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<p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>1</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>CANTO CORAL NO ENSINO FUNDAMENTAL: COMO, POR QUE E</p><p>PARA QUÊ?</p><p>Ana Lúcia Iara Gaborim Moreira – UFMS</p><p>Vanessa Araújo da Silva - UFMS</p><p>Eixo Cênico: Cena do Ensino de Artes</p><p>Resumo: este trabalho discute e defende a prática coral para crianças (e</p><p>adolescentes) no ambiente escolar, a despeito de todas as dificuldades e desafios</p><p>encontrados para a sua realização em nosso atual contexto brasileiro. O principal</p><p>referencial teórico para este artigo é uma pesquisa-ação de doutorado a respeito da</p><p>regência coral infantojuvenil em projeto de extensão universitária, defendida</p><p>recentemente na Universidade de São Paulo (GABORIM-MOREIRA, 2015), que traz</p><p>um levantamento do estado da arte nas cinco regiões brasileiras e dos principais</p><p>problemas enfrentados por regentes e professores de música nessa área. A</p><p>pesquisa apresenta fundamentos de regência, de técnica vocal e de educação</p><p>musical como conhecimentos teórico-práticos essenciais para o trabalho coral,</p><p>sendo que esses fundamentos são embasados em trabalhos acadêmicos de outros</p><p>pesquisadores de referência nessas três áreas, publicados dentro e fora do Brasil.</p><p>No que diz respeito aos fatores históricos que desencadearam o atual estado da arte</p><p>coral em nosso país, podemos afirmar que os 40 anos sem canto coral nas escolas</p><p>ocasionaram um certo enfraquecimento dessa prática, aliado a um desentendimento</p><p>de suas concepções artísticas, educativas e sociais - que é a principal problemática</p><p>levantada por este artigo. Torna-se necessário, então justificar os motivos (“por que”)</p><p>pelos quais defendemos essa prática artística tão importante e significativa na</p><p>educação, destacando a sua contribuição para o desenvolvimento cognitivo,</p><p>linguístico, psicomotor e sócio afetivo de crianças e adolescentes. Apresentamos os</p><p>principais objetivos (“para quê”) da instituição de coros nas escolas, considerando os</p><p>poucos recursos materiais que viabilizam sua realização. Por fim, apresentamos</p><p>elementos fundamentais para a elaboração de uma possível metodologia de</p><p>trabalho (“como”) para o resgate dessa prática nas escolas, considerando o contexto</p><p>contemporâneo brasileiro e tendo como embasamento as ações concretas</p><p>realizadas em um coro em atividade (o PCIU – Projeto Coral Infantojuvenil da</p><p>UFMS). Ensejamos que, com este artigo, possamos contribuir para a valorização e</p><p>entendimento do canto coral como forma de arte-educação.</p><p>Palavras-chave: coro infantojuvenil; regência coral; educação musical.</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>Introdução</p><p>Escrever sobre a prática coral no atual contexto educacional significa</p><p>considerar os diferentes modos como essa atividade tem sido concebida e realizada</p><p>em nosso país. Não queremos, aqui, levantar questões políticas e socioeconômicas</p><p>de nossa atual sociedade brasileira, sobretudo a desvalorização cultural que</p><p>vivenciamos e a falta de investimentos públicos e privados na área de Artes - e, mais</p><p>especificamente, na área de Educação Musical. Mas é preciso que discorramos</p><p>sobre fatores históricos, para que possamos refletir sobre a situação do canto coral</p><p>no ambiente escolar em nossos dias.</p><p>De forma bastante sucinta, podemos resumir os principais acontecimentos</p><p>ligados ao canto coral na história da educação musical: nas primeiras décadas do</p><p>século XX, educadores musicais paulistas - em especial Carlos Cardim, João</p><p>Gomes Júnior, João Batista Julião e os irmãos Lázaro e Fabiano Lozano -</p><p>estabeleceram as bases para a prática coral “orfeônica” nas escolas estaduais,</p><p>inclusive publicando materiais para embasar essa prática. Gomes e Cardim, em seu</p><p>livro “O ensino de música pelo methodo analytico” (1914, p.9) resumem: “na escola,</p><p>é que devemos fazer surgir o gosto artístico, e o conseguiremos executando-se boas</p><p>musicas, boas vozes e bons córos [sic].” Em 1931, a partir de projeto idealizado pelo</p><p>compositor Heitor Villa-Lobos, a disciplina “Canto Orfeônico” é instituída nas escolas</p><p>de todo o Brasil, perdurando nos currículos oficiais por 30 anos. A preocupação</p><p>pedagógico-musical inerente à disciplina é expressa pelo próprio Villa-Lobos:</p><p>os cantos deverão ajustar-se à idade dos alunos (...). É recomendável a</p><p>prévia leitura da letra dos canticos, para que se lhes facilite a compreensão</p><p>do sentido e da expressão musical. Só depois de sabido o canto haverá</p><p>comentários teóricos e musicais, corrigindo-se, então, os defeitos notados</p><p>na execução do trecho, tendo-se particularmente em vista, o rítmo, a</p><p>entoação e a dição [sic]. (VILLA-LOBOS, 1951, p. 3)</p><p>Lembremo-nos de que a educação nessa época foi pautada em uma postura</p><p>pedagógica austera que exigia uma disciplina rígida – deixando alunos muitas vezes</p><p>reprimidos, amedrontados ou diminuídos. Aos olhos de hoje, podemos tecer muitas</p><p>críticas a uma educação musical com esses princípios, e talvez por isso, muitas</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>vezes, o Canto Orfeônico seja interpretado como uma prática negativa, trazendo à</p><p>tona uma herança amarga para muitos que vivenciaram esse período. E embora o</p><p>Canto Orfeônico tenha enfrentado uma série de problemas estruturais, sobretudo no</p><p>que diz respeito à capacitação de professores e à inadequação de uma metodologia</p><p>homogênea para um país com as dimensões do Brasil, não podemos negar sua</p><p>importância artístico-musical e educacional na história da educação musical: o canto</p><p>coral se fazia presente, a música se fazia presente, a Arte se fazia presente de</p><p>algum modo nas escolas e servia como referência para outros segmentos da</p><p>sociedade. Nas palavras de Rosa Fuks (1991, p.100), o período do Canto Orfeônico</p><p>compreende “as primeiras tentativas de canto coletivo bem organizado a várias</p><p>vozes”.</p><p>Em 1961, a disciplina “Canto Orfeônico” é substituída pela “Educação</p><p>Musical” (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 4.024). Segundo Jordão et al.,</p><p>neste novo contexto, a música deveria ser sentida, tocada e dançada, além</p><p>de somente cantada, como acontecia até então, na prática do canto</p><p>orfeônico. No Brasil, as influências vinham de Antônio de Sá Pereira, Liddy</p><p>Chiaffarelli Mignone, Gazzy de Sá e do alemão naturalizado brasileiro H. J.</p><p>Koellreutter. (...) O curso de Educação Musical, em caráter de formação</p><p>superior, foi criado somente em 1964, atendendo à recomendação do</p><p>Conselho Federal de Educação pela portaria nº 63 do Ministério da</p><p>Educação. Seu nome foi alterado para Licenciatura em Música em 1969.</p><p>(JORDÃO ET AL., 2012, p.12).</p><p>Inicialmente, a nova lei não significou grandes mudanças para o canto coral</p><p>praticado nas escolas. Lisboa e Kerr (2005, p.417) consideram que a influência do</p><p>modelo orfeônico ainda perdurava mesmo depois de sua extinção oficial: além da</p><p>permanência dos mesmos professores na nova disciplina, utilizavam-se os mesmos</p><p>procedimentos de ensino. Mas paulatinamente, as novas práticas de educação</p><p>musical lecionadas nos cursos de educação superior foram desconfigurando o canto</p><p>coral como prática</p><p>principal de instrução musical, dando margem para novas</p><p>experimentações e linguagens de vanguarda.</p><p>A decadência brutal da atividade coral – e de qualquer prática musical</p><p>autônoma - nas escolas se inicia a partir de 1971, quando a atividade de Educação</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>Artística passa a substituir a Educação Musical, e assim institui a polivalência do</p><p>professor de artes. Segundo Jordão et al.,</p><p>mesmo não sendo preparado, o professor deveria ter o domínio de todas as</p><p>linguagens artísticas. Mas o que predominou em sala de aula foi o ensino</p><p>das artes plásticas, enquanto as demais foram desaparecendo</p><p>gradativamente do dia a dia escolar.” (JORDÃO ET AL., 2012, p.24)</p><p>Desde então, a prática coral foi aos poucos sendo abandonada nas escolas –</p><p>embora tenha resistido bravamente em algumas instituições de ensino. Utsonomyia</p><p>(2011, p.30) analisa que “permaneceram em atividade, ainda que de forma dispersa,</p><p>resistente e isolada, alguns pequenos grupos de canto coral infantil nas escolas,</p><p>tanto privadas, quanto públicas, desobrigadas, no entanto, de seguir determinações</p><p>impostas pelo governo”. E diferentemente do período do canto orfeônico - em que</p><p>muitas publicações foram produzidas para atender à demanda das escolas - a partir</p><p>da década de 1970 houve pouco incentivo para a continuidade da produção de</p><p>material didático voltado para o canto coral, de forma que não encontramos muitos</p><p>referenciais sobre que se realizou nessa área a partir da década de 1970, por</p><p>instituição da Lei 5.692/71. Fonterrada (2008) comenta que “hoje, passados tantos</p><p>anos, ainda se sentem os efeitos dessa lei, não obstante os esforços de muitos</p><p>educadores musicais para fortalecer a área” (2008, p.218). Portanto, podemos inferir</p><p>que o modo distorcido como o coro é concebido hoje é, em parte, reflexo da</p><p>“deseducação musical” desse tempo.</p><p>Por que o canto coral nas escolas?</p><p>Desde 1996, a Música passa a figurar como linguagem integrante da disiplina</p><p>Artes, conforme consta na Lei 9394. Porém, o conteúdo musical permaneceu</p><p>negligenciado, dando privilégio a outras manifestações artísticas. Somente em 2008</p><p>o conteúdo musical passa a ser obrigatório dentro da disciplina Artes, em toda a</p><p>educação básica, pelo estabelecimento da Lei 11.769, tendo em vista que em muitas</p><p>escolas não havia nenhum tipo de prática ou apreciação musical, tampouco uma</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>real aplicação de conteúdos essencialmente musicais. Essa lei foi uma conquista do</p><p>Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAPP), que segundo Jordão et al.</p><p>(2012, p. 26), foi formado por 86 entidades do setor, entre elas: Associação</p><p>Brasileira de Educação Musical (ABEM), Associação Brasileira da Música (ABM),</p><p>Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Música (ANPPOM), Instituto</p><p>Villa-Lobos, universidades, escolas de música, sindicatos, artistas e representantes</p><p>da sociedade civil.</p><p>Porém, em 2016, a Lei 11.769 foi substituída pela Lei 13.278, que institui não</p><p>somente a Música, mas também a Dança, o Teatro e as Artes Visuais em todas as</p><p>escolas de educação básica do país. Mas ao mesmo tempo em que essa lei</p><p>representa um grande avanço para a área de Artes como um todo - sendo um</p><p>reconhecimento dessa área como fundamental para a formação básica dos</p><p>educandos - ainda verificamos a dificuldade das escolas (publicas e particulares) a</p><p>se adaptarem a essa “nova” realidade. Entre os desafios trazidos por essa lei, estão</p><p>a falta de professores capacitados nessas quatro linguagens, o tempo para essas</p><p>práticas que deve ser disponibilizado nos currículos, a inadequação de espaço físico</p><p>para as aulas dessas modalidades e a falta de material didático para estruturar seu</p><p>ensino.</p><p>A prática coral ressurge então, dentro da linguagem musical, como uma</p><p>possibilidade do fazer artístico-musical de forma mais acessível (afinal, todos os</p><p>alunos trazem consigo seu próprio instrumento – a voz), menos dispendiosa em</p><p>termos de custos financeiros (pois demanda apenas um instrumento harmônico, que</p><p>geralmente é carregado pelo regente (ou “professor de coral”) e com maior número</p><p>de profissionais para atuar em seu ensino - afinal, em quase todos os cursos de</p><p>Licenciatura e Bacharelado em Música figura a disciplina “Canto Coral” e em grande</p><p>incidência, também a disciplina de “Regência” (pelo menos, com muito mais</p><p>frequência que as disciplinas de instrumentos musicais específicos).</p><p>Todavia, a grande dificuldade dos regentes hoje é lidar com a falta de</p><p>referências dos alunos sobre o canto coral, o que leva muitos a pensarem que essa</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>é uma atividade maçante ou que é puramente um passatempo. Caetano (2015)</p><p>corrobora que há nas escolas, de fato,</p><p>uma descontextualização das crianças em relação à atividade coral, ou</p><p>seja, uma falta de referência sobre o conceito de coral. Considerando que</p><p>há uma ampla gama de organizações musicais, oferecidas, principalmente</p><p>via interface midiática, os coros são pouco apreciados, vistos ou até mesmo</p><p>conhecidos. Muitas vezes o modelo musical, ou seja, a referência que as</p><p>crianças trazem é, normalmente, adquirida de maneira passiva. (CAETANO,</p><p>2015, p.46)</p><p>Frequentemente, os regentes precisam justificar os benefícios dessa atividade</p><p>na escola e convencer autoridades de que não se trata apenas de ensaiar</p><p>“musiquinhas” para cantar nos eventos ou de promover apresentações públicas para</p><p>colaborar com o marketing da instituição, mas que o canto coral é um processo de</p><p>educação musical consistente. Sobretudo no início dos ensaios/aulas, onde não se</p><p>visualizam os resultados do trabalho, é ainda mais difícil criar expectativas positivas</p><p>de sua realização.</p><p>De maneira geral, podemos assegurar que “cantar em um coro tem</p><p>promovido benefícios emocionais, sociais, intelectuais, criativos e físicos” (JUDD;</p><p>POOLEY, 2014, p. 270). Welch (2011, s/p), em seus estudos realizados há mais de</p><p>30 anos sobre a voz infantil, assegura que “a atividade de cantar traz benefícios</p><p>fisiológicos, como o respiratório, cardíaco e o desenvolvimento neurológico”. Nesse</p><p>sentido, Ilari (2003) também afirma que</p><p>o ato de cantar, espontaneamente ou de forma dirigida em sala de aula,</p><p>pode ativar os sistemas da linguagem, da memória, e de ordenação</p><p>seqüencial, entre outros (...) Através do canto acompanhado por gestos e</p><p>movimentos corporais, a criança pode vir a ter pelo menos seis sistemas de</p><p>seu cérebro estimulados (ILARI, 2003, p.15).</p><p>As pesquisas realizadas sobre os coros nas escolas – que, inclusive, têm</p><p>crescido nos últimos anos - demonstram os resultados positivos e duradouros dessa</p><p>atividade, quando realizada de forma estruturada e conduzida por profissionais com</p><p>formação em regência e educação musical. Finck (1997) destaca a função do canto</p><p>coral na escola, como</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>atividade artística que contribui significativamente para a construção de uma</p><p>verdadeira educação estética, formadora de um indivíduo mais humano e</p><p>sensível, capaz de interagir em seu meio, transformando a sociedade em</p><p>que vive em outra, mais democrática e humana. (1997, p.55)</p><p>Ainda com relação aos benefícios sociais dessa atividade, Carminatti e Krug</p><p>enfatizam:</p><p>pode-se citar o canto coral como um veículo de disseminação das</p><p>prerrogativas atribuídas à música, como, por exemplo, maior socialização,</p><p>desembaraço, trabalho em equipe, ajuda na organização e sincronia no</p><p>trabalho ou no divertimento, comunicação, concentração (autodisciplina) e</p><p>autoconfiança dos membros participantes da atividade. (CARMINATTI;</p><p>KRUG, 2010, p.85).</p><p>Costa (2005) ressalta que “o canto coral é uma atividade essencialmente</p><p>coletiva e compartilhada, e as múltiplas interações que se constituem entre os seus</p><p>diversos componentes configuram o próprio coro” (p.36). Além disso, a prática coral</p><p>nas escolas estabelece uma conexão com as famílias e com a comunidade,</p><p>divulgando os resultados obtidos em formas de apresentações e eventos artísticos –</p><p>que não devem ser o propósito do coro, mas a coroação de todo esforço e</p><p>dedicação despendido por regentes e coralistas.</p><p>Para que cantar na escola?</p><p>Já discorremos sobre alguns benefícios que a prática coral pode trazer aos</p><p>seus participantes. Mas é importante enfatizar que o objetivo central do trabalho</p><p>coral infantojuvenil é o aprendizado da linguagem musical, que se dá pela realização</p><p>do canto em conjunto. Conhecer essa linguagem e se expressar por meio dela,</p><p>podendo criar e recriar artisticamente é de fundamental importância para a educação</p><p>e, de modo geral, para a formação do indivíduo. Como componente das Artes, e</p><p>como modalidade do fazer musical, o canto coral pode desenvolver elementos da</p><p>inteligência emocional, dentre os quais podemos destacar o afeto e a sensibilidade;</p><p>pode estimular a criatividade e a imaginação – elementos esses, que são muitas</p><p>vezes tolhidos na educação hodierna. O canto coral proporciona um olhar</p><p>diferenciado para as potencialidades do ser humano, para a consciência do ser-em-</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>grupo. O valor educativo de participar de um grupo com um objetivo comum – cantar</p><p>em conjunto – e alcançar resultados compartilhados, graças a um trabalho em</p><p>equipe onde todos são importantes e valorizados, é ressaltada por Garretson:</p><p>nas atividades musicais, os alunos desenvolvem orgulho em ser</p><p>identificados como parte de uma organização musical refinada e fazem</p><p>muitos ajustes sociais através do contato próximo com seus pares. Certos</p><p>críticos da sociedade atual dizem que nós temos sido orientados de maneira</p><p>individualista e que o que nós precisamos é de atividades que necessitam</p><p>de mais apoio de grupo. O canto coral certamente preenche essa</p><p>necessidade (GARRETSON, 1993, p.4).</p><p>Nessa perspectiva, a escola deveria ser então a referência para a prática</p><p>musical cantada; deveria ser a fonte do conhecimento sobre saúde e técnica vocal,</p><p>onde alunos e professores pudessem ser orientados a desenvolver hábitos</p><p>saudáveis e esteticamente adequados. Entretanto, sabemos, isso não ocorre na</p><p>maioria das instituições de ensino brasileiras; pelo contrário, o que se vê é um</p><p>estímulo à “cultura do grito”, onde a voz compete com um ambiente sonoro</p><p>extremamente ruidoso, professores não são estimulados a cuidar de sua voz (e</p><p>frequentemente são afastados de sua função por esforço desnecessário) e as</p><p>crianças acabam aprendendo a cantar com uma série de vícios danosos ao trato</p><p>vocal, por meio de modelos da mídia que são reforçados no ambiente escolar – o</p><p>que ocorre pela falta de critérios de escolha de repertório (e dos meios para buscá-</p><p>lo), pela falta de um ambiente propício às vivências musicais plenas, pela falta de</p><p>oportunidades de apreciação da música ao vivo, pela falta de referências de música</p><p>coral e pela falta de parâmetros estético-musicais. Cantar na escola, portanto,</p><p>deveria servir para ensinar às crianças sobre postura corporal, sobre a importância</p><p>da respiração no canto, sobre a importância de uma boa dicção e articulação textual,</p><p>para ser um estímulo à memória, para se trabalhar elementos de interpretação</p><p>musical – precisão rítmica e melódica, afinação, dinâmica, agógica, fraseado,</p><p>harmonia; para se aprender e se praticar a leitura e a escrita musical, para</p><p>compreender formas e estilos musicais, enfim, para se entender e praticar música de</p><p>forma crítica e consciente e não puramente intuitiva ou mecânica, calcada</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>simplesmente na imitação e na repetição. A escola deveria ser, portanto, o ambiente</p><p>mais propício para que os educandos pudessem desenvolver naturalmente as</p><p>ferramentas necessárias à escuta e à apreciação musical plena, e os meios para a</p><p>criação musical. Mas... como estruturar essa prática?</p><p>Canto coral na escola: como?</p><p>Tendo discutido sobre a importância do canto coral na escola, justificado os</p><p>motivos pelos quais essa atividade deveria fazer parte dos currículos e apresentado</p><p>seus principais objetivos, resta-nos explicar como seria possível realizar essa</p><p>prática, considerando que o ambiente escolar não nos parece nem um pouco</p><p>propício a ela, na visão de regentes e professores de música. Elencamos aqui</p><p>alguns dos elementos discutidos na tese que embasa este artigo (GABORIM-</p><p>MOREIRA, 2015) e que constituem algumas das dificuldades e desafios de 52</p><p>regentes entrevistados na tese, atuantes nas cinco regiões brasileiras.</p><p>Primeiramente, é recomendável que o regente trace um projeto a longo prazo</p><p>antes que coro se inicie, indicando suas necessidades estruturais e possíveis</p><p>perspectivas para o trabalho (apresentações, eventos futuros, etc.) Se já existe um</p><p>coro em funcionamento, esse projeto pode ser apresentado no início de um ciclo,</p><p>onde geralmente há um processo de renovação (de membros, de repertório, de</p><p>materiais). É também recomendável que o regente elabore um planejamento para</p><p>cada ensaio, tal como um plano de aula, onde possa definir objetivos, conteúdos e</p><p>metodologia de trabalho a curto prazo (infelizmente, as delimitações deste artigo não</p><p>nos permitem discorrer sobre cada um desses itens separadamente; mas eles são</p><p>discutidos na tese que nos embasa).</p><p>Sobre a constituição do grupo coral em termos humanos, há muitas variáveis</p><p>- como o número de crianças participantes, sua faixa etária, horário dos ensaios e</p><p>espaço físico disponível para comportá-las – e não há um consenso sobre o perfil de</p><p>um coro “ideal”. Mas é importante que o regente avalie as condições da escola e</p><p>determine o número de crianças com o qual considera possível realizar um bom</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>trabalho. Também consideramos mais viável que participação dos alunos da escola</p><p>seja espontânea – e não obrigatória - no coro.</p><p>A conquista do espaço físico apropriado para um ensaio coral é também um</p><p>desafio comumente enfrentado pelos regentes. É fato que um espaço inadequado</p><p>pode interferir negativamente nos resultados musicais do coro; mas sabemos que na</p><p>maioria das vezes, os regentes acabam se adaptando a um ambiente inóspito para</p><p>não desistir do trabalho. Relacionamos aqui alguns fatores que devem ser levados</p><p>em consideração na busca (e na luta!) por um espaço físico que apresente</p><p>condições favoráveis ao desenvolvimento artístico-musical do coro: tamanho do</p><p>local (ideal para o número de crianças), limpeza (considerando que uma sala com</p><p>muita poeira também pode gerar alergias, que interferem na qualidade do canto),</p><p>ventilação, iluminação, temperatura, acústica (considerando a reverberação e a</p><p>influência de sons externos), mobiliário (incluindo cadeiras apropriadas para que os</p><p>coralistas possam se sentar confortavelmente e em uma posição apropriada para</p><p>cantar), organização dos materiais e até mesmo a decoração do local. Não só para o</p><p>canto coral, mas também para um ambiente de ensino-aprendizagem, a atenção a</p><p>essas condições implica em propiciar uma sensação de bem-estar, que contribua</p><p>naturalmente para a fluência do ensaio. Além disso, é uma atitude de respeito para</p><p>com regente, alunos-coralistas e para com todos os envolvidos na prática coral.</p><p>Também é muito importante que o regente não trabalhe sozinho, mas tenha</p><p>uma equipe envolvida na rotina de ensaios. Essa equipe pode ser composta por um</p><p>regente assistente, um instrumentista acompanhador (de preferência, que toque um</p><p>instrumento harmônico, como piano/teclado ou violão), um preparador vocal, um</p><p>preparador cênico ou coreógrafo e sobretudo, monitores auxiliares - que podem ou</p><p>não ser músicos, mas que estejam atentos às necessidades dos coralistas,</p><p>principalmente crianças. Sabemos que não é fácil conseguir estruturar essa equipe,</p><p>sobretudo se for exigida remuneração desses membros. Mas se houver outras</p><p>pessoas auxiliando no trabalho coral, o ensaio fluirá mais naturalmente e o regente</p><p>poderá ficar mais focado na interpretação musical.</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>Quanto à duração e periodicidade dos ensaios: de acordo com a pesquisa de</p><p>doutorado que nos serve de base (GABORIM-MOREIRA, 2015), envolvendo 84</p><p>coros infantojuvenis, conclui-se que o tempo de um bom ensaio coral se situa entre</p><p>90 e 120 minutos – o suficiente para que sejam desenvolvidas a leitura e a escrita</p><p>musical, a técnica vocal, atividades lúdicas e para que haja uma preparação eficaz</p><p>do repertório. Em nossa experiência junto ao PCIU (Projeto Coral Infantojuvenil da</p><p>UFMS), estruturamos o ensaio da seguinte maneira: início com jogos rítmicos e de</p><p>socialização; lanche e apreciação musical (por meio de desenhos animados que</p><p>enfatizam a música); solfejo (leitura musical) acompanhado de tarefas para casa</p><p>(escrita); preparação vocal, envolvendo exercícios para a postura corporal, a</p><p>respiração e a técnica vocal (englobando afinação, articulação e colocação vocal) e</p><p>por fim, estudo de repertório (englobando o aprendizado e a interpretação de uma</p><p>canção), podendo ser acrescido de movimentos corporais expressivos.</p><p>Com relação ao repertório, é fundamental que o regente escolha músicas</p><p>apropriadas para a tessitura1 infantojuvenil e que essas músicas sejam motivadoras</p><p>para o grupo, isto é, apresentem uma temática apropriada à idade das crianças e</p><p>que sejam compreendidas por elas. Sugerimos que o regente não se baseie apenas</p><p>nas músicas que estão fazendo sucesso na mídia para construir o repertório do</p><p>grupo. Se forem realmente necessárias, que sejam um ponto de partida para</p><p>aproximar o regente de seus coralistas e que tragam para o coro o contexto cultural</p><p>das crianças. Mais ainda, que essas músicas sejam recriadas, renovadas,</p><p>enriquecidas com arranjos e outros elementos musicais – isto é, que tragam</p><p>aprendizado para os alunos. Mas que, de forma alguma, o coro se limite a reproduzir</p><p>o que a mídia já faz de maneira massiva, com fins puramente comerciais e não</p><p>educativos (e que as crianças já conhecem muito bem).</p><p>Considerações finais</p><p>1</p><p>Sobre este assunto específico, o leitor pode consultar o artigo “A pedagogia vocal na regência coral</p><p>infantojuvenil: conceitos e reflexões”, publicado no XXVI Congresso da Associação Nacional de</p><p>Pesquisa e Pós-graduação em Música (GABORIM-MOREIRA, A.L.I.G; RAMOS, M.A.S). Disponível</p><p>em https://www.anppom.com.br/congressos/index.php/26anppom/bh2016/paper/viewFile/4267/1372</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>Procuramos, com este artigo, motivar escolas de educação básica a formar</p><p>novos coros ou valorizar os coros já existentes; incentivar a participação da</p><p>comunidade escolar nesses coros, derrubando qualquer pré-conceito infundado de</p><p>que a atividade coral é “chata” ou enfadonha sem que se tenha sequer</p><p>experimentado um ensaio ou assistido a uma apresentação; prover informações</p><p>para que essa atividade cresça diante de condições adequadas para a sua</p><p>realização; evitar a interrupção de atividades corais antes que se tenha sequer</p><p>chegado a resultados musicais bem elaborados; por fim, buscamos prover</p><p>argumentos para que os regentes de coros possam garantir melhores condições de</p><p>trabalho e assim, levar seus coros a um desenvolvimento artístico-musical</p><p>significativo e duradouro. Sabemos o quanto é difícil convencer autoridades</p><p>escolares quando se está sozinho e principalmente, quando ainda não há resultados</p><p>musicais a se apresentar. Calvente defende: “ainda que conheçamos muito bem a</p><p>limitação de nosso contexto, acredito ser necessária a manutenção de uma</p><p>constante atitude de conscientização e luta por patamares cada vez mais adequados</p><p>para a realização de nosso trabalho” (2013, p.76). Com essa premissa, concluímos</p><p>este artigo e seguimos em nossa missão de sempre fazer música, por meio do canto</p><p>coral.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>CAETANO, B. p. O coro “ideal”: um estudo da prática coral infantojuvenil na</p><p>perspectiva dos alunos de uma escola pública. Monografia. Florianópolis: UDESC,</p><p>2015.</p><p>CALVENTE, G. Sing or not to sing. In: SOBREIRA, Silva (org.). Desafinando a</p><p>escola. Brasília: Musimed, p. 66-89, 2013.</p><p>CARDIM, C.A.; GOMES, J.J. O Ensino da Música pelo Methodo Analytico. São</p><p>Paulo: Publicação da Escola Normal de São Paulo, 1914.</p><p>CARMINATTI, Juliana; KRUG, Jefferson Silva. A prática de canto coral e o</p><p>desenvolvimento de habilidades sociais. In: Pensamiento Psicológico, vol. 7, no.</p><p>14, p. 81-96, 2010.</p><p>COSTA, Paulo Rubens M. Diagnose em Canto Coral: parâmetros de análise e</p><p>ferramentas para a avaliação. Dissertação. São Paulo: USP, 2005.</p><p>FINCK, Regina. A Prática Coral: uma reflexão. Monografia. Florianópolis: UDESC,</p><p>1997.</p><p>Jornada de Artes da UEMS - JART Ato V - Edição Internacional Ato I</p><p>“Para que serve o Ensino das Artes na Escola?”</p><p>III Seminário Cultura e Educação</p><p>I Congresso Estadual para Arte Educadores de Mato Grosso do Sul</p><p>JART- Ato V - Edição Internacional Ato I – UEMS</p><p>Campo Grande-MS – Brasil</p><p>29, 30 e 31 de Agosto de 2018</p><p>https://www.even3.com.br/jart</p><p>ISSN</p><p>FONTERRADA, M.T.O. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. 2ª</p><p>ed. São Paulo: Editora Unesp; Rio de Janeiro: Funarte, 2008.</p><p>FUKS, Rosa. O discurso do silêncio. Rio de Janeiro: Enelivros, 1991.</p><p>GABORIM-MOREIRA, A.L.I. Regência coral infantojuvenil no contexto da</p><p>extensão universitária: a experiência do PCIU. Tese. São Paulo: USP, 2015.</p><p>GARRETSON, R.L. Conducting choral music. Prentice-Hall, 1993.</p><p>ILARI, B.S. A música e o cérebro: algumas implicações do neurodesenvolvimento</p><p>para a educação musical. Revista da ABEM, Porto Alegre, V. 9, p.7-16., set. 2003.</p><p>JORDÃO, Gisele et al. A música na escola. São Paulo:[s/n], 2012.</p><p>JUDD, Marianne; POOLEY, Julie Ann. The psychological benefits of participating in</p><p>group singing for members of the general public. In: Psychology of Music, vol.</p><p>42(2). London, UK: Sage Publications Ltd, p.269-283, 2014.</p><p>LISBOA, A. C.; KERR, D. M. Villa-Lobos e o canto orfeônico: Análise de discurso</p><p>nas canções e cantos cívicos. In: Anais do Congresso da Associação Nacional</p><p>de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM). 2005. p. 415-422.</p><p>UTSONOMYIA, M. M. O regente de coro infantil de projetos sociais e as</p><p>demandas por novas competências e habilidades. Dissertação. São Paulo: USP,</p><p>2011.</p><p>VILLA-LOBOS, H. Canto Orfeônico, 1º vol.. São Paulo: Irmãos Vitale Editores,</p><p>1951.</p><p>WELCH, G.F. Psychological aspects of singing development in children. In:</p><p>BOUZAKI, Paraskevi; KANG, Hi Jee (orgs.) Music, mind and brain, 2011. Disponível</p><p>em: http://musicmindandbrain.wordpress.com/2011/05/07/psychological-aspects-of-</p><p>singingdevelopment-in-children/ Acesso em 12/06/2018.</p>