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História da Publicidade e Propaganda
Introdução
Este guia tem como objetivo organizar as informações apresentadas sobre a história da
publicidade e propaganda, servindo como um recurso para estudo e consulta. A disciplina
abrange o desenvolvimento histórico da publicidade no mundo e no Brasil, contextualizando sua
importância para a carreira profissional e para a formação da identidade cidadã.
Tema 1 – Surgimento da Publicidade no Mundo
A publicidade, em sua forma moderna, surgiu no século XIX, mas sua história está
intrinsecamente ligada ao comércio, que existe há milênios.
Antiguidade:
Fenícios (mais de 3000 a.C.): Desenvolveram o comércio e rotas de navegação para
vender especiarias, metais e tecidos. A necessidade de comunicação levou ao
desenvolvimento de métodos de escrita e arquivamento. O uso de dinheiro facilitava
transações.
Babilônia: Mercados próximos a portos. Comerciantes contratavam homens para
anunciar em voz alta a chegada de navios com novas mercadorias. Essa prática é
conhecida como "pregão", similar aos anúncios de feirantes atuais.
Grécia Antiga, Roma e Egito: Papiros com informações sobre achados e perdidos
funcionavam como anúncios.
Outdoors Antigos: Mensagens políticas pintadas em paredes ou pedras em locais de
grande circulação. Em Pompeia, anunciavam eventos como peças teatrais e torneios
esportivos.
Placas de Comércio: Comerciantes e artesãos penduravam placas de madeira esculpidas
ou pintadas em frente aos seus estabelecimentos, geralmente com o símbolo da
profissão e a imagem do que vendiam.
Analfabetismo na Europa: Devido ao analfabetismo prevalente, as placas de identificação
comercial frequentemente usavam imagens (ex: desenho de uma bota para um
sapateiro).
Clero e Professores: Utilizavam paredes de igrejas para expor cartazes e divulgar
serviços.
Desenvolvimento da Mídia: A concentração de pessoas nas cidades europeias
impulsionou o desenvolvimento da mídia, levando à criação de revistas e jornais.
Dica de Leitura: Livro "Uma História da Publicidade", disponível na Biblioteca Virtual Pearson.
Recurso Adicional: Vídeo sobre a história da publicidade em 60 segundos (produzido pela
ADOBE).
Tema 2 – A Publicidade na Arábia, Egito, Ásia e
África
Egito
Papiro era usado para posters e cartazes.
Entidades comerciais utilizavam paredes pintadas para divulgar eventos.
Índia
Relatos de pinturas em paredes como forma de divulgação datam de 4000 a.C.
Cultura Árabe
Influência Religiosa (Islamismo):
O conservadorismo religioso tem forte influência nas práticas comerciais e publicitárias.
Representação Feminina: Devido à exigência islâmica de modéstia, mulheres aparecem
em menor número e de forma mais coberta em anúncios. Uma solução é mostrar apenas
os olhos. O foco é em tarefas domésticas.
Apelo Cultural: Utilização de feriados tradicionais e vestimentas islâmicas para apelar aos
sentimentos dos consumidores.
Ramadã: Exemplos de comerciais que retratam o jejum durante o Ramadã.
Preços: Mostrar preços em comerciais é considerado rude e direto. A ênfase é na
imagem.
Animais: Cães são considerados "animais sujos" e não aparecem em comerciais.
Proibições: Substâncias que levam ao vício (drogas, álcool) são proibidas.
Egito (em comparação): Apresenta anúncios menos rígidos que países que seguem
estritamente a Sharia.
Ásia
Agências Internacionais: J.W. Thompson na Índia (1921), McCann-Erickson em Tóquio
(1960). Outras redes se estabeleceram nos anos 1970 e 1980.
China:
Antiguidade (Dinastia Zhou): Governo usava moedas cunhadas com a face do imperador
para divulgá-lo.
Implementação Ocidental: Publicidade moderna e mídia foram praticamente
implementadas por ocidentais. Jornalistas americanos fundaram os primeiros jornais e
revistas contemporâneos no século XIX. Carl Crow abriu o primeiro escritório dedicado
exclusivamente à propaganda em 1918.
Pesquisa de Mercado: Carl Crow realizava pesquisas para entender o comportamento e
hábitos de consumo.
Proibição e Retorno: Marcas estrangeiras foram banidas em 1937. Agências
internacionais retornaram no final dos anos 1970 com a política de "portas abertas".
Cenário Atual: Mercado em crescimento, com desregulamentação da mídia revitalizando
a mídia impressa e eletrônica.
Japão:
Comerciais de TV Contemporâneos: Ênfase no impacto emocional, edição rápida e
dinâmica, palavras simples, músicas, jingles e personagens marcantes. O objetivo é se
destacar.
Comparação com Ocidente: O comercial ocidental é mais racional e estratégico; o
asiático é mais instintivo e direcionado à mídia.
Uso de Estrelas: Utilização de estrelas de Hollywood para vender diversos produtos.
Cannes Lions: Em 2004, o festival teve seu primeiro presidente asiático (da Índia). A
Tailândia se destaca em criatividade, com muitas premiações.
África
Diversidade: Grande diversidade entre Norte (Marrocos) e Sul (África do Sul).
África do Sul:
Primeiro jornal bilíngue ("Gazeta da Cidade do Cabo") trazia anúncios em 1800.
Proprietários eram negociantes de escravos. O governo tomou controle da mídia
impressa.
Campanhas Políticas: Agências envolvidas em campanhas eleitorais, como a de Nelson
Mandela nos anos 1990 (TBWA).
Abordagem de Questões Raciais: Alguns comerciais mostravam pessoas negras e
brancas bebendo juntas, mas não refletiam a realidade, idealizando uma África unida.
Publicidade Geral: Pouco espaço para publicidade complexa devido à diversidade de
culturas, línguas, níveis de educação e pobreza. Investimentos locais escassos direcionam
para uma abordagem mais direta e simples.
Tema 3 – A Publicidade na Idade Média
A Idade Média durou do século V ao XV, marcada por guerras e pela subordinação da ciência à
religião.
Declínio da Publicidade Escrita: O número de analfabetos cresceu com o declínio do Império
Romano e a ascensão da religião. Anúncios para o público geral passaram a ser baseados
em imagens.
"Gritadores": Pessoas contratadas para anunciar promoções em voz alta em locais como
tavernas e bares.
Impressos Raros:
Filipeta/Flyer: Um pequeno cartão de papel (aprox. 8x14 cm) anunciando um escrivão,
encontrado em um livro religioso de 1477. Continha inscrições em latim e inglês pedindo
para ser compartilhado.
Folha de Propaganda: Feita por mestres da escrita medieval para divulgar seus serviços
de cópia de textos.
Demanda por Livros: Nos últimos três séculos da Idade Média, a demanda por livros cresceu,
impulsionada pelo barateamento de sua produção.
Serviços de Alfabetização: Escrivães passaram a divulgar também serviços de alfabetização.
Demonstração de Habilidade: Produtores de livros usavam os próprios livros como
demonstração de suas habilidades. Anúncios eram colocados nas páginas finais,
destacando a qualidade do manuscrito.
"Spam" Medieval: Anúncios em livros como "Se alguém mais quiser um livro tão bonito como
esse, procure-me em Paris ao lado da Catedral de Notre Dame".
Ferramentas Persuasivas: Uso de letras bem desenhadas, coloridas, chamativas e o "spam"
para atrair clientes, demonstrando a eficácia de ferramentas antigas até hoje.
Tema 4 – A Publicidade na Revolução Industrial
A Revolução Industrial transformou a produção de bens artesanais para a produção em massa.
Antes da Revolução Industrial:
Produtos feitos à mão em pequenas quantidades.
Conexão pessoal entre comprador e vendedor.
Embalagens e marcas eram desconhecidas e desnecessárias.
Após a Revolução Industrial:
Produção em Massa: Avanços tecnológicos possibilitaram a produção em larga escala de
produtos como sabonetes, louças e roupas.
Perda da Conexão Pessoal: Empresas passaram a produzir em fábricas, muitas vezes
longe dos consumidores.
Necessidade de Propaganda: Surgiu a necessidade de explicar e recomendar produtos a
consumidores que não tinham contato direto com a fabricação.
Competição e Marcas: Produtores precisavam criar marcas para diferenciar seus
produtos e gerar recomendações em massa.
Jornais Impressos: Tornaram-se o meio ideal para propagar essasideias, ficando mais
baratos, com melhor distribuição e impressão mais frequente. Tinham mais páginas para
anúncios maiores e com descrições e preços.
Avanços Tecnológicos (meados do século XIX): Possibilitaram a incorporação de
ilustrações e, posteriormente, cores nas propagandas. Anunciantes usavam texto abaixo
de chamadas para descrever produtos de forma persuasiva.
Foco na Criação de Desejos (anos 1880): A propaganda visava criar desejos e
necessidades na população para gerar mercado.
Linguagem Perspicaz: Homens de negócios buscavam influenciar compradores a
perceber a necessidade de possuir artigos.
Utensílios Domésticos Modernos: Anúncios de fornos, máquinas de lavar e costurar
apelavam especialmente às mulheres, prometendo redução do trabalho doméstico e
maior tempo para a família.
Papel da Mulher: As mulheres eram as principais consumidoras nesse novo mercado.
Capitalismo: A propaganda foi fundamental para o sucesso do capitalismo, criando
desejos e necessidades em uma população consumista.
Ford e Linha de Montagem: A produção em massa de produtos acessíveis e bons salários
aos trabalhadores revolucionou a economia e o mercado publicitário.
Família Nuclear e Moral Rígida: Propagandas promoviam a ideia de famílias nucleares
com mães submissas.
Economia Doméstica: Promessas de economia para as donas de casa, adicionando um
tom científico ao gerenciamento doméstico, permitindo a compra de novas tecnologias
(automóveis, rádios, refrigeradores).
Consumo Feminino: Revistas, jornais e panfletos eram usados para divulgar essa lógica
de consumo.
Tema 5 – A Publicidade no Século XX
O século XX viu a expansão e o aprimoramento da publicidade, com forte relação entre a
indústria publicitária e as mídias de massa.
Agências de Publicidade:
Início do Século: Ideias de agências surgiram na França. Publicadores de jornais vendiam
espaços para intermediários que revendiam a anunciantes. Esse modelo foi adotado por
agências americanas.
Publicidade no Exterior: Negócios americanos procuraram agências para vender produtos
no exterior. Departamentos em espanhol e tradução de anúncios para a América Latina.
Falta de pesquisa sobre hábitos de consumo gerava ineficácia.
Escritórios no Exterior: Algumas agências abriram escritórios com equipes locais.
Rádio e Televisão:
Atração de Anunciantes: O crescimento do rádio e TV como mídia de entretenimento
atraiu novos anunciantes, competindo com a mídia impressa.
Rádio: Inicialmente, agências não o viam como meio importante, mas reconheceram seu
potencial. Anúncios e programas nomeados com a marca do anunciante. Funções das
agências se reinventaram (roteiros, comerciais). Estrelas de rádio liam comerciais.
Mídia Impressa: Permaneceu dominante para pequenos negócios e clientes locais.
Rádio em Rede (final dos anos 1920): Potencial de alcance ampliado. Patrocínio de
programas popularizou-se, cada programa com seu patrocinador. Comerciais de rádio
não podiam ser "pulados".
Televisão (anos 1950): Similar ao rádio nos anos 1920, o surgimento da TV comercial
após a Segunda Guerra Mundial foi um marco.
Influência da TV: Influenciou rádio (tornou-se mais local) e mídia impressa (revistas
segmentadas).
Comerciais de TV (anos 1970): Grande aperfeiçoamento, com melhores sinais, imagens
mais realistas e adição de cor.
Propaganda durante a Guerra:
Manter o consumidor interessado e leal às marcas, mesmo com dificuldades de suprir
necessidades.
Promover o patriotismo e o apoio à guerra (doações financeiras).
Trocando Ideias: Pesquisar o desenvolvimento das mídias de massa e suas transformações,
e como a publicidade se adaptou.
Antecedentes Históricos da Publicidade (Capítulo 1
- Material Complementar)
Este capítulo foca nos antecedentes da publicidade, dividindo a história em "pré-história" e
"proto-história".
Critérios para Classificar Peças Antigas: Tentativa de transmitir informação e, possivelmente,
provocar mudança de comportamento. Ligação com atividades comerciais.
Marcos Históricos (Martino e Pavarino):
Invenção da prensa de tipos móveis.1.
Revolução Industrial (após a qual a publicidade "propriamente dita" se inicia).2.
Formas Antigas de Publicidade (Henry Sampson):
Anúncios informativos mais do que persuasivos.
Exemplos: Papiros sobre fuga de escravo (Tebas), notícias e propaganda política em
paredes (Pompeia), pregoeiros (Grécia/Roma), anúncios sobre gladiadores (Roma).
Outros Antecedentes:
Brasões e insignias medievais (Frank Presbey) – antecessores de marcas e logotipos.
Grécia e Roma (Phillippe Schuwer) – primeiras formas de publicidade.
Pré-História da Publicidade (Antiguidade até Gutenberg):
Placas em lojas e barracas anunciando produtos/serviços.
Em Pompeia: placas de pedra, terracota ou pintadas nas paredes com representações do
que era comercializado ou ferramentas de trabalho.
Anúncios públicos escritos.
Hebreus: encarregados de anunciar informações importantes por meio da palavra falada
(gritos).
Gregos: palavra falada e escrita.
Romanos: "Præcones" (pregoeiros) comunicavam informações de interesse público por
gritos.
Publicidade no Antigo Oriente:
Egito: Comunicados em papiros para ofertar mercadorias; monumentos com hieróglifos
comemorando eventos.
China: Placa de cobre (dinastia Song, 960-1279) para imprimir folhetos anunciando a loja
de agulhas da família Liu (com "logotipo" de coelho e slogan).
Idade Média (Séculos V a XV):
Lojas com imagens representando o ramo do comércio (ex: leões vermelhos, dragões
verdes para hospedarias).
Combinação de imagens para identificar estabelecimentos (ex: lebre + garrafa =
Harebottle; dois galos = Cox).
Uso de cores para diferenciar estabelecimentos.
Escudos de armas para indicar moradias da nobreza.
Difusão Oral: Pregoeiros tocavam corneta para chamar atenção e anunciavam
informações de interesse público e produtos.
Comerciantes (Séculos XIII e XIV): Anunciavam mercadorias aos gritos e ofereciam de
porta em porta.
Difusão Escrita: Cartazes afixados em locais públicos.
Primeiro Pôster Impresso na Inglaterra (1477): Cerca de 13 cm de altura, anunciava
cópias de regras clericais para a Páscoa, impresso por William Caxton.
Promotores de Degustação: Na França (início do século XI), anunciantes que ofereciam
amostras de vinho e compunham versinhos (antecessores dos jingles).
Gutenberg, Livros e Jornais:
Prensa de Tipos Móveis (meados do século XV): Aperfeiçoada por Johannes Gutenberg,
permitiu a impressão rápida de folhetos e livros. Revolucionou a difusão de conhecimento
e informação.
Publicidade na Indústria Livreira:
Textos inseridos em obras anunciando serviços de impressores.
Exemplo (1500, Ulric Gering): Aviso sobre alta qualidade de produto com preço baixo.
Listas de livros (Nuremberg, século XV): para divulgação de novos lançamentos.
Listas de Preços (Jonathan Holder, Londres, 1679): Venda de listas de preços de
mercadorias.
Folhetos e Pequenos Livros de Notícias: Surgiram na Alemanha e Áustria (1524),
Inglaterra (1549), França (Journal Général d'Affiches, 1512).
Primeiro Jornal Francês (La Gazette, 1631): Fundado por Théophraste Renaudot, com
"escritório de endereços e encontros".
Primeiro Anúncio em Periódico: Livro de notícias de Nathaniel Butter (16 de setembro de
1624) – anúncio da própria empresa.
Primeiro Anúncio de Outra Empresa: Jornal holandês (21 de novembro de 1626) – venda
de cargas de navios capturados.
Anúncios de Fugas de Escravos/Serventes: Comuns em jornais (ex: 1659).
Avisos de Medicamentos: Abundantes em publicações do século XVII.
Primeiros Jornais Diários: Inglaterra (Daily Courant, 1702), EUA (Boston Newsletter, 1704).
Consolidação do Formato de Jornal e Anúncios (Séculos XVI-XVIII): Anúncios se
assemelhavam a notícias, com textos compostos da mesma maneira.
A Publicidade Durante a Revolução Industrial:
Tecnologias (décadas de 1760-1840): Na Inglaterra, aumento da produção e vendas.
Identificação de Fabricantes: Necessidade de diferenciar produtos, levando ao uso de
marcas eanúncios.
Relação Direta com Consumidores: Indústrias passaram a se relacionar mais diretamente
com os consumidores.
Imprensa Massiva: Melhorias na impressão, isenção de impostos e esforços de
letramento aumentaram o alcance dos jornais e, consequentemente, da publicidade.
Penny Press (1830-1840): Jornais mais baratos (um centavo) aumentaram e
diversificaram o público.
Cartaz: Meio de comunicação importante, com destaque para artistas da Art Nouveau
(Jules Chéret, Henri de Toulouse-Lautrec) na França.
Litografia: Técnica de impressão desenvolvida no final do século XVIII, permitindo uso de
várias cores e estabelecendo princípios da impressão offset.
Billstickers (Inglaterra, século XIX): Afixadores de cartazes, com práticas de colagem
sobre trabalhos rivais.
A&F Pears (Sabão Pears): Thomas J. Barratt inovou usando um artista popular (Sir John
Everett Millais) e pessoas famosas (Lillie Langtry) para promover o produto. Considerado
pioneiro da publicidade moderna.
Primeiras Agências de Publicidade (Capítulo 1 -
Material Complementar)
As agências de publicidade começaram a surgir após a Revolução Industrial, evoluindo
gradualmente.
Primeiras Agências:
Londres (1786): Escritório de William Tayler (tornou-se Tayler & Newton) – considerado a
primeira agência.
Filadélfia (1842): Volney Palmer fundou a primeira agência americana. Comprava
espaços em jornais com desconto e os revendia.
N. W. Ayer & Son (1869): Fundada por Francis Wayland Ayer. Adquiriu a Volney Palmer
Agency. Caracterizou-se pela transparência e foi a primeira a cobrar comissões (BV -
bônus por veiculação).
Função Inicial das Agências: Misto entre departamento comercial de jornal e departamento
de mídia de agências atuais. Compra e venda de espaço.
Evolução (final do século XIX): Agências como J. Walter Thompson e Lord & Thomas
começaram a valorizar a venda de mídia com o desenvolvimento de peças publicitárias.
Pioneiros da Publicidade Criativa:
John E. Powers: Redator freelancer, considerado "o pai da publicidade criativa". Seu estilo
era simples, direto, preciso e honesto ("reason why"), dispensando o uso de imagens.
Charles Austin Bates: Crítico de publicidade. Sua agência contratou Earnest Elmo Calkins.
Earnest Elmo Calkins: Aprimorou o apelo visual na publicidade, argumentando que o texto
não era suficiente. Fundou a Calkins & Holden, onde deu importância à composição
tipográfica e ao uso de imagens. Anúncios da Arrow Collars & Shirts com o "Arrow
man" (ilustração de Joseph Christian Leyendecker) foram um sucesso.
John E. Kennedy: Redator canadense. Trabalhou com Albert Lasker na Lord & Thomas,
treinando redatores. Combinava textos diretos com composições tipográficas ousadas.
Claude Hopkins: Valorizava pesquisa e conhecimento sobre o produto. Evidenciava
pontos interessantes (ex: higienização a vapor das garrafas de cerveja Schlitz). Realizou
eventos publicitários (bolo gigante).
Gestão e Vendas:
Albert Lasker: Pioneiro na gestão de agências. Criou um departamento com dez
redatores e monitorava reações aos anúncios com base nas vendas. Tornou-se sócio da
Lord & Thomas em 1904.
Arte e Propaganda no Brasil (Século XIX e Início do XX):
Transformações: Vinda da família real (1808), abertura dos portos, crescimento do
mercado consumidor.
Anúncios em Periódicos (final do século XIX): Comunicações sobre escravos fugidos,
vendas de propriedades, aulas particulares, serviços, produtos (perfumes, sabonetes,
remédios).
Estética: Desenhos inspirados em movimentos artísticos como a Art Nouveau (linhas
curvas, temas florais).
Colaboração Literária: Músicos, artistas plásticos, jornalistas e poetas colaboravam.
Olavo Bilac redigiu texto para o anúncio do Xarope São João.
Recursos de Memorização: Uso de verso, rima e repetição, herdados da tradição oral.
Mídia Impressa: Jornais, cartazes e panfletos já eram comuns.
Revistas (início do século XX):
Mídia alternativa com crônicas sociais, sátiras, charges, sonetos. Financiadas por
anúncios de segmentos populares.
Primeira revista brasileira: "As Variedades ou Ensaios de Literatura" (Bahia, 1812).
A partir de 1860: linguagem mais atrativa, com informações sociais, ilustrações e
anúncios.
Popularização da fotografia (início do século XX): Revistas como "Semana Illustrada",
"Revista da Semana" e "Fon-Fon!" ganharam apelo.
Início Amador: Publicidade brasileira começou de forma amadora, com influências
estrangeiras e apropriação de movimentos estéticos.
Profissionalização: Crescimento gradual com a industrialização e entrada do século XX.