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Livro Justiça restaurativa[1]

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JUSTIÇA RESTAURATIVA
Coletânea de Artigos 
Alisson Morris André Gomma de Azevedo 
Brenda Morrison Chris Marshall 
Chris Marshall, Jim Boyack e Helen Bowen 
Jan Froestad e Clifford Shearing Eduardo Rezende Melo 
Eliza Ahmed Gabrielle Maxwell L. Lynette Parker 
Luiza Maria S. dos Santos Carvalho 
Mary P. Koss Mylène Jaccoud Pedro Scuro Neto 
Philip Oxhorn e Catherine Slakmon
Rachael Field Renato Campos Pinto De Vitto
 Renato Sócrates Gomes Pinto Silvana S. Paz e Silvina M. Paz
Justiça Restaurativa
1
Márcio Thomaz Bastos
Ministro de Estado da Justiça
Carlos Lopes
Representante Residente do PNUD - Brasil
Sérgio Rabello Tamm Renault
Secretário de Reforma do Judiciário
Comissão Organizadora
Catherine Slakmon
Universidade de Montreal
Renato Campos Pinto De Vitto
Secretaria de Reforma do Judiciário
Renato Sócrates Gomes Pinto
Instituto de Direito Comparado e Internacional de Brasília - IDCB
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O
DESENVOLVIMENTO - PNUD
JUSTIÇA RESTAURATIVA
Slakmon, C., R. De Vitto, e R. Gomes Pinto, org., 2005. Justiça
Restaurativa (Brasília – DF: Ministério da Justiça e Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD).
A todos os autores que contribuíram
com um artigo para este livro,
um sincero agradecimento pelo apoio
à nossa iniciativa.
To all the authors who contributed
an article to this book,
in appreciation of their support
for our initiative.
Renato Campos Pinto De Vitto,
Catherine Slakmon e Renato Sócrates Gomes Pinto
SUMÁRIO
Apresentação
Sérgio Rabello Tamm Renault e Carlos Lopes..................................................11
Prefácio...................................................................................................................................................13
PARTE I – Questões Teóricas......................................................................17
Capítulo1- Justiça Restaurativa é Possível no Brasil?
Renato Sócrates Gomes Pinto...........................................................................19
Capítulo2-Justiça Criminal, Justiça Restaurativa e Direitos Humanos
Renato Campos Pinto De Vitto........................................................................41
Capítulo3-Justiça restaurativa e seus desafios histórico-culturais. Um
ensaio crítico sobre os fundamentos ético-filosóficos da justiça
restaurativa em contraposição à justiça retributiva
Eduardo Rezende Melo.....................................................................................53
 Capítulo4-Prática da Justiça - O Modelo Zwelethemba de Resolução de
Conflitos
Jan Froestad e Clifford Shearing.......................................................................79
Capítulo5- Justiça Restaurativa - Processos Possíveis.
Mediação Penal - Verdade - Justiça Restaurativa
Silvana Sandra Paz e Silvina Marcela Paz.........................................................125
Capítulo6-O Componente de Mediação Vítima-Ofensor na Justiça
Restaurativa: Uma Breve Apresentação de uma Inovação
Epistemológica na Autocomposição Penal
André Gomma de Azevedo............................................................................135
Capítulo7-Princípios, Tendências e Procedimentos que Cercam a
Justiça Restaurativa
Mylène Jaccoud.................................................................................................163
Capítulo8 - Micro-justiça, Desigualdade e Cidadania Democrática. A
Construção da SociedadeCivil através da Justiça Restaurativa no Brasil
Philip Oxhorn e Catherine Slakmon.......................................................................189
Capítulo9 - Notas sobre a promoção da eqüidade no acesso e intervenção
da Justiça
Luiza Maria S. dos Santos Carvalho.............................................................................213
Capítulo10 - Chances e entraves para a justiça restaurativa na América
Latina
Pedro Scuro Neto.......................................................................................................227
PARTE II – Experiências de Práticas Restaurativas.....................................247
Capítulo11 - Justiça Restaurativa: Um Veículo para a Reforma?
L. Lynette Parker........................................................................................................249
Capítulo12 - Como a Justiça Restaurativa Assegura a Boa Prática? Uma
Abordagem Baseada Em Valores
Chris Marshall, Jim Boyack e Helen Bowen..........................................................269
Capítulo13 - A Justiça Restaurativa na Nova Zelândia
Gabrielle Maxwell .....................................................................................................281
Capítulo14 - Justiça Restaurativa nas Escolas
Brenda Morrison.......................................................................................................297
Capítulo15 - Padrões de administração da vergonha e da condição de
intimidação
Eliza Ahmed..............................................................................................................323
Capítulo16 - Resposta da Comunidade. Ampliação a Resposta da Justiça de
uma Comunidade a Crimes Sexuais Pela Colaboração da Advocacia, da
Promotoria, e da Saúde Pública: Apresentação do Programa RESTORE
Mary Koss, Karen J. Bachar, Carolyn Carlson, C. Quince Hopkins.....................351
Capítulo1 7- Encontro Restaurativo Vítima – Infrator: Questões Referentes
ao Desequilíbrio de Poder Para Participantes Jovens do Sexo Feminino
Rachael Field................................................................................................................387
Capítulo18 - Pelo Amor de Deus! Terrorismo, Violência Religiosa e
Justiça Restaurativa
Chris Marshall....................................................................................................413
Capítulo 19-Criticando os Críticos. Uma breve resposta aos críticos da
Justiça Restaurativa
Alisson Morris...................................................................................................439
Relação de autores...........................................................................................439
10
10
Justiça Restaurativa
11
APRESENTAÇÃO
A Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e o
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, têm desenvolvido,
desde 2003, proveitosa parceria na área da Justiça. Dentre os vários resultados
obtidos a partir desse esforço comum, emerge uma preocupação especial: os
meios alternativos de resolução de conflitos.
É inegável que eles constituem um instrumento de enorme importância
para o fortalecimento e melhoria da distribuição de Justiça. Complementando o
papel das instituições do sistema formal de Justiça, os programas e sistemas
alternativos podem representar um efetivo ganho qualitativo na solução e
administração de conflitos, pelo que devem ser objeto de criterioso monitoramento
e acurada avaliação, a fim de que as boas práticas sejam fomentadas e difundidas.
A aplicação de tal modalidade de intervenção no país ainda é, de uma
forma geral, incipiente, como atesta o relatório de pesquisa “Acesso à Justiça por
sistemas alternativos de administração de conflitos”. Note-se, porém, que é no
campo dos conflitos de natureza penal e infracional que nos ressentimos
sobremaneira da ausência de uma intervenção diferenciada nos litígios.
Daí o interesse pelo modelo restaurativo que, na experiência comparada,
se afigura como uma alternativa real para o sistema de justiça criminal. Como se
depreende do relato extraído pelos autores estrangeiros, não se trata apenas de
uma construção teórica, mas de um modelo já testado e incorporado por diversos
países e, ademais, recomendado pela Organização das Nações Unidas.
Neste contexto, e