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GLOSSÁRIO PSICANÁLISE 
MÉTODO CATÁRTICO: criado por Joseph Breuer, consistia em remontar em estado 
hipnótico psíquica até que se conseguisse chegar ao evento traumático que causou a 
doença. O termo foi utilizado por Freud e Breuer nos estudos sobre a histeria. O 
procedimento consiste no paciente eliminar seus afetos patogênicos, revivendo e 
liberando os eventos traumáticos aos quais estão associados. 
REMANESCÊNCIA: significa lembrança vaga ou quase acabada, ou retorno de uma ideia à 
mente, os sintomas seriam a expressão simbólica das reminiscências. 
AB-REAÇÃO: descarga emocional pela qual o sujeito se liberta do afeto, ligado à 
recordação de um acontecimento traumático, permitindo assim que ele não se torne ou 
não continue sendo patogênico. A ab-reação pode ser provocado no decorrer da 
psicoterapia, principalmente sob hipnose. Exemplo: caso da hidrofobia de Anna O., caso 
da cobra/mão. 
RESISTÊNCIA: termo empregado para designar o conjunto das reações de um analisando 
cujas manifestações, no contexto do tratamento, criam obstáculos ao desenrolar da 
análise. Primeiro Freud insistiu, depois entender como recalque. Chamou o processo de 
tornar consciente de repressão. 
CONVERSÃO: consiste numa transposição de um conflito psíquico e numa tentativa de 
resolvê-lo em termos de sintomas somáticos, motores ou sensitivo. 
DEFESA: mecanismo psíquico do Eu que censura a ideia aflitiva, a colocando para fora da 
consciência. 
TRANSFERÊNCIA: fenômeno do processo analítico que consiste em mediante os desejos 
incosncientes do analisando concernentes e objetos externos passam a se repetir no 
âmbito da relação analítica com o analista, que é colocado na posição desses objetos. 
FANTASIA: correlato da elaboração da realidade psíquica, designa a vida imaginária do 
sujeito e a maneira como este representa para si mesmo sua história ou a história de suas 
origens: fala-se então de fantasia originária. 
TEORIA DA REPRESSÃO: explica o psiquismo de modo dinâmico; Freud abandona a 
hipnose, por dificuldade de pôr os pacientes em estado hipnoide e influência de Bernheim. 
MÉTODO DE PRESSÃO: quando o paciente não lembrava, Freud colocava a mão em sua 
testa e lhes dizia que sabiam até que aquele conteúdo pudesse aparecer. Freud abandona 
essa técnica por ser um procedimento laborioso e não ser definido como técnica. Apesar 
de abandonar, isso o levou a entender o consciente e inconsciente. 
REPRESSÃO: termo que designa a inibição voluntária de uma conduta consciente. 
Operação psíquica que tende a suprimir conscientemente uma idéia ou um afeto cujo 
conteúdo é desagradável. No Brasil também se usa “supressão”. 
RECALQUE: o processo que visa manter no inconsciente todas as idéias e representações 
ligadas as pulsões e cuja realização, produtora de prazer, afetaria o equílibrio do 
funcionamento psicológico do indivíduo, transformando-se em fonte de desprazer. 
CONFLITO: se instala por um conflito entre o Eu e o desejo. O consciente aceita que o 
desejo causa desprazer, removendo-o pela repressão. Assim, a repressão é essencial para 
a proteção da personalidade psíquica. 
DESEJO: continua a existir no insconsciente, envia a consciencia uma formação 
substitutiva (sintoma). O que foi reprimido se manifesta na consciência de modo 
deformado e se liga aos sentimentos de desprazer, sendo não percebido pelas defesas do 
Eu. 
SINTOMA: realização inacabada de um desejo reprimido, que em análise pode ser 
desvelado e elaborado. Tentativa de restaurar uma suposta harmonia que teria sido 
perturbada por um conflito psicológico. Embora possa resolver o conflito o substituindo, 
também gera uma satisfação perturbadora. Podemos falar que é resultado de uma solução 
de compromisso entre o desejo reprimido e forças repressoras. Possui um ganho primário 
e um ganho secundário. 
LIVRE ASSOCIAÇÃO: regra constitutiva da situação psicanalítica, segundo a qual o 
paciente deve esforçar-se por dizer tudo o que lhe vier à cabeça, principalmente aquilo que 
se sentir tentado a omitir, seja por que razão for. Freud desenvolveu o método para facilitar 
o acesso aos elementos capazes de liberar afetos, memórias e representações, mesmo 
considerados vergonhosos ou dolorosos. Freud abandona a hipnose de vez ao adquirir tal 
método. 
INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS: após abandonar a teoria da sedução, Freud empreendeu 
esforços em analisar seus sonhos. Freud defende que os sonhos são uma atividade 
psíquica estruturada e organizada. É a via régia que conduz ao conhecimento do 
inconsciente da vida psíquica. 
CONTEÚDO MANIFESTO: aquele que conseguimos lembrar quando acordamos e como 
contamos. 
CONTEÚDO LATENTE: aquele que aparece apenas na associação livre, cujo o sentido é 
inconsciente. 
CONDENSAÇÃO: reune em um único elemento em vários elementos – imagens, 
pensamentos – pertencentes a diferentes cadeias de associação; é o que comprime 
elementos no trabalho do sonho. 
DESLOCAMENTO: substitui os pensamentos mais significativos de um sonho por um 
pensamento acessório, de modo que o conteúdo principal passa a ser deformado e 
dissimula a realização do desejo. 
FIGURAÇÃO: é uma operação pela qual o trabalho do sonho transforma os pensamentos 
do sonho em imagens, inclusive utiliza restos diurnos que correspondem ao desejo 
inconsciente reprimido. 
ELABORAÇÃO SECUNDÁRIA: se manifesta quando tentamos apresentar o sonho de modo 
coerente, sendo presente no estado de vigília. Quando tentamos lembrar de um sonho, 
forjamos para que o sonho fique coerente, possibilitando a descoberta da marca do desejo 
inconsciente. 
DRAMATIZAÇÃO: consiste na teatralidade na qual o sonho aparece, como se o conteúdo 
pudesse ser dirigido por um roteiro. 
CENSURA: principal agente da deformação do sonhos, localizada na fronteira entre o 
consciente e o inconsciente, que deixa passar unicamente o que lhe é agradável e retém o 
resto; censura evita conteúdo reprimido. 
SÍMBOLOS: desempenham um papel fundamental na formação do sonho, pois o símbolo 
permite driblar ou enganar a censura, podendo representar o desejo sexual de um modo 
inteligível. Há os universais e os individuais. 
ATOS FALHOS: uma manifestação não-intencional que se percebe na vida de qualquer 
indivíduo normal, e não apenas no caso da neurose. O ato falho é um compromisso entre 
uma intenção consciente e um desejo inconsciente ligado a ele. O ato falho se assemelha 
a uma dupla face, expressão de modo manifesto um desejo, que estava reprimido, que 
pode ser revelado pela associação livre. 
INCONSCIENTE: representa uma região da mente desconhecida pela consciência. Esse 
espaço abriga elementos instintivos inacessíveis à consciência, além de material que foi 
excluído desta por processos psíquicos de censura e repressão. 
PRÉ-CONSCIENTE: refere-se aos conteúdos dessa instância que, embora não presentes 
na consciência, permanecem acessíveis a ela. É concebido como articulado com o 
consciente, atuando como um filtro do que pode ou não passar para a consciência. 
CONSCIENTE: termo usado por Freud para descrever tanto um estado psíquico quando a 
localização de certos processos no funcionamento do aparelho psíquico. Na perspectiva 
tópica, o sistema percepção-consciência situa-se na periferia do aparelho psíquico, 
recebendo informações do mundo exterior e do interior. 
PULSÃO SEXUAL: representante psíquico de uma fonte endossomática de estimulação 
que flui continuamente, para diferenciá-la do “estímulo”, que é produzido por excitações 
isoladas vindas de fora. A hipótese mais simples e mais indicada sobre a natureza da 
pulsão seria que, em si mesma, ela não possui qualidade alguma. Tem como finalidade 
unicamente o prazer. Não é encontrada no inconsciente ou consciente, é um conceito 
abstrato, ela se manifesta de duas formas: representação ideativa e afeto. 
LIBIDO: refere-se à energia fundamental da pulsão sexual. A libido é intrinsecamente 
sexual e não pode ser reduzida a outras formas não especificadas de energia mental. 
PERVESÃO: enquanto oconceito de instinto se baseia na reprodução, a perversão é toda 
conduta sexual que não conduza à reprodução, já que ela colocaria em risco a 
preservação da espécie. 
OBJETO: definido como a pessoa de que se dá a origem da atração 
OBJETIVO: ato que foi realizado pela condução da pulsão 
ZONAS ERÓGENAS: regiões enervadas e de mucosas que trariam uma grande quantidade 
de prazer. 
PRÉ-PRAZER: excitação das zonas erógenas. Estágio preparatório. 
PRAZER FINAL: resultado da descarga das substâncias sexuais. Orgasmo. 
NARCISISMO PRIMÁRIO: momento em que a criança toma a si mesma como objeto de 
prazer. 
NARCISISMO SECUNDÁRIO: quando conquista a capacidade de amar por si mesma 
pessoas que são diferentes, assim, consegue amar a si mesma como retorno por amar o 
outro 
OBJETO DE APOIO: escolha feita pelo amor de objeto reconhecido como diferente de si. 
OBJETO NARCÍSICA: escolha guiada pelo amor a si mesmo. 
FORACLUSÃO: é a rejeição radical de um elemento da ordem simbólica, especialmente o 
“nome-do-pai", como descrito por Lacan em sua interpretação do Complexo de Édipo. Esse 
elemento é fundamental para ancorar toda a ordem simbólica; portanto, sua exclusão afeta 
a estrutura simbólica como um todo. É o mecanismo primordial das psicoses. 
DESMENTIDO: revela uma aparente contradição. Essa contradição é descrita como a 
consciência de uma negação. O desmentido, ao contrário do recalcamento, está 
relacionado a simbolização do pai e sua função simbólica de separador entre o filho e a mãe. 
IDENTIFICAÇÃO: termo empregado em psicanálise para designar o processo central pelo 
qual o sujeito se constitui e se transforma, assimilando ou se apropriando em momentos-
chave de sua evolução, dos aspectos, atributos ou traços dos seres humanos que o cercam. 
CASTRAÇÃO: demonina complexo de castração o sentimento inconsciente de ameaça 
experimentado pela criança quando ela constata a diferença anatômica entre os sexos. 
Implica o abandono dos desejos edipianos. 
SUBLIMAÇÃO: conceito pós estágio da latência para se referir ao desenvolvimento criativo 
e inteligente. Atividades humanas. À medida que esta é desviada para um objetivo não 
sexual, investindo em objetos socialmente valorizados. 
SIGNIFICANTE: imagem acústica da palavra calcada pelo som.

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