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📚 Resumo – Capítulo 1: A Psicologia no Brasil (Censo I) 1. Ideia central do capítulo · A Psicologia no Brasil se desenvolve dentro do contexto histórico, político e econômico. · Não dá pra entender a profissão sem considerar: · Ditadura militar · Neoliberalismo · Transformações sociais 📜 2. Regulamentação e início da profissão · Psicologia foi regulamentada em 1962 (Lei 4.119). · Antes disso: · Existia como prática ligada à Filosofia, Pedagogia e Medicina. · Após regulamentação: · Começa a institucionalização da profissão. ⚠ 3. Ditadura Militar e impactos (1964–1985) · A profissão se consolida durante um período de: · Autoritarismo · Repressão · Controle social Principais efeitos: · Psicologia usada, em alguns casos, para: · Controle social · Legitimação do regime · Parte dos psicólogos: · Apoiaram o regime · Outros resistiram 🎓 4. Expansão da formação (anos 60–70) · Criação dos primeiros cursos: · PUC-Rio, PUC-RS, USP, PUC-MG · Reforma universitária → aumento de cursos Problemas: · Crescimento rápido → queda na qualidade · Falta de professores qualificados · Formação improvisada 🏥 5. Hegemonia da clínica · Área clínica domina: · Formação · Mercado · Imagem da profissão Problemas: · Acesso restrito: · Apenas ~15% da população podia pagar · Psicologia pouco acessível às classes populares 💼 6. Mercado de trabalho (anos 70–80) · Características: · Saturação da clínica · Desemprego e subemprego · Muitos profissionais fora da área Contradição: · Muitos formados × pouco espaço no mercado 👩 7. Feminização da profissão · 80–85% mulheres · Ligada à ideia de: · Cuidado · Ajuda · Papel social feminino 📉 8. Crise da profissão · Questionamentos: · Qual o papel social da Psicologia? · Para quem ela serve? · Crítica principal: · Atende elite e ignora maioria da população 🗳 9. Redemocratização e neoliberalismo (anos 80–90) · Constituição de 1988: · Avanços sociais · Mas sem ruptura total com o passado · Neoliberalismo: · Privatizações · Precarização do trabalho Impactos na Psicologia: · Queda de salários · Aumento da precarização · Necessidade de múltiplos empregos 🌍 10. Mudanças na profissão · Ampliação de áreas: · Saúde pública (SUS) · Assistência social · Comunidades · Organizações Novas características: · Trabalho multiprofissional · Maior preocupação social 🏙11. Interiorização · Psicologia deixa de ser só urbana · Expansão para: · Cidades do interior · Políticas públicas 📊 12. Dados importantes · Crescimento grande de profissionais · Mas: · Nem todos trabalham na área · Muitos: · Trabalham em mais de um emprego · Recebem salários baixos 🔄 13. Mudança de foco da Psicologia Antes: · Individual · Clínica · Elite Depois: · Social · Coletiva · Populações vulneráveis ⚖ 14. Contradição central da profissão · Expansão da Psicologia ❌ vs · Mercado que não absorve todos 👉 Resultado: · “Exército de reserva” de psicólogos · Desemprego e precarização 15. Conclusão do capítulo · A Psicologia no Brasil: · Cresceu muito · Mas de forma desigual e contraditória · Principais desafios: · Melhorar formação · Ampliar acesso da população · Fortalecer papel social AQUI VAI O RESUMO EM TEXTO CORRIDO, DIRETO E FOCADO PRA PROVA 👇 A Psicologia no Brasil se desenvolve diretamente ligada ao contexto histórico,político e econômico do país, especialmente ao longo do século XX. Embora já existissem práticas psicológicas antes, a profissão foi oficialmente regulamentada em 1962, marcando o início de sua institucionalização. No entanto, esse processo ocorreu em um período conturbado, pois logo após a regulamentação teve início a ditadura militar, que influenciou profundamente os rumos da profissão. Durante o regime militar, a Psicologia se consolidou em meio a um cenário de repressão, controle social e autoritarismo. Nesse contexto, parte dos profissionais acabou contribuindo, direta ou indiretamente, com práticas alinhadas ao regime, enquanto outros resistiram. A profissão também foi impactada pela reforma universitária, que ampliou rapidamente o número de cursos de Psicologia, mas de forma desordenada, resultando em queda na qualidade da formação e falta de professores qualificados. Nesse período, a área clínica se tornou dominante, tanto na formação quanto na atuação e na imagem da Psicologia. Essa hegemonia trouxe consequências importantes, como o acesso restrito da população aos serviços psicológicos, já que a maioria não tinha condições financeiras para pagar por atendimento privado. Assim, a Psicologia passou a atender principalmente as classes médias e altas, deixando grande parte da população excluída. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho começou a apresentar contradições: havia um crescimento acelerado no número de profissionais formados, mas sem a correspondente ampliação de vagas, gerando desemprego, subemprego e dificuldades de inserção profissional. Esse cenário contribuiu para o surgimento de críticas sobre o papel social da Psicologia, questionando sua relevância e sua função na sociedade. Com o processo de redemocratização a partir da década de 1980 e a promulgação da Constituição de 1988, ocorreram mudanças importantes, embora sem ruptura completa com as estruturas anteriores. Logo em seguida, a adoção de políticas neoliberais trouxe novas transformações, como a precarização do trabalho e a redução de direitos, afetando também a atuação dos psicólogos, que passaram a enfrentar salários mais baixos e a necessidade de múltiplos vínculos de trabalho. Nesse novo contexto, a Psicologia começou a ampliar seus campos de atuação, ultrapassando a clínica privada e se inserindo em áreas como saúde pública, assistência social, educação, organizações e trabalho comunitário. A criação de políticas públicas, especialmente o Sistema Único de Saúde (SUS), foi fundamental para essa expansão, possibilitando maior acesso da população aos serviços psicológicos. Outra mudança importante foi o processo de interiorização da profissão, que deixou de estar concentrada apenas nas grandes cidades e passou a alcançar municípios menores. Apesar disso, persistem desigualdades na distribuição dos profissionais e dificuldades no mercado de trabalho, como a diferença entre o número de formados e aqueles efetivamente inseridos na profissão. Ao longo desse processo, a Psicologia também passou por uma transformação em seu foco, saindo de uma atuação centrada no indivíduo e na clínica para incorporar uma perspectiva mais social, voltada às demandas coletivas e às populações em situação de vulnerabilidade. Ainda assim, permanecem contradições estruturais, como a expansão contínua da formação sem absorção equivalente pelo mercado, gerando um “exército de reserva” de profissionais. Dessa forma, o capítulo evidencia que a Psicologia no Brasil é marcada por um desenvolvimento contraditório: ao mesmo tempo em que cresce, se diversifica e amplia seu alcance social, também enfrenta desafios relacionados à formação, inserção profissional e compromisso com a realidade social brasileira. RELAÇÃO DA PSICOLOGIA COM A DITADURA: O QUE ESTAVA ACONTECENDO NO PAÍS? Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu a Ditadura Militar, ou seja: · Não tinha democracia de verdade · O governo controlava a sociedade · Quem discordava podia ser: · preso · torturado · perseguido 👉 Isso é o que o texto chama de: · Autoritarismo = governo manda sem oposição · Repressão = uso de força contra quem discorda · Controle social = tentativa de controlar comportamento e pensamento das pessoas E onde entra a Psicologia nisso? A Psicologia estava começando a se estruturar como profissão nesse período. Então ela acabou sendo influenciada por esse contexto. ⚠Como a Psicologia foi usada Em alguns casos, a Psicologia foi usada como ferramenta do próprio regime: 👉 Controle social · Ajudava a entender e controlar comportamentos das pessoas · Podia ser usada para: · selecionar trabalhadores “obedientes” · avaliar pessoas consideradas “desviantes” 👉 Legitimação do regime · Algumasideias psicológicas ajudavam a justificar o sistema · Exemplo: · tratar problemas sociais como “problemas individuais” · culpar a família ou o indivíduo (e não o sistema) 👉 Isso fazia parecer que o problema não era político, mas pessoal 👥 Divisão entre os psicólogos Nem todo mundo agiu igual — isso é MUITO importante: 🔴 Alguns apoiaram o regime · Direta ou indiretamente · Exemplo: · ajudando instituições do Estado · usando discursos conservadores (família, ordem, etc.) Outros resistiram · Criticavam a ditadura · Atuavam junto a: · movimentos sociais · populações oprimidas 👉 Alguns sofreram perseguição, prisão ou violência 💡 Ideia principal pra prova A Psicologia: · não foi neutra · esteve envolvida nas disputas políticas da época 👉 Ou seja: Ela tanto pôde servir ao controle e repressão, quanto à resistência e transformação social.