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UNIP 1 Faculdade de Psicologia Psicologia Comportamental Me. Augusto Amato Neto BEHAVIORISMO METODOLÓGICO E BEHAVIORISMO RADICAL Origem Histórica do Behaviorismo É importante salientar que foi só muito recentemente, em comparação com as outras ciências, que a Psicologia ganhou autonomia da Filosofia. Em 1879, a criação do laboratório de Psicologia experimental em Leipzig (Alemanha) por Wilhelm Wundt marcou historicamente o início dessa separação, mas, de acordo com Baum (2006), até 1940, era raro haver nas universidades um departamento de Psicologia e os professores dessa disciplina eram, na maioria, filósofos. Uma das primeiras maneiras de estudar o ser humano, utilizada nesta época, foi o uso da introspecção, tal como era sistematizado por Wundt. Pessoas eram treinadas para observarem, sistematicamente, seus processos mentais, buscando descrevê-los do modo mais fiel possível. Assim, um observador treinado poderia descrever tudo o que se passava em sua mente antes, durante e depois do comportamento de apanhar um objeto, para verificar se outros observadores descreveriam a mesma coisa. A ideia era que uma boa observação chegaria a resultados universais, ou seja, que seriam iguais em qualquer outra pessoa. Entretanto, percebeu-se que resultado da observação depende muito do indivíduo que observa, sendo assim pouco confiável. Um ponto importante para o método científico é criar condições de observações mais objetivas, ou seja, independentes da opinião ou da percepção humana. Tais observações deveriam, portanto, ser replicáveis: ao se manter as mesmas condições, um fenômeno observado deveria produzir o mesmo resultado. Em 1913, Watson publica o artigo "A Psicologia como um behaviorista a vê" (2008), no qual expõe os principais posicionamentos científicos da nascente Psicologia Comportamental. Watson propõe defini-la como uma ciência do comportamento, já que este é fisicamente observável: pode-se ver as pessoas andarem, comerem, conversarem, mas é difícil observar seus pensamentos e sentimentos. Watson não está propondo a criação de uma nova psicologia, mas sim a redefinição do objeto de estudo da psicologia para algo que seja objetivo, observável e mensurável: o comportamento. Esta afirmação levou a controvérsias importantes, já que ela vai de encontro à ideia de que o homem é livre para agir. Torna-se, então, muito importante compreender as consequências teóricas de se afirmar que é possível constituir uma ciência do comportamento. No momento da publicação de sua primeira obra, Watson não obteve muita aceitação. Em grande parte, isso se deve à ausência de estudos correlatos no meio acadêmico naquela época.

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