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viagem ao 
mundo dos micróBios
2 3 4
Samuel Murgel Branco
o auTor
samuel murgel Branco
Nasceu em São Paulo em 1930. Formou-
-se em História Natural em 1956, especiali-
zando-se em Ciências Biológicas e da Terra 
na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 
da Universidade de São Paulo (USP). Mais 
tarde, como professor da USP, direcionou 
sua carreira de pesquisador para a área de 
Saneamento Básico e Ambiental, tornando-
-se um grande sanitarista, reconhecido por 
seus estudos sobre a qualidade das águas 
continentais e costeiras, com forte enfoque 
em saúde pública no Brasil e na América 
Latina. Orientou dezenas de mestrados e 
doutorados, particularmente nas unidades 
da USP de São Carlos e Saúde Pública em 
São Paulo. Apaixonado desde sempre pela 
natureza, desenvolveu seu gosto pelo mar e 
pelas exuberantes florestas da Mata Atlân-
tica, o que despertou sua curiosidade em 
relação às particularidades dos diferentes 
ambientes vivos. A união da paixão e do 
conhecimento científico, bem como sua fa-
cilidade em escrever histórias, estimulou-o a 
revelar para crianças e jovens as maravilhas 
da natureza. Quando escrevia, buscava dar 
conta de todo o universo que o cercava, 
organizando seus conhecimentos e apresen-
tando-os de maneira cativante aos leitores. 
Assim, possui vários livros publicados, nos 
quais narra com simplicidade os temas com-
plexos das ciências ambientais.
Em 2004, foi criado o Instituto Samuel 
Murgel Branco (ISMB), com a missão de 
disseminar a obra desse notável professor, 
estimular o conhecimento sobre as ciências 
ambientais e conscientizar crianças, jovens e 
adultos no seu incrível papel de preservar a 
natureza em prol de um modelo de desen-
volvimento em que riqueza é sinônimo de 
qualidade de vida para todos. 
Para saber mais sobre Samuel Murgel Bran-
co, consulte os sites www.moderna.com.br e 
www.ismb.org.br
a oBra
Qual a importância central de 
Viagem ao mundo dos micróbios?
Apesar de seu tamanho diminuto – a 
maioria é invisível a olho nu –, o papel de-
sempenhado pelos micróbios nos biomas da 
Terra é essencial para a manutenção da vida 
em nosso planeta. Sob o nome micróbios 
encontram-se diversos grupos de seres vivos, 
como fungos, bactérias e protozoários. Neste 
livro os alunos poderão conhecer alguns dos 
importantes desdobramentos das atividades 
diárias desses seres minúsculos em tamanho, 
mas gigantes em feitos. Enquanto alguns – 
poucos, de fato – são agentes causadores de 
enfermidades que afligem a humanidade, 
outros são produtores de substâncias, como 
a penicilina, que curam boa parte de nossos 
males. A penicilina é um antibiótico de amplo 
uso médico que é naturalmente produzido 
e secretado por determinadas espécies de 
fungos, aos quais nos referimos no dia a dia 
como mofo. Esse antibiótico foi mais uma 
das descobertas científicas que ocorreram 
“por acaso”, isto é, como um desdobramen-
to de um estudo que visava outro objetivo 
primário. Além dos micróbios que causam 
doenças e dos que produzem substâncias 
utilizadas como remédio, existem aqueles de 
cujo metabolismo nós tiramos proveito. Uti-
lizamos espécies de leveduras (outro fungo) 
para fermentar bebidas, para fazer crescer as 
massas de pão e durante o processo de cura 
de diversos tipos de queijos. Bactérias são 
essenciais para a produção de iogurte e de 
queijos. Além de essenciais para nossa saúde 
e alimentação, os micróbios são os responsá-
veis pela decomposição biológica da matéria 
orgânica e pela produção de gás oxigênio. 
A presença dos micróbios na Terra daqui a 
mais de um milhão de anos é quase certa. 
Temas aBordados
• Infecção
• Febre
• Antibióticos
• Penicilina
• Cultura de micróbio
• Fermentação
• Respiração celular
• Micróbios parasitas
• Decomposição
• Fotossíntese
sugesTÕes Pedagógicas
Formando o leitor
Enquanto nos livros de ficção conta-se 
uma história, as obras de não ficção ou ex-
positivas visam oferecer informação. Mesmo 
quando o autor se utiliza de uma pequena 
história – como neste livro –, ela é sempre 
pretexto para facilitar a compreensão do 
assunto de determinada área. No entanto, o 
texto expositivo não se restringe à transmis-
são de informações. Isso porque ocorreu uma 
incrível mudança com a crescente ampliação 
do campo do saber e o avanço da tecnologia, 
sobretudo no setor das comunicações, o que 
tornou a informação bastante acessível nos 
dias de hoje. Por isso mesmo, o leitor precisa 
ter condições de selecionar essas informa-
ções e de lançar sobre elas um olhar crítico, 
o que só é possível pelo desenvolvimento da 
autonomia do pensar e do agir. 
A formação do leitor autônomo supõe que 
a informação seja contextualizada: que parta 
do que é familiar ao aluno e, ao final, retorne 
à realidade vivida, para que não se reduza a 
abstrações, mas adquira sentido vital. Assim, 
microscópios são responsáveis, apenas, por 
causar mazelas.
Até o século 16, acreditava-se que os 
menores seres vivos eram originários de ma-
téria morta ou em estado de decomposição. 
Essa teoria perdurou até meados do século 
17, quando alguns cientistas começaram a 
questioná-la.
O cientista francês Louis Pasteur teve pa-
pel fundamental no estudo da Microbiolo-
gia, sendo atribuídas a ele as descobertas da 
primeira vacina contra a raiva e do processo 
de pasteurização, essencial para evitar que o 
vinho e o leite causem doenças. Outro cien-
tista que revolucionou a Microbiologia foi 
o escocês Alexander Fleming. A descoberta 
da penicilina foi um fato marcante, uma vez 
que, ainda em parte do século 20, muitas 
doenças causadas por bactérias eram incurá-
veis. Fleming, citado neste livro, descobriu, 
em 1928, o primeiro antibiótico a ser utiliza-
do com sucesso. A penicilina foi ministrada 
pela primeira vez em uma pessoa durante a 
Segunda Guerra Mundial e, até hoje, é re-
ceitada para muitos pacientes – além de ter 
muitos outros antibióticos derivados dela, a 
partir de métodos químicos industriais.
Como as pessoas faziam antes da desco-
berta do antibiótico? Muitas delas morriam 
e, em diferentes partes do mundo, adota-
vam-se técnicas variadas: os chineses utili-
zavam coalhada para tratar infecções, já em 
outros lugares, pão velho embolorado era 
uma das opções para combater doenças bac-
terianas. O uso indiscriminado de antibióti-
cos pode comprometer, e muito, a defesa do 
nosso corpo, pois, mesmo sendo necessários 
para combater algumas doenças, os antibió-
ticos também atacam algumas bactérias que 
nos são favoráveis, podendo interferir nos 
benefícios que elas nos trazem.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária) apresentou uma resolução, válida 
em todo o Brasil a partir de 28 de outubro de 
2010, proibindo a venda de antibióticos sem 
receita médica. O objetivo é diminuir a prá-
tica da automedicação, que, além de com-
prometer a saúde das pessoas, foi apontada 
como um dos fatores que contribuem para o 
o conhecimento deixa de ser uma aventura 
apenas intelectual, porque se encontra enri-
quecido por contornos afetivos e valorativos.
Mais ainda, conhecer é um procedimento 
que vai além do esforço solitário de refle-
xão, porque se faz também pelo diálogo, 
pelo confronto de opiniões, que mobiliza 
cada um na busca de outras explicações 
possíveis ou na elaboração de novas inda-
gações. Daí a importância de acrescentar 
às atividades individuais os trabalhos em 
equipe, os projetos coletivos, as discussões 
em classe e os debates. 
Preparando para a cidadania
Quando o aluno consegue identificar 
os problemas e conflitos do dia a dia, tudo 
o que aprende adquire sentido novo para 
a sua vida e para a comunidade. O saber 
teórico incorporado às experiências de vida 
de cada um é condição importante para a 
formação integral do aluno, pois estimula a 
atitude crítica e responsável, preparando-o 
para se tornar um cidadão ativo na socieda-
de, membro integrante da comunidade e 
possível agente transformador. 
Longe, porém, de imaginarmos uma aula 
especial para “ensinar” valores aos alunos, 
estamos propondo(além dos sintomas do res-
friado, inclui febre, dores pelo corpo, tosse, 
dor de cabeça e dor de garganta). 
• Na página 8, a mãe de Carolina diz à 
menina que ela deve tomar bastante líquido. 
Aproveite o momento para conversar com os 
alunos sobre o porquê dessa recomendação. 
Ajude-os a entender que o muco produzido 
e expelido por nós contém água, que estava 
no nosso corpo. Dessa forma, quanto mais 
expelirmos catarro, mais devemos nos hidra-
tar para repor a água perdida, permitindo 
assim que nosso corpo consiga combater os 
micróbios de maneira adequada.
• Com base na página 10, pergunte aos 
alunos se eles já experimentaram algum co-
gumelo e, se sim, o que acharam do sabor. 
Eles ficaram diminutos, como Carolina? 
Aproveite para lembrá-los de que muitas 
espécies de cogumelos são venenosas e que, 
portanto, não se deve comer qualquer co-
gumelo que se encontre por aí, pois muitos 
deles são extremamente tóxicos, podendo, 
inclusive, causar a morte. 
• Depois de lerem as páginas 22 e 28, 
pergunte aos alunos se eles imaginavam 
que alguns micróbios (especialmente as 
bactérias que popularmente são associadas 
quase que exclusivamente às doenças e à 
sujeira) poderiam ser tão benéficos aos se-
res humanos.
• Peça aos alunos que deem outros exem-
plos de parasitas (talvez se lembrem de 
piolhos, pulgas etc.), com base no que leram 
a partir da página 34. Caso fique entre os 
alunos a impressão de que os parasitas são 
representados somente por seres pequenos, 
explique para a turma que animais e plantas 
também podem atuar como parasitas. Um 
exemplo: algumas espécies de aves (como o 
Molothrus bonariensis, popurlamente cha-
mado de Chopim, Pássaro-preto ou Xexéu, 
entre outros) colocam seus ovos nos ninhos 
de aves de outras espécies, as quais criam es-
ses filhotes como se fossem os seus próprios. 
leram, oralmente ou por escrito. Estabeleça 
relação entre o que foi estudado e a vida 
cotidiana, propondo questões e atividades 
como as apresentadas a seguir.
• Peça que expliquem, com suas próprias 
palavras, o que é uma infecção. Estimule 
a participação dos alunos, auxiliando-os a 
construir uma definição coletiva e correta 
do conceito. À medida que forem respon-
dendo, registre na lousa as ideias propostas 
e ajude-os a questionarem as ideias uns dos 
outros e a refinarem o conceito. 
• Faça o mesmo com a diferença entre 
gripe e resfriado. Diga que um amigo seu 
está se sentido mal, com febre, dor de cabe-
ça, tosse e catarro e pergunte aos alunos se 
ele está gripado ou resfriado e por quê. 
• Pergunte aos alunos se e por que eles 
devem ingerir alimentos mofados. Ajude-os 
a entender que, apesar de algumas espécies 
de fungos serem comestíveis e outras produ-
zirem substâncias que utilizamos como remé-
dio, essas substâncias são obtidas em labo-
ratórios especializados, a partir de processos 
que podem ser bem complicados. Mesmo os 
fungos que produzem a penicilina produzem 
também outras substâncias que podem ser 
tóxicas para os seres humanos. Além disso, 
em um alimento mofado não há como se 
certificar de que não há outros micróbios, 
potencialmente patogênicos, crescendo com 
o mofo. A melhor e mais segura opção é sem-
pre descartar alimentos mofados. 
• Solicitar aos alunos que apliquem os 
conceitos envolvidos é uma boa forma de 
avaliar o quanto esses mesmos conceitos 
estão claros para eles. Procure explorar suas 
concepções com questões como: Uma bacté-
ria que nos ajuda a absorver determinados 
nutrientes deve ser considerada patogêni-
ca? Por quê? Já que os antibióticos nos aju-
dam a ficar livres de determinados micróbios 
patogênicos, o melhor seria tomá-los todos 
os dias, antes mesmo de ficarmos doentes? 
Quem acha que essa é uma boa ideia? Quem 
acha que não? Peça que todos os alunos da 
classe deem sua opinião. Por fim, ajude-os a 
Encarte Viagem ao mundo dos micróbios.indd 2 7/27/11 10:59 AM
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que mais se aproximam da explicação 
aceita pelos cientistas. Ao final da leitura, 
converse com a turma sobre as explicações 
propostas, estimulando os alunos a se ex-
pressarem e discutirem as diferentes ideias.
Caso os alunos ainda não tenham fala-
do sobre isso, explique que várias doenças 
(como gripes, dores de garganta e de bar-
riga, resfriados, entre outras) são resultado 
da ação, em nosso corpo, de organismos di-
minutos, por vezes chamados de micróbios. 
Possivelmente, alguns alunos – talvez por já 
terem visto essa informação em propagan-
das de vacinas, desinfetantes, sabonetes 
etc. – já relacionem a existência dos micró-
bios a doenças ou a algo negativo, sujo. 
Sonde os conceitos que a turma tem a res-
peito dos micro-organismos estimulando 
os alunos a falar e refletir sobre o assunto. 
Por exemplo, qual relação eles imaginam 
que exista entre os micróbios e as doenças? 
Existem aspectos positivos relacionados a 
esses organismos? Quais seriam? Conduza-
-os a elaborar, mesmo que só verbalmente, 
uma sinopse do que foi discutido. Tente 
fazer com que todos participem e registre 
os achados da turma na lousa para facilitar 
o entendimento do que foi discutido até o 
momento. Passe à leitura do livro. 
aTividades 
Para duranTe a LeiTura
Uma estratégia para envolver os alunos 
é apresentar questões complementares, 
convidando-os a refletir sobre os temas 
abordados. Ofereça subsídios para facili-
tar a leitura e contornar dificuldades, por 
exemplo: identificar a estrutura do texto, 
esclarecer dúvidas de vocabulários e com-
preensão, novos conceitos e concordância 
com o autor. Proponha questões e refle-
xões sobre os temas abordados, como:
• Na página 5, o texto apresenta o res-
friado e a gripe como doenças distintas. 
Popularmente existe muita confusão sobre 
essas duas condições. Aproveite o momento e 
sonde quais ideias os alunos têm a respeito do 
• Nessa mesma altura do texto, afirma-se 
que os parasitas não podem viver sozinhos, 
sem seus hospedeiros. Aproveite para con-
versar com a turma sobre outros micróbios 
que também só vivem no corpo de outros 
organismos, mas que não causam mal a seu 
hospedeiro. Ajude-os a perceber que esse 
grupo não deve ser classificado como parasi-
ta, pois não fazem mal ao hospedeiro. Nesse 
caso, trata-se de uma forma de relação entre 
espécies distintas à qual se dá o nome gené-
rico de simbiose (termo que significa viver 
junto). Nesse caso, ambos se beneficiam da 
presença do outro. Um exemplo são os li-
quens, associações de algas e fungos. Outro 
são as bactérias que vivem em nosso orga-
nismo e que nos ajudam a absorver certos 
nutrientes e a combater micróbios nocivos.
• Na página 48, o autor se refere ao gás 
oxigênio de modo mais informal e cotidia-
no, isto é, diz apenas oxigênio, sem ser an-
tecedido pelo termo gás. Explique que esse 
é um modo informal e que, estritamente, o 
que respiramos é gás oxigênio, o qual, por 
ser composto de dois átomos de oxigênio 
ligados entre si, apresenta características 
distintas daquelas dos átomos de oxigênio 
ligados a outros elementos. 
• Entre as páginas 48 e 49, aproveite para 
contar aos alunos que antes do aparecimento 
das primeiras algas (que certamente eram 
microscópicas) no planeta, praticamente não 
existia gás oxigênio na atmosfera da Terra. Foi 
a fotossíntese dessas algas que, acumulada 
por milhões de anos, encheu a atmosfera 
de gás oxigênio, possibilitando o aparecimen-
to de outras formas de vida que respirassem 
gás oxigênio, assim como nós mesmos. 
A seguir são apresentadas algumas ati-
vidades que podem ser realizadas com os 
alunos durante a leitura do livro.
Produção de gás por leveduras
Convém que o professor realize o experi-
mento indicado a seguir antes de realizá-lo 
com os alunos. Dessa maneira, saberá adequar 
as quantidades dos produtos e outros detalhes 
que dependerão do material disponível. 
Conte aos alunos que vocês conduzirão um 
experimento para testar se as leveduras, quan-
do em contato com o alimento, produzem 
gás. Para esse experimento você, ou cada gru-
po, irá precisar dos seguintes materiais:• 2 saquinhos plásticos pequenos e transpa-
rentes
• 1 saquinho de fermento biológico seco 
(pode ser substituído por fermento bio-
lógico fresco)
• 1 ou 2 colheres de chá de açúcar
• Água morna (aproximadamente 37 ºC), 
o quanto baste
• Copo tipo “americano”
• Funil
• Caneta tipo “retroprojetor” para escrever 
nos saquinhos plásticos
• 2 elásticos
Explique aos alunos que o fermento bio-
lógico nada mais é do que leveduras, um 
tipo de fungo como aquele citado no livro 
(páginas 23 a 27). Chame a atenção dos alu-
nos para que não ingiram o fermento bio-
lógico, pois ele é composto de grande con-
centração de leveduras, o que poderá causar 
diarreia e outros desconfortos relacionados 
ao sistema digestório. Explique que, apesar 
de utilizarmos leveduras para fazer a massa 
do pão crescer, deixando-o macio, não as 
consumimos enquanto estão vivas. Ao ser 
assado, todas as leveduras que estavam na 
massa do pão são mortas. 
O professor, ou cada um dos grupos, 
deverá marcar um dos saquinhos plásticos 
como sem açúcar e o outro como com açú-
car. A seguir, deverá misturar em um dos 
copos o pacote de fermento biológico seco 
a um pouquinho de água morna. Misture 
até desfazer os grumos e obter uma mistura 
homogênea e líquida. Então, adicione mais 
água morna até quase encher o copo. Com 
a ajuda do funil, coloque por volta de dez 
colheres de chá da mistura no saquinho 
plástico sem açúcar e feche-o com um nó 
no próprio saco ou com o elástico. Tome 
cuidado para que o saquinho não fique 
túrgido com ar, ou que fique sem ar, como 
se estivesse “a vácuo”. No segundo saqui-
nho, marcado como com açúcar, adicione a 
mesma quantidade da mistura de fermen-
to biológico, mas, dessa vez, acrescente a 
ela uma ou duas colheres de chá de açúcar 
(a quantidade de açúcar irá depender da 
quantidade de água). Coloque essa mistura 
no saquinho com açúcar e feche-o com o 
outro elástico. 
Pergunte aos alunos o que eles esperam 
que aconteça caso as leveduras realmente 
liberem gás dentro dos saquinhos fechados 
(espera-se que os alunos percebam que os 
dois saquinhos irão inflar). Peça a eles que 
registrem a cada 10 minutos o que está 
acontecendo nos saquinhos. Há formação 
de bolhas na mistura de algum dos dois sa-
cos? Ambos estão ficando mais túrgidos? Os 
alunos notaram outras mudanças?
Ao final do experimento – o tempo exa-
to dependerá da temperatura ambiente, 
da quantidade de açúcar acrescentada e da 
qualidade das leveduras, daí a importância de 
o professor realizar esta atividade antes 
de apresentá-la aos alunos –, o saquinho 
contendo leveduras e água com açúcar de-
verá se apresentar mais túrgido. Isso ocorre 
porque as leveduras utilizam o açúcar como 
alimento e realizam a fermentação, liberan-
do gás carbônico no saquinho, o que causa 
o seu enchimento. O saquinho contendo 
somente água não deverá ter inflado ou 
terá inflado muito pouco. Questione os alu-
nos sobre a que eles atribuem a diferença 
nos resultados obtidos. Ajude-os a perceber 
que o açúcar é a única coisa que distingue 
um saquinho do outro. Incite os alunos a ex-
plicarem o papel do açúcar, a partir do que 
foi lido no livro. Ajude-os a perceber que a 
presença do açúcar na mistura faz com que 
as leveduras fiquem mais ativas, pois elas 
o estão fermentando, e liberam mais gás 
carbônico do que aquelas que estão sem 
alimento e, portanto, menos ativas.
aTividades 
Para dePois da LeiTura
Após a leitura verifique o que os alunos 
aprenderam e se são capazes de contar o que 
perceber que não é adequado tomar antibió- 
ticos a toda hora ou por qualquer doença.
Produzindo iogurte
Para preparar iogurte serão necessários 
dois dias e alguns procedimentos que de-
vem ser realizados na cozinha. Antes de 
apresentá-lo aos alunos, portanto, prepare- 
-se com antecedência. Providencie os se-
guintes materiais e ingredientes:
• 1 litro de leite semidesnatado de boa 
procedência
• 1/2 copo de iogurte de boa procedência
• Mel (o quanto for necessário) e/ou geleia 
(de qualquer sabor)
• De meia a uma colher de sopa de leite em 
pó
• Uma panela para ferver o leite
• Uma vasilha de vidro ou plástico, com 
tampa, grande o suficiente para acomo-
dar o leite mais o copo de iogurte 
• Panos de prato
• Algumas folhas de jornal ou uma caixa de 
isopor grande o suficiente para acomo-
dar a vasilha com o iogurte
• Copinhos e colheres de plástico para ser-
vir o iogurte
Para fazer o iogurte, proceda do seguinte 
modo: ferva o leite e deixe-o esfriar até que 
fique morno o suficiente para ser colocado 
nas costas da mão sem queimá-la. Se quiser 
um iogurte mais encorpado, acrescente uma 
colher de leite em pó ao leite fervido. Nesse 
ponto, coloque o leite na vasilha e leve-o 
para a classe com os demais ingredientes e 
materiais. Na classe, pergunte aos alunos se 
alguém se lembra do que é o iogurte. Lem-
bre-os, caso eles não se recordem, de que no 
iogurte estão presentes bactérias benéficas. 
Misture o iogurte ao leite e, ao mesmo tem-
po, pergunte aos alunos o que acontecerá 
com a mistura. O que as bactérias presentes 
no iogurte irão fazer ao leite (transformá- 
-lo em iogurte também)? Após misturar os 
ingredientes, e tomando cuidado para que 
o leite não se resfrie demais, feche a vasilha 
com a tampa (ou cubra-a com um pano de 
prato muito limpo) e envolva-a com as fo-
lhas de jornal e um ou dois panos de prato 
para manter a temperatura morna (alterna-
tivamente, coloque a vasilha em uma caixa 
de isopor). Explique aos alunos que as bac-
térias, como eles viram no texto, são muito 
pequenas e que, por isso, precisaram de 
algum tempo para se alimentar e se repro-
duzir no leite. Deixe a mistura em um local 
fresco e à sombra, embrulhada de um dia 
para o outro, sem movê-la. Se o local onde 
você vive for quente demais, talvez seja ne-
cessário colocar a mistura na geladeira após 
12 horas. Faça o iogurte em casa antes de 
fazê-lo na escola para testar os detalhes da 
receita e adequá-la ao local e aos materiais 
e ingredientes disponíveis. No dia seguinte, 
verifique se o iogurte está pronto (prove-o) 
e coloque-o na geladeira por algumas horas 
(para que fique gelado, embora possa ser 
consumido sem ser resfriado), antes de levá-
-lo aos alunos. Na classe, mostre aos alunos 
o resultado da ação das bactérias sobre o 
leite. Distribua o iogurte nos copinhos para 
os alunos experimentarem. Se quiserem, os 
alunos podem misturar geleia ou mel ao 
iogurte, o que confere sabor e adoça um 
pouco o produto.
que seja uma e do que seja a outra. Aproveite 
para elucidar a diferença geral entre resfriado 
(quando os sintomas são, basicamente, nariz 
entupido e abundante produção de muco 
– catarro) e gripe (além dos sintomas do res-
friado, inclui febre, dores pelo corpo, tosse, 
dor de cabeça e dor de garganta). 
• Na página 8, a mãe de Carolina diz à 
menina que ela deve tomar bastante líquido. 
Aproveite o momento para conversar com os 
alunos sobre o porquê dessa recomendação. 
Ajude-os a entender que o muco produzido 
e expelido por nós contém água, que estava 
no nosso corpo. Dessa forma, quanto mais 
expelirmos catarro, mais devemos nos hidra-
tar para repor a água perdida, permitindo 
assim que nosso corpo consiga combater os 
micróbios de maneira adequada.
• Com base na página 10, pergunte aos 
alunos se eles já experimentaram algum co-
gumelo e, se sim, o que acharam do sabor. 
Eles ficaram diminutos, como Carolina? 
Aproveite para lembrá-los de que muitas 
espécies de cogumelos são venenosas e que, 
portanto, não se deve comer qualquer co-
gumelo que se encontre por aí, pois muitos 
deles são extremamente tóxicos, podendo, 
inclusive, causar a morte. 
• Depois de lerem as páginas 22 e 28, 
pergunte aos alunos se eles imaginavam 
que alguns micróbios (especialmente as 
bactérias que popularmente são associadas 
quase que exclusivamente às doenças e à 
sujeira) poderiam ser tão benéficos aos se-
res humanos.
• Peça aos alunos que deem outros exem-
plos de parasitas (talvez se lembrem de 
piolhos, pulgas etc.),com base no que leram 
a partir da página 34. Caso fique entre os 
alunos a impressão de que os parasitas são 
representados somente por seres pequenos, 
explique para a turma que animais e plantas 
também podem atuar como parasitas. Um 
exemplo: algumas espécies de aves (como o 
Molothrus bonariensis, popurlamente cha-
mado de Chopim, Pássaro-preto ou Xexéu, 
entre outros) colocam seus ovos nos ninhos 
de aves de outras espécies, as quais criam es-
ses filhotes como se fossem os seus próprios. 
leram, oralmente ou por escrito. Estabeleça 
relação entre o que foi estudado e a vida 
cotidiana, propondo questões e atividades 
como as apresentadas a seguir.
• Peça que expliquem, com suas próprias 
palavras, o que é uma infecção. Estimule 
a participação dos alunos, auxiliando-os a 
construir uma definição coletiva e correta 
do conceito. À medida que forem respon-
dendo, registre na lousa as ideias propostas 
e ajude-os a questionarem as ideias uns dos 
outros e a refinarem o conceito. 
• Faça o mesmo com a diferença entre 
gripe e resfriado. Diga que um amigo seu 
está se sentido mal, com febre, dor de cabe-
ça, tosse e catarro e pergunte aos alunos se 
ele está gripado ou resfriado e por quê. 
• Pergunte aos alunos se e por que eles 
devem ingerir alimentos mofados. Ajude-os 
a entender que, apesar de algumas espécies 
de fungos serem comestíveis e outras produ-
zirem substâncias que utilizamos como remé-
dio, essas substâncias são obtidas em labo-
ratórios especializados, a partir de processos 
que podem ser bem complicados. Mesmo os 
fungos que produzem a penicilina produzem 
também outras substâncias que podem ser 
tóxicas para os seres humanos. Além disso, 
em um alimento mofado não há como se 
certificar de que não há outros micróbios, 
potencialmente patogênicos, crescendo com 
o mofo. A melhor e mais segura opção é sem-
pre descartar alimentos mofados. 
• Solicitar aos alunos que apliquem os 
conceitos envolvidos é uma boa forma de 
avaliar o quanto esses mesmos conceitos 
estão claros para eles. Procure explorar suas 
concepções com questões como: Uma bacté-
ria que nos ajuda a absorver determinados 
nutrientes deve ser considerada patogêni-
ca? Por quê? Já que os antibióticos nos aju-
dam a ficar livres de determinados micróbios 
patogênicos, o melhor seria tomá-los todos 
os dias, antes mesmo de ficarmos doentes? 
Quem acha que essa é uma boa ideia? Quem 
acha que não? Peça que todos os alunos da 
classe deem sua opinião. Por fim, ajude-os a 
Encarte Viagem ao mundo dos micróbios.indd 2 7/27/11 10:59 AM
5 6 7
que mais se aproximam da explicação 
aceita pelos cientistas. Ao final da leitura, 
converse com a turma sobre as explicações 
propostas, estimulando os alunos a se ex-
pressarem e discutirem as diferentes ideias.
Caso os alunos ainda não tenham fala-
do sobre isso, explique que várias doenças 
(como gripes, dores de garganta e de bar-
riga, resfriados, entre outras) são resultado 
da ação, em nosso corpo, de organismos di-
minutos, por vezes chamados de micróbios. 
Possivelmente, alguns alunos – talvez por já 
terem visto essa informação em propagan-
das de vacinas, desinfetantes, sabonetes 
etc. – já relacionem a existência dos micró-
bios a doenças ou a algo negativo, sujo. 
Sonde os conceitos que a turma tem a res-
peito dos micro-organismos estimulando 
os alunos a falar e refletir sobre o assunto. 
Por exemplo, qual relação eles imaginam 
que exista entre os micróbios e as doenças? 
Existem aspectos positivos relacionados a 
esses organismos? Quais seriam? Conduza-
-os a elaborar, mesmo que só verbalmente, 
uma sinopse do que foi discutido. Tente 
fazer com que todos participem e registre 
os achados da turma na lousa para facilitar 
o entendimento do que foi discutido até o 
momento. Passe à leitura do livro. 
aTividades 
Para duranTe a LeiTura
Uma estratégia para envolver os alunos 
é apresentar questões complementares, 
convidando-os a refletir sobre os temas 
abordados. Ofereça subsídios para facili-
tar a leitura e contornar dificuldades, por 
exemplo: identificar a estrutura do texto, 
esclarecer dúvidas de vocabulários e com-
preensão, novos conceitos e concordância 
com o autor. Proponha questões e refle-
xões sobre os temas abordados, como:
• Na página 5, o texto apresenta o res-
friado e a gripe como doenças distintas. 
Popularmente existe muita confusão sobre 
essas duas condições. Aproveite o momento e 
sonde quais ideias os alunos têm a respeito do 
• Nessa mesma altura do texto, afirma-se 
que os parasitas não podem viver sozinhos, 
sem seus hospedeiros. Aproveite para con-
versar com a turma sobre outros micróbios 
que também só vivem no corpo de outros 
organismos, mas que não causam mal a seu 
hospedeiro. Ajude-os a perceber que esse 
grupo não deve ser classificado como parasi-
ta, pois não fazem mal ao hospedeiro. Nesse 
caso, trata-se de uma forma de relação entre 
espécies distintas à qual se dá o nome gené-
rico de simbiose (termo que significa viver 
junto). Nesse caso, ambos se beneficiam da 
presença do outro. Um exemplo são os li-
quens, associações de algas e fungos. Outro 
são as bactérias que vivem em nosso orga-
nismo e que nos ajudam a absorver certos 
nutrientes e a combater micróbios nocivos.
• Na página 48, o autor se refere ao gás 
oxigênio de modo mais informal e cotidia-
no, isto é, diz apenas oxigênio, sem ser an-
tecedido pelo termo gás. Explique que esse 
é um modo informal e que, estritamente, o 
que respiramos é gás oxigênio, o qual, por 
ser composto de dois átomos de oxigênio 
ligados entre si, apresenta características 
distintas daquelas dos átomos de oxigênio 
ligados a outros elementos. 
• Entre as páginas 48 e 49, aproveite para 
contar aos alunos que antes do aparecimento 
das primeiras algas (que certamente eram 
microscópicas) no planeta, praticamente não 
existia gás oxigênio na atmosfera da Terra. Foi 
a fotossíntese dessas algas que, acumulada 
por milhões de anos, encheu a atmosfera 
de gás oxigênio, possibilitando o aparecimen-
to de outras formas de vida que respirassem 
gás oxigênio, assim como nós mesmos. 
A seguir são apresentadas algumas ati-
vidades que podem ser realizadas com os 
alunos durante a leitura do livro.
Produção de gás por leveduras
Convém que o professor realize o experi-
mento indicado a seguir antes de realizá-lo 
com os alunos. Dessa maneira, saberá adequar 
as quantidades dos produtos e outros detalhes 
que dependerão do material disponível. 
Conte aos alunos que vocês conduzirão um 
experimento para testar se as leveduras, quan-
do em contato com o alimento, produzem 
gás. Para esse experimento você, ou cada gru-
po, irá precisar dos seguintes materiais:
• 2 saquinhos plásticos pequenos e transpa-
rentes
• 1 saquinho de fermento biológico seco 
(pode ser substituído por fermento bio-
lógico fresco)
• 1 ou 2 colheres de chá de açúcar
• Água morna (aproximadamente 37 ºC), 
o quanto baste
• Copo tipo “americano”
• Funil
• Caneta tipo “retroprojetor” para escrever 
nos saquinhos plásticos
• 2 elásticos
Explique aos alunos que o fermento bio-
lógico nada mais é do que leveduras, um 
tipo de fungo como aquele citado no livro 
(páginas 23 a 27). Chame a atenção dos alu-
nos para que não ingiram o fermento bio-
lógico, pois ele é composto de grande con-
centração de leveduras, o que poderá causar 
diarreia e outros desconfortos relacionados 
ao sistema digestório. Explique que, apesar 
de utilizarmos leveduras para fazer a massa 
do pão crescer, deixando-o macio, não as 
consumimos enquanto estão vivas. Ao ser 
assado, todas as leveduras que estavam na 
massa do pão são mortas. 
O professor, ou cada um dos grupos, 
deverá marcar um dos saquinhos plásticos 
como sem açúcar e o outro como com açú-
car. A seguir, deverá misturar em um dos 
copos o pacote de fermento biológico seco 
a um pouquinho de água morna. Misture 
até desfazer os grumos e obter uma mistura 
homogênea e líquida. Então, adicione mais 
água morna até quase encher o copo. Com 
a ajuda do funil, coloquepor volta de dez 
colheres de chá da mistura no saquinho 
plástico sem açúcar e feche-o com um nó 
no próprio saco ou com o elástico. Tome 
cuidado para que o saquinho não fique 
túrgido com ar, ou que fique sem ar, como 
se estivesse “a vácuo”. No segundo saqui-
nho, marcado como com açúcar, adicione a 
mesma quantidade da mistura de fermen-
to biológico, mas, dessa vez, acrescente a 
ela uma ou duas colheres de chá de açúcar 
(a quantidade de açúcar irá depender da 
quantidade de água). Coloque essa mistura 
no saquinho com açúcar e feche-o com o 
outro elástico. 
Pergunte aos alunos o que eles esperam 
que aconteça caso as leveduras realmente 
liberem gás dentro dos saquinhos fechados 
(espera-se que os alunos percebam que os 
dois saquinhos irão inflar). Peça a eles que 
registrem a cada 10 minutos o que está 
acontecendo nos saquinhos. Há formação 
de bolhas na mistura de algum dos dois sa-
cos? Ambos estão ficando mais túrgidos? Os 
alunos notaram outras mudanças?
Ao final do experimento – o tempo exa-
to dependerá da temperatura ambiente, 
da quantidade de açúcar acrescentada e da 
qualidade das leveduras, daí a importância de 
o professor realizar esta atividade antes 
de apresentá-la aos alunos –, o saquinho 
contendo leveduras e água com açúcar de-
verá se apresentar mais túrgido. Isso ocorre 
porque as leveduras utilizam o açúcar como 
alimento e realizam a fermentação, liberan-
do gás carbônico no saquinho, o que causa 
o seu enchimento. O saquinho contendo 
somente água não deverá ter inflado ou 
terá inflado muito pouco. Questione os alu-
nos sobre a que eles atribuem a diferença 
nos resultados obtidos. Ajude-os a perceber 
que o açúcar é a única coisa que distingue 
um saquinho do outro. Incite os alunos a ex-
plicarem o papel do açúcar, a partir do que 
foi lido no livro. Ajude-os a perceber que a 
presença do açúcar na mistura faz com que 
as leveduras fiquem mais ativas, pois elas 
o estão fermentando, e liberam mais gás 
carbônico do que aquelas que estão sem 
alimento e, portanto, menos ativas.
aTividades 
Para dePois da LeiTura
Após a leitura verifique o que os alunos 
aprenderam e se são capazes de contar o que 
perceber que não é adequado tomar antibió- 
ticos a toda hora ou por qualquer doença.
Produzindo iogurte
Para preparar iogurte serão necessários 
dois dias e alguns procedimentos que de-
vem ser realizados na cozinha. Antes de 
apresentá-lo aos alunos, portanto, prepare- 
-se com antecedência. Providencie os se-
guintes materiais e ingredientes:
• 1 litro de leite semidesnatado de boa 
procedência
• 1/2 copo de iogurte de boa procedência
• Mel (o quanto for necessário) e/ou geleia 
(de qualquer sabor)
• De meia a uma colher de sopa de leite em 
pó
• Uma panela para ferver o leite
• Uma vasilha de vidro ou plástico, com 
tampa, grande o suficiente para acomo-
dar o leite mais o copo de iogurte 
• Panos de prato
• Algumas folhas de jornal ou uma caixa de 
isopor grande o suficiente para acomo-
dar a vasilha com o iogurte
• Copinhos e colheres de plástico para ser-
vir o iogurte
Para fazer o iogurte, proceda do seguinte 
modo: ferva o leite e deixe-o esfriar até que 
fique morno o suficiente para ser colocado 
nas costas da mão sem queimá-la. Se quiser 
um iogurte mais encorpado, acrescente uma 
colher de leite em pó ao leite fervido. Nesse 
ponto, coloque o leite na vasilha e leve-o 
para a classe com os demais ingredientes e 
materiais. Na classe, pergunte aos alunos se 
alguém se lembra do que é o iogurte. Lem-
bre-os, caso eles não se recordem, de que no 
iogurte estão presentes bactérias benéficas. 
Misture o iogurte ao leite e, ao mesmo tem-
po, pergunte aos alunos o que acontecerá 
com a mistura. O que as bactérias presentes 
no iogurte irão fazer ao leite (transformá- 
-lo em iogurte também)? Após misturar os 
ingredientes, e tomando cuidado para que 
o leite não se resfrie demais, feche a vasilha 
com a tampa (ou cubra-a com um pano de 
prato muito limpo) e envolva-a com as fo-
lhas de jornal e um ou dois panos de prato 
para manter a temperatura morna (alterna-
tivamente, coloque a vasilha em uma caixa 
de isopor). Explique aos alunos que as bac-
térias, como eles viram no texto, são muito 
pequenas e que, por isso, precisaram de 
algum tempo para se alimentar e se repro-
duzir no leite. Deixe a mistura em um local 
fresco e à sombra, embrulhada de um dia 
para o outro, sem movê-la. Se o local onde 
você vive for quente demais, talvez seja ne-
cessário colocar a mistura na geladeira após 
12 horas. Faça o iogurte em casa antes de 
fazê-lo na escola para testar os detalhes da 
receita e adequá-la ao local e aos materiais 
e ingredientes disponíveis. No dia seguinte, 
verifique se o iogurte está pronto (prove-o) 
e coloque-o na geladeira por algumas horas 
(para que fique gelado, embora possa ser 
consumido sem ser resfriado), antes de levá-
-lo aos alunos. Na classe, mostre aos alunos 
o resultado da ação das bactérias sobre o 
leite. Distribua o iogurte nos copinhos para 
os alunos experimentarem. Se quiserem, os 
alunos podem misturar geleia ou mel ao 
iogurte, o que confere sabor e adoça um 
pouco o produto.
que seja uma e do que seja a outra. Aproveite 
para elucidar a diferença geral entre resfriado 
(quando os sintomas são, basicamente, nariz 
entupido e abundante produção de muco 
– catarro) e gripe (além dos sintomas do res-
friado, inclui febre, dores pelo corpo, tosse, 
dor de cabeça e dor de garganta). 
• Na página 8, a mãe de Carolina diz à 
menina que ela deve tomar bastante líquido. 
Aproveite o momento para conversar com os 
alunos sobre o porquê dessa recomendação. 
Ajude-os a entender que o muco produzido 
e expelido por nós contém água, que estava 
no nosso corpo. Dessa forma, quanto mais 
expelirmos catarro, mais devemos nos hidra-
tar para repor a água perdida, permitindo 
assim que nosso corpo consiga combater os 
micróbios de maneira adequada.
• Com base na página 10, pergunte aos 
alunos se eles já experimentaram algum co-
gumelo e, se sim, o que acharam do sabor. 
Eles ficaram diminutos, como Carolina? 
Aproveite para lembrá-los de que muitas 
espécies de cogumelos são venenosas e que, 
portanto, não se deve comer qualquer co-
gumelo que se encontre por aí, pois muitos 
deles são extremamente tóxicos, podendo, 
inclusive, causar a morte. 
• Depois de lerem as páginas 22 e 28, 
pergunte aos alunos se eles imaginavam 
que alguns micróbios (especialmente as 
bactérias que popularmente são associadas 
quase que exclusivamente às doenças e à 
sujeira) poderiam ser tão benéficos aos se-
res humanos.
• Peça aos alunos que deem outros exem-
plos de parasitas (talvez se lembrem de 
piolhos, pulgas etc.), com base no que leram 
a partir da página 34. Caso fique entre os 
alunos a impressão de que os parasitas são 
representados somente por seres pequenos, 
explique para a turma que animais e plantas 
também podem atuar como parasitas. Um 
exemplo: algumas espécies de aves (como o 
Molothrus bonariensis, popurlamente cha-
mado de Chopim, Pássaro-preto ou Xexéu, 
entre outros) colocam seus ovos nos ninhos 
de aves de outras espécies, as quais criam es-
ses filhotes como se fossem os seus próprios. 
leram, oralmente ou por escrito. Estabeleça 
relação entre o que foi estudado e a vida 
cotidiana, propondo questões e atividades 
como as apresentadas a seguir.
• Peça que expliquem, com suas próprias 
palavras, o que é uma infecção. Estimule 
a participação dos alunos, auxiliando-os a 
construir uma definição coletiva e correta 
do conceito. À medida que forem respon-
dendo, registre na lousa as ideias propostas 
e ajude-os a questionarem as ideias uns dos 
outros e a refinarem o conceito. 
• Faça o mesmo com a diferença entre 
gripe e resfriado. Diga que um amigo seu 
está se sentido mal, com febre, dor de cabe-
ça, tosse e catarro e pergunte aos alunos se 
ele está gripado ou resfriado e por quê. 
• Pergunte aos alunos se e por que eles 
devem ingerir alimentos mofados. Ajude-os 
a entender que, apesar de algumas espéciesde fungos serem comestíveis e outras produ-
zirem substâncias que utilizamos como remé-
dio, essas substâncias são obtidas em labo-
ratórios especializados, a partir de processos 
que podem ser bem complicados. Mesmo os 
fungos que produzem a penicilina produzem 
também outras substâncias que podem ser 
tóxicas para os seres humanos. Além disso, 
em um alimento mofado não há como se 
certificar de que não há outros micróbios, 
potencialmente patogênicos, crescendo com 
o mofo. A melhor e mais segura opção é sem-
pre descartar alimentos mofados. 
• Solicitar aos alunos que apliquem os 
conceitos envolvidos é uma boa forma de 
avaliar o quanto esses mesmos conceitos 
estão claros para eles. Procure explorar suas 
concepções com questões como: Uma bacté-
ria que nos ajuda a absorver determinados 
nutrientes deve ser considerada patogêni-
ca? Por quê? Já que os antibióticos nos aju-
dam a ficar livres de determinados micróbios 
patogênicos, o melhor seria tomá-los todos 
os dias, antes mesmo de ficarmos doentes? 
Quem acha que essa é uma boa ideia? Quem 
acha que não? Peça que todos os alunos da 
classe deem sua opinião. Por fim, ajude-os a 
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	01
	02
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	04
	05
	06
	07
	08que, em cada disciplina, 
sejam discutidos os laços indissolúveis entre 
os conteúdos estudados, os valores huma-
nos e as atitudes individuais e coletivas. 
Isso significa que os temas éticos, políticos 
e estéticos devem ser realçados no processo 
de apropriação do saber com os temas trans-
versais, isto é, com temas que atravessam os 
diferentes campos do conhecimento. É o que 
veremos a seguir, a propósito deste livro. 
explorando o texto
O livro Viagem ao mundo dos micróbios 
conta a história de uma menina bastante 
curiosa, que encarou uma inacreditável 
aventura pelo mundo dos micróbios. Ain-
da hoje, muitos acreditam que esses seres 
surgimento das superbactérias, resistentes à 
grande parte dos antibióticos atuais.
Indiscutivelmente, as bactérias são essen-
ciais para o bom funcionamento do nosso 
organismo. Se não fossem elas, nosso sistema 
imunológico demoraria muito mais tempo 
para nos defender. Afinal, ele levaria muito 
mais tempo para reconhecer como são peri-
gosos alguns micróbios que invadem o nosso 
corpo. A presença das bactérias estimula 
nosso organismo, deixando-o sempre alerta!
sugesTÕes de aTividades
Ao desenvolver as atividades sugeridas, é 
importante que o enfoque interdisciplinar 
seja buscado, para estabelecer relações entre 
o que os alunos aprendem em sala de aula e 
o que vivenciam em seu cotidiano. Explorar, 
observar e discutir promove a construção de 
conceitos, procedimentos, valores e atitudes, 
permitindo assim aos alunos estabelecerem 
relações e ampliarem o universo de conheci-
mentos de modo signi-ficativo.
Os alunos são curiosos e gostam de situa-
ções desafiadoras. Portanto, ao estruturar 
as atividades oriente-os e apresente ques-
tões de modo que se construam situações 
problematizadoras que os incentivem a 
buscar respostas e soluções. 
Bom trabalho!
aTividades 
Para anTes da LeiTura
Pergunte à classe quem já ficou gripado, 
com dor de garganta, febre. Após obter 
algumas respostas, peça aos alunos que 
redijam um texto contando o que sentiram 
quando ficaram doentes e o que eles ima-
ginam que possa ter causado essa doença. 
Se quiserem, podem fazer desenhos para 
ajudar a explicar como se sentiram. 
Terminada essa etapa, peça a alguns 
alunos que leiam os seus relatos. À medida 
que forem lendo, registre na lousa algumas 
das ideias apresentadas, por exemplo, aque- 
las mais comuns, as mais inusitadas e aquelas 
SugeStõeS pedagógicaS 
e de atividadeS elaBoradaS por:
alexandre albuquerque da silva. Bacharel em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Atuou como monitor no Museu Estação Ciência (USP) e em diversos cursos da graduação do 
Instituto de Biociências da USP. Atua desde 2007 na elaboração e edição de materiais didáticos, 
como livros, cadernos de atividades, animações e vídeos.
maria augusta cabral de oliveira. Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Doutora em Saúde Pública, na área de Educação e Promoção da Saúde pela Faculdade de Saúde 
Pública da USP. Atuou como professora durante 25 anos na Universidade Presbiteriana Mackenzie, 
ministrando aulas nos cursos de Ciências Biológicas e Pedagogia. Atuou como professora 
e coordenadora de Ciências em diversas escolas privadas de São Paulo. Participa de Programas 
de Formação Continuada de Professores voltados para professores de Ciências e Biologia, 
em escolas públicas e privadas na capital e no interior de São Paulo.
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viagem ao 
mundo dos micróBios
2 3 4
Samuel Murgel Branco
o auTor
samuel murgel Branco
Nasceu em São Paulo em 1930. Formou-
-se em História Natural em 1956, especiali-
zando-se em Ciências Biológicas e da Terra 
na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 
da Universidade de São Paulo (USP). Mais 
tarde, como professor da USP, direcionou 
sua carreira de pesquisador para a área de 
Saneamento Básico e Ambiental, tornando-
-se um grande sanitarista, reconhecido por 
seus estudos sobre a qualidade das águas 
continentais e costeiras, com forte enfoque 
em saúde pública no Brasil e na América 
Latina. Orientou dezenas de mestrados e 
doutorados, particularmente nas unidades 
da USP de São Carlos e Saúde Pública em 
São Paulo. Apaixonado desde sempre pela 
natureza, desenvolveu seu gosto pelo mar e 
pelas exuberantes florestas da Mata Atlân-
tica, o que despertou sua curiosidade em 
relação às particularidades dos diferentes 
ambientes vivos. A união da paixão e do 
conhecimento científico, bem como sua fa-
cilidade em escrever histórias, estimulou-o a 
revelar para crianças e jovens as maravilhas 
da natureza. Quando escrevia, buscava dar 
conta de todo o universo que o cercava, 
organizando seus conhecimentos e apresen-
tando-os de maneira cativante aos leitores. 
Assim, possui vários livros publicados, nos 
quais narra com simplicidade os temas com-
plexos das ciências ambientais.
Em 2004, foi criado o Instituto Samuel 
Murgel Branco (ISMB), com a missão de 
disseminar a obra desse notável professor, 
estimular o conhecimento sobre as ciências 
ambientais e conscientizar crianças, jovens e 
adultos no seu incrível papel de preservar a 
natureza em prol de um modelo de desen-
volvimento em que riqueza é sinônimo de 
qualidade de vida para todos. 
Para saber mais sobre Samuel Murgel Bran-
co, consulte os sites www.moderna.com.br e 
www.ismb.org.br
a oBra
Qual a importância central de 
Viagem ao mundo dos micróbios?
Apesar de seu tamanho diminuto – a 
maioria é invisível a olho nu –, o papel de-
sempenhado pelos micróbios nos biomas da 
Terra é essencial para a manutenção da vida 
em nosso planeta. Sob o nome micróbios 
encontram-se diversos grupos de seres vivos, 
como fungos, bactérias e protozoários. Neste 
livro os alunos poderão conhecer alguns dos 
importantes desdobramentos das atividades 
diárias desses seres minúsculos em tamanho, 
mas gigantes em feitos. Enquanto alguns – 
poucos, de fato – são agentes causadores de 
enfermidades que afligem a humanidade, 
outros são produtores de substâncias, como 
a penicilina, que curam boa parte de nossos 
males. A penicilina é um antibiótico de amplo 
uso médico que é naturalmente produzido 
e secretado por determinadas espécies de 
fungos, aos quais nos referimos no dia a dia 
como mofo. Esse antibiótico foi mais uma 
das descobertas científicas que ocorreram 
“por acaso”, isto é, como um desdobramen-
to de um estudo que visava outro objetivo 
primário. Além dos micróbios que causam 
doenças e dos que produzem substâncias 
utilizadas como remédio, existem aqueles de 
cujo metabolismo nós tiramos proveito. Uti-
lizamos espécies de leveduras (outro fungo) 
para fermentar bebidas, para fazer crescer as 
massas de pão e durante o processo de cura 
de diversos tipos de queijos. Bactérias são 
essenciais para a produção de iogurte e de 
queijos. Além de essenciais para nossa saúde 
e alimentação, os micróbios são os responsá-
veis pela decomposição biológica da matéria 
orgânica e pela produção de gás oxigênio. 
A presença dos micróbios na Terra daqui a 
mais de um milhão de anos é quase certa. 
Temas aBordados
• Infecção
• Febre
• Antibióticos
• Penicilina
• Cultura de micróbio
• Fermentação
• Respiração celular
• Micróbios parasitas
• Decomposição
• Fotossíntese
sugesTÕes Pedagógicas
Formando o leitor
Enquanto nos livros de ficção conta-se 
uma história, as obras de não ficção ou ex-
positivas visam oferecer informação. Mesmo 
quando o autor se utiliza de uma pequena 
história – como neste livro –, ela é sempre 
pretexto para facilitar a compreensão do 
assunto de determinada área. No entanto, o 
texto expositivo não se restringe à transmis-
são de informações. Isso porque ocorreu uma 
incrível mudança com a crescente ampliação 
do campo do saber e o avanço da tecnologia, 
sobretudo no setor das comunicações, o que 
tornou a informação bastanteacessível nos 
dias de hoje. Por isso mesmo, o leitor precisa 
ter condições de selecionar essas informa-
ções e de lançar sobre elas um olhar crítico, 
o que só é possível pelo desenvolvimento da 
autonomia do pensar e do agir. 
A formação do leitor autônomo supõe que 
a informação seja contextualizada: que parta 
do que é familiar ao aluno e, ao final, retorne 
à realidade vivida, para que não se reduza a 
abstrações, mas adquira sentido vital. Assim, 
microscópios são responsáveis, apenas, por 
causar mazelas.
Até o século 16, acreditava-se que os 
menores seres vivos eram originários de ma-
téria morta ou em estado de decomposição. 
Essa teoria perdurou até meados do século 
17, quando alguns cientistas começaram a 
questioná-la.
O cientista francês Louis Pasteur teve pa-
pel fundamental no estudo da Microbiolo-
gia, sendo atribuídas a ele as descobertas da 
primeira vacina contra a raiva e do processo 
de pasteurização, essencial para evitar que o 
vinho e o leite causem doenças. Outro cien-
tista que revolucionou a Microbiologia foi 
o escocês Alexander Fleming. A descoberta 
da penicilina foi um fato marcante, uma vez 
que, ainda em parte do século 20, muitas 
doenças causadas por bactérias eram incurá-
veis. Fleming, citado neste livro, descobriu, 
em 1928, o primeiro antibiótico a ser utiliza-
do com sucesso. A penicilina foi ministrada 
pela primeira vez em uma pessoa durante a 
Segunda Guerra Mundial e, até hoje, é re-
ceitada para muitos pacientes – além de ter 
muitos outros antibióticos derivados dela, a 
partir de métodos químicos industriais.
Como as pessoas faziam antes da desco-
berta do antibiótico? Muitas delas morriam 
e, em diferentes partes do mundo, adota-
vam-se técnicas variadas: os chineses utili-
zavam coalhada para tratar infecções, já em 
outros lugares, pão velho embolorado era 
uma das opções para combater doenças bac-
terianas. O uso indiscriminado de antibióti-
cos pode comprometer, e muito, a defesa do 
nosso corpo, pois, mesmo sendo necessários 
para combater algumas doenças, os antibió-
ticos também atacam algumas bactérias que 
nos são favoráveis, podendo interferir nos 
benefícios que elas nos trazem.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária) apresentou uma resolução, válida 
em todo o Brasil a partir de 28 de outubro de 
2010, proibindo a venda de antibióticos sem 
receita médica. O objetivo é diminuir a prá-
tica da automedicação, que, além de com-
prometer a saúde das pessoas, foi apontada 
como um dos fatores que contribuem para o 
o conhecimento deixa de ser uma aventura 
apenas intelectual, porque se encontra enri-
quecido por contornos afetivos e valorativos.
Mais ainda, conhecer é um procedimento 
que vai além do esforço solitário de refle-
xão, porque se faz também pelo diálogo, 
pelo confronto de opiniões, que mobiliza 
cada um na busca de outras explicações 
possíveis ou na elaboração de novas inda-
gações. Daí a importância de acrescentar 
às atividades individuais os trabalhos em 
equipe, os projetos coletivos, as discussões 
em classe e os debates. 
Preparando para a cidadania
Quando o aluno consegue identificar 
os problemas e conflitos do dia a dia, tudo 
o que aprende adquire sentido novo para 
a sua vida e para a comunidade. O saber 
teórico incorporado às experiências de vida 
de cada um é condição importante para a 
formação integral do aluno, pois estimula a 
atitude crítica e responsável, preparando-o 
para se tornar um cidadão ativo na socieda-
de, membro integrante da comunidade e 
possível agente transformador. 
Longe, porém, de imaginarmos uma aula 
especial para “ensinar” valores aos alunos, 
estamos propondo que, em cada disciplina, 
sejam discutidos os laços indissolúveis entre 
os conteúdos estudados, os valores huma-
nos e as atitudes individuais e coletivas. 
Isso significa que os temas éticos, políticos 
e estéticos devem ser realçados no processo 
de apropriação do saber com os temas trans-
versais, isto é, com temas que atravessam os 
diferentes campos do conhecimento. É o que 
veremos a seguir, a propósito deste livro. 
explorando o texto
O livro Viagem ao mundo dos micróbios 
conta a história de uma menina bastante 
curiosa, que encarou uma inacreditável 
aventura pelo mundo dos micróbios. Ain-
da hoje, muitos acreditam que esses seres 
surgimento das superbactérias, resistentes à 
grande parte dos antibióticos atuais.
Indiscutivelmente, as bactérias são essen-
ciais para o bom funcionamento do nosso 
organismo. Se não fossem elas, nosso sistema 
imunológico demoraria muito mais tempo 
para nos defender. Afinal, ele levaria muito 
mais tempo para reconhecer como são peri-
gosos alguns micróbios que invadem o nosso 
corpo. A presença das bactérias estimula 
nosso organismo, deixando-o sempre alerta!
sugesTÕes de aTividades
Ao desenvolver as atividades sugeridas, é 
importante que o enfoque interdisciplinar 
seja buscado, para estabelecer relações entre 
o que os alunos aprendem em sala de aula e 
o que vivenciam em seu cotidiano. Explorar, 
observar e discutir promove a construção de 
conceitos, procedimentos, valores e atitudes, 
permitindo assim aos alunos estabelecerem 
relações e ampliarem o universo de conheci-
mentos de modo signi-ficativo.
Os alunos são curiosos e gostam de situa-
ções desafiadoras. Portanto, ao estruturar 
as atividades oriente-os e apresente ques-
tões de modo que se construam situações 
problematizadoras que os incentivem a 
buscar respostas e soluções. 
Bom trabalho!
aTividades 
Para anTes da LeiTura
Pergunte à classe quem já ficou gripado, 
com dor de garganta, febre. Após obter 
algumas respostas, peça aos alunos que 
redijam um texto contando o que sentiram 
quando ficaram doentes e o que eles ima-
ginam que possa ter causado essa doença. 
Se quiserem, podem fazer desenhos para 
ajudar a explicar como se sentiram. 
Terminada essa etapa, peça a alguns 
alunos que leiam os seus relatos. À medida 
que forem lendo, registre na lousa algumas 
das ideias apresentadas, por exemplo, aque- 
las mais comuns, as mais inusitadas e aquelas 
SugeStõeS pedagógicaS 
e de atividadeS elaBoradaS por:
alexandre albuquerque da silva. Bacharel em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Atuou como monitor no Museu Estação Ciência (USP) e em diversos cursos da graduação do 
Instituto de Biociências da USP. Atua desde 2007 na elaboração e edição de materiais didáticos, 
como livros, cadernos de atividades, animações e vídeos.
maria augusta cabral de oliveira. Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Doutora em Saúde Pública, na área de Educação e Promoção da Saúde pela Faculdade de Saúde 
Pública da USP. Atuou como professora durante 25 anos na Universidade Presbiteriana Mackenzie, 
ministrando aulas nos cursos de Ciências Biológicas e Pedagogia. Atuou como professora 
e coordenadora de Ciências em diversas escolas privadas de São Paulo. Participa de Programas 
de Formação Continuada de Professores voltados para professores de Ciências e Biologia, 
em escolas públicas e privadas na capital e no interior de São Paulo.
Encarte Viagem ao mundo dos micróbios.indd 1 7/27/11 10:59 AM
viagem ao 
mundo dos micróBios
2 3 4
Samuel Murgel Branco
o auTor
samuel murgel Branco
Nasceu em São Paulo em 1930. Formou-
-se em História Natural em 1956, especiali-
zando-se em Ciências Biológicas e da Terra 
na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 
da Universidade de São Paulo (USP). Mais 
tarde, como professor da USP, direcionou 
sua carreira de pesquisador para a área de 
Saneamento Básico e Ambiental, tornando-
-se um grande sanitarista, reconhecido por 
seus estudos sobre a qualidade das águas 
continentais e costeiras, com forte enfoque 
em saúde pública no Brasil e na América 
Latina. Orientou dezenas de mestrados e 
doutorados, particularmente nas unidades 
da USP de São Carlos e Saúde Públicaem 
São Paulo. Apaixonado desde sempre pela 
natureza, desenvolveu seu gosto pelo mar e 
pelas exuberantes florestas da Mata Atlân-
tica, o que despertou sua curiosidade em 
relação às particularidades dos diferentes 
ambientes vivos. A união da paixão e do 
conhecimento científico, bem como sua fa-
cilidade em escrever histórias, estimulou-o a 
revelar para crianças e jovens as maravilhas 
da natureza. Quando escrevia, buscava dar 
conta de todo o universo que o cercava, 
organizando seus conhecimentos e apresen-
tando-os de maneira cativante aos leitores. 
Assim, possui vários livros publicados, nos 
quais narra com simplicidade os temas com-
plexos das ciências ambientais.
Em 2004, foi criado o Instituto Samuel 
Murgel Branco (ISMB), com a missão de 
disseminar a obra desse notável professor, 
estimular o conhecimento sobre as ciências 
ambientais e conscientizar crianças, jovens e 
adultos no seu incrível papel de preservar a 
natureza em prol de um modelo de desen-
volvimento em que riqueza é sinônimo de 
qualidade de vida para todos. 
Para saber mais sobre Samuel Murgel Bran-
co, consulte os sites www.moderna.com.br e 
www.ismb.org.br
a oBra
Qual a importância central de 
Viagem ao mundo dos micróbios?
Apesar de seu tamanho diminuto – a 
maioria é invisível a olho nu –, o papel de-
sempenhado pelos micróbios nos biomas da 
Terra é essencial para a manutenção da vida 
em nosso planeta. Sob o nome micróbios 
encontram-se diversos grupos de seres vivos, 
como fungos, bactérias e protozoários. Neste 
livro os alunos poderão conhecer alguns dos 
importantes desdobramentos das atividades 
diárias desses seres minúsculos em tamanho, 
mas gigantes em feitos. Enquanto alguns – 
poucos, de fato – são agentes causadores de 
enfermidades que afligem a humanidade, 
outros são produtores de substâncias, como 
a penicilina, que curam boa parte de nossos 
males. A penicilina é um antibiótico de amplo 
uso médico que é naturalmente produzido 
e secretado por determinadas espécies de 
fungos, aos quais nos referimos no dia a dia 
como mofo. Esse antibiótico foi mais uma 
das descobertas científicas que ocorreram 
“por acaso”, isto é, como um desdobramen-
to de um estudo que visava outro objetivo 
primário. Além dos micróbios que causam 
doenças e dos que produzem substâncias 
utilizadas como remédio, existem aqueles de 
cujo metabolismo nós tiramos proveito. Uti-
lizamos espécies de leveduras (outro fungo) 
para fermentar bebidas, para fazer crescer as 
massas de pão e durante o processo de cura 
de diversos tipos de queijos. Bactérias são 
essenciais para a produção de iogurte e de 
queijos. Além de essenciais para nossa saúde 
e alimentação, os micróbios são os responsá-
veis pela decomposição biológica da matéria 
orgânica e pela produção de gás oxigênio. 
A presença dos micróbios na Terra daqui a 
mais de um milhão de anos é quase certa. 
Temas aBordados
• Infecção
• Febre
• Antibióticos
• Penicilina
• Cultura de micróbio
• Fermentação
• Respiração celular
• Micróbios parasitas
• Decomposição
• Fotossíntese
sugesTÕes Pedagógicas
Formando o leitor
Enquanto nos livros de ficção conta-se 
uma história, as obras de não ficção ou ex-
positivas visam oferecer informação. Mesmo 
quando o autor se utiliza de uma pequena 
história – como neste livro –, ela é sempre 
pretexto para facilitar a compreensão do 
assunto de determinada área. No entanto, o 
texto expositivo não se restringe à transmis-
são de informações. Isso porque ocorreu uma 
incrível mudança com a crescente ampliação 
do campo do saber e o avanço da tecnologia, 
sobretudo no setor das comunicações, o que 
tornou a informação bastante acessível nos 
dias de hoje. Por isso mesmo, o leitor precisa 
ter condições de selecionar essas informa-
ções e de lançar sobre elas um olhar crítico, 
o que só é possível pelo desenvolvimento da 
autonomia do pensar e do agir. 
A formação do leitor autônomo supõe que 
a informação seja contextualizada: que parta 
do que é familiar ao aluno e, ao final, retorne 
à realidade vivida, para que não se reduza a 
abstrações, mas adquira sentido vital. Assim, 
microscópios são responsáveis, apenas, por 
causar mazelas.
Até o século 16, acreditava-se que os 
menores seres vivos eram originários de ma-
téria morta ou em estado de decomposição. 
Essa teoria perdurou até meados do século 
17, quando alguns cientistas começaram a 
questioná-la.
O cientista francês Louis Pasteur teve pa-
pel fundamental no estudo da Microbiolo-
gia, sendo atribuídas a ele as descobertas da 
primeira vacina contra a raiva e do processo 
de pasteurização, essencial para evitar que o 
vinho e o leite causem doenças. Outro cien-
tista que revolucionou a Microbiologia foi 
o escocês Alexander Fleming. A descoberta 
da penicilina foi um fato marcante, uma vez 
que, ainda em parte do século 20, muitas 
doenças causadas por bactérias eram incurá-
veis. Fleming, citado neste livro, descobriu, 
em 1928, o primeiro antibiótico a ser utiliza-
do com sucesso. A penicilina foi ministrada 
pela primeira vez em uma pessoa durante a 
Segunda Guerra Mundial e, até hoje, é re-
ceitada para muitos pacientes – além de ter 
muitos outros antibióticos derivados dela, a 
partir de métodos químicos industriais.
Como as pessoas faziam antes da desco-
berta do antibiótico? Muitas delas morriam 
e, em diferentes partes do mundo, adota-
vam-se técnicas variadas: os chineses utili-
zavam coalhada para tratar infecções, já em 
outros lugares, pão velho embolorado era 
uma das opções para combater doenças bac-
terianas. O uso indiscriminado de antibióti-
cos pode comprometer, e muito, a defesa do 
nosso corpo, pois, mesmo sendo necessários 
para combater algumas doenças, os antibió-
ticos também atacam algumas bactérias que 
nos são favoráveis, podendo interferir nos 
benefícios que elas nos trazem.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária) apresentou uma resolução, válida 
em todo o Brasil a partir de 28 de outubro de 
2010, proibindo a venda de antibióticos sem 
receita médica. O objetivo é diminuir a prá-
tica da automedicação, que, além de com-
prometer a saúde das pessoas, foi apontada 
como um dos fatores que contribuem para o 
o conhecimento deixa de ser uma aventura 
apenas intelectual, porque se encontra enri-
quecido por contornos afetivos e valorativos.
Mais ainda, conhecer é um procedimento 
que vai além do esforço solitário de refle-
xão, porque se faz também pelo diálogo, 
pelo confronto de opiniões, que mobiliza 
cada um na busca de outras explicações 
possíveis ou na elaboração de novas inda-
gações. Daí a importância de acrescentar 
às atividades individuais os trabalhos em 
equipe, os projetos coletivos, as discussões 
em classe e os debates. 
Preparando para a cidadania
Quando o aluno consegue identificar 
os problemas e conflitos do dia a dia, tudo 
o que aprende adquire sentido novo para 
a sua vida e para a comunidade. O saber 
teórico incorporado às experiências de vida 
de cada um é condição importante para a 
formação integral do aluno, pois estimula a 
atitude crítica e responsável, preparando-o 
para se tornar um cidadão ativo na socieda-
de, membro integrante da comunidade e 
possível agente transformador. 
Longe, porém, de imaginarmos uma aula 
especial para “ensinar” valores aos alunos, 
estamos propondo que, em cada disciplina, 
sejam discutidos os laços indissolúveis entre 
os conteúdos estudados, os valores huma-
nos e as atitudes individuais e coletivas. 
Isso significa que os temas éticos, políticos 
e estéticos devem ser realçados no processo 
de apropriação do saber com os temas trans-
versais, isto é, com temas que atravessam os 
diferentes campos do conhecimento. É o que 
veremos a seguir, a propósito deste livro. 
explorando o texto
O livro Viagem ao mundo dos micróbios 
conta a história de uma menina bastante 
curiosa, que encarou uma inacreditável 
aventura pelo mundo dos micróbios. Ain-
da hoje, muitos acreditam que esses seres 
surgimento das superbactérias, resistentes à 
grande parte dos antibióticosatuais.
Indiscutivelmente, as bactérias são essen-
ciais para o bom funcionamento do nosso 
organismo. Se não fossem elas, nosso sistema 
imunológico demoraria muito mais tempo 
para nos defender. Afinal, ele levaria muito 
mais tempo para reconhecer como são peri-
gosos alguns micróbios que invadem o nosso 
corpo. A presença das bactérias estimula 
nosso organismo, deixando-o sempre alerta!
sugesTÕes de aTividades
Ao desenvolver as atividades sugeridas, é 
importante que o enfoque interdisciplinar 
seja buscado, para estabelecer relações entre 
o que os alunos aprendem em sala de aula e 
o que vivenciam em seu cotidiano. Explorar, 
observar e discutir promove a construção de 
conceitos, procedimentos, valores e atitudes, 
permitindo assim aos alunos estabelecerem 
relações e ampliarem o universo de conheci-
mentos de modo signi-ficativo.
Os alunos são curiosos e gostam de situa-
ções desafiadoras. Portanto, ao estruturar 
as atividades oriente-os e apresente ques-
tões de modo que se construam situações 
problematizadoras que os incentivem a 
buscar respostas e soluções. 
Bom trabalho!
aTividades 
Para anTes da LeiTura
Pergunte à classe quem já ficou gripado, 
com dor de garganta, febre. Após obter 
algumas respostas, peça aos alunos que 
redijam um texto contando o que sentiram 
quando ficaram doentes e o que eles ima-
ginam que possa ter causado essa doença. 
Se quiserem, podem fazer desenhos para 
ajudar a explicar como se sentiram. 
Terminada essa etapa, peça a alguns 
alunos que leiam os seus relatos. À medida 
que forem lendo, registre na lousa algumas 
das ideias apresentadas, por exemplo, aque- 
las mais comuns, as mais inusitadas e aquelas 
SugeStõeS pedagógicaS 
e de atividadeS elaBoradaS por:
alexandre albuquerque da silva. Bacharel em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Atuou como monitor no Museu Estação Ciência (USP) e em diversos cursos da graduação do 
Instituto de Biociências da USP. Atua desde 2007 na elaboração e edição de materiais didáticos, 
como livros, cadernos de atividades, animações e vídeos.
maria augusta cabral de oliveira. Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Doutora em Saúde Pública, na área de Educação e Promoção da Saúde pela Faculdade de Saúde 
Pública da USP. Atuou como professora durante 25 anos na Universidade Presbiteriana Mackenzie, 
ministrando aulas nos cursos de Ciências Biológicas e Pedagogia. Atuou como professora 
e coordenadora de Ciências em diversas escolas privadas de São Paulo. Participa de Programas 
de Formação Continuada de Professores voltados para professores de Ciências e Biologia, 
em escolas públicas e privadas na capital e no interior de São Paulo.
Encarte Viagem ao mundo dos micróbios.indd 1 7/27/11 10:59 AM
viagem ao 
mundo dos micróBios
2 3 4
Samuel Murgel Branco
o auTor
samuel murgel Branco
Nasceu em São Paulo em 1930. Formou-
-se em História Natural em 1956, especiali-
zando-se em Ciências Biológicas e da Terra 
na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras 
da Universidade de São Paulo (USP). Mais 
tarde, como professor da USP, direcionou 
sua carreira de pesquisador para a área de 
Saneamento Básico e Ambiental, tornando-
-se um grande sanitarista, reconhecido por 
seus estudos sobre a qualidade das águas 
continentais e costeiras, com forte enfoque 
em saúde pública no Brasil e na América 
Latina. Orientou dezenas de mestrados e 
doutorados, particularmente nas unidades 
da USP de São Carlos e Saúde Pública em 
São Paulo. Apaixonado desde sempre pela 
natureza, desenvolveu seu gosto pelo mar e 
pelas exuberantes florestas da Mata Atlân-
tica, o que despertou sua curiosidade em 
relação às particularidades dos diferentes 
ambientes vivos. A união da paixão e do 
conhecimento científico, bem como sua fa-
cilidade em escrever histórias, estimulou-o a 
revelar para crianças e jovens as maravilhas 
da natureza. Quando escrevia, buscava dar 
conta de todo o universo que o cercava, 
organizando seus conhecimentos e apresen-
tando-os de maneira cativante aos leitores. 
Assim, possui vários livros publicados, nos 
quais narra com simplicidade os temas com-
plexos das ciências ambientais.
Em 2004, foi criado o Instituto Samuel 
Murgel Branco (ISMB), com a missão de 
disseminar a obra desse notável professor, 
estimular o conhecimento sobre as ciências 
ambientais e conscientizar crianças, jovens e 
adultos no seu incrível papel de preservar a 
natureza em prol de um modelo de desen-
volvimento em que riqueza é sinônimo de 
qualidade de vida para todos. 
Para saber mais sobre Samuel Murgel Bran-
co, consulte os sites www.moderna.com.br e 
www.ismb.org.br
a oBra
Qual a importância central de 
Viagem ao mundo dos micróbios?
Apesar de seu tamanho diminuto – a 
maioria é invisível a olho nu –, o papel de-
sempenhado pelos micróbios nos biomas da 
Terra é essencial para a manutenção da vida 
em nosso planeta. Sob o nome micróbios 
encontram-se diversos grupos de seres vivos, 
como fungos, bactérias e protozoários. Neste 
livro os alunos poderão conhecer alguns dos 
importantes desdobramentos das atividades 
diárias desses seres minúsculos em tamanho, 
mas gigantes em feitos. Enquanto alguns – 
poucos, de fato – são agentes causadores de 
enfermidades que afligem a humanidade, 
outros são produtores de substâncias, como 
a penicilina, que curam boa parte de nossos 
males. A penicilina é um antibiótico de amplo 
uso médico que é naturalmente produzido 
e secretado por determinadas espécies de 
fungos, aos quais nos referimos no dia a dia 
como mofo. Esse antibiótico foi mais uma 
das descobertas científicas que ocorreram 
“por acaso”, isto é, como um desdobramen-
to de um estudo que visava outro objetivo 
primário. Além dos micróbios que causam 
doenças e dos que produzem substâncias 
utilizadas como remédio, existem aqueles de 
cujo metabolismo nós tiramos proveito. Uti-
lizamos espécies de leveduras (outro fungo) 
para fermentar bebidas, para fazer crescer as 
massas de pão e durante o processo de cura 
de diversos tipos de queijos. Bactérias são 
essenciais para a produção de iogurte e de 
queijos. Além de essenciais para nossa saúde 
e alimentação, os micróbios são os responsá-
veis pela decomposição biológica da matéria 
orgânica e pela produção de gás oxigênio. 
A presença dos micróbios na Terra daqui a 
mais de um milhão de anos é quase certa. 
Temas aBordados
• Infecção
• Febre
• Antibióticos
• Penicilina
• Cultura de micróbio
• Fermentação
• Respiração celular
• Micróbios parasitas
• Decomposição
• Fotossíntese
sugesTÕes Pedagógicas
Formando o leitor
Enquanto nos livros de ficção conta-se 
uma história, as obras de não ficção ou ex-
positivas visam oferecer informação. Mesmo 
quando o autor se utiliza de uma pequena 
história – como neste livro –, ela é sempre 
pretexto para facilitar a compreensão do 
assunto de determinada área. No entanto, o 
texto expositivo não se restringe à transmis-
são de informações. Isso porque ocorreu uma 
incrível mudança com a crescente ampliação 
do campo do saber e o avanço da tecnologia, 
sobretudo no setor das comunicações, o que 
tornou a informação bastante acessível nos 
dias de hoje. Por isso mesmo, o leitor precisa 
ter condições de selecionar essas informa-
ções e de lançar sobre elas um olhar crítico, 
o que só é possível pelo desenvolvimento da 
autonomia do pensar e do agir. 
A formação do leitor autônomo supõe que 
a informação seja contextualizada: que parta 
do que é familiar ao aluno e, ao final, retorne 
à realidade vivida, para que não se reduza a 
abstrações, mas adquira sentido vital. Assim, 
microscópios são responsáveis, apenas, por 
causar mazelas.
Até o século 16, acreditava-se que os 
menores seres vivos eram originários de ma-
téria morta ou em estado de decomposição. 
Essa teoria perdurou até meados do século 
17, quando alguns cientistas começarama 
questioná-la.
O cientista francês Louis Pasteur teve pa-
pel fundamental no estudo da Microbiolo-
gia, sendo atribuídas a ele as descobertas da 
primeira vacina contra a raiva e do processo 
de pasteurização, essencial para evitar que o 
vinho e o leite causem doenças. Outro cien-
tista que revolucionou a Microbiologia foi 
o escocês Alexander Fleming. A descoberta 
da penicilina foi um fato marcante, uma vez 
que, ainda em parte do século 20, muitas 
doenças causadas por bactérias eram incurá-
veis. Fleming, citado neste livro, descobriu, 
em 1928, o primeiro antibiótico a ser utiliza-
do com sucesso. A penicilina foi ministrada 
pela primeira vez em uma pessoa durante a 
Segunda Guerra Mundial e, até hoje, é re-
ceitada para muitos pacientes – além de ter 
muitos outros antibióticos derivados dela, a 
partir de métodos químicos industriais.
Como as pessoas faziam antes da desco-
berta do antibiótico? Muitas delas morriam 
e, em diferentes partes do mundo, adota-
vam-se técnicas variadas: os chineses utili-
zavam coalhada para tratar infecções, já em 
outros lugares, pão velho embolorado era 
uma das opções para combater doenças bac-
terianas. O uso indiscriminado de antibióti-
cos pode comprometer, e muito, a defesa do 
nosso corpo, pois, mesmo sendo necessários 
para combater algumas doenças, os antibió-
ticos também atacam algumas bactérias que 
nos são favoráveis, podendo interferir nos 
benefícios que elas nos trazem.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária) apresentou uma resolução, válida 
em todo o Brasil a partir de 28 de outubro de 
2010, proibindo a venda de antibióticos sem 
receita médica. O objetivo é diminuir a prá-
tica da automedicação, que, além de com-
prometer a saúde das pessoas, foi apontada 
como um dos fatores que contribuem para o 
o conhecimento deixa de ser uma aventura 
apenas intelectual, porque se encontra enri-
quecido por contornos afetivos e valorativos.
Mais ainda, conhecer é um procedimento 
que vai além do esforço solitário de refle-
xão, porque se faz também pelo diálogo, 
pelo confronto de opiniões, que mobiliza 
cada um na busca de outras explicações 
possíveis ou na elaboração de novas inda-
gações. Daí a importância de acrescentar 
às atividades individuais os trabalhos em 
equipe, os projetos coletivos, as discussões 
em classe e os debates. 
Preparando para a cidadania
Quando o aluno consegue identificar 
os problemas e conflitos do dia a dia, tudo 
o que aprende adquire sentido novo para 
a sua vida e para a comunidade. O saber 
teórico incorporado às experiências de vida 
de cada um é condição importante para a 
formação integral do aluno, pois estimula a 
atitude crítica e responsável, preparando-o 
para se tornar um cidadão ativo na socieda-
de, membro integrante da comunidade e 
possível agente transformador. 
Longe, porém, de imaginarmos uma aula 
especial para “ensinar” valores aos alunos, 
estamos propondo que, em cada disciplina, 
sejam discutidos os laços indissolúveis entre 
os conteúdos estudados, os valores huma-
nos e as atitudes individuais e coletivas. 
Isso significa que os temas éticos, políticos 
e estéticos devem ser realçados no processo 
de apropriação do saber com os temas trans-
versais, isto é, com temas que atravessam os 
diferentes campos do conhecimento. É o que 
veremos a seguir, a propósito deste livro. 
explorando o texto
O livro Viagem ao mundo dos micróbios 
conta a história de uma menina bastante 
curiosa, que encarou uma inacreditável 
aventura pelo mundo dos micróbios. Ain-
da hoje, muitos acreditam que esses seres 
surgimento das superbactérias, resistentes à 
grande parte dos antibióticos atuais.
Indiscutivelmente, as bactérias são essen-
ciais para o bom funcionamento do nosso 
organismo. Se não fossem elas, nosso sistema 
imunológico demoraria muito mais tempo 
para nos defender. Afinal, ele levaria muito 
mais tempo para reconhecer como são peri-
gosos alguns micróbios que invadem o nosso 
corpo. A presença das bactérias estimula 
nosso organismo, deixando-o sempre alerta!
sugesTÕes de aTividades
Ao desenvolver as atividades sugeridas, é 
importante que o enfoque interdisciplinar 
seja buscado, para estabelecer relações entre 
o que os alunos aprendem em sala de aula e 
o que vivenciam em seu cotidiano. Explorar, 
observar e discutir promove a construção de 
conceitos, procedimentos, valores e atitudes, 
permitindo assim aos alunos estabelecerem 
relações e ampliarem o universo de conheci-
mentos de modo signi-ficativo.
Os alunos são curiosos e gostam de situa-
ções desafiadoras. Portanto, ao estruturar 
as atividades oriente-os e apresente ques-
tões de modo que se construam situações 
problematizadoras que os incentivem a 
buscar respostas e soluções. 
Bom trabalho!
aTividades 
Para anTes da LeiTura
Pergunte à classe quem já ficou gripado, 
com dor de garganta, febre. Após obter 
algumas respostas, peça aos alunos que 
redijam um texto contando o que sentiram 
quando ficaram doentes e o que eles ima-
ginam que possa ter causado essa doença. 
Se quiserem, podem fazer desenhos para 
ajudar a explicar como se sentiram. 
Terminada essa etapa, peça a alguns 
alunos que leiam os seus relatos. À medida 
que forem lendo, registre na lousa algumas 
das ideias apresentadas, por exemplo, aque- 
las mais comuns, as mais inusitadas e aquelas 
SugeStõeS pedagógicaS 
e de atividadeS elaBoradaS por:
alexandre albuquerque da silva. Bacharel em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Atuou como monitor no Museu Estação Ciência (USP) e em diversos cursos da graduação do 
Instituto de Biociências da USP. Atua desde 2007 na elaboração e edição de materiais didáticos, 
como livros, cadernos de atividades, animações e vídeos.
maria augusta cabral de oliveira. Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela 
Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da USP. 
Doutora em Saúde Pública, na área de Educação e Promoção da Saúde pela Faculdade de Saúde 
Pública da USP. Atuou como professora durante 25 anos na Universidade Presbiteriana Mackenzie, 
ministrando aulas nos cursos de Ciências Biológicas e Pedagogia. Atuou como professora 
e coordenadora de Ciências em diversas escolas privadas de São Paulo. Participa de Programas 
de Formação Continuada de Professores voltados para professores de Ciências e Biologia, 
em escolas públicas e privadas na capital e no interior de São Paulo.
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que mais se aproximam da explicação 
aceita pelos cientistas. Ao final da leitura, 
converse com a turma sobre as explicações 
propostas, estimulando os alunos a se ex-
pressarem e discutirem as diferentes ideias.
Caso os alunos ainda não tenham fala-
do sobre isso, explique que várias doenças 
(como gripes, dores de garganta e de bar-
riga, resfriados, entre outras) são resultado 
da ação, em nosso corpo, de organismos di-
minutos, por vezes chamados de micróbios. 
Possivelmente, alguns alunos – talvez por já 
terem visto essa informação em propagan-
das de vacinas, desinfetantes, sabonetes 
etc. – já relacionem a existência dos micró-
bios a doenças ou a algo negativo, sujo. 
Sonde os conceitos que a turma tem a res-
peito dos micro-organismos estimulando 
os alunos a falar e refletir sobre o assunto. 
Por exemplo, qual relação eles imaginam 
que exista entre os micróbios e as doenças? 
Existem aspectos positivos relacionados a 
esses organismos? Quais seriam? Conduza-
-os a elaborar, mesmo que só verbalmente, 
uma sinopse do que foi discutido. Tente 
fazer com que todos participem e registre 
os achados da turma na lousa para facilitar 
o entendimento do que foi discutido até o 
momento. Passe à leitura do livro. 
aTividades 
Para duranTe a LeiTura
Uma estratégia para envolver os alunos 
é apresentar questões complementares, 
convidando-os a refletir sobre os temas 
abordados. Ofereça subsídios para facili-
tara leitura e contornar dificuldades, por 
exemplo: identificar a estrutura do texto, 
esclarecer dúvidas de vocabulários e com-
preensão, novos conceitos e concordância 
com o autor. Proponha questões e refle-
xões sobre os temas abordados, como:
• Na página 5, o texto apresenta o res-
friado e a gripe como doenças distintas. 
Popularmente existe muita confusão sobre 
essas duas condições. Aproveite o momento e 
sonde quais ideias os alunos têm a respeito do 
• Nessa mesma altura do texto, afirma-se 
que os parasitas não podem viver sozinhos, 
sem seus hospedeiros. Aproveite para con-
versar com a turma sobre outros micróbios 
que também só vivem no corpo de outros 
organismos, mas que não causam mal a seu 
hospedeiro. Ajude-os a perceber que esse 
grupo não deve ser classificado como parasi-
ta, pois não fazem mal ao hospedeiro. Nesse 
caso, trata-se de uma forma de relação entre 
espécies distintas à qual se dá o nome gené-
rico de simbiose (termo que significa viver 
junto). Nesse caso, ambos se beneficiam da 
presença do outro. Um exemplo são os li-
quens, associações de algas e fungos. Outro 
são as bactérias que vivem em nosso orga-
nismo e que nos ajudam a absorver certos 
nutrientes e a combater micróbios nocivos.
• Na página 48, o autor se refere ao gás 
oxigênio de modo mais informal e cotidia-
no, isto é, diz apenas oxigênio, sem ser an-
tecedido pelo termo gás. Explique que esse 
é um modo informal e que, estritamente, o 
que respiramos é gás oxigênio, o qual, por 
ser composto de dois átomos de oxigênio 
ligados entre si, apresenta características 
distintas daquelas dos átomos de oxigênio 
ligados a outros elementos. 
• Entre as páginas 48 e 49, aproveite para 
contar aos alunos que antes do aparecimento 
das primeiras algas (que certamente eram 
microscópicas) no planeta, praticamente não 
existia gás oxigênio na atmosfera da Terra. Foi 
a fotossíntese dessas algas que, acumulada 
por milhões de anos, encheu a atmosfera 
de gás oxigênio, possibilitando o aparecimen-
to de outras formas de vida que respirassem 
gás oxigênio, assim como nós mesmos. 
A seguir são apresentadas algumas ati-
vidades que podem ser realizadas com os 
alunos durante a leitura do livro.
Produção de gás por leveduras
Convém que o professor realize o experi-
mento indicado a seguir antes de realizá-lo 
com os alunos. Dessa maneira, saberá adequar 
as quantidades dos produtos e outros detalhes 
que dependerão do material disponível. 
Conte aos alunos que vocês conduzirão um 
experimento para testar se as leveduras, quan-
do em contato com o alimento, produzem 
gás. Para esse experimento você, ou cada gru-
po, irá precisar dos seguintes materiais:
• 2 saquinhos plásticos pequenos e transpa-
rentes
• 1 saquinho de fermento biológico seco 
(pode ser substituído por fermento bio-
lógico fresco)
• 1 ou 2 colheres de chá de açúcar
• Água morna (aproximadamente 37 ºC), 
o quanto baste
• Copo tipo “americano”
• Funil
• Caneta tipo “retroprojetor” para escrever 
nos saquinhos plásticos
• 2 elásticos
Explique aos alunos que o fermento bio-
lógico nada mais é do que leveduras, um 
tipo de fungo como aquele citado no livro 
(páginas 23 a 27). Chame a atenção dos alu-
nos para que não ingiram o fermento bio-
lógico, pois ele é composto de grande con-
centração de leveduras, o que poderá causar 
diarreia e outros desconfortos relacionados 
ao sistema digestório. Explique que, apesar 
de utilizarmos leveduras para fazer a massa 
do pão crescer, deixando-o macio, não as 
consumimos enquanto estão vivas. Ao ser 
assado, todas as leveduras que estavam na 
massa do pão são mortas. 
O professor, ou cada um dos grupos, 
deverá marcar um dos saquinhos plásticos 
como sem açúcar e o outro como com açú-
car. A seguir, deverá misturar em um dos 
copos o pacote de fermento biológico seco 
a um pouquinho de água morna. Misture 
até desfazer os grumos e obter uma mistura 
homogênea e líquida. Então, adicione mais 
água morna até quase encher o copo. Com 
a ajuda do funil, coloque por volta de dez 
colheres de chá da mistura no saquinho 
plástico sem açúcar e feche-o com um nó 
no próprio saco ou com o elástico. Tome 
cuidado para que o saquinho não fique 
túrgido com ar, ou que fique sem ar, como 
se estivesse “a vácuo”. No segundo saqui-
nho, marcado como com açúcar, adicione a 
mesma quantidade da mistura de fermen-
to biológico, mas, dessa vez, acrescente a 
ela uma ou duas colheres de chá de açúcar 
(a quantidade de açúcar irá depender da 
quantidade de água). Coloque essa mistura 
no saquinho com açúcar e feche-o com o 
outro elástico. 
Pergunte aos alunos o que eles esperam 
que aconteça caso as leveduras realmente 
liberem gás dentro dos saquinhos fechados 
(espera-se que os alunos percebam que os 
dois saquinhos irão inflar). Peça a eles que 
registrem a cada 10 minutos o que está 
acontecendo nos saquinhos. Há formação 
de bolhas na mistura de algum dos dois sa-
cos? Ambos estão ficando mais túrgidos? Os 
alunos notaram outras mudanças?
Ao final do experimento – o tempo exa-
to dependerá da temperatura ambiente, 
da quantidade de açúcar acrescentada e da 
qualidade das leveduras, daí a importância de 
o professor realizar esta atividade antes 
de apresentá-la aos alunos –, o saquinho 
contendo leveduras e água com açúcar de-
verá se apresentar mais túrgido. Isso ocorre 
porque as leveduras utilizam o açúcar como 
alimento e realizam a fermentação, liberan-
do gás carbônico no saquinho, o que causa 
o seu enchimento. O saquinho contendo 
somente água não deverá ter inflado ou 
terá inflado muito pouco. Questione os alu-
nos sobre a que eles atribuem a diferença 
nos resultados obtidos. Ajude-os a perceber 
que o açúcar é a única coisa que distingue 
um saquinho do outro. Incite os alunos a ex-
plicarem o papel do açúcar, a partir do que 
foi lido no livro. Ajude-os a perceber que a 
presença do açúcar na mistura faz com que 
as leveduras fiquem mais ativas, pois elas 
o estão fermentando, e liberam mais gás 
carbônico do que aquelas que estão sem 
alimento e, portanto, menos ativas.
aTividades 
Para dePois da LeiTura
Após a leitura verifique o que os alunos 
aprenderam e se são capazes de contar o que 
perceber que não é adequado tomar antibió- 
ticos a toda hora ou por qualquer doença.
Produzindo iogurte
Para preparar iogurte serão necessários 
dois dias e alguns procedimentos que de-
vem ser realizados na cozinha. Antes de 
apresentá-lo aos alunos, portanto, prepare- 
-se com antecedência. Providencie os se-
guintes materiais e ingredientes:
• 1 litro de leite semidesnatado de boa 
procedência
• 1/2 copo de iogurte de boa procedência
• Mel (o quanto for necessário) e/ou geleia 
(de qualquer sabor)
• De meia a uma colher de sopa de leite em 
pó
• Uma panela para ferver o leite
• Uma vasilha de vidro ou plástico, com 
tampa, grande o suficiente para acomo-
dar o leite mais o copo de iogurte 
• Panos de prato
• Algumas folhas de jornal ou uma caixa de 
isopor grande o suficiente para acomo-
dar a vasilha com o iogurte
• Copinhos e colheres de plástico para ser-
vir o iogurte
Para fazer o iogurte, proceda do seguinte 
modo: ferva o leite e deixe-o esfriar até que 
fique morno o suficiente para ser colocado 
nas costas da mão sem queimá-la. Se quiser 
um iogurte mais encorpado, acrescente uma 
colher de leite em pó ao leite fervido. Nesse 
ponto, coloque o leite na vasilha e leve-o 
para a classe com os demais ingredientes e 
materiais. Na classe, pergunte aos alunos se 
alguém se lembra do que é o iogurte. Lem-
bre-os, caso eles não se recordem, de que no 
iogurte estão presentes bactérias benéficas. 
Misture o iogurte ao leite e, ao mesmo tem-
po, pergunte aos alunos o que acontecerá 
com a mistura. O que as bactérias presentes 
no iogurte irão fazer ao leite (transformá- 
-lo em iogurte também)? Após misturar os 
ingredientes, e tomando cuidado para que 
o leite não se resfrie demais, feche a vasilha 
com a tampa (ou cubra-a com um pano de 
prato muito limpo) e envolva-a com as fo-
lhas de jornale um ou dois panos de prato 
para manter a temperatura morna (alterna-
tivamente, coloque a vasilha em uma caixa 
de isopor). Explique aos alunos que as bac-
térias, como eles viram no texto, são muito 
pequenas e que, por isso, precisaram de 
algum tempo para se alimentar e se repro-
duzir no leite. Deixe a mistura em um local 
fresco e à sombra, embrulhada de um dia 
para o outro, sem movê-la. Se o local onde 
você vive for quente demais, talvez seja ne-
cessário colocar a mistura na geladeira após 
12 horas. Faça o iogurte em casa antes de 
fazê-lo na escola para testar os detalhes da 
receita e adequá-la ao local e aos materiais 
e ingredientes disponíveis. No dia seguinte, 
verifique se o iogurte está pronto (prove-o) 
e coloque-o na geladeira por algumas horas 
(para que fique gelado, embora possa ser 
consumido sem ser resfriado), antes de levá-
-lo aos alunos. Na classe, mostre aos alunos 
o resultado da ação das bactérias sobre o 
leite. Distribua o iogurte nos copinhos para 
os alunos experimentarem. Se quiserem, os 
alunos podem misturar geleia ou mel ao 
iogurte, o que confere sabor e adoça um 
pouco o produto.
que seja uma e do que seja a outra. Aproveite 
para elucidar a diferença geral entre resfriado 
(quando os sintomas são, basicamente, nariz 
entupido e abundante produção de muco 
– catarro) e gripe (além dos sintomas do res-
friado, inclui febre, dores pelo corpo, tosse, 
dor de cabeça e dor de garganta). 
• Na página 8, a mãe de Carolina diz à 
menina que ela deve tomar bastante líquido. 
Aproveite o momento para conversar com os 
alunos sobre o porquê dessa recomendação. 
Ajude-os a entender que o muco produzido 
e expelido por nós contém água, que estava 
no nosso corpo. Dessa forma, quanto mais 
expelirmos catarro, mais devemos nos hidra-
tar para repor a água perdida, permitindo 
assim que nosso corpo consiga combater os 
micróbios de maneira adequada.
• Com base na página 10, pergunte aos 
alunos se eles já experimentaram algum co-
gumelo e, se sim, o que acharam do sabor. 
Eles ficaram diminutos, como Carolina? 
Aproveite para lembrá-los de que muitas 
espécies de cogumelos são venenosas e que, 
portanto, não se deve comer qualquer co-
gumelo que se encontre por aí, pois muitos 
deles são extremamente tóxicos, podendo, 
inclusive, causar a morte. 
• Depois de lerem as páginas 22 e 28, 
pergunte aos alunos se eles imaginavam 
que alguns micróbios (especialmente as 
bactérias que popularmente são associadas 
quase que exclusivamente às doenças e à 
sujeira) poderiam ser tão benéficos aos se-
res humanos.
• Peça aos alunos que deem outros exem-
plos de parasitas (talvez se lembrem de 
piolhos, pulgas etc.), com base no que leram 
a partir da página 34. Caso fique entre os 
alunos a impressão de que os parasitas são 
representados somente por seres pequenos, 
explique para a turma que animais e plantas 
também podem atuar como parasitas. Um 
exemplo: algumas espécies de aves (como o 
Molothrus bonariensis, popurlamente cha-
mado de Chopim, Pássaro-preto ou Xexéu, 
entre outros) colocam seus ovos nos ninhos 
de aves de outras espécies, as quais criam es-
ses filhotes como se fossem os seus próprios. 
leram, oralmente ou por escrito. Estabeleça 
relação entre o que foi estudado e a vida 
cotidiana, propondo questões e atividades 
como as apresentadas a seguir.
• Peça que expliquem, com suas próprias 
palavras, o que é uma infecção. Estimule 
a participação dos alunos, auxiliando-os a 
construir uma definição coletiva e correta 
do conceito. À medida que forem respon-
dendo, registre na lousa as ideias propostas 
e ajude-os a questionarem as ideias uns dos 
outros e a refinarem o conceito. 
• Faça o mesmo com a diferença entre 
gripe e resfriado. Diga que um amigo seu 
está se sentido mal, com febre, dor de cabe-
ça, tosse e catarro e pergunte aos alunos se 
ele está gripado ou resfriado e por quê. 
• Pergunte aos alunos se e por que eles 
devem ingerir alimentos mofados. Ajude-os 
a entender que, apesar de algumas espécies 
de fungos serem comestíveis e outras produ-
zirem substâncias que utilizamos como remé-
dio, essas substâncias são obtidas em labo-
ratórios especializados, a partir de processos 
que podem ser bem complicados. Mesmo os 
fungos que produzem a penicilina produzem 
também outras substâncias que podem ser 
tóxicas para os seres humanos. Além disso, 
em um alimento mofado não há como se 
certificar de que não há outros micróbios, 
potencialmente patogênicos, crescendo com 
o mofo. A melhor e mais segura opção é sem-
pre descartar alimentos mofados. 
• Solicitar aos alunos que apliquem os 
conceitos envolvidos é uma boa forma de 
avaliar o quanto esses mesmos conceitos 
estão claros para eles. Procure explorar suas 
concepções com questões como: Uma bacté-
ria que nos ajuda a absorver determinados 
nutrientes deve ser considerada patogêni-
ca? Por quê? Já que os antibióticos nos aju-
dam a ficar livres de determinados micróbios 
patogênicos, o melhor seria tomá-los todos 
os dias, antes mesmo de ficarmos doentes? 
Quem acha que essa é uma boa ideia? Quem 
acha que não? Peça que todos os alunos da 
classe deem sua opinião. Por fim, ajude-os a 
Encarte Viagem ao mundo dos micróbios.indd 2 7/27/11 10:59 AM
5 6 7
que mais se aproximam da explicação 
aceita pelos cientistas. Ao final da leitura, 
converse com a turma sobre as explicações 
propostas, estimulando os alunos a se ex-
pressarem e discutirem as diferentes ideias.
Caso os alunos ainda não tenham fala-
do sobre isso, explique que várias doenças 
(como gripes, dores de garganta e de bar-
riga, resfriados, entre outras) são resultado 
da ação, em nosso corpo, de organismos di-
minutos, por vezes chamados de micróbios. 
Possivelmente, alguns alunos – talvez por já 
terem visto essa informação em propagan-
das de vacinas, desinfetantes, sabonetes 
etc. – já relacionem a existência dos micró-
bios a doenças ou a algo negativo, sujo. 
Sonde os conceitos que a turma tem a res-
peito dos micro-organismos estimulando 
os alunos a falar e refletir sobre o assunto. 
Por exemplo, qual relação eles imaginam 
que exista entre os micróbios e as doenças? 
Existem aspectos positivos relacionados a 
esses organismos? Quais seriam? Conduza-
-os a elaborar, mesmo que só verbalmente, 
uma sinopse do que foi discutido. Tente 
fazer com que todos participem e registre 
os achados da turma na lousa para facilitar 
o entendimento do que foi discutido até o 
momento. Passe à leitura do livro. 
aTividades 
Para duranTe a LeiTura
Uma estratégia para envolver os alunos 
é apresentar questões complementares, 
convidando-os a refletir sobre os temas 
abordados. Ofereça subsídios para facili-
tar a leitura e contornar dificuldades, por 
exemplo: identificar a estrutura do texto, 
esclarecer dúvidas de vocabulários e com-
preensão, novos conceitos e concordância 
com o autor. Proponha questões e refle-
xões sobre os temas abordados, como:
• Na página 5, o texto apresenta o res-
friado e a gripe como doenças distintas. 
Popularmente existe muita confusão sobre 
essas duas condições. Aproveite o momento e 
sonde quais ideias os alunos têm a respeito do 
• Nessa mesma altura do texto, afirma-se 
que os parasitas não podem viver sozinhos, 
sem seus hospedeiros. Aproveite para con-
versar com a turma sobre outros micróbios 
que também só vivem no corpo de outros 
organismos, mas que não causam mal a seu 
hospedeiro. Ajude-os a perceber que esse 
grupo não deve ser classificado como parasi-
ta, pois não fazem mal ao hospedeiro. Nesse 
caso, trata-se de uma forma de relação entre 
espécies distintas à qual se dá o nome gené-
rico de simbiose (termo que significa viver 
junto). Nesse caso, ambos se beneficiam da 
presença do outro. Um exemplo são os li-
quens, associações de algas e fungos. Outro 
são as bactérias que vivem em nosso orga-
nismo e que nos ajudam a absorver certos 
nutrientes e a combater micróbios nocivos.
• Na página 48, o autor se refere ao gás 
oxigênio de modo mais informal e cotidia-
no, isto é, dizapenas oxigênio, sem ser an-
tecedido pelo termo gás. Explique que esse 
é um modo informal e que, estritamente, o 
que respiramos é gás oxigênio, o qual, por 
ser composto de dois átomos de oxigênio 
ligados entre si, apresenta características 
distintas daquelas dos átomos de oxigênio 
ligados a outros elementos. 
• Entre as páginas 48 e 49, aproveite para 
contar aos alunos que antes do aparecimento 
das primeiras algas (que certamente eram 
microscópicas) no planeta, praticamente não 
existia gás oxigênio na atmosfera da Terra. Foi 
a fotossíntese dessas algas que, acumulada 
por milhões de anos, encheu a atmosfera 
de gás oxigênio, possibilitando o aparecimen-
to de outras formas de vida que respirassem 
gás oxigênio, assim como nós mesmos. 
A seguir são apresentadas algumas ati-
vidades que podem ser realizadas com os 
alunos durante a leitura do livro.
Produção de gás por leveduras
Convém que o professor realize o experi-
mento indicado a seguir antes de realizá-lo 
com os alunos. Dessa maneira, saberá adequar 
as quantidades dos produtos e outros detalhes 
que dependerão do material disponível. 
Conte aos alunos que vocês conduzirão um 
experimento para testar se as leveduras, quan-
do em contato com o alimento, produzem 
gás. Para esse experimento você, ou cada gru-
po, irá precisar dos seguintes materiais:
• 2 saquinhos plásticos pequenos e transpa-
rentes
• 1 saquinho de fermento biológico seco 
(pode ser substituído por fermento bio-
lógico fresco)
• 1 ou 2 colheres de chá de açúcar
• Água morna (aproximadamente 37 ºC), 
o quanto baste
• Copo tipo “americano”
• Funil
• Caneta tipo “retroprojetor” para escrever 
nos saquinhos plásticos
• 2 elásticos
Explique aos alunos que o fermento bio-
lógico nada mais é do que leveduras, um 
tipo de fungo como aquele citado no livro 
(páginas 23 a 27). Chame a atenção dos alu-
nos para que não ingiram o fermento bio-
lógico, pois ele é composto de grande con-
centração de leveduras, o que poderá causar 
diarreia e outros desconfortos relacionados 
ao sistema digestório. Explique que, apesar 
de utilizarmos leveduras para fazer a massa 
do pão crescer, deixando-o macio, não as 
consumimos enquanto estão vivas. Ao ser 
assado, todas as leveduras que estavam na 
massa do pão são mortas. 
O professor, ou cada um dos grupos, 
deverá marcar um dos saquinhos plásticos 
como sem açúcar e o outro como com açú-
car. A seguir, deverá misturar em um dos 
copos o pacote de fermento biológico seco 
a um pouquinho de água morna. Misture 
até desfazer os grumos e obter uma mistura 
homogênea e líquida. Então, adicione mais 
água morna até quase encher o copo. Com 
a ajuda do funil, coloque por volta de dez 
colheres de chá da mistura no saquinho 
plástico sem açúcar e feche-o com um nó 
no próprio saco ou com o elástico. Tome 
cuidado para que o saquinho não fique 
túrgido com ar, ou que fique sem ar, como 
se estivesse “a vácuo”. No segundo saqui-
nho, marcado como com açúcar, adicione a 
mesma quantidade da mistura de fermen-
to biológico, mas, dessa vez, acrescente a 
ela uma ou duas colheres de chá de açúcar 
(a quantidade de açúcar irá depender da 
quantidade de água). Coloque essa mistura 
no saquinho com açúcar e feche-o com o 
outro elástico. 
Pergunte aos alunos o que eles esperam 
que aconteça caso as leveduras realmente 
liberem gás dentro dos saquinhos fechados 
(espera-se que os alunos percebam que os 
dois saquinhos irão inflar). Peça a eles que 
registrem a cada 10 minutos o que está 
acontecendo nos saquinhos. Há formação 
de bolhas na mistura de algum dos dois sa-
cos? Ambos estão ficando mais túrgidos? Os 
alunos notaram outras mudanças?
Ao final do experimento – o tempo exa-
to dependerá da temperatura ambiente, 
da quantidade de açúcar acrescentada e da 
qualidade das leveduras, daí a importância de 
o professor realizar esta atividade antes 
de apresentá-la aos alunos –, o saquinho 
contendo leveduras e água com açúcar de-
verá se apresentar mais túrgido. Isso ocorre 
porque as leveduras utilizam o açúcar como 
alimento e realizam a fermentação, liberan-
do gás carbônico no saquinho, o que causa 
o seu enchimento. O saquinho contendo 
somente água não deverá ter inflado ou 
terá inflado muito pouco. Questione os alu-
nos sobre a que eles atribuem a diferença 
nos resultados obtidos. Ajude-os a perceber 
que o açúcar é a única coisa que distingue 
um saquinho do outro. Incite os alunos a ex-
plicarem o papel do açúcar, a partir do que 
foi lido no livro. Ajude-os a perceber que a 
presença do açúcar na mistura faz com que 
as leveduras fiquem mais ativas, pois elas 
o estão fermentando, e liberam mais gás 
carbônico do que aquelas que estão sem 
alimento e, portanto, menos ativas.
aTividades 
Para dePois da LeiTura
Após a leitura verifique o que os alunos 
aprenderam e se são capazes de contar o que 
perceber que não é adequado tomar antibió- 
ticos a toda hora ou por qualquer doença.
Produzindo iogurte
Para preparar iogurte serão necessários 
dois dias e alguns procedimentos que de-
vem ser realizados na cozinha. Antes de 
apresentá-lo aos alunos, portanto, prepare- 
-se com antecedência. Providencie os se-
guintes materiais e ingredientes:
• 1 litro de leite semidesnatado de boa 
procedência
• 1/2 copo de iogurte de boa procedência
• Mel (o quanto for necessário) e/ou geleia 
(de qualquer sabor)
• De meia a uma colher de sopa de leite em 
pó
• Uma panela para ferver o leite
• Uma vasilha de vidro ou plástico, com 
tampa, grande o suficiente para acomo-
dar o leite mais o copo de iogurte 
• Panos de prato
• Algumas folhas de jornal ou uma caixa de 
isopor grande o suficiente para acomo-
dar a vasilha com o iogurte
• Copinhos e colheres de plástico para ser-
vir o iogurte
Para fazer o iogurte, proceda do seguinte 
modo: ferva o leite e deixe-o esfriar até que 
fique morno o suficiente para ser colocado 
nas costas da mão sem queimá-la. Se quiser 
um iogurte mais encorpado, acrescente uma 
colher de leite em pó ao leite fervido. Nesse 
ponto, coloque o leite na vasilha e leve-o 
para a classe com os demais ingredientes e 
materiais. Na classe, pergunte aos alunos se 
alguém se lembra do que é o iogurte. Lem-
bre-os, caso eles não se recordem, de que no 
iogurte estão presentes bactérias benéficas. 
Misture o iogurte ao leite e, ao mesmo tem-
po, pergunte aos alunos o que acontecerá 
com a mistura. O que as bactérias presentes 
no iogurte irão fazer ao leite (transformá- 
-lo em iogurte também)? Após misturar os 
ingredientes, e tomando cuidado para que 
o leite não se resfrie demais, feche a vasilha 
com a tampa (ou cubra-a com um pano de 
prato muito limpo) e envolva-a com as fo-
lhas de jornal e um ou dois panos de prato 
para manter a temperatura morna (alterna-
tivamente, coloque a vasilha em uma caixa 
de isopor). Explique aos alunos que as bac-
térias, como eles viram no texto, são muito 
pequenas e que, por isso, precisaram de 
algum tempo para se alimentar e se repro-
duzir no leite. Deixe a mistura em um local 
fresco e à sombra, embrulhada de um dia 
para o outro, sem movê-la. Se o local onde 
você vive for quente demais, talvez seja ne-
cessário colocar a mistura na geladeira após 
12 horas. Faça o iogurte em casa antes de 
fazê-lo na escola para testar os detalhes da 
receita e adequá-la ao local e aos materiais 
e ingredientes disponíveis. No dia seguinte, 
verifique se o iogurte está pronto (prove-o) 
e coloque-o na geladeira por algumas horas 
(para que fique gelado, embora possa ser 
consumido sem ser resfriado), antes de levá-
-lo aos alunos. Na classe, mostre aos alunos 
o resultado da ação das bactérias sobre o 
leite. Distribua o iogurte nos copinhos para 
os alunos experimentarem. Se quiserem, os 
alunos podem misturar geleia ou mel ao 
iogurte, o que confere sabor e adoça um 
pouco o produto.
que seja uma e do que seja a outra. Aproveite 
para elucidar a diferença geral entre resfriado 
(quando os sintomas são, basicamente, nariz 
entupido e abundante produção de muco 
– catarro) e gripe

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