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Cinesioterapia
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Paula de França Carmo da Silva
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
Cinesioterapia Pélvica
Cinesioterapia Pélvica
 
 
• Adquirir conhecimentos sobre os princípios para o desenvolvimento do condicionamento de 
musculatura pélvica;
• Conhecer os tipos de exercícios específicos para região pélvica.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO 
• Fisioterapia Pélvica;
• Pavimento Pélvico e Estruturas de Suporte;
• Avaliação Fisioterapêutica – Avaliação Pélvica;
• Exercícios Aplicados à Musculatura Pélvica 
Sem e com Instrumentos (Pesários);
• Fisioterapia Pélvica – Propriocepção;
• Alongamento Muscular do Assoalho Pélvico;
• Pesários – Estimulam Força e Resistência Muscular;
• Ginástica Hipopressiva;
• Manobra de Aspiração Diafragmática;
• Bola Terapêutica como Recurso de Fortalecimento de Assoalho Pélvico;
• Cinesioterapia Utilizando Bola Terapêutica para Trabalhar MAP.
UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
Fisioterapia Pélvica
A Fisioterapia Uroginecológica ou Fisioterapia do Assoalho Pélvico é utilizada no 
tratamento de diversos tipos de distúrbios miccionais, anorretais e sexuais. 
Foi descrita inicialmente, em 1948, pelo médico Ginecologista Arnold Kegel, que 
preconizava a realização de exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho 
pélvico (também conhecido como exercícios de Kegel) como forma de prevenir a 
incontinência urinária e prolapsos genitais (queda da bexiga, do útero).
Embora a técnica de Kegel fosse um sucesso e adotada por outros autores, gra-
dualmente, foi esquecida e deu lugar às técnicas cirúrgicas que se tornaram cada vez 
mais eficazes na correção da incontinência urinária. 
Somente na década de 1980, o interesse pela recuperação funcional do assoalho 
pélvico ganhou relevância
Pavimento Pélvico e Estruturas de Suporte 
Atualmente, entende-se por pavimento pélvico um complexo conjunto de estru-
turas (músculos, ligamentos e fáscias) que suportam tanto as vísceras pélvicas como 
as abdominais. 
Situa-se no limite inferior da cavidade pélvica e no limite superior do períneo e se 
estende desde a púbis até o cóccix. 
O pavimento pélvico é atravessado por três orifícios – à frente, pela uretra e vagi-
na, e ao centro pelo reto (link a seguir). 
Desse modo, a contração do complexo tem a propriedade de auxiliar a continên-
cia urinária e fecal e a função sexual. Além disso, o pavimento pélvico sustenta os 
órgãos pélvicos e abdominais ao empurrar os órgãos em direção contrária à própria 
força da gravidade ou a uma pressão intra-abdominal que possa surgir. 
Assim, os órgãos internos mantêm suas posições normais. 
Pavimento pélvico. Disponível em: https://bit.ly/2GTLXvD
Músculos do Pavimento Pélvico (MPP) 
ou Músculos do Assoalho Pélvico (MAP)
O pavimento pélvico está dividido em dois tipos de estruturas musculares: o dia-
fragma pélvico e a membrana perineal (diafragma urogenital). 
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O primeiro complexo representa o sistema muscular que cobre inferiormente a 
pélvis, entendendo-se do púbis ao cóccix e, lateralmente, entre as paredes do pavi-
mento pélvico.
A membrana perineal é a camada mais superficial e distal do pavimento pélvico 
e é responsável pela ação voluntária da continência. 
Na biomecânica pélvica há um “sinergismo funcional”, pois não é permitida a 
separação dos movimentos coxofemoral, da coluna e da bacia. 
A pelve equilibrada vista no plano sagital mostra um emparelhamento da ponta 
do cóccix até o púbis, assim como as Espinhas Ilíacas Anterossuperiores (EIAS) no 
plano frontal, visto que há uma simetria das hemi-pelves.
Dessa forma, participam na sustentação dos órgãos internos pélvicos. A estabi-
lidade pélvica é realizada por meio dos ligamentos (Tabela 1), que juntam as partes 
ósseas da pelve, propiciando uma estabilidade necessária para suportar as variações 
das forças que agem sobre ela, como as forças oriundas durante a locomoção.
Tabela 1 – Ligamentos e estruturas suportadas
Ligamentos Estruturas Suportadas
Uterosacral Cardinal Vagina e útero
Pubovesical Bexiga
Pubouretral Anococcígeo Uretra/ânus
Anatomia da pelve. Disponível em: https://youtu.be/IfzsWuGsb48
Você Sabia?
A manobra de Valsalva consiste num aumento da pressão intra-abdominal enquanto 
os músculos do pavimento pélvico permanecem relaxados. O aumento conduz a uma 
descida do pavimento pélvico, ao alargamento do hiato anogenital, à distensão do liga-
mento ao coccígeo e ao movimento posterior dos órgãos pélvicos. 
Avaliação Fisioterapêutica – 
Avaliação Pélvica
Os instrumentos de avaliação incluem: observação visual, palpação vaginal, cones 
vaginais, perineometria, eletromiografia, ultrassom e ressonância nuclear magnética. 
Alguns desses métodos são considerados objetivos, e outros, subjetivos, por se-
rem avaliador-dependente. Contudo, apesar da subjetividade, eles não perdem a 
importância na determinação da capacidade de contração do assoalho pélvico. 
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
Assista aos vídeos abaixo:
• Avaliação pélvica muscular. Disponível em: https://youtu.be/7-w9aYnPcGY
• Escalas e instrumentos de avaliação em uroginecologia. 
Disponível em: https://youtu.be/aGEJhgWrw2c
Exercícios Aplicados à Musculatura Pélvica 
Sem e com Instrumentos (Pesários)
O Treinamento muscular do assoalho pélvico envolve alguns princípios como:
• Treino proprioceptivo;
• Força e resistência muscular;
• Alongamento.
Recomenda-se iniciar o treinamento dos músculos do assoalho pélvico em Decúbito 
Dorsal (DD). 
Nessa posição, a percepção do trabalho muscular é melhor, pois os grupos mus-
culares encontram-se relaxados. 
A evolução dos exercícios se dá para as posturas em Decúbito Ventral (DV), Decúbito 
Lateral (DL), quatro apoios, em sedestação e, finalmente, em ortostase.
A dissociação de alguns grupos musculares favorece a contração mais eficaz 
dos MAP.
São eles:
• Adutores: com bolas ou almofadas entre os joelhos, executando a contração 
do MAP;
• Glúteos: rotação externa de quadril com flexão de joelho ou “ponte” com ele-
vação de quadril e contração do MAP, simultaneamente;
• Reto abdominal: retroversão pélvica ou expiração seguida de contração 
do MAP.
A Cinesioterapia do assoalho pélvico baseia-se no princípio de que contrações 
voluntárias repetitivas aumentam a força muscular e, consequentemente, a continên-
cia pela ativação da atividade do esfíncter uretral e pela promoção de um melhor 
suporte do colo vesical, estimulando contrações reflexas desses músculos durante as 
atividades diárias que geram estresse.
A Cinesioterapia do assoalho pélvico com exercícios direcionados ao fortaleci-
mento ou ao relaxamento também pode ser muito benéfica no tratamento das dis-
funções sexuais. 
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Em casos em que os músculos do períneo estão em hipotonia, exercícios de for-
talecimento realizados diariamente podem ajudar em problemas de diminuição de 
desejo e de excitação e dificuldade de orgasmo. 
Em casos em que a musculatura está em hipertonia, como na dispareunia e no 
vaginismo, faz-se necessário o relaxamento dos músculos do períneo, bem como dos 
músculos acessórios, como adutores da coxa, obturador interno, piriforme, glúteos, 
abdominais e lombares. 
O relaxamento pode ser realizado por meio de alongamentos e exercícios respira-
tórios de acordo com a necessidade de cada caso. 
Na realização dos exercícios, poderá ser enfatizada a respiração diafragmática. 
Trata-se de um método único, que não possui contraindicações e que pode ser apli-
cado individualmente ou em grupo.
A Cinesioterapia do assoalho pélvico compreende basicamente na realização dos 
exercícios de Kegel, que objetiva trabalhar a musculatura perineal para o tratamento 
da hipotonia do assoalho pélvico. 
Kegel e Kegel; Powel foram os primeiros pesquisadores nos Estados Unidos a pres-
crever exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico. 
Os exercícios são mais facilmente realizados com a paciente em posição prona ou 
supino ou, ainda, em bolaterapêutica.
Relembrando Conceitos – Exercícios 
Isométricos, Isotônicos e Isocinéticos
• Contração isométrica (metria = comprimento; iso = igual ou constante): 
a contração isométrica é aquela em que o músculo desenvolve tensão, porém 
não há alteração em seu comprimento externo. Em outras palavras, a contração 
isométrica é aquela em que o músculo contrai e produz força sem nenhuma 
alteração macroscópica no ângulo da articulação;
• Contração isotônica (que pode ser dividida em excêntrica e concêntrica): 
também conhecida como contração dinâmica, é aquela que acontece quando há 
uma desigualdade de forças entre a potência muscular e a resistência provocan-
do, assim, o deslocamento do segmento. Ela pode ser dividida em concêntrica, 
que é aquela em que a potência é maior que a resistência e a fibra muscular 
sofre diminuição de seu tamanho (encurta-se), isto é, a origem se aproxima da 
inserção e excêntrica que é aquela em que a resistência é maior que a potência, 
em que as fibras, por possuírem características elásticas, ampliam-se fazendo 
com que o ponto de origem do músculo se afaste da inserção;
• Contração isocinética (cinética = velocidade; iso = igual ou constante): é 
aquela em que a tensão desenvolvida pelo músculo é máxima em todos os ângulos 
articulares durante toda a amplitude de movimento porque ela é realizada em 
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
uma velocidade constante. A velocidade é controlada e a resistência é variada ao 
longo do arco de movimento. 
As vantagens da contração isocinética são:
• É capaz de obter contração máxima ao longo da amplitude total de movimento, 
oferecendo maior eficiência do rendimento muscular;
• A sobrecarga nas articulações é a força produzida pelo paciente que controla a 
sobrecarga imposta pelo aparelho;
• É capaz de realizar uma gama de testes musculares por meio das diferentes ve-
locidades aplicadas e de diferentes posturas.
Fisioterapia Pélvica – Propriocepção
Para iniciar o treinamento do assoalho pélvico, iniciamos com exercícios de cons-
cientização corporal. 
Inicia-se o treino proprioceptivo com exercícios de anteversão e retroversão da 
pelve. O comando verbal deve ser de contração do períneo e não, da execução de 
Manobra de Valsalva. 
O fisioterapeuta deve posicionar suas mãos na região abdominal e pélvica, res-
pectivamente, observando a realização da contração (Figura 1).
A razão temporal contração/repouso (em segundos) pode ser, respectivamente, 
5:5, 10:10, 2:2, com o objetivo de aumentar o recrutamento tanto das fibras muscu-
lares do tipo I (exercícios com contrações lentas e prolongadas) quanto das do tipo II 
(exercícios compostos de contrações fortes e rápidas).
Figura 1 – Início de treinamento de músculos pélvicos com feedback do fisioterapeuta
Fonte: Adaptado de MORENO, 2009
O treino proprioceptivo dos MAP pode ser realizado ainda com o(a) paciente em 
sedestação em bola terapêutica (Figura 2). 
O fisioterapeuta realiza comando verbal de ante e retroversão e movimentos latero-
-laterais de cintura pélvica, mantendo comando verbal de contração/ relaxamento dos 
MAP durante a execução dos movimentos.
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Figura 2 – Treino proprioceptivo em bola terapêutica
Fonte: Getty Images
Alongamento Muscular do Assoalho Pélvico
O alongamento dos MAP tem o objetivo de reorganizar as miofibrilas musculares 
que estão em conformação de trigger points (pontos gatilhos) ou com hipomobilida-
de contrátil, devolvendo assim, maior amplitude de deslizamento entre os filamentos 
de actina e miosina.
O alongamento da MAP se faz por meio de digito pressão no ventre do músculo 
identificado com alteração.
A musculatura da cintura pélvica também deve ser alongada, como descrito nos 
exemplos a seguir.
Alongamento na Bola Terapêutica
1. Paciente sentado na bola, com pés no chão e mãos abraçando os ilíacos 
para melhor feedback dos movimentos;
2. Solicita-se ao paciente uma inspiração em posição neutra de pelve e, na 
expiração, orienta-se um deslocamento lateral aproximando o ilíaco das 
costelas de maneira unilateral, voltando, na inspiração, à posição neutra;
3. Durante uma segunda expiração, pede-se um deslocamento lateral para 
o outro lado;
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
4. Nesta posição inicial, também podemos solicitar ao paciente para realizar 
o movimento de ante e retroversão isolados;
5. É possível, ainda, um exercício em três dimensões, realizando movimentos 
circulares, em que conseguimos uma movimentação completa da pelve 
em ante/retroversão e deslocamento latero/lateral.
Alongamento de Adutores de Quadril 
(Técnica Contração e Relaxamento)
1. Paciente em decúbito dorsal;
2. Joelhos flexionados;
3. Pés apoiados;
4. O fisioterapeuta realiza abdução passiva até o limite de abdução 
do paciente;
5. Posiciona uma mão em cada joelho e solicita a contração dos adutores 
(comando verbal: feche as pernas e empurre minhas mãos), mantém a 
contração isométrica por cerca de dez segundos e relaxa;
6. No relaxamento, o fisioterapeuta ganha amplitude de alongamento.
Exercício de Kegel
Comando ao paciente:
1. Esvaziar a bexiga;
2. Identificar o músculo pubococcígeo; 
3. Voltar a contrair o músculo pubococcígeo; 
4. Realizar 10 contrações seguidas do músculo, evitando acionar 
outro músculo;
5. Relaxar por alguns instantes;
6. Retomar o exercício, fazendo pelo menos 10 séries de 10 contrações 
todos os dias.
Exercícios para Ganho de Força
10 a 15 contrações máximas sustentadas por 6 a 8 segundos mais 3 picos, com 
6 a 8 segundos de intervalo entre cada uma:
1. Respirar lenta e profundamente;
2. Contrair fortemente os MAP, com toda a força possível, segurando essa 
contração por 6 a 8 segundos. Sem relaxar, imediatamente contrair mais 
3 vezes com toda a força e rápido (3 picos de 1 segundo cada no final);
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3. Relaxar a MAP, descansar por 6 a 8 segundos;
4. Repetir os passos 2 e 3 por 10 a 15 vezes em série;
5. Após as 10 a 15 contrações sustentadas acima, realizar 15 contrações 
explosivas (leia o programa a seguir);
6. Repetir os passos 2 a 5 por mais 2 vezes.
Lembrar o paciente de respirar lentamente durante os exercícios. 
Exercícios para Treino de Potência/Explosão Muscular
15 contrações máximas em 15 segundos (como piscar 15 vezes bem rápido e forte):
1. Respirar lenta e profundamente;
2. Contrair fortemente a MAP por 1 segundo e relaxar completamente a 
MAP em 1 segundo. Repetir 15 vezes em série;
3. Descansar por 15 segundos;
4. Realizar uma série de 10 a 15 contrações do treino de força (acima);
5. Repetir os passos 2 a 4 por mais 2 vezes.
Exercícios para Resistência
3 contrações submáximas sustentadas por 30 segundos:
1. Respirar lenta e profundamente;
2. Contrair fortemente a MAP, com força menor que o máximo possível 
(50% da sua força máxima), segurando essa contração máxima durante 
30 segundos;
3. Relaxar a MAP, descansar por 30 segundos;
4. Repetir os passos 1 a 3 por mais 1 vez.
Exercícios para a Coordenação Motora da MAP
Por ser um grupo que não se tem o costume de exercitar, os MAP possuem, além 
de déficit de força e resistência muscular, em alguns pacientes, a propriocepção e 
coordenação motora na contração também seguem deficitárias.
Esse “saber contrair”, aliado ao “controlar a contração da melhor forma possí-
vel” é o que chamamos, tecnicamente, de coordenação motora, ou controle sobre 
os movimentos. 
O controle preciso dos MAP é fundamental para a realização correta dos exercí-
cios de força e resistência e, principalmente, dos exercícios voltados à melhoria da 
função sexual.
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
O elevador do Períneo
Uma das formas de aprender a contrair a MAP com precisão é o método do “Ele-
vador do Períneo”. 
A paciente deve receber comando verbal do fisioterapeuta: imagine que o seu 
assoalho pélvico é um elevador. Assim, quando a MAP está relaxada, o elevador 
está no térreo.
Esse prédio tem dois andares, então, quando a MAP está totalmente contraída, 
com toda a força, o elevador está no 2º andar.Se a mulher faz meia-contração, en-
tão sua MAP está no 1º andar (no meio do caminho).
Exercícios do Elevador
Programa 1: Nível Básico
Prédio de Um Andar
Neste exercício, a paciente é estimulada a contrair os MAP de uma só vez e relaxar 
de uma só vez:
1. Em sedestação, coluna ereta, pelve em retroversão. Relaxe;
2. Feche os olhos;
3. Respire lenta e profundamente por três vezes;
4. Contrair os MAP com a maior força possível e segure esta contração por 
3 segundos. Relaxe sua MAP, voltando até o “térreo”.
Repita por três vezes e relaxe dois minutos. 5 séries 
Programa 2: Nível Intermediário
Prédio de Dois Andares
Neste, a paciente deve contrair os MAP parcialmente em duas vezes, primeiro 
metade e, depois, contrair totalmente. Após contração total, relaxar:
1. Em sedestação, coluna ereta, pelve em retroversão. Relaxe;
2. Feche os olhos;
3. Respire lenta e profundamente por três vezes;
4. Contraia sua MAP com a maior força possível e segure esta contração 
por 3 segundos. Relaxe sua MAP, voltando até o “térreo”;
5. Respire lenta e profundamente por duas vezes;
6. Contraia os MAP até o 1º andar (meia contração) e segure contraído por 
3 segundos, sem soltar;
7. Mantendo os MAP no “1º andar”, agora contraia até o “2º andar” (contra-
ção total) e segure por 3 segundos;
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8. Relaxe os MAP lentamente, voltando até o “térreo”. Respire lenta e pro-
fundamente por duas vezes.
Repita os passos de 6 a 8 por três vezes e relaxe dois minutos. 5 séries
Programa 3: Nível Avançado
Prédio de Três Andares
Neste, a paciente deve contrair os MAP parcialmente em três tempos, e após, 
relaxar completamente:
1. Em sedestação, coluna ereta, pelve em retroversão. Relaxe;
2. Feche os olhos;
3. Respire lenta e profundamente por três vezes;
4. Contrair os MAP com a maior força possível e segure esta contração por 
3 segundos. Relaxe os MAP, voltando até o “térreo”;
5. Respirar lenta e profundamente por duas vezes;
6. Contrair os MAP (1/3 de contração total) e segure contraído por 3 se-
gundos, sem relaxar;
7. Mantendo a MAP no 1/3 de contração, agora contraia até o 2º andar 
(2/3 da contração total) e segure por 3 segundos sem relaxar;
8. Mantendo os MAP em 2/3 de contração, agora contraia até contração 
total e segure por 3 segundos sem soltar;
9. Relaxar os MAP lentamente, voltando até o “térreo”. Respire lenta e 
profundamente por duas vezes;
Repetir os passos de 6 a 8 por três vezes e relaxe dois minutos. 5 séries.
Ponte (Assista ao Vídeo)
1. Deitado(a) no chão;
2. Joelhos flexionados;
3. Pés apoiados;
4. Comando verbal: inspiração tranquila;
5. Na expiração, eleve o quadril, até formar uma ponte retilínea;
6. Mantenha-se no alto, contraia o assoalho pélvico;
7. Conte até cinco;
8. Desça na expiração.
Vídeo de Jovem mulher fazendo Hip elevadores em casa. Disponível em: https://bit.ly/3nUGRQg
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
Pesários – Estimulam Força 
e Resistência Muscular
A terapia com cones é um método de sucesso no tratamento da incontinência 
urinária feminina. 
O cone é mantido na vagina pela contração da musculatura do assoalho pélvico. 
É claro que, para conseguir manter o próximo cone, mais pesado, é necessário um 
aumento da força muscular, fortalecendo, dessa forma, o esfíncter estriado urogeni-
tal e aumentando a habilidade de contrair o lúmen uretral.
Essa forma de tratamento permite a realização de contrações isométricas e isotô-
nicas, além de oferecer possibilidades ilimitadas na recuperação funcional do assoa-
lho pélvico, pois, associando-se a posição da paciente, o momento de perda urinária 
e as atividades desenvolvidas enquanto o peso está inserido, pode-se traçar uma 
gama de terapias individualizadas.
Um cone vaginal é qualquer dispositivo que se pode inserir na vagina para forne-
cer resistência e feedback sensorial aos músculos do assoalho pélvico à medida que 
eles se contraem. 
São muito úteis para eliminar a Valsalva durante o treinamento, pois, caso ocorra, 
o cone é expulso.
Comercialmente, encontra-se um conjunto com cinco cones, de forma e tamanho 
iguais e peso que varia de 25g (o mais leve) a 75g (o mais pesado) (Figura 3)
Figura 3 – Exemplo de kit de cones (pesários)
Fonte: MORENO, 2009
A terapia deve ser realizada duas vezes por semana, com supervisão direta do 
fisioterapeuta, que orientará as sessões domiciliares diárias.
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Figura 4 – Demonstração das formas correta (A) e incorreta (B) da colocação 
do cone vaginal. Observe que o dispositivo deve atingir o terço médio da vagina
Fonte: MORENO, 2009
Protocolo para tratamento de prolapso de órgãos pélvicos com pessário vaginal. 
Disponível em: https://bit.ly/3ohIIyU
Ginástica Hipopressiva
A técnica abdominal hipopressiva foi demonstrada, pela primeira vez, em 1982, 
por Caufriez e Schulman, e apresentada, em tese, em 1991. 
Consiste em um método postural de efeito sistêmico que harmoniza as tensões 
intrínsecas músculo conjuntivo aponeuróticas, permitindo uma queda significativa da 
pressão intra-abdominal e, reflexamente, uma contração dos músculos do assoalho 
pélvico e da cinta abdominal. 
Esse efeito reflexo, em longo prazo, promove um aumento do tônus muscular, que 
reflete positivamente na reeducação uroginecológica, pois, quando há uma hipoto-
nia da parede abdominal, altera-se a variação de pressão internamente, acarretando 
maior tensão sobre a parede anterior do assoalho pélvico com consequente relaxa-
mento das suas fibras.
Os Exercícios Abdominais Hipopressivos (EAH), também chamados de Ginástica 
Hipopressiva (GH), são um conjunto de posturas associadas a movimentos respirató-
rios, que provocam uma queda na pressão intra-abdominal, uma ativação sinérgica 
da MAP e dos músculos abdominais, especialmente, o transverso.
A ativação do músculo transverso do abdômen pode coativar a MAP e vice-versa, 
fato evidenciado clinicamente.
As técnicas hipopressoras são técnicas neuromiostáticas globalistas, cujo objetivo 
é a regulação das tensões músculo-conjuntivas em diferentes níveis do corpo huma-
no (visceral parietal e esquelético).
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
A Ginástica Hipopressiva é uma técnica que faz parte da Cinesioterapia por meio 
de contração e de relaxamento dos músculos do assoalho pélvico e queda da pressão 
intra-abdominal. 
Oferece muitos benefícios, resultados positivos e até mesmo a cura de pacientes 
com incontinência urinária, melhorando o tônus da musculatura perineal, além da 
abdominal, e melhorando duradouramente pacientes com dificuldades em compre-
ender e realizar a contração dessa musculatura. 
Manobra de Aspiração Diafragmática
A manobra é formada por três movimentos em sequência: contração dos múscu-
los abdominais, contração da MAP e contração dos músculos intercostais e peitorais. 
Iniciar em decúbito dorsal (quadris e joelhos, fletidos a 90°, pés apoiados no chão), 
evoluindo para sedestação e, finalmente, em ortostase.
1. Contração dos abdominais: deve-se inspirar profundamente, soltar lenta-
mente todo o ar e, então, manter apneia, enquanto se contraem os abdo-
minais com força. Comando verbal: encolha a barriga, empurre o umbigo 
para dentro como se faz para tentar fechar o zíper de uma calça apertada;
2. Contração da MAP: mantendo o abdômen contraído, os MAP devem ser 
contraídos com toda a força e sustentados (sem soltar);
3. Contração dos intercostais e dos peitorais: ainda com o abdômen contra-
ído e os MAP contraídos, realizar o seguinte comando verbal: estufe o peito, 
afaste as costelas e abra os ombros (sem mexer os braços ou os ombros).
Os três movimentos são realizados sem intervalo: toda a manobra deve ser feita 
rapidamente, em menos de 4 segundos, e a posição final sustentada por mais 10 a 
20 segundos.
Efeitos da ginástica abdominal hipopressiva sobre a musculatura pélvica em mulheres 
incontinentes. Disponível em: https://bit.ly/3ojM6JB
Bola Terapêutica como Recurso de 
Fortalecimento de Assoalho Pélvico
A bola terapêutica, também conhecida como bola suíça, pode serusada para 
fortalecer, alongar ou treinar a propriocepção dos MAP.
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No fortalecimento, ela vem com o preceito de trabalhar simultaneamente, durante 
a Cinesioterapia, os músculos abdominais, os multifídios, os MAP e o diafragma. 
O ponto inicial para trabalhar esses músculos é o exercício de ponte, realizado 
sob a bola terapêutica (Figura 5 e Figura 6).
Figura 5 – Variação do treino de ponte com bola terapêutica
Fonte: Getty Images
Figura 6 – Variação do treino de ponte com bola terapêutica
Fonte: Getty Images
Cinesioterapia Utilizando Bola 
Terapêutica para Trabalhar MAP
Exercício Balança
Trabalha mobilidade de quadril, pelve e coluna vertebral, estimula a contração 
do Powerhouse (conceito do método pilates para denominar o quarteto diafragma, 
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
MAP, multifídios e transverso abdominal), controla estabilização de coluna, forta-
lece extensores de coluna:
1. Sentar na bola, quadril e joelhos flexionados a 90º, membros superiores 
elevados acima da cabeça, manter o alongamento axial;
2. Inclinar o tronco para trás, estendendo o quadril, sem perder o alinha-
mento corporal e sem realizar extensão de coluna, levando a bola leve-
mente para frente; 
3. Retornar à posição inicial e já realizar a inclinação do tronco à frente, 
flexionando o quadril, levando a bola levemente para trás;
4. Retornar à posição inicial.
Agachamento com Bola
1. Em pé, apoiar as costas (altura de coluna torácica) na bola encostada 
na parede, pés fixos ao solo, mãos ao lado do corpo ou sobre a cintura, 
quadris em leve flexão;
2. Realizar flexão de joelhos e quadril até 90º;
3. Retornar à posição inicial.
Figura 7 – Agachamento com bola terapêutica
Fonte: Getty Images
Assista ao vídeo com bola terapêutica para Cinesioterapia dos MAP.
Como fortalecer seu assoalho pélvico (MAP) com Pilates. 
Disponível em: https://youtu.be/2fM_jBD4Eok
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Fisioterapia em uroginecologia
MORENO, L. A. Fisioterapia em uroginecologia. 2. ed. Barueri: Manole, 2009.
Anatomia Orientada para clínica
MOORE, K. L. Anatomia Orientada para clínica. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 1993.
 Leitura
Força e função muscular do assoalho pélvico: como avaliar?
RIBEIRO, A.; MATEUS-VASCONCELOS, E. Força e função muscular do assoalho 
pélvico: como avaliar?. Fisioterapia Brasil. São Paulo, n. 11, p. 465-469, 2013;
https://bit.ly/3dGjrcR
Efeitos da ginástica abdominal hipopressiva sobre a musculatura pélvica em mulheres incontinentes
VALENTE, M. et al. Efeitos da ginástica abdominal hipopressiva sobre a 
musculatura pélvica em mulheres incontinentes. Cinergis, Rio Grande do Sul, 
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UNIDADE Cinesioterapia Pélvica
Referências
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