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1- Um cirurgião-dentista recém-chegado a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) observa que a agenda está permanentemente lotada com retornos e urgências, resultando em uma fila de espera organizada estritamente por ordem de chegada. O território possui um alto índice de vulnerabilidade, com muitas famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF). Considerando as diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal e o conceito de Estratificação de Risco, qual deve ser a conduta prioritária do profissional para reorganizar o acesso e garantir a equidade? a) Manter a organização por ordem de chegada, pois esse é o método que garante a universalidade do acesso de forma imparcial. b) Priorizar o atendimento de pacientes com maior número de cáries (risco individual clínico), pois a gravidade biológica é o único critério técnico aceitável. c) Implementar uma estratificação multidimensional, priorizando as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, população negra, população em situação de rua, população quilombola, população do campo, da floresta e das águas, povos e comunidades tradicionais, povo cigano/romani, população LGBTQIA+, pessoas com albinismo, adolescentes em conflito com a lei, pessoas privadas de liberdade, pessoa com deficiência e pessoa idosa, mesmo que apresentem necessidades clínicas similares a outros pacientes. d) Suspender os atendimentos clínicos para realizar exclusivamente ações coletivas nas escolas, visto que a promoção da saúde deve ser o único foco na APS. e) Atender apenas as urgências de demanda espontânea até que a fila de espera seja reduzida naturalmente pela rotatividade do serviço. 2- Durante uma atividade do Programa Saúde na Escola (PSE), a equipe de saúde bucal identifica uma criança de 7 anos com uma lesão de Cárie cavitada profunda no primeiro molar permanente, sem histórico de dor espontânea. O ambiente é uma sala de aula adaptada para o exame. Com base na filosofia do Tratamento Restaurador Atraumático (ART) e na Odontologia de Mínima Intervenção (OMI), qual a abordagem mais adequada para este caso no próprio território? a) Realizar a remoção total de todo o tecido amolecido e escurecido (dentina infectada e afetada) até encontrar dentina dura e brilhante antes de restaurar. b) Realizar a remoção seletiva do tecido cariado com instrumentos manuais, mantendo a dentina firme na parede pulpar para evitar exposição acidental, e selar com CIV de alta viscosidade. c) Realizar uma restauração provisória com óxido de zinco e eugenol e encaminhar a criança para a UBS para tratamento com motor e alta rotação. d) Aplicar apenas verniz de flúor e aguardar a esfoliação natural do dente, já que se trata de uma dentição mista. e) Condicionar o tratamento à realização prévia de uma radiografia periapical, suspendendo qualquer intervenção imediata no ambiente escolar. 3- Um gestor de saúde bucal analisa os dados quadrimestrais de uma Equipe de Saúde Bucal (eSB). Ele observa que o Indicador B1 (Primeira Consulta Programática) está muito alto, mas o Indicador B2 (Tratamento Concluído) está extremamente baixo. Além disso, o Indicador B3 (Taxa de Exodontia) apresenta valores crescentes. Qual é a interpretação correta sobre o processo de trabalho desta equipe e qual a ação sugerida para melhorar a qualidade da atenção? a) A equipe é altamente resolutiva, pois garante o acesso a novos usuários constantemente através da primeira consulta. b) O baixo índice de tratamentos concluídos (B2) não é um problema, desde que o número de procedimentos individuais totais seja mantido. c) A equipe apresenta baixa resolutividade, focando no acesso inicial (B1), mas falhando em finalizar o plano terapêutico, o que pode estar gerando o aumento de extrações (B3). d) O aumento da taxa de exodontia (B3) é um indicador positivo de que a equipe está eliminando focos infecciosos de forma rápida. e) O gestor deve orientar a equipe a reduzir o uso de ART (B6) para focar apenas em extrações, visando melhorar a agilidade da agenda. 4- Uma gestante, em sua 30ª semana de gestação (terceiro trimestre), procura a Unidade Básica de Saúde, queixando-se de dor em um molar. Durante o acolhimento, ela relata ter receio de realizar o tratamento porque ouviu que a anestesia poderia prejudicar o bebê e que "perder dentes na gravidez é normal". A equipe de Saúde da Família já realiza o acompanhamento pré-natal médico e de enfermagem desta paciente. Considerando as diretrizes da Linha de Cuidado em Saúde Bucal e os protocolos da Rede Alyne, qual deve ser a conduta da Equipe de Saúde Bucal (eSB)? a) Postergar o tratamento para o período pós-parto, realizando apenas orientações de higiene, para garantir a segurança absoluta do feto, conforme preconizado pelo princípio da precaução. b) Encaminhar a paciente imediatamente ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), pois gestantes no terceiro trimestre são consideradas pacientes com necessidades especiais de alta complexidade. c) Restringir o atendimento a ações de prevenção primária (limpeza superficial), pois intervenções restauradoras são contraindicadas durante todo o ciclo gestacional pela Rede Alyne. d) Prescrever antibióticos e anti-inflamatórios (como o Ibuprofeno) para controlar a dor até o nascimento, evitando qualquer intervenção clínica invasiva que possa gerar estresse materno. e) Realizar o tratamento clínico na própria APS, utilizando anestésico lidocaína com epinefrina (adrenalina) e posicionando a paciente levemente inclinada para a esquerda para evitar a compressão da veia cava inferior. 5- Uma Equipe de Saúde Bucal (eSB) está organizando seu cronograma de atividades para a próxima semana. O cirurgião-dentista e o auxiliar decidem dedicar o turno da manhã de terça-feira para realizar orientações de higiene oral e escovação supervisionada em uma creche local, com o objetivo de evitar o surgimento de novas lesões de Cárie nas crianças. De acordo com os níveis de prevenção aplicados na Atenção Primária à Saúde (APS), a atividade planejada pela equipe na creche é classificada como: a) Prevenção Secundária, pois visa diagnosticar precocemente as doenças que já estão presentes. b) Prevenção Quaternária, pois busca evitar o excesso de exames radiográficos desnecessários. c) Prevenção Terciária, pois foca na reabilitação funcional e no uso de próteses dentárias. d) Prevenção Primária, pois atua na remoção de fatores de risco e na proteção específica antes que a doença se desenvolva. e) Atenção Especializada, pois as atividades fora do consultório são exclusivas dos Centros de Especialidades (CEO). image1.wmf