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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso de Licenciatura em Pedagogia – modalidade Avaliação à Distância 1 (AD1) –2026.2 Disciplina: Língua Portuguesa na Educação 2 Coordenadora(o): Cláudia Cristina dos Santos Andrade Aluno(a): Matrícula: Polo: RECOMENDAÇÕES: Caro(a) estudante, Antes de responder as questões, observe as seguintes instruções: · discuta suas dúvidas com os tutores; · preste atenção ao que é solicitado no enunciado das questões; · procure não deixar nenhuma questão em branco; · apresente respostas com consistência teórica e busque apoio e referências no seu material didático e nas obras citadas nele; · utilize a modalidade padrão da língua, reconhecidamente a mais adequada a textos científicos, em textos claros, coerentes e coesos. ATENÇÃO: Embora discutidas em grupos de estudo e na tutoria, as respostas devem ser individuais e de autoria do/a estudante que assina a prova. Respostas com indício de plágio serão desconsideradas QUESTÕES A unidade 1 do nosso curso contempla os seguintes conceitos: linguagem, língua, língua como estrutura, usos da língua, com ênfase na produção de sentidos. Muitos desses conceitos já foram discutidos em LP1. Buscaremos o aprofundamento conceitual com a leitura do texto complementar 1(MARCUSCHI, Luiz Antonio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade In. DIONISIO, Ângela P.; MACHADO, Anna R.; BEZERRA, M.ª Auxiliadora (Org.s). Gêneros textuais & ensino. Ed. 2. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. p. 19-36) disponível no setor de Materiais e Ferramentas da disciplina e acompanhando esta prova, no link AD1. Para melhor compreensão do texto-base da prova, copiamos aqui o verbete “Gêneros e tipos textuais”, escrito pela profa. Roxane Rojo para o “Glossário CEALE: Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para Educadores”, material produzido pelo Ceale (Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita Magda Soares), grupo de pesquisa da Faculdade de Educação da UFMG criado em 1990 para apoiar o ensino da Língua Portuguesa, que pode ser encontrado em https://ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/generos-e-tipos-textuais. As questões da prova são baseadas nos textos indicados. ATENÇÃO: O uso de IA nas respostas será descontado do total de pontos, a depender de sua extensão. Gêneros e tipos textuais Autor: Roxane Rojo, Instituição: Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP / Instituto de Estudos da Linguagem-IEL, Dentre as distinções entre tipos de texto e gêneros de texto, a mais famosa delas é de autoria de Marcuschi, que define o tipo textual como “uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas)”. Já o gênero textual, para o autor, seria “uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica”. Nessas definições do autor, fica clara a diferença entre tipos de texto e gêneros de texto: os tipos de texto são classes, categorias de uma gramática de texto (Linguística Textual) – portanto, “uma construção teórica” – que busca classificar os textos com base em suas características linguísticas e gramaticais. Estes tipos de texto mais conhecidos – descrição, narração, dissertação/argumentação, exposição e injunção – vêm sendo ensinados e solicitados pela escola há pelo menos uma centena de anos, o que faz deles também gêneros escolares, que somente na escola circulam, para ensinar o “bem escrever”. Na escola, escrevemos narrações; na vida, lemos notícias, relatamos nosso dia, recontamos um filme, lemos romances (gêneros textuais). Na escola, redigimos uma “composição à vista de gravura” (descrição); fora dela, contamos como decoramos nosso apartamento, instruímos uma pessoa sobre como chegar a um lugar desconhecido. Na escola, dissertamos sobre um tema dado; na vida, lemos artigos de opinião, apresentamos nossa pesquisa ou relatório, escrevemos uma carta de leitor discordando de um articulista. Os gêneros de texto, portanto, não são classes gramaticais para classificar textos: são entidades da vida. Dão nome a uma “família de textos”. Um dos problemas do ensino de gêneros textuais na escola é que ele herda as práticas cristalizadas de trabalho com os tipos textuais, focando principalmente as estruturas linguísticas de diversos níveis e esquecendo de enfocar os temas, valores, a entonação e as refrações de sentido dos textos, formando mais analistas textuais que leitores/produtores críticos. Verbetes associados: Gêneros do discurso, Sequências textuais Referências bibliográficas: MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. p. 19-36. QUESTÃO 1 – 4 pontos A) Transcreva os conceitos de gênero e tipo textuais do texto do Glossário (que está na página 2 desta prova). B) Localize no texto-base da prova “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” os mesmos conceitos e, a partir da leitura, escreva um novo verbete com o título “Gêneros e tipos textuais: diferenças e aplicações no Ensino de Língua Portuguesa”. QUESTÃO 2 – 2 pontos A) Faça uma busca na internet e localize uma atividade de leitura ou escrita ou análise linguística para uma turma de 2º ano de escolaridade sobre um dos seguintes gêneros textuais: letra de música, poema ou anúncio publicitário. B) Transcreva a proposta na prova com a indicação do endereço eletrônico. C) Justifique sua escolha. D) Analise criticamente a atividade, respondendo se o texto é tratado predominantemente como gênero textual (focado no suporte, público-alvo, intenção comunicativa e contexto de circulação). QUESTÃO 3 – 3 pontos Nas páginas 25-27 do texto “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” há a análise dos “tipos textuais” presentes em uma carta pessoal, definindo a sequência tipológica presente no texto. Nesta questão faremos um exercício do mesmo tipo. Já fizemos parte da análise, você deve completar as partes que faltam. O CALDO DE PEDRA Conto Tradicional Português TRECHO TIPO TEXTUAL 1. Um frade andava ao peditório; chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram lhe dar nada. NARRATIVO 2. O frade estava a cair com fome, DESCRITIVO 3. e disse: – Vou ver se faço um caldinho de pedra. 4. E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo 5. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança 6. Diz o frade: – Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa. ARGUMENTATIVO/DISSERTATIVO 7. Responderam-lhe: – Sempre queremos ver isso. Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse: 8. – Se me emprestassem aí um pucarinho INJUNTIVO 9. Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro. 10. – Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas. 11. Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele: 12. – Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor. DISSERTATIVO/ARGUMENTATIVO 13. Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via. Diz o frade, provando o caldo: 14. – Está um bocadinho insosso; 15. bem precisa de uma pedrinha de sal. 16. Temperou, provou, e disse: 17. – Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam 18. A dona da casa foi à horta e NARRATIVO 19. trouxe-lhe duas couves tenras. 20. O frade limpou-as, e ripou-as com os dedos deitando as folhas na panela 21. Quando os olhos já estavam aferventados disse o frade: 22. – Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça... 23. Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o àpanela, e enquanto se cozia, tirou do alforge pão, e arranjou-se para comer com vagar. 24. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo; 25. a gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe: 26. – Ó senhor frade, então a pedra? 27. Respondeu o frade: – A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez. E assim comeu onde não lhe queriam dar nada. AVALIAÇÃO E AUTOAVALIAÇÃO – 1 PONTO RESPONDA AO FORMULÁRIO NO ENDEREÇO: https://forms.gle/veHh5AUtTHS5wz5aA VOCABULÁRIO PUCARINHO: pequeno púcaro, ou seja, um vaso de barro com asa usado para beber água ou tirar líquidos de outros recipientes. (https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/pucarinhos) UNTO: significa banha de porco, qualquer substância gordurosa, ou, no Rio de Janeiro (termo popular), dinheiro. Também é a forma conjugada do verbo untar. (https://www.aulete.com.br/unto) ALFORJE: Saco fechado em ambas as extremidades e com uma abertura no centro, de modo a formar duas bolsas (uma de cada lado); usa-se para distribuir o peso dos dois lados: alforje de bicicleta. (https://www.dicio.com.br/alforje) image1.png image2.png