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Hiperplasia Adrenal Congenita

Apresentação sobre Hiperplasia Adrenal Congênita: definição e esteroidogênese; fisiopatologia e acúmulo de 17‑OH‑progesterona; tipos de deficiência enzimática (ex.: 21‑hidroxilase, 11β, 17α); classificação e epidemiologia; quadro clínico com virilização e crise de perda de sal.

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HIPERPLASIA
ADRENAL
CONGÊNITA
Discentes: Lucas Pimenta, Marlon Mesquita e Sofia Rocha
Orientadora: Dr. Paula de Carvalho Ferreira
Universidade Federal de
Rondonópolis
 
SUMÁRIO
1
2
3
4
Esteroidogênese adrenal
Definição
Fisiopatologia
Quadro Clínico
5 Diagnóstico 
6 Tratamento 
FISIOLOGIA DA
ADRENAL
ESTEROIDOGÊNESE ADRENAL
PREGNENOLONA
17OH-PREG
DHEA
PROGESTERONA
17OH-PROG
DOCA CORTICOESTERONA
COMPOSTO S
18OHB
COLESTEROL
CORTISOL
ALDOSTERONA
ANDROSTENEDIONA TESTOSTERONA
G-
F-
R-
StAR
3βHSD
3βHSD
3βHSD
17-HIDROXILASE 17-HIDROXILASE
17-20LIASE 17-20LIASE
21-HIDROXILASE
21-HIDROXILASE
17βHSD
11βHIDROXILASE
11βHIDROXILASE
DEFINIÇÃO
É uma doença transmitida de forma autossômica recessiva que
gera defeito enzimático e prejudica a síntese dos hormônios
adrenocorticais
Defeito pode ser em qualquer etapa da esteroidogênese
adrenal, de forma parcial ou total
Quadro clínico e laboratorial depende da enzima afetada e da
intensidade da deficiência
DEFINIÇÃO
Deficiência de 21-hidroxilase
Deficiência de 11-beta-hidroxilase
Deficiência de 17-alfa-hidroxilase
Deficiência de 3-beta-hidroxiesteroide-desidrogenase
Deficiência de StAR
Deficiência de POR
Tipos de deficiência:
(VILAR, 2020)
FISIOPATOLOGIA
A deficiêcia de cortisol leva a hipersecreção secundária de
ACTH
Hiperplasia bilateral e hiperfunção das vias não comprometidas
pela deficiência enzimática 
FISIOPATOLOGIA
 
Déficit na conversão de 17-OHP em composto S (redução da
síntese de cortisol);
Elevação do ACTH:
Elevação dos precursores do cortisol (progesterona e 17-OHP
progesterona) 
Posterior estímulo da via de produção dos androgênios
(deidroepiandrosterona [DHEA], androstenediona e
testosterona)
Deficiência de 21-hidroxilase
 
PREGNENOLONA
17OH-PREG
DHEA
PROGESTERONA
17OH-PROG
DOCA CORTICOESTERONA
COMPOSTO S
18OHB
COLESTEROL
CORTISOL
ALDOSTERONA
ANDROSTENEDIONA TESTOSTERONA
G-
F-
R-
StAR
3βHSD
3βHSD
3βHSD
17-HIDROXILASE 17-HIDROXILASE
17-20LIASE 17-20LIASE
21-HIDROXILASE
21-HIDROXILASE
17βHSD
11βHIDROXILASE
11βHIDROXILASE
FISIOPATOLOGIA
Deficiência de 21-hidroxilase
Deficiência de 21-hidroxilase Deficiência de 11-beta-hidroxilase
Deficiência de 17-alfa-
hidroxilase
Precursor acumulador 17-OH-Progesterona Composto S (11-deoxicortisol) DOC / corticoesterona
Genitália atípica
46, XX: atipia genital
46, XY: normal ou
macrogenitossomia 
46, XX: atipia genital
46, XY: normal ou
macrogenitossomia 
46, XX: ausência de pubarca
46, XY: virilização
incompleta ou genitalia
externa femininaausência
de pubarca
Crise addisoniana Sim Raro Não
Outras características Pode ter perda de sal Hipertensão e hipocalemia Hipertensão e hipocalemia
DEFICIÊNCIA DE
21-HIDROXILASE
CYP21A2
EPIDEMIOLOGIA
90-95% dos casos de HAC;
Predomínio em caucasianos;
Prevalência de 1:14000 em forma clássica.
Prevalente em 0,1% da população caucasiana em forma não
clássica.
CLASSIFICAÇÃO
Forma Clássica
Perdedora de Sal
Virilizante Simples
Forma Não Clássica
"Sop Like"- sintomática
Assintomática
A HAC-21OHD é dividida em dois grupos ou formas, de acordo com as
características clínicas da doença.
RELAÇÃO GENÓTIPO VS FENÓTIPO
Mutações Genótipo e Fenótipo
Grupo A: nenhuma
atividade enzimática.
Grupo B: 3-7% de
atividade enzimática.
Grupo C: 20-60% de
atividade enzimática.
AA: forma perdedora de
sal.
BB ou AB: virilizante
simples.
CC ou AC ou CB: forma
não-clássica
Forma Clássica Virilizante Simples
QUADRO CLÍNICO
Com o aumento de
progesterona, o ciclo se
desvia para a produção de
andrógenos adrenais
Atividade enzimática detectável muito baixa (1-4%), mas suficiente
para produção de aldosterona e cortisol;
Não há crises de perda de sal;
Em RN femininos há a virilização da genitália externa
O RN masculino são identificados em idade tardia por sinais de
hiperandrogenismo
Forma Clássica Virilizante Simples
QUADRO CLÍNICO
Forma Clássica Virilizante Simples
QUADRO CLÍNICO
É subdiagnósticada!!
Forma Clássica Virilizante Simples
QUADRO CLÍNICO
Forma Clássica Virilizante Simples
QUADRO CLÍNICO
Macrogenitossomia
Puberdade precoce (velocidade de
crescimento aumentada, maturação óssea
acelerada ou pubarca precoce)
14 anos
5 anos 3 meses
75-80% dos casos da forma clássica;
Atividade enzimática praticamente nula.
Deficiência completa de cortisol e aldosterona.
Forma Clássica Perdedora de Sal;
QUADRO CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
QUADRO DE VIRILIZAÇÃO DESIDRATAÇÃO GRAVE 
Genitália ambígua no sexo feminino
(hiperandrogenismo intrauterino);
Inicialmente sintomas da deficiência de
aldosterona: dificuldade para se alimentar,
vômitos, desenvolvimento insuficiente,
letargia, sintomas similares aos da sepse,
desidratação e hipotensão, podendo evoluir
para choque hipovolêmico.
Forma Clássica Perdedora de Sal;
QUADRO CLÍNICO
Insuficiência adrenocortical aguda entre 7 a
20 dias de vida.
Maior mortalidade em meninos.
Crises de perda de sal
Desidratação
Hiponatremia
Hipercalemia
Hipotensão
Acidose metabólica
Hipoglicemia
Forma Clássica Perdedora de Sal;
QUADRO CLÍNICO
Alta prevalência 1:1000
Fenótipo variável
Pubarca precoce
Hirsurtismo
Irregularidade menstrual
Acne
Infertilidade
Avanço de idade óssea e perda de estatura
Assintomática
Forma Não Clássica
QUADRO CLÍNICO
O diagnóstico laboratorial da HAC-21OHD é realizado com
base na dosagem de 17-alfa-hidroxiprogesterona (17-OHP).
Em indivíduos normais, sua concentração basal é geralmente
menor que 150/200 ng/dL (1,5 ng/mL).
Níveis elevados de androstenediona, testosterona e DHEA.
DIAGNÓSTICO 
 Forma clássica:
Os níveis séricos basais de 17-OHP encontram-se muito
elevados, por volta de 10.000 ng/d ℓ (100 ng/m ℓ ). 
Esses valores, em conjunto com os níveis elevados de
androstenediona e testosterona, são em geral patognomônicos
da deficiência de 21-OHD.
DIAGNÓSTICO 
 Forma clássica:
 Na forma perdedora de sal, os níveis de aldosterona
encontram-se bastante reduzidos ou desproporcionais ao
aumento da atividade plasmática de renina, o que resulta
tanto em perda de sal quanto em hipercalemia.
DIAGNÓSTICO 
 Forma não clássica:
 Os valores basais de 17-OHP podem não ser suficientes para
estabelecimento do diagnóstico.
 Situam-se entre 200 e 1.000 ng/d ℓ (2 e 10 ng/m ℓ ), com
eventual superposição aos níveis observados na síndrome dos
ovários policísticos (SOP).
DIAGNÓSTICO 
 Forma não clássica:
 O diagnóstico definitivo comumente requer a realização de
teste agudo de estimulação com 250 mcg de ACTH.
 Em indivíduos saudáveis, a resposta ao estímulo geralmente
não ultrapassa níveis de 300 ng/d ℓ , ao passo que, na
deficiência de 21-OHD, alcança valores entre 1.000 e 10.000
ng/d ℓ.
DIAGNÓSTICO 
DIAGNÓSTICO
17-OHP PELA MANHÃ
FASE FOLICULAR 
200-1000 NG/DL
>1000NG/DL 
(10NG/ML)
TESTE DE ESTIMULO 
DA CORTROISINA 
(ACTH SINTÉTICO)
21-OHD
EXCLUIDA <1000 NG/DL
 
21-OHD
DIAGNÓSTICADA
<200 NG/DL
(2NG/ML) 
 O diagnóstico precoce das formas clássicas, PS e VS, é
essencial devido à sua maior morbimortalidade.
A triagem neonatal da HAC foi implementada no Sistema
Único de Saúde (SUS) brasileiro no final de 2012 (Quarta
etapa do teste do pezinho). 
 A amostra de sangue para dosagem da 17-OHP deve ser
coletada entre o terceiro e o quinto dia de vida.
TRIAGEM NEONATAL
 Pontos de corte da concentração de 17-OHP estratificados por peso ao
nascer, para evitar resultados falso-positivos.
TRIAGEM NEONATAL
TRIAGEM NEONATAL
TRIAGEM NEONATAL
TRIAGEM NEONATAL
 Objetivos do tratamento:
Manter androstenediona e testosterona dentro dos valores normais
pré-puberais ou normais para idade e sexo.
Impede a progressão da virilização
Normalização da velocidade de crescimento
Redução do avanço da idade óssea
TRATAMENTO
Recomenda-se que os níveis de 17-OHP não
sejam utilizados como parâmetro de bom
controle.
Recém-nascido:
Glicocorticoide (Hidrocortisona EV)
Dose de ataque: 100 mg/m2
Dose de manutenção: 50 mg/m2 a cada 6-8 horas.Após a estabilização do paciente, se houver perda de sal, pode-se então
transicionar para glicocorticoide oral
Hidrocortisona: dose de 10-15 mg/m2 em 2-3 tomadas 
Mineralocorticoide (fludrocortisona): dose de 0,1-0,2 mg/dia 
Perfil perdedor de sal 
Suplementar sal com NaCl na dose de 1-2 g por dia durante o primeiro ano
de vida.
Forma clássica 
TRATAMENTO
É fundamental que pacientes com HAC-PS recebam orientação de doses dobradas de
glicocorticoide em situações de estresse físico (febre, doença aguda).
Todos os pacientes devem possuir um cartão de identificação de insuficiência adrenal.
Forma clássica (Perfil perdedor de sal)
TRATAMENTO
Tratar as crianças com sinais de hiperandrogenismo e avanço de maturação óssea.
Glicocorticoide: 8 a 10mg em 2/3 tomadas ao dia.
A partir do término do crescimento, em adolescentes e adultas jovens, recomenda-se o
uso de anticoncepcional oral para bloqueio do excesso de androgênios.
Forma não clássica 
TRATAMENTO
Acompanhamento com equipe multidisciplinar para aconselhamento genético
Abordagem cirúrgica para genitoplastia em meninas virilizadas (acima de Prader 3),
geralmente antes dos 2 anos, assim como apoio psicológico dos pacientes e familiares
TRATAMENTO
BIBLIOGRAFIA
JÚNIOR, DIOCLÉCIO, C. ET AL. TRATADO DE
PEDIATRIA. V.1 . DISPONÍVEL EM: MINHA
BIBLIOTECA, (5ª EDIÇÃO). EDITORA MANOLE,
2021. SEE MORE
VILAR, LÚCIO. ENDOCRINOLOGIA CLÍNICA .
DISPONÍVEL EM: MINHA BIBLIOTECA, (7ª
EDIÇÃO). GRUPO GEN, 2020.
TRIAGEM NEONATAL : HIPERPLASIA ADRENAL
CONGÊNITA / MINISTÉRIO DA SAÚDE,
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE,
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO
ESPECIALIZADA E TEMÁTICA. – BRASÍLIA :
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015.

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