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INDÚSTRIA 4.0 E SUSTENTABILIDADE – UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DA IMPRESSÃO 3D COMO RECURSO PARA REDUZIR OS EFEITOS AMBIENTAIS NOS PROCEDIMENTOS DE FABRICAÇÃO Pesquisador Professor Dr. José Rinaldo Domingos de Melo O artigo intitulado Indústria 4.0 e Sustentabilidade: um Estudo sobre a Aplicabilidade da Manufatura Aditiva como Ferramenta para a Minimização dos Impactos Ambientais nos Processos de Produção, publicado na Revista de Gestão Social e Ambiental (RGSA), volume 18, número 7, em 2024, é uma pesquisa coletiva assinada por Cássia Mara Alexandrino Silva, Vitor Carvalho Gomes, Allan Berthier Silva Ferreira, Leonardo Dias Nascimento, André Búrigo Leite, Vinicius Saraiva Santos, Carla Santos Acruz, Francisco Roldineli Varela Marques, Airton Pereira da Silva Leão e Rafael Viéro Tourem. Os autores, vinculados a diversas instituições acadêmicas brasileiras, como a Universidade Federal de Lavras e o Instituto Federal da Bahia, exploram a interseção entre tecnologias da Indústria 4.0 e práticas sustentáveis, com foco na manufatura aditiva (MA) ou impressão 3D. O texto está disponível sob licença Creative Commons CC BY 4.0 e abrange 11 páginas, incluindo resumos em português, inglês e espanhol, introdução, metodologia, resultados, considerações finais e referências. O objetivo central da pesquisa é analisar como a manufatura aditiva pode servir como ferramenta para reduzir danos ambientais nos processos produtivos, alinhando-se aos princípios da Indústria 4.0. A metodologia adotada é uma revisão integrativa de literatura, consultando plataformas como SciELO, Google Acadêmico e Scopus. Os critérios de inclusão limitaram-se a artigos completos, gratuitos, em português, de autores brasileiros, publicados entre 2020 e 2024, diretamente relacionados ao tema. Após triagem inicial por títulos e resumos, seguida de leitura integral, foram selecionados cinco artigos para análise detalhada.Nos resultados, os autores sintetizam os achados em um quadro comparativo (Quadro 1), destacando contribuições de Wiltgen (2023), Feriotti et al. (2022), Inácio et al. (2020), Bagliotti e Gasparotti (2021) e Maya et al. (2024). Esses estudos enfatizam o potencial da MA em produzir peças complexas camada por camada, reduzindo desperdício de matéria-prima, consumo de energia e emissões de poluentes, em contraste com métodos tradicionais subtrativos. Aplicações vão desde a prototipagem rápida até a construção civil, promovendo eficiência, personalização e sustentabilidade. No entanto, alertam para a necessidade de estudos mais profundos sobre impactos energéticos e desafios técnicos, sociais e ambientais. As considerações finais reforçam a MA como essencial para práticas inovadoras e sustentáveis, incentivando empresas e sociedade a explorá-la para conservar recursos e reduzir resíduos. O artigo conclui que, apesar do estágio inicial da tecnologia, ela impulsiona uma transformação rumo a uma economia mais verde e competitiva. Esta pesquisa oferece uma contribuição relevante ao debater a sustentabilidade na Indústria 4.0, um tema emergente no contexto brasileiro, onde a transição para tecnologias digitais ainda enfrenta barreiras como custo e capacitação. A abordagem integrativa é adequada para sintetizar conhecimentos dispersos, permitindo uma visão holística sem demandar dados primários. O foco em literatura nacional e recente (2020-2024) contextualiza o debate para o Brasil, destacando aplicações práticas, como na construção civil (Maya et al., 2024), onde a impressão 3D reduz resíduos e usa materiais reciclados. Pontos fortes incluem a clareza na estruturação – com resumos multilíngues que facilitam a disseminação internacional – e a análise equilibrada, que reconhece limitações da MA, como impactos energéticos não fully quantificados (Feriotti et al., 2022). O quadro comparativo é uma ferramenta eficaz para visualizar as contribuições dos artigos revisados, facilitando a compreensão do leitor.No entanto, há fraquezas notáveis. A amostra de apenas cinco artigos é restrita, possivelmente devido aos critérios rigorosos (exclusão de teses, dissertações e literatura estrangeira), o que limita a profundidade e a diversidade de perspectivas. Por exemplo, ignorar estudos internacionais poderia enriquecer o debate com casos globais, como a adoção da MA na Europa (Neto & Campos, 2023, citados na introdução). Além disso, a análise qualitativa poderia ser complementada por métricas quantitativas, como comparações de emissões de CO2 entre métodos tradicionais e aditivos, para fortalecer as conclusões. A ausência de discussões sobre barreiras econômicas no Brasil, como acesso a impressoras 3D em PMEs, também enfraquece a aplicabilidade prática. Teoricamente, o artigo alinha-se a conceitos como a economia circular, onde a MA minimiza desperdícios (Rodrigues et al., 2017), e reforça a Indústria 4.0 como vetor de sustentabilidade (Cabral Filho, 2023). Ele dialoga com a literatura global ao enfatizar a personalização e eficiência, mas poderia explorar mais os riscos, como o potencial aumento no consumo de plásticos não biodegradáveis em impressões 3D. Em suma, o trabalho é uma introdução acessível e motivadora ao tema, ideal para estudantes e profissionais da engenharia e gestão ambiental. Ele incentiva pesquisas futuras mais amplas, contribuindo para o debate sobre inovação sustentável no Brasil. REFERENCIAIS Cabral Filho (2023): Discute a Logística 4.0 como base para sustentabilidade, enfatizando a integração de tecnologias para otimizar processos e reduzir impactos ambientais. Feriotti et al. (2022): Explora impactos ambientais da MA, incluindo energia e resíduos, destacando a necessidade de estudos multidisciplinares para adoção sustentável. Inácio et al. (2020): Realça o crescimento da produção científica sobre MA na Indústria 4.0, focando em eficiência e redução de materiais. Maya et al. (2024): Aborda a transferência de tecnologia em gestão de resíduos, exemplificando a MA na construção civil para minimizar desperdícios. Neto & Campos (2023): Analisa oportunidades de Business Intelligence na Indústria 4.0, alinhando com a digitalização para práticas eficientes. Otani et al. (2024): Propõe evolução de sistemas de fabricação tradicionais para inteligentes, incorporando MA como ferramenta de transição. Rodrigues et al. (2017): Fornece um framework para aplicações da MA, enfatizando seu estado da arte e potencial sustentável. Wiltgen (2023): Enfatiza a sustentabilidade via MA, reduzindo consumo de recursos e emissões.