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Resumo da Unidade de Estudo PROCESSOS DE COMPREENSÃO TEX- TUAL Objetivos: Discutir os conceitos de texto e intertextualidade, analisando a aplicação da concepção de intertextualidade; Identificar intertextualidade explícita e implícita; Demonstrar e identificar a intertextualidade na leitura e produção de sentido; Discutir e analisar os sistemas prévios de conhecimentos; Identificar e distinguir o conhecimento linguístico: paradigmático e sintagmático; Identificar e distinguir o conhecimento textual: estrutura genérica e tipologia textual; Identificar e distinguir o conhecimento de mundo: informatividade e situacionalidade. Resumo da unidade: Após ser pensado por Kristeva (1974), o conceito de intertextualidade foi configurado como uma das principais ferramentas e/ou estratégia não apenas de construção do texto, como tanto de leitura e interpretação. Inicialmente, o conceito foi apropriado pela crítica literária e, mais recentemente, pela linguística de texto. Com o conceito de intertextualidade, temos uma compreensão de que não há discurso, texto, que se constrói ineditamente, sem a necessidade de se recorrer, em alguma medi- da, a um conjunto de vozes (textos) ou de discursos já existentes. Isso quer dizer que a leitura e a escrita de texto se fundam nisso: em um uso constante de várias vozes/textos sociais presentes em nossa sociedade, de modo que um texto está sempre respondendo, dialogando, referindo-se, respondendo outros textos, outros discursos, outras vozes que circulam em nossa sociedade. É nesse sentido que podemos falar de intertextualidade: uma relação onipresente entre vários textos, um recorrendo a outro para sua produção e interpretação. Identificar a presença de outro(s) texto(s) em uma produção escrita depende quase sem- pre do conhecimento do leitor, do seu repertório de leitura. Para o processo de compreen- são e produção de sentido, esse conhecimento é de fundamental importância. A inter- textualidade pode ser observada de forma explícita e implícita. Ela é explícita quando há citação, menção da fonte do intertexto, do texto que está sendo usado em outro, tal como acontece com os discursos diretos, nas citações e nas referências, nos resumos, nas re- senhas e traduções, por exemplo (KOCH, 2009, p. 146). O uso da intertextualidade explíci- ta é mais recorrente em discursos produzidos para seus “pares”, ou seja, para pessoas que saberão recuperar os intertextos mencionados no texto. Já o uso da intertextualidade implícita é mais recorrente em discursos produzidos para a “massa”. Ocorre quando se introduz, no próprio texto, intertexto alheio, sem qualquer menção explícita da fonte; não há citação expressa da fonte, fazendo com que o leitor busque na memória os sentidos do texto. Geralmente está inserida nos textos do tipo paródia ou do tipo paráfrase, ganhando espaço também na publicidade (KOCH, 2012, p. 92). Genette confirmou que a inserção de textos em outros existe e é recorrente, entretanto defende de forma mais precisa que não podemos definir todas essas inserções como in- tertextualidade, apesar de a intertextualidade ter estreita relação e dialogar com as demais formas de inserções. Tendo em vista essa formalização do conceito, entendemos, com o autor, que intertextualidade é “[...] uma relação de co-presença de dois ou vários textos, isto é, essencialmente, e o mais frequentemente, como presença efetiva de um texto em outro.” (GENETTE, 2010, p. 12). Guia de estudo: A: Com base na leitura do texto, comente com suas palavras como pode ser definida a inter- textualidade e quais os seus tipos. B: Uma vez considerando que a potencialidade textual da intertextualidade está muito ligada à capacidade do leitor de recuperar os intertextos, explique de que modo a intertextuali- dade se relaciona com o conhecimento prévio do leitor ou seu repertório de leitura. C: Conforme o material de apoio, em que situações podemos encontrar os tipos de intertex- tualidade?