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Gemelaridade Prof Yherar L Serrano-Guerin, MD 1 Epidemiologia Reconhecer prevalência, fatores de risco e tendências temporais da gestação gemelar 2 Diagnóstico Diagnosticar e determinar corionicidade e amnionicidade por ultrassonografia 3 Complicações Distinguir complicações gerais, monocoriônicas específicas (TTTS, TAPS, sFGR, TRAP) e maternas 4 Manejo Conhecer vigilância pré-natal, manejo das complicações, via, momento do parto e desfechos perinatais ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano @dryherarserrano PRE-MÓRULA / MÓRULA DI/DI @dryherarserrano FASE Mórula Pós Mórula Pós Implantação @dryherarserrano Zigosidade e Placentação Dizigóticos (DZ) • Fertilização de dois ovócitos distintos • Sempre dicoriônico/diamniótico (DC/DA), com duas placentas • 80–90% das placentas dicoriônicas são DZ Monozigóticos (MZ) — Tempo de Divisão • 0–3 dias: DC/DA (divisão pré-mórula) • 4–8 dias: MC/DA (pós-mórula, pré-blastocisto) • 9–12 dias: MC/MA (pós-implantação) • ≥13 dias: Gêmeos unidos (divisão incompleta) Casos Especiais • Gêmeos MZ podem ter placentas separadas (10-20%) • Raridade: gêmeos DZ monocoriônicos (TRA) • Sesquizigóticos e quimeras: casos excepcionais • Placentação NÃO define zigosidade com certeza absoluta McNamara HC et al. Am J Obstet Gynecol 2016;214:172; Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano •1 óvulo + 2 espermatozoides. Gerando um blastômero quimérico que depois sofre divisão gemelar. Compartilham 100% DNA materno (apenas ~78% do paterno) Maioria aborto Sesquizigóticos Quimeras • 2 embriões distintos se fundem em um único indivíduo, que passa a ter duas linhagens celulares geneticamente diferentes (ex.: gêmeos DZ monocoriônicos com quimerismo sanguíneo). 2 TS no mesmo indivíduo Compatível com vida @dryherarserrano Gabbett et al NEJM vol. 380,9 (2019): 842-849. doi:10.1056/NEJMoa1701313 Sesquizigótico 10 casos publicados Maioria inviável = aborto espontâneo precoce (Triploidia geral// não é compatível com a vida). Frequente// anomalias de diferenciação sexual (ambiguidade genital). G1 – masc G2 – femenino @dryherarserrano TTTS — Twin-Twin Transfusion Syndrome → Síndrome da Transfusão Feto-Fetal. Complicação monocoriônica em que há fluxo sanguíneo desbalanceado nas anastomoses da placenta compartilhada, causando oligoidrâmnio em um saco e polidrâmnio no outro. TAPS — Twin Anemia-Polycythemia Sequence → Sequência Anemia- Policitemia. Variante da TTTS em que um gêmeo fica anêmico e o outro policitêmico, sem discordância de volume de líquido amniótico (diagnóstico pela MCA-PSV). sFGR — selective Fetal Growth Restriction → Restrição de Crescimento Fetal Seletiva. Quando um dos gêmeos tem peso estimado abaixo do percentil 10 ou discordância de peso >25% em relação ao co-gêmeo, comum em gestações monocoriônicas. TRAP — Twin Reversed Arterial Perfusion → Sequência de Perfusão Arterial Reversa. Complicação rara em que um gêmeo vivo perfunde um gêmeo acárdico (sem coração) através de canais vasculares patentes. LA ANEMIA PESO CORAÇÃO @dryherarserrano Introdução — Por Que a Gestação Gemelar é Relevante? Risco ↑ para quase todas as complicações da gestação única • Exceções: pós-termo e macrossomia • Principal risco: parto pré-termo → principal causa de mortalidade perinatal e morbidade neonatal • RISCO RCF e anomalias congênitas Riscos exclusivos das monocoriônicas • Anastomoses vasculares intravasculares placentárias → TTTS, TAPS, sFGR, TRAP • Partilha placentária desigual • Monoamnióticas → risco de entrelaçamento de cordão umbilical Referências: ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano Epidemiologia — Prevalência 3,1% Nascidos Vivos (EUA) São de gestação gemelar, representando ~97,5% de todos os partos múltiplos 70%(2/3) Dizigóticos (DZ) ↑ reprodução assistida e idade materna; DZ varia muito por população 30%(1/3) Monozigóticos (MZ) Prevalência estável: 3–5/1.000 nascimentos; não afetada por fatores maternos (exceto FIV) = 2-3x maior A prevalência de gêmeos dizigóticos varia amplamente entre populações: 1,3/1.000 no Japão, 8/1.000 nos EUA/Europa e até 50/1.000 na Nigéria, evidenciando forte componente genético e ambiental. Osterman MJK et al. Natl Vital Stat Rep 2023;72:1; Cameron AH et al. 1983; ACOG PB 231 (2021) @dryherarserrano Epidemiologia — Fatores de Risco Tratamentos de Fertilidade (TRA) • Mais de 1/3 dos gêmeos nos EUA são atribuídos a intervenções iatrogênicas • FIV: ≥95% dos gêmeos são DZ (vs 70% na concepção natural) • FIV também ↑ clivagem embrionária → mais MZ • Único fator de risco conhecido para gemelaridade monozigótica Idade Materna • Frequência de DZ natural ↑ 2–3× entre 15 e 35 anos • Pico de DZ espontâneo: 35–39 anos (maior secreção de FSH) • Idade ≥35 anos com mesma corionicidade não parece piorar o desfecho perinatal Adashi EY. Am J Obstet Gynecol 2016;214:311; McLennan AS et al. Am J Obstet Gynecol 2017;217:80.e1; ACOG PB 231 (2021) @dryherarserrano Epidemiologia: ↑ 400% décadas de 1980–90 (pico de 193,5/100.000 nascimentos em 1998), TRA e idade materna. Declínio 52%, para 93,0/100.000 em 2018 (normas FIV) Mortalidade infantil: 52,5/1.000 NV vs. 5,4 GU Paralisia cerebral: 28/1.000 NV vs. 1,6 GU •Pré-eclâmpsia: 20,0% vs. 6,5% GU e 12,7% GEM Trigemelaridade Risco 2x Anemia Hemorragia HAS + pre-eclâmpsia Doença hepática Risco 3x Disfunção órgãos - D renal - D hepatica - D cardiovascular - D respiratoria - D Neurológica - CIVD - Histerectomia Risco 4x Mortalidade materna Aumento de riscos: gemelares TAXA CESARIANA: 2X MAIOR @dryherarserrano @dryherarserrano Pré-eclâmpsia: 6,5% G. únicas 12,7% G. gemelares 20,0% G. triplas Epidemiologia — Fatores de Risco Raça e Área Geográfica Mais comum na população negra; variação marcante entre países e continentes Paridade e História Familiar Paridade crescente aumenta risco; componente genético materno (SNPs associados a FSH) Peso e Altura Maternos IMC ≥30 e altura ≥164 cm aumentam risco; IMCe amnionicidade no 1º trimester: FUNDAMENTAL Por Que é Crítico? • Monocoriônicos: circulação fetoplacentária compartilhada → TTTS, TAPS, sFGR, TRAP • Monoamnióticos: entrelaçamento de cordão e gêmeos unidos • MC/MA: maior morbidade neurológica e mortalidade perinatal • Corionicidade determina o momento do parto Acurácia USG por Trimestre • 1º trimestre (≥7 semanas): sensibilidade ≥98% — melhor momento • 2º trimestre precoce: acurácia ≥90% • 3º trimestre: menos acurado, sobretudo com oligoidrâmnio Sebire NJ et al. Br J Obstet Gynaecol 1997;104:1203-1209; Hack KE et al. BJOG 2008;115:58; Emery SP et al. Obstet Gynecol 2015;125:1236; Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano Técnica Ultrassonográfica — Sinais de Corionicidade Determinação da corionicidade: sinais ultrassonográficos específicos avaliados preferencialmente no 1º trimestre: Referências: Dias T et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2011;38:530; Maruotti GM et al. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2016;202:66; Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano @dryherarserrano Multifetal Gestations: Twin, Triplet, and Higher-Order Multifetal Pregnancies: ACOG Practice Bulletin, Number 231 (2021). Obstetrics & Gynecology, 137(6), e145-e162. https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000004397 sinal do pico gemelar (twin peak/lambda) @dryherarserrano Corionicidade — Armadilhas do Diagnóstico Janela entre 7–9 Semanas Âmnio difícil de visualizar; usar VESÍCULA vitelínica como guia: 2 vesículas = diamniótico; 1 vesícula = monoamniótico. Adiar diagnóstico definitivo de MA até ≥10 semanas Placenta Bipartida Monocoriônica Placenta MC bipartida pode parecer duas placentas distintas — anastomoses estão presentes → risco real de TTTS. Massa placentária única não é diagnóstica de MC Membrana Ausente Membrana intergêmeos ausente + cordões entrelaçados + dois ritmos cardíacos ao M-mode →monoamniótico (diagnóstico de exclusão) Sexo Discordante Raramente MZ podem ter sexo fenotípico discordante (perda pós-zigótica do cromossomo Y, quimerismo, DSD) — sexos diferentes NÃO descartam MZ em 100% dos casos Lu J et al. Am J Obstet Gynecol 2018;219:242; Bora SA et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2008;32:618; Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano @dryherarserrano Zigosidade de Gêmeos do Mesmo Sexo e cfDNA Monocoriônicos Virtualmente sempre idênticos (MZ) — raras exceções com TRA DC Mesmo Sexo Idênticos em apenas ~18% dos casos na concepção natural (1:5) Corionicidade Desconhecida 37% dos gêmeos do mesmo sexo são idênticos (Registro de Birmingham) cfDNA baseado em SNP Determina zigosidade com 100% de acurácia em estudos; FIV: taxa de MZ de 2,3% vs 0,4% natural Norwitz ER et al. J Clin Med 2019;8; Blickstein I et al. N Engl J Med 2003;348:2366; Derom R et al. Twin Res 2001;4:134 @dryherarserrano @dryherarserrano Senat, M-V et al. The official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecologyvol. 28,5 (2006): 665-9. doi:10.1002/uog.2835 PACIENTE SEM ECO 1º TRIMESTRE: MEDIDA ESPESSURA MEMBRANA DCs = 2,4 mm MCs = 1,4 mm OPINIÃO DE 2º ESPECIALISTA SN @dryherarserrano Pré-natal — Particularidades Nutrição e Suplementação Maior ganho de peso gestacional recomendado; atenção à suplementação de ferro, ácido fólico e outros micronutrientes Profilaxia de Pré-eclâmpsia AAS de rotina: DHEG/pré-eclâmpsia ocorre em 13% das gemelares vs 5– 6% nas únicas Rastreio de Aneuploidias cfDNA e translucência nucal adaptados à gestação gemelar; maior complexidade interpretativa Vigilância Ultrassonográfica Mais frequente e dirigida: crescimento, corionicidade, colo uterino — progesterona vaginal e cerclagem com resultados mistos em gemelares ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); Francisco C et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2017;50:88; Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano Sinal Achado Interpretação Duas placentas separadas Massas placentárias distintas Dicoriônico (placentas podem parecer fundidas após) Sinal Lambda (λ) / "twin peak" Projeção triangular de tecido coriônico entre as camadas da membrana Dicoriônico — sensibilidade 99%, especificidade 95% (melhor 10–14 sem) Sinal "T" Membrana fina (2 amniões) inserida a 90° na placenta Monocoriônico/diamniótico Espessura da membrana Espessa (4 camadas) vs fina (2 camadas); limiar 1,5–2 mm no 1º trim. Espessa = DC; Fina = MC Sexos diferentes Fetos com sexos discordantes Dicoriônico — confirmação confiável Dias T et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2011;38:530; Maruotti GM et al. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2016;202:66; Khalil A et al. ISUOG 2016. @dryherarserrano ULTRASSONOGRAFIA @dryherarserrano Complicações Fetais — Complicações com Risco Aumentado • Restrição de crescimento fetal — mais frequente que em gestação única • Anomalias congênitas — maior taxa, especialmente em MZ • Parto pré-termo — principal complicação, maior causa de mortalidade perinatal Vanishing Twin • Redução espontânea precoce: 7–36% das gestações de FIV • DC: em geral sem efeito adverso no sobrevivente quando ocorre no 1º trimestre • MC: pode ter consequências graves para o co-gêmeo se tardio • Pode resultar em feto papiráceo quando reabsorção é incompleta Taxas menores de pós-termo e macrossomia em relação a gestações únicas são as únicas "vantagens" epidemiológicas das gestações gemelares. Chauhan SP et al. Am J Obstet Gynecol 2010;203:305; Romanski PA et al. Obstet Gynecol 2018;131:1011; Benson CB et al. Radiology 1994;192:765 @dryherarserrano Complicações Fetais: RCF TAXA RCF SEMELHANTE – GESTAÇÃO ÚNICA NÃO USAR P/ RASTREAMENTO @dryherarserrano Complicações Fetais: RCF seletiva @dryherarserrano Conceito: Abaixo percentil 10 + discordância 20-25% Dados: 18% = ↑ óbito perinatal e morbidade composta DCs: incidência 8% MCs: incidência 20% (P FMa – P Fme) x 100 / P FMa Complicações Fetais: RCF seletiva – Dicoriônicos DIFERENÇAS: Constituição genética Características placenta Conduta: similar G única Ponto de corte: 26 semanas (viabilidade) 26 semanas = Restrito 90% Complicações Fetais: RCF seletiva – Monocoriônicos DIFERENÇAS: Constituição genética Características placenta Divisão desigual placenta Evolução Depende combinação: Efeitos da insuficiência placentária + Padrão anatomoses plaentárias NÃO EXPLICA RCF seletiva – Monocoriônicos Gratacós, E et al. Ultrasound in obstetrics & gynecology : the official journal of the International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology vol. 30,1 (2007): 28-34. doi:10.1002/uog.4046 35 sem 30 sem 32 sem 3-4% 30-50 % 15 % Óbito fetal IG nascimento Dano neurológico 0% 14% 20-38 % Complicações Monocoriônicas — TTTS Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (TTTS) • Fluxo sanguíneo desbalanceado nas anastomoses vasculares da placenta compartilhada • Doador: oligoidrâmnio/anidrâmnio + bexiga pequena ou ausente • Receptor: polidrâmnio + sobrecarga cardiovascular • Diagnóstico e estadiamento por USG: Classificação de Quintero (I–V) Preditores e Diagnóstico • Preditores precoces (1º trimestre): TN >p95 e discordância de CRL ≥10% • Critério diagnóstico: coluna máxima de LA 8 cm (receptor) em MC/DA • Tratamento em centro especializado: fotocoagulação a laser das anastomoses Mackie FL et al. Am J Obstet Gynecol 2018;219:436; I SUOG Practice Guidelines atualização 2025;65(2):253-276; Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano Complicações Monocoriônicas — TTTS Quintero, R., Morales, W., Allen, M. et al. Staging of Twin-Twin Transfusion Syndrome. J Perinatol 19, 550–555 (1999). https://doi.org/10.1038/sj.jp.7200292 @dryherarserrano Complicações Monocoriônicas — TAPS Definição Sequência Anemia-Policitemia em Gêmeos (TAPS): variante da TTTS com anemia em um gêmeo e policitemia no outro, sem discordância de volume de líquido amniótico Mecanismo Anastomoses arteriovenosas muito pequenas com fluxolento e unidirecional — transferência lenta e gradual de sangue entre os gêmeos Diagnóstico Pré-natal Pico de velocidade sistólica da ACM (MCA-PSV): >1,5 MoM no gêmeo anêmico e 25% • Discordância (%) = (peso maior − peso menor) / peso maior × 100 • 3 tipos segundo padrão do Doppler da artéria umbilical do gêmeo menor • Causas: partilha placentária desigual, inserções anômalas de cordão, desequilíbrio de fluxo nas anastomoses TRAP — Sequência de Perfusão Arterial Reversa • Gêmeo acárdico: malformação grave, sem coração funcional • Perfundido pelo gêmeo vivo (bomba) por canais vasculares patentes em fluxo arterial reverso • Complicação rara, porém de alto risco para o gêmeo “bomba” • Tratamento: oclusão do cordão do acárdico (laser, radiofrequência) [RECOMENDAR FIGURA REAL: esquema dos 3 tipos de sFGR e/ou USG de TRAP com Doppler] ISUOG Practice Guidelines atualização 2025;65(2):253-276; Khalil A et al. ISUOG 2016; Lee YM et al. Obstet Gynecol 2008;111:301 @dryherarserrano Gemelar Monoamniótica — Complicações Específicas Entrelaçamento de Cordão Umbilical • Complicação comum em MA — ausência de membrana separadora • Pode levar a óbito fetal por compressão vascular aguda • Diagnóstico: cordões entrelaçados ao USG com Doppler colorido • [RECOMENDAR FIGURA REAL: USG com Doppler de entrelaçamento de cordão] Gêmeos Unidos (Siameses) • Divisão incompleta após 13 dias → união de estruturas contíguas (ex.: thoracopagus) • Achados: pele contígua, órgãos compartilhados, escoliose fetal, >3 vasos no cordão • Investigação: USG morfológica detalhada + ecocardiografia fetal + RM • Parto sempre por cesárea; aconselhamento sobre prognóstico e decisões éticas Khalil A et al. ISUOG 2016; Winkler N et al. Ultrasound Q 2008;24:249; Brizot ML et al. Prenat Diagn 2011;31:1120 @dryherarserrano Complicações Maternas Referências: Sibai BM et al. Obstet Gynecol 2000;182:938; Kametas NA et al. Obstet Gynecol 2003;102:806; Santana DS et al. Obstet Gynecol 2016;127:631; ACOG PB 231 (2021) @dryherarserrano COMPLICAÇÕES DC MC Aborto (11-13 sem) 2% 10% Óbito peri-natal 1,5% 3% PPT (30 mm = NÃO Universal = NÃO Indicação: Se história IIC Colo = 36 semanas MC/DA Vigilância: 2/2 semanas: crescimento, líquido, Doppler, MCA-PSV (TAPS), colo; encaminhar a centro de referência para TTTS/sFGR **** Semanal: >= 32 Semanas (PBF / CTG) MC/MA Vigilância intensiva; frequentemente internação eletiva; corticoterapia antenatal; parto programado precoce. EQ. MATERNO FETAL Tratamento TTTS: laser (fotocoagulação das anastomoses) em centros especializados; sFGR conforme tipo e Doppler Emery SP et al. Obstet Gynecol 2015;125:1236 (NAFTNet); ISUOG atualização 2025;65(2):253-276; ACOG Practice Bulletin 231 (2021) RASTREAMENTO ROTINA: CROMOSSOMOPATIAS @dryherarserrano ÓBITO DE UM GÊMEO? @dryherarserrano MOMENTO DO ÓBITO – 1 GÊMEO CORIONICIDADE @dryherarserrano 1o trimestre • Redução espontânea (1 ou + fetos) = vanishing twin • 36% gemelares • 53% trigemelares • ↑ risco AB em 1-3 Semanas MCs • Sem sequela neurológica 2o trimestre • ↑ risco PPT (espontâneo/iatrogênico) • MCs = 68% • DCs = 57% CONSEQUÊNCIAS Malinowski, Witold et al. The official journal of the International Society for Twin Studies vol. 8,3 (2005): 262-6. doi:10.1375/1832427054253077 Ong, S S C et al. BJOG 113,9 (2006): 992-8. doi:10.1111/j.1471-0528.2006.01027.x @dryherarserrano Malinowski, Witold et al. The official journal of the International Society for Twin Studies vol. 8,3 (2005): 262-6. doi:10.1375/1832427054253077 1º TRIMESTRE @dryherarserrano Ong, S S C et al. BJOG113,9 (2006): 992-8. doi:10.1111/j.1471-0528.2006.01027.x @dryherarserrano CORIONICIDADE MONOCORIÔNICO • ANASTOMOSE VASCULARES: • ÓBITO 2o = hypovolemia / isquemia • Dano neurologico • Start: 30 minutos USG: PVS-ACM (ANEMIA) SEGUIMENTO: 2/2 SEMANAS CORTICÓIDE INTERRUPÇÃO: 34-36 SEMANAS AUMENTO MORTALIDADE PERINATAL CONTROLE: COAGULOGRAMA @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano @dryherarserrano Trabalho de Parto e Via de Parto Decisão Baseada em Corionicidade e Apresentação • Parto em ambiente com capacidade de cesárea imediata • Equipe pediátrica disponível para reanimação individual de cada RN • Twin Birth Study (n=1.398): cesárea planejada vs vaginal planejada → resultados maternos e neonatais semelhantes (1º gêmeo cefálico) Resultados do Twin Birth Study • 2º gêmeo: maior morbidade neonatal composta (4,6%) vs 1º gêmeo (3,0%) — OR 0,53 • Parto combinado (vaginal + cesárea do 2º): 19,8% dos casos • Via puramente vaginal: 9,5%; puramente cesárea: 9,8% • MC/MA: indicação de cesárea eletiva; gêmeos unidos: cesárea obrigatória Barrett JFR et al. Twin Birth Study, N Engl J Med 2013;369:1295-1305; Rossi AC et al. BJOG 2011;118:523-532; ACOG Practice Bulletin 231 (2021) @dryherarserrano Desfechos Perinatais e Maternos Desfechos Neonatais 21/1K Mortalidade Infantil Gêmeos vs 5/1.000 em únicos (CDC WONDER) 6,2% Morbidade Materna Grave Gêmeos vs 1,3% em únicos; OR 4,2 Momento do Parto Recomendado (FEBRASGO/HULW-UFPB) • DC/DA: 38–39 semanas • MC/DA: 36–37 semanas • MC/MA: 32–34 semanas A via de parto não é o principal fator da morbidade materna grave — cesárea responde por ~20,6% da atribuição. Litwinska E et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2020;55:32; CDC WONDER; Madar H et al. Obstet Gynecol 2019; Korb D et al. Obstet Gynecol 2018;132:647; FEBRASGO/Protocolo HULW-UFPB @dryherarserrano Risco de trissomias: MC ou DC? @dryherarserrano Gemelaridade Conclusão / LEMBRAR!!!!!! Diagnóstico e Corionicidade Precoces USG precoce + determinação de corionicidade/amnionicidade no 1º trimestre é o alicerce do manejo Corionicidade Define o Risco Determina vigilância, complicações esperadas e momento do parto — monocoriônicas exigem acompanhamento especializado Centro de Referência Desfechos melhoram com acompanhamento especializado; TTTS e sFGR requerem tratamento em serviço com laser e UTI neonatal Parto Planejado Pré-termo é o principal risco — planejar término conforme corionicidade: DC 38–39 sem; MC/DA 36–37 sem; MC/MA 32–34 sem ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); ISUOG atualização 2025;65(2):253-276; Khalil A et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263; FEBRASGO/Protocolo HULW-UFPB @dryherarserrano