Prévia do material em texto
TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. Os três aspectos que mais chamaram a minha atenção nas demandas específicas de atenção ao Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa são: Quedas, por que o alto índice de quedas entre os idosos, gera incapacidade, insegurança, redução da autonomia e do convívio social. O idoso fica com medo de sair de casa sozinho, gerando uma dependência e consequentemente a depressão e alguns ainda desenvolvem a Incontinência urinária que por sua vez também se relaciona com as quedas, já que a maioria dos acidentes com idosos se dá dentro de casa no deslocamento até o banheiro durante a madrugada. Falaremos a seguir nestes três aspectos e por que eles estão ligados um ao outro. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. QUEDAS A queda representa um grande problema para as pessoas idosas dadas as suas consequências (injúria, incapacidade, institucionalização e morte) que são resultado da combinação de alta incidência com alta suscetibilidade a lesões. Por que, a influência dos fatores ambientais no risco de quedas associa-se ao estado funcional e mobilidade da pessoa idosa. Não, são problemas para pessoas idosas mais saudáveis, podem transforma-se em séria ameaça à segurança e mobilidade daquelas pessoas idosas com alterações em equilíbrio e marcha, baixa aptidão física doenças como Parkinson, osteoporose associadas. Muitas das quedas ocorrem dentro de casa a caminho do banheiro em função da Incontinência Urinária que iremos falar a seguir. INCONTINÊNCIA URINÁRIA A Incontinência Urinária (IU) ou perda involuntária de urina é um sério problema de saúde que afeta milhões de pessoas e pode ocorrer em qualquer idade, tendendo a manifestar-se mais frequentemente com o aumentar da idade, principalmente, nas mulheres, na perimenopausa. Isso se deve fundamentalmente à vergonha sentida e à crença de ser esta condição uma consequência inevitável do envelhecimento. DEPRESSÃO A depressão não é apenas tristeza e não é inerente ao processo de envelhecimento, é uma doença que deve ser tratada. Entre as pessoas idosas, a depressão talvez seja o exemplo mais comum de uma doença com apresentação clínica inespecífica e atípica. Estudo desenvolvido nos anos 90 colocou a depressão como a quarta causa específica de incapacitação. Numa escala global de comparação entre as doenças e projeções, indicam que em 2020, será a segunda causa nos países desenvolvidos e a primeira causa nos países em desenvolvimento. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: • Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? • O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? • Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? Em relação as quedas podemos dizer que os fatores de risco podem ser divididos em intrínsecos e extrínsecos: Fatores intrínsecos: decorrem das alterações fisiológicas relacionadas ao avançar da idade, da presença de doenças, de fatores psicológicos e de reações adversas de medicações em uso. Fatores extrínsecos: relacionados aos comportamentos e atividades das pessoas idosas e ao meio ambiente. Ambientes inseguros e mal iluminados, mal planejados e mal construídos, com barreiras arquitetônicas representam os principais fatores de risco para quedas. A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar, mudar de posição, ir ao banheiro. Cerca de 10% das quedas ocorrem em escadas sendo que descê-las apresenta maior risco que as subir. Incontinência Urinária, ao menos que sejam investigados, as pessoas não relatam Incontinência Urinária. A ocorrência de Incontinência Urinária tende a aumentar à medida que aumentam o número de medicamentos em uso e as comorbidades. Predispõe à infecções, do trato urinário e genital; provoca maceração e ruptura da pele; facilita a formação de úlceras por pressão, celulites; contribui para disfunção sexual e para perda da função renal; afeta a qualidade do sono (normalmente interrompendo-o) e predispõe à ocorrência de quedas. Algumas vezes, é o primeiro e único sintoma de infecção do trato urinário. A IU tem grande impacto sobre a qualidade de vida das pessoas idosas causando, geralmente, grande constrangimento e induzindo ao isolamento social e à depressão. A qualidade de vida é adversamente afetada pela Incontinência Urinária, havendo uma tendência à autopercepção negativa de saúde por parte das pessoas idosas. Constitui uma das principais causas de institucionalização de idosos. Depressão, a prevalência da doença na população em geral varia de 3 a 11% e é duas vezes maior entre as mulheres do que entre os homens. Nas Instituições de Longa Permanência, cerca de 50%, dos residentes são portadores de algum problema psiquiátrico, sendo que os quadros demenciais são os mais comuns seguidos por problemas comportamentais e depressão. Embora a maioria das pessoas idosas possam ser considerada mentalmente saudável, elas são tão vulneráveis aos distúrbios psiquiátricos quanto os mais jovens. A depressão é mais frequente nos anos que precedemà aposentadoria, diminui na década seguinte e, outra vez, sua prevalência aumenta após os 75 anos. A depressão é a doença psiquiátrica mais comum que leva ao suicídio e os idosos formam o grupo etário, que com mais frequência, se suicida. Costumam utilizar os meios mais letais, ainda que não se possa ignorar os chamados suicídios latentes ou passivos (abandono de tratamento e recusa alimentar). A maioria teve seu primeiro episódio depressivo não diagnosticado e, portanto, não tratado. O entendimento das inter-relações entre os sinais e sintomas de depressão, é um grande desafio para os profissionais da Atenção Básica. O diagnóstico e o tratamento adequado, são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dessa população, além de otimizar o uso de serviços de saúde, evitar outras condições clínicas e prevenir óbitos prematuros. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): • Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto • Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto • Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos • Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos • Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos • Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto • Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: • Meu texto não passou de 6000 caracteres. • Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. • Conectei teoria + situação. • Apresentei soluções plausíveis. • Incluí referências. • Mostrei que aprendi algo. • Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. O envelhecimento populacional brasileiro é um fenômeno crescente e traz importantes desafios para a saúde pública, conforme descrito na publicação do Ministério da Saúde Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Nesse contexto, destacam-se condições frequentes que impactam diretamente a qualidade de vida da pessoa idosa, como as quedas, a incontinência urinária e a depressão, todas relacionadas à perda da capacidade funcional e à maior vulnerabilidade dessa população. As quedas em idosos constituem um dos principais agravos à saúde. Elas não devem ser consideradas um evento natural do envelhecimento, mas sim um sinal de alerta para possíveis fragilidades físicas, ambientais ou clínicas. Podem causar consequências graves, como fraturas, traumatismos e até perda de independência, além de desencadear o medo de cair novamente, o que reduz a mobilidade e aumenta a dependência. Estudos indicam que as quedas têm causas multifatoriais, envolvendo alterações de equilíbrio, uso de medicamentos, doenças crônicas e fatores ambientais. A prevenção inclui medidas simples, como adaptação do ambiente doméstico, uso de calçados adequados, acompanhamento de saúde e revisão de medicamentos. A incontinência urinária em idosos também é um problema relevante, frequentemente associado ao envelhecimento, mas que não deve ser visto como normal. Ela pode decorrer de alterações fisiológicas do sistema urinário, doenças crônicas, limitações cognitivas ou efeitos colaterais de medicamentos. Além do impacto físico, a incontinência pode gerar constrangimento, isolamento social e diminuição da autoestima, contribuindo para a perda da autonomia. O Ministério da Saúde ressalta a importância da avaliação integral do idoso, considerando aspectos físicos, psicológicos e sociais, para identificação precoce e tratamento adequado dessas condições. Já a depressão em idosos é um transtorno muitas vezes subdiagnosticado, pois seus sintomas podem ser confundidos com características do envelhecimento. Segundo o Ministério da Saúde, diversos fatores contribuem para o desenvolvimento de quadros depressivos nessa fase da vida, como doenças incapacitantes, dor crônica, perda de entes queridos, isolamento social, institucionalização e uso de certos medicamentos. A ausência de apoio social e relações de confiança também aumenta significativamente o risco de depressão. Em casos mais graves, podem surgir sinais associados ao risco de suicídio, especialmente em idosos que vivem sozinhos ou apresentam doenças severas. Essas três condições estão inter-relacionadas e impactam diretamente a capacidade funcional, considerada um dos principais indicadores de saúde do idoso. A perda dessa capacidade compromete a autonomia, aumenta o risco de hospitalizações e pode levar à institucionalização. Assim, o cuidado com a pessoa idosa deve ser integral e contínuo, priorizando a prevenção, o diagnóstico precoce e a promoção do envelhecimento saudável. Dessa forma, políticas públicas e ações de saúde devem focar na manutenção da independência e qualidade de vida dos idosos, por meio de acompanhamento multiprofissional, incentivo à atividade física, fortalecimento dos vínculos sociais e adaptação dos ambientes. O envelhecimento saudável não significa ausência de doenças, mas sim a capacidade de viver com autonomia, dignidade e bem-estar.