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Gemelaridade
Prof Yherar L Serrano-Guerin, MD
1
Epidemiologia
Reconhecer prevalência, fatores de risco e tendências 
temporais da gestação gemelar
2
Diagnóstico
Diagnosticar e determinar corionicidade e amnionicidade por 
ultrassonografia
3
Complicações
Distinguir complicações gerais, monocoriônicas específicas 
(TTTS, TAPS, sFGR, TRAP) e maternas
4
Manejo
Conhecer vigilância pré-natal, manejo das complicações, via, 
momento do parto e desfechos perinatais
ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); 
Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano
@dryherarserrano
PRE-MÓRULA / MÓRULA
DI/DI
@dryherarserrano
FASE
Mórula
Pós Mórula
Pós Implantação
@dryherarserrano
Zigosidade e Placentação
Dizigóticos (DZ)
• Fertilização de dois ovócitos distintos
• Sempre dicoriônico/diamniótico (DC/DA), com duas 
placentas
• 80–90% das placentas dicoriônicas são DZ
Monozigóticos (MZ) — Tempo de Divisão
• 0–3 dias: DC/DA (divisão pré-mórula) 
• 4–8 dias: MC/DA (pós-mórula, pré-blastocisto)
• 9–12 dias: MC/MA (pós-implantação)
• ≥13 dias: Gêmeos unidos (divisão incompleta)
Casos Especiais
• Gêmeos MZ podem ter placentas separadas (10-20%)
• Raridade: gêmeos DZ monocoriônicos (TRA)
• Sesquizigóticos e quimeras: casos excepcionais
• Placentação NÃO define zigosidade com certeza 
absoluta
McNamara HC et al. Am J Obstet Gynecol 2016;214:172; 
Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano
•1 óvulo + 2 espermatozoides.
Gerando um blastômero quimérico 
que depois sofre divisão gemelar. 
Compartilham 100% DNA materno
(apenas ~78% do paterno)
Maioria aborto
Sesquizigóticos Quimeras
• 2 embriões distintos se fundem em um 
único indivíduo, que passa a ter duas 
linhagens celulares geneticamente diferentes 
(ex.: gêmeos DZ monocoriônicos com 
quimerismo sanguíneo).
2 TS no mesmo indivíduo
Compatível com vida
@dryherarserrano
Gabbett et al NEJM vol. 380,9 (2019): 
842-849. doi:10.1056/NEJMoa1701313
Sesquizigótico 
10 casos publicados
Maioria inviável = aborto espontâneo precoce
(Triploidia geral// não é compatível com a vida). 
Frequente// anomalias de diferenciação 
sexual (ambiguidade genital).
G1 – masc
G2 – femenino
@dryherarserrano
TTTS — Twin-Twin Transfusion Syndrome → Síndrome da Transfusão 
Feto-Fetal. Complicação monocoriônica em que há fluxo sanguíneo 
desbalanceado nas anastomoses da placenta compartilhada, causando 
oligoidrâmnio em um saco e polidrâmnio no outro.
TAPS — Twin Anemia-Polycythemia Sequence → Sequência Anemia-
Policitemia. Variante da TTTS em que um gêmeo fica anêmico e o outro 
policitêmico, sem discordância de volume de líquido amniótico 
(diagnóstico pela MCA-PSV).
sFGR — selective Fetal Growth Restriction → Restrição de Crescimento 
Fetal Seletiva. Quando um dos gêmeos tem peso estimado abaixo do 
percentil 10 ou discordância de peso >25% em relação ao co-gêmeo, 
comum em gestações monocoriônicas.
TRAP — Twin Reversed Arterial Perfusion → Sequência de Perfusão 
Arterial Reversa. Complicação rara em que um gêmeo vivo perfunde 
um gêmeo acárdico (sem coração) através de canais vasculares 
patentes.
LA 
ANEMIA
PESO
CORAÇÃO
@dryherarserrano
Introdução — Por Que a 
Gestação Gemelar é Relevante?
Risco ↑ para quase todas as 
complicações da gestação 
única
• Exceções: pós-termo e 
macrossomia
• Principal risco: parto pré-termo
→ principal causa de 
mortalidade perinatal e 
morbidade neonatal
• RISCO RCF e anomalias 
congênitas
Riscos exclusivos das 
monocoriônicas
• Anastomoses vasculares 
intravasculares placentárias →
TTTS, TAPS, sFGR, TRAP
• Partilha placentária desigual
• Monoamnióticas → risco de 
entrelaçamento de cordão 
umbilical
Referências: ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); 
Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano
Epidemiologia — Prevalência
3,1%
Nascidos Vivos (EUA)
São de gestação gemelar, 
representando ~97,5% de todos os 
partos múltiplos
70%(2/3)
Dizigóticos (DZ)
↑ reprodução assistida e idade materna; 
DZ varia muito por população
30%(1/3)
Monozigóticos (MZ)
Prevalência estável: 3–5/1.000 
nascimentos; não afetada por fatores 
maternos (exceto FIV) = 2-3x maior
A prevalência de gêmeos dizigóticos varia amplamente entre populações: 1,3/1.000 no Japão, 8/1.000 nos EUA/Europa e 
até 50/1.000 na Nigéria, evidenciando forte componente genético e ambiental.
Osterman MJK et al. Natl Vital Stat Rep 2023;72:1; Cameron AH et al. 1983; ACOG PB 231 (2021) @dryherarserrano
Epidemiologia — Fatores de Risco
Tratamentos de Fertilidade (TRA)
• Mais de 1/3 dos gêmeos nos EUA são atribuídos a
intervenções iatrogênicas
• FIV: ≥95% dos gêmeos são DZ (vs 70% na concepção 
natural)
• FIV também ↑ clivagem embrionária → mais MZ
• Único fator de risco conhecido para gemelaridade 
monozigótica
Idade Materna
• Frequência de DZ natural ↑ 2–3× entre 15 e 35 anos
• Pico de DZ espontâneo: 35–39 anos (maior secreção de 
FSH)
• Idade ≥35 anos com mesma corionicidade não parece 
piorar o desfecho perinatal
Adashi EY. Am J Obstet Gynecol 2016;214:311; McLennan AS et al. Am J Obstet Gynecol 2017;217:80.e1; ACOG PB 231 (2021) @dryherarserrano
Epidemiologia:
 ↑ 400% décadas de 1980–90 (pico de 193,5/100.000 
nascimentos em 1998), TRA e idade materna. 
Declínio 52%, para 93,0/100.000 em 2018 (normas FIV)
Mortalidade infantil: 52,5/1.000 NV vs. 5,4 GU
Paralisia cerebral: 28/1.000 NV vs. 1,6 GU
•Pré-eclâmpsia: 20,0% vs. 6,5% GU e 12,7% GEM
Trigemelaridade
Risco 2x 
Anemia
Hemorragia
HAS + pre-eclâmpsia
Doença hepática
Risco 3x
Disfunção órgãos
- D renal
- D hepatica
- D cardiovascular
- D respiratoria
- D Neurológica
- CIVD
- Histerectomia
Risco 4x
Mortalidade materna
Aumento de riscos: gemelares
TAXA CESARIANA: 2X MAIOR
@dryherarserrano
@dryherarserrano
Pré-eclâmpsia: 
6,5% G. únicas
12,7% G. gemelares
20,0% G. triplas 
Epidemiologia — Fatores de Risco
Raça e Área Geográfica
Mais comum na população negra; variação marcante entre 
países e continentes
Paridade e História Familiar
Paridade crescente aumenta risco; componente genético 
materno (SNPs associados a FSH)
Peso e Altura Maternos
IMC ≥30 e altura ≥164 cm aumentam risco; IMCe amnionicidade no 1º trimester: FUNDAMENTAL
Por Que é Crítico?
• Monocoriônicos: circulação fetoplacentária compartilhada →
TTTS, TAPS, sFGR, TRAP
• Monoamnióticos: entrelaçamento de cordão e gêmeos 
unidos
• MC/MA: maior morbidade neurológica e mortalidade 
perinatal
• Corionicidade determina o momento do parto
Acurácia USG por Trimestre
• 1º trimestre (≥7 semanas): sensibilidade ≥98% — melhor momento
• 2º trimestre precoce: acurácia ≥90%
• 3º trimestre: menos acurado, sobretudo com oligoidrâmnio
Sebire NJ et al. Br J Obstet Gynaecol 1997;104:1203-1209; 
Hack KE et al. BJOG 2008;115:58; 
Emery SP et al. Obstet Gynecol 2015;125:1236; 
Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano
Técnica Ultrassonográfica —
Sinais de Corionicidade
Determinação da corionicidade: sinais ultrassonográficos específicos
avaliados preferencialmente no 1º trimestre:
Referências: Dias T et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2011;38:530; 
Maruotti GM et al. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2016;202:66; 
Khalil A et al. ISUOG, Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263 @dryherarserrano
@dryherarserrano
Multifetal Gestations: Twin, Triplet, and Higher-Order 
Multifetal Pregnancies: ACOG Practice Bulletin, Number 
231 (2021). Obstetrics & Gynecology, 137(6), e145-e162. 
https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000004397
sinal do pico gemelar (twin peak/lambda)
@dryherarserrano
Corionicidade — Armadilhas do Diagnóstico
Janela entre 7–9 Semanas
Âmnio difícil de visualizar; usar VESÍCULA vitelínica
como guia: 2 vesículas = diamniótico; 1 vesícula = 
monoamniótico. Adiar diagnóstico definitivo de MA até 
≥10 semanas
Placenta Bipartida Monocoriônica
Placenta MC bipartida pode parecer duas placentas 
distintas — anastomoses estão presentes → risco real 
de TTTS. Massa placentária única não é diagnóstica de 
MC
Membrana Ausente
Membrana intergêmeos ausente + cordões entrelaçados 
+ dois ritmos cardíacos ao M-mode →monoamniótico 
(diagnóstico de exclusão)
Sexo Discordante
Raramente MZ podem ter sexo fenotípico discordante 
(perda pós-zigótica do cromossomo Y, quimerismo, 
DSD) — sexos diferentes NÃO descartam MZ em 100% 
dos casos
Lu J et al. Am J Obstet Gynecol 2018;219:242; 
Bora SA et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2008;32:618; 
Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano
@dryherarserrano
Zigosidade de Gêmeos do Mesmo Sexo e cfDNA
Monocoriônicos
Virtualmente sempre idênticos (MZ) — raras exceções 
com TRA
DC Mesmo Sexo
Idênticos em apenas ~18% dos casos na concepção
natural (1:5)
Corionicidade Desconhecida
37% dos gêmeos do mesmo sexo são idênticos 
(Registro de Birmingham)
cfDNA baseado em SNP
Determina zigosidade com 100% de acurácia em 
estudos; FIV: taxa de MZ de 2,3% vs 0,4% natural
Norwitz ER et al. J Clin Med 2019;8; 
Blickstein I et al. N Engl J Med 2003;348:2366; 
Derom R et al. Twin Res 2001;4:134 @dryherarserrano
@dryherarserrano
Senat, M-V et al. The official journal of the International Society of Ultrasound 
in Obstetrics and Gynecologyvol. 28,5 (2006): 665-9. doi:10.1002/uog.2835
PACIENTE SEM ECO 1º TRIMESTRE:
MEDIDA ESPESSURA MEMBRANA
DCs = 2,4 mm
MCs = 1,4 mm
OPINIÃO DE 2º ESPECIALISTA SN
@dryherarserrano
Pré-natal — Particularidades
Nutrição e Suplementação
Maior ganho de peso gestacional recomendado; atenção à suplementação 
de ferro, ácido fólico e outros micronutrientes
Profilaxia de Pré-eclâmpsia
AAS de rotina: DHEG/pré-eclâmpsia ocorre em 13% das gemelares vs 5–
6% nas únicas
Rastreio de Aneuploidias
cfDNA e translucência nucal adaptados à gestação gemelar; maior 
complexidade interpretativa
Vigilância Ultrassonográfica
Mais frequente e dirigida: crescimento, corionicidade, colo uterino —
progesterona vaginal e cerclagem com resultados mistos em gemelares
ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); 
Francisco C et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2017;50:88; 
Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano
Sinal Achado Interpretação
Duas placentas separadas Massas placentárias distintas Dicoriônico (placentas podem parecer
fundidas após)
Sinal Lambda (λ) / "twin 
peak"
Projeção triangular de tecido coriônico entre 
as camadas da membrana
Dicoriônico — sensibilidade 99%, 
especificidade 95% (melhor 10–14 sem)
Sinal "T" Membrana fina (2 amniões) inserida a 90°
na placenta Monocoriônico/diamniótico
Espessura da membrana Espessa (4 camadas) vs fina (2 camadas); 
limiar 1,5–2 mm no 1º trim. Espessa = DC; Fina = MC
Sexos diferentes Fetos com sexos discordantes Dicoriônico — confirmação confiável
Dias T et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2011;38:530; 
Maruotti GM et al. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2016;202:66; 
Khalil A et al. ISUOG 2016. @dryherarserrano
ULTRASSONOGRAFIA
@dryherarserrano
Complicações Fetais —
Complicações com Risco Aumentado
• Restrição de crescimento fetal — mais frequente que em 
gestação única
• Anomalias congênitas — maior taxa, especialmente em 
MZ
• Parto pré-termo — principal complicação, maior causa de 
mortalidade perinatal
Vanishing Twin
• Redução espontânea precoce: 7–36% das gestações de FIV
• DC: em geral sem efeito adverso no sobrevivente quando 
ocorre no 1º trimestre
• MC: pode ter consequências graves para o co-gêmeo se 
tardio
• Pode resultar em feto papiráceo quando reabsorção é 
incompleta
Taxas menores de pós-termo e macrossomia em relação a gestações únicas são as únicas "vantagens" epidemiológicas das 
gestações gemelares.
Chauhan SP et al. Am J Obstet Gynecol 2010;203:305; 
Romanski PA et al. Obstet Gynecol 2018;131:1011; 
Benson CB et al. Radiology 1994;192:765 @dryherarserrano
Complicações Fetais: RCF 
TAXA RCF SEMELHANTE – GESTAÇÃO ÚNICA NÃO USAR P/ RASTREAMENTO
@dryherarserrano
Complicações Fetais: RCF seletiva
@dryherarserrano
Conceito: Abaixo percentil 10 + discordância 20-25% 
Dados: 18% = ↑ óbito perinatal e morbidade composta
DCs: incidência 8%
MCs: incidência 20%
(P FMa – P Fme) x 100 / P FMa
Complicações Fetais: RCF seletiva – Dicoriônicos
DIFERENÇAS:
Constituição genética
Características placenta
Conduta: similar G única
Ponto de corte: 26 semanas (viabilidade)
 26 semanas = Restrito
90%
Complicações Fetais: RCF seletiva – Monocoriônicos
DIFERENÇAS:
Constituição genética
Características placenta
Divisão desigual placenta
Evolução
Depende combinação:
Efeitos da insuficiência placentária +
Padrão anatomoses plaentárias
NÃO EXPLICA
RCF seletiva –
Monocoriônicos
Gratacós, E et al. Ultrasound in obstetrics & gynecology : the official journal of the International 
Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology vol. 30,1 (2007): 28-34. doi:10.1002/uog.4046
35 sem
30 sem
32 sem
3-4%
30-50 %
15 %
Óbito fetal IG nascimento Dano neurológico
0%
14%
20-38 %
Complicações Monocoriônicas — TTTS
Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (TTTS)
• Fluxo sanguíneo desbalanceado nas anastomoses 
vasculares da placenta compartilhada
• Doador: oligoidrâmnio/anidrâmnio + bexiga pequena 
ou ausente
• Receptor: polidrâmnio + sobrecarga cardiovascular
• Diagnóstico e estadiamento por USG: Classificação de 
Quintero (I–V)
Preditores e Diagnóstico
• Preditores precoces (1º trimestre): TN >p95 e 
discordância de CRL ≥10%
• Critério diagnóstico: coluna máxima de LA 8 cm (receptor) em MC/DA
• Tratamento em centro especializado: fotocoagulação a 
laser das anastomoses
Mackie FL et al. Am J Obstet Gynecol 2018;219:436; I
SUOG Practice Guidelines atualização 2025;65(2):253-276; 
Khalil A et al. ISUOG 2016 @dryherarserrano
Complicações Monocoriônicas — TTTS
Quintero, R., Morales, W., Allen, M. et al. Staging of Twin-Twin Transfusion Syndrome. J 
Perinatol 19, 550–555 (1999). https://doi.org/10.1038/sj.jp.7200292
@dryherarserrano
Complicações Monocoriônicas — TAPS
Definição
Sequência Anemia-Policitemia em 
Gêmeos (TAPS): variante da TTTS 
com anemia em um gêmeo e 
policitemia no outro, sem
discordância de volume de líquido 
amniótico
Mecanismo
Anastomoses arteriovenosas muito 
pequenas com fluxolento e 
unidirecional — transferência lenta e 
gradual de sangue entre os gêmeos
Diagnóstico Pré-natal
Pico de velocidade sistólica da ACM 
(MCA-PSV): >1,5 MoM no gêmeo 
anêmico e 25%
• Discordância (%) = (peso maior − peso menor) / peso 
maior × 100
• 3 tipos segundo padrão do Doppler da artéria umbilical do 
gêmeo menor
• Causas: partilha placentária desigual, inserções anômalas 
de cordão, desequilíbrio de fluxo nas anastomoses
TRAP — Sequência de Perfusão Arterial 
Reversa
• Gêmeo acárdico: malformação grave, sem coração 
funcional
• Perfundido pelo gêmeo vivo (bomba) por canais 
vasculares patentes em fluxo arterial reverso
• Complicação rara, porém de alto risco para o gêmeo
“bomba”
• Tratamento: oclusão do cordão do acárdico (laser, 
radiofrequência)
[RECOMENDAR FIGURA REAL: esquema dos 3 tipos de sFGR 
e/ou USG de TRAP com Doppler]
ISUOG Practice Guidelines atualização 2025;65(2):253-276; 
Khalil A et al. ISUOG 2016; 
Lee YM et al. Obstet Gynecol 2008;111:301 @dryherarserrano
Gemelar Monoamniótica — Complicações 
Específicas
Entrelaçamento de Cordão Umbilical
• Complicação comum em MA — ausência de 
membrana separadora
• Pode levar a óbito fetal por compressão vascular 
aguda
• Diagnóstico: cordões entrelaçados ao USG com 
Doppler colorido
• [RECOMENDAR FIGURA REAL: USG com Doppler de 
entrelaçamento de cordão]
Gêmeos Unidos (Siameses)
• Divisão incompleta após 13 dias → união de estruturas 
contíguas (ex.: thoracopagus)
• Achados: pele contígua, órgãos compartilhados, 
escoliose fetal, >3 vasos no cordão
• Investigação: USG morfológica detalhada + 
ecocardiografia fetal + RM
• Parto sempre por cesárea; aconselhamento sobre 
prognóstico e decisões éticas
Khalil A et al. ISUOG 2016; Winkler N et al. Ultrasound Q 2008;24:249; 
Brizot ML et al. Prenat Diagn 2011;31:1120 @dryherarserrano
Complicações Maternas
Referências: Sibai BM et al. Obstet Gynecol 2000;182:938; 
Kametas NA et al. Obstet Gynecol 2003;102:806; 
Santana DS et al. Obstet Gynecol 2016;127:631; ACOG PB 231 (2021)
@dryherarserrano
COMPLICAÇÕES DC MC
Aborto (11-13 sem) 2% 10%
Óbito peri-natal 1,5% 3%
PPT (30 mm = NÃO
Universal = NÃO 
Indicação:
Se história IIC
Colo = 36 semanas
MC/DA
Vigilância: 2/2 semanas: crescimento, líquido, Doppler, 
MCA-PSV (TAPS), colo; encaminhar a centro de referência 
para TTTS/sFGR
**** Semanal: >= 32 Semanas (PBF / CTG)
MC/MA
Vigilância intensiva; frequentemente internação eletiva; 
corticoterapia antenatal; parto programado precoce.
EQ. MATERNO FETAL
Tratamento
TTTS: laser (fotocoagulação das anastomoses) em centros 
especializados; sFGR conforme tipo e Doppler
Emery SP et al. Obstet Gynecol 2015;125:1236 (NAFTNet); 
ISUOG atualização 2025;65(2):253-276; 
ACOG Practice Bulletin 231 (2021)
RASTREAMENTO ROTINA: CROMOSSOMOPATIAS
@dryherarserrano
ÓBITO DE UM GÊMEO? @dryherarserrano
MOMENTO DO ÓBITO – 1 GÊMEO
CORIONICIDADE
@dryherarserrano
1o trimestre
• Redução espontânea (1 ou + fetos) = 
vanishing twin
• 36% gemelares
• 53% trigemelares
• ↑ risco AB em 1-3 Semanas MCs
• Sem sequela neurológica
2o trimestre
• ↑ risco PPT (espontâneo/iatrogênico)
• MCs = 68%
• DCs = 57%
CONSEQUÊNCIAS
Malinowski, Witold et al. The official journal of the International Society for Twin 
Studies vol. 8,3 (2005): 262-6. doi:10.1375/1832427054253077
Ong, S S C et al. BJOG 113,9 (2006): 992-8. doi:10.1111/j.1471-0528.2006.01027.x
@dryherarserrano
Malinowski, Witold et al. The official journal of the International Society 
for Twin Studies vol. 8,3 (2005): 262-6. doi:10.1375/1832427054253077
1º TRIMESTRE
@dryherarserrano
Ong, S S C et al. BJOG113,9 (2006): 992-8. 
doi:10.1111/j.1471-0528.2006.01027.x
@dryherarserrano
CORIONICIDADE
MONOCORIÔNICO
• ANASTOMOSE VASCULARES:
• ÓBITO 2o = hypovolemia / isquemia
• Dano neurologico
• Start: 30 minutos
USG: PVS-ACM (ANEMIA)
SEGUIMENTO: 2/2 SEMANAS
CORTICÓIDE
INTERRUPÇÃO: 34-36 SEMANAS
AUMENTO MORTALIDADE PERINATAL
CONTROLE: COAGULOGRAMA
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
@dryherarserrano
Trabalho de Parto e Via de Parto
Decisão Baseada em Corionicidade e 
Apresentação
• Parto em ambiente com capacidade de cesárea 
imediata
• Equipe pediátrica disponível para reanimação 
individual de cada RN
• Twin Birth Study (n=1.398): cesárea planejada vs 
vaginal planejada → resultados maternos e neonatais 
semelhantes (1º gêmeo cefálico)
Resultados do Twin Birth Study
• 2º gêmeo: maior morbidade neonatal composta (4,6%) 
vs 1º gêmeo (3,0%) — OR 0,53
• Parto combinado (vaginal + cesárea do 2º): 19,8% dos 
casos
• Via puramente vaginal: 9,5%; puramente cesárea: 9,8%
• MC/MA: indicação de cesárea eletiva; gêmeos unidos: 
cesárea obrigatória
Barrett JFR et al. Twin Birth Study, N Engl J Med 2013;369:1295-1305; 
Rossi AC et al. BJOG 2011;118:523-532; ACOG Practice Bulletin 231 (2021) @dryherarserrano
Desfechos Perinatais e Maternos
Desfechos Neonatais
21/1K
Mortalidade Infantil
Gêmeos vs 5/1.000 em únicos 
(CDC WONDER)
6,2%
Morbidade Materna Grave
Gêmeos vs 1,3% em únicos; 
OR 4,2
Momento do Parto Recomendado 
(FEBRASGO/HULW-UFPB)
• DC/DA: 38–39 semanas
• MC/DA: 36–37 semanas
• MC/MA: 32–34 semanas
A via de parto não é o principal fator da morbidade materna 
grave — cesárea responde por ~20,6% da atribuição.
Litwinska E et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2020;55:32; 
CDC WONDER; Madar H et al. Obstet Gynecol 2019; 
Korb D et al. Obstet Gynecol 2018;132:647; 
FEBRASGO/Protocolo HULW-UFPB @dryherarserrano
Risco de trissomias: MC ou DC?
@dryherarserrano
Gemelaridade
Conclusão / LEMBRAR!!!!!!
Diagnóstico e Corionicidade Precoces
USG precoce + determinação de corionicidade/amnionicidade no 1º trimestre é o alicerce do manejo
Corionicidade Define o Risco
Determina vigilância, complicações esperadas e momento do parto — monocoriônicas exigem 
acompanhamento especializado
Centro de Referência
Desfechos melhoram com acompanhamento especializado; TTTS e sFGR requerem tratamento em serviço com 
laser e UTI neonatal
Parto Planejado
Pré-termo é o principal risco — planejar término conforme corionicidade: DC 38–39 sem; MC/DA 36–37 sem; 
MC/MA 32–34 sem
ACOG Practice Bulletin 231 (2021, Obstet Gynecol 137:e145-e162); 
ISUOG atualização 2025;65(2):253-276; 
Khalil A et al. Ultrasound Obstet Gynecol 2016;47:247-263; 
FEBRASGO/Protocolo HULW-UFPB @dryherarserrano

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