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Inteligência e Segurança Pública Curso: Segurança Pública Aluno: Aderley Silva de Jesus Matricula: 04029410 De acordo com os princípios das atividades de inteligência são restrições às atividades de produção de conhecimento que devem ser baseadas no cumprimento de suas decisões. Nesse sentido, é preciso refletir sobre a existência do Estado Democrático de Direito que tem um certo alcance e exige que a sociedade cumpra os princípios constitucionais vigentes. Logo, os princípios de transparência e controlo sobre a ação governamental aplicam-se às atividades de inteligência, embora estas sejam inerentemente classificadas. Primeiramente, é importante, salientar a respeito, conciliar o princípio da transparência com a condução das atividades de inteligência parece ser uma tarefa difícil, que depende justamente do sigilo dos seus métodos de funcionamento e das fontes de informação para o seu eficaz funcionamento. Nesse sentido, não é impossível. Destarte, difícil discutir, principalmente porque envolve a relação entre a segurança nacional, o sigilo governamental e o controlo das atividades de inteligência. Além disso, é essencial destacar, também, que para garantir a transparência, é importante apresentar uma fundamentação pública sobre a necessidade de sigilo na produção de informações. Esta justificação varia consoante o tipo de informação regulada pelo sigilo. Quando se trata de ação governamental na defesa nacional e na política externa, a principal razão para o sigilo é evitar danos potenciais tanto à segurança do Estado como à segurança individual dos membros do coletivo que poderiam resultar do acesso não autorizado a informações produzidas ou mantidas pelo governo por parte individual dos membros da coletividade. Dessa forma, no que diz respeito ao conceito de controlo, existem sete tipos distintos de mecanismos de controlo público que regem as atividades de inteligência e segurança. Estas incluem as eleições, que dão voz ao público nesta questão, bem como a influência dos meios de comunicação social na opinião pública. Os mandatos legais também desempenham um papel significativo na definição das funções e deveres de diversas agências e departamentos. Existem procedimentos judiciais para autorizar operações específicas e resolver disputas relacionadas com a interpretação de mandatos legais. Os próprios órgãos de inteligência contam com inspetores internos e órgãos de assuntos para fiscalizar suas atividades. O poder executivo também dispõe de outros mecanismos de cooperação e supervisão, enquanto o poder legislativo é responsável pela supervisão e responsabilização. Assim, existe um certo limite para a atividade de inteligência que é de natureza externa. Esta fronteira é criada pela presença de contrainteligência, particularmente do tipo que é de natureza hostil. Quando estados ou outras entidades pretendem manter informações ocultas de outros estados ou entidades, torna-se necessário obter essas informações através de métodos confidenciais ou encobertos. Diante disso, é preciso trata-se da obtenção de informações negadas ou protegidas por contrainteligência hostil. Quanto mais eficaz for essa contrainteligência, mais restrita será a produção de conhecimento por parte daquele que busca informações confidenciais. Nesse contexto, o manuseio de dados sigilosos, assim como o emprego de técnicas secretas para acessar informações negadas, é intrínseco à prática da atividade de inteligência. Por fim, a inteligência de um Estado se depara com a contrainteligência de outro, o que dificulta a obtenção de dados protegidos. Portanto, os princípios gerais aplicados à inteligência, os valores democráticos da transparência e do controle, bem como a atuação da contrainteligência adversa, funcionam como mecanismos limitadores do exercício da atividade de inteligência.