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FERRAMENTAS DE GESTÃO DE CONHECIMENTO Faculdade de Minas 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. Faculdade de Minas 3 SUMÁRIO NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 2 GESTÃO DO CONHECIMENTO ............................................................................... 4 CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL ............................................. 6 CAPITAL INTELECTUAL ........................................................................................... 7 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ............................................................................ 8 ALINHANDO A GESTÃO DO CONHECIMENTO AO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ......................................................................................................... 9 FERRAMENTAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO ............................................ 10 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA GESTÃO DO CONHECIMENTO ................ 11 FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS DE APOIO A GESTÃO DO CONHECIMENTO ................................................................................................................................. 14 PRÁTICAS E FERRAMENTAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO ..................... 16 REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 28 Faculdade de Minas 4 GESTÃO DO CONHECIMENTO Ao longo da história, as organizações passaram por mudanças processuais, tecnológicas e de mercado, causando o efeito de reverberação nas pessoas que as compõem e na sociedade. Toffler (1987) apresenta a evolução da sociedade em três ondas: agricultura, indústria e conhecimento. A primeira onda, marcada pela atividade agrícola, a terra e mão de obra determinava o sucesso econômico. Na segunda onda os equipamentos, prédios (fábricas), matéria-prima, trabalho humano e capital financeiro tornaram-se os fatores de relevância para a indústria, enquanto na terceira onda o conhecimento torna-se o principal elemento organizacional. A distinção destas ondas esta nos meios de geração de riqueza para as organizações. Na agrícola tem-se a terra e mão de obra, enquanto na industrial a terra perde espaço para os elementos fabris (equipamentos, prédios, outros), tornando estes obsoletos na onda do conhecimento. O conhecimento, uma vez sendo o elemento de maior relevância no contexto empresarial, deve ser compreendido em sua essência, que emerge de seus precedentes dado e informação. O dado é compreendido como quantificável, de fácil armazenagem e transferência (DAVENPORT, 1998), enquanto a informação são dados imbuídos de significado (DRUCKER, 1997;) atribuídos por pessoas tendo característica semântica (SETZER, 1999), já o conhecimento é a transformação da informação pelas experiências do indivíduo (FERES, 2015). O conhecimento assume a face tácita e explícita. O tácito é intangível, como crenças pessoais, valores e experiências individuais, sendo mais complexo de ser transmitido e dificilmente exprimível, enquanto o explícito é formalizado, externalizado e transmitido por documentos, manuais, dentre outros meios (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). Corroborando com Toffler (1987), Drucker (1998) salienta que na sociedade do conhecimento este deve ser visto como “o recurso” e não mais “um recurso”. Para Davenport e Prusak (1998) o conhecimento pode ser traduzido como uma vantagem competitiva sustentável. Trata-se de um ativo “[...] para a melhoria da produtividade em um ambiente competitivo [...]” (BASTOS; BRUNO; REZENDE, 2013, p. 31) Faculdade de Minas 5 Terra e Gordon (2002) afirmam que a principal vantagem competitiva das empresas é o capital humano traduzido pelo conhecimento tácito que seus funcionários possuem, pois este é difícil de ser copiado porque reside na cabeça das pessoas. Portanto, se o conhecimento é o elemento organizacional primordial e este advém das pessoas, sendo estas imbricadas de informação (VALENTIM, 2013), logo as pessoas “[...] são os únicos verdadeiros agentes da empresa” (SVEIBY, 1998, p. 9), sendo o alicerce das organizações. Destaca-se que ter conhecimento não equivale a ter vantagem competitiva se este não for utilizado. De acordo com Newstrom e Pierce (2009) o objetivo do conhecimento não é o conhecimento em si, mas a ação originada a partir do uso deste. Diante da relevância do conhecimento (tácito e explícito) no ambiente organizacional, e por sua origem ser fundamentada nas pessoas, compreende-se a GC, dentre as inúmeras definições identificadas na literatura, como um processo integrado destinado a criar, organizar, disseminar e intensificar o conhecimento, com o intuito de promover melhoria no desempenho global da organização (DAVENPORT; PRUSAK, 1998). Desde a compreensão da importância do conhecimento no contexto organizacional, diversas propostas para a GC são apresentadas por autores elucidando modelos que tendem ao atingimento deste desafio. Para citar alguns, tem-se Nonaka e Takeuchi (1997) com a espiral do conhecimento organizacional; Davenport e Prusak (1998) com as três fases da GC; Terra (2001) com o modelo das sete dimensões; Choo (2003) com as arenas do conhecimento, Corrêa (2014) com modelo de gestão do conhecimento ao setor de TI, dentre outros. Não basta criar o conhecimento, é necessário compartilhar este para as pessoas e torná-lo disponível na organização, ou seja, o conhecimento deve ser gerido e para prover esta gestão, são necessárias ferramentas tecnológicas que auxiliem neste processo, logo a tecnologia da informação é imprescindível neste cenário. Faculdade de Minas 6 CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL Segundo Nonaka e Takeuchi (2008), o processo de criação do conhecimento passa por um modelo que contém 5 fases envolvendo compartilhamento do conhecimento tácito, criação de conceitos, justificação de conceitos, construção de um arquétipo e nivelação do conhecimento. Os autores definem que uma empresa que visa criar conhecimento deve operar com sistema aberto, para que o conhecimento possa ser trocado com o ambiente externo. Para que o conhecimento possa ser ampliado e/ou modificado é necessário transmitir o que sabe. Um bom exemplo é o professor em sala de aula, quanto mais o professor apresenta o que sabe, mais os alunos poderão citar alguma novidade do assunto, elaborar uma pergunta que o próprio professor não saiba, entre outras situações que leva o professor a pesquisar a fundo, fazendo com que seu conhecimento seja amplificado. A Figura 1 apresenta o modelo considerado ideal para organização criadora de conhecimento. Figura 1 - Modelo para o processo de criação do conhecimento Fonte: Adaptado de Nonaka eTakeuchi (2008) Faculdade de Minas 7 De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997), o processo de criação do conhecimento não depende só de adquirir conhecimento externo, mas também se auto desenvolver, constituir um conhecimento por si mesmo. CAPITAL INTELECTUAL Para Cunha e Franco (2013), quando é falado sobre capital humano das empresas, é dito sobre algo intangível, e que está literalmente na cabeça de cada trabalhador. Portanto, o grande desafio é identificar, multiplicar e reter esse capital intelectual nas organizações. Ainda de acordo com Cunha e Franco (2013), a era do conhecimento começou em 1995 e permanece até a atualidade. Tal era se caracteriza pela necessidade de desenvolver habilidade seletiva diante de milhares de informações geradas por consequência da era tecnológica da informação (1951- 1955). O capital intelectual do indivíduo é definido pela capacidade de que o mesmo tem em transformar informações em conhecimentos que possam ser utilizados na empresa. De acordo com o autor, desde a iniciação da contabilidade até os dias atuais, contabiliza-se o patrimônio de uma organização através do capital físico que ela possui. Porém, atualmente, grande parte da riqueza mundial é gerada através dos serviços, que são movidos por um produto intangível, o capital intelectual, onde se encontra grande dificuldade em mensurar este capital intangível nas corporações (BRANDÃO, 2006). Segundo Brandão (2006), a economia do conhecimento funciona de forma que, quanto mais for compartilhada, mais se terá e quanto mais a usarem, mais valor terá. É necessário estabelecer metodologias para a contabilização do patrimônio intelectual de uma organização para agregar valor aos produtos realizados pela organização dentro do mercado competitivo, sejam estes produtos bens tangíveis ou intangíveis. Faculdade de Minas 8 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO De acordo com Kotler (1975), o planejamento estratégico é uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando maior grau de interação com o ambiente. Planejar é o primeiro passo na busca pelo sucesso, definir em detalhes cada processo para se alcançar um objetivo, o que auxilia no gerenciamento de riscos e na busca por melhorias. A estratégia é a maneira pela qual o processo é realizado para alcançar tal objetivo, o que direciona todo o planejamento. Algo muito comum nas corporações apontado por pesquisas é que, embora haja um bom planejamento, muitas vezes a organização falha na estratégia e não obtém sucesso em seu objetivo, isso se dá pelo fato de o planejamento não ser seguido com tanto empenho como proposto, ou seja, há uma lacuna entre o que é proposto no planejamento e o que realmente é executado. E é então onde a gestão do conhecimento entra para alinhar o planejamento e a estratégia, disseminando informações necessárias para o alcance do objetivo. (SENGE, 1990). Quanto maior o acervo de informações, maior a possibilidade de detalhamento do planejamento estratégico da organização. No ambiente corporativo estas ações se fazem muito necessárias já que, o mundo globalizado exige mudanças cada vez mais velozes para a sobrevivência no mercado competitivo, cada passo envolve um conjunto de importantes elementos, como pessoas, dinheiro e tempo, e também, exigindo, portanto, muita atenção nos detalhes e uma boa interação por parte de toda a corporação. Porém, é necessário preparar a organização para a realização de um planejamento estratégico, em tempos de mudanças contínuas como atualmente, é necessário primeiro, definir claramente o que é almejado pela organização como um todo, ou seja, definir sua missão, que seria um ponto fixo diante das inúmeras mudanças cotidianas. De acordo com a autora, a missão é a verdadeira alma da empresa, é de onde todos os objetivos de cada departamento ou colaborador deve partir, é ela que direciona toda e qualquer mudança dentro da organização seja esta Faculdade de Minas 9 para obter qualquer tipo de resultado, direcionando e objetivando todo planejamento proposto (JARDIM, 2014). ALINHANDO A GESTÃO DO CONHECIMENTO AO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Segundo Sapiro (1993) para estabelecer uma estratégia, dependerá das informações disponíveis e constata-se que nenhuma estratégia é melhor que a informação da qual é derivada. De acordo com a definição, constata-se o quão fundamental a gestão do conhecimento se faz para a elaboração de um planejamento estratégico. A busca pela gestão do conhecimento é uma necessidade de superação da concorrência e estabelecimento no mercado competitivo (BRANDÃO, 2006). Compartilhar as habilidades e conhecimentos dos colaboradores, através de uma gestão do Conhecimento é uma peça-chave para auxiliar no planejamento estratégico e na tomada de decisão, possibilita a empresa ampliar suas informações para agregar valor aos produtos e/ou serviços que a organização desenvolve. A empresa que obtiver uma eficaz gestão do conhecimento tende a obter informações concisas de grande importância para a excelência em um bom planejamento e alinhamento com as estratégias, o que acarretará em maiores chances de obtenção em excelência em seus objetivos. Uma organização que deseje implantar e desenvolver a gestão do Conhecimento necessita estabelecer uma cultura organizacional propicia para tal objetivo, segundo Albiero (2004), a cultura organizacional é essencial na tomada de decisões da organização, portanto, é imprescindível que ela esteja centrada no compartilhamento de conhecimentos e no aprendizado contínuo. Como diretriz para estes processos, de acordo com J.R. (2001), há três princípios nos quais a gestão do conhecimento se baseia, que são as fontes de excelência para a conquista de vantagem competitiva sustentável: 1º) competência, que visa identificar e aprimorar as competências exigidas para a função de cada Faculdade de Minas 10 colaborador, visando identifica-las e retê-las para tal função através de treinamentos e benefícios, 2º conhecimento, que é a bagagem de conhecimento tanto tácito como explícito de cada colaborador, e a inovação, que é busca por processos e produtos que agreguem valor e gerem vantagem competitiva, através da análise e desenvolvimento das competências e conhecimentos identificados. FERRAMENTAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO E baseando-se nos três princípios citados por J.R. (2001), as ferramentas de gestão do conhecimento, de acordo com o autor, podem ser dividas em três categorias: geração, codificação e transferência (RUSSO, 2000). Na categoria geração, requer ferramentas que busquem a aquisição e processamento das informações, estas podem ser adquiridas e processadas de forma objetiva, muitas vezes com a utilização da tecnologia da informação, que é muito utilizada nos processos de gestão do conhecimento e pode ser utilizada em todas as categorias, é a, como softwares e banco de dados ou até mesmo, sem a utilização da T.I., utilizando apenas uma simples reunião realizando um Brainstorm (RUSSO, 2000). Já na categoria codificação, segundo o mesmo autor, é onde se possa codificar a informação e transformá-la em conhecimento, de forma que possa ser mensurado e transmitido aos demais colaboradores, aqui podem ser utilizadas ferramentas como gráficos de aquisição, compartilhamento e desenvolvimento do conhecimento, ou mapeamento do conhecimento através de ferramentas como Balanced Scorecard, uma ferramenta para controle e alinhamento estratégico da organização, que visa o aprendizado e o crescimento organizacional, baseia-se em quatro perspectivas: financeira, clientes externos, processos internos e aprendizado e crescimento (FILHO, 2009), é uma ferramenta muito utilizada nas últimas décadas no Brasil para esta categoria. A Figura 2 mostra as quatro perspectivasutilizadas. Figura 2- Perspectivas do Balanced Scorecard Faculdade de Minas 11 Fonte: Adaptado de Kaplan e Norton (1996). Na categoria transferência, é onde a empresa consegue agregar valor ao seu negócio através do compartilhamento do conhecimento, partindo do princípio que, a posse de recursos raros, valiosos, de difícil imitação, confere à organização certa vantagem competitiva, pelo fato de dominar e zelar por conhecimentos que pertencem somente à organização e de serem fáceis de serem renovados e melhorados por eles mesmos (BRANDÃO, 2006). TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA GESTÃO DO CONHECIMENTO A tecnologia da informação é integralmente adequada para toda área que engloba gestão de pessoas, em especial para a gestão do conhecimento, que depende dos recursos tecnológicos para o desenvolvimento de seus processos. A importância da TI no processo de gestão do conhecimento está em capturar, Faculdade de Minas 12 armazenar, gerenciar e divulgar o conhecimento explícito de forma estruturada nos sistemas de informação formais (TURBAN, 2010). Pode-se dizer que sem os sistemas de informação não é possível ter uma gestão de conhecimento já que, sem a mesma não da para realizar as etapas de tal gerência, desde a captura até a divulgação. Alawat (2006 apud Turban, 2010, p. 410), explicam que sistemas de gestão do conhecimento (SGCs) referem-se às modernas tecnologias da informação (por exemplo, internet, intranets, extranets, lotusnotes, filtros de software, agentes, data warehouse, etc), para sistematizar e realizar de forma eficaz a gestão do conhecimento intra e entre as empresas. Vale lembrar que para se obter o sucesso em uma gestão do conhecimento não depende só do sistema, ou só das pessoas, é todo um conjunto de elementos trabalhando em prol do mesmo objetivo. Para isso é necessário esclarecer e definir de forma convicta o objetivo da organização. Segundo Turban (2010), os SGC são desenvolvidos baseados em três conjuntos tecnológicos: comunicação, colaboração e armazenamento e recuperação. Sendo que a tecnologia de comunicação proporciona o acesso ao conhecimento necessário e comunicação entre os usuários. Já as tecnologias de armazenamento e recuperação, armazenam e gerenciam grande parte do conhecimento explícito e o explícito sobre o tácito, mas capturar, armazenar e gerenciar conhecimento tácito exige ferramentas diferentes como, sistemas eletrônicos de gerenciamento de documentos e sistemas especializados de armazenamento. Existem inúmeras ferramentas tecnológicas disponíveis para serem aplicadas nesta área, onde cada organização avalia todo cenário empresarial e identifica a melhor ferramenta a ser utilizada. Lara (2004), cita algumas ferramentas tecnológicas que não são reconhecidas como integrantes da gestão do conhecimento devido a falta de captação e distribuição do conhecimento estruturado, mas que são muito eficazes para a transferência de conhecimento entre as pessoas, como vídeo conferência, internet e telefone. De acordo com Turban (2010) inteligência artificial, agentes inteligentes, descoberta de conhecimento em banco de dados e Extensible Markup Language Faculdade de Minas 13 (XLM) são exemplos de recursos tecnológicos que permite a funcionalidade avançada de sistemas de gestão do conhecimento. Alho e Carvalho (2007) apresentam um estudo elaborado por Carvalho (2000) onde é apresentado oito tipos básicos de ferramentas para TI, sendo estas: ferramentas voltadas para Intranet, sistemas de GED, sistemas de groupware, sistemas de workflow, sistemas para a construção de bases inteligentes de conhecimento, Business Intelligence, sistemas de mapa de conhecimento e ferramentas de apoio à inovação. A Tabela 3 apresenta as ferramentas básicas e suas aplicações. Tabela 3: Ferramentas e aplicações de TI na Gestão do Conhecimento. Fonte: Alho e Carvalho (2007) Dois sistemas extremamente importantes que não poderiam deixar de serem citados são o sistema de localização de especialistas (ELSs) e o portal de conhecimento corporativo (PCC). Turban (2010) define o ELS como um recurso para encontrar colegas que tem a perícia para resolver determinado problema, através de sistemas de computadores interativo, tais colegas podem estar localizados no mesmo ambiente ou em outro país. O autor define o PCC como um Faculdade de Minas 14 meio para organizar diversas fontes de informações não estruturadas, é a porta de entrada para muitos sistemas de gestão do conhecimento, sendo que grande parte combina a integração de dados, mecanismos que geram relatórios e colaboração enquanto o gerenciamento de conhecimento e documento é tratado pelo servidor. FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS DE APOIO A GESTÃO DO CONHECIMENTO Estudos de ferramentas, tecnológicas ou metodológicas, que apoiam a GC são elucidadas na literatura como os mapas de conhecimento, apresentados por Davenport e Prusak (1998) e Probst, Raub e Romhardt (2002), a intranet por Newell, Scarrbrough e Swan (2001) e Stenmark (2002), o Manual APO de GC (YOUNG, 2010), dentre outros. Em relação as ferramentas tecnológicas, diversos softwares de ou apoio a GC são disponibilizados no mercado. Não é o objetivo apresentar estas ferramentas uma vez que a evolução da tecnologia é algo constante e este estudo tornar-se-á obsoleto com o tempo, mas torna-se indispensável a apresentação do estudo das tipologias destas ferramentas realizado por Carvalho (2000), para entendimento da proposição deste estudo. Especificamente, o estudo de Carvalho (2000) apresenta tipos de ferramentas tecnológicas que apoiam a GC. O autor, por meio de estudo de softwares, consolida uma taxonomia contendo 8 tipologias de ferramentas tecnológicas de apoio a GC. Tais tipos são relacionados aos processos de geração, codificação e transferência, expostos por Davenport e Prusak (1998), com o intuito de apontar quais desses processos são beneficiados com a utilização das ferramentas. As tipologias propostas por Carvalho (2000) são elucidadas a seguir. Ferramentas voltadas para a intranet: devido à disponibilização da intranet ser em plataforma web, a apresentação do conhecimento na mesma facilita o acesso e seu entendimento tendo em vista que esta plataforma (internet) é difundida na atualidade. Sendo assim, a intranet surge como um meio de veiculação das informações e conhecimento da empresa para os funcionários (BENNET, 1997) através da junção de conhecimento de sistemas isolados em um meio único e Faculdade de Minas 15 centralizador, sendo um espaço propício para compartilhamento de informações dinâmicas (DAVENPORT; PRUSAK, 1998). Identifica-se que estas ferramentas propiciam um ambiente favorável a evidenciação do conhecimento (PROBST; RAUB; ROMHARDT, 2002), facilitando a integração, armazenamento, acesso, codificação e transferência do conhecimento (PEREIRA, 2002), mas não possuem grande ação sobre a geração deste (CARVALHO, 2000). Sistemas de GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) surgem com o intuito de tornar acessíveis documentos antigos da organização para melhoria da competitividade, logo, torna-se um repositório de documentos do conhecimento explícito (MACHADO, 2002) tendo em vista um vasto conhecimento armazenado em documentos eletrônicos (manuais, documentação de processos, entre outros). Devido à característica de ser um repositório do conhecimento, esta tecnologia atua fortemente na codificação e transferência do conhecimento (CARVALHO, 2000). Sistema de groupware, em sua essência, é uma ferramenta que possibilita o trabalho em equipe de pessoas distantes fisicamente (BOCK; MARCA, 1995). Comumente utilizam-se ferramentas que atuam sobre este conceito como correio eletrônico, videoconferência, dentre outras. Devido à característica da informalidade, esta ferramenta propiciaa geração do conhecimento, codificação e transferência do conhecimento (CARVALHO, 2000). Sistemas de workflow são sistemas que atuam na execução do fluxo de informações dos processos definidos da organização (BOCK; MARCA, 1995; CRUZ, 1998). Em um processo de contratação de seguros, por exemplo, a proposta é enviada e passa pela aprovação dos setores de risco, financeiro, entre outros. Estes setores tomam conhecimento da proposta e atribuem conhecimento para a próxima etapa do processo. Sendo assim, sistemas de workflow são sistemas que auxiliam na codificação e explicitação do conhecimento embutido nos processos (CARVALHO, 2000). Sistemas para construção de bases inteligentes de conhecimento utilizam da tecnologia de inteligência artificial, que gera o conhecimento através de fatos e conhecimentos armazenados (CARVALHO, 2000). Sendo assim, trata-se de uma tecnologia que atua na geração, codificação e transferência do conhecimento Faculdade de Minas 16 (CARVALHO, 2000). Business Intelligence (BI) permite às empresas a antecipação de tendências e identificação de informações importantes para o negócio por meio de análise em grandes volumes de dados. Atuam na conversão do conhecimento explícito para explícito (conversão por combinação), codificação e transferência (CARVALHO, 2000). Sistemas de mapas de conhecimento tem por objetivo relacionar o conhecimento de indivíduos da organização e disponibilizar esta informação para os demais indivíduos (DAVENPORT; PRUSAK, 1998), indicando onde o conhecimento se encontra na firma (VALENTIM, 2013). Trata-se de uma ferramenta que tem o intuito de relacionar informações e pessoas, promovendo o contato e, ou, o encontro entre indivíduos para que ocorra a criação do conhecimento (CARVALHO, 2000; PROBST; RAUB; ROMHARDT, 2002). Ferramentas de Apoio à Inovação são sistemas que disponibilizam o conhecimento explícito e possibilitam a troca de conhecimento tácito promovendo assim a geração do conhecimento, amparando a criatividade organizacional através da inovação (CARVALHO, 2000). Comumente é representado por bases de conhecimento interna a organização e fóruns de discussão. Promovem a geração, codificação e transferência do conhecimento (CARVALHO, 2000). Considerando a complexidade de gerir o conhecimento, torna-se indispensável a utilização de ferramentas tecnológicas de apoio a esta gestão, logo as tecnologias aliadas a informação são parceiras indispensáveis nos processos de GC. Feres (2015) salienta que a tecnologia é imprescindível para gerir toda a gama de informação das organizações, e apoia a construção do conhecimento individual e organizacional. Davenport e Prusak (1998, p. 149) afirmam que “a gestão do conhecimento é muito mais que tecnologia, mas a tecnologia certamente faz parte da gestão do conhecimento”, salientando a importância da tecnologia neste processo. PRÁTICAS E FERRAMENTAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO Faculdade de Minas 17 Engajado nos momentos e realidades empresarias atuais e uma base teórica fundamental, a implementação de uma filosofia voltada para a gestão do conhecimento no ambiente empresarial necessita de apoio quanto o desenvolvimento da gestão do conhecimento no ambiente organizacional. Com base nessa constância literária, uma sequência de práticas e ferramentas são expostas para que se possa partir de uma base de alternativas que visam apoiar a gestão do conhecimento (NONAKA, TAKEUCHI, 2008). 1- Gestão eletrônica de documentos: São simplesmente bancos de dados dispostos em unidades de rede ou aplicações voltadas para web, ou somente um espaço reservado que, nele são compartilhados documentos relevantes aos processos organizacionais e de domínio público. Em linhas gerais, podemos descrever GED como um conjunto de tecnologias que permite a uma empresa gerenciar seus documentos em forma digital. Esses documentos podem ser das mais diversas origens, tais como papel, microfilme, imagem, som, planilhas eletrônicas, arquivos de texto, etc. (Portal GED). 2- Reuniões de discussão de melhorias (Gestão de conversação): Elaboração de reuniões ou discussões periódicas sobre situações ocorridas no dia-a-dia que competem ao compartilhamento de experiências vividas. Conforme Nonaka e Takeuchi (2008), as conversações são as principais aliadas na criação do conhecimento, ajudam a modelar uma nova estratégia, demonstram uma visão ampla do conhecimento sobre o negócio e exibe os pontos de vista de cada um. Ainda tratam a conversação como um espelho aos que dela participam, reagindo de forma corretiva a situações que não são aceitas. Ainda de acordo com Nonaka e Takeuchi (2008): O intercambio mútuo de ideias, pontos de vista e crenças que as conversações acarretam permite o primeiro e mais importante passo para a criação do conhecimento: o compartilhamento do conhecimento tácito dentro de uma microunidade. Faculdade de Minas 18 3- Banco de ideias, melhores práticas e aprendizagem: Cabe da disponibilização de novas ideias para melhoria em algum ponto da empresa, ou ainda melhores práticas de execução de determinadas tarefas ou procedimentos que são identificados por especialistas, assim como experiências vividas em projetos ou situações passadas. O conceito de banco de ideias tem como objetivo, reunir em um único local toda a inteligência gerada pelos colaboradores. O banco de ideias é uma das entradas de um sistema de gestão que visa contribuir para o planejamento de ações de melhoria contínua e facilitar o atendimento ao cliente (Ntech). 4- Desenvolvimento de cenários e simulações (Experimentos): Desenvolvimento teórico de um cenário e as situações que possam ocorrer, desenvolve garantias mais relevantes sobre os possíveis resultados obtidos no campo desejado ou atividade realizada, desenvolve novos pontos de vista, com possibilidades de correções prévias e aprimora o conhecimento sobre a abordagem realizada. Na tratativa do método de experimentos Nonaka, Takeuchi (2008) descrevem: O conhecimento explícito pode também ser incorporado através de simulação e experimentos. O pragmatismo de aprender fazendo é um método eficaz para testar, modificar e incorporar o conhecimento explícito como seu próprio conhecimento tácito. 5- Modelos e Protótipos: Nonaka e Takeuchi (2008) descrevem que o desenvolvimento de modelos ou protótipos de produtos detém uma fonte oportuna para a associação de várias formas de conhecimento. 6- Elaboração de Documentos e Manuais: A documentação dos processos e elaboração de seus manuais tornam-se substancialmente importantes para organização e seus componentes, principalmente aos novos colaboradores que chegam a empresa. O reforço desse pensamento vem da linha de pensamento de Nonaka e Takeuchi (2008) que abordam: Faculdade de Minas 19 Lendo documentos ou manuais sobre seu trabalho e a organização, e refletindo sobre eles, os trainees podem internalizar o conhecimento explícito redigido nesses documentos para enriquecer sua base de conhecimento tácito. 7- Capacitação e desenvolvimento (Universidades corporativas): Cabe a treinamento específicos e essenciais para o aprimoramento do colaborador. A Universidade Corporativa tende a reduzir custos com treinamentos externos de consultorias especificas. Nonaka, Takeuchi (2008) mostram que, “Os programas de treinamento podem ajudar os trainees a entenderem a si mesmos como parte da organização que os cerca,” 8- Fórum de discussões e Comunidades de Prática: Define-se por uma comunidade que otimiza suas práticas a partir de questionamentos/ dúvidas que são dispostas em uma plataforma afim de que todos tenham acesso e respondam aos questionamentos voluntariamente. Segundo Orr (1990 apud NONAKA, TAKEUCHI, 2008) Os membros trocam ideias e partilham narrativas ou “histórias orais”,construindo dessa forma uma compreensão compartilhada de informações conflitantes e confusas. Assim, a criação do conhecimento inclui não apenas a inovação, mas também o aprendizado que pode dar forma e desenvolver abordagens ao trabalho diário. Em meio aos inúmeros desafios enfrentados pelas empresas, cabe a elas escolher quais são os modelos e métodos que serão essenciais para a resolução de seus problemas. Na gestão do conhecimento também se aplica o mesmo raciocínio: Cada organização possui suas peculiaridades no que tange ao alcance, ao armazenamento e a interpretação de seus dados e informações, por isso, em meio a tantos processos, sua administração optará pelas práticas e ferramentas que melhor se enquadram na situação. Até o presente momento, a GC contempla por diversas ações e todo seu conteúdo é de fácil acesso. Faculdade de Minas 20 Em um trabalho desempenhado por Davenport (1998, apud Batista, 2004, p. 15), as práticas da gestão do conhecimento evidenciadas e que são comumente utilizadas pelas organizações se estruturam em torno das seguintes ações: Quadro 1 - Ações comumente praticadas na Gestão do Conhecimento Fonte: Davenport (1998). Partindo dessas ações, é evidente perceber que, ao longo da pesquisa, verbos como “identificar”, “captar”, “criar”/”sintetizar” e “compartilhar” são comumente utilizados na hora de definir certas práticas – mostrando que do começo ao fim, a gestão do conhecimento é um estudo completo na área da administração e que acaba por atingir diversas outros campos da ciência. Dando início a exemplificação das práticas e ferramentas, Silva (2012) como estudioso da temática, contribuiu com as pesquisas disponibilizando uma série de métodos os categorizando a partir de sua denominação e de suas funções dentro da Gestão do Conhecimento. Dessa forma, é enquadrado: Faculdade de Minas 21 Quadro 2 - Categorias, práticas e funções da Gestão do Conhecimento Faculdade de Minas 22 Fonte: Silva (2012) As organizações cuidam de diversas práticas e ferramentas de GC, algumas até passam a sustentar outras, como é o caso da detalhada avaliação que o Business Intelligence é capaz de realizar sobre o Mapeamento de Processos, sobre o alcance de disseminação das Mídias Sociais, e entre outras práticas. Seguindo o raciocínio de Guimarães et al. (2009, p. 95-96), as categorias das práticas são divididas em quatro áreas: “Tecnologia da Informação”, “Processos, Estrutura e Valores”, “Gestão de Pessoas” e “Compartilhamento do Conhecimento”. Suas definições e ferramentas derivadas podem ser exemplificadas a partir do seguinte quadro: Faculdade de Minas 23 Quadro 3 - Categorias, suas definições e práticas associadas - Gestão do Conhecimento Faculdade de Minas 24 Fonte: Confecção própria a partir das informações de Guimarães et al. (2009, p. 95-96). Contribuindo também com a rol de práticas encontrados na GC, Strauhs et al. (2012, p. 78 - 88) lista e caracteriza outros tipos de ações a partir dos conceitos da Memória organizacional (MO), das lições aprendidas, do portal do compartilhamento, das comunidades de prática, do mapeamento do conhecimento, dos mapas conceituais e a partir da gestão por competências. Em síntese, a memória organizacional tem por finalidade a captura, divulgação e reutilização do fluxo de informações com base na história da instituição, a partir do registro das experiências e conhecimentos gerados pelos colaboradores. Dentro de um ambiente corporativo público é comum se armazenar arquivos antigos que contam por exemplo a história, a cultura e os processos que ali circulavam em outras épocas – todas essas informações servem de base para as principais características atuais da empresa. Quanto as lições aprendidas, é obrigatório manter uma cultura de registro de ações que permitiram alcançar o sucesso e o insucesso de algum objetivo. Dessa forma, cria-se a responsabilidade das empresas externarem aos seus colaboradores as análises dos pontos fortes e fracos dos planos executados e torna-las sempre disponíveis quando requisitadas e atualizadas para contemplar um número maior de interpretações. Na documentação desses resultados, deve-se prezar pelas metodologias de captura relevantes para as diversas áreas do conhecimento Faculdade de Minas 25 organizacional. Para a sua implementação deve-se estar atento aos elementos de “coleta ou compilação”, “verificação”, “armazenagem” e “disseminação”. A informação deve sempre ser estratégica para apoiar as tomadas de decisão, e é dentro desse contexto que o Portal de compartilhamento funciona. Essa prática tem o principal objetivo de facilitar os fluxos de informações e permitir gerir o conhecimento já presente nas organizações. Além disso, auxiliam a união dos sistemas de informação utilizados num único portal. As características essenciais que as difere dos outros portais comuns são, além de comporem fatores de segurança, maior velocidade de processamento e facilidade de localização, seus dados dão maior suporte às decisões organizacionais (DIAS, 2001). Strauhs et al. (2012, p. 82-83) explica as comunidades de prática como sendo um grupo de pessoas que prevalecem o formalismo dos organogramas, distinguindo-se das equipes de trabalho comumente citados. O conhecimento formado pelas comunidades de prática é sustentado por diversos indivíduos de diferentes áreas de uma empresa ou até pela comunicação de pessoas de instituições distintas. O propósito maior dessa prática é envolver os participantes num compartilhamento de experiências individuais. Para ter uma comunidade de prática de sucesso, Terra (2000) enumera princípios básicos para esse tipo de gestão: • Reunir as pessoas certas; • Proporcionar infraestrutura na qual as comunidades possam prosperar; • Mensurar o valor dessas reuniões com métricas não convencionais; • Promover e divulgar resultados práticos advindos das discussões; • Comunicar toda a organização que esse tipo de atividade é bem-vinda e valorizar a participação de todos os membros. Quanto aos seus benefícios, é listado (WENGER; SNYDER, 2001): • Norteiam as estratégias de Gestão do Conhecimento; • Iniciam novos campos de negócios; Faculdade de Minas 26 • Agilidade na solução de problemas; • Promovem o compartilhamento de melhores práticas organizacionais e • Ajudam no recrutamento e na retenção de talentos. O estudo de comunidade de práticas elevou os valores concebidos às reuniões informais entre os colaboradores. Ultimamente, práticas como confraternizações são estimuladas por grande maioria das empresas públicas e privadas pois as mesmas enxergam que a partir das descontrações do ambiente formal é possível gerar conteúdos valiosos para serem aplicados dentro das atividades rotineiras do colaborador envolvido. O mapeamento do conhecimento é visto como nada mais que a demonstração de como as tarefas são executadas, ou seja, a prática se refere ao processo de coletivização das atividades individuais (DAVENPORT; PRUSAK, 1998). Em muitos casos, o conhecimento se apresenta de forma fragmentada, não documentada ou é de difícil acesso, a ferramenta em questão visa solucionar esses problemas indicando justamente a localização dessas informações. Portanto, é possível concluir que, a partir da orientação proposta pela prática, o mapeamento é indicado como um principal orientador de estratégias organizacionais. Os mapas conceituais são, de maneira sintética, a transformação das informações em conhecimento. A técnica envolve etapas de seleção, análise, elaboração e aprendizado a partir do “processo” – construção da representação, explicitação do conhecimento por meio da externalização e socialização, e do “produto” – representadopelo conhecimento si derivado da codificação feita no mapa (COSTA; KRUCKEN, 2004). Concluindo as práticas vislumbradas por Strauhs (2012, p. 87), a gestão por competências irá proporcionar o desenvolvimento técnico e comportamental dos colaboradores para que os mesmos desempenhem suas funções com a máxima eficiência. Esse tipo de gestão deriva-se do avanço tecnológico o qual fez com que os indivíduos das organizações tomassem a responsabilidade de se inovarem e se adaptarem aos novos costumes e culturas trazidos também por essa evolução. Faculdade de Minas 27 É de grande interesse destacar que o indivíduo em seu trabalho deve ser avaliado não só pela seus conhecimentos, habilidades e atitudes, mas também pela capacidade de sua capacidade de se entregar a empresa, ou seja, o quanto que ela está disposta a participar da cultura organizacional e interagir com os costumes da organização. Qualquer uma das práticas de Gestão do Conhecimento requer, antes de tudo, soluções híbridas envolvendo pessoas e tecnologia. As pessoas são a fonte fundamental de criação de conhecimento e a tecnologia é a ferramenta ideal para viabilizar maior compartilhamento (STRAUHS, 2012, p. 113). A partir da infinidade de métodos e ferramentas da Gestão do Conhecimento trazidos até então pela pesquisa, é válido destacar que a Instituição pesquisada possui o porte pessoal e tecnológico necessários para adoção de grande maioria desses mecanismos. A seguir, é trazido os procedimentos metodológicos os quais irão dar base a pesquisa com o intuito principal de responder o questionamento feito na contextualização do problema e alcançar, enfim, os objetivos traçados. Faculdade de Minas 28 REFERÊNCIAS BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. Administração estratégica e vantagem competitiva. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. BASTOS, Carlos Alberto Malcher; BRUNO, Ana Cristina Martins; REZENDE, Luiziana Silveira de. Gestão da informação e do conhecimento: proposição de um modelo integrador a partir da identificação e gestão dos bens de informação. In: CIANCONI, Regina de Barros; CORDEIRO, Rosa Inês Novais; ALMEIDA, Carlos Henrique Marcondes de (org.). Gestão do conhecimento, da informação e de documentos em contextos informacionais. Niterói: PPGCI/UFF, 2013. p. 27-46. BATISTA, Fábio Ferreira. 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