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QUIMICA FARMACEUTICA 
1. História da Química Farmacêutica 
A Química Farmacêutica evoluiu junto com a humanidade. Inicialmente, doenças eram tratadas 
com base em magia, religião e uso de produtos naturais. 
Principais acontecimentos históricos 
• Fogo: uma das primeiras evidências do domínio da química pelo homem. 
• 6.000 a.C.: início da metalurgia — Idade do Cobre. 
• 3.000–2.000 a.C.: Idade do Bronze. 
• Egípcios: utilizavam cobre para esterilizar água, realizavam destilação e extraíam 
substâncias vegetais. 
• 3.500 a.C.: ouro começou a ser utilizado na fabricação de medicamentos na Arábia e 
China. 
• Papiro de Ebers: importante registro histórico de fórmulas medicinais, com mais de 20 m 
e referências a mais de 7.000 substâncias. 
 Plantas medicinais 
Os povos antigos já utilizavam plantas mesmo sem conhecer seus princípios ativos. 
Exemplos importantes: 
• Chang shang → utilizada contra malária → possui alcaloides com ação antimalárica. 
• Ipeca → utilizada por indígenas brasileiros contra diarreia → contém emetina. 
• Quina → utilizada pelos Incas contra febre da malária → posteriormente foi extraída a 
quinina. 
Paracelso 
É considerado o “Pai da Iatroquímica”. 
Defendia que: 
• Cada doença possuía um agente etiológico específico. 
• Doenças poderiam ser tratadas com medicamentos específicos. 
• Os medicamentos eram substâncias químicas. 
• O efeito tóxico dependia da dose. 
Exemplos: 
• Ferro → anemia. 
• Enxofre → antifúngico. 
• Ópio → sedativo. 
 
2. Surgimento da Química Farmacêutica 
A Química Farmacêutica/Química Medicinal teve como marco a descoberta da salicilina. 
 Decore esta sequência: 
1829 → Salicilina 
Rafaele Piria isolou a salicilina das cascas do salgueiro. 
 
1839 → Ácido salicílico 
Primeira modificação estrutural da salicilina. 
 
1853 → Ácido acetilsalicílico 
Charles Gerhardt realizou a síntese do ácido salicílico e, posteriormente, ocorreram modificações 
para reduzir efeitos colaterais. 
 
1897 → Aspirina® 
Felix Hoffmann, da Bayer, desenvolveu e registrou a formulação da Aspirina®, considerada no 
material a primeira patente de medicamento conhecida. 
A partir da década de 1940, ocorreu uma introdução maciça de novos fármacos. 
 
3. Por que precisamos descobrir novos fármacos? 
A necessidade de novos medicamentos aumentou devido a: 
• crescimento da população; 
• crescimento dos centros urbanos; 
• redução de áreas nativas; 
• ressurgimento de doenças; 
• envelhecimento da população; 
• aumento das doenças crônicas; 
• resistência aos medicamentos; 
• necessidade de medicamentos mais seguros e com menos efeitos indesejados. 
 Números importantes 
Para 1 medicamento chegar ao comércio, aproximadamente: 
10.000 compostos → testados inicialmente 
Além disso, o desenvolvimento pode levar: 
 mais de 10 anos 
E o custo médio apresentado na aula é de aproximadamente: 
 US$ 1,38 bilhões por medicamento. 
 
4. De onde vêm novos fármacos? 
O processo começa com P&D — Pesquisa e Desenvolvimento. 
As indústrias procuram moléculas promissoras em: 
• universidades; 
• centros de pesquisa; 
• fontes naturais; 
• espécies vegetais; 
• espécies animais; 
• informações provenientes do uso popular. 
Um dado importante: 
75% dos compostos naturais utilizados pela indústria farmacêutica foram isolados a partir 
de informações do uso popular. 
Por isso são importantes os levantamentos: 
• etnobotânicos 
• etnofarmacológicos 
Os compostos naturais podem ser utilizados como: 
• marcadores; 
• fitofármacos; 
• base para modificações estruturais. 
 
5. Desenvolvimento de um novo medicamento 
Fluxo para decorar: 
Descoberta → Pré-clínica → Clínicas I → II → III → IV → Mercado 
 Ensaios pré-clínicos 
Primeiro são realizados testes: 
in vitro → sem animais 
Depois: 
in vivo → com animais de laboratório. 
 
Se os resultados forem satisfatórios, passa para os ensaios clínicos. 
 
6. Fases dos ensaios clínicos 
FASE I 
20–100 pessoas, geralmente saudáveis. 
Objetivo principal: 
• avaliar segurança; 
• observar perfil farmacocinético; 
• quando possível, farmacodinâmico. 
 
Objetivos: 
• verificar eficácia; 
• verificar segurança; 
• estudar distribuição; 
• estudar eliminação. 
FASE II 
100–200 pacientes com a doença. 
Avalia: 
• eficácia; 
• eventos adversos; 
• doses adequadas. 
 Se não apresentar resultados satisfatórios, não 
passa para a Fase III. 
 
FASE III 
Aproximadamente 1.000 pacientes. 
Avalia: 
• relação risco-benefício; 
• reações adversas; 
• interações clínicas; 
• influência de idade, sexo, IMC etc. 
 MACETE 
I = Inicial → segurança 
II = Investiga → eficácia e dose 
III = Grande grupo → risco-benefício 
IV = Vigilância → medicamento já no mercado 
 
7. Química Farmacêutica / Química Medicinal 
É uma disciplina baseada principalmente na química, mas que também envolve: 
• ciências biológicas; 
• médicas; 
• farmacêuticas. 
Estuda: 
• descoberta; 
• planejamento; 
• identificação; 
• preparação de compostos biologicamente ativos; 
• metabolismo; 
• interação fármaco-alvo; 
• relação estrutura-atividade. 
 
8. Fármaco × Medicamento 
FÁRMACO 
É o princípio ativo/IFA responsável pela atividade farmacológica. 
É uma substância química que interage com um sistema biológico e produz uma resposta. 
MEDICAMENTO 
É o produto farmacêutico elaborado que possui finalidade: 
P → C → P → D 
• Profilática → previne doenças → vacinas. 
• Curativa → trata/cura → antibióticos. 
FASE IV 
Depois que o medicamento já está no mercado. 
É a fase de farmacovigilância. 
Avalia: 
• resultados na população em geral; 
• risco-benefício a longo prazo; 
• comparação com medicamentos existentes; 
• novas indicações. 
 
Objetivo 
Desenvolver novos compostos que possam ser utilizados 
como fármacos e que apresentem: 
• potência; 
• rápido início de ação; 
• menor incidência possível de efeitos colaterais. 
 
 
 Não existem, até o momento, fármacos sem efeitos 
colaterais. 
 
• Paliativa → alivia sintomas → analgésicos. 
• Diagnóstica → auxilia exames → contrastes. 
 
9. As 3 fases da ação de um fármaco 
Essa parte é MUITO importante para a prova: 
 Fase FARMACÊUTICA 
Liberação do fármaco 
Desintegração + dissolução. 
 
 Fase FARMACOCINÉTICA 
O que o organismo faz com o fármaco 
ADME: 
A → Absorção 
D → Distribuição 
M → Metabolismo 
E → Excreção 
 
 Fase FARMACODINÂMICA 
O que o fármaco faz no organismo 
Interação com o alvo → efeito farmacológico. 
 
10. Fase Farmacêutica 
Relacionada à: 
Desintegração → Dissolução → Disponibilidade para absorção 
Depende: 
• da forma farmacêutica; 
• da via de administração. 
Formas farmacêuticas 
Sólidas: 
• comprimidos; 
• cápsulas; 
• drágeas; 
• pós; 
• grânulos; 
• supositórios. 
 
Líquidas: 
• soluções; 
• suspensões; 
emulsões. 
Semissólidas: 
• cremes; 
• pomadas; 
• pastas. 
 
Atenção! 
Comprimido oral: precisa desintegrar + dissolver. 
Forma líquida oral: não precisa desintegrar, pois o fármaco já está disponível para absorção. 
Via intravenosa: não precisa de desintegração nem dissolução → disponibilidade sistêmica de 
100%. 
11. Fase Farmacocinética — ADME 
A — Absorção 
É a passagem do fármaco para a circulação sistêmica a partir do local de administração. 
 Exceção: 
Via intravenosa → já entra diretamente na circulação. 
Tipos de transporte: 
• transporte ativo; 
• transporte passivo; 
• difusão facilitada; 
• difusão simples; 
• absorção convectiva; 
• par iônico; 
• endocitose. 
As propriedades que mais influenciam a absorção são: 
Lipossolubilidade + grau de ionização. 
D — Distribuição 
É o deslocamento do fármaco até o local de ação. 
Parte do fármaco pode se ligar às proteínas plasmáticas, principalmente:ricos em cálcio. 
 MACETE: 
Tetraciclina + Ca/Fe/Mg/Al = quelato insolúvel = ↓ absorção. 
 
C4 
A orientação α-estérea do grupo dimetilamino em C4 é essencial para a atividade antibiótica. 
Pode ocorrer formação de: 
 4-epitetraciclina 
que é inativa. 
 
C6 
Tetraciclinas naturais podem apresentar grupo hidroxila em C6. 
Mecanismo 
Interferem na biossíntese de proteínas no nível: 
 ribossômico 
Usos 
Mais utilizados contra: 
• Rickettsia; 
• Chlamydia; 
• Mycoplasma; 
• antraz; 
• peste; 
• Helicobacter. 
 
Em meio ácido: 
 pode ocorrer desidratação 
↓ 
 formação de 4-epianidrotetraciclina 
↓ 
 toxicidade renal 
Pode produzir síndrome semelhante à de Fanconi. 
Doxiciclina e minociclina 
Não possuem grupo hidroxila em C6. 
 não sofrem essa desidratação 
 ficam livres dessa toxicidade específica. 
 
C7 
Tetraciclinas com Cl em C7: 
 absorvem luz visível 
 podem gerar radicais livres 
 podem causar eritema grave com exposição solar intensa. 
 
 TEMA 5 — ANTIVIRAIS 
Vírus São: 
 parasitas intracelulares obrigatórios 
Possuem: DNA ou RNA; capsídeo; alguns possuem envelope. 
Os antivirais podem atuar em diferentes etapas da replicação viral. 
 
 Inibidores dos estágios iniciais da replicação 
Amantadina 
 inibe penetração da partícula viral e desencapsulamento. 
Rimantadina 
 mais ativa contra influenza A; 
 menos efeitos no SNC que a amantadina; 
 interfere no desencapsulamento. 
Tromantadina 
 atividade contra HSV-1 e HSV-2. 
Interferons 
Protegem células contra novas infecções. 
Tipos: 
Interferon Produzido por 
α leucócitos 
β fibroblastos 
γ linfócitos T 
Tilorona 
 induz produção de interferon. 
Oseltamivir É: pró-fármaco 
Após metabolização: 
 forma carboxilato de oseltamivir, que é ativo. 
Zanamivir 
 inibe a neuraminidase do vírus influenza. 
 
 Análogos de nucleosídeos 
Interferem na: replicação do ácido nucleico 
Aciclovir 
É análogo da: 
 desoxiguanosina 
Atua inibindo: timidinoquinase viral; DNA polimerase. 
Ganciclovir 
 pró-fármaco 
 inibe DNA polimerase. 
 Mais tóxico para células humanas. 
 
Ribavirina 
É um antiviral de: 
 amplo espectro 
Atua contra: 
 vírus de RNA e DNA. 
Inibe enzimas envolvidas na biossíntese do: 
 ácido guanílico. 
 
 
 
 Transcrição/tradução 
Metisazona 
 inibe síntese de RNA viral. 
Atua bloqueando: 
 tradução do mRNA no ribossomo. 
Foi utilizada contra: 
 varíola 
Atualmente está em desuso devido à 
erradicação da doença. 
 
Idoxuridina 
Análogo da: 
 timidina 
Produz proteínas virais defeituosas. 
 Uso sistêmico: 
• mutagênico; 
• imunossupressor; 
• pode gerar resistência. 
 
Trifluorotimidina 
 antimetabólito da timidina. 
Atua de maneira semelhante à idoxuridina. 
Citarabina / Ara-C 
Análogo da: 
 desoxicitidina 
Incorpora-se ao DNA e: 
 inibe DNA polimerase. 
Vidarabina / Ara-A 
Análogo da: 
 desoxiadenosina 
 inibe DNA polimerase. 
 
 INIBIDORES DA TRANSCRIPTASE REVERSA — ANÁLOGOS DE NUCLEOSÍDEOS 
Possuem dois mecanismos principais: 
1. inibem a transcriptase reversa; 
2. impedem o alongamento da cadeia de DNA. 
Por não apresentarem a: 
 OH em C3' 
impedem a continuação da cadeia. 
Precisam ser transformados em: 
 
Principais exemplos 
AZT — Zidovudina 
 análogo da timidina. 
Possui: 
 grupo azido em C3' 
 Sensível ao calor e à luz. 
Didanosina — DDI 
 pró-fármaco; 
 forma trifosfato ativo. 
Zalcitabina — DDC 
 pró-fármaco; 
 forma trifosfato ativo; 
 terminador da elongação do DNA. 
 AIDS — principais classes de antivirais 
As três principais: 
1. Inibidores da transcriptase reversa análogos 
de nucleosídeos 
2. Inibidores da transcriptase reversa não 
nucleosídeos 
3. Inibidores de protease 
Outros: 
• inibidores de fusão/entrada; 
• inibidores de integrase; 
• estimulantes de interferon. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 trifosfatos 
dentro da célula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outros 
• Estavudina; 
• Lamivudina; 
• Abacavir. 
 
 MAPA MENTAL PARA DECORAR ANTES DA PROVA 
 DIURÉTICOS 
Osmóticos 
→ manitol 
→ puxa água 
Anidrase carbônica 
→ acetazolamida 
→ glaucoma 
→ pode causar acidose 
Tiazidas 
→ hidroclorotiazida 
→ bloqueia Na⁺/Cl⁻ 
Alça 
→ furosemida 
→ Na⁺/K⁺/2Cl⁻ 
→ mais potente 
Poupadores de K 
→ espironolactona/amilorida/triamtereno 
→ ↑ K⁺ → hipercalemia 
 
 
 TETRACICLINAS 
4 anéis 
↓ 
inibe síntese proteica 
↓ 
bacteriostático 
 Ca²⁺/Fe²⁺/Mg²⁺/Al³⁺ → quelato → ↓ absorção 
 C6-OH → desidratação → toxicidade renal 
 
 ANTIVIRAIS 
Amantadina → desencapsulamento 
Zanamivir → neuraminidase 
Oseltamivir → pró-fármaco 
Aciclovir → DNA polimerase 
Ribavirina → RNA + DNA 
AZT → transcriptase reversa + termina cadeia 
Inibidores de protease → protease 
 
 SULFONAMIDAS 
Parece PABA 
↓ 
inibe di-hidropteroato sintase 
↓ 
↓ ácido fólico 
↓ 
↓ DNA/RNA bacteriano 
 
 β-LACTÂMICOS 
Anel β-lactâmico 
↓ 
inibe transpeptidase 
↓ 
não forma parede celular 
↓ 
 morte bacteriana 
Penicilina → tiazolidínico 
Cefalosporina → di-hidrotiazínico 
Ácido clavulânico → inibe β-lactamase 
Aztreonam → Gram-negativas 
Imipenem → amplo espectro 
 15 PONTOS QUE EU DECORARIA PARA A PROVA 
1. Diuréticos aumentam a excreção de Na⁺, Cl⁻ e água. 
2. Diuréticos de alça são os mais potentes. 
3. Furosemida → bloqueia Na⁺/K⁺/2Cl⁻. 
4. Poupadores de K⁺ → podem causar hipercalemia. 
5. Espironolactona → antagonista da aldosterona. 
6. Acetazolamida → inibidor da anidrase carbônica. 
7. Sulfonamidas → competem com PABA. 
8. Sulfonamidas → inibem di-hidropteroato sintase. 
9. β-lactâmicos → inibem transpeptidase e parede celular. 
10. Penicilinas e cefalosporinas → β-lactâmicos clássicos. 
11. Ácido clavulânico → inibidor de β-lactamase. 
12. Tetraciclinas → bacteriostáticas e inibem síntese proteica. 
13. Tetraciclinas + Ca/Fe/Mg/Al → quelatos → ↓ absorção. 
14. Zanamivir → neuraminidase. 
15. AZT e outros análogos nucleosídicos → transcriptase reversa + interrupção da cadeia 
de DNA.Albumina 
A parte livre é a fração farmacologicamente ativa. 
A ligação proteína + fármaco funciona como um reservatório. 
M — Metabolismo 
Também chamado de biotransformação. 
Pode ocorrer em: 
• fígado; 
• cérebro; 
• sangue; 
• rins; 
• pulmões. 
 
E — Excreção 
É a remoção do fármaco do organismo. 
Principal via: 
RENAL → urina 
Outras: 
• intestinal → fezes; 
• exalação; 
• suor; 
• aleitamento. 
 
Pode formar metabólitos mais hidrossolúveis, facilitando a excreção. 
12. Fase Farmacodinâmica 
É a fase relacionada aos eventos que acontecem quando o fármaco chega ao local de ação. 
Pode produzir: 
• efeito terapêutico; 
• efeito adverso; 
• ausência de efeito. 
Está muito relacionada à estrutura química do fármaco e à sua complementaridade com o sítio-
alvo. 
Modelo chave-fechadura 
Agonista: liga-se ao receptor e produz resposta. 
Antagonista: liga-se ao receptor, mas não produz resposta e bloqueia a ação do agonista. 
 
13. Outros mecanismos de ação 
1. Ação direta sobre receptor 
Ex.: agonistas e antagonistas. 
2. Ação indireta sobre agonista endógeno 
Pode: 
• aumentar sua liberação; 
• diminuir sua liberação; 
• inibir sua recaptação; 
• inibir seu metabolismo; 
• produzir antagonismo fisiológico. 
• 
 
14. Propriedades físico-químicas 
São muito importantes porque influenciam diretamente a atividade biológica do fármaco. 
As principais são: 
 DECORAR: 
Solubilidade + Lipofilia + Ionização 
Essas propriedades influenciam principalmente: 
Fase farmacêutica → liberação/dissolução 
Fase farmacocinética → absorção/distribuição 
E também podem influenciar a interação com o receptor na fase farmacodinâmica. 
 
3. Inibição de transporte 
Exemplo: 
Furosemida → inibe cotransportador 
Na/K/Cl. 
4. Inibição enzimática 
Exemplo: 
Alopurinol → inibe xantino-oxidase. 
5. Ativação/ação enzimática direta 
Exemplos: 
• L-asparaginase; 
pralidoxima. 
15. Solubilidade 
Para ser absorvido, o fármaco precisa estar dissolvido no meio onde ocorrerá a absorção. 
Fatores que interferem: 
• pH; 
• pKa; 
• tamanho da partícula; 
• polimorfismo; 
• forma farmacêutica; 
• taxa de dissolução. 
 Cuidado! 
Pouco hidrossolúvel: pode não dissolver adequadamente → baixa absorção. 
Muito hidrossolúvel: pode ter dificuldade para atravessar membranas por difusão passiva. 
 O ideal é existir um equilíbrio entre hidrossolubilidade e lipossolubilidade. 
 
16. Tamanho das partículas 
Partículas menores → maior superfície de contato → maior solubilização → maior 
absorção. 
Porém, partículas muito pequenas podem: 
• alterar a forma polimórfica; 
• aumentar a energia superficial; 
• sofrer aglomeração; 
• diminuir a área de contato; 
• dificultar a dissolução. 
 
17. Lipossolubilidade 
É importante porque muitos fármacos atravessam membranas por difusão passiva. 
 Maior lipossolubilidade → geralmente maior capacidade de atravessar membranas. 
Mas atenção: 
Lipossolubilidade excessiva também é ruim, porque pode: 
• dificultar a dissolução; 
• prejudicar a distribuição; 
• favorecer acúmulo no tecido adiposo e membranas. 
As formas não ionizadas são mais lipossolúveis. 
 
18. Coeficiente de partição — Log P 
O log P mede a lipofilia/hidrofobicidade da molécula. 
Decore: 
log P = 0 
→ mesma afinidade pela fase aquosa e orgânica. 
log P 0 
→ maior afinidade pela fase orgânica. 
Quanto maior o log P, maior o caráter hidrofóbico. 
Para a maioria dos fármacos: 
log P ≈ 2–5. 
 
19. Coeficiente de distribuição — Log D 
O log D é especialmente importante para fármacos ionizáveis, pois considera o efeito do pH. 
Faixas importantes: 
Log D Característica 
 5 Baixa solubilidade, absorção e biodisponibilidade reduzidas 
 Para a prova: 
Log D entre 1 e 3 = equilíbrio entre solubilidade e permeabilidade → faixa ideal. 
 
20. Constante de Hansch (π) 
A constante de Hansch mede a lipofilia/hidrofobicidade de um substituinte específico em 
relação ao hidrogênio. 
Exemplos: 
π > 0 → substituinte mais hidrofóbico que H. 
Ex.: Cl → π = 0,71 
π 0 → orgânico 
Forma não ionizada 
→ menos polar/apolar 
→ mais lipossolúvel 
→ maior permeabilidade por difusão 
passiva. 
Desenvolvimento de fármacos 
P&D → Pré-clínica → I → II → III → IV 
Pré-clínica: in vitro → in vivo 
Fase I: segurança 
Fase II: eficácia + dose 
Fase III: risco-benefício 
Fase IV: farmacovigilância 
 
Fármaco × medicamento 
Fármaco = princípio ativo 
Medicamento = produto farmacêutico que 
contém/veicula o fármaco e possui finalidade 
terapêutica. 
 
 
 
 
 
Log D 
 1–3 = faixa ideal 
 
Ionização 
pH = pKa → 50% ionizado + 50% não ionizado 
Ionizado → mais hidrossolúvel 
Não ionizado → mais lipossolúvel e permeável 
 
 O QUE EU ACHO MAIS PROVÁVEL DE CAIR 
1. Diferença entre fármaco e medicamento. 
2. As 3 fases: farmacêutica, farmacocinética e farmacodinâmica. 
3. ADME. 
4. Diferença entre agonista e antagonista. 
5. Fases I, II, III e IV dos ensaios clínicos. 
6. Pré-clínico in vitro × in vivo. 
7. Log P × Log D. 
8. Faixa ideal de Log D = 1–3. 
9. Relação entre pH, pKa e ionização. 
10. Diferença entre molécula ionizada e não ionizada. 
11. Lipossolubilidade × hidrossolubilidade. 
12. História da salicilina → ácido salicílico → AAS → Aspirina. 
 
1. PROPRIEDADES ESTRUTURAIS DOS FÁRMACOS 
Para um fármaco exercer sua ação, ele precisa interagir com uma biomacromolécula, que 
corresponde ao sítio de ligação biológico. 
Os fármacos podem ser classificados em: 
 Estruturalmente inespecíficos 
Não dependem de um alvo molecular específico, como receptor, enzima ou canal iônico. 
Seu efeito depende principalmente das propriedades físico-químicas, como: 
• pKa; 
• solubilidade; 
• grau de ionização; 
• lipossolubilidade. 
 
 
Exemplos: anestésicos gerais e alguns antiácidos, como hidróxido de alumínio. 
 Estruturalmente específicos 
Precisam se ligar a uma biomacromolécula específica para produzir seu efeito. 
Características: 
• são a minoria dos fármacos; 
• geralmente possuem baixa potência; 
• podem precisar de doses maiores; 
• o efeito depende da concentração/acúmulo no tecido. 
 
Os alvos podem ser: 
• enzimas; 
• receptores metabotrópicos; 
• receptores ionotrópicos; 
• receptores ligados a quinases; 
• receptores nucleares; 
• ácidos nucleicos. 
O reconhecimento depende da estrutura tridimensional e dos grupos funcionais do fármaco. 
 MACETE: 
Inespecífico = propriedades físico-químicas 
Específico = estrutura + alvo molecular 
 
 2. MODELO CHAVE-FECHADURA 
Foi proposto em 1894 por Emil Fischer. 
A ideia é que o fármaco precisa ter uma estrutura complementar ao receptor, como uma chave 
que se encaixa em uma fechadura.Existem 3 tipos de “chaves”: 
1. Chave original → agonista natural 
• encaixa no receptor; 
• produz a resposta. 
2. Chave modificada → agonista modificado 
• semelhante à chave original; 
• também produz resposta. 
3. Chave falsa → antagonista 
• consegue se ligar; 
• não abre a “porta”; 
• bloqueia o receptor. 
 Dois conceitos importantes: 
Afinidade: capacidade de se ligar ao receptor. 
Atividade intrínseca: capacidade de produzir uma resposta após a ligação. 
 3. AGONISTAS 
Agonista = liga + ativa o receptor. 
Agonista pleno/total 
• produz resposta máxima; 
• semelhante ao ligante endógeno; 
• e = 1. 
Agonista parcial 
• produz resposta, mas menor que a máxima; 
• se o agonista endógeno estiver presente, pode competir 
com ele; 
• 0 ≤ e ≤ 1. 
 
Agonista-antagonista 
Pode: 
• agir como agonista em um receptor; 
• agir como antagonista em outro. 
Agonista inverso 
Liga-se ao receptor e estabiliza sua conformação inativa. 
 DECORAR: 
Pleno = resposta máxima 
Parcial = resposta menor 
Inverso = estabiliza receptor inativo 
Agonista-antagonista = depende do receptor 
 
 4. ANTAGONISTAS 
Antagonista = bloqueia/inibe a ação do agonista. 
Geralmente: 
e = 0 
Antagonista de receptor 
Competitivo 
• compete com o agonista pelo receptor; 
• se a concentração do agonista aumentar muito, o bloqueio pode ser revertido. 
Exemplo: ondansetrona → bloqueia receptores 5-HT3. 
Não competitivo 
• pode se ligar ao sítio ativo ou alostérico; 
• impede a ação do agonista; 
• o bloqueio é considerado irreversível no material. 
Exemplo: ácido acetilsalicílico → acetila irreversivelmente a ciclo-oxigenase. 
Antagonista sem receptor 
Não se liga ao receptor. 
Pode agir por: 
Químico: inativa diretamente o agonista. 
Fisiológico: ativa uma via que produz efeito contrário. 
Farmacocinético: altera a farmacocinética para diminuir a concentração do agonista no local de 
ação. 
 MACETE: 
Competitivo = disputa o receptor 
Não competitivo = bloqueio não revertido pelo aumento do agonista 
Sem receptor = age por outro mecanismo 
 5. FORÇAS NA INTERAÇÃO FÁRMACO-RECEPTOR 
A interação depende de: 
• tamanho da molécula; 
• estereoquímica; 
• interações químicas. 
As principais forças são: 
1. Forças eletrostáticas 
2. Ligações de hidrogênio 
3. Forças de van der Waals 
4. Forças hidrofóbicas 
5. Ligações covalentes 
 
 6. LIGAÇÕES DE HIDROGÊNIO 
São interações do tipo dipolo-dipolo. 
Energia aproximada: 
≈ 5 kcal/mol 
Ocorrem principalmente envolvendo: 
• O; 
• N; 
• H. 
São: 
mais fortes que van der Waals e mais fracas que forças eletrostáticas. 
São muito importantes no meio biológico para manter estruturas de proteínas e ácidos nucleicos. 
Exemplo: saquinavir. 
 
 7. FORÇAS DE VAN DER WAALS 
Também chamadas de forças de dispersão de London. 
São: 
• fracas; 
• relacionadas a dipolos induzidos momentaneamente; 
• importantes para o reconhecimento fármaco-receptor. 
Podem ocorrer entre grupos apolares, como: C-H e C-C 
Exemplo: losartana. 
 Forças eletrostáticas 
Podem ser: 
• íon-íon: 5–10 kcal/mol; 
• íon-dipolo: 1–7 kcal/mol; 
• dipolo-dipolo: 1–7 kcal/mol. 
A força depende principalmente: 
• da distância entre as cargas; 
• da constante dielétrica do meio. 
Exemplo importante: 
Flurbiprofeno (COO⁻) + arginina (NH⁺) → interação iônica. 
 
 8. FORÇAS HIDROFÓBICAS 
Acontecem entre partes apolares das moléculas. 
Apesar de serem fracas, são importantes para o reconhecimento entre fármaco e receptor. 
Exemplo: fator de ativação plaquetária (PAF). 
 
 9. LIGAÇÕES COVALENTES 
São as interações mais fortes. 
Energia: 
50–150 kcal/mol 
Características: 
• dificilmente são desfeitas; 
• geralmente são irreversíveis; 
• apresentam grande estabilidade. 
 Podem aumentar o risco de toxicidade, por isso não são sempre desejáveis no planejamento 
de fármacos. 
Porém, podem ser desejáveis em alguns quimioterápicos, porque uma ligação irreversível pode 
ajudar a impedir a proliferação de patógenos ou células tumorais. 
 Exemplo clássico: 
Ácido acetilsalicílico (AAS) 
→ inibe irreversivelmente a ciclo-oxigenase (COX) por formação de ligação covalente. 
 
 10. FATORES ESTEREOQUÍMICOS 
O modelo chave-fechadura é uma simplificação. Na realidade, tanto o fármaco quanto o receptor 
possuem estruturas tridimensionais e dinâmicas. 
Os principais fatores são: 
• tamanho; 
• conformação; 
• configuração absoluta; 
• configuração relativa. 
 
 11. TAMANHO DO FÁRMACO 
A maioria dos fármacos possui peso molecular entre: 
100 e 1.000 
Moléculas: 
PM 1.000 
→ apresentam dificuldade de permeação e movimentação pelo organismo. 
Por isso, moléculas muito grandes podem precisar ser administradas diretamente ou próximas ao 
local de ação. 
 
 12. CONFORMAÇÃO 
Conformação = arranjo espacial da molécula que pode mudar pela rotação de ligações simples. 
Conformação alternada 
• hidrogênios mais afastados; 
• maior estabilidade. 
Conformação eclipsada 
• hidrogênios mais próximos; 
• menor estabilidade. 
 Cicloexano 
Ordem de estabilidade: 
Cadeira > barco torcido > barco 
A conformação cadeira é a mais estável. 
 
↔ 14. CONFIGURAÇÃO RELATIVA 
Relacionada à isomeria: 
cis/trans ou E/Z 
A posição espacial dos grupos farmacofóricos pode alterar: 
• afinidade; 
• atividade intrínseca; 
• efeito biológico. 
Exemplo: 
E-dietilestilbestrol 
→ possui maior atividade estrogênica. 
Z-dietilestilbestrol 
→ atividade estrogênica aproximadamente 14 vezes menor. 
Isso ocorre porque a distância entre os grupos hidroxila é diferente. 
 
 15. SÍNTESE E MODIFICAÇÃO DE FÁRMACOS 
Entre 1950 e 1980, ocorreram grandes mudanças no desenvolvimento de fármacos. 
Um destaque foi o desenvolvimento do: 
Bioisosterismo 
 13. CONFIGURAÇÃO ABSOLUTA 
Relacionada à estereoquímica. 
Enantiômeros 
São moléculas que: 
• são imagens especulares; 
• não podem ser sobrepostas; 
• possuem mesmas propriedades físico-químicas, 
exceto a atividade biológica. 
Podem ser: 
Eutômero → maior/atividade terapêutica útil 
Distômero → menor afinidade 
 Exemplo clássico: TALIDOMIDA 
R → atividade sedativa 
S → teratogênico 
 Esse exemplo é muito importante para prova. 
 
Que contribuiu para o conhecimento da relação entre: 
estrutura química ↔ atividade biológica 
Até 1991: 
79% dos fármacos utilizados na terapêutica eram sintéticos 
21% eram naturais ou semissintéticos. 
 
 16. LATENCIAÇÃO E PRÓ-FÁRMACOS 
O que é latenciação? 
É a modificação química de um fármaco ativo, formando um novo composto que será 
convertido novamente no fármaco ativo por reação: 
química ou enzimática in vivo. 
O produto formado é chamado de: PRÓ-FÁRMACO 
 Pense assim: 
Pró-fármaco = medicamento “disfarçado” que vira ativo dentro do organismo. 
A aula compara o pró-fármaco a um “cavalo de Troia”: ele atravessa barreiras biológicas e libera 
sua forma ativa no local de ação. 
 
 17. POR QUE USAR UM PRÓ-FÁRMACO? 
Pode ser utilizado para: 
1. Aumentar a solubilidade 
Quando o fármaco não é suficientemente solúvel para administração. 
2. Melhorar a aceitação pelo paciente 
Pode melhorar: 
• sabor; 
• odor; 
• irritação gástrica; 
• dor na administração. 
3. Reduzir toxicidade 
O fármaco pode ser administrado inicialmente na forma inativa e ativado no local de ação. 
4. Aumentar estabilidade 
Quando o fármaco é instável e sofre metabolismo antes de chegar ao local de ação. 
5. Aumentar duração do efeito 
O pró-fármaco pode ser convertido lentamente na forma ativa. 
 Principais aplicações 
• Aumentar lipofilicidade 
• Aumentar duração do efeito 
• Aumentar especificidade 
• Reduzir toxicidade 
• Melhorar a formulação farmacêutica 
• S → teratogênico 
 Esse exemploé muito importante para prova. 
 
 RESUMO ULTRA-RÁPIDO PARA DECORAR 
FÁRMACOS 
Inespecífico 
→ não precisa de alvo específico 
→ depende das propriedades físico-químicas 
→ baixa potência 
Específico 
→ precisa de biomacromolécula específica 
→ depende da estrutura 
→ modelo chave-fechadura 
 
INTERAÇÕES 
Eletrostática → cargas 
Hidrogênio → O/N/H 
Van der Waals → dipolos momentâneos 
Hidrofóbica → partes apolares 
Covalente → muito forte e geralmente irreversível 
PRÓ-FÁRMACO 
Pró-fármaco = forma modificada/inativa → transforma-se no fármaco ativo no organismo. 
Pode servir para: 
↑ solubilidade 
↑ lipofilicidade 
↑ duração 
↑ especificidade 
↓ toxicidade 
↑ aceitação/formulação 
 
 SE TIVER POUCO TEMPO PARA ESTUDAR 
Priorize nesta ordem: 
1. Agonista × antagonista 
2. Agonista pleno, parcial e inverso 
3. Antagonista competitivo × não competitivo 
4. Forças de interação fármaco-receptor 
5. Ligação covalente 
6. Talidomida — R × S 
7. Conformação 
8. Modelo chave-fechadura 
9. Fármacos específicos × inespecíficos 
10. Pró-fármacos e latenciação 
AGONISTA × ANTAGONISTA 
Agonista = ativa 
Antagonista = bloqueia 
Agonista pleno = e = 1 
Antagonista = e = 0 
Agonista parcial = resposta menor 
Agonista inverso = receptor inativo 
 
ESTEREOQUÍMICA 
Tamanho → influencia interação 
Conformação → arranjo espacial variável 
Configuração absoluta → enantiômeros 
Configuração relativa → cis/trans ou E/Z 
 Talidomida: R = sedativo / S = teratogênico 
 
1. PRÓ-FÁRMACOS 
O que são? 
São moléculas inativas ou menos ativas que o fármaco matriz e que, depois da administração, 
sofrem biotransformação no organismo, originando a forma ativa. 
 MACETE: 
PRÓ-FÁRMACO → inativo/menos ativo → biotransformação → fármaco ativo → efeito 
terapêutico 
Características que um pró-fármaco deve apresentar: 
• ser inativo ou menos ativo que o fármaco matriz; 
• síntese, se possível, menos complexa; 
• regenerar o fármaco matriz in vivo em quantidade adequada; 
• minimizar a inativação/metabolização direta; 
• não apresentar toxicidade; 
• possuir velocidade adequada de biotransformação. 
2. PRÓ-FÁRMACO DE ACORDO COM O GRUPO FUNCIONAL 
Essa tabela pode ser importante para questões de associação: 
Grupo funcional do 
fármaco 
Possíveis pró-fármacos 
COOH Ésteres, ésteres α-aciloxialquílicos e amidas 
OH Ésteres, carbonatos, fosfatos, éteres e éteres α-aciloxialquílicos 
SH Tioéteres, tioésteres e dissulfetos 
C=O Cetais, iminas, ésteres enólicos, oxazolidinas e tiazolidinas 
NH₂ Amidas, carbamatos, iminas, enaminas e bases de Mannich 
N terciário Derivados N-aciloxialquílicos 
SO₂NH₂ / SO₂NH Imidatos N-sulfonílicos e derivados N-alcoximetílicos 
NH ácido 
Bases de Mannich, derivados N-hidroximetílicos, N-acílicos e N-
aciloxialquílicos 
3. CLASSIFICAÇÃO DOS PRÓ-FÁRMACOS 
Segundo o material, são classificados em: 
 1. Pró-fármacos clássicos 
 2. Bioprecursores 
 3. Mistos 
 4. Recíprocos 
 5. Fármacos dirigidos 
3.1 Pró-fármacos clássicos 
São inativos ou menos ativos que o fármaco matriz. 
Possuem um transportador, geralmente lipofílico, ligado temporariamente ao fármaco. 
No organismo: 
pró-fármaco → hidrólise química/enzimática → fármaco ativo 
Objetivos: 
• aumentar atividade terapêutica; 
• melhorar propriedades físico-químicas; 
• aumentar biodisponibilidade; 
• aumentar seletividade; 
• prolongar a ação; 
• melhorar solubilidade. 
 Exemplo: 
Valaciclovir → Aciclovir 
O valaciclovir apresenta maior absorção que o aciclovir. 
 
3.2 Bioprecursores 
São fármacos latentes. 
 Diferença principal: 
NÃO possuem ligação temporária com um transportador. 
São inativos e sofrem biotransformação, geralmente por reações de oxidação ou redução da 
Fase I do metabolismo, originando o metabólito ativo. 
 Exemplo: 
Lovastatina → metabólito ativo 
Outros exemplos citados: 
• zidovudina (AZT); 
• metronidazol; 
• enalapril; 
• aceclofenaco. 
 DIFERENÇA: 
Clássico → tem transportador 
Bioprecursor → não tem transportador; sofre biotransformação 
 
 
 
3.3 Pró-fármacos mistos 
Possuem características de: 
bioprecursor + pró-fármaco clássico 
Ou seja: 
• são biologicamente inativos; 
• possuem transportador; 
• passam por várias reações; 
• finalmente originam o metabólito ativo. 
 Exemplo: 
CDS — Chemical Delivery System 
Foi desenvolvido inicialmente para transportar fármacos para o SNC, atravessando a barreira 
hematoencefálica. 
 No SNC: 
transportador + molécula inativa → atravessa BHE → oxidação → acumula no cérebro → 
nova biotransformação → libera fármaco ativo 
 
3.4 Pró-fármacos recíprocos 
Aqui existe uma diferença importante: 
 O transportador também possui atividade terapêutica. 
Portanto, temos: 
molécula ativa + transportador ativo 
Podem ser utilizados para obter sinergismo de ação. 
 Exemplo: 
Sulfassalazina 
No organismo: 
Sulfassalazina → azo-redutases → sulfapiridina + ácido aminossalicílico 
Os dois metabólitos são farmacologicamente ativos. 
 
3.5 Fármacos dirigidos 
São formas latentes nas quais o fármaco está ligado a um transportador específico para 
determinada: 
• enzima; 
• receptor; 
• estrutura do sítio de ação. 
Objetivo principal: 
 AUMENTAR A SELETIVIDADE 
Isso pode: 
• aumentar a potência; 
• reduzir efeitos indesejados; 
• diminuir ação em tecidos não desejados. 
Normalmente são ativados pelas hidrolases ácidas dos lisossomos, após endocitose do 
complexo fármaco-receptor. 
 
 TABELA PARA DECORAR 
Tipo O que lembrar 
Clássico Tem transportador + hidrólise 
Bioprecursor Não tem transportador + biotransformação 
Misto Transportador + várias biotransformações 
Recíproco Transportador também é ativo 
Dirigido Transportador direciona ao alvo específico 
 MACETE: 
C-B-M-R-D 
Clássico 
Bioprecursor 
Misto 
Recíproco 
Dirigido 
 
4. RELAÇÃO ESTRUTURA–ATIVIDADE — REA 
O que é REA? 
É o estudo da relação entre: 
MODIFICAÇÕES NA ESTRUTURA QUÍMICA 
 
ALTERAÇÕES NA ATIVIDADE BIOLÓGICA 
As modificações estruturais podem alterar propriedades físico-químicas e, consequentemente: 
• farmacocinética; 
• farmacodinâmica; 
• potência; 
• efeitos colaterais; 
• facilidade de administração. 
 
5. OBJETIVOS DA REA 
A REA busca descobrir: 
1. Qual parte da molécula é responsável pela atividade? 
→ FARMACÓFORO 
2. Quais partes estão relacionadas aos efeitos colaterais? 
3. Como aumentar a atividade terapêutica? 
4. Como diminuir efeitos indesejados? 
5. Como melhorar propriedades farmacocinéticas? 
 
6. COMO ESTUDAR A REA? 
Primeiro: 
Escolhe-se um composto-chave → PROTÓTIPO 
Depois: 
fazem-se pequenas alterações estruturais 
↓ 
avalia-se a atividade biológica 
↓ 
compara-se com o protótipo 
↓ 
identificam-se as modificações desejáveis 
 
7. PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES ESTRUTURAIS DA REA 
São três grandes grupos: 
 Tamanho, dimensão e conformação 
 Natureza, tipo e grau de substituição 
 Estereoquímica 
 
8. ALTERAÇÕES NO TAMANHO E CONFORMAÇÃO 
Aumento de CH₂ 
Aumentar grupos CH₂: 
→ aumenta tamanho 
→ aumenta lipofilia 
→ pode facilitar passagem pelas membranas 
→ pode aumentar interações hidrofóbicas/van der Waals. 
 
 
 
 Mas lipofilia excessiva: 
→ diminui solubilidade em água 
→ pode aumentar armazenamento em 
gordura/membranas 
→ pode diminuir distribuição adequada. 
 
 
9. ALTERAÇÃO DO GRAU DE INSATURAÇÃO 
Introdução de dupla ligação 
→ aumenta rigidez 
→ pode gerar isômeros E/Z 
→ pode alterar bastante a atividade. 
Também pode aumentar a sensibilidade à oxidação metabólica. 
Remoção de dupla ligação 
→ aumenta flexibilidade 
Pode: 
• melhorar o encaixe; 
• ou piorar o encaixe e reduzir a atividade. 
 Exemplo: 
Prednisona 
A introdução de uma dupla ligação pode aumentar a atividade. 
 
10. INTRODUÇÃO OU REMOÇÃO DE ANÉIS 
Adicionar anéis pode: 
• aumentaro tamanho; 
• alterar a conformação; 
• aumentar rigidez; 
• preencher regiões hidrofóbicas do alvo; 
• fortalecer a interação com o alvo. 
Anéis aromáticos: 
→ aumentam rigidez 
→ aumentam tamanho 
→ podem alterar a interação com o alvo. 
 
11. SUBSTITUINTES NA REA 
A introdução de novos grupos pode alterar: 
• propriedades farmacocinéticas; 
• propriedades farmacodinâmicas; 
• lipofilia; 
• hidrofilia; 
• pKa; 
• metabolismo; 
• interação com o alvo. 
Anéis pequenos podem: 
• reduzir conformações possíveis; 
• alterar estabilidade; 
• diminuir o risco de molécula ficar 
grande demais para o alvo. 
 
 
 
 
 
 
Os principais substituintes citados são: 
• CH₃; 
• halogênios; 
• OH; 
• grupos básicos; 
• COOH; 
• ácido sulfônico; 
grupos contendo enxofre. 
12. GRUPOS METILA — CH₃ 
Podem: 
→ aumentar lipofilia 
→ provocar impedimento estérico 
→ alterar metabolismo. 
O aumento da cadeia pode aumentar o coeficiente de partição P. 
Quanto maior P: 
maior lipossolubilidade. 
 
13. HALOGÊNIOS 
Em geral: 
halogênios → ↑ lipofilia 
 Exceção importante: 
Flúor 
Apresenta contribuição muito pequena para o aumento da lipofilia comparado aos outros 
halogênios. 
A posição do halogênio na molécula também pode alterar suas propriedades. 
 
14. GRUPO HIDROXILA — OH 
OH geralmente: 
→ ↑ hidrofilia 
→ aumenta possibilidade de ligações de hidrogênio 
→ pode criar nova interação com o sítio-alvo. 
Também influencia o metabolismo e pode reduzir: 
→ biodisponibilidade 
→ meia-vida. 
Em anéis aromáticos: 
OH → compostos fenólicos → pode aumentar atividade bactericida. 
 
15. GRUPOS BÁSICOS 
Exemplos: 
• aminas; 
• amidinas; 
• guanidinas. 
 
Podem: 
→ aumentar basicidade 
→ alterar pKa 
→ aumentar ionização em pH fisiológico 
→ aumentar hidrossolubilidade 
→ facilitar eliminação. 
Também podem melhorar a interação com o alvo. 
 
 
 RESUMO: 
Grupo básico → ↑ pKa/basicidade → ↑ ionização → ↑ hidrossolubilidade 
 
16. ÁCIDO CARBOXÍLICO E ÁCIDO SULFÔNICO 
Geralmente: 
→ ↑ hidrofilia 
→ interagem com água. 
Em pH fisiológico, ficam relativamente ionizados. 
Ácido carboxílico 
Pode sofrer conjugação com: 
ácido glicurônico 
→ favorece eliminação 
→ pode reduzir meia-vida. 
 
17. GRUPOS CONTENDO ENXOFRE 
Exemplos: 
• tióis; 
• sulfetos. 
São pouco utilizados em REA porque podem sofrer oxidação, formando metabólitos tóxicos. 
Porém: Podem quelar metais. 
Isso é útil para inibidores de enzimas que possuem metais. 
 Exemplo: 
Captopril → inibidor da ECA 
 
18. BIOISOSTERISMO 
É uma estratégia de Química Medicinal para modificar um protótipo de maneira planejada. 
A ideia é: 
trocar um átomo/grupo por outro semelhante 
para tentar manter ou melhorar a atividade biológica. 
Objetivos: 
• manter atividade; 
• melhorar propriedades físico-químicas; 
• melhorar farmacocinética; 
• reduzir efeitos adversos; 
• aumentar seletividade. 
Como aumentar a meia-vida? 
Pode-se fazer latenciação, transformando: 
COOH → ÉSTER 
Depois, as esterases regeneram o grupo ácido. 
 
 
19. BIOISÓSTEROS CLÁSSICOS 
Possuem características semelhantes de: 
• tamanho; 
• forma; 
• configuração eletrônica. 
Podem ser classificados em: 
Monovalentes 
Exemplos: 
• halogênios; 
• CH₃; 
• NH₂; 
• OH; 
• SH. 
 
20. BIOISÓSTEROS NÃO CLÁSSICOS 
Não seguem rigorosamente as definições clássicas de Grimm e Erlenmeyer. 
Não precisam ter exatamente: 
• mesmo número de átomos; 
• mesma estrutura estérica; 
• mesmas características eletrônicas. 
Porém, devem apresentar atividade biológica semelhante. 
Exemplos citados: carbonila; ácido carboxílico; éster; amida; hidroxila; catecol; halogênio; tioureia. 
 
21. QSAR / REAQ 
QSAR 
Quantitative Structure Activity Relationship 
Em português: 
Relação Estrutura-Atividade Quantitativa — REAQ 
É um modelo matemático que relaciona: 
ESTRUTURA QUÍMICA com ATIVIDADE FARMACOLÓGICA 
 
 
 
 
 
Divalentes 
Exemplos: 
• R-O-R'; 
• R-S-R'; 
• R-NH-R'; 
• R-CH₂-R'. 
 
 
Trivalentes 
Exemplos: 
• R-N=R'; 
• R-CH=R'. 
 
 
Tetravalentes 
Exemplos: 
• =C=; 
• =N⁺=; 
• =P⁺=. 
 
 
Equivalentes 
anelares 
Exemplos: 
• C=C; 
• S; 
• O; 
• NH. 
 
 
22. OBJETIVO DO QSAR 
Utilizar cálculos matemáticos para 
encontrar relações entre: 
• propriedades físico-químicas; 
• estrutura molecular; 
• atividade biológica. 
• Isso permite: 
• → identificar protótipos 
→ planejar novos fármacos 
→ aumentar atividade 
→ melhorar especificidade 
→ melhorar perfil farmacológico 
→ reduzir o fator sorte. 
 
 
 
23. MODELAGEM MOLECULAR E CADD 
Quando os modelos utilizam estruturas tridimensionais, temos: 
MODELAGEM MOLECULAR 
Ela faz parte do: 
CADD 
Computer Aided Drug Design 
= Planejamento de fármacos auxiliado por computador. 
 
24. EQUAÇÃO DO QSAR 
A aula apresenta: 
log 1/C = função dos parâmetros 
Onde: 
C = concentração mínima necessária para produzir determinada resposta biológica. 
Portanto: 
log 1/C = atividade 
25. PARÂMETROS DO QSAR 
Os principais são: 
 Lipofílico 
P / π 
 Eletrônico 
σ — constante de Hammett 
 Estérico 
Es — constante de Taft 
Também podem ser utilizados: 
• parâmetro de Charton; 
• parâmetro de Verloop; 
• refratividade molar (RM). 
 
26. COEFICIENTE DE PARTIÇÃO — P 
Está relacionado à lipossolubilidade. 
Quanto maior P: 
↑ lipossolubilidade 
O P é importante para avaliar a movimentação do fármaco através das membranas. 
 
27. CONSTANTE DE HANSCH — π 
Está relacionada à contribuição de um substituinte para o coeficiente de partição óleo/água. 
É utilizada em QSAR quando são feitas alterações nos substituintes do farmacóforo. 
 
28. CONSTANTE DE HAMMETT — σ 
Avalia os efeitos eletrônicos dos substituintes. 
Relaciona-se com: 
• distribuição de elétrons; 
• polaridade; 
• capacidade de retirar ou doar elétrons. 
 Muito importante: 
σ positivo → grupo RETIRADOR de elétrons 
σ negativo → grupo DOADOR de elétrons 
Fórmula: 
σ = log(Kx/K₀) 
 
30. REFRATIVIDADE MOLAR — RM 
A refratividade molar está relacionada a: 
volume molecular + polarizabilidade 
A aula apresenta a relação: 
RM = volume + facilidade de polarização da molécula 
 
 O QUE EU DECORARIA PARA A PROVA 
Se você não conseguir estudar tudo, decore principalmente estas diferenças: 
PRÓ-FÁRMACOS 
Clássico 
→ tem transportador 
→ hidrólise 
→ libera fármaco ativo. 
Bioprecursor 
→ não tem transportador 
→ biotransformação 
→ metabólito ativo. 
REA = estrutura → atividade biológica 
Principais modificações: tamanho/conformação, Substituintes, Estereoquímica 
 
 
29. CONSTANTE DE TAFT — Es 
É um parâmetro estérico. 
Relaciona-se com: 
• tamanho; 
• volume; 
• conformação; 
• dimensões do fármaco; 
• dimensões do sítio-alvo. 
 Taft = efeito estérico. 
 
 
 
 
Ela utiliza: 
• índice de refração; 
• massa molecular; 
• densidade. 
 
Misto 
→ transportador + várias biotransformações. 
Recíproco 
→ transportador também é ativo. 
Dirigido 
→ direcionado para receptor/enzima específico. 
 
 
 
SUBSTITUINTES 
CH₃ → ↑ lipofilia + impedimento estérico 
Halogênios → geralmente ↑ lipofilia 
OH → ↑ hidrofilia + ligações de H 
Grupos básicos → ↑ basicidade/pKa + ionização 
COOH/ácido sulfônico → ↑ hidrofilia 
Enxofre → pode quelar metais, mas pode oxidar e gerar metabólitos tóxicos 
 
BIOISOSTERISMO 
Troca planejada de grupos/átomos → busca manter ou melhorar atividade biológica. 
Clássico → semelhante em tamanho, forma e configuração eletrônica. 
Não clássico → não precisa ser estruturalmente tão semelhante, mas mantém atividade 
biológica semelhante. 
 
QSAR 
QSAR = relação quantitativa entre estrutura e atividade. 
P → lipofilia 
π → contribuição hidrofóbica do substituinte 
σ → efeito eletrônico 
Es → efeitoestérico 
RM → volume + polarizabilidade 
 E a mais importante: 
σ > 0 → RETIRA elétrons 
σ• pancurônio; 
• vecurônio; 
• atracúrio. 
14. Bloqueadores Ganglionares 
Bloqueiam receptores nicotínicos nos gânglios 
simpáticos e parassimpáticos. 
Principal utilização: 
 anti-hipertensivos 
Efeitos adversos comuns: 
• boca seca; 
• constipação. 
Exemplos: 
• tetraetilamônio; 
• hexametônio; 
• mecamilamina; 
• nicotina; 
• trimetafano. 
 
 
 16. FÁRMACOS ADRENÉRGICOS 
Atuam no Sistema Nervoso Simpático, principalmente sobre a neurotransmissão da 
noradrenalina. 
Existem receptores: 
α 
• α1 
• α2 
β 
• β1 
• β2 
• β3. 
 
 Receptores adrenérgicos — O QUE DECORAR 
Receptor Segundo mensageiro Principal efeito 
α1 ↑ IP3/DAG vasoconstrição 
α2 ↓ AMPc ↓ liberação de neurotransmissores 
β1 ↑ AMPc ↑ frequência e força cardíaca 
β2 ↑ AMPc broncodilatação 
β3 ↑ AMPc lipólise 
 
 17. Usos terapêuticos 
α1 agonistas 
 choque, hipotensão e descongestionantes nasais. 
α1 antagonistas 
 hipertensão e hiperplasia prostática benigna. 
α2 agonistas 
 hipertensão, glaucoma, analgesia e sedação. 
β1 antagonistas 
 hipertensão e arritmias. 
β2 agonistas 
 asma e DPOC. 
β3 agonistas 
 redução de peso, sob supervisão. 
 
 Macete: 
α1 = aperta o vaso → vasoconstrição 
α2 = freia → diminui liberação de 
neurotransmissores 
β1 = 1 coração → aumenta frequência/força 
β2 = 2 pulmões → broncodilatação 
β3 = gordura → lipólise 
 
 
 18. Catecolaminas 
Possuem: 
grupo catecol + etilamina 
Exemplos: 
• noradrenalina; 
• adrenalina; 
• dopamina; 
• isoprenalina. 
São metabolizadas principalmente por: 
MAO 
Monoaminooxidase 
COMT 
Catecol-O-metiltransferase 
As catecolaminas são bastante 
suscetíveis à oxidação, por isso as 
formulações precisam de antioxidantes. 
 
 19. Agonistas Adrenérgicos 
Ação direta 
Ligam-se diretamente aos receptores e os ativam. 
Características estruturais importantes: 
• OH nas posições adequadas do anel catecólico; 
• OH em β; 
• configuração R. 
Ação indireta 
Aumentam a liberação de catecolaminas, especialmente noradrenalina. 
Exemplos: 
• tiramina; 
• efedrina. 
 20. Relação Estrutura–Atividade dos Adrenérgicos 
• Aminas primárias e secundárias → mais potentes que terciárias/quaternárias. 
• Maior substituinte no N → ↓ atividade α e ↑ atividade β. 
• Grupo terc-butila → maior seletividade para β2. 
• Maior substituinte no N → maior proteção contra degradação pela MAO. 
• Configuração R → geralmente mais potente que S, principalmente em β. 
• Retirada dos OH → diminui a afinidade pelos receptores e pode favorecer ação indireta. 
 
 O QUE EU DECORARIA PARA A PROVA 
Se estiver com pouco tempo, foque nestes pontos: 
 1. Modelagem molecular 
Direta = conhece receptor 3D 
Indireta = não conhece receptor; usa parâmetros eletrônicos/estéricos. 
 2. Mecânica molecular 
EE = Es + Eb + Ew + Enb 
 3. Acetilcolina 
Colina + Acetil-CoA → ACh 
Enzima: ChAT 
ACh → colina + acetil 
Enzima: AChE 
 4. Receptores 
Muscarínicos = proteína G 
Nicotínicos = canais iônicos 
 
Ação mista 
Possuem ação direta + indireta. 
Exemplo: 
 D-(–)-efedrina. 
 
 5. Muscarínicos 
M1/M3/M5 → ativadores 
M2/M4 → inibitórios 
 6. Colinérgicos 
Diretos = agonistas do receptor 
Indiretos = inibem AChE 
 7. Anticolinérgicos 
Antimuscarínicos + bloqueadores ganglionares + 
bloqueadores neuromusculares 
 8. Organofosforados 
Inibição irreversível da AChE 
Oximas = reativam AChE 
 
 9. Adrenérgicos 
α1 → vasoconstrição 
α2 → ↓ liberação de neurotransmissores 
β1 → coração 
β2 → pulmão 
β3 → lipólise 
 10. Metabolismo MAO + COMT → metabolizam catecolaminas. 
 
 RESUMO PARA PROVA — FARMACOS ANTIADRENÉRGICOS, ANTI-HISTAMÍNICOS, 
OPIOIDES, AINEs E CORTICOIDES 
 
1. FÁRMACOS ANTIADRENÉRGICOS 
São fármacos que impedem a ação das catecolaminas, bloqueando os receptores adrenérgicos 
ou reduzindo a concentração de noradrenalina próxima ao receptor. 
São utilizados principalmente em: 
• hipertensão; 
• doenças vasculares periféricas; 
• arritmias; 
• angina. 
Classificação 
1. Bloqueadores α-adrenérgicos 
2. Bloqueadores β-adrenérgicos 
3. Bloqueadores α + β 
4. Bloqueadores da liberação de noradrenalina 
5. Inibidores da captação vesicular de noradrenalina 
6. Inibidores da biossíntese de noradrenalina 
7. Bloqueadores irreversíveis 
8. Alcaloides do ergot 
 
 Bloqueadores β-adrenérgicos 
Bloqueiam receptores β. 
Podem ser: 
β1 seletivos atenolol; metoprolol; acebutolol. 
β não seletivos propranolol; nadolol; imolol. 
 Diferença importante 
β1 seletivo: bloqueia principalmente β1 e preserva β2 → maior segurança para pacientes 
asmáticos. 
 Bloqueadores α-adrenérgicos 
 Bloqueiam receptores α. 
Exemplos: 
• tolazolina; 
• clorpromazina; 
• ergotamina; 
• prazosina. 
Derivados quinazolínicos 
São altamente seletivos. 
 promovem vasodilatação 
 ↓ pressão arterial 
 não interferem significativamente no 
débito cardíaco 
 não causam taquicardia. 
Também relaxam a musculatura do 
assoalho prostático, facilitando o 
esvaziamento da bexiga em pacientes 
com hiperplasia prostática benigna 
(HPB). 
 
β não seletivo: bloqueia β1 + β2 → pode prejudicar a broncodilatação. 
 A seletividade β1 diminui quando a dose aumenta. 
 
 Bloqueadores α + β 
Bloqueiam: 
α1 → vasodilatação 
β → evita a taquicardia reflexa 
Exemplos: labetalol carvedilol. 
 
 Inibidores da captação vesicular de NE 
Impedem que a noradrenalina seja armazenada nas vesículas. 
Consequência: 
↓ armazenamento de NE → ↓ NE disponível 
A NE que permanece no citoplasma é degradada pela MAO. 
Exemplos: reserpina; deserpidina; guanetidina. 
 
 Inibidores da biossíntese de NE 
Inibem a enzima: 
 DOPA-descarboxilase 
Essa enzima transforma: 
L-Dopa → dopamina → noradrenalina 
Exemplos: carbidopa; metildopa. 
A carbidopa pode ser associada à levodopa no tratamento da doença de Parkinson. 
 
 Bloqueadores irreversíveis 
Promovem alquilação dos receptores α-adrenérgicos. 
Principal exemplo: 
 Fenoxibenzamina 
Uso importante: 
 feocromocitoma 
O feocromocitoma aumenta a produção de adrenalina e noradrenalina, causando hipertensão e 
estimulação simpática generalizada. 
 
 
 
 Bloqueadores da liberação de noradrenalina 
Impedem a liberação de NE pelo neurônio adrenérgico. 
Exemplos: bretílio guanetidina 
Possuem pKa > 12 e, por isso, não conseguem penetrar no SNC. 
 Alcaloides do ergot 
Exemplo: Ergotamina 
• bloqueia receptores α; 
• é vasoconstritora; 
• também interage com receptores 5-HT; 
• pode ser utilizada no tratamento de enxaqueca. 
 Contraindicada na gravidez, pois aumenta as contrações uterinas e o risco de aborto. 
 
2. ANTI-HISTAMÍNICOS 
A histamina é formada a partir do aminoácido histidina. 
É armazenada principalmente em: 
• mastócitos; 
• basófilos. 
Participa de: 
• reações antígeno-anticorpo; 
• secreção gástrica; 
• estado de alerta; 
• fome e sede; 
• funções autonômicas. 
 
 Receptores da histamina 
Receptor Principal característica 
H1 contração de músculo liso + aumento da permeabilidade vascular 
H2 ↑ secreção gástrica 
H3 autorreceptor/modulação da histamina no SNC 
H4 quimiotaxia e células do sistema imune 
H1 
Proteína G → fosfolipase C → ↑ IP3/DAG. 
 contração de músculo liso 
 aumento da permeabilidade 
 edema. 
 Agonistas da histamina 
Possuem estrutura semelhante à histamina. 
Exemplo Betaistina Uso: aumentar a microcirculação no tratamento da doença de Ménière. 
H2 
Proteína G → adenilato ciclase → ↑ AMPc. 
 ↑ secreção gástrica. 
 
 Inibidores da liberação de histamina 
Exemplos cromolin sódico; nedocromil sódico; lodoxamina. 
Usos: asma; conjuntivite alérgica. 
 
 Antagonistas H1 
Também chamados de agentes antialérgicos. 
Dividem-se em: 
1ª geração 
 conseguem atuar no SNC 
 causammais sedação e sono. 
Exemplos: difenidramina; dimenidrinato; clemastina; prometazina. 
São utilizados para: alergias; anafilaxia; náuseas; insônia. 
2ª geração 
Possuem características mais hidrofílicas e maior volume, dificultando a interação com receptores 
H1 no SNC. 
 menos efeitos sedativos. 
Exemplos: fexofenadina; loratadina; cetirizina; astemizol. 
 Macete: 
H1 1ª geração → entra no cérebro → sono 
H1 2ª geração → menos entrada no SNC → menos sono 
 
 Antagonistas H2 — Antiúlcera 
Bloqueiam os receptores H2. 
 ↓ secreção gástrica. 
Exemplos: 
• cimetidina 
• ranitidina 
• famotidina. 
 
 Efeitos adversos dos opioides 
Decore: 
• depressão respiratória 
• constipação; 
• náuseas; 
• vômitos; 
3. HIPNOANALGÉSICOS / OPIOIDES 
São analgésicos derivados do ópio. 
O principal protótipo é: 
 Morfina 
Os receptores opioides são: 
• μ (mu) 
• κ (kappa) 
• δ (delta) 
São acoplados à: 
 proteína Gi / adenilato ciclase. 
O receptor σ (sigma) não é considerado um 
verdadeiro receptor opioide. 
 
• tontura; 
• alterações de humor; 
• tolerância; 
• dependência física e psíquica; 
• abstinência. 
 
 Morfina — relação estrutura-atividade 
A morfina é o protótipo dos opioides. 
Possui: 
• 5 anéis fundidos; 
• 5 centros quirais. 
Modificações importantes 
OH na posição 3 → H 
 ↓ atividade analgésica em 10×. 
OH na posição 6 → H 
 ↑ atividade analgésica. 
OH na posição 6 → =O 
 ↓ atividade. 
OH na posição 3 → OCH₃ 
 ↓ atividade analgésica + ↑ ação antitussígena. 
NCH₃ → NCH₂CH₂Ph 
 ↑ atividade analgésica em 10×. 
NCH₃ → NCH₂CH=CH₂ 
 transforma em antagonista μ. 
Quebra da ponte etérea 
 ↓ atividade analgésica. 
 
 
 Antagonistas opioides 
Competem pelos mesmos receptores dos opioides. 
 impedem/revertem efeitos dos narcóticos, principalmente a depressão respiratória. 
A estrutura é semelhante à morfina, mas as diferenças estão principalmente nos grupos ligados à 
posição 17. 
 
4. AINEs — ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS 
Possuem três principais efeitos: 
Anti-inflamatório + analgésico + antipirético 
 Principais opioides 
Codeína 
Possui OCH₃ na posição 3. 
 menos potente que morfina 
 maior ação antitussígena. 
Heroína 
Possui grupos acetilados nas posições 3 e 6. 
 ↑ atividade 
 ↑ toxicidade 
 ↑ dependência. 
 
Fentanila 
 aproximadamente 80× mais potente que a 
morfina 
 efeito menos duradouro. 
Metadona 
 atividade semelhante à morfina 
 utilizada como analgésico e no tratamento da 
dependência. 
Buprenorfina 
 mais potente que morfina 
 ação mais prolongada 
 menor tendência à dependência e menor 
depressão respiratória. 
 
A maioria é formada por ácidos orgânicos fracos. 
Exceção: 
 Nabumetona, que é uma cetona pró-fármaco e posteriormente é metabolizada em ácido 
orgânico fraco. 
 
 Mecanismo de ação dos AINEs 
Inibem: 
 COX — cicloxigenase 
Consequentemente: 
↓ prostaglandinas 
e também há redução na formação de: 
• prostaglandinas; 
• leucotrienos; 
• tromboxanos. 
 Decore: 
AINE → ↓ COX → ↓ prostaglandinas → ↓ inflamação + dor + febre 
 
 Prostaglandinas, prostaciclinas, tromboxanos e leucotrienos 
Prostaglandinas 
Relacionadas a: 
• vasodilatação; 
• relaxamento de musculatura lisa; 
• dor; 
• proteção da mucosa gástrica. 
Leucotrienos 
 quimiotaxia 
 broncoconstrição. 
 
 5. Salicilatos 
Possuem ação: analgésica + antipirética + anti-inflamatória. 
Exemplo clássico: 
 Ácido acetilsalicílico (AAS) 
Efeitos adversos: dispepsia; náuseas; vômitos; sangramento gastrointestinal; úlcera péptica; 
anemia ferropriva. 
Relação estrutura-atividade 
A atividade está relacionada principalmente ao ânion salicilato. 
Prostaciclinas 
 ↓ agregação plaquetária 
 vasodilatação 
 proteção gástrica. 
Tromboxanos 
 vasoconstrição 
 trombose/agregação plaquetária. 
 
 A função ácido carboxílico está associada principalmente aos efeitos gastrointestinais. 
A introdução de halogênios: 
 ↑ potência 
 mas também ↑ toxicidade. 
O diflunisal apresenta maior potência e meia-vida maior que o AAS. 
 
 6. Derivados do p-aminofenol 
Exemplo mais importante: 
 Paracetamol 
Possui atividade analgésica e antipirética. 
A acetanilida apresenta maior toxicidade e pode causar metemoglobinemia. 
A fenacetina, em doses elevadas, pode causar: 
• metemoglobinemia; 
• anemia hemolítica; 
• danos renais com uso prolongado. 
 
 7. Derivados do pirazol 
5-pirazolona 
Exemplos: dipirona; aminofenazona; fenazona. 
Podem causar: 
 agranulocitose 
e outras discrasias sanguíneas graves. 
3,5-pirazolidinodiona 
Exemplos: fenilbutazona; oxifembutazona; prenazona. 
Possuem: ação anti-inflamatória; analgésica; antipirética. 
 Efeito adverso grave: depressão da medula óssea. 
 
8. HORMÔNIOS ESTEROIDAIS — CORTICOIDES 
Os corticoides são esteroides derivados da estrutura: 
 ciclopentanoperidrofenantreno. 
Dividem-se em: 
Mineralocorticoides Controlam principalmente o balanço de água e eletrólitos. 
 retêm Na⁺, Cl⁻ e H₂O 
 eliminam K⁺ 
Exemplos: aldosterona; desoxicorticosterona. 
Glicocorticoides Atuam principalmente no metabolismo de: carboidratos e proteínas. 
Exemplos: cortisona; corticosterona; hidrocortisona. 
 
 Relação estrutura-atividade dos corticoides C11 
A presença de oxigênio em C11 é essencial para atividade glicocorticoide, mas não para a 
mineralocorticoide. 
Aumentam atividade glicocorticoide: 
OH em C17α 
 ↑ atividade glicocorticoide. 
OH em C11β 
 ↑ ainda mais a atividade glicocorticoide. 
Dupla ligação C1–C2 
 ↑ atividade glicocorticoide. 
CH₃ em C16β ou C6α 
 ↑ atividade glicocorticoide. 
F em C6α 
 ↑ glicocorticoide e ↓ mineralocorticoide. 
 
 RESUMÃO PARA DECORAR ANTES DA PROVA 
Tema O que lembrar 
Anti α bloqueia α → vasodilatação ↓ PA 
β1 seletivo menor efeito sobre β2 → mais seguro para asmáticos 
α + β α1 ↓ vasoconstrição + β evita taquicardia 
Fenoxibenzamina bloqueador irreversível → feocromocitoma 
Ergotamina enxaqueca contraindicada na gravidez 
H1 alergias; 1ª geração causa mais sedação 
H2 ↓ secreção gástrica → antiúlcera 
Morfina protótipo dos opioides 
μ, κ, δ principais receptores opioides 
Fentanila muito mais potente que morfina 
Opioides principal risco: depressão respiratória 
AINEs ↓ COX → ↓ prostaglandinas 
 Flúor em C9α 
Aumenta: 
 atividade glicocorticoide 
 e ainda mais a atividade mineralocorticoide. 
Exemplo: 
 Fludrocortisona. 
Dexametasona e betametasona 
Mesmo possuindo F em C9α: 
 apresentam atividade glicocorticoide maior 
que mineralocorticoide. 
Tema O que lembrar 
Salicilatos analgésico + antipirético + anti-inflamatório 
Paracetamol derivado do p-aminofenol 
Dipirona derivado da 5-pirazolona 
Fenilbutazona 3,5-pirazolidinodiona → depressão medular 
Mineralocorticoide ↑ Na⁺/água; ↓ K⁺ 
Glicocorticoide metabolismo de carboidratos/proteínas 
C11-O importante para atividade glicocorticoide 
F em C9α ↑ atividade mineralocorticoide de forma importante 
 
 
 TEMA 1 — DIURÉTICOS 
Hipertensão — classificação apresentada na aula 
Classificação Pressão 
Normal 180 e/ou > 120 mmHg 
Os anti-hipertensivos incluem: 
• diuréticos; 
• inibidores da ECA; 
• bloqueadores AT1; 
• bloqueadores dos canais de cálcio; 
• agentes antiadrenérgicos; 
• vasodilatadores. 
 O que são diuréticos? 
São fármacos que aumentam a formação de urina, aumentando a eliminação de: 
 Na⁺ + Cl⁻ + água 
Consequentemente: 
↓ volume dos fluidos corporais → ↓ pressão/edema 
Principais indicações: hipertensão; edema; insuficiência cardíaca; doenças hepáticase renais; 
hipercalcemia; diabetes insipidus; hiperaldosteronismo; glaucoma. 
 Diuréticos osmóticos 
Exemplos: Manitol Sorbitol Isossorbida 
Principal utilização: 
 profilaxia da insuficiência renal aguda, especialmente associada a cirurgias ou 
hemorragias graves. 
Mecanismo 
Aumentam a osmolaridade → diminuem a reabsorção de Na⁺ e água. 
Atuam: túbulo proximal; alça de Henle; túbulo coletor. 
 DECORAR: 
Osmótico = puxa água → aumenta urina 
 
 Inibidores da anidrase carbônica 
Principal exemplo: 
 Acetazolamida 
Principal utilização: 
 Glaucoma 
Mecanismo 
Inibem a anidrase carbônica renal: 
↓ formação/reabsorção de bicarbonato de sódio 
Substituintes importantes 
• R1 = NH₂ → ↑ atividade salurética, mas ↓ inibição da anidrase carbônica. 
• R2 = SO₂NH₂ → pode ser substituído por grupos eletrofílicos semelhantes. 
• R3 = SO₂NH₂. 
• R4 = Cl, Br, CF₃ ou NO₂ → máxima atividade diurética. 
 DECORAR: 
Acetazolamida → anidrase carbônica → glaucoma → risco de acidose. 
 Tiazidas e derivados 
Atuam principalmente: 
 porção cortical do ramo ascendente da alça de Henle + túbulo distal 
Inibem a reabsorção de: 
Na⁺ + Cl⁻ 
Utilizados para: hipertensão; edema; descompensação cardíaca; doenças hepáticas e renais. 
Exemplos Clortiazida e Hidroclorotiazida 
Relação estrutura–atividade 
Posição 7: 
 grupo sulfonamida é essencial. 
 A acetazolamida pode causar 
acidose sistêmica. 
Relação estrutura–atividade 
Para atividade: 
 grupo sulfonamida deve possuir pelo 
menos um H no nitrogênio. 
Se houver substituição do N: 
 molécula fica inativa. 
 
 
Posição 6: 
 grupos retiradores de elétrons (Cl, Br, CF₃, NO₂) aumentam a atividade. 
 Grupos doadores de elétrons, como CH₃ e CH₃O, reduzem muito a atividade. 
Posições 4 e 5: 
 substituições reduzem a atividade. 
Posição 3: 
 grupos lipofílicos reduzem a potência. 
 Muito importante 
Saturação da ligação dupla C3–C4 → aumenta aproximadamente 10× a potência. 
 
 Diuréticos de alça 
São os diuréticos mais potentes. 
Atuam: ramo ascendente da alça de Henle 
Inibem: cotransportador Na⁺/K⁺/2Cl⁻ 
Exemplos Furosemida e Bumetanida 
Principal utilização:edema; hipertensão. 
 
 Diuréticos poupadores de potássio 
Atuam: túbulo distal + ducto coletor 
Efeito: ↑retenção de K⁺ 
Exemplos: Espironolactona, Amilorida e Triamtereno 
 Podem causar: HIPERCALEMIA 
Espironolactona 
É antagonista competitivo da aldosterona. 
 ↓ reabsorção de Na⁺ e água 
 ↓ eliminação de K⁺ 
Geralmente associada a um diurético de alça. 
Amilorida e triamtereno 
Atuam bloqueando a recaptação de Na⁺ pela membrana luminal. 
 ↓ excreção de K⁺ 
 MACETE 
Poupador de K = guarda potássio → risco de hipercalemia. 
 TEMA 2 — SULFONAMIDAS 
São antibacterianos de amplo espectro. 
Usos citados: infecções urinárias; toxoplasmose; nocardiose; Chlamydia; profilaxia da febre 
reumática em pacientes alérgicos à penicilina. 
Relação estrutura–atividade 
Posição 5: 
 grupo sulfonamida é essencial. 
Posição 1: 
 deve possuir grupo ácido. 
Posição 4: 
 deve possuir grupo retirador de elétrons. 
 DECORAR: 
Diurético de alça = mais potente = bloqueia 
Na⁺/K⁺/2Cl⁻ 
 
 
 Mecanismo de ação 
As sulfonamidas são estruturalmente semelhantes ao: 
 PABA — ácido para-aminobenzóico 
Elas competem com o PABA pela: 
 di-hidropteroato sintase 
Consequentemente: 
↓ síntese de ácido fólico bacteriano 
↓ síntese de DNA/RNA 
↓ multiplicação bacteriana 
 DECORAR: 
Sulfonamida = parece PABA → bloqueia di-hidropteroato sintase → impede ácido fólico. 
 
Classificação 
Sulfonamidas: sistêmicas; intestinais; oftálmicas; urinárias; tópicas. 
Sistêmicas 
Ação curta: 
 administração a cada 4–6 h. 
Ação prolongada: 
 a cada 12–24 h. 
As prolongadas apresentam: 
 maior lipofilia; 
 absorção rápida; 
 excreção lenta. 
 Podem causar cristalúria e atingir concentrações perigosas, principalmente em pacientes 
com insuficiência renal. 
 Sulfametoxazol + trimetoprim 
É uma associação muito importante. 
 Atua em sinergismo. 
Utilizada em: 
• infecções urinárias; 
• infecções oportunistas em pacientes com AIDS; 
• Pneumocystis carinii; 
• pacientes com queimaduras. 
 Efeitos adversos das sulfonamidas 
Decore principalmente: cristalúria; nefrotoxicidade; leucopenia; granulocitopenia; agranulocitose; 
anemia hemolítica em pacientes com deficiência de G6PD; síndrome de Stevens-Johnson. 
Relação estrutura–atividade 
São essenciais: 
 grupo sulfonamida ligado ao enxofre com 
pelo menos um H; 
 grupo amino na posição 4. 
 
 TEMA 3 — ANTIBIÓTICOS β-LACTÂMICOS 
 Característica principal 
Possuem: 
 anel β-lactâmico 
O grupo farmacofórico é: 
anel β-lactâmico + função ácida 
Exemplos de função ácida: 
• COOH; 
• SO₃H. 
 
 Penicilinas 
Estrutura: 
 anel β-lactâmico + anel tiazolidínico. 
Possuem: 
• grupo carboxílico na posição 3; 
• cadeia lateral amídica na posição 6. 
Penicilina G 
É o protótipo das penicilinas. 
Problemas: 
• inativada em meio ácido → não é administrada por via oral; 
• inativada por β-lactamases; 
• instável em meio aquoso; 
• baixo espectro; 
• meia-vida curta (~30 min). 
A probenecida pode reduzir a excreção renal e aumentar a meia-vida. 
 
Modificações das penicilinas 
Resistentes ao ácido 
Possuem: 
 grupos/átomos retiradores de elétrons 
Isso impede o rearranjo em meio ácido. 
Resistentes à β-lactamase 
 
 
 Mecanismo de ação 
Os β-lactâmicos: 
 inibem irreversivelmente a transpeptidase 
↓ 
 impedem a biossíntese da parede celular 
bacteriana 
↓ 
 ruptura da parede/membrana 
↓ 
 morte da bactéria 
 DECORAR: 
β-lactâmico → transpeptidase → parede celular → 
morte bacteriana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Possuem: grupos volumosos 
Eles provocam impedimento estérico contra a β-
lactamase. 
Amplo espectro 
Possuem: grupos hidrofílicos 
Facilitam a passagem pelas porinas das bactérias 
Gram-negativas. 
Penicilinas latentes Podem formar: 
• sais de alto peso molecular; 
• pró-fármacos ésteres. 
 
 Cefalosporinas 
Possuem: 
 anel β-lactâmico + anel di-hidrotiazínico. 
O anel β-lactâmico é: 
 menos tensionado 
 menos reativo 
 mais estável que nas penicilinas. 
 
 β-lactâmicos não clássicos 
Incluem: 
• carbapenens 
• monobactans 
• oxapenens 
• sulbactam 
Carbapenens Exemplo: 
 Imipenem amplo espectro; alta potência; resistência a muitas β-lactamases; imipenem é 
utilizado associado à cilastatina. 
Monobactans Principal: 
 Aztreonam 
Características:possui apenas o anel β-lactâmico; resistente a muitas β-lactamases; ativo contra 
Gram-negativas; baixa atividade contra cocos Gram-positivos. 
Oxapenens Principal: 
 Ácido clavulânico 
Atua como: 
 inibidor de β-lactamase 
É um substrato suicida. 
Geralmente associado a: amoxicilina; ampicilina. 
Sulbactam 
• potente inibidor de β-lactamase; 
• fraca atividade antibacteriana; 
• administração parenteral; 
• geralmente associado à ampicilina. 
 
 
 
 
Porém: 
 maior estabilidade → menor potência, 
necessitando doses maiores. 
Estrutura 
R' na posição 3 
 relacionado às propriedades 
farmacocinéticas. 
R'' 
 relacionado ao espectro antibacteriano. 
OCH₃ em R'' 
 aumenta resistência à β-lactamase. 
 
 TEMA 4 — TETRACICLINAS 
São antibióticos de: 
 amplo espectro 
Estrutura característica: 
 quatro anéis condensados 
Atuam na: 
 síntese proteica bacteriana 
Por isso são: 
 BACTERIOSTÁTICOS 
 
 Quelatação — MUITO IMPORTANTE 
As tetraciclinas conseguem formar complexos com íons metálicos: 
• Fe²⁺ 
• Ca²⁺ 
• Mg²⁺ 
• Al³⁺ 
Formam: 
 quelatos insolúveis 
↓ 
 não são bem absorvidos por via oral. 
Portanto: 
 não associar com antiácidos ricos em metais 
 cuidado com produtos

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