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Revista Foco | v.18 n.11 |e10769 | p.01-18 |2025 1 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL CARE, WELCOMING, AND ROUTINES IN DAYCARE: PEDAGOGICAL AND AFFECTIVE PRACTICES IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION CUIDADO, ACOGIDA Y RUTINAS EN LA GUARDERÍA: PRÁCTICAS PEDAGÓGICAS Y AFECTIVAS EN LA EDUCACIÓN INFANTIL TEMPRANA Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues1 Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira2 Jozivane Ferreira Silva Rodrigues3 DOI: 10.54751/revistafoco.v18n11-259 Received: Oct 24th, 2025 Accepted: Nov 19th, 2025 RESUMO O estudo tem por objetivo descrever as práticas do cuidado, acolhimento e promoção do desenvolvimento integral que ocorrem com crianças entre 0 a 3 anos. A pesquisa foi realizada em uma creche localizada no município de Rondonópolis, na qual entrevistou- se uma das professoras que trabalha com Educação Infantil. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa e descritiva realizada no mês de março de 2025, com o intuito de compreender a temática e prática cotidiana da instituição. Aplicou-se questionário com perguntas abertas, que foram analisadas conforme o referencial teórico. Os resultados indicaram que, embora o cuidado apareça com maior destaque nas práticas cotidianas, o acolhimento e as ações voltadas ao desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social são igualmente indispensáveis, pois constituem em uma etapa fundamental para a adaptação das crianças e para a construção de vínculos afetivos no contexto da creche. Conclui-se que o cuidado e o acolhimento ocorrem naturalmente em meio à rotina da creche, mas as práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento integral ainda são pouco planejadas ou intencionais, especialmente considerando a quantidade de crianças sob o cuidado de poucos profissionais. Isso evidencia a necessidade de repensar procedimentos, promover debates e refletir criticamente sobre tais práticas, para que a rotina da creche seja não apenas um espaço de cuidado, mas também um espaço de estímulo integral à criança. 1 Especialista em Atendimento Educacional Especializado. Faculdade Conectada (FACONNECT). Rua Minas Gerais, Número 730, Centro, Conchas - SP, Brasil, CEP 18570-000. E-mail: rosisimplicio.r@gmail.com 2 Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Rua das Guajajaras, 591, Lourdes, Belo Horizonte - MG, Brasil, CEP: 30180-101. E-mail: vanessa_metropole@hotmail.com 3 Especialista em Alfabetização e Letramento e a Psicopedagogia Institucional. Faculdade Iguaçu. Avenida 24 de junho, n° 1231, Centro, Capanema - PR, Brasil, CEP 85760-970. E-mail: Jozivane-5@hotmail.com mailto:rosisimplicio.r@gmail.com mailto:vanessa_metropole@hotmail.com mailto:Jozivane-5@hotmail.com Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 2 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ Palavras-chave: Creche; cuidado; acolhimento; desenvolvimento infantil. ABSTRACT The study aims to describe the practices of care, reception, and promotion of integral development that occur with children between 0 and 3 years of age. The research was conducted in a daycare center located in the municipality of Rondonópolis, where one of the teachers working with Early Childhood Education was interviewed. This is a qualitative and descriptive study conducted in March 2025, with the aim of understanding the theme and daily practice of the institution. A questionnaire with open-ended questions was applied, which were analyzed according to the theoretical framework. The results indicated that, although care appears to be more prominent in daily practices, welcoming and actions aimed at physical, cognitive, emotional, and social development are equally indispensable, as they constitute a fundamental stage for the adaptation of children and the construction of emotional bonds in the context of daycare. It was concluded that care and welcoming occur naturally in the daycare routine, but pedagogical practices aimed at integral development are still poorly planned or intentional, especially considering the number of children under the care of few professionals. This highlights the need to rethink procedures, promote debates, and critically reflect on such practices so that the daycare routine is not only a space for care but also a space for the comprehensive stimulation of children. Keywords: Daycare; care; welcoming; child development. RESUMEN Este estudio tiene como objetivo describir las prácticas de cuidado, acogida y promoción del desarrollo integral que se llevan a cabo con niños de 0 a 3 años. La investigación se llevó a cabo en una guardería infantil ubicada en el municipio de Rondonópolis, donde se entrevistó a una de las docentes que trabaja en Educación Infantil. Se trata de un estudio cualitativo y descriptivo, realizado en marzo de 2025, con el objetivo de comprender la temática y la práctica diaria de la institución. Se aplicó un cuestionario con preguntas abiertas, las cuales se analizaron según el marco teórico. Los resultados indicaron que, si bien el cuidado ocupa un lugar más destacado en las prácticas diarias, la acogida y las acciones orientadas al desarrollo físico, cognitivo, emocional y social son igualmente indispensables, ya que constituyen una etapa fundamental para la adaptación de los niños y para la construcción de vínculos afectivos en el contexto de la guardería. Se concluye que el cuidado y la crianza se dan de forma natural en la rutina de la guardería, pero las prácticas pedagógicas orientadas al desarrollo holístico aún presentan una planificación deficiente o son poco intencionales, especialmente considerando el número de niños bajo el cuidado de pocos profesionales. Esto pone de relieve la necesidad de repensar los procedimientos, promover el debate y reflexionar críticamente sobre dichas prácticas, para que la rutina de la guardería se convierta no solo en un espacio de cuidado, sino también en un espacio de estimulación integral del niño. Palabras clave: Guardería; cuidado; crianza; desarrollo infantil. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 3 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ 1. Introdução A Educação Infantil representa um espaço privilegiado para o desenvolvimento integral das crianças, no qual o cuidado e o acolhimento assumem papel central. Nessa etapa, marcada por intensas descobertas e formação de vínculos, a atuação do educador vai além do ensino de conteúdos: envolve práticas afetivas, organizacionais e pedagógicas que garantem segurança emocional e favorecem aprendizagens significativas. Compreender como essas práticas são construídas no cotidiano da creche é fundamental para qualificar o trabalho docente e assegurar o respeito aos direitos das crianças pequenas. O cuidado e o acolhimento constituem ferramentas essenciais para o trabalho do educador que atua na creche, pois sua função envolve múltiplas habilidades e competências, entre elas o saber afetivo e a arte de cuidar. A vivência com as crianças de 0 a 3 anos evidenciou que, em alguns momentos, os profissionais nem sempre estavam devidamente preparados para acolher e organizar as rotinas nesse espaço educativo. Percebe-se ainda que há muito a ser desvelado na mediação da ação pedagógica nos tempos e espaços da creche, incluindo a importância da participação das famílias na organização da rotina, de modo a favorecer práticas pedagógicas significativas e coerentes com as necessidades das crianças. Este artigo tem como objetivogeral descrever as práticas de cuidado e acolhimento desenvolvidas com crianças de 0 a 3 anos em uma instituição de Educação Infantil e refletir sobre sua importância na organização das rotinas, do cuidado e do acolhimento. Os objetivos específicos incluem: analisar como são organizadas as rotinas das crianças e discutir a importância de promover o desenvolvimento psicomotor na organização dessas rotinas na creche. Optou-se por uma pesquisa qualitativa, que permite analisar experiências concretas à luz de referenciais teóricos e favorece uma descrição aprofundada do fenômeno estudado. A pesquisa bibliográfica serviu de base para a fundamentação teórica, utilizando livros, artigos e outras publicações. Também foi utilizada uma entrevista semiestruturada com aplicação de questionário. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 4 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ Constatou-se que o espaço da creche é acolhedor; contudo, é necessário que os educadores estejam atentos à adoção de novas práticas, reconhecendo que se trata de um processo dinâmico e de grande responsabilidade para a formação das crianças. 2. Dialogando sobre a Creche, o Espaço e as Rotinas de Acolhimento As autoras Abramowick e Wajskop (1995) conceituam a creche como sendo um espaço organizado com o objetivo de educar, guardar, abrigar crianças pequenas, cujas mães necessitam trabalhar fora do lar. A promulgação da LDB (Lei nº 9.394/1996, Art. 29) reconheceu a creche como a etapa inicial da educação básica, destinada ao desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social. Assim, tal marco representou um avanço significativo na concepção da creche, que deixou de ser entendida apenas como um espaço de guarda para afirmar-se como um ambiente de desenvolvimento educativo integral. Nesse novo contexto, cuidado socialização e aprendizagem configuram dimensões indissociáveis do processo formativo da primeira infância. Por um longo período da história, as creches foram consideradas como espaço assistencial, com pouca ou nenhuma relação à organização de atividades pedagógicas, que preenchesse o tempo que elas permaneciam ali. Foi somente na década de 1980, que o Brasil adotou esse espaço destinado a essa clientela escolar, resultado de vários debates e reivindicações dos diversos segmentos sociais. “A partir desse período as creches passaram a ser pensada e reivindicada como lugar de educação e cuidados coletivos das crianças de zero a três anos” (Abramowick e Wajskop, p. 10). Surgindo assim um novo conceito sobre educar, associando educação e cuidado como práticas integradas, conforme Wallon (1979), que destaca a importância da afetividade para o desenvolvimento integral da criança. Sendo determinado pelos órgãos responsáveis pela Educação Infantil, colocando as necessidades de desenvolverem práticas educativas, que passam a integrarem os cuidados essenciais e os múltiplos desenvolvimentos físico-motores, Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 5 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ respeitando a individualidade, cultura, origem e direitos da criança, conforme LDB (Lei nº 9394/1996, Art. 29). Além do mais, organizar um ambiente agradável e saudável que realmente favoreça ao desenvolvimento sociocultural da criança pequena. A Educação Infantil representa um pilar de apoio ao desenvolvimento da criança, configurando-se, na atualidade, como espaço de educação coletiva presente nos diferentes contextos Geográficos. Grande parte das crianças ingressa nessa instituição a partir do quarto mês de vida, muitas vezes permanecendo em período integral. Neste ambiente convivem com pessoas até então desconhecidas, além de objetos e espaços variados, o que amplia suas experiências de socialização e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. Fatos comprovam que, desde os primeiros meses de vida, a criança desenvolve suas habilidades psicomotoras, adquire experiências com o outro e com a realidade da qual se faz parte, seja em âmbito individual ou coletivo. São esses momentos que constroem diferentes formas de comunicação por meio das linguagens, verbal, corporal, plástica e musical. “[...] todas as formas de comunicação e expressão são básicas para que as crianças compreendam, compartilhem e se estruturem na cultura e na sociedade”. (Abramowickz e Wajskop. 1995 p. 15). Tanto os bebês quanto as crianças pequenas adquirem informações a partir de suas ações no estágio sensório-motor, em que, segundo Piaget (1975), o desenvolvimento cognitivo ocorre por meio da interação entre percepção e movimento. Nesse sentido, cabe à creche estimular o desenvolvimento motor, sensorial e cognitivo, a função simbólica e a linguagem, bem como os hábitos de higiene e o relacionamento com os outros. A prática pedagógica nas creches deve estar fundamentada na indissociabilidade entre cuidar e educar, conferindo às atividades um caráter integrado, organizado por meio do plano de rotinas diárias. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 6 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ 2.1 Rotinas Diárias: Paradigma do Desenvolvimento Infantil Portugal (1998) ressalta a importância de as creches organizarem as rotinas e o tempo, mantendo-os flexíveis, de modo que sejam vividos pelas crianças e contribuam para seu desenvolvimento e aprendizagem. O autor explica que o mais importante não é a simples realização de atividades livres, mas sim, a garantia de experiências significativas, uma vez que as crianças pequenas não se desenvolvem adequadamente em ambientes excessivamente escolarizados, com atividades rígidas que não atendem às suas necessidades e interesses. A prática pedagógica conforme afirmação de Portugal, (2010, p.21) “não se trata, na creche, de forçar o desenvolvimento, mas garantir que as experiências e rotinas diárias da criança lhe confiram segurança emocional...”. Isso evidência que o papel da creche não está ligado à mera transmissão de conhecimentos elaborados, mas sim à oferta de condições para que a criança se desenvolva em diferentes aspectos, promovendo a qualidade do desenvolvimento em cada fase etária e respeitando seu ritmo, sem apressá-la para atingir determinados níveis de desenvolvimento. A rotina deve proporcionar à criança investimento de tempo e energia para assim, poder construir um ser total, trabalhando simultaneamente o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. Trata-se de atividades que ocorrem diariamente, envolvendo as relações, as experiências, as trocas de fraldas, as refeições, o banho, o jogo, entre outros, que contribuem para o desenvolvimento intelectual da criança. São atividades que favorecem seu crescimento físico, social e emocional. Cordeiro (2012) reforça tais princípios norteadores, acrescentando que a rotina é um paradigma que oferece segurança à criança, auxilia na previsão dos acontecimentos e inclui atividades que contribuem para sua tranquilidade. O cotidiano infantil se desenvolve por meio de uma sequência de acontecimentos que se intercalam e que podem ser tanto de cunho pedagógico lúdico, nos quais o professor se integra ao grupo, com foco na intencionalidade educativa. Os Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 7 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________momentos planejados das brincadeiras livres, do lanche, hora das refeições, hora da higiene, são situações conhecidas como rotinas. Essas atividades são componentes integrantes do cotidiano infantil, favorecendo o próprio desenvolvimento, e acontecem sempre antes ou depois de algo ou de maneira sistematizada. Tais rotinas trazem benefícios tanto para as crianças maiores quanto para as menores, auxiliam os professores na organização, e apoiam as crianças a prever acontecimentos, a confiar nos adultos que lhes prestam cuidados, a reduzir a ansiedade e a lidar com as transições, obtendo, ao mesmo tempo, um comportamento saudável. Os responsáveis pelas creches devem proporcionar momentos alegres, descontraídos para não perderem a qualidade e espontaneidade das rotinas. O envolvimento das crianças às torna agentes ativos de sua própria aprendizagem. Isso requer do professor estratégias dinâmicas não repetitivas para que as rotinas não se tornem enfadonhas, embora saibamos que elas ainda não conseguem diferenciar as rotinas das atividades. É no decorrer das rotinas que elas iniciam o processo de construção de aprendizagem e se treina a autonomia, por isso, recomenda-se que haja qualidade nessas práticas. Visto que “os cuidados de rotinas são momento importantes oferecendo oportunidades únicas para interações didáticas e aprendizagem sensoriais, comunicacionais e atitudinais” (PORTUGAL, 2011 p. 9) são momentos bastante significativos para o fortalecimento da autoestima e do autoconceito da criança. Uma rotina agradável requer que os educadores organizem espaços atrativos e constantemente renovados, com materiais e atividades que despertem a curiosidade e o interesse das crianças. Cabe ao professor observar e intervir de forma sensível, propondo experiências criativas que favoreçam a livre iniciativa, a socialização e o desenvolvimento emocional. Além disso, é essencial estimular as relações interpessoais e oferecer apoio às necessidades específicas de cada criança, promovendo o bem-estar e a construção de vínculos afetivos no grupo. São propostas que podem ajudar a diferenciar as rotinas e, ao mesmo tempo criar um círculo de bem-estar, correspondendo, de certo modo, aos interesses e às necessidades psicológicas e físicas das crianças. É Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 8 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ recomendável que sejam oferecidas atividades lúdicas, por meio de diferentes brincadeiras e brinquedos, pois ao brincar, manusear objetos e participar de jogos, as crianças têm maiores oportunidades de desenvolver suas habilidades motoras, indispensáveis à vida pessoal. Dessa forma, a energia é gasta de maneira positiva e saudável, contribuindo para o desenvolvimento físico e intelectual. A rotina que articula o cuidar e educar é considerada um aspecto integrador, capaz de proporcionar segurança, satisfação e prazer às crianças. “A rotina ajuda a criança a prever ações e a situar-se em relação aos acontecimentos e aos horários da creche [...], permite o aparecimento do novo, do inusitado” (Abramowickz e Wajskop, 1999, p.26) A eficácia das rotinas depende em grande parte, da qualidade dos espaços físicos e do acolhimento organizado, permeado por carinho e pela disposição dos adultos em cuidar das crianças pequenas. 2.2 Espaço Físico: Acolhedor e Organizado É fundamental a adequada organização do espaço físico nas creches, incluindo a disposição de materiais, objetos e brinquedos acessíveis às crianças que frequentam essa instituição educativa. Essa estruturação contribui para um ambiente mais acolhedor, seguro e estimulante, favorecendo tanto o desenvolvimento integral quanto as interações sociais. Algumas considerações são detalhadas por Farias e Palhares (1999. P. 70-71): O espaço físico assim concebido não se resume a sua amostragem grande ou pequeno, o espaço físico de qualquer tipo de centro de educação precisa tornar-se um ambiente, isto é, ambientar as crianças e os adultos, [...], misturando as idades, estendendo-se a rua, ao bairro e a cidade, melhorando as condições de vida de todos os envolvidos, sempre atendendo às exigências das atividades programadas individuais e coletivas, com ou sem a presença de adultos, e que permitam emergir as múltiplas dimensões humanas, as diversas formas de expressão, o imprevisto, os saberes espontâneos infantis. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 9 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ O espaço físico da creche deve ser organizado de modo que as crianças desenvolvam suas potencialidades de forma ativa. Por isso, é necessário que se organize o ambiente visando ao encorajamento das crianças para que elas possam olhar, ouvir, engatinhar, escalar, descansar, brincar, comer, pegar objetos e outras atividades motoras. É necessário que esteja disponível grande variedade de materiais, porém que não impeçam seus movimentos. As crianças devem sentir-se livres para explorar o espaço e os objetos, exercitando a criatividade, a curiosidade e outras habilidades própria da primeira infância. Não se pode esquecer que, desde esse período, é importante estabelecer limites. As experiências devem desenvolver-se em espaços acolhedores e seguros, nos quais ocorre a aprendizagem ativa, de modo “a favorecer as necessidades e interesses que o desenvolvimento em constante mudança impõe” (Post S. Hohmann, 2011 p.14). Além disso, a qualidade do espaço físico influencia diretamente a autonomia, a interação social e o desenvolvimento integral da criança. A distribuição do espaço físico, segundo a literatura, pode seguir a seguinte proposta: Criar ordem e flexibilidade no ambiente físico através de: Área de cuidados, área de refeições e preparações de alimentos, áreas de dormir e descanso, área de higiene corporal; Área de brincadeira, área de movimento, área de livros, [...] das artes [...] dos blocos [...] da casinha das bonecas, [...] dos jogos, [...] do exterior, entre os quais: balanço, [...] areia e água, bolas, brinquedos de montar e balancear, brinquedos de empurrar e puxar e outros materiais, “divertidos e simples de utilizar fora de casa”. (Hohmann, 2011, p. 107). São recomendações favoráveis ao bem-estar das crianças, além disso, estimulam o raciocínio logico de cada uma delas. Quando esses autores mencionam a relevância de “proporcionar conforto e segurança à criança [...]”, (IDEM), ficam evidenciados alguns elementos fundamentais que devem estar presentes nesse espaço: Chão, paredes e teto acolhedores; Locais acolhedores (almofadas, sofás, cadeiras e tapetes); Luz e material suave; Mobílias e equipamentos à medida dos bebês e das crianças; Uma zona de entrada acolhedora; Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 10 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ Coisas agradáveis que lembrem a casa (objetos de conforto para as crianças, [...] espaço para as produções criativas das crianças e focalização ao nível do chão) (IDEM). São várias possibilidades para que elas vivenciem esses momentos nas creches, de forma agradável, segura, a fim de desenvolverem seus potenciais criativos. Ademais, torna-se necessário apoiar o desenvolvimento sensório- motor das crianças no processo de aprendizagem, por meio de: Materiais que façam apelo aos sentidos das crianças (coisas para cheirar, ouvir, tocar, saborear, ver, materiais versáteis; ambientes com texturasvariáveis; vistas interessantes). Espaço e materiais para as crianças se movimentarem (Post S. Hohmann, 2011, p.121). A organização do espaço físico, não deve ser entendida como uma formalidade, mas sim como um procedimento metódico e lógico para fomentar a segurança, o conforto, a organização, o estímulo e a autonomia da criança. Pois, nesse espaço elas desenvolvem inúmeras experiências e a ampliação daquelas que são adquiridas em outros contextos. Trata-se de uma estratégia que possibilita vivências diversificadas do mundo ao qual pertencem, tornando essas experiências e aprendizagens significativas, que servirão de base para outras que posteriormente surgirão. Conforme Piaget (1982, apud Oliveira_Formosinho, 2007 p. 68, "[...] a maturação, a experiência com os objetos, a transmissão social e a equilibração são fatores que explicam o desenvolvimento da inteligência, a construção do conhecimento”. A organização do espaço físico deve ser vista, como algo de grande significância para a criança. É nesse lugar que ela convive por várias horas, longe de tudo aquilo que é familiar, sobretudo o aconchego do lar. A ausência dos membros de sua família pode deixar a criança insegura e, por esse e outros motivos, faz-se necessário que haja “um ambiente bem pensado e centrado na criança que promova o desenvolvimento físico, a comunicação, competências cognitivas e interações sociais” (Hohmann, 2011, p. 101). Outro atributo significativo, proporcionado por meio do espaço físico está nos procedimentos metodológicos do lúdico, referente à questão do brincar no Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 11 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ espaço educativo. A importância do lúdico para esta primeira etapa da Educação Básica, constata-se que o desenvolvimento infantil está intimamente ligado ao brincar, sendo assim, é necessário que os educadores dediquem o seu trabalho ao acolhimento e ao cuidado das crianças pequenas, valorizando essas práticas lúdicas, dentro e fora da sala, oportunizando às crianças a experimentação em diversas situações físicas. Devemos oferecer uma variedade de situações e inovações [...] que permitam diferentes oportunidades para diferentes crianças e, mais importante, temos de assegurar que cada criança tenha oportunidade de explorar as experiências com palavras, assim como por meio do brincar (Moyles, 2002, p. 57). Na realidade, jogos e brincadeiras ocupam grande parte do cotidiano da creche. Para Wajskop. (2007, p.31), é preciso garantir o espaço do brincar na creche, pois “a garantia do espaço da brincadeira [...] é garantia de uma possibilidade de educação da criança em uma perspectiva criadora, voluntária e consciente”. Além de proporcionar às crianças, momentos de interação e socialização. Retomando os princípios do espaço da creche, pode-se argumentar uma ressalva, apresentada por Salé (1999, p. 107-108). Ao organizar ou decorar, é preciso colocar-se no lugar das crianças e tentar valorizá-los com olhos e medidas de crianças. Às vezes, a decoração é pensada para pessoas adultas e da sua perspectiva que evidentemente, fica bastante distante da infantil. Tanto o espaço bem como materiais, objetos devem ser selecionados e organizados, visando oferecer algo a mais, do que um simples lugar, frio, que às vezes, não consegue transmitir aconchego nem segurança às crianças. Nesse sentido, a BNCC (Brasil, 2017, p. 34) orienta que os espaços da Educação Infantil sejam planejados, de forma acolhedora, inclusiva, segura e desafiadora, garantindo às crianças múltiplas experiências de exploração, interação e aprendizagem. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 12 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ 2.3 Acolhimento: Ato de Afetividade Acolhimento, como ato de afetividade, tem sido tratado pelo cotidiano da creche como elemento indispensável ao bem-estar das crianças. O papel do acolhimento no início do desenvolvimento da criança, é visto como condição fundamental para a qualidade das relações interpessoais. É a forma de mostrar solidariedade com às crianças que ficam várias horas fora da presença da mãe e de outros familiares. O reconhecimento desse sentimento ocorre, primeiramente, no jogo de comunicação na relação criança/adulto, a partir das expressões faciais. No início da vida, o bebê e a mãe estão em um relacionamento muito próximo, não existe, ainda para o bebê um diferencial entre ele e a mãe. As relações familiares, os contextos conhecidos da rotina da casa, tornam-se as primeiras referencias da criança. A ida para a creche pode significar uma ruptura com esse mundo conhecido e por isso mostra-se muito assustadora tanto para a criança como para seus pais. “O ambiente desconhecido, as novas rotinas, a alimentação, as pessoas não familiares, as separações diárias e a ausência da mãe colocam – lhes uma significativa exigência social e emocional” (Rapoport, Piccinini, 2001, p. 86). Uma situação nova e desconhecida suscita medos, ansiedades e inseguranças, por isso, os professores da creche, precisam considerar essas emoções e passam a criarem meios de acolhimento que facilite a adaptação das crianças. Quanto mais, elas forem ajudadas, mais possibilidades de se adaptarem de forma satisfatória, progredindo em sua autoconfiança. Quando não há um acolhimento, capaz de, gradualmente, convencer a criança a confiar em outras pessoas, surgem sentimentos de ansiedade, resultantes da percepção de que sua necessidade básica de proteção e confiança não está sendo atendida. O acolhimento é um processo dinâmico e contínuo, não um estado fixo. Deve abranger procedimentos metodológicos, que facilitem a interação da criança com o professor, criando laços de afetividade e confiança mútua. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 13 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ O cuidado pode ser entendido como velar, zelar e tomar conta, um conjunto de ações que têm por fim e por função manter um clima familiar e harmônico, com o objetivo de favorecer o bem-estar da criança. Compreende mais que um momento de atenção e de zelo, pois apresenta uma atitude de ocupação, de responsabilidade e engajamento afetivo com o outro. Nesse sentido, a preocupação, o respeito e a confiança são algumas atitudes e comportamentos básicos do cuidado. No âmbito da Educação Infantil, o cuidado se concretiza no acolhimento, no olhar, na escuta e na atenção às necessidades da criança, ultrapassando a dimensão das práticas pedagógicas. Batista, (2001) aborda a questão de o bebê como ser, cujo, organismo está capacitado para o exercício do seu próprio desenvolvimento principalmente quando esse ocorre no ambiente da creche. Assim, o acolhimento deixa de ser apenas uma tarefa e passa a configurar-se como uma ação que promove crescimento tanto para quem cuida quanto para quem é cuidado. Considerando que os cuidados de rotina são momentos importantes, oferecendo oportunidades únicas para interações didáticas, e para aprendizagens sensoriais, comunicacionais e atitudinais (Portugal, 2011). O acolhimento é considerado como o objeto e a essência do educador na Educação Infantil. Essa profissão envolve múltiplos saberes, entre os quais o saber afetivo, expresso na arte de cuidar. As intervenções dos professores, nesse processo, caracterizam-se como práticas de acolhimento sempre que exigemcomportamentos como compromisso, respeito, gentileza e atenção. Com isso, infere-se que as práticas de acolhimento na creche assumem significado, pois é nesse espaço que muitas famílias depositam confiança ao deixar seus filhos aos cuidados de outros. Consequentemente, a necessidade de acolher torna-se evidente no cotidiano, favorecendo o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais coerentes e eficazes. A partir da compreensão de que o acolhimento ultrapassa as práticas pedagógicas tradicionais, entende-se que espaços estimulantes e apropriados podem favorecer tanto o cuidado quanto o desenvolvimento integral. Dessa forma, torna-se essencial estudar como o educador organiza e oportuniza Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 14 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ experiências de acolhimento que estimulem o desenvolvimento físico, sensorial, cognitivo e social. 3. Procedimentos Metodológicos Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, do tipo descritivo, uma vez que essa abordagem favorece a construção do conhecimento, por meio da troca de saberes entre o entrevistador e o entrevistado. Participou da pesquisa uma professora da Educação Infantil, com formação em Pedagogia, atuando na rede municipal de ensino em Rondonópolis-MT. A coleta de dados ocorreu no mês de março de 2025. A pesquisa utilizou como técnica de coleta de dados, entrevista semiestruturada, com questionário aberto e posteriormente transcrito e digitada. A técnica de treinamento dos dados foi a análise de conteúdo, conforme autores referenciados na revisão teórica. As etapas utilizadas para o tratamento dos dados foram: a pré-análise, na qual se realizou a leitura e a reflexão sobre a temática; em seguida, a construção de três eixos temáticos, dos quais emergiram os seguintes tópicos: Creche, Espaço, Rotina e Acolhimento como Ato de Afetividade. Este artigo apresenta os resultados entre teoria e prática. 4. Resultado e discussão Vivenciar a rotina da creche por alguns dias possibilitou observar as reações das crianças diante das experiências oferecidas no tempo e espaço em que permanecem. No quadro abaixo apresento indicadores de coleta de dados levantados. Quadro 1. Identificação do ambiente • Quantas crianças compõem o grupo? • Qual é a faixa etária das crianças? • O que acontece diariamente na chegada das crianças à creche? • Como o tempo é organizado dentro das rotinas? Fonte: Elaboração própria (2025) Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 15 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ Foram observadas crianças de 0 e 3 anos de idade em um grupo de 28 alunos de ambos os sexos. Nos primeiros dias de adaptação, é comum o estranhamento e o choro diante da separação dos pais, exigindo dos profissionais paciência e estratégias de acolhimento com cânticos, dramatizações e brincadeiras coletivas. Para tanto, o planejamento deve ser flexível atendendo às necessidades das crianças e favorecendo segurança e bem-estar. As atividades lúdicas mostraram-se fundamentais no processo de acolhimento, pois despertam curiosidade, promovem interação e auxiliam na aprendizagem. (BRAGA GONÇALVES & SOARES 2014). Além de favorecer a adaptação, colaboram para a construção de um ambiente rico em descobertas e aprendizagens significativas. Quadro 2. Trabalho pedagógico nas creches. • Como ocorre o cumprimento das rotinas na creche? • As famílias conhecem as rotinas da creche? • Quais são os momentos mais apreciados pelas crianças? • Quais são os fatores significativos para o desenvolvimento cognitivo? • Qual é a importância da assiduidade das crianças? Fonte: Elaboração própria (2025) As atividades pedagógicas precisam ser motivadoras, de modo que a criança perceba o ambiente como seguro e acolhedor. Para isso as rotinas devem evitar a repetição mecânica, sendo planejadas de forma inovadora e lúdica. Para Coelho (2006) é na primeira infância que a criança inicia o reconhecimento da realidade que a cerca e o desenvolvimento de sua linguagem. Para estimulá-la é elementar que se selecione. “(....) gravuras de animais ou de objetos familiares à criança e devem ser incluídos entre os seus brinquedos (....)”. É nessa fase que o mundo natural (....) começa a se relacionar (....) a criança começa a ser do espaço em que vive (....) (Coelho 2006, p. 12). O planejamento flexível, aliado à participação das famílias, contribui para um cotidiano que respeite a diversidade cultural e as diferenças individuais. Nessa fase, a criança amplia sua interação com os colegas, profissionais e o ambiente, desenvolvendo aspectos cognitivos, afetivos e motores. Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 16 CUIDADO, ACOLHIMENTO E ROTINAS NA CRECHE: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E AFETIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL _____________________________________________________________________________________ A eficácia das rotinas também depende da assiduidade: a presença constante fortalece vínculo, diminui inseguranças e permite que a criança reconheça a creche como um espaço confiável. A ausência frequente, ao contrário, pode gerar sofrimento emocional. Assim, vivência bem estruturadas favorecem a socialização e a construção de conhecimentos de forma espontânea e prazerosa. A partir dos dados desta pesquisa, foi possível reconhecer práticas de cuidado desenvolvidas pelos professores no contexto da Educação Infantil. Destaca-se que o cuidado se apresenta como eixo central, articulando acolhimento, rotinas e atividades pedagógicas, e constituindo-se como elemento essencial para o desenvolvimento integral das crianças. 5. Conclusão Ao pesquisar as práticas de rotinas e acolhimento desenvolvidas por uma educadora na Educação Infantil no município analisado, percebeu-se o desenvolvimento de ações voltadas à atenção ao cuidar e ao acolher, sendo que o cuidar se destacou como atividade educativa central. Observou-se que as práticas de acolhimento estão direcionadas principalmente à dimensão expressiva e sensível apresenta menor evidência, o que pode comprometer a atenção integral ao desenvolvimento psicomotor das crianças. Foi possível identificar, por meio dos resultados obtidos, a complexidade que envolve a prática docente na Educação Infantil, especialmente ao que se refere ao cuidado e ao acolhimento como ações diárias. No entanto, notou-se certa dificuldade por parte dos profissionais em refletir de forma clara sobre a presença do acolhimento em suas práticas, o que evidencia a necessidade de debater mais profundamente esse tema e o papel do educador em diferentes contextos da Educação Infantil. Aponta-se, como limitação desse estudo, a restrição do campo de pesquisa a uma única unidade de Educação Infantil, o que, embora relevante, Revista Foco | v.18 n.11 | e10769 | p.01-18 |2025 17 Rosimeire Raimunda Simplicio Rodrigues, Vanessa Iranil Ferreira Sousa Oliveira, Jozivane Ferreira Silva Rodrigues _____________________________________________________________________________________ não permite generalizar os resultados entre outras instituições, por se tratar de uma amostra específica. Os resultados dessa pesquisa reforçam a importância de ampliar os estudos sobre práticas de cuidado e acolhimento nas creches, bem como aprofundar a compreensão dos profissionais sobre os sentidos que atribuem a essas práticas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, evidencia-se a relevância do cuidado e do acolhimento como dimensões fundamentais da Educação Infantil. REFERÊNCIAS ABRAMOWICZ,Anete; WAJSKOP, Gisela. Creche: espaço de educação. São Paulo: Cortez, 1995. BATISTA, Rosa. 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