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Sistemas de Informação em Saúde (SIS) 1. Definição e Importância dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) Os SIS são ferramentas que reúnem, processam, guardam e partilham dados e conhecimentos na área da saúde. O objetivo principal destas ferramentas é apoiar os profissionais de saúde e os gestores na tomada de decisões, no controlo das organizações e no planeamento de melhorias para o atendimento aos utentes. 2. O Problema Histórico: Fragmentação e Redundância No âmbito do Ministério da Saúde, os sistemas foram sendo criados de forma isolada ao longo do tempo, para atender a necessidades específicas de cada setor, em vez de seguirem um plano geral unificado. Esta falta de integração provocou dois grandes problemas no SUS: Fragmentação: Os dados ficaram espalhados e isolados em diferentes plataformas. Redundância: O mesmo tipo de informação acaba por ser recolhido e produzido várias vezes por sistemas diferentes, gerando trabalho repetido e bases de dados desencontradas. Atualmente, reconhece-se que as tecnologias utilizadas estão obsoletas, o que impulsiona a urgência de reorganizar a área de Tecnologias de Informação em Saúde (TIS). 3. O Caminho para a Solução: A Interoperabilidade Para superar a fragmentação dos sistemas e unificar as informações, o Brasil começou a adotar o conceito de interoperabilidade, focado em fazer com que diferentes sistemas consigam trocar dados de forma eficiente. Embora a interoperabilidade não resolva todos os problemas (como falhas na recolha inicial dos dados ou distorções de faturação), ela é vista como um passo essencial para alcançar uma informação em saúde com verdadeira qualidade. 4. Iniciativas Marcos no Brasil (2011) O texto aponta duas ações fundamentais que iniciaram o processo prático de integração de dados no país: O Cartão Nacional de Saúde (CNS): Após tentativas anteriores que não prosperaram (entre 1997 e 2010), o CNS foi redefinido pela Portaria nº 940/GM, de 28 de abril de 2011. Esta norma regulamentou o sistema do cartão, garantindo que cada utente do SUS tenha uma identificação única. Isso permite acompanhar todo o histórico e trajeto de cuidados do paciente pelo sistema. No mesmo ano, a Portaria nº 2.073/GM, de 31 de agosto de 2011, estabeleceu as regras e os padrões para o uso e intercâmbio de informações entre as diversas plataformas de saúde em todo o território brasileiro. 1. Definição e Importância dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS) 2. O Problema Histórico: Fragmentação e Redundância 3. O Caminho para a Solução: A Interoperabilidade 4. Iniciativas Marcos no Brasil (2011)