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Resumo Direito Administrativo

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DIREITO ADMINISTRATIVO
Marcelomapas
RESUMO
Marcelomapas
RESUMOS
ILUSTRADOS
Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957
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Marcelomapas
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que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua
compreensão e desejamos um ótimo estudo. 
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Gênese e evolução 
Conceito e Constitucionalização do Dir. Administrativo 
Tendências do Direito Administrativo
Interpretação do Direito Administrativo
Fontes do Direito Administrativo
Estrutura da Administração
Elementos do Estado
Poderes de Estado
Princípios Administrativos
Administração Direta 
Organização Administrativa
Orgãos Públicos
Poderes Administrativos
Atos Administrativos 
Atributos do Ato Administrativo
Classificação dos Atos Administrativos
Espécies de Atos Administrativos 
Teoria dos Motivos Determinantes 
Extinção dos Atos Administrativos
Processo Administrativo
Agentes Públicos
Serviços Públicos
Bens Públicos
Responsabilidade Civil do Estado 
Controle da Administração 
S
U
M
Á
R
IO
S
U
M
Á
R
IO
 
S
U
M
Á
R
IO
 
0404
0404
0505
0505
0606
0707
0707
0707
0909
1111
2121
2323
2525
3030
3434
3434
3737
3737
3939
4141
4545
4646
5757
6767
7272
04
04
05
05
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 04
Por tudo isso, o direito
francês é a principal
influência na formação do
Direito Administrativo
brasileiro, de onde
importamos o conceito de
serviço público, a teoria dos
atos administrativos, da
responsabilidade civil do
estado, o princípio da
legalidade e outros mais. 
É unânime na doutrina que o Dir.
Administrativo surge com a
consagração dos ideais liberais da
Revolução Francesa de 1789 e o
surgimento do Estado de Direito.
GÊNESE E EVOLUÇÃO 
ORIGEM DO DIREITO ADMINISTRATIVO
CONTECIOSO
ADMINISTRATIVO
A França criou tribunais
administrativos com a
finalidade de decidir os
conflitos envolvendo a
Administração Pública e os
particulares, excluindo-os da
análise do Poder Judiciário. 
Um grande marco do surgimento do
Direito Administrativo foi o Conselho
de Estado Francês, que a patir de
1872, passou a proferir decisões
soberanas sobre questões
administrativas, insuscetíveis de
revisão pelo poder Judiciário.
Outro marco da origem
do Dir. Administrativo é o
"Arret Blanco", em 1873,
o caso de uma menina
francesa que foi
atropelada por uma
Companhia Nacional de
Manufatura de Tabaco. 
Foi o primeiro caso em que o
Tribunal de Conflitos da França
decidiu que a responsabilidade do
Estado não pode reger-se pelos
princípios do Código Civil, mas por
normas de Dir. Público.
GÊNESE E EVOLUÇÃO 
CONCEITO
O Direito, objetivamente considerado,
é o conjunto de regras de condutas
coativamente impostas pelo estado. 
O Direito se traduz em
princípios de conduta
social, tendentes a
realizar a justiça. 
Um ramo autônomo do Direito,
pertencente ao Direito público, que
tem por objeto os órgãos, agentes e
pessoas jurídicas administrativas
que intregam a Administração
Pública, a atividade jurídica não
contenciosa que exerce e os bens
de que se utiliza para a consecução
de seus fins, de natureza pública.
CONCEITO DE DIR. ADMINISTRATIVO
Conceito de
Maria Sylvia
Zanella Di Pietro.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 05
A possibilidade de controle judicial a
discricionariedade a partir dos
princípios constitucionais;
A previsão de instrumentos de
participação dos cidadãos na tomada de
decisões administrativas.
O Direito Administrativo tem
sofrido profundas transformações,
cabendo destacar as seguintes
mutações e tendências:
A interpretação em Direito
Administrativo deve se pautar em
3 (três) pontos básicos:
CONSTITUCIONALIZAÇÃO TENDÊNCIAS 
A constitucionalização do
Dir. Administrativo teve
inicío na segunda
metade do séc. XX. 
Por ter acontecido uma má
utilização do texto
constitucional durante a
2ª guarra mundial, 
O Poder Legislativo ficou em
descrédito de sua capacidade de
exercer a vontade popular.
Assim, o constitucionalismo sofreu
modificações importantes e a
Constituição nos países europeus
passou a ter caratér normativo. 
Neste contexto, os princípios
constitucionais e os direitos fundamentais
passam a ter posição de destaque.
IMPORTANTES MUDANÇAS QUE A
CONSTITUCIONALIZAÇÃO TROUXE AO 
DIR. ADMINISTRATIVO
A redefinição da ideia de
supremacia do interesse
público sobre o privado;
A superação da concepção 
do princípio da legalidade
como vinculação positiva
do administrador à lei e a
consagração da vinculação
direta à Constituição;
Constitucionalização e
aplicação do princípio da
juridicidade;
Relativização de formalidades
e ênfase no resultado;
Elasticidade do Direito
Administrativo, com diálogo
com outras disciplinas;
Consensualidade e
participação;
Processualização e contratualização da
atividade administrativa;
Publicização do Direito Civil e
privatização do Direito Administrativo; e
Aproximação entre a Civil Law e a
Common Law. 
INTERPRETAÇÃO 
DESIGUALDADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO
E O PARTICULAR (DESIGUALDADE
JURÍDICA)
Sempre que se interpreta uma norma do
direito administrativo, devemos recordar que
existe uma desigualdade jurídica, uma vez
que a Administração atua com base no
princípio da supremacia do interesse público
sobre o privado.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 06
O Direito Administrativo tem sua
formação em quatro fontes principais,
a saber: a lei, a doutrina, a
jurisprudência e os costumes. 
INTERPRETAÇÃO 
LEI (JURIDICIDADE)
PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE DOS ATOS
PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO
Os atos praticados pela
administração são
presumivelmente legítimos,
ou seja, presume-se que ele
foi praticado em
conformidade com o
ordenamento jurídico
NECESSIDADE DE DISCRICIONARIEDADE
A discricionariedade é indispensável
para que o administrador possa
concretizar a norma geral e abstrata
prevista.
FONTES
FONTES ESCRITAS X NÃO ESCRITAS
As fontes escritas: são chamadas
genericamenete de lei (CF, Emendas, Lei
complementar e ordinária, MP, e outras
formas legislativas).
As não escritas são a jurisprudência, os
princípios gerais, e os costumes e os
precedentes judiciais.
Em sentido amplo, é a fonte
primária do Direito
Administrativo, abrangendo
esta expressão desde a
Constituição até os
regulamentos executivos. 
FONTES
DOUTRINA
Fonte secundária, formando o sistema
teórico de princípios aplicáveis ao
Direito Positivo, é elemento
construtivo da Ciência Jurídica, a qual
pertence a disciplina em causa.
A doutrina é que distingue as regras
que convêm ao Direito Público, e mais
particularmente a cada um dos sub-
ramos do saber jurídico. 
JURISPRUDÊNCIA 
Fonte secundária -
Reiteração dos julgamentos
num mesmo sentido, influencia
poderosamente a construção
do Direito, e especialmente a
do Direito Administrativo, que
se ressente de sistematização
doutrinária e de codificação
legal. 
COSTUME 
No Direito Administrativo brasileiro o
costume exerce ainda influência,COMPLEXO
Formado pela soma de
vontades de órgãos
públicos
independentes, em
mesmo nível
hierárquico, de forma
que tenham a mesma
força, não se podendo
imaginar a
dependência de uma
em relação à outra.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 38
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM 
 QUANTO À ESTRUTURA
ATOS ABSTRATOS
ATOS CONCRETOS
Praticados com a finalidade de resolver
uma situação específica, exaurindo os
seus efeitos em uma única aplicação, não
perdurando após a prática e a execução. 
Ex: Multa de trânsito, aplicação de
penalidade de demissão a servidor
faltoso
Definem regra genérica
que deverá ser aplicada
sempre que a situação
descrita no ato ocorrer
de fato
QUANTO AOS EFEITOS 
ATOS CONSTITUTIVOS
Criam uma situação jurídica nova,
previamente inexistente, mediante a
criação de novos direitos ou a extinção
de prerrogativas
ATOS DECLARATÓRIOS
Afirmam um direito preexistente,
mediante o reconhecimento de situação
jurídica previamente constituída
 QUANTO AOS RESULTADOS
ATOS AMPLIATIVOS
Atribuem direitos e vantagens aos seus
destinatários
ATOS RESTRITIVOS
Atos que impõem obrigações ou aplica
penalidades aos destinatários, sempre
dentro dos limites da lei,
 QUANTO AO CONTEÚDO
Ato administrativo em sentido formal: 
possuem a forma de ato administrativo,
mas são dotados dos atributos de
abstração e generalidade
Ato administrativo em sentido material:
São aqueles voltados para uma situação
determinada, individualizada, ainda que
inclua mais de uma pessoa.
ESPÉCIES DE ATOS 
ATOS NORMATIVOS 
São aqueles que contêm um comando
geral do Executivo, visando à correta
aplicação da lei. 
Por exemplo: decretos regulamentares,
regimentos, resoluções, deliberações e
portarias.
O objetivo imediato
de tais atos é
explicitar a norma
legal a ser observada
pela Administração e
pelos administrados. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 39
São provimentos, determinações ou
esclarecimentos que se endereçam
ais servidores públicos a fim de
orientá-los no desempenho de suas
atribuições. 
ATOS PUNITIVOS 
Atos administrativos punitivos são os
que contêm uma sanção imposta
pela Administração, àqueles que
infringem disposições legais,
regulamentares ou ordinatórias dos
bens, ou serviços públicos.
Regimentos = atos normativos
internos que, baseados no poder
hierárquico, destinam-se a reger
órgãos colegiados ou corporações
legislativas.
ESPÉCIES DE ATOS 
ATOS ORDINATÓRIOS 
Atos administrativos ordinatórios
são os que visam disciplinar o
funcionamento da Administração e
a conduta funcional de seus agentes.
ATOS ORDINATÓRIOS 
São exemplos de atos
ordinatórios ou atos de
mero expediente: a
conclusão dos autos ao
juiz, a vista às partes, a
remessa à contadoria e
a expedição de
mandados e ofícios.
ATOS NEGOCIAIS 
Ato administrativo negocial é aquele que
contém uma declaração de vontade do
Poder Público coincidente com a
pretensão do particular, visando à
concretização de negócios jurídicos
públicos ou à atribuição de certos direitos,
ou vantagens ao interessado.
São exemplos de atos
negociais são: licenças,
autorizações, permissões,
homologações, vistos,
admissões, aprovações e
dispensas.
ESPÉCIES DE ATOS 
Visam punir e reprimir
as infrações
administrativas ou a
conduta irregular dos
servidores, ou dos
particulares perante a
Administração.
Atos punitivos externos: multas,
interdição de atividade, destruição
de coisas.
Atos punitivos internos:
advertência, suspensão, demissão,
cassação de aposentadoria, etc.
ATOS ENUNCIATIVOS 
NÃO produzem efeitos e NÃO
podem ser revogados.
Certificam ou atestam uma
situação existente, NÃO
contendo manifestação de
vontade da Administração. 
Ex.: atestado, certidão, parecer.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 40
RENÚNCIA
É forma de extinção que se aplica
somente para atos ampliativos, que
geram direitos a particulares, por não
ser possível renunciar a obrigações.
DOS MOTIVOS DETERMINANTES 
A teoria dos motivos determinantes
funda-se na consideração de que os
atos administrativos, quando tiverem
sua prática motivada, ficam
vinculados aos motivos expostos,
para a validade dos efeitos jurídicos.
Tais motivos é que determinam e
justificam a realização do ato, e, por
isso mesmo, deve haver perfeita
correspondência entre eles e a
realidade. 
Havendo desconformidade entre
os motivos determinantes e a
realidade, o ato é invalido. 
EXTINÇÃO NATURAL 
A extinção natural do ato administrativo
pode ocorrer nas seguintes situações:
Cumprimento dos efeitos: acontece com
a execução material da situação
apresentada no ato administrativo.
Ex.: término do prazo para a construção.
Conclusão do termo
final ou da condição
resolutiva: extingue os
atos sujeitos a prazo
determinado ou que
dependem da
ocorrência de um
evento futuro e incerto.
Ex.: autorização por
porte de armas
concedida por 01 ano
que se extingue após
expirado esse prazo
DOS MOTIVOS DETERMINANTES 
ESGOTAMENTO DO CONTEÚDO JURÍDICO
É A EXTINÇÃO NATURAL.
EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
DESAPARECIMENTO DA PESSOA OU
COISA SOBRE A QUAL O ATO RECAI
Situação na qual o desfazimento do ato
decorre do desaparecimento do seu objeto
ou do sujeito ao qual ele se destina.
(extinção objetiva ou subjetiva). 
 RETIRADA 
Extinção de uma determinada conduta
estatal, mediante a edição de ato
concreto que a desfaça. É forma de
extinção precoce do ato administrativo.
ANULAÇÃO 
É a retirada do ato
administrativo por
motivo de ilegalidade,
operando efeitos ex-
tunc, ressalvados os
direitos adquiridos de
terceiros de boa-fé.
O ato anulatório é secundário,
constitutivo e vinculado (é um
dever e não mera faculdade).
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 41
EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
O Poder Judiciário, além da própria
Administração, também pode anular
os atos administrativos com vícios
de ilegalidade, desde que o faça
mediante provocação, possuindo a
administração o prazo decadencial
de 05 (cinco) anos para anular atos
administrativos ampliativos, salvo
no caso de má-fé do beneficiário.
TEORIA DA APARÊNCIA:
A nomeação de servidor
sem concurso público é
nula, mas os atos
praticados são válidos,
em atenção ao princípio
da segurança jurídica.
Na anulação, NÃO há o efeito
repristinatório. Em regra, NÃO há
dever de indenizar, exceto se o
particular comprovadamente sofreu
dano especial para a ocorrência do
qual não tenha colaborado.
REVOGAÇÃO 
Extinção do ato administrativo por motivo
de oportunidade e conveniência (razões
de mérito), produzindo efeitos ex nunc e
mantendo os atos já produzidos.
Toda revogação pressupõe, portanto, um
ato legal e perfeito, mas inconveniente ao
interesse público. 
É competência exclusiva da
Administração Pública.
O Judiciário NÃO possui
competência para examinar o
mérito do ato administrativo. 
EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
O ato revocatório é secundário,
constitutivo e discricionário (revogação
é poder e não dever). 
NÃO há previsão de limite
temporal para a
revogação dos atos
administrativos. 
Tanto na anulação quanto
na revogação NÃO há o
efeito repristinatório.
Não se admite revogação:
I. Atos que geram direito adquirido;
II. Atos já exauridos; 
III. Atos vinculados; 
IV. Atos enunciativos (certidões,
pareceres, atestados); 
V. Atos preclusos no curso de
procedimento administrativo; 
VI. Atos ilegais.
A doutrina admite a
possibilidade de
indenização aos
particulares
prejudicados pela
revogação, desde que
tenha ocorrido a
extinção antes do prazo
fixado para permanência
da vantagem.
CASSAÇÃO
Ocorre quando o beneficiário do ato
deixa de cumprir os requisitos de
quando teve o ato deferido. 
É hipótese de ilegalidadesuperveniente por culpa do
beneficiário.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 42
O Brasil adotou sistema de jurisdição
única, ou sistema inglês, no qual o
processo administrativo não exaure a
discussão, sendo admitida a discussão
da matéria também na via judicial.
DEVIDO PROCESSO LEGAL
EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
PROCESSO ADMINISTRATIVO:
CADUCIDADE
UMA NORMA JURÍDICA PROÍBE O
ATO. Trata-se da extinção do ato
administrativo por lei superveniente
que impede a manutenção do ato
inicialmente válido.
Trata-se de ilegalidade
superveniente decorrente
de alteração legislativa.
PROCESSO ADMINISTRATIVO
PROCESSO X PROCEDIMENTO
Processo é o instrumento indispensável
para o exercício de função
administrativa, enquanto procedimento
é o conjunto de formalidades que devem
ser observadas para a prática de certos
atos administrativos.
Série de atos administrativos
relacionados, respeitando ordem posta na
lei, com finalidade específica, ensejando a
prática de ato final.
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO:
Forma pela qual os atos do processo se
desenvolvem. É o rito respeitado pela
Administração para se alcançar a
finalidade do processo, consistente
no conjunto de atos administrativos
com a finalidade de garantir a proteção
dos direitos dos administrados e o
cumprimento dos fins da Administração.
PROCESSO ADMINISTRATIVO
 PRINCÍPIOS DO PROCESSO
OFICIALIDADE
(IMPULSO OFICIAL)
Os processos
administrativos podem
ser instaurados sem a
necessidade de provação
de qualquer particular
interessado, e não
depende de manifestação
deste para o seu impulso. 
Abarca a garantia de
transparência na
condução do processo,
para se evitar abusos e
arbitrariedades pelo
administrador.
 Possui dois sentidos:
Sentido
procedimental
(procedural due
process): 
A Administração
deve respeitar os
procedimentos e as
formalidades
previstas na lei
Sentido
substantivo
(substantive due
process): 
A atuação
administrativa
deve ser pautada
pela razoabilidade,
sem excessos
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 43
ATENÇÃO! Para o particular o PAD é
informal, mas para o Estado é formal.
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA
PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO
DIREITO À INFORMAÇÃO
É o direito do particular de saber o que
acontece no processo administrativo
ou judicial de seu interesse, bem como
de se manifestar na relação processual. 
NÃO pode ser negado ao
particular interessado no
feito, o direito de ter
vista e tirar cópia dos
atos processuais
considerados relevantes. 
 INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS
É o aproveitamento dos atos processuais,
admitindo até o saneamento do processo,
quando se tratar de nulidade sanável.
INFORMALISMO OU FORMALISMO
MODERADO
Em geral, os atos praticados pelos
particulares em processos
administrativos não dependem de
forma prescrita em lei.
GRATUIDADE
Os processos administrativos são
gratuitos, não havendo cobrança de custas,
emolumentos ou ônus sucumbenciais
VERDADE REAL
O processo administrativo busca a verdade
material em contraponto aos processos
jurídicos. Logo, os processos
administrativos admitem todos os tipos
de provas lícitas, apresentadas em
qualquer fase do processo, ainda que após
o encerramento da instrução.
 LEGALIDADE
O agente público só pode atuar
conforme determinação legal, sendo
todos os atos do processo previamente
estipulados em lei e de observância
obrigatória pelo administrador.
MOTIVAÇÃO
(OBRIGATÓRIA)
É dever imposto ao ente
estatal de indicar os
pressupostos de fato e
de direito que
motivaram a prática dos
atos administrativos
FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
(LEI 9.784/99)
O processo administrativo será
instaurado mediante portaria do órgão
responsável, por: provocação do
interessado ou ex officio, por interesse
da Administração Pública.
1 - INSTAURAÇÃO 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 44
PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO
São legitimados como interessados
no processo administrativo (art. 9º):
a) titulares dos direitos e interesses,
pessoas físicas ou jurídicas;
b) terceiros interessados;
c) organizações e associações
representativas, no tocante a direitos
e interesses coletivos; 
d) pessoas ou associações
legalmente constituídas quanto a
direitos ou interesses difusos.
2 - INSTRUÇÃO PROCESSUAL,
DEFESA E RELATÓRIO 
É a fase de dilação probatória nos
procedimentos administrativos; Em
decorrência do princípio da
oficialidade, a produção de provas em
processo administrativo pode ser
feita pelo interessado ou pela própria
administração, de ofício, independente
da provocação do particular.
Em processos
administrativos, só não
se admitem as provas
obtidas por meios ilícitos.
É facultado ao interessado, na fase
instrutória e antes de proferida decisão
no processo, juntar documentos e
pareceres, requerer diligências e perícias,
bem como aduzir alegações referentes à
matéria objeto do processo.
Também pode ser cobrada a emissão de
pareceres de órgãos consultivos. Nesse
caso, o prazo para emissão de parecer será
de 15 dias, salvo norma específica ou
necessidade devidamente justificada.
NÃO sendo emitido parecer dentro do
prazo, podem ocorrer as seguintes
situações: 
Se o parecer for obrigatório
e vinculante, será paralisado
o processo até a
apresentação do parecer, sem
prejuízo da responsabilização
civil, penal e administrativa do
agente que deu causa à não
emissão do parecer ao atraso. 
Se o parecer for obrigatório e NÃO
vinculante, o processo poderá
prosseguir sem a emissão do parecer,
inclusive com decisão final, sem
prejuízo da responsabilização civil, penal
e administrativa do agente que deu
causa à não emissão do parecer devido,
no prazo fixado por lei.
Encerrada a fase instrutória, os
interessados terão o prazo de 10
dias para manifestação, salvo se
outro prazo for fixado por disposição
legal específica. 
PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO NOS
CASOS PREVISTOS NO ART. 69-A:
pessoa com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos; pessoa portadora de
deficiência, física ou mental.
3- DECISÃO
Concluída a instrução, o poder público
terá o prazo de 30 dias, prorrogáveis
por igual período, desde que
justificadamente, para proferir
decisão final no processo.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 45
PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO
No âmbito da Administração Pública
federal, as decisões administrativas
que exijam a participação de 3
(três) ou mais setores, órgãos ou
entidades poderão ser tomadas
mediante decisão coordenada.
Decisão coordenada: é a instância de
natureza interinstitucional ou
intersetorial que atua de forma
compartilhada com a finalidade de
simplificar o processo administrativo
mediante participação concomitante de
todas as autoridades e agentes
decisórios e dos responsáveis pela
instrução técnico-jurídica.
I - de licitação;
II - relacionados ao poder
sancionador; ou 
III - em que estejam
envolvidas autoridades de
Poderes distintos.
NÃO se aplica a decisão
coordenada aos processos
administrativos: 
A conclusão dos trabalhos da decisão
coordenada será consolidada em ata.
Até a assinatura da ata, poderá ser
complementada a fundamentação da
decisão da autoridade ou do agente a
respeito de matéria de competência do
órgão ou da entidade representada. 
A ata será publicada por extrato no Diário
Oficial da União.
EXTINÇÃO DO PROCESSO (LEI 9.784/99)
Se faz por ato administrativo
devidamente fundamentado, desde que
comprovados os requisitos estampados na
lei de inutilidade ou impossibilidade da
decisão, ou até mesmo prejudicialidade
por fatos posteriores. 
A manifestação de
desistência do processo
pelo interessado NÃO
gera, necessariamente,
extinção do feito,podendo a Administração
Pública dar continuidade
do processo, se exigido
pelo interesse público. 
ANULAÇÃO - ART. 53
Dever da administração, admitido o
exercício também pelo Poder Judiciário.
Ocorre quando houver ilegalidade do ato
por vícios insanáveis. 
A declaração possui efeitos
retroativos (ex tunc),sendo que, em
relação a terceiros de boa-fé, devem
ser preservados os efeitos
produzidos na vigência do ato
administrativo
Sujeito a prazo decadencial de 5 anos, no
caso de atos com destinatários de boa-fé
REVOGAÇÃO - ART. 53
É uma escolha da administração,
não se admitindo o exercício pelo
Poder Judiciário, quando no
exercício da função jurisdicional.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 46
PROCESSO ADMINISTRATIVO
Ocorre por razões
de conveniência e
oportunidade.
A declaração possui
efeitos não
retroativos (ex nunc).
Pode ser realizada a qualquer tempo
AGENTES PÚBLICOS
Agente público é termo com sentido
amplo. Significa o conjunto de pessoas
que, a qualquer título, exerce uma
função pública, remunerada ou gratuita,
definitiva ou transitória, política ou
jurídica.
Logo, agente público envolve todo
mundo que tenha, de qualquer sorte, a
qualquer título e em qualquer tempo,
vínculo com o Poder Público.
Há dois requisitos para a caracterização
do agente público:
Requisito
objetivo: a
natureza estatal
da atividade
desempenhada.
Requisito
subjetivo: a
investidura na
atividade.
1 - AGENTES POLÍTICOS
São aqueles agentes públicos que atuam
no exercício da função política de Estado.
Têm cargos estruturais e inerentes à
organização política do país e exercem a
vontade superior do Estado.
Na doutrina, é indiscutível que os
detentores de mandato eletivo e os
secretários e os ministros do Estado
são agentes políticos.
AGENTES PÚBLICOS
Embora se trate de matéria
controversa, para fins de concurso
público, o STF já se manifestou, no
sentido de considerar os membros
da Magistratura e do Ministério
Público como agentes políticos (RE
228977/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j.
05/03/2002).
Quanto aos membros
do Tribunal de Contas
o STF já se
pronunciou, no
sentido de que eles
se enquadram na
categoria de agentes
administrativos.
(Rcl 6702 MC-AgR, Relator: Min. Ricardo
Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em
04/03/2009).
2 - PARTICULARES EM COLABORAÇÃO
COM O PODER PÚBLICO
Os particulares em colaboração com o
poder público são aqueles que, sem
perderem a qualidade de particulares,
atuam, em situações excepcionais, em
nome do Estado, mesmo em caráter
temporário, independentemente do
vínculo jurídico estabelecido.
DESIGNADOS:
São pessoas requisitadas ou designadas
para, transitoriamente colaborarem com o
Estado. Exercem múnus público.
São chamados de “agentes honoríficos”.
Exs.: os mesários, os jurados e os
agentes militares conscritos;
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 47
Formal: É regido por normas de Direito
Público, ainda que prestado por
particulares em regime de delegação.
AGENTES PÚBLICOS
VOLUNTÁRIOS:
São aqueles que atuam voluntariamente
em repartições, escolas, hospitais
públicos ou situações de calamidade,
quando o ente estatal realiza programa
de voluntariado.
DELEGADOS:
São aqueles que prestam
serviço público, mediante
delegação do Estado. Ex.: os
titulares das serventias de
cartórios.
CREDENCIADOS:
Atuam em nome do Estado, em razão de
convênio celebrado com o Poder Público.
3 - SERVIDORES ESTATAIS
Os servidores estatais, também chamados
de “agentes administrativos”, têm
vínculo com o Estado, no exercício da
função administrativa.
Em regra, a definição de servidores
estatais ocorre por critério de
exclusão, pois abrange todos aqueles
que têm vínculo com a Administração
Pública e que exercem função pública,
porém não ostentam a qualidade de
agentes políticos ou particulares em
colaboração com o ente público.
SERVIÇOS PÚBLICOS
Serviço Público é toda atividade
executada pelo Estado de forma a
promover à sociedade uma comodidade
ou utilidade, visando ao interesse público,
gozando de prerrogativas da supremacia
estatal e sujeições decorrentes da
indisponibilidade do interesse público.
SERVIÇOS PÚBLICOS
Material: O serviço
público é uma comodidade
fruível pelo particular, de
forma contínua, sem
interrupções indevidas.
Subjetivo: Pode ser prestado pelo
Estado de forma direta ou indireta. Para
a doutrina moderna, se o serviço
público NÃO for prestado pelo Estado,
ainda que indiretamente, não poderá
ser conceituado como serviço público.
Ante o exposto, Serviço Público é toda
atividade prestacional do Estado, espécie
de atividade econômica, voltada a um
cidadão específico ou a uma coletividade
inteira, de titularidade exclusiva do Estado,
direta ou indiretamente, e
independentemente da forma de
remuneração, sujeita ou não ao CDC.
PRINCÍPIOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
DEVE OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO
TEXTO CONSTITUCIONAL, E: 
A) Dever de prestação
pelo Estado: O poder
público NÃO poderá se
escusar da prestação
dos serviços públicos,
de modo que a omissão
configura abuso de
poder e justifica a
responsabilidade civil. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 48
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
B) Generalidade: Definido por alguns
como princípio da universalidade, o
serviço deverá ser prestado à maior
quantidade possível de pessoas.
C) Isonomia: A prestação de serviços
NÃO pode ser diferenciada
indevidamente pelos usuários.
D) Atualidade (adaptabilidade): A
prestação do serviço público deve
ser feita sempre com as técnicas
mais modernas. Está ligado ao dever
de eficiência.
E) Cortesia: O prestador do serviço
deve ser cortês e educado ao tratar
com o usuário.
F) Economicidade: Noção
de prestação do serviço
de forma eficiente, com
gastos no limite da
razoabilidade.
G) Submissão e controle
ou transparência: Os
serviços públicos devem
ser controlados pela
própria sociedade e pelo
Poder Público.
H) Modicidade das tarifas: As tarifas
cobradas ao usuário devem ser as mais
baixas possíveis, para manter a prestação
do serviço à maior parte da coletividade.
I) Continuidade (princípio da
permanência): É a prestação ininterrupta
da atividade administrativa e dos serviços
prestados à coletividade, evitando
interrupções indevidas, estando ligado ao
princípio da eficiência.
J) Mutabilidade: determina que o
Estado tem a prerrogativa de alterar, de
modo unilateral, as regras que incidem
sobre o serviço público.
FORMAS DE PRESTAÇÃO
DO SERVIÇO PÚBLICO
Prestação direta:
Prestação efetivada pelos
próprios entes federativos
(U., E., DF., M.).
Descentralização: Pode
se dar por: 
OUTORGA (descentralização por
serviços)
a. Transfere a titularidade + execução;
b. Conferida apenas a pessoas jurídicas
de direito público;
c. Feita mediante lei específica.
DELEGAÇÃO (Descentralização por
colaboração) 
a. Transfere apenas a execução;
b. Feita a entes da Administração
indireta ou particulares; 
c. Feita mediante lei (adm. Indireta)
ou contrato. 
CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS
PÚBLICOS
Serviços públicos exclusivos, não
delegáveis: São aqueles serviços que
somente podem ser prestados
diretamente pelo Estado, de modo que não
se admite a transferência a particulares.
Ex.: O serviço postal e o correio aéreo
nacional (art. 21, X, da CF).
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 49
Ex.: Os serviços de saúde, educação
e previdência.
Ex.: Os serviços de iluminação
pública e de limpeza pública.
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Serviços públicos exclusivos
delegáveis: São os serviços que
devem ser necessariamente prestados
pelo Estado, que pode realizar a
prestação diretamente ou mediante
delegação aos particulares.
Ex.: Ex.:Os
serviços de
transporte
público e de
energia elétrica.
Serviços públicos de delegação
obrigatória: São os serviços de
radiodifusão sonora e radiodifusão de
sons e imagens (rádio e televisão),
regulamentados no art. 223 da CF.
AINDA, os serviços públicos podem ser
divididos com base na forma de fruição
dessas atividades pelos usuários:
SERVIÇOS UTI SINGULI OU INDIVIDUAIS 
são aqueles prestados a
toda coletividade. São
serviços divisíveis, haja
vista a possibilidade de se
dividir a utilização entre
os usuários, distribuindo
o ônus da prestação de
forma proporcional à
utilização individual.
Exs.: A energia elétrica e
o uso da linha telefônica.
São serviços indivisíveis, pois não é
possível dividir o ônus da prestação
em proporção igual à utilização. Por
isso, são custeados pela receita
geral decorrente da arrecadação
dos impostos.
Os serviços divisíveis
(uti singuli), podem
ser classificados em
compulsórios ou
facultativos.
SERVIÇOS COMPULSÓRIOS
são essenciais à coletividade;
que não podem ser abdicados pelos
destinatários;
cobrança efetivada mediante taxa;
o inadimplemento enseja em
execução fiscal.
SERVIÇOS FACULTATIVOS
são prestados para atender os
interesses da coletividade;
podem, ou não, ser utilizados
pelos usuários;
cobrança efetivada mediante
tarifas ou preços públicos;
Em relação à forma de prestação,
os serviços públicos podem ser
classificados em próprios
ou impróprios.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 50
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
SERVIÇOS PRÓPRIOS 
Os serviços próprios são
aqueles que somente
podem ser prestados
pelo Estado, de forma
direta ou mediante
delegação a particulares,
através da celebração de
contratos de concessão
e permissão, nos termos
da lei responsável por
reger o tema. 
SERVIÇOS IMPRÓPRIOS 
São aqueles que, embora sejam
essenciais à coletividade e satisfaçam
os interesses dos administrados,
podem ser executados por
particulares, sem a necessidade de
delegação pelo ente estatal.
CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Entende-se como concessão de serviço
público a delegação da prestação do
serviço público do poder concedente à
pessoa jurídica ou consórcio de
empresas que demonstre capacidade
para seu desempenho, por sua conta e
risco e por prazo determinado, mediante
licitação, na modalidade de concorrência.
A CONCESSÃO COMUM PODE SER
CLASSIFICADA EM DUAS ESPÉCIES:
CONCESSÃO SIMPLES:
a. São contratos cujo
objeto se resume à
transferência da
execução do
serviço público ao
particular; 
b. O particular executará a atividade por
sua conta e risco; 
c. O particular fará cobrança de tarifas
dos usuários, sem contraprestação do
Poder Público. 
CONCESSÃO PRECEDIDA DE
EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA:
a. São contratos em que o Ente público
determina ao particular que realize
uma obra pública de relevância para a
sociedade e indispensável à
prestação do serviço público. 
b. O particular
executará a obra às
suas expensas; 
c. O particular será
remunerado
posteriormente. 
PODER CONCEDENTE
O concedente é o ente federativo da
Administração Direta (União, Estados, DF
e Municípios) responsável pela execução
da atividade delegada, sem o prejuízo do
respeito às competências
constitucionais atinentes a prestação
dos serviços públicos.
CONCESSIONÁRIA
A concessionária do serviço é o
particular que celebra o contrato
administrativo. Trata-se do executor do
serviço público descentralizado.
O contrato de concessão de serviços
públicos somente pode ser celebrado com
pessoa jurídica ou consórcio de
empresas, de modo que não se admite a
assinatura da avença por pessoa física.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 51
atender às exigências de
capacidade técnica, idoneidade
financeira e regularidade jurídica
e fiscal necessárias à assunção do
serviço; e
comprometer-se a cumprir todas
as cláusulas do contrato em vigor.
DURAÇÃO DO CONTRATO DE
CONCESSÃO
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
As contratações, inclusive
de mão-de-obra, feitas pela
concessionária serão
regidas pelas disposições
de direito privado e pela
legislação trabalhista, de
modo que não há qualquer
relação entre os terceiros
contratados pela
concessionária e o poder
concedente (art. 31,
parágrafo único, da Lei
8.987/95).
Conforme o art. 25, caput, da Lei 8.987/95,
incumbe à concessionária a execução do
serviço concedido, cabendo-lhe responder
por todos os prejuízos causados ao poder
concedente, aos usuários ou a terceiros.
o art. 37, §6º, da CF estabelece que a
concessionária (pessoa jurídica
prestadora de serviço público) terá
responsabilidade objetiva pelos danos
causados a terceiros durante a
prestação do serviço, ao passo que o
poder concedente terá
responsabilidade objetiva e subsidiária.
SUBCONTRATAÇÃO
De acordo com o art. 25, § 1º, da Lei
8.987/95, a concessionária poderá
contratar com terceiros o desenvolvimento
de atividades inerentes, acessórias ou
complementares ao serviço concedido,
bem como a implementação de projetos
associados.
Os contratos celebrados entre a
concessionária e os terceiros reger-se-
ão pelo direito privado, não se
estabelecendo qualquer relação jurídica
entre os terceiros e o poder concedente,
nos termos do art. 25, § 2º, da Lei
8.987/95.
TRANSFERÊNCIA DA CONCESSÃO
A transferência da
concessão ou do
controle societário da
concessionária
depende de prévia
anuência do poder
concedente, sob pena
de se configurar
caducidade do contrato 
(art. 27, caput, da Lei
8.987/1995).
Para que haja a anuência do poder
concedente, o pretendente deverá
(art. 27, §1º, da Lei 8.987/1995):
As concessões somente
podem ser delegadas ao
particular por prazo
determinado (art. 2º, II e III,
da Lei 8.987/95).
A Lei 8.987/95 não estipula o prazo de
duração do contrato de concessão.
o poder concedente
deve observar a
natureza do serviço
para fixar o prazo de
duração.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 52
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
INTERVENÇÃO
A intervenção é mero procedimento
acautelatório, sem quebra da
continuidade do serviço.
A intervenção advém da fiscalização e
ocorrerá quando existir indícios de
irregularidade. 
A intervenção far-se-á
por decreto do poder
concedente, que
conterá a designação do
interventor, o prazo da
intervenção e os
objetivos e limites da
medida (art. 32,
parágrafo único, da Lei
8.987/95).
Declarada a intervenção, o poder
concedente deverá, no prazo de 30 dias,
instaurar procedimento administrativo para
comprovar as causas determinantes da
medida e apurar responsabilidades,
assegurado o direito de ampla defesa, nos
moldes do art. 33, caput, da Lei 8.987/95.
De acordo com o art. 33, §3º, da Lei
8.987/95, o procedimento
administrativo deverá ser concluído no
prazo de até 180 dias, sob pena de
considerar-se inválida a intervenção.
Se ficar comprovado que a intervenção
não observou os pressupostos legais e
regulamentares, será declarada sua
nulidade, de modo que o serviço
deverá ser imediatamente devolvido
à concessionária, sem prejuízo de seu
direito à indenização (art. 33, §1º, da Lei
8.987/95).
Cessada a intervenção, se não for
extinta a concessão, a
administração do serviço será
devolvida à concessionária,
precedida de prestação de contas
pelo interv entor, que responderá
pelos atos praticados durante a sua
gestão (art. 34 da Lei 8.987/95).
EXTINÇÃO DA CONCESSÃO
A extinção é o término
do contrato celebrado
entre o particular e o
Poder Público, que
retomará todos os bens
reversíveis, direitos e
privilégios transferidos
ao concessionário.
O ADVENTO DO TERMO é a forma
natural de extinção de um contrato de
concessão de serviço público, prevista
no art. 35, I, da Lei 8.987/95.
A ENCAMPAÇÃO também chamada como
resgate do serviço público, é a retomada
do serviço pelo poder concedente durante
oprazo da concessão, por motivo de
interesse público, mediante lei autorizativa
específica e após prévio pagamento de
indenização (art. 37 da Lei 8.987/95).
A CADUCIDADE é a
rescisão unilateral do
contrato por motivo de
inadimplemento do
particular contratado.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 53
RESCISÃO JUDICIAL
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
A declaração da caducidade da
concessão deverá ser precedida da
verificação da inadimplência da
concessionária em processo
administrativo, assegurado o direito
de ampla defesa e contraditório.
Instaurado o processo
administrativo e
comprovada a
inadimplência, a
caducidade será
declarada por decreto
do poder concedente,
independentemente de
indenização prévia, nos
termos do art. 38, § 4o,
da Lei 8.987/95.
De acordo com o art. 27, caput, da Lei
8.987/95, a caducidade também ocorrerá
quando houver a transferência da
concessão ou do controle societário da
concessionária sem prévia autorização
do poder concedente.
A RESCISÃO abrange duas situações
distintas.
RESCISÃO CONSENSUAL (OU BILATERAL)
É decorrente do acordo firmado entre
as partes. Trata-se do distrato, no qual
há consenso de vontades de ambas as
partes da avença.
A rescisão judicial é aquela a ser
requerida pela concessionária,
no caso de inadimplemento
contratual do poder público.
Se o Poder Público for inadimplente
no contrato administrativo
celebrado, o particular não poderá
rescindir o contrato unilateralmente,
pois a rescisão unilateral é cláusula
exorbitante, que só se aplica à
Administração Pública.
Se o ente estatal
suspender o contrato
por prazo superior a 3
meses ou repetidas
suspensões que
totalizem 90 dias, o
particular contratado
terá direito à extinção
do contrato nos termos
do art. 137, §2º, II e III,
da Lei 14.133/21.
A ANULAÇÃO é a extinção do
contrato administrativo em razão da
ilegalidade. A medida pode ser
definida pela própria Administração
Pública, no exercício do poder de
tutela, ou por decisão judicial,
mediante provocação de qualquer
interessado.
A REVERSÃO tá prevista no art. 35, § 1º,
da Lei 8.987/95, o qual estabelece que,
após a extinção da concessão,
retornam ao poder concedente todos
os bens reversíveis, direitos e
privilégios transferidos ao
concessionário conforme previsto no
edital e estabelecido no contrato.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 54
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
A reversão pode ser onerosa, quando o
poder concedente tem o dever de
indenizar o conncessionário que adquiriu
os bens com capital próprio ou gratuita,
quando a tarifa já tiver levado em conta
o ressarcimento do concessionário
pelos recursos utilizados.
LICITAÇÃO
De acordo com o art. 14 da Lei
8.987/95, toda concessão de serviço
público, precedida ou não da
execução de obra pública, será objeto
de prévia licitação, nos termos da
legislação própria e com observância
dos princípios da legalidade, moralidade,
publicidade, igualdade, do julgamento
por critérios objetivos e da vinculação
ao instrumento convocatório.
PERMISSÃO DE
SERVIÇO PÚBLICO
De acordo com o art. 2º,
IV, da Lei 8.987/95, a
permissão de serviço
público é a delegação,
a título precário,
mediante licitação, da
prestação de serviços
públicos, feita pelo
poder concedente
à pessoa física ou
jurídica que demonstre
capacidade para seu
desempenho, por sua
conta e risco.
Ademais, todas as regras aplicáveis à
concessão serão aplicáveis à
permissão, nos termos do art. 40,
parágrafo único, da Lei 8.987/1995.
NATUREZA JURÍDICA
Com o advento da CF/88 e
da Lei 8.987/95, as
permissões de serviço
público passaram a ter
natureza jurídica de
contrato de adesão.
DIFERENÇAS ENTRE A
CONCESSÃO E A PERMISSÃO
Não exige
autorização
legislativa, em
regra;
Licitação por
qualquer
modalidade;
Para pessoas
jurídicas ou
físicas.
Caráter mais
estável;
CONCESSÃO PERMISSÃO
Caráter mais
precário;
Exige
autorização
legislativa;
Licitação por
concorrência;
Para pessoas
jurídicas ou
consórcio de
empresas.
AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
A autorização é um ato administrativo
precário, unilateral, discricionário.
A Administração Pública
pode analisar a
autorização, conforme os
critérios de
conveniência e de
oportunidade, dentro
dos limites da lei.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 55
No mais, a Administração Pública pode
revogar a autorização a qualquer
tempo, sem ensejar direito à
indenização pelo beneficiado, pois se
trata de ato de natureza precária.
É o caso do serviço de
transporte de van ou de
táxi, cobrado mediante
tarifa dos usuários.
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Consoante parcela da doutrina,
somente são admitidas duas hipóteses
de autorização, quais sejam:
A) A AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM
PÚBLICO:
quando um particular
tiver interesse em utilizar
determinado bem público
de forma especial.
Ex.: O fechamento de
ruas para comemorações
e a utilização de uma área
para estacionamento.
A autorização de uso de bem público
é um ato administrativo unilateral,
discricionário, praticado a título
precário, que visa atender interesse
predominantemente privado.
B) A AUTORIZAÇÃO DE POLÍCIA:
praticada para permitir que os
particulares exerçam atividades
materiais que dependam de fiscalização
estatal. Ex.: a autorização para o porte de
arma de fogo.
No entanto, alguns doutrinadores,
admitem a delegação por autorização
para serviços não essenciais.
PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP)
A parceria público-privada foi criada
pela Lei 11.079/2004, como espécie
de concessão de serviços públicos.
Trata-se de acordos firmados entre
o particular e o poder público com o
objetivo de prestar serviços públicos
de forma menos dispendiosa que o
normal.
Esse contrato se caracteriza pela
contraprestação pecuniária do
ente estatal, bem como pelo
compartilhamento dos riscos da
atividade executada.
As parcerias público-
privadas podem ser
constituídas de duas
formas diversas:
a) Concessão
patrocinada:
Trata-se de contrato de concessão de
serviços público ou de obras
públicas, no qual há a
contraprestação pecuniária do Poder
Público ao parceiro privado, bem como
a cobrança de tarifa aos usuários 
(art. 2º, §1º, da Lei 11.079/2004).
Logo, o contrato pode ser firmado
com empresas ou consórcios
privados que executarão o serviço por
sua conta e risco, cobrando as tarifas
pelo oferecimento da atividade e
percebendo uma remuneração
adicional paga pelo poder concedente.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 56
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
B) CONCESSÃO ADMINISTRATIVA:
Trata-se de espécie de concessão de serviço
público, no qual a Administração Pública é
responsável pelo pagamento de tarifas,
uma vez que ostenta a qualidade de usuária
do serviço prestado de forma direta ou
indireta, ainda que envolva a execução de
obras públicas ou o fornecimento de bens.
A concessão administrativa
apresenta algumas peculiaridades,
quais sejam: o grande vulto do
investimento do parceiro privado,
bem como a impossibilidade de
celebração do contrato somente
para a prestação do serviço.
Ex.: contrato firmado
com uma determinada
empresa para que ela
execute a construção
de um presídio federal,
de modo que,
posteriormente, ficará
responsável pela
prestação do serviço
penitenciário.
CARACTERÍSTICAS DA PPP
Por se tratar de contratos especiais, a lei
define algumas regras à parceria público-
privada que não são admitidas em outras
avenças firmadas com o poder público.
Compartilhamento de riscos e de ganhos
decorrentes da redução do risco o
pagamento feito pela Administração não
pode ocorrer antes da disponibilIzação do
serviço, sob pena de ilegalidade da medida
(art. 7º, caput,da Lei 11.079/2004).
FINANCIAMENTO DO SETOR PRIVADO
A Administração Pública
não disponibilizará
recursos financeiros
para o custeio integral
dos empreendimentos
contratados, de modo
que cabe ao parceiro
privado efetivar os
investimentos
necessários à prestação
do serviço e eventual
execução da obra.
PLURALIDADE COMPENSATÓRIA
O art. 6º da Lei 11.079/2004 estabelece
que a contraprestação da Administração
Pública nos contratos de parceria público-
privada poderá ser feita por:
I – ordem bancária;
II – cessão de créditos não tributários;
III – outorga de direitos em face da
Administração Pública;
IV – outorga de direitos sobre bens
públicos dominicais;
V – outros meios admitidos em lei.
GARANTIAS DO PARCEIRO PÚBLICO
De acordo com o art. 8º da Lei 11.079/04,
as obrigações pecuniárias contraídas pela
Administração Pública em contrato de
parceria público-privada poderão ser
garantidas mediante:
I – vinculação de receitas, observado
o disposto no inciso IV do art. 167 da
Constituição Federal;
II – instituição ou utilização de
fundos especiais previstos em lei;
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 57
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
III – contratação de seguro-garantia com
as companhias seguradoras que não sejam
controladas pelo
Poder Público;
IV – garantia prestada por organismos
internacionais ou instituições financeiras
que não sejam contro-
ladas pelo Poder Público;
V – garantias prestadas por fundo
garantidor ou empresa estatal criada para
essa finalidade;
VI – outros mecanismos admitidos em lei.
DIRETRIZES DA LEI 11.079/2004
As diretrizes para uma PPP estão
previstas no art. 4º da Lei 11.079/2004:
I – eficiência no
cumprimento das
missões de Estado e
no emprego dos
recursos da
sociedade;
II – respeito aos interesses e direitos dos
destinatários dos serviços e dos entes
privados incumbidos da sua execução;
III – indelegabilidade das funções de
regulação, jurisdicional, do exercício do
poder de polícia e de outras atividades
exclusivas do Estado;
IV – responsabilidade fiscal na
celebração e execução das parcerias;
V – transparência dos procedimentos e das
decisões;
VI – repartição objetiva de riscos
entre as partes;
VII – sustentabilidade financeira e
vantagens socioeconômicas dos
projetos de parceria.
CONSÓRCIOS PÚBLICOS
A Lei 11.107/05 foi editada para
regulamentar o art. 241 da CF,
segundo a qual os consórcios
públicos são uma forma de gestão
associada de entes federativos na
prestação de serviços públicos.
No consórcio público há
vontades convergentes entre os
consorciados. Ou seja, a vontade dos
consorciados são idênticas, referindo-
se à prestação de determinado serviço
público com a finalidade de atender a
interesse comum.
CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO
A criação do consórcio forma uma nova
pessoa jurídica que não se confunde
com os entes consorciados.
Essa nova pessoa jurídica poderá ter
personalidade jurídica de direito público ou
de direito privado.
Caso seja criada uma pessoa jurídica de
direito privado, terá a designação de
consórcio público, que será regido pelo
Direito Civil, aplicando-se-lhe as normas
que regem as associações privadas, com
algumas ressalvas decorrentes da
aplicação dos princípios inerentes à
atuação administrativa.
Nesse caso, o consórcio
público não será
integrante da
Administração Pública,
mas será formado com
verba estatal, ficando,
portanto, sujeito ao
controle pelo Tribunal
de Contas.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 58
Além disso, o ente tem a garantia de
ser contratado pela administração
direta ou indireta dos entes da
Federação consorciados,
dispensada a licitação.
SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Se o consórcio público for criado sob
o regime de direito público, receberá
o nome de associação pública e fará
parte da Administração Indireta de
cada um dos entes consorciados.
Ressalte-se que a
associação pública
não é nova espécie
de entidade da
administração
indireta, mas tão
somente uma
espécie de autarquia
OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE
CONSÓRCIOS PÚBLICOS
Os consórcios são firmados com o
objetivo de prestar serviços e executar
atividades de interesse de todos os
entes consorciados e, para atender essas
metas, poderá atuar com algumas
prerrogativas de interesse público.
Para atingir a finalidade pública, os
consórcios públicos poderão firmar
convênios, contratos, acordos de
qualquer natureza, receber auxílios,
contribuições e subvenções sociais
ou econômicas de outras entidades e
órgãos do governo.
Neste sentido, inclusive, a União poderá
celebrar convênios com os consórcios
públicos, com o objetivo de viabilizar a
descentralização e a prestação de
políticas públicas em escalas adequadas.
ALTERAÇÃO E EXTINÇÃO DO CONSÓRCIO
A retirada do ente da Federação do
consórcio público dependerá de ato formal
de seu representante na assembleia geral,
na forma previamente disciplinada por lei.
A retirada ou a extinção de consórcio
público ou convênio de cooperação
não prejudicará as obrigações já
constituídas, inclusive os contratos,
cuja extinção dependerá do
pagamento das indenizações
eventualmente devidas.
A alteração ou a extinção
de contrato de consórcio
público dependerá de
instrumento aprovado pela
assembleia geral, ratificado
mediante lei por todos os
entes consorciados.
BENS PÚBLICOS
CONCEITO
O Código Civil de 2002 apresenta o
seguinte conceito:
Art. 98. São públicos os
bens do domínio nacional
pertencentes às
pessoas jurídicas de
direito público interno;
todos os outros são
particulares, seja qual for
a pessoa a que
pertencerem.
Para a doutrina, bem público são todos os
bens vinculados à prestação de um serviço
público, seja o bem pertencente à pessoa
de direito público ou privado.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 59
d) As ilhas fluviais e lacustres nas
zonas limítrofes com outros países...
e) Os recursos naturais da plataforma
continental e da zona econômica
exclusiva;
f) O mar territorial;
g) Os terrenos de marinha e seus
acrescidos;
h) Os potenciais de energia hidráulica;
i) Os recursos minerais, inclusive os
do subsolo;
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
O ordenamento jurídico brasileiro fixou
um conceito mais restrito,
considerando bens públicos somente
aqueles pertencentes às pessoas
jurídicas de direito público, quais
sejam: a União, os Estados, o DF, os
Territórios, os Municípios e suas
respectivas autarquias e fundações
de direito público.
CLASSIFICAÇÃO
Quanto à titularidade:
Bens federais
Os bens da União estão arrolados em rol
não taxativo no art. 20 da CF/88.
São bens da União:
a) Os que atualmente lhe pertencem e
os que lhe vierem a ser atribuídos;
b) As terras devolutas
indispensáveis à defesa
das fronteiras, das
fortificações e
construções militares,
das vias federais de
comunicação e à
preservação ambiental,
definidas em lei;
c) Os lagos, rios e quaisquer correntes
de água em terrenos de seu domínio, ou
que banhem mais de um Estado, sirvam
de limites com outros países, ou se
estendam a território estrangeiro ou
dele provenham, bem como os terrenos
marginais e as praias fluviais;
d) as praias marítimas; as ilhas
oceânicas e as costeiras, excluídas,
destas, as que contenham a sede de
municípios, exceto aquelas áreas afetadas
ao serviço público e a unidade ambiental
federal, e as referidas no art. 26, II, da CF;
j) As cavidades naturais
subterrâneas e os sítios
arqueológicos e pré-históricos;
k) As terras tradicionalmente
ocupadas pelos índios.
Bens estaduais e distritais
a) As águas superficiais ou subterrâneas,
fluentes, emergentes e em depósito,
ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as
decorrentes de obras da União;
b) As áreas, nas ilhas oceânicas e
costeiras, que estiverem no seu domínio,
excluídas aquelas sob domínio da União,
Municípiosou terceiros;
c) As ilhas fluviais e lacustres não
pertencentes à União;
d) As terras devolutas não
compreendidas entre as da União.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 60
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
ATENÇÃO
Não existem rios municipais; as terras
devolutas, via de regra, pertencem aos
Estados, e não à União.
Bens municipais
Os Municípios não foram
contemplados com a partilha
constitucional de bens, embora
efetivamente tenham bens.
Quanto à destinação:
a) Bens de uso comum do povo:
São destinados à utilização geral pelos
indivíduos, podem ser utilizados por todos
em igualdade de condições,
independentemente de consentimento
individualizado pelo Poder Público.
Em regra, são de utilização gratuita,
nada impedindo que seja cobrada uma
contraprestação. Estes bens estão
sujeitos ao Poder de Polícia do
Estado. Como exemplo, pode-se citar
os mares, as estradas, ruas, praças e
logradouros (art. 99, I, do CC).
b) Bens de uso comum
de regime comum:
Os bens de regime comum
são caracterizados pela
não-discriminação do
usuário e pela ausência de
cobrança direta de
remuneração pelo seu uso;
c) Bens de uso comum de regime especial:
Os bens de regime especial são
caracterizados pela individualização de seu
uso (uso específico) e pela cobrança de
remuneração pela utilização do bem.
d) Bens de uso especial:
São todos aqueles que visam à
execução dos serviços
administrativos e dos serviços
públicos em geral, como repartições
públicas, hospitais, escolas, e etc.
Também são considerados
aqueles utilizados por
pessoas jurídicas de
direito privado para a
prestação de serviços
públicos, enquanto
permanecerem afetados.
e) Bens dominicais:
São aqueles que constituem o
patrimônio das pessoas jurídicas de
direito público, como objeto de direito
pessoal ou real de cada uma dessas
entidades (art. 99, III, do CC).
Não têm destinação pública definida,
podendo ser utilizados pelo Estado para
fazer renda.
A noção de bem dominical é residual, já
que será residual tudo o que não for de
uso especial ou de uso comum.
Bens dominicais X bens dominiais
Pode considerar-se que a
noção de bens dominicais
implica caráter residual, isto
é, são todos os que não
estejam incluídos nas demais
categorias de bens públicos.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 61
b) Bens patrimoniais indisponíveis: 
São aqueles de que o Poder Público
não pode dispor, embora tenham
natureza patrimonial, por estarem
afetados à destinação pública
específica.
Desafetação dos bens públicos:
apenas os bens dominicais podem ser
alienados (os bens de uso comum e de
uso especial, enquanto permanecerem
com essa qualificação, não poderão
ser alienados);
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
Já a expressão "bens dominiais",
como distingue CRETELLA JÚNIOR,
deve indicar, de forma genérica, os
bens que formam o domínio público
em sentido amplo, sem levar em conta
sua categoria, natureza ou destinação.
Quanto à disponibilidade:
a) Bens indisponíveis por natureza:
São aqueles que, dada a sua natureza não
patrimonial, não podem ser alienados ou
onerados pelas entidades a que pertencem,
por exemplo, mares, rios, estradas etc. 
O Poder Público tem o
dever de conservá-los,
melhorá-los e mantê-los
ajustados a seus fins,
sempre em benefício da
coletividade, seja direta
ou indiretamente.
São aqueles de uso especial, como os
prédios das repartições públicas, os
veículos oficiais, e etc.
c) Bens patrimoniais disponíveis:
São aqueles que possuem natureza
patrimonial, que por não estarem
afetados a certa finalidade pública,
podem ser alienados na forma da lei.
CARACTERÍSTICAS
Inalienabilidade relativa ou
alienabilidade condicionada:
A alienação dos bens públicos depende do
cumprimento dos requisitos previstos no
ordenamento jurídico (arts. 100 e 101 do
CC e art. 17 da Lei 8.666/1993), a saber:
Justificativa ou
motivação;
Avaliação prévia
para definição do
valor do bem;
Licitação: concorrência para os bens
imóveis, salvo as exceções citadas no art.
19, III, da Lei 8.666/19932. E leilão para
os bens móveis (as hipóteses de licitação
dispensada para alienação de bens
imóveis e móveis encontram-se
taxativamente previstas no art. 17, I e II,
da Lei 8.666/1993);
Autorização legislativa para alienação
dos bens imóveis: A lei específica deve
autorizar a alienação dos imóveis
públicos.
Cumpridos os requisitos legais, a
alienação dos bens públicos pode ser
formalizada por diversos institutos
jurídicos, como o contrato de compra e
venda, a doação, a permuta, a dação em
pagamento, a investidura, a
incorporação, a retrocessão.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 62
Isso porque os bens são
impenhoráveis e inalienáveis.
Ademais, os débitos públicos são
pagos, em regra, via precatório.
A oneração de bens públicos para
garantir determinada dívida
implicaria em quebra da ordem de
pagamento dos credores do Poder
Público.
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
Ressalte-se que o
ordenamento
consagra hipóteses
de indisponibilidade
absoluta de
determinados bens
públicos, a saber:
As terras devolutas ou arrecadadas
pelos Estados, por ações
discriminatórias, necessárias à
proteção dos ecossistemas naturais
(art. 225, § 5º, da CF); e
As terras tradicionalmente ocupadas
pelos índios (art. 231, § 4º, da CF).
Impenhorabilidade:
Os bens públicos são impenhoráveis,
independentemente de sua finalidade,
salvo no caso de preterição no
pagamento de precatórios na ordem
cronológica de apresentação, hipótese
em que serão passíveis de sequestro
(art. 100,§6º da CF).
Imprescritibilidade:
Os bens públicos, seja qual
for sua natureza, móveis ou
imóveis, são insuscetíveis
de aquisição por
usucapião. Trata-se de
regra de força
constitucional, prevista nos
arts. 183, § 3o e 191 da CF.
Súmula 340 do STF dispõe:
“desde a vigência do Código Civil,
os bens dominicais, como os
demais bens públicos, não podem
ser adquiridos por usucapião”.
Súmula 619 do STJ: “A ocupação
indevida de bem público configura
mera detenção, de natureza
precária, insuscetível de retenção
ou indenização por acessões e
benfeitorias.”
Não onerabilidade:
Os bens públicos não podem ser dados em
garantia do inadimplemento para os
credores.
AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO
A afetação (ou consagração) e a
desafetação (ou desconsagração)
relacionam-se com a vinculação ou não
do bem público à determinada
finalidade pública.
Afetação:
Afetação significa
a atribuição fática
ou jurídica de
finalidade pública,
geral ou especial,
ao bem público.
Os bens públicos afetados são os bens
de uso comum do povo e os bens de uso
especial. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 63
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
A instituição da afetação pode ocorrer
de três formas:
a) Lei: Ex.: A lei que institui
a Área de Proteção
Ambiental (APA);
b) Ato administrativo:
Ex.: O ato administrativo
determina a construção de
hospital público;
c) Fato administrativo: Ex.: A
construção de escola pública em
terreno privado, sem
procedimento formal prévio,
configura desapropriação indireta.
Desafetação:
A desafetação, ao contrário, é a retirada,
fática ou jurídica, da destinação pública
anteriormente atribuída ao bem público.
Os bens desafetados
são os bens públicos
dominicais. Da mesma
forma que a afetação, a
desafetação pode ser
implementada de três
maneiras:
a) Lei. Ex.: A lei determina a
desativação de repartição pública;
b) Ato administrativo. Ex.: O ato
administrativo determina a demolição
de escola pública
com a transferência dos alunos para
outra unidade de ensino;
c) Fato administrativo. Ex.: O
incêndio destrói a biblioteca pública
municipal, o que inviabi-
liza a continuidade dos serviços.
Épossível afirmar, portanto, que a
afetação e a desafetação podem ser:
a) expressas (ou formais), quando
efetivadas por manifestação formal de
vontade da Administração (lei ou ato
administrativo);
 b) tácitas (ou materiais), quando
implementadas por eventos materiais
(fatos administrativos).
ESPÉCIES DE BENS PÚBLICOS
Terras devolutas
As terras devolutas são áreas que
integram o patrimônio das pessoas
federativas, e não são utilizadas para
quaisquer finalidades públicas
específicas. São terras que nunca
pertenceram ao particular, mesmo
estando ocupadas.
As terras devolutas se classificam
como bens dominicais. Todos os
entes possuem terras devolutas.
Todavia, a regra é que pertençam
aos Estados.
Recentemente, o STF decidiu que as terras
devolutas pertencem, em regra, aos
Estados-membros, salvo aquelas
indispensáveis à defesa das fronteiras, das
fortificações e construções militares...
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 64
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
... das vias federais de comunicação
e à preservação ambiental, que são
de propriedade da União.
Diversos Estados transferiram terras
devolutas para os respectivos Municípios.
Portanto, atualmente, é possível
encontrar terras devolutas no
patrimônio da União, dos Estados e dos
Municípios.
Terrenos de marinha e seus acrescidos
Os terrenos de marinha e seus
acrescidos são bens públicos
federais (art. 20, VII, da CF), cujo uso
privativo pode ser transferido ao
particular, normalmente, por meio
de enfiteuse (art.49, § 3º, do ADCT,
art. 2.038, § 2º, do CC e arts. 99 a 124
do Decreto-lei 9.760/1946).
O art. 3º do Decreto-lei
9.760/1946, define os
terrenos acrescidos da
marinha como aqueles
formados, natural ou
artificialmente, para o
lado do mar ou dos rios e
lagoas, em seguimento
aos terrenos de marinha.
De acordo com o art. 2º do
Decreto-lei 9.760/1946:
Art. 2º. São terrenos de marinha, em uma
profundidade de 33 (trinta e três)
metros, medidos horizontalmente,
para a parte da terra, da posição da
linha do preamar-médio de 1831:
a) os situados no continente, na costa
marítima e nas margens dos rios e
lagoas, até onde se faça
sentir a influência das marés.
b) os que contornam as ilhas situadas
em zona onde se faça sentir a influência
das marés.
Parágrafo único. Para os
efeitos deste artigo a
influência das marés é
caracterizada pela oscilação
periódica de 5 (cinco)
centímetros pelo menos, do
nível das águas, que ocorra
em qualquer época do ano.
Terrenos reservados ou marginais
Aqueles formados pelas correntes
navegáveis, fora do alcance das
marés, estendendo-se até 15
metros para a terra.
Atualmente, em virtude do art. 20, III, da CF,
que promoveu uma espécie de
“expropriação constitucional, de natureza
confiscatória”, os terrenos marginais ou
reservados integram o patrimônio da União.
Terras tradicionalmente ocupadas
pelos índios
As terras tradicionalmente ocupadas pelos
índios pertencem à União e são consideradas
aquelas por eles habitadas em caráter
permanente, as utilizadas para suas atividades
produtivas...
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 65
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
... as imprescindíveis à preservação
dos recursos ambientais necessários a
seu bem-estar e as necessárias à sua
reprodução física e cultural, segundo
seus usos, costumes e tradições (arts.
20, XI, e 231, § 1º, da CF).
As referidas terras, em razão da sua
destinação específica, são consideradas
bens públicos de uso especial.
Plataforma continental
De acordo com o art. 11, caput, da Lei
8.617/93: “A plataforma continental do
Brasil compreende o leito e o subsolo das
áreas submarinas que se estendem
além do seu mar territorial, em toda a
extensão do prolongamento natural de
seu território terrestre, até o bordo
exterior da margem continental, ou até
uma distância de duzentas milhas
marítimas das linhas de base, a partir das
quais se mede a largura do mar territorial,
nos casos em que o bordo exterior da
margem continental não atinja essa
distância.”
Ilhas
As ilhas são elevações de terra acima das
águas e por estas cercadas em toda sua
extensão. Podem ser marítimas, fluviais e
lacustres, conforme se situam no mar,
nos rios e em lagos, respectivamente.
As ilhas oceânicas ou costeiras (que
não se confundem) pertencem ao
domínio da União, mas é admissível que
Estados e Municípios tenham domínio
parcial ou total sobre elas.
Faixa de fronteiras
A faixa de fronteira é a área de até 150
km de largura, ao longo das fronteiras
terrestres, considerada fundamental
para defesa do território nacional (art.
20, § 2º, da CF).
Minas e Jazidas
Jazida é “toda massa individualizada de
substância mineral ou fóssil, aflorando à
superfície ou existente no interior da terra,
e que tenha valor econômico”, e mina é “a
jazida em lavra, ainda que suspensa” (art.
4º do Decreto-lei 227/67 – Código de
Mineração).
As jazidas minerais
são bens públicos da
União e constituem
propriedade distinta
da do solo,
que pode ser público
ou privado.
A pesquisa e a lavra dos recursos
minerais dependem de autorização ou
concessão da União, no interesse nacional,
e somente serão efetuados por brasileiros
ou empresa constituída sob as leis
brasileiras, que tenha sua sede e
administração no País.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 66
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
Domínio hídrico
A União possui competência privativa
para legislar sobre águas (art. 22, IV, da CF).
Em âmbito federal, a
Agência Nacional de
Águas (ANA), instituída
pela Lei 9.984/2000,
possui competência
para implementar a
Política Nacional de
Recursos Hídricos.
Integram o domínio hídrico da União:
a) os lagos, rios e quaisquer correntes
de água em terrenos de seu domínio,
ou que banhem mais de um Estado,
sirvam de limites com outros países,
ou se estendam a território
estrangeiro ou dele provenham, bem
como os terrenos marginais e as
praias fluviais (art. 20, III, da CF); 
b) o mar territorial (art. 20, VI, da CF).
Pertencem aos Estados, por sua vez,
as águas superficiais ou
subterrâneas, fluentes, emergentes
e em depósito, ressalvadas, nesse
caso, na forma da lei, as decorrentes
de obras da União. (art. 26, I, da CF).
Em virtude da ausência de menção
constitucional ao domínio hídrico por parte
dos Municípios, a maioria da doutrina
sustenta a inexistência de águas
públicas municipais, razão pela qual
perdeu vigência o art. 29, III, do Código de
Águas, que estabelecia a titularidade
municipal sobre as águas situadas,
exclusivamente, em seus territórios.
Espaço aéreo
O espaço aéreo é a área acima do
território, terrestre ou hídrico, nacional. 
A União possui competência
privativa para legislar sobre a
utilização do espaço aéreo,
especialmente as condições para a
navegação aérea e aeroespacial
(arts. 22, X, e 48, V, da CF).
bem como para explorar, diretamente ou
mediante autorização, concessão ou
permissão a navegação aérea,
aeroespacial e a infraestrutura
aeroportuária (art. 21, XII, “c”, da CF).
Cemitérios públicos
Os cemitérios classificam-se em
públicos e privados. Os cemitérios
privados são instituídos em terrenos de
domínio particular (não são bens públicos),
mas se sujeitam ao controle do Poder
Público.
Embora existam autores que afirmam
serem os cemitérios públicos bens públicos
de uso comum do povo, as provas de
concurso público têm o entendimento de
que eles são bens públicos de uso especial.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 67
BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS
USO DE BENS PÚBLICOS POR
PARTICULARES
USO NORMAL
O uso normal é o que se dá de
acordo com a destinação principal. 
Ex.: rua aberta à circulação.
USO ANORMAL
Já o uso anormal é o queocorre em
desconformidade com a destinação
principal como, por exemplo, ginásio
esportivo para show musical;
estacionamento usado para festa.
USO COMUM
O uso comum é aquele
diante do qual todos
podem, igualmente,
utilizar o bem,
dispensando, em regra,
manifestação prévia
do Poder Público.
USO PRIVATIVO
O uso privativo de bem público consiste
na utilização, em caráter exclusivo, de
um bem público pelo particular, mediante
consentimento estatal prévio. Assim
ocorre quando o particular deseja utilizar
um dos boxes em mercados municipais;
colocar mesas de restaurante em via
pública; instalar bancas de revista e jornal
nos calçadões e nas praças etc.
O uso privativo de bens públicos
pode ser de bens afetados (uso
comum e especial) ou de não
afetados (dominicais).
Os bens afetados podem ser utilizados
pelo particular mediante autorização,
permissão ou concessão de uso.
AUTORIZAÇÃO
Ato administrativo.
Uso facultativo do bem pelo
particular.
Interesse predominante do
particular.
Ato precário.
Remunerada ou não.
Sem prazo (regra).
Não há licitação.
Ato administrativo.
Licitação prévia.
Utilização obrigatória do bem
pelo particular, conforme a
finalidade permitida.
Equiponderância entre o interesse
público e o do particular.
Ato precário.
Sem prazo (regra).
PERMISSÃO
Remunerada ou não.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 68
Os Bens não afetados podem ser
utilizados mediante locação,
arrendamento, comodato, enfiteuse,
concessão de direito real de uso.
BENS PÚBLICOS
Contrato administrativo.
Licitação prévia.
Utilização obrigatória do bem
pelo particular, conforme a finalidade
concedida.
Interesse público e do particular
podem ser equivalentes, ou 
haver predomínio de um ou de outro.
Não há precariedade.
Prazo determinado.
CONCESSÃO
Remunerada ou não.
RESP. CIVIL DO ESTADO 
A responsabilidade civil, em apertada
síntese, nada mais é do que a obrigação de
REPARAR DANOS. 
Seu conceito vem previsto no art. 927 do
Código Civil, nos seguintes termos:
Art. 927. Aquele que,
por ato ilícito (arts.
186 e 187), causar
dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
RESP. CIVIL DO ESTADO 
Parágrafo único. Haverá obrigação de
reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei,
ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para
os direitos de outrem.
O STJ decidiu que se aplica igualmente ao
estado o previsto no art. 927, parágrafo
único, do Código Civil, relativo à
responsabilidade civil objetiva por atividade
naturalmente perigosa, irrelevante o fato de
a conduta ser comissiva ou omissiva. (STJ.
2a Turma. REsp 1869046-SP, Rel. Min.
Herman Benjamin, julgado em 09/06/2020 -
Info 674).
A responsabilidade civil da
Administração Pública é regida
por normas de direito público
que apresentam algumas
peculiaridades em
comparação ao regime de
direito privado. 
O principal fundamento
para a responsabilidade civil
da Administração Pública e
das pessoas de direito privado
prestadoras de serviços
públicos está no art. 37, § 6º,
da Constituição Federal (CF).
EVOLUÇÃO DAS TEORIAS DA
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
IRRESPONSABILIDADE DO ESTADO
A teoria da não responsabilização do
Estado pelos atos lesivos causados a
terceiros por atos de seus agentes foi
adotada nos países de regime
absolutista, nos quais vigia o pensamento
de que o Estad o, personificado no soberano
(“O Estado sou eu”), não poderia lesar os
seus súditos (“The king can do no wrong”).
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 69
A superação do estágio de
irresponsabilidade do Estado trouxe a
doutrina que preconiza a
responsabilidade estatal nos casos de
ação culposa dos agentes públicos,
adotando-se a doutrina civilista da culpa.
RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO 
Essa doutrina apresenta apenas
valor histórico, uma vez que já foi
abandonada até mesmo pela
Inglaterra (Crown Proceeding Act de
1947) e pelos Estados Unidos
(Federal Tort Claim de 1946),
principais países que a adotaram.
TEORIA DA RESPONSABILIDADE COM
CULPA (CULPA COMUM DO ESTADO)
Nesta teoria, os danos
decorrentes dos atos de
gestão, regulados pela
doutrina civilista da culpa,
eram mais facilmente
indenizáveis, no entanto,
os atos de império,
regidos por normas de
direito público, em geral
bastante favoráveis aos
interesses estatais,
dificilmente eram objeto
de responsabilidade civil.
TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA
A teoria da culpa administrativa é o estágio
de transição entre a responsabilidade
subjetiva e a responsabilidade objetiva
atualmente adotada no ordenamento
jurídico pátrio, como regra.
Ela funda-se na doutrina de Paul Duez, que
preconizava que o indivíduo lesado não
precisaria identificar o agente estatal
específico causador do dano, mas sim
comprovar o mau funcionamento do serviço
público, independentemente do agente
responsável por tal falha.
Ainda se exige uma espécie de culpa,
como demonstra o próprio nome da teoria.
No entanto, não mais se trata de uma
culpa subjetiva de um determinado agente
estatal, mas sim a culpa específica da
própria Administração Pública, também
chamada de culpa administrativa ou culpa
anônima.
TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA
A teoria do risco administrativo, na
qual a responsabilidade é objetiva,
afirma que a atuação estatal danosa
a terceiros obriga a Administração
Pública a indenizar tais danos
independentemente da existência de
culpa de determinado agente ou falta
do serviço, por exemplo. É a teoria
adotada pelo art. 37, § 6º, da CF.
Essa teoria dispensa a necessidade de
comprovação da existência de culpa pelo
resultado danoso, por isso pode resultar no
dever de indenizar tanto por atos ilícitos
quanto lícitos, desde que o indivíduo
lesado comprove a relação de causalidade
entre o fato e o dano.
A responsabilidade civil objetiva fundada no
risco administrativo não é genérica e
ilimitada, encontrando limites que podem
excluir a responsabilidade, como a culpa
exclusiva da vítima ou de terceiro e o caso
fortuito e força maior, bem como limitar o
dever de indenizar, como ocorre com a
culpa concorrente da vítima.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 70
Deve-se frisar que o referido
dispositivo regula a responsabilidade
civil nos casos de danos resultantes
de condutas comissivas dos agentes
públicos ou privados quando prestem
serviços públicos.
RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO 
TEORIA DO RISCO INTEGRAL
A teoria do risco integral leva ao
extremo a responsabilidade
objetiva estatal, reputando
suficiente apenas a presença do dano
e do nexo causal para que haja a
obrigação estatal de indenizar, não
sendo possível alegar excludentes ou
atenuantes, nem mesmo culpa
exclusiva da vítima ou de terceiros.
A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA
FUNDADA NO RISCO ADMINISTRATIVO NO
ORDENAMENTO JURÍDICO PÁTRIO (ART.
37. § 6o, DA CF)
O § 6º do art. 37 da
Constituição Federal
dispõe que as pessoas
jurídicas de direito
público e de direito
privado prestadoras de
serviços públicos
responderão pelos
danos que seus
agentes, atuando nessa
qualidade, causarem a
terceiros, assegurando
o direito de regresso
contra o agente
responsável nos casos
de dolo ou culpa.
A parte final do art. 37, § 6º, da CF
exige especial atenção, pois prevê o
direito de regresso da pessoa
jurídica de direito público ou de
direito privado prestadora de serviço
público contra o seu agente que
tenha sido o responsável pela
ocorrência do dano, nos casos em
que tenha agido com dolo ou culpa.
É importante ter em mente que há dois
liames de responsabilidade civil
distintos.
Um entre a pessoa
jurídica causadora
do dano e o terceiro
lesado, que é de
natureza objetiva
fundado no risco
administrativo e não
precisa de
comprovaçãode dolo
ou culpa.
e outro entre a pessoa jurídica
causadora do dano e o seu próprio
agente responsável pela ocorrência do
dano, fundado em uma responsabilidade
subjetiva, ou seja, que exige a
comprovação de dolo ou culpa por parte do
agente.
O agente mencionado
no art. 37, § 6º, da CF
pode ser um servidor
público estatutário,
um empregado
público ou mesmo um
empregado celetista
das pessoas privadas
prestadoras de
serviço público. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 71
RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO 
O que importa é definir se o dano
causado foi decorrente da atuação
do agente, nessa qualidade, das
pessoas jurídicas abrangidas pelo
art. 37, § 6º, da CF. 
É irrelevante saber se tal
atuação foi lícita ou ilícita.
A expressão “nessa
qualidade”, constante do
texto constitucional, deve
ser entendida no sentido de
que somente haverá
responsabilidade civil
objetiva fundada no risco
administrativo se o agente
estiver no exercício de
suas funções ou, ao menos,
a sua conduta indique um
pretexto de
exercê-la.
SOBRE A RESPONSABILIDADE DO
AGENTE, HÁ DUAS CORRENTES: 
PRIMEIRA POSIÇÃO: Aplica-se a TEORIA
DA DUPLA GARANTIA (Diogo Moreira, Hely
Lopes, STF):
Primeira garantia: A vítima deve ser
ressarcida pelos danos causados pelo
Estado; Segunda garantia: Os agentes
públicos só podem ser
responsabilizados pelo próprio Estado. 
SEGUNDA POSIÇÃO: A ação pode ser
proposta em face do Estado, agente
público ou ambos, em litisconsórcio
passivo. Celso Antônio, Gasparini,
Rafael Oliveira. Com isso, haveria a
possibilidade de só cobrar do Estado,
só do agente ou do Estado e agente
(em litisconsórcio).
RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO
A CF não trouxe previsão expressa
acerda da responsabilidade por
omissão. Em razão da divergência na
doutrina, há três correntes que
falam sobre a responsabilidade por
omissão do Estado.
1ª Corrente: Responsabilidade objetiva.
O art. 37 NÃO faz distinção entre condutas
comissivas e omissivas. Assim, para essa
corrente, as duas espécies de ato
(comissivos e omissivos) estariam sob a
égide da responsabilidade objetiva,
independe de culpa (Hely Lopes Meirelles).
2ª Corrente:
Responsabilidade
Subjetiva, com
presunção de culpa do
Poder Público, tendo em
vista que na omissão o
Estado NÃO é causador do
dano (ou seja: a omissão
não causa nada), mas atua
de forma ilícita (com culpa)
quando descumpre o dever
legal de impedir a
ocorrência do dano. 
Para essa corrente, deve-se
demonstrar que o agente que se omite
viola o dever objetivo de cuidado. (Di
Pietro, Celso Antônio Bandeira de Melo,
Carvalho Filho e precedentes do STJ).
3ª Corrente: Diferencia omissão
genérica e especifica. Nos casos de
omissão genérica, relacionadas ao
descumprimento do dever genérico de
ação (relacionado a um dever geral do
Estado), a responsabilidade é subjetiva.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 72
Diverso é o caso em que o dano é
causado por má execução da obra,
pois aqui é imprescindível
identificar quem está executando a
obra pública, se a Administração
Pública ou um particular contratado.
RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO 
Em casos de omissão específica,
quando o Estado descumpre dever
jurídico específico consubstanciado
em um dever concreto e
individualizado, a responsabilidade é
objetiva (posição do Rafael Carvalho,
Cavalieri e doutrina moderna)
No entanto, a doutrina e
jurisprudência majoritárias defendem
que, nos casos de danos por omissão
estatal, a responsabilidade civil
extracontratual seguirá as regras da
teoria da culpa administrativa.
RESPONSABILIDADE DE DANOS
DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS
Primeiramente, é relevante
saber se o dano decorrente
de obra pública foi causado
pelo chamado fato da obra
ou por má execução da
obra, bem como se a
execução está a cargo
direto da Administração
Pública ou de um particular
que tenha firmado
contrato administrativo
com o Estado para a
execução da obra.
O denominado dano pelo só fato da
obra é aquele que decorre da própria
natureza dos serviços relacionados à
execução da obra ou que seja causado
por fato imprevisível ou inevitável.
Nesses casos de danos ocorridos pelo só
fato da obra, haverá responsabilidade
civil objetiva fundada no risco
administrativo para a Administração
Pública, mesmo que a obra esteja sendo
executada por um particular que tenha
firmado com ela um contrato
administrativo para a execução da obra
pública.
Se a obra estiver sendo
executada pela
Administração, como se
trata de uma ação estatal,
a responsabilidade será
objetiva na modalidade
risco administrativo,
sendo regulada pelo art.
37, § 6º, da CF.
Garantindo-se à Administração,
inclusive, o direito de regresso, caso seja
condenada, para obter o respectivo
ressarcimento do agente responsável
pelo dano, nos casos de dolo ou culpa.
Caso a obra esteja sendo executada
por um particular que firmou contrato
administrativo com o objeto de
execução da obra pública e ocorram
danos a terceiros em razão de má
execução, a responsabilidade civil do
particular contratado será subjetiva.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 73
CONTROLE DE
LEGALIDADE:
controlador verifica a
compatibilidade do ato
com a lei ou com o
ordenamento jurídico.
RESP. CIVIL DO ESTADO 
RESPONSABILIDADE DE DANOS
DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS
Ou seja, existirá desde que
comprovado que ele agiu com dolo ou
culpa. Nessa hipótese, é importante
ressaltar a responsabilidade subsidiária
do Estado.
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
INTRODUÇÃO
O Controle da Administração Pública é o 
conjunto de instrumentos definidos pelo
ordenamento jurídico para permitir a
fiscalização da atuação estatal por
órgãos da Administração Pública,
Poderes Legislativo e Judiciário + Povo.
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI
6 ESPÉCIES DE CONTROLE:
a) Quanto ao parâmetro do controle;
b) Quanto à extensão do controle;
c) Quanto ao momento de exercício do
controle;
d) Quanto ao âmbito de atuação;
e) Quanto à inciativa;
f) Quanto à natureza do órgão controlado.
QUANTO AO PARÂMETRO DE CONTROLE: 
1) Controle de Legalidade;
2) Controle de Mérito.
CONTROLE DE MÉRITO: O parâmetro
é a conveniência e oportunidade do
ato que já foi editado.
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
CONTROLE INTERNO: Exercido dentro
de um mesmo Poder, seja por órgãos
especializados ou entre órgãos de
uma mesma identidade, sem relação
de hierarquia. Em outras palavras, é
controle exercido pela própria
administração pública.
CONTROLE EXTERNO:
Exercido por um Poder em
relação aos atos
administrativos
praticados por outro
Poder do Estado.
Exemplo: controle político
exercido pelo legislativo.
CONTROLE SOCIAL: É um controle que
vai ser exercido pela própria sociedade
em relação aos atos do Poder Público.
QUANTO AO MOMENTO DE EXERCÍCIO
DO CONTROLE
CONTROLE PRÉVIO: É o controle exercido
antes da elaboração ou da edição do ato
administrativo.
CONTROLE
POSTERIOR: É um
controle exercido
em relação a um
determinado
ato/negócio jurídico
que já foi
editado/celebrado.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 74
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
QUANTO AO ÂMBITO DE ATUAÇÃO 
POR SUBORDINAÇÃO: Realizado por autoridade hierarquicamente superior a quem
praticou o ato, ou seja, entre órgãos e agentes de uma mesma pessoa jurídica da
Administração Pública -> manifestação do poder hierárquico.
POR VINCULAÇÃO: Decorre do poder exercido pela
Administração Direta sobre entidades descentralizadas
(controle finalístico). 
Nesse caso, o ente da Administração Centralizada poderá
verificar se a entidade da Administração Indireta cumpre os
requisitos para o qual ela foi criada, mediante lei. É espécie de
controle interno.
QUANTO À INICIATIVAem
razão da deficiência da legislação. 
A prática administrativa vem suprindo
o texto escrito, e, sedimentada na
consciência dos administradores e
administrados.
PRINCÍPIOS GERAIS
DO DIREITO
Estão na base da
disciplina/alicerce.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 07
GOVERNO SOBERANO
A Soberania é o poder que tem uma
Nação de organizar-se livremente e de
fazer valer dentro do seu território a
universalidade de suas decisões para a
realização do bem comum.
ESTRUTURA DA ADMIINISTRAÇÃO ELEMENTOS DO ESTADO 
CONCEITO DE ESTADO 
O ESTUDO DO DIR. ADMINISTRATIVO
PÚBLICO, EM GERAL, COMPREENDE A
SUA ESTRUTURA E AS SUAS ATIVIDADES. 
Deve partir do conceito
de Estado, sobre o qual
repousa toda a
concepção moderna de
organização e
funcionamento dos
serviços públicos a
serem prestados aos
administrados.
Corresponde ao conjunto de instituições
no campo político administrativo que
organiza o espaço de um povo ou nação. 
Para o Estado existir, é necessário que
ele possua o seu próprio território e que
exerça sobre este a sua soberania, ou
seja, o Estado deve ser a autoridade
máxima na área a ele correspondente. 
ELEMENTOS DO ESTADO 
O Estado é constituído de três
elementos originários indissociáveis: 
POVO;
TERRITÓRIO e 
GOVERNO SOBERANO. 
POVO
Povo é a população do Estado considerada
sob o aspecto puramente jurídico, sendo
constituído por um grupo de pessoas
entendidas em sua integração em uma
ordem estatal determinada. 
Pode ser também compreendido como
o conjunto de indivíduos sujeitos às
mesmas leis. São os súditos, os
cidadãos de um mesmo Estado.
TERRITÓRIO
O território é a base física ou geográfica
de um determinado Estado, seu
elemento constitutivo, base delimitada
de autoridade.
Instrumento de poder
com vistas a dirigir o
grupo social, com tal
delimitação que se
pôde assegurar a
eficácia do poder e a
estabilidade da ordem.
PODERES DE ESTADO 
Os Poderes de Estado, na
clássica tripartição de
Montesquieu, até hoje
adotada nos Estados de
Direito, são o Legislativo,
o Executivo e o Judiciário,
independentes e
harmônicos entre si e com
suas funções
reciprocamente
indelegáveis (art. 2º, CF). 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 08
O Poder Judiciário no Brasil é
organizado no âmbito da União Federal
e de cada Estado. A Justiça da União
compreende a Justiça Federal Comum
e a Justiça Federal Especializada
(Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e
Justiça Militar). Os Estados organizam
seu Poder Judiciário, pois têm
autonomia política.
PODERES DE ESTADO 
PODER JUDICIÁRIO 
Esses Poderes são imanentes à estrutura
do Estado (diversamente dos poderes
administrativos que são incidentais e
instrumentais da Administração), a cada
um deles correspondendo uma função
que lhe é atribuída com precipuidade. 
Poder Judiciário; 
Poder Legislativo; 
Poder Executivo.
A função do Poder Judiciário
é garantir os direitos
individuais, coletivos e
sociais e resolver conflitos
entre cidadãos, entidades e
Estado. Para isso, tem
autonomia administrativa e
financeira garantidas pela
Constituição Federal.
As responsabilidades e a
estrutura desse poder são
determinadas pela principal lei
do país, a Constituição Federal.
PODERES DE ESTADO 
PODER LEGISLATIVO
Conforme a
Constituição, ao
Legislativo compete
basicamente legislar e
fiscalizar os atos do
Executivo.
No âmbito federal, o poder legislativo é
bicameral, exercido pelo Congresso
Nacional - composto pela Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal. Na
Câmara, ficam os deputados federais
e no Senado, os senadores.
No âmbito estadual, o poder legislativo é
exercido pela Assembléia Legislativa -
composta pelos Deputados Estaduais. 
No âmbito municipal, o poder
legislativo é exercido pela Câmara
Municipal - composta por Vereadores.
No Distrito Federal, o poder legislativo
é exercido na Câmara Legislativa do
Distrito Federal
PODER EXECUTIVO
Governar o povo e
administrar os
interesses públicos,
cumprindo as ordenações
legais e a Constituição do
seu país, seja no âmbito
federal, estadual ou
municipal. O executivo
tem várias faces,
depende do sistema em
que ele está inserido.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 09
São uma espécie
de norma
São uma espécie
de norma
PODERES DE ESTADO 
Na realidade isso não ocorre, uma vez
que todos os poderes têm
necessidade de praticar atos
administrativos, ainda que restritos à
sua organização e ao seu
funcionamento, e, em caráter
excepcional admitido pela Constituição,
desempenham funções e praticam atos
que, a rigor, seriam de outro Poder.
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
Celso Antônio Bandeira de
Mello afirma que o regime
jurídico administratrivo é
formado por duas "pedras
de toque" que são:
supremacia do interesse
público e
indisponibilidade do
interesse público.
SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO
Este é o princípio mais importante do
Dir. Administrativo, mesmo assim, é
interessante notar que não existe uma
previsão expressa na CF/88.
O interesse PÚBLICO prevalece sobre
o individual, RESPEITADOS os direitos e
garantias FUNDAMENTAIS.
INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE
PÚBLICO 
o PODER PÚBLICO, por meio de seus
agentes, não pode agir como bem
entender, deve seguir o ordenamento
jurídico, uma vez que seu papel é buscar o
bem comum da sociedade.
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
PRINCÍPIOS X REGRAS
Poder ser explícitos
ou implícitos 
Obrigatoriamente
devem ser expressas 
Em caso de conflito,
deve-se fazer uso
da ponderação no
caso concreto
Em caso de conflito,
deve-se utilizar
apenas uma das
regras, aniquilando
inteiramente as
demais
Solução de conflitos
leva em conta o
interesse.
Solução de conflitos
deve observar os
critérios hierárquico,
cronológico e da
especialidade
A CF/88 estabelece em seu art. 37 o rol
de princípios expressos, que são:
LEGALIDADE
O administrador só pode
agir conforme a lei. A
vontade da Administração
Pública é a vontade da lei.
IMPESSOALIDADE - A
ADMINISTRAÇÃO NÃO pode atuar
para beneficiar ou prejudicar
pessoas determinadas, mas sempre
visar o interesse PÚBLICO. 
MORALIDADE: Os administradores
devem agir de maneira ÉTICA, LEAL
e SÉRIA.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 10
RAZOABILIDADE - Este princípio serve
como um instrumento de controle da
atividade legislativa, que deve atuar
com critérios aceitáveis, racionais.
FINALIDADE - A Administração Pública
deve atender ao interesse público
visado pela lei, se não é caracterizado
como abuso de poder; acarretando
nulidade do ato.
este princípio exige
que a atividade
administrativa seja
exercida com
presteza, perfeição e
rendimento funcional.
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
PUBLICIDADE
O princípio da publicidade é um dos
pilares fundamentais do Direito
Administrativo brasileiro, assegurado
pela Constituição Federal de 1988. Esse
princípio determina que os atos
administrativos devem ser
transparentes e acessíveis ao público,
garantindo a transparência e o controle
social sobre a administração pública.
PROPORCIONALIDADE - Deve a
administração agir com bom senso,
adequando os meios utilizados aos fins
pretendidos, sendo vedado o excesso. 
a informação deve ser feita de forma
clara, pois seu objetivo é assegurar
transparência da atuação administrativa.
PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU
INFRACONSTITUCIONAIS
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
O princípio da publicidade
está consagrado no artigo
37 da Constituição Federal,
que estabelece os princípios
da administração pública,
incluindo a legalidade,
impessoalidade, moralidade,
eficiência e publicidade. 
O princípio da publicidade está
consagrado no artigo 37 da
Constituição Federal, que estabelece
os princípios da administraçãoDE OFÍCIO: realizado sem provocação da parte interessada.
PROVOCADO: depende de iniciativa da parte interessada para ser exercido.
QUANTO À NATUREZA DO ÓRGÃO CONTROLADOR 
LEGISLATIVO: Controle parlamentar
direto (manifesta a vontade popular)
ou pelo Tribunal de Contas.
ADMINISTRATIVO: Poder de autotutela da
Administração, mediante provocação ou de ofício.
JUDICIAL: realizado pelo Poder Judiciário, mediante provocação de qualquer
interessado que esteja sofrendo lesão ou ameaça de lesão. Apenas no aspecto da
legalidade; 
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	RESUMOS
	ILUSTRADOS
	RESUMO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	Marcelomapas
	Olá! Tudo bem?
	Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. O nosso conteúdo é feito com muita dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. Espero que você goste!
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	Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua compreensão e desejamos um ótimo estudo.
	Equipe Marcelomapas
	04 04 05 05 06 07 07 07 09 11 21 23 25 30 34 34 37 37 39 41 45 46 57 67 72
	SUMÁRIO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	GÊNESE E EVOLUÇÃO
	GÊNESE E EVOLUÇÃO
	ORIGEM DO DIREITO ADMINISTRATIVO
	CONTECIOSO ADMINISTRATIVO
	CONCEITO
	COMPETÊNCIA
	CONCEITO DE DIR. ADMINISTRATIVO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CONSTITUCIONALIZAÇÃO
	TENDÊNCIAS
	O Direito Administrativo tem sofrido profundas transformações, cabendo destacar as seguintes mutações e tendências:
	A constitucionalização do Dir. Administrativo teve inicío na segunda metade do séc. XX.
	Por ter acontecido uma má utilização do texto constitucional durante a 2ª guarra mundial,
	O Poder Legislativo ficou em descrédito de sua capacidade de exercer a vontade popular.
	Assim, o constitucionalismo sofreu modificações importantes e a Constituição nos países europeus passou a ter caratér normativo.
	COMPETÊNCIA
	IMPORTANTES MUDANÇAS QUE A CONSTITUCIONALIZAÇÃO TROUXE AO DIR. ADMINISTRATIVO
	INTERPRETAÇÃO
	A interpretação em Direito Administrativo deve se pautar em 3 (três) pontos básicos:
	DESIGUALDADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO E O PARTICULAR (DESIGUALDADE JURÍDICA)
	Sempre que se interpreta uma norma do direito administrativo, devemos recordar que existe uma desigualdade jurídica, uma vez que a Administração atua com base no princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	JURISPRUDÊNCIA
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	INTERPRETAÇÃO
	FONTES
	DOUTRINA
	Fonte secundária, formando o sistema teórico de princípios aplicáveis ao Direito Positivo, é elemento construtivo da Ciência Jurídica, a qual pertence a disciplina em causa.
	PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE DOS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO
	Os atos praticados pela administração são presumivelmente legítimos, ou seja, presume-se que ele foi praticado em conformidade com o ordenamento jurídico
	A doutrina é que distingue as regras que convêm ao Direito Público, e mais particularmente a cada um dos sub-ramos do saber jurídico.
	NECESSIDADE DE DISCRICIONARIEDADE
	A discricionariedade é indispensável para que o administrador possa concretizar a norma geral e abstrata prevista.
	COMPETÊNCIA
	Fonte secundária - Reiteração dos julgamentos num mesmo sentido, influencia poderosamente a construção do Direito, e especialmente a do Direito Administrativo, que se ressente de sistematização doutrinária e de codificação legal.
	FONTES
	O Direito Administrativo tem sua formação em quatro fontes principais, a saber: a lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes.
	FONTES ESCRITAS X NÃO ESCRITAS
	COSTUME
	No Direito Administrativo brasileiro o costume exerce ainda influência, em razão da deficiência da legislação.
	A prática administrativa vem suprindo o texto escrito, e, sedimentada na consciência dos administradores e administrados.
	LEI (JURIDICIDADE)
	Em sentido amplo, é a fonte primária do Direito Administrativo, abrangendo esta expressão desde a Constituição até os regulamentos executivos.
	PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Instrumento de poder com vistas a dirigir o grupo social, com tal delimitação que se pôde assegurar a eficácia do poder e a estabilidade da ordem.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ESTRUTURA DA ADMIINISTRAÇÃO
	ELEMENTOS DO ESTADO
	Pode ser também compreendido como o conjunto de indivíduos sujeitos às mesmas leis. São os súditos, os cidadãos de um mesmo Estado.
	O ESTUDO DO DIR. ADMINISTRATIVO PÚBLICO, EM GERAL, COMPREENDE A SUA ESTRUTURA E AS SUAS ATIVIDADES.
	Deve partir do conceito de Estado, sobre o qual repousa toda a concepção moderna de organização e funcionamento dos serviços públicos a serem prestados aos administrados.
	TERRITÓRIO
	O território é a base física ou geográfica de um determinado Estado, seu elemento constitutivo, base delimitada de autoridade.
	CONCEITO DE ESTADO
	COMPETÊNCIA
	Corresponde ao conjunto de instituições no campo político administrativo que organiza o espaço de um povo ou nação.
	GOVERNO SOBERANO
	A Soberania é o poder que tem uma Nação de organizar-se livremente e de fazer valer dentro do seu território a universalidade de suas decisões para a realização do bem comum.
	Para o Estado existir, é necessário que ele possua o seu próprio território e que exerça sobre este a sua soberania, ou seja, o Estado deve ser a autoridade máxima na área a ele correspondente.
	ELEMENTOS DO ESTADO
	PODERES DE ESTADO
	O Estado é constituído de três elementos originários indissociáveis:
	Os Poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Estados de Direito, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (art. 2º, CF).
	POVO
	Povo é a população do Estado considerada sob o aspecto puramente jurídico, sendo constituído por um grupo de pessoas entendidas em sua integração em uma ordem estatal determinada.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	PODER LEGISLATIVO
	Conforme a Constituição, ao Legislativo compete basicamente legislar e fiscalizar os atos do Executivo.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES DE ESTADO
	PODERES DE ESTADO
	Esses Poderes são imanentes à estrutura do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração), a cada um deles correspondendo uma função que lhe é atribuída com precipuidade.
	No âmbito federal, o poder legislativo é bicameral, exercido pelo Congresso Nacional - composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Na Câmara, ficam os deputados federais e no Senado, os senadores.
	PODER JUDICIÁRIO
	COMPETÊNCIA
	No âmbito estadual, o poder legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa - composta pelos Deputados Estaduais.
	A função do Poder Judiciário é garantir os direitos individuais, coletivos e sociais e resolver conflitos entre cidadãos, entidades e Estado. Para isso, tem autonomia administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal.
	No âmbito municipal, o poder legislativo é exercido pela Câmara Municipal - composta por Vereadores. No Distrito Federal, o poder legislativo é exercido na Câmara Legislativa do Distrito Federal
	As responsabilidades e a estrutura desse poder são determinadas pela principal lei do país, a Constituição Federal.
	PODER EXECUTIVO
	Governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo as ordenações legais e a Constituição do seu país, seja no âmbito federal, estadual ou municipal. O executivo tem várias faces, depende do sistema em que ele está inserido.
	O Poder Judiciário no Brasil é organizado no âmbito da União Federal e de cada Estado. A Justiça da União compreende a JustiçaFederal Comum e a Justiça Federal Especializada (Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar). Os Estados organizam seu Poder Judiciário, pois têm autonomia política.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES DE ESTADO
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	Na realidade isso não ocorre, uma vez que todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos, ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento, e, em caráter excepcional admitido pela Constituição, desempenham funções e praticam atos que, a rigor, seriam de outro Poder.
	PRINCÍPIOS
	REGRAS
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o regime jurídico administratrivo é formado por duas "pedras de toque" que são: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público.
	COMPETÊNCIA
	A CF/88 estabelece em seu art. 37 o rol de princípios expressos, que são:
	SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO
	Este é o princípio mais importante do Dir. Administrativo, mesmo assim, é interessante notar que não existe uma previsão expressa na CF/88.
	LEGALIDADE
	O administrador só pode agir conforme a lei. A vontade da Administração Pública é a vontade da lei.
	O interesse PÚBLICO prevalece sobre o individual, RESPEITADOS os direitos e garantias FUNDAMENTAIS.
	IMPESSOALIDADE - A ADMINISTRAÇÃO NÃO pode atuar para beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas, mas sempre visar o interesse PÚBLICO.
	INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO
	MORALIDADE: Os administradores devem agir de maneira ÉTICA, LEAL e SÉRIA.
	o PODER PÚBLICO, por meio de seus agentes, não pode agir como bem entender, deve seguir o ordenamento jurídico, uma vez que seu papel é buscar o bem comum da sociedade.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	este princípio exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional.
	PUBLICIDADE
	O princípio da publicidade é um dos pilares fundamentais do Direito Administrativo brasileiro, assegurado pela Constituição Federal de 1988. Esse princípio determina que os atos administrativos devem ser transparentes e acessíveis ao público, garantindo a transparência e o controle social sobre a administração pública.
	PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS
	RAZOABILIDADE - Este princípio serve como um instrumento de controle da atividade legislativa, que deve atuar com critérios aceitáveis, racionais.
	O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
	COMPETÊNCIA
	PROPORCIONALIDADE - Deve a administração agir com bom senso, adequando os meios utilizados aos fins pretendidos, sendo vedado o excesso.
	O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
	No Brasil, o princípio da proporcionalidade deriva do Estado Democrático de Direito, consagrado na Constituição Federal de 1988. Ele está implicitamente presente em diversos dispositivos constitucionais, especialmente no artigo 5º, que garante os direitos fundamentais, e no artigo 37, que estabelece os princípios da administração pública.
	Segundo esse dispositivo, a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deve obedecer ao princípio da publicidade, entre outros.
	EFICIÊNCIA
	a informação deve ser feita de forma clara, pois seu objetivo é assegurar transparência da atuação administrativa.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	SEGURANÇA JURÍDICA - este princípio possui dois sentidos:
	Objetivo: a necessidade de respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS
	PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS
	CONSENSUALIDADE E PARTICIPAÇÃO
	PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE - Os atos da Administração Pública são presumidos verdadeiros e feitos conforme a lei. É presunção relativa
	INDISPONIBILIDADE
	A Administração Pública não tem livre disposição dos bens e interesses públicos, porque atua em nome de terceiros, na condição de gestor da coisa pública. O poder de afirmar, renunciar ou transacionar sempre dependerá da lei.
	COMPETÊNCIA
	Subjetivo: a proteção da confiança das pessoas em relação às expectativas geradas por promessas e atos estatais.
	CONTINUIDADE
	Os serviços públicos devem ser prestados de maneira adequada e contínua, não podendo sofrer interrupções, pois há prejuízo para coletividade.
	CONFIANÇA E BOA-FÉ a confiança está atrelada à segurança jurídica, remetendo à ideia de que os atos praticados pelo poder público são legítimos e por isso devem ser preservados em nome da boa-fé.
	Hipóteses de interrupção do serviço público: em caso de emergência; por razões de segurança ou de ordem técnica; por causa de inadimplemento do usuário.
	CONFIANÇA LEGÍTIMA - a proteção da confiança do administrado por meio da exigência de atuação leal e coerente do Estado.
	AUTOTUTELA
	É a possibilidade da Administração Pública rever os seus próprios atos, ou seja, anular os atos ilegais e revogar os atos inconvenientes ou inoportunos.
	ADMINISTRAÇÃO DIRETA
	Administração Pública com letra maiúscula significa a estrutura administrativa, ou seja, representa o conjunto de órgãos, entidades, e agentes que exercem a função administrativa e representa o sentido subjetivo, formal e orgânico da palavra.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO DIRETA
	ADMINISTRAÇÃO DIRETA
	Nesse sentido, Maria Sylvia Zanella di Pietro dispõe que: “o órgão não se confunde com a pessoa jurídica, embora seja uma de suas partes integrantes; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são parcelas integrantes do todo”.
	Administração pública com letra minúscula significa a atividade administrativa, e representa o sentido objetivo, material ou funcional da palavra.
	É o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado. Estão inseridos na chefia do Executivo e nos órgãos auxiliares. (União, Estados, Distrito Federal e Municípios)
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	É o conjunto de pessoas jurídicas administrativas (não tem capacidade para legislar), com personalidade jurídica própria (aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações), que, vinculadas à administração direta, tem competência para o exercício, de forma descentralizada, de atividades administrativas.
	COMPETÊNCIA
	MUNICIPAL - Prefeito, Órgãos e Secretarias.
	CARACTERÍSTICAS DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	Os órgãos da administração direta são pessoas jurídicas de direito público e com autonomia. Nesse caso, os serviços públicos são prestados por seus próprios meios, ou seja, sem a criação de nova personalidade jurídica.
	Gozam de personalidade jurídica própria.
	Possuem patrimônio próprio. No momento da sua criação, a entidade responsável transfere parte de seu patrimônio ao novo ente, o qual terá liberdade para usá-lo.
	O órgão público não tem personalidade jurídica, razão pela qual não tem vontade própria.
	Possuem capacidade de autoadministração (autonomia técnica + administrativa).
	São meros instrumentos de ação do Estado, pois não podem ser sujeitos de direitos e obrigações. São centros de competência especializada, que garantem a especialização nas atividades prestadas e maior eficiência.
	Cuidado! Essa capacidade de autoadministração NÃO significa que elas podem definir regras para se organizarem (matéria já foi objeto de questão do CESPE).
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	Devem ter finalidade pública. NÃO poderão ter finalidade lucrativa, mas o lucro poderá ser uma consequência da atividade.
	AUTARQUIAS
	Sujeitas à supervisão ministerial (e NÃO ao poder hierárquico).
	Necessidade de lei específica paracriação das autarquias e autorização para criação dos demais entes da administração indireta, neste caso, sendo imprescindível o registro dos atos constitutivos no cartório de pessoas jurídicas ou na junta comercial para empresas estatais.
	COMPETÊNCIA
	Exemplos de autarquias: INSS, IBAMA, INCRA, conselhos de classe, Universidades Federais.
	CARACTERÍSTICAS DAS AUTARQUIAS
	NÃO possuem autonomia política, mas possuem autonomia financeira e de autorregulação.
	Possuem regime jurídico de Direito Público.
	São CRIADAS por lei específica (competência do chefe do Poder Executivo), através da descentralização por outorga ou descentralização legal. (art. 37, XIX da CF).
	OBS.: CRIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIAS TAMBÉM EXIGE LEI.
	NÃO precisa ser lei específica. A própria lei que institui a entidade pode autorizar.
	A lei deve ser minuciosa, trazendo todas as áreas de atuação da entidade de forma específica . Já a organização pode ser feita através de ato administrativo.
	Possuem personalidade jurídica própria. Possuem patrimônio próprio. Bens autárquicos são bens públicos que, portanto, se sujeitam à impenhorabilidade, à imprescritibilidade e à inalienabilidade relativa.
	ENTES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA:
	AUTARQUIAS;
	FUNDAÇÕES PÚBLICAS;
	EMPRESAS ESTATAIS.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	REGIME JURÍDICO DAS AUTARQUIAS
	Estatutário (art. 39, CF/88).
	Na promulgação da CF/88: Obrigatoriedade do regime jurídico único. Com a Reforma Administrativa (EC 19/98): Fim da obrigatoriedade do Regime Jurídico Único. Decisão liminar do STF em ADI: Retorno da obrigatoriedade do RJU, liminar com efeitos ex nunc.
	Submetem-se ao regime de precatórios, SALVO os conselhos profissionais.
	Possuem imunidade tributária recíproca em relação aos IMPOSTOS.
	COMPETÊNCIA
	CONSEQUÊNCIAS DA ADOÇÃO DO REGIME ESTATUTÁRIO
	Exige concurso público (art. 37, II, da CF); Submetem-se ao teto remuneratório (art. 37, XI, da CF); Submetem à proibição de cumulação de cargos (art. 37, XVI, da CF).
	ESPÉCIES DE AUTARQUIAS
	Possuem prerrogativas processuais. Ex.: prazo em dobro, reexame necessário.
	AUTARQUIAS PROFISSIONAIS
	Exercem atividade tipicamente pública de fiscalização sobre determinadas categorias profissionais.
	RESPONSABILIDADE CIVIL
	As autarquias possuem responsabilidade civil objetiva, com fundamento na Teoria do Risco Administrativo (art. 37, §6º, da CF/88).
	AUTARQUIAS EM REGIME ESPECIAL
	Por possuírem personalidade jurídica própria e patrimônio próprio, as autarquias respondem diretamente com o seu patrimônio. No entanto, caso não consigam arcar, o Estado responde subsidiariamente.
	são divididas em duas espécies:
	AUTARQUIAS CULTURAIS
	São as Universidades Públicas
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	CARACTERÍSTICAS:
	Autonimia pedagógica;
	Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
	escolha do reitor pelos docentes/discentes.
	mandato certo dos dirigentes.
	CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS
	Período de quarentena dos dirigentes: Durante o prazo de 6 meses ficam impedidos de exercer atividade no setor regulado, contados da exoneração ou término do mandato, sendo assegurada remuneração compensatória.
	AGÊNCIAS REGULADORAS
	Lei específica pode estabelecer prazo diferenciado.
	Criadas para fiscalizar as atividades de interesse da sociedade e executadas por particulares ou por entidades da Adm. Indireta.
	Estabilidade forçada dos dirigentes:
	É estabilidade diferenciada. Possuem mandato certo de 5 anos, vedada a recondução (Art. 6º da Lei 9986/2000).
	Funções:
	Exercem funções executivas, normativas e judicantes de Estado, NÃO desempenhando funções de governo.
	Autonomia Decisória
	CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS
	Impossibilidade de manejar recurso hierárquico impróprio - O objetivo é assegurar que a decisão final na esfera administrativa seja da autarquia, em razão da sua autonomia decisória.
	Autonomia Administrativa
	Nomeação diferenciada dos dirigentes: Nomeados pelo Presidente da República após aprovação prévia do Senado para cumprir mandato certo (demais autarquias: demissíveis ad nutum e comissionados).
	Autonomia Financeira
	Possuem recursos próprios: podem instituir as taxas regulatórias.
	Recebem dotações orçamentárias: Enviam proposta orçamentária ao Ministério ao qual estão vinculadas, para receber recursos que serão geridos pela própria agência reguladora.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	A desqualificação da fundação como agência executiva é realizada por decreto, por iniciativa do Ministério Supervisor.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	Autonomia Normativa
	CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS EXECUTIVAS
	Possuem poder normativo/regulatório.
	O fundamento do poder normativo das agências reguladoras baseia-se na técnica da deslegalização ou delegificação, segundo a qual o próprio legislador retira determinadas matérias do âmbito da lei e as passa para o âmbito do regulamento.
	O Presidente da República expede decreto, concedendo a qualidade de agência executiva.
	As agências reguladoras NÃO inovam no ordenamento jurídico, ou seja, NÃO expedem atos normativos primários.
	Gozam de dispensa de licitação para celebração de contratos, cujos limites de valor são duplicados em relação aos do art. 75, I e II, da Lei 14133/21, cf. §2º do mesmo artigo.
	Podem ter natureza de autarquia ou de fundação pública.
	Busca mais eficiência e redução de custos.
	As autarquias ou fundações temporariamente serão agências executivas, enquanto durar o contrato de gestão. É apenas um status temporário. Não se pode falar em conversão, mas mera qualificação.
	AUTARQUIAS TERRITORIAIS
	Manifestação da descentralização política com a criação de territórios. Trata-se de desmembramento político.
	Parte da doutrina ainda menciona:
	AGÊNCIAS EXECUTIVAS
	São as autarquias OU fundações públicas que celeram contrato de gestão com a Administração Pública com o objetivo de melhorar sua eficiência e reduzir custos.
	ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS
	Os consórcios públicos quando se constituem na forma de pessoa jurídica de Direito Público, assumem a forma de autarquia integrantre da Administração Indireta dos entes federativos consorciados.
	Exemplos de agências executivas: INMETRO e SUDENE.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Estão sujeitas ao regime público.
	São criadas por lei específica (são uma espécie de autarquia, por isso também chamadas de “fundações autárquicas”).
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	FUNDAÇÕES PÚBLICAS
	São pessoas jurídicas sem fins lucrativos, cujo elemento essencial é a utilização do patrimônio para a satisfação de objetivos sociais, definidos pelo instituidor.
	Possuem personalidade jurídica própria.
	CARACTERÍSTICAS DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS
	Possuem regime híbrido ou misto.
	Fundação Pública de Dir. Público:
	Fundações Públicas de Dir. Público -
	são criadas por lei ordinária específica;
	seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar.
	Fundação Pública de Dir. Privado:
	Estão sujeitas ao regime privado.
	Deve ser editada uma lei específica autorizando que o Poder Público crie a fundação. Em seguida, será necessário fazer a inscrição do estatuto dessa fundação no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando, então, ela adquire personalidade jurídica.
	Fundações Públicas de Dir. Privado -
	Sua criação é autorizada por lei ordinária específica e após o registro no cartório competente; seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar.
	A fundação é um patrimônio afetado (destinado) à realização de um fim, possuindo, por essa razão, personalidade jurídica própria distinta de seu instituidor.
	Atividade.
	Fundação Pública de Dir. Público:
	Atividades típicas de Estado;
	Fundação Pública de Dir. Privado:
	Desse modo, o instituidor da fundação separa (destaca) um determinado patrimônio (dinheiro, imóveis, créditos etc.) declarando que esses bens serão utilizados para a realização de um objetivo específico.Exemplo a “FUNAI"
	Atividades de conteúdo econômico passíveis de delegação.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	São regidas por um regime predominantemente privado, chamado por alguns de regime híbrido, sui generis.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	EMPRESAS ESTATAIS
	As Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM) são pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública Indireta.
	Patrimônio.
	Fundação Pública de Dir. Público: Bens públicos.
	Fundação Pública de Dir. Privado: Bens privados (em regra).
	Regime de pessoal.
	Fundação Pública de Dir. Público: Estatutário.
	Fundação Pública de Dir. Privado: Celetista.
	COMPETÊNCIA
	Isso porque, por mais que sejam influenciadas pelo regime privado, possuem características do regime de direito público. Exemplo: EMBRAPA.
	Ambas se sujeitam à vedação ao acúmulo de cargos; necessidade de realizar concurso público; teto remuneratório previsto na CF/88.
	Tanto as fundações públicas de direito público quanto as de direito privado possuem imunidade tributária de impostos sobre rendas, bens ou serviços, conforme dispõe o artigo 150, inciso VI, alínea “a” e §2º, da CF.
	A Lei 13.303/16 estabelece o estatuto jurídico das empresas estatais (empresas públicas, SEM e suas subsidiárias e demais empresas privadas controladas pelo Estado).
	SOMENTE as Fundações Públicas de Dir. Público:
	Criação das Estatais
	Em regra, a estatal precisa de lei autorizativa para a sua criação, bem como para a criação de suas subsidiárias e participação em outras empresas privadas, conforme art. 37, XIX e XX, da CRFB/88 e art. 2º, §§1º e 2º, da Lei 13.303/16 (ressalvadas as exceções do §3º).
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Empresas Públicas: Justiça Federal.
	Sociedade de Economia Mista: Justiça Estadual.
	EXCEÇÕES: serão processadas na JF:
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	Ressalta-se que, quanto às empresas subsidiárias, o STF entende pacificamente que não seria necessária uma lei específica autorizando a criação de cada subsidiária, bastando uma autorização legal genérica.
	Forma Societária
	Empresas Públicas: Qualquer forma societária.
	Sociedade de Economia Mista: Somente sociedade anônima.
	Competência
	Vale lembrar, contudo, que é necessária uma lei específica para a criação de cada estatal (“empresa-mãe”).
	COMPETÊNCIA
	▪ Se a União intervier como assistente ou opoente;
	▪ MS contra ato ou omissão do dirigente da sociedade de economia mista federal, investido em função administrativa.
	Finalidades
	Pode ter duas finalidades:
	Regime de pessoal:
	Capital
	Empresas Públicas: capital 100% público;
	Sociedade de Economia Mista: capital misto (maior parte público).
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Imunidade tributária
	Se atuam em regime concorrencial: NÃO gozam de imunidade;
	Se prestadoras de serviços públicos não remunerados por preços públicos ou tarifas OU se estatais que exercem atividades monopolizadas: Gozam de imunidade.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	Os contratos terão prazo máximo de 5 anos, salvo:
	▪ Projetos contemplados no plano de negócios e investimentos; ▪ Prática rotineira de mercado e a imposição desse prazo inviabilize ou onere excessivamente o negócio.
	Administradores
	Os administradores das SEM e EP devem ser (art. 17 da Lei 13303/16):
	Patrimônio
	Bens privados, mas sofre modulações de direito público, especificamente no tocante à alienação, que depende do cumprimento das exigências do art. 49 da Lei 13303/16, com redação dada pela Lei 14.002/20.
	COMPETÊNCIA
	Controle
	Sujeição ao controle do Tribunal de Contas. O STF entendeu existir esse controle, pois na instituição das empresas estatais haveria contribuição do erário (patrimônio público).
	Precatório
	Somente as EP e SEM que prestam serviços públicos submetem-se ao regime de precatórios.
	PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO SETOR
	Na doutrina tradicional, a divisão dos chamados "setores" se dá da seguinte forma:
	Licitação e contratos
	A Lei das Estatais passou a disciplinar a realização de licitações e contratos no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, independentemente da natureza da atividade desempenhada (prestadora de serviço ou exploradora de atividade econômica).
	1° SETOR - ESTADO
	Formado pela Administração Direta (Ente federativo, órgãos, cargos, funções e agentes) e Administração Indireta (autarquias, agências reguladoras e Conselhos profissionais, com exceção da OAB, fundações, consórcios públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista).
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
	2° SETOR - MERCADO
	São os agentes privados: delegatários, concessionárias, permissionários e autorizatários.
	PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS POR SEREM PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO:
	3° SETOR - ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL SEM FINS LUCRATIVOS
	São os colaboradores: serviços sociais autônomos, organizações sociais, OSCIP, OSC e entidades de apoio.
	ENTIDADES DO 3º SETOR
	COMPETÊNCIA
	ESPÉCIES:
	1) Sistema S - Serviço Social Autônomo; 2) Sistema OS - Organização Social 3) Sistema OSCIP - Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público; 4) Sistema OSC - Organizações da Sociedade Civil; 5) Fundações de apoio.
	As entidades do 3º Setor são particulares em colaboração, sem fins lucrativos, que atuam ao lado do Estado na prestação de serviços públicos e atividades de interesse social, mediante vínculo formal de parceria com o Estado.
	Em outras palavras: são entidades privadas que não integram a estrutura da Administração Pública Direta ou Indireta!
	ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
	CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
	● São criadas pela iniciativa privada (“particulares em colaboração”); ● Não integram formalmente a Administração Pública; ● A criação depende de lei autorizativa; ● Possuem vínculo legal ou negocial com o Estado; ● Não possuem finalidade lucrativa; ● Recebem benefícios públicos; ● Possuem regime jurídico de direito privado; ● Adquirem personalidade jurídica com a inscrição do estatuto em cartório próprio; ● Prestam atividades privadas de interesse social (serviços não exclusivos de Estado).
	PRINCÍPIOS
	PLANEJAMENTO - é a elaboração e atualização de planos de governo, e a previsão de gastos em orçamento.
	COORDENAÇÃO - vinculada diretamente à hierarquia, visa a garantir uma maior eficiência na execução das atividades públicas.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	O Estado pode criar a pessoa jurídica para transferir a atividade (administração indireta) ou pode realizar um contrato de concessão, ou permissão de serviço público (com pessoa jurídica ou pessoa física).
	CARACTERÍSTICAS DA DESCENTRALIZAÇÃO:
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
	ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
	DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA:
	É a transferência da prestação de serviços do ente federativo para outras pessoas jurídicas especializadas na execução dessas atividades.
	Na DESCENTRALIZAÇÃO, o Estado vai transferir a execução da atividade para outra pessoa, seja física ou jurídica, integrante ou não da Administração.
	DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:
	Extensão de uma competência administrativa entre agentes públicos, dentro de uma mesma estrutura hierárquica de forma expressa e transitória;
	COMPETÊNCIA
	CONTROLE
	Exercido em todos os níveis e órgãos do governo.
	Deslocamento para uma nova pessoa (física ou jurídica);
	Transferência para pessoa da Administração indireta ou particulares;
	NÃO existe hierarquia, mas há controle e fiscalização (relação de vinculação, mas NÃO de subordinação).
	DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃ0
	Na DESCONCENTRAÇÃO, o que o Estado faz é distribuir, dentro da sua estrutura, as atividades estatais.
	Tenha em mente que a descOncentração dá origem aos Órgãos públicos.
	ESPÉCIES DE DESCENTRALIZAÇÃO
	Outorga/ descentralização legal/por serviços ou funcional.
	Transfere a execução e a titularidade
	Distribuição de competência dentro da mesma pessoa jurídica;
	Pode ocorrer tanto na AdministraçãoDireta quanto na Administração Indireta;
	Decorre do poder hierárquico (relação de subordinação).
	Destina-se às pessoas jurídicas de direito público especializadas;
	Requer lei específica;
	Dá origem às entidades da Administração Indireta.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	REGRA: é que os órgãos públicos sejam criados e extintos por lei ordinária. E, em regra, a lei será de iniciativa do chefe do Executivo.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	5. Presentes tanto na Administração direta como na Administração indireta; 6. NÃO possuem patrimônio próprio.; 7. NÃO podem ser sujeitos de direitos ou de obrigações; 8. NÃO celebram contrato (exceto o contrato de gestão), contudo, o órgão realiza licitação, gestão e exercício do contrato, ficando a cargo do ente personalizado a celebração do contrato.
	Delegação /descentralização por colaboração
	Só transfere a execução (e não a titularidade);
	Entidades de direito privado;
	Formalizada por ato unilateral ou contrato;
	Dá origem às concessionárias e permissionárias.
	CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE ÓRGÃOS
	Descentralização Territorial ou Geográfica:
	COMPETÊNCIA
	Típica da França e Itália; NÃO admitida no Brasil desde a Proclamação da República.
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	Existem algumas exceções em relação à iniciativa da lei:
	Iniciativa do Congresso Nacional (art. 48, XI, da CF/88)
	Órgãos públicos são centros de atribuições que resultam da desconcentração administrativa.
	Sua criação se justifica pela necessidade de especializar as funções, com o intuito de tornar a atuação estatal mais eficiente.
	Para a criação de órgãos no Poder Judiciário, a iniciativa será do presidente do próprio TJ (art. 96, II, “c” e “d”, da CF/88).
	CARACTERÍSTICAS
	No âmbito do MP, a iniciativa para a criação de órgãos será do chefe da instituição, ou seja, PGJ ou PGR (art. 127, §2º, da CF/88).
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	CAPACIDADE PROCESSUAL
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	TEORIAS SOBRE A RELAÇÃO ESTADO X AGENTES
	TEORIA DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA/ TEORIA DO ÓRGÃO:
	TEORIA DA IDENTIDADE:
	TEORIA DA REPRESENTAÇÃO:
	COMPETÊNCIA
	TEORIA DO MANDATO:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	ÓRGÃOS PÚBLICOS
	CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS
	COMPETÊNCIA
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	COMPETÊNCIA
	ESPÉCIES DE PODERES ADMINISTRATIVOS
	EXCESSO X DESVIO DE PODER
	PODER VINCULADO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato.
	PODER DISCRICIONÁRIO
	A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade.
	FUNÇÃO:
	Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público.
	COMPETÊNCIA
	AVOCAR
	O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal.
	Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados.
	Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega.
	Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade.
	PODER DISCIPLINAR
	Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo.
	Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração.
	PODER HIERÁRQUICO
	Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial.
	Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato.
	PODER DISCRICIONÁRIO
	A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade.
	FUNÇÃO:
	Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público.
	COMPETÊNCIA
	AVOCAR
	O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal.
	Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados.
	Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega.
	Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade.
	PODER DISCIPLINAR
	Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo.
	Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração.
	PODER HIERÁRQUICO
	Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial.
	Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	O Estado detém a atividade dos particulares que se revelar contrária, nociva ou inconveniente ao bem-estar social, ao desenvolvimento e a segurança nacional.
	VÍNCULO
	FUNCIONAL
	CONTRATUAL
	A razão do poder de polícia é o interesse social e o seu fundamento está na supremacia geral que o Estado exerce em seu território sobre as pessoas, bens e atividades, supremacia que se revela nos mandamentos constitucionais e nas normas de ordem pública.
	PODER REGULAMENTAR
	Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e possibilitar sua efetiva aplicação.
	COMPETÊNCIA
	Seu alcance é apenas de norma complementar à lei; não pode, pois, a Administração, alterá-la a pretexto de estar regulamentando-a.
	Polícia administrativa - incide sobre bens, direitos e atividades, ao passo que as outras atuam sobre as pessoas, individualmente ou indiscriminadamente.
	É regulada pelo Direito Administrativo, é exercida pela Polícia Militar, Polícia Federal e órgãos administrativos de caráter fiscalizador. Atua sob bens, direitos e atividades.
	Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo.
	PODER DE POLÍCIA
	É a faculdade que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado.
	Polícia judiciária - É regulada pelo Direito Processual Penal, exercida pela Polícia Civil e Polícia Federal.
	Em linguagem menos técnica, podemos dizer que o poder de polícia é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual
	Repressiva;
	Atua Sobre pessoas;
	Investiga ilícitos penais.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	TÉCNICAS DE ORDENAÇÃO
	O poder de polícia usa para alcançar seus objetivos:AUTOEXECUTORIEDADE
	A autoexecutoriedade, ou seja, a faculdade da Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus próprios meios, sem intervenção do judiciário.
	Com efeito, no uso desse poder, a Administração impõe diretamente as medidas ou sanções de polícia administrativa necessárias à contenção da atividade anti-social que ela visa a obstar
	PREVENTIVA - Disposições genéricas. Regulamentam comportamentos.
	REPRESSIVA - a função repressiva consiste em: punição aos infratores da lei penal.
	COMPETÊNCIA
	FISCALIZADORA - Identifica riscos atuais de lesões a normas ou direitos.
	COERCIBILIDADE
	A coercibilidade, isto é, a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração, constitui também atributo do poder de polícia.
	ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA
	Realmente, todo ato de polícia é imperativo (obrigatório para seu destinatário), admitindo até o emprego da força pública para seu cumprimento, quando resistido pelo administrado.
	O poder de polícia administrativa tem atributos específicos e peculiaridades ao seu exercício, são eles: a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade.
	MEIOS DE ATUAÇÃO
	Atuando a polícia administrativa de maneira preferentemente preventiva, ela age por ordens e proibições, mas sobretudo...
	DISCRICIONARIEDADE
	A discricionariedade traduz-se como na livre escolha, pela Administração, da oportunidade e conveniência de exercer o poder de polícia.
	Como de aplicar as sanções e empregar os meios conducentes a atingir o fim colimado, que a proteção de algum interesse público.
	Por meio de normas limitadoras e sancionadoras da conduta daqueles que utilizam bens ou exercem atividades que possam afetar a coletividade, estabelecendo as denominadas limitações administrativas.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	PODERES ADMINISTRATIVOS
	SANÇÕES
	NECESSÁRIA DISTINÇÃO
	COMPETÊNCIA
	CONDIÇÕES DE VALIDADE
	CONCEITO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	ATÍPICOS
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato:
	TÍPICOS
	Praticados pela Administração no uso de seus poderes administrativos.
	Adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados, ou a si própria.
	ATOS ADMINISTRATIVOS X ATOS DA ADMINISTRAÇÃO
	Nem todo ato praticado pela Administração Pública é ato administrativo, sendo o ato da administração mais amplo do que a noção de ato administrativo.
	Em outras palavras, são atos jurídicos que decorrem de vontade humana e repercutem na vida real, originando nas mãos de um agente público.
	COMPETÊNCIA
	Para a corrente majoritária os atos da Administração são atos jurídicos praticados pela Administração Pública que não se enquadram no conceito de atos administrativos, como os atos legislativos expedidos no exercício da função atípica, os atos políticos definidos na CF, os atos regidos pelo direito privado e os atos materiais.
	ENTRETANTO....
	Fato administrativo é toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa, tal como a construção de uma ponte, a instalação de um serviço público, etc.
	Inexistem, na esfera do Direito Administrativo, atuações totalmente discricionárias, haja vista a definição legal com critérios objetivos de determinados elementos dos atos administrativos, mesmo nos discricionários.
	Até mesmo os elementos do ato administrativo que podem ter feição discricionária (como motivo e objeto), quando devidamente regulamentados ou discriminados pela Lei, passam a ser vinculados, perdendo o caráter discricionário.
	Atos Políticos ou de Governo
	Quando há exercício da função política e podem exercê-la os membros do Legislativo, Judiciário e do Executivo
	Atos Privados ou de Gestão
	São os atos da Administração Pública regidos pelo direito privado, em que a Administração atua sem prerrogativas, como se particular fosse.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DICA : COM FI FOR M OB
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	Atos Materiais
	Também chamados de FATOS ADMINISTRATIVOS, já que não manifestam a vontade do Estado, sendo atos de mera execução de atividade. Ex: demolição de um prédio.
	REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO
	ELEMENTOS OU REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO
	Competência, Forma, Objeto, Finalidade e Motivo
	FASES DE CONSTITUIÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
	1 - Perfeição (ou existência)
	A perfeição diz respeito às etapas de formação do ato, exigidas por lei para que ele produza efeitos. Assim:
	COMPETÊNCIA
	3 - Eficácia
	Aptidão para a produção de efeitos concedida ao ato administrativo. Alguns têm eficácia imediata, logo após a publicação, mas outros podem ter sido editados com previsão de termos iniciais ou condições suspensivas - chamados de atos pendentes.
	Ato perfeito é aquele que completou o processo, todas as etapas de formação.
	Para a prática do ato administrativo a competência é a condição primeira de sua validade. Nenhum ato - discricionário ou vinculado - pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo.
	Ato imperfeito o é aquele que ainda está em formação.
	2 - Validade (ou regularidade)
	A validade é a compatibilidade entre o ato jurídico e o disposto na norma legal, só podendo ser analisado se o ato for, ao menos, existente (perfeito).
	COMPETÊNCIA
	Entende-se por competência administrativa o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções. A competência resulta da lei e por ela é delimitada.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	ATOS ADMINISTRATIVOS
	FINALIDADE
	OBJETO
	COMPETÊNCIA
	FORMA
	FORMA
	ATOS DE DIREITO PRIVADO PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO
	PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO
	ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO
	PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE
	COMPETÊNCIA
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	IMPERATIVIDADE
	QUANTO AOS DESTINATÁRIOS
	EXIGIBILIDADE
	ATOS GERAIS
	AUTOEXECUTORIEDADE
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	Assim, um decreto individual não pode contrariar um decreto geral ou regulamentar em vigor.
	ATOS EXTERNOS
	Atos administrativos externos, ou, mais propriamente, de efeitos externos, são todos os que alcançam os administrados, os contratantes, e, em certos casos, os próprios servidores, provendo sobre seus direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração.
	ATOS INDIVIDUAIS
	Atos administrativos individuais ou especiais são todos os que se dirigem a destinatários certos, criando-lhes situação jurídica particular.
	Tais atos, quando de efeitos internos ou restritos a seus destinatários, admitem comunicação direta para início de sua operatividade ou execução.
	COMPETÊNCIA
	Considera-se, ainda, atos externos todas as providências administrativas que, embora não atinjam diretamente o administrado, produzem efeitos fora da repartição que as adotou, como também as que onerem a defesa ou o patrimônio público.
	Se referem a mais de um destinatário
	ATOS SINGULARES
	Se destinam a um único sujeito descrito na conduta.
	QUANTO AO ALCANCE
	ATOS INTERNOS
	QUANTO AO OBJETO
	ATOS DE IMPÉRIO
	Atos de império ou de autoridade são todos os que a Administração pratica usando de sua supremacia do interesse público sobre o privado.
	É o que ocorre nas desapropriações, nas interdições de atividade, nas ordens estatutárias.
	Atos administrativos internos são destinados a produzir efeitos no recesso das repartições administrativas, e por isso mesmo incidem, normalmente, sobre os órgãos e agentes da Administração que os expediram.
	ATOS DE GESTÃO
	Atos de gestão são os que a administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os destinatários.
	São atos de operatividade caseira, que não produzem efeitos em relação à estranhos. Os atos administrativos internos podemser gerais e especiais, normativos, ordinatórios, punitivos e de outras espécies, conforme as exigências do serviço público.
	Ocorre nos atos puramente de Administração dos bens, serviços públicos e nos negócios com os particulares que não exigem coerção sobre os interessados.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	ATOS COMPOSTO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	ATOS DE EXPEDIENTE
	ATOS DISCRICIONÁRIOS
	QUANTO À FORMAÇÃO
	ATOS SIMPLES
	QUANTO AO GRAU DE LIBERDADE
	ATOS VINCULADOS
	COMPETÊNCIA
	ATO COMPLEXO
	ATOS DISCRICIONÁRIOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM
	QUANTO AOS RESULTADOS
	QUANTO À ESTRUTURA
	ATOS CONCRETOS
	ATOS AMPLIATIVOS
	ATOS RESTRITIVOS
	QUANTO AO CONTEÚDO
	ATOS ABSTRATOS
	COMPETÊNCIA
	QUANTO AOS EFEITOS
	ATOS CONSTITUTIVOS
	ESPÉCIES DE ATOS
	ATOS NORMATIVOS
	ATOS DECLARATÓRIOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	ESPÉCIES DE ATOS
	ESPÉCIES DE ATOS
	ATOS ORDINATÓRIOS
	ATOS PUNITIVOS
	ATOS ORDINATÓRIOS
	COMPETÊNCIA
	ATOS NEGOCIAIS
	ATOS ENUNCIATIVOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	DOS MOTIVOS DETERMINANTES
	DOS MOTIVOS DETERMINANTES
	ESGOTAMENTO DO CONTEÚDO JURÍDICO É A EXTINÇÃO NATURAL.
	RENÚNCIA
	COMPETÊNCIA
	EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
	DESAPARECIMENTO DA PESSOA OU COISA SOBRE A QUAL O ATO RECAI
	EXTINÇÃO NATURAL
	RETIRADA
	ANULAÇÃO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
	EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
	O Poder Judiciário, além da própria Administração, também pode anular os atos administrativos com vícios de ilegalidade, desde que o faça mediante provocação, possuindo a administração o prazo decadencial de 05 (cinco) anos para anular atos administrativos ampliativos, salvo no caso de má-fé do beneficiário.
	NÃO há previsão de limite temporal para a revogação dos atos administrativos.
	Tanto na anulação quanto na revogação NÃO há o efeito repristinatório.
	TEORIA DA APARÊNCIA:
	A nomeação de servidor sem concurso público é nula, mas os atos praticados são válidos, em atenção ao princípio da segurança jurídica.
	Não se admite revogação:
	I. Atos que geram direito adquirido; II. Atos já exauridos; III. Atos vinculados; IV. Atos enunciativos (certidões, pareceres, atestados); V. Atos preclusos no curso de procedimento administrativo; VI. Atos ilegais.
	COMPETÊNCIA
	Na anulação, NÃO há o efeito repristinatório. Em regra, NÃO há dever de indenizar, exceto se o particular comprovadamente sofreu dano especial para a ocorrência do qual não tenha colaborado.
	REVOGAÇÃO
	A doutrina admite a possibilidade de indenização aos particulares prejudicados pela revogação, desde que tenha ocorrido a extinção antes do prazo fixado para permanência da vantagem.
	Extinção do ato administrativo por motivo de oportunidade e conveniência (razões de mérito), produzindo efeitos ex nunc e mantendo os atos já produzidos.
	Toda revogação pressupõe, portanto, um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público.
	CASSAÇÃO
	Ocorre quando o beneficiário do ato deixa de cumprir os requisitos de quando teve o ato deferido.
	É hipótese de ilegalidade superveniente por culpa do beneficiário.
	É competência exclusiva da Administração Pública. O Judiciário NÃO possui competência para examinar o mérito do ato administrativo.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	OFICIALIDADE (IMPULSO OFICIAL)
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	EXTINÇÃO DOS ATOS ADM
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	CADUCIDADE
	PRINCÍPIOS DO PROCESSO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	COMPETÊNCIA
	PROCESSO X PROCEDIMENTO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO:
	DEVIDO PROCESSO LEGAL
	PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	MOTIVAÇÃO (OBRIGATÓRIA)
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA
	VERDADE REAL
	DIREITO À INFORMAÇÃO
	LEGALIDADE
	COMPETÊNCIA
	INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS
	GRATUIDADE
	INFORMALISMO OU FORMALISMO MODERADO
	FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO (LEI 9.784/99)
	1 - INSTAURAÇÃO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	2 - INSTRUÇÃO PROCESSUAL, DEFESA E RELATÓRIO
	COMPETÊNCIA
	PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO NOS CASOS PREVISTOS NO ART. 69-A:
	3- DECISÃO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	No âmbito da Administração Pública federal, as decisões administrativas que exijam a participação de 3 (três) ou mais setores, órgãos ou entidades poderão ser tomadas mediante decisão coordenada.
	Se faz por ato administrativo devidamente fundamentado, desde que comprovados os requisitos estampados na lei de inutilidade ou impossibilidade da decisão, ou até mesmo prejudicialidade por fatos posteriores.
	Decisão coordenada: é a instância de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de simplificar o processo administrativo mediante participação concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos responsáveis pela instrução técnico-jurídica.
	COMPETÊNCIA
	A manifestação de desistência do processo pelo interessado NÃO gera, necessariamente, extinção do feito, podendo a Administração Pública dar continuidade do processo, se exigido pelo interesse público.
	I - de licitação; II - relacionados ao poder sancionador; ou III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos.
	ANULAÇÃO - ART. 53
	Dever da administração, admitido o exercício também pelo Poder Judiciário. Ocorre quando houver ilegalidade do ato por vícios insanáveis.
	NÃO se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos:
	A declaração possui efeitos retroativos (ex tunc),sendo que, em relação a terceiros de boa-fé, devem ser preservados os efeitos produzidos na vigência do ato administrativo
	A conclusão dos trabalhos da decisão coordenada será consolidada em ata.
	Até a assinatura da ata, poderá ser complementada a fundamentação da decisão da autoridade ou do agente a respeito de matéria de competência do órgão ou da entidade representada.
	Sujeito a prazo decadencial de 5 anos, no caso de atos com destinatários de boa-fé
	REVOGAÇÃO - ART. 53
	É uma escolha da administração, não se admitindo o exercício pelo Poder Judiciário, quando no exercício da função jurisdicional.
	A ata será publicada por extrato no Diário Oficial da União.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Quanto aos membros do Tribunal de Contas o STF já se pronunciou, no sentido de que eles se enquadram na categoria de agentes administrativos.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	PROCESSO ADMINISTRATIVO
	AGENTES PÚBLICOS
	Embora se trate de matéria controversa, para fins de concurso público, o STF já se manifestou, no sentido de considerar os membros da Magistratura e do Ministério Público como agentes políticos (RE 228977/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j. 05/03/2002).
	Ocorre por razões de conveniência e oportunidade.
	A declaração possui efeitos não retroativos (ex nunc).
	Pode ser realizada a qualquer tempo
	AGENTES PÚBLICOS
	Agente público é termo com sentido amplo. Significa o conjunto de pessoas que, a qualquer título, exerce uma função pública, remunerada ou gratuita, definitiva ou transitória, política ou jurídica.
	COMPETÊNCIA
	Logo, agente público envolve todo mundo que tenha, de qualquer sorte, a qualquer título e em qualquer tempo, vínculo com o Poder Público.
	Há dois requisitos para a caracterização do agente público:
	Requisito objetivo: a natureza estatal da atividade desempenhada.
	2 - PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO
	Os particulares em colaboração com o poder público são aqueles que, sem perderem a qualidade de particulares, atuam, em situações excepcionais, em nome do Estado, mesmo em caráter temporário, independentemente do vínculo jurídico estabelecido.
	Requisito subjetivo: a investidura na atividade.
	1 - AGENTES POLÍTICOS
	DESIGNADOS:
	São aqueles agentes públicos que atuam no exercício da função política de Estado. Têm cargos estruturais e inerentes à organização política do país e exercem a vontade superior do Estado.
	São pessoas requisitadasou designadas para, transitoriamente colaborarem com o Estado. Exercem múnus público.
	São chamados de “agentes honoríficos”. Exs.: os mesários, os jurados e os agentes militares conscritos;
	Na doutrina, é indiscutível que os detentores de mandato eletivo e os secretários e os ministros do Estado são agentes políticos.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	AGENTES PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	VOLUNTÁRIOS:
	DELEGADOS:
	CREDENCIADOS:
	COMPETÊNCIA
	3 - SERVIDORES ESTATAIS
	PRINCÍPIOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
	DEVE OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO TEXTO CONSTITUCIONAL, E:
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	COMPETÊNCIA
	CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Os serviços divisíveis (uti singuli), podem ser classificados em compulsórios ou facultativos.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	Serviços públicos exclusivos delegáveis: São os serviços que devem ser necessariamente prestados pelo Estado, que pode realizar a prestação diretamente ou mediante delegação aos particulares.
	São serviços indivisíveis, pois não é possível dividir o ônus da prestação em proporção igual à utilização. Por isso, são custeados pela receita geral decorrente da arrecadação dos impostos.
	Ex.: Os serviços de iluminação pública e de limpeza pública.
	Ex.: Ex.: Os serviços de transporte público e de energia elétrica.
	Serviços públicos de delegação obrigatória: São os serviços de radiodifusão sonora e radiodifusão de sons e imagens (rádio e televisão), regulamentados no art. 223 da CF.
	COMPETÊNCIA
	SERVIÇOS COMPULSÓRIOS
	Ex.: Os serviços de saúde, educação e previdência.
	SERVIÇOS UTI SINGULI OU INDIVIDUAIS
	AINDA, os serviços públicos podem ser divididos com base na forma de fruição dessas atividades pelos usuários:
	SERVIÇOS FACULTATIVOS
	são aqueles prestados a toda coletividade. São serviços divisíveis, haja vista a possibilidade de se dividir a utilização entre os usuários, distribuindo o ônus da prestação de forma proporcional à utilização individual.
	Exs.: A energia elétrica e o uso da linha telefônica.
	Em relação à forma de prestação, os serviços públicos podem ser classificados em próprios ou impróprios.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PRÓPRIOS
	SERVIÇOS IMPRÓPRIOS
	COMPETÊNCIA
	CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
	PODER CONCEDENTE
	CONCESSIONÁRIA
	A CONCESSÃO COMUM PODE SER CLASSIFICADA EM DUAS ESPÉCIES:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	TRANSFERÊNCIA DA CONCESSÃO
	COMPETÊNCIA
	DURAÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO
	SUBCONTRATAÇÃO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	INTERVENÇÃO
	EXTINÇÃO DA CONCESSÃO
	COMPETÊNCIA
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	COMPETÊNCIA
	RESCISÃO CONSENSUAL (OU BILATERAL)
	RESCISÃO JUDICIAL
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	A reversão pode ser onerosa, quando o poder concedente tem o dever de indenizar o conncessionário que adquiriu os bens com capital próprio ou gratuita, quando a tarifa já tiver levado em conta o ressarcimento do concessionário pelos recursos utilizados.
	NATUREZA JURÍDICA
	Com o advento da CF/88 e da Lei 8.987/95, as permissões de serviço público passaram a ter natureza jurídica de contrato de adesão.
	LICITAÇÃO
	De acordo com o art. 14 da Lei 8.987/95, toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório.
	COMPETÊNCIA
	DIFERENÇAS ENTRE A CONCESSÃO E A PERMISSÃO
	CONCESSÃO
	PERMISSÃO
	PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
	De acordo com o art. 2º, IV, da Lei 8.987/95, a permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
	AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
	A autorização é um ato administrativo precário, unilateral, discricionário.
	A Administração Pública pode analisar a autorização, conforme os critérios de conveniência e de oportunidade, dentro dos limites da lei.
	Ademais, todas as regras aplicáveis à concessão serão aplicáveis à permissão, nos termos do art. 40, parágrafo único, da Lei 8.987/1995.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP)
	A) A AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PÚBLICO:
	COMPETÊNCIA
	B) A AUTORIZAÇÃO DE POLÍCIA:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	A Administração Pública não disponibilizará recursos financeiros para o custeio integral dos empreendimentos contratados, de modo que cabe ao parceiro privado efetivar os investimentos necessários à prestação do serviço e eventual execução da obra.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	B) CONCESSÃO ADMINISTRATIVA:
	FINANCIAMENTO DO SETOR PRIVADO
	A concessão administrativa apresenta algumas peculiaridades, quais sejam: o grande vulto do investimento do parceiro privado, bem como a impossibilidade de celebração do contrato somente para a prestação do serviço.
	COMPETÊNCIA
	PLURALIDADE COMPENSATÓRIA
	O art. 6º da Lei 11.079/2004 estabelece que a contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria público-privada poderá ser feita por:
	Ex.: contrato firmado com uma determinada empresa para que ela execute a construção de um presídio federal, de modo que, posteriormente, ficará responsável pela prestação do serviço penitenciário.
	I – ordem bancária; II – cessão de créditos não tributários; III – outorga de direitos em face da Administração Pública; IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais; V – outros meios admitidos em lei.
	CARACTERÍSTICAS DA PPP
	Por se tratar de contratos especiais, a lei define algumas regras à parceria público-privada que não são admitidas em outras avenças firmadas com o poder público.
	GARANTIAS DO PARCEIRO PÚBLICO
	De acordo com o art. 8º da Lei 11.079/04, as obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante:
	Compartilhamento de riscos e de ganhos decorrentes da redução do risco o pagamento feito pela Administração não pode ocorrer antes da disponibilIzação do serviço, sob pena de ilegalidade da medida (art. 7º, caput, da Lei 11.079/2004).
	I – vinculação de receitas, observado o disposto no inciso IV do art. 167 da Constituição Federal; II – instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei;
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	CONSÓRCIOS PÚBLICOS
	A Lei 11.107/05 foi editada para regulamentar o art. 241 da CF, segundo a qual os consórcios públicos são uma forma de gestão associada de entes federativos na prestação de serviços públicos.
	III – contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não sejam controladas pelo Poder Público; IV – garantia prestada por organismos internacionais ou instituições financeiras que não sejam contro- ladas pelo Poder Público; V – garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para essa finalidade; VI – outros mecanismos admitidos em lei.
	No consórcio público há vontades convergentes entre os consorciados. Ou seja, a vontade dos consorciados são idênticas, referindo-se à prestação de determinado serviço público com a finalidade de atender a interesse comum.
	DIRETRIZES DA LEI 11.079/2004
	As diretrizes para uma PPP estão previstas no art. 4º da Lei 11.079/2004:
	COMPETÊNCIA
	I – eficiência no cumprimento das missões de Estado e no emprego dos recursos da sociedade;
	CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO
	IV – responsabilidade fiscalna celebração e execução das parcerias;
	A criação do consórcio forma uma nova pessoa jurídica que não se confunde com os entes consorciados.
	Essa nova pessoa jurídica poderá ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado.
	II – respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos entes privados incumbidos da sua execução;
	Caso seja criada uma pessoa jurídica de direito privado, terá a designação de consórcio público, que será regido pelo Direito Civil, aplicando-se-lhe as normas que regem as associações privadas, com algumas ressalvas decorrentes da aplicação dos princípios inerentes à atuação administrativa.
	III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado;
	Nesse caso, o consórcio público não será integrante da Administração Pública, mas será formado com verba estatal, ficando, portanto, sujeito ao controle pelo Tribunal de Contas.
	VI – repartição objetiva de riscos entre as partes; VII – sustentabilidade financeira e vantagens socioeconômicas dos projetos de parceria.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	SERVIÇOS PÚBLICOS
	Se o consórcio público for criado sob o regime de direito público, receberá o nome de associação pública e fará parte da Administração Indireta de cada um dos entes consorciados.
	ALTERAÇÃO E EXTINÇÃO DO CONSÓRCIO
	A retirada do ente da Federação do consórcio público dependerá de ato formal de seu representante na assembleia geral, na forma previamente disciplinada por lei.
	A retirada ou a extinção de consórcio público ou convênio de cooperação não prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os contratos, cuja extinção dependerá do pagamento das indenizações eventualmente devidas.
	OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE CONSÓRCIOS PÚBLICOS
	A alteração ou a extinção de contrato de consórcio público dependerá de instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei por todos os entes consorciados.
	COMPETÊNCIA
	Os consórcios são firmados com o objetivo de prestar serviços e executar atividades de interesse de todos os entes consorciados e, para atender essas metas, poderá atuar com algumas prerrogativas de interesse público.
	Além disso, o ente tem a garantia de ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação.
	Para atingir a finalidade pública, os consórcios públicos poderão firmar convênios, contratos, acordos de qualquer natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo.
	BENS PÚBLICOS
	CONCEITO
	O Código Civil de 2002 apresenta o seguinte conceito:
	Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
	Neste sentido, inclusive, a União poderá celebrar convênios com os consórcios públicos, com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas.
	Para a doutrina, bem público são todos os bens vinculados à prestação de um serviço público, seja o bem pertencente à pessoa de direito público ou privado.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	j) As cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
	k) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	d) as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II, da CF;
	e) Os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; f) O mar territorial; g) Os terrenos de marinha e seus acrescidos; h) Os potenciais de energia hidráulica; i) Os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
	CLASSIFICAÇÃO
	Quanto à titularidade:
	Bens federais
	Os bens da União estão arrolados em rol não taxativo no art. 20 da CF/88. São bens da União:
	COMPETÊNCIA
	a) Os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
	d) As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países...
	b) As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
	Bens estaduais e distritais
	a) As águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;
	b) As áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
	c) Os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;
	c) As ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
	d) As terras devolutas não compreendidas entre as da União.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Também são considerados aqueles utilizados por pessoas jurídicas de direito privado para a prestação de serviços públicos, enquanto permanecerem afetados.
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	São todos aqueles que visam à execução dos serviços administrativos e dos serviços públicos em geral, como repartições públicas, hospitais, escolas, e etc.
	ATENÇÃO
	d) Bens de uso especial:
	Não existem rios municipais; as terras devolutas, via de regra, pertencem aos Estados, e não à União.
	Bens municipais
	Os Municípios não foram contemplados com a partilha constitucional de bens, embora efetivamente tenham bens.
	Quanto à destinação:
	a) Bens de uso comum do povo:
	São destinados à utilização geral pelos indivíduos, podem ser utilizados por todos em igualdade de condições, independentemente de consentimento individualizado pelo Poder Público.
	e) Bens dominicais:
	São aqueles que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades (art. 99, III, do CC).
	b) Bens de uso comum de regime comum:
	Em regra, são de utilização gratuita, nada impedindo que seja cobrada uma contraprestação. Estes bens estão sujeitos ao Poder de Polícia do Estado. Como exemplo, pode-se citar os mares, as estradas, ruas, praças e logradouros (art. 99, I, do CC).
	Não têm destinação pública definida, podendo ser utilizados pelo Estado para fazer renda.
	A noção de bem dominical é residual, já que será residual tudo o que não for de uso especial ou de uso comum.
	Os bens de regime comum são caracterizados pela não-discriminação do usuário e pela ausência de cobrança direta de remuneração pelo seu uso;
	Bens dominicais X bens dominiais
	Pode considerar-se que a noção de bens dominicais implica caráter residual, isto é, são todos os que não estejam incluídos nas demais categorias de bens públicos.
	c) Bens de uso comum de regime especial:
	Os bens de regime especial são caracterizados pela individualização de seu uso (uso específico) e pela cobrança de remuneração pela utilização do bem.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	Justificativa ou motivação;
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	Já a expressão "bens dominiais", como distingue CRETELLA JÚNIOR, deve indicar, de forma genérica, os bens que formam o domínio público em sentido amplo, sem levar em conta sua categoria, natureza ou destinação.
	CARACTERÍSTICAS
	Inalienabilidade relativa ou alienabilidade condicionada:
	A alienação dos bens públicos depende do cumprimento dos requisitos previstos no ordenamento jurídico (arts. 100 e 101 do CC e art. 17 da Lei 8.666/1993), a saber:
	Quanto à disponibilidade:
	Desafetação dos bens públicos: apenas os bens dominicais podem ser alienados (os bens de uso comum e de uso especial, enquanto permanecerem com essa qualificação, não poderão ser alienados);a) Bens indisponíveis por natureza:
	São aqueles que, dada a sua natureza não patrimonial, não podem ser alienados ou onerados pelas entidades a que pertencem, por exemplo, mares, rios, estradas etc.
	O Poder Público tem o dever de conservá-los, melhorá-los e mantê-los ajustados a seus fins, sempre em benefício da coletividade, seja direta ou indiretamente.
	b) Bens patrimoniais indisponíveis: São aqueles de que o Poder Público não pode dispor, embora tenham natureza patrimonial, por estarem afetados à destinação pública específica.
	Avaliação prévia para definição do valor do bem;
	Licitação: concorrência para os bens imóveis, salvo as exceções citadas no art. 19, III, da Lei 8.666/19932. E leilão para os bens móveis (as hipóteses de licitação dispensada para alienação de bens imóveis e móveis encontram-se taxativamente previstas no art. 17, I e II, da Lei 8.666/1993);
	São aqueles de uso especial, como os prédios das repartições públicas, os veículos oficiais, e etc.
	Autorização legislativa para alienação dos bens imóveis: A lei específica deve autorizar a alienação dos imóveis públicos.
	c) Bens patrimoniais disponíveis:
	São aqueles que possuem natureza patrimonial, que por não estarem afetados a certa finalidade pública, podem ser alienados na forma da lei.
	Cumpridos os requisitos legais, a alienação dos bens públicos pode ser formalizada por diversos institutos jurídicos, como o contrato de compra e venda, a doação, a permuta, a dação em pagamento, a investidura, a incorporação, a retrocessão.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	Ressalte-se que o ordenamento consagra hipóteses de indisponibilidade absoluta de determinados bens públicos, a saber:
	Súmula 619 do STJ: “A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.”
	Não onerabilidade:
	As terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais (art. 225, § 5º, da CF); e
	As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (art. 231, § 4º, da CF).
	Os bens públicos não podem ser dados em garantia do inadimplemento para os credores.
	Isso porque os bens são impenhoráveis e inalienáveis. Ademais, os débitos públicos são pagos, em regra, via precatório.
	A oneração de bens públicos para garantir determinada dívida implicaria em quebra da ordem de pagamento dos credores do Poder Público.
	Impenhorabilidade:
	Os bens públicos são impenhoráveis, independentemente de sua finalidade, salvo no caso de preterição no pagamento de precatórios na ordem cronológica de apresentação, hipótese em que serão passíveis de sequestro (art. 100,§6º da CF).
	AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO
	A afetação (ou consagração) e a desafetação (ou desconsagração) relacionam-se com a vinculação ou não do bem público à determinada finalidade pública.
	Imprescritibilidade:
	Os bens públicos, seja qual for sua natureza, móveis ou imóveis, são insuscetíveis de aquisição por usucapião. Trata-se de regra de força constitucional, prevista nos arts. 183, § 3o e 191 da CF.
	Afetação:
	Afetação significa a atribuição fática ou jurídica de finalidade pública, geral ou especial, ao bem público.
	Súmula 340 do STF dispõe: “desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião”.
	Os bens públicos afetados são os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	A instituição da afetação pode ocorrer de três formas:
	É possível afirmar, portanto, que a afetação e a desafetação podem ser:
	a) expressas (ou formais), quando efetivadas por manifestação formal de vontade da Administração (lei ou ato administrativo);
	b) tácitas (ou materiais), quando implementadas por eventos materiais (fatos administrativos).
	a) Lei: Ex.: A lei que institui a Área de Proteção Ambiental (APA);
	b) Ato administrativo: Ex.: O ato administrativo determina a construção de hospital público;
	c) Fato administrativo: Ex.: A construção de escola pública em terreno privado, sem procedimento formal prévio, configura desapropriação indireta.
	ESPÉCIES DE BENS PÚBLICOS
	Terras devolutas
	As terras devolutas são áreas que integram o patrimônio das pessoas federativas, e não são utilizadas para quaisquer finalidades públicas específicas. São terras que nunca pertenceram ao particular, mesmo estando ocupadas.
	Desafetação:
	Os bens desafetados são os bens públicos dominicais. Da mesma forma que a afetação, a desafetação pode ser implementada de três maneiras:
	A desafetação, ao contrário, é a retirada, fática ou jurídica, da destinação pública anteriormente atribuída ao bem público.
	As terras devolutas se classificam como bens dominicais. Todos os entes possuem terras devolutas. Todavia, a regra é que pertençam aos Estados.
	a) Lei. Ex.: A lei determina a desativação de repartição pública; b) Ato administrativo. Ex.: O ato administrativo determina a demolição de escola pública com a transferência dos alunos para outra unidade de ensino; c) Fato administrativo. Ex.: O incêndio destrói a biblioteca pública municipal, o que inviabi- liza a continuidade dos serviços.
	Recentemente, o STF decidiu que as terras devolutas pertencem, em regra, aos Estados-membros, salvo aquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares...
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	... das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, que são de propriedade da União.
	a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés. b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés.
	Diversos Estados transferiram terras devolutas para os respectivos Municípios.
	Portanto, atualmente, é possível encontrar terras devolutas no patrimônio da União, dos Estados e dos Municípios.
	Terrenos de marinha e seus acrescidos
	Os terrenos de marinha e seus acrescidos são bens públicos federais (art. 20, VII, da CF), cujo uso privativo pode ser transferido ao particular, normalmente, por meio de enfiteuse (art.49, § 3º, do ADCT, art. 2.038, § 2º, do CC e arts. 99 a 124 do Decreto-lei 9.760/1946).
	COMPETÊNCIA
	Terrenos reservados ou marginais
	Aqueles formados pelas correntes navegáveis, fora do alcance das marés, estendendo-se até 15 metros para a terra.
	De acordo com o art. 2º do Decreto-lei 9.760/1946:
	O art. 3º do Decreto-lei 9.760/1946, define os terrenos acrescidos da marinha como aqueles formados, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha.
	Atualmente, em virtude do art. 20, III, da CF, que promoveu uma espécie de “expropriação constitucional, de natureza confiscatória”, os terrenos marginais ou reservados integram o patrimônio da União.
	Terras tradicionalmente ocupadas pelos índios
	Art. 2º. São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1831:
	As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União e são consideradas aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas...
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	... as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições (arts. 20, XI, e 231, § 1º, da CF).
	As ilhas oceânicas ou costeiras (que não se confundem) pertencem ao domínio da União, mas é admissível que Estados e Municípios tenham domínio parcial ou total sobre elas.
	Faixa de fronteiras
	Plataforma continental
	A faixa de fronteira é a área de até 150 km de largura, ao longo das fronteiras terrestres, considerada fundamentalpública,
incluindo a legalidade, impessoalidade,
moralidade, eficiência e publicidade. 
Segundo esse dispositivo, a
administração pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios deve obedecer ao princípio
da publicidade, entre outros.
EFICIÊNCIA
No Brasil, o princípio da
proporcionalidade deriva
do Estado Democrático de
Direito, consagrado na
Constituição Federal de
1988. Ele está
implicitamente presente
em diversos dispositivos
constitucionais,
especialmente no artigo
5º, que garante os direitos
fundamentais, e no artigo
37, que estabelece os
princípios da
administração pública.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 11
INDISPONIBILIDADE
PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS 
CONSENSU ALIDADE E PARTICIPAÇÃO 
É necessário uma maior
legitimidade à atuação
do poder público, com
mecanismos de
participação popular na
elaboração de normas e
tomada de decisões
administrativas.
A Administração Pública não tem livre
disposição dos bens e interesses
públicos, porque atua em nome de
terceiros, na condição de gestor da
coisa pública. O poder de afirmar,
renunciar ou transacionar sempre
dependerá da lei.
CONTINUIDADE
Os serviços públicos devem ser prestados
de maneira adequada e contínua, não
podendo sofrer interrupções, pois há
prejuízo para coletividade. 
Hipóteses de interrupção do serviço
público: em caso de emergência; por
razões de segurança ou de ordem técnica;
por causa de inadimplemento do usuário.
AUTOTUTELA 
É a possibilidade da
Administração Pública
rever os seus próprios
atos, ou seja, anular os
atos ilegais e revogar
os atos inconvenientes
ou inoportunos.
PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU
INFRACONSTITUCIONAIS
PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE - Os
atos da Administração Pública são
presumidos verdadeiros e feitos
conforme a lei. É presunção relativa
SEGURANÇA JURÍDICA
- este princípio possui
dois sentidos:
Objetivo: a necessidade
de respeito ao direito
adquirido, ao ato jurídico
perfeito e a coisa julgada.
Subjetivo: a proteção da confiança das
pessoas em relação às expectativas
geradas por promessas e atos estatais.
CONFIANÇA E BOA-FÉ 
 a confiança está atrelada à segurança
jurídica, remetendo à ideia de que os
atos praticados pelo poder público são
legítimos e por isso devem ser
preservados em nome da boa-fé.
CONFIANÇA LEGÍTIMA - a proteção da
confiança do administrado por meio da
exigência de atuação leal e coerente do
Estado.
ADMINISTRAÇÃO DIRETA
Administração Pública com letra
maiúscula significa a estrutura
administrativa, ou seja, representa o
conjunto de órgãos, entidades, e agentes
que exercem a função administrativa e
representa o sentido subjetivo, formal e
orgânico da palavra. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 12
É o conjunto de pessoas jurídicas
administrativas (não tem capacidade
para legislar), com personalidade
jurídica própria (aptidão para adquirir
direitos e contrair obrigações), que,
vinculadas à administração direta, tem
competência para o exercício, de forma
descentralizada, de atividades
administrativas.
Possuem capacidade de
autoadministração (autonomia técnica
+ administrativa). 
Administração pública
com letra minúscula
significa a atividade
administrativa, e
representa o sentido
objetivo, material ou
funcional da palavra.
É o conjunto de órgãos que integram as
pessoas políticas do Estado. Estão
inseridos na chefia do Executivo e nos
órgãos auxiliares. (União, Estados,
Distrito Federal e Municípios)
FEDERAL - Presidente,
Vice-Presidente, Ministros
e órgãos de apoio;
ESTADUAL - Governador,
Órgãos e Secretarias;
MUNICIPAL - Prefeito, Órgãos e Secretarias. 
Os órgãos da administração direta são
pessoas jurídicas de direito público e
com autonomia. Nesse caso, os
serviços públicos são prestados por
seus próprios meios, ou seja, sem a
criação de nova personalidade jurídica.
ADMINISTRAÇÃO DIRETA
O órgão público não tem
personalidade jurídica,
razão pela qual não tem
vontade própria.
São meros instrumentos de ação do
Estado, pois não podem ser sujeitos
de direitos e obrigações. São centros
de competência especializada, que
garantem a especialização nas
atividades prestadas e maior eficiência.
ADMINISTRAÇÃO DIRETA
Nesse sentido, Maria Sylvia Zanella di
Pietro dispõe que: “o órgão não se
confunde com a pessoa jurídica,
embora seja uma de suas partes
integrantes; a pessoa jurídica é o
todo, enquanto os órgãos são
parcelas integrantes do todo”.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
CARACTERÍSTICAS DA
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Gozam de personalidade
jurídica própria.
Possuem patrimônio próprio. No
momento da sua criação, a entidade
responsável transfere parte de seu
patrimônio ao novo ente, o qual terá
liberdade para usá-lo. 
Cuidado! Essa capacidade de
autoadministração NÃO
significa que elas podem
definir regras para se
organizarem (matéria já foi
objeto de questão do CESPE). 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 13
Necessidade de lei específica para
criação das autarquias e autorização
para criação dos demais entes da
administração indireta, neste caso,
sendo imprescindível o registro dos
atos constitutivos no cartório de
pessoas jurídicas ou na junta comercial
para empresas estatais. CARACTERÍSTICAS DAS AUTARQUIAS
NÃO possuem autonomia política,
mas possuem autonomia
financeira e de autorregulação. 
Possuem regime jurídico de Direito
Público. 
São CRIADAS por lei específica
(competência do chefe do Poder
Executivo), através da
descentralização por outorga ou
descentralização legal. (art. 37,
XIX da CF).
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Devem ter finalidade
pública. NÃO poderão ter
finalidade lucrativa, mas
o lucro poderá ser uma
consequência da
atividade. 
Sujeitas à supervisão ministerial
(e NÃO ao poder hierárquico).
OBS.: CRIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIAS
TAMBÉM EXIGE LEI. 
NÃO precisa ser lei
específica. A própria lei
que institui a entidade
pode autorizar. 
A lei deve ser minuciosa,
trazendo todas as áreas
de atuação da entidade de
forma específica . Já a
organização pode ser feita
através de ato
administrativo.
ENTES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA:
AUTARQUIAS;
FUNDAÇÕES PÚBLICAS;
EMPRESAS ESTATAIS.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
AUTARQUIAS
São pessoas jurídicas de direito público
interno, pertencentes à Administração
Indireta, criadas por lei específica para o
exercício de atividades típicas, próprias
do Estado (ou seja: atividades que 
só podem ser desempenhadas por pessoas
jurídicas de direito público). 
Exemplos de autarquias:
INSS, IBAMA, INCRA,
conselhos de classe,
Universidades Federais.
Possuem personalidade
jurídica própria. 
Possuem patrimônio
próprio. 
Bens autárquicos são
bens públicos que,
portanto, se sujeitam à
impenhorabilidade, à
imprescritibilidade e à
inalienabilidade relativa.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 14
CONSEQUÊNCIAS DA ADOÇÃO DO
REGIME ESTATUTÁRIO
Exige concurso público (art. 37, II, da CF); 
Submetem-se ao teto remuneratório
(art. 37, XI, da CF);
Submetem à proibição de cumulação de
cargos (art. 37, XVI, da CF).
UN IV ER S I TY
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Praticam atos administrativos. 
Precisam fazer licitação quando firmarem
contratos administrativos, podendo haver
a previsão de cláusulas exorbitantes. 
 Sujeitas a controle financeiro do
Tribunal de Contas. 
Sujeitas ao regime estatutário, razão
pela qual NÃO se admite o ingresso de
servidores celetistas para a prestação
dos serviços nos entes da administração
direta, autárquica e fundacional.
Submetem-se ao
regime de precatórios,
SALVO os conselhos
profissionais. 
Possuem imunidade
tributária recíproca
em relaçãopara defesa do território nacional (art. 20, § 2º, da CF).
	COMPETÊNCIA
	Jazida é “toda massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico”, e mina é “a jazida em lavra, ainda que suspensa” (art. 4º do Decreto-lei 227/67 – Código de Mineração).
	As ilhas são elevações de terra acima das águas e por estas cercadas em toda sua extensão. Podem ser marítimas, fluviais e lacustres, conforme se situam no mar, nos rios e em lagos, respectivamente.
	Minas e Jazidas
	De acordo com o art. 11, caput, da Lei 8.617/93: “A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.”
	Ilhas
	A pesquisa e a lavra dos recursos minerais dependem de autorização ou concessão da União, no interesse nacional, e somente serão efetuados por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sua sede e administração no País.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	COMPETÊNCIA
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	BENS PÚBLICOS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	USO DE BENS PÚBLICOS POR PARTICULARES
	Os bens afetados podem ser utilizados pelo particular mediante autorização, permissão ou concessão de uso.
	O uso normal é o que se dá de acordo com a destinação principal. Ex.: rua aberta à circulação.
	USO NORMAL
	AUTORIZAÇÃO
	Ato administrativo.
	Não há licitação.
	USO ANORMAL
	Já o uso anormal é o que ocorre em desconformidade com a destinação principal como, por exemplo, ginásio esportivo para show musical; estacionamento usado para festa.
	Uso facultativo do bem pelo particular.
	Interesse predominante do particular.
	Ato precário.
	Sem prazo (regra).
	USO COMUM
	Remunerada ou não.
	O uso comum é aquele diante do qual todos podem, igualmente, utilizar o bem, dispensando, em regra, manifestação prévia do Poder Público.
	PERMISSÃO
	Ato administrativo.
	Licitação prévia.
	USO PRIVATIVO
	Utilização obrigatória do bem pelo particular, conforme a finalidade permitida.
	O uso privativo de bem público consiste na utilização, em caráter exclusivo, de um bem público pelo particular, mediante consentimento estatal prévio. Assim ocorre quando o particular deseja utilizar um dos boxes em mercados municipais; colocar mesas de restaurante em via pública; instalar bancas de revista e jornal nos calçadões e nas praças etc.
	Equiponderância entre o interesse público e o do particular.
	Ato precário.
	Sem prazo (regra).
	O uso privativo de bens públicos pode ser de bens afetados (uso comum e especial) ou de não afetados (dominicais).
	Remunerada ou não.
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	BENS PÚBLICOS
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	CONCESSÃO
	COMPETÊNCIA
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	EVOLUÇÃO DAS TEORIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
	IRRESPONSABILIDADE DO ESTADO
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	TEORIA DA RESPONSABILIDADE COM CULPA (CULPA COMUM DO ESTADO)
	COMPETÊNCIA
	TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA
	TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	TEORIA DO RISCO INTEGRAL
	COMPETÊNCIA
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO
	COMPETÊNCIA
	SOBRE A RESPONSABILIDADE DO AGENTE, HÁ DUAS CORRENTES:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	COMPETÊNCIA
	RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	RESP. CIVIL DO ESTADO
	CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
	RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS
	CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
	INTRODUÇÃO
	COMPETÊNCIA
	A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI 6 ESPÉCIES DE CONTROLE:
	QUANTO AO MOMENTO DE EXERCÍCIO DO CONTROLE
	QUANTO AO PARÂMETRO DE CONTROLE:
	FUNCIONÁRIO PÚBLICO
	DIREITO ADMINISTRATIVO
	CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
	QUANTO AO ÂMBITO DE ATUAÇÃO
	COMPETÊNCIA
	QUANTO À INICIATIVA
	QUANTO À NATUREZA DO ÓRGÃO CONTROLADORaos
IMPOSTOS. 
Possuem prerrogativas
processuais. Ex.: prazo em dobro,
reexame necessário. 
RESPONSABILIDADE CIVIL
As autarquias possuem
responsabilidade civil
objetiva, com fundamento na
Teoria do Risco Administrativo
(art. 37, §6º, da CF/88). 
Por possuírem personalidade jurídica
própria e patrimônio próprio, as
autarquias respondem
diretamente com o seu patrimônio.
No entanto, caso não consigam arcar,
o Estado responde
subsidiariamente.
REGIME JURÍDICO DAS AUTARQUIAS
Estatutário (art. 39, CF/88). 
Na promulgação da CF/88:
Obrigatoriedade do regime jurídico único.
Com a Reforma Administrativa (EC 19/98):
Fim da obrigatoriedade do Regime Jurídico
Único. 
Decisão liminar do STF em ADI: Retorno da
obrigatoriedade do RJU, liminar com efeitos
ex nunc.
ESPÉCIES DE AUTARQUIAS
AUTARQUIAS
PROFISSIONAIS 
Exercem atividade
tipicamente pública de
fiscalização sobre
determinadas
categorias profissionais.
AUTARQUIAS EM REGIME ESPECIAL
são divididas em duas espécies:
AUTARQUIAS
CULTURAIS
São as
Universidades
Públicas
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 15
Lei específica pode estabelecer
prazo diferenciado.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
CARACTERÍSTICAS:
Autonimia pedagógica;
Indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão;
escolha do reitor pelos
docentes/discentes.
mandato certo dos dirigentes.
AGÊNCIAS REGULADORAS
Criadas para fiscalizar as
atividades de interesse da
sociedade e executadas por
particulares ou por
entidades da Adm. Indireta.
Funções:
Exercem funções executivas,
normativas e judicantes de Estado, NÃO
desempenhando funções de governo.
CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS
REGULADORAS
Autonomia Administrativa
Nomeação diferenciada dos
dirigentes: Nomeados pelo Presidente
da República após aprovação prévia do
Senado para cumprir mandato certo
(demais autarquias: demissíveis ad
nutum e comissionados).
CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS
REGULADORAS
Período de quarentena dos
dirigentes: Durante o prazo de 6
meses ficam impedidos de exercer
atividade no setor regulado,
contados da exoneração ou término
do mandato, sendo assegurada 
remuneração compensatória. 
Estabilidade forçada
dos dirigentes:
É estabilidade
diferenciada. Possuem
mandato certo de 5
anos, vedada a
recondução (Art. 6º da
Lei 9986/2000). 
Autonomia Decisória
Impossibilidade de manejar recurso
hierárquico impróprio - O objetivo é
assegurar que a decisão final na esfera
administrativa seja da autarquia, em razão
da sua autonomia decisória.
Autonomia Financeira
Possuem recursos
próprios: podem instituir as
taxas regulatórias.
Recebem dotações orçamentárias:
Enviam proposta orçamentária ao 
Ministério ao qual estão vinculadas, para
receber recursos que serão geridos pela
própria agência reguladora. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 16
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Autonomia Normativa
Possuem poder normativo/regulatório.
O fundamento do poder normativo
das agências reguladoras baseia-se
na técnica da deslegalização ou
delegificação, segundo a qual o
próprio legislador retira determinadas
matérias do âmbito da lei e as passa
para o âmbito do regulamento.
As agências reguladoras NÃO
inovam no ordenamento jurídico,
ou seja, NÃO expedem atos
normativos primários. 
AUTARQUIAS TERRITORIAIS
Manifestação da descentralização política
com a criação de territórios. Trata-se de
desmembramento político.
Parte da doutrina ainda menciona:
AGÊNCIAS EXECUTIVAS
São as autarquias OU
fundações públicas que
celeram contrato de
gestão com a
Administração Pública com
o objetivo de melhorar sua
eficiência e reduzir custos.
Exemplos de agências
executivas: INMETRO
e SUDENE.
CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS
EXECUTIVAS
O Presidente da República
expede decreto, concedendo a
qualidade de agência executiva.
A desqualificação da
fundação como agência
executiva é realizada por
decreto, por iniciativa 
do Ministério Supervisor. 
Gozam de dispensa de licitação para
celebração de contratos, cujos
limites de valor são duplicados em
relação aos do art. 75, I e II, da Lei
14133/21, cf. §2º do mesmo artigo. 
Podem ter natureza de autarquia ou
de fundação pública.
Busca mais eficiência e redução de
custos.
As autarquias ou fundações
temporariamente serão agências
executivas, enquanto durar o
contrato de gestão. É apenas um
status temporário. Não se pode
falar em conversão, mas mera
qualificação.
ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS
Os consórcios públicos quando se
constituem na forma de pessoa
jurídica de Direito Público, assumem
a forma de autarquia integrantre da
Administração Indireta dos entes
federativos consorciados.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 17
Fundações Públicas de Dir. Público -
são criadas por lei ordinária específica;
seu objeto de atuação deve ser
definido por lei complementar.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
FUNDAÇÕES PÚBLICAS
São pessoas jurídicas sem fins
lucrativos, cujo elemento essencial é
a utilização do patrimônio para a
satisfação de objetivos sociais,
definidos pelo instituidor. 
Possuem personalidade jurídica
própria.
Fundações Públicas
de Dir. Privado -
Sua criação é autorizada
por lei ordinária específica
e após o registro no
cartório competente;
seu objeto de atuação
deve ser definido por lei
complementar.
A fundação é um patrimônio afetado
(destinado) à realização de um fim,
possuindo, por essa razão,
personalidade jurídica própria
distinta de seu instituidor.
 Desse modo, o instituidor da
fundação separa (destaca) um
determinado patrimônio (dinheiro,
imóveis, créditos etc.) declarando que
esses bens serão utilizados para a
realização de um objetivo específico.
Exemplo a “FUNAI"
CARACTERÍSTICAS DAS FUNDAÇÕES
PÚBLICAS
Possuem regime híbrido ou misto.
Fundação Pública de Dir. Público:
Estão sujeitas ao regime
público.
São criadas por lei
específica (são uma
espécie de autarquia, por
isso também chamadas de
“fundações
autárquicas”).
Fundação Pública de Dir. Privado:
Estão sujeitas ao regime privado.
Deve ser editada uma lei específica
autorizando que o Poder Público crie a
fundação. Em seguida, será necessário
fazer a inscrição do estatuto dessa
fundação no Registro Civil de Pessoas
Jurídicas, quando, então, ela adquire
personalidade jurídica. 
Atividade.
Fundação Pública de Dir. Público:
Atividades típicas de Estado;
Fundação Pública de Dir. Privado:
Atividades de conteúdo econômico
passíveis de delegação.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 18
Fundação Pública de Dir.
Público: Bens públicos.
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Patrimônio.
Fundação Pública de Dir.
Privado: Bens privados
(em regra).
Regime de pessoal.
Fundação Pública de Dir.
Público: Estatutário.
Fundação Pública de Dir.
Privado: Celetista.
Ambas se sujeitam à vedação ao
acúmulo de cargos; necessidade de
realizar concurso público; teto
remuneratório previsto na CF/88. 
Tanto as fundações públicas
de direito público quanto as
de direito privado possuem
imunidade tributária de
impostos sobre rendas, bens
ou serviços, conforme dispõe
o artigo 150, inciso VI, alínea 
“a” e §2º, da CF. 
SOMENTE as Fundações
Públicas de Dir. Público:
Possuem prerrogativas processuais;
Submetem-se ao regime de precatório.
EMPRESAS ESTATAIS
As Empresas Públicas (EP) e
Sociedades de Economia Mista (SEM)
são pessoas jurídicas de direito
privado integrantes da Administração
Pública Indireta.
São regidas por um
regime
predominantemente
privado, chamado por
alguns de regime
híbrido, sui generis.
Isso porque, por mais que sejam
influenciadas pelo regime privado,
possuem características do regime de
direito público.Exemplo: EMBRAPA.
A Lei 13.303/16
estabelece o estatuto
jurídico das empresas
estatais (empresas
públicas, SEM e suas
subsidiárias e demais
empresas privadas
controladas pelo Estado). 
Criação das Estatais
Em regra, a estatal precisa de lei
autorizativa para a sua criação, bem
como para a criação de suas
subsidiárias e participação em outras
empresas privadas, conforme art. 37,
XIX e XX, da CRFB/88 e art. 2º, §§1º e 2º,
da Lei 13.303/16 (ressalvadas as
exceções do §3º). 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 19
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Ressalta-se que, quanto às
empresas subsidiárias, o STF
entende pacificamente que não
seria necessária uma lei específica
autorizando a criação de cada
subsidiária, bastando uma
autorização legal genérica. 
Vale lembrar, contudo,
que é necessária uma
lei específica para a
criação de cada estatal 
(“empresa-mãe”). 
A alienação do controle acionário de
empresas públicas e sociedades de
economia mista exige autorização
legislativa e licitação. Por outro
lado, não se exige autorização
legislativa para a alienação do
controle de suas subsidiárias e
controladas. (Info 943, STF)
Finalidades
Pode ter duas finalidades:
1) Prestadora de serviço público; 
2) Exploradora de atividade econômica.
Capital
Empresas Públicas: capital 100%
público;
 
Sociedade de Economia Mista:
capital misto (maior parte público).
Forma Societária
Empresas Públicas: Qualquer forma
societária.
Sociedade de Economia Mista:
Somente sociedade anônima.
Competência
Empresas Públicas:
Justiça Federal.
Sociedade de Economia
Mista: Justiça Estadual.
EXCEÇÕES: 
serão processadas na JF:
▪ Se a União intervier como assistente
ou opoente; 
▪ MS contra ato ou omissão do
dirigente da sociedade de economia
mista federal, investido em função
administrativa.
Regime de pessoal:
Celetista (CLT), mas, por possuírem um
regime jurídico híbrido, se sujeitam a algumas
prerrogativas e regras da Administração
Pública: 
1) Concurso público (art. 37, II, da CF); 
2) Teto remuneratório (art. 37, XI e §9º,
da CF); 
3) Regras de cumulação de empregos
públicos (art. 37, XVI, da CF); 
4) Lei de improbidade administrativa (Lei
8.429/92); 
5) Obediência aos princípios
administrativos (art. 37, caput, da CF). 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 20
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Administradores
Os administradores das SEM e EP devem
ser (art. 17 da Lei 13303/16):
Cidadãos de reputação ilibada e
notório conhecimento; 
Tempo mínimo de experiência
profissional; 
Formação acadêmica compatível;
Não ser inelegível. 
Patrimônio
Bens privados, mas sofre
modulações de direito
público, especificamente no
tocante à alienação, que
depende do cumprimento 
das exigências do art. 49 da
Lei 13303/16, com redação
dada pela Lei 14.002/20.
Controle
Sujeição ao controle do Tribunal de
Contas. O STF entendeu existir esse
controle, pois na instituição das
empresas estatais haveria 
contribuição do erário (patrimônio
público).
Licitação e contratos
A Lei das Estatais passou a disciplinar
a realização de licitações e contratos
no âmbito das empresas públicas e
sociedades de economia mista,
independentemente da natureza da
atividade desempenhada
(prestadora de serviço ou exploradora
de atividade econômica). 
Os contratos terão prazo máximo de
5 anos, salvo: 
▪ Projetos contemplados no plano de
negócios e investimentos;
▪ Prática rotineira de mercado e a
imposição desse prazo inviabilize ou
onere excessivamente o negócio.
Imunidade tributária
Se atuam em regime
concorrencial: NÃO gozam
de imunidade;
Se prestadoras de serviços
públicos não remunerados
por preços públicos ou tarifas
OU se estatais 
que exercem atividades
monopolizadas: Gozam de
imunidade. 
Precatório
Somente as EP e SEM que prestam
serviços públicos submetem-se ao regime
de precatórios.
PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO SETOR
Na doutrina tradicional, a
divisão dos chamados "setores"
se dá da seguinte forma:
1° SETOR - ESTADO
Formado pela Administração Direta (Ente
federativo, órgãos, cargos, funções e
agentes) e Administração Indireta
(autarquias, agências reguladoras e
Conselhos profissionais, com exceção da
OAB, fundações, consórcios públicos,
empresas públicas, sociedades de
economia mista).
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 21
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
2° SETOR - MERCADO
São os agentes privados: delegatários,
concessionárias, permissionários e
autorizatários.
3° SETOR - ENTIDADES
DA SOCIEDADE CIVIL
SEM FINS LUCRATIVOS
São os colaboradores:
serviços sociais
autônomos, organizações
sociais, OSCIP, OSC e
entidades de apoio.
ENTIDADES DO 3º SETOR
As entidades do 3º Setor são
particulares em colaboração, sem fins
lucrativos, que atuam ao lado do Estado
na prestação de serviços públicos e
atividades de interesse social, mediante
vínculo formal de parceria com o Estado. 
Em outras palavras: são entidades
privadas que não integram a estrutura da
Administração Pública Direta ou Indireta!
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: 
● São criadas pela iniciativa privada
(“particulares em colaboração”); 
● Não integram formalmente a
Administração Pública; 
● A criação depende de lei autorizativa; 
● Possuem vínculo legal ou negocial com o
Estado; 
● Não possuem finalidade lucrativa; 
● Recebem benefícios públicos; 
● Possuem regime jurídico de direito
privado; 
● Adquirem personalidade jurídica com a
inscrição do estatuto em cartório próprio; 
● Prestam atividades privadas de interesse
social (serviços não exclusivos de Estado). 
PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS POR
SEREM PESSOA JURÍDICA DE DIREITO
PRIVADO: 
1.Bens privados;
2.Regime CLT; 
3.NÃO exige concurso público;
4.NÃO possuem prerrogativas
processuais;
5.NÃO se submetem a precatórios;
6.NÃO se submetem ao teto
remuneratório previsto na CF/88; 
7.NÃO precisam fazer licitação
(doutrina majoritária); 
8.NÃO precisam ter a remuneração
fixada por lei. 
ESPÉCIES:
1) Sistema S - Serviço Social
Autônomo;
2) Sistema OS - Organização Social 
3) Sistema OSCIP - Organizações da
Sociedade Civil de Interesse Público;
4) Sistema OSC - Organizações da
Sociedade Civil;
5) Fundações de apoio.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
PRINCÍPIOS
PLANEJAMENTO - é a elaboração e
atualização de planos de governo, e a
previsão de gastos em orçamento.
COORDENAÇÃO -
 vinculada diretamente
à hierarquia, visa a
garantir uma maior
eficiência na execução
das atividades públicas.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 22
Na DESCENTRALIZAÇÃO, o Estado vai
transferir a execução da atividade para
outra pessoa, seja física ou jurídica,
integrante ou não da Administração. 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA:
É a transferência da prestação de
serviços do ente federativo para outras
pessoas jurídicas especializadas na
execução dessas atividades.
DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:
Extensão de uma competência
administrativa entre agentes públicos,
dentro de uma mesma estrutura
hierárquica de forma expressa e
transitória;
CONTROLE
Exercido em todos
os níveis e órgãos do
governo.
DESCENTRALIZAÇÃO X
DESCONCENTRAÇÃ0
Na DESCONCENTRAÇÃO, o que o Estado
faz é distribuir, dentro da sua estrutura,
as atividades estatais.
Tenha em mente que a
descOncentração dá origem aos
Órgãos públicos.
CARACTERÍSTICAS DA DESCONCENTRAÇÃO:
Distribuição de competência dentro
da mesma pessoa jurídica;
Pode ocorrer tanto na Administração
Direta quanto na Administração
Indireta;
Decorre do poder hierárquico
(relação de subordinação).
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
O Estado pode criar a
pessoa jurídica para
transferir a atividade
(administraçãoindireta)
ou pode realizar um
contrato de concessão,
ou permissão de serviço
público (com pessoa
jurídica ou pessoa física).
CARACTERÍSTICAS DA
DESCENTRALIZAÇÃO:
Deslocamento para uma nova
pessoa (física ou jurídica); 
Transferência para pessoa da
Administração indireta ou
particulares;
NÃO existe hierarquia, mas há controle
e fiscalização (relação de vinculação,
mas NÃO de subordinação).
 ESPÉCIES DE DESCENTRALIZAÇÃO
Outorga/ descentralização legal/por
serviços ou funcional.
Transfere a execução e a titularidade
Destina-se às pessoas jurídicas de
direito público especializadas;
Requer lei específica;
Dá origem às entidades da
Administração Indireta. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO
5. Presentes tanto na Administração
direta como na Administração indireta;
6. NÃO possuem patrimônio próprio.;
7. NÃO podem ser sujeitos de direitos
ou de obrigações;
8. NÃO celebram contrato (exceto o
contrato de gestão), contudo, o órgão
realiza licitação, gestão e exercício do
contrato, ficando a cargo do ente
personalizado a celebração do contrato. 
Existem algumas exceções em
relação à iniciativa da lei:
Iniciativa do Congresso Nacional
(art. 48, XI, da CF/88) 
Para a criação de órgãos no Poder
Judiciário, a iniciativa será do
presidente do próprio TJ (art. 96,
II, “c” e “d”, da CF/88).
23
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ÓRGÃOS PÚBLICOS
Delegação /descentralização por
colaboração
Só transfere a execução (e não a
titularidade);
Entidades de direito privado; 
Formalizada por ato unilateral ou
contrato;
Dá origem às concessionárias e
permissionárias. 
Descentralização Territorial ou
Geográfica:
Típica da França e Itália; NÃO admitida
no Brasil desde a Proclamação da
República.
Órgãos públicos são centros de atribuições
que resultam da desconcentração
administrativa.
Sua criação se justifica pela necessidade de
especializar as funções, com o intuito de
tornar a atuação estatal mais eficiente.
CARACTERÍSTICAS
1. O órgãos NÃO possuem
personalidade jurídica própria;
2. São centros especializados de
competências;
3. Criação e extinção devem ser feitas
por meio de lei;
4. Competência do órgão é
intransferível e irrenunciável, mas
pode ser delegada ou avocada; 
ÓRGÃOS PÚBLICOS
CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE ÓRGÃOS
REGRA: é que os
órgãos públicos sejam
criados e extintos por
lei ordinária. E, em
regra, a lei será de
iniciativa do chefe do
Executivo.
No âmbito do MP, a
iniciativa para a criação
de órgãos será do
chefe da instituição, ou
seja, PGJ ou PGR (art.
127, §2º, da CF/88).
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 24
ÓRGÃOS PÚBLICOSÓRGÃOS PÚBLICOS
TEORIAS SOBRE A RELAÇÃO
ESTADO X AGENTES 
TEORIA DA IDENTIDADE: 
Afirmava que o órgão e agente formam
uma unidade inseparável, de modo que
o órgão público é o próprio agente. 
Problema: sua aceitação
significa concluir que se o
agente morrer, causa a
extinção do ógão.
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO: 
Seguia a lógica do Direito Civil, e
defendia que o Estado é como um
incapaz, não podendo defender seus
próprios interesses, assim, o agente
público atuaria exercendo uma
espécie de curatela.
Problema: Sendo o Estado incapaz, 
este não poderia nomear seu próprio
representante, como ocorre com os
agentes públicos.
TEORIA DO MANDATO: 
Dizia que o Estado
outargava mandato
aos seus agentes,
para que eles agissem
em seu nome. 
O erro dessa teoria está em não conseguir
apontar em qual momento e quem realizaria
a outorga do mandato.
TEORIA DA IMPUTAÇÃO
VOLITIVA/ TEORIA DO ÓRGÃO: 
Teoria aceita pela doutrina brasileira
Afirma que o agente público atua em
nome do Estado, titularizando um órgão
público, dessa forma, o comportamento
do agente no exercício da função é
atribuído ao Estado.
CAPACIDADE
PROCESSUAL
Embora não possuam
personalidade jurídica
própria, determinados
órgãos públicos gozam
de capacidade
processual ativa, apenas
os órgãos classificados
como independentes ou
autônomos podem
possuir esta capacidade.
Para a doutrina, a capacidade de alguém
- neste caso, de um órgão - figurar como
parte em um processo, se chama de
PERSONALIDADE JUDICIÁRIA.
A Câmara Municipal não possui
personalidade jurídica, mas apenas
personalidade judiciária, a qual lhe
autoriza apenas atuar em juízo para
defender os seus interesses
estritamente institucionais.
Súmula STJ-525.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 25
ÓRGÃOS PÚBLICOSÓRGÃOS PÚBLICOS
 CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS
Quanto à hierarquia:
Independentes: NÃO
estão hierarquicamente
subordinados a nenhum
outro órgão, se
sujeitando apenas ao
controle dos poderes
estruturais do Estado
(sistema de freios e
contrapesos). Ex.:
Congresso Nacional, STF.
Autônomos: subordinados aos órgãos
independentes. São órgãos diretivos
que desempenham funções de
coordenação, planejamento,
supervisão e controle. Possuem ampla
autonomia administrativa, financeira e
técnica (NÃO possuem autonomia
política). Ex.: Ministério da Fazenda.
Superiores: NÃO possuem autonomia e
independência, embora conservem o
poder de decisão e controle sobre
assuntos específicos de sua
competência. Ex.: Polícias, Procuradorias.
Subalternos: órgãos com reduzido poder de
decisão, destinados à mera execução de
atividades administrativas. Ex.: zeladoria,
almoxarifado etc.
Quanto à atuação
funcional/manifestação de vontade:
Singular: Atua pela manifestação de vontade
de um único agente. Ex.: Prefeitura.
Colegiado (ou pluripessoal): a tomada de
decisão é feita de forma coletiva. Ex.: STF.
Quanto à estrutura:
Simples ou unitário: atua sozinho (um
único centro de competência), sem
subdivisões em seu interior. Ex.: Gabinete.
Composto: há mais de um órgão
atuando em sua estrutura, mais de um
centro de competência. Ex.: Congresso
Nacional é formado pela Câmara dos
Deputados e Senado Federal .
Ativos: execução de
atividades
administrativas.
Consultivos:
assessoramento.
De controle: fiscalização
dos demais órgãos e
agentes públicos.
Quanto à funções:
Quanto ao âmbito de atuação:
Central: atribuição em toda a área da
pessoa jurídica que integram (federal,
estadual e municipal).
Local: atribuição para atuar em
determinado local. 
PODERES ADMINISTRATIVOS
Para o adequado cumprimento de
suas competências constitucionais,
a legislação confere à Administração
Pública competências especiais. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 26
O vício de competência (excesso de
poder) admite convalidação, salvo se
se tratar de competência em razão da
matéria ou de competência exclusiva. 
Desvio de poder (desvio
do elemento finalidade
do ato administrativo):
Ocorre quando o agente
público pratica ato visando
fim diverso do previsto.
EXCESSO X DESVIO DE PODER
PODERES ADMINISTRATIVOS
Sendo prerrogativas ligadas às
obrigações, as competências
administrativas constituem verdadeiros
poderes-deveres instrumentais para a
defesa do interesse público.
Dessa forma, contemplamos que os
poderes da Administração
funcionam como poderes-deveres. 
Assim, sempre que o Estado “ pode ” atuar
para alcançar o interesse público, ele na
verdade deve. Não são faculdades, mas
instrumentos conferidos à
Administração para alcançar o interesse
da coletividade.
Abuso de poder é o gênero, do qual são
espécies o excesso de poder e o desvio de
poder.
Ocorre excesso de
poder quando o
agente atua fora ou
além de sua esfera
de competências,
estabelecida em lei.
Ou seja, o excesso de poder é um vício
do elemento do ato administrativo -
vício de competência.
Nestes dois últimos casos, o excesso
de poder gera um ato nulo.
PODERES ADMINISTRATIVOS
Ainda que o Administrador Público NÃO
atue com a intenção de satisfazer
interessespessoais, a prática do ato
com a intenção de alcançar finalidade
diversa da expressamente imposta
na regra que a definiu configura vício,
por desvio de poder, SALVO nos casos
de tredestinação lícita, na
desapropriação.
ESPÉCIES DE PODERES ADMINISTRATIVOS
PODER VINCULADO 
Se a lei não dá opções ao administrador
público, estabelecendo qual a forma de
agir, o poder é vinculado. 
A lei estabelece a única solução possível
diante da situação de fato, fixando todos
os requisitos
Elementos vinculados
serão sempre a
competência, a
finalidade e a forma,
além de outros que a
norma legal indicar para
a consecução do ato. 
Ninguém pode exercer poder
administrativo sem competência legal,
ou desviado de seu objetivo público, ou
com preterição de requisitos, ou do
procedimento estabelecido em lei,
regulamento ou edital. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 27
PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS
Exemplo: Licença para dirigir,
preenchidos os requisitos legais, a
autoridade é obrigada a praticar o ato.
PODER DISCRICIONÁRIO 
A lei dá opções ao administrador público,
ou seja, ela concede certa margem de
liberdade de decisão, conforme os
critérios de oportunidade, conveniência,
justiça e equidade.
Nesse caso, o administrador
também está subordinado à
lei, porém, há situações nas
quais o próprio texto legal
confere margem de
opção/discricionariedade ao
administrador, e este tem o
encargo de identificar a
solução mais adequada para
defender o interesse público.
Cabe ressaltar que não existe poder
totalmente discricionário, pois alguns
elementos são sempre vinculados. 
Exemplo: permissão para atividade de
comércio ambulante, permite valoração
da Administração e pode ser revogado
a qualquer tempo, por motivos de
conveniência e oportunidade.
PODER HIERÁRQUICO 
Poder hierárquico é o que dispõe o
Executivo para distribuir e escalonar as
funções de seus órgãos, ordenar e rever a
atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os
servidores do seu quadro especial. 
Reconsideração: Reexame do ato
pela própria autoridade que o emitiu. 
Revisão: Análise do ato pela
autoridade superior àquela que o
emitiu.
FUNÇÃO:
Organiza as competências e
responsabilidades;
Organiza as funções dos agentes
públicos;
Define superiores para cada setor
e unidade. EMITEM: Ordens e
fiscalizam. 
AVOCAR 
O superior traz para si
atribuições do
subordinado; Que NÃO
SEJAM privativas por
previsão legal.
Conferir a outrem
atribuições originalmente
de quem o delega.
PODER DISCIPLINAR 
Capacidade da Administração de verificar
as infrações e aplicar penalidade aos
demais (Pessoa Física ou Pessoa
Jurídica) de que possuam algum vínculo.
Atua somente nas pessoas, entidades
que possuem algum vínculo com a
Administração.
Exercido como faculdade
punitiva interna da
Administração Pública e
só abrange infrações
relacionadas com o
serviço público.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 28
PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS
Exemplo: Licença para dirigir,
preenchidos os requisitos legais, a
autoridade é obrigada a praticar o ato.
PODER DISCRICIONÁRIO 
A lei dá opções ao administrador público,
ou seja, ela concede certa margem de
liberdade de decisão, conforme os
critérios de oportunidade, conveniência,
justiça e equidade.
Nesse caso, o administrador
também está subordinado à
lei, porém, há situações nas
quais o próprio texto legal
confere margem de
opção/discricionariedade ao
administrador, e este tem o
encargo de identificar a
solução mais adequada para
defender o interesse público.
Cabe ressaltar que não existe poder
totalmente discricionário, pois alguns
elementos são sempre vinculados. 
Exemplo: permissão para atividade de
comércio ambulante, permite valoração
da Administração e pode ser revogado
a qualquer tempo, por motivos de
conveniência e oportunidade.
PODER HIERÁRQUICO 
Poder hierárquico é o que dispõe o
Executivo para distribuir e escalonar as
funções de seus órgãos, ordenar e rever a
atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os
servidores do seu quadro especial. 
Reconsideração: Reexame do ato
pela própria autoridade que o emitiu. 
Revisão: Análise do ato pela
autoridade superior àquela que o
emitiu.
FUNÇÃO:
Organiza as competências e
responsabilidades;
Organiza as funções dos agentes
públicos;
Define superiores para cada setor
e unidade. EMITEM: Ordens e
fiscalizam. 
AVOCAR 
O superior traz para si
atribuições do
subordinado; Que NÃO
SEJAM privativas por
previsão legal.
Conferir a outrem
atribuições originalmente
de quem o delega.
PODER DISCIPLINAR 
Capacidade da Administração de verificar
as infrações e aplicar penalidade aos
demais (Pessoa Física ou Pessoa
Jurídica) de que possuam algum vínculo.
Atua somente nas pessoas, entidades
que possuem algum vínculo com a
Administração.
Exercido como faculdade
punitiva interna da
Administração Pública e
só abrange infrações
relacionadas com o
serviço público.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 29
A razão do poder de polícia é o
interesse social e o seu fundamento
está na supremacia geral que o Estado
exerce em seu território sobre as
pessoas, bens e atividades,
supremacia que se revela nos
mandamentos constitucionais e nas
normas de ordem pública.
PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS
VÍNCULO
Vínculo com os servidores e
decorre do poder hierárquico.FUNCIONAL
CONTRATUAL Particulares que tenham
contrato com o poder público. 
PODER REGULAMENTAR 
Poder regulamentar é a prerrogativa
conferida à Administração Pública de editar
atos gerais para complementar as leis e
possibilitar sua efetiva aplicação. 
Seu alcance é apenas
de norma
complementar à lei;
não pode, pois, a
Administração, alterá-
la a pretexto de estar
regulamentando-a. 
Se o fizer, cometerá abuso de poder
regulamentar, invadindo a
competência do Legislativo.
PODER DE POLÍCIA 
É a faculdade que dispõe a Administração
Pública para condicionar e restringir o uso e
gozo de bens, atividades e direitos
individuais, em benefício da coletividade ou
do próprio Estado.
Em linguagem menos técnica, podemos
dizer que o poder de polícia é o mecanismo
de frenagem de que dispõe a Administração
Pública para conter os abusos do direito
individual
O Estado detém a atividade dos
particulares que se revelar contrária,
nociva ou inconveniente ao bem-
estar social, ao desenvolvimento e a
segurança nacional.
Polícia administrativa -
incide sobre bens,
direitos e atividades, ao
passo que as outras
atuam sobre as pessoas,
individualmente ou
indiscriminadamente.
É regulada pelo Direito
Administrativo, é exercida pela
Polícia Militar, Polícia Federal e
órgãos administrativos de
caráter fiscalizador. Atua sob
bens, direitos e atividades. 
Polícia judiciária - É regulada pelo Direito
Processual Penal, exercida pela Polícia
Civil e Polícia Federal.
Repressiva;
Atua Sobre pessoas;
Investiga ilícitos penais.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO
30
PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS
TÉCNICAS DE
ORDENAÇÃO 
O poder de polícia usa
para alcançar seus
objetivos:
Informação;
Condicionamento;
Sancionatória.
PREVENTIVA - Disposições genéricas.
Regulamentam comportamentos. 
REPRESSIVA - a função repressiva
consiste em: punição aos infratores da
lei penal.
FISCALIZADORA - Identifica riscos
atuais de lesões a normas ou direitos. 
ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA 
O poder de polícia
administrativa tem atributos
específicos e peculiaridades
ao seu exercício, são eles: a
discricionariedade, a
autoexecutoriedade e a
coercibilidade.
DISCRICIONARIEDADE
 A discricionariedadetraduz-se como na
livre escolha, pela Administração, da
oportunidade e conveniência de
exercer o poder de polícia.
Como de aplicar as sanções e empregar
os meios conducentes a atingir o fim
colimado, que a proteção de algum
interesse público. 
AUTOEXECUTORIEDADE 
Com efeito, no uso
desse poder, a
Administração impõe
diretamente as
medidas ou sanções de
polícia administrativa
necessárias à
contenção da atividade
anti-social que ela visa a
obstar
COERCIBILIDADE
A coercibilidade, isto é, a imposição
coativa das medidas adotadas pela
Administração, constitui também atributo
do poder de polícia.
Realmente, todo ato de polícia é imperativo
(obrigatório para seu destinatário),
admitindo até o emprego da força
pública para seu cumprimento, quando
resistido pelo administrado. 
A autoexecutoriedade, ou seja, a faculdade
da Administração decidir e executar
diretamente sua decisão por seus próprios
meios, sem intervenção do judiciário.
MEIOS DE ATUAÇÃO 
Atuando a polícia administrativa de
maneira preferentemente preventiva, ela
age por ordens e proibições, mas
sobretudo...
Por meio de normas limitadoras e
sancionadoras da conduta daqueles que
utilizam bens ou exercem atividades que
possam afetar a coletividade,
estabelecendo as denominadas limitações
administrativas. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 31
CONDIÇÕES DE VALIDADE
Fato Jurídico - Quando os fatos
interferem nas relações travadas entre
pessoas e, por isso, precisam de
regulamentação por meio de normas
jurídicas. Podem se subdividir em:
PODERES ADMINISTRATIVOS ATOS ADMINISTRATIVOS
SANÇÕES 
O poder de polícia seria ineficiente se
não fosse coercitivo e aparelhado de
sanções para os casos da
desobediência à ordem legal da
autoridade competente. 
As sanções do poder de
polícia, como elemento
de coação e intimidação,
principiam, geralmente,
com a multa e se
escalonam em
penalidades mais
graves com a
interdição de atividade,
o fechamento de
estabelecimento… 
A demolição de construção, o
embargo administrativo de obra, a
destruição de objetos, tudo mais que
houver de ser impedido em defesa da
moral, da saúde e da segurança
pública, bem como da segurança
nacional, desde que estabelecido em
lei ou regulamento.
As condições de validade
do ato de polícia são as
mesmas do ato
administrativo comum, ou
seja, a competência, a
finalidade e a forma,
acrescidos da
proporcionalidade da
sanção e da legalidade
dos meios empregados
pela Administração.
A Administração Pública realiza sua
função executiva por meio de atos
jurídicos que recebem a denominação
especial de atos administrativos.
NECESSÁRIA DISTINÇÃO
Fato - é todo e qualquer
acontecimento, seja
decorrente de condutas
humanas ou simples
sucessão de eventos
alheios à atuação das
pessoas;
Fatos de natureza ou fatos jurídicos strictu
sensu. Ex: Nascimento e morte.
Fatos de pessoas ou atos jurídicos. É o
ato humano que manifesta vontade de
forma a interferir no direito.
Fato - Acontecimento
Ato - Manifestação de vontade
CONCEITO
O conceito de ato administrativo é
fundamentalmente o mesmo do ato
jurídico, do qual se diferencia como
uma categoria informada pela
finalidade pública. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 32
ATOS ADMINISTRATIVOS
Ato administrativo é toda
manifestação unilateral de
vontade da Administração Pública
que, agindo nessa qualidade, tenha
por fim imediato:
ATOS ADMINISTRATIVOS
Adquirir, resguardar, transferir,
modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos
administrados, ou a si própria. 
Em outras palavras,
são atos jurídicos que
decorrem de vontade
humana e repercutem
na vida real,
originando nas mãos
de um agente público.
ENTRETANTO....
Inexistem, na esfera do Direito
Administrativo, atuações totalmente
discricionárias, haja vista a definição legal
com critérios objetivos de determinados
elementos dos atos administrativos,
mesmo nos discricionários. 
Até mesmo os elementos do ato
administrativo que podem ter feição
discricionária (como motivo e
objeto), quando devidamente
regulamentados ou discriminados pela
Lei, passam a ser vinculados,
perdendo o caráter discricionário.
Fato administrativo é toda realização
material da Administração em
cumprimento de alguma decisão
administrativa, tal como a construção
de uma ponte, a instalação de um
serviço público, etc. 
TÍPICOS ATÍPICOS 
Praticados pela
Administração
no uso de seus
poderes
administrativos.
São os que
envolvem poderes
estatais, ficando o
poder público no
mesmo nível das
demais pessoas. 
ATOS ADMINISTRATIVOS X ATOS
DA ADMINISTRAÇÃO 
Nem todo ato praticado pela
Administração Pública é ato
administrativo, sendo o ato da
administração mais amplo do que a
noção de ato administrativo.
Para a corrente majoritária
os atos da Administração
são atos jurídicos
praticados pela
Administração Pública que
não se enquadram no
conceito de atos
administrativos, como os
atos legislativos expedidos
no exercício da função
atípica, os atos políticos
definidos na CF, os atos
regidos pelo direito privado e
os atos materiais. 
Atos Políticos ou de Governo
 Quando há exercício da função política e
podem exercê-la os membros do
Legislativo, Judiciário e do Executivo
Atos Privados ou de Gestão
São os atos da Administração Pública
regidos pelo direito privado, em que a
Administração atua sem prerrogativas,
como se particular fosse.
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COMPETÊNCIA
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DIREITO ADMINISTRATIVO 33
ATOS ADMINISTRATIVOSATOS ADMINISTRATIVOS
Atos Materiais
Também chamados de FATOS
ADMINISTRATIVOS, já que não
manifestam a vontade do Estado, sendo
atos de mera execução de atividade.
Ex: demolição de um prédio.
FASES DE CONSTITUIÇÃO DO ATO
ADMINISTRATIVO
1 - Perfeição (ou existência) 
A perfeição diz respeito
às etapas de formação do
ato, exigidas por lei para
que ele produza efeitos.
Assim:
Ato perfeito é aquele que
completou o processo, todas
as etapas de formação.
Ato imperfeito o é aquele que ainda está em
formação.
2 - Validade (ou regularidade) 
A validade é a compatibilidade entre o
ato jurídico e o disposto na norma legal,
só podendo ser analisado se o ato for,
ao menos, existente (perfeito).
3 - Eficácia
Aptidão para a produção de efeitos
concedida ao ato administrativo.
 Alguns têm eficácia imediata, logo após
a publicação, mas outros podem ter sido
editados com previsão de termos
iniciais ou condições suspensivas -
chamados de atos pendentes.
REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO
ELEMENTOS OU REQUISITOS
DO ATO ADMINISTRATIVO
Competência,
Forma, Objeto,
Finalidade e
Motivo
DICA : COM FI FOR M OB
Competência
Finalidade 
Forma 
Motivo 
Objeto
Para a prática do ato administrativo
a competência é a condição
primeira de sua validade. Nenhum
ato - discricionário ou vinculado -
pode ser realizado validamente sem
que o agente disponha de poder
legal para praticá-lo. 
Entende-se por
competência
administrativa o poder
atribuído ao agente da
Administração para o
desempenho específico
de suas funções. A
competência resulta da
lei e por ela é delimitada. 
COMPETÊNCIA 
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COMPETÊNCIA
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DIREITO ADMINISTRATIVO 34
ATOS ADMINISTRATIVOSATOS ADMINISTRATIVOS
FINALIDADE 
A finalidade é, assim, elemento
vinculado de todo ato administrativo -
discricionário ou regrado - porque o
Direito Positivo não admite ato
administrativo sem finalidade pública ou
desviado de sua finalidade específica. 
Não cabe ao administrador escolher
outra, ou substituir a indicada na norma
administrativa, ainda que ambas
intencionem fins públicos
A finalidade do ato administrativo é
aquela que a lei indica explícita ou
implicitamente. 
FORMA 
É a exteriorização do ato,determinada por lei,
decorrente do PRINCÍPIO
DA SOLENIDADE.
Não basta a manifestação de
vontade, mas a formalização
deve respeitar os critérios
previamente definidos em lei
O desrespeito às formalidades
específicas NÃO gera a inexistência
do ato, mas a sua ilegalidade,
devendo ser anulado. A forma é
sempre elemento vinculado, SALVO
se a lei estabelecer mais de uma
forma possível ou for silente.
FORMA 
O motivo ou causa é a situação de direito,
ou de fato que determina, ou autoriza a
realização do ato administrativo. 
O motivo, como elemento integrante da
perfeição do ato, pode vir expresso em
lei, como pode ser deixado ao critério do
administrador. 
No primeiro caso será um elemento
vinculado; no segundo, discricionário,
quanto à sua existência e valoração.
OBJETO 
Todo ato administrativo tem por
objeto a criação, modificação ou
comprovação de situações
jurídicas concernentes a pessoas,
as coisas ou atividades sujeitas à
ação do Poder Público.
Nesse sentido, o objeto
identifica-se com o
conteúdo do ato,
através do qual a
Administração manifesta
seu poder e sua vontade,
ou atesta simplesmente
situações preexistentes.
ATOS DE DIREITO PRIVADO PRATICADOS
PELA ADMINISTRAÇÃO 
A Administração pode praticar atos ou
celebrar contratos em regime de Direito
Privado, no desempenho normal de suas
atividades. Em tais casos ela se nivela ao
particular, abrindo mão de sua supremacia
de poder, desnecessária para aquele
negócio jurídico.
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
Procedimento administrativo é a
sucessão ordenada de operações que
propiciam a formação de um ato final
objetivado pela Administração. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 35
A imperatividade decorre da só a
existência do ato administrativo, não
dependendo da sua declaração de
validade ou invalidade.
EXIGIBILIDADE
O cumprimento das medidas
administrativas pode ser
exigido desde logo.
ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO
PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE 
Os atos administrativos, qualquer que
seja sua categoria ou espécie, nascem
com a presunção de legitimidade,
independentemente de norma legal
que estabeleça. 
Essa presunção decorre
do princípio da legalidade
da Administração, que,
nos Estados de Direito,
informa a toda atuação
governamental.
A presunção de legitimidade autoriza a
imediata execução ou operatividade
dos atos administrativos, mesmo
que arguidos de vícios ou defeitos que
os levam à invalidade.
IMPERATIVIDADE
A Administração pode impor
unilateralmente as suas determinações,
válidas, desde que dentro da legalidade. 
AUTOEXECUTORIEDADE
A Administração pode executar
diretamente seus atos e fazer cumprir
determinações, sem precisar recorrer ao
judiciário, até com o uso da força,
quando autorizada por lei. 
ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO
O reconhecimento da
autoexecutoriedade
tornou-se mais restrito,
em face do art. 5º, LV,
da CF, que assegura o
contraditório e a ampla
defesa inclusive nos
procedimentos
administrativos. 
Quando o interesse público correr
perigo iminente, a autoexecutoriedade
deve ser reconhecida. 
Assim, a Constituição não baniu o
jus imperium da Administração
Pública, nem a responsabilidade
cautelar do adiantamento de eficácia
de medida administrativa.
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM 
A classificação dos atos administrativos
não é uniforme entre os publicistas,
dada diversidade de critérios que podem
ser adotados para seu enquadramento
em espécies ou categoriais afins. 
QUANTO AOS DESTINATÁRIOS
ATOS GERAIS 
Atos gerais ou regulamentares são
aqueles expedidos sem destinatários,
com finalidade normativa, alcançando
todos os sujeitos que se encontrem na
mesma situação de fato abrangida por
seus preceitos. 
A característica dos atos gerais é que
prevalecem sobre os atos individuais,
ainda que provindos da mesma
autoridade. 
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 36
ATOS INDIVIDUAIS 
Assim, um decreto individual não
pode contrariar um decreto geral ou
regulamentar em vigor.
Atos administrativos individuais ou
especiais são todos os que se dirigem
a destinatários certos, criando-lhes
situação jurídica particular. 
Tais atos, quando de efeitos internos
ou restritos a seus destinatários,
admitem comunicação direta para início
de sua operatividade ou execução. 
ATOS MÚLTIPLOS ATOS SINGULARES 
Se referem a
mais de um
destinatário
Se destinam a
um único sujeito
descrito na
conduta.
QUANTO AO ALCANCE
ATOS INTERNOS 
Atos administrativos internos
são destinados a produzir
efeitos no recesso das
repartições administrativas,
e por isso mesmo incidem,
normalmente, sobre os órgãos
e agentes da Administração
que os expediram. 
São atos de operatividade caseira, que
não produzem efeitos em relação à
estranhos. Os atos administrativos
internos podem ser gerais e especiais,
normativos, ordinatórios, punitivos e de
outras espécies, conforme as exigências do
serviço público. 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM 
ATOS EXTERNOS 
Atos administrativos externos, ou, mais
propriamente, de efeitos externos, são
todos os que alcançam os
administrados, os contratantes, e, em
certos casos, os próprios servidores,
provendo sobre seus direitos, obrigações,
negócios ou conduta perante a
Administração.
Considera-se, ainda, atos externos
todas as providências administrativas
que, embora não atinjam diretamente o
administrado, produzem efeitos fora da
repartição que as adotou, como também
as que onerem a defesa ou o patrimônio
público.
QUANTO AO OBJETO
ATOS DE IMPÉRIO
Atos de império ou de autoridade são
todos os que a Administração pratica
usando de sua supremacia do
interesse público sobre o privado. 
É o que ocorre nas desapropriações,
nas interdições de atividade, nas
ordens estatutárias. 
ATOS DE GESTÃO 
Atos de gestão são os que a
administração pratica sem usar de sua
supremacia sobre os destinatários. 
Ocorre nos atos puramente de
Administração dos bens, serviços públicos
e nos negócios com os particulares que não
exigem coerção sobre os interessados.
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COMPETÊNCIA
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
DIREITO ADMINISTRATIVO 37
Uma vez que sua ação fica adstrita
aos pressupostos estabelecidos
pela norma legal para a validade da
atividade administrativa. 
Composto de dois atos, geralmente do
mesmo órgão público, em mesmo
patamar de igualdade.
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM 
ATOS DE EXPEDIENTE 
QUANTO AO GRAU DE LIBERDADE
Atos administrativos de expediente
são todos os que se destinam a dar
andamento aos processos e papéis
que tramitam pelas repartições
públicas, preparando-os para a decisão
de mérito a ser proferida pela
autoridade competente. 
ATOS VINCULADOS
Atos vinculados ou regrados
são aqueles para quais a lei
estabelece os requisitos e
condições de sua realização. 
Nessa categoria de atos, as
imposições legais absorvem,
quase que por completo, a
liberdade do administrador. 
Na prática de tais atos o Poder Público
sujeita-se às indicações legais ou
regulamentares e delas não se pode
afastar ou desviar sem viciar
irremediavelmente a ação administrativa. 
ATOS DISCRICIONÁRIOS
Atos discricionários são os que a
Administração pode praticar com
liberdade de escolha de seu conteúdo,
de seu destinatário, de sua
conveniência, de sua oportunidade e do
modo de sua realização. 
ATOS DISCRICIONÁRIOS
A discricionariedade administrativa
encontra fundamento e justificativa na
complexidade e variedade dos problemas
que o Poder Público tem que solucionar a
cada passo.
QUANTO À FORMAÇÃO
ATOS SIMPLES 
Para a sua formação depende de uma
única manifestação de vontade.
ATOS COMPOSTO 
Para a sua perfeição depende
de mais de uma manifestação
de vontade, sendo
compostos por uma vontade
principal (ato principal) +
vontade que ratifica esta
(ato acessório). 
ATO

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