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Relatório estágio fundamental I

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1 
 
 
 
 GRUPO SER EDUCACIONAL UNIFAEL 
 
 
 
 DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO II - PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LUANA ALANE DOS SANTOS SILVA 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II NOS ANOS INICIAIS DO 
ENSINO FUNDAMENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 CEARÁ-MIRIM/RN 
 
 
 
 
 
 LUANA ALANE DOS SANTOS SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II NOS ANOS INICIAIS DO 
ENSINO FUNDAMENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Final apresentado ao Curso de 
Graduação em Pedagogia da UNIFAEL como 
requisito para aprovação na disciplina de 
Estágio Supervisionado II. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CEARÁ-MIRIM/RN 
 
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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................4 
2 ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.......................................5 
3 ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO.......................................................................5 
4 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE............................6 
4.1 OBSERVAÇÃO 1........................................................................................6 
4.2 OBSERVAÇÃO 2........................................................................................6 
4.3 OBSERVAÇÃO 3........................................................................................6 
4.4 OBSERVAÇÃO 4........................................................................................6 
4.5 OBSERVAÇÃO 5........................................................................................6 
4.6 OBSERVAÇÃO 6........................................................................................6 
5 RELATÓRIO DE REGÊNCIA DO ESTUDANTE ESTAGIÁRIO........................6 
5.1 REGÊNCIA 1................................................................................................7 
5.2 REGÊNCIA 2................................................................................................7 
5.3 REGÊNCIA 3................................................................................................7 
5.4 REGÊNCIA 4................................................................................................7 
5.5 REGÊNCIA 5................................................................................................7 
5.6 REGÊNCIA 6................................................................................................7 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................7 
7 REFERÊNCIAS...................................................................................................8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 O presente trabalho refere-se ao relatório de estágio e as observações, em conjunto com a 
regência que realizei durante o Estágio Supervisionado II nos Anos Iniciais do Ensino 
4 
 
Fundamental. O estágio foi desenvolvido na Escola Estadual Enéas Cavalcanti, que fica na 
Travessa Manoel Marques, nº 427, no Centro de Ceará-Mirim/RN. O nome da escola é uma 
homenagem a Enéas Cavalcanti de Albuquerque, um antigo prefeito que marcou a história do 
município. O prédio onde a instituição funciona hoje foi inaugurado oficialmente no ano de 
1963. 
 A escola faz parte da rede estadual e atende a comunidade em três turnos: matutino, vespertino 
e noturno. As turmas do Ensino Fundamental regular estudam de manhã e de tarde, enquanto o 
horário da noite é voltado para as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o que ajuda 
muito quem precisa conciliar o trabalho com os estudos. Hoje, a escola atende um total 
expressivo de 754 alunos matriculados, somando todos os turnos. A maioria das famílias dos 
alunos é de baixa renda, morando principalmente em bairros periféricos e dependendo de 
programas de assistência social. Por ficar bem no centro da cidade, a escola também recebe 
muitos estudantes que vêm da zona rural e utilizam o transporte escolar do município para 
conseguir estudar. 
 Para dar conta de toda essa demanda, a equipe conta com 29 professores no total, sendo 25 
efetivos concursados, e 4 em regime de contrato temporário. A estrutura da escola atende bem 
o dia a dia, contando com secretaria, refeitório, pátio coberto, biblioteca e sala de vídeo. Embora 
não tenha um laboratório de informática ou computadores para o uso dos alunos, a escola tem 
uma quadra de esportes normal e coberta que atende muito bem todas as turmas de Educação 
Física, inclusive as do turno da noite. Na parte da inclusão, a escola tem 41 alunos com 
necessidades especiais, e 32 deles já possuem laudo médico. Durante o tempo em que estive lá, 
notei que a maioria desses alunos apresenta diagnóstico de TDAH. A instituição também atende 
20 alunos laudados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), 2 alunos surdos, 2 com baixa 
visão e casos em que o TDAH e o TEA aparecem juntos. Para dar suporte, a escola tem 4 
professoras na Educação Especial (1 efetiva e 3 temporárias). O maior desafio é que a Sala de 
Recursos Multifuncionais está inativa no momento, o que impede o atendimento no contraturno, 
e essas profissionais não dão apoio direto dentro das salas de aula regulares. O acompanhamento 
é feito pela coordenação através dos planos e relatórios dos professores especialistas. A escola 
não tem projetos de inclusão contínuos e foca suas ações pedagógicas em uma grande exposição 
e mostra cultural realizada no final do ano, reunindo os trabalhos de todos os alunos. 
Por fim, fazer o estágio na Escola Estadual Enéas Cavalcanti teve um significado muito 
forte e pessoal para mim, porque foi exatamente ali que estudei e cursei o meu Ensino 
Fundamental. Voltar para essa escola agora como estagiária, vendo a rotina por trás das câmeras 
e aprendendo o papel do professor, foi uma experiência emocionante e cheia de aprendizados 
práticos que vou levar para a minha carreira na educação. O relatório está organizado da 
5 
 
seguinte forma: logo após esta introdução, apresento a Análise do Projeto Político Pedagógico 
(PPP) da escola. No capítulo 3, faço a Análise do Livro Didático utilizado em sala. O capítulo 
4, traz o Relatório de Observação das seis aulas que acompanhei, seguido pelo Relatório de 
Regência no capítulo 5. No capítulo 6, apresento as Considerações Finais do trabalho e, por fim, 
as referências no capítulo 7. 
 
 
2 ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
 A análise da dimensão pedagógica e normativa da instituição foi realizada a partir das 
informações disponibilizadas pela escola durante o período de estágio. Embora não tenha sido 
possível consultar o Projeto Político-Pedagógico (PPP) em sua versão completa, a gestão 
escolar permitiu o acesso, por meio do computador da instituição, a alguns trechos do 
documento, especialmente aqueles relacionados aos objetivos e princípios da escola. Além 
disso, a equipe gestora respondeu aos questionamentos realizados, complementando as 
informações necessárias para esta análise. 
 
 Com base nos trechos disponibilizados e nas informações fornecidas pela equipe escolar, foi 
possível compreender que a proposta pedagógica da instituição está fundamentada nos 
princípios da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(Lei nº 9.394/1996), que asseguram a educação como direito de todos e orientam a formação 
integral do estudante. 
 
 Os objetivos apresentados no documento evidenciam que a escola busca promover o 
desenvolvimento das capacidades cognitivas,físicas, sociais e afetivas dos alunos, oferecendo 
condições para uma aprendizagem significativa e para o exercício da cidadania. Também foi 
possível identificar a preocupação da instituição em estimular o pensamento crítico, favorecer 
a continuidade dos estudos e contribuir para a preparação dos estudantes para a vida em 
sociedade e para o mundo do trabalho. 
 
 Mesmo sem o acesso ao Projeto Político-Pedagógico em sua íntegra, os trechos consultados e 
os esclarecimentos fornecidos pela equipe gestora permitiram compreender os princípios que 
orientam a organização pedagógica da escola, demonstrando o compromisso da instituição com 
uma educação de qualidade, pautada na legislação educacional vigente e voltada para a 
formação integral dos estudantes. 
6 
 
 
 
 
3 LIVRO DIDÁTICO ADOTADO PELA ESCOLA PARA OS ANOS INICIAIS DO 
ENSINO FUNDAMENTAL 
 
Identificação dos livros didáticos: 
 
Quadro 1- Livros didáticos adotados pela escola para a turma campo de estágio 
Componente 
Curricular 
Autores Título da 
obra 
Ano 
escolar 
Editora Edição 
Língua 
Portuguesa 
 
Maria Salete 
Toledo, Priscila 
Ramos de 
Azevedo,Rosana 
Corrêa 
ElKandri,Maria 
Cecília Almeida 
 
Bem-Me- 
Quer Mais- 
Língua 
portuguesa 
1ºano Editora Brasil 1ª edição 
 Matemática 
Cléa Rubinstein, 
Elizabeth 
França, 
Elizabeth 
Ogliari, 
Vânia 
Miguel,Edite 
Resende 
Bem-
MeQuer 
Mais- 
Matemática 
1° ano Editora Brasil 1ª edição 
 História Márcia Cristina 
Hipólide,Mirian 
Gaspar 
Bem-
MeQuer 
Mais- 
História 
1°ano Editora Brasil 1ª edição 
 Geografia Andressa Alves, 
Camila 
Turcatel,Levon 
Boligian 
Bem-
MeQuer 
Mais- 
Geografia 
1° ano Editora Brasil 1ª edição 
 Ciências Katia 
Mantovani, 
Maria Regina de 
Campos 
Bem-
MeQuer 
Mais- 
Ciências 
1° ano Editora Brasil 1ª edição 
7 
 
 Artes Maria Helena 
Webster,Kathya 
Maria Ayres de 
Godoy,Mariah 
Rocha 
Barros,Stell 
Ramos 
Bem-
MeQuer 
Mais- Artes 
1° ano Editora Brasil 1ª edição 
Fonte: retirada dos livros didáticos da escola 
 
 
 O livro didático é reconhecido como um recurso prático e acessível, sendo muito utilizado nas 
escolas no Brasil. Ele tem como objetivo principal organizar os conteúdos, trazer informações 
de diferentes formas e ajudar o aluno a entender o mundo ao seu redor, além de servir como 
guia para o trabalho do professor. Durante o período do estágio, conversei com a professora da 
turma para entender como funciona a escolha do livro didático na escola. Ela me explicou que 
esse processo é feito de forma coletiva: é marcado um dia específico, quando representantes 
das editoras trazem amostras das coleções aprovadas pelo MEC, e todos os professores se 
reúnem para analisar cada material. Para fazer essa escolha, os principais critérios levados em 
conta são a clareza da linguagem e, principalmente, se o conteúdo apresentado não está distante 
da realidade e do dia a dia dos alunos. 
 
 Essa avaliação é feita para todas as disciplinas – Língua portuguesa, Matemática, História, 
Geografia, Ciências e Artes. Pois o objetivo é encontrar um material que ajude as crianças a 
perceber e compreender o mundo ao seu redor, trazendo informações e conhecimentos 
organizados de forma acessível. Foi seguindo esses pontos que a escola decidiu adotar a coleção 
Bem-Me-Quer Mais, da editora do Brasil, para o 1°ano do ensino fundamental. Mesmo sendo 
a obra escolhida oficialmente, na prática ela não está sendo utilizada no dia a dia das aulas. A 
professora me contou que até o momento não chegaram exemplares suficientes para todos os 
alunos e também observa que o material não atende completamente às necessidades específicas 
da turma. Ainda assim, ela reforça que o livro de didático tem um papel muito importante: e ele 
funciona como um guia que estrutura os conteúdos, organiza o caminho da aprendizagem e 
serve como um instrumento de apoio tanto para os estudantes quanto para os docentes. Mas 
deixando claro que ele não deve ser visto como único recurso ou regras absolutos – para ela, o 
livro é apenas um complemento, e o professor pode e deve criar outras atividades e estratégias 
que se encaixem melhor no ritmo, no nível e na realidade de cada turma. 
 
 Com base nessas afirmativas, vê-se a fundamentação para o desenvolvimento de um trabalho 
educacional que dê subsídios ao processo de ensino e aprendizagem. A professora regente 
utiliza as ideias de Vygotsky como base para ministrar suas aulas, onde o aluno tem um papel 
ativo na construção do seu próprio conhecimento e o educador age como mediador, estimulando 
a participação, a troca de ideias e a resolução de atividades em grupo. Ela vê o livro didático 
como um aliado para organizar o trabalho, mas não se limita apenas a ele, buscando sempre 
adaptar o conteúdo à realidade da turma. Além disso, usa metodologias ativas, onde a criança 
não é apenas ouvinte, mas participa de fato, ajudando a construir o conhecimento junto com a 
professora e os colegas. 
 
 
8 
 
3 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE 
 4.1OBSERVAÇÃO 1 
 O primeiro dia de observação ocorreu em 05 de maio de 2026. A professora Fabiana iniciou 
o turno com a rotina de acolhida, realizando uma oração, a consulta ao calendário para situar 
o dia de ontem e o de hoje, e cantando músicas de boas-vindas durante a chamada. Na 
sequência, iniciou-se a aula de Língua Portuguesa. A docente registrou no quadro a 
expressão “Palavra do Dia: MELÃO”, utilizando-a para explorar a separação silábica, 
vogais e consoantes por meio de perguntas sobre frutas. Para contextualizar, realizou a 
leitura do livro “A Menina que não Gostava de Fruta”. Em seguida, utilizou fichas impressas 
no quadro para trabalhar a leitura de palavras estáveis e os encontros vocálicos, encerrando 
com uma atividade de registrar e circular as vogais nos nomes das frutas.Durante a rotina 
inicial, permaneci em observação direta ao lado da regente. 
 Contudo, no momento da atividade escrita, a alta demanda de alunos do 1º ano com 
dúvidas na identificação de letras e figuras sobrecarregou a condução da professora. Diante 
disso, propus auxílio pedagógico, circulando entre as mesas para orientar individualmente 
as crianças em suas dificuldades. Essa intervenção prática foi fundamental para estabelecer 
uma aproximação inicial com a turma. O primeiro bloco encerrou-se às 15 horas para o 
intervalo. Após o retorno às 15h20, iniciou-se a aula de Ciências com o tema “Partes da 
planta”. 
 A regente utilizou uma história infantil na leitura deleite para introduzir o assunto, seguida 
de uma revisão dialogada sobre as funções de cada estrutura vegetal. A atividade de sala 
consistiu no recorte e colagem das partes de uma planta. Como o manuseio de tesoura e cola 
exige atenção redobrada nessa faixa etária, atuei na mediação das mesas, auxiliando os 
estudantes na coordenação motora e na organização do espaço. O turno encerrou-se às 
17h15, e permaneci em sala até as 17h30 apoiando na organização do ambiente e 
acompanhando a saída dos alunos com seus responsáveis. 
 
 
4.2 OBSERVAÇÃO 2 
 O segundo dia de observação foi realizada no dia 06 de maio de 2026, na turma do 1º ano do 
Ensino Fundamental da Escola Estadual Enéas Cavalcanti. Cheguei à escola às 12h30, horário 
em que acompanhei a organização da sala de aula antes da chegada dos estudantes. Nesse 
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momento, auxiliei a professora regente na disposição das cadeiras em formato de “U”, 
organização utilizada para favorecer a interação entre os alunos durante as atividades. 
 Às 13 horas, teve início a rotina diária da turma. A professora realizou a oração, fez a 
chamada, apresentou o calendário e conduziu a música de acolhida. Durante a chamada, os 
alunos foram incentivadosa identificar a letra inicial de seus nomes, atividade que estimulou a 
participação e a familiarização com o processo de alfabetização. Na aula de Matemática, a 
professora trabalhou a palavra “melancia”, explorando a separação das sílabas, bem como a 
identificação das vogais e consoantes. Em seguida, desenvolveu uma atividade de contagem 
utilizando figuras de frutas confeccionadas em papel. Durante esse momento, acompanhei os 
estudantes, auxiliando aqueles que apresentavam dificuldades na realização das atividades e 
esclarecendo dúvidas sempre que necessário. 
 Às 15 horas, os alunos registraram a tarefa de casa e seguiram para o recreio. Após o retorno 
à sala, às 15h20, iniciou-se a aula de Ciências. A professora fez a leitura de um livro Mais 
plantas, por favor. Autora: Alessia Resta, e em seguida, realizou uma revisão sobre as partes da 
planta. Posteriormente, os alunos desenvolveram uma atividade no caderno, identificando e 
nomeando cada uma dessas partes. Durante toda a aula, permaneci auxiliando a professora e 
acompanhando os estudantes individualmente, oferecendo apoio quando necessário. As 
atividades com a turma foram encerradas às 17h15. Em seguida, permaneci na escola até as 
17h30, auxiliando a professora regente na organização da sala de aula e acompanhando a saída 
dos estudantes. Esse momento permitiu observar a importância da organização do ambiente 
escolar ao final do período letivo e dos cuidados adotados para garantir uma saída tranquila e 
segura dos alunos. 
 A observação realizada possibilitou compreender a importância da rotina escolar e do 
planejamento das atividades desenvolvidas em sala de aula. Além disso, evidenciou 
como o acompanhamento individual dos estudantes e a utilização de recursos 
pedagógicos contribuem para o processo de ensino e aprendizagem, favorecendo a 
participação e o desenvolvimento da turma. 
4.3 OBSERVAÇÃO 3 
 O terceiro dia de observação ocorreu em 07 de maio de 2026. A rotina iniciou-se a oração, a 
contagem dos presentes às 13horas com a acolhida, identificando qual dia era hoje no calendário 
e a música de boas-vindas. Durante a chamada, 
A regente explorou a letra inicial do nome de cada criança para trabalhar o alfabeto. Na 
sequência, apresentou no quadro a palavra do dia: “CUIDADO “. Foi realizada a segmentação 
silábica, o destaque pela letra inicial “C”, a revisão de vogais e consoantes, além do 
levantamento oral de termos que começassem com o mesmo som. Após a socialização da tarefa 
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de casa, a professora conduziu uma roda de conversa sobre as relações de afeto no âmbito 
familiar. 
 
 Atuei na organização e distribuição dos materiais para a proposta seguinte, na qual os 
estudantes desenharam as pessoas responsáveis por seus cuidados cotidianos. Acompanhei os 
alunos nas mesas, observando como a atividade expressiva aproximou o conteúdo da realidade 
deles. Após o intervalo, iniciou-se o componente de Língua Portuguesa com a leitura deleite da 
obra “Afeto”, de Flávio Paiva, seguida de um debate sobre respeito e empatia. Na sequência, 
mediou-se a “Oficina das Flores”, onde cada criança coloriu, recortou e montou uma flor de 
papel para presentear alguém, registrando uma palavra carinhosa. Auxiliei os estudantes no 
manuseio da tesoura e na escrita dos nomes. O turno encerrou-se às 17h15, e permaneci 
apoiando na organização da sala e no acompanhamento da saída segura dos alunos até as 17h30. 
 
 
 
4.4 OBSERVAÇÃO 4 
 O quarto dia de observação ocorreu em 08 de maio de 2026. A rotina iniciou-se às 13 horas 
com os ritos de acolhida: oração, contagem dos presentes, organização do calendário, música 
de boas-vindas e chamada. A regente aproveitou o momento para trabalhar o alfabeto por meio 
da identificação da letra inicial do nome de cada aluno. Na sequência, apresentou no quadro a 
palavra do dia: "CASA". Foi realizada a análise fonológica do termo, explorando a segmentação 
silábica, destaque da letra inicial "C", separação de vogais e consoantes, além do levantamento 
oral de vocábulos semelhantes. 
 
 Dando andamento ao componente de Geografia, a professora exibiu imagens de diferentes 
tipos de moradias, discutindo seus materiais de construção e características. 
 Atuei na organização e distribuição dos cadernos de desenho e lápis de cor. Os alunos ilustraram 
suas próprias casas e núcleos familiares, conectando o conteúdo às suas realidades. Conforme 
o planejamento, não houve correção nem envio de tarefas domésticas. Após o intervalo, iniciou-
se a aula de Matemática com a revisão da sequência numérica até o número 20, utilizando 
numerais pré-recortados. Acompanhei os estudantes nas mesas durante um jogo pedagógico 
focado na ordenação desses números, mediando as dúvidas de contagem. O turno encerrou-se 
às 17h15, e apoiei na organização da sala e no monitoramento da saída segura dos alunos com 
seus responsáveis até 17h30. 
 
 
 
4.5 OBSERVAÇÃO 5 
 O quinto dia de observação ocorreu em 19 de maio de 2026. O turno iniciou-se às 13 horas 
com os ritos de acolhida: oração, contagem dos presentes, organização do calendário, música 
de boas-vindas e chamada interativa focada no alfabeto através da identificação da letra inicial 
de cada nome. Na sequência, a regente apresentou no quadro a palavra do dia: "FESTA". Foi 
desenvolvida a análise fonológica do termo, explorando a segmentação silábica, vogais, 
consoantes e o levantamento de vocábulos com o mesmo som. 
 
 Posteriormente, introduziu-se a temática das festividades juninas por meio de uma roda de 
conversa e da exibição de imagens sobre fogueiras, trajes e comidas típicas, estimulando a 
socialização das vivências das crianças. A atividade de sala consistiu na pintura e registro escrito 
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da nomenclatura dos elementos juninos estudados. Apoiei a turma na organização dos materiais 
e no suporte motor. Como tarefa doméstica, solicitou-se um desenho sobre as experiências dos 
alunos em festas caipiras. Após o intervalo, realizou-se a leitura deleite de uma quadrinha junina 
do personagem Chico Bento. Em seguida, as crianças identificaram cores e confeccionaram o 
cartaz coletivo "Nossa Festa Junina". Auxiliei no trabalho em equipe, observando o resgate da 
cultura popular. O turno encerrou-se às 17h15, e permaneci apoiando na arrumação da sala e na 
saída segura dos estudantes com seus responsáveis até as 17h30. 
 
 
4.6 OBSERVAÇÃO 6 
 
 O sexto dia de observação foi realizada no dia 20 de maio de 2026, no período de observação, 
a professora Fabiana iniciou a aula com a acolhida da turma, realizando a oração, a contagem 
dos alunos presentes, a organização do calendário, a música de boas-vindas e a chamada. 
Durante esse momento, os alunos identificaram a letra inicial dos seus nomes, atividade que 
contribui para o reconhecimento das letras e para o fortalecimento do processo de alfabetização. 
Em seguida, foi desenvolvida a atividade Palavra do Dia, utilizando a palavra BANDEIRA. A 
professora trabalhou a separação silábica, a identificação da letra inicial, das vogais e 
consoantes e incentivou os alunos a falarem outras palavras iniciadas com a mesma letra. Essa 
proposta favoreceu o desenvolvimento da consciência fonológica e da linguagem escrita, 
aspectos importantes para a alfabetização, conforme destaca Emília Ferreiro. 
 
 Na sequência, foi realizada correção da atividade de casa. Os alunos apresentaram seus 
desenhos sobre a festa junina e participaram de uma conversa, compartilhando suas 
experiências e conhecimentos sobre essa manifestação cultural. Em seguida, a professora exibiu 
um vídeo explicando a origem das bandeirinhas juninas, suas cores, formatos e significados, 
ampliando o conhecimento dos estudantes sobre o tema. Logo após, os alunos realizaram 
atividades de contagem das bandeirinhas e identificação das formas geométricas presentes 
nelas. Essa atividade contribuiupara o desenvolvimento do raciocínio lógico, da percepção 
visual e das noções matemáticas. Durante esse momento, acompanhei a turma, auxiliando na 
realização das atividades e atendendo os alunos sempre que necessário. 
 
 Após o intervalo, a professora realizou a leitura de uma história sobre São João, promovendo 
uma conversa sobre a importância dessa tradição e os principais elementos presentes nas festas 
junina. Em seguida, os alunos desenvolveram uma atividade de leitura de imagens e escrita dos 
nomes de elementos juninos, fortalecendo a leitura, a escrita e a ampliação do vocabulário. 
Durante toda a atividade, acompanhei a turma, auxiliando os estudantes sempre que necessário. 
Ao final da aula, acompanhei a saída dos alunos juntamente com a professora e a equipe escolar, 
permanecendo na instituição até que todos fossem entregues aos seus responsáveis com 
segurança. As atividades de observação foram encerradas às 17:30. 
 
 
5 RELATÓRIO DE REGÊNCIA 
5.1 REGÊNCIA 1 
PLANO DE AULA - MATEMÁTICA 
21/05/2026 
Turma: 1º Ano A 
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Conteúdo: Formas geométricas planas, cores, comparação de tamanhos e características das 
bandeirinhas juninas. 
 
Objetivos: 
Reconhecer e nomear diferentes cores no material pedagógico. 
Comparar tamanhos, identificando relações de maior e menor entre os objetos. 
Identificar formas geométricas planas (triângulo, quadrado e retângulo) nas bandeirinhas. 
Participar ativamente das conversas e interações propostas em sala. 
 
Metodologia: 
1º – Começar a aula com a rotina que a turma já conhece: fazer a oração, cantar as músicas de 
acolhida, contar os alunos presentes, olhar o calendário do dia e fazer a chamada destacando a 
primeira letra do nome de cada um. 
2º – Escrever a palavra BANDEIRA no quadro para trabalhar a separação de sílabas, a letra 
inicial, relembrar o que são vogais e consoantes, e pedir que as crianças falem outras palavras 
que comecem com a letra B. 
3º – Fazer uma roda de conversa para que os alunos mostrem o desenho da tarefa de casa e 
contém o que já sabem sobre a festa junina. 
4º – Passar um vídeo curto sobre as formas geométricas na festa junina e, logo em seguida, 
distribuir os modelos de papel que foram recortados para que as crianças possam pegar e olhar 
de perto. 
5º – Conversar com a turma sobre as cores e os tamanhos das bandeirinhas (mostrando quais 
são maiores e menores) e explicar os formatos de forma simples: a bandeirinha comum parece 
uma casinha de cabeça para baixo (quadrado com triângulo), a de corte em V é um retângulo 
sem o triângulo de baixo e a de aniversário é o triângulo puro. 
6º – Orientar a realização da atividade no caderno para identificar as formas, cores e tamanhos 
nos desenhos. Passar nas mesas para ajudar quem tiver dúvidas e encerrar com a pintura livre 
das bandeirinhas. 
 
Avaliação: 
A avaliação da aprendizagem será contínua, por meio da observação direta do interesse dos 
alunos, da participação na roda de conversa e da facilidade em reconhecer as cores, tamanhos e 
formas geométricas durante a atividade prática. 
 
 
Fontes da aula 
Atividades impressas e materiais concretos confeccionados para a aula. 
 YouTube. Formas geométricas na festa junina. Disponível 
 
 
Relato de Experiência 
 Iniciei a aula às 13 horas com o momento da acolhida realizando a oração e cantando músicas 
de boas-vindas. Fizemos a contagem dos alunos em voz alta e situamos a turma no tempo 
através do calendário, identificando o dia 21. Em seguida, coloquei no quadro a palavra do dia: 
“BANDEIRA”. Usei esse gancho para dar continuidade à nossa sequência sobre a festa Junina, 
revisando os conhecimentos que eles trouxeram e expandindo o tema. Os Alunos demonstraram 
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entusiasmo ao compartilhar suas vivências comunitárias, e a professora regente me apoiou no 
manejo da turma. Aproveitei o interesse deles para explicar a história das bandeirinhas e 
introduzir os conceitos matemáticos de formas planas, cores e tamanhos. 
 
 Essa prática converge com o que defende Vygotsky (2007) sobre o aprendizado ser construído 
na interação social por meio de instrumentos mediadores que fazem parte da cultura da criança. 
Ver os estudantes trocando ideias e identificando as formas confirmou a eficácia do material. 
Para favorecer essa dinâmica, organizei as carteiras em formato de U, quebrando o modelo 
tradicional de fileiras. Essa disposição facilitou o contato visual total, permitindo dar atenção 
imediata a quem precisava, além de estimular a ajuda mútua entre as crianças. Logo mais 
pegamos o projetor e coloquei o vídeo sobre as formas geométricas na festa junina. 
 
 Enfrentei alguns desafios no gerenciamento do tempo devido à dispersão característica do 1° 
ano no início do turno da tarde. Como aponta Libâneo (1994), o planejamento precisa ser 
flexível para se readequar à realidade vivida em sala de aula. Interrompi a atividade algumas 
vezes para retomar a atenção do grupo durante a exibição do vídeo, sem comprometer a 
aprendizagem. 
Depois do vídeo fomos para a atividade no caderno, e fluiu muito bem, impulsionada pelo 
repertório visual do audiovisual. 
Conforme aponta D’Ambrósio (2001), o ensino da matemática ganha significado real quando 
se conecta com as práticas culturais. 
 
5.2 REGÊNCIA 2 22/05/2026 
PLANO DE AULA - PORTUGUÊS 
Conteúdo: Festejos juninos, consciência fonológica, análise linguística (letra inicial, vogais, 
consoantes e separação silábica) a partir de elementos da cultura local. 
 Objetivos: Explorar o tema junino para desenvolver a apropriação do sistema de escrita; 
identificar a estrutura da palavra do dia (letra inicial, quantidade de sílabas, vogais e 
consoantes); associar elementos visuais (bandeirinhas) a fenômenos naturais e à escrita. 
 
Metodologia: Iniciar o turno às 13 horas com a recepção e a acolhida dos alunos ao som de 
músicas juninas, promovendo uma conversa inicial sobre as festas de São João. Realizar o 
momento da oração, contagem dos alunos presentes (“quantos somos”), leitura do calendário e 
a dinâmica da chamadinha, na qual as crianças identificam a letra inicial dos seus próprios 
nomes. 
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2º – Com a sala organizada no formato de U, apresentar no quadro a palavra do dia: VENTO. 
Realizar a análise linguística coletiva do termo, destacando a separação silábica, a letra inicial, 
o som das vogais e consoantes, e desafiar a turma a descobrir outras palavras do cotidiano e do 
universo junino que comecem com a mesma letra. 
3º – Conduzir a turma para o momento de vivência prática e experimentação com material 
concreto. Propor a observação das bandeirinhas juninas que decoram a sala de aula e os espaços 
externos. Utilizar um ventilador para criar vento de forma artificial e demonstrar na prática que, 
quanto maior a intensidade do vento, mais as bandeirinhas balançam, conectando a palavra 
estudada à realidade concreta e visual dos alunos. 
 
 Avaliação: Ela ocorrerá de forma contínua e formativa, observando a capacidade de 
participação das crianças na análise silábica da palavra do dia e no envolvimento prático durante 
o experimento lúdico com as bandeirinhas e o vento. 
 
Fontes da aula: Aparelho de som e músicas juninas regionais. Espaço decorado com 
bandeirinhas e uso de um ventilador mecânico. Quadro, pincel e cartaz didático para análise da 
palavra VENTO 
 
Relato de Experiência 
Iniciei a aula às 13 horas com músicas juninas regionais para sintonizar a turma com as 
festividades de São João. Seguindo a rotina, realizamos a oração, a contagem dos presentes e a 
leitura do calendário, concluindo com a chamadinha no quadro para identificação da primeira 
letra do nome de cada aluno. Mantendo a organização das carteiras em formato de U, escrevi a 
palavra do dia no quadro, que foi "VENTO", iniciando uma análise do termo. 
 
Batemos palmas para contaras sílabas, localizamos a letra inicial "V" e separamos vogais de 
consoantes. Os alunos participaram ativamente sugerindo outras palavras com as mesmas letras, 
uma sondagem oral que converge com o que defende Emília Ferreiro (2011) sobre a 
alfabetização acontecer quando a criança atua sobre a escrita de forma ativa. Para ilustrar o 
conceito, fiz uma experiência prática ligando um ventilador no centro do U para balançar as 
bandeirinhas juninas da sala em diferentes velocidades. Essa vivência concreta se apoia em 
Celestin Freinet (1979), que valoriza a experimentação prática e a observação dos fenômenos 
reais como caminho para o aprendizado. 
 
Na hora do registro no caderno, onde escreveram a palavra e desenharam os elementos ao vento, 
a disposição espacial facilitou minha circulação. Segundo Veiga (2002), a organização física da 
sala é uma escolha pedagógica que define as interações. Estar no centro do semicírculo permitiu 
dar apoio individual aos alunos em hipóteses iniciais de escrita (silábica e silábicoalfabética) 
sem perder o foco da turma. O experimento visual ajudou a prender a atenção do 1º ano no 
início da tarde. No encerramento, orientei a tarefa de casa de montar uma bandeirinha com a 
15 
 
família. A professora supervisora elogiou a articulação da Língua Portuguesa com a 
experimentação física real. 
 
 
5.3 REGÊNCIA 3 26/05/2026 
PLANO DE AULA- HISTÓRIA 
Conteúdo: Releitura de obra – Alfredo Volpi (Manifestações culturais e festejos juninos). 
 
Objetivos: Reconhecer e explorar os elementos constitutivos das artes visuais; identificar a 
importância das manifestações populares tradicionais; iniciar a releitura prática da obra de arte 
estudada. 
 
Metodologia: 
1ºIniciar a aula às 13 horas com música tranquila instrumental para acolher e acalmar a turma. 
Realizar a rotina de oração, contagem dos alunos presentes, leitura do calendário e chamada 
interativa identificando a letra inicial do nome de cada estudante. 
2º Com a sala organizada mantendo a posição das carteiras, apresentar no quadro a palavra do 
dia: COR. Fazer a análise fonológica e silábica coletiva do termo, destacando o uso da letra 
inicial e levantando outras palavras do cotidiano. 
3º Apresentar a vida do artista Alfredo Volpi por meio de vídeos e exibir a obra “Barco com 
bandeirinhas e pássaros”. Orientar o início do trabalho prático de desenho da releitura, 
indicando que a atividade continuará no dia seguinte. 
 
Avaliação: 
A avaliação ocorrerá através do acompanhamento contínuo do interesse dos alunos pela história 
do artista, observação do reconhecimento das cores e do desenvolvimento da coordenação 
motora no início do traçado do desenho. 
 
 Fontes da aula: Caixa de som, música instrumental e vídeos disponíveis no YouTube: Alfredo 
Volpi 
Reprodução visual da obra “Barco com bandeirinhas e pássaros”. Papel de desenho, lápis de 
cor e giz de cera. 
 
16 
 
Relato de Experiência 
Iniciei a terceira regência às 13 horas com uma música instrumental suave. Essa escolha ajudou 
a acalmar os alunos do 1º ano, criando um clima de concentração para a atividade de apreciação 
artística. Após todos se sentarem, realizamos os ritos diários de oração, contagem dos presentes 
em voz alta e marcação do calendário, concluindo com a chamada interativa da letra inicial de 
cada nome no quadro. Mantendo a organização da sala das aulas anteriores, analisamos a 
palavra do dia: “COR”. Fizemos a quebra silábica, destacamos a consoante inicial “C” e o som 
das vogais. Usei o termo para introduzir a história do artista Alfredo Volpi e exibi vídeos infantis 
sobre sua obra “Barco com bandeirinhas e pássaros”. As crianças demonstraram entusiasmo ao 
ver elementos da cultura local servindo de inspiração para um pintor famoso. Esse diálogo 
inicial valida o posicionamento de Paulo Freire (1996), que discute a relevância de valorizar a 
bagagem cultural do estudante como ponto de partida para novos saberes. Essa contextualização 
com as festividades comunitárias também dialoga com Bittencourt (2004) sobre o ensino de 
História nas séries iniciais, apontando que a disciplina ganha significado real ao conectar 
tradições às memórias afetivas dos alunos. Na sequência, propus que iniciassem a releitura do 
quadro, desenhando a estrutura do barco e planejando as cores. A disposição espacial mantida 
facilitou minha circulação para dar atendimento individual aos inseguros e incentivou a 
cooperação na partilha de materiais. Conforme pontua Veiga (2002), a organização física da 
sala deve funcionar a serviço da comunicação e da socialização. 
 
5.4 REGÊNCIA 4 
 
PLANO DE AULA - GEOGRAFIA 
Data: 27/05/2026 
Objetivos: Reconhecer e organizar o espaço da sala de aula por meio de elementos culturais; 
identificar a estrutura silábica e fonética da palavra do dia. Cooperar coletivamente na 
arrumação e ornamentação do ambiente escolar. 
 
Metodologia: 
1º Iniciar o turno às 13 horas tocando música junina para ambientar a sala. Realizar uma breve 
roda de conversa seguida dos momentos de oração, contagem dos alunos (“quantos somos”), 
preenchimento do calendário do dia e a chamadinha interativa com foco na identificação da 
letra inicial do nome de cada aluno. 
 
17 
 
2º Apresentar no quadro a palavra do dia: VARAL. Conduzir a atividade de análise linguística 
com os alunos através da separação de sílabas, identificação da letra inicial, localização de 
vogais e consoantes, e incentivar a turma a falar outras palavras que comecem com a mesma 
letra. 
3º Dedicar os momentos seguintes para a parte prática: colher os relatos das observações feitas 
pelas crianças em casa; no tempo de compreensão, fazer a organização das bandeirinhas que 
foram produzidas por eles ao longo de toda a semana; realizar a atividade de sala focada na 
montagem do varal junino da turma e encerrar o turno orientando que não haverá atividade de 
casa. 
 
Avaliação: 
A avaliação da aprendizagem será processual e formativa, acompanhando o envolvimento das 
crianças na arrumação das bandeirinhas, a capacidade de trabalhar em grupo durante a 
montagem do varal e a compreensão da organização do espaço escolar. 
 
Fontes da aula: 
Músicas juninas regionais e caixa de som. Bandeirinhas de papel produzidas pelos alunos 
durante a semana, barbante e prendedores. Quadro, pincel e caderno. 
 
Relato de Experiência 
 
Iniciei o turno às 13 horas com músicas juninas e uma roda de conversa. No quadro, realizamos 
a rotina de oração, contagem dos presentes e consulta do calendário, fechando com a chamada 
para identificar a letra inicial do nome de cada aluno. Mantendo a organização da sala das aulas 
anteriores, estudamos a palavra do dia, que foi “VARAL”. Fizemos a contagem das sílabas 
batendo palmas e analisamos a letra inicial “V”, vogais e consoantes. Os alunos participaram 
sugerindo outras palavras com o mesmo som e, em seguida, compartilharam o que observaram 
em casa sobre os enfeites juninos do bairro. 
 
 Essa transição do ambiente doméstico para o escolar converge com o pensamento de Paulo 
Freire (1996), que valoriza o acolhimento das leituras de mundo e dos saberes prévios dos 
estudantes. Entrando na parte prática de Geografia, focada no reconhecimento dos lugares de 
vivência, reunimos as bandeirinhas confeccionadas pela turma ao longo da semana. O desafio 
seguinte foi organizar as produções e montar, coletivamente, o varal junino para decorar a sala. 
Essa atividade prática de ordenação do espaço se fundamenta em Jean Piaget (1975), que 
18 
 
destaca que no estágio pré-operatório o aprendizado de conceitos espaciais é construído pela 
ação direta do sujeito com os objetos. 
Fiz a mediação dividindo as tarefas em pequenos grupos para que todos pudessem pendurar 
seus trabalhos. Conforme ressalta Ilma Passos Veiga (2002), o uso do espaço físico reflete umaintencionalidade pedagógica que favorece a socialização e a autonomia. Os estudantes 
demonstraram muita satisfação ao ver o varal estendido, reduzindo a dispersão e encerrando a 
atividade com sucesso. 
 
5.5 REGÊNCIA 5 
PLANO DE AULA CIÊNCIAS 
Data:28/05/2026 Objetivos: 
Compreender o conceito de vento (ar em movimento) a partir do poema infantil “O Vento”; 
Identificar as definições, os benefícios e os prejuízos do vento no cotidiano. Realizar uma 
atividade prática de sala para fixação do conteúdo estudado. 
 
Metodologia: 1º Iniciar o turno às 13 horas organizando a recepção da turma com os momentos 
de oração, contagem dos alunos presentes (“quantos somos”), preenchimento do calendário e a 
chamadinha interativa identificando a letra inicial do nome de cada aluno. 
 
2º Realizar a “Leitura Deleite” apresentando o poema infantil “O Vento”, de Mary França e 
Eliardo França. Utilizar a estrutura do texto para fazer a análise linguística coletiva no quadro, 
explorando palavras como VENTO e VARAL, trabalhando sílabas, vogais e consoantes com as 
crianças. 
 
3º Conduzir o “Tempo de Compreensão” por meio de uma roda de conversa sobre o vento. 
Discutir com os alunos a sua definição, os seus benefícios (refrescar o rosto dos meninos, secar 
as roupas no varal) e os seus prejuízos (levar o chapéu do seu Juca e bater janelas com força), 
baseando-se nos versos lidos. 
 
4º – Orientar a realização da atividade prática de sala impressa focada no tema estudado. 
Auxiliar os alunos individualmente nas mesas e encerrar o turno organizando a sala para o 
término das atividades às 17h15. 
 
Avaliação: 
19 
 
A avaliação ocorrerá de forma contínua e formativa, acompanhando a atenção das crianças 
durante a leitura do poema, a capacidade de dar exemplos sobre as ações do vento e o 
desempenho no registro da atividade escrita. 
 
Fontes da aula: 
Livro Infantil: FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. O Vento. São Paulo: Ática,1993. 
Atividade de sala impressa estruturada em folha. Quadro, pincel e caderno. 
 
Relato de Experiência 
Iniciei o turno às 13 horas realizando a rotina da acolhida com a oração, contagem dos presentes 
e marcação do calendário. Fechamos esse momento inicial com a dinâmica da chamadinha no 
quadro, focando na identificação da primeira letra do nome de cada aluno. Logo após, fiz a 
“Leitura Deleite” com o poema infantil “O Vento”, de Mary França e Eliardo França. Usei a 
estrutura do texto para fazer uma rápida exploração silábica no quadro com palavras-chave 
como “VENTO” e “VARAL”, o que garantiu a atenção e a participação da turma desde o início. 
Na sequência, entramos no “Tempo de Compreensão” focado no componente de Ciências. 
 
 Propus uma roda de conversa sobre a definição do vento, debatendo os benefícios e prejuízos 
do ar em movimento com base nos versos lidos. As crianças acharam graça ao lembrar que o 
vento leva o chapéu do Seu Juca e bate janelas, classificando isso como um prejuízo. Como 
benefício, destacaram o fato de o vento refrescar os meninos e secar as roupas no varal. Essa 
interação dialógica se apoia na teoria de Vygotsky (2007), que aponta que o aprendizado se 
constrói por meio da troca social e do uso de termos que fazem parte do cotidiano da criança. 
Fazer essa ligação entre a ciência e a realidade prática dos estudantes também dialoga com o 
pensamento de Carlos Rodrigues Brandão (1981) sobre o aprendizado comunitário, que defende 
o ensino partindo do meio real do aluno. 
 
 Depois da discussão, passamos para a atividade escrita e desenho no caderno. A disposição 
espacial adotada na sala facilitou minha circulação entre as carteiras para dar suporte individual 
nas dúvidas de escrita. Como ressalta Ilma Passos Veiga (2002), a organização do espaço físico 
deve servir à dinâmica planejada para a atividade. As tarefas fluíram com autonomia e a 
professora regente elogiou a regência, destacando que o uso do poema tornou a aula viva e 
significativa para o primeiro ano. 
 
5.6 REGÊNCIA 6 
20 
 
 
PLANO DE AULA - ARTES 
Data:29/05/2026 
Objetivos: Explorar texturas, cores e formas na construção de ornamentos juninos; desenvolver 
a coordenação motora fina por meio do manuseio de papéis e dobraduras simples. Valorizar a 
produção artística individual e coletiva como manifestação cultural. 
 
Metodologia: 
1º – Iniciar a recepção às 13 horas acolhendo os alunos ao som de ritmos juninos instrumentais. 
Conduzir os momentos de oração, contagem dos presentes ("quantos somos"), leitura do 
calendário e a chamada interativa com foco na identificação da primeira letra do nome de cada 
aluno no quadro. 
2º – Apresentar no quadro a palavra do dia: ARTE. Realizar a análise linguística coletiva do 
termo, destacando a separação silábica, a vogal inicial "A", vogais e consoantes, e incentivar as 
crianças a falarem outros elementos juninos que comecem com a mesma letra. 
3º – Introduzir a proposta prática da oficina criativa. Apresentar modelos de balões juninos 
feitos de dobraduras simples e recortes de papel colorido. Orientar o passo a passo com os 
alunos na mesa central, estimulando que eles escolham suas combinações de cores e texturas. 
4º – Apoiar os estudantes individualmente nas mesas durante a colagem e montagem dos balões 
nos cadernos, criando cenários juninos de fundo (como fogueira e céu estrelado). Encerrar o 
turno com a organização da sala e a arrumação dos materiais 
. 
Avaliação: 
A avaliação será contínua e formativa, observando o desenvolvimento da coordenação motora 
fina no manuseio do papel, a criatividade na elaboração da composição visual e a cooperação 
entre os colegas na partilha dos materiais de arte. 
 
Fontes da aula: 
Caixa de som e músicas caipiras tradicionais. 
Papéis coloridos diversos (espelho, Felipinho ou criativo) Cola 
branca e tesoura sem ponta. 
Quadro e pincel didático. 
 
Relato de Experiência 
 
Iniciei o turno às 13 horas com acolhimento ao som de ritmos juninos, seguido da rotina de 
oração, calendário e chamada interativa focada na letra inicial dos nomes. No quadro, 
realizamos a análise silábica da palavra “ARTE”, incentivando os alunos a citarem outros 
elementos juninos com a mesma letra. Em seguida, na mesa central, orientei o passo a passo da 
oficina criativa de dobraduras e recortes de balões. Essa prática justifica-se por estimular a 
percepção estética e o desenvolvimento da coordenação motora fina através do manuseio de 
diferentes papéis, alinhando-se ao pensamento de Ferraz e Fusari (2009), que defendem a arte 
como campo essencial de sensibilidade e expressão na infância. 
 Apoiei os estudantes individualmente na montagem dos cenários nos cadernos, onde 
demonstraram criatividade e autonomia. Concluímos a regência com a arrumação coletiva da 
sala e uma avaliação formativa que confirmou o interesse da turma e a cooperação na partilha 
dos materiais. 
21 
 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A realização deste estágio supervisionado foi uma etapa fundamental e muito gratificante para 
a minha formação profissional. Voltar a esta escola, onde estudei durante o meu ensino 
fundamental, trouxe uma experiência maravilhosa. Retornar ao mesmo espaço físico, mas agora 
de uma forma totalmente diferente, como docente, despertou reflexões profundas sobre a minha 
trajetória e sobre a importância da educação básica. Como eu não tive a oportunidade de estagiar 
nos anos iniciais e na educação infantil anteriormente, este foi o meu primeiro estágio oficial. 
Por conta disso, eu estava extremamente nervosa e insegura antes de começar. 
 
 No entanto, desde o início das atividades, toda a equipe da escola colaborou com o meu 
trabalho e me apoiou no que foi necessário. Essa recepção positiva foi essencial para que eu me 
sentisse segura e acolhida no ambiente escolar. A parceria com a professora regente da turma 
também foi excelentedo início ao fim. No começo do estágio, eu estava com medo e achava 
que talvez não fosse me identificar com a rotina da sala de aula. No entanto, a professora soube 
me ensinar muito bem, passou toda a sua experiência sobre o ato de ensinar e me transmitiu 
muita confiança, o que foi incrível e decisivo para mim. Trabalhar especificamente com a turma 
do primeiro ano foi uma experiência fantástica. Eu simplesmente adorei os alunos; o convívio 
com eles superou todas as minhas expectativas e me deixou ainda mais motivada. 
 
 Essa vivência me permitiu construir aprendizados muito válidos e importantes, como a 
compreensão e a aplicação dos códigos da BNCC na construção dos planos de aula. Embora eu 
já soubesse fazer planejamentos, essa imersão me ajudou a criar aulas bem mais estruturadas. 
Essa vivência real confirmou que, embora o embasamento teórico estudado na faculdade seja 
muito importante, a prática e a vivência em sala de aula são os pontos centrais de toda a 
formação. Essa relação entre o saber e o fazer se alinha ao pensamento de Pimenta e Lima 
(2004), que defendem que o estágio não é apenas uma prática mecânica, mas um espaço de 
reflexão onde a teoria ganha vida e significado através da experiência real. É o contato direto 
com as crianças que nos dá o gás e a motivação necessária para terminar a faculdade de forma 
incrível. Por fim, sou muito grata por essa oportunidade única, onde tudo correu de forma 
maravilhosa. Tanto o período de observação quanto a prática das regências trouxeram 
aprendizados valiosos que levarei para sempre. 
 
 Essa experiência agregou muito valor à minha vida acadêmica e profissional. Encerro este ciclo 
me sentindo muito feliz, realizada e não vejo a hora de realizar os próximos estágios nos anos 
iniciais. Sei que cada um deles trará uma vivência diferente, mas tenho a certeza de que todos 
serão muito gratificantes e que vou amar cada nova experiência. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/⁠ 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 28. ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. 
22 
 
D'AMBRÓSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. ed. Belo 
Horizonte: Autêntica, 2001. 
FERRAZ, Maria Heloísa Corrêa de Toledo; FUSARI, Maria Felisminda de Rezende e. 
Metodologia do ensino de arte. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. 
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 26. ed. São Paulo: Cortez, 2011. 
FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. O vento. São Paulo: Ática, 1993. 
FREINET Célestin. As técnicas Freinet da escola moderna. 4. ed. Lisboa: Estampa, 1979. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994. 
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e 
representação. Rio de Janeiro: LTC, 1975. 
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: 
Cortez, 2004. 
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção 
possível. 14. ed. Campinas: Papirus, 2002. 
VYGOTSKY, Lev Semionovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos 
processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.YouTube. Formas 
geométricas na festa junina. Disponível em: https://youtu.be/xXuWY3ed5DI Acesso em: 21 
mai. 2026 
 
YouTube. Alfredo Volpi – vídeo 1. Disponível em: https://youtu.be/vftrxE59OiU. Acesso 
em 25 mai.2026 
YouTube. Alfredo Volpi – vídeo 2. Disponível em: https://youtu.be/sh98BczvDqA. Acesso 
em: 25 mai. 2026. 
https://youtu.be/xXuWY3ed5DI
https://youtu.be/xXuWY3ed5DI
https://youtu.be/vftrxE59OiU
https://youtu.be/vftrxE59OiU
https://youtu.be/vftrxE59OiU
https://youtu.be/sh98BczvDqA
https://youtu.be/sh98BczvDqA
	RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
	SUMÁRIO
	4 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE............................6
	5 RELATÓRIO DE REGÊNCIA DO ESTUDANTE ESTAGIÁRIO........................6
	1 INTRODUÇÃO
	2 ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
	3 LIVRO DIDÁTICO ADOTADO PELA ESCOLA PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
	3 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE
	5 RELATÓRIO DE REGÊNCIA
	PLANO DE AULA - MATEMÁTICA
	21/05/2026
	Fontes da aula
	Relato de Experiência
	PLANO DE AULA - PORTUGUÊS
	Relato de Experiência
	PLANO DE AULA- HISTÓRIA
	Relato de Experiência
	PLANO DE AULA - GEOGRAFIA
	Data: 27/05/2026
	Relato de Experiência
	PLANO DE AULA CIÊNCIAS
	Relato de Experiência
	PLANO DE AULA - ARTES
	Data:29/05/2026
	Relato de Experiência
	6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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