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Leia e Escreva Melhor em Inglês Desenvolva sua fluência textual e aprimore a gramática com foco na interpretação e produção de textos Ana Martins Guia completo para brasileiros de nível básico a intermediário B A I X E L I V R O S F I C H A T É C N I C A T Í T U L O Leia e Escreva Melhor em Inglês S U B T Í T U L O Desenvolva sua fluência textual e aprimore a gramática com foco na interpretação e produção de textos A U T O R A Ana Martins Inglês — leitura, interpretação e produção de textos P Ú B L I C O Leitores brasileiros de nível básico a intermediário E D I Ç Ã O Baixe Livros, 2026 S O B R E E S T A E D I Ç Ã O As divisões em partes, capítulos e etapas são editoriais, destinadas a orientar a leitura e a prática. Esta edição foi diagramada como um caderno de exercícios: os espaços pautados das seções “Sua vez de escrever” e do checklist final são para o leitor preencher — no papel, se imprimir, ou diretamente no arquivo. As pronúncias entre colchetes são aproximações “à brasileira”, pensadas para a leitura em voz alta, e não transcrições fonéticas. L I C E N Ç A D E U S O Disponibilização gratuita e integral por meio da plataforma BaixeLivros. Caso deseje compartilhá-lo fora deste ambiente, é necessário obter a devida permissão. Além disso, a licença gratuita concedida para este material poderá ser alterada futuramente a critério da autora. Reforçamos o compromisso com a ética e a valorização do trabalho dos autores, tradutores e editores, oferecendo acesso responsável à leitura. Baixe outros livros gratuitamente em baixelivros.com.br T E M A https://www.baixelivros.com.br/ Sumário Nota da autora......................................................................... 1 Parte Um — Fundamentos ................................................ 2 1. Introdução............................................................................ 3 2. Caixa de ferramentas do leitor ............................................ 6 3. Caixa de ferramentas do escritor ...................................... 10 Parte Dois — As oficinas ................................................. 14 4. Oficina 1: Apresentar-se por escrito (bio e perfil) .............. 15 5. Oficina 2: Mensagens do dia a dia ..................................... 21 6. Oficina 3: Narrar no passado ............................................. 27 7. Oficina 4: E-mail informal vs. formal ................................ 33 8. Oficina 5: Opinar (a resenha/review)................................. 40 9. Oficina 6: Argumentar (o mini-essay de opinião) .............. 46 10. Oficina 7: Resumir (o summary) ...................................... 53 Parte Três — Ajuste fino ................................................. 59 11. Os 15 erros de escrita mais comuns de brasileiros .......... 60 12. Simulação completa: a jornada de um texto .................... 64 Extras ...................................................................................... 68 Bônus 1 — Banco de conectivos: as palavras que amarram qualquer texto ....................................................................... 69 Bônus 2 — Checklist de revisão do escritor (imprimível) ..... 73 Palavra final .......................................................................... 75 1 Nota da autora Dei aula de inglês por muitos anos e vi sempre a mesma cena: o aluno entende o texto que lê, mas trava na hora de escrever o seu. É como se fossem duas habilidades separadas — e não são. São o mesmo músculo, treinado em dois sentidos. Este livro nasceu dessa constatação. Cada oficina começa por um texto de verdade, curto, do tipo que você precisa escrever na vida real: uma bio, um convite, um e- mail, uma resenha. Você lê, entende como ele foi construído, desmonta a estrutura — e então escreve o seu, com o molde na mão. É por isso que as sete etapas se repetem em todas as oficinas: a repetição é o método. Diagramei este volume como um caderno de propósito. Os espaços pautados não são enfeite: eles existem porque escrever à mão, devagar, ainda é a forma mais rápida de fixar uma estrutura nova. Imprima, rabisque, erre na linha. O rascunho feio é parte do processo — e o Capítulo 12 mostra um rascunho real, com todos os erros, virando um texto final. Uma última coisa: não espere escrever certo de primeira. Ninguém escreve. O que separa o texto de iniciante do texto de fluente quase nunca é talento — é a revisão. Por isso o livro termina com um checklist. Use-o até não precisar mais dele. Boa leitura — e boa escrita. Ana Martins PARTE UM Fundamentos 3 CAPÍTULO 1 Introdução Para quem é este livro Este livro foi feito para você, brasileiro(a), que: · Lê em inglês devagar, traduzindo mentalmente palavra por palavra — e cansa no terceiro parágrafo; · Trava na hora de escrever, mesmo sabendo “bastante” vocabulário; · Escreve em inglês traduzindo do português — e sente que o resultado soa estranho; · Precisa de leitura e escrita para o trabalho, para provas ou para certificações. A ideia central é simples: leitura e escrita se ensinam juntas. Quem lê uma resenha antes de escrever uma resenha escreve dez vezes melhor — porque o texto-modelo mostra o esqueleto, as frases típicas, o tom. É assim que este livro funciona: cada capítulo da Parte 2 é uma oficina onde você primeiro lê um texto-modelo, depois entende como ele foi construído, e por fim escreve o seu, com andaime. A N A M A R T I N S 4 O método ler-para-escrever: as 7 etapas de cada oficina Etapa O que acontece 1. Aquecimento As palavras-chave do texto que você vai ler 2. O texto- modelo Um texto curto e real do gênero do capítulo 3. Leitura guiada Perguntas em 3 níveis: o que o texto diz → o que quer dizer → como diz 4. Raio-X do texto A anatomia: como abre, desenvolve e fecha + a gramática que aparece nele 5. Sua vez de escrever Esqueleto pronto + frases-iniciadoras para você produzir o seu texto 6. Antes e depois Um texto de aluno com erros típicos (✗) e a versão revisada (✓), comentada 7. Armadilhas Os erros clássicos de brasileiros naquele gênero Como usar: faça as oficinas na ordem — elas sobem de degrau em degrau, de 3 frases sobre você (Capítulo 4) até um mini-essay e um resumo (Capítulos 9 e 10). Escreva de verdade, à mão ou no computador. Ler sobre escrever não ensina a escrever; escrever ensina. Guia de pronúncia aproximada Este é um livro de leitura e escrita, mas vocabulário se fixa melhor quando você sabe FALAR a palavra. Por isso, as tabelas trazem a pronúncia aproximada entre colchetes, “à brasileira”, como em toda a série: I N T R O D U Ç Ã O 5 write [ráit] — escrever Regras rápidas: th de think → [f] (thanks [fénks]); th de the → [d] ([dâ]); h aspirado → som de “rr” carioca (have [rév], how [ráu]); r inicial como o “r” de “caro”; s + consoante sem “e” antes (story é [stóri], não [estóri]); a sílaba com acento é a forte (paragraph [péragraf]). 6 CAPÍTULO 2 Caixa de ferramentas do leitor O maior mito da leitura em inglês: “preciso entender todas as palavras”. Não precisa. Leitores fluentes entendem textos com palavras desconhecidas o tempo todo — eles usam estratégias. Aqui estão as quatro que valem por um dicionário. Ferramenta 1 — Skimming: a leitura de sobrevoo Skimming [skíming] é passar o olho pelo texto em 30 segundos para captar o assunto geral, ANTES de ler de verdade. Onde olhar: · O título e subtítulos; · A primeira frase de cada parágrafo (em inglês, ela costuma resumir o parágrafo — você vai usar isso na escrita também!); · Palavras repetidas, nomes, números. Depois do sobrevoo, seu cérebro lê o texto completo muito mais rápido, porque já sabe do que ele trata.Ferramenta 2 — Scanning: a leitura de caça Scanning [skéning] é procurar UMA informação específica sem ler o resto — como você faz em português com um C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O L E I T O R 7 horário numa tabela. Precisa saber quando o evento começa? Cace números. Precisa saber quem fez algo? Cace nomes com maiúscula. É a ferramenta das provas: leia a pergunta primeiro, depois cace a resposta no texto. Ferramenta 3 — Contexto: adivinhar como um detetive Palavra desconhecida não é um muro — é uma lacuna que o resto da frase preenche. Veja: “She was exhausted after working twelve hours without a break.” Você não sabe o que é exhausted? Olhe as pistas: trabalhou doze horas, sem pausa. Só pode ser algo como “cansada, esgotada” [egzósted]. Regra prática: se a frase faz sentido com o seu palpite, siga em frente. Pare no dicionário só se a palavra se repetir ou for essencial. Ferramenta 4 — Cognatos: seus 3.000 amigos de graça Milhares de palavras inglesas são quase iguais em português: important, family, decision, restaurant, complete, information. Ao ler, seu cérebro reconhece esses cognatos [kógneits] de graça — confie neles. Mas desconfie dos falsos cognatos, que parecem uma coisa e são outra. Os que mais enganam LEITORES brasileiros: Palavra Parece Na verdade é actually atualmente na verdade A N A M A R T I N S 8 Palavra Parece Na verdade é eventually eventualmente no fim das contas pretend pretender fingir push puxar empurrar library livraria biblioteca parents parentes pais novel novela romance (livro) lecture leitura palestra journal jornal revista científica / diário resume resumir retomar Note lecture e journal: dois falsos cognatos que vivem em textos acadêmicos — e “leitura” em inglês é reading; “jornal” é newspaper. Os 3 níveis de interpretação (como as perguntas deste livro funcionam) Toda oficina traz perguntas nos 3 níveis que provas e a vida real cobram: 1. Na linha (literal): a resposta está escrita no texto. “What time does the store open?”; 2. Entre as linhas (inferência): o texto não diz, mas dá para concluir. Se o personagem “sighed and looked at the rain again”, ele está entediado ou frustrado — ninguém precisou dizer; C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O L E I T O R 9 3. Por trás das linhas (tom e intenção): o autor está elogiando ou ironizando? Informando ou vendendo? Palavras como unfortunately, amazing, so-called revelam a opinião escondida. Armadilhas do leitor brasileiro: ✗ Traduzir mentalmente palavra por palavra — você lê na velocidade de quem escreve. Leia em blocos de sentido; ✗ Parar no dicionário a cada palavra nova — mata o fôlego. Use o contexto e siga; ✗ Ler sem propósito. Antes de ler, pergunte-se: “o que eu quero descobrir neste texto?”; ✗ Achar que “entendi 80%” é fracasso. É exatamente assim que fluentes leem. 10 CAPÍTULO 3 Caixa de ferramentas do escritor Ferramenta 1 — A frase em inglês: a ordem é sagrada O inglês é rígido na ordem das palavras: Sujeito → Verbo → Complemento, quase sempre. ✓ “I finished the report yesterday.” ✗ “Finished I yesterday the report.” E a regra de ouro que o português esconde de você: toda frase em inglês precisa de sujeito explícito. Em português dizemos “Está chovendo”, “É importante” — o sujeito some. Em inglês, ele NUNCA some; quando não existe, entra o it: ✗ “Is raining.” → ✓ “It is raining.” ✗ “Is important to practice.” → ✓ “It is important to practice.” Grave esta dupla: frase sem sujeito = frase errada; na dúvida, chame o it. C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O E S C R I T O R 11 Ferramenta 2 — Frases curtas são profissionais A tentação de quem escreve em inglês intermediário é montar frases longas “como no português” — e se perder no meio. A verdade libertadora: em inglês, frase curta é sinal de bom escritor, não de escritor iniciante. Compare: ✗ “I am writing this email because I would like to inform you that the meeting that was scheduled for Monday will need to be changed to another day due to the fact that…” ✓ “The Monday meeting needs to change. Here’s why.” Regra prática deste livro: uma ideia por frase. Quando a frase passar de duas linhas, corte-a em duas. Ferramenta 3 — O parágrafo de três andares O parágrafo em inglês tem uma arquitetura clássica que caiu em prova, e-mail e blog: 1. Topic sentence [tópik séntens] — a primeira frase anuncia o assunto do parágrafo; 2. Desenvolvimento — 2 a 4 frases com detalhes, exemplos ou razões; 3. Fechamento — uma frase que conclui ou faz ponte para o próximo parágrafo. A N A M A R T I N S 12 “Working from home has changed my routine completely. I wake up later, because I don’t need to drive to the office. I have lunch with my family every day. And I use my old commute time to exercise. For me, there’s no going back.” Repare: a primeira frase resume tudo (é ela que o skimming do Capítulo 2 caça!) e a última fecha com opinião. Você vai usar esse molde em TODAS as oficinas. Ferramenta 4 — Conectivos: a cola do texto Frases soltas viram texto quando entram os linking words [línking uêrds]. O kit de sobrevivência (o banco completo está no Bônus 1): Função Conectivos Exemplo Adicionar and, also, besides [bissáids] “The hotel is cheap. Besides, it’s close to the beach.” Contrastar but, however [rauéver] “I studied a lot. However, the test was hard.” Causa because, so “It was late, so we went home.” Sequência first, then, after that, finally “First, read the text. Then, answer the questions.” Exemplo for example, such as “I love sports, such as soccer and tennis.” C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O E S C R I T O R 13 Função Conectivos Exemplo Concluir in short, that’s why “That’s why I recommend this book.” Ferramenta 5 — O processo: ninguém escreve certo de primeira Escritores fluentes não escrevem melhor de primeira — eles revisam melhor. O processo das oficinas: 1. Planeje (2 min): para quem é o texto? O que ele precisa dizer? Liste 3 ideias em tópicos; 2. Rascunhe (10 min): escreva sem parar para corrigir. Errar no rascunho é o plano, não o problema; 3. Revise (5 min): agora sim, com o checklist do Bônus 2: sujeito em toda frase? Verbos no tempo certo? Frases curtas? Conectivos? Armadilhas do escritor brasileiro: ✗ Escrever o texto inteiro em português e traduzir — nasce “portunglês”. Escreva direto em inglês, simples; ✗ Usar o tradutor automático para o texto todo e enviar sem entender — quando alguém responder, você não saberá continuar a conversa. Use tradutor para UMA palavra, não para o texto; ✗ Frases de 4 linhas “para parecer avançado” — parecem confusas. Curto e claro vence; ✗ Não revisar. Cinco minutos de revisão eliminam metade dos erros — os erros de distração, que são os mais comuns. PARTE DOIS As oficinas 15 CAPÍTULO 4 Oficina 1: Apresentar-se por escrito (bio e perfil) A primeira coisa que quase todo mundo escreve em inglês na vida real: uma bio — para o LinkedIn, um formulário, um site, um grupo internacional. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português currently [kârentli] atualmente experience [ekspíriens] experiência degree [digrí] diploma, graduação skills [skius] habilidades passionate about [péxanet abáut] apaixonado(a) por free time [frí táim] tempo livre goal [gôul] objetivo based in [bêist in] morando em / baseado em A N A M A R T I N S 16 2 O texto-modelo My name is Renata Lima and I’m based in Curitiba, Brazil. I’m a nurse with eight years of experience in public hospitals. Currently, I work in the emergency department of a large hospital, where I lead a small team. I have a degree in Nursing and a specializationin emergency care. I’m passionate about helping people on their worst days — that’s why I chose this career. In my free time, I run and study English. My goal is to work in an international hospital in the next few years. Tradução: Meu nome é Renata Lima e moro em Curitiba, Brasil. Sou enfermeira com oito anos de experiência em hospitais públicos. Atualmente, trabalho no pronto-socorro de um grande hospital, onde lidero uma equipe pequena. Sou formada em Enfermagem com especialização em emergência. Sou apaixonada por ajudar pessoas nos piores dias delas — foi por isso que escolhi esta carreira. No tempo livre, corro e estudo inglês. Meu objetivo é trabalhar em um hospital internacional nos próximos anos. 3 Leitura guiada Na linha: Onde Renata trabalha atualmente? → In the emergency department of a large hospital (no pronto-socorro de um grande hospital). Entre as linhas: Renata é iniciante na carreira? → Não — “eight years of experience” e “I lead a small team” mostram experiência e senioridade, sem que o texto diga “sou experiente”. O F I C I N A 1 : A P R E S E N T A R - S E P O R E S C R I T O 17 Por trás das linhas: Por que ela menciona que estuda inglês e quer trabalhar fora? → A bio tem intenção: ela está se posicionando para oportunidades internacionais. Uma bio nunca é neutra — ela é escrita PARA um objetivo. 4 Raio-X do texto A anatomia da bio, em 4 blocos que você pode copiar: 1. Quem sou e onde estou: “My name is… and I’m based in…”; 2. O que faço: profissão + experiência + situação atual (“Currently, I work…”); 3. O toque humano: “I’m passionate about…” — a frase que diferencia sua bio de um formulário; 4. Para onde vou: “My goal is to…” — fecha olhando para o futuro. Gramática puxada do texto — o presente que os brasileiros mais erram: para fatos e rotinas, o inglês usa o present simple: “I work in a hospital”, “She leads a team” (com o s da terceira pessoa!). E note “Currently, I work…” — currently = atualmente. Escrever “Actually, I work…” mudaria o sentido para “Na verdade, eu trabalho…” — o falso cognato clássico, logo na sua bio. 5 Sua vez de escrever Complete o esqueleto com a sua vida (60–100 palavras): My name is and I’m based in . A N A M A R T I N S 18 I’m a with years of experience in . Currently, I . I have a degree in . I’m passionate about . In my free time, I . My goal is to . Frases-reserva úteis: “I’m a student of…” (para quem estuda); “I’m starting my career in…” (para quem está começando — melhor que “I don’t have experience”!); “I O F I C I N A 1 : A P R E S E N T A R - S E P O R E S C R I T O 19 recently changed careers from X to Y” (para quem mudou de área). 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno (com os erros típicos): “My name is Carlos. I have 34 years. I am formed in Administration. Actually I work in a bank. I like very much to help the clients. My dream is work in other country.” ✓ A versão revisada: “My name is Carlos. I’m 34 years old. I have a degree in Business Administration. Currently, I work at a bank. I really enjoy helping clients. My dream is to work abroad.” O que foi consertado, linha por linha: · “I have 34 years” → “I’m 34”: idade em inglês usa o verbo to be; · “I am formed in” → “I have a degree in”: formed não existe nesse sentido — é tradução literal de “formado”; · “Actually” → “Currently”: o falso cognato em ação; · “I like very much to help” → “I really enjoy helping”: a ordem “like very much to” é portunglês; e depois de enjoy, o verbo vai para -ing; · “My dream is work” → “My dream is to work”: depois de is, o verbo pede to; · “in other country” → “abroad” [abród]: uma palavra que resolve “em outro país” com elegância. A N A M A R T I N S 20 7 Armadilhas do gênero ✗ Bio genérica (“I like music and movies”) — sempre feche com o toque pessoal + objetivo; ✗ Traduzir cargo ao pé da letra: “analista” = analyst, mas “auxiliar” = assistant (não “auxiliary”) e “formação” = education/degree (não “formation”); ✗ Escrever a bio no passado. Bio vive no presente: “I work”, “I lead”, “I study”. 21 CAPÍTULO 5 Oficina 2: Mensagens do dia a dia Convites, avisos, agradecimentos: os textos mais curtos — e mais frequentes — da vida real. A oficina perfeita para treinar o essencial: clareza em poucas linhas. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português invite [inváit] convidar join us [djóin âs] junte-se a nós let me know [lét mi nôu] me avise I’d love to [áid lâv tu] eu adoraria unfortunately [ânfórtchunetli] infelizmente reschedule [riskédjul] remarcar thank you so much [fénk iú sôu mâtch] muito obrigado(a) looking forward to it [lúking fóruerd tu it] ansioso(a) por isso A N A M A R T I N S 22 2 Os textos-modelo (três mensagens, um mesmo evento) O convite: Hi everyone! We’re having a barbecue at our place this Saturday at 1 p.m. to celebrate Ana’s new job. Nothing fancy — just food, music and good company. Bring your swimsuit if you want to use the pool! Let me know by Thursday if you can come. Hope to see you all there! A resposta (aceitando): Hi Marcos! Thank you for the invitation — I’d love to come! Can I bring anything? See you Saturday. Looking forward to it! A resposta (recusando com educação): Hi Marcos! Thank you so much for the invitation. Unfortunately, I already have plans on Saturday — my niece’s birthday. I’m really sorry to miss it! Give Ana a big hug for me, and let’s have coffee soon. Have a great time! Tradução do convite: Oi pessoal! Vamos fazer um churrasco na nossa casa neste sábado às 13h para comemorar o novo emprego da Ana. Nada chique — só comida, música e boa companhia. Tragam roupa de banho se quiserem usar a piscina! Me avisem até quinta se vocês vêm. Espero ver todos lá! O F I C I N A 2 : M E N S A G E N S D O D I A A D I A 23 3 Leitura guiada Na linha: Até quando os convidados devem confirmar? → By Thursday (até quinta). Note o by = “até, no máximo até” — palavrinha de ouro em prazos. Entre as linhas: O churrasco é formal? → Não: “nothing fancy”, “just food, music and good company” — o convite constrói o clima descontraído sem dizer “é informal”. Por trás das linhas: Na recusa, por que a pessoa dá o motivo e propõe “let’s have coffee soon”? → Recusar sem motivo soa frio; recusar com motivo + contraproposta preserva a amizade. Isso é tom — e tom se escreve. 4 Raio-X do texto A anatomia de qualquer mensagem curta: 1. Abertura direta: “Hi + nome!” (em mensagens, vá direto ao ponto — sem “I hope this message finds you well”); 2. A informação-chave em uma frase: o quê, quando, onde (“We’re having a barbecue this Saturday at 1 p.m.”); 3. Detalhes práticos: o que levar, como confirmar; 4. Fechamento caloroso: “Hope to see you!”, “Looking forward to it!”. Gramática puxada do texto — o presente contínuo para planos: “We’re having a barbecue this Saturday” — em inglês, planos combinados usam o presente contínuo, não o futuro com will. “I’m traveling next week” = já está marcado. É o jeito mais natural de falar de agenda. A N A M A R T I N S 24 E a recusa educada tem fórmula: agradecer (“Thank you so much”) → unfortunately + motivo curto → lamentar (“I’m sorry to miss it”) → compensar (“let’s have coffee soon”). 5 Sua vez de escrever Escreva as três mensagens (30–50 palavras cada) sobre um evento SEU — aniversário, jogo, jantar: Convite: Hi ! We’re having this at . (um detalhe do clima do evento). Let me know by if you can come! Aceite: Hi ! Thank you for the invitation — I’d love to come! (uma pergunta prática).Looking forward to it! Recusa: Hi ! Thank you so much for the invitation. Unfortunately, . I’m really sorry to miss it! (compense). Have a great time! O F I C I N A 2 : M E N S A G E N S D O D I A A D I A 25 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno: “Hi John! I will make a party in my house saturday. Is a barbecue. You want to come? Answer me until thursday. ” ✓ A versão revisada: “Hi John! I’m having a party at my place on Saturday — a barbecue. Would you like to come? Let me know by Thursday!” O que foi consertado: · “I will make a party” → “I’m having a party”: plano combinado usa presente contínuo; e festa se “tem” (have), não se “faz” (make); · “in my house” → “at my place”: em inglês, eventos acontecem at — e “my place” é o jeito natural de dizer “minha casa”; A N A M A R T I N S 26 · “saturday” → “on Saturday”: dias da semana levam maiúscula e a preposição on; · “Is a barbecue” → “a barbecue” integrado à frase: lembra do sujeito obrigatório? “Is a barbecue” não tem sujeito — ou se escreve “It’s a barbecue”, ou se encaixa na frase anterior; · “Answer me until thursday” → “Let me know by Thursday”: until = “durante todo o período até”; prazo é by. E “let me know” é o idioma natural, mais leve que “answer me” (que soa como ordem). 7 Armadilhas do gênero ✗ Until vs. by: “confirme até quinta” = “by Thursday”. “Until” diria que a pessoa vai confirmar continuamente até quinta — sem sentido; ✗ “Make a party” — party se have (ou throw, informal: “throw a party”); ✗ Recusar só com “I can’t go” — em inglês, recusa seca soa mais dura do que em português. Use a fórmula: obrigado + unfortunately + motivo + lamento; ✗ Esquecer maiúsculas em dias e meses: Saturday, July — em inglês, é regra, não estilo. 27 CAPÍTULO 6 Oficina 3: Narrar no passado Contar uma história — algo que aconteceu com você — é o portão de entrada do passado em inglês e a base de e-mails de relato, posts e respostas de entrevista. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português last year [lést íer] ano passado suddenly [sâdenli] de repente at first [ét fêrst] no começo after that [éfter dét] depois disso in the end [in dí énd] no fim scared [skérd] assustado(a) relieved [rilívd] aliviado(a) It turned out that… [it têrnd áut] no fim das contas… / descobriu-se que… A N A M A R T I N S 28 2 O texto-modelo Last year, I got lost in São Paulo on my first day at a new job. I took the wrong bus and, at first, I didn’t notice anything. Suddenly, I looked out the window and didn’t recognize the street. I was scared — it was 8:40, and my first meeting was at 9. I got off at the next stop and asked an old man for help. It turned out that I was only ten minutes away from the office, on foot. I ran, arrived at 8:58, and nobody ever knew. In the end, it became my favorite story to tell — but on that morning, it wasn’t funny at all. Tradução: No ano passado, me perdi em São Paulo no meu primeiro dia num emprego novo. Peguei o ônibus errado e, no começo, não percebi nada. De repente, olhei pela janela e não reconheci a rua. Fiquei com medo — eram 8h40, e minha primeira reunião era às 9. Desci no ponto seguinte e pedi ajuda a um senhor. No fim das contas, eu estava a só dez minutos do escritório, a pé. Corri, cheguei às 8h58, e ninguém nunca soube. No fim, virou minha história favorita — mas naquela manhã, não teve graça nenhuma. 3 Leitura guiada Na linha: Por que o narrador se perdeu? → He took the wrong bus (pegou o ônibus errado). Entre as linhas: O narrador chegou atrasado à reunião? → Não — “arrived at 8:58” e “nobody ever knew” mostram que deu certo por pouco, sem o texto dizer “cheguei a tempo”. Por trás das linhas: Qual o tom da última frase? → Humor: o contraste entre “favorite story” e “it wasn’t funny O F I C I N A 3 : N A R R A R N O P A S S A D O 29 at all” mostra o narrador rindo de si mesmo — a assinatura das boas histórias pessoais. 4 Raio-X do texto A anatomia da narrativa: 1. Cenário em uma frase: quando + onde + o gancho (“Last year, I got lost…”) — note que a primeira frase JÁ entrega o evento; o leitor fica para saber COMO; 2. A complicação: o problema cresce (“Suddenly…”, “I was scared”); 3. A virada: a ação que resolve (“I got off and asked for help”); 4. O desfecho + reflexão: o que aconteceu e o que ficou (“In the end…”). Gramática puxada do texto — o past simple, dono da narrativa: a história inteira roda em verbos no passado: got, took, looked, ran, arrived. Os irregulares do texto valem decorar: get→got, take→took, run→ran. E repare no par que os brasileiros confundem: “I was scared” (estado: was/were) vs. “I got off the bus” (ação: verbo de ação no passado). E os marcadores de tempo são o esqueleto: at first → suddenly → after that → in the end. Com eles, até frases simples viram história com ritmo. 5 Sua vez de escrever Conte uma história real sua (80–120 palavras): um perrengue de viagem, um primeiro dia, um mal-entendido. A N A M A R T I N S 30 Last , I (o evento principal, direto). At first, . Suddenly, . I was (emoção). So I (a ação que você tomou). It turned out that . In the end, . O F I C I N A 3 : N A R R A R N O P A S S A D O 31 Banco de verbos irregulares para narrativas: go→went, come→came, see→saw, say→said, find→found, lose→lost, make→made, think→thought [fót], feel→felt. 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno: “Two years ago I travel to Buenos Aires. When I arrive in the airport, my bag don’t come. I was very nervous because I no have clothes. The company find my bag after two days. Was a bad experience but today I laugh.” ✓ A versão revisada: “Two years ago, I traveled to Buenos Aires. When I arrived at the airport, my bag didn’t come out. I was really nervous because I had no clothes. The airline found my bag two days later. It was a bad experience — but today, I laugh about it.” O que foi consertado: · “I travel / I arrive” → “I traveled / I arrived”: a história é no passado; TODOS os verbos vão para o passado — o erro nº 1 de narrativas de brasileiros; · “my bag don’t come” → “my bag didn’t come out”: negativa no passado = didn’t + verbo base; · “I no have clothes” → “I had no clothes”: negativa sem auxiliar não existe; · “in the airport” → “at the airport”: lugares-ponto usam at; A N A M A R T I N S 32 · “The company” → “The airline”: a palavra específica (companhia aérea) deixa o texto mais claro; · “Was a bad experience” → “It was a bad experience”: o sujeito obrigatório, de novo — ele vai aparecer em todas as oficinas, porque é o erro mais persistente do portunglês. 7 Armadilhas do gênero ✗ Começar a história no passado e escorregar para o presente no meio (“I was walking and suddenly a man comes…”) — escolha o passado e fique nele; ✗ Esquecer o didn’t: “I didn’t saw” está errado — depois de didn’t, o verbo volta à forma base: “I didn’t see”; ✗ História sem emoção. Uma frase de sentimento (“I was terrified”, “I was so relieved”) vale mais que três de descrição; ✗ “History” ≠ “story”: history é a disciplina (História do Brasil); a sua narrativa é uma story. 33 CAPÍTULO 7 Oficina 4: E-mail informal vs. formal O mesmo pedido, escrito dos dois jeitos, lado a lado. Dominar a troca de tom é a habilidade de escrita mais valiosa da vida profissional. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português request [rikuést] pedido, solicitação attached [atétchd] anexado, em anexo deadline [dédlain] prazo as soon as possible [éz sún éz póssibol] o quanto antes I was wondering if… [ai uóz uândering if]eu queria saber se… (pedido educado) Would it be possible…? [uud it bi póssibol] seria possível…? Best regards [bést rigárds] atenciosamente Cheers / Thanks! [tchírs] valeu / obrigado (informal) A N A M A R T I N S 34 2 Os textos-modelo (o mesmo pedido, dois tons) Versão informal (para um colega próximo): Subject: Friday off? Hey Paula! Quick question: any chance I could take Friday off? My brother is visiting from Recife and I’d love to spend the day with him. I’ve already finished the monthly report, and Diego said he can cover for me. Let me know! :) Thanks, Marina Versão formal (para uma gestora que você mal conhece): Subject: Time-off request — Friday, March 14 Dear Ms. Carter, I hope you’re doing well. I’m writing to request a day off this Friday, March 14, for personal reasons. I have already completed the monthly report, and Diego Santos has kindly agreed to cover my responsibilities for the day. Would it be possible to approve this request? Please let me know if you need any additional information. Thank you for your time. Best regards, Marina Souza Tradução da versão formal: Prezada Sra. Carter, espero que esteja bem. Escrevo para solicitar um dia de folga nesta sexta, 14 de março, por motivos pessoais. Já concluí o O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 35 relatório mensal, e Diego Santos gentilmente concordou em cobrir minhas responsabilidades no dia. Seria possível aprovar esta solicitação? Me avise se precisar de qualquer informação adicional. Obrigada pelo seu tempo. Atenciosamente, Marina Souza. 3 Leitura guiada Na linha: Quem vai cobrir o trabalho de Marina? → Diego. Entre as linhas: Marina se preparou antes de pedir? → Sim: nas duas versões, ela informa que o relatório está pronto E que arranjou cobertura — ela desarma as objeções antes de o chefe pensar nelas. Um pedido bem escrito faz o trabalho da resposta. Por trás das linhas: O que muda entre as versões, além das palavras? → O motivo! Na informal, ela conta do irmão; na formal, vira “personal reasons”. Formalidade também é escolher O QUE dizer, não só COMO. 4 Raio-X do texto A anatomia do e-mail (qualquer tom): Subject claro → saudação → por que escrevo (1 frase) → detalhes/preparo → o pedido em forma de pergunta → fechamento. O painel de controle da formalidade: Elemento Informal Formal Saudação Hey/Hi Paula! Dear Ms. Carter, A N A M A R T I N S 36 Elemento Informal Formal Abertura Quick question: I hope you’re doing well. I’m writing to… Pedido Any chance I could…? Would it be possible to…? Contração I’ve, I’d, can’t I have, I would, cannot (evite contrações) Fechamento Thanks! / Cheers, Best regards, / Kind regards, Emoji :) ok com colegas nunca Gramática puxada do texto — o pedido educado é uma pergunta: em inglês, quanto mais indireta a pergunta, mais educada: “Can I…?” (direto) → “Could I…?” (educado) → “Would it be possible to…?” (formal) → “I was wondering if I could…” (super polido). Você não precisa das quatro — precisa saber SUBIR um degrau quando o destinatário é importante. 5 Sua vez de escrever Escolha um pedido real (folga, prazo maior, informação, troca de horário) e escreva as DUAS versões: Informal: Hey ! Quick question: any chance ? (mostre que se preparou). Let me know! Thanks, O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 37 Formal: Dear , I hope you’re doing well. I’m writing to . (preparo/detalhes). Would it be possible to ? Please let me know if you need any additional information. Best regards, 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno (tentando ser formal): “Dear Mr. Smith. I am Marina. I want a day off in friday. I finished my works. Answer me as soon as possible because I need to organize me.” A N A M A R T I N S 38 ✓ A versão revisada: “Dear Mr. Smith, My name is Marina Souza, from the sales team. I’m writing to request a day off this Friday. I have already finished my tasks for the week. Would it be possible to approve this request? I’d appreciate a reply by Wednesday, so I can plan accordingly. Best regards, Marina Souza” O que foi consertado: · “I want a day off” → “I’m writing to request a day off”: I want em e-mail formal soa exigência; o par “I’m writing to + request/ask/confirm” é o abre-portas formal; · “in friday” → “this Friday”: dias usam on (ou “this”) e maiúscula; · “my works” → “my tasks”: work (trabalho) não vai para o plural; tarefas = tasks; · “Answer me as soon as possible” → “I’d appreciate a reply by Wednesday”: ordem virou pedido com prazo concreto — mais educado E mais eficaz; · “organize me” → “plan accordingly”: “me organizar” ao pé da letra não existe em inglês. 7 Armadilhas do gênero ✗ Formalidade portuguesa traduzida: “Venho por meio deste…” não existe — o formal inglês é simples: “I’m writing to…”; ✗ “Dear Sirs” para destinatário desconhecido — envelheceu. Use “Dear Hiring Team”, “Dear Support Team” ou o nome; O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 39 ✗ “Please, I need…” — o please não conserta um I need. Reformule como pergunta; ✗ Misturar tons: começar com “Dear Ms. Carter” e fechar com “Cheers! :)”. Escolha o tom no Subject e mantenha até a assinatura. 40 CAPÍTULO 8 Oficina 5: Opinar (a resenha/review) Escrever o que você achou — de um filme, restaurante, produto, livro — é o texto de opinião mais comum da internet e o degrau perfeito antes do essay. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português review [riviú] resenha, avaliação worth it [uêrf it] vale a pena highly recommend [ráili rekoménd] recomendo muito disappointing [dissapóinting] decepcionante however [rauéver] porém, no entanto overall [ôuveról] no geral a bit overpriced [a bít ôuverpráist] um pouco caro demais the only downside [dâ ôunli dáunsaid] o único ponto negativo O F I C I N A 5 : O P I N A R 41 2 O texto-modelo Verde Restaurant — 4/5 stars I had dinner at Verde last Saturday, and it was a great surprise. The restaurant is small and cozy, with live music and friendly staff. We ordered the mushroom risotto and the grilled fish — both were delicious, and the portions were generous. The service was fast, even on a busy night. However, the desserts were disappointing: my tiramisu was clearly not fresh. Prices are fair for the quality, although the drinks are a bit overpriced. Overall, I highly recommend Verde for a relaxed dinner with friends. I’ll definitely go back — but next time, I’ll skip dessert. Tradução: Jantei no Verde no sábado passado e foi uma ótima surpresa. O restaurante é pequeno e aconchegante, com música ao vivo e equipe simpática. Pedimos o risoto de cogumelos e o peixe grelhado — os dois estavam deliciosos, e as porções eram generosas. O serviço foi rápido, mesmo numa noite cheia. Porém, as sobremesas decepcionaram: meu tiramisu claramente não estava fresco. Os preços são justos pela qualidade, embora as bebidas sejam um pouco caras demais. No geral, recomendo muito o Verde para um jantar relaxado com amigos. Com certeza voltarei — mas, da próxima vez, pulo a sobremesa. 3 Leitura guiada Na linha: O que o autor pediu? → Mushroom risotto and grilled fish. Entre as linhas: A crítica ao tiramisu estraga a avaliação geral? → Não — o autor dá 4/5 e diz que voltará. A resenha A N A M A R T I N S 42 equilibra: elogia com exemplos, critica com um exemplo, e a conclusão pesa os dois lados. Por trás das linhas: A última frase (“I’ll skip dessert”) faz o quê? → Humor leve + síntese da crítica. Fechar com personalidade é o que faz uma review parecer gente, não formulário.4 Raio-X do texto A anatomia da review: 1. Contexto + veredito rápido: quando fui e a impressão geral (“it was a great surprise”); 2. Os pontos positivos com EXEMPLOS: não “the food is good”, mas QUAL prato e COMO estava; 3. O ponto negativo (however!): uma crítica concreta dá credibilidade — review só com elogio parece propaganda; 4. Veredito final: “Overall…” + recomendação + para quem/para quê (“for a relaxed dinner with friends”). Gramática puxada do texto — adjetivos são o motor da opinião: note os pares avaliativos: delicious, generous, friendly, cozy (positivos) vs. disappointing, overpriced (negativos). E o detalhe que muda tudo: -ed vs. -ing. “I was disappointed” (EU fiquei decepcionado) vs. “The dessert was disappointing” (a sobremesa É decepcionante). A coisa é -ing; a pessoa fica -ed. Vale para boring/bored, interesting/interested, exciting/excited. O F I C I N A 5 : O P I N A R 43 5 Sua vez de escrever Escreva a review (80–120 palavras) de algo que você consumiu de verdade — filme, série, restaurante, produto: I (watched/visited/bought) last , and (veredito rápido). (2–3 pontos positivos com exemplos concretos). However, (1 crítica concreta). Overall, I recommend it for . (feche com personalidade). A N A M A R T I N S 44 Banco de adjetivos: amazing [amêizing], excellent, cozy [kôuzi], fresh, fair, slow, noisy [nóizi], predictable [pridíktabol] (previsível — ótimo para filmes), overrated [ôuverrêited] (superestimado). 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno: “I watched the new serie of Netflix. Is very good. The history is interesting and the actors are goods. I was boring in some parts but I recommend. Is better than the season one.” ✓ A versão revisada: “I watched the new Netflix series last week. It’s very good: the story is interesting, and the acting is excellent. I was bored in some parts — the middle episodes are slow — but overall, I recommend it. It’s better than season one.” O que foi consertado: · “serie” → “series”: em inglês, series é sempre com S (singular e plural). “A series”; · “Is very good” → “It’s very good”: o sujeito obrigatório (ele de novo!); · “The history” → “The story”: enredo é story; history é a disciplina; O F I C I N A 5 : O P I N A R 45 · “the actors are goods” → “the acting is excellent”: adjetivo NUNCA vai para o plural em inglês (goods = mercadorias!). E “the acting” (a atuação) é mais natural; · “I was boring” → “I was bored”: o clássico -ed/-ing — “I was boring” significa “EU era chato”!; · “I recommend” → “I recommend it”: recommend pede objeto: recomendo O QUÊ? — “it”. 7 Armadilhas do gênero ✗ “I was boring / it was bored” — o par -ed/-ing derruba até intermediários. A coisa é -ing, a pessoa fica -ed; ✗ Adjetivo no plural: “the beaches are beautifuls” — adjetivo é imutável; ✗ Opinião sem exemplo: “the food is good” não convence ninguém. Nomeie o prato, a cena, o detalhe; ✗ “Serie”, “a serie” — grave: one series, two series. 46 CAPÍTULO 9 Oficina 6: Argumentar (o mini-essay de opinião) O texto que provas e certificações cobram — e que organiza o pensamento para a vida: posição, argumentos, conclusão. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português in my opinion [in mai opínien] na minha opinião I believe (that) [ai bilív] eu acredito (que) first of all [fêrst óv ól] antes de tudo in addition [in adíxan] além disso on the other hand [ón dí âder rénd] por outro lado for instance [fór ínstans] por exemplo in conclusion [in konklújan] em conclusão outweigh [autuêi] superar (vantagens vs. desvantagens) O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 47 2 O texto-modelo Tema: Should companies let employees work from home? (Empresas deveriam deixar funcionários trabalharem de casa?) In my opinion, companies should let employees work from home at least part of the week, because the benefits outweigh the problems. First of all, remote work saves time. In big cities, many people spend two or three hours a day in traffic. When they work from home, that time becomes work, rest or family time. For instance, my sister saves ten hours a week — and she uses them to study. In addition, employees who control their own routine are often happier, and happy people work better. On the other hand, it is true that some tasks need face-to-face contact. That is why a mixed model works best. In conclusion, working from home is good for people and good for companies. The office should be a tool, not an obligation. A N A M A R T I N S 48 Tradução: Na minha opinião, empresas deveriam deixar funcionários trabalharem de casa pelo menos parte da semana, porque os benefícios superam os problemas. Antes de tudo, o trabalho remoto economiza tempo. Nas grandes cidades, muitas pessoas passam duas ou três horas por dia no trânsito. Quando trabalham de casa, esse tempo vira trabalho, descanso ou família. Por exemplo, minha irmã economiza dez horas por semana — e as usa para estudar. Além disso, funcionários que controlam a própria rotina costumam ser mais felizes, e gente feliz trabalha melhor. Por outro lado, é verdade que algumas tarefas exigem contato presencial. Por isso o modelo misto funciona melhor. Em conclusão, trabalhar de casa é bom para as pessoas e bom para as empresas. O escritório deveria ser uma ferramenta, não uma obrigação. 3 Leitura guiada Na linha: Quantas horas por semana a irmã do autor economiza? → Ten hours. Entre as linhas: O autor é contra o escritório? → Não — “some tasks need face-to-face contact” e “a mixed model works best” mostram posição moderada: ele defende o remoto SEM ignorar o outro lado. Por trás das linhas: Por que o autor menciona o argumento contrário (“On the other hand…”)? → Estratégia clássica de argumentação: reconhecer o outro lado e respondê-lo deixa SEU argumento mais forte, não mais fraco. Provas de redação adoram isso. 4 Raio-X do texto A anatomia do mini-essay — 4 parágrafos, sempre: O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 49 1. Introdução = posição em 1–2 frases: “In my opinion… because…” (a tese já entrega o porquê); 2. Argumento 1 + exemplo: “First of all…” + “For instance…”; 3. Argumento 2 + concessão: “In addition…” + “On the other hand…” (reconheça o outro lado e responda); 4. Conclusão: “In conclusion…” + reformule a posição com outras palavras + frase de efeito final. Gramática puxada do texto — o should da opinião: should = “deveria” — o verbo-assinatura do essay: “Companies should let…”, “The office should be…”. E note “it is true that…” para conceder, e “that is why…” para concluir um raciocínio — três blocos que resolvem 80% do essay. 5 Sua vez de escrever Escolha um tema com dois lados (redes sociais na escola? animais em apartamento? carro ou transporte público?) e escreva seu mini-essay (120–160 palavras): In my opinion, , because . First of all, . For instance, . In addition, . On the other hand, it is true that . That is why . In conclusion, . (frase de efeito). A N A M A R T I N S 50 6 Antes e depois ✗ O rascunho do aluno (trecho): “For me, the social medias is bad for the teenagers. First, because they stay all day in the phone and don’t make exercise. Second, exist many fake news. But the social medias have good things too, for example talk with the family. In conclusion, I think that depends of the use.” O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 51 ✓ A versão revisada: “In my opinion, social media is harmful to teenagers when used without limits. First of all, many teens spend all day on their phonesand don’t exercise. In addition, there is a lot of fake news online. On the other hand, social media has good sides too — for instance, staying in touch with family. In conclusion, I believe it all depends on how you use it.” O que foi consertado: · “For me” → “In my opinion”: “for me” existe, mas é fraco para abrir essay; use a fórmula consagrada; · “the social medias is” → “social media is”: social media é singular e sem artigo; e generalizado, não leva “the”; · “don’t make exercise” → “don’t exercise”: exercício não se “faz” em inglês — exercise já é o verbo; · “exist many fake news” → “there is a lot of fake news”: “existe X” = there is/are X — o “existir” português vira there be; e news é incontável (sempre singular!); · “depends of” → “depends on”: depend casa com on, sempre. 7 Armadilhas do gênero ✗ “I think that yes” — tradução literal de “acho que sim”. Em inglês: “I think so”; ✗ Opinião sem “because”: posição sem razão não é argumento. A tese já nasce com o porquê; ✗ Parágrafo único gigante. O essay É a estrutura: 4 parágrafos visíveis; A N A M A R T I N S 52 ✗ “Make exercise”, “make a question” — com exercício e pergunta, o verbo é outro: exercise (verbo) e ask a question. 53 CAPÍTULO 10 Oficina 7: Resumir (o summary) A oficina que une tudo: para resumir, você precisa LER de verdade (achar as ideias principais) e ESCREVER de verdade (reconstruí-las com suas palavras). É a habilidade das provas, dos relatórios e dos e-mails de “resumo da reunião”. 1 Aquecimento Inglês Pronúncia Português summary [sâmari] resumo main idea [mêin aidía] ideia principal according to [akórding tu] segundo, de acordo com the author argues [dí ófor árguius] o autor defende/argumenta in other words [in âder uêrds] em outras palavras key points [kí póints] pontos-chave in short [in xórt] em resumo leave out [lív áut] deixar de fora A N A M A R T I N S 54 2 O texto-fonte (o que você vai resumir) Why We Sleep Less — and Why It Matters A hundred years ago, most adults slept around nine hours a night. Today, the average is closer to seven — and for many people, even less. What changed? Electric light extended our evenings, and screens finished the job: phones and TVs keep our brains stimulated exactly when they should be slowing down. The costs of this change are bigger than most people think. Sleeping less affects memory and concentration, which hurts work and study. It also weakens the immune system, making us sick more often. Some researchers even connect chronic lack of sleep to long-term health problems, from obesity to heart disease. The good news is that small habits help a lot: regular sleep times, no screens in the last hour of the day, and a dark, cool bedroom. Sleep is not wasted time — it is when the body repairs itself. Treating it as a luxury is a mistake we pay for during the day. (Cerca de 160 palavras. Tradução da ideia geral: dormimos menos que há um século — de ~9 para ~7 horas — por causa da luz elétrica e das telas; isso custa memória, concentração e imunidade; hábitos simples ajudam; sono não é tempo perdido.) O F I C I N A 7 : R E S U M I R 55 3 Leitura guiada Na linha: Quantas horas os adultos dormiam há cem anos? → Around nine hours. Entre as linhas: O autor acha que a situação tem solução? → Sim — o terceiro parágrafo inteiro é “the good news”, com hábitos práticos. O texto alerta, mas não é pessimista. Por trás das linhas: Qual é a frase-tese do texto? → A última: “Treating it as a luxury is a mistake we pay for during the day”. Muitos textos guardam a tese para o fim — o resumidor precisa achá-la onde ela estiver. 4 Raio-X: as 4 regras do summary 1. Ache a ideia principal de cada parágrafo (a topic sentence do Capítulo 3 te entrega quase tudo): §1 dormimos menos por causa de luz e telas; §2 os custos (memória, imunidade, saúde); §3 hábitos ajudam + sono não é luxo; 2. Corte os detalhes: exemplos, números secundários e listas ficam de fora (“from obesity to heart disease” → “long-term health problems” já basta); 3. Reescreva com SUAS palavras — resumo não é colagem de frases do texto. Ferramenta: “in other words” mental: como eu diria isso a um amigo?; 4. Tamanho: cerca de 1/3 do original, e o resumo NÃO opina. Sua opinião não entra — só a do autor (“the author argues that…”). A N A M A R T I N S 56 5 Sua vez de escrever Resuma o texto-fonte em ~50–60 palavras: According to the author, (ideia do §1). This matters because (ideia do §2). However, (ideia do §3). In short, the author argues that (a tese). Depois, treine com qualquer artigo curto que você ler esta semana — o molde serve para todos. O F I C I N A 7 : R E S U M I R 57 6 Antes e depois ✗ O resumo do aluno: “The text talks about sleep. A hundred years ago, most adults slept around nine hours a night. Today is seven. The screens keep our brains stimulated exactly when they should be slowing down. I think this is very true because I also sleep bad. In short, we need to sleep more.” ✓ A versão revisada: “According to the author, people sleep much less than a century ago, mainly because of electric light and screens. This harms memory, concentration and health. However, simple habits — like regular sleep times and avoiding screens at night — can help. In short, the author argues that sleep is a necessity, not a luxury.” O que foi consertado: · “The text talks about sleep” → “According to the author…”: abertura que já entrega a ideia, não o tema vago; · Frases copiadas do texto (“keep our brains stimulated…”) → paráfrase: resumo copiado é o erro eliminatório em provas; · “I think this is very true because I also sleep bad” → cortado: resumo NÃO tem opinião do resumidor (e seria “I sleep badly” — advérbio!); A N A M A R T I N S 58 · “Today is seven” → integrado com paráfrase: e lembre, “hoje dorme-se sete horas” precisaria de sujeito: “Today, people sleep seven”; · Faltava o §3 → “However, simple habits… can help”: resumo cobre TODAS as partes principais, não só o começo. 7 Armadilhas do gênero ✗ Copiar frases inteiras do original — em prova, é o erro que zera; na vida, é o resumo que ninguém precisava; ✗ Meter opinião (“I think…”) — o summary é a voz DO AUTOR, reportada: “the author argues/claims/suggests”; ✗ Resumir só o primeiro parágrafo e ignorar o resto do texto; ✗ “The text talks about…” como muleta única — alterne: “The article explains…”, “According to the author…”, “The text presents…”. PARTE TRÊS Ajuste fino 60 CAPÍTULO 11 Os 15 erros de escrita mais comuns de brasileiros Você já encontrou vários deles nos “antes e depois” das oficinas. Aqui está a coleção completa, para consulta rápida — os erros que denunciam o portunglês por escrito, com o conserto ao lado. 1. Frase sem sujeito ✗ “Is important to read every day.” → ✓ “It is important to read every day.” O português esconde o sujeito; o inglês exige. Na dúvida, chame o it (ou there: “There are many options”, não “Have many options”). 2. “Have” para existir ✗ “In my city have many parks.” → ✓ “In my city, there are many parks.” “Tem/há” de existência = there is/there are. Sempre. 3. Idade com “have” ✗ “I have 30 years.” → ✓ “I am 30 (years old).” 4. O “s” da terceira pessoa esquecido ✗ “She work in a bank.” → ✓ “She works in a bank.” No presente, he/she/it ganham “s”. É o erro mais visível para um leitor nativo. O S 1 5 E R R O S D E E S C R I T A M A I S C O M U N S D E … 61 5. Negativa sem auxiliar ✗ “I no have time.” / “He not called.” → ✓ “I don’t have time.” / “He didn’t call.” E depois dedidn’t, o verbo volta ao básico: “didn’t call”, nunca “didn’t called”. 6. Falsos cognatos na escrita ✗ “Actually I work at…” (querendo dizer “atualmente”) → ✓ “Currently, I work at…” ✗ “I pretend to study abroad.” → ✓ “I intend/plan to study abroad.” Revise sua bio, seu essay e seu e-mail caçando actually, pretend, push, college, parents. 7. Plural em adjetivo ✗ “The beaches are beautifuls.” → ✓ “The beaches are beautiful.” Adjetivo em inglês é imutável — nunca ganha “s”. 8. “Peoples” e os incontáveis ✗ “Many peoples…”, “an information”, “advices”, “news are” → ✓ “Many people”, “some information”, “advice”, “the news is”. People já é plural; information, advice, news, furniture, homework não têm plural. 9. -ed vs. -ing ✗ “I am boring.” (= eu sou chato!) → ✓ “I am bored.” (estou entediado) A coisa é -ing (the movie is boring); a pessoa fica -ed (I was bored). A N A M A R T I N S 62 10. “Make” onde não é make ✗ “make a question”, “make exercise”, “make a party” → ✓ “ask a question”, “exercise” (verbo), “have/throw a party”. E “tirar uma foto” = take a picture; “cometer um erro” = make a mistake (esse sim é make!). 11. Preposição traduzida ✗ “depend of”, “married with”, “arrive in the airport”, “in Monday” → ✓ “depend on”, “married to”, “arrive at the airport”, “on Monday”. Preposição não se traduz — se aprende com o verbo, em bloco: depend on, listen to, wait for, arrive at (lugar-ponto) / arrive in (cidade, país). 12. “Until” no lugar de “by” ✗ “Send the report until Friday.” → ✓ “Send the report by Friday.” Prazo = by. Until é duração contínua (“I worked until 10 p.m.”). 13. Maiúsculas esquecidas ✗ “i live in brazil. my english class is on monday.” → ✓ “I live in Brazil. My English class is on Monday.” Em inglês, SEMPRE maiúscula: o pronome I, países, idiomas, nacionalidades, dias, meses. 14. Ordem das palavras portuguesa ✗ “I like very much this book.” / “She speaks very well English.” → ✓ “I like this book very much.” (ou “I really like this book.”) / “She speaks English very well.” O S 1 5 E R R O S D E E S C R I T A M A I S C O M U N S D E … 63 Verbo e objeto não se separam em inglês: o advérbio vai para o fim (ou o really antes do verbo). 15. Vírgula portuguesa em frase inglesa ✗ “I studied a lot, I passed the test.” → ✓ “I studied a lot, so I passed the test.” (ou ponto final: “I studied a lot. I passed the test.”) Em inglês, vírgula NÃO une duas frases completas — precisa de conectivo (so, and, but) ou de ponto. É a comma splice, erro marcado em qualquer prova de redação. Como usar esta lista: ela é seu gabarito de revisão. Depois de escrever qualquer texto, releia UMA vez só caçando estes 15 — em poucas semanas, você para de cometê-los no rascunho. 64 CAPÍTULO 12 Simulação completa: a jornada de um texto Vamos acompanhar a Júlia, analista de RH, nível intermediário, fazendo o processo inteiro: ela leu um artigo, precisa escrever um mini-essay para o curso de inglês — e vamos ver o rascunho real dela, com erros, virar versão final. As anotações em itálico apontam as ferramentas do livro. O tema do curso: “Is it better to read books on paper or on a screen?” (É melhor ler livros no papel ou na tela?) Etapa 1 — Planejar (2 minutos) Júlia anota em tópicos, sem frases prontas: position: paper is better (for me) arg 1: less distraction (phone = notifications) arg 2: memory — I remember more when I read on paper other side: screen is cheaper + carries many books conclusion: paper when possible, screen when traveling — Planejou em inglês simples, em tópicos. Quem planeja em 2 minutos não trava na página em branco. (Capítulo 3, Ferramenta 5) S I M U L A Ç Ã O C O M P L E T A : A J O R N A D A D E U M T E … 65 Etapa 2 — O rascunho (com os erros reais) “In my opinion read in paper is better than read in the screen. First, in the screen have many distractions. The cellphone receive notifications all the time and is difficult to concentrate. Second, when I read in paper I remember more the informations. On the other hand, the screen have advantages too, for example is more cheap and you can carry many books. In conclusion, for me the paper is the best option, but the screen is good for travel.” — Rascunho escrito sem parar para corrigir: exatamente como deve ser. Agora, a revisão com o checklist. Etapa 3 — A revisão comentada (o gabarito dos 15 erros em ação) · “read in paper is better” → “reading on paper is better”: verbo como sujeito vai para -ing (reading); e livro se lê on paper / on a screen — preposição em bloco (erro 11); · “in the screen have many distractions” → “on a screen, there are many distractions”: o “have de existir” (erro 2) + preposição; · “The cellphone receive” → “The phone receives”: o “s” da terceira pessoa (erro 4); · “is difficult to concentrate” → “it is difficult to concentrate”: sujeito obrigatório (erro 1); · “I remember more the informations” → “I remember more of the information”: information não tem plural (erro 8) — e a ordem melhora; A N A M A R T I N S 66 · “the screen have advantages” → “screens have advantages”: concordância + generalização sem “the”; · “is more cheap” → “it’s cheaper”: adjetivo curto faz comparativo com -er, não com more (e o sujeito, de novo!); · “for me the paper is the best option” → “paper is the best option for me”: ordem natural (erro 14); · “is good for travel” → “is great for traveling”: depois de preposição, verbo em -ing. Etapa 4 — A versão final “In my opinion, reading on paper is better than reading on a screen. First of all, on a screen, there are many distractions: the phone receives notifications all the time, and it is difficult to concentrate. In addition, when I read on paper, I remember more of the information. On the other hand, screens have advantages too — for instance, e-books are cheaper, and you can carry many books in one device. In conclusion, paper is the best option for me, but the screen is a great companion for traveling.” — Compare com o rascunho: mesmas ideias, mesma autora — só passou pela revisão. Nenhuma frase precisou de inglês avançado; precisou do processo. Estrutura de 4 partes do essay (Capítulo 9), conectivos do Bônus 1, checklist do Bônus 2. O que aprender com a jornada da Júlia: 1. O rascunho dela tinha 9 erros — e estava ótimo assim. Rascunho é lugar de erro; S I M U L A Ç Ã O C O M P L E T A : A J O R N A D A D E U M T E … 67 2. Todos os 9 erros estavam na lista do Capítulo 11 — os erros de brasileiro são previsíveis, e o que é previsível é revisável; 3. A distância entre o texto “de aluno” e o texto “fluente” foi uma revisão de 5 minutos. É isso que este livro quer instalar na sua rotina. Extras 69 BÔNUS 1 Banco de conectivos: as palavras que amarram qualquer texto Consulte na hora de escrever. Organizado por função, com pronúncia e exemplo. Para ADICIONAR ideias: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo and [énd] e “cheap and fast” also [ólsou] também “It’s also easy to use.” in addition [in adíxan] além disso “In addition, it saves time.” besides [bissáids] além do mais “Besides, it’s free.” what’s more [uóts mór] e mais “What’s more, it works offline.” Para CONTRASTAR: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo but [bât] mas “good, but expensive” A N A M A R T I N S 70 Conectivo Pronúncia Significa Exemplo however [rauéver] porém (início de frase) “However, there are risks.” although [oldôu] embora “Although it rained, we went.” on the other hand [ón dí âder rénd] por outro lado “On the other hand, it’s slow.” even though [íven dôu] mesmo que, apesar de “Even thoughI was tired, I finished.” Para indicar CAUSA e CONSEQUÊNCIA: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo because [bikóz] porque “because it works” so [sôu] então, por isso “It was late, so we left.” therefore [dérfor] portanto (formal) “Therefore, we recommend it.” that’s why [déts uái] é por isso que “That’s why I use it daily.” as a result [éz a rizâlt] como resultado “As a result, sales grew.” B A N C O D E C O N E C T I V O S : A S P A L A V R A S Q U E A … 71 Para SEQUENCIAR: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo first (of all) [fêrst óv ól] primeiro “First of all, plan.” then [dén] depois, então “Then, write.” after that [éfter dét] depois disso “After that, revise.” meanwhile [mínuail] enquanto isso “Meanwhile, the team waited.” finally [fáinali] por fim “Finally, send it.” Para EXEMPLIFICAR e ESCLARECER: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo for example [fór egzémpol] por exemplo “For example, e- mails.” for instance [fór ínstans] por exemplo “For instance, my sister.” such as [sâtch éz] como, tais como “sports such as soccer” in other words [in âder uêrds] em outras palavras “In other words, it failed.” Para CONCLUIR: Conectivo Pronúncia Significa Exemplo in conclusion [in konklújan] em conclusão “In conclusion, it’s worth it.” A N A M A R T I N S 72 Conectivo Pronúncia Significa Exemplo in short [in xórt] em resumo “In short, buy it.” overall [ôuveról] no geral “Overall, a great option.” to sum up [tu sâm âp] resumindo “To sum up, three reasons…” Dica de uso: um conectivo a cada 2–3 frases é o tempero certo. Texto com conectivo em TODA frase fica artificial — e sem nenhum, fica picado. E lembre: however, in addition, in conclusion pedem vírgula depois deles no início da frase. 73 BÔNUS 2 Checklist de revisão do escritor (imprimível) Passe seu texto por esta lista antes de considerá-lo pronto. Cinco minutos que valem meio ponto a mais — ou uma resposta melhor. Estrutura: ☐ Toda frase tem sujeito? (caça ao “Is important…”, “Have many…”) ☐ Uma ideia por frase? (frases com mais de 2 linhas: corte em duas) ☐ Parágrafos com topic sentence no início? ☐ Conectivos amarrando as ideias (sem exagero)? Gramática (o gabarito dos 15): ☐ Verbos no tempo certo — e TODOS no mesmo tempo na narrativa? ☐ “S” da terceira pessoa no presente? (she works) ☐ Negativas com don’t/doesn’t/didn’t? A N A M A R T I N S 74 ☐ Incontáveis no singular? (information, advice, news) ☐ Adjetivos sem plural? (beautiful, nunca beautifuls) ☐ -ed/-ing certos? (I’m interested, the book is interesting) ☐ Preposições em bloco? (depend on, arrive at, on Monday, by Friday) Vocabulário: ☐ Caça aos falsos cognatos: actually, pretend, push, college, parents? ☐ “Make” indevido? (ask a question, have a party, take a picture) ☐ Maiúsculas: I, Brazil, English, Monday, July? Tom e leitor: ☐ O tom combina com o destinatário? (informal ↔ formal — Capítulo 7) ☐ Pedidos em forma de pergunta? (“Would it be possible…?”) ☐ Li o texto em voz alta uma vez? (o ouvido pega o que o olho perdoa) 75 Palavra final Três verdades para levar da leitura para a escrita — e da escrita para a vida: 1. Ler e escrever são o mesmo músculo. Todo texto que você lê é uma aula de escrita disfarçada: repare em como ele abre, como amarra as frases, como fecha. O leitor atento vira escritor sem perceber; 2. Texto bom é texto revisado. A diferença entre o seu rascunho e o texto “de fluente” não é talento — é o checklist. Os erros do brasileiro são previsíveis; o que é previsível, se revisa; 3. Escrever simples é escrever bem. Frase curta, sujeito no lugar, uma ideia por vez. O inglês recompensa a clareza — e clareza você já pode ter hoje, no seu nível, com o que já sabe. Boa leitura — e boa escrita. You’ve got this! [iúv gót dís] — Você consegue! Leia e Escreva Melhor em Inglês — Desenvolva sua fluência textual e aprimore a gramática com foco na interpretação e produção de textos. Leia e Escreva Melhor em Inglês Desenvolva sua fluência textual e aprimore a gramática Texto composto em Schola (Century Schoolbook), a família desenhada para o livro escolar, com anotações em Caveat. Diagramação editorial em formato A5, no traço do caderno pautado. Edição digital de distribuição gratuita. Ana Martins Baixe Livros — 2026 baixelivros.com.br