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CONSTITUIÇÃO DOS ELEMENTOS TEATRAIS Professor Paulo Martins TRÍADE TEATRAL Para o acontecimento espetacular das artes cênicas exista, são necessários três elementos operativos que podemos chamar de “tríade essencial”: o texto, o ator e o público. TEXTO PLATEIA ATOR/ATRIZ O ator, desempenhando um papel ou encarando uma personagem, situa-se no próprio cerne do acontecimento teatral. Ele é o vínculo vivo entre o texto do autor, as diretivas de atuação do encenador e o olhar e a audição do espectador. (Patrice Pavis. Dicionário do teatro) ATOR Conecta os elementos Usufrui dos elementos Atriz surge com a Commédia dell’arte TEXTO O texto é aquilo que venha ser dito pelo ator, as indicações cênicas, a criação do dramaturgo, até mesmo pelo encenador. Tem por objetivo principal a encenação, até o século XX tinha a marca do dramático: diálogo, conflito e situação dramática. Associadas as 3 unidades aristotélica – AÇÃO, TEMPO e ESPAÇO. CLÁSSICO • Greco-romano • Fala – verbal • Versos MODERNO • Realismo/ Naturalismo • Fala – verbal • Prosa CONTEMPORÂNEO • Século XX • Fala – gesto – visual PLATEIA Passiva Ativa Espectator É o agente coletivo que recebe os códigos do espetáculo, sendo indivíduos num conjunto que reage em bloco a mensagem. ELEMENTOS DA LINGUAGEM TEATRAL MAQUIAGEM ILUMINAÇÃO CENÁRIO SONOPLASTIA FIGURINO FIGURINO Caracteriza a personagem Funcionalidade cênica. Auxilia a estabelecer uma ideia, tema do espetáculo. Realista, simbólico, conceitual Acentua a estética e/ou perfil da personagem O figurino sempre esteve presente na encenação teatral como signo da personagem e do disfarce, onde, durante muito tempo teve o simples papel de caracterizador encarregado de vestir o ator de acordo com a verossimilhança de uma condição ou de uma situação. MAQUIAGEM FUNÇÃO Embelezam ento Codificar o rosto Efeitos cênicos Teatralizar a fisionomia Sendo a pintura que carrega uma série de informações do perfil da personagem, da estética do espetáculo, dialogando também com o figurino. CENÁRIO Organizar o espaço da encenação. Ilustra o tempo e o espaço. Aproxima o público da apresentação. Aquilo que, no palco, figura o quadro ou moldura da ação através de meios pictóricos, plásticos e arquitetônicos. ESPAÇO CÊNICO • Área de atuação, perceptível pelo público. ESPAÇO DRAMÁTICO • Espaço da ficção onde evolui a ação e os personagens. (CESPE) - 2018 - (IFF/RJ) - Professor do Ensino Básico Acerca da maquiagem teatral e do uso de máscaras no teatro, assinale a opção correta. A. Na contemporaneidade, a maquiagem é considerada um signo transgressor na concepção de um espetáculo, porque tira o foco do público da encenação. B.O maquiador deve considerar os aspectos da iluminação com a finalidade de homogeneizar a maquiagem de todos os atores do espetáculo. C. O teatro moderno relativizou o uso da maquiagem, caracterizando-se por dispensar a aplicação desse recurso. D. No teatro grego antigo, especialmente nas comédias, a máscara era empregada para enaltecer qualidades dos tipos específicos da sociedade local. E. A maquiagem deve integrar-se à proposta do espetáculo, ressaltando as características do personagem e se fundindo à interpretação dos outros elementos da cena. (CESPE) - 2018 - (IFF/RJ) - Professor do Ensino Básico Com relação às concepções de figurino de diferentes dramaturgos e em diferentes épocas, assinale a opção correta. A. Para Stanislavski, o figurino deve servir de sustentáculo de significação no cenário de uma estética simbolista. B. Na concepção de Craig, o figurino é um importante elemento de representação, porque caracteriza e particulariza a atuação de cada ator. C. Artaud propunha que o figurino fosse uma vestimenta de cerimonial que contrariasse os elementos ritualísticos do espetáculo. D. O espetáculo moderno valoriza a cenografia e nele o espaço cênico tende a tornar-se simbólico, cabendo ao figurino minimizar a leitura do espectador. E. A prática brechtiana, pelo seu teor político, dispensa a força do figurino e da cenografia para ressaltar o contexto social e histórico da obra. ILUMINAÇÃO Dar visibilidade ao espetáculo. Ressaltar certos aspectos da cena ou cenário. Delimitar o espaço de encenação. Causar efeitos. Podemos dizer que é a arte ou técnica de iluminar o espetáculo teatral, que visa a pura e simples visibilidade e, por outro, à expressão subjetiva da situação dramática. Luz natural Velas Luz a gás Luz elétrica SONOPLASTIA Auxilia a enfatizar a cena e as emoções dos artistas. Dialoga intimamente com a cena. Ajuda a envolver a plateia na construção de imagens e sensações. É a reconstituição artificial de ruídos, sejam eles naturais ou não. Os acontecimentos sonoros que entra na composição do espetáculo. Por vezes produzido em cena, nos bastidores ou na cabine de som. QUADRIX-2018 No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item a seguir. 79. Historicamente, a partir da invenção da luz elétrica, por Thomas Edison, houve uma revolução na encenação teatral ocidental e o teatro passou a considerar a literatura dramática como somente mais um de seus elementos. 80. Se o cenário pictórico dominou os palcos de teatro até meados do século XV, a tendência inverteu‐se no teatro renascentista, com uma nova teoria proposta pelos cenógrafos Appia e Craig. Cenógrafos das principais obras de Shakespeare, propuseram encenações fundamentadas na arquitetura, incluindo elementos como profundidade e perspectiva. 81. No século XX, as encenações de Meyerhold eram subordinadas ao mimetismo psicológico ou ao realismo sociológico, Stanislavski propunha encenações exclusivamente teatrais, desviando‐se do drama e do textocentrismo ocidental, e Brecht propunha um teatro épico, desnudando os equipamentos cênicos no palco. 82. O encenador Bertolt Brecht propunha, pelo teatro épico e suas peças didáticas, o efeito estético da catarse, em prol da reflexão crítica e politizada do espectador. QUADRIX – 2017. No século XX, o teatro passou a ser compreendido como a linguagem que identifica a literatura dramática como mais um de seus elementos, ao lado da cenografia, da iluminação, do figurino, da música e da sonoplastia. Considerando esse contexto, julgue os itens subsecutivos. 81. A palavra em cena remete estritamente ao significado literal do texto teatral. 82. A iluminação cênica integra o conjunto dos elementos de encenação. 83. O figurino pode apoiar atores e atrizes na composição de seus personagens. FUNIVERSA – 2010 A respeito da leitura e da interpretação da mensagem teatral, assinale a alternativa correta. a) Existe uma mensagem única que o conjunto dos sistemas significantes da encenação propõe ao espectador. b) A mensagem teatral não precisa dos outros códigos cênicos para ser expressa, e sim da palavra. c) O espectador realiza o espetáculo em sua mente, construindo a significação a partir do conjunto dos signos expressos. d) A mensagem é independente da dramaturgia e da encenação. e) A mensagem na literatura e no teatro tem os mesmos meios de expressão. Percepção e Sensibilidade Teatral JOGO TEATRAL Os jogos teatrais são procedimentos lúdicos com regras explícitas. Os jogos teatrais foram criados para auxiliar na preparação de atores e estudantes para a prática teatral. São desafiadores e divertidos. Com esses jogos, a aprendizagem acontece pela experiência e experimentação. Eles trabalham a parte técnica com o ator, possibilitam o desenvolvimento da atenção, concentração e outras capacidades O processo de trabalho com jogos “visa efetivar a passagem do teatro concebido como ilusão para o teatro concebido como realidade cênica”. Koudela (1992, p.148) Foco e concentração Criatividade e imaginação Solução de problemas Interação coletivae grupos sociais brasileiros. Para tanto, prevê que os estudantes desenvolvam competências e habilidades que lhes possibilitem mobilizar e articular conhecimentos desses componentes simultaneamente a dimensões socioemocionais, em situações de aprendizagem que lhes sejam significativas e relevantes para sua formação integral. A Arte, enquanto área do conhecimento humano, contribui para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade. Ela é, também, propulsora da ampliação do conhecimento do sujeito sobre si, o outro e o mundo compartilhado. É na aprendizagem, na pesquisa e no fazer artístico que as percepções e compreensões do mundo se ampliam e se interconectam, em uma perspectiva crítica, sensível e poética em relação à vida, que permite aos sujeitos estar abertos às percepções e experiências, mediante a capacidade de imaginar e ressignificar os cotidianos e rotinas. A ÁREA DE LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 1. Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e verbais); 2. Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições; 3. Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva; 4. Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso; 5. Compreender os processos de produção e negociação de sentidos nas práticas corporais; 6. Apreciar esteticamente as mais diversas produções artísticas e culturais, considerando suas características locais, regionais e globais; 7. Mobilizar práticas de linguagem no universo digital; GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Artes No ensino do Ensino Fundamental, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - Componente Curricular: Arte, o Professor que desenvolver a habilidade de “reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção, divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro” com os alunos do 6º ao 9º ano deverá fazê-lo através da seguinte unidade temática: A) Música. B) Artes visuais. C) Teatro. D) Dança. VUNESP - 2019 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Professor II - Arte Na BNCC de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular – Artes visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e habilidades articulados às seis dimensões apresentadas no documento. Uma última unidade temática explora as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Essa unidade temática é designada como A) Indústria Cultural. B) Artes Industriais. C) Estudos Artísticos. D) Artes integradas. E) Arte computacional. INSTITUTO AOCP - 2019 - SEE -PB - Professor - Artes A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC – 2018), para o Ensino Fundamental, tem como princípio unificar o ensino brasileiro de Norte a Sul. As instituições escolares devem implementar a reforma nos currículos até 2020. Sobre as proposições no ensino de Arte, assinale a alternativa correta. A) No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas seguintes linguagens: as Artes visuais, Música e o Teatro. B) A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas, todavia limita a interação crítica dos alunos com a complexidade do mundo. C) A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artística como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores. D) A BNCC propõe que a abordagem das linguagens articule seis dimensões do conhecimento em Arte: Criação, Crítica, Estesia, Experiência, Aprendizagem, Reflexão. OBJETIVA - 2021 - Prefeitura de Victor Graeff - RS - Professor - Anos Finais do Ensino Fundamental - Artes De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Na BNCC de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular – Artes Visuais, Dança, Música e Teatro – constitui um(a) _______________ que reúne objetos de conhecimento e habilidades articulados às seis dimensões do conhecimento. A) unidade temática B) classificação C) competência específica D) eixo organizador FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Arte Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular – Artes visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e habilidades. Além dessas, uma última unidade temática, Artes integradas, que a) articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. b) devem expandir seu repertório e ampliar sua autonomia nas práticas artísticas, por meio da reflexão sensível, imaginativa e crítica sobre os conteúdos artísticos e seus elementos constitutivos. c) exploram as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação. d) propiciam a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas. e) reconhecem a diversidade de saberes, experiências e práticas artísticas tradicionais como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte. FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Arte Na BNCC, as linguagens artísticas das Artes visuais, da Dança, da Música e do Teatro, consideradas em suas especificidades, e as experiências e vivências dos sujeitos em sua relação com a Arte não acontecem de forma compartimentada ou estanque. Assim, é importante que o componente curricular Arte leve em conta a) a mistura terminológica e o limite conceitual de cada educando. b) as demais disciplinas que sempre necessitam de um reforço em suas aulas, num processo de servidão, como complementação das ações interdisciplinares. c) o diálogo entre essas linguagens, o diálogo com a literatura, além de possibilitar o contato e a reflexão acerca das formas estéticas híbridas, tais como as artes circenses, o cinema e a performance. d) o regionalismo e as crenças de determinados grupos, não interferindo em questões religiosas culturais, se privando de alguns conteúdos que causariam polêmicas. e) os limites regionais das escolas e educandos, e se atenha às questões técnicas de cada expressão artística, se limitando à interdisciplinaridade com as linguagens e suas tecnologias. ABORDAGEM TRIANGULAR NO ENSINO DA ARTE Professor Paulo Martins É a principal referência no Brasil para o ensino da Arte nas escolas, tendo sido a primeira brasileira com doutorado em Arte-educação, defendido em 1977, na Universidade de Boston pelo departamento de Educação Humanística. Foi diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Foi a primeira pesquisadora a se preocupar com a sistematização do ensino de Arte em museus, durante sua gestão como diretora do MAC. Atualmente está aposentada da pós-graduação em Arte-educação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). Mesmo aposentada segue como docente nos programas de mestrado e doutorado da Universidade Anhembi Morumbi. Autora de diversos livros e artigos fundamentais para o estudo nesta área, é a principal referência em arte-educação noBrasil nos dias de hoje. ANA MAE BARBOSA 1978 - Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo (São Paulo: Perspectiva); 1982 - Recortes e colagens: influência de John Dewey no ensino da arte no Brasil (São Paulo: Autores Associados); 1985 - Arte-educação: conflitos/acertos (São Paulo: Max Limonad); 1986 - História da Arte- Educação (São Paulo: Max Limonad); 1990 - O ensino da arte e sua história (com Heloísa M. Sales, São Paulo: MAC); A Abordagem Triangular (AT) é uma teoria metodológica sistematizada em ações “a partir das condições estéticas e culturais da pós-modernidade” (BARBOSA,2012), ou seja, as ações de ler, contextualizar e fazer Arte, por meio da inserção de obras de arte nos processos de ensinar e aprender. No período modernista, propunha-se a inclinação ao espontaneísmo, à expressividade como algo sem referências diretas às imagens da História da Arte. A imagem era negligenciada e as relações emocionais prevaleciam sobre os exercícios e experiências artísticas realizadas em prol da expressividade “pura” do educando, em que se primava pela “originalidade”. Já no Pós-modernismo, Ana Mae Barbosa, percebendo o contexto modernista de recusa ao ensino crítico e reflexivo, inicia o processo de sistematização da Abordagem Triangular, que se ancora sobre o Ler, Fazer e Contextualizar, pressupondo um pensamento articulado, no qual o contexto do educando é tomado com relevância frente ao conteúdo ensinado. 1980 Quebra do elitismo da Arte PILARES DA ABORDAGEM TRIANGULAR FEPESE - ABDI - Professor de Artes Visuais - 2012 Com relação à Abordagem Triangular, sistematizada por Ana Mae Barbosa na década de 1980, é correto afirmar: A) é um método a ser aplicado através de eixos hierárquicos lineares. B) é uma metodologia que se limita a si mesma, não se abrindo a outras teorias. C) a partir de seus três eixos, fazer, ler e contextualizar, é possível pensar uma atuação significativa no ensino de Arte. D) serve para quem quer um manual de caráter prescritivo. E) no eixo da leitura é possível aprender a produzir um trabalho artístico. Prefeitura de Betim - MG - 2015 - Prefeitura de Betim - MG - Professor PII - Arte Ana Mae Barbosa, educadora nascida no Rio de Janeiro, foi a primeira brasileira a obter o título de doutora em Arte-educação. Tendo publicado diversos livros na área, desenvolveu uma proposta para o ensino de arte denominada Abordagem Triangular. Essa proposta hoje orienta os Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte, os quais definem que o conhecimento da arte envolve as experiências de: A) criar, fruir e apreciar obras de arte. B) fazer, fruir e refletir formas artísticas. C) ler, produzir e desconstruir objetos artísticos. D) ver, refletir e conhecer obras de arte. IFES – 2013. Professor do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Arte Segundo Ana Mae Barbosa, em seu artigo “Interterritorialidade na Arte/Educação e na Arte”, a Arte interfere positivamente no desenvolvimento da cognição de várias áreas do conhecimento. Para a autora, a música, a dança e as artes visuais desenvolvem o desempenho acadêmico dos alunos, não só na disciplina de Arte. Contudo, Ana Mae alerta que não basta ensinar Arte com horário marcado, como muitas vezes ocorre no espaço escolar. Marque a alternativa que complementa o pensamento dessa estudiosa. a) É necessário ensinar técnicas que colaborem com a aprendizagem do artesanato local para que o aluno se sinta integrado a sua cultura. b) É necessário ensinar interdisciplinarmente para despertar a capacidade do aluno de estabelecer relações, contribuindo com a ampliação de sua capacidade de interpretação. c) É necessário ensinar a história da arte clássica para que o aluno conheça as verdadeiras obras de arte produzidas na trajetória da humanidade. d) É necessário ensinar a história de vida dos grandes artistas brasileiros para que o aluno conheça as obras de arte produzidas por eles e reconheça nelas elementos da cultura brasileira. e) É necessário ensinar o modo correto de se ler uma imagem para que o aluno saiba decifrar os códigos da linguagem visual e consiga ler imagens apresentadas em seu cotidiano. IFES – 2013. Professor do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Arte A Abordagem Triangular sistematizada por Ana Mae Barbosa é composta por três eixos de aprendizagem artística: Produção, Leitura e Contextualização. O eixo Produção refere-se à: I. Realização de uma escultura, dança, música, filme ou outras formas de produção artística. II. Produção de pensamentos sobre arte (por exemplo, quando alguém escreve um texto dando forma a ideias). III. Experiência da leitura - quando alguém, diante de uma obra de arte, configura para si mesmo um encontro e realiza para si mesmo uma forma significativa de encontro com aquela obra. IV. Ações que focalizam, por meio da reflexão, os diferentes contextos da arte: história, cultura, circunstâncias, histórias de vida, estilos e movimentos artísticos. Estão corretas apenas as alternativas: a) I e II. b) I, II e IV. c) I e IV. d) II e IV. e) I, II e III. PATRIMÔNIO CULTURAL Professor Paulo Martins PATRIMÔNIO CULTURAL- 1937 “o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no País e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico”. PATRIMÔNIO CULTURAL - 1988 Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL - IPHAN É uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Turismo que responde pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras. O Iphan possui 27 Superintendências (uma em cada Unidade Federativa); 37 Escritórios Técnicos, a maioria deles localizados em cidades que são conjuntos urbanos tombados, as chamadas Cidades Históricas; e, ainda, seis Unidades Especiais, sendo quatro delas no Rio de Janeiro: Centro Lucio Costa, Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular; e, duas em Brasília, o Centro Nacional de Arqueologia e Centro de Documentação do Patrimônio. O Iphan também responde pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista o Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções da Unesco, respectivamente, a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003. PATRIMÔNIO CULTURAL MATERIAL O patrimônio material protegido pelo Iphan é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza, conforme os quatro Livros do Tombo: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas. IMATERIAL Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas). Alguns dos teatros construídos no Brasil, durante o século XIX, estão entre os mais importantes bens tombados pelo Iphan. O Teatro Amazonas, erguido em Manaus (AM),é uma obra que retrata a riqueza da Região Norte, durante o Ciclo da Borracha. Em Belém, está o Teatro da Paz e, em Jaguarão (RS), destaca-se o Teatro Politheama Esperança. Este último ficou na história como uma casa de espetáculos que movimentou a vida cultural na fronteira do Brasil com o Uruguai, até o início do século XX. Teatro Nacional de Brasília (DF) Cine Teatro São Joaquim (GO) Teatro da Paz (PA) Teatro Esperança (RS) SESC Pompéia (SP) O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste (MAMULENGO) - inscrito no Livro de Formas de Expressão, em março de 2015 - teve seu pedido de inclusão solicitado pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB), o que mostra a tendência de uma apropriação da sociedade sobre suas manifestações. Os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal, compõem a área de abrangência dessa manifestação cultural. Para o Iphan, esse bem imaterial não é um brinquedo ou um traço do folclore, e envolve, sobretudo, a produção de conhecimento criativo, artístico e com uma forte carga de representação teatral. Quadrix - 2018 - SESC-DF - Técnico em Nível Superior - Artes Cênicas Foi aprovado com unanimidade, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, o tombamento do conjunto arquitetônico do Sesc Pompeia (SP). Foi integrado ao patrimônio cultural nacional por ser considerado como um marco da arquitetura brasileira e por seus valores técnicos e estéticos, em especial pelas intervenções em sua estrutura, desenvolvidas por Lina Bo Bardi. O complexo da Pompeia tornou-se uma referência arquitetônica nacional e internacional e um dos mais importantes centros de convivência e de cultura da cidade de São Paulo. Portal do Iphan, 2015 (com adaptações). Considerando o texto acima e as medidas de proteção do patrimônio material utilizadas pelo Iphan como referência inicial, assinale a alternativa correta. A) O tombamento promove a demolição de bens culturais a fim de reformá-los e torná-los referência cultural nacional, sob vigilância do Iphan. B) A valoração do patrimônio cultural ferroviário reconhece a importância cultural de porções peculiares do território nacional, representativas do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores. C) A palavra tombo, significando reforma, começou a ser empregada pelo Arquivo Nacional português para ampliar uma das torres da muralha que protegia a cidade de Lisboa. Com o passar do tempo, o local passou a ser chamado de Torre do Tombo. D) Qualquer pessoa física ou jurídica poderá solicitar o tombamento de qualquer bem ao Iphan, bastando, para tanto, encaminhar correspondência à superintendência do Iphan em seu estado, à presidência do Iphan ou ao Ministério da Cultura. E) Sob a tutela do Iphan, os bens tombados contemplam patrimônio material e imaterial. Quadrix - 2018 - SESC-DF - Técnico em Nível Superior - Artes Cênicas A respeito de patrimônio cultural, assinale a alternativa correta A) O patrimônio cultural imaterial é constituído pelos bens imóveis existentes no País e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico. B) O patrimônio material é constituído pelos bens móveis e imóveis existentes no País e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico. C) São considerados como bens imóveis: saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão; e lugares. D) São considerados como bens imóveis: coleções arqueológicas, acervos de museus, documentos, vídeos, fotografias e filmes; obras da arte figurativa (pinturas, esculturas, gravuras etc.) e da literatura (livros, coleções, catálogos etc.); e itens do mobiliário (mesas, cadeiras, armários etc.), utensílios (instrumentos diversos e de funções variadas, como os de uso doméstico, religioso etc.) e documentos (certidões, mapas, fotografias etc.). E) A CF substituiu a denominação patrimônio cultural material por patrimônio histórico e artístico. Quadrix - 2018 - SESC-DF - Técnico em Nível Superior - Artes Cênicas O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura que responde pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Acerca desse instituto e de patrimônio cultural, assinale a alternativa correta. A) Criado em 2003, por meio da Lei n.º 378, assinada pelo então presidente Lula da Silva, o Iphan protege e promove os bens culturais brasileiros, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras. B) As superintendências e os escritórios técnicos do Iphan concentram-se na cidade de Brasília, no Centro Nacional de Arqueologia, devido à sua vinculação com o Ministério da Cultura. C) O Iphan responde pela conservação, pela salvaguarda e pelo monitoramento dos bens culturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial e na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, conforme convenções da Unesco, respectivamente, a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972 e a Convenção do Patrimônio Cultural Imaterial de 2003. D) O Iphan responde pela conservação, pela salvaguarda e pelo monitoramento dos bens culturais materiais brasileiros. Os bens imateriais são incumbidos à Fundação Nacional de Arte (Funarte). E) A Constituição Federal de 1988 (CF) reconhece a existência de bens culturais de natureza material e imaterial, mas não estabelece as formas de preservação desse patrimônio (o registro, o inventário e o tombamento). INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Betim - MG - Professor - Artes Uma marcante tradição representativa do nordeste brasileiro é conhecida como Teatro de Mamulengos. Essa modalidade teatral recebe outros nomes dependendo da região. Em relação ao assunto, assinale a alternativa correta. A) O Teatro de Mamulengos faz parte de uma modalidade em que os atores utilizam brinquedos em suas apresentações, realizadas exclusivamente para crianças de até 10 anos. B) Através de uma estrutura linear, o teatro de bonecos Mamulengo tem como principal característica as relações entre causa e consequência, havendo sempre uma moral ao final da história. C) De origem humilde, o teatro de Mamulengo é conhecido pela criação de bonecos com materiais recicláveis, sendo reconhecido como uma ação cultural, social e, principalmente, ecológica. D) O teatro de bonecos Mamulengo é um espetáculo hibrido, que traz ao público danças, músicas e poesias através de uma estrutura dramática não linear, uma vez que conta com a participação do público e improvisos. E) Em 2015, o teatro de Mamulengo foi tombado como patrimônio imaterial cultural do Brasil, para o qual foi construído um Museus de Bonecos no Maranhão, a fim de legitimar essa arte.JOGOS TEATRAIS X JOGOS DRAMÁTICOS • Lugar de onde se vê.TEATRO • Eu faço, eu luto - AçãoDRAMA JOGO TEATRAL • o grupo de sujeitos se alternam nas funções de jogadores e de observadores; ou seja, os sujeitos jogam para outros que os observam. JOGO DRAMÁTICO • todos são fazedores da situação imaginária, todos são atores. Jogo dramático infantil Apresenta-se ocasiões de caracterização ou emocional. Não diferencia o jogo realista do imaginativo Jogo Projetado – restrições corporais Jogo Pessoal – controle total sobre o corpo Jogo imaginativo = é interior, o individuo imaginando, não interferência externa. Jogo realista= o jogo é preestabelecido, há um orientador PETER SLADE (1912 - 2004) Foi um escritor e dramaterapeuta inglês e um dos pioneiros no estudo do teatro para crianças. O jogo é uma forma natural de grupos que propicia o envolvimento e a liberdade pessoal necessários para a experiência. O jogo serve para o desenvolvimento, estimular a criatividade, liberdade criadora, oportunidade de experimentar. Para o jogo tem os que realizam a ação e os que observam. O jogo é preestabelecido. Deve-se estabelecer regras para explícitas para realizar a atividade (limites para a improvisação). Baseia-se no Foco, Instrução e Avaliação. VIOLA SPOLIN (1906 - 1994) Professora, autora e diretora de teatro, Spolin sistematizou Jogos Teatrais (Theater Games), metodologia de atuação e conhecimento da prática teatral, que está presente em todos os fundamentos da atual comédia norte-americana, inclusive no Stand-up comedy. 13. Referente aos Jogos Teatrais desenvolvidos pelo Viola Spolin, sobre sua prática podemos dizer que: A) Os fundamentos dessa prática estão em compreender o jogo a partir dos conceitos de representação cênica. B) As bases estão no jogo corporal a partir de relações simbólicas construídas pelos atores. C) A fundamentação de sua proposta pedagógica estava centrada num teatro improvisacional, visando uma interação e a renovação do movimento cênico. D) Os jogos teatrais como práticas de descontração diante o trabalho técnico do ator e livre de regras. 14. Qual a diferença entre jogo teatral e jogo dramático diante do processo de desenvolvimento e educação da criança? A) O jogo dramático é o faz de conta, e antecede o jogo teatral, que é intencionalmente dirigido ao outro. B) O jogo dramático está vinculado ao processo criativo realista, e o jogo teatral ao imaginário e fantasioso. C) O jogo teatral é o faz de conta, e antecede o jogo dramático, que é intencionalmente dirigido ao outro. D) O jogo dramático focado na improvisação de diálogos, já o jogo teatral na criação de cenas. QUADRIX-2018. Com relação aos fundamentos da educação teatral e das pedagogias do teatro, julgue o item que segue: 15. O sistema de jogos teatrais proposto por Viola Spolin fundamenta‐se principalmente em Piaget e Stanislavski. Propõe como essências do jogo teatral o foco, a instrução e a avaliação e pretende que o jogador aprenda a resolver problemas cênicos. O EXERCÍCIO DA IMPROVISAÇÃO TEATRAL/ PROCESSOS DE SENSORIALIZAÇÃO E FISICALIZAÇÃO Recurso de interpretação que consiste na obtenção de ação dramática a partir da espontaneidade do ator. Onde se representa a partir de um tema ou um código de forma verbal ou gestual sem modelo de expressão corporal, a desconstrução verbal e a pesquisa de uma nova linguagem física. O improviso visto como gênero dramático, é a realização de uma ação espontânea, inventando uma história e representando personagens, onde o “erro” se torna ação dramática. IMPROVISAÇÃO ENQUANTO INSTRUMENTO: • Atribui lugar essencial no processo criativo. • Desenvolve as qualidades pessoais e imaginativas. • O corpo é a fonte inventiva. ALGUMAS FORMAS: • Com ou sem roteiro. • Com ou sem máscaras. • Com ou sem texto em mãos. ALGUMAS FINALIDADES: • Para reconhecer tonos de presença cênica. • Alcançar criações coletivas. • Alimentar ideias sobre um texto escrito previamente. O que nunca foi visto. e/ou rompimento do racional. e/ou um ato involuntário. O QUE SE ESPERA... • Desenvolvimento de habilidades; • Liberdade para alcançar os objetivos; • Regras claras; • Envolvimento + esforço para lidar com estímulo = crescimento. • Problematização de temas sociais, culturais e de atuação. 1. JOGOS • O julgamento pode ser limitante (bom/ mau); • Não há forma absoluta; • O teatro é o guia para as soluções.2. APROVAÇÃO/ DESAPROVAÇÃO • Aluno-ator: consciência do trabalho e acordos para atuação; • Diferenças são elementos para a ação; • Professor: a) a participação é livre? b) respeitar a capacidade de participação. c) respeitar o tempo do aluno; • Eliminar as competições (evitar ao máximo as comparações). 3.EXPRESSÃO DO GRUPO •Parte orgânica do teatro; •Fundamental para o processo; •A plateia deve ser inserida logo no início do processo.4. PLATEIA •São técnicas de comunicação; •Não pode ser visto como sagrado; •Associar a técnica com a vivência direta.5. TÉCNICAS TEATRAIS •As proposta devem estar nas sessões de trabalho; •Preparar o equipamento sensorial; •Aguçar o olhar para o mundo, pois o mundo é material para a cena. 6. TRANSPOSIÇÃO DA APRENDIZAGEM PARA VIDA •Apresentação do material de forma não verbal; •O físico é a comunicação direta. O sentimento é a experiência pessoal da plateia; •Fisicalização é um instrumento. Deve-se encorajar o aluno na expressão física; •O ator cria a realidade teatral tornando-a física. 7. FISICALIZAÇÃO Spolin, Viola. Improvisação para o teatro. Por se compreender que, na investigação proposta pelos exercícios de expressão dramática, o prazer de jogar se aproxima do prazer de aprender a fazer e a ver teatro, estimulando os alunos a organizarem um discurso coerente e criativo, que explore a utilização dos diferentes signos que constituem a linguagem teatral, bem como a empreenderem leituras próprias acerca das cenas criadas pelos seus camaradas, o teatro em instituições educacionais vem sendo trabalhado, preferencialmente, a partir da (o): a) Prática de jogos de improvisação. b) Observação sistemática de atores em cena. c) Leitura de periódicos dedicados ao tema. d) Incentivo para que o aluno acompanhe as telenovelas e seriados de televisão. 2013 IBFC SEAP-DF Professor - Artes Cênicas 2020 INSTITUTO AOCP. Prefeitura de Betim – MG. Professor Artes. Sobre a vivência de jogos teatrais durante as aulas de Arte, assinale a alternativa correta. a) Para a aplicação em sala de aula, divide-se os jogos em dois tipos: jogo dramático, no qual o objetivo é incorporar um personagem mediante uma situação específica, e jogo lúdico, que permite a brincadeira sem objetivos pedagógicos. b) O teatro lúdico, enquanto prática pedagógica, é usado apenas durante a Educação Infantil, por sua característica de permissividade cênica, improvisação e musicalidade incorporada à brincadeira. c) Os jogos teatrais permitem que o aluno investigue e problematize temas sociais e culturais para além da reprodução de cenas prontas. d) Os jogos teatrais têm como finalidade reproduzir peças teatrais de maneira espontânea. e) Nem todos os alunos desenvolvem a capacidade de improvisação e encenação. Portanto as aulas devem ser pensadas em função daqueles que já possuem habilidade cênica. Consideradas as diferenças de ordem histórica, tanto a fisicalização de Viola Spolin quanto a noção de gestus de Bertolt Brecht apontam para os processos de objetivação da forma teatral. Em relação a esse assunto, assinale a alternativa correta. a) A noção de fisicalização, inerente ao sistema de Spolin, impede que o jogador desenvolva sua consciência sensorial por meio da relação lúdica com o parceiro. b) Para Brecht, uma linguagem é gestus quando é adequada a atitudes particulares adotadas pela pessoa que a usa, em relação às outras pessoas. Por isso, no sentido brechtiano, gestus diz respeito sempre a uma dimensão subjetiva do gesto como signo teatral. c) O caráter géstico nãoestá presente nas palavras ou na voz, no figurino, no cenário ou na música. d) O gestus remete a uma operação de signos desenvolvida pelo ator na temporalidade do espetáculo e realizada no nível do gesto, ao qual está restrito o seu alcance. e) No teatro de improvisação, por exemplo, em que pouco ou quase nenhum material de cena, de figurino ou de cenário é usado, o ator deve aprender que a realidade do palco deve ser uma realidade física. 2015. FUNIVERSA. Secretaria da Criança – DF. Especialista Socioeducativo - Artes Cênicas. BIBLIOGRAFIA Spolin, Viola. Improvisação para o teatro/ Viola Spolin; [tradução c revisão Ingrid Dormien Koudela e Eduardo José de Almeida Amos]. - São Paulo : Perspectiva, 2010. - (Estudos; 62/ dirigida por J. Guinsburg). Chacra, Sandra. Natureza e sentido da improvisação teatral/ Sandra Chacra. São Paulo : Perspectiva, 1983. Pavis, Patrice. Dicionário de teatro/ Patrice Pavis. São Paulo : Perspectiva, 2007. Metodologias do Ensino do Teatro (Teatro do Oprimido) Professor Paulo Martins Peter Slade (jogos dramáticos) Viola Spolin (jogos teatrais) Augusto Boal (Teatro do Oprimido) O teatro do Oprimido (T. O.) é uma metodologia criada por Augusto Boal, no anos de 1960, que pretende usar o teatro como ferramenta de trabalho político, social, ético e estético. Sua prática é bastante difundida pelo mundo e contribui para a transformação social, de forma a questionar a própria função do teatro, que deve ser social e político. Jogos de criação e expressão estética Possibilitam a reflexão Desmecanização corpo/mente sensibilidade Método libertado r Transformaç ões SOCIAIS necessárias. PEDAGOGIA DO OPRIMIDO Princípios: Reapropriação dos meios de produção teatral pelos oprimidos Quebra da quarta parede Insuficiência do teatro para a transformação social Objetivo: transformar o espectador em sujeito transformador da ação dramática Finalidade: a conscientização social e a transformação da realidade. • Democratização dos meios de produção cultural. • Diálogo que se estabelece entre atores e plateia. • Necessidade do teatro de se integrar num trabalho social e político mais amplo. • Espect-atores • Teatro como veículo de organização para o debate e resolução de problemas Reflexão social. Transformador do sujeito. Exposição da dualidade entre opressor e oprimido. O teatro é considerado um ensaio da vida real. Temáticas escolhidas de acordo com a realidade dos indivíduos. Teatro Fórum A partir de um problema apresentado, o público é estimulado a entrar em cena, substituir o protagonista e propor soluções. Ensaio “teatral” de ações a serem praticadas na realidade, semelhantes às que possam ser vivenciadas futuramente. Teatro Imagem Dispensa o uso da palavra para desenvolver outras formas perceptivas intenção de ensaiar uma transformação da realidade, através do uso da imagem corporal. Teatro do Invisível Ações ensaiadas, realizadas teatralmente mas, de forma que quem assiste não sabe que é um espectador. Tem como objetivo provocar a participação dos espectadores– tornarem-se espect-atores. Teatro Jornal Teatro Legislativo Arco-íris do desejo Textos jornalísticos em cenas Mistura Teatro Fórum e rituais convencionais - leis viáveis Opressões internalizadas Improvisação (imaginação) As assertivas a seguir referem-se ao jogo. I Constrói-se na primeira fase da infância quando a criança é capaz de transformar papéis e objetos, dando-lhes significados diferentes. II Desenvolve-se aproximadamente a partir dos 5 anos. Nessa fase, joga-se em grupos, espontaneamente. Todos podem jogar, não havendo distinção entre quem joga e quem assiste. É a fase dos jogos de faz-de-conta. III Dirige-se ao espectador, enfatiza a importância do improviso na apropriação do sentido da representação. É baseado em regras explícitas. As assertivas referem-se, respectivamente, ao jogo A) dramático, simbólico e teatral. B) simbólico, dramático e teatral. C) dramático, teatral e simbólico. D) simbólico, teatral e dramático. IFRN/ARTE-TEATRO-2012 Em relação à performance , o Teatro do Oprimido visa estimular o espectador a preparar ações reais que o levem a buscar a própria libertação. Nesse sentido, o Teatro do Oprimido tem o objetivo de a) transformar o espectador em elemento ativo e protagonista do espetáculo. b) tornar a improvisação um fim em si mesma na trama do enredo. c) manter o espectador como elemento passivo, impedindo-o de interferir na trama da peça. d) criar espetáculos que agradem ao espectador. e) priorizar o cenário e o figurino em detrimento do enredo, considerado elemento secundário. 2021. CESPE / CEBRASPE. SEED-PR. Professor Artes Augusto Boal construiu uma trajetória artístico-educativa de fortalecimento das potencialidades dos sujeitos em seus atos de criação estética, reflexão e conscientização política. Considerando essa informação, julgue o item. *Boal reconhecia o teatro como uma ferramenta capaz de fomentar as transformações sociais e a formação de lideranças em comunidades diversas. QUADRIX/SEDF/2021 IFRN/ARTE-TEATRO-2012 O Teatro do Oprimido, criado pelo encenador brasileiro Augusto Boal, tem como premissa o fato de que todos os seres humanos são espect-atores, ou seja, são atores porque agem e, ao mesmo tempo, espectadores porque observam. É correto afirmar que NÃO se configura como uma técnica do Teatro do Oprimido o: A) Teatro-Fórum. B) Teatro-Invisível. C) Teatro-Imagem. D) Teatro-Performance. O ensino do Teatro e algumas Metodologias Jogos dramáticos e jogos teatrais. Metodologia do Teatro do Oprimido. Método do Drama, Peças Didáticas, Etnocenologia, Teatro Antropológico, Pesquisas sobre Performances. P ri n cí p io Exercício coletivo onde os participantes atuam em situações e comportamentos diversos, em uma série de episódios com base nas convenções teatrais possibilitando o sequenciamento e aprofundamento. C a ra ct e rí st ic a Considerada uma subárea do fazer teatral e baseia-se: - Contexto e circunstâncias de ficção; - Processo episódico; - Professor- personagem; - Processo contínuo de exploração de formas e conteúdos. P ro ce ss o A base do procedimento se dá na “prática sobre a pesquisa”. Convencimento da Improvisação: 1. Material de pesquisa; 2. Interação entre os contextos: - Ficção - Emocional - Ambientação cênica CABRAL, Beatriz Angêla Vieira(Biange). Drama como método de ensino. Hucitec, São Paulo, 2006 CONTEXTO E CIRCUNSTÂNCIAS FICCIONAIS PROCESSO DE PACOTES E ESTÍMULOS EPISÓDIOS PRÉ-TEXTO PROFESSOR-PERSONAGEM Autonomia e a autoconfiança Refletir através da linguagem. Contexto social e o simbólico Desenvolve o pensamento complexo O jogo é um processo de passo a passo PEÇA DIDÁTICA Ferramenta metodológica Apropriação da dramaturgia Investigar múltiplos sentidos Conscientização do jogadores • Estranhamento • Quebra de efeitos da ilusãoDistanciamento • Não se aprende quando é espectador Aprendizagem pela prática do jogo • Pode-se utilizar, mas não é obrigatório • Busca da criticidade Não necessita de plateia • Plateia ativaPalco alternativo • Investigação de comportamento, atitude, gestos associado a condição social = GESTUSModelos de ações QUADRIX/SEEDF – Professor Substituto/2018 1. Julgue o item: Beatriz Cabral propõe o drama como método de ensino em que o professor‐personagem medeia por meio da ação teatral, e não apenas verbalmente. Os alunos interagem dentro de um contexto de ficção. FEPESE/Prefeitura de Florianópolis - Professor/2021 2. No ensino do teatro, a metodologia denominada Drama tem em sua constituição as seguintes características básicas: 1.Processo. 2.Ocupação cênica. 3.Pré-texto. 4.Marcação. 5.Episódios. 6.Leitura avaliativa. - Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4. B. São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5. C. São corretasapenas as afirmativas 1, 4 e 5. D. São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 6. E. São corretas apenas as afirmativas 3, 5 e 6. - QUADRIX/SEEDF – Professor Substituto/2018 3. No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item: - O encenador Bertolt Brecht propunha, pelo teatro épico e suas peças didáticas, o efeito estético da catarse, em prol da reflexão crítica e politizada do espectador. CESPE-CEBRASPE/Especialista em Desenv. Humano - Área Artes Cênicas - 2011 4. Com base na concepção brechtiana de teatro, julgue o item: Por meio da peça didática, Bertolt Brecht busca romper com a atitude passiva do espectador, entendendo-o como alguém que aprende ao assistir um espetáculo e que, consequentemente, tem seu senso crítico aguçado. FEPESE/Prefeitura de Florianópolis - Professor/2021 5. Bertolt Brecht, ao conceber as peças didáticas, estipulou como instrumento para o exercício teatral os elementos: A) Percepção e improviso. B) Atuação e distanciamento. C) Proposição cênica e diálogo. D) Observação e representação E) Modelo de ação e estranhamento QUADRIX/SEEDF – Professor Substituto/2021 6. Julgue o itens: - Nas palavras do próprio Brecht, o termo distanciamento consiste em uma técnica que permite retratar acontecimentos humanos e sociais, sendo completamente semelhante às peças da comédia dell’arte. - O efeito do distanciamento é obtido por meio do uso de uma série de recursos da linguagem cênica. Outras Metodologias do Ensino do Teatro (Etnocenologia e Antropologia Teatral) Professor Paulo Martins Jogos dramáticos Jogos teatrais Método libertador (T.O.) Metodologia do Drama Método Sistémico (Stanislavsky) Método da Biomecânica (Meyerhold) Peças Didáticas Antropologia Teatral Etnocenologia METODOLOGIAS DO ENSINO DO TEATRO ETNO Variedade Cultural da humanidade Diversidade de povos e línguas CENOLOGIA Organização do espaço cênico Relação do Corpo com este espaço • é o estudo, igualmente nas diferentes culturas, das práticas e de igual maneira também dos comportamentos humanos espetaculares organizados. ETNOCELOGIA C O N C E IT O Conceito alternativo que busca contemplar a universalidade das práticas espetaculares. Traz uma crítica ao etnocentrismo ao termo “teatro” (aplicável apenas a algumas culturas ocidentais). F IN A LI D A D E Abordar o ensino do teatro que pretende dar conta da análise dos eventos “espetaculares” como um todo. O B E JT IV O Tem como objetivo o estudo, nas diferentes culturas, das práticas e dos comportamentos humanos espetaculares organizados. Artes • Estudo do corpo nas linguagens artísticas. Ritos • Cerimônias e eventos. Cotidiano • Relações sociais cotidianas. COMPORTAMENTOS HUMANOS ESPETACULARES T E A T R O A N T R O P O LÓ G IC O Conceito criado pelo pesquisador e diretor Eugenio Barba na década de 1970. Estudo de técnicas incorporado no trabalho do ator na busca da compreensão do estado do corpo em situação cênica, onde se observa os estilos orientais e ocidentais de interpretação. O que leva ao estudo de uma situação pré- expressiva do ator em cena, considerando a diversidade de gêneros, estilos, personagens e culturas. Barba ver o ator como Ator- Bailarino e o teatro como Teatro- Dança. • Busca por uma anatomia especial para o ator.Técnica • Corpo extra cotidiano (rompimento físico e mental dos modelos cotidianos) Quebra do automatismo • Consciência física de peso, equilíbrio, da coluna vertebral e dos olhos de forma produzir tensões físicas. Princípios • Qualidade energética extra cotidiana o corpo "decidido", "crível", "vivo”. Presença – mutação do ator • Rendimento máximo com o mínimo uso de energia Princípio do esforço mínimo (técnicas cotidianas). • Máximo de energia como o mínimo de movimento. Técnicas extra cotidianas EQUILÍBRIO (maior esforço físico) DILATAÇÃO (Corpo dilatado para uma melhor percepção do espectador) ENERGIA (A potência nervosa e muscular do ator) OPOSIÇÃO (Regras que contrapõem uma energia usada no espaço usada no tempo) CORPO DECIDIDO (“Sats” – mola. Estar pronto para ação) PRÉ- EXPRESSIVIDAD E (Trabalho mais criativo do ator, a base sólida da construção) BIBLIOGRAFIA BARBA, Eugenio. A Canoa de papel: Tratado de antropologia teatral. Brasília, Teatro Caleidoscópio & Ed. Dulcina, 2012 BIÃO, Armindo. Um trajeto, muitos projetos. In: BIÃO, A. (org.) Artes do Corpo e do Espetáculo – questões de etnocenologia. 2007. 1. Nos estudos formativos em Teatro, a disciplina que visa sistematizar na contemporaneidade a organização de conhecimentos teatrais a partir da experiência pragmática, denominada Antropologia Teatral, foi elaborada por: A) Ilo Krugli.. B) Peter Slade. C) Eugênio Barba. D) Leon Chancerel . E) Philippe Meirieu FEPESE/Prefeitura de Florianópolis - Professor/2021 2. A Etnocenologia, disciplina criada na França, em 1996, e caracteriza-se como o estudo das técnicas corporais cotidianas e extracotidianas em sua relação com a cultura. A partir da afirmação, julgue o item: - A disciplina tem como objeto de estudo os “comportamentos humanos espetaculares”, que compreendem por sua vez, pesquisas que abarcam as interações sociais do cotidiano espetacular em geral, deixando de lado as considerações sobre as artes do espetáculos e os ritos espetaculares. IFRN/ARTES – Professor/2018 3. Sobre Eugênio Barba, seus procedimentos e pensamento, considere as afirmações a seguir. I) É diretor do Odin Teatret, fundador da ISTA (International School of Theatre Anthropology), autor de A Arte Secreta do Ator e Canoa de Papel e criador da Antropologia Teatral. II) Acredita que a partiturização e as sequências fixas de movimento são um caminho para novas descobertas. III) Acredita que o ator não deve dedicar-se à técnica, pois esta acaba com a espontaneidade. IV) Postula que o ator precisa dilatar o seu corpo para estar em cena. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas CORRETAS. A.I, II, IV B.I, II, III C.III, IV D.II, IV E.I, II Artes - História das Artes Cênicas - Instituto Federal Brasilia (IFB) - 2017 DA PRÉ-HISTÓRIA AO ROMANTISMO (História do teatro) Professor Paulo Martins PERÍODO RUPESTRE • Rituais. • Contar história. • Louvar aos deuses. • Mímica. • Dança. GRÉCIA • Sagrado (Dioniso) • Theatron = lugar de onde se vê. • Tragédia e Comédia. • Máscaras. ROMA • Perder o caráter sagrado • Diversão e prazer. • A comédia torna-se o principal gênero. MEDIEVAL • Apresentações bíblicas. • Palco simultâneos. • Comédias bufas (políticos) • Farsa (irônia do cotidiano RENASCIMENTO (I) • Itália. • Commédia del’arte. • Improviso. • Personagens fixos. • Caráter popular. RENASCIMENTO (II) • Inglaterra. • Teatro Elisabetano. • William Shakespeare. • Dramaturgia se estabelece. ROMANTISMO • Drama substitui a tragédia e comédia. • Ascensão da burguesia. • Peças tratam do indivíduo. • Surge o melodrama. • Comédias de Costumes. Arte milenar que sobrevive ao tempo e às condições nem sempre favoráveis ao seu florescimento, o teatro atravessa os séculos se reinventando. Como o próprio ator, o teatro também se traveste com as necessidades do momento e improvisa seu texto modulando- o aos interesses de cada plateia, sendo porta-voz de cada momento histórico. Assinale a alternativa que relaciona corretamente o universo teatral com sua história. A) O ator que necessita apenas de seu corpo para expressar mundos inteiros e percorre a escala completa das emoções é representativo da arte de expressão do teatro barroco. B) Podemos aprender sobre o teatro primitivo pesquisando três fontes: as tribos aborígenes, as pinturas das cavernas pré-históricas e a inesgotável riqueza das danças mímicas e costumespopulares. C) O teatro romano nasceu do ritual religioso. O público, uma vez reunido no theatron, participava ativamente, inseria-se na esfera dos deuses e compartilhava o conhecimento das grandes conexões mitológicas. D) No limiar do século XXI, em boa parte do mundo, o diretor torna-se pela primeira vez o centro da criação, definindo estilos, moldando atores e dominando um complexo mecanismo de novas técnicas cênicas. 2018. Colégio Pedro II. Colégio Pedro II O teatro é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. Sobre a história do teatro europeu, especificamente na Grécia Antiga, há um volume significativo de estudos, obras e peças. Dentro dessas consultas, pode-se perceber, por exemplo, que na Grécia Antiga existiram grandes teatros em diversas cidades: Epidauro, Atenas, Delos e Pérgamo são algumas. Nesses espaços, os gregos acompanhavam histórias trágicas e cômicas e faziam da ida aos espetáculos uma importante ação coletiva. Com relação à prática teatral na Grécia Antiga, assinale a alternativa incorreta. A) O teatro é uma obra de arte social e comunal; isto foi uma verdade na Grécia antiga. O teatro grego, portanto, alcançou muita importância na história teatral. B) A multidão reunida no theatron [teatro] não era meramente formada por espectadores passivos à encenação. Participaram, pois, de forma ativa nas apresentações. C) Suas origens encontram-se nas ações recíprocas de dar e receber que, em diversos tempos e lugares, prendem os homens aos deuses e os deuses aos homens. D) Dionísio torna-se o deus do teatro depois que as tragédias e as comédias se desenvolveram e resultaram em ritos regados por vinhos e orgias. 2019. FUNDEP. Prefeitura de Uberlândia - MG O teatro surgiu a partir das necessidades cotidianas do homem, através de danças coletivas e pequenos rituais. Com o passar do tempo, evoluiu, tornando-se mais formalizado. Sua consolidação como expressão artística, formal e organizada, ocorreu no período da: A) Grécia antiga. B) Arte bizantina. C) Roma antiga. D) Arte gótica. E) Pré-história 2019. FUNDATEC. Prefeitura de Santa Rosa - RS O teatro desse período foi representado pelo movimento Commedia Dell'arte na Itália e suas características serviram como inovação do teatro, dando ao estilo uma linguagem coloquial e uma função cômica e popular, ocorrendo no período: A) Renascentista. B) Rococó. C) Romântico. D) Neoclássico 2018. AMEOSC. Prefeitura de Princesa - SC A Commedia dell’arte existiu desde o século XVI na Europa, mas somente no século XVIII esse fazer teatral passou a adotar tal denominação. Esse tipo de comédia se caracterizava pela criação coletiva de atores que elaboravam espetáculos improvisados e apresentavam personagens tipificados que marcaram a história do teatro ocidental. Um desses personagens foi A) Barbarena. B) Pantaleão. C) Romeu. D) Capelo. 2018 Banca: UECE-CEV Órgão: SECULT-CE Como toda arte, o teatro sofreu modificações com o passar dos anos, tendo características específicas em cada época. Pode-se dizer que não existe teatro em sentido absoluto, com normas permanentes, mas vários teatros, muito diferentes, de diversas épocas, nações e ideologias. Analisando os itens abaixo, relacione os tipos de teatros que estão na coluna enumerada, com as suas características, contidas na outra coluna. a. ( ) Os enredos das peças são tirados da história bíblica. As ocasiões de representação são as festas do ano litúrgico. b. ( ) Os dramas adquirem estrutura muito livre, com uma multiplicidade de episódios entrecruzados que se desenvolvem, através de cenas curtas, em diversos locais. Há uma grande valorização do teatro de Shakespeare. c. ( ) Tem suas raízes em atos ritualísticos, mas as peças existentes já o mostram emancipado dessas origens, como instituição pública organizada custeada pelo Estado, como espécie de festivais cívicos. d. ( ) O teatro erudito, imitando modelos greco-romanos, é muito acadêmico, com linguagem pomposa e temática sem originalidade. Mas, em vários países, o teatro popular apresentam peças cheias de ação e vigor, e o ser humano é o centro das preocupações. e. ( ) Originado de cerimônias e crenças religiosas, iniciou-se nas igrejas para festas comemorativas, sendo mais tarde transferidas para as praças e feiras. f. ( ) Nas encenações, todos os atores eram homens mesmo na interpretação de papéis femininos. g. ( ) Privilegiam a história nacional, mas sobretudo pela liberdade da ação e pela naturalidade dos diálogos. 2015. CONPASS. Prefeitura de Floresta - PE (1) Teatro grego (2) Teatro medieval (3) Teatro renascentista (4) Teatro romântico REALISMO & NATURALISMO E O SISTEMA STANISLAVSKI (História do teatro) Professor Paulo Martins • Século XIX. (1830-1880) • Burguesia estabelecida na sociedade. • Modificação na estrutura social. • Visão mais científica da sociedade e do ser humano. CONTEXTO • Oposição ao Romantismo. • Crítica a costumes vigentes. • Personagens não idealizados. • Temática ligada ao cotiado, problemas sociais e fraquezas humanas. • Linguagem coloquial. • Cenografia mais simples. • Interpretação natural. CARACTERÍSTICAS • Alexandre Dumas (1824-1895), obra “A Dama das Camélias”. • Henrik Ibsen (1828-1906), obra “Casa de Bonecas”. • Gorki (1868-1936), obra “Ralé e Os Pequenos Burgueses”. • Gerhart Hauptmann (1862-1946), obra “Os Tecelões”. • George Bernard Shaw (1856-1950), obra “Casa de Viúvos”. DRAMATURGOS • Por volta de 1880-1890. • Mesmo ambiente do Realismo (cerca de 10 anos depois).CONTEXTO • Busca a reprodução fotográfica da realidade. • Cenário verdadeiro como a natureza. • O ambiente e a hereditariedade são deterministas para as personagens. • Utilização da quarta parede. CARACTERÍSTICAS • Émile Zola (1840-1902) – principal teórico. • André Antoine (1858-1943) – considerado o primeiro encenador. • Constantin Stanislavski (1863-1938). • August Strindberg (1849-1912), obra “Senhorita Júlia”. • Eugene O’Neill (1888-1938), obra “Além do Horizonte”. • Plínio Marcos (1935-1999), obra “A Navalha na Carne” PRINCIPAIS NOMES REALISMO Linguagem direta, objetiva e descritiva; Ritmo lento, com foco na construção da realidade social (ambientação); Determinismo social (o ser humano é fruto do meio); Personagens comuns e cotidianos, mas construídos com profundidade; Crítica a sociedade burguesa. NATURALISMO Linguagem simples, impessoal, clara e detalhista; Foco nas características animais e sexuais dos seres humanos; Determinismo social e biológico (o ser humano também é fruto da evolução); Personagens construídos com ênfase nos aspectos psicológicos (patologia); Obras socialmente engajadas. SISTEMA STANISLAVSKI - Treinamento para atores. - Contínua busca do ator. - Valorização da prática e improvisação dos estudos cênicos. - Fuga dos clichês e modelos de atuação. - Viabilização da autonomia. Baseia-se na MEMÓRIA EMOTIVA e nas AÇÕES FÍSICAS. Trabalho psicoténico Ação Orgânica X Ação Mecânica Leis orgânicas da ação: atenção, imaginação, músculos livres, circunstâncias, situações/acontecimentos, avaliação na mudança de situação, relação/ interação entre objeto de atenção da cena, comunicação, tempo-ritmo. GESTO: não implica na totalidade do corpo MOVIMENTO: utiliza-se todo o corpo. AÇÃO FÍSICA: gesto ou movimento com intencionalidade e objetivo • A mente racionaliza a imaginação. • Ator: o que me motivaria a agir como a personagem? • Imaginar-acreditar-sentir-agir. • Primeiro analisa o texto, a personagem, situações propostas e busca emoções próximas entre ator e personagem. 1° fase: psicotécnico ou memória emotiva • Imaginar e agir caminham juntos, sem racionalizar, improvisando. • Ator: o que eu faria SE fosse comigo? • Agir-acreditar-sentir-agir. • Não se separa o exterior do interior, a ação da emoção. • Psicotécnico busca o psicofísico para uma organicidade e verdade cênica. 2° fase: Método das ações físicas Nascido em 1863, Konstantin Stanislavski foi umator, diretor e praticante de teatro russo. A Técnica Stanislavski deriva de sua prática teatral e ainda é usada por atores em todo o mundo hoje. O método é um sistema de treinamento de atores composto de várias técnicas diferentes destinadas a permitir que os atores criem personagens verossímeis e ajudá-los a realmente se colocarem no lugar de um personagem. Grande parte da Técnica Stanislavski gira em torno de três pontos: A) Enquadramento, voz e tema. B) Ação, propósito e circunstância. C) Foco, meta e corpo. D) Tema, ritmo e situação. E) Situação, senso e associação. 2022. FURB. Prefeitura de Blumenau - SC O Teatro Realista evoluiu na Rússia com o grande ator, diretor e mestre de teatro, cujo nome se tornou indissociável de seu método: A) Eugene Scribe. B) Constantin Stanislavski. C) Leon Tolstoi. D) Nicolai Gogol. 2018. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Guarujá do Sul - SC O russo Constantin Stanislavski (1863-1938) foi um famoso ator, diretor e escritor, sendo um dos fundadores do Teatro de Artes de Moscou. Durante sua trajetória profissional, criou um método que: A) Possibilitava que as cenas pudessem ser gravadas com mais interatividade no vídeo. B) Reorganizava o espaço teatral em vários recortes que ampliavam os possibilidades dramáticas. C) Ajudava o ator a ser mais autônomo e desenvolver cenas com mais realismo na interpretação do personagem. D) Se tornou o precursor do chamado curta-metragem. 2021. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Bandeirante - SC No livro A linguagem da encenação teatral, Roubine contextualiza historicamente e analisa a encenação como arte autônoma. Acerca dos elementos da linguagem e da encenação teatral, julgue o item a seguir. No século XX, as encenações de Meyerhold eram subordinadas ao mimetismo psicológico ou ao realismo sociológico, Stanislavski propunha encenações exclusivamente teatrais, desviando‐se do drama e do textocentrismo ocidental, e Brecht propunha um teatro épico, desnudando os equipamentos cênicos no palco. Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: SEDF Sobre a História do Teatro Realista no século XIX, assinale a alternativa INCORRETA. A) No teatro sob a vertente realista, o drama deveria envolver a observação direta do comportamento humano. B) Nas peças realistas era comum a presença de melodramas e óperas cômicas. C) A dramatização das obras de Alexandre Dumas são exemplos de peças realistas. D) O realismo surgiu em parte como uma resposta às novas condições sociais/artísticas que permearam a vida no mundo ocidental. 2021. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Bandeirante - SC Os principais autores do Teatro Realista inglês foram: A) Samuel Beckett e Arthur Miller. B) Henrik Ibsen e Bertold Brecht. C) Oscar Wilde e Bernard Shaw. D) Anton Tcheckov e Luigi Pirandello. 2018. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Mondaí - SC Teatro Brasileiro (parte I) Professor Paulo Martins SÉCULO XVI Catequização Forma de “civilização”/ comunicação Padre José de Anchieta TEATRO JESUÍTA Sec. XVII – XVIII - Declínio do Teatro dos Jesuítas; - Outros tipos de atividades teatrais escassas; - Repercussão do Teatro Espanhol SÉCULO XIX FAMÍLIA REAL PORTUGUESA (1808) - Nacionalização do teatro. - Decreto de Dom João VI. - Romantismo (1838). - Comédia de Costumes. Evolução do Teatro (1900) - Teatro de Revista. - 1° companhias teatrais. - Temas realistas. 1900 Teatro de Revista e Ideais populistas 1937 – 1945 1° companhias, Teatro Universitário 1943 Vestido de Noivo 1948 TBC 1957 TEATRO DE ARENA 1958 UZYNA UZONA TEATRO OFICINA 1964 GOLPE MILITAR 1966 OPINIÃO 1971 TEATRO DO OPRIMIDO S É C U LO X X - Teatro brasileiro de Comédia. - Fundado por Franco Zampari. - Implementa o profissionalismo. - Inovação do cenário cultural. - Teatro de caráter burguês. - Teatro de repertório. - Diretores estrangeiros. - Solidificação do teatro moderno brasileiro. - Velho casarão vira teatro: com 18 camarins, 2 salas de ensaio, 1 sala de leitura, oficina da carpintaria e marcenaria, almoxarifados para cenografia e figurinos, além de modernos equipamentos de luz e som. Teatro Brasileiro de Comédia - TBC Sobre as origens do teatro no Brasil, é INCORRETO afirmar: A) A capitania do Espírito Santo constituiu-se em local privilegiado para o desenvolvimento do chamado teatro jesuítico B) As primeiras manifestações cênicas no Brasil ocorreram no século XVI. C) Alguns textos das primeiras atividades cênicas brasileiras estão preservados e são de autoria de jesuítas. D) A tradição do teatro jesuítico foi interrompida bruscamente pela expulsão do Brasil dessa ordem religiosa no século XVIII. E) O padre José de Anchieta é figura central do teatro jesuítico, pelo seu pioneirismo e pela quantidade de peças por ele escritas e encenadas. 2018. UFES. UFES Julgue os itens a seguir, a respeito do teatro brasileiro. O estilo do diretor polonês Zbigniew Ziembinski é descrito como impressionista pela historiografia do teatro brasileiro. O espetáculo Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarniere, foi uma das peças que exaltou o teatro brasileiro de comédia (TBC). CESPE CEBRASPE - SEDUC AL - Professor Artes - 2021 Considerando a dramaturgia e sua história no Brasil, julgue os próximos itens: Foi durante o período romântico, no século XX, que o teatro nacional se consolidou como arte autônoma, tendo como sua expressão mais significativa a figura de Martins Pena. A respeito da história do teatro no Brasil, julgue o item a seguir. As origens do teatro brasileiro remontam ao teatro de catequese dos indígenas, cuja preocupação era mais estética e artística do que religiosa. CESPE CEBRASPE – Prefeitura São Cristóvão/SE- Professor Artes - 2019 Considerando a dramaturgia e sua história no Brasil, julgue os próximos itens: O teatro de vanguarda caracteriza-se pela experimentação e, nesse contexto, o teatro do estudante e os comediantes foram os primeiros grupos a se utilizarem dos novos princípios estéticos de montagem. A montagem de Vestido de noiva em 1949 caracterizou-se como um teatro conservador, centrado nas figuras do autor e do diretor. CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de São Cristóvão – SE. 2019 O Teatro Brasileiro foi impulsionado com a deflagração da segunda guerra mundial. As companhias teatrais europeias tiveram suas turnês internacionais interrompidas e muitos artistas estrangeiros, influenciados pelas vanguardas artísticas da Europa, migraram para o Brasil em busca de um lugar seguro para viver. Com isso, começou a surgir uma profusão de companhias brasileiras profissionais, com elenco fixo e com repertório. Sobre esse período, é INCORRETO afirmar que A) Ziembinski, encenador e iluminador polonês, inaugurou o moderno teatro brasileiro com a encenação da peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, pelo grupo carioca Os Comediantes. B) o eixo do teatro brasileiro, entre os anos 40 e 50, muda do Rio de Janeiro para São Paulo. Parte desse fenômeno deve-se ao italiano Franco Zampari e a criação do TBC. C) Eugênio Kusnet, ator e diretor russo formado no método de Stanislavski, emigrou para o Brasil na década de 1920 e, a partir dos anos 50, atuou no TBC, no Arena e no Oficina. D) Um dos principais fundadores do TBC no Brasil, Paschoal Carlos Magno, influenciou para o fortalecimento e abertura à diversas companhias profissionais estrangeiras que buscavam no Brasil um novo modelo teatral. IFRN – ARTE/TEATRO – 2012 BIBLIOGRAFIA MAGALDI, Sabato. Panorama do teatro brasileiro. 5ª ed. São Paulo: Global Editora, 1996. [1962]. PRADO, Décio do Almeida. O teatro brasileiro moderno. São Paulo: Perspectiva, 2009. HERZOG, Thiago. Modernos ou contemporâneos - Investigação sobre a definição de contemporaneidade utilizada como referência na escrita da historiografia teatral brasileira. Rio de Janeiro, 2014. Teatro Brasileiro (parte II) Professor Paulo Martins SÉCULO XVI Jesuítas SÉCULO XIX Família Real, Romantismo, Realismo 1900 Teatro de Revistae Ideais populistas 1937 – 1945 1° companhias, Teatro Universitário 1943 Vestido de Noivo 1948 TBC 1957 TEATRO DE ARENA 1958 UZYNA UZONA TEATRO OFICINA 1964 GOLPE MILITAR 1966 OPINIÃO 1971 TEATRO DO OPRIMIDO REVISÃO - Fundado em 1953 por José Renato; - Visão oposta do TBC; - Valorização dos textos nacionais com temáticas políticas e sociais; - Montagens de baixo custo. - Produção cênica coletiva. - Organizaram um Seminário de Dramaturgia. - Augusto Boal oferta aulas sobre o Método Stanislavski. - “Eles não usam black- tie”, de Gianfrancesco Guarnieri. - “Arena conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. (1965). - “Arena Conta Tiradentes”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. (1967). TEATRO DE ARENA Experimentação de diversos gêneros dramáticos. Busca de um repertório e uma estética própria; Coletividade e participação social. Visão de nacionalista da Arte com reflexão nos fatores sociais, comunitários, econômicos e políticos. Forte influência para a criação do Centro Popular de Cultura - CPC, iniciativa de base estudantil e destinada à agitação política, ligado à União Nacional dos Estudantes, UNE. Arena Conta Zumbi- técnica do Sistema Coringa - Boal Augusto Boal cria um sistema dramatúrgico denominado “Coringa", a partir de experiências e reflexões sobre a arte da encenação com o grupo “Teatro de Arena". O espetáculo montado em 1965, talvez o maior sucesso artístico e de público alcançado pelo grupo, que inaugura o referido sistema, chama–se: A. Eles não usam Black–Tie B. Arena Conta Zumbi C. Chapetuba Futebol Clube D. Tambores da Noite E. Arena Conta Tiradentes CEPERJ - SEEDUC – Professor Artes 2015 Augusto Boal em sua passagem pelo Arena, sobretudo na montagem de Arena Conta Zumbi e depois em Arena Conta Tiradentes, propõe o que chamou de “sistema coringa” conforme o fragmento abaixo: “(…) O sistema coringa foi imaginado por Boal como uma “saída” para um teatro em crise econômica, como uma “solução” estética – a um só tempo dramatúrgica e de espetáculo, destinada a viabilizar a cena possível naquele momento.(…)” O “sistema coringa” revela-se como o afunilamento de sistemas pregressos como as esquetes do Centro Popular de Cultura – CPC – e também: A. os jogos teatrais B. as improvisações C. as teorias de Artaud D. as peças didáticas de Brecht Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ – Professor Artes Cênicas – 2016 Na ditadura militar brasileira, que ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980, a produção teatral resistiu ao cerceamento de direitos civis, que levou muitas vezes à censura parcial ou completa de obras. Foram companhias representativas do teatro político produzido neste período no Brasil: a) TBC e Teatro de Arena; b) Teatro Oficina e TBC; c) Teatro Oficina e Teatro de Arena; d) Nenhuma das anteriores. Chapecó/Sec. Cultura - Instrutor de Teatro - 2017 A respeito do teatro político no Brasil, assinale a opção correta. A) - A encenação de Eles não usam black-tie no Teatro de Arena de São Paulo, em 1958, não alcançou a esperada influência política no repertório de outros grupos teatrais no Brasil. B) - No Brasil, o teatro político foi especialmente fomentado pelas lutas camponesas, operárias e estudantis dos primeiros anos da década de 1960. C) - Vianinha e companheiros fundaram o Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, em 1962, com o objetivo de atender, exclusivamente, às necessidades lúdicas do povo. E) - Após Eles não usam black-tie, Gianfrancesco Guarnieri interrompeu totalmente sua produção teatral, com receio de que seu radicalismo político o sujeitasse à censura da ditadura CESPE/CEBRASB – IFF –TEATRO 2018 Augusto Boal, um dos expoentes do Teatro de Arena de São Paulo, atuou como diretor, dramaturgo e pesquisador, e notabilizou-se com a criação do Teatro do Oprimido, um método dinâmico que visa à democratização dos meios de produção teatrais. Considerando essas informações e o texto acima, assinale a opção correta. A) O Teatro de Arena desenvolveu-se em um momento de estabilidade política, tendo sua atuação centrada na realização de comédias leves. B) Bastante rígido, o método elaborado por Augusto Boal caracteriza-se por priorizar a execução de exercícios de preparação corporal e vocal de atores profissionais. C) Como dramaturgo, Augusto Boal ganhou notoriedade internacional com a peça Eles não usam Black-tie. D) A estética do oprimido prevê a atuação direta dos cidadãos — todos potencialmente atores (espect-atores) — no sentido de encontrarem, coletivamente, alternativas para a transformação de uma realidade opressora. CESPE/CEBRASB/UNB – TEATRO 2011 De acordo com Augusto Boal, “Aquele que transforma as palavras em versos transforma-se em poeta; aquele que transforma o barro em estátua transforma-se em escultor; ao transformar as relações sociais e humanas apresentadas em uma cena de teatro, transforma-se em cidadão”. Escolha a alternativa CORRETA que indica o método teatral baseado no princípio de que o ato de transformar é transformador, desenvolvido por Augusto Boal. A) Teatro de Arena B) Teatro do Oprimido C) Teatro de Rua D) Esquetes E Teatro Afetivo 2017 - IFB - Professor - Artes TEATRO BRASILEIRO (parte III) Professor Paulo Martins SÉCULO XVI Jesuítas SÉCULO XIX Família Real, Romantismo, Realismo 1900 Teatro de Revista e Ideais populistas 1937 – 1945 1° companhias, Teatro Universitário 1943 Vestido de Noivo 1948 TBC 1957 TEATRO DE ARENA 1958 UZYNA UZONA TEATRO OFICINA 1964 GOLPE MILITAR 1966 OPINIÃO 1971 TEATRO DO OPRIMIDO LI N H A H IS T Ó R IC A - Fundado 1958. - Grupo influente até o dias atuais. - Fase amadora entre 1958-1961. - 1961 adquire sua sede onde se torna, onde há profissionalização do grupo. - A maior referência é o encenador José Celso Martinez Corrêa. - O objetivo era fazer um teatro oposto ao teor burguês do TBC e do nacionalismo do Teatro de Arena. - Buscam a inovação, o experimentalismo, a investigação e a busca de novas linguagens para o teatro. -Incorporou-se, gradativamente, às mais importantes transformações do contexto ocidental. - A peça “O Rei da Vela” (1967), de Oswald de Andrade, dá ao grupo destaque na cena teatral, até fora do país e é uma referência para o teatro, dentro do movimento tropicalista. ESPAÇO CÊNICO • Um palco no meio, duas arquibancadas na laterais. RELEVÂNCIA ARTÍSTICA E CULTURAL • Por sua capacidade de autotransformação e resistência às constantes mudanças sociocultural e política. PRINCIPAIS NOMES • José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi, Etty Fraser, Fauzi Arap, Ronaldo Daniel e Amir Haddad. Teatro crítico e investigativo Combate a indústria da massificação Teatro ritualista , elementos carnavalescos e de temas polêmicos, políticos, exposição do corpo nu. Experimentação e busca de novas linguagens. Relação com o Tropicalismo • Grupo carioca que centraliza, nos anos 1960, o teatro de protesto e de resistência. • Núcleo de estudos e difusão da dramaturgia nacional e popular. • Um espetáculo como resposta à ditadura - Show musical Opinião. • O show é uma colagem de fontes diversas: músicas, notícias de jornal, citações de livros, cenas esquemáticas e depoimentos pessoais. INÍCIO • Organização de artistas junto com o CPC/UNE e fundam o Grupo Opinião; • Com o intuito de criar um foco de resistência à situação política; • Teatro de manifesto e de resistência. REPERCUSSÃO • Dá acesso a arte, o que o faz uma arte popular ; • Seminário de dramaturgia, na busca de novos modelos escritores; • O objetivo é implementar consciência cênica, apoiado na dramaturgia que fale sobre a realidade das classes populares e suas condições de existência. CONDUTA OPINIÃO - 1966 P R IN C IP A IS N O M E S Millôr Fernandes e Flávio Rangel Destacam-se no elenco Paulo Autran, Tereza Raquel, Oduvaldo Vianna Filho e Nara Leão. Ferreira Gullar,Teresa Aragão, Paulo Pontes, Pichin Plá, João das Neves, Armando Costa e Denoy de Oliveira P E Ç A S Liberdade, Liberdade (Millôr Fernandes e Flávio Rangel), roteiro com cenas de peças, poemas e canções; Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come (Ferreira Gullar e Oduvaldo Vianna Filho). Espetáculo farsesco e irreverente, baseado na tradicional cultura nordestina - Enfoca a luta de classes enfatizando a fraqueza ética de todas elas. D E C LI N IO Com o AI-5 [...] e os ataques de grupos de extrema-direita, desmantela-se o teatro de resistência. Nomes importantes vão para o exílio. Apesar de tudo, continuaram a produzir textos: Ruy Guerra, Ferreira Gullar, Paulo Pontes e Plínio Marcos. O grupo Oficina, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, encena em 1967 O Rei da Vela, de Oswald de Andrade. Tornado um manifesto pelo grupo, O Rei da Vela inaugura um novo movimento artístico, aglutinando em forma de espetáculo, aquilo que nascia na música, nas artes plásticas e no cinema. É o início do seguinte movimento: a) Tropicalismo b) Modernismo c) Contracultura d) Experimentalismo Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ – Professor Artes Cênicas – 2016 Na ditadura militar brasileira, que ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980, a produção teatral resistiu ao cerceamento de direitos civis, que levou muitas vezes à censura parcial ou completa de obras. Foram companhias representativas do teatro político produzido neste período no Brasil: a) TBC e Teatro de Arena; b) Teatro Oficina e TBC; c) Teatro Oficina e Teatro de Arena; d) Nenhuma das anteriores. Chapecó/Sec. Cultura - Instrutor de Teatro - 2017 Em 1957, surge em São Paulo um grupo teatral comprometido com o teatro político e social, cujo propósito será a nacionalização e democratização da dramaturgia brasileira em oposição às produções da época, de alto custo e repertório predominantemente de autores estrangeiros. A afirmativa acima refere-se ao: a) Teatro Brasileiro de Comédia. b) Grupo Opinião. c) Teatro de Arena. d) Teatro Oficina. IBADE - Pref. Porto Velho - Instrutor de Artes - 2019 Julgue o item: Na década de setenta do século passado, no Brasil, ocorreram mudanças significativas no teatro, tais como a proposta do grupo Oficina, que ainda hoje influencia a dramaturgia brasileira. CESPE/CEBRASPE - SEGER - Especialista em Desenv. Humano – A. Cênicas - 2011 O desenvolvimento do teatro no Brasil toma grande impulso nos anos 1950-1960, a partir do engajamento social e político de dois grandes grupos de teatro do período. São eles: a)- Teatro Arena e Grupo Corpo b)- Grupo Galpão e Teatro Tablado c)- Teatro de Arena e Teatro Oficina d)- Teatro de Comédias e Grupo Corpo FUMARC - Prefeitura de Belo Horizonte - Professor - Área: Artes - 2011 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – PCN ARTE Professor Paulo Martins Documento orientador Busca ser base curricular nacional Considera as diversas realidades Divido em fascículos Conteúdos e Capacidades Século XX: - Desenho - Trabalhos manuais - Música - Canto orfeônico LDB (5.692/71) - Inclusão da arte como atividade educativa (Educação Artística) LDB (9.394/96) - Educação Artística passa a ser disciplina obrigatória em toda educação básica. - 2005 a disciplina passa a ser Arte. - Criação livre sem intervenção do professor. - “Professores de quaisquer matérias ou pessoas com alguma habilidade na área poderiam assumir a disciplina” (PCN, p.28) PROPOSTA GERAL • Nos PCN’s a Arte ganha função relevante em quanto área de conhecimento no processo de ensino aprendizagem. POTENCIALIDADES DA EDUCAÇÃO EM ARTE • Propicia o desenvolvimento artístico, ordena e dá sentido à experiência humana . • Favorece o relacionar-se criadoramente as disciplinas do currículo e não apenas distração. ARTE NA EDUCAÇÃO • Diversas áreas contribuíram para os princípios do ensino das artes: filosofia, antropologia, psicologia, psicanálise, crítica de arte, psicopedagogia e as tendências estéticas modernas. Tudo relacionado ao desenvolvimento humano. OBJETIVOS • Desenvolver a sensibilidade, pensamento, imaginação, dimensões sociais, conhecer e respeitar as arte de outros povos. PRÁTICA • Criar situações de aprendizagem onde ocorra interação com a arte: observar, atuar, tocar e refletir. DIVISÃO • Em 4 linguagens: teatro, música, visuais e dança. • Considerar a abordagem triangular (Ana Mae Barbosa): produzir, fruir e refletir. - interpretação; - improvisação; - composição; - diversidade de gêneros musicais; - História da música; MÚSICA - ritmo; - lateralidade; - Consciência corporal; - Expressividade corporal. DANÇA - Reconhecer e criar a partir de formas existentes: pintura, desenho, fotografia, gravura, e sua inovações. VISUAISTEATRO - Ampliar a percepção do teatro em palco, circo, teatro de formas animadas (boneco); - Expressividade corporal. - Comportamento no coletivo: cooperação, diálogo, autonomia, solidariedade. S U G E S T Õ E S Ter como critério o reconhecimento, apreciação e respeito a todas manifestações artísticas. Respeitar a habilidade individual Avaliar o processo: empenho e o progresso AVALIAÇÃO • Analisar se consegue criar e reproduzir a partir de técnicas específicas.VISUAIS • Considerar a relação em grupo mais o conhecimento dos limites do corpo.DANÇA • Execução de interpretação de música existente, composição e improvisação a partir de temas.MÚSICA • Capacidade de se expressar na linguagem dramática e o comportamento em grupo.TEATRO TEMAS TRANSVERSAIS - ÉTICA (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade) - MEIO AMBIENTE (Os ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental) - PLURALIDADE CULTURAL (Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser Humano como agente social e produtor de cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania) - SAÚDE (autocuidado, vida coletiva) - EDUCAÇÃO SEXUAL (Corpo: Matriz da sexualidade, relações de gênero, prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis) - TRABALHO E CONSUMO (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente e Saúde; Consumo, Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas; Direitos Humanos, Cidadania) Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II - Artes Conforme os PCN – Arte (1997, p. 86), o professor deve organizar as aulas numa sequência, oferecendo estímulos por meio de jogos preparatórios com o intuito de desenvolver habilidades necessárias para o teatro, como atenção, observação, concentração, e preparar temas que instiguem a criação do aluno em vista de um progresso e domínio da linguagem teatral. São objetivos que devem ser adotados pelo professor na condução das atividades, exceto: A) Entender o teatro como um elemento fundamental na aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, e não como transmissão de uma técnica. B) Provocar a observação, apreciação e análise dos trabalhos em teatro realizados pelos outros grupos, com o intuito de preparar uma competição. C) Incentivar os alunos no reconhecimento e na integração com os colegas, na elaboração de cenas e na improvisação teatral. D) Estimular a compreensão dos significados expressivos corporais, textuais, visuais e sonoros da criação teatral. VUNESP - 2019 - Prefeitura de Francisco Morato - SP - Professor de Arte Segundo os PCN-Arte (1997), na primeira metade do século XX, as atividades de teatro e dança nas escolas eram A) autônomas das outras linguagens e ganhavam atenção especial na formação dos jovens graças ao sucesso do teatro e da dança do Brasil no exterior. B) somente reconhecidas quando faziam parte das festividades escolares nas celebrações de datas como Natal, Páscoa ou Independência, ou nas festas de final de período escolar. C) fundamentos para o aprendizado dos jovens por fornecer base para o comportamento criativo, pressupostodo movimento escolanovista. D) disciplinas rigorosamente tradicionais e articuladas com a área de Humanidades, nas quais a Filosofia e a História eram também fundamentais. E) a vanguarda da formação dos jovens, que, nas disciplinas, podiam exercitar a imaginação e, principalmente, as atividades físicas, uma inovação em termos educacionais no período. VUNESP - 2019 - Prefeitura de Cerquilho - SP - Professor de Educação Básica - Artes Segundo os PCN-Arte (1998), a necessidade de narrar fatos e representar por meio da ação dramática está presente em rituais de diversas culturas e tempos, e provavelmente diz respeito à necessidade humana de recriar a realidade em que vive e de transcender seus limites. Pode-se relacionar a base desse processo de investigação próprio ao teatro com os processos infantis de A) imitação, simbolização e jogo. B) questionamento, espelhamento e ação. C) imaginação, conversação e racionalização. D) sensório-motor, pré-operatório e concreto. E) comportamento formal, concreto e operatório. FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Artes Os eixos de conteúdos de teatro expostos no PCN Arte 5ª a 8ª série são: A) apreciação; momento histórico e imaginação. B) ação improvisada; jogo teatral e criação coletiva. C) ação cênica; contexto cultural e processos compartilhados de criação. D) comunicação e produção coletiva; apreciação e produto histórico-cultural. E) linguagem teatral; interpretação cênica e relação palco/plateia. BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM – BNCC Professor Paulo Martins Determina os conhecimentos e as habilidades Documento é obrigatória e está prevista na LDB Potencializa políticas educacionais Revisão do currículo BNCC - ARTE No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas seguintes linguagens: as Artes visuais, a Dança, a Música e o Teatro. Essas linguagens articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expressão no processo de aprendizagem em Arte. O componente curricular contribui, ainda, para a interação crítica dos alunos com a complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania. A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas. Nesse sentido, as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores. B N C C - A R T E ARTES VISUAIS DANÇA MÚSICA TEATRO ARTES INTREGADAS UNIDADES TEMÁTICAS 6 DIMENSÕES DO CONHECIMENTO A BNCC propõe que a abordagem das linguagens articule seis dimensões do conhecimento que, de forma indissociável e simultânea, caracterizam a singularidade da experiência artística. Tais dimensões perpassam os conhecimentos das Artes visuais, da Dança, da Música e do Teatro e as aprendizagens dos alunos em cada contexto social e cultural. Não se trata de eixos temáticos ou categorias, mas de linhas maleáveis que se interpenetram, constituindo a especificidade da construção do conhecimento em Arte na escola. Não há nenhuma hierarquia entre essas dimensões, tampouco uma ordem para se trabalhar com cada uma no campo pedagógico. CRIAÇÃO CRÍTICA ESTESIA EXPRESSÃO FRUIÇÃO REFLEXÃO 6 DIMENSÕES DO CONHECIMENTO 1. Explorar, conhecer, fruir e analisar criticamente práticas e produções artísticas e culturais; 2. Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas integradas; 3. Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais; 4. Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a imaginação; 5. Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação artística; 6. Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo; 7. Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais; 8. Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo; 9. Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e imaterial. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Professor Paulo Martins A BNCC do Ensino Médio se organiza em continuidade ao proposto para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, centrada no desenvolvimento de competências e orientada pelo princípio da educação integral. Portanto, as competências gerais da Educação Básica orientam igualmente as aprendizagens dessa etapa, como ilustrado no esquema a seguir, sejam as aprendizagens essenciais definidas nesta BNCC, sejam aquelas relativas aos diferentes itinerários formativos – cujo detalhamento é prerrogativa dos diferentes sistemas, redes e escolas, conforme previsto na Lei nº 13.415/2017. BNCC – ENSINO MÉDIO O conjunto das competências específicas e habilidades definidas para o Ensino Médio concorre para o desenvolvimento das competências gerais da Educação Básica e está articulado às aprendizagens essenciais estabelecidas para o Ensino Fundamental. Com o objetivo de consolidar, aprofundar e ampliar a formação integral, atende às finalidades dessa etapa e contribui para que os estudantes possam construir e realizar seu projeto de vida, em consonância com os princípios da justiça, da ética e da cidadania. A área de Linguagens, no Ensino Fundamental, está centrada no conhecimento, na compreensão, na exploração, na análise e na utilização das diferentes linguagens (visuais, sonoras, verbais, corporais), visando estabelecer um repertório diversificado sobre as práticas de linguagem e desenvolver o senso estético e a comunicação com o uso das tecnologias digitais. No Ensino Médio, o foco da área de Linguagens e suas Tecnologias está na ampliação da autonomia, do protagonismo e da autoria nas práticas de diferentes linguagens; na identificação e na crítica aos diferentes usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais; e no uso criativo das diversas mídias. PROGRESSÃO DAS APRENDIZAGENS PARA O ENSINO MÉDIO Na BNCC, o protagonismo e a autoria estimulados no Ensino Fundamental traduzem-se, no Ensino Médio, como suporte para a construção e viabilização do projeto de vida dos estudantes, eixo central em torno do qual a escola pode organizar suas práticas. Ao se orientar para a construção do projeto de vida, a escola que acolhe as juventudes assume o compromisso com a formação integral dos estudantes, uma vez que promove seu desenvolvimento pessoal e social, por meio da consolidação e construção de conhecimentos, representações e valores que incidirão sobre seus processos de tomada de decisão ao longo da vida. PROJETO DE VIDA FORMAÇÃO GERAL BÁSICA • língua portuguesa; • matemática; • conhecimento do mundo físico e natural; • arte; • educação física; • história; • sociologia e filosofia; • língua inglesa, podendo ser oferecidas outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol. ITINERÁRIO FORMATIVO • Linguagens e suas tecnologias; • Matemática e suas tecnologias; • Ciências da natureza e suas tecnologias; • Ciências humanas e sociais aplicadas; • Formação técnica e profissional. DIVISÃO DAS ÁREAS A Base Nacional Comum Curricular da área de Linguagens e suas Tecnologias busca consolidar e ampliar as aprendizagens previstas na BNCC do Ensino Fundamental nos componentes Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa – observada a garantia dos direitos linguísticos aos diferentes povos