A historia da publicidade
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UM GRANDE MOMENTO 
DA PUBLICIDADE BRASILEIRA 
O Festival Internacional de Publicidade de Cannes é, certamente, a grande 
vitrine e o grande momento de exibição dos maiores talentos da propagan-
da mundial.
E nos últimos anos aquela passarela da Côte d'Azur tem sido um ver-
dadeiro parque de diversão para os talentosos criativos brasileiros. Ganha-
mos o troféu de Agência do Ano com a DM9DDB (em 1998, 1999, 2005 
e 2009 como "Interactive Agency of the Year"); com a AlmapBBDO (em 
2000, 2010 e 2011); com a F/Nazca (em 2001) e em 2013 com a Ogilvy, 
que leva o título e bate todos os recordes: foram 35 Leões para a agência, 
incluindo dois Grand Prix, sendo um deles o mais cobiçado: o de Titanium. 
Isso sem contar que o Brasil também fez um ano histórico conquistando 
115 Leões de Cannes.
Ou seja, temos todos os motivos para comemorar. E os artigos a seguir, 
de alguns dos melhores e mais talentosos publicitários deste país, mostram 
isso com folga.
Vamos ver o genial Dorinho falar da \u201cDona Zezé, a Moça do Café\u201d; o 
Flávio Rezende, mostrar o que está acontecendo no mundo das mídias 
e como isso muda com a crescente presença do digital ameaçando a TV 
aberta; o Luiz Lara e a Leyla Fernandes destacarem o que as entidades re-
presentam e que papel elas têm nesse cenário; Washington Olivetto e Guga 
Ketzer falarem do nosso Chacrinha, "Velho Guerreiro", e do DNA criati-
vo do brasileiro; e, por fim, o Emmanuel Publio Dias e o Roberto Corrêa 
colocarem luzes sobre a nossa querida Escola Superior de Propaganda e 
Marketing (ESPM), nascida no MASP de Assis Chateaubriand e hoje uma 
sexagenária cheia de energia e formadora dos melhores profissionais que 
estão nas agências e nos departamentos de marketing dos clientes.
É graças a essa boa publicidade que podemos também nos orgulhar da 
qualidade e independência editorial dos nossos veículos de comunicação. 
Nossos grandes jornais, nossa televisão e nossas revistas de primeiro mundo 
só são o que são e desfrutam da liberdade de se expressar e de defender os ci-
dadãos porque temos uma publicidade forte que lhes dá essa independência.
Não fosse o grande volume publicitário investido pelos clientes nesses 
meios de divulgação, ficariam eles à mercê das verbas oficiais e dos gover-
nantes de plantão.
É porque temos essa qualidade criativa que os clientes nos confiam suas 
marcas e nós as fazemos grandes e importantes, porque temos veículos res-
peitados e livres. Isso se constitui no círculo virtuoso da nossa democracia: 
é a liberdade de expressão que se soma à liberdade de empreender e que, 
juntas, ajudam o cidadão brasileiro a poder escolher desde o sabonete ou 
pasta de dente que vai usar até o governante ou sistema de governo que quer 
para o Brasil.
Sabemos da nossa relevância nesse contexto de ser uma das colunas 
mais importantes de qualquer democracia. E que bom poder fazer tudo isso 
com qualidade e talento, ganhando troféus pelo mundo afora!
Estão de parabéns todos os publicitários brasileiros por esses feitos. E 
eu me orgulho de hoje presidir essa entidade, a Associação Brasileira das 
Agências de Publicidade (ABAP), que se junta à Associação Brasileira de 
Anunciantes (ABA), ao Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP), 
ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) e às 
associações de veículos para manter acesa a chama da nossa ainda jovem 
democracia.
Orlando Marques
Presidente da ABAP
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NO BRASIL
A EVOLUÇÃO
DA MÍDIA 
Flávio Rezende é Diretor Nacional de Mídia da agência DPZ Propaganda.
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O mais incrível no ser humano é sua capacidade de 
melhorar, aprimorar, avançar e agregar. Essas coisas 
só acontecem porque pensamos, colaboramos e 
reverberamos o conhecimento. Uso esse exemplo, ou 
analogia, para dizer que os avanços na comunicação 
no Brasil estão diretamente ligados à mídia veículos, à 
mídia área, o planejamento e à criação. 
A propaganda se estabelece nesses pilares, que 
sustentam a ponte da relação com o cliente, o mercado e 
o consumidor.
Quando percebi essa equação, tracei um objetivo na 
minha vida profissional: estar sempre perto daqueles 
pilares. Por isso, escolhi trabalhar na mídia, queria estar 
ligado à evolução da indústria da propaganda. Fiz da mídia 
minha trilha profissional, olhando como se através de uma 
grande-angular, para não perder de vista a evolução e a 
criatividade.
A mídia e a história da propaganda se misturam, 
num espetáculo evolutivo, darwiniano. Mesmo antes do 
lançamento da TV aberta no Brasil, as agências já faziam 
conteúdos para emissoras de rádio (novelas) e anúncios 
para revistas, baseados no talento criativo de seus 
profissionais, principalmente o atendimento, uma espécie 
de \u201cfaz tudo\u201d na época. 
A partir da inauguração da televisão, em 1950, em São 
Paulo, e no ano seguinte no Rio de Janeiro, a propaganda 
passou a explorar esse que é hoje um dos principais 
veículos de comunicação. Foi no horário da primeira novela 
brasileira \u2013 Sua vida me pertence \u2013 que as agências, por 
meio de redatores atendimento, veicularam os primeiros 
roteiros de comerciais ao vivo. 
Nesse mesmo ano, a editora Abril lançou a história em 
quadrinhos Pato Donald. Dois anos depois, saiu nas bancas 
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o primeiro número das revistas Manchete e Capricho. No 
Rio de Janeiro, também em 1952, a Rádio Nacional era 
líder de audiência. 
Em paralelo, as agências multinacionais chegavam ao 
Brasil e, atendendo a uma demanda dos clientes, começaram