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Leia e Escreva Melhor em 
Inglês 
Desenvolva sua fluência textual e aprimore a 
gramática com foco na interpretação e produção de 
textos 
 
Ana Martins 
Guia completo para brasileiros de nível básico a intermediário 
B A I X E L I V R O S 
 
 
 
F I C H A T É C N I C A 
 
T Í T U L O Leia e Escreva Melhor em Inglês 
S U B T Í T U L O Desenvolva sua fluência textual e aprimore a 
gramática com foco na interpretação e 
produção de textos 
A U T O R A Ana Martins 
Inglês — leitura, interpretação e produção de 
textos 
P Ú B L I C O Leitores brasileiros de nível básico a 
intermediário 
E D I Ç Ã O Baixe Livros, 2026 
S O B R E E S T A E D I Ç Ã O 
As divisões em partes, capítulos e etapas são editoriais, destinadas a 
orientar a leitura e a prática. Esta edição foi diagramada como um 
caderno de exercícios: os espaços pautados das seções “Sua vez de 
escrever” e do checklist final são para o leitor preencher — no papel, 
se imprimir, ou diretamente no arquivo. As pronúncias entre 
colchetes são aproximações “à brasileira”, pensadas para a leitura em 
voz alta, e não transcrições fonéticas. 
L I C E N Ç A D E U S O 
Disponibilização gratuita e integral por meio da plataforma 
BaixeLivros. Caso deseje compartilhá-lo fora deste ambiente, é 
necessário obter a devida permissão. Além disso, a licença gratuita 
concedida para este material poderá ser alterada futuramente a 
critério da autora. Reforçamos o compromisso com a ética e a 
valorização do trabalho dos autores, tradutores e editores, oferecendo 
acesso responsável à leitura. 
Baixe outros livros gratuitamente em baixelivros.com.br 
T E M A
https://www.baixelivros.com.br/ 
 
 
 
Sumário 
 
Nota da autora......................................................................... 1 
Parte Um — Fundamentos ................................................ 2 
1. Introdução............................................................................ 3 
2. Caixa de ferramentas do leitor ............................................ 6 
3. Caixa de ferramentas do escritor ...................................... 10 
Parte Dois — As oficinas ................................................. 14 
4. Oficina 1: Apresentar-se por escrito (bio e perfil) .............. 15 
5. Oficina 2: Mensagens do dia a dia ..................................... 21 
6. Oficina 3: Narrar no passado ............................................. 27 
7. Oficina 4: E-mail informal vs. formal ................................ 33 
8. Oficina 5: Opinar (a resenha/review)................................. 40 
9. Oficina 6: Argumentar (o mini-essay de opinião) .............. 46 
10. Oficina 7: Resumir (o summary) ...................................... 53 
Parte Três — Ajuste fino ................................................. 59 
11. Os 15 erros de escrita mais comuns de brasileiros .......... 60 
12. Simulação completa: a jornada de um texto .................... 64 
Extras ...................................................................................... 68 
Bônus 1 — Banco de conectivos: as palavras que amarram 
qualquer texto ....................................................................... 69 
Bônus 2 — Checklist de revisão do escritor (imprimível) ..... 73 
Palavra final .......................................................................... 75 
 
1 
 
Nota da autora 
 
Dei aula de inglês por muitos anos e vi sempre a mesma 
cena: o aluno entende o texto que lê, mas trava na hora de 
escrever o seu. É como se fossem duas habilidades 
separadas — e não são. São o mesmo músculo, treinado em 
dois sentidos. 
Este livro nasceu dessa constatação. Cada oficina 
começa por um texto de verdade, curto, do tipo que você 
precisa escrever na vida real: uma bio, um convite, um e-
mail, uma resenha. Você lê, entende como ele foi construído, 
desmonta a estrutura — e então escreve o seu, com o molde 
na mão. É por isso que as sete etapas se repetem em todas 
as oficinas: a repetição é o método. 
Diagramei este volume como um caderno de propósito. 
Os espaços pautados não são enfeite: eles existem porque 
escrever à mão, devagar, ainda é a forma mais rápida de 
fixar uma estrutura nova. Imprima, rabisque, erre na linha. 
O rascunho feio é parte do processo — e o Capítulo 12 
mostra um rascunho real, com todos os erros, virando um 
texto final. 
Uma última coisa: não espere escrever certo de primeira. 
Ninguém escreve. O que separa o texto de iniciante do texto 
de fluente quase nunca é talento — é a revisão. Por isso o 
livro termina com um checklist. Use-o até não precisar mais 
dele. 
Boa leitura — e boa escrita. 
Ana Martins 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE UM 
 
Fundamentos 
 
 
3 
 
 
CAPÍTULO 1 
Introdução 
 
Para quem é este livro 
Este livro foi feito para você, brasileiro(a), que: 
· Lê em inglês devagar, traduzindo mentalmente palavra 
por palavra — e cansa no terceiro parágrafo; 
· Trava na hora de escrever, mesmo sabendo “bastante” 
vocabulário; 
· Escreve em inglês traduzindo do português — e sente que 
o resultado soa estranho; 
· Precisa de leitura e escrita para o trabalho, para provas 
ou para certificações. 
A ideia central é simples: leitura e escrita se ensinam 
juntas. Quem lê uma resenha antes de escrever uma 
resenha escreve dez vezes melhor — porque o texto-modelo 
mostra o esqueleto, as frases típicas, o tom. É assim que este 
livro funciona: cada capítulo da Parte 2 é uma oficina onde 
você primeiro lê um texto-modelo, depois entende como ele 
foi construído, e por fim escreve o seu, com andaime. 
A N A M A R T I N S 
4 
O método ler-para-escrever: as 7 etapas de 
cada oficina 
Etapa O que acontece 
1. Aquecimento As palavras-chave do texto que você vai ler 
2. O texto-
modelo 
Um texto curto e real do gênero do capítulo 
3. Leitura 
guiada 
Perguntas em 3 níveis: o que o texto diz → o 
que quer dizer → como diz 
4. Raio-X do 
texto 
A anatomia: como abre, desenvolve e fecha + 
a gramática que aparece nele 
5. Sua vez de 
escrever 
Esqueleto pronto + frases-iniciadoras para 
você produzir o seu texto 
6. Antes e 
depois 
Um texto de aluno com erros típicos (✗) e a 
versão revisada (✓), comentada 
7. Armadilhas Os erros clássicos de brasileiros naquele 
gênero 
 
Como usar: faça as oficinas na ordem — elas sobem de 
degrau em degrau, de 3 frases sobre você (Capítulo 4) até 
um mini-essay e um resumo (Capítulos 9 e 10). Escreva de 
verdade, à mão ou no computador. Ler sobre escrever não 
ensina a escrever; escrever ensina. 
Guia de pronúncia aproximada 
Este é um livro de leitura e escrita, mas vocabulário se fixa 
melhor quando você sabe FALAR a palavra. Por isso, as 
tabelas trazem a pronúncia aproximada entre colchetes, “à 
brasileira”, como em toda a série: 
I N T R O D U Ç Ã O 
5 
write [ráit] — escrever 
Regras rápidas: th de think → [f] (thanks [fénks]); th de 
the → [d] ([dâ]); h aspirado → som de “rr” carioca (have [rév], 
how [ráu]); r inicial como o “r” de “caro”; s + consoante sem 
“e” antes (story é [stóri], não [estóri]); a sílaba com acento é 
a forte (paragraph [péragraf]). 
 
6 
 
 
CAPÍTULO 2 
Caixa de ferramentas do leitor 
 
O maior mito da leitura em inglês: “preciso entender todas 
as palavras”. Não precisa. Leitores fluentes entendem 
textos com palavras desconhecidas o tempo todo — eles 
usam estratégias. Aqui estão as quatro que valem por um 
dicionário. 
Ferramenta 1 — Skimming: a leitura de 
sobrevoo 
Skimming [skíming] é passar o olho pelo texto em 30 
segundos para captar o assunto geral, ANTES de ler de 
verdade. Onde olhar: 
· O título e subtítulos; 
· A primeira frase de cada parágrafo (em inglês, ela 
costuma resumir o parágrafo — você vai usar isso na 
escrita também!); 
· Palavras repetidas, nomes, números. 
Depois do sobrevoo, seu cérebro lê o texto completo muito 
mais rápido, porque já sabe do que ele trata.Ferramenta 2 — Scanning: a leitura de caça 
Scanning [skéning] é procurar UMA informação específica 
sem ler o resto — como você faz em português com um 
C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O L E I T O R 
7 
horário numa tabela. Precisa saber quando o evento 
começa? Cace números. Precisa saber quem fez algo? Cace 
nomes com maiúscula. É a ferramenta das provas: leia a 
pergunta primeiro, depois cace a resposta no texto. 
Ferramenta 3 — Contexto: adivinhar como um 
detetive 
Palavra desconhecida não é um muro — é uma lacuna que 
o resto da frase preenche. Veja: 
“She was exhausted after working twelve hours without 
a break.” 
Você não sabe o que é exhausted? Olhe as pistas: 
trabalhou doze horas, sem pausa. Só pode ser algo como 
“cansada, esgotada” [egzósted]. Regra prática: se a frase 
faz sentido com o seu palpite, siga em frente. Pare no 
dicionário só se a palavra se repetir ou for essencial. 
Ferramenta 4 — Cognatos: seus 3.000 amigos 
de graça 
Milhares de palavras inglesas são quase iguais em 
português: important, family, decision, restaurant, 
complete, information. Ao ler, seu cérebro reconhece esses 
cognatos [kógneits] de graça — confie neles. 
Mas desconfie dos falsos cognatos, que parecem uma 
coisa e são outra. Os que mais enganam LEITORES 
brasileiros: 
Palavra Parece Na verdade é 
actually atualmente na verdade 
A N A M A R T I N S 
8 
Palavra Parece Na verdade é 
eventually eventualmente no fim das contas 
pretend pretender fingir 
push puxar empurrar 
library livraria biblioteca 
parents parentes pais 
novel novela romance (livro) 
lecture leitura palestra 
journal jornal revista científica / diário 
resume resumir retomar 
 
Note lecture e journal: dois falsos cognatos que vivem 
em textos acadêmicos — e “leitura” em inglês é reading; 
“jornal” é newspaper. 
Os 3 níveis de interpretação (como as 
perguntas deste livro funcionam) 
Toda oficina traz perguntas nos 3 níveis que provas e a vida 
real cobram: 
1. Na linha (literal): a resposta está escrita no texto. “What 
time does the store open?”; 
2. Entre as linhas (inferência): o texto não diz, mas dá 
para concluir. Se o personagem “sighed and looked at 
the rain again”, ele está entediado ou frustrado — 
ninguém precisou dizer; 
C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O L E I T O R 
9 
3. Por trás das linhas (tom e intenção): o autor está 
elogiando ou ironizando? Informando ou vendendo? 
Palavras como unfortunately, amazing, so-called 
revelam a opinião escondida. 
Armadilhas do leitor brasileiro: 
✗ Traduzir mentalmente palavra por palavra — você lê na 
velocidade de quem escreve. Leia em blocos de sentido; 
✗ Parar no dicionário a cada palavra nova — mata o fôlego. 
Use o contexto e siga; 
✗ Ler sem propósito. Antes de ler, pergunte-se: “o que eu 
quero descobrir neste texto?”; 
✗ Achar que “entendi 80%” é fracasso. É exatamente assim 
que fluentes leem. 
 
10 
 
 
CAPÍTULO 3 
Caixa de ferramentas do escritor 
 
Ferramenta 1 — A frase em inglês: a ordem é 
sagrada 
O inglês é rígido na ordem das palavras: Sujeito → Verbo 
→ Complemento, quase sempre. 
✓ “I finished the report yesterday.” 
✗ “Finished I yesterday the report.” 
E a regra de ouro que o português esconde de você: toda 
frase em inglês precisa de sujeito explícito. Em 
português dizemos “Está chovendo”, “É importante” — o 
sujeito some. Em inglês, ele NUNCA some; quando não 
existe, entra o it: 
✗ “Is raining.” → ✓ “It is raining.” 
✗ “Is important to practice.” → ✓ “It is important to 
practice.” 
Grave esta dupla: frase sem sujeito = frase errada; na 
dúvida, chame o it. 
C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O E S C R I T O R 
11 
Ferramenta 2 — Frases curtas são 
profissionais 
A tentação de quem escreve em inglês intermediário é 
montar frases longas “como no português” — e se perder no 
meio. A verdade libertadora: em inglês, frase curta é 
sinal de bom escritor, não de escritor iniciante. Compare: 
✗ “I am writing this email because I would like to 
inform you that the meeting that was scheduled for 
Monday will need to be changed to another day due to 
the fact that…” 
✓ “The Monday meeting needs to change. Here’s why.” 
Regra prática deste livro: uma ideia por frase. Quando 
a frase passar de duas linhas, corte-a em duas. 
Ferramenta 3 — O parágrafo de três andares 
O parágrafo em inglês tem uma arquitetura clássica que 
caiu em prova, e-mail e blog: 
1. Topic sentence [tópik séntens] — a primeira frase 
anuncia o assunto do parágrafo; 
2. Desenvolvimento — 2 a 4 frases com detalhes, 
exemplos ou razões; 
3. Fechamento — uma frase que conclui ou faz ponte para 
o próximo parágrafo. 
A N A M A R T I N S 
12 
“Working from home has changed my routine 
completely. I wake up later, because I don’t need to 
drive to the office. I have lunch with my family every day. 
And I use my old commute time to exercise. For me, 
there’s no going back.” 
Repare: a primeira frase resume tudo (é ela que o 
skimming do Capítulo 2 caça!) e a última fecha com opinião. 
Você vai usar esse molde em TODAS as oficinas. 
Ferramenta 4 — Conectivos: a cola do texto 
Frases soltas viram texto quando entram os linking words 
[línking uêrds]. O kit de sobrevivência (o banco completo 
está no Bônus 1): 
Função Conectivos Exemplo 
Adicionar and, also, besides 
[bissáids] 
“The hotel is cheap. 
Besides, it’s close to the 
beach.” 
Contrastar but, however 
[rauéver] 
“I studied a lot. 
However, the test was 
hard.” 
Causa because, so “It was late, so we went 
home.” 
Sequência first, then, after 
that, finally 
“First, read the text. 
Then, answer the 
questions.” 
Exemplo for example, such as “I love sports, such as 
soccer and tennis.” 
C A I X A D E F E R R A M E N T A S D O E S C R I T O R 
13 
Função Conectivos Exemplo 
Concluir in short, that’s why “That’s why I 
recommend this book.” 
 
Ferramenta 5 — O processo: ninguém escreve 
certo de primeira 
Escritores fluentes não escrevem melhor de primeira — eles 
revisam melhor. O processo das oficinas: 
1. Planeje (2 min): para quem é o texto? O que ele precisa 
dizer? Liste 3 ideias em tópicos; 
2. Rascunhe (10 min): escreva sem parar para corrigir. 
Errar no rascunho é o plano, não o problema; 
3. Revise (5 min): agora sim, com o checklist do Bônus 2: 
sujeito em toda frase? Verbos no tempo certo? Frases 
curtas? Conectivos? 
Armadilhas do escritor brasileiro: 
✗ Escrever o texto inteiro em português e traduzir — nasce 
“portunglês”. Escreva direto em inglês, simples; 
✗ Usar o tradutor automático para o texto todo e enviar sem 
entender — quando alguém responder, você não saberá 
continuar a conversa. Use tradutor para UMA palavra, 
não para o texto; 
✗ Frases de 4 linhas “para parecer avançado” — parecem 
confusas. Curto e claro vence; 
✗ Não revisar. Cinco minutos de revisão eliminam metade 
dos erros — os erros de distração, que são os mais 
comuns. 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE DOIS 
 
As oficinas 
 
 
15 
 
 
CAPÍTULO 4 
Oficina 1: Apresentar-se por escrito (bio e 
perfil) 
 
A primeira coisa que quase todo mundo escreve em inglês 
na vida real: uma bio — para o LinkedIn, um formulário, 
um site, um grupo internacional. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
currently [kârentli] atualmente 
experience [ekspíriens] experiência 
degree [digrí] diploma, graduação 
skills [skius] habilidades 
passionate 
about 
[péxanet abáut] apaixonado(a) por 
free time [frí táim] tempo livre 
goal [gôul] objetivo 
based in [bêist in] morando em / baseado 
em 
 
A N A M A R T I N S 
16 
2 O texto-modelo 
My name is Renata Lima and I’m based in Curitiba, 
Brazil. I’m a nurse with eight years of experience in 
public hospitals. Currently, I work in the emergency 
department of a large hospital, where I lead a small team. 
I have a degree in Nursing and a specializationin 
emergency care. I’m passionate about helping people on 
their worst days — that’s why I chose this career. In my 
free time, I run and study English. My goal is to work in 
an international hospital in the next few years. 
Tradução: Meu nome é Renata Lima e moro em Curitiba, Brasil. 
Sou enfermeira com oito anos de experiência em hospitais 
públicos. Atualmente, trabalho no pronto-socorro de um grande 
hospital, onde lidero uma equipe pequena. Sou formada em 
Enfermagem com especialização em emergência. Sou 
apaixonada por ajudar pessoas nos piores dias delas — foi por 
isso que escolhi esta carreira. No tempo livre, corro e estudo 
inglês. Meu objetivo é trabalhar em um hospital internacional 
nos próximos anos. 
3 Leitura guiada 
Na linha: Onde Renata trabalha atualmente? → In the 
emergency department of a large hospital (no pronto-socorro 
de um grande hospital). 
Entre as linhas: Renata é iniciante na carreira? → Não — 
“eight years of experience” e “I lead a small team” mostram 
experiência e senioridade, sem que o texto diga “sou 
experiente”. 
O F I C I N A 1 : A P R E S E N T A R - S E P O R E S C R I T O 
17 
Por trás das linhas: Por que ela menciona que estuda 
inglês e quer trabalhar fora? → A bio tem intenção: ela está 
se posicionando para oportunidades internacionais. Uma 
bio nunca é neutra — ela é escrita PARA um objetivo. 
4 Raio-X do texto 
A anatomia da bio, em 4 blocos que você pode copiar: 
1. Quem sou e onde estou: “My name is… and I’m based 
in…”; 
2. O que faço: profissão + experiência + situação atual 
(“Currently, I work…”); 
3. O toque humano: “I’m passionate about…” — a frase 
que diferencia sua bio de um formulário; 
4. Para onde vou: “My goal is to…” — fecha olhando para 
o futuro. 
Gramática puxada do texto — o presente que os 
brasileiros mais erram: para fatos e rotinas, o inglês usa 
o present simple: “I work in a hospital”, “She leads a team” 
(com o s da terceira pessoa!). E note “Currently, I work…” 
— currently = atualmente. Escrever “Actually, I work…” 
mudaria o sentido para “Na verdade, eu trabalho…” — o 
falso cognato clássico, logo na sua bio. 
5 Sua vez de escrever 
Complete o esqueleto com a sua vida (60–100 palavras): 
My name is and I’m based in . 
A N A M A R T I N S 
18 
I’m a with years of experience in . 
Currently, I . 
I have a degree in . 
I’m passionate about . 
In my free time, I . 
My goal is to . 
 
 
 
 
 
 
 
 
Frases-reserva úteis: “I’m a student of…” (para quem 
estuda); “I’m starting my career in…” (para quem está 
começando — melhor que “I don’t have experience”!); “I 
O F I C I N A 1 : A P R E S E N T A R - S E P O R E S C R I T O 
19 
recently changed careers from X to Y” (para quem mudou 
de área). 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno (com os erros típicos): 
“My name is Carlos. I have 34 years. I am formed in 
Administration. Actually I work in a bank. I like very 
much to help the clients. My dream is work in other 
country.” 
✓ A versão revisada: 
“My name is Carlos. I’m 34 years old. I have a degree in 
Business Administration. Currently, I work at a bank. I 
really enjoy helping clients. My dream is to work abroad.” 
O que foi consertado, linha por linha: 
· “I have 34 years” → “I’m 34”: idade em inglês usa o verbo 
to be; 
· “I am formed in” → “I have a degree in”: formed não 
existe nesse sentido — é tradução literal de “formado”; 
· “Actually” → “Currently”: o falso cognato em ação; 
· “I like very much to help” → “I really enjoy helping”: a 
ordem “like very much to” é portunglês; e depois de enjoy, 
o verbo vai para -ing; 
· “My dream is work” → “My dream is to work”: depois 
de is, o verbo pede to; 
· “in other country” → “abroad” [abród]: uma palavra que 
resolve “em outro país” com elegância. 
A N A M A R T I N S 
20 
7 Armadilhas do gênero 
✗ Bio genérica (“I like music and movies”) — sempre feche 
com o toque pessoal + objetivo; 
✗ Traduzir cargo ao pé da letra: “analista” = analyst, mas 
“auxiliar” = assistant (não “auxiliary”) e “formação” = 
education/degree (não “formation”); 
✗ Escrever a bio no passado. Bio vive no presente: “I work”, 
“I lead”, “I study”. 
 
21 
 
 
CAPÍTULO 5 
Oficina 2: Mensagens do dia a dia 
 
Convites, avisos, agradecimentos: os textos mais curtos — e 
mais frequentes — da vida real. A oficina perfeita para 
treinar o essencial: clareza em poucas linhas. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
invite [inváit] convidar 
join us [djóin âs] junte-se a nós 
let me know [lét mi nôu] me avise 
I’d love to [áid lâv tu] eu adoraria 
unfortunately [ânfórtchunetli] infelizmente 
reschedule [riskédjul] remarcar 
thank you so 
much 
[fénk iú sôu 
mâtch] 
muito obrigado(a) 
looking 
forward to it 
[lúking fóruerd tu 
it] 
ansioso(a) por isso 
 
A N A M A R T I N S 
22 
2 Os textos-modelo (três mensagens, um 
mesmo evento) 
O convite: 
Hi everyone! We’re having a barbecue at our place this 
Saturday at 1 p.m. to celebrate Ana’s new job. Nothing 
fancy — just food, music and good company. Bring your 
swimsuit if you want to use the pool! Let me know by 
Thursday if you can come. Hope to see you all there! 
A resposta (aceitando): 
Hi Marcos! Thank you for the invitation — I’d love to 
come! Can I bring anything? See you Saturday. Looking 
forward to it! 
A resposta (recusando com educação): 
Hi Marcos! Thank you so much for the invitation. 
Unfortunately, I already have plans on Saturday — my 
niece’s birthday. I’m really sorry to miss it! Give Ana a 
big hug for me, and let’s have coffee soon. Have a great 
time! 
Tradução do convite: Oi pessoal! Vamos fazer um 
churrasco na nossa casa neste sábado às 13h para 
comemorar o novo emprego da Ana. Nada chique — só 
comida, música e boa companhia. Tragam roupa de banho 
se quiserem usar a piscina! Me avisem até quinta se vocês 
vêm. Espero ver todos lá! 
O F I C I N A 2 : M E N S A G E N S D O D I A A D I A 
23 
3 Leitura guiada 
Na linha: Até quando os convidados devem confirmar? → 
By Thursday (até quinta). Note o by = “até, no máximo até” 
— palavrinha de ouro em prazos. 
Entre as linhas: O churrasco é formal? → Não: “nothing 
fancy”, “just food, music and good company” — o convite 
constrói o clima descontraído sem dizer “é informal”. 
Por trás das linhas: Na recusa, por que a pessoa dá o 
motivo e propõe “let’s have coffee soon”? → Recusar sem 
motivo soa frio; recusar com motivo + contraproposta 
preserva a amizade. Isso é tom — e tom se escreve. 
4 Raio-X do texto 
A anatomia de qualquer mensagem curta: 
1. Abertura direta: “Hi + nome!” (em mensagens, vá 
direto ao ponto — sem “I hope this message finds you 
well”); 
2. A informação-chave em uma frase: o quê, quando, 
onde (“We’re having a barbecue this Saturday at 1 
p.m.”); 
3. Detalhes práticos: o que levar, como confirmar; 
4. Fechamento caloroso: “Hope to see you!”, “Looking 
forward to it!”. 
Gramática puxada do texto — o presente contínuo 
para planos: “We’re having a barbecue this Saturday” — 
em inglês, planos combinados usam o presente contínuo, 
não o futuro com will. “I’m traveling next week” = já está 
marcado. É o jeito mais natural de falar de agenda. 
A N A M A R T I N S 
24 
E a recusa educada tem fórmula: agradecer (“Thank you 
so much”) → unfortunately + motivo curto → lamentar (“I’m 
sorry to miss it”) → compensar (“let’s have coffee soon”). 
5 Sua vez de escrever 
Escreva as três mensagens (30–50 palavras cada) sobre um 
evento SEU — aniversário, jogo, jantar: 
Convite: Hi ! We’re 
having this at . (um detalhe do clima do 
evento). Let me know by if you can come! 
Aceite: Hi ! Thank you for the invitation — I’d love to 
come! (uma pergunta prática).Looking forward to it! 
Recusa: Hi ! Thank you so much for the invitation. 
Unfortunately, . I’m really sorry to miss 
it! (compense). Have a great time! 
 
 
 
 
O F I C I N A 2 : M E N S A G E N S D O D I A A D I A 
25 
 
 
 
 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno: 
“Hi John! I will make a party in my house saturday. Is a 
barbecue. You want to come? Answer me until thursday. 
” 
✓ A versão revisada: 
“Hi John! I’m having a party at my place on Saturday — 
a barbecue. Would you like to come? Let me know by 
Thursday!” 
O que foi consertado: 
· “I will make a party” → “I’m having a party”: plano 
combinado usa presente contínuo; e festa se “tem” (have), 
não se “faz” (make); 
· “in my house” → “at my place”: em inglês, eventos 
acontecem at — e “my place” é o jeito natural de dizer 
“minha casa”; 
A N A M A R T I N S 
26 
· “saturday” → “on Saturday”: dias da semana levam 
maiúscula e a preposição on; 
· “Is a barbecue” → “a barbecue” integrado à frase: 
lembra do sujeito obrigatório? “Is a barbecue” não tem 
sujeito — ou se escreve “It’s a barbecue”, ou se encaixa 
na frase anterior; 
· “Answer me until thursday” → “Let me know by 
Thursday”: until = “durante todo o período até”; prazo 
é by. E “let me know” é o idioma natural, mais leve que 
“answer me” (que soa como ordem). 
7 Armadilhas do gênero 
✗ Until vs. by: “confirme até quinta” = “by Thursday”. 
“Until” diria que a pessoa vai confirmar continuamente 
até quinta — sem sentido; 
✗ “Make a party” — party se have (ou throw, informal: 
“throw a party”); 
✗ Recusar só com “I can’t go” — em inglês, recusa seca soa 
mais dura do que em português. Use a fórmula: obrigado 
+ unfortunately + motivo + lamento; 
✗ Esquecer maiúsculas em dias e meses: Saturday, July — 
em inglês, é regra, não estilo. 
 
27 
 
 
CAPÍTULO 6 
Oficina 3: Narrar no passado 
 
Contar uma história — algo que aconteceu com você — é o 
portão de entrada do passado em inglês e a base de e-mails 
de relato, posts e respostas de entrevista. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
last year [lést íer] ano passado 
suddenly [sâdenli] de repente 
at first [ét fêrst] no começo 
after that [éfter dét] depois disso 
in the end [in dí énd] no fim 
scared [skérd] assustado(a) 
relieved [rilívd] aliviado(a) 
It turned out 
that… 
[it têrnd áut] no fim das contas… / 
descobriu-se que… 
 
A N A M A R T I N S 
28 
2 O texto-modelo 
Last year, I got lost in São Paulo on my first day at a new 
job. I took the wrong bus and, at first, I didn’t notice 
anything. Suddenly, I looked out the window and didn’t 
recognize the street. I was scared — it was 8:40, and my 
first meeting was at 9. I got off at the next stop and asked 
an old man for help. It turned out that I was only ten 
minutes away from the office, on foot. I ran, arrived at 
8:58, and nobody ever knew. In the end, it became my 
favorite story to tell — but on that morning, it wasn’t 
funny at all. 
Tradução: No ano passado, me perdi em São Paulo no meu 
primeiro dia num emprego novo. Peguei o ônibus errado e, no 
começo, não percebi nada. De repente, olhei pela janela e não 
reconheci a rua. Fiquei com medo — eram 8h40, e minha 
primeira reunião era às 9. Desci no ponto seguinte e pedi ajuda 
a um senhor. No fim das contas, eu estava a só dez minutos do 
escritório, a pé. Corri, cheguei às 8h58, e ninguém nunca soube. 
No fim, virou minha história favorita — mas naquela manhã, 
não teve graça nenhuma. 
3 Leitura guiada 
Na linha: Por que o narrador se perdeu? → He took the 
wrong bus (pegou o ônibus errado). 
Entre as linhas: O narrador chegou atrasado à reunião? → 
Não — “arrived at 8:58” e “nobody ever knew” mostram que 
deu certo por pouco, sem o texto dizer “cheguei a tempo”. 
Por trás das linhas: Qual o tom da última frase? → 
Humor: o contraste entre “favorite story” e “it wasn’t funny 
O F I C I N A 3 : N A R R A R N O P A S S A D O 
29 
at all” mostra o narrador rindo de si mesmo — a assinatura 
das boas histórias pessoais. 
4 Raio-X do texto 
A anatomia da narrativa: 
1. Cenário em uma frase: quando + onde + o gancho 
(“Last year, I got lost…”) — note que a primeira frase 
JÁ entrega o evento; o leitor fica para saber COMO; 
2. A complicação: o problema cresce (“Suddenly…”, “I was 
scared”); 
3. A virada: a ação que resolve (“I got off and asked for 
help”); 
4. O desfecho + reflexão: o que aconteceu e o que ficou 
(“In the end…”). 
Gramática puxada do texto — o past simple, dono da 
narrativa: a história inteira roda em verbos no passado: 
got, took, looked, ran, arrived. Os irregulares do texto valem 
decorar: get→got, take→took, run→ran. E repare no par 
que os brasileiros confundem: “I was scared” (estado: 
was/were) vs. “I got off the bus” (ação: verbo de ação no 
passado). 
E os marcadores de tempo são o esqueleto: at first → 
suddenly → after that → in the end. Com eles, até frases 
simples viram história com ritmo. 
5 Sua vez de escrever 
Conte uma história real sua (80–120 palavras): um 
perrengue de viagem, um primeiro dia, um mal-entendido. 
A N A M A R T I N S 
30 
Last , I (o evento principal, direto). 
At first, . 
Suddenly, . 
I was (emoção). 
So I (a ação que você tomou). 
It turned out that . 
In the end, . 
 
 
 
 
 
 
 
 
O F I C I N A 3 : N A R R A R N O P A S S A D O 
31 
Banco de verbos irregulares para narrativas: go→went, 
come→came, see→saw, say→said, find→found, lose→lost, 
make→made, think→thought [fót], feel→felt. 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno: 
“Two years ago I travel to Buenos Aires. When I arrive in 
the airport, my bag don’t come. I was very nervous 
because I no have clothes. The company find my bag after 
two days. Was a bad experience but today I laugh.” 
✓ A versão revisada: 
“Two years ago, I traveled to Buenos Aires. When I 
arrived at the airport, my bag didn’t come out. I was 
really nervous because I had no clothes. The airline found 
my bag two days later. It was a bad experience — but 
today, I laugh about it.” 
O que foi consertado: 
· “I travel / I arrive” → “I traveled / I arrived”: a história 
é no passado; TODOS os verbos vão para o passado — o 
erro nº 1 de narrativas de brasileiros; 
· “my bag don’t come” → “my bag didn’t come out”: 
negativa no passado = didn’t + verbo base; 
· “I no have clothes” → “I had no clothes”: negativa sem 
auxiliar não existe; 
· “in the airport” → “at the airport”: lugares-ponto usam 
at; 
A N A M A R T I N S 
32 
· “The company” → “The airline”: a palavra específica 
(companhia aérea) deixa o texto mais claro; 
· “Was a bad experience” → “It was a bad experience”: 
o sujeito obrigatório, de novo — ele vai aparecer em todas 
as oficinas, porque é o erro mais persistente do 
portunglês. 
7 Armadilhas do gênero 
✗ Começar a história no passado e escorregar para o 
presente no meio (“I was walking and suddenly a man 
comes…”) — escolha o passado e fique nele; 
✗ Esquecer o didn’t: “I didn’t saw” está errado — depois de 
didn’t, o verbo volta à forma base: “I didn’t see”; 
✗ História sem emoção. Uma frase de sentimento (“I was 
terrified”, “I was so relieved”) vale mais que três de 
descrição; 
✗ “History” ≠ “story”: history é a disciplina (História do 
Brasil); a sua narrativa é uma story. 
 
33 
 
 
CAPÍTULO 7 
Oficina 4: E-mail informal vs. formal 
 
O mesmo pedido, escrito dos dois jeitos, lado a lado. 
Dominar a troca de tom é a habilidade de escrita mais 
valiosa da vida profissional. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
request [rikuést] pedido, solicitação 
attached [atétchd] anexado, em anexo 
deadline [dédlain] prazo 
as soon as 
possible 
[éz sún éz 
póssibol] 
o quanto antes 
I was 
wondering if… 
[ai uóz uândering 
if]eu queria saber se… 
(pedido educado) 
Would it be 
possible…? 
[uud it bi póssibol] seria possível…? 
Best regards [bést rigárds] atenciosamente 
Cheers / 
Thanks! 
[tchírs] valeu / obrigado 
(informal) 
 
A N A M A R T I N S 
34 
2 Os textos-modelo (o mesmo pedido, dois 
tons) 
Versão informal (para um colega próximo): 
Subject: Friday off? 
Hey Paula! 
Quick question: any chance I could take Friday off? My 
brother is visiting from Recife and I’d love to spend the 
day with him. I’ve already finished the monthly report, 
and Diego said he can cover for me. 
Let me know! :) 
Thanks, 
Marina 
Versão formal (para uma gestora que você mal 
conhece): 
Subject: Time-off request — Friday, March 14 
Dear Ms. Carter, 
I hope you’re doing well. I’m writing to request a day off 
this Friday, March 14, for personal reasons. I have 
already completed the monthly report, and Diego Santos 
has kindly agreed to cover my responsibilities for the day. 
Would it be possible to approve this request? Please let 
me know if you need any additional information. 
Thank you for your time. 
Best regards, 
Marina Souza 
Tradução da versão formal: Prezada Sra. Carter, espero 
que esteja bem. Escrevo para solicitar um dia de folga nesta 
sexta, 14 de março, por motivos pessoais. Já concluí o 
O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 
35 
relatório mensal, e Diego Santos gentilmente concordou em 
cobrir minhas responsabilidades no dia. Seria possível 
aprovar esta solicitação? Me avise se precisar de qualquer 
informação adicional. Obrigada pelo seu tempo. 
Atenciosamente, Marina Souza. 
3 Leitura guiada 
Na linha: Quem vai cobrir o trabalho de Marina? → 
Diego. 
Entre as linhas: Marina se preparou antes de pedir? → 
Sim: nas duas versões, ela informa que o relatório está 
pronto E que arranjou cobertura — ela desarma as objeções 
antes de o chefe pensar nelas. Um pedido bem escrito faz o 
trabalho da resposta. 
Por trás das linhas: O que muda entre as versões, além 
das palavras? → O motivo! Na informal, ela conta do irmão; 
na formal, vira “personal reasons”. Formalidade também é 
escolher O QUE dizer, não só COMO. 
4 Raio-X do texto 
A anatomia do e-mail (qualquer tom): Subject claro → 
saudação → por que escrevo (1 frase) → detalhes/preparo → 
o pedido em forma de pergunta → fechamento. 
O painel de controle da formalidade: 
Elemento Informal Formal 
Saudação Hey/Hi Paula! Dear Ms. Carter, 
A N A M A R T I N S 
36 
Elemento Informal Formal 
Abertura Quick question: I hope you’re doing 
well. I’m writing to… 
Pedido Any chance I could…? Would it be possible 
to…? 
Contração I’ve, I’d, can’t I have, I would, cannot 
(evite contrações) 
Fechamento Thanks! / Cheers, Best regards, / Kind 
regards, 
Emoji :) ok com colegas nunca 
 
Gramática puxada do texto — o pedido educado é 
uma pergunta: em inglês, quanto mais indireta a 
pergunta, mais educada: “Can I…?” (direto) → “Could I…?” 
(educado) → “Would it be possible to…?” (formal) → “I was 
wondering if I could…” (super polido). Você não precisa das 
quatro — precisa saber SUBIR um degrau quando o 
destinatário é importante. 
5 Sua vez de escrever 
Escolha um pedido real (folga, prazo maior, informação, 
troca de horário) e escreva as DUAS versões: 
Informal: Hey ! Quick question: any 
chance ? (mostre que se preparou). Let me know! 
Thanks, 
O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 
37 
Formal: Dear , I hope you’re doing well. I’m writing 
to . (preparo/detalhes). Would it be possible 
to ? Please let me know if you need any additional 
information. Best regards, 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno (tentando ser formal): 
“Dear Mr. Smith. I am Marina. I want a day off in friday. 
I finished my works. Answer me as soon as possible 
because I need to organize me.” 
A N A M A R T I N S 
38 
✓ A versão revisada: 
“Dear Mr. Smith, My name is Marina Souza, from the 
sales team. I’m writing to request a day off this Friday. I 
have already finished my tasks for the week. Would it be 
possible to approve this request? I’d appreciate a reply by 
Wednesday, so I can plan accordingly. Best regards, 
Marina Souza” 
O que foi consertado: 
· “I want a day off” → “I’m writing to request a day off”: 
I want em e-mail formal soa exigência; o par “I’m writing 
to + request/ask/confirm” é o abre-portas formal; 
· “in friday” → “this Friday”: dias usam on (ou “this”) e 
maiúscula; 
· “my works” → “my tasks”: work (trabalho) não vai para 
o plural; tarefas = tasks; 
· “Answer me as soon as possible” → “I’d appreciate a 
reply by Wednesday”: ordem virou pedido com prazo 
concreto — mais educado E mais eficaz; 
· “organize me” → “plan accordingly”: “me organizar” ao 
pé da letra não existe em inglês. 
7 Armadilhas do gênero 
✗ Formalidade portuguesa traduzida: “Venho por meio 
deste…” não existe — o formal inglês é simples: “I’m 
writing to…”; 
✗ “Dear Sirs” para destinatário desconhecido — 
envelheceu. Use “Dear Hiring Team”, “Dear Support 
Team” ou o nome; 
O F I C I N A 4 : E - M A I L I N F O R M A L V S . F O R M A L 
39 
✗ “Please, I need…” — o please não conserta um I need. 
Reformule como pergunta; 
✗ Misturar tons: começar com “Dear Ms. Carter” e fechar 
com “Cheers! :)”. Escolha o tom no Subject e mantenha 
até a assinatura. 
 
40 
 
 
CAPÍTULO 8 
Oficina 5: Opinar (a resenha/review) 
 
Escrever o que você achou — de um filme, restaurante, 
produto, livro — é o texto de opinião mais comum da 
internet e o degrau perfeito antes do essay. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
review [riviú] resenha, avaliação 
worth it [uêrf it] vale a pena 
highly 
recommend 
[ráili rekoménd] recomendo muito 
disappointing [dissapóinting] decepcionante 
however [rauéver] porém, no entanto 
overall [ôuveról] no geral 
a bit 
overpriced 
[a bít ôuverpráist] um pouco caro demais 
the only 
downside 
[dâ ôunli 
dáunsaid] 
o único ponto negativo 
 
O F I C I N A 5 : O P I N A R 
41 
2 O texto-modelo 
Verde Restaurant — 4/5 stars 
I had dinner at Verde last Saturday, and it was a great 
surprise. The restaurant is small and cozy, with live 
music and friendly staff. We ordered the mushroom 
risotto and the grilled fish — both were delicious, and the 
portions were generous. The service was fast, even on a 
busy night. However, the desserts were disappointing: 
my tiramisu was clearly not fresh. Prices are fair for the 
quality, although the drinks are a bit overpriced. Overall, 
I highly recommend Verde for a relaxed dinner with 
friends. I’ll definitely go back — but next time, I’ll skip 
dessert. 
Tradução: Jantei no Verde no sábado passado e foi uma ótima 
surpresa. O restaurante é pequeno e aconchegante, com música 
ao vivo e equipe simpática. Pedimos o risoto de cogumelos e o 
peixe grelhado — os dois estavam deliciosos, e as porções eram 
generosas. O serviço foi rápido, mesmo numa noite cheia. 
Porém, as sobremesas decepcionaram: meu tiramisu claramente 
não estava fresco. Os preços são justos pela qualidade, embora 
as bebidas sejam um pouco caras demais. No geral, recomendo 
muito o Verde para um jantar relaxado com amigos. Com 
certeza voltarei — mas, da próxima vez, pulo a sobremesa. 
3 Leitura guiada 
Na linha: O que o autor pediu? → Mushroom risotto and 
grilled fish. 
Entre as linhas: A crítica ao tiramisu estraga a avaliação 
geral? → Não — o autor dá 4/5 e diz que voltará. A resenha 
A N A M A R T I N S 
42 
equilibra: elogia com exemplos, critica com um exemplo, e a 
conclusão pesa os dois lados. 
Por trás das linhas: A última frase (“I’ll skip dessert”) faz 
o quê? → Humor leve + síntese da crítica. Fechar com 
personalidade é o que faz uma review parecer gente, não 
formulário.4 Raio-X do texto 
A anatomia da review: 
1. Contexto + veredito rápido: quando fui e a impressão 
geral (“it was a great surprise”); 
2. Os pontos positivos com EXEMPLOS: não “the food 
is good”, mas QUAL prato e COMO estava; 
3. O ponto negativo (however!): uma crítica concreta dá 
credibilidade — review só com elogio parece 
propaganda; 
4. Veredito final: “Overall…” + recomendação + para 
quem/para quê (“for a relaxed dinner with friends”). 
Gramática puxada do texto — adjetivos são o motor 
da opinião: note os pares avaliativos: delicious, generous, 
friendly, cozy (positivos) vs. disappointing, overpriced 
(negativos). E o detalhe que muda tudo: -ed vs. -ing. “I was 
disappointed” (EU fiquei decepcionado) vs. “The dessert 
was disappointing” (a sobremesa É decepcionante). A coisa 
é -ing; a pessoa fica -ed. Vale para boring/bored, 
interesting/interested, exciting/excited. 
O F I C I N A 5 : O P I N A R 
43 
5 Sua vez de escrever 
Escreva a review (80–120 palavras) de algo que você 
consumiu de verdade — filme, série, restaurante, produto: 
I (watched/visited/bought) last , 
and (veredito rápido). 
 (2–3 pontos positivos com exemplos concretos). 
However, (1 crítica concreta). 
Overall, I recommend it for . 
 (feche com personalidade). 
 
 
 
 
 
 
 
 
A N A M A R T I N S 
44 
Banco de adjetivos: amazing [amêizing], excellent, cozy 
[kôuzi], fresh, fair, slow, noisy [nóizi], predictable 
[pridíktabol] (previsível — ótimo para filmes), overrated 
[ôuverrêited] (superestimado). 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno: 
“I watched the new serie of Netflix. Is very good. The 
history is interesting and the actors are goods. I was 
boring in some parts but I recommend. Is better than the 
season one.” 
✓ A versão revisada: 
“I watched the new Netflix series last week. It’s very 
good: the story is interesting, and the acting is excellent. 
I was bored in some parts — the middle episodes are slow 
— but overall, I recommend it. It’s better than season 
one.” 
O que foi consertado: 
· “serie” → “series”: em inglês, series é sempre com S 
(singular e plural). “A series”; 
· “Is very good” → “It’s very good”: o sujeito obrigatório 
(ele de novo!); 
· “The history” → “The story”: enredo é story; history é a 
disciplina; 
O F I C I N A 5 : O P I N A R 
45 
· “the actors are goods” → “the acting is excellent”: 
adjetivo NUNCA vai para o plural em inglês (goods = 
mercadorias!). E “the acting” (a atuação) é mais natural; 
· “I was boring” → “I was bored”: o clássico -ed/-ing — “I 
was boring” significa “EU era chato”!; 
· “I recommend” → “I recommend it”: recommend pede 
objeto: recomendo O QUÊ? — “it”. 
7 Armadilhas do gênero 
✗ “I was boring / it was bored” — o par -ed/-ing derruba até 
intermediários. A coisa é -ing, a pessoa fica -ed; 
✗ Adjetivo no plural: “the beaches are beautifuls” — 
adjetivo é imutável; 
✗ Opinião sem exemplo: “the food is good” não convence 
ninguém. Nomeie o prato, a cena, o detalhe; 
✗ “Serie”, “a serie” — grave: one series, two series. 
 
46 
 
 
CAPÍTULO 9 
Oficina 6: Argumentar (o mini-essay de 
opinião) 
 
O texto que provas e certificações cobram — e que organiza 
o pensamento para a vida: posição, argumentos, conclusão. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
in my opinion [in mai opínien] na minha opinião 
I believe (that) [ai bilív] eu acredito (que) 
first of all [fêrst óv ól] antes de tudo 
in addition [in adíxan] além disso 
on the other 
hand 
[ón dí âder rénd] por outro lado 
for instance [fór ínstans] por exemplo 
in conclusion [in konklújan] em conclusão 
outweigh [autuêi] superar (vantagens vs. 
desvantagens) 
 
O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 
47 
2 O texto-modelo 
Tema: Should companies let employees work from 
home? (Empresas deveriam deixar funcionários 
trabalharem de casa?) 
In my opinion, companies should let employees work 
from home at least part of the week, because the benefits 
outweigh the problems. 
First of all, remote work saves time. In big cities, many 
people spend two or three hours a day in traffic. When 
they work from home, that time becomes work, rest or 
family time. For instance, my sister saves ten hours a 
week — and she uses them to study. 
In addition, employees who control their own routine are 
often happier, and happy people work better. On the 
other hand, it is true that some tasks need face-to-face 
contact. That is why a mixed model works best. 
In conclusion, working from home is good for people and 
good for companies. The office should be a tool, not an 
obligation. 
A N A M A R T I N S 
48 
Tradução: Na minha opinião, empresas deveriam deixar 
funcionários trabalharem de casa pelo menos parte da semana, 
porque os benefícios superam os problemas. Antes de tudo, o 
trabalho remoto economiza tempo. Nas grandes cidades, muitas 
pessoas passam duas ou três horas por dia no trânsito. Quando 
trabalham de casa, esse tempo vira trabalho, descanso ou 
família. Por exemplo, minha irmã economiza dez horas por 
semana — e as usa para estudar. Além disso, funcionários que 
controlam a própria rotina costumam ser mais felizes, e gente 
feliz trabalha melhor. Por outro lado, é verdade que algumas 
tarefas exigem contato presencial. Por isso o modelo misto 
funciona melhor. Em conclusão, trabalhar de casa é bom para 
as pessoas e bom para as empresas. O escritório deveria ser uma 
ferramenta, não uma obrigação. 
3 Leitura guiada 
Na linha: Quantas horas por semana a irmã do autor 
economiza? → Ten hours. 
Entre as linhas: O autor é contra o escritório? → Não — 
“some tasks need face-to-face contact” e “a mixed model 
works best” mostram posição moderada: ele defende o 
remoto SEM ignorar o outro lado. 
Por trás das linhas: Por que o autor menciona o 
argumento contrário (“On the other hand…”)? → Estratégia 
clássica de argumentação: reconhecer o outro lado e 
respondê-lo deixa SEU argumento mais forte, não mais 
fraco. Provas de redação adoram isso. 
4 Raio-X do texto 
A anatomia do mini-essay — 4 parágrafos, sempre: 
O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 
49 
1. Introdução = posição em 1–2 frases: “In my opinion… 
because…” (a tese já entrega o porquê); 
2. Argumento 1 + exemplo: “First of all…” + “For 
instance…”; 
3. Argumento 2 + concessão: “In addition…” + “On the 
other hand…” (reconheça o outro lado e responda); 
4. Conclusão: “In conclusion…” + reformule a posição com 
outras palavras + frase de efeito final. 
Gramática puxada do texto — o should da opinião: 
should = “deveria” — o verbo-assinatura do essay: 
“Companies should let…”, “The office should be…”. E note 
“it is true that…” para conceder, e “that is why…” para 
concluir um raciocínio — três blocos que resolvem 80% do 
essay. 
5 Sua vez de escrever 
Escolha um tema com dois lados (redes sociais na escola? 
animais em apartamento? carro ou transporte público?) e 
escreva seu mini-essay (120–160 palavras): 
In my opinion, , because . 
First of all, . For instance, . 
In addition, . On the other hand, it is true that . 
That is why . 
In conclusion, . (frase de efeito). 
A N A M A R T I N S 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Antes e depois 
✗ O rascunho do aluno (trecho): 
“For me, the social medias is bad for the teenagers. First, 
because they stay all day in the phone and don’t make 
exercise. Second, exist many fake news. But the social 
medias have good things too, for example talk with the 
family. In conclusion, I think that depends of the use.” 
O F I C I N A 6 : A R G U M E N T A R 
51 
✓ A versão revisada: 
“In my opinion, social media is harmful to teenagers 
when used without limits. First of all, many teens spend 
all day on their phonesand don’t exercise. In addition, 
there is a lot of fake news online. On the other hand, 
social media has good sides too — for instance, staying in 
touch with family. In conclusion, I believe it all depends 
on how you use it.” 
O que foi consertado: 
· “For me” → “In my opinion”: “for me” existe, mas é fraco 
para abrir essay; use a fórmula consagrada; 
· “the social medias is” → “social media is”: social media 
é singular e sem artigo; e generalizado, não leva “the”; 
· “don’t make exercise” → “don’t exercise”: exercício não 
se “faz” em inglês — exercise já é o verbo; 
· “exist many fake news” → “there is a lot of fake news”: 
“existe X” = there is/are X — o “existir” português vira 
there be; e news é incontável (sempre singular!); 
· “depends of” → “depends on”: depend casa com on, 
sempre. 
7 Armadilhas do gênero 
✗ “I think that yes” — tradução literal de “acho que sim”. 
Em inglês: “I think so”; 
✗ Opinião sem “because”: posição sem razão não é 
argumento. A tese já nasce com o porquê; 
✗ Parágrafo único gigante. O essay É a estrutura: 4 
parágrafos visíveis; 
A N A M A R T I N S 
52 
✗ “Make exercise”, “make a question” — com exercício e 
pergunta, o verbo é outro: exercise (verbo) e ask a 
question. 
 
53 
 
 
CAPÍTULO 10 
Oficina 7: Resumir (o summary) 
 
A oficina que une tudo: para resumir, você precisa LER de 
verdade (achar as ideias principais) e ESCREVER de 
verdade (reconstruí-las com suas palavras). É a habilidade 
das provas, dos relatórios e dos e-mails de “resumo da 
reunião”. 
1 Aquecimento 
Inglês Pronúncia Português 
summary [sâmari] resumo 
main idea [mêin aidía] ideia principal 
according to [akórding tu] segundo, de acordo com 
the author 
argues 
[dí ófor árguius] o autor 
defende/argumenta 
in other words [in âder uêrds] em outras palavras 
key points [kí póints] pontos-chave 
in short [in xórt] em resumo 
leave out [lív áut] deixar de fora 
 
A N A M A R T I N S 
54 
2 O texto-fonte (o que você vai resumir) 
Why We Sleep Less — and Why It Matters 
A hundred years ago, most adults slept around nine 
hours a night. Today, the average is closer to seven — 
and for many people, even less. What changed? Electric 
light extended our evenings, and screens finished the job: 
phones and TVs keep our brains stimulated exactly when 
they should be slowing down. 
The costs of this change are bigger than most people 
think. Sleeping less affects memory and concentration, 
which hurts work and study. It also weakens the immune 
system, making us sick more often. Some researchers 
even connect chronic lack of sleep to long-term health 
problems, from obesity to heart disease. 
The good news is that small habits help a lot: regular 
sleep times, no screens in the last hour of the day, and a 
dark, cool bedroom. Sleep is not wasted time — it is when 
the body repairs itself. Treating it as a luxury is a 
mistake we pay for during the day. 
(Cerca de 160 palavras. Tradução da ideia geral: 
dormimos menos que há um século — de ~9 para ~7 horas 
— por causa da luz elétrica e das telas; isso custa memória, 
concentração e imunidade; hábitos simples ajudam; sono 
não é tempo perdido.) 
O F I C I N A 7 : R E S U M I R 
55 
3 Leitura guiada 
Na linha: Quantas horas os adultos dormiam há cem 
anos? → Around nine hours. 
Entre as linhas: O autor acha que a situação tem solução? 
→ Sim — o terceiro parágrafo inteiro é “the good news”, com 
hábitos práticos. O texto alerta, mas não é pessimista. 
Por trás das linhas: Qual é a frase-tese do texto? → A 
última: “Treating it as a luxury is a mistake we pay for 
during the day”. Muitos textos guardam a tese para o fim — 
o resumidor precisa achá-la onde ela estiver. 
4 Raio-X: as 4 regras do summary 
1. Ache a ideia principal de cada parágrafo (a topic 
sentence do Capítulo 3 te entrega quase tudo): §1 
dormimos menos por causa de luz e telas; §2 os custos 
(memória, imunidade, saúde); §3 hábitos ajudam + sono 
não é luxo; 
2. Corte os detalhes: exemplos, números secundários e 
listas ficam de fora (“from obesity to heart disease” → 
“long-term health problems” já basta); 
3. Reescreva com SUAS palavras — resumo não é 
colagem de frases do texto. Ferramenta: “in other 
words” mental: como eu diria isso a um amigo?; 
4. Tamanho: cerca de 1/3 do original, e o resumo NÃO 
opina. Sua opinião não entra — só a do autor (“the 
author argues that…”). 
A N A M A R T I N S 
56 
5 Sua vez de escrever 
Resuma o texto-fonte em ~50–60 palavras: 
According to the author, (ideia do §1). 
This matters because (ideia do §2). 
However, (ideia do §3). 
In short, the author argues that (a tese). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Depois, treine com qualquer artigo curto que você ler 
esta semana — o molde serve para todos. 
O F I C I N A 7 : R E S U M I R 
57 
6 Antes e depois 
✗ O resumo do aluno: 
“The text talks about sleep. A hundred years ago, most 
adults slept around nine hours a night. Today is seven. 
The screens keep our brains stimulated exactly when 
they should be slowing down. I think this is very true 
because I also sleep bad. In short, we need to sleep more.” 
✓ A versão revisada: 
“According to the author, people sleep much less than a 
century ago, mainly because of electric light and screens. 
This harms memory, concentration and health. However, 
simple habits — like regular sleep times and avoiding 
screens at night — can help. In short, the author argues 
that sleep is a necessity, not a luxury.” 
O que foi consertado: 
· “The text talks about sleep” → “According to the 
author…”: abertura que já entrega a ideia, não o tema 
vago; 
· Frases copiadas do texto (“keep our brains stimulated…”) 
→ paráfrase: resumo copiado é o erro eliminatório em 
provas; 
· “I think this is very true because I also sleep bad” → 
cortado: resumo NÃO tem opinião do resumidor (e seria 
“I sleep badly” — advérbio!); 
A N A M A R T I N S 
58 
· “Today is seven” → integrado com paráfrase: e lembre, 
“hoje dorme-se sete horas” precisaria de sujeito: “Today, 
people sleep seven”; 
· Faltava o §3 → “However, simple habits… can help”: 
resumo cobre TODAS as partes principais, não só o 
começo. 
7 Armadilhas do gênero 
✗ Copiar frases inteiras do original — em prova, é o erro 
que zera; na vida, é o resumo que ninguém precisava; 
✗ Meter opinião (“I think…”) — o summary é a voz DO 
AUTOR, reportada: “the author 
argues/claims/suggests”; 
✗ Resumir só o primeiro parágrafo e ignorar o resto do 
texto; 
✗ “The text talks about…” como muleta única — alterne: 
“The article explains…”, “According to the author…”, 
“The text presents…”. 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE TRÊS 
 
Ajuste fino 
 
 
60 
 
 
CAPÍTULO 11 
Os 15 erros de escrita mais comuns de 
brasileiros 
 
Você já encontrou vários deles nos “antes e depois” das 
oficinas. Aqui está a coleção completa, para consulta rápida 
— os erros que denunciam o portunglês por escrito, com o 
conserto ao lado. 
1. Frase sem sujeito 
✗ “Is important to read every day.” → ✓ “It is important 
to read every day.” 
O português esconde o sujeito; o inglês exige. Na dúvida, 
chame o it (ou there: “There are many options”, não “Have 
many options”). 
2. “Have” para existir 
✗ “In my city have many parks.” → ✓ “In my city, there 
are many parks.” 
“Tem/há” de existência = there is/there are. Sempre. 
3. Idade com “have” 
✗ “I have 30 years.” → ✓ “I am 30 (years old).” 
4. O “s” da terceira pessoa esquecido 
✗ “She work in a bank.” → ✓ “She works in a bank.” 
No presente, he/she/it ganham “s”. É o erro mais visível 
para um leitor nativo. 
O S 1 5 E R R O S D E E S C R I T A M A I S C O M U N S D E … 
61 
5. Negativa sem auxiliar 
✗ “I no have time.” / “He not called.” → ✓ “I don’t have 
time.” / “He didn’t call.” 
E depois dedidn’t, o verbo volta ao básico: “didn’t call”, 
nunca “didn’t called”. 
6. Falsos cognatos na escrita 
✗ “Actually I work at…” (querendo dizer “atualmente”) → 
✓ “Currently, I work at…” 
✗ “I pretend to study abroad.” → ✓ “I intend/plan to 
study abroad.” 
Revise sua bio, seu essay e seu e-mail caçando actually, 
pretend, push, college, parents. 
7. Plural em adjetivo 
✗ “The beaches are beautifuls.” → ✓ “The beaches are 
beautiful.” 
Adjetivo em inglês é imutável — nunca ganha “s”. 
8. “Peoples” e os incontáveis 
✗ “Many peoples…”, “an information”, “advices”, “news 
are” → ✓ “Many people”, “some information”, 
“advice”, “the news is”. 
People já é plural; information, advice, news, furniture, 
homework não têm plural. 
9. -ed vs. -ing 
✗ “I am boring.” (= eu sou chato!) → ✓ “I am bored.” 
(estou entediado) 
A coisa é -ing (the movie is boring); a pessoa fica -ed (I 
was bored). 
A N A M A R T I N S 
62 
10. “Make” onde não é make 
✗ “make a question”, “make exercise”, “make a party” → 
✓ “ask a question”, “exercise” (verbo), “have/throw a 
party”. 
E “tirar uma foto” = take a picture; “cometer um erro” = 
make a mistake (esse sim é make!). 
11. Preposição traduzida 
✗ “depend of”, “married with”, “arrive in the airport”, “in 
Monday” → ✓ “depend on”, “married to”, “arrive at the 
airport”, “on Monday”. 
Preposição não se traduz — se aprende com o verbo, em 
bloco: depend on, listen to, wait for, arrive at (lugar-ponto) / 
arrive in (cidade, país). 
12. “Until” no lugar de “by” 
✗ “Send the report until Friday.” → ✓ “Send the report 
by Friday.” 
Prazo = by. Until é duração contínua (“I worked until 10 
p.m.”). 
13. Maiúsculas esquecidas 
✗ “i live in brazil. my english class is on monday.” → ✓ 
“I live in Brazil. My English class is on Monday.” 
Em inglês, SEMPRE maiúscula: o pronome I, países, 
idiomas, nacionalidades, dias, meses. 
14. Ordem das palavras portuguesa 
✗ “I like very much this book.” / “She speaks very well 
English.” → ✓ “I like this book very much.” (ou “I 
really like this book.”) / “She speaks English very well.” 
O S 1 5 E R R O S D E E S C R I T A M A I S C O M U N S D E … 
63 
Verbo e objeto não se separam em inglês: o advérbio vai 
para o fim (ou o really antes do verbo). 
15. Vírgula portuguesa em frase inglesa 
✗ “I studied a lot, I passed the test.” → ✓ “I studied a 
lot, so I passed the test.” (ou ponto final: “I studied a lot. I 
passed the test.”) 
Em inglês, vírgula NÃO une duas frases completas — 
precisa de conectivo (so, and, but) ou de ponto. É a comma 
splice, erro marcado em qualquer prova de redação. 
Como usar esta lista: ela é seu gabarito de revisão. Depois 
de escrever qualquer texto, releia UMA vez só caçando estes 
15 — em poucas semanas, você para de cometê-los no 
rascunho. 
 
64 
 
 
CAPÍTULO 12 
Simulação completa: a jornada de um 
texto 
 
Vamos acompanhar a Júlia, analista de RH, nível 
intermediário, fazendo o processo inteiro: ela leu um artigo, 
precisa escrever um mini-essay para o curso de inglês — e 
vamos ver o rascunho real dela, com erros, virar versão 
final. As anotações em itálico apontam as ferramentas do 
livro. 
O tema do curso: “Is it better to read books on paper or on 
a screen?” (É melhor ler livros no papel ou na tela?) 
Etapa 1 — Planejar (2 minutos) 
Júlia anota em tópicos, sem frases prontas: 
position: paper is better (for me) 
arg 1: less distraction (phone = notifications) 
arg 2: memory — I remember more when I read on 
paper 
other side: screen is cheaper + carries many books 
conclusion: paper when possible, screen when traveling 
— Planejou em inglês simples, em tópicos. Quem planeja 
em 2 minutos não trava na página em branco. (Capítulo 3, 
Ferramenta 5) 
S I M U L A Ç Ã O C O M P L E T A : A J O R N A D A D E U M T E … 
65 
Etapa 2 — O rascunho (com os erros reais) 
“In my opinion read in paper is better than read in the 
screen. First, in the screen have many distractions. The 
cellphone receive notifications all the time and is difficult 
to concentrate. Second, when I read in paper I remember 
more the informations. On the other hand, the screen 
have advantages too, for example is more cheap and you 
can carry many books. In conclusion, for me the paper is 
the best option, but the screen is good for travel.” 
— Rascunho escrito sem parar para corrigir: exatamente 
como deve ser. Agora, a revisão com o checklist. 
Etapa 3 — A revisão comentada (o gabarito 
dos 15 erros em ação) 
· “read in paper is better” → “reading on paper is 
better”: verbo como sujeito vai para -ing (reading); e 
livro se lê on paper / on a screen — preposição em bloco 
(erro 11); 
· “in the screen have many distractions” → “on a screen, 
there are many distractions”: o “have de existir” (erro 
2) + preposição; 
· “The cellphone receive” → “The phone receives”: o “s” 
da terceira pessoa (erro 4); 
· “is difficult to concentrate” → “it is difficult to 
concentrate”: sujeito obrigatório (erro 1); 
· “I remember more the informations” → “I remember 
more of the information”: information não tem plural 
(erro 8) — e a ordem melhora; 
A N A M A R T I N S 
66 
· “the screen have advantages” → “screens have 
advantages”: concordância + generalização sem “the”; 
· “is more cheap” → “it’s cheaper”: adjetivo curto faz 
comparativo com -er, não com more (e o sujeito, de novo!); 
· “for me the paper is the best option” → “paper is the 
best option for me”: ordem natural (erro 14); 
· “is good for travel” → “is great for traveling”: depois de 
preposição, verbo em -ing. 
Etapa 4 — A versão final 
“In my opinion, reading on paper is better than reading 
on a screen. First of all, on a screen, there are many 
distractions: the phone receives notifications all the time, 
and it is difficult to concentrate. In addition, when I read 
on paper, I remember more of the information. On the 
other hand, screens have advantages too — for instance, 
e-books are cheaper, and you can carry many books in one 
device. In conclusion, paper is the best option for me, but 
the screen is a great companion for traveling.” 
— Compare com o rascunho: mesmas ideias, mesma 
autora — só passou pela revisão. Nenhuma frase precisou de 
inglês avançado; precisou do processo. Estrutura de 4 partes 
do essay (Capítulo 9), conectivos do Bônus 1, checklist do 
Bônus 2. 
O que aprender com a jornada da Júlia: 
1. O rascunho dela tinha 9 erros — e estava ótimo assim. 
Rascunho é lugar de erro; 
S I M U L A Ç Ã O C O M P L E T A : A J O R N A D A D E U M T E … 
67 
2. Todos os 9 erros estavam na lista do Capítulo 11 — os 
erros de brasileiro são previsíveis, e o que é previsível é 
revisável; 
3. A distância entre o texto “de aluno” e o texto “fluente” foi 
uma revisão de 5 minutos. É isso que este livro quer 
instalar na sua rotina. 
 
 
 
 
 
 
 
Extras 
 
 
69 
 
 
BÔNUS 1 
Banco de conectivos: as palavras que 
amarram qualquer texto 
 
Consulte na hora de escrever. Organizado por função, com 
pronúncia e exemplo. 
Para ADICIONAR ideias: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
and [énd] e “cheap and fast” 
also [ólsou] também “It’s also easy to 
use.” 
in addition [in adíxan] além disso “In addition, it 
saves time.” 
besides [bissáids] além do 
mais 
“Besides, it’s 
free.” 
what’s more [uóts mór] e mais “What’s more, it 
works offline.” 
 
Para CONTRASTAR: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
but [bât] mas “good, but 
expensive” 
A N A M A R T I N S 
70 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
however [rauéver] porém 
(início de 
frase) 
“However, there 
are risks.” 
although [oldôu] embora “Although it 
rained, we went.” 
on the other 
hand 
[ón dí âder 
rénd] 
por outro 
lado 
“On the other 
hand, it’s slow.” 
even though [íven dôu] mesmo que, 
apesar de 
“Even thoughI 
was tired, I 
finished.” 
 
Para indicar CAUSA e CONSEQUÊNCIA: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
because [bikóz] porque “because it 
works” 
so [sôu] então, por 
isso 
“It was late, so we 
left.” 
therefore [dérfor] portanto 
(formal) 
“Therefore, we 
recommend it.” 
that’s why [déts uái] é por isso 
que 
“That’s why I use 
it daily.” 
as a result [éz a rizâlt] como 
resultado 
“As a result, sales 
grew.” 
 
B A N C O D E C O N E C T I V O S : A S P A L A V R A S Q U E A … 
71 
Para SEQUENCIAR: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
first (of all) [fêrst óv ól] primeiro “First of all, 
plan.” 
then [dén] depois, 
então 
“Then, write.” 
after that [éfter dét] depois disso “After that, 
revise.” 
meanwhile [mínuail] enquanto 
isso 
“Meanwhile, the 
team waited.” 
finally [fáinali] por fim “Finally, send it.” 
 
Para EXEMPLIFICAR e ESCLARECER: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
for example [fór 
egzémpol] 
por exemplo “For example, e-
mails.” 
for instance [fór ínstans] por exemplo “For instance, 
my sister.” 
such as [sâtch éz] como, tais 
como 
“sports such as 
soccer” 
in other 
words 
[in âder 
uêrds] 
em outras 
palavras 
“In other words, 
it failed.” 
 
Para CONCLUIR: 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
in 
conclusion 
[in 
konklújan] 
em 
conclusão 
“In conclusion, 
it’s worth it.” 
A N A M A R T I N S 
72 
Conectivo Pronúncia Significa Exemplo 
in short [in xórt] em resumo “In short, buy it.” 
overall [ôuveról] no geral “Overall, a great 
option.” 
to sum up [tu sâm âp] resumindo “To sum up, 
three reasons…” 
 
Dica de uso: um conectivo a cada 2–3 frases é o tempero 
certo. Texto com conectivo em TODA frase fica artificial — 
e sem nenhum, fica picado. E lembre: however, in addition, 
in conclusion pedem vírgula depois deles no início da frase. 
 
73 
 
 
BÔNUS 2 
Checklist de revisão do escritor 
(imprimível) 
 
Passe seu texto por esta lista antes de considerá-lo pronto. 
Cinco minutos que valem meio ponto a mais — ou uma 
resposta melhor. 
Estrutura: 
☐ Toda frase tem sujeito? (caça ao “Is important…”, “Have 
many…”) 
☐ Uma ideia por frase? (frases com mais de 2 linhas: corte 
em duas) 
☐ Parágrafos com topic sentence no início? 
☐ Conectivos amarrando as ideias (sem exagero)? 
Gramática (o gabarito dos 15): 
☐ Verbos no tempo certo — e TODOS no mesmo tempo na 
narrativa? 
☐ “S” da terceira pessoa no presente? (she works) 
☐ Negativas com don’t/doesn’t/didn’t? 
A N A M A R T I N S 
74 
☐ Incontáveis no singular? (information, advice, news) 
☐ Adjetivos sem plural? (beautiful, nunca beautifuls) 
☐ -ed/-ing certos? (I’m interested, the book is interesting) 
☐ Preposições em bloco? (depend on, arrive at, on Monday, 
by Friday) 
Vocabulário: 
☐ Caça aos falsos cognatos: actually, pretend, push, college, 
parents? 
☐ “Make” indevido? (ask a question, have a party, take a 
picture) 
☐ Maiúsculas: I, Brazil, English, Monday, July? 
Tom e leitor: 
☐ O tom combina com o destinatário? (informal ↔ formal — 
Capítulo 7) 
☐ Pedidos em forma de pergunta? (“Would it be 
possible…?”) 
☐ Li o texto em voz alta uma vez? (o ouvido pega o que o 
olho perdoa) 
 
75 
 
 
Palavra final 
 
Três verdades para levar da leitura para a escrita — e da 
escrita para a vida: 
1. Ler e escrever são o mesmo músculo. Todo texto que 
você lê é uma aula de escrita disfarçada: repare em como 
ele abre, como amarra as frases, como fecha. O leitor 
atento vira escritor sem perceber; 
2. Texto bom é texto revisado. A diferença entre o seu 
rascunho e o texto “de fluente” não é talento — é o 
checklist. Os erros do brasileiro são previsíveis; o que é 
previsível, se revisa; 
3. Escrever simples é escrever bem. Frase curta, sujeito 
no lugar, uma ideia por vez. O inglês recompensa a 
clareza — e clareza você já pode ter hoje, no seu nível, 
com o que já sabe. 
Boa leitura — e boa escrita. You’ve got this! [iúv gót 
dís] — Você consegue! 
Leia e Escreva Melhor em Inglês — Desenvolva sua 
fluência textual e aprimore a gramática com foco na 
interpretação e produção de textos. 
 
 
 
 
 
 
 
Leia e Escreva Melhor em Inglês 
Desenvolva sua fluência textual e aprimore a gramática 
Texto composto em Schola (Century Schoolbook), a 
família desenhada para o livro escolar, com anotações 
em Caveat. Diagramação editorial em formato A5, no 
traço do caderno pautado. Edição digital de distribuição 
gratuita. 
Ana Martins 
Baixe Livros — 2026 
baixelivros.com.br

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