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DIREITO ADMINISTRATIVO Marcelomapas RESUMO Marcelomapas RESUMOS ILUSTRADOS Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 Olá! Tudo bem? Equipe Marcelomapas Marcelomapas m a r c e l o . m a p a s e r e s u m o s @ g m a i l . c o m Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. O nosso conteúdo é feito com muita dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. Espero que você goste! Esse material destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de divulgação de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer compartilhamento seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua compreensão e desejamos um ótimo estudo. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 Gênese e evolução Conceito e Constitucionalização do Dir. Administrativo Tendências do Direito Administrativo Interpretação do Direito Administrativo Fontes do Direito Administrativo Estrutura da Administração Elementos do Estado Poderes de Estado Princípios Administrativos Administração Direta Organização Administrativa Orgãos Públicos Poderes Administrativos Atos Administrativos Atributos do Ato Administrativo Classificação dos Atos Administrativos Espécies de Atos Administrativos Teoria dos Motivos Determinantes Extinção dos Atos Administrativos Processo Administrativo Agentes Públicos Serviços Públicos Bens Públicos Responsabilidade Civil do Estado Controle da Administração S U M Á R IO S U M Á R IO S U M Á R IO 0404 0404 0505 0505 0606 0707 0707 0707 0909 1111 2121 2323 2525 3030 3434 3434 3737 3737 3939 4141 4545 4646 5757 6767 7272 04 04 05 05 06 07 07 07 09 11 21 23 25 30 34 34 37 37 39 41 45 46 57 67 72 Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 04 Por tudo isso, o direito francês é a principal influência na formação do Direito Administrativo brasileiro, de onde importamos o conceito de serviço público, a teoria dos atos administrativos, da responsabilidade civil do estado, o princípio da legalidade e outros mais. É unânime na doutrina que o Dir. Administrativo surge com a consagração dos ideais liberais da Revolução Francesa de 1789 e o surgimento do Estado de Direito. GÊNESE E EVOLUÇÃO ORIGEM DO DIREITO ADMINISTRATIVO CONTECIOSO ADMINISTRATIVO A França criou tribunais administrativos com a finalidade de decidir os conflitos envolvendo a Administração Pública e os particulares, excluindo-os da análise do Poder Judiciário. Um grande marco do surgimento do Direito Administrativo foi o Conselho de Estado Francês, que a patir de 1872, passou a proferir decisões soberanas sobre questões administrativas, insuscetíveis de revisão pelo poder Judiciário. Outro marco da origem do Dir. Administrativo é o "Arret Blanco", em 1873, o caso de uma menina francesa que foi atropelada por uma Companhia Nacional de Manufatura de Tabaco. Foi o primeiro caso em que o Tribunal de Conflitos da França decidiu que a responsabilidade do Estado não pode reger-se pelos princípios do Código Civil, mas por normas de Dir. Público. GÊNESE E EVOLUÇÃO CONCEITO O Direito, objetivamente considerado, é o conjunto de regras de condutas coativamente impostas pelo estado. O Direito se traduz em princípios de conduta social, tendentes a realizar a justiça. Um ramo autônomo do Direito, pertencente ao Direito público, que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que intregam a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública. CONCEITO DE DIR. ADMINISTRATIVO Conceito de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 05 A possibilidade de controle judicial a discricionariedade a partir dos princípios constitucionais; A previsão de instrumentos de participação dos cidadãos na tomada de decisões administrativas. O Direito Administrativo tem sofrido profundas transformações, cabendo destacar as seguintes mutações e tendências: A interpretação em Direito Administrativo deve se pautar em 3 (três) pontos básicos: CONSTITUCIONALIZAÇÃO TENDÊNCIAS A constitucionalização do Dir. Administrativo teve inicío na segunda metade do séc. XX. Por ter acontecido uma má utilização do texto constitucional durante a 2ª guarra mundial, O Poder Legislativo ficou em descrédito de sua capacidade de exercer a vontade popular. Assim, o constitucionalismo sofreu modificações importantes e a Constituição nos países europeus passou a ter caratér normativo. Neste contexto, os princípios constitucionais e os direitos fundamentais passam a ter posição de destaque. IMPORTANTES MUDANÇAS QUE A CONSTITUCIONALIZAÇÃO TROUXE AO DIR. ADMINISTRATIVO A redefinição da ideia de supremacia do interesse público sobre o privado; A superação da concepção do princípio da legalidade como vinculação positiva do administrador à lei e a consagração da vinculação direta à Constituição; Constitucionalização e aplicação do princípio da juridicidade; Relativização de formalidades e ênfase no resultado; Elasticidade do Direito Administrativo, com diálogo com outras disciplinas; Consensualidade e participação; Processualização e contratualização da atividade administrativa; Publicização do Direito Civil e privatização do Direito Administrativo; e Aproximação entre a Civil Law e a Common Law. INTERPRETAÇÃO DESIGUALDADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO E O PARTICULAR (DESIGUALDADE JURÍDICA) Sempre que se interpreta uma norma do direito administrativo, devemos recordar que existe uma desigualdade jurídica, uma vez que a Administração atua com base no princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 06 O Direito Administrativo tem sua formação em quatro fontes principais, a saber: a lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes. INTERPRETAÇÃO LEI (JURIDICIDADE) PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE DOS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO Os atos praticados pela administração são presumivelmente legítimos, ou seja, presume-se que ele foi praticado em conformidade com o ordenamento jurídico NECESSIDADE DE DISCRICIONARIEDADE A discricionariedade é indispensável para que o administrador possa concretizar a norma geral e abstrata prevista. FONTES FONTES ESCRITAS X NÃO ESCRITAS As fontes escritas: são chamadas genericamenete de lei (CF, Emendas, Lei complementar e ordinária, MP, e outras formas legislativas). As não escritas são a jurisprudência, os princípios gerais, e os costumes e os precedentes judiciais. Em sentido amplo, é a fonte primária do Direito Administrativo, abrangendo esta expressão desde a Constituição até os regulamentos executivos. FONTES DOUTRINA Fonte secundária, formando o sistema teórico de princípios aplicáveis ao Direito Positivo, é elemento construtivo da Ciência Jurídica, a qual pertence a disciplina em causa. A doutrina é que distingue as regras que convêm ao Direito Público, e mais particularmente a cada um dos sub- ramos do saber jurídico. JURISPRUDÊNCIA Fonte secundária - Reiteração dos julgamentos num mesmo sentido, influencia poderosamente a construção do Direito, e especialmente a do Direito Administrativo, que se ressente de sistematização doutrinária e de codificação legal. COSTUME No Direito Administrativo brasileiro o costume exerce ainda influência,COMPLEXO Formado pela soma de vontades de órgãos públicos independentes, em mesmo nível hierárquico, de forma que tenham a mesma força, não se podendo imaginar a dependência de uma em relação à outra. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 38 CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM QUANTO À ESTRUTURA ATOS ABSTRATOS ATOS CONCRETOS Praticados com a finalidade de resolver uma situação específica, exaurindo os seus efeitos em uma única aplicação, não perdurando após a prática e a execução. Ex: Multa de trânsito, aplicação de penalidade de demissão a servidor faltoso Definem regra genérica que deverá ser aplicada sempre que a situação descrita no ato ocorrer de fato QUANTO AOS EFEITOS ATOS CONSTITUTIVOS Criam uma situação jurídica nova, previamente inexistente, mediante a criação de novos direitos ou a extinção de prerrogativas ATOS DECLARATÓRIOS Afirmam um direito preexistente, mediante o reconhecimento de situação jurídica previamente constituída QUANTO AOS RESULTADOS ATOS AMPLIATIVOS Atribuem direitos e vantagens aos seus destinatários ATOS RESTRITIVOS Atos que impõem obrigações ou aplica penalidades aos destinatários, sempre dentro dos limites da lei, QUANTO AO CONTEÚDO Ato administrativo em sentido formal: possuem a forma de ato administrativo, mas são dotados dos atributos de abstração e generalidade Ato administrativo em sentido material: São aqueles voltados para uma situação determinada, individualizada, ainda que inclua mais de uma pessoa. ESPÉCIES DE ATOS ATOS NORMATIVOS São aqueles que contêm um comando geral do Executivo, visando à correta aplicação da lei. Por exemplo: decretos regulamentares, regimentos, resoluções, deliberações e portarias. O objetivo imediato de tais atos é explicitar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 39 São provimentos, determinações ou esclarecimentos que se endereçam ais servidores públicos a fim de orientá-los no desempenho de suas atribuições. ATOS PUNITIVOS Atos administrativos punitivos são os que contêm uma sanção imposta pela Administração, àqueles que infringem disposições legais, regulamentares ou ordinatórias dos bens, ou serviços públicos. Regimentos = atos normativos internos que, baseados no poder hierárquico, destinam-se a reger órgãos colegiados ou corporações legislativas. ESPÉCIES DE ATOS ATOS ORDINATÓRIOS Atos administrativos ordinatórios são os que visam disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. ATOS ORDINATÓRIOS São exemplos de atos ordinatórios ou atos de mero expediente: a conclusão dos autos ao juiz, a vista às partes, a remessa à contadoria e a expedição de mandados e ofícios. ATOS NEGOCIAIS Ato administrativo negocial é aquele que contém uma declaração de vontade do Poder Público coincidente com a pretensão do particular, visando à concretização de negócios jurídicos públicos ou à atribuição de certos direitos, ou vantagens ao interessado. São exemplos de atos negociais são: licenças, autorizações, permissões, homologações, vistos, admissões, aprovações e dispensas. ESPÉCIES DE ATOS Visam punir e reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular dos servidores, ou dos particulares perante a Administração. Atos punitivos externos: multas, interdição de atividade, destruição de coisas. Atos punitivos internos: advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria, etc. ATOS ENUNCIATIVOS NÃO produzem efeitos e NÃO podem ser revogados. Certificam ou atestam uma situação existente, NÃO contendo manifestação de vontade da Administração. Ex.: atestado, certidão, parecer. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 40 RENÚNCIA É forma de extinção que se aplica somente para atos ampliativos, que geram direitos a particulares, por não ser possível renunciar a obrigações. DOS MOTIVOS DETERMINANTES A teoria dos motivos determinantes funda-se na consideração de que os atos administrativos, quando tiverem sua prática motivada, ficam vinculados aos motivos expostos, para a validade dos efeitos jurídicos. Tais motivos é que determinam e justificam a realização do ato, e, por isso mesmo, deve haver perfeita correspondência entre eles e a realidade. Havendo desconformidade entre os motivos determinantes e a realidade, o ato é invalido. EXTINÇÃO NATURAL A extinção natural do ato administrativo pode ocorrer nas seguintes situações: Cumprimento dos efeitos: acontece com a execução material da situação apresentada no ato administrativo. Ex.: término do prazo para a construção. Conclusão do termo final ou da condição resolutiva: extingue os atos sujeitos a prazo determinado ou que dependem da ocorrência de um evento futuro e incerto. Ex.: autorização por porte de armas concedida por 01 ano que se extingue após expirado esse prazo DOS MOTIVOS DETERMINANTES ESGOTAMENTO DO CONTEÚDO JURÍDICO É A EXTINÇÃO NATURAL. EXTINÇÃO DOS ATOS ADM DESAPARECIMENTO DA PESSOA OU COISA SOBRE A QUAL O ATO RECAI Situação na qual o desfazimento do ato decorre do desaparecimento do seu objeto ou do sujeito ao qual ele se destina. (extinção objetiva ou subjetiva). RETIRADA Extinção de uma determinada conduta estatal, mediante a edição de ato concreto que a desfaça. É forma de extinção precoce do ato administrativo. ANULAÇÃO É a retirada do ato administrativo por motivo de ilegalidade, operando efeitos ex- tunc, ressalvados os direitos adquiridos de terceiros de boa-fé. O ato anulatório é secundário, constitutivo e vinculado (é um dever e não mera faculdade). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 41 EXTINÇÃO DOS ATOS ADM O Poder Judiciário, além da própria Administração, também pode anular os atos administrativos com vícios de ilegalidade, desde que o faça mediante provocação, possuindo a administração o prazo decadencial de 05 (cinco) anos para anular atos administrativos ampliativos, salvo no caso de má-fé do beneficiário. TEORIA DA APARÊNCIA: A nomeação de servidor sem concurso público é nula, mas os atos praticados são válidos, em atenção ao princípio da segurança jurídica. Na anulação, NÃO há o efeito repristinatório. Em regra, NÃO há dever de indenizar, exceto se o particular comprovadamente sofreu dano especial para a ocorrência do qual não tenha colaborado. REVOGAÇÃO Extinção do ato administrativo por motivo de oportunidade e conveniência (razões de mérito), produzindo efeitos ex nunc e mantendo os atos já produzidos. Toda revogação pressupõe, portanto, um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. É competência exclusiva da Administração Pública. O Judiciário NÃO possui competência para examinar o mérito do ato administrativo. EXTINÇÃO DOS ATOS ADM O ato revocatório é secundário, constitutivo e discricionário (revogação é poder e não dever). NÃO há previsão de limite temporal para a revogação dos atos administrativos. Tanto na anulação quanto na revogação NÃO há o efeito repristinatório. Não se admite revogação: I. Atos que geram direito adquirido; II. Atos já exauridos; III. Atos vinculados; IV. Atos enunciativos (certidões, pareceres, atestados); V. Atos preclusos no curso de procedimento administrativo; VI. Atos ilegais. A doutrina admite a possibilidade de indenização aos particulares prejudicados pela revogação, desde que tenha ocorrido a extinção antes do prazo fixado para permanência da vantagem. CASSAÇÃO Ocorre quando o beneficiário do ato deixa de cumprir os requisitos de quando teve o ato deferido. É hipótese de ilegalidadesuperveniente por culpa do beneficiário. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 42 O Brasil adotou sistema de jurisdição única, ou sistema inglês, no qual o processo administrativo não exaure a discussão, sendo admitida a discussão da matéria também na via judicial. DEVIDO PROCESSO LEGAL EXTINÇÃO DOS ATOS ADM PROCESSO ADMINISTRATIVO: CADUCIDADE UMA NORMA JURÍDICA PROÍBE O ATO. Trata-se da extinção do ato administrativo por lei superveniente que impede a manutenção do ato inicialmente válido. Trata-se de ilegalidade superveniente decorrente de alteração legislativa. PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO X PROCEDIMENTO Processo é o instrumento indispensável para o exercício de função administrativa, enquanto procedimento é o conjunto de formalidades que devem ser observadas para a prática de certos atos administrativos. Série de atos administrativos relacionados, respeitando ordem posta na lei, com finalidade específica, ensejando a prática de ato final. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO: Forma pela qual os atos do processo se desenvolvem. É o rito respeitado pela Administração para se alcançar a finalidade do processo, consistente no conjunto de atos administrativos com a finalidade de garantir a proteção dos direitos dos administrados e o cumprimento dos fins da Administração. PROCESSO ADMINISTRATIVO PRINCÍPIOS DO PROCESSO OFICIALIDADE (IMPULSO OFICIAL) Os processos administrativos podem ser instaurados sem a necessidade de provação de qualquer particular interessado, e não depende de manifestação deste para o seu impulso. Abarca a garantia de transparência na condução do processo, para se evitar abusos e arbitrariedades pelo administrador. Possui dois sentidos: Sentido procedimental (procedural due process): A Administração deve respeitar os procedimentos e as formalidades previstas na lei Sentido substantivo (substantive due process): A atuação administrativa deve ser pautada pela razoabilidade, sem excessos Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 43 ATENÇÃO! Para o particular o PAD é informal, mas para o Estado é formal. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO DIREITO À INFORMAÇÃO É o direito do particular de saber o que acontece no processo administrativo ou judicial de seu interesse, bem como de se manifestar na relação processual. NÃO pode ser negado ao particular interessado no feito, o direito de ter vista e tirar cópia dos atos processuais considerados relevantes. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS É o aproveitamento dos atos processuais, admitindo até o saneamento do processo, quando se tratar de nulidade sanável. INFORMALISMO OU FORMALISMO MODERADO Em geral, os atos praticados pelos particulares em processos administrativos não dependem de forma prescrita em lei. GRATUIDADE Os processos administrativos são gratuitos, não havendo cobrança de custas, emolumentos ou ônus sucumbenciais VERDADE REAL O processo administrativo busca a verdade material em contraponto aos processos jurídicos. Logo, os processos administrativos admitem todos os tipos de provas lícitas, apresentadas em qualquer fase do processo, ainda que após o encerramento da instrução. LEGALIDADE O agente público só pode atuar conforme determinação legal, sendo todos os atos do processo previamente estipulados em lei e de observância obrigatória pelo administrador. MOTIVAÇÃO (OBRIGATÓRIA) É dever imposto ao ente estatal de indicar os pressupostos de fato e de direito que motivaram a prática dos atos administrativos FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO (LEI 9.784/99) O processo administrativo será instaurado mediante portaria do órgão responsável, por: provocação do interessado ou ex officio, por interesse da Administração Pública. 1 - INSTAURAÇÃO Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 44 PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO São legitimados como interessados no processo administrativo (art. 9º): a) titulares dos direitos e interesses, pessoas físicas ou jurídicas; b) terceiros interessados; c) organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; d) pessoas ou associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. 2 - INSTRUÇÃO PROCESSUAL, DEFESA E RELATÓRIO É a fase de dilação probatória nos procedimentos administrativos; Em decorrência do princípio da oficialidade, a produção de provas em processo administrativo pode ser feita pelo interessado ou pela própria administração, de ofício, independente da provocação do particular. Em processos administrativos, só não se admitem as provas obtidas por meios ilícitos. É facultado ao interessado, na fase instrutória e antes de proferida decisão no processo, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. Também pode ser cobrada a emissão de pareceres de órgãos consultivos. Nesse caso, o prazo para emissão de parecer será de 15 dias, salvo norma específica ou necessidade devidamente justificada. NÃO sendo emitido parecer dentro do prazo, podem ocorrer as seguintes situações: Se o parecer for obrigatório e vinculante, será paralisado o processo até a apresentação do parecer, sem prejuízo da responsabilização civil, penal e administrativa do agente que deu causa à não emissão do parecer ao atraso. Se o parecer for obrigatório e NÃO vinculante, o processo poderá prosseguir sem a emissão do parecer, inclusive com decisão final, sem prejuízo da responsabilização civil, penal e administrativa do agente que deu causa à não emissão do parecer devido, no prazo fixado por lei. Encerrada a fase instrutória, os interessados terão o prazo de 10 dias para manifestação, salvo se outro prazo for fixado por disposição legal específica. PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO NOS CASOS PREVISTOS NO ART. 69-A: pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos; pessoa portadora de deficiência, física ou mental. 3- DECISÃO Concluída a instrução, o poder público terá o prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período, desde que justificadamente, para proferir decisão final no processo. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 45 PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO No âmbito da Administração Pública federal, as decisões administrativas que exijam a participação de 3 (três) ou mais setores, órgãos ou entidades poderão ser tomadas mediante decisão coordenada. Decisão coordenada: é a instância de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de simplificar o processo administrativo mediante participação concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos responsáveis pela instrução técnico-jurídica. I - de licitação; II - relacionados ao poder sancionador; ou III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos. NÃO se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos: A conclusão dos trabalhos da decisão coordenada será consolidada em ata. Até a assinatura da ata, poderá ser complementada a fundamentação da decisão da autoridade ou do agente a respeito de matéria de competência do órgão ou da entidade representada. A ata será publicada por extrato no Diário Oficial da União. EXTINÇÃO DO PROCESSO (LEI 9.784/99) Se faz por ato administrativo devidamente fundamentado, desde que comprovados os requisitos estampados na lei de inutilidade ou impossibilidade da decisão, ou até mesmo prejudicialidade por fatos posteriores. A manifestação de desistência do processo pelo interessado NÃO gera, necessariamente, extinção do feito,podendo a Administração Pública dar continuidade do processo, se exigido pelo interesse público. ANULAÇÃO - ART. 53 Dever da administração, admitido o exercício também pelo Poder Judiciário. Ocorre quando houver ilegalidade do ato por vícios insanáveis. A declaração possui efeitos retroativos (ex tunc),sendo que, em relação a terceiros de boa-fé, devem ser preservados os efeitos produzidos na vigência do ato administrativo Sujeito a prazo decadencial de 5 anos, no caso de atos com destinatários de boa-fé REVOGAÇÃO - ART. 53 É uma escolha da administração, não se admitindo o exercício pelo Poder Judiciário, quando no exercício da função jurisdicional. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 46 PROCESSO ADMINISTRATIVO Ocorre por razões de conveniência e oportunidade. A declaração possui efeitos não retroativos (ex nunc). Pode ser realizada a qualquer tempo AGENTES PÚBLICOS Agente público é termo com sentido amplo. Significa o conjunto de pessoas que, a qualquer título, exerce uma função pública, remunerada ou gratuita, definitiva ou transitória, política ou jurídica. Logo, agente público envolve todo mundo que tenha, de qualquer sorte, a qualquer título e em qualquer tempo, vínculo com o Poder Público. Há dois requisitos para a caracterização do agente público: Requisito objetivo: a natureza estatal da atividade desempenhada. Requisito subjetivo: a investidura na atividade. 1 - AGENTES POLÍTICOS São aqueles agentes públicos que atuam no exercício da função política de Estado. Têm cargos estruturais e inerentes à organização política do país e exercem a vontade superior do Estado. Na doutrina, é indiscutível que os detentores de mandato eletivo e os secretários e os ministros do Estado são agentes políticos. AGENTES PÚBLICOS Embora se trate de matéria controversa, para fins de concurso público, o STF já se manifestou, no sentido de considerar os membros da Magistratura e do Ministério Público como agentes políticos (RE 228977/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j. 05/03/2002). Quanto aos membros do Tribunal de Contas o STF já se pronunciou, no sentido de que eles se enquadram na categoria de agentes administrativos. (Rcl 6702 MC-AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em 04/03/2009). 2 - PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO Os particulares em colaboração com o poder público são aqueles que, sem perderem a qualidade de particulares, atuam, em situações excepcionais, em nome do Estado, mesmo em caráter temporário, independentemente do vínculo jurídico estabelecido. DESIGNADOS: São pessoas requisitadas ou designadas para, transitoriamente colaborarem com o Estado. Exercem múnus público. São chamados de “agentes honoríficos”. Exs.: os mesários, os jurados e os agentes militares conscritos; Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 47 Formal: É regido por normas de Direito Público, ainda que prestado por particulares em regime de delegação. AGENTES PÚBLICOS VOLUNTÁRIOS: São aqueles que atuam voluntariamente em repartições, escolas, hospitais públicos ou situações de calamidade, quando o ente estatal realiza programa de voluntariado. DELEGADOS: São aqueles que prestam serviço público, mediante delegação do Estado. Ex.: os titulares das serventias de cartórios. CREDENCIADOS: Atuam em nome do Estado, em razão de convênio celebrado com o Poder Público. 3 - SERVIDORES ESTATAIS Os servidores estatais, também chamados de “agentes administrativos”, têm vínculo com o Estado, no exercício da função administrativa. Em regra, a definição de servidores estatais ocorre por critério de exclusão, pois abrange todos aqueles que têm vínculo com a Administração Pública e que exercem função pública, porém não ostentam a qualidade de agentes políticos ou particulares em colaboração com o ente público. SERVIÇOS PÚBLICOS Serviço Público é toda atividade executada pelo Estado de forma a promover à sociedade uma comodidade ou utilidade, visando ao interesse público, gozando de prerrogativas da supremacia estatal e sujeições decorrentes da indisponibilidade do interesse público. SERVIÇOS PÚBLICOS Material: O serviço público é uma comodidade fruível pelo particular, de forma contínua, sem interrupções indevidas. Subjetivo: Pode ser prestado pelo Estado de forma direta ou indireta. Para a doutrina moderna, se o serviço público NÃO for prestado pelo Estado, ainda que indiretamente, não poderá ser conceituado como serviço público. Ante o exposto, Serviço Público é toda atividade prestacional do Estado, espécie de atividade econômica, voltada a um cidadão específico ou a uma coletividade inteira, de titularidade exclusiva do Estado, direta ou indiretamente, e independentemente da forma de remuneração, sujeita ou não ao CDC. PRINCÍPIOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DEVE OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO TEXTO CONSTITUCIONAL, E: A) Dever de prestação pelo Estado: O poder público NÃO poderá se escusar da prestação dos serviços públicos, de modo que a omissão configura abuso de poder e justifica a responsabilidade civil. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 48 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS B) Generalidade: Definido por alguns como princípio da universalidade, o serviço deverá ser prestado à maior quantidade possível de pessoas. C) Isonomia: A prestação de serviços NÃO pode ser diferenciada indevidamente pelos usuários. D) Atualidade (adaptabilidade): A prestação do serviço público deve ser feita sempre com as técnicas mais modernas. Está ligado ao dever de eficiência. E) Cortesia: O prestador do serviço deve ser cortês e educado ao tratar com o usuário. F) Economicidade: Noção de prestação do serviço de forma eficiente, com gastos no limite da razoabilidade. G) Submissão e controle ou transparência: Os serviços públicos devem ser controlados pela própria sociedade e pelo Poder Público. H) Modicidade das tarifas: As tarifas cobradas ao usuário devem ser as mais baixas possíveis, para manter a prestação do serviço à maior parte da coletividade. I) Continuidade (princípio da permanência): É a prestação ininterrupta da atividade administrativa e dos serviços prestados à coletividade, evitando interrupções indevidas, estando ligado ao princípio da eficiência. J) Mutabilidade: determina que o Estado tem a prerrogativa de alterar, de modo unilateral, as regras que incidem sobre o serviço público. FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO Prestação direta: Prestação efetivada pelos próprios entes federativos (U., E., DF., M.). Descentralização: Pode se dar por: OUTORGA (descentralização por serviços) a. Transfere a titularidade + execução; b. Conferida apenas a pessoas jurídicas de direito público; c. Feita mediante lei específica. DELEGAÇÃO (Descentralização por colaboração) a. Transfere apenas a execução; b. Feita a entes da Administração indireta ou particulares; c. Feita mediante lei (adm. Indireta) ou contrato. CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS Serviços públicos exclusivos, não delegáveis: São aqueles serviços que somente podem ser prestados diretamente pelo Estado, de modo que não se admite a transferência a particulares. Ex.: O serviço postal e o correio aéreo nacional (art. 21, X, da CF). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 49 Ex.: Os serviços de saúde, educação e previdência. Ex.: Os serviços de iluminação pública e de limpeza pública. SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS Serviços públicos exclusivos delegáveis: São os serviços que devem ser necessariamente prestados pelo Estado, que pode realizar a prestação diretamente ou mediante delegação aos particulares. Ex.: Ex.:Os serviços de transporte público e de energia elétrica. Serviços públicos de delegação obrigatória: São os serviços de radiodifusão sonora e radiodifusão de sons e imagens (rádio e televisão), regulamentados no art. 223 da CF. AINDA, os serviços públicos podem ser divididos com base na forma de fruição dessas atividades pelos usuários: SERVIÇOS UTI SINGULI OU INDIVIDUAIS são aqueles prestados a toda coletividade. São serviços divisíveis, haja vista a possibilidade de se dividir a utilização entre os usuários, distribuindo o ônus da prestação de forma proporcional à utilização individual. Exs.: A energia elétrica e o uso da linha telefônica. São serviços indivisíveis, pois não é possível dividir o ônus da prestação em proporção igual à utilização. Por isso, são custeados pela receita geral decorrente da arrecadação dos impostos. Os serviços divisíveis (uti singuli), podem ser classificados em compulsórios ou facultativos. SERVIÇOS COMPULSÓRIOS são essenciais à coletividade; que não podem ser abdicados pelos destinatários; cobrança efetivada mediante taxa; o inadimplemento enseja em execução fiscal. SERVIÇOS FACULTATIVOS são prestados para atender os interesses da coletividade; podem, ou não, ser utilizados pelos usuários; cobrança efetivada mediante tarifas ou preços públicos; Em relação à forma de prestação, os serviços públicos podem ser classificados em próprios ou impróprios. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 50 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PRÓPRIOS Os serviços próprios são aqueles que somente podem ser prestados pelo Estado, de forma direta ou mediante delegação a particulares, através da celebração de contratos de concessão e permissão, nos termos da lei responsável por reger o tema. SERVIÇOS IMPRÓPRIOS São aqueles que, embora sejam essenciais à coletividade e satisfaçam os interesses dos administrados, podem ser executados por particulares, sem a necessidade de delegação pelo ente estatal. CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS Entende-se como concessão de serviço público a delegação da prestação do serviço público do poder concedente à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado, mediante licitação, na modalidade de concorrência. A CONCESSÃO COMUM PODE SER CLASSIFICADA EM DUAS ESPÉCIES: CONCESSÃO SIMPLES: a. São contratos cujo objeto se resume à transferência da execução do serviço público ao particular; b. O particular executará a atividade por sua conta e risco; c. O particular fará cobrança de tarifas dos usuários, sem contraprestação do Poder Público. CONCESSÃO PRECEDIDA DE EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA: a. São contratos em que o Ente público determina ao particular que realize uma obra pública de relevância para a sociedade e indispensável à prestação do serviço público. b. O particular executará a obra às suas expensas; c. O particular será remunerado posteriormente. PODER CONCEDENTE O concedente é o ente federativo da Administração Direta (União, Estados, DF e Municípios) responsável pela execução da atividade delegada, sem o prejuízo do respeito às competências constitucionais atinentes a prestação dos serviços públicos. CONCESSIONÁRIA A concessionária do serviço é o particular que celebra o contrato administrativo. Trata-se do executor do serviço público descentralizado. O contrato de concessão de serviços públicos somente pode ser celebrado com pessoa jurídica ou consórcio de empresas, de modo que não se admite a assinatura da avença por pessoa física. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 51 atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço; e comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor. DURAÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS As contratações, inclusive de mão-de-obra, feitas pela concessionária serão regidas pelas disposições de direito privado e pela legislação trabalhista, de modo que não há qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente (art. 31, parágrafo único, da Lei 8.987/95). Conforme o art. 25, caput, da Lei 8.987/95, incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros. o art. 37, §6º, da CF estabelece que a concessionária (pessoa jurídica prestadora de serviço público) terá responsabilidade objetiva pelos danos causados a terceiros durante a prestação do serviço, ao passo que o poder concedente terá responsabilidade objetiva e subsidiária. SUBCONTRATAÇÃO De acordo com o art. 25, § 1º, da Lei 8.987/95, a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados. Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros reger-se- ão pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente, nos termos do art. 25, § 2º, da Lei 8.987/95. TRANSFERÊNCIA DA CONCESSÃO A transferência da concessão ou do controle societário da concessionária depende de prévia anuência do poder concedente, sob pena de se configurar caducidade do contrato (art. 27, caput, da Lei 8.987/1995). Para que haja a anuência do poder concedente, o pretendente deverá (art. 27, §1º, da Lei 8.987/1995): As concessões somente podem ser delegadas ao particular por prazo determinado (art. 2º, II e III, da Lei 8.987/95). A Lei 8.987/95 não estipula o prazo de duração do contrato de concessão. o poder concedente deve observar a natureza do serviço para fixar o prazo de duração. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 52 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS INTERVENÇÃO A intervenção é mero procedimento acautelatório, sem quebra da continuidade do serviço. A intervenção advém da fiscalização e ocorrerá quando existir indícios de irregularidade. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida (art. 32, parágrafo único, da Lei 8.987/95). Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de 30 dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa, nos moldes do art. 33, caput, da Lei 8.987/95. De acordo com o art. 33, §3º, da Lei 8.987/95, o procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de até 180 dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares, será declarada sua nulidade, de modo que o serviço deverá ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo de seu direito à indenização (art. 33, §1º, da Lei 8.987/95). Cessada a intervenção, se não for extinta a concessão, a administração do serviço será devolvida à concessionária, precedida de prestação de contas pelo interv entor, que responderá pelos atos praticados durante a sua gestão (art. 34 da Lei 8.987/95). EXTINÇÃO DA CONCESSÃO A extinção é o término do contrato celebrado entre o particular e o Poder Público, que retomará todos os bens reversíveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário. O ADVENTO DO TERMO é a forma natural de extinção de um contrato de concessão de serviço público, prevista no art. 35, I, da Lei 8.987/95. A ENCAMPAÇÃO também chamada como resgate do serviço público, é a retomada do serviço pelo poder concedente durante oprazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento de indenização (art. 37 da Lei 8.987/95). A CADUCIDADE é a rescisão unilateral do contrato por motivo de inadimplemento do particular contratado. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 53 RESCISÃO JUDICIAL SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS A declaração da caducidade da concessão deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa e contraditório. Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia, nos termos do art. 38, § 4o, da Lei 8.987/95. De acordo com o art. 27, caput, da Lei 8.987/95, a caducidade também ocorrerá quando houver a transferência da concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia autorização do poder concedente. A RESCISÃO abrange duas situações distintas. RESCISÃO CONSENSUAL (OU BILATERAL) É decorrente do acordo firmado entre as partes. Trata-se do distrato, no qual há consenso de vontades de ambas as partes da avença. A rescisão judicial é aquela a ser requerida pela concessionária, no caso de inadimplemento contratual do poder público. Se o Poder Público for inadimplente no contrato administrativo celebrado, o particular não poderá rescindir o contrato unilateralmente, pois a rescisão unilateral é cláusula exorbitante, que só se aplica à Administração Pública. Se o ente estatal suspender o contrato por prazo superior a 3 meses ou repetidas suspensões que totalizem 90 dias, o particular contratado terá direito à extinção do contrato nos termos do art. 137, §2º, II e III, da Lei 14.133/21. A ANULAÇÃO é a extinção do contrato administrativo em razão da ilegalidade. A medida pode ser definida pela própria Administração Pública, no exercício do poder de tutela, ou por decisão judicial, mediante provocação de qualquer interessado. A REVERSÃO tá prevista no art. 35, § 1º, da Lei 8.987/95, o qual estabelece que, após a extinção da concessão, retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no contrato. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 54 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS A reversão pode ser onerosa, quando o poder concedente tem o dever de indenizar o conncessionário que adquiriu os bens com capital próprio ou gratuita, quando a tarifa já tiver levado em conta o ressarcimento do concessionário pelos recursos utilizados. LICITAÇÃO De acordo com o art. 14 da Lei 8.987/95, toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO De acordo com o art. 2º, IV, da Lei 8.987/95, a permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. Ademais, todas as regras aplicáveis à concessão serão aplicáveis à permissão, nos termos do art. 40, parágrafo único, da Lei 8.987/1995. NATUREZA JURÍDICA Com o advento da CF/88 e da Lei 8.987/95, as permissões de serviço público passaram a ter natureza jurídica de contrato de adesão. DIFERENÇAS ENTRE A CONCESSÃO E A PERMISSÃO Não exige autorização legislativa, em regra; Licitação por qualquer modalidade; Para pessoas jurídicas ou físicas. Caráter mais estável; CONCESSÃO PERMISSÃO Caráter mais precário; Exige autorização legislativa; Licitação por concorrência; Para pessoas jurídicas ou consórcio de empresas. AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO A autorização é um ato administrativo precário, unilateral, discricionário. A Administração Pública pode analisar a autorização, conforme os critérios de conveniência e de oportunidade, dentro dos limites da lei. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 55 No mais, a Administração Pública pode revogar a autorização a qualquer tempo, sem ensejar direito à indenização pelo beneficiado, pois se trata de ato de natureza precária. É o caso do serviço de transporte de van ou de táxi, cobrado mediante tarifa dos usuários. SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS Consoante parcela da doutrina, somente são admitidas duas hipóteses de autorização, quais sejam: A) A AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PÚBLICO: quando um particular tiver interesse em utilizar determinado bem público de forma especial. Ex.: O fechamento de ruas para comemorações e a utilização de uma área para estacionamento. A autorização de uso de bem público é um ato administrativo unilateral, discricionário, praticado a título precário, que visa atender interesse predominantemente privado. B) A AUTORIZAÇÃO DE POLÍCIA: praticada para permitir que os particulares exerçam atividades materiais que dependam de fiscalização estatal. Ex.: a autorização para o porte de arma de fogo. No entanto, alguns doutrinadores, admitem a delegação por autorização para serviços não essenciais. PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP) A parceria público-privada foi criada pela Lei 11.079/2004, como espécie de concessão de serviços públicos. Trata-se de acordos firmados entre o particular e o poder público com o objetivo de prestar serviços públicos de forma menos dispendiosa que o normal. Esse contrato se caracteriza pela contraprestação pecuniária do ente estatal, bem como pelo compartilhamento dos riscos da atividade executada. As parcerias público- privadas podem ser constituídas de duas formas diversas: a) Concessão patrocinada: Trata-se de contrato de concessão de serviços público ou de obras públicas, no qual há a contraprestação pecuniária do Poder Público ao parceiro privado, bem como a cobrança de tarifa aos usuários (art. 2º, §1º, da Lei 11.079/2004). Logo, o contrato pode ser firmado com empresas ou consórcios privados que executarão o serviço por sua conta e risco, cobrando as tarifas pelo oferecimento da atividade e percebendo uma remuneração adicional paga pelo poder concedente. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 56 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS B) CONCESSÃO ADMINISTRATIVA: Trata-se de espécie de concessão de serviço público, no qual a Administração Pública é responsável pelo pagamento de tarifas, uma vez que ostenta a qualidade de usuária do serviço prestado de forma direta ou indireta, ainda que envolva a execução de obras públicas ou o fornecimento de bens. A concessão administrativa apresenta algumas peculiaridades, quais sejam: o grande vulto do investimento do parceiro privado, bem como a impossibilidade de celebração do contrato somente para a prestação do serviço. Ex.: contrato firmado com uma determinada empresa para que ela execute a construção de um presídio federal, de modo que, posteriormente, ficará responsável pela prestação do serviço penitenciário. CARACTERÍSTICAS DA PPP Por se tratar de contratos especiais, a lei define algumas regras à parceria público- privada que não são admitidas em outras avenças firmadas com o poder público. Compartilhamento de riscos e de ganhos decorrentes da redução do risco o pagamento feito pela Administração não pode ocorrer antes da disponibilIzação do serviço, sob pena de ilegalidade da medida (art. 7º, caput,da Lei 11.079/2004). FINANCIAMENTO DO SETOR PRIVADO A Administração Pública não disponibilizará recursos financeiros para o custeio integral dos empreendimentos contratados, de modo que cabe ao parceiro privado efetivar os investimentos necessários à prestação do serviço e eventual execução da obra. PLURALIDADE COMPENSATÓRIA O art. 6º da Lei 11.079/2004 estabelece que a contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria público- privada poderá ser feita por: I – ordem bancária; II – cessão de créditos não tributários; III – outorga de direitos em face da Administração Pública; IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais; V – outros meios admitidos em lei. GARANTIAS DO PARCEIRO PÚBLICO De acordo com o art. 8º da Lei 11.079/04, as obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante: I – vinculação de receitas, observado o disposto no inciso IV do art. 167 da Constituição Federal; II – instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei; Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 57 SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS III – contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não sejam controladas pelo Poder Público; IV – garantia prestada por organismos internacionais ou instituições financeiras que não sejam contro- ladas pelo Poder Público; V – garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para essa finalidade; VI – outros mecanismos admitidos em lei. DIRETRIZES DA LEI 11.079/2004 As diretrizes para uma PPP estão previstas no art. 4º da Lei 11.079/2004: I – eficiência no cumprimento das missões de Estado e no emprego dos recursos da sociedade; II – respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos entes privados incumbidos da sua execução; III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado; IV – responsabilidade fiscal na celebração e execução das parcerias; V – transparência dos procedimentos e das decisões; VI – repartição objetiva de riscos entre as partes; VII – sustentabilidade financeira e vantagens socioeconômicas dos projetos de parceria. CONSÓRCIOS PÚBLICOS A Lei 11.107/05 foi editada para regulamentar o art. 241 da CF, segundo a qual os consórcios públicos são uma forma de gestão associada de entes federativos na prestação de serviços públicos. No consórcio público há vontades convergentes entre os consorciados. Ou seja, a vontade dos consorciados são idênticas, referindo- se à prestação de determinado serviço público com a finalidade de atender a interesse comum. CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO A criação do consórcio forma uma nova pessoa jurídica que não se confunde com os entes consorciados. Essa nova pessoa jurídica poderá ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. Caso seja criada uma pessoa jurídica de direito privado, terá a designação de consórcio público, que será regido pelo Direito Civil, aplicando-se-lhe as normas que regem as associações privadas, com algumas ressalvas decorrentes da aplicação dos princípios inerentes à atuação administrativa. Nesse caso, o consórcio público não será integrante da Administração Pública, mas será formado com verba estatal, ficando, portanto, sujeito ao controle pelo Tribunal de Contas. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 58 Além disso, o ente tem a garantia de ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação. SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS Se o consórcio público for criado sob o regime de direito público, receberá o nome de associação pública e fará parte da Administração Indireta de cada um dos entes consorciados. Ressalte-se que a associação pública não é nova espécie de entidade da administração indireta, mas tão somente uma espécie de autarquia OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE CONSÓRCIOS PÚBLICOS Os consórcios são firmados com o objetivo de prestar serviços e executar atividades de interesse de todos os entes consorciados e, para atender essas metas, poderá atuar com algumas prerrogativas de interesse público. Para atingir a finalidade pública, os consórcios públicos poderão firmar convênios, contratos, acordos de qualquer natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo. Neste sentido, inclusive, a União poderá celebrar convênios com os consórcios públicos, com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. ALTERAÇÃO E EXTINÇÃO DO CONSÓRCIO A retirada do ente da Federação do consórcio público dependerá de ato formal de seu representante na assembleia geral, na forma previamente disciplinada por lei. A retirada ou a extinção de consórcio público ou convênio de cooperação não prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os contratos, cuja extinção dependerá do pagamento das indenizações eventualmente devidas. A alteração ou a extinção de contrato de consórcio público dependerá de instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei por todos os entes consorciados. BENS PÚBLICOS CONCEITO O Código Civil de 2002 apresenta o seguinte conceito: Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. Para a doutrina, bem público são todos os bens vinculados à prestação de um serviço público, seja o bem pertencente à pessoa de direito público ou privado. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 59 d) As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países... e) Os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; f) O mar territorial; g) Os terrenos de marinha e seus acrescidos; h) Os potenciais de energia hidráulica; i) Os recursos minerais, inclusive os do subsolo; BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS O ordenamento jurídico brasileiro fixou um conceito mais restrito, considerando bens públicos somente aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito público, quais sejam: a União, os Estados, o DF, os Territórios, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público. CLASSIFICAÇÃO Quanto à titularidade: Bens federais Os bens da União estão arrolados em rol não taxativo no art. 20 da CF/88. São bens da União: a) Os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; b) As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; c) Os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; d) as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II, da CF; j) As cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; k) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Bens estaduais e distritais a) As águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; b) As áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípiosou terceiros; c) As ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; d) As terras devolutas não compreendidas entre as da União. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 60 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS ATENÇÃO Não existem rios municipais; as terras devolutas, via de regra, pertencem aos Estados, e não à União. Bens municipais Os Municípios não foram contemplados com a partilha constitucional de bens, embora efetivamente tenham bens. Quanto à destinação: a) Bens de uso comum do povo: São destinados à utilização geral pelos indivíduos, podem ser utilizados por todos em igualdade de condições, independentemente de consentimento individualizado pelo Poder Público. Em regra, são de utilização gratuita, nada impedindo que seja cobrada uma contraprestação. Estes bens estão sujeitos ao Poder de Polícia do Estado. Como exemplo, pode-se citar os mares, as estradas, ruas, praças e logradouros (art. 99, I, do CC). b) Bens de uso comum de regime comum: Os bens de regime comum são caracterizados pela não-discriminação do usuário e pela ausência de cobrança direta de remuneração pelo seu uso; c) Bens de uso comum de regime especial: Os bens de regime especial são caracterizados pela individualização de seu uso (uso específico) e pela cobrança de remuneração pela utilização do bem. d) Bens de uso especial: São todos aqueles que visam à execução dos serviços administrativos e dos serviços públicos em geral, como repartições públicas, hospitais, escolas, e etc. Também são considerados aqueles utilizados por pessoas jurídicas de direito privado para a prestação de serviços públicos, enquanto permanecerem afetados. e) Bens dominicais: São aqueles que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades (art. 99, III, do CC). Não têm destinação pública definida, podendo ser utilizados pelo Estado para fazer renda. A noção de bem dominical é residual, já que será residual tudo o que não for de uso especial ou de uso comum. Bens dominicais X bens dominiais Pode considerar-se que a noção de bens dominicais implica caráter residual, isto é, são todos os que não estejam incluídos nas demais categorias de bens públicos. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 61 b) Bens patrimoniais indisponíveis: São aqueles de que o Poder Público não pode dispor, embora tenham natureza patrimonial, por estarem afetados à destinação pública específica. Desafetação dos bens públicos: apenas os bens dominicais podem ser alienados (os bens de uso comum e de uso especial, enquanto permanecerem com essa qualificação, não poderão ser alienados); BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS Já a expressão "bens dominiais", como distingue CRETELLA JÚNIOR, deve indicar, de forma genérica, os bens que formam o domínio público em sentido amplo, sem levar em conta sua categoria, natureza ou destinação. Quanto à disponibilidade: a) Bens indisponíveis por natureza: São aqueles que, dada a sua natureza não patrimonial, não podem ser alienados ou onerados pelas entidades a que pertencem, por exemplo, mares, rios, estradas etc. O Poder Público tem o dever de conservá-los, melhorá-los e mantê-los ajustados a seus fins, sempre em benefício da coletividade, seja direta ou indiretamente. São aqueles de uso especial, como os prédios das repartições públicas, os veículos oficiais, e etc. c) Bens patrimoniais disponíveis: São aqueles que possuem natureza patrimonial, que por não estarem afetados a certa finalidade pública, podem ser alienados na forma da lei. CARACTERÍSTICAS Inalienabilidade relativa ou alienabilidade condicionada: A alienação dos bens públicos depende do cumprimento dos requisitos previstos no ordenamento jurídico (arts. 100 e 101 do CC e art. 17 da Lei 8.666/1993), a saber: Justificativa ou motivação; Avaliação prévia para definição do valor do bem; Licitação: concorrência para os bens imóveis, salvo as exceções citadas no art. 19, III, da Lei 8.666/19932. E leilão para os bens móveis (as hipóteses de licitação dispensada para alienação de bens imóveis e móveis encontram-se taxativamente previstas no art. 17, I e II, da Lei 8.666/1993); Autorização legislativa para alienação dos bens imóveis: A lei específica deve autorizar a alienação dos imóveis públicos. Cumpridos os requisitos legais, a alienação dos bens públicos pode ser formalizada por diversos institutos jurídicos, como o contrato de compra e venda, a doação, a permuta, a dação em pagamento, a investidura, a incorporação, a retrocessão. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 62 Isso porque os bens são impenhoráveis e inalienáveis. Ademais, os débitos públicos são pagos, em regra, via precatório. A oneração de bens públicos para garantir determinada dívida implicaria em quebra da ordem de pagamento dos credores do Poder Público. BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS Ressalte-se que o ordenamento consagra hipóteses de indisponibilidade absoluta de determinados bens públicos, a saber: As terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais (art. 225, § 5º, da CF); e As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (art. 231, § 4º, da CF). Impenhorabilidade: Os bens públicos são impenhoráveis, independentemente de sua finalidade, salvo no caso de preterição no pagamento de precatórios na ordem cronológica de apresentação, hipótese em que serão passíveis de sequestro (art. 100,§6º da CF). Imprescritibilidade: Os bens públicos, seja qual for sua natureza, móveis ou imóveis, são insuscetíveis de aquisição por usucapião. Trata-se de regra de força constitucional, prevista nos arts. 183, § 3o e 191 da CF. Súmula 340 do STF dispõe: “desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião”. Súmula 619 do STJ: “A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.” Não onerabilidade: Os bens públicos não podem ser dados em garantia do inadimplemento para os credores. AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO A afetação (ou consagração) e a desafetação (ou desconsagração) relacionam-se com a vinculação ou não do bem público à determinada finalidade pública. Afetação: Afetação significa a atribuição fática ou jurídica de finalidade pública, geral ou especial, ao bem público. Os bens públicos afetados são os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 63 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS A instituição da afetação pode ocorrer de três formas: a) Lei: Ex.: A lei que institui a Área de Proteção Ambiental (APA); b) Ato administrativo: Ex.: O ato administrativo determina a construção de hospital público; c) Fato administrativo: Ex.: A construção de escola pública em terreno privado, sem procedimento formal prévio, configura desapropriação indireta. Desafetação: A desafetação, ao contrário, é a retirada, fática ou jurídica, da destinação pública anteriormente atribuída ao bem público. Os bens desafetados são os bens públicos dominicais. Da mesma forma que a afetação, a desafetação pode ser implementada de três maneiras: a) Lei. Ex.: A lei determina a desativação de repartição pública; b) Ato administrativo. Ex.: O ato administrativo determina a demolição de escola pública com a transferência dos alunos para outra unidade de ensino; c) Fato administrativo. Ex.: O incêndio destrói a biblioteca pública municipal, o que inviabi- liza a continuidade dos serviços. Épossível afirmar, portanto, que a afetação e a desafetação podem ser: a) expressas (ou formais), quando efetivadas por manifestação formal de vontade da Administração (lei ou ato administrativo); b) tácitas (ou materiais), quando implementadas por eventos materiais (fatos administrativos). ESPÉCIES DE BENS PÚBLICOS Terras devolutas As terras devolutas são áreas que integram o patrimônio das pessoas federativas, e não são utilizadas para quaisquer finalidades públicas específicas. São terras que nunca pertenceram ao particular, mesmo estando ocupadas. As terras devolutas se classificam como bens dominicais. Todos os entes possuem terras devolutas. Todavia, a regra é que pertençam aos Estados. Recentemente, o STF decidiu que as terras devolutas pertencem, em regra, aos Estados-membros, salvo aquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares... Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 64 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS ... das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, que são de propriedade da União. Diversos Estados transferiram terras devolutas para os respectivos Municípios. Portanto, atualmente, é possível encontrar terras devolutas no patrimônio da União, dos Estados e dos Municípios. Terrenos de marinha e seus acrescidos Os terrenos de marinha e seus acrescidos são bens públicos federais (art. 20, VII, da CF), cujo uso privativo pode ser transferido ao particular, normalmente, por meio de enfiteuse (art.49, § 3º, do ADCT, art. 2.038, § 2º, do CC e arts. 99 a 124 do Decreto-lei 9.760/1946). O art. 3º do Decreto-lei 9.760/1946, define os terrenos acrescidos da marinha como aqueles formados, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha. De acordo com o art. 2º do Decreto-lei 9.760/1946: Art. 2º. São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1831: a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés. b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés. Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo a influência das marés é caracterizada pela oscilação periódica de 5 (cinco) centímetros pelo menos, do nível das águas, que ocorra em qualquer época do ano. Terrenos reservados ou marginais Aqueles formados pelas correntes navegáveis, fora do alcance das marés, estendendo-se até 15 metros para a terra. Atualmente, em virtude do art. 20, III, da CF, que promoveu uma espécie de “expropriação constitucional, de natureza confiscatória”, os terrenos marginais ou reservados integram o patrimônio da União. Terras tradicionalmente ocupadas pelos índios As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União e são consideradas aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas... Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 65 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS ... as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições (arts. 20, XI, e 231, § 1º, da CF). As referidas terras, em razão da sua destinação específica, são consideradas bens públicos de uso especial. Plataforma continental De acordo com o art. 11, caput, da Lei 8.617/93: “A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.” Ilhas As ilhas são elevações de terra acima das águas e por estas cercadas em toda sua extensão. Podem ser marítimas, fluviais e lacustres, conforme se situam no mar, nos rios e em lagos, respectivamente. As ilhas oceânicas ou costeiras (que não se confundem) pertencem ao domínio da União, mas é admissível que Estados e Municípios tenham domínio parcial ou total sobre elas. Faixa de fronteiras A faixa de fronteira é a área de até 150 km de largura, ao longo das fronteiras terrestres, considerada fundamental para defesa do território nacional (art. 20, § 2º, da CF). Minas e Jazidas Jazida é “toda massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico”, e mina é “a jazida em lavra, ainda que suspensa” (art. 4º do Decreto-lei 227/67 – Código de Mineração). As jazidas minerais são bens públicos da União e constituem propriedade distinta da do solo, que pode ser público ou privado. A pesquisa e a lavra dos recursos minerais dependem de autorização ou concessão da União, no interesse nacional, e somente serão efetuados por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sua sede e administração no País. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 66 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS Domínio hídrico A União possui competência privativa para legislar sobre águas (art. 22, IV, da CF). Em âmbito federal, a Agência Nacional de Águas (ANA), instituída pela Lei 9.984/2000, possui competência para implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Integram o domínio hídrico da União: a) os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais (art. 20, III, da CF); b) o mar territorial (art. 20, VI, da CF). Pertencem aos Estados, por sua vez, as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, nesse caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União. (art. 26, I, da CF). Em virtude da ausência de menção constitucional ao domínio hídrico por parte dos Municípios, a maioria da doutrina sustenta a inexistência de águas públicas municipais, razão pela qual perdeu vigência o art. 29, III, do Código de Águas, que estabelecia a titularidade municipal sobre as águas situadas, exclusivamente, em seus territórios. Espaço aéreo O espaço aéreo é a área acima do território, terrestre ou hídrico, nacional. A União possui competência privativa para legislar sobre a utilização do espaço aéreo, especialmente as condições para a navegação aérea e aeroespacial (arts. 22, X, e 48, V, da CF). bem como para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária (art. 21, XII, “c”, da CF). Cemitérios públicos Os cemitérios classificam-se em públicos e privados. Os cemitérios privados são instituídos em terrenos de domínio particular (não são bens públicos), mas se sujeitam ao controle do Poder Público. Embora existam autores que afirmam serem os cemitérios públicos bens públicos de uso comum do povo, as provas de concurso público têm o entendimento de que eles são bens públicos de uso especial. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 67 BENS PÚBLICOSBENS PÚBLICOS USO DE BENS PÚBLICOS POR PARTICULARES USO NORMAL O uso normal é o que se dá de acordo com a destinação principal. Ex.: rua aberta à circulação. USO ANORMAL Já o uso anormal é o queocorre em desconformidade com a destinação principal como, por exemplo, ginásio esportivo para show musical; estacionamento usado para festa. USO COMUM O uso comum é aquele diante do qual todos podem, igualmente, utilizar o bem, dispensando, em regra, manifestação prévia do Poder Público. USO PRIVATIVO O uso privativo de bem público consiste na utilização, em caráter exclusivo, de um bem público pelo particular, mediante consentimento estatal prévio. Assim ocorre quando o particular deseja utilizar um dos boxes em mercados municipais; colocar mesas de restaurante em via pública; instalar bancas de revista e jornal nos calçadões e nas praças etc. O uso privativo de bens públicos pode ser de bens afetados (uso comum e especial) ou de não afetados (dominicais). Os bens afetados podem ser utilizados pelo particular mediante autorização, permissão ou concessão de uso. AUTORIZAÇÃO Ato administrativo. Uso facultativo do bem pelo particular. Interesse predominante do particular. Ato precário. Remunerada ou não. Sem prazo (regra). Não há licitação. Ato administrativo. Licitação prévia. Utilização obrigatória do bem pelo particular, conforme a finalidade permitida. Equiponderância entre o interesse público e o do particular. Ato precário. Sem prazo (regra). PERMISSÃO Remunerada ou não. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 68 Os Bens não afetados podem ser utilizados mediante locação, arrendamento, comodato, enfiteuse, concessão de direito real de uso. BENS PÚBLICOS Contrato administrativo. Licitação prévia. Utilização obrigatória do bem pelo particular, conforme a finalidade concedida. Interesse público e do particular podem ser equivalentes, ou haver predomínio de um ou de outro. Não há precariedade. Prazo determinado. CONCESSÃO Remunerada ou não. RESP. CIVIL DO ESTADO A responsabilidade civil, em apertada síntese, nada mais é do que a obrigação de REPARAR DANOS. Seu conceito vem previsto no art. 927 do Código Civil, nos seguintes termos: Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. RESP. CIVIL DO ESTADO Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. O STJ decidiu que se aplica igualmente ao estado o previsto no art. 927, parágrafo único, do Código Civil, relativo à responsabilidade civil objetiva por atividade naturalmente perigosa, irrelevante o fato de a conduta ser comissiva ou omissiva. (STJ. 2a Turma. REsp 1869046-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 09/06/2020 - Info 674). A responsabilidade civil da Administração Pública é regida por normas de direito público que apresentam algumas peculiaridades em comparação ao regime de direito privado. O principal fundamento para a responsabilidade civil da Administração Pública e das pessoas de direito privado prestadoras de serviços públicos está no art. 37, § 6º, da Constituição Federal (CF). EVOLUÇÃO DAS TEORIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO IRRESPONSABILIDADE DO ESTADO A teoria da não responsabilização do Estado pelos atos lesivos causados a terceiros por atos de seus agentes foi adotada nos países de regime absolutista, nos quais vigia o pensamento de que o Estad o, personificado no soberano (“O Estado sou eu”), não poderia lesar os seus súditos (“The king can do no wrong”). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 69 A superação do estágio de irresponsabilidade do Estado trouxe a doutrina que preconiza a responsabilidade estatal nos casos de ação culposa dos agentes públicos, adotando-se a doutrina civilista da culpa. RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO Essa doutrina apresenta apenas valor histórico, uma vez que já foi abandonada até mesmo pela Inglaterra (Crown Proceeding Act de 1947) e pelos Estados Unidos (Federal Tort Claim de 1946), principais países que a adotaram. TEORIA DA RESPONSABILIDADE COM CULPA (CULPA COMUM DO ESTADO) Nesta teoria, os danos decorrentes dos atos de gestão, regulados pela doutrina civilista da culpa, eram mais facilmente indenizáveis, no entanto, os atos de império, regidos por normas de direito público, em geral bastante favoráveis aos interesses estatais, dificilmente eram objeto de responsabilidade civil. TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA A teoria da culpa administrativa é o estágio de transição entre a responsabilidade subjetiva e a responsabilidade objetiva atualmente adotada no ordenamento jurídico pátrio, como regra. Ela funda-se na doutrina de Paul Duez, que preconizava que o indivíduo lesado não precisaria identificar o agente estatal específico causador do dano, mas sim comprovar o mau funcionamento do serviço público, independentemente do agente responsável por tal falha. Ainda se exige uma espécie de culpa, como demonstra o próprio nome da teoria. No entanto, não mais se trata de uma culpa subjetiva de um determinado agente estatal, mas sim a culpa específica da própria Administração Pública, também chamada de culpa administrativa ou culpa anônima. TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA A teoria do risco administrativo, na qual a responsabilidade é objetiva, afirma que a atuação estatal danosa a terceiros obriga a Administração Pública a indenizar tais danos independentemente da existência de culpa de determinado agente ou falta do serviço, por exemplo. É a teoria adotada pelo art. 37, § 6º, da CF. Essa teoria dispensa a necessidade de comprovação da existência de culpa pelo resultado danoso, por isso pode resultar no dever de indenizar tanto por atos ilícitos quanto lícitos, desde que o indivíduo lesado comprove a relação de causalidade entre o fato e o dano. A responsabilidade civil objetiva fundada no risco administrativo não é genérica e ilimitada, encontrando limites que podem excluir a responsabilidade, como a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro e o caso fortuito e força maior, bem como limitar o dever de indenizar, como ocorre com a culpa concorrente da vítima. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 70 Deve-se frisar que o referido dispositivo regula a responsabilidade civil nos casos de danos resultantes de condutas comissivas dos agentes públicos ou privados quando prestem serviços públicos. RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO TEORIA DO RISCO INTEGRAL A teoria do risco integral leva ao extremo a responsabilidade objetiva estatal, reputando suficiente apenas a presença do dano e do nexo causal para que haja a obrigação estatal de indenizar, não sendo possível alegar excludentes ou atenuantes, nem mesmo culpa exclusiva da vítima ou de terceiros. A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA FUNDADA NO RISCO ADMINISTRATIVO NO ORDENAMENTO JURÍDICO PÁTRIO (ART. 37. § 6o, DA CF) O § 6º do art. 37 da Constituição Federal dispõe que as pessoas jurídicas de direito público e de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, atuando nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurando o direito de regresso contra o agente responsável nos casos de dolo ou culpa. A parte final do art. 37, § 6º, da CF exige especial atenção, pois prevê o direito de regresso da pessoa jurídica de direito público ou de direito privado prestadora de serviço público contra o seu agente que tenha sido o responsável pela ocorrência do dano, nos casos em que tenha agido com dolo ou culpa. É importante ter em mente que há dois liames de responsabilidade civil distintos. Um entre a pessoa jurídica causadora do dano e o terceiro lesado, que é de natureza objetiva fundado no risco administrativo e não precisa de comprovaçãode dolo ou culpa. e outro entre a pessoa jurídica causadora do dano e o seu próprio agente responsável pela ocorrência do dano, fundado em uma responsabilidade subjetiva, ou seja, que exige a comprovação de dolo ou culpa por parte do agente. O agente mencionado no art. 37, § 6º, da CF pode ser um servidor público estatutário, um empregado público ou mesmo um empregado celetista das pessoas privadas prestadoras de serviço público. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 71 RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO O que importa é definir se o dano causado foi decorrente da atuação do agente, nessa qualidade, das pessoas jurídicas abrangidas pelo art. 37, § 6º, da CF. É irrelevante saber se tal atuação foi lícita ou ilícita. A expressão “nessa qualidade”, constante do texto constitucional, deve ser entendida no sentido de que somente haverá responsabilidade civil objetiva fundada no risco administrativo se o agente estiver no exercício de suas funções ou, ao menos, a sua conduta indique um pretexto de exercê-la. SOBRE A RESPONSABILIDADE DO AGENTE, HÁ DUAS CORRENTES: PRIMEIRA POSIÇÃO: Aplica-se a TEORIA DA DUPLA GARANTIA (Diogo Moreira, Hely Lopes, STF): Primeira garantia: A vítima deve ser ressarcida pelos danos causados pelo Estado; Segunda garantia: Os agentes públicos só podem ser responsabilizados pelo próprio Estado. SEGUNDA POSIÇÃO: A ação pode ser proposta em face do Estado, agente público ou ambos, em litisconsórcio passivo. Celso Antônio, Gasparini, Rafael Oliveira. Com isso, haveria a possibilidade de só cobrar do Estado, só do agente ou do Estado e agente (em litisconsórcio). RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO A CF não trouxe previsão expressa acerda da responsabilidade por omissão. Em razão da divergência na doutrina, há três correntes que falam sobre a responsabilidade por omissão do Estado. 1ª Corrente: Responsabilidade objetiva. O art. 37 NÃO faz distinção entre condutas comissivas e omissivas. Assim, para essa corrente, as duas espécies de ato (comissivos e omissivos) estariam sob a égide da responsabilidade objetiva, independe de culpa (Hely Lopes Meirelles). 2ª Corrente: Responsabilidade Subjetiva, com presunção de culpa do Poder Público, tendo em vista que na omissão o Estado NÃO é causador do dano (ou seja: a omissão não causa nada), mas atua de forma ilícita (com culpa) quando descumpre o dever legal de impedir a ocorrência do dano. Para essa corrente, deve-se demonstrar que o agente que se omite viola o dever objetivo de cuidado. (Di Pietro, Celso Antônio Bandeira de Melo, Carvalho Filho e precedentes do STJ). 3ª Corrente: Diferencia omissão genérica e especifica. Nos casos de omissão genérica, relacionadas ao descumprimento do dever genérico de ação (relacionado a um dever geral do Estado), a responsabilidade é subjetiva. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 72 Diverso é o caso em que o dano é causado por má execução da obra, pois aqui é imprescindível identificar quem está executando a obra pública, se a Administração Pública ou um particular contratado. RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO Em casos de omissão específica, quando o Estado descumpre dever jurídico específico consubstanciado em um dever concreto e individualizado, a responsabilidade é objetiva (posição do Rafael Carvalho, Cavalieri e doutrina moderna) No entanto, a doutrina e jurisprudência majoritárias defendem que, nos casos de danos por omissão estatal, a responsabilidade civil extracontratual seguirá as regras da teoria da culpa administrativa. RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS Primeiramente, é relevante saber se o dano decorrente de obra pública foi causado pelo chamado fato da obra ou por má execução da obra, bem como se a execução está a cargo direto da Administração Pública ou de um particular que tenha firmado contrato administrativo com o Estado para a execução da obra. O denominado dano pelo só fato da obra é aquele que decorre da própria natureza dos serviços relacionados à execução da obra ou que seja causado por fato imprevisível ou inevitável. Nesses casos de danos ocorridos pelo só fato da obra, haverá responsabilidade civil objetiva fundada no risco administrativo para a Administração Pública, mesmo que a obra esteja sendo executada por um particular que tenha firmado com ela um contrato administrativo para a execução da obra pública. Se a obra estiver sendo executada pela Administração, como se trata de uma ação estatal, a responsabilidade será objetiva na modalidade risco administrativo, sendo regulada pelo art. 37, § 6º, da CF. Garantindo-se à Administração, inclusive, o direito de regresso, caso seja condenada, para obter o respectivo ressarcimento do agente responsável pelo dano, nos casos de dolo ou culpa. Caso a obra esteja sendo executada por um particular que firmou contrato administrativo com o objeto de execução da obra pública e ocorram danos a terceiros em razão de má execução, a responsabilidade civil do particular contratado será subjetiva. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 73 CONTROLE DE LEGALIDADE: controlador verifica a compatibilidade do ato com a lei ou com o ordenamento jurídico. RESP. CIVIL DO ESTADO RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS Ou seja, existirá desde que comprovado que ele agiu com dolo ou culpa. Nessa hipótese, é importante ressaltar a responsabilidade subsidiária do Estado. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO INTRODUÇÃO O Controle da Administração Pública é o conjunto de instrumentos definidos pelo ordenamento jurídico para permitir a fiscalização da atuação estatal por órgãos da Administração Pública, Poderes Legislativo e Judiciário + Povo. A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI 6 ESPÉCIES DE CONTROLE: a) Quanto ao parâmetro do controle; b) Quanto à extensão do controle; c) Quanto ao momento de exercício do controle; d) Quanto ao âmbito de atuação; e) Quanto à inciativa; f) Quanto à natureza do órgão controlado. QUANTO AO PARÂMETRO DE CONTROLE: 1) Controle de Legalidade; 2) Controle de Mérito. CONTROLE DE MÉRITO: O parâmetro é a conveniência e oportunidade do ato que já foi editado. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO CONTROLE INTERNO: Exercido dentro de um mesmo Poder, seja por órgãos especializados ou entre órgãos de uma mesma identidade, sem relação de hierarquia. Em outras palavras, é controle exercido pela própria administração pública. CONTROLE EXTERNO: Exercido por um Poder em relação aos atos administrativos praticados por outro Poder do Estado. Exemplo: controle político exercido pelo legislativo. CONTROLE SOCIAL: É um controle que vai ser exercido pela própria sociedade em relação aos atos do Poder Público. QUANTO AO MOMENTO DE EXERCÍCIO DO CONTROLE CONTROLE PRÉVIO: É o controle exercido antes da elaboração ou da edição do ato administrativo. CONTROLE POSTERIOR: É um controle exercido em relação a um determinado ato/negócio jurídico que já foi editado/celebrado. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 74 CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO QUANTO AO ÂMBITO DE ATUAÇÃO POR SUBORDINAÇÃO: Realizado por autoridade hierarquicamente superior a quem praticou o ato, ou seja, entre órgãos e agentes de uma mesma pessoa jurídica da Administração Pública -> manifestação do poder hierárquico. POR VINCULAÇÃO: Decorre do poder exercido pela Administração Direta sobre entidades descentralizadas (controle finalístico). Nesse caso, o ente da Administração Centralizada poderá verificar se a entidade da Administração Indireta cumpre os requisitos para o qual ela foi criada, mediante lei. É espécie de controle interno. QUANTO À INICIATIVAem razão da deficiência da legislação. A prática administrativa vem suprindo o texto escrito, e, sedimentada na consciência dos administradores e administrados. PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO Estão na base da disciplina/alicerce. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 07 GOVERNO SOBERANO A Soberania é o poder que tem uma Nação de organizar-se livremente e de fazer valer dentro do seu território a universalidade de suas decisões para a realização do bem comum. ESTRUTURA DA ADMIINISTRAÇÃO ELEMENTOS DO ESTADO CONCEITO DE ESTADO O ESTUDO DO DIR. ADMINISTRATIVO PÚBLICO, EM GERAL, COMPREENDE A SUA ESTRUTURA E AS SUAS ATIVIDADES. Deve partir do conceito de Estado, sobre o qual repousa toda a concepção moderna de organização e funcionamento dos serviços públicos a serem prestados aos administrados. Corresponde ao conjunto de instituições no campo político administrativo que organiza o espaço de um povo ou nação. Para o Estado existir, é necessário que ele possua o seu próprio território e que exerça sobre este a sua soberania, ou seja, o Estado deve ser a autoridade máxima na área a ele correspondente. ELEMENTOS DO ESTADO O Estado é constituído de três elementos originários indissociáveis: POVO; TERRITÓRIO e GOVERNO SOBERANO. POVO Povo é a população do Estado considerada sob o aspecto puramente jurídico, sendo constituído por um grupo de pessoas entendidas em sua integração em uma ordem estatal determinada. Pode ser também compreendido como o conjunto de indivíduos sujeitos às mesmas leis. São os súditos, os cidadãos de um mesmo Estado. TERRITÓRIO O território é a base física ou geográfica de um determinado Estado, seu elemento constitutivo, base delimitada de autoridade. Instrumento de poder com vistas a dirigir o grupo social, com tal delimitação que se pôde assegurar a eficácia do poder e a estabilidade da ordem. PODERES DE ESTADO Os Poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Estados de Direito, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (art. 2º, CF). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 08 O Poder Judiciário no Brasil é organizado no âmbito da União Federal e de cada Estado. A Justiça da União compreende a Justiça Federal Comum e a Justiça Federal Especializada (Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar). Os Estados organizam seu Poder Judiciário, pois têm autonomia política. PODERES DE ESTADO PODER JUDICIÁRIO Esses Poderes são imanentes à estrutura do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração), a cada um deles correspondendo uma função que lhe é atribuída com precipuidade. Poder Judiciário; Poder Legislativo; Poder Executivo. A função do Poder Judiciário é garantir os direitos individuais, coletivos e sociais e resolver conflitos entre cidadãos, entidades e Estado. Para isso, tem autonomia administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal. As responsabilidades e a estrutura desse poder são determinadas pela principal lei do país, a Constituição Federal. PODERES DE ESTADO PODER LEGISLATIVO Conforme a Constituição, ao Legislativo compete basicamente legislar e fiscalizar os atos do Executivo. No âmbito federal, o poder legislativo é bicameral, exercido pelo Congresso Nacional - composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Na Câmara, ficam os deputados federais e no Senado, os senadores. No âmbito estadual, o poder legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa - composta pelos Deputados Estaduais. No âmbito municipal, o poder legislativo é exercido pela Câmara Municipal - composta por Vereadores. No Distrito Federal, o poder legislativo é exercido na Câmara Legislativa do Distrito Federal PODER EXECUTIVO Governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo as ordenações legais e a Constituição do seu país, seja no âmbito federal, estadual ou municipal. O executivo tem várias faces, depende do sistema em que ele está inserido. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 09 São uma espécie de norma São uma espécie de norma PODERES DE ESTADO Na realidade isso não ocorre, uma vez que todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos, ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento, e, em caráter excepcional admitido pela Constituição, desempenham funções e praticam atos que, a rigor, seriam de outro Poder. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o regime jurídico administratrivo é formado por duas "pedras de toque" que são: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público. SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO Este é o princípio mais importante do Dir. Administrativo, mesmo assim, é interessante notar que não existe uma previsão expressa na CF/88. O interesse PÚBLICO prevalece sobre o individual, RESPEITADOS os direitos e garantias FUNDAMENTAIS. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO o PODER PÚBLICO, por meio de seus agentes, não pode agir como bem entender, deve seguir o ordenamento jurídico, uma vez que seu papel é buscar o bem comum da sociedade. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS X REGRAS Poder ser explícitos ou implícitos Obrigatoriamente devem ser expressas Em caso de conflito, deve-se fazer uso da ponderação no caso concreto Em caso de conflito, deve-se utilizar apenas uma das regras, aniquilando inteiramente as demais Solução de conflitos leva em conta o interesse. Solução de conflitos deve observar os critérios hierárquico, cronológico e da especialidade A CF/88 estabelece em seu art. 37 o rol de princípios expressos, que são: LEGALIDADE O administrador só pode agir conforme a lei. A vontade da Administração Pública é a vontade da lei. IMPESSOALIDADE - A ADMINISTRAÇÃO NÃO pode atuar para beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas, mas sempre visar o interesse PÚBLICO. MORALIDADE: Os administradores devem agir de maneira ÉTICA, LEAL e SÉRIA. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 10 RAZOABILIDADE - Este princípio serve como um instrumento de controle da atividade legislativa, que deve atuar com critérios aceitáveis, racionais. FINALIDADE - A Administração Pública deve atender ao interesse público visado pela lei, se não é caracterizado como abuso de poder; acarretando nulidade do ato. este princípio exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PUBLICIDADE O princípio da publicidade é um dos pilares fundamentais do Direito Administrativo brasileiro, assegurado pela Constituição Federal de 1988. Esse princípio determina que os atos administrativos devem ser transparentes e acessíveis ao público, garantindo a transparência e o controle social sobre a administração pública. PROPORCIONALIDADE - Deve a administração agir com bom senso, adequando os meios utilizados aos fins pretendidos, sendo vedado o excesso. a informação deve ser feita de forma clara, pois seu objetivo é assegurar transparência da atuação administrativa. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade. O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administraçãoDE OFÍCIO: realizado sem provocação da parte interessada. PROVOCADO: depende de iniciativa da parte interessada para ser exercido. QUANTO À NATUREZA DO ÓRGÃO CONTROLADOR LEGISLATIVO: Controle parlamentar direto (manifesta a vontade popular) ou pelo Tribunal de Contas. ADMINISTRATIVO: Poder de autotutela da Administração, mediante provocação ou de ofício. JUDICIAL: realizado pelo Poder Judiciário, mediante provocação de qualquer interessado que esteja sofrendo lesão ou ameaça de lesão. Apenas no aspecto da legalidade; Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 RESUMOS ILUSTRADOS RESUMO DIREITO ADMINISTRATIVO Marcelomapas Olá! Tudo bem? Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. O nosso conteúdo é feito com muita dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. Espero que você goste! Esse material destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de divulgação de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer compartilhamento seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua compreensão e desejamos um ótimo estudo. Equipe Marcelomapas 04 04 05 05 06 07 07 07 09 11 21 23 25 30 34 34 37 37 39 41 45 46 57 67 72 SUMÁRIO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO GÊNESE E EVOLUÇÃO GÊNESE E EVOLUÇÃO ORIGEM DO DIREITO ADMINISTRATIVO CONTECIOSO ADMINISTRATIVO CONCEITO COMPETÊNCIA CONCEITO DE DIR. ADMINISTRATIVO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO CONSTITUCIONALIZAÇÃO TENDÊNCIAS O Direito Administrativo tem sofrido profundas transformações, cabendo destacar as seguintes mutações e tendências: A constitucionalização do Dir. Administrativo teve inicío na segunda metade do séc. XX. Por ter acontecido uma má utilização do texto constitucional durante a 2ª guarra mundial, O Poder Legislativo ficou em descrédito de sua capacidade de exercer a vontade popular. Assim, o constitucionalismo sofreu modificações importantes e a Constituição nos países europeus passou a ter caratér normativo. COMPETÊNCIA IMPORTANTES MUDANÇAS QUE A CONSTITUCIONALIZAÇÃO TROUXE AO DIR. ADMINISTRATIVO INTERPRETAÇÃO A interpretação em Direito Administrativo deve se pautar em 3 (três) pontos básicos: DESIGUALDADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO E O PARTICULAR (DESIGUALDADE JURÍDICA) Sempre que se interpreta uma norma do direito administrativo, devemos recordar que existe uma desigualdade jurídica, uma vez que a Administração atua com base no princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. FUNCIONÁRIO PÚBLICO JURISPRUDÊNCIA DIREITO ADMINISTRATIVO INTERPRETAÇÃO FONTES DOUTRINA Fonte secundária, formando o sistema teórico de princípios aplicáveis ao Direito Positivo, é elemento construtivo da Ciência Jurídica, a qual pertence a disciplina em causa. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE DOS ATOS PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO Os atos praticados pela administração são presumivelmente legítimos, ou seja, presume-se que ele foi praticado em conformidade com o ordenamento jurídico A doutrina é que distingue as regras que convêm ao Direito Público, e mais particularmente a cada um dos sub-ramos do saber jurídico. NECESSIDADE DE DISCRICIONARIEDADE A discricionariedade é indispensável para que o administrador possa concretizar a norma geral e abstrata prevista. COMPETÊNCIA Fonte secundária - Reiteração dos julgamentos num mesmo sentido, influencia poderosamente a construção do Direito, e especialmente a do Direito Administrativo, que se ressente de sistematização doutrinária e de codificação legal. FONTES O Direito Administrativo tem sua formação em quatro fontes principais, a saber: a lei, a doutrina, a jurisprudência e os costumes. FONTES ESCRITAS X NÃO ESCRITAS COSTUME No Direito Administrativo brasileiro o costume exerce ainda influência, em razão da deficiência da legislação. A prática administrativa vem suprindo o texto escrito, e, sedimentada na consciência dos administradores e administrados. LEI (JURIDICIDADE) Em sentido amplo, é a fonte primária do Direito Administrativo, abrangendo esta expressão desde a Constituição até os regulamentos executivos. PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO FUNCIONÁRIO PÚBLICO Instrumento de poder com vistas a dirigir o grupo social, com tal delimitação que se pôde assegurar a eficácia do poder e a estabilidade da ordem. DIREITO ADMINISTRATIVO ESTRUTURA DA ADMIINISTRAÇÃO ELEMENTOS DO ESTADO Pode ser também compreendido como o conjunto de indivíduos sujeitos às mesmas leis. São os súditos, os cidadãos de um mesmo Estado. O ESTUDO DO DIR. ADMINISTRATIVO PÚBLICO, EM GERAL, COMPREENDE A SUA ESTRUTURA E AS SUAS ATIVIDADES. Deve partir do conceito de Estado, sobre o qual repousa toda a concepção moderna de organização e funcionamento dos serviços públicos a serem prestados aos administrados. TERRITÓRIO O território é a base física ou geográfica de um determinado Estado, seu elemento constitutivo, base delimitada de autoridade. CONCEITO DE ESTADO COMPETÊNCIA Corresponde ao conjunto de instituições no campo político administrativo que organiza o espaço de um povo ou nação. GOVERNO SOBERANO A Soberania é o poder que tem uma Nação de organizar-se livremente e de fazer valer dentro do seu território a universalidade de suas decisões para a realização do bem comum. Para o Estado existir, é necessário que ele possua o seu próprio território e que exerça sobre este a sua soberania, ou seja, o Estado deve ser a autoridade máxima na área a ele correspondente. ELEMENTOS DO ESTADO PODERES DE ESTADO O Estado é constituído de três elementos originários indissociáveis: Os Poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, até hoje adotada nos Estados de Direito, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (art. 2º, CF). POVO Povo é a população do Estado considerada sob o aspecto puramente jurídico, sendo constituído por um grupo de pessoas entendidas em sua integração em uma ordem estatal determinada. FUNCIONÁRIO PÚBLICO PODER LEGISLATIVO Conforme a Constituição, ao Legislativo compete basicamente legislar e fiscalizar os atos do Executivo. DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES DE ESTADO PODERES DE ESTADO Esses Poderes são imanentes à estrutura do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração), a cada um deles correspondendo uma função que lhe é atribuída com precipuidade. No âmbito federal, o poder legislativo é bicameral, exercido pelo Congresso Nacional - composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Na Câmara, ficam os deputados federais e no Senado, os senadores. PODER JUDICIÁRIO COMPETÊNCIA No âmbito estadual, o poder legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa - composta pelos Deputados Estaduais. A função do Poder Judiciário é garantir os direitos individuais, coletivos e sociais e resolver conflitos entre cidadãos, entidades e Estado. Para isso, tem autonomia administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal. No âmbito municipal, o poder legislativo é exercido pela Câmara Municipal - composta por Vereadores. No Distrito Federal, o poder legislativo é exercido na Câmara Legislativa do Distrito Federal As responsabilidades e a estrutura desse poder são determinadas pela principal lei do país, a Constituição Federal. PODER EXECUTIVO Governar o povo e administrar os interesses públicos, cumprindo as ordenações legais e a Constituição do seu país, seja no âmbito federal, estadual ou municipal. O executivo tem várias faces, depende do sistema em que ele está inserido. O Poder Judiciário no Brasil é organizado no âmbito da União Federal e de cada Estado. A Justiça da União compreende a JustiçaFederal Comum e a Justiça Federal Especializada (Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Justiça Militar). Os Estados organizam seu Poder Judiciário, pois têm autonomia política. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES DE ESTADO PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS Na realidade isso não ocorre, uma vez que todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos, ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento, e, em caráter excepcional admitido pela Constituição, desempenham funções e praticam atos que, a rigor, seriam de outro Poder. PRINCÍPIOS REGRAS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o regime jurídico administratrivo é formado por duas "pedras de toque" que são: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público. COMPETÊNCIA A CF/88 estabelece em seu art. 37 o rol de princípios expressos, que são: SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO Este é o princípio mais importante do Dir. Administrativo, mesmo assim, é interessante notar que não existe uma previsão expressa na CF/88. LEGALIDADE O administrador só pode agir conforme a lei. A vontade da Administração Pública é a vontade da lei. O interesse PÚBLICO prevalece sobre o individual, RESPEITADOS os direitos e garantias FUNDAMENTAIS. IMPESSOALIDADE - A ADMINISTRAÇÃO NÃO pode atuar para beneficiar ou prejudicar pessoas determinadas, mas sempre visar o interesse PÚBLICO. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO MORALIDADE: Os administradores devem agir de maneira ÉTICA, LEAL e SÉRIA. o PODER PÚBLICO, por meio de seus agentes, não pode agir como bem entender, deve seguir o ordenamento jurídico, uma vez que seu papel é buscar o bem comum da sociedade. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS este princípio exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. PUBLICIDADE O princípio da publicidade é um dos pilares fundamentais do Direito Administrativo brasileiro, assegurado pela Constituição Federal de 1988. Esse princípio determina que os atos administrativos devem ser transparentes e acessíveis ao público, garantindo a transparência e o controle social sobre a administração pública. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS RAZOABILIDADE - Este princípio serve como um instrumento de controle da atividade legislativa, que deve atuar com critérios aceitáveis, racionais. O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade. COMPETÊNCIA PROPORCIONALIDADE - Deve a administração agir com bom senso, adequando os meios utilizados aos fins pretendidos, sendo vedado o excesso. O princípio da publicidade está consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade. No Brasil, o princípio da proporcionalidade deriva do Estado Democrático de Direito, consagrado na Constituição Federal de 1988. Ele está implicitamente presente em diversos dispositivos constitucionais, especialmente no artigo 5º, que garante os direitos fundamentais, e no artigo 37, que estabelece os princípios da administração pública. Segundo esse dispositivo, a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deve obedecer ao princípio da publicidade, entre outros. EFICIÊNCIA a informação deve ser feita de forma clara, pois seu objetivo é assegurar transparência da atuação administrativa. FUNCIONÁRIO PÚBLICO SEGURANÇA JURÍDICA - este princípio possui dois sentidos: Objetivo: a necessidade de respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e a coisa julgada. DIREITO ADMINISTRATIVO PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS CONSENSUALIDADE E PARTICIPAÇÃO PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE - Os atos da Administração Pública são presumidos verdadeiros e feitos conforme a lei. É presunção relativa INDISPONIBILIDADE A Administração Pública não tem livre disposição dos bens e interesses públicos, porque atua em nome de terceiros, na condição de gestor da coisa pública. O poder de afirmar, renunciar ou transacionar sempre dependerá da lei. COMPETÊNCIA Subjetivo: a proteção da confiança das pessoas em relação às expectativas geradas por promessas e atos estatais. CONTINUIDADE Os serviços públicos devem ser prestados de maneira adequada e contínua, não podendo sofrer interrupções, pois há prejuízo para coletividade. CONFIANÇA E BOA-FÉ a confiança está atrelada à segurança jurídica, remetendo à ideia de que os atos praticados pelo poder público são legítimos e por isso devem ser preservados em nome da boa-fé. Hipóteses de interrupção do serviço público: em caso de emergência; por razões de segurança ou de ordem técnica; por causa de inadimplemento do usuário. CONFIANÇA LEGÍTIMA - a proteção da confiança do administrado por meio da exigência de atuação leal e coerente do Estado. AUTOTUTELA É a possibilidade da Administração Pública rever os seus próprios atos, ou seja, anular os atos ilegais e revogar os atos inconvenientes ou inoportunos. ADMINISTRAÇÃO DIRETA Administração Pública com letra maiúscula significa a estrutura administrativa, ou seja, representa o conjunto de órgãos, entidades, e agentes que exercem a função administrativa e representa o sentido subjetivo, formal e orgânico da palavra. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO DIRETA ADMINISTRAÇÃO DIRETA Nesse sentido, Maria Sylvia Zanella di Pietro dispõe que: “o órgão não se confunde com a pessoa jurídica, embora seja uma de suas partes integrantes; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são parcelas integrantes do todo”. Administração pública com letra minúscula significa a atividade administrativa, e representa o sentido objetivo, material ou funcional da palavra. É o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado. Estão inseridos na chefia do Executivo e nos órgãos auxiliares. (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) ADMINISTRAÇÃO INDIRETA É o conjunto de pessoas jurídicas administrativas (não tem capacidade para legislar), com personalidade jurídica própria (aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações), que, vinculadas à administração direta, tem competência para o exercício, de forma descentralizada, de atividades administrativas. COMPETÊNCIA MUNICIPAL - Prefeito, Órgãos e Secretarias. CARACTERÍSTICAS DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Os órgãos da administração direta são pessoas jurídicas de direito público e com autonomia. Nesse caso, os serviços públicos são prestados por seus próprios meios, ou seja, sem a criação de nova personalidade jurídica. Gozam de personalidade jurídica própria. Possuem patrimônio próprio. No momento da sua criação, a entidade responsável transfere parte de seu patrimônio ao novo ente, o qual terá liberdade para usá-lo. O órgão público não tem personalidade jurídica, razão pela qual não tem vontade própria. Possuem capacidade de autoadministração (autonomia técnica + administrativa). São meros instrumentos de ação do Estado, pois não podem ser sujeitos de direitos e obrigações. São centros de competência especializada, que garantem a especialização nas atividades prestadas e maior eficiência. Cuidado! Essa capacidade de autoadministração NÃO significa que elas podem definir regras para se organizarem (matéria já foi objeto de questão do CESPE). FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Devem ter finalidade pública. NÃO poderão ter finalidade lucrativa, mas o lucro poderá ser uma consequência da atividade. AUTARQUIAS Sujeitas à supervisão ministerial (e NÃO ao poder hierárquico). Necessidade de lei específica paracriação das autarquias e autorização para criação dos demais entes da administração indireta, neste caso, sendo imprescindível o registro dos atos constitutivos no cartório de pessoas jurídicas ou na junta comercial para empresas estatais. COMPETÊNCIA Exemplos de autarquias: INSS, IBAMA, INCRA, conselhos de classe, Universidades Federais. CARACTERÍSTICAS DAS AUTARQUIAS NÃO possuem autonomia política, mas possuem autonomia financeira e de autorregulação. Possuem regime jurídico de Direito Público. São CRIADAS por lei específica (competência do chefe do Poder Executivo), através da descentralização por outorga ou descentralização legal. (art. 37, XIX da CF). OBS.: CRIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIAS TAMBÉM EXIGE LEI. NÃO precisa ser lei específica. A própria lei que institui a entidade pode autorizar. A lei deve ser minuciosa, trazendo todas as áreas de atuação da entidade de forma específica . Já a organização pode ser feita através de ato administrativo. Possuem personalidade jurídica própria. Possuem patrimônio próprio. Bens autárquicos são bens públicos que, portanto, se sujeitam à impenhorabilidade, à imprescritibilidade e à inalienabilidade relativa. ENTES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: AUTARQUIAS; FUNDAÇÕES PÚBLICAS; EMPRESAS ESTATAIS. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA REGIME JURÍDICO DAS AUTARQUIAS Estatutário (art. 39, CF/88). Na promulgação da CF/88: Obrigatoriedade do regime jurídico único. Com a Reforma Administrativa (EC 19/98): Fim da obrigatoriedade do Regime Jurídico Único. Decisão liminar do STF em ADI: Retorno da obrigatoriedade do RJU, liminar com efeitos ex nunc. Submetem-se ao regime de precatórios, SALVO os conselhos profissionais. Possuem imunidade tributária recíproca em relação aos IMPOSTOS. COMPETÊNCIA CONSEQUÊNCIAS DA ADOÇÃO DO REGIME ESTATUTÁRIO Exige concurso público (art. 37, II, da CF); Submetem-se ao teto remuneratório (art. 37, XI, da CF); Submetem à proibição de cumulação de cargos (art. 37, XVI, da CF). ESPÉCIES DE AUTARQUIAS Possuem prerrogativas processuais. Ex.: prazo em dobro, reexame necessário. AUTARQUIAS PROFISSIONAIS Exercem atividade tipicamente pública de fiscalização sobre determinadas categorias profissionais. RESPONSABILIDADE CIVIL As autarquias possuem responsabilidade civil objetiva, com fundamento na Teoria do Risco Administrativo (art. 37, §6º, da CF/88). AUTARQUIAS EM REGIME ESPECIAL Por possuírem personalidade jurídica própria e patrimônio próprio, as autarquias respondem diretamente com o seu patrimônio. No entanto, caso não consigam arcar, o Estado responde subsidiariamente. são divididas em duas espécies: AUTARQUIAS CULTURAIS São as Universidades Públicas FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA CARACTERÍSTICAS: Autonimia pedagógica; Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; escolha do reitor pelos docentes/discentes. mandato certo dos dirigentes. CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Período de quarentena dos dirigentes: Durante o prazo de 6 meses ficam impedidos de exercer atividade no setor regulado, contados da exoneração ou término do mandato, sendo assegurada remuneração compensatória. AGÊNCIAS REGULADORAS Lei específica pode estabelecer prazo diferenciado. Criadas para fiscalizar as atividades de interesse da sociedade e executadas por particulares ou por entidades da Adm. Indireta. Estabilidade forçada dos dirigentes: É estabilidade diferenciada. Possuem mandato certo de 5 anos, vedada a recondução (Art. 6º da Lei 9986/2000). Funções: Exercem funções executivas, normativas e judicantes de Estado, NÃO desempenhando funções de governo. Autonomia Decisória CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Impossibilidade de manejar recurso hierárquico impróprio - O objetivo é assegurar que a decisão final na esfera administrativa seja da autarquia, em razão da sua autonomia decisória. Autonomia Administrativa Nomeação diferenciada dos dirigentes: Nomeados pelo Presidente da República após aprovação prévia do Senado para cumprir mandato certo (demais autarquias: demissíveis ad nutum e comissionados). Autonomia Financeira Possuem recursos próprios: podem instituir as taxas regulatórias. Recebem dotações orçamentárias: Enviam proposta orçamentária ao Ministério ao qual estão vinculadas, para receber recursos que serão geridos pela própria agência reguladora. FUNCIONÁRIO PÚBLICO A desqualificação da fundação como agência executiva é realizada por decreto, por iniciativa do Ministério Supervisor. DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Autonomia Normativa CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS EXECUTIVAS Possuem poder normativo/regulatório. O fundamento do poder normativo das agências reguladoras baseia-se na técnica da deslegalização ou delegificação, segundo a qual o próprio legislador retira determinadas matérias do âmbito da lei e as passa para o âmbito do regulamento. O Presidente da República expede decreto, concedendo a qualidade de agência executiva. As agências reguladoras NÃO inovam no ordenamento jurídico, ou seja, NÃO expedem atos normativos primários. Gozam de dispensa de licitação para celebração de contratos, cujos limites de valor são duplicados em relação aos do art. 75, I e II, da Lei 14133/21, cf. §2º do mesmo artigo. Podem ter natureza de autarquia ou de fundação pública. Busca mais eficiência e redução de custos. As autarquias ou fundações temporariamente serão agências executivas, enquanto durar o contrato de gestão. É apenas um status temporário. Não se pode falar em conversão, mas mera qualificação. AUTARQUIAS TERRITORIAIS Manifestação da descentralização política com a criação de territórios. Trata-se de desmembramento político. Parte da doutrina ainda menciona: AGÊNCIAS EXECUTIVAS São as autarquias OU fundações públicas que celeram contrato de gestão com a Administração Pública com o objetivo de melhorar sua eficiência e reduzir custos. ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS Os consórcios públicos quando se constituem na forma de pessoa jurídica de Direito Público, assumem a forma de autarquia integrantre da Administração Indireta dos entes federativos consorciados. Exemplos de agências executivas: INMETRO e SUDENE. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Estão sujeitas ao regime público. São criadas por lei específica (são uma espécie de autarquia, por isso também chamadas de “fundações autárquicas”). DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA FUNDAÇÕES PÚBLICAS São pessoas jurídicas sem fins lucrativos, cujo elemento essencial é a utilização do patrimônio para a satisfação de objetivos sociais, definidos pelo instituidor. Possuem personalidade jurídica própria. CARACTERÍSTICAS DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS Possuem regime híbrido ou misto. Fundação Pública de Dir. Público: Fundações Públicas de Dir. Público - são criadas por lei ordinária específica; seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar. Fundação Pública de Dir. Privado: Estão sujeitas ao regime privado. Deve ser editada uma lei específica autorizando que o Poder Público crie a fundação. Em seguida, será necessário fazer a inscrição do estatuto dessa fundação no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando, então, ela adquire personalidade jurídica. Fundações Públicas de Dir. Privado - Sua criação é autorizada por lei ordinária específica e após o registro no cartório competente; seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar. A fundação é um patrimônio afetado (destinado) à realização de um fim, possuindo, por essa razão, personalidade jurídica própria distinta de seu instituidor. Atividade. Fundação Pública de Dir. Público: Atividades típicas de Estado; Fundação Pública de Dir. Privado: Desse modo, o instituidor da fundação separa (destaca) um determinado patrimônio (dinheiro, imóveis, créditos etc.) declarando que esses bens serão utilizados para a realização de um objetivo específico.Exemplo a “FUNAI" Atividades de conteúdo econômico passíveis de delegação. FUNCIONÁRIO PÚBLICO São regidas por um regime predominantemente privado, chamado por alguns de regime híbrido, sui generis. DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA EMPRESAS ESTATAIS As Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM) são pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública Indireta. Patrimônio. Fundação Pública de Dir. Público: Bens públicos. Fundação Pública de Dir. Privado: Bens privados (em regra). Regime de pessoal. Fundação Pública de Dir. Público: Estatutário. Fundação Pública de Dir. Privado: Celetista. COMPETÊNCIA Isso porque, por mais que sejam influenciadas pelo regime privado, possuem características do regime de direito público. Exemplo: EMBRAPA. Ambas se sujeitam à vedação ao acúmulo de cargos; necessidade de realizar concurso público; teto remuneratório previsto na CF/88. Tanto as fundações públicas de direito público quanto as de direito privado possuem imunidade tributária de impostos sobre rendas, bens ou serviços, conforme dispõe o artigo 150, inciso VI, alínea “a” e §2º, da CF. A Lei 13.303/16 estabelece o estatuto jurídico das empresas estatais (empresas públicas, SEM e suas subsidiárias e demais empresas privadas controladas pelo Estado). SOMENTE as Fundações Públicas de Dir. Público: Criação das Estatais Em regra, a estatal precisa de lei autorizativa para a sua criação, bem como para a criação de suas subsidiárias e participação em outras empresas privadas, conforme art. 37, XIX e XX, da CRFB/88 e art. 2º, §§1º e 2º, da Lei 13.303/16 (ressalvadas as exceções do §3º). FUNCIONÁRIO PÚBLICO Empresas Públicas: Justiça Federal. Sociedade de Economia Mista: Justiça Estadual. EXCEÇÕES: serão processadas na JF: DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Ressalta-se que, quanto às empresas subsidiárias, o STF entende pacificamente que não seria necessária uma lei específica autorizando a criação de cada subsidiária, bastando uma autorização legal genérica. Forma Societária Empresas Públicas: Qualquer forma societária. Sociedade de Economia Mista: Somente sociedade anônima. Competência Vale lembrar, contudo, que é necessária uma lei específica para a criação de cada estatal (“empresa-mãe”). COMPETÊNCIA ▪ Se a União intervier como assistente ou opoente; ▪ MS contra ato ou omissão do dirigente da sociedade de economia mista federal, investido em função administrativa. Finalidades Pode ter duas finalidades: Regime de pessoal: Capital Empresas Públicas: capital 100% público; Sociedade de Economia Mista: capital misto (maior parte público). FUNCIONÁRIO PÚBLICO Imunidade tributária Se atuam em regime concorrencial: NÃO gozam de imunidade; Se prestadoras de serviços públicos não remunerados por preços públicos ou tarifas OU se estatais que exercem atividades monopolizadas: Gozam de imunidade. DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Os contratos terão prazo máximo de 5 anos, salvo: ▪ Projetos contemplados no plano de negócios e investimentos; ▪ Prática rotineira de mercado e a imposição desse prazo inviabilize ou onere excessivamente o negócio. Administradores Os administradores das SEM e EP devem ser (art. 17 da Lei 13303/16): Patrimônio Bens privados, mas sofre modulações de direito público, especificamente no tocante à alienação, que depende do cumprimento das exigências do art. 49 da Lei 13303/16, com redação dada pela Lei 14.002/20. COMPETÊNCIA Controle Sujeição ao controle do Tribunal de Contas. O STF entendeu existir esse controle, pois na instituição das empresas estatais haveria contribuição do erário (patrimônio público). Precatório Somente as EP e SEM que prestam serviços públicos submetem-se ao regime de precatórios. PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO SETOR Na doutrina tradicional, a divisão dos chamados "setores" se dá da seguinte forma: Licitação e contratos A Lei das Estatais passou a disciplinar a realização de licitações e contratos no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, independentemente da natureza da atividade desempenhada (prestadora de serviço ou exploradora de atividade econômica). 1° SETOR - ESTADO Formado pela Administração Direta (Ente federativo, órgãos, cargos, funções e agentes) e Administração Indireta (autarquias, agências reguladoras e Conselhos profissionais, com exceção da OAB, fundações, consórcios públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista). FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 2° SETOR - MERCADO São os agentes privados: delegatários, concessionárias, permissionários e autorizatários. PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS POR SEREM PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO: 3° SETOR - ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL SEM FINS LUCRATIVOS São os colaboradores: serviços sociais autônomos, organizações sociais, OSCIP, OSC e entidades de apoio. ENTIDADES DO 3º SETOR COMPETÊNCIA ESPÉCIES: 1) Sistema S - Serviço Social Autônomo; 2) Sistema OS - Organização Social 3) Sistema OSCIP - Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público; 4) Sistema OSC - Organizações da Sociedade Civil; 5) Fundações de apoio. As entidades do 3º Setor são particulares em colaboração, sem fins lucrativos, que atuam ao lado do Estado na prestação de serviços públicos e atividades de interesse social, mediante vínculo formal de parceria com o Estado. Em outras palavras: são entidades privadas que não integram a estrutura da Administração Pública Direta ou Indireta! ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: ● São criadas pela iniciativa privada (“particulares em colaboração”); ● Não integram formalmente a Administração Pública; ● A criação depende de lei autorizativa; ● Possuem vínculo legal ou negocial com o Estado; ● Não possuem finalidade lucrativa; ● Recebem benefícios públicos; ● Possuem regime jurídico de direito privado; ● Adquirem personalidade jurídica com a inscrição do estatuto em cartório próprio; ● Prestam atividades privadas de interesse social (serviços não exclusivos de Estado). PRINCÍPIOS PLANEJAMENTO - é a elaboração e atualização de planos de governo, e a previsão de gastos em orçamento. COORDENAÇÃO - vinculada diretamente à hierarquia, visa a garantir uma maior eficiência na execução das atividades públicas. FUNCIONÁRIO PÚBLICO O Estado pode criar a pessoa jurídica para transferir a atividade (administração indireta) ou pode realizar um contrato de concessão, ou permissão de serviço público (com pessoa jurídica ou pessoa física). CARACTERÍSTICAS DA DESCENTRALIZAÇÃO: DIREITO ADMINISTRATIVO ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: É a transferência da prestação de serviços do ente federativo para outras pessoas jurídicas especializadas na execução dessas atividades. Na DESCENTRALIZAÇÃO, o Estado vai transferir a execução da atividade para outra pessoa, seja física ou jurídica, integrante ou não da Administração. DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: Extensão de uma competência administrativa entre agentes públicos, dentro de uma mesma estrutura hierárquica de forma expressa e transitória; COMPETÊNCIA CONTROLE Exercido em todos os níveis e órgãos do governo. Deslocamento para uma nova pessoa (física ou jurídica); Transferência para pessoa da Administração indireta ou particulares; NÃO existe hierarquia, mas há controle e fiscalização (relação de vinculação, mas NÃO de subordinação). DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃ0 Na DESCONCENTRAÇÃO, o que o Estado faz é distribuir, dentro da sua estrutura, as atividades estatais. Tenha em mente que a descOncentração dá origem aos Órgãos públicos. ESPÉCIES DE DESCENTRALIZAÇÃO Outorga/ descentralização legal/por serviços ou funcional. Transfere a execução e a titularidade Distribuição de competência dentro da mesma pessoa jurídica; Pode ocorrer tanto na AdministraçãoDireta quanto na Administração Indireta; Decorre do poder hierárquico (relação de subordinação). Destina-se às pessoas jurídicas de direito público especializadas; Requer lei específica; Dá origem às entidades da Administração Indireta. FUNCIONÁRIO PÚBLICO REGRA: é que os órgãos públicos sejam criados e extintos por lei ordinária. E, em regra, a lei será de iniciativa do chefe do Executivo. DIREITO ADMINISTRATIVO ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ÓRGÃOS PÚBLICOS 5. Presentes tanto na Administração direta como na Administração indireta; 6. NÃO possuem patrimônio próprio.; 7. NÃO podem ser sujeitos de direitos ou de obrigações; 8. NÃO celebram contrato (exceto o contrato de gestão), contudo, o órgão realiza licitação, gestão e exercício do contrato, ficando a cargo do ente personalizado a celebração do contrato. Delegação /descentralização por colaboração Só transfere a execução (e não a titularidade); Entidades de direito privado; Formalizada por ato unilateral ou contrato; Dá origem às concessionárias e permissionárias. CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE ÓRGÃOS Descentralização Territorial ou Geográfica: COMPETÊNCIA Típica da França e Itália; NÃO admitida no Brasil desde a Proclamação da República. ÓRGÃOS PÚBLICOS Existem algumas exceções em relação à iniciativa da lei: Iniciativa do Congresso Nacional (art. 48, XI, da CF/88) Órgãos públicos são centros de atribuições que resultam da desconcentração administrativa. Sua criação se justifica pela necessidade de especializar as funções, com o intuito de tornar a atuação estatal mais eficiente. Para a criação de órgãos no Poder Judiciário, a iniciativa será do presidente do próprio TJ (art. 96, II, “c” e “d”, da CF/88). CARACTERÍSTICAS No âmbito do MP, a iniciativa para a criação de órgãos será do chefe da instituição, ou seja, PGJ ou PGR (art. 127, §2º, da CF/88). FUNCIONÁRIO PÚBLICO CAPACIDADE PROCESSUAL DIREITO ADMINISTRATIVO ÓRGÃOS PÚBLICOS ÓRGÃOS PÚBLICOS TEORIAS SOBRE A RELAÇÃO ESTADO X AGENTES TEORIA DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA/ TEORIA DO ÓRGÃO: TEORIA DA IDENTIDADE: TEORIA DA REPRESENTAÇÃO: COMPETÊNCIA TEORIA DO MANDATO: FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ÓRGÃOS PÚBLICOS ÓRGÃOS PÚBLICOS CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS COMPETÊNCIA PODERES ADMINISTRATIVOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS COMPETÊNCIA ESPÉCIES DE PODERES ADMINISTRATIVOS EXCESSO X DESVIO DE PODER PODER VINCULADO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato. PODER DISCRICIONÁRIO A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade. FUNÇÃO: Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público. COMPETÊNCIA AVOCAR O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal. Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados. Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega. Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade. PODER DISCIPLINAR Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo. Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração. PODER HIERÁRQUICO Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial. Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato. PODER DISCRICIONÁRIO A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade. FUNÇÃO: Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público. COMPETÊNCIA AVOCAR O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal. Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados. Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega. Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade. PODER DISCIPLINAR Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo. Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração. PODER HIERÁRQUICO Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial. Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS O Estado detém a atividade dos particulares que se revelar contrária, nociva ou inconveniente ao bem-estar social, ao desenvolvimento e a segurança nacional. VÍNCULO FUNCIONAL CONTRATUAL A razão do poder de polícia é o interesse social e o seu fundamento está na supremacia geral que o Estado exerce em seu território sobre as pessoas, bens e atividades, supremacia que se revela nos mandamentos constitucionais e nas normas de ordem pública. PODER REGULAMENTAR Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e possibilitar sua efetiva aplicação. COMPETÊNCIA Seu alcance é apenas de norma complementar à lei; não pode, pois, a Administração, alterá-la a pretexto de estar regulamentando-a. Polícia administrativa - incide sobre bens, direitos e atividades, ao passo que as outras atuam sobre as pessoas, individualmente ou indiscriminadamente. É regulada pelo Direito Administrativo, é exercida pela Polícia Militar, Polícia Federal e órgãos administrativos de caráter fiscalizador. Atua sob bens, direitos e atividades. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. PODER DE POLÍCIA É a faculdade que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. Polícia judiciária - É regulada pelo Direito Processual Penal, exercida pela Polícia Civil e Polícia Federal. Em linguagem menos técnica, podemos dizer que o poder de polícia é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual Repressiva; Atua Sobre pessoas; Investiga ilícitos penais. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS TÉCNICAS DE ORDENAÇÃO O poder de polícia usa para alcançar seus objetivos:AUTOEXECUTORIEDADE A autoexecutoriedade, ou seja, a faculdade da Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus próprios meios, sem intervenção do judiciário. Com efeito, no uso desse poder, a Administração impõe diretamente as medidas ou sanções de polícia administrativa necessárias à contenção da atividade anti-social que ela visa a obstar PREVENTIVA - Disposições genéricas. Regulamentam comportamentos. REPRESSIVA - a função repressiva consiste em: punição aos infratores da lei penal. COMPETÊNCIA FISCALIZADORA - Identifica riscos atuais de lesões a normas ou direitos. COERCIBILIDADE A coercibilidade, isto é, a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração, constitui também atributo do poder de polícia. ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA Realmente, todo ato de polícia é imperativo (obrigatório para seu destinatário), admitindo até o emprego da força pública para seu cumprimento, quando resistido pelo administrado. O poder de polícia administrativa tem atributos específicos e peculiaridades ao seu exercício, são eles: a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade. MEIOS DE ATUAÇÃO Atuando a polícia administrativa de maneira preferentemente preventiva, ela age por ordens e proibições, mas sobretudo... DISCRICIONARIEDADE A discricionariedade traduz-se como na livre escolha, pela Administração, da oportunidade e conveniência de exercer o poder de polícia. Como de aplicar as sanções e empregar os meios conducentes a atingir o fim colimado, que a proteção de algum interesse público. Por meio de normas limitadoras e sancionadoras da conduta daqueles que utilizam bens ou exercem atividades que possam afetar a coletividade, estabelecendo as denominadas limitações administrativas. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ATOS ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS SANÇÕES NECESSÁRIA DISTINÇÃO COMPETÊNCIA CONDIÇÕES DE VALIDADE CONCEITO FUNCIONÁRIO PÚBLICO ATÍPICOS DIREITO ADMINISTRATIVO ATOS ADMINISTRATIVOS ATOS ADMINISTRATIVOS Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato: TÍPICOS Praticados pela Administração no uso de seus poderes administrativos. Adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados, ou a si própria. ATOS ADMINISTRATIVOS X ATOS DA ADMINISTRAÇÃO Nem todo ato praticado pela Administração Pública é ato administrativo, sendo o ato da administração mais amplo do que a noção de ato administrativo. Em outras palavras, são atos jurídicos que decorrem de vontade humana e repercutem na vida real, originando nas mãos de um agente público. COMPETÊNCIA Para a corrente majoritária os atos da Administração são atos jurídicos praticados pela Administração Pública que não se enquadram no conceito de atos administrativos, como os atos legislativos expedidos no exercício da função atípica, os atos políticos definidos na CF, os atos regidos pelo direito privado e os atos materiais. ENTRETANTO.... Fato administrativo é toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa, tal como a construção de uma ponte, a instalação de um serviço público, etc. Inexistem, na esfera do Direito Administrativo, atuações totalmente discricionárias, haja vista a definição legal com critérios objetivos de determinados elementos dos atos administrativos, mesmo nos discricionários. Até mesmo os elementos do ato administrativo que podem ter feição discricionária (como motivo e objeto), quando devidamente regulamentados ou discriminados pela Lei, passam a ser vinculados, perdendo o caráter discricionário. Atos Políticos ou de Governo Quando há exercício da função política e podem exercê-la os membros do Legislativo, Judiciário e do Executivo Atos Privados ou de Gestão São os atos da Administração Pública regidos pelo direito privado, em que a Administração atua sem prerrogativas, como se particular fosse. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DICA : COM FI FOR M OB DIREITO ADMINISTRATIVO ATOS ADMINISTRATIVOS ATOS ADMINISTRATIVOS Atos Materiais Também chamados de FATOS ADMINISTRATIVOS, já que não manifestam a vontade do Estado, sendo atos de mera execução de atividade. Ex: demolição de um prédio. REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO ELEMENTOS OU REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO Competência, Forma, Objeto, Finalidade e Motivo FASES DE CONSTITUIÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO 1 - Perfeição (ou existência) A perfeição diz respeito às etapas de formação do ato, exigidas por lei para que ele produza efeitos. Assim: COMPETÊNCIA 3 - Eficácia Aptidão para a produção de efeitos concedida ao ato administrativo. Alguns têm eficácia imediata, logo após a publicação, mas outros podem ter sido editados com previsão de termos iniciais ou condições suspensivas - chamados de atos pendentes. Ato perfeito é aquele que completou o processo, todas as etapas de formação. Para a prática do ato administrativo a competência é a condição primeira de sua validade. Nenhum ato - discricionário ou vinculado - pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo. Ato imperfeito o é aquele que ainda está em formação. 2 - Validade (ou regularidade) A validade é a compatibilidade entre o ato jurídico e o disposto na norma legal, só podendo ser analisado se o ato for, ao menos, existente (perfeito). COMPETÊNCIA Entende-se por competência administrativa o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções. A competência resulta da lei e por ela é delimitada. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ATOS ADMINISTRATIVOS ATOS ADMINISTRATIVOS FINALIDADE OBJETO COMPETÊNCIA FORMA FORMA ATOS DE DIREITO PRIVADO PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE COMPETÊNCIA CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM IMPERATIVIDADE QUANTO AOS DESTINATÁRIOS EXIGIBILIDADE ATOS GERAIS AUTOEXECUTORIEDADE FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM Assim, um decreto individual não pode contrariar um decreto geral ou regulamentar em vigor. ATOS EXTERNOS Atos administrativos externos, ou, mais propriamente, de efeitos externos, são todos os que alcançam os administrados, os contratantes, e, em certos casos, os próprios servidores, provendo sobre seus direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração. ATOS INDIVIDUAIS Atos administrativos individuais ou especiais são todos os que se dirigem a destinatários certos, criando-lhes situação jurídica particular. Tais atos, quando de efeitos internos ou restritos a seus destinatários, admitem comunicação direta para início de sua operatividade ou execução. COMPETÊNCIA Considera-se, ainda, atos externos todas as providências administrativas que, embora não atinjam diretamente o administrado, produzem efeitos fora da repartição que as adotou, como também as que onerem a defesa ou o patrimônio público. Se referem a mais de um destinatário ATOS SINGULARES Se destinam a um único sujeito descrito na conduta. QUANTO AO ALCANCE ATOS INTERNOS QUANTO AO OBJETO ATOS DE IMPÉRIO Atos de império ou de autoridade são todos os que a Administração pratica usando de sua supremacia do interesse público sobre o privado. É o que ocorre nas desapropriações, nas interdições de atividade, nas ordens estatutárias. Atos administrativos internos são destinados a produzir efeitos no recesso das repartições administrativas, e por isso mesmo incidem, normalmente, sobre os órgãos e agentes da Administração que os expediram. ATOS DE GESTÃO Atos de gestão são os que a administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os destinatários. São atos de operatividade caseira, que não produzem efeitos em relação à estranhos. Os atos administrativos internos podemser gerais e especiais, normativos, ordinatórios, punitivos e de outras espécies, conforme as exigências do serviço público. Ocorre nos atos puramente de Administração dos bens, serviços públicos e nos negócios com os particulares que não exigem coerção sobre os interessados. FUNCIONÁRIO PÚBLICO ATOS COMPOSTO DIREITO ADMINISTRATIVO CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM ATOS DE EXPEDIENTE ATOS DISCRICIONÁRIOS QUANTO À FORMAÇÃO ATOS SIMPLES QUANTO AO GRAU DE LIBERDADE ATOS VINCULADOS COMPETÊNCIA ATO COMPLEXO ATOS DISCRICIONÁRIOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM QUANTO AOS RESULTADOS QUANTO À ESTRUTURA ATOS CONCRETOS ATOS AMPLIATIVOS ATOS RESTRITIVOS QUANTO AO CONTEÚDO ATOS ABSTRATOS COMPETÊNCIA QUANTO AOS EFEITOS ATOS CONSTITUTIVOS ESPÉCIES DE ATOS ATOS NORMATIVOS ATOS DECLARATÓRIOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO ESPÉCIES DE ATOS ESPÉCIES DE ATOS ATOS ORDINATÓRIOS ATOS PUNITIVOS ATOS ORDINATÓRIOS COMPETÊNCIA ATOS NEGOCIAIS ATOS ENUNCIATIVOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO DOS MOTIVOS DETERMINANTES DOS MOTIVOS DETERMINANTES ESGOTAMENTO DO CONTEÚDO JURÍDICO É A EXTINÇÃO NATURAL. RENÚNCIA COMPETÊNCIA EXTINÇÃO DOS ATOS ADM DESAPARECIMENTO DA PESSOA OU COISA SOBRE A QUAL O ATO RECAI EXTINÇÃO NATURAL RETIRADA ANULAÇÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO EXTINÇÃO DOS ATOS ADM EXTINÇÃO DOS ATOS ADM O Poder Judiciário, além da própria Administração, também pode anular os atos administrativos com vícios de ilegalidade, desde que o faça mediante provocação, possuindo a administração o prazo decadencial de 05 (cinco) anos para anular atos administrativos ampliativos, salvo no caso de má-fé do beneficiário. NÃO há previsão de limite temporal para a revogação dos atos administrativos. Tanto na anulação quanto na revogação NÃO há o efeito repristinatório. TEORIA DA APARÊNCIA: A nomeação de servidor sem concurso público é nula, mas os atos praticados são válidos, em atenção ao princípio da segurança jurídica. Não se admite revogação: I. Atos que geram direito adquirido; II. Atos já exauridos; III. Atos vinculados; IV. Atos enunciativos (certidões, pareceres, atestados); V. Atos preclusos no curso de procedimento administrativo; VI. Atos ilegais. COMPETÊNCIA Na anulação, NÃO há o efeito repristinatório. Em regra, NÃO há dever de indenizar, exceto se o particular comprovadamente sofreu dano especial para a ocorrência do qual não tenha colaborado. REVOGAÇÃO A doutrina admite a possibilidade de indenização aos particulares prejudicados pela revogação, desde que tenha ocorrido a extinção antes do prazo fixado para permanência da vantagem. Extinção do ato administrativo por motivo de oportunidade e conveniência (razões de mérito), produzindo efeitos ex nunc e mantendo os atos já produzidos. Toda revogação pressupõe, portanto, um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. CASSAÇÃO Ocorre quando o beneficiário do ato deixa de cumprir os requisitos de quando teve o ato deferido. É hipótese de ilegalidade superveniente por culpa do beneficiário. É competência exclusiva da Administração Pública. O Judiciário NÃO possui competência para examinar o mérito do ato administrativo. FUNCIONÁRIO PÚBLICO OFICIALIDADE (IMPULSO OFICIAL) DIREITO ADMINISTRATIVO EXTINÇÃO DOS ATOS ADM PROCESSO ADMINISTRATIVO CADUCIDADE PRINCÍPIOS DO PROCESSO PROCESSO ADMINISTRATIVO COMPETÊNCIA PROCESSO X PROCEDIMENTO PROCESSO ADMINISTRATIVO: DEVIDO PROCESSO LEGAL PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO: FUNCIONÁRIO PÚBLICO MOTIVAÇÃO (OBRIGATÓRIA) DIREITO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA VERDADE REAL DIREITO À INFORMAÇÃO LEGALIDADE COMPETÊNCIA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS GRATUIDADE INFORMALISMO OU FORMALISMO MODERADO FASES DO PROCESSO ADMINISTRATIVO (LEI 9.784/99) 1 - INSTAURAÇÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO 2 - INSTRUÇÃO PROCESSUAL, DEFESA E RELATÓRIO COMPETÊNCIA PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO NOS CASOS PREVISTOS NO ART. 69-A: 3- DECISÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO No âmbito da Administração Pública federal, as decisões administrativas que exijam a participação de 3 (três) ou mais setores, órgãos ou entidades poderão ser tomadas mediante decisão coordenada. Se faz por ato administrativo devidamente fundamentado, desde que comprovados os requisitos estampados na lei de inutilidade ou impossibilidade da decisão, ou até mesmo prejudicialidade por fatos posteriores. Decisão coordenada: é a instância de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de simplificar o processo administrativo mediante participação concomitante de todas as autoridades e agentes decisórios e dos responsáveis pela instrução técnico-jurídica. COMPETÊNCIA A manifestação de desistência do processo pelo interessado NÃO gera, necessariamente, extinção do feito, podendo a Administração Pública dar continuidade do processo, se exigido pelo interesse público. I - de licitação; II - relacionados ao poder sancionador; ou III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos. ANULAÇÃO - ART. 53 Dever da administração, admitido o exercício também pelo Poder Judiciário. Ocorre quando houver ilegalidade do ato por vícios insanáveis. NÃO se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos: A declaração possui efeitos retroativos (ex tunc),sendo que, em relação a terceiros de boa-fé, devem ser preservados os efeitos produzidos na vigência do ato administrativo A conclusão dos trabalhos da decisão coordenada será consolidada em ata. Até a assinatura da ata, poderá ser complementada a fundamentação da decisão da autoridade ou do agente a respeito de matéria de competência do órgão ou da entidade representada. Sujeito a prazo decadencial de 5 anos, no caso de atos com destinatários de boa-fé REVOGAÇÃO - ART. 53 É uma escolha da administração, não se admitindo o exercício pelo Poder Judiciário, quando no exercício da função jurisdicional. A ata será publicada por extrato no Diário Oficial da União. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Quanto aos membros do Tribunal de Contas o STF já se pronunciou, no sentido de que eles se enquadram na categoria de agentes administrativos. DIREITO ADMINISTRATIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO AGENTES PÚBLICOS Embora se trate de matéria controversa, para fins de concurso público, o STF já se manifestou, no sentido de considerar os membros da Magistratura e do Ministério Público como agentes políticos (RE 228977/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j. 05/03/2002). Ocorre por razões de conveniência e oportunidade. A declaração possui efeitos não retroativos (ex nunc). Pode ser realizada a qualquer tempo AGENTES PÚBLICOS Agente público é termo com sentido amplo. Significa o conjunto de pessoas que, a qualquer título, exerce uma função pública, remunerada ou gratuita, definitiva ou transitória, política ou jurídica. COMPETÊNCIA Logo, agente público envolve todo mundo que tenha, de qualquer sorte, a qualquer título e em qualquer tempo, vínculo com o Poder Público. Há dois requisitos para a caracterização do agente público: Requisito objetivo: a natureza estatal da atividade desempenhada. 2 - PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO Os particulares em colaboração com o poder público são aqueles que, sem perderem a qualidade de particulares, atuam, em situações excepcionais, em nome do Estado, mesmo em caráter temporário, independentemente do vínculo jurídico estabelecido. Requisito subjetivo: a investidura na atividade. 1 - AGENTES POLÍTICOS DESIGNADOS: São aqueles agentes públicos que atuam no exercício da função política de Estado. Têm cargos estruturais e inerentes à organização política do país e exercem a vontade superior do Estado. São pessoas requisitadasou designadas para, transitoriamente colaborarem com o Estado. Exercem múnus público. São chamados de “agentes honoríficos”. Exs.: os mesários, os jurados e os agentes militares conscritos; Na doutrina, é indiscutível que os detentores de mandato eletivo e os secretários e os ministros do Estado são agentes políticos. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO AGENTES PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS VOLUNTÁRIOS: DELEGADOS: CREDENCIADOS: COMPETÊNCIA 3 - SERVIDORES ESTATAIS PRINCÍPIOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DEVE OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO TEXTO CONSTITUCIONAL, E: SERVIÇOS PÚBLICOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS COMPETÊNCIA CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO Os serviços divisíveis (uti singuli), podem ser classificados em compulsórios ou facultativos. DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS Serviços públicos exclusivos delegáveis: São os serviços que devem ser necessariamente prestados pelo Estado, que pode realizar a prestação diretamente ou mediante delegação aos particulares. São serviços indivisíveis, pois não é possível dividir o ônus da prestação em proporção igual à utilização. Por isso, são custeados pela receita geral decorrente da arrecadação dos impostos. Ex.: Os serviços de iluminação pública e de limpeza pública. Ex.: Ex.: Os serviços de transporte público e de energia elétrica. Serviços públicos de delegação obrigatória: São os serviços de radiodifusão sonora e radiodifusão de sons e imagens (rádio e televisão), regulamentados no art. 223 da CF. COMPETÊNCIA SERVIÇOS COMPULSÓRIOS Ex.: Os serviços de saúde, educação e previdência. SERVIÇOS UTI SINGULI OU INDIVIDUAIS AINDA, os serviços públicos podem ser divididos com base na forma de fruição dessas atividades pelos usuários: SERVIÇOS FACULTATIVOS são aqueles prestados a toda coletividade. São serviços divisíveis, haja vista a possibilidade de se dividir a utilização entre os usuários, distribuindo o ônus da prestação de forma proporcional à utilização individual. Exs.: A energia elétrica e o uso da linha telefônica. Em relação à forma de prestação, os serviços públicos podem ser classificados em próprios ou impróprios. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PRÓPRIOS SERVIÇOS IMPRÓPRIOS COMPETÊNCIA CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS PODER CONCEDENTE CONCESSIONÁRIA A CONCESSÃO COMUM PODE SER CLASSIFICADA EM DUAS ESPÉCIES: FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS TRANSFERÊNCIA DA CONCESSÃO COMPETÊNCIA DURAÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO SUBCONTRATAÇÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS INTERVENÇÃO EXTINÇÃO DA CONCESSÃO COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS COMPETÊNCIA RESCISÃO CONSENSUAL (OU BILATERAL) RESCISÃO JUDICIAL FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS A reversão pode ser onerosa, quando o poder concedente tem o dever de indenizar o conncessionário que adquiriu os bens com capital próprio ou gratuita, quando a tarifa já tiver levado em conta o ressarcimento do concessionário pelos recursos utilizados. NATUREZA JURÍDICA Com o advento da CF/88 e da Lei 8.987/95, as permissões de serviço público passaram a ter natureza jurídica de contrato de adesão. LICITAÇÃO De acordo com o art. 14 da Lei 8.987/95, toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. COMPETÊNCIA DIFERENÇAS ENTRE A CONCESSÃO E A PERMISSÃO CONCESSÃO PERMISSÃO PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO De acordo com o art. 2º, IV, da Lei 8.987/95, a permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO A autorização é um ato administrativo precário, unilateral, discricionário. A Administração Pública pode analisar a autorização, conforme os critérios de conveniência e de oportunidade, dentro dos limites da lei. Ademais, todas as regras aplicáveis à concessão serão aplicáveis à permissão, nos termos do art. 40, parágrafo único, da Lei 8.987/1995. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP) A) A AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PÚBLICO: COMPETÊNCIA B) A AUTORIZAÇÃO DE POLÍCIA: FUNCIONÁRIO PÚBLICO A Administração Pública não disponibilizará recursos financeiros para o custeio integral dos empreendimentos contratados, de modo que cabe ao parceiro privado efetivar os investimentos necessários à prestação do serviço e eventual execução da obra. DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS B) CONCESSÃO ADMINISTRATIVA: FINANCIAMENTO DO SETOR PRIVADO A concessão administrativa apresenta algumas peculiaridades, quais sejam: o grande vulto do investimento do parceiro privado, bem como a impossibilidade de celebração do contrato somente para a prestação do serviço. COMPETÊNCIA PLURALIDADE COMPENSATÓRIA O art. 6º da Lei 11.079/2004 estabelece que a contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria público-privada poderá ser feita por: Ex.: contrato firmado com uma determinada empresa para que ela execute a construção de um presídio federal, de modo que, posteriormente, ficará responsável pela prestação do serviço penitenciário. I – ordem bancária; II – cessão de créditos não tributários; III – outorga de direitos em face da Administração Pública; IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais; V – outros meios admitidos em lei. CARACTERÍSTICAS DA PPP Por se tratar de contratos especiais, a lei define algumas regras à parceria público-privada que não são admitidas em outras avenças firmadas com o poder público. GARANTIAS DO PARCEIRO PÚBLICO De acordo com o art. 8º da Lei 11.079/04, as obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante: Compartilhamento de riscos e de ganhos decorrentes da redução do risco o pagamento feito pela Administração não pode ocorrer antes da disponibilIzação do serviço, sob pena de ilegalidade da medida (art. 7º, caput, da Lei 11.079/2004). I – vinculação de receitas, observado o disposto no inciso IV do art. 167 da Constituição Federal; II – instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei; FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS A Lei 11.107/05 foi editada para regulamentar o art. 241 da CF, segundo a qual os consórcios públicos são uma forma de gestão associada de entes federativos na prestação de serviços públicos. III – contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não sejam controladas pelo Poder Público; IV – garantia prestada por organismos internacionais ou instituições financeiras que não sejam contro- ladas pelo Poder Público; V – garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para essa finalidade; VI – outros mecanismos admitidos em lei. No consórcio público há vontades convergentes entre os consorciados. Ou seja, a vontade dos consorciados são idênticas, referindo-se à prestação de determinado serviço público com a finalidade de atender a interesse comum. DIRETRIZES DA LEI 11.079/2004 As diretrizes para uma PPP estão previstas no art. 4º da Lei 11.079/2004: COMPETÊNCIA I – eficiência no cumprimento das missões de Estado e no emprego dos recursos da sociedade; CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO IV – responsabilidade fiscalna celebração e execução das parcerias; A criação do consórcio forma uma nova pessoa jurídica que não se confunde com os entes consorciados. Essa nova pessoa jurídica poderá ter personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. II – respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos entes privados incumbidos da sua execução; Caso seja criada uma pessoa jurídica de direito privado, terá a designação de consórcio público, que será regido pelo Direito Civil, aplicando-se-lhe as normas que regem as associações privadas, com algumas ressalvas decorrentes da aplicação dos princípios inerentes à atuação administrativa. III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado; Nesse caso, o consórcio público não será integrante da Administração Pública, mas será formado com verba estatal, ficando, portanto, sujeito ao controle pelo Tribunal de Contas. VI – repartição objetiva de riscos entre as partes; VII – sustentabilidade financeira e vantagens socioeconômicas dos projetos de parceria. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO SERVIÇOS PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS Se o consórcio público for criado sob o regime de direito público, receberá o nome de associação pública e fará parte da Administração Indireta de cada um dos entes consorciados. ALTERAÇÃO E EXTINÇÃO DO CONSÓRCIO A retirada do ente da Federação do consórcio público dependerá de ato formal de seu representante na assembleia geral, na forma previamente disciplinada por lei. A retirada ou a extinção de consórcio público ou convênio de cooperação não prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os contratos, cuja extinção dependerá do pagamento das indenizações eventualmente devidas. OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE CONSÓRCIOS PÚBLICOS A alteração ou a extinção de contrato de consórcio público dependerá de instrumento aprovado pela assembleia geral, ratificado mediante lei por todos os entes consorciados. COMPETÊNCIA Os consórcios são firmados com o objetivo de prestar serviços e executar atividades de interesse de todos os entes consorciados e, para atender essas metas, poderá atuar com algumas prerrogativas de interesse público. Além disso, o ente tem a garantia de ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação. Para atingir a finalidade pública, os consórcios públicos poderão firmar convênios, contratos, acordos de qualquer natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo. BENS PÚBLICOS CONCEITO O Código Civil de 2002 apresenta o seguinte conceito: Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem. Neste sentido, inclusive, a União poderá celebrar convênios com os consórcios públicos, com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. Para a doutrina, bem público são todos os bens vinculados à prestação de um serviço público, seja o bem pertencente à pessoa de direito público ou privado. FUNCIONÁRIO PÚBLICO j) As cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; k) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS d) as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II, da CF; e) Os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; f) O mar territorial; g) Os terrenos de marinha e seus acrescidos; h) Os potenciais de energia hidráulica; i) Os recursos minerais, inclusive os do subsolo; CLASSIFICAÇÃO Quanto à titularidade: Bens federais Os bens da União estão arrolados em rol não taxativo no art. 20 da CF/88. São bens da União: COMPETÊNCIA a) Os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; d) As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países... b) As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; Bens estaduais e distritais a) As águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; b) As áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros; c) Os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; c) As ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; d) As terras devolutas não compreendidas entre as da União. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Também são considerados aqueles utilizados por pessoas jurídicas de direito privado para a prestação de serviços públicos, enquanto permanecerem afetados. DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS São todos aqueles que visam à execução dos serviços administrativos e dos serviços públicos em geral, como repartições públicas, hospitais, escolas, e etc. ATENÇÃO d) Bens de uso especial: Não existem rios municipais; as terras devolutas, via de regra, pertencem aos Estados, e não à União. Bens municipais Os Municípios não foram contemplados com a partilha constitucional de bens, embora efetivamente tenham bens. Quanto à destinação: a) Bens de uso comum do povo: São destinados à utilização geral pelos indivíduos, podem ser utilizados por todos em igualdade de condições, independentemente de consentimento individualizado pelo Poder Público. e) Bens dominicais: São aqueles que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades (art. 99, III, do CC). b) Bens de uso comum de regime comum: Em regra, são de utilização gratuita, nada impedindo que seja cobrada uma contraprestação. Estes bens estão sujeitos ao Poder de Polícia do Estado. Como exemplo, pode-se citar os mares, as estradas, ruas, praças e logradouros (art. 99, I, do CC). Não têm destinação pública definida, podendo ser utilizados pelo Estado para fazer renda. A noção de bem dominical é residual, já que será residual tudo o que não for de uso especial ou de uso comum. Os bens de regime comum são caracterizados pela não-discriminação do usuário e pela ausência de cobrança direta de remuneração pelo seu uso; Bens dominicais X bens dominiais Pode considerar-se que a noção de bens dominicais implica caráter residual, isto é, são todos os que não estejam incluídos nas demais categorias de bens públicos. c) Bens de uso comum de regime especial: Os bens de regime especial são caracterizados pela individualização de seu uso (uso específico) e pela cobrança de remuneração pela utilização do bem. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Justificativa ou motivação; DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS Já a expressão "bens dominiais", como distingue CRETELLA JÚNIOR, deve indicar, de forma genérica, os bens que formam o domínio público em sentido amplo, sem levar em conta sua categoria, natureza ou destinação. CARACTERÍSTICAS Inalienabilidade relativa ou alienabilidade condicionada: A alienação dos bens públicos depende do cumprimento dos requisitos previstos no ordenamento jurídico (arts. 100 e 101 do CC e art. 17 da Lei 8.666/1993), a saber: Quanto à disponibilidade: Desafetação dos bens públicos: apenas os bens dominicais podem ser alienados (os bens de uso comum e de uso especial, enquanto permanecerem com essa qualificação, não poderão ser alienados);a) Bens indisponíveis por natureza: São aqueles que, dada a sua natureza não patrimonial, não podem ser alienados ou onerados pelas entidades a que pertencem, por exemplo, mares, rios, estradas etc. O Poder Público tem o dever de conservá-los, melhorá-los e mantê-los ajustados a seus fins, sempre em benefício da coletividade, seja direta ou indiretamente. b) Bens patrimoniais indisponíveis: São aqueles de que o Poder Público não pode dispor, embora tenham natureza patrimonial, por estarem afetados à destinação pública específica. Avaliação prévia para definição do valor do bem; Licitação: concorrência para os bens imóveis, salvo as exceções citadas no art. 19, III, da Lei 8.666/19932. E leilão para os bens móveis (as hipóteses de licitação dispensada para alienação de bens imóveis e móveis encontram-se taxativamente previstas no art. 17, I e II, da Lei 8.666/1993); São aqueles de uso especial, como os prédios das repartições públicas, os veículos oficiais, e etc. Autorização legislativa para alienação dos bens imóveis: A lei específica deve autorizar a alienação dos imóveis públicos. c) Bens patrimoniais disponíveis: São aqueles que possuem natureza patrimonial, que por não estarem afetados a certa finalidade pública, podem ser alienados na forma da lei. Cumpridos os requisitos legais, a alienação dos bens públicos pode ser formalizada por diversos institutos jurídicos, como o contrato de compra e venda, a doação, a permuta, a dação em pagamento, a investidura, a incorporação, a retrocessão. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS Ressalte-se que o ordenamento consagra hipóteses de indisponibilidade absoluta de determinados bens públicos, a saber: Súmula 619 do STJ: “A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.” Não onerabilidade: As terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais (art. 225, § 5º, da CF); e As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios (art. 231, § 4º, da CF). Os bens públicos não podem ser dados em garantia do inadimplemento para os credores. Isso porque os bens são impenhoráveis e inalienáveis. Ademais, os débitos públicos são pagos, em regra, via precatório. A oneração de bens públicos para garantir determinada dívida implicaria em quebra da ordem de pagamento dos credores do Poder Público. Impenhorabilidade: Os bens públicos são impenhoráveis, independentemente de sua finalidade, salvo no caso de preterição no pagamento de precatórios na ordem cronológica de apresentação, hipótese em que serão passíveis de sequestro (art. 100,§6º da CF). AFETAÇÃO E DESAFETAÇÃO A afetação (ou consagração) e a desafetação (ou desconsagração) relacionam-se com a vinculação ou não do bem público à determinada finalidade pública. Imprescritibilidade: Os bens públicos, seja qual for sua natureza, móveis ou imóveis, são insuscetíveis de aquisição por usucapião. Trata-se de regra de força constitucional, prevista nos arts. 183, § 3o e 191 da CF. Afetação: Afetação significa a atribuição fática ou jurídica de finalidade pública, geral ou especial, ao bem público. Súmula 340 do STF dispõe: “desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião”. Os bens públicos afetados são os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS A instituição da afetação pode ocorrer de três formas: É possível afirmar, portanto, que a afetação e a desafetação podem ser: a) expressas (ou formais), quando efetivadas por manifestação formal de vontade da Administração (lei ou ato administrativo); b) tácitas (ou materiais), quando implementadas por eventos materiais (fatos administrativos). a) Lei: Ex.: A lei que institui a Área de Proteção Ambiental (APA); b) Ato administrativo: Ex.: O ato administrativo determina a construção de hospital público; c) Fato administrativo: Ex.: A construção de escola pública em terreno privado, sem procedimento formal prévio, configura desapropriação indireta. ESPÉCIES DE BENS PÚBLICOS Terras devolutas As terras devolutas são áreas que integram o patrimônio das pessoas federativas, e não são utilizadas para quaisquer finalidades públicas específicas. São terras que nunca pertenceram ao particular, mesmo estando ocupadas. Desafetação: Os bens desafetados são os bens públicos dominicais. Da mesma forma que a afetação, a desafetação pode ser implementada de três maneiras: A desafetação, ao contrário, é a retirada, fática ou jurídica, da destinação pública anteriormente atribuída ao bem público. As terras devolutas se classificam como bens dominicais. Todos os entes possuem terras devolutas. Todavia, a regra é que pertençam aos Estados. a) Lei. Ex.: A lei determina a desativação de repartição pública; b) Ato administrativo. Ex.: O ato administrativo determina a demolição de escola pública com a transferência dos alunos para outra unidade de ensino; c) Fato administrativo. Ex.: O incêndio destrói a biblioteca pública municipal, o que inviabi- liza a continuidade dos serviços. Recentemente, o STF decidiu que as terras devolutas pertencem, em regra, aos Estados-membros, salvo aquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares... FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS ... das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, que são de propriedade da União. a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés. b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés. Diversos Estados transferiram terras devolutas para os respectivos Municípios. Portanto, atualmente, é possível encontrar terras devolutas no patrimônio da União, dos Estados e dos Municípios. Terrenos de marinha e seus acrescidos Os terrenos de marinha e seus acrescidos são bens públicos federais (art. 20, VII, da CF), cujo uso privativo pode ser transferido ao particular, normalmente, por meio de enfiteuse (art.49, § 3º, do ADCT, art. 2.038, § 2º, do CC e arts. 99 a 124 do Decreto-lei 9.760/1946). COMPETÊNCIA Terrenos reservados ou marginais Aqueles formados pelas correntes navegáveis, fora do alcance das marés, estendendo-se até 15 metros para a terra. De acordo com o art. 2º do Decreto-lei 9.760/1946: O art. 3º do Decreto-lei 9.760/1946, define os terrenos acrescidos da marinha como aqueles formados, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha. Atualmente, em virtude do art. 20, III, da CF, que promoveu uma espécie de “expropriação constitucional, de natureza confiscatória”, os terrenos marginais ou reservados integram o patrimônio da União. Terras tradicionalmente ocupadas pelos índios Art. 2º. São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1831: As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União e são consideradas aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas... FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS ... as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições (arts. 20, XI, e 231, § 1º, da CF). As ilhas oceânicas ou costeiras (que não se confundem) pertencem ao domínio da União, mas é admissível que Estados e Municípios tenham domínio parcial ou total sobre elas. Faixa de fronteiras Plataforma continental A faixa de fronteira é a área de até 150 km de largura, ao longo das fronteiras terrestres, considerada fundamentalpública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade. Segundo esse dispositivo, a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deve obedecer ao princípio da publicidade, entre outros. EFICIÊNCIA No Brasil, o princípio da proporcionalidade deriva do Estado Democrático de Direito, consagrado na Constituição Federal de 1988. Ele está implicitamente presente em diversos dispositivos constitucionais, especialmente no artigo 5º, que garante os direitos fundamentais, e no artigo 37, que estabelece os princípios da administração pública. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 11 INDISPONIBILIDADE PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS CONSENSU ALIDADE E PARTICIPAÇÃO É necessário uma maior legitimidade à atuação do poder público, com mecanismos de participação popular na elaboração de normas e tomada de decisões administrativas. A Administração Pública não tem livre disposição dos bens e interesses públicos, porque atua em nome de terceiros, na condição de gestor da coisa pública. O poder de afirmar, renunciar ou transacionar sempre dependerá da lei. CONTINUIDADE Os serviços públicos devem ser prestados de maneira adequada e contínua, não podendo sofrer interrupções, pois há prejuízo para coletividade. Hipóteses de interrupção do serviço público: em caso de emergência; por razões de segurança ou de ordem técnica; por causa de inadimplemento do usuário. AUTOTUTELA É a possibilidade da Administração Pública rever os seus próprios atos, ou seja, anular os atos ilegais e revogar os atos inconvenientes ou inoportunos. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS OU INFRACONSTITUCIONAIS PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE - Os atos da Administração Pública são presumidos verdadeiros e feitos conforme a lei. É presunção relativa SEGURANÇA JURÍDICA - este princípio possui dois sentidos: Objetivo: a necessidade de respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Subjetivo: a proteção da confiança das pessoas em relação às expectativas geradas por promessas e atos estatais. CONFIANÇA E BOA-FÉ a confiança está atrelada à segurança jurídica, remetendo à ideia de que os atos praticados pelo poder público são legítimos e por isso devem ser preservados em nome da boa-fé. CONFIANÇA LEGÍTIMA - a proteção da confiança do administrado por meio da exigência de atuação leal e coerente do Estado. ADMINISTRAÇÃO DIRETA Administração Pública com letra maiúscula significa a estrutura administrativa, ou seja, representa o conjunto de órgãos, entidades, e agentes que exercem a função administrativa e representa o sentido subjetivo, formal e orgânico da palavra. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 12 É o conjunto de pessoas jurídicas administrativas (não tem capacidade para legislar), com personalidade jurídica própria (aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações), que, vinculadas à administração direta, tem competência para o exercício, de forma descentralizada, de atividades administrativas. Possuem capacidade de autoadministração (autonomia técnica + administrativa). Administração pública com letra minúscula significa a atividade administrativa, e representa o sentido objetivo, material ou funcional da palavra. É o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas do Estado. Estão inseridos na chefia do Executivo e nos órgãos auxiliares. (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) FEDERAL - Presidente, Vice-Presidente, Ministros e órgãos de apoio; ESTADUAL - Governador, Órgãos e Secretarias; MUNICIPAL - Prefeito, Órgãos e Secretarias. Os órgãos da administração direta são pessoas jurídicas de direito público e com autonomia. Nesse caso, os serviços públicos são prestados por seus próprios meios, ou seja, sem a criação de nova personalidade jurídica. ADMINISTRAÇÃO DIRETA O órgão público não tem personalidade jurídica, razão pela qual não tem vontade própria. São meros instrumentos de ação do Estado, pois não podem ser sujeitos de direitos e obrigações. São centros de competência especializada, que garantem a especialização nas atividades prestadas e maior eficiência. ADMINISTRAÇÃO DIRETA Nesse sentido, Maria Sylvia Zanella di Pietro dispõe que: “o órgão não se confunde com a pessoa jurídica, embora seja uma de suas partes integrantes; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são parcelas integrantes do todo”. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA CARACTERÍSTICAS DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Gozam de personalidade jurídica própria. Possuem patrimônio próprio. No momento da sua criação, a entidade responsável transfere parte de seu patrimônio ao novo ente, o qual terá liberdade para usá-lo. Cuidado! Essa capacidade de autoadministração NÃO significa que elas podem definir regras para se organizarem (matéria já foi objeto de questão do CESPE). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 13 Necessidade de lei específica para criação das autarquias e autorização para criação dos demais entes da administração indireta, neste caso, sendo imprescindível o registro dos atos constitutivos no cartório de pessoas jurídicas ou na junta comercial para empresas estatais. CARACTERÍSTICAS DAS AUTARQUIAS NÃO possuem autonomia política, mas possuem autonomia financeira e de autorregulação. Possuem regime jurídico de Direito Público. São CRIADAS por lei específica (competência do chefe do Poder Executivo), através da descentralização por outorga ou descentralização legal. (art. 37, XIX da CF). ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Devem ter finalidade pública. NÃO poderão ter finalidade lucrativa, mas o lucro poderá ser uma consequência da atividade. Sujeitas à supervisão ministerial (e NÃO ao poder hierárquico). OBS.: CRIAÇÃO DE SUBSIDIÁRIAS TAMBÉM EXIGE LEI. NÃO precisa ser lei específica. A própria lei que institui a entidade pode autorizar. A lei deve ser minuciosa, trazendo todas as áreas de atuação da entidade de forma específica . Já a organização pode ser feita através de ato administrativo. ENTES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: AUTARQUIAS; FUNDAÇÕES PÚBLICAS; EMPRESAS ESTATAIS. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA AUTARQUIAS São pessoas jurídicas de direito público interno, pertencentes à Administração Indireta, criadas por lei específica para o exercício de atividades típicas, próprias do Estado (ou seja: atividades que só podem ser desempenhadas por pessoas jurídicas de direito público). Exemplos de autarquias: INSS, IBAMA, INCRA, conselhos de classe, Universidades Federais. Possuem personalidade jurídica própria. Possuem patrimônio próprio. Bens autárquicos são bens públicos que, portanto, se sujeitam à impenhorabilidade, à imprescritibilidade e à inalienabilidade relativa. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 14 CONSEQUÊNCIAS DA ADOÇÃO DO REGIME ESTATUTÁRIO Exige concurso público (art. 37, II, da CF); Submetem-se ao teto remuneratório (art. 37, XI, da CF); Submetem à proibição de cumulação de cargos (art. 37, XVI, da CF). UN IV ER S I TY ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Praticam atos administrativos. Precisam fazer licitação quando firmarem contratos administrativos, podendo haver a previsão de cláusulas exorbitantes. Sujeitas a controle financeiro do Tribunal de Contas. Sujeitas ao regime estatutário, razão pela qual NÃO se admite o ingresso de servidores celetistas para a prestação dos serviços nos entes da administração direta, autárquica e fundacional. Submetem-se ao regime de precatórios, SALVO os conselhos profissionais. Possuem imunidade tributária recíproca em relaçãopara defesa do território nacional (art. 20, § 2º, da CF). COMPETÊNCIA Jazida é “toda massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico”, e mina é “a jazida em lavra, ainda que suspensa” (art. 4º do Decreto-lei 227/67 – Código de Mineração). As ilhas são elevações de terra acima das águas e por estas cercadas em toda sua extensão. Podem ser marítimas, fluviais e lacustres, conforme se situam no mar, nos rios e em lagos, respectivamente. Minas e Jazidas De acordo com o art. 11, caput, da Lei 8.617/93: “A plataforma continental do Brasil compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base, a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.” Ilhas A pesquisa e a lavra dos recursos minerais dependem de autorização ou concessão da União, no interesse nacional, e somente serão efetuados por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sua sede e administração no País. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS COMPETÊNCIA DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS BENS PÚBLICOS FUNCIONÁRIO PÚBLICO USO DE BENS PÚBLICOS POR PARTICULARES Os bens afetados podem ser utilizados pelo particular mediante autorização, permissão ou concessão de uso. O uso normal é o que se dá de acordo com a destinação principal. Ex.: rua aberta à circulação. USO NORMAL AUTORIZAÇÃO Ato administrativo. Não há licitação. USO ANORMAL Já o uso anormal é o que ocorre em desconformidade com a destinação principal como, por exemplo, ginásio esportivo para show musical; estacionamento usado para festa. Uso facultativo do bem pelo particular. Interesse predominante do particular. Ato precário. Sem prazo (regra). USO COMUM Remunerada ou não. O uso comum é aquele diante do qual todos podem, igualmente, utilizar o bem, dispensando, em regra, manifestação prévia do Poder Público. PERMISSÃO Ato administrativo. Licitação prévia. USO PRIVATIVO Utilização obrigatória do bem pelo particular, conforme a finalidade permitida. O uso privativo de bem público consiste na utilização, em caráter exclusivo, de um bem público pelo particular, mediante consentimento estatal prévio. Assim ocorre quando o particular deseja utilizar um dos boxes em mercados municipais; colocar mesas de restaurante em via pública; instalar bancas de revista e jornal nos calçadões e nas praças etc. Equiponderância entre o interesse público e o do particular. Ato precário. Sem prazo (regra). O uso privativo de bens públicos pode ser de bens afetados (uso comum e especial) ou de não afetados (dominicais). Remunerada ou não. FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO BENS PÚBLICOS RESP. CIVIL DO ESTADO CONCESSÃO COMPETÊNCIA RESP. CIVIL DO ESTADO EVOLUÇÃO DAS TEORIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO IRRESPONSABILIDADE DO ESTADO FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO TEORIA DA RESPONSABILIDADE COM CULPA (CULPA COMUM DO ESTADO) COMPETÊNCIA TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO TEORIA DO RISCO INTEGRAL COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO RESPONSABILIDADE POR OMISSÃO COMPETÊNCIA SOBRE A RESPONSABILIDADE DO AGENTE, HÁ DUAS CORRENTES: FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO RESP. CIVIL DO ESTADO RESP. CIVIL DO ESTADO COMPETÊNCIA RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO RESP. CIVIL DO ESTADO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO RESPONSABILIDADE DE DANOS DECORRENTES DE OBRAS PÚBLICAS CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO INTRODUÇÃO COMPETÊNCIA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI 6 ESPÉCIES DE CONTROLE: QUANTO AO MOMENTO DE EXERCÍCIO DO CONTROLE QUANTO AO PARÂMETRO DE CONTROLE: FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO QUANTO AO ÂMBITO DE ATUAÇÃO COMPETÊNCIA QUANTO À INICIATIVA QUANTO À NATUREZA DO ÓRGÃO CONTROLADORaos IMPOSTOS. Possuem prerrogativas processuais. Ex.: prazo em dobro, reexame necessário. RESPONSABILIDADE CIVIL As autarquias possuem responsabilidade civil objetiva, com fundamento na Teoria do Risco Administrativo (art. 37, §6º, da CF/88). Por possuírem personalidade jurídica própria e patrimônio próprio, as autarquias respondem diretamente com o seu patrimônio. No entanto, caso não consigam arcar, o Estado responde subsidiariamente. REGIME JURÍDICO DAS AUTARQUIAS Estatutário (art. 39, CF/88). Na promulgação da CF/88: Obrigatoriedade do regime jurídico único. Com a Reforma Administrativa (EC 19/98): Fim da obrigatoriedade do Regime Jurídico Único. Decisão liminar do STF em ADI: Retorno da obrigatoriedade do RJU, liminar com efeitos ex nunc. ESPÉCIES DE AUTARQUIAS AUTARQUIAS PROFISSIONAIS Exercem atividade tipicamente pública de fiscalização sobre determinadas categorias profissionais. AUTARQUIAS EM REGIME ESPECIAL são divididas em duas espécies: AUTARQUIAS CULTURAIS São as Universidades Públicas Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 15 Lei específica pode estabelecer prazo diferenciado. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA CARACTERÍSTICAS: Autonimia pedagógica; Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; escolha do reitor pelos docentes/discentes. mandato certo dos dirigentes. AGÊNCIAS REGULADORAS Criadas para fiscalizar as atividades de interesse da sociedade e executadas por particulares ou por entidades da Adm. Indireta. Funções: Exercem funções executivas, normativas e judicantes de Estado, NÃO desempenhando funções de governo. CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Autonomia Administrativa Nomeação diferenciada dos dirigentes: Nomeados pelo Presidente da República após aprovação prévia do Senado para cumprir mandato certo (demais autarquias: demissíveis ad nutum e comissionados). CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS REGULADORAS Período de quarentena dos dirigentes: Durante o prazo de 6 meses ficam impedidos de exercer atividade no setor regulado, contados da exoneração ou término do mandato, sendo assegurada remuneração compensatória. Estabilidade forçada dos dirigentes: É estabilidade diferenciada. Possuem mandato certo de 5 anos, vedada a recondução (Art. 6º da Lei 9986/2000). Autonomia Decisória Impossibilidade de manejar recurso hierárquico impróprio - O objetivo é assegurar que a decisão final na esfera administrativa seja da autarquia, em razão da sua autonomia decisória. Autonomia Financeira Possuem recursos próprios: podem instituir as taxas regulatórias. Recebem dotações orçamentárias: Enviam proposta orçamentária ao Ministério ao qual estão vinculadas, para receber recursos que serão geridos pela própria agência reguladora. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 16 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Autonomia Normativa Possuem poder normativo/regulatório. O fundamento do poder normativo das agências reguladoras baseia-se na técnica da deslegalização ou delegificação, segundo a qual o próprio legislador retira determinadas matérias do âmbito da lei e as passa para o âmbito do regulamento. As agências reguladoras NÃO inovam no ordenamento jurídico, ou seja, NÃO expedem atos normativos primários. AUTARQUIAS TERRITORIAIS Manifestação da descentralização política com a criação de territórios. Trata-se de desmembramento político. Parte da doutrina ainda menciona: AGÊNCIAS EXECUTIVAS São as autarquias OU fundações públicas que celeram contrato de gestão com a Administração Pública com o objetivo de melhorar sua eficiência e reduzir custos. Exemplos de agências executivas: INMETRO e SUDENE. CARACTERÍSTICAS DAS AGÊNCIAS EXECUTIVAS O Presidente da República expede decreto, concedendo a qualidade de agência executiva. A desqualificação da fundação como agência executiva é realizada por decreto, por iniciativa do Ministério Supervisor. Gozam de dispensa de licitação para celebração de contratos, cujos limites de valor são duplicados em relação aos do art. 75, I e II, da Lei 14133/21, cf. §2º do mesmo artigo. Podem ter natureza de autarquia ou de fundação pública. Busca mais eficiência e redução de custos. As autarquias ou fundações temporariamente serão agências executivas, enquanto durar o contrato de gestão. É apenas um status temporário. Não se pode falar em conversão, mas mera qualificação. ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS Os consórcios públicos quando se constituem na forma de pessoa jurídica de Direito Público, assumem a forma de autarquia integrantre da Administração Indireta dos entes federativos consorciados. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 17 Fundações Públicas de Dir. Público - são criadas por lei ordinária específica; seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA FUNDAÇÕES PÚBLICAS São pessoas jurídicas sem fins lucrativos, cujo elemento essencial é a utilização do patrimônio para a satisfação de objetivos sociais, definidos pelo instituidor. Possuem personalidade jurídica própria. Fundações Públicas de Dir. Privado - Sua criação é autorizada por lei ordinária específica e após o registro no cartório competente; seu objeto de atuação deve ser definido por lei complementar. A fundação é um patrimônio afetado (destinado) à realização de um fim, possuindo, por essa razão, personalidade jurídica própria distinta de seu instituidor. Desse modo, o instituidor da fundação separa (destaca) um determinado patrimônio (dinheiro, imóveis, créditos etc.) declarando que esses bens serão utilizados para a realização de um objetivo específico. Exemplo a “FUNAI" CARACTERÍSTICAS DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS Possuem regime híbrido ou misto. Fundação Pública de Dir. Público: Estão sujeitas ao regime público. São criadas por lei específica (são uma espécie de autarquia, por isso também chamadas de “fundações autárquicas”). Fundação Pública de Dir. Privado: Estão sujeitas ao regime privado. Deve ser editada uma lei específica autorizando que o Poder Público crie a fundação. Em seguida, será necessário fazer a inscrição do estatuto dessa fundação no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando, então, ela adquire personalidade jurídica. Atividade. Fundação Pública de Dir. Público: Atividades típicas de Estado; Fundação Pública de Dir. Privado: Atividades de conteúdo econômico passíveis de delegação. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 18 Fundação Pública de Dir. Público: Bens públicos. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Patrimônio. Fundação Pública de Dir. Privado: Bens privados (em regra). Regime de pessoal. Fundação Pública de Dir. Público: Estatutário. Fundação Pública de Dir. Privado: Celetista. Ambas se sujeitam à vedação ao acúmulo de cargos; necessidade de realizar concurso público; teto remuneratório previsto na CF/88. Tanto as fundações públicas de direito público quanto as de direito privado possuem imunidade tributária de impostos sobre rendas, bens ou serviços, conforme dispõe o artigo 150, inciso VI, alínea “a” e §2º, da CF. SOMENTE as Fundações Públicas de Dir. Público: Possuem prerrogativas processuais; Submetem-se ao regime de precatório. EMPRESAS ESTATAIS As Empresas Públicas (EP) e Sociedades de Economia Mista (SEM) são pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública Indireta. São regidas por um regime predominantemente privado, chamado por alguns de regime híbrido, sui generis. Isso porque, por mais que sejam influenciadas pelo regime privado, possuem características do regime de direito público.Exemplo: EMBRAPA. A Lei 13.303/16 estabelece o estatuto jurídico das empresas estatais (empresas públicas, SEM e suas subsidiárias e demais empresas privadas controladas pelo Estado). Criação das Estatais Em regra, a estatal precisa de lei autorizativa para a sua criação, bem como para a criação de suas subsidiárias e participação em outras empresas privadas, conforme art. 37, XIX e XX, da CRFB/88 e art. 2º, §§1º e 2º, da Lei 13.303/16 (ressalvadas as exceções do §3º). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 19 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Ressalta-se que, quanto às empresas subsidiárias, o STF entende pacificamente que não seria necessária uma lei específica autorizando a criação de cada subsidiária, bastando uma autorização legal genérica. Vale lembrar, contudo, que é necessária uma lei específica para a criação de cada estatal (“empresa-mãe”). A alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação. Por outro lado, não se exige autorização legislativa para a alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. (Info 943, STF) Finalidades Pode ter duas finalidades: 1) Prestadora de serviço público; 2) Exploradora de atividade econômica. Capital Empresas Públicas: capital 100% público; Sociedade de Economia Mista: capital misto (maior parte público). Forma Societária Empresas Públicas: Qualquer forma societária. Sociedade de Economia Mista: Somente sociedade anônima. Competência Empresas Públicas: Justiça Federal. Sociedade de Economia Mista: Justiça Estadual. EXCEÇÕES: serão processadas na JF: ▪ Se a União intervier como assistente ou opoente; ▪ MS contra ato ou omissão do dirigente da sociedade de economia mista federal, investido em função administrativa. Regime de pessoal: Celetista (CLT), mas, por possuírem um regime jurídico híbrido, se sujeitam a algumas prerrogativas e regras da Administração Pública: 1) Concurso público (art. 37, II, da CF); 2) Teto remuneratório (art. 37, XI e §9º, da CF); 3) Regras de cumulação de empregos públicos (art. 37, XVI, da CF); 4) Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/92); 5) Obediência aos princípios administrativos (art. 37, caput, da CF). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 20 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA Administradores Os administradores das SEM e EP devem ser (art. 17 da Lei 13303/16): Cidadãos de reputação ilibada e notório conhecimento; Tempo mínimo de experiência profissional; Formação acadêmica compatível; Não ser inelegível. Patrimônio Bens privados, mas sofre modulações de direito público, especificamente no tocante à alienação, que depende do cumprimento das exigências do art. 49 da Lei 13303/16, com redação dada pela Lei 14.002/20. Controle Sujeição ao controle do Tribunal de Contas. O STF entendeu existir esse controle, pois na instituição das empresas estatais haveria contribuição do erário (patrimônio público). Licitação e contratos A Lei das Estatais passou a disciplinar a realização de licitações e contratos no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, independentemente da natureza da atividade desempenhada (prestadora de serviço ou exploradora de atividade econômica). Os contratos terão prazo máximo de 5 anos, salvo: ▪ Projetos contemplados no plano de negócios e investimentos; ▪ Prática rotineira de mercado e a imposição desse prazo inviabilize ou onere excessivamente o negócio. Imunidade tributária Se atuam em regime concorrencial: NÃO gozam de imunidade; Se prestadoras de serviços públicos não remunerados por preços públicos ou tarifas OU se estatais que exercem atividades monopolizadas: Gozam de imunidade. Precatório Somente as EP e SEM que prestam serviços públicos submetem-se ao regime de precatórios. PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO SETOR Na doutrina tradicional, a divisão dos chamados "setores" se dá da seguinte forma: 1° SETOR - ESTADO Formado pela Administração Direta (Ente federativo, órgãos, cargos, funções e agentes) e Administração Indireta (autarquias, agências reguladoras e Conselhos profissionais, com exceção da OAB, fundações, consórcios públicos, empresas públicas, sociedades de economia mista). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 21 ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 2° SETOR - MERCADO São os agentes privados: delegatários, concessionárias, permissionários e autorizatários. 3° SETOR - ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL SEM FINS LUCRATIVOS São os colaboradores: serviços sociais autônomos, organizações sociais, OSCIP, OSC e entidades de apoio. ENTIDADES DO 3º SETOR As entidades do 3º Setor são particulares em colaboração, sem fins lucrativos, que atuam ao lado do Estado na prestação de serviços públicos e atividades de interesse social, mediante vínculo formal de parceria com o Estado. Em outras palavras: são entidades privadas que não integram a estrutura da Administração Pública Direta ou Indireta! CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: ● São criadas pela iniciativa privada (“particulares em colaboração”); ● Não integram formalmente a Administração Pública; ● A criação depende de lei autorizativa; ● Possuem vínculo legal ou negocial com o Estado; ● Não possuem finalidade lucrativa; ● Recebem benefícios públicos; ● Possuem regime jurídico de direito privado; ● Adquirem personalidade jurídica com a inscrição do estatuto em cartório próprio; ● Prestam atividades privadas de interesse social (serviços não exclusivos de Estado). PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS POR SEREM PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO: 1.Bens privados; 2.Regime CLT; 3.NÃO exige concurso público; 4.NÃO possuem prerrogativas processuais; 5.NÃO se submetem a precatórios; 6.NÃO se submetem ao teto remuneratório previsto na CF/88; 7.NÃO precisam fazer licitação (doutrina majoritária); 8.NÃO precisam ter a remuneração fixada por lei. ESPÉCIES: 1) Sistema S - Serviço Social Autônomo; 2) Sistema OS - Organização Social 3) Sistema OSCIP - Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público; 4) Sistema OSC - Organizações da Sociedade Civil; 5) Fundações de apoio. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA PRINCÍPIOS PLANEJAMENTO - é a elaboração e atualização de planos de governo, e a previsão de gastos em orçamento. COORDENAÇÃO - vinculada diretamente à hierarquia, visa a garantir uma maior eficiência na execução das atividades públicas. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 22 Na DESCENTRALIZAÇÃO, o Estado vai transferir a execução da atividade para outra pessoa, seja física ou jurídica, integrante ou não da Administração. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: É a transferência da prestação de serviços do ente federativo para outras pessoas jurídicas especializadas na execução dessas atividades. DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: Extensão de uma competência administrativa entre agentes públicos, dentro de uma mesma estrutura hierárquica de forma expressa e transitória; CONTROLE Exercido em todos os níveis e órgãos do governo. DESCENTRALIZAÇÃO X DESCONCENTRAÇÃ0 Na DESCONCENTRAÇÃO, o que o Estado faz é distribuir, dentro da sua estrutura, as atividades estatais. Tenha em mente que a descOncentração dá origem aos Órgãos públicos. CARACTERÍSTICAS DA DESCONCENTRAÇÃO: Distribuição de competência dentro da mesma pessoa jurídica; Pode ocorrer tanto na Administração Direta quanto na Administração Indireta; Decorre do poder hierárquico (relação de subordinação). ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA O Estado pode criar a pessoa jurídica para transferir a atividade (administraçãoindireta) ou pode realizar um contrato de concessão, ou permissão de serviço público (com pessoa jurídica ou pessoa física). CARACTERÍSTICAS DA DESCENTRALIZAÇÃO: Deslocamento para uma nova pessoa (física ou jurídica); Transferência para pessoa da Administração indireta ou particulares; NÃO existe hierarquia, mas há controle e fiscalização (relação de vinculação, mas NÃO de subordinação). ESPÉCIES DE DESCENTRALIZAÇÃO Outorga/ descentralização legal/por serviços ou funcional. Transfere a execução e a titularidade Destina-se às pessoas jurídicas de direito público especializadas; Requer lei específica; Dá origem às entidades da Administração Indireta. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 5. Presentes tanto na Administração direta como na Administração indireta; 6. NÃO possuem patrimônio próprio.; 7. NÃO podem ser sujeitos de direitos ou de obrigações; 8. NÃO celebram contrato (exceto o contrato de gestão), contudo, o órgão realiza licitação, gestão e exercício do contrato, ficando a cargo do ente personalizado a celebração do contrato. Existem algumas exceções em relação à iniciativa da lei: Iniciativa do Congresso Nacional (art. 48, XI, da CF/88) Para a criação de órgãos no Poder Judiciário, a iniciativa será do presidente do próprio TJ (art. 96, II, “c” e “d”, da CF/88). 23 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ÓRGÃOS PÚBLICOS Delegação /descentralização por colaboração Só transfere a execução (e não a titularidade); Entidades de direito privado; Formalizada por ato unilateral ou contrato; Dá origem às concessionárias e permissionárias. Descentralização Territorial ou Geográfica: Típica da França e Itália; NÃO admitida no Brasil desde a Proclamação da República. Órgãos públicos são centros de atribuições que resultam da desconcentração administrativa. Sua criação se justifica pela necessidade de especializar as funções, com o intuito de tornar a atuação estatal mais eficiente. CARACTERÍSTICAS 1. O órgãos NÃO possuem personalidade jurídica própria; 2. São centros especializados de competências; 3. Criação e extinção devem ser feitas por meio de lei; 4. Competência do órgão é intransferível e irrenunciável, mas pode ser delegada ou avocada; ÓRGÃOS PÚBLICOS CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE ÓRGÃOS REGRA: é que os órgãos públicos sejam criados e extintos por lei ordinária. E, em regra, a lei será de iniciativa do chefe do Executivo. No âmbito do MP, a iniciativa para a criação de órgãos será do chefe da instituição, ou seja, PGJ ou PGR (art. 127, §2º, da CF/88). Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 24 ÓRGÃOS PÚBLICOSÓRGÃOS PÚBLICOS TEORIAS SOBRE A RELAÇÃO ESTADO X AGENTES TEORIA DA IDENTIDADE: Afirmava que o órgão e agente formam uma unidade inseparável, de modo que o órgão público é o próprio agente. Problema: sua aceitação significa concluir que se o agente morrer, causa a extinção do ógão. TEORIA DA REPRESENTAÇÃO: Seguia a lógica do Direito Civil, e defendia que o Estado é como um incapaz, não podendo defender seus próprios interesses, assim, o agente público atuaria exercendo uma espécie de curatela. Problema: Sendo o Estado incapaz, este não poderia nomear seu próprio representante, como ocorre com os agentes públicos. TEORIA DO MANDATO: Dizia que o Estado outargava mandato aos seus agentes, para que eles agissem em seu nome. O erro dessa teoria está em não conseguir apontar em qual momento e quem realizaria a outorga do mandato. TEORIA DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA/ TEORIA DO ÓRGÃO: Teoria aceita pela doutrina brasileira Afirma que o agente público atua em nome do Estado, titularizando um órgão público, dessa forma, o comportamento do agente no exercício da função é atribuído ao Estado. CAPACIDADE PROCESSUAL Embora não possuam personalidade jurídica própria, determinados órgãos públicos gozam de capacidade processual ativa, apenas os órgãos classificados como independentes ou autônomos podem possuir esta capacidade. Para a doutrina, a capacidade de alguém - neste caso, de um órgão - figurar como parte em um processo, se chama de PERSONALIDADE JUDICIÁRIA. A Câmara Municipal não possui personalidade jurídica, mas apenas personalidade judiciária, a qual lhe autoriza apenas atuar em juízo para defender os seus interesses estritamente institucionais. Súmula STJ-525. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 25 ÓRGÃOS PÚBLICOSÓRGÃOS PÚBLICOS CLASSIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS Quanto à hierarquia: Independentes: NÃO estão hierarquicamente subordinados a nenhum outro órgão, se sujeitando apenas ao controle dos poderes estruturais do Estado (sistema de freios e contrapesos). Ex.: Congresso Nacional, STF. Autônomos: subordinados aos órgãos independentes. São órgãos diretivos que desempenham funções de coordenação, planejamento, supervisão e controle. Possuem ampla autonomia administrativa, financeira e técnica (NÃO possuem autonomia política). Ex.: Ministério da Fazenda. Superiores: NÃO possuem autonomia e independência, embora conservem o poder de decisão e controle sobre assuntos específicos de sua competência. Ex.: Polícias, Procuradorias. Subalternos: órgãos com reduzido poder de decisão, destinados à mera execução de atividades administrativas. Ex.: zeladoria, almoxarifado etc. Quanto à atuação funcional/manifestação de vontade: Singular: Atua pela manifestação de vontade de um único agente. Ex.: Prefeitura. Colegiado (ou pluripessoal): a tomada de decisão é feita de forma coletiva. Ex.: STF. Quanto à estrutura: Simples ou unitário: atua sozinho (um único centro de competência), sem subdivisões em seu interior. Ex.: Gabinete. Composto: há mais de um órgão atuando em sua estrutura, mais de um centro de competência. Ex.: Congresso Nacional é formado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal . Ativos: execução de atividades administrativas. Consultivos: assessoramento. De controle: fiscalização dos demais órgãos e agentes públicos. Quanto à funções: Quanto ao âmbito de atuação: Central: atribuição em toda a área da pessoa jurídica que integram (federal, estadual e municipal). Local: atribuição para atuar em determinado local. PODERES ADMINISTRATIVOS Para o adequado cumprimento de suas competências constitucionais, a legislação confere à Administração Pública competências especiais. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 26 O vício de competência (excesso de poder) admite convalidação, salvo se se tratar de competência em razão da matéria ou de competência exclusiva. Desvio de poder (desvio do elemento finalidade do ato administrativo): Ocorre quando o agente público pratica ato visando fim diverso do previsto. EXCESSO X DESVIO DE PODER PODERES ADMINISTRATIVOS Sendo prerrogativas ligadas às obrigações, as competências administrativas constituem verdadeiros poderes-deveres instrumentais para a defesa do interesse público. Dessa forma, contemplamos que os poderes da Administração funcionam como poderes-deveres. Assim, sempre que o Estado “ pode ” atuar para alcançar o interesse público, ele na verdade deve. Não são faculdades, mas instrumentos conferidos à Administração para alcançar o interesse da coletividade. Abuso de poder é o gênero, do qual são espécies o excesso de poder e o desvio de poder. Ocorre excesso de poder quando o agente atua fora ou além de sua esfera de competências, estabelecida em lei. Ou seja, o excesso de poder é um vício do elemento do ato administrativo - vício de competência. Nestes dois últimos casos, o excesso de poder gera um ato nulo. PODERES ADMINISTRATIVOS Ainda que o Administrador Público NÃO atue com a intenção de satisfazer interessespessoais, a prática do ato com a intenção de alcançar finalidade diversa da expressamente imposta na regra que a definiu configura vício, por desvio de poder, SALVO nos casos de tredestinação lícita, na desapropriação. ESPÉCIES DE PODERES ADMINISTRATIVOS PODER VINCULADO Se a lei não dá opções ao administrador público, estabelecendo qual a forma de agir, o poder é vinculado. A lei estabelece a única solução possível diante da situação de fato, fixando todos os requisitos Elementos vinculados serão sempre a competência, a finalidade e a forma, além de outros que a norma legal indicar para a consecução do ato. Ninguém pode exercer poder administrativo sem competência legal, ou desviado de seu objetivo público, ou com preterição de requisitos, ou do procedimento estabelecido em lei, regulamento ou edital. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 27 PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato. PODER DISCRICIONÁRIO A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade. Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público. Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados. Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade. PODER HIERÁRQUICO Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial. Reconsideração: Reexame do ato pela própria autoridade que o emitiu. Revisão: Análise do ato pela autoridade superior àquela que o emitiu. FUNÇÃO: Organiza as competências e responsabilidades; Organiza as funções dos agentes públicos; Define superiores para cada setor e unidade. EMITEM: Ordens e fiscalizam. AVOCAR O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal. Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega. PODER DISCIPLINAR Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo. Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração. Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 28 PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS Exemplo: Licença para dirigir, preenchidos os requisitos legais, a autoridade é obrigada a praticar o ato. PODER DISCRICIONÁRIO A lei dá opções ao administrador público, ou seja, ela concede certa margem de liberdade de decisão, conforme os critérios de oportunidade, conveniência, justiça e equidade. Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o próprio texto legal confere margem de opção/discricionariedade ao administrador, e este tem o encargo de identificar a solução mais adequada para defender o interesse público. Cabe ressaltar que não existe poder totalmente discricionário, pois alguns elementos são sempre vinculados. Exemplo: permissão para atividade de comércio ambulante, permite valoração da Administração e pode ser revogado a qualquer tempo, por motivos de conveniência e oportunidade. PODER HIERÁRQUICO Poder hierárquico é o que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro especial. Reconsideração: Reexame do ato pela própria autoridade que o emitiu. Revisão: Análise do ato pela autoridade superior àquela que o emitiu. FUNÇÃO: Organiza as competências e responsabilidades; Organiza as funções dos agentes públicos; Define superiores para cada setor e unidade. EMITEM: Ordens e fiscalizam. AVOCAR O superior traz para si atribuições do subordinado; Que NÃO SEJAM privativas por previsão legal. Conferir a outrem atribuições originalmente de quem o delega. PODER DISCIPLINAR Capacidade da Administração de verificar as infrações e aplicar penalidade aos demais (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica) de que possuam algum vínculo. Atua somente nas pessoas, entidades que possuem algum vínculo com a Administração. Exercido como faculdade punitiva interna da Administração Pública e só abrange infrações relacionadas com o serviço público. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 29 A razão do poder de polícia é o interesse social e o seu fundamento está na supremacia geral que o Estado exerce em seu território sobre as pessoas, bens e atividades, supremacia que se revela nos mandamentos constitucionais e nas normas de ordem pública. PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS VÍNCULO Vínculo com os servidores e decorre do poder hierárquico.FUNCIONAL CONTRATUAL Particulares que tenham contrato com o poder público. PODER REGULAMENTAR Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e possibilitar sua efetiva aplicação. Seu alcance é apenas de norma complementar à lei; não pode, pois, a Administração, alterá- la a pretexto de estar regulamentando-a. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. PODER DE POLÍCIA É a faculdade que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. Em linguagem menos técnica, podemos dizer que o poder de polícia é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual O Estado detém a atividade dos particulares que se revelar contrária, nociva ou inconveniente ao bem- estar social, ao desenvolvimento e a segurança nacional. Polícia administrativa - incide sobre bens, direitos e atividades, ao passo que as outras atuam sobre as pessoas, individualmente ou indiscriminadamente. É regulada pelo Direito Administrativo, é exercida pela Polícia Militar, Polícia Federal e órgãos administrativos de caráter fiscalizador. Atua sob bens, direitos e atividades. Polícia judiciária - É regulada pelo Direito Processual Penal, exercida pela Polícia Civil e Polícia Federal. Repressiva; Atua Sobre pessoas; Investiga ilícitos penais. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 30 PODERES ADMINISTRATIVOS PODERES ADMINISTRATIVOS TÉCNICAS DE ORDENAÇÃO O poder de polícia usa para alcançar seus objetivos: Informação; Condicionamento; Sancionatória. PREVENTIVA - Disposições genéricas. Regulamentam comportamentos. REPRESSIVA - a função repressiva consiste em: punição aos infratores da lei penal. FISCALIZADORA - Identifica riscos atuais de lesões a normas ou direitos. ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA O poder de polícia administrativa tem atributos específicos e peculiaridades ao seu exercício, são eles: a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade. DISCRICIONARIEDADE A discricionariedadetraduz-se como na livre escolha, pela Administração, da oportunidade e conveniência de exercer o poder de polícia. Como de aplicar as sanções e empregar os meios conducentes a atingir o fim colimado, que a proteção de algum interesse público. AUTOEXECUTORIEDADE Com efeito, no uso desse poder, a Administração impõe diretamente as medidas ou sanções de polícia administrativa necessárias à contenção da atividade anti-social que ela visa a obstar COERCIBILIDADE A coercibilidade, isto é, a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração, constitui também atributo do poder de polícia. Realmente, todo ato de polícia é imperativo (obrigatório para seu destinatário), admitindo até o emprego da força pública para seu cumprimento, quando resistido pelo administrado. A autoexecutoriedade, ou seja, a faculdade da Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus próprios meios, sem intervenção do judiciário. MEIOS DE ATUAÇÃO Atuando a polícia administrativa de maneira preferentemente preventiva, ela age por ordens e proibições, mas sobretudo... Por meio de normas limitadoras e sancionadoras da conduta daqueles que utilizam bens ou exercem atividades que possam afetar a coletividade, estabelecendo as denominadas limitações administrativas. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 31 CONDIÇÕES DE VALIDADE Fato Jurídico - Quando os fatos interferem nas relações travadas entre pessoas e, por isso, precisam de regulamentação por meio de normas jurídicas. Podem se subdividir em: PODERES ADMINISTRATIVOS ATOS ADMINISTRATIVOS SANÇÕES O poder de polícia seria ineficiente se não fosse coercitivo e aparelhado de sanções para os casos da desobediência à ordem legal da autoridade competente. As sanções do poder de polícia, como elemento de coação e intimidação, principiam, geralmente, com a multa e se escalonam em penalidades mais graves com a interdição de atividade, o fechamento de estabelecimento… A demolição de construção, o embargo administrativo de obra, a destruição de objetos, tudo mais que houver de ser impedido em defesa da moral, da saúde e da segurança pública, bem como da segurança nacional, desde que estabelecido em lei ou regulamento. As condições de validade do ato de polícia são as mesmas do ato administrativo comum, ou seja, a competência, a finalidade e a forma, acrescidos da proporcionalidade da sanção e da legalidade dos meios empregados pela Administração. A Administração Pública realiza sua função executiva por meio de atos jurídicos que recebem a denominação especial de atos administrativos. NECESSÁRIA DISTINÇÃO Fato - é todo e qualquer acontecimento, seja decorrente de condutas humanas ou simples sucessão de eventos alheios à atuação das pessoas; Fatos de natureza ou fatos jurídicos strictu sensu. Ex: Nascimento e morte. Fatos de pessoas ou atos jurídicos. É o ato humano que manifesta vontade de forma a interferir no direito. Fato - Acontecimento Ato - Manifestação de vontade CONCEITO O conceito de ato administrativo é fundamentalmente o mesmo do ato jurídico, do qual se diferencia como uma categoria informada pela finalidade pública. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 32 ATOS ADMINISTRATIVOS Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato: ATOS ADMINISTRATIVOS Adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados, ou a si própria. Em outras palavras, são atos jurídicos que decorrem de vontade humana e repercutem na vida real, originando nas mãos de um agente público. ENTRETANTO.... Inexistem, na esfera do Direito Administrativo, atuações totalmente discricionárias, haja vista a definição legal com critérios objetivos de determinados elementos dos atos administrativos, mesmo nos discricionários. Até mesmo os elementos do ato administrativo que podem ter feição discricionária (como motivo e objeto), quando devidamente regulamentados ou discriminados pela Lei, passam a ser vinculados, perdendo o caráter discricionário. Fato administrativo é toda realização material da Administração em cumprimento de alguma decisão administrativa, tal como a construção de uma ponte, a instalação de um serviço público, etc. TÍPICOS ATÍPICOS Praticados pela Administração no uso de seus poderes administrativos. São os que envolvem poderes estatais, ficando o poder público no mesmo nível das demais pessoas. ATOS ADMINISTRATIVOS X ATOS DA ADMINISTRAÇÃO Nem todo ato praticado pela Administração Pública é ato administrativo, sendo o ato da administração mais amplo do que a noção de ato administrativo. Para a corrente majoritária os atos da Administração são atos jurídicos praticados pela Administração Pública que não se enquadram no conceito de atos administrativos, como os atos legislativos expedidos no exercício da função atípica, os atos políticos definidos na CF, os atos regidos pelo direito privado e os atos materiais. Atos Políticos ou de Governo Quando há exercício da função política e podem exercê-la os membros do Legislativo, Judiciário e do Executivo Atos Privados ou de Gestão São os atos da Administração Pública regidos pelo direito privado, em que a Administração atua sem prerrogativas, como se particular fosse. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 33 ATOS ADMINISTRATIVOSATOS ADMINISTRATIVOS Atos Materiais Também chamados de FATOS ADMINISTRATIVOS, já que não manifestam a vontade do Estado, sendo atos de mera execução de atividade. Ex: demolição de um prédio. FASES DE CONSTITUIÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO 1 - Perfeição (ou existência) A perfeição diz respeito às etapas de formação do ato, exigidas por lei para que ele produza efeitos. Assim: Ato perfeito é aquele que completou o processo, todas as etapas de formação. Ato imperfeito o é aquele que ainda está em formação. 2 - Validade (ou regularidade) A validade é a compatibilidade entre o ato jurídico e o disposto na norma legal, só podendo ser analisado se o ato for, ao menos, existente (perfeito). 3 - Eficácia Aptidão para a produção de efeitos concedida ao ato administrativo. Alguns têm eficácia imediata, logo após a publicação, mas outros podem ter sido editados com previsão de termos iniciais ou condições suspensivas - chamados de atos pendentes. REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO ELEMENTOS OU REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO Competência, Forma, Objeto, Finalidade e Motivo DICA : COM FI FOR M OB Competência Finalidade Forma Motivo Objeto Para a prática do ato administrativo a competência é a condição primeira de sua validade. Nenhum ato - discricionário ou vinculado - pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo. Entende-se por competência administrativa o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas funções. A competência resulta da lei e por ela é delimitada. COMPETÊNCIA Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 34 ATOS ADMINISTRATIVOSATOS ADMINISTRATIVOS FINALIDADE A finalidade é, assim, elemento vinculado de todo ato administrativo - discricionário ou regrado - porque o Direito Positivo não admite ato administrativo sem finalidade pública ou desviado de sua finalidade específica. Não cabe ao administrador escolher outra, ou substituir a indicada na norma administrativa, ainda que ambas intencionem fins públicos A finalidade do ato administrativo é aquela que a lei indica explícita ou implicitamente. FORMA É a exteriorização do ato,determinada por lei, decorrente do PRINCÍPIO DA SOLENIDADE. Não basta a manifestação de vontade, mas a formalização deve respeitar os critérios previamente definidos em lei O desrespeito às formalidades específicas NÃO gera a inexistência do ato, mas a sua ilegalidade, devendo ser anulado. A forma é sempre elemento vinculado, SALVO se a lei estabelecer mais de uma forma possível ou for silente. FORMA O motivo ou causa é a situação de direito, ou de fato que determina, ou autoriza a realização do ato administrativo. O motivo, como elemento integrante da perfeição do ato, pode vir expresso em lei, como pode ser deixado ao critério do administrador. No primeiro caso será um elemento vinculado; no segundo, discricionário, quanto à sua existência e valoração. OBJETO Todo ato administrativo tem por objeto a criação, modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, as coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. Nesse sentido, o objeto identifica-se com o conteúdo do ato, através do qual a Administração manifesta seu poder e sua vontade, ou atesta simplesmente situações preexistentes. ATOS DE DIREITO PRIVADO PRATICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO A Administração pode praticar atos ou celebrar contratos em regime de Direito Privado, no desempenho normal de suas atividades. Em tais casos ela se nivela ao particular, abrindo mão de sua supremacia de poder, desnecessária para aquele negócio jurídico. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO Procedimento administrativo é a sucessão ordenada de operações que propiciam a formação de um ato final objetivado pela Administração. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 35 A imperatividade decorre da só a existência do ato administrativo, não dependendo da sua declaração de validade ou invalidade. EXIGIBILIDADE O cumprimento das medidas administrativas pode ser exigido desde logo. ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE Os atos administrativos, qualquer que seja sua categoria ou espécie, nascem com a presunção de legitimidade, independentemente de norma legal que estabeleça. Essa presunção decorre do princípio da legalidade da Administração, que, nos Estados de Direito, informa a toda atuação governamental. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade dos atos administrativos, mesmo que arguidos de vícios ou defeitos que os levam à invalidade. IMPERATIVIDADE A Administração pode impor unilateralmente as suas determinações, válidas, desde que dentro da legalidade. AUTOEXECUTORIEDADE A Administração pode executar diretamente seus atos e fazer cumprir determinações, sem precisar recorrer ao judiciário, até com o uso da força, quando autorizada por lei. ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO O reconhecimento da autoexecutoriedade tornou-se mais restrito, em face do art. 5º, LV, da CF, que assegura o contraditório e a ampla defesa inclusive nos procedimentos administrativos. Quando o interesse público correr perigo iminente, a autoexecutoriedade deve ser reconhecida. Assim, a Constituição não baniu o jus imperium da Administração Pública, nem a responsabilidade cautelar do adiantamento de eficácia de medida administrativa. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM A classificação dos atos administrativos não é uniforme entre os publicistas, dada diversidade de critérios que podem ser adotados para seu enquadramento em espécies ou categoriais afins. QUANTO AOS DESTINATÁRIOS ATOS GERAIS Atos gerais ou regulamentares são aqueles expedidos sem destinatários, com finalidade normativa, alcançando todos os sujeitos que se encontrem na mesma situação de fato abrangida por seus preceitos. A característica dos atos gerais é que prevalecem sobre os atos individuais, ainda que provindos da mesma autoridade. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 36 ATOS INDIVIDUAIS Assim, um decreto individual não pode contrariar um decreto geral ou regulamentar em vigor. Atos administrativos individuais ou especiais são todos os que se dirigem a destinatários certos, criando-lhes situação jurídica particular. Tais atos, quando de efeitos internos ou restritos a seus destinatários, admitem comunicação direta para início de sua operatividade ou execução. ATOS MÚLTIPLOS ATOS SINGULARES Se referem a mais de um destinatário Se destinam a um único sujeito descrito na conduta. QUANTO AO ALCANCE ATOS INTERNOS Atos administrativos internos são destinados a produzir efeitos no recesso das repartições administrativas, e por isso mesmo incidem, normalmente, sobre os órgãos e agentes da Administração que os expediram. São atos de operatividade caseira, que não produzem efeitos em relação à estranhos. Os atos administrativos internos podem ser gerais e especiais, normativos, ordinatórios, punitivos e de outras espécies, conforme as exigências do serviço público. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM ATOS EXTERNOS Atos administrativos externos, ou, mais propriamente, de efeitos externos, são todos os que alcançam os administrados, os contratantes, e, em certos casos, os próprios servidores, provendo sobre seus direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração. Considera-se, ainda, atos externos todas as providências administrativas que, embora não atinjam diretamente o administrado, produzem efeitos fora da repartição que as adotou, como também as que onerem a defesa ou o patrimônio público. QUANTO AO OBJETO ATOS DE IMPÉRIO Atos de império ou de autoridade são todos os que a Administração pratica usando de sua supremacia do interesse público sobre o privado. É o que ocorre nas desapropriações, nas interdições de atividade, nas ordens estatutárias. ATOS DE GESTÃO Atos de gestão são os que a administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os destinatários. Ocorre nos atos puramente de Administração dos bens, serviços públicos e nos negócios com os particulares que não exigem coerção sobre os interessados. Licensed to gustavo.henrique.garcia@outlook.com - Gustavo henrique pereira garcia - 10159891957 COMPETÊNCIA FUNCIONÁRIO PÚBLICO DIREITO ADMINISTRATIVO 37 Uma vez que sua ação fica adstrita aos pressupostos estabelecidos pela norma legal para a validade da atividade administrativa. Composto de dois atos, geralmente do mesmo órgão público, em mesmo patamar de igualdade. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADM ATOS DE EXPEDIENTE QUANTO AO GRAU DE LIBERDADE Atos administrativos de expediente são todos os que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas, preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente. ATOS VINCULADOS Atos vinculados ou regrados são aqueles para quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. Nessa categoria de atos, as imposições legais absorvem, quase que por completo, a liberdade do administrador. Na prática de tais atos o Poder Público sujeita-se às indicações legais ou regulamentares e delas não se pode afastar ou desviar sem viciar irremediavelmente a ação administrativa. ATOS DISCRICIONÁRIOS Atos discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, de sua oportunidade e do modo de sua realização. ATOS DISCRICIONÁRIOS A discricionariedade administrativa encontra fundamento e justificativa na complexidade e variedade dos problemas que o Poder Público tem que solucionar a cada passo. QUANTO À FORMAÇÃO ATOS SIMPLES Para a sua formação depende de uma única manifestação de vontade. ATOS COMPOSTO Para a sua perfeição depende de mais de uma manifestação de vontade, sendo compostos por uma vontade principal (ato principal) + vontade que ratifica esta (ato acessório). ATO