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Revista Foco | v.18 n.11 |e10769 | p.01-18 |2025 
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CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS 
PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
CARE, WELCOMING, AND ROUTINES IN DAYCARE: 
PEDAGOGICAL AND AFFECTIVE PRACTICES IN EARLY 
CHILDHOOD EDUCATION 
 
CUIDADO, ACOGIDA Y RUTINAS EN LA GUARDERÍA: 
PRÁCTICAS PEDAGÓGICAS Y AFECTIVAS EN LA EDUCACIÓN 
INFANTIL TEMPRANA 
 
Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues1 
Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira2 
Jozivane Ferreira Silva Rodrigues3 
 
DOI: 10.54751/revistafoco.v18n11-259 
Received: Oct 24th, 2025 
Accepted: Nov 19th, 2025 
 
 
 
RESUMO 
O estudo tem por objetivo descrever as práticas do cuidado, acolhimento e promoção 
do desenvolvimento integral que ocorrem com crianças entre 0 a 3 anos. A pesquisa foi 
realizada em uma creche localizada no município de Rondonópolis, na qual entrevistou-
se uma das professoras que trabalha com Educação Infantil. Trata-se de um estudo de 
natureza qualitativa e descritiva realizada no mês de março de 2025, com o intuito de 
compreender a temática e prática cotidiana da instituição. Aplicou-se questionário com 
perguntas abertas, que foram analisadas conforme o referencial teórico. Os resultados 
indicaram que, embora o cuidado apareça com maior destaque nas práticas cotidianas, 
o acolhimento e as ações voltadas ao desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e 
social são igualmente indispensáveis, pois constituem em uma etapa fundamental para 
a adaptação das crianças e para a construção de vínculos afetivos no contexto da 
creche. Conclui-se que o cuidado e o acolhimento ocorrem naturalmente em meio à 
rotina da creche, mas as práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento integral 
ainda são pouco planejadas ou intencionais, especialmente considerando a quantidade 
de crianças sob o cuidado de poucos profissionais. Isso evidencia a necessidade de 
repensar procedimentos, promover debates e refletir criticamente sobre tais práticas, 
para que a rotina da creche seja não apenas um espaço de cuidado, mas também um 
espaço de estímulo integral à criança. 
 
1 Especialista em Atendimento Educacional Especializado. Faculdade Conectada (FACONNECT). Rua Minas Gerais, 
Número 730, Centro, Conchas - SP, Brasil, CEP 18570-000. E-mail: rosisimplicio.r@gmail.com 
2 Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Rua das 
Guajajaras, 591, Lourdes, Belo Horizonte - MG, Brasil, CEP: 30180-101. E-mail: vanessa_metropole@hotmail.com 
3 Especialista em Alfabetização e Letramento e a Psicopedagogia Institucional. Faculdade Iguaçu. Avenida 24 de 
junho, n° 1231, Centro, Capanema - PR, Brasil, CEP 85760-970. E-mail: Jozivane-5@hotmail.com 
mailto:rosisimplicio.r@gmail.com
mailto:vanessa_metropole@hotmail.com
mailto:Jozivane-5@hotmail.com
Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 
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 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS 
PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
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Palavras-chave: Creche; cuidado; acolhimento; desenvolvimento infantil. 
 
ABSTRACT 
The study aims to describe the practices of care, reception, and promotion of integral 
development that occur with children between 0 and 3 years of age. The research was 
conducted in a daycare center located in the municipality of Rondonópolis, where one of 
the teachers working with Early Childhood Education was interviewed. This is a 
qualitative and descriptive study conducted in March 2025, with the aim of understanding 
the theme and daily practice of the institution. A questionnaire with open-ended 
questions was applied, which were analyzed according to the theoretical framework. The 
results indicated that, although care appears to be more prominent in daily practices, 
welcoming and actions aimed at physical, cognitive, emotional, and social development 
are equally indispensable, as they constitute a fundamental stage for the adaptation of 
children and the construction of emotional bonds in the context of daycare. It was 
concluded that care and welcoming occur naturally in the daycare routine, but 
pedagogical practices aimed at integral development are still poorly planned or 
intentional, especially considering the number of children under the care of few 
professionals. This highlights the need to rethink procedures, promote debates, and 
critically reflect on such practices so that the daycare routine is not only a space for care 
but also a space for the comprehensive stimulation of children. 
 
Keywords: Daycare; care; welcoming; child development. 
 
RESUMEN 
Este estudio tiene como objetivo describir las prácticas de cuidado, acogida y promoción 
del desarrollo integral que se llevan a cabo con niños de 0 a 3 años. La investigación se 
llevó a cabo en una guardería infantil ubicada en el municipio de Rondonópolis, donde 
se entrevistó a una de las docentes que trabaja en Educación Infantil. Se trata de un 
estudio cualitativo y descriptivo, realizado en marzo de 2025, con el objetivo de 
comprender la temática y la práctica diaria de la institución. Se aplicó un cuestionario 
con preguntas abiertas, las cuales se analizaron según el marco teórico. Los resultados 
indicaron que, si bien el cuidado ocupa un lugar más destacado en las prácticas diarias, 
la acogida y las acciones orientadas al desarrollo físico, cognitivo, emocional y social 
son igualmente indispensables, ya que constituyen una etapa fundamental para la 
adaptación de los niños y para la construcción de vínculos afectivos en el contexto de 
la guardería. Se concluye que el cuidado y la crianza se dan de forma natural en la rutina 
de la guardería, pero las prácticas pedagógicas orientadas al desarrollo holístico aún 
presentan una planificación deficiente o son poco intencionales, especialmente 
considerando el número de niños bajo el cuidado de pocos profesionales. Esto pone de 
relieve la necesidad de repensar los procedimientos, promover el debate y reflexionar 
críticamente sobre dichas prácticas, para que la rutina de la guardería se convierta no 
solo en un espacio de cuidado, sino también en un espacio de estimulación integral del 
niño. 
 
Palabras clave: Guardería; cuidado; crianza; desarrollo infantil. 
 
 
 
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 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, 
Jozivane Ferreira Silva Rodrigues 
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1. Introdução 
 
A Educação Infantil representa um espaço privilegiado para o 
desenvolvimento integral das crianças, no qual o cuidado e o acolhimento 
assumem papel central. Nessa etapa, marcada por intensas descobertas e 
formação de vínculos, a atuação do educador vai além do ensino de conteúdos: 
envolve práticas afetivas, organizacionais e pedagógicas que garantem 
segurança emocional e favorecem aprendizagens significativas. Compreender 
como essas práticas são construídas no cotidiano da creche é fundamental para 
qualificar o trabalho docente e assegurar o respeito aos direitos das crianças 
pequenas. 
O cuidado e o acolhimento constituem ferramentas essenciais para o 
trabalho do educador que atua na creche, pois sua função envolve múltiplas 
habilidades e competências, entre elas o saber afetivo e a arte de cuidar. A 
vivência com as crianças de 0 a 3 anos evidenciou que, em alguns momentos, 
os profissionais nem sempre estavam devidamente preparados para acolher e 
organizar as rotinas nesse espaço educativo. 
Percebe-se ainda que há muito a ser desvelado na mediação da ação 
pedagógica nos tempos e espaços da creche, incluindo a importância da 
participação das famílias na organização da rotina, de modo a favorecer práticas 
pedagógicas significativas e coerentes com as necessidades das crianças. Este 
artigo tem como objetivogeral descrever as práticas de cuidado e acolhimento 
desenvolvidas com crianças de 0 a 3 anos em uma instituição de Educação 
Infantil e refletir sobre sua importância na organização das rotinas, do cuidado e 
do acolhimento. Os objetivos específicos incluem: analisar como são 
organizadas as rotinas das crianças e discutir a importância de promover o 
desenvolvimento psicomotor na organização dessas rotinas na creche. 
Optou-se por uma pesquisa qualitativa, que permite analisar experiências 
concretas à luz de referenciais teóricos e favorece uma descrição aprofundada 
do fenômeno estudado. A pesquisa bibliográfica serviu de base para a 
fundamentação teórica, utilizando livros, artigos e outras publicações. Também 
foi utilizada uma entrevista semiestruturada com aplicação de questionário. 
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Constatou-se que o espaço da creche é acolhedor; contudo, é necessário 
que os educadores estejam atentos à adoção de novas práticas, reconhecendo 
que se trata de um processo dinâmico e de grande responsabilidade para a 
formação das crianças. 
 
2. Dialogando sobre a Creche, o Espaço e as Rotinas de Acolhimento 
 
As autoras Abramowick e Wajskop (1995) conceituam a creche como 
sendo um espaço organizado com o objetivo de educar, guardar, abrigar 
crianças pequenas, cujas mães necessitam trabalhar fora do lar. A promulgação 
da LDB (Lei nº 9.394/1996, Art. 29) reconheceu a creche como a etapa inicial da 
educação básica, destinada ao desenvolvimento integral da criança em seus 
aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social. Assim, tal marco representou 
um avanço significativo na concepção da creche, que deixou de ser entendida 
apenas como um espaço de guarda para afirmar-se como um ambiente de 
desenvolvimento educativo integral. Nesse novo contexto, cuidado socialização 
e aprendizagem configuram dimensões indissociáveis do processo formativo da 
primeira infância. 
Por um longo período da história, as creches foram consideradas como 
espaço assistencial, com pouca ou nenhuma relação à organização de 
atividades pedagógicas, que preenchesse o tempo que elas permaneciam ali. 
Foi somente na década de 1980, que o Brasil adotou esse espaço destinado a 
essa clientela escolar, resultado de vários debates e reivindicações dos diversos 
segmentos sociais. “A partir desse período as creches passaram a ser pensada 
e reivindicada como lugar de educação e cuidados coletivos das crianças de zero 
a três anos” (Abramowick e Wajskop, p. 10). 
Surgindo assim um novo conceito sobre educar, associando educação e 
cuidado como práticas integradas, conforme Wallon (1979), que destaca a 
importância da afetividade para o desenvolvimento integral da criança. Sendo 
determinado pelos órgãos responsáveis pela Educação Infantil, colocando as 
necessidades de desenvolverem práticas educativas, que passam a integrarem 
os cuidados essenciais e os múltiplos desenvolvimentos físico-motores, 
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respeitando a individualidade, cultura, origem e direitos da criança, conforme 
LDB (Lei nº 9394/1996, Art. 29). Além do mais, organizar um ambiente agradável 
e saudável que realmente favoreça ao desenvolvimento sociocultural da criança 
pequena. 
A Educação Infantil representa um pilar de apoio ao desenvolvimento da 
criança, configurando-se, na atualidade, como espaço de educação coletiva 
presente nos diferentes contextos Geográficos. Grande parte das crianças 
ingressa nessa instituição a partir do quarto mês de vida, muitas vezes 
permanecendo em período integral. Neste ambiente convivem com pessoas até 
então desconhecidas, além de objetos e espaços variados, o que amplia suas 
experiências de socialização e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 
Fatos comprovam que, desde os primeiros meses de vida, a criança 
desenvolve suas habilidades psicomotoras, adquire experiências com o outro e 
com a realidade da qual se faz parte, seja em âmbito individual ou coletivo. São 
esses momentos que constroem diferentes formas de comunicação por meio das 
linguagens, verbal, corporal, plástica e musical. “[...] todas as formas de 
comunicação e expressão são básicas para que as crianças compreendam, 
compartilhem e se estruturem na cultura e na sociedade”. (Abramowickz e 
Wajskop. 1995 p. 15). 
Tanto os bebês quanto as crianças pequenas adquirem informações a 
partir de suas ações no estágio sensório-motor, em que, segundo Piaget (1975), 
o desenvolvimento cognitivo ocorre por meio da interação entre percepção e 
movimento. Nesse sentido, cabe à creche estimular o desenvolvimento motor, 
sensorial e cognitivo, a função simbólica e a linguagem, bem como os hábitos de 
higiene e o relacionamento com os outros. 
A prática pedagógica nas creches deve estar fundamentada na 
indissociabilidade entre cuidar e educar, conferindo às atividades um caráter 
integrado, organizado por meio do plano de rotinas diárias. 
 
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2.1 Rotinas Diárias: Paradigma do Desenvolvimento Infantil 
 
Portugal (1998) ressalta a importância de as creches organizarem as 
rotinas e o tempo, mantendo-os flexíveis, de modo que sejam vividos pelas 
crianças e contribuam para seu desenvolvimento e aprendizagem. O autor 
explica que o mais importante não é a simples realização de atividades livres, 
mas sim, a garantia de experiências significativas, uma vez que as crianças 
pequenas não se desenvolvem adequadamente em ambientes excessivamente 
escolarizados, com atividades rígidas que não atendem às suas necessidades e 
interesses. 
A prática pedagógica conforme afirmação de Portugal, (2010, p.21) “não 
se trata, na creche, de forçar o desenvolvimento, mas garantir que as 
experiências e rotinas diárias da criança lhe confiram segurança emocional...”. 
Isso evidência que o papel da creche não está ligado à mera transmissão de 
conhecimentos elaborados, mas sim à oferta de condições para que a criança 
se desenvolva em diferentes aspectos, promovendo a qualidade do 
desenvolvimento em cada fase etária e respeitando seu ritmo, sem apressá-la 
para atingir determinados níveis de desenvolvimento. 
A rotina deve proporcionar à criança investimento de tempo e energia para 
assim, poder construir um ser total, trabalhando simultaneamente o 
desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. Trata-se de atividades que 
ocorrem diariamente, envolvendo as relações, as experiências, as trocas de 
fraldas, as refeições, o banho, o jogo, entre outros, que contribuem para o 
desenvolvimento intelectual da criança. São atividades que favorecem seu 
crescimento físico, social e emocional. 
Cordeiro (2012) reforça tais princípios norteadores, acrescentando que a 
rotina é um paradigma que oferece segurança à criança, auxilia na previsão dos 
acontecimentos e inclui atividades que contribuem para sua tranquilidade. O 
cotidiano infantil se desenvolve por meio de uma sequência de acontecimentos 
que se intercalam e que podem ser tanto de cunho pedagógico lúdico, nos quais 
o professor se integra ao grupo, com foco na intencionalidade educativa. Os 
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hora da higiene, são situações conhecidas como rotinas. 
Essas atividades são componentes integrantes do cotidiano infantil, 
favorecendo o próprio desenvolvimento, e acontecem sempre antes ou depois 
de algo ou de maneira sistematizada. Tais rotinas trazem benefícios tanto para 
as crianças maiores quanto para as menores, auxiliam os professores na 
organização, e apoiam as crianças a prever acontecimentos, a confiar nos 
adultos que lhes prestam cuidados, a reduzir a ansiedade e a lidar com as 
transições, obtendo, ao mesmo tempo, um comportamento saudável. 
Os responsáveis pelas creches devem proporcionar momentos alegres, 
descontraídos para não perderem a qualidade e espontaneidade das rotinas. O 
envolvimento das crianças às torna agentes ativos de sua própria aprendizagem. 
Isso requer do professor estratégias dinâmicas não repetitivas para que 
as rotinas não se tornem enfadonhas, embora saibamos que elas ainda não 
conseguem diferenciar as rotinas das atividades. É no decorrer das rotinas que 
elas iniciam o processo de construção de aprendizagem e se treina a autonomia, 
por isso, recomenda-se que haja qualidade nessas práticas. Visto que “os 
cuidados de rotinas são momento importantes oferecendo oportunidades únicas 
para interações didáticas e aprendizagem sensoriais, comunicacionais e 
atitudinais” (PORTUGAL, 2011 p. 9) são momentos bastante significativos para 
o fortalecimento da autoestima e do autoconceito da criança. 
Uma rotina agradável requer que os educadores organizem espaços 
atrativos e constantemente renovados, com materiais e atividades que 
despertem a curiosidade e o interesse das crianças. Cabe ao professor observar 
e intervir de forma sensível, propondo experiências criativas que favoreçam a 
livre iniciativa, a socialização e o desenvolvimento emocional. Além disso, é 
essencial estimular as relações interpessoais e oferecer apoio às necessidades 
específicas de cada criança, promovendo o bem-estar e a construção de 
vínculos afetivos no grupo. 
São propostas que podem ajudar a diferenciar as rotinas e, ao mesmo 
tempo criar um círculo de bem-estar, correspondendo, de certo modo, aos 
interesses e às necessidades psicológicas e físicas das crianças. É 
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recomendável que sejam oferecidas atividades lúdicas, por meio de diferentes 
brincadeiras e brinquedos, pois ao brincar, manusear objetos e participar de 
jogos, as crianças têm maiores oportunidades de desenvolver suas habilidades 
motoras, indispensáveis à vida pessoal. Dessa forma, a energia é gasta de 
maneira positiva e saudável, contribuindo para o desenvolvimento físico e 
intelectual. 
A rotina que articula o cuidar e educar é considerada um aspecto 
integrador, capaz de proporcionar segurança, satisfação e prazer às crianças. “A 
rotina ajuda a criança a prever ações e a situar-se em relação aos 
acontecimentos e aos horários da creche [...], permite o aparecimento do novo, 
do inusitado” (Abramowickz e Wajskop, 1999, p.26) 
A eficácia das rotinas depende em grande parte, da qualidade dos 
espaços físicos e do acolhimento organizado, permeado por carinho e pela 
disposição dos adultos em cuidar das crianças pequenas. 
 
2.2 Espaço Físico: Acolhedor e Organizado 
 
É fundamental a adequada organização do espaço físico nas creches, 
incluindo a disposição de materiais, objetos e brinquedos acessíveis às crianças 
que frequentam essa instituição educativa. Essa estruturação contribui para um 
ambiente mais acolhedor, seguro e estimulante, favorecendo tanto o 
desenvolvimento integral quanto as interações sociais. 
Algumas considerações são detalhadas por Farias e Palhares (1999. P. 
70-71): 
 
O espaço físico assim concebido não se resume a sua amostragem 
grande ou pequeno, o espaço físico de qualquer tipo de centro de 
educação precisa tornar-se um ambiente, isto é, ambientar as crianças 
e os adultos, [...], misturando as idades, estendendo-se a rua, ao bairro 
e a cidade, melhorando as condições de vida de todos os envolvidos, 
sempre atendendo às exigências das atividades programadas 
individuais e coletivas, com ou sem a presença de adultos, e que 
permitam emergir as múltiplas dimensões humanas, as diversas 
formas de expressão, o imprevisto, os saberes espontâneos infantis. 
 
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O espaço físico da creche deve ser organizado de modo que as crianças 
desenvolvam suas potencialidades de forma ativa. Por isso, é necessário que se 
organize o ambiente visando ao encorajamento das crianças para que elas 
possam olhar, ouvir, engatinhar, escalar, descansar, brincar, comer, pegar 
objetos e outras atividades motoras. É necessário que esteja disponível grande 
variedade de materiais, porém que não impeçam seus movimentos. As crianças 
devem sentir-se livres para explorar o espaço e os objetos, exercitando a 
criatividade, a curiosidade e outras habilidades própria da primeira infância. Não 
se pode esquecer que, desde esse período, é importante estabelecer limites. 
As experiências devem desenvolver-se em espaços acolhedores e 
seguros, nos quais ocorre a aprendizagem ativa, de modo “a favorecer as 
necessidades e interesses que o desenvolvimento em constante mudança 
impõe” (Post S. Hohmann, 2011 p.14). Além disso, a qualidade do espaço físico 
influencia diretamente a autonomia, a interação social e o desenvolvimento 
integral da criança. A distribuição do espaço físico, segundo a literatura, pode 
seguir a seguinte proposta: 
 
Criar ordem e flexibilidade no ambiente físico através de: 
Área de cuidados, área de refeições e preparações de alimentos, áreas 
de dormir e descanso, área de higiene corporal; 
Área de brincadeira, área de movimento, área de livros, [...] das artes 
[...] dos blocos [...] da casinha das bonecas, [...] dos jogos, [...] do 
exterior, entre os quais: balanço, [...] areia e água, bolas, brinquedos 
de montar e balancear, brinquedos de empurrar e puxar e outros 
materiais, “divertidos e simples de utilizar fora de casa”. (Hohmann, 
2011, p. 107). 
 
São recomendações favoráveis ao bem-estar das crianças, além disso, 
estimulam o raciocínio logico de cada uma delas. Quando esses autores 
mencionam a relevância de “proporcionar conforto e segurança à criança [...]”, 
(IDEM), ficam evidenciados alguns elementos fundamentais que devem estar 
presentes nesse espaço: 
 
Chão, paredes e teto acolhedores; 
Locais acolhedores (almofadas, sofás, cadeiras e tapetes); 
Luz e material suave; 
Mobílias e equipamentos à medida dos bebês e das crianças; 
Uma zona de entrada acolhedora; 
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Coisas agradáveis que lembrem a casa (objetos de conforto para as 
crianças, [...] espaço para as produções criativas das crianças e 
focalização ao nível do chão) (IDEM). 
 
São várias possibilidades para que elas vivenciem esses momentos nas 
creches, de forma agradável, segura, a fim de desenvolverem seus potenciais 
criativos. Ademais, torna-se necessário apoiar o desenvolvimento sensório-
motor das crianças no processo de aprendizagem, por meio de: 
 
Materiais que façam apelo aos sentidos das crianças (coisas para 
cheirar, ouvir, tocar, saborear, ver, materiais versáteis; ambientes com 
texturasvariáveis; vistas interessantes). 
Espaço e materiais para as crianças se movimentarem (Post S. 
Hohmann, 2011, p.121). 
 
A organização do espaço físico, não deve ser entendida como uma 
formalidade, mas sim como um procedimento metódico e lógico para fomentar a 
segurança, o conforto, a organização, o estímulo e a autonomia da criança. Pois, 
nesse espaço elas desenvolvem inúmeras experiências e a ampliação daquelas 
que são adquiridas em outros contextos. Trata-se de uma estratégia que 
possibilita vivências diversificadas do mundo ao qual pertencem, tornando essas 
experiências e aprendizagens significativas, que servirão de base para outras 
que posteriormente surgirão. Conforme Piaget (1982, apud 
Oliveira_Formosinho, 2007 p. 68, "[...] a maturação, a experiência com os 
objetos, a transmissão social e a equilibração são fatores que explicam o 
desenvolvimento da inteligência, a construção do conhecimento”. 
A organização do espaço físico deve ser vista, como algo de grande 
significância para a criança. É nesse lugar que ela convive por várias horas, 
longe de tudo aquilo que é familiar, sobretudo o aconchego do lar. A ausência 
dos membros de sua família pode deixar a criança insegura e, por esse e outros 
motivos, faz-se necessário que haja “um ambiente bem pensado e centrado na 
criança que promova o desenvolvimento físico, a comunicação, competências 
cognitivas e interações sociais” (Hohmann, 2011, p. 101). 
Outro atributo significativo, proporcionado por meio do espaço físico está 
nos procedimentos metodológicos do lúdico, referente à questão do brincar no 
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espaço educativo. A importância do lúdico para esta primeira etapa da Educação 
Básica, constata-se que o desenvolvimento infantil está intimamente ligado ao 
brincar, sendo assim, é necessário que os educadores dediquem o seu trabalho 
ao acolhimento e ao cuidado das crianças pequenas, valorizando essas práticas 
lúdicas, dentro e fora da sala, oportunizando às crianças a experimentação em 
diversas situações físicas. 
 
Devemos oferecer uma variedade de situações e inovações [...] que 
permitam diferentes oportunidades para diferentes crianças e, mais 
importante, temos de assegurar que cada criança tenha oportunidade 
de explorar as experiências com palavras, assim como por meio do 
brincar (Moyles, 2002, p. 57). 
 
Na realidade, jogos e brincadeiras ocupam grande parte do cotidiano da 
creche. 
Para Wajskop. (2007, p.31), é preciso garantir o espaço do brincar na 
creche, pois “a garantia do espaço da brincadeira [...] é garantia de uma 
possibilidade de educação da criança em uma perspectiva criadora, voluntária e 
consciente”. Além de proporcionar às crianças, momentos de interação e 
socialização. 
Retomando os princípios do espaço da creche, pode-se argumentar uma 
ressalva, apresentada por Salé (1999, p. 107-108). 
 
Ao organizar ou decorar, é preciso colocar-se no lugar das crianças e 
tentar valorizá-los com olhos e medidas de crianças. Às vezes, a 
decoração é pensada para pessoas adultas e da sua perspectiva que 
evidentemente, fica bastante distante da infantil. 
 
Tanto o espaço bem como materiais, objetos devem ser selecionados e 
organizados, visando oferecer algo a mais, do que um simples lugar, frio, que às 
vezes, não consegue transmitir aconchego nem segurança às crianças. Nesse 
sentido, a BNCC (Brasil, 2017, p. 34) orienta que os espaços da Educação 
Infantil sejam planejados, de forma acolhedora, inclusiva, segura e desafiadora, 
garantindo às crianças múltiplas experiências de exploração, interação e 
aprendizagem. 
 
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2.3 Acolhimento: Ato de Afetividade 
 
Acolhimento, como ato de afetividade, tem sido tratado pelo cotidiano da 
creche como elemento indispensável ao bem-estar das crianças. O papel do 
acolhimento no início do desenvolvimento da criança, é visto como condição 
fundamental para a qualidade das relações interpessoais. É a forma de mostrar 
solidariedade com às crianças que ficam várias horas fora da presença da mãe 
e de outros familiares. O reconhecimento desse sentimento ocorre, 
primeiramente, no jogo de comunicação na relação criança/adulto, a partir das 
expressões faciais. 
No início da vida, o bebê e a mãe estão em um relacionamento muito 
próximo, não existe, ainda para o bebê um diferencial entre ele e a mãe. As 
relações familiares, os contextos conhecidos da rotina da casa, tornam-se as 
primeiras referencias da criança. A ida para a creche pode significar uma ruptura 
com esse mundo conhecido e por isso mostra-se muito assustadora tanto para 
a criança como para seus pais. “O ambiente desconhecido, as novas rotinas, a 
alimentação, as pessoas não familiares, as separações diárias e a ausência da 
mãe colocam – lhes uma significativa exigência social e emocional” (Rapoport, 
Piccinini, 2001, p. 86). 
Uma situação nova e desconhecida suscita medos, ansiedades e 
inseguranças, por isso, os professores da creche, precisam considerar essas 
emoções e passam a criarem meios de acolhimento que facilite a adaptação das 
crianças. Quanto mais, elas forem ajudadas, mais possibilidades de se 
adaptarem de forma satisfatória, progredindo em sua autoconfiança. 
Quando não há um acolhimento, capaz de, gradualmente, convencer a 
criança a confiar em outras pessoas, surgem sentimentos de ansiedade, 
resultantes da percepção de que sua necessidade básica de proteção e 
confiança não está sendo atendida. 
O acolhimento é um processo dinâmico e contínuo, não um estado fixo. 
Deve abranger procedimentos metodológicos, que facilitem a interação da 
criança com o professor, criando laços de afetividade e confiança mútua. 
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 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, 
Jozivane Ferreira Silva Rodrigues 
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O cuidado pode ser entendido como velar, zelar e tomar conta, um 
conjunto de ações que têm por fim e por função manter um clima familiar e 
harmônico, com o objetivo de favorecer o bem-estar da criança. Compreende 
mais que um momento de atenção e de zelo, pois apresenta uma atitude de 
ocupação, de responsabilidade e engajamento afetivo com o outro. Nesse 
sentido, a preocupação, o respeito e a confiança são algumas atitudes e 
comportamentos básicos do cuidado. No âmbito da Educação Infantil, o cuidado 
se concretiza no acolhimento, no olhar, na escuta e na atenção às necessidades 
da criança, ultrapassando a dimensão das práticas pedagógicas. 
Batista, (2001) aborda a questão de o bebê como ser, cujo, organismo 
está capacitado para o exercício do seu próprio desenvolvimento principalmente 
quando esse ocorre no ambiente da creche. Assim, o acolhimento deixa de ser 
apenas uma tarefa e passa a configurar-se como uma ação que promove 
crescimento tanto para quem cuida quanto para quem é cuidado. 
Considerando que os cuidados de rotina são momentos importantes, 
oferecendo oportunidades únicas para interações didáticas, e para 
aprendizagens sensoriais, comunicacionais e atitudinais (Portugal, 2011). O 
acolhimento é considerado como o objeto e a essência do educador na 
Educação Infantil. Essa profissão envolve múltiplos saberes, entre os quais o 
saber afetivo, expresso na arte de cuidar. As intervenções dos professores, 
nesse processo, caracterizam-se como práticas de acolhimento sempre que 
exigemcomportamentos como compromisso, respeito, gentileza e atenção. 
Com isso, infere-se que as práticas de acolhimento na creche assumem 
significado, pois é nesse espaço que muitas famílias depositam confiança ao 
deixar seus filhos aos cuidados de outros. Consequentemente, a necessidade 
de acolher torna-se evidente no cotidiano, favorecendo o desenvolvimento de 
práticas pedagógicas mais coerentes e eficazes. 
A partir da compreensão de que o acolhimento ultrapassa as práticas 
pedagógicas tradicionais, entende-se que espaços estimulantes e apropriados 
podem favorecer tanto o cuidado quanto o desenvolvimento integral. Dessa 
forma, torna-se essencial estudar como o educador organiza e oportuniza 
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PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
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experiências de acolhimento que estimulem o desenvolvimento físico, sensorial, 
cognitivo e social. 
 
3. Procedimentos Metodológicos 
 
Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, do tipo descritivo, uma vez 
que essa abordagem favorece a construção do conhecimento, por meio da troca 
de saberes entre o entrevistador e o entrevistado. 
Participou da pesquisa uma professora da Educação Infantil, com 
formação em Pedagogia, atuando na rede municipal de ensino em 
Rondonópolis-MT. A coleta de dados ocorreu no mês de março de 2025. 
A pesquisa utilizou como técnica de coleta de dados, entrevista 
semiestruturada, com questionário aberto e posteriormente transcrito e digitada. 
A técnica de treinamento dos dados foi a análise de conteúdo, conforme autores 
referenciados na revisão teórica. As etapas utilizadas para o tratamento dos 
dados foram: a pré-análise, na qual se realizou a leitura e a reflexão sobre a 
temática; em seguida, a construção de três eixos temáticos, dos quais emergiram 
os seguintes tópicos: Creche, Espaço, Rotina e Acolhimento como Ato de 
Afetividade. 
Este artigo apresenta os resultados entre teoria e prática. 
 
4. Resultado e discussão 
 
Vivenciar a rotina da creche por alguns dias possibilitou observar as 
reações das crianças diante das experiências oferecidas no tempo e espaço em 
que permanecem. 
No quadro abaixo apresento indicadores de coleta de dados levantados. 
 
Quadro 1. Identificação do ambiente 
• Quantas crianças compõem o grupo? 
• Qual é a faixa etária das crianças? 
• O que acontece diariamente na chegada das crianças à creche? 
• Como o tempo é organizado dentro das rotinas? 
Fonte: Elaboração própria (2025) 
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Foram observadas crianças de 0 e 3 anos de idade em um grupo de 28 
alunos de ambos os sexos. Nos primeiros dias de adaptação, é comum o 
estranhamento e o choro diante da separação dos pais, exigindo dos 
profissionais paciência e estratégias de acolhimento com cânticos, 
dramatizações e brincadeiras coletivas. Para tanto, o planejamento deve ser 
flexível atendendo às necessidades das crianças e favorecendo segurança e 
bem-estar. 
As atividades lúdicas mostraram-se fundamentais no processo de 
acolhimento, pois despertam curiosidade, promovem interação e auxiliam na 
aprendizagem. (BRAGA GONÇALVES & SOARES 2014). Além de favorecer a 
adaptação, colaboram para a construção de um ambiente rico em descobertas 
e aprendizagens significativas. 
 
Quadro 2. Trabalho pedagógico nas creches. 
• Como ocorre o cumprimento das rotinas na creche? 
• As famílias conhecem as rotinas da creche? 
• Quais são os momentos mais apreciados pelas crianças? 
• Quais são os fatores significativos para o desenvolvimento cognitivo? 
• Qual é a importância da assiduidade das crianças? 
Fonte: Elaboração própria (2025) 
 
As atividades pedagógicas precisam ser motivadoras, de modo que a 
criança perceba o ambiente como seguro e acolhedor. Para isso as rotinas 
devem evitar a repetição mecânica, sendo planejadas de forma inovadora e 
lúdica. 
Para Coelho (2006) é na primeira infância que a criança inicia o 
reconhecimento da realidade que a cerca e o desenvolvimento de sua 
linguagem. Para estimulá-la é elementar que se selecione. “(....) gravuras de 
animais ou de objetos familiares à criança e devem ser incluídos entre os seus 
brinquedos (....)”. É nessa fase que o mundo natural (....) começa a se relacionar 
(....) a criança começa a ser do espaço em que vive (....) (Coelho 2006, p. 12). 
O planejamento flexível, aliado à participação das famílias, contribui para 
um cotidiano que respeite a diversidade cultural e as diferenças individuais. 
Nessa fase, a criança amplia sua interação com os colegas, profissionais e o 
ambiente, desenvolvendo aspectos cognitivos, afetivos e motores. 
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A eficácia das rotinas também depende da assiduidade: a presença 
constante fortalece vínculo, diminui inseguranças e permite que a criança 
reconheça a creche como um espaço confiável. A ausência frequente, ao 
contrário, pode gerar sofrimento emocional. Assim, vivência bem estruturadas 
favorecem a socialização e a construção de conhecimentos de forma 
espontânea e prazerosa. 
A partir dos dados desta pesquisa, foi possível reconhecer práticas de 
cuidado desenvolvidas pelos professores no contexto da Educação Infantil. 
Destaca-se que o cuidado se apresenta como eixo central, articulando 
acolhimento, rotinas e atividades pedagógicas, e constituindo-se como elemento 
essencial para o desenvolvimento integral das crianças. 
 
5. Conclusão 
 
Ao pesquisar as práticas de rotinas e acolhimento desenvolvidas por uma 
educadora na Educação Infantil no município analisado, percebeu-se o 
desenvolvimento de ações voltadas à atenção ao cuidar e ao acolher, sendo que 
o cuidar se destacou como atividade educativa central. 
Observou-se que as práticas de acolhimento estão direcionadas 
principalmente à dimensão expressiva e sensível apresenta menor evidência, o 
que pode comprometer a atenção integral ao desenvolvimento psicomotor das 
crianças. 
Foi possível identificar, por meio dos resultados obtidos, a complexidade 
que envolve a prática docente na Educação Infantil, especialmente ao que se 
refere ao cuidado e ao acolhimento como ações diárias. No entanto, notou-se 
certa dificuldade por parte dos profissionais em refletir de forma clara sobre a 
presença do acolhimento em suas práticas, o que evidencia a necessidade de 
debater mais profundamente esse tema e o papel do educador em diferentes 
contextos da Educação Infantil. 
Aponta-se, como limitação desse estudo, a restrição do campo de 
pesquisa a uma única unidade de Educação Infantil, o que, embora relevante, 
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não permite generalizar os resultados entre outras instituições, por se tratar de 
uma amostra específica. 
Os resultados dessa pesquisa reforçam a importância de ampliar os 
estudos sobre práticas de cuidado e acolhimento nas creches, bem como 
aprofundar a compreensão dos profissionais sobre os sentidos que atribuem a 
essas práticas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, evidencia-se a 
relevância do cuidado e do acolhimento como dimensões fundamentais da 
Educação Infantil. 
 
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