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Aula 00 Direito Penal Militar p/ PM-BA e CBM-BA (Oficial) Professor: Paulo Guimarães 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães AULA 00 DAS PENAS. DAS PENAS PRINCIPAIS. DAS PENAS ACESSÓRIAS. Sumário Sumário ................................................................................................. 1! 1 - Considerações Iniciais ......................................................................... 2! 2 - Das Penas Principais ........................................................................... 3! 3 - Das Penas Acessórias .......................................................................... 8! 4 - Questões .......................................................................................... 12! 4.1 - Questões sem Comentários ........................................................... 12! 4.2 – Gabarito ..................................................................................... 14! 4.3 - Questões Comentadas .................................................................. 15! 5 - Considerações Finais .......................................................................... 20! 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães AULA 00 - DAS PENAS. DAS PENAS PRINCIPAIS. DAS PENAS ACESSÓRIAS. 1 - Considerações Iniciais Olá, amigo concurseiro! O editais para os concursos da CBM-BA e PM-BA finalmente foram publicados! Não temos tempo a perder, não é mesmo? Meu nome é Paulo Guimarães, e estarei junto com você continuando sua jornada rumo à aprovação. Vamos estudar em detalhes o conteúdo do Direito Penal Militar. Teremos questões comentadas e trataremos desses temas de forma exaustiva. Antes de colocarmos a “mão na massa”, permitam-me uma pequena apresentação. Nasci em Recife e sou graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Direito Constitucional. Minha vida de concurseiro começou ainda antes da vida acadêmica, quando concorri e fui aprovado para uma vaga no Colégio Militar do Recife, aos 10 anos de idade. Em 2003, aos 17 anos, fui aprovado no concurso do Banco do Brasil, e cruzei os dedos para não ser convocado antes de fazer aniversário. Tomei posse em 2004 e trabalhei como escriturário, caixa executivo e assistente em diversas áreas do BB, incluindo atendimento a governo e comércio exterior. Fui também aprovado no concurso da Caixa Econômica Federal em 2004, mas não cheguei a tomar posse. Mais tarde, deixei o Banco do Brasil para tomar posse no cargo de técnico do Banco Central, e lá trabalhei no Departamento de Liquidações Extrajudiciais e na Secretaria da Diretoria e do Conselho Monetário Nacional. Em 2012, tive o privilégio de ser aprovado no concurso para o cargo de Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, em 2° lugar na área de Prevenção da Corrupção e Ouvidoria. Atualmente, desempenho minhas funções na Ouvidoria-Geral da União, que é um dos órgãos componentes da CGU. Minha experiência prévia como professor em cursos preparatórios engloba as áreas de Direito Constitucional e legislação especial. Ao longo do nosso curso estudaremos os dispositivos legais, as abordagens doutrinárias e também a jurisprudência dos tribunais superiores. Tentarei deixar tudo muito claro, mas se ainda ficarem dúvidas não deixe de me procurar no nosso fórum ou nas redes sociais, ok!? Acredito que nossa matéria seja uma daquelas que constituirão o verdadeiro diferencial dos aprovados. Muitos candidatos deixam o estudo de legislação específica para a última hora, mas isso não vai acontecer com você! Garanto que todos os meus esforços serão concentrados na tarefa de obter a SUA aprovação. Esse comprometimento, tanto da minha parte quanto da sua, resultará, sem dúvida, numa preparação consistente, que vai permitir que você 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães esteja pronto no dia da prova, e tenha motivos para comemorar quando o resultado for publicado. Muitas vezes, tomar posse em cargos como esses parece um sonho distante, mas, acredite em mim, se você se esforçar ao máximo, será apenas uma questão de tempo. E digo mais, quando você for aprovado, ficará surpreso em como foi mais rápido do que você imaginava. Nosso cronograma nos permitirá cobrir todo o conteúdo de Legislação Complementar, com as aulas em PDF sendo liberadas nas datas a seguir: Aula 00 Das penas. Das penas principais. Das penas acessórias. 23/5 Aula 01 Crimes Militares – Parte 1 24/6 Aula 02 Crimes Militares – Parte 2 24/7 Encerrada a apresentação, vamos à matéria. Analise o material com carinho, faça seus esquemas de memorização e prepare- se para a revisão final. Se você seguir esta fórmula, o curso será o suficiente para que você atinja um excelente resultado. Espero que você e goste e opte por se preparar conosco. Agora vamos ao que interessa. Mãos à obra! 2 - Das Penas Principais O Código Penal Militar divide as penas em principais e acessórias. As principais são aquelas cominadas a determinado crime, e as acessórias são aquelas que eventualmente podem ser cumuladas. Art. 55. As penas principais são: a) morte; b) reclusão; c) detenção; d) prisão; e) impedimento; f) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função; g) reforma. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães A primeira e mais importante das penas previstas pelo CPM é a pena de morte. O art. 5°, XLVII, a, determina que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada. O art. 84, XIX, da Constituição, apenas permite a declaração de guerra para fins de defesa contra agressão estrangeira. O CPM, portanto, comina a pena de morte para alguns crimes praticados em tempo de guerra. A deserção, por exemplo, assume durante a guerra enormes proporções, e o criminoso pode ser condenado à pena de morte. No Direito Penal Militar não há distinção significativa entre as penas de reclusão e detenção. Podemos dizer, contudo, que há uma pequena diferença formal: a reclusão tem um período mínimo de 1 ano e um máximo de 30 anos, enquanto a detenção tem um mínimo de 30 dias e um máximo de 10 anos. A pena de prisão é aquela em que, se o criminoso for oficial, permanece em estabelecimento militar; e, se praça, em estabelecimento penal militar. O impedimento é a pena prevista para o crime de insubmissão. O criminoso permanece restrito à organização militar (menagem), participando normalmente das instruções militares (art. 63). A Doutrina diz que esta pena tem “nítido caráter ressocializador e educativo”. A suspensão do exercício do posto é aplicável ao oficial que pratica comércio (art. 204). A Doutrina entende que a previsão da pena de reforma não foi recepcionada pela Constituição, pois esta não permite penas de caráter perpétuo. O CPM não prevê a aplicação de pena de multa. PENA DE MORTE Art. 56. A pena de morte é executada por fuzilamento. Os detalhes acerca da execução da pena de morte estão no art. 707 e seguintes do Código de Processo Penal Militar. Há vários detalhes, incluindo a vestimenta dos condenados, o apoio espiritual, etc. COMUNICAÇÃO Art. 57. A sentença definitiva de condenação à morte é comunicada, logo que passe em julgado, ao Presidente da República, e não pode ser executada senão depois de sete dias após a comunicação. Parágrafo único. Se a pena é imposta em zona de operações de guerra, pode ser imediatamente executada, quando o exigir o interesse da ordem e da disciplina militares. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BAE CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães A regra geral é de que, uma vez transitada em julgado a condenação à pena de morte, o Presidente da República deve ser imediatamente comunicado. A execução apenas pode ocorrer sete dias após a comunicação. Este período é concedido ao Presidente para decidir acerca da concessão de indulto ou da comutação da pena, nos termos da Constituição (art. 21, XII). Há exceção, entretanto, quando a condenação ocorrer em zona de operações de guerra. Neste caso, a pena pode ser executada de imediato, se a ordem e a disciplina militares assim o exigirem. PENA DE ATÉ DOIS ANOS IMPOSTA A MILITAR Art. 59 - A pena de reclusão ou de detenção até 2 (dois) anos, aplicada a militar, é convertida em pena de prisão e cumprida, quando não cabível a suspensão condicional: (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) I - pelo oficial, em recinto de estabelecimento militar; II - pela praça, em estabelecimento penal militar, onde ficará separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos. SEPARAÇÃO DE PRAÇAS ESPECIAIS E GRADUADAS Parágrafo único. Para efeito de separação, no cumprimento da pena de prisão, atender- se-á, também, à condição das praças especiais e à das graduadas, ou não; e, dentre as graduadas, à das que tenham graduação especial. Quando for aplicada pena de reclusão ou detenção de até 2 anos, pode haver suspensão condicional do processo (sursis). Apenas quando não for possível esta alternativa a pena pode ser convertida em prisão. Caso o condenado seja oficial, ele ficará recluso ao estabelecimento militar, mas lá poderá circular livremente. Se o condenado for praça, permanecerá em estabelecimento penal militar, mas ficará separada de presos que estejam cumprindo penalidade disciplinar ou pena privativa de liberdade superior a 2 anos. Quanto à separação das praças, esta determinação segue o princípio da hierarquia. As praças graduadas são o soldado, o cabo, o sargento e o subtenente. As praças especiais são os cadetes (alunos das academias militares) e os aspirantes-a-oficial (recém-formados que ainda não são tenentes). PENA SUPERIOR A DOIS ANOS, IMPOSTA A MILITAR Art. 61 - A pena privativa da liberdade por mais de 2 (dois) anos, aplicada a militar, é cumprida em penitenciária militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou detento sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães Neste caso não é possível comutar a pena por prisão. Apenas alguns estados têm penitenciárias militares, e por isso é muito comum que o militar condenado cumpra a pena em estabelecimento civil. Neste caso o cumprimento da pena é regulado pela Lei de Execução Penal. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE IMPOSTA A CIVIL Art. 62 - O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar, em estabelecimento prisional civil, ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) CUMPRIMENTO EM PENITENCIÁRIA MILITAR Parágrafo único - Por crime militar praticado em tempo de guerra poderá o civil ficar sujeito a cumprir a pena, no todo ou em parte em penitenciária militar, se, em benefício da segurança nacional, assim o determinar a sentença. (Redação dada pela Lei nº 6.544, de 30.6.1978) O civil condenado por crime militar cumpre a pena em estabelecimento civil, e a ele se aplica a Lei de Execução Penal. Caso o civil, entretanto, pratique crime militar em tempo de guerra, poderá cumprir sua pena em penitenciária militar, mas neste caso a sentença precisa ser específica. Em regra, o militar condenado a pena superior a 2 anos deve cumpri-la em penitenciária militar. Se não for possível, deve cumpri-la em estabelecimento civil, ficando sujeito à legislação comum quanto ao cumprimento da pena. O civil em regra cumpre pena em estabelecimento prisional civil, sujeitando- se ao regime comum quanto ao cumprimento da pena. Todavia, poderá cumpri- la em penitenciária militar, caso pratique crime em tempo de guerra, e desde que a sentença assim o determine. PENA DE SUSPENSÃO DO EXERCÍCIO DO POSTO, GRADUAÇÃO, CARGO OU FUNÇÃO Art. 64. A pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função consiste na agregação, no afastamento, no licenciamento ou na disponibilidade do condenado, pelo tempo fixado na sentença, sem prejuízo do seu comparecimento regular à sede do serviço. Não será contado como tempo de serviço, para qualquer efeito, o do cumprimento da pena. CASO DE RESERVA, REFORMA OU APOSENTADORIA Parágrafo único. Se o condenado, quando proferida a sentença, já estiver na reserva, ou reformado ou aposentado, a pena prevista neste artigo será convertida em pena de detenção, de três meses a um ano. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães Acerca desta pena, chamo sua atenção para o fato de que o período em que o militar cumpre suspensão não conta como tempo de serviço. Neste período o militar continua comparecendo à unidade militar, mas não pode exercer suas funções. A hipótese do parágrafo único não é considerada inconstitucional, mas é de difícil aplicabilidade prática. Utilizei anteriormente como exemplo o crime previsto no art. 204 (exercício de comércio por oficial), mas este só pode ser cometido por oficial da ativa, e não é possível que o militar passe à reserva enquanto está respondendo processo penal. SUPERVENIÊNCIA DE DOENÇA MENTAL Art. 66. O condenado a que sobrevenha doença mental deve ser recolhido a manicômio judiciário ou, na falta deste, a outro estabelecimento adequado, onde lhe seja assegurada custódia e tratamento. O condenado que sofra de doença mental superveniente deve ser recolhido a manicômio judiciário ou outro estabelecimento adequado. O CPPM prevê, neste caso, a transferência do condenado do estabelecimento prisional para hospital psiquiátrico. TEMPO COMPUTÁVEL Art. 67. Computam-se na pena privativa de liberdade o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, e o de internação em hospital ou manicômio, bem como o excesso de tempo, reconhecido em decisão judicial irrecorrível, no cumprimento da pena, por outro crime, desde que a decisão seja posterior ao crime de que se trata. Este é o dispositivo que autoriza a detração penal. O período em que o criminoso esteve em prisão provisória ou internado deve ser considerado para fins de cumprimento da pena definitiva. Também pode ser contado o tempo de pena que o condenado cumpriu em excesso, quando passou mais tempo preso do que o devido. Obviamente esta hipótese somente é aplicável quando a decisão que reconhecer o excesso de tempo seja posterior ao novo crime, pois se assim não fosse o condenado ficaria com “crédito” perante a Justiça Militar, e isso não é possível. O CPM, assim como o CP, autoriza a detração penal, devendo ser deduzido da pena privativa de liberdade o tempo de prisão provisória e o de internação em hospital ou manicômio, bem como o excesso de tempo. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães 3 - Das Penas Acessórias Estas penas estão previstas no art. 98 do CPM e podem ser cumuladas com as penas principais. A maior parte dos doutrinadores diz que estas penas têm natureza extrapenal, pois geram repercussões em outras esferas da vida do condenado (administrativa, civil, etc.). Art. 98. Sãopenas acessórias: I - a perda de posto e patente; II - a indignidade para o oficialato; III - a incompatibilidade com o oficialato; IV - a exclusão das forças armadas; V - a perda da função pública, ainda que eletiva; VI - a inabilitação para o exercício de função pública; VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela; VIII - a suspensão dos direitos políticos. PERDA DE POSTO E PATENTE Art. 99. A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. A condenação que resulta na perda do posto e da patente só pode decorrer de decisão de Tribunal Militar ou Civil, nos termos do art. 142, §3º, VI, da Constituição. Além disso, o dispositivo constitucional é claro no sentido de que a perda do posto e patente não é autônoma, decorrendo da declaração de indignidade ou incompatibilidade para o oficialato. Para fins de interpretação deste dispositivo, “tribunal” deve ser entendido como órgão judiciário de segunda instância ou de instância superior. A decisão da perda do posto e patente não pode ser de juiz de primeiro grau, pois apenas tribunais podem decidir pela indignidade ou incompatibilidade para o oficialato. INDIGNIDADE PARA O OFICIALATO Art. 100. Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato o militar condenado, qualquer que seja a pena, nos crimes de traição, espionagem ou cobardia, ou em qualquer dos definidos nos arts. 161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304, 311 e 312. Esta pena acessória decorre dos crimes de desrespeito a símbolo nacional, pederastia ou outro ato libidinoso, furto simples, roubo simples, extorsão simples, extorsão mediante sequestro, chantagem, estelionato, abuso de pessoa, peculato, peculato mediante aproveitamento de erro de outrem, falsificação de documento, falsidade ideológica. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães Como observação, chamo sua atenção também para o advento da Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010, conhecida como Lei Ficha Limpa. Esta lei trouxe tornou inelegível pelo período de oito anos aquele que for declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível. INCOMPATIBILIDADE COM O OFICIALATO Art. 101. Fica sujeito à declaração de incompatibilidade com o oficialato o militar condenado nos crimes dos arts. 141 e 142. Os crimes mencionados no dispositivo são o de entendimento para gerar conflito ou divergência com o Brasil, e o de tentativa contra a soberania do Brasil. EXCLUSÃO DAS FORÇAS ARMADAS Art. 102. A condenação da praça a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, importa sua exclusão das forças armadas. Perceba que esta pena acessória somente é aplicável às praças, e não aos oficiais. A Doutrina discute acerca da aplicabilidade deste dispositivo às praças das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares. A Jurisprudência é pacífica no sentido de que o dispositivo é aplicável, juntamente com o art. 125, §4º da Constituição, que traz outra hipótese de decisão pela perda de graduação das praças das forças estaduais em sede de decisão judicial. PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA Art. 103. Incorre na perda da função pública o assemelhado ou o civil: I - condenado a pena privativa de liberdade por crime cometido com abuso de poder ou violação de dever inerente à função pública; II - condenado, por outro crime, a pena privativa de liberdade por mais de dois anos. Parágrafo único. O disposto no artigo aplica-se ao militar da reserva, ou reformado, se estiver no exercício de função pública de qualquer natureza. Esta pena acessória, nos termos do caput do art. 103, é aplicável apenas ao civil que cometeu crime militar, já que a figura do assemelhando não mais existe em nosso ordenamento. O parágrafo único, por outro lado, permite que a perda da função seja aplicada também ao militar da reserva ou reformado que esteja exercendo função pública de qualquer natureza. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA Art. 104. Incorre na inabilitação para o exercício de função pública, pelo prazo de dois até vinte anos, o condenado a reclusão por mais de quatro anos, em virtude de crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública. TERMO INICIAL Parágrafo único. O prazo da inabilitação para o exercício de função pública começa ao termo da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, ou da data em que se extingue a referida pena. A mim parece que o legislador teve a intenção de impedir que o agente público retornasse ao exercício da função na qual praticou o crime. Perceba que, para que esta pena acessória seja aplicável, é necessária a conjugação de dois fatores: - Crime praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função pública. - Condenação a pena de reclusão por mais de quatro anos. O período de inabilitação começa a ser contado quando o a pena é cumprida, ou quando é extinta. Perceba que o art. 108 do CPM inclui no período de inabilitação o tempo que o condenado passou sendo beneficiado pela suspensão condicional da pena ou pelo livramento condicional, se não houver revogação. SUSPENSÃO DO PÁTRIO PODER, TUTELA OU CURATELA Art. 105. O condenado a pena privativa de liberdade por mais de dois anos, seja qual for o crime praticado, fica suspenso do exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, enquanto dura a execução da pena, ou da medida de segurança imposta em substituição (art. 113). SUSPENSÃO PROVISÓRIA Parágrafo único. Durante o processo pode o juiz decretar a suspensão provisória do exercício do pátrio poder, tutela ou curatela. Esta pena acessória se baseia na impossibilidade material de o condenado exercer o poder familiar, tutela ou curatela. Em relação à aplicação de medida de segurança, a impossibilidade de exercício torna-se presumida em razão da inimputabilidade. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães Perceba que o exercício desses poderes é materialmente impossível, uma vez que, como estamos tratando de condenação a pena privativa de liberdade por mais de dois anos, também não é cabível o sursis. Esta suspensão também pode ser decretada como medida cautelar, nos termos do parágrafo único deste dispositivo. SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. 106. Durante a execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança imposta em substituição, ou enquanto perdura a inabilitação para função pública, o condenado não pode votar, nem ser votado. A suspensão dos direitos políticos é consequência natural da condenação, conforme art. 15 da Constituição: “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: (...) III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos”. Chamo sua atenção para o fato de que a suspensão perdura enquanto durar a execução da pena ou medida de segurança, ou enquanto o condenado estiver inabilitado para função pública. A inabilitação, todavia, ultrapassa o período de cumprimento da pena. IMPOSIÇÃO DE PENA ACESSÓRIA Art. 107. Salvo os casos dos arts. 99, 103, nº II, e 106, a imposição da pena acessória deve constar expressamente da sentença. A regra geral é de que a imposição de pena acessória deve vir expressa na sentença condenatória. As exceções são a perda de posto e patente, a perda de função pública pelo civil que for condenado a pena privativa de liberdade de mais de doisanos, e a suspensão dos direitos políticos (prevista pela própria Constituição). 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães 4 - Questões 4.1 - Questões sem Comentários QUESTÃO 01 - MPU – Analista – 2013 – Cespe. Considere que João, dentista civil, tenha sido condenado pela justiça militar da União à pena de quatro anos de reclusão, pelo crime de violência contra militar em serviço. Nessa situação, o condenado deve cumprir a pena em penitenciária militar. QUESTÃO 02 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. A legislação penal militar estabelece que a pena de morte é executada por fuzilamento e que, nessa situação, o condenado militar deverá deixar a prisão com o uniforme sem as insígnias, e o condenado civil deverá estar vestido decentemente, devendo ambos os condenados estar de olhos vendados no momento da execução, salvo se o recusarem. QUESTÃO 03 - DPU – Defensor Público – 2007 – Cespe. A pena acessória de exclusão das Forças Armadas prevista no CPM será obrigatoriamente aplicada à praça cuja condenação à pena privativa de liberdade for superior a dois anos. QUESTÃO 04 - MPE-ES – Promotor de Justiça – 2010 – Cespe (adaptada). A indignidade para o oficialato é sanção administrativa disciplinar e sua aplicação ocorre no âmbito administrativo disciplinar. A incompatibilidade para o oficialato é sanção penal acessória e somente poderá ser aplicada pelo Poder Judiciário, mediante procedimento próprio. QUESTÃO 05 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. De acordo com a legislação penal militar, a condenação da praça e a do civil a pena privativa de liberdade superior a dois anos implicam, respectivamente, a exclusão do militar das Forças Armadas e a perda da função pública do civil. QUESTÃO 06 - DPU – Defensor Público – 2010 – Cespe. O CPM dispõe sobre hipóteses de crimes militares, próprios e impróprios, e sobre infrações disciplinares militares. Entre as sanções penais, está expressa a possibilidade de se aplicar a pena de multa nos casos de delitos de natureza patrimonial ou de infração penal que cause prejuízos financeiros à administração militar. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães QUESTÃO 07 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. No direito penal militar, as penas principais são: morte, reclusão, detenção, prisão, impedimento, reforma e suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. QUESTÃO 08 - STM – Analista Judiciário – 2011 – Cespe. Nos termos das disposições gerais do CPM, é cabível para os crimes militares a cominação das penas privativas de liberdade, restritivas de direitos e de multa, conforme também prevê o Código Penal comum. QUESTÃO 09 - PM-MG – Oficial da Polícia Militar – 2011 – Fumarc. O CPM prevê, entre outras, as seguintes penas acessórias: a) Perda de posto e patente, Transferência Compulsória e Suspensão dos Direitos Políticos. b) Indignidade para o Oficialato, Incompatibilidade com o Oficialato e Inabilitação para o exercício de função pública.͒ c) Reforma Administrativa, Perda de posto e patente e Inabilitação para o exercício de função pública. ͒ d) Incompatibilidade para com o Oficialato, Exação e Perda da Função Pública. QUESTÃO 10 - STM – Analista Judiciário – 2011 – Cespe. Se, no distrito da culpa de militar condenado, por crime militar, ao cumprimento de pena privativa de liberdade de oito anos de reclusão, não houver penitenciária militar, a execução da pena deverá ocorrer em estabelecimento civil comum, ficando a sua execução a cargo do juízo de execuções penais, sob a égide da legislação penal comum. QUESTÃO 11 – PMDF – Oficial Capelão – 2017 – IADES. A perda de posto e de patente resulta de condenação à pena privativa de liberdade por tempo superior a a) dois anos e importa a perda das condecorações. b) dois anos e não importa a perda das condecorações. c) quatro anos e não importa a perda das condecorações. d) quatro anos e importa a perda das condecorações. e) oito anos e importa a suspensão das condecorações. QUESTÃO 12 – PMMG – Soldado – 2017 – PMMG. Sobre as penas principais e acessórias previstas no Código Penal Militar (CPM), marque a alternativa CORRETA: 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães a) A condenação da praça a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, importa na aplicação da pena acessória de “exclusão das forças armadas”. b) A “reserva” constitui uma das penas principais. c) A pena acessória de “suspensão dos vencimentos” pode ser aplicada pelo juiz durante o processo. d) A pena principal de “impedimento” será aplicada ao condenado a reclusão por mais de quatro anos. QUESTÃO 13 – PMGO – Soldado – 2017 – Funrio. No direito penal militar, considera-se como uma pena principal, a a) perda de lugar e carta de condução. b) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. c) exclusão das Forças Armadas. d) suspensão dos direitos políticos. e) indignidade para o oficialato. 4.2 – Gabarito 1. E 2. C 3. C 4. E 5. C 6. E 7. C 8. E 9. B 10. C 11. A 12. A 13. B 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães 4.3 - Questões Comentadas QUESTÃO 01 - MPU – Analista – 2013 – Cespe. Considere que João, dentista civil, tenha sido condenado pela justiça militar da União à pena de quatro anos de reclusão, pelo crime de violência contra militar em serviço. Nessa situação, o condenado deve cumprir a pena em penitenciária militar. Comentários Nos termos do art. 62 do CPM, o civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar em estabelecimento prisional civil, ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar. GABARITO: E QUESTÃO 02 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. A legislação penal militar estabelece que a pena de morte é executada por fuzilamento e que, nessa situação, o condenado militar deverá deixar a prisão com o uniforme sem as insígnias, e o condenado civil deverá estar vestido decentemente, devendo ambos os condenados estar de olhos vendados no momento da execução, salvo se o recusarem. Comentários Esta questão mescla o conhecimento do conteúdo do CPM e o do CPPM acerca da pena de morte. Justamente por isso essa questão foi anulada pela banca, pois o programa da matéria de Direito Penal Militar não incluía esta parte do CPPM. Entretanto, todas as informações estão corretas. GABARITO: C QUESTÃO 03 - DPU – Defensor Público – 2007 – Cespe. A pena acessória de exclusão das Forças Armadas prevista no CPM será obrigatoriamente aplicada à praça cuja condenação à pena privativa de liberdade for superior a dois anos. Comentários A pena acessória de exclusão das Forças Armadas decorre da sentença condenatória a pena privativa de liberdade por período superior a dois anos, nos termos do art. 102 do CPM. GABARITO: C 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães QUESTÃO 04 - MPE-ES – Promotor de Justiça – 2010 – Cespe (adaptada). A indignidade para o oficialato é sanção administrativa disciplinar e sua aplicação ocorre no âmbito administrativo disciplinar. A incompatibilidade para o oficialato é sanção penal acessória e somente poderá ser aplicada pelo Poder Judiciário, mediante procedimento próprio. Comentários Você não precisa saber de muitos detalhes acerca das penas acessórias. Esta questão pode ser facilmente respondida por você,pois tanto a indignidade para o oficialato quanto a incompatibilidade para o oficialato são penas acessórias, previstas no art. 98 do CPM. GABARITO: E QUESTÃO 05 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. De acordo com a legislação penal militar, a condenação da praça e a do civil a pena privativa de liberdade superior a dois anos implicam, respectivamente, a exclusão do militar das Forças Armadas e a perda da função pública do civil. Comentários O art. 102 do CPM determina que a praça que for condenada a pena privativa de liberdade superior a dois anos será excluída das Forças Armadas. Já o art. 103 determina que o civil que for condenado a pena privativa de liberdade por crime cometido com abuso de poder ou violação de dever inerente à função pública, ou que for condenado por qualquer crime a pena privativa de liberdade superior a dois anos, perderá a função pública. GABARITO: C QUESTÃO 06 - DPU – Defensor Público – 2010 – Cespe. O CPM dispõe sobre hipóteses de crimes militares, próprios e impróprios, e sobre infrações disciplinares militares. Entre as sanções penais, está expressa a possibilidade de se aplicar a pena de multa nos casos de delitos de natureza patrimonial ou de infração penal que cause prejuízos financeiros à administração militar. Comentários Entre as penas previstas pelo CPM não há pena de multa. GABARITO: E 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães QUESTÃO 07 - STM – Analista Judiciário – 2004 – Cespe. No direito penal militar, as penas principais são: morte, reclusão, detenção, prisão, impedimento, reforma e suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. Comentários Esta questão está perfeitamente de acordo com o art. 55 do CPM, apesar de a Doutrina indicar que a pena de reforma não foi recepcionada pela Constituição GABARITO: C QUESTÃO 08 - STM – Analista Judiciário – 2011 – Cespe. Nos termos das disposições gerais do CPM, é cabível para os crimes militares a cominação das penas privativas de liberdade, restritivas de direitos e de multa, conforme também prevê o Código Penal comum. Comentários Mais uma questão dizendo que o CPM prevê pena de multa. Essa você não erra na prova, hein? GABARITO: E QUESTÃO 09 - PM-MG – Oficial da Polícia Militar – 2011 – Fumarc. O CPM prevê, entre outras, as seguintes penas acessórias: a) Perda de posto e patente, Transferência Compulsória e Suspensão dos Direitos Políticos. b) Indignidade para o Oficialato, Incompatibilidade com o Oficialato e Inabilitação para o exercício de função pública.͒ c) Reforma Administrativa, Perda de posto e patente e Inabilitação para o exercício de função pública. ͒ d) Incompatibilidade para com o Oficialato, Exação e Perda da Função Pública. Comentários A única que traz apenas penas acessórias previstas no art. 98 do CPM é a alternativa B. Não existem as penas de transferência compulsória, reforma administrativa, e nem exação. GABARITO: B 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães QUESTÃO 10 - STM – Analista Judiciário – 2011 – Cespe. Se, no distrito da culpa de militar condenado, por crime militar, ao cumprimento de pena privativa de liberdade de oito anos de reclusão, não houver penitenciária militar, a execução da pena deverá ocorrer em estabelecimento civil comum, ficando a sua execução a cargo do juízo de execuções penais, sob a égide da legislação penal comum. Comentários Este é o conteúdo do art. 61 do CPM. GABARITO: C QUESTÃO 11 – PMDF – Oficial Capelão – 2017 – IADES. A perda de posto e de patente resulta de condenação à pena privativa de liberdade por tempo superior a a) dois anos e importa a perda das condecorações. b) dois anos e não importa a perda das condecorações. c) quatro anos e não importa a perda das condecorações. d) quatro anos e importa a perda das condecorações. e) oito anos e importa a suspensão das condecorações. Comentários Nos termos do art. 99 do CPM, a perda do posto e patente resulta da condenação a pena privativa por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condenações. GABARITO: A QUESTÃO 12 – PMMG – Soldado – 2017 – PMMG. Sobre as penas principais e acessórias previstas no Código Penal Militar (CPM), marque a alternativa CORRETA: a) A condenação da praça a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, importa na aplicação da pena acessória de “exclusão das forças armadas”. b) A “reserva” constitui uma das penas principais. c) A pena acessória de “suspensão dos vencimentos” pode ser aplicada pelo juiz durante o processo. d) A pena principal de “impedimento” será aplicada ao condenado a reclusão por mais de quatro anos. 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães Comentários A alternativa B está incorreta porque, de acordo com o art. 55, as penas principais são: morte; reclusão; detenção; prisão; impedimento; suspensão do exercício, do posto, graduação, cargo ou função; reforma. A banca tentou enganar você trocando a reforma pela reserva. A alternativa C está incorreta porque não existe suspensão dos vencimentos no art. 98, que trata das penas acessórias: Art. 98. São penas acessórias: I - a perda de pôsto e patente; II - a indignidade para o oficialato; III - a incompatibilidade com o oficialato; IV - a exclusão das fôrças armadas; V - a perda da função pública, ainda que eletiva; VI - a inabilitação para o exercício de função pública; VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela; VIII - a suspensão dos direitos políticos. A alternativa D está incorreta porque, de acordo com o art. 63, a pena de impedimento sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem prejuízo da instrução militar. GABARITO: A QUESTÃO 13 – PMGO – Soldado – 2017 – Funrio. No direito penal militar, considera-se como uma pena principal, a a) perda de lugar e carta de condução. b) suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. c) exclusão das Forças Armadas. d) suspensão dos direitos políticos. e) indignidade para o oficialato. Comentários Entre as opções apresentadas pela questão, somente a alternativa B faz parte do rol das penas principais. As demais são penas acessórias. GABARITO: B 00000000000 00000000000 - DEMO DIREITO PENAL MILITAR – PM-BA E CBM-BA (OFICIAL) Teoria e Questões Aula 00 – Prof. Paulo Guimarães 5 - Considerações Finais Caro amigo, chegamos ao final desta nossa aula demonstrativa. Espero que você tenha gostado e opte por preparar-se com o Estratégia. Se tiver ficado alguma dúvida por favor me procure no fórum. Estou também disponível no e-mail e nas redes sociais. Grande abraço! Paulo Guimarães professorpauloguimaraes@gmail.com Não deixe de me seguir nas redes sociais! www.facebook.com/profpauloguimaraes @pauloguimaraesf @profpauloguimaraes (61) 99607-4477 00000000000 00000000000 - DEMO