é correto afirmar que:
A)
Não é permitido no direito brasileiro, pois o veículo se desvaloriza rapidamente, enfraquecendo a garantia, com prejuízo
ao credor.
B)
Não confere ao credor pignoratício o direito de preferência.
C)
Deve ser registrado no cartório de registro imobiliário, por se tratar de penhor especial.
D)
Permite a oferta em garantia de veículo empregado em qualquer espécie de transporte ou condução, desde que haja
instrumento e registro do instrumento no cartório de Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor.
E)
A convenção tem prazo máximo de três anos, prorrogável por mais três, averbada, também, a prorrogação.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 10:
A extinção da anticrese não pode ocorrer:
A)
 Pela prescrição da obrigação principal, que a anticrese visa a garantir.
B)
 Pelo perecimento do objeto da garantia, ainda que o bem esteja no seguro, pois o direito do credor não se sub-roga na
indenização paga pelo segurador.
C)
 Em caso de desapropriação do imóvel objeto da garantia.
D)
 Pela caducidade após 10 anos de seu registro.
E)
 Por nulidade absoluta da obrigação principal.
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 11:
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. No penhor, se a coisa pereceu por culpa de terceiro, ou se está no seguro, o direito do credor se sub-roga na
importância da indenização. O mesmo ocorre em caso de desapropriação.
II. A renúncia do credor pignoratício à garantia implica renúncia ao crédito.
III. A renúncia ao penhor deve ser expressa e feita por instrumento particular.
A)
Somente I e II são incorretas.
B)
Somente II e III são incorretas.
C)
Somente I e III são incorretas.
D)
Todas são corretas.
E)
Todas são incorretas.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 12:
Examine, quanto ao penhor legal, as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. O penhor legal não deriva da vontade das partes, então não decorre de contrato.
II. Nos casos de penhor legal, o interesse direto é do credor, mas indiretamente há um interesse social a ser
preservado.
III. Quando ocorre penhor legal, os credores são pignoratícios, independentemente de convenção.
IV. No penhor legal há direito de sequela, preferência e ação real exercitável erga omnes.
 
É (são) correta(s):
A)
Somente I e III.
B)
Somente I, II e III.
C)
Somente IV.
D)
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Todas as proposições.
E)
Nenhuma das proposições.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
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