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RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 1 PROJETO VALE VERDE 2007 Plano de Manejo Florestal Sustentável Resumo Público Boa Vista, Outubro de 2007 RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 2 Apresentação O presente documento consiste no Resumo Público do Plano de Manejo Florestal Sustentável da Madeireira Vale Verde Ltda. O Manejo Florestal em Regime Sustentável é a condução de uma floresta explorando apenas aquilo que ela é capaz de produzir, ao longo de um determinado período de tempo, sem comprometer sua estrutura natural e o capital inicialmente investido. Atingir tal equilíbrio requer busca contínua do aperfeiçoamento dos sistemas utilizados no manejo florestal, além da criação e desenvolvimento de novos sistemas que possam garantir a sustentabilidade dos recursos florestais. Neste contexto, a Madeireira Vale Verde, consciente de seu papel como administradora de uma fonte de recursos naturais, adota o Sistema de Manejo Florestal de Impacto Reduzido, conduzindo suas atividades em harmonia com o meio ambiente e preocupada com a segurança do trabalhador. O sistema de manejo apresentado neste documento permite a condução de suas atividades de forma a gerar não somente retorno econômico, mas também bens e serviços à sociedade, maximizando a capacidade produtiva da floresta sem alterar suas características originais. As florestas sob este Plano de Manejo Florestal são administradas de maneira sustentável, de acordo com os Princípios, Critérios e Indicadores do FSC (Forest Stewardship Council) para a certificação de Manejo Florestal em Terra Firme na Amazônia Brasileira. O Resumo Público do Plano de Manejo da Vale Verde foi elaborado com o objetivo de ser um instrumento de interação entre a empresa e as demais partes interessadas. Seu conteúdo é revisado e atualizado periodicamente, sendo inseridas informações relativas às mudanças ocorridas no processo florestal, bem como aos resultados do monitoramento dos programas e ações realizadas pela empresa. Em caso de dúvidas, críticas ou sugestões a respeito do Plano de Manejo, a Vale Verde disponibiliza um canal direto de atendimento através do telefone: (95) 3532 1722. Dados Gerais Nome: MADEIREIRA VALE VERDE LTDA. (MVV) Matriz: Estrada da Serra Grande, km 08, Fazenda Quitadinha, Município Cantá ‐ RR Filial: Rua Esterlito Lopes n°55, CEP 69.360‐000, Caracaraí – RR Telefone: +55‐95‐3532 1722 Telefax: +55‐95‐3532 1722 E‐mail: info@ouro‐verde.com Fonte Complementar de Informação: www.ouro‐verde.com CNPJ nº : 06.226.796/0001‐81 (Matriz) CNPJ N° 06.226.796/0001‐62 (Filial) Atividade: Projeto de Manejo Florestal e Beneficiamento de Madeiras Representante Legal: Michael Vogel Elaborador: Engenheiro Florestal Manuel Haas Responsável Técnico: Engenheiro Florestal Valdemir Pereira de Melo Filho Nº Registro no CREA: 18892‐D/PE Apoio Técnico: Engenheiro Florestal Marcos da Silva Silviconsult Engenharia Ltda – www.silviconsult.com.br Empresas que pos‐ suem o certificado FSC são aquelas que manejam suas flores‐ tas de forma am‐ bientalmente corre‐ ta, socialmente justa e economicamente viável. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 3 Compromisso de Adesão aos Princípios e Critérios do FSC A Madeireira Vale Verde Ltda declara sua adesão formal aos Padrões do FSC – Forest Stewardship Council para o Manejo Florestal em Terra Firme na Amazônia Brasileira, se comprometendo a: Respeitar todas as leis aplicáveis, os tratados e acordos internacionais assinados pelo Brasil e obedecer a todos os P&C do FSC; Definir e documentar as posses de longo prazo e os direitos de uso sobre a terra e recursos florestais legalmente estabelecidos; Reconhecer e respeitar os direitos legais e costumários das comunidades indígenas e comunidades tradicionais de possuir, usar e manejar suas terras, territórios e recursos; Realizar as atividades de manejo de forma a manter ou ampliar, em longo prazo, o bem‐estar econômico e social dos trabalhadores florestais e das comunidades locais; Incentivar o uso eficiente e otimizado dos múltiplos produtos e serviços da floresta para assegurar a viabilidade econômica e os benefícios socioambientais; Conservar a diversidade ecológica e seus valores associados, os recursos hídricos, os solos, os ecossistemas e paisagens frágeis e singulares, mantendo dessa forma as funções ecológicas e a integridade das florestas; Elaborar, implementar e atualizar um Plano de Manejo, de forma que os objetivos de longo prazo do manejo florestal e os meios para atingi‐los estejam claramente descritos; Conduzir o monitoramento para que sejam avaliados a condição da floresta, o rendimento dos produtos florestais, a cadeia de custódia, as atividades de manejo florestal e seus impactos ambientais e sociais; e Manter ou incrementar os atributos das florestas de alto valor de conservação, adotando sempre a abordagem de precaução na execução de qualquer atividade. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 4 Apresentação e Histórico da Empresa A Madeireira Vale Verde Ltda ‐ MVV, criada em 2004, é a empresa proprietária da área de manejo florestal ‐ AMF no Município de Caracaraí e da indústria de madeira no município de Cantá no Estado Roraima. A empresa é subsidiaria da empresa brasileira Malrimalrii Florestal Ltda., e a mesma é subsidiária da empresa Greenwood Ltda, com sede em Pfäffikon na Suíça. A Greenwood Ltda é a empresa que controla a aquisição de fundos de investimentos. A área de manejo florestal (AMF) está instalada na Fazenda Mundo Novo, que consiste em 10 imóveis rurais. Praticamente a área inteira da Fazenda é coberta por floresta primária, menos uma área de aproximadamente 200 hectares de floresta secundária, onde a cobertura vegetal foi removida nos anos 80 pelo proprietário para a criação de gado. A floresta tem uma das maiores populações de castanheiras (Bertholletia excelsa Humb. & Bonpl.) da região, e este produto não‐madeireiro foi explorado e vendido em consideráveis quantidades no passado pelos antigos proprietários da Fazenda. Outros produtos não‐madeireiros que foram explorados no passado são a Balata (Manilkara bidentata (A.DC.) Chevalier) e o Cumarú (Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.). Existem varias formas de acessar a AMF: • através da BR 174 sentido Boa Vista – Caracaraí, entrando nas vicinais do assentamento cujubim após a ponte de Caracaraí; • pela BR 401 do município do Cantá, entrado nas vicinais da região da “Confiança”; • pelo Rio Branco sentido nordeste saindo do porto em Caracaraí. As melhores condições de acesso são pelas vicinais do assentamento Cujubim, onde foi feita recuperação da estrada até a sede principal na beira do Rio Branco em 2006/2007. A distância da sede até a Indústria, neste caminho, é de 200 km. Segundo planejamento, o acesso rodoviário futuramente acontecerá pelas vicinais da “Confiança”, onde foram executadas uma recuperação e construção parcial em 2006 até uma distância de 5km da fundiária norte da AMF. FIGURA 1. LOCALIZAÇÃO E ACESSO À ÁREA DE MANEJO FLORESTAL VALE VERDE A MVV é a primeira empresa de grande escala no setor de manejo florestal que tem aprovado o pla‐ no de manejo no es‐ tado de Roraima. Neste sentido, a MVV é pioneira, tendo uma enorme impor‐ tância e responsabi‐ lidade na região, atu‐ ando como incentiva‐ dora de projetosde manejo florestal sus‐ tentável. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 5 Caracterização Regional Contexto Socioeconômico O AMF Vale Verde está localizada no Município de Caracaraí do Estado de Roraima. As características socioeconômicas de Caracaraí são apresentadas a seguir: • segundo o Censo de 2000 realizado pelo IBGE, o município possui 14.286 habitantes. A concentração populacional é predominante nas áreas urbanas, sendo representadas por 59,4% dos domicílios e 57,7% da população residente; • o grau de alfabetização do Município encontra‐se abaixo da média do Estado de Roraima (88%), apresentando 79,4% da população alfabetizada. Considera‐se como alfabetizada, segundo o IBGE, ”a pessoa capaz de ler e escrever um bilhete simples”, “pessoas que aprenderam a ler e escrever, mas esqueceram, e as que apenas assinam o próprio nome são consideradas analfabetas”. Analisando a alfabetização por faixa etária verifica‐se que, exceto a faixa entre 10 e 15 anos, todos os demais apresentam índices de analfabetismo superiores a 10,0%; • em relação à estrutura de saúde, até julho de 2003 o Município de Caracarai possuía apenas 21 ambulatórios e nenhum hospital. No Município predominam causas externas como principal causa de mortalidade; • o IDH‐M (índice de desenvolvimento humano) de Caracarai encontra‐se no índice 4 ou seja, “médio superior”; • indicadores de qualidade de vida como: número de domicílios com abastecimento de água, instalação sanitária, coleta de lixo e IDH‐M, apontam para boas condições na região analisada, sendo semelhantes à média apresentada para o Estado de Roraima; • o rendimento médio mensal das pessoas, considerando apenas aquelas com mais de 10 anos de idade e que possuem algum rendimento é de aproximadamente R$ 478,76; • segundo o IBGE, em 1996, o número de propriedades rurais existentes era de 700 estabelecimentos. Dentre estas, 60,7% das propriedades se concentrava na classe de pequenas a médias (10 a 100 ha), enquanto em 18,9% das propriedades estavam entre 100 e 200 ha e 8,6% apresentavam de 200 a 500 ha. As grandes propriedades (> 2000 ha) eram representadas por apenas 1,29%; e • embora o levantamento secundário realizado para a elaboração do Plano de Gestão Social da empresa tenha apontado bons indicadores de qualidade de vida para o Município de Caracarai, foi constatado que esta situação não se estende às comunidades localizadas na AID do empreendimento. Alguns indicadores levantados apontam uma baixa qualidade de vida destas comunidades. Todas as informações relativas ao ambiente social da empresa estão disponíveis no Plano de Gestão Social da MVV, elaborado em 2007. AID ‐ Área de Influên‐ cia Direta do Projeto: é a área onde se reali‐ za o manejo florestal em regime sustentável – AMF Vale Verde; AII ‐ Área de Influência Indireta do Projeto: é a área constituída pe‐ lo entorno da AMF, abrangendo basica‐ mente o Município de Caracaraí; O Índice de Desenvol‐ vimento Humano Mu‐ nicipal (IDH‐M) é um indicador para medir a qualidade de vida da população, tendo co‐ mo base parâmetros como renda, longe‐ vidade e educação. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 6 Contexto Ambiental Clima Segundo a classificação climática de Köppen, a região onde se localiza a AMF apresenta clima tropical chuvoso com predomínio de savanas ‐ Awi, com a temperatura média anual de 27,3°C e temperatura média do mês mais frio superior a 25 °C. Topografia e Geomorfologia Identificam‐se para a AMF a morfoestrutura domínio das coberturas sedimentares fanerozóicas, que forma a bacia do Rio Branco. A topografia da AMF é plana até ondulada, a altitude varia de 60 m na beira do Rio Branco até 120 m na parte oeste. Na parte sudoeste existe uma serra com uma altitude de 330 m. Os solos predominantes na AMF são: argisolos vermelho‐amarelos e latossolos vermelho amarelos. Os argisolos vermelho‐amarelos predominam em 70% da área e estão sobretudo na porção oeste da AMF. Hidrografia A AMF está inserida na sub‐bacia hidrográfica do Rio Branco e uma pequena parte no oeste da área na sub‐bacia do Anauá. O Rio Branco tem uma extensão de 581 km, sendo o afluente mais importante à margem esquerda do Rio Negro. Os Rios Branco e Baruaninha praticamente delimitam a AMF de leste para oeste. Dentro da AMF existe uma grande quantidade de igarapés, a maioria deles concentram‐se na parte Oeste, sendo os maiores: Igarapé Sumaúma e Igarapé Grande (afluentes do Rio Branco). Todos os igarapés na área são intermitentes, geralmente secando no pico da época seca (janeiro a março). Flora Existem na AMF sete formações de floresta diferentes, segundo a classificação de tipologia floretal na Amazônia do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia). Elas distinguem‐se pela composição de espécies e estrutura horizontal, as quais são influidas por propriedades do solo, relevo e a ocorrência / ausência de alagamentos. As florestas de terra firme podem ser subdivididas em: floresta de platô; floresta de vertente; floresta de pedrais; floresta de campinarana; e floresta de baixos. As florestas temporariamente inundadas podem ser subdivididas em: floresta de várzea (nas áreas inundada por Igarapés), floresta de várzea (lagos de várzea na zona de inundação do Rio Branco) e campina. A maior parte da AMF é floresta de platô na terra firme. Fauna De acordo com um levantamento de mamíferos realizado em 2006, na AMF foram detectadas 40 espécies, das quais 14 são listadas na lista vermelha da União internacional de Conservação da Natureza (IUCN), sendo 4 delas categorizadas como “em perigo de extinção”. As espécies mais ameaçadas são o macaco quatá (Ateles marginatus), o macaco cuxiú (Chiropotes satanas), o tatu canastra (Priodontes maximus) e a ariranha (Pteronura brasiliensis). Três destas espécies são habitantes de florestas fechadas e suas populações podem ser positivamente afetadas através de um sistema de manejo de baixo impacto. As ariranhas são habitantes de rios e igarapés, com menor influência na população através da exploração, dependendo mais de uma preservação adequada do ecossistema rio Branco. O levantamento detectou ainda as seguintes espécies: • espécies classificadas como “vulneráveis”: macaco cairara (Cebus olivaceus); boto cinza (Inia geoffrensis); tamanduá (Myrmecophaga tridactyla); peixe boi (Tolypeutes tricinctus); cachorro do mato (Speothos venaticus); anta (Tapirus terrestris); e tatu bola (Tolypeutes tricinctus); e • espécies classificadas como “em perigo de ficar ameaçadas”: gato do mato (Felis tigrinus); onça pintada (Panthera onca); e onça vermelha (Panthera concolor). Foram realizados ainda dois inventários da avifauna: o primeiro levantamento foi um estudo preliminar na área inteira da AMF, das aves mas conspícuosas, realizado em 2004/2005. O segundo foi executado, de forma mas detalhada, na UPA 2007 (aproximadamente 1.400 ha). Os dois levantamentos forneceram os dados para o programa de monitoramento de aves. A lista a completa de aves registradas na AMF hoje contém 292 espécies. Como o levantamento da avifauna faz parte de um monitoramento contínuo, o número de registros vai aumentando com tempo aproximando‐se ao número estimado de 350‐400 espécies de aves nesta região. A IUCN é uma organi‐ zação internacional dedicada à conserva‐ ção dos recursos natu‐ rais fundada em 1948. A IUCN tem sua sede em Gland, Suíça e reú‐ ne 78 nações, 112 agências de governo, 735 ONGs e milhares de especialistase ci‐ entistas de 181 países. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 7 Gestão Florestal Objetivos do Manejo Florestal A MVV reconhece o sistema do FSC‐ Conselho de Manejo Florestal como uma metodologia para avaliar e balizar suas práticas florestais, na busca de matéria prima cuja sua exploração seja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável, assim contribuindo ao desenvolvimento sustentável da Floresta para criar benefícios múltiplos em todos os grupos de interesse. O objetivo principal do manejo florestal da MVV é produzir madeira serrada de espécies nativas da região, visando agregar o máximo de valor possível ao produto, beneficiamento na unidade industrial local para fabricar produtos de alta qualidade com destinação ao mercado externo. Adicionalmente, a MVV buscará mercados para espécies pouco conhecidas comercialmente, que existem com abundãncia na AMF. Para isso, serão iniciados projetos de pesquisas visando criar uma a base cientifica das propriedades físicas, químicas e mecânicas dessas espécies. Além disso, a empresa buscará o uso múltiplo de produtos madeireiros e não madeireiros, visando aproveitar o máximo possível os recursos fornecidos pela floresta, dentro de um conceito de sustentabilidade produtiva, econômica, social e ambiental. Área de Manejo Florestal - AMF A área de manejo florestal ‐ AMF é composta por 10 imóveis rurais com títulos definitivos que cobrem uma área de 17.205,4 hectares. Os imóveis estão localizados na Gleba Barauana, vicinal 03 do assentamento do INCRA “Cujubim”, beirando o Rio Branco no Município de Caracaraí, Estado de Roraima. FIGURA 1. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE MANEJO FLORESTAL O FSC – Forest Stewardship Council ou Conselho de Ma‐ nejo Florestal é uma instituição interna‐ cional independente e sem fins lucrativos, cuja missão é promo‐ ver e atestar o bom manejo florestal. Manejo florestal sob regime de rendimento sustentável é a condu‐ ção de uma floresta aproveitando apenas aquilo que ela é capaz de produzir novamente, ao longo de um de‐ terminado tempo (ciclo de corte), sem compro‐ meter sua estrutura natural e o capital in‐ vestido. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 8 TABELA 1. .ZONEAMENTO CONFORME AS FUNÇÕES DA FLORESTA NA AMF Função Total [ha] [%] Área Total (ha) 17205 100 Área de Preservação Ecológica: Serra 374 2,2 Área de Preservação Ecológica: Várzea 523 3,0 Área de Preservação Absoluta 860 5,0 Áreas de Preservação Permanente (APP). 2064,6 12,0 Infra‐estrutura Permanente 258 1,5 Área Antropizada 213 1,2 Área de Produção Liquida 12912,4 75,1 Todos os imóveis são averbados pela FEMACT a 100% para a execução de manejo florestal. Entretanto, nunca é o total da AMF que é exploravel, senão existem áreas que não podem ser exploradas pela legislação florestal brasileira como as margens dos rios e igarapés, as serras e 5% da área bruta como área de preservação absoluta, como esta apresentado na tabela acima. Atividades de Manejo Florestal Inventário Florestal Diagnóstico O inventário florestal diagnóstico foi realizado como forma de reconhecimento preliminar e definição do potencial da área florestal, atendendo aos objetivos do Plano de Manejo Florestal com Impacto Reduzido. O processo de amostragem adotado foi o sistemático em faixas distribuídas ao longo de toda área. Este processo é amplamente utilizado em florestas heterogêneas, uma vez que as faixas abrangem as diferentes características da floresta e facilitam os trabalhos de campo. Nesta etapa, foram instaladas ao longo da Unidade de Manejo, 199 unidades amostrais de 10 X 250 m. Em cada sub‐amostra, foram efetuados levantamentos em 5 níveis, três de regeneração natural e dois do estrato arbóreo. Em todos os níveis de regeneração natural foram coletados os nomes comuns das espécies e o número de indivíduos. No estrato arbóreo, foram coletados o nome comum, CAP, altura comercial e qualidade de fuste de cada árvore. Na área do projeto as espécies florestais encontradas com maior freqüência são: Abius, Abiuranas, Angelins, Breus, Castanheira, Faveiras, Maçaranduba, Mata‐Matás, Taxí, Tauaris, entre outras. Dentro das famílias botânicas as mais importantes são: LECYTHIDACEAE, as leguminosas (CAESALPINACEAE, FABACEAE e MIMOSACEAE), MORACEAE e SAPOTACEAE. Determinação da Localização da Unidade de Produção Anual A área total da AMF é subdividida em 25 UPAS (Unidades de Produção Anual) com área total nunca superior ou inferior à 10% da área média por UPA, seguindo os critérios abaixo: • é dada preferência às áreas que tenham uma infra‐estrutura de acesso já existente ou facilitada, nos primeiros anos; • se possível os limites da UPA devem ser as áreas de preservação permanente de rios e igarapés, ou fundiárias existentes (exteriores e interiores); e • poderá ser explorado mais de uma UPA anualmente, desde que seja respeitado o período de rotação, estipulado em 25 anos. (Sistema de Circulo de Corte Interrompido). RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 9 Como conseqüência, para garantir a sustentabilidade do projeto, serão implementadas as seguintes estratégias: • Aquisição de áreas de floresta circunvizinhas para poder manter uma continuidade de área para o PMFS; • Avaliação de outras áreas de floresta em outros municípios do Estado de Roraima; • Valiação de fragmentos de floresta nativa dentro das fazendas do Projeto Ouro Verde; FIGURA 2: TALHONAMENTO DA AMF EM UNIDADES DE PRODUÇÃO ANUAL (UPA) Plano de Produção Florestal O plano de produção florestal foi definido para atingir dois principais objetivos, o abastecimento da indústria e a manutenção da capacidade produtiva da floresta e de suas funções ambientais. As variáveis consideradas na definição do plano de exploração anual foram as seguintes: • demanda industrial, definida através de consulta à indústria; • disponibilidade de matéria‐prima, informada pelo inventário florestal 100%; • estoque a ser colhido e • estimativa da taxa de crescimento do estoque comercial da floresta, após a exploração. Sistema de Exploração Na exploração, os impactos ambientais sob o meio biótico são minimizados através de planejamento de uma ótima densidade de pátios, trilhas de arraste e estradas ambientais, o planejamento do corte, a aplicação de tecnicas de corte profissonais e o treinamento de todos os operadores de máquinas. O sistema de exploração aplicado e conhecido como Exploração de Impacto Reduzido (EIR). Através de simulações realizadas em computador, definiu‐se o sistema de produção ideal para a manutenção do balanceamento da estrutura diamétrica da floresta após sua exploração. Além de garantir a manutenção do fornecimento de matéria‐prima, o plano de produção florestal assegura a manutenção da biodiversidade da floresta e a maximização de sua capacidade produtiva. Infra-estrutura de Apoio Pátios (esplanadas): têm por função manter estocada durante determinado período a madeira colhida e retirada da área de manejo pelos skidders. Os pátios são abertos com o trator de esteira e motoserras; Sistema viário: para o transporte da madeira extraída, a MVV utiliza três tipos de estrada: principais (permanentes), secundárias e picadas de arraste (temporárias). As estradas principais são construídas de forma a permitir o fluxo de veículos leves e pesados durante todo o ano, em sentido leste‐oeste, com áreas de escape e bueiros apropriados e largura variandode 6 a 10 metros, permitindo o tráfego seguro em duas mãos. As estradas secundárias tem caráter RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 10 permanente, e objetivo de atender ao tráfego no período de exploração, minimizando a distância de arraste das toras para as esplanadas (a qual não ultrapassa 500 m). A largura média é de 3,5 metros. As picadas de arraste são divididas em principais, abertas antes do início da derrubada, para o arraste das árvores até as estradas secundárias em no máximo 100 metros, e em picadas secundárias, abertas no ato da extração pelo próprio trator, para o arraste das árvores colhidas até as picadas principais. Procedimentos Operacionais Os procedimentos operacionais que garantem a produção sustentável da floresta da MVV são estabelecidos no Plano de Operação Anual (POA), considerando as características de cada Talhão a ser explorado: • Inventário florestal 100% (censo florestal): Dentro de cada UPA, as árvores de abate, árvores futuras e árvores porta sementes de espécies comerciais e potenciais são identificadas, mensuradas (Diâmetro na altura de peito ‐ DAP, altura e qualidade de fuste) e posicionadas em relação à uma grade de picadas de orientação previamente aberta. Com a base de dados do inventário é feito o planejamento das atividades de exploração. Durante o inventário também é efetuado o corte de dos cipós nas árvores de abate. • Corte de árvores: é realizado tendo em vista o melhor aproveitamento possível da árvore, a minimização dos prejuízos sobre as árvores remanescentes e as áreas de preservação permanente e evitar acidentes com o pessoal envolvido no trabalho; • Traçamento dos fustes: os fustes maiores são traçados com a motoserra para se ajustarem ao comprimento dos caminhões; • Arraste de toras: até o patio de estocagem é realizado com tratores florestais do tipo skidder, de alta capacidade de produção e operacionalidade em ambientes dificeis • Estocagem e carregamento da madeira: A estocagem no pátio carregamento da madeira é feito através de uma carregadeira frontal de rodas; • Transporte viário: consiste no transporte da madeira dos pátios no campo até os pátios da indústria. A MVV utiliza caminhões do tipo Romeu e Julieta • Descarregamento: é realizado no pátio da indústria através do uso do mesmo equipamento utilizado no carregamento das toras Atualmente, a MVV não possui a infraestrutura própria para executar o corte, arraste, traçamento, carregamento e transporte da madeira. Estas atividades são executados por um empreiteiro Florestal. Entretanto, a MVV pretende adquirir o maquinário necessário para executar todas as atividades florestais. Monitoramento Florestal por Parcelas de Inventário Contínuo O monitoramento florestal por parcelas de inventário contínuo é feito através de parcelas permanentes istalada nas UPAs e é um instrumento de avaliação do desenvolvimento e dos impactos causados pela exploração florestal. O sistema de amostragem é aleatório, com parcelas de amostragem retangulares de 1 ha, uma instalada a cada 200 ha de área inventariada. A parcela é subdividida em 3 níveis: • 100% da área para o levantamento do estrato arbóreo, • 25% da área para o levantamento da regeneração natural avançada, e • 10% para o levantamento de mudas As variáveis coletadas são: DAP, altura comercial, qualidade de fuste e de copa, espécie (nome vulgar), ocorrência de defeitos naturais e ocorrência de oco. Atividades Pós-Exploratórias Depois de cada safra, é feita uma avaliação pós exploratória que compõe as seguintes atividades: Avaliação de impactos ambientais decorrentes da exploração: • Danos exploratórios nas árvores remanescentes • Impactos na fauna • Impactos nas águas • Impactos nos solos RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 11 Avaliação das Atividades de Exploração Florestal • Avaliação do Corte (técnicas) • Avaliação do Arraste (planejamento e execução) • Avaliação da densidade e da largura das estradas florestais e trilhas de arraste • Avaliação do tamanho e a densidade dos pátios de estocagem Outras atividades pós exploratórias incluem a recuperação de áreas degradadas (piçarreiras, pátios), tratamentos silviculturais como o replantio de trilhas de arraste com espécies comerciais e a manutenção das estradas florestais. Tecnologia A empresa está desenvolvendo projetos de pesquisa na seguintes áreas: • Propriedades físico, químico e mecânicas de madeiras de espécies menos conhecidas, consideradas não comerciais • Produção sustentável de produtos não madeireiros (Castanha‐do‐Brasil ) • Programa de monitoramento por parcelas de Inventários contínuo (em parceria com a Universidade Federal do Amazonas) Proteção da AMF Para proteger a área de manejo florestal‐ AMF‐ de possíveis invasores foram tomadas as seguintes providencias: Foi aberto uma picada de 3 m de largura ao longo da fundiária da área titulada, e varias outra picadas cruzando a AMF. . Estas picadas são vigiadas em intervalos freqüentes para detectar possíveis invasores. Na picada , e em vários outros pontos estratégicos foram montada placas avisando a área de manejo florestal. Também foram montadas placas proibindo a caça e pesca. Para facilitar a vigilança, a empresa possue de um quadriciclo e uma moto Cross. Plano de Prevenção de Incêndios A empresa elaborou um “Plano de combate e controle de incêndios (PCCI)”, onde são definidas as áreas com maior ocorrência de incêndio na AMF (mapas), as atividades de prevenção de incêndios (estabelecimento de parcerias e definição do sistema de vigilança e comunicação) e os métodos de combate de incêndios (Acessos a rede hidrográfica, áreas criticas, pontos de observação, rotas de vigilância). A empresa possui uma equipe de Brigada de Incêndios que é responsável pelas primeiras ações de combate a incêndios, com pessoal capacitado e treinado para executar essas atividades. Saúde e Segurança dos Trabalhadores O setor de Saúde e Segurança no Trabalho da MVV possui um médico e um auxiliar de enfermagem, os quais estão encarregados de monitorar permanentemente a saúde dos membros da organização. O setor de saúde e segurança no trabalho é composto por quatro colaboradores ‐ um engenheiro de segurança, dois técnicos e um auxiliar, responsáveis por organizar e controlar as condições de segurança, cuidando da exposição dos colaboradores aos riscos físicos, químicos e biológicos, assim como acidentes no trabalho em todas as atividades desenvolvidas pela organização e pelas empresas contratadas para realizar as atividades florestais. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 12 Inspeção de Condições de Trabalho e da Infra-estrutura do Empreendimento O setor de saúde e segurança no trabalho inspeciona regularmente as condições do trabalho em todas as atividades desenvolvidas no campo e nas edificações da companhia. A freqüência de inspeções depende da sazonalidade de atividades de manejo, mais intensa durante a época de exploração (colheita) da madeira. A vistoria é documentada, sendo gerados relatórios que apontam pontos fracos a serem corrigidos e soluções e providencias para resolver os eventuais problemas. Treinamentos de Capacitação e Conscientização A MVV possui um plano anual de capacitação e conscientização para seus membros e trabalhadores terceirizados, monitorando a renovação de habilitações para todos os tipos de operação. Todos os funcionários recebem treinamentos decapacitação e conscientização incluindo os seguintes cursos internos da empresa: • primeiros socorros (teoria e pratica com treinamento de ressuscitação e atendimento de emergências); • certificação florestal FSC; • normas, condutas e regras da empresa; • gerenciamento de resíduos sólidos; • cuidados com o meio ambiente (treinamento teórico e pratico sobre ocorrências ambientais e atendimento de emergências); • segurança de trabalho, ergonomia e uso dos EPIs; • treinamentos operacionais para atividades de silvicultura; e • gerenciamento e motivação para supervisores e fiscalizadores florestais, como também curso de gestão para o corpo executivo. O curso sobre cuidados com produtos químicos ‐ prevenção de acidentes e tecnologia de aplicação é executado pela Embrapa Roraima. Operadores de máquinas recebem o treinamento de máquinas pesadas (operação, lubrificação e meio ambiente) no SENAI em Boa Vista. A empresa também possui uma parceria com o SESI para o Programa Brasil Alfabetizado, visando à alfabetização completa de seus colaboradores. Equipamentos de Proteção Individual- EPI Visando atender a NR 6, o setor de saúde e segurança no trabalho tem formulado padrões para requerimento de equipamento de segurança para cada atividade de campo. O equipamento é comprado, armazenado e distribuído para todos os funcionários. A MVV fornece equipamento de proteção individual também aos coletores de produtos não madeireiros registrados de forma gratuita. Das empresas terceirizadas, a MVV exige os mesmos equipamentos de proteção para os colaboradores florestais monitorando o correto uso. Definição e Sinalização de Zonas de Riscos Todas as zonas de riscos de segurança no trabalho que sejam resultados das atividades desenvolvidas no campo e nas edificações da organização estão sendo identificadas e sinalizadas. O setor executa um levantamento periódico de zonas de riscos, elaborando um relatório que define a sinalização e procedimentos necessários para evitar quaisquer acidentes. Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA O PPRA tem por objetivo identificar, descrever e discriminar a ocorrência de riscos ambientais e de seus agentes, assim como, programar e recomendar as respectivas ações e medidas de controle que se demonstrarem necessárias relativas aos riscos existentes nas instalações e nos serviços executados pela organização. O PPRA visa além de atender ao requisito legal NR 9 à preservação da saúde e da integridade física dos colaboradores envolvidos, com uma permanente preocupação para com o meio ambiente e os recursos naturais. Uma comissão para prevenção de acidente no trabalho rural (Co‐ missão Interna de Prevenção de Aciden‐ tes do Trabalho Rural ‐ CIPATR) foi estabe‐ lecida e apoiada pelo pessoal da companhia, a fim de comunicar e monitorar acidentes. Esta comissão é super‐ visionada e treinada pelo departamento de segurança no tra‐ balho. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 13 Programa de Controle Médico O PCMSO ‐ Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional dos Trabalhadores ‐ prevê atividades, abrangendo desde a análise de aptidão física e mental no serviço de medicina do trabalho para os candidatos à admissão, exames periódicos para todos os colaboradores, avaliação clinica ocupacional em casos de mudança de função, até exames demissionais. Todos os exames são realizados conforme a exposição ao risco, identificados no PPRA. O PPRA e o PCMSO são documentos complementares e devem ser muito bem alinhados em suas ações. Gestão Ambiental Áreas de Alto Valor de Conservação- AAVC Para a definição de áreas de alto valor de conservação (AAVC) foi utilizado o manual “The High Conservation Value Forest Toolkit” (PROFOREST, 2003), que estabelece critérios para a identificação destas áreas. De acordo com esses critérios, foram definidas duas áreas de alto valor de conservação para a Fazenda Mundo Novo, sendo: AAVC nas Margens de Corpos d’água e Lagos de Várzea A proteção das áreas de floresta nas margens dos igarapés corresponde com as áreas de preservação permanente (APP), protegidas por lei e definidas como faixas com largura de 30 m em cada lado de todos os igarapés da propriedade. Assim como faixas com raio de 50 m no entorno das nascentes e uma faixa com 200 m de largura na margem do Rio Branco. Além dos trechos citados também fazem parte desta AAVC os ecossistemas de lagos de várzeas que ocorrem ao longo da margem do Rio Branco. As funções ecológicas destas áreas de alto valor de conservação são: • manutenção da qualidade dos recursos hídricos; • estabilização do solo das margens e das planícies de inundação; • manutenção de habitat para espécies ameaçadas dependentes do meio aquático como a ariranha e a anta, entre outros; • conservação da área de aves endêmicas das florestas marginais do Rio Branco, definida por Birdlife International (2007); • benefícios e reprodução das comunidades da ictiofauna; e • amenização dos efeitos de grandes chuvas e grandes cheias sobre o meio físico. AAVC das Serras e Afloramentos Rochosos Fazem parte desta AAVC todas as elevações mais íngremes e com afloramentos rochosos localizadas na porção sudeste da Fazenda Mundo Novo. Os agrupamentos de blocos e lajes rochosas que existem nas proximidades destas serras também se incluem na área de alto valor de conservação. Esta tem as seguintes funções ecológicas: • manutenção da estabilidade das encostas; • evitar o desenvolvimento de processos erosivos; • conservação de comunidades vegetais exclusivas de ambientes rochosos; • preservação de tocas e abrigos para a fauna; • conservação de refúgios para animais preferênciais de ambientes rochosos e • proteção de ecossistema menos comum na região em estudo. Florestas de Alto Valor de Conservação são áreas que possuem va‐ lores ambientais e so‐ ciais considerados de caráter excepcional ou importância crítica. Es‐ sas áreas devem ser manejadas apropriada‐ mente para que os Altos Valores de Con‐ servação identificados sejam mantidos ou ampliados (PROFOREST, 2003). RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 14 Identificação de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras Na matriz de impactos ambientais são identificados e caracterizados o impactos relevantes, decorrentes de todas as atividades do projeto sobre o meio físico (ar, recursos hídricos, recursos edáficos) e o meio biótico (flora e fauna). A caracterização qualitativa de cada impacto e balizada sobre os seguintes critérios: • indicador: o efeito de um impacto sobre e o meio ambiente pode ser determinado quantitativamente e/ou qualitativamente através de um ou mais parâmetros; • fase do surgimento: O impacto pode entrar em efeito na nas atividades durante a fase pre‐ exploratória, durante a fase exploratória, ou durante a fase pós‐exploratória; • espaço: os impactos podem ser local (quando a ação extrapola ao próprio sítio e às suas imediações), regional (quando o efeito se propaga por uma área além das imediações do sítio onde se dá a reação) e estratégico (quando é afetado um componente ambiental de importância coletiva, nacional ou mesmo internacional); • dinâmica: os impactos podem ser temporário (quando o efeito permanece por um tempo determinado, após a realização da ação), cíclico (quando o efeito se faz sentir em determinados ciclos, que podem ou não ser constantes ao longo do tempo) e permanente (quando uma vez executada a ação, os efeitos não param de se manifestar num horizonte temporal conhecido).• plástica: os impactos podem ser reversível (quando uma vez cessada a ação, o fator ambiental retorna às suas condições originais) e irreversível (quando cessada a ação, o fator ambiental não retorna às suas condições originais, pelo menos num horizonte de tempo aceitável pelo homem). Para cada impacto identificado é elaborado um programa de implementação e monitoramento das medidas mitigadoras: • programa de monitoramento da fauna: as aves são elementos faunisticos amplamente usados como indicadores de qualidade ambiental. Foram efetuados dois levantamentos pré‐ exploratórios para identificar as espécies de aves na AMF. Anualmente, 8‐12 meses depois da exploração é efetuado uma avaliação pós‐exploratória da avifauna com o objetivo de identificar as espécies sensiveis e ausentes nas áreas exploradas e desenvolver métodos para manter as condições ecologicas que garantem cuja sobrevivencia. • programa de monitoramento de danos na floresta: Anualmente, depois da exploração é efetuado uma avaliação dos danos nas árvores remanescentes e na regeneração para detectar e futuramente evitar erros operacionais • programa de monitoramento de águas: Anualmente, antes e depois da exploração florestal são retiradas e analisadas amostras de água nos recursos hídricos da microbacia hidrológica que abrange a UPA. Os parâmetros analisados são: cor, organismos patogênicos, Sólidos dissolvidos e em suspensão, pH, e óleos e graxas. Assim, diferencias nos teores dos parâmetros podem ser detectadas e as medidas mitigadoras alteradas. • programa de avaliação pós‐exploratório das operações florestais: Anualmente, depois da exploração, a qualidade de corte, a densidade e largura das trilhas de arraste, o tamanho e a densidade dos pátios de estocagem é avaliada para detectar e futuramente evitar erros operacionais • programa de recuperação de áreas degradadas: as áreas afetadas pela exploração (trilhas, pátios, piçarreiras) são recuperadas de forma para devolver as condições necessárias de regeneração de seus ecossistemas naturais através de atividades tais como nivelamento para eliminar valas de água, replantio de mudas de especiés comerciais extraídas na exploração ou condução da regeneração natural, conforme a melhor opção para a realidade local. Inevitavelmente, um projeto florestal cau‐ sa impactos ambi‐ entais. O manejo flo‐ restal de baixo im‐ pacto visa a elabo‐ rar e implementar ações que diminuem estes impactos. Estas ações chamam‐se medidas mitigado‐ ras. Elas são rigida‐ mente monitoradas para contribuir a manter o ecossiste‐ ma florestal intacto. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 15 Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Produtos perigosos A MVV mantém um plano de gerenciamento de resíduos sólidos e produtos perigosos (PGRPP) que realiza programas de Educação ambiental para criar consciência para os colaboradores quanto a importância da coleta seletiva, correto destino de embalagens e de produtos perigosos, visando a manutenção sanitária de todas as sedes e alojamentos da empresa, além de estar contribuindo para manter o ambiente saudável. Ademais, neste plano são definidas as normas para a manutenção e o abastecimento correto das máquinas e equipamentos usados e o armazenamento adequado de produtos perigosos como tintas, óleos e combustíveis para não causar danos ao meio ambiente e a saúde dos envolvidos. Gestão Social Iniciativa Social A principal ação social desenvolvida pela Vale Verde refere‐se ao Projeto Comunitário de Coleta de Castanha na AMF da empresa. A área disponibilizada corresponde aos 17.205 hectares da AMF, localizados no Município de Caracaraí. O Projeto Comunitário de Coleta de Castanhas objetiva introduzir um sistema de aproveitamento sustentável de castanhas, de forma a gerar benefícios para os moradores da AID do Projeto de Manejo Florestal, incentivando assim a criação de uma associação organizada de castanheiros no Município de Caracaraí. Paralelamente a estes objetivos, o projeto também busca implementar um sistema que permita um maior controle da entrada de pessoas na AMF. O público alvo abrange as comunidades localizadas na região das vicinais 3 e 4, fundiária norte, beira do Rio Branco e cidade de Caracaraí. FIGURA 3: COMPONENTES DO SISTEMA DE GESTÃO SOCIAL DO PROJETO VALE VERDE O objetivo é assistir ao funcionário e seus familiares, dando‐lhes segurança e propor‐ cionando‐lhes condi‐ ções para melhorar sua qualidade de vida. A população alvo é de aproximadamente 33 funcionários operacio‐ nais que trabalham na AMF. RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 16 Benefícios Sociais A Vale Verde oferece aos funcionários próprios alguns benefícios sociais na forma de serviços, vantagens ou facilidades. Os benefícios oferecidos são: • auxílio moradia; • auxílio alimentação; • transporte; • comunicação; • educação; • capacitação e treinamento; • festas e eventos internos; e • área de lazer. Canais de Informação e Diálogo Entende‐se por canal de informação todos os meios de comunicação que levam e/ou apresentam um determinado conteúdo aos públicos de interesse. Já os canais de diálogo são definidos como meios de comunicação de “mão dupla”, ou seja, levam a informação e viabilizam o processo de feedback, através de críticas, sugestões, elogios, entre outros, e a solução ou encaminhamento destas questões. A empresa acredita que, à medida que os progressos em termos de comunicação e de abertura com as partes interessadas forem percebidos pela sociedade roraimense e colaboradores, ocasionará uma maior abertura de diálogo e informação, atendendo assim aos aspectos sociais e comunitários de forma cada vez mais eficiente. Os canais de informação e diálogo disponibilizados atualmente pela Vale Verde são: • website: configurado para acesso via internet, oferece acesso em Português, Inglês e Alemão. Contempla informações gerais sobre a empresa e projetos, incluindo as atividades ligadas às áreas de floresta nativa. Também disponibiliza informações de contato; • internet/ e‐mail: ferramenta de comunicação interna, disponível para parte dos funcionários; • caixas de sugestão: a caixa de sugestão é disponibilizada para funcionários, visitantes e interessados. As caixas estão disponíveis no escritório de Caracaraí e as sedes mas frequentadas (sede principal e alojamento inventário 100%); • reuniões: a MVV busca realizar reuniões internas a fim de discutir assuntos importantes e repassar informações; • quadro de aviso: os quadros de aviso estão fixados no escritório de Caracaraí e sedes. Tem importância estratégica na divulgação de informações e atualizações; e • pesquisa de qualidade da alimentação: aos funcionários que recebem alimentação nos alojamentos e sedes é disponibilizado um controle de qualidade da refeição. Gestão de Impactos Sociais Em 2005 e 2007 a MVV realizou diagnósticos sociais envolvendo levantamentos primários e secundários. Através dessse diagnósticos foi possível conhecer a realidade da empresa e seu ambiente mais imediato, bem como os impactos gerados por suas atividades, as necessidades a serem satisfeitas e os objetivos a serem atingidos. No geral, os resultados foram considerados positivos. Os grupos pesquisados identificaram e reconheceram a Vale Verde como uma empresa com boas condições de trabalho e geradora de benefícios para região. Já o principal aspecto negativo identificado na pesquisarefere‐se à necessidade de aprimorar os canais formais de comunicação com os diversos grupos de interesse, pois foi constatado que a maior parte dos impactos é decorrente da falta de informação sobre o empreendimento e política corporativa. Comparando os indicadores municipais de educação, saúde e qualidade de vida (água, luz, instalação sanitária, coleta de lixo, renda e IDH‐M ‐ Índice de Desenvolvimento Humano RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 17 Municipal), com os resultados levantados para os funcionários (próprios), através de questionário, percebe‐se que não existe diferença significativa entre estes e a situação regional. Isto ocorre em função dos funcionários próprios morarem em áreas urbanas (61,1% em Boa Vista e 27,8% na área urbana de Caracaraí) e, portanto, possuírem acesso à infra‐estrutura básica e boas condições de moradia. A partir dos resultados obtidos no presente diagnóstico foi possível definir as principais linhas de ações necessárias para a implementação de uma política de gestão social, de forma a incorporar este conjunto de ações em um sistema ou “Programa de Gestão de Impactos Sociais”. Áreas de Alto Valor de Conservação Diferentes áreas da empresa apresentam espaços relevantes para a conservação em vista de sua estrutura vegetacional e fauna associada. Nos maciços florestais das fazendas da empresan se destacam como de alto valor de conservação os seguintes: AAVC das Várzeas de Lagos e Margens de Corpos d’água • Corresponde a faixas com largura de 30 m em cada lado de todos os igarapés da propriedade e no entorno dos lagos de várzea. Assim como faixas com raio de 50 m no entorno das nascentes e uma faixa com 200 m de largura na margem do Rio Branco. Além dos trechos citados também fazem parte desta AAVC os ecossistemas de lagos de várzeas que ocorrem ao longo da margem do Rio Branco. AAVC das Serras e Afloramentos Rochosos • Fazem parte desta AAVC todas as elevações mais íngremes e com afloramentos rochosos localizadas na porção sudeste da Fazenda Mundo Novo. Os agrupamentos de blocos e lajes rochosas que existem nas proximidades destas serras também se incluem na área de alto valor de conservação. As áreas de alto valor de conservação e seus atributos mais importantes são monitoradas anualmente pela empresa Vale Verde para garantir a sua integridade e proteção. Monitoramento do Plano de Manejo Ter um programa efetivo de monitoramento é um dos aspectos mais importantes do manejo florestal para assegurar que as metas definidas no plano de manejo estejam sendo mantidas e melhoradas. O requerimento básico do monitoramento é encontrar indicadores que possam ser regularmente medidos para ver se o planejamento tem sido cumprido ou não, ou se certos principios economicos, ecológicos ou sociais ficaram obsoletos. Os indicadores selecionados para o monitoramento devem ser apropriados, mensuráveis, diretos e de custos efetivos fáceis deserem monitorados periodicamente.As seguintes metas de monitoramento existem para as áreas: Controle de empreiterios e sub‐empreiteiros: a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pelos empreiteiros como: construção de estradas, atividades de exploração floretal, transporte de funcionários etc. é permanentemente monitorada em forma de fiscalização: do uso dos EPIs, legalização de emprego, funcionamento e manutençaõ dos veiculos e as maquinas e treinamentos dos funcionários do empreiteiro. No caso de não conformidade severa ou repetida dos padroes estabelecidos pela empresa, o contrato do empreiteiro será cancelado. Produção de madeira (cadeia de custodia): é realizdo o monitoramento da quantidade de madeira retirada das unidades de trabalho (UT) pela equipe da MVV atraves de romaneios estabelecidos pelo encarregado da exploração para cada lote de toras e cada carga de caminhão transportada. O Princípio 8 da Norma de Certificação FSC pa‐ ra florestas plantadas diz que: “O monitora‐ mento deve ser condu‐ zido – apropriado à escala e à intensidade do manejo florestal – para que sejam avalia‐ dos as condições da floresta, o rendimento dos produtos florestais, a cadeia de custódia, as atividades de manejo e seus impactos ambien‐ tais e sociais”. Florestas de Alto Valor de Conservação são áreas que possuem valores ambientais e sociais considerados de caráter excepcional ou importância crítica. Essas áreas devem ser manejadas apropriadamente para que os Altos Valores de Conservação identificados sejam mantidos ou ampliados (PROFOREST, 2003). RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 18 Atividades operacionais: Todas as operações de campo e a logistica involvida são monitoradas em termos de produção, qualidade e custos. Os dados são coletados pelos encarregados dos setores de forma diária, e analisados junto com os gerentes responsáveis de forma contínua. Assim permitindo de forma rapida implantar ajustes e melhoramentos dos procedimentos e/ou criar novos padrões. Adicionalmente, são efetuadas auditorias internas de segurança de trabalho, respeito do meio ambiente e respeito da lei trabalhista em todas as operações executadas. Consulta ao ambiente social: A consulta ativa ao ambiente socialinterno e externo e conduzida permanentemente para buscar orientações e recomendações práticas para realizar um manejo florestal socialmente sustentável. Para este fim, o empreendimento instalou uma ouvidoria que esta publicada no site da empresa. A empresa possui um setor de relações publicas responsável por esta ouvidoria. Além disso, a empresa instalou caixas de sugestões em no escritório e nas sedes/alojamentos que são analisados mensalmente. Controle de Cadeia de Custódia A certificação da cadeia de custódia tem como principal objetivo garantir a rastreabilidade dos produtos florestais (pisos, decking, compensados, madeira serrada, etc) até sua origem florestal, ou seja, até a árvore de onde foi gerado. Para orientar o consumidor preocupado com a origem do produto florestal sustentável, cada produto recebe um selo do FSC no produto final . Este selo orienta os compradores e consumidores sobre a origem da matéria‐prima florestal. Quando se identifica o selo FSC no produto, sabe‐se que a floresta da qual ele é oriundo está sendo explorada de acordo com todas as leis vigentes e de forma correta. Isso diferencia o produto de outros similares e agrega valor. E estende a toda a cadeia de produção e comércio os benefícios da certificação. Os controles da Madeireira Vale Verde iniciam no Inventário Florestal, no qual as árvores são plaqueteadas e registradas num sistema informatizado. Posteriormente, as árvores são derrubadas e arrastadas por trator Skyder Florestal até o patio de estocagem, onde recebem uma novo número para a identificação na cadeia de custódia e são divididas em seções, A‐B‐C‐D conforme o comprimento das toras e estocadas em pátios de toras (esplanadas) para posterior transporte. Cada etapa produtiva, são controladas por Fichas de controle de Cadeia de Custódia, visando garantir a rastreabilidade da tora até sua origem natural na floresta. As plaquetas de indentificação de cada árvore, ficam presas no toco de onde foram cortadas, visando garantir a origem florestal dos produtos gerados por aquela árvore. Cadeia de Custódia (CoC) é o processo pe‐ lo qual a matéria‐ prima é controlada desde sua origem (floresta) até a colo‐ cação do produto final no mercado, envol‐ vendo basicamente as etapas de colheita, transporte, estoque, processo/manufatura e expedição. /AllowTransparency false /AutoPositionEPSFiles true /AutoRotatePages /All /Binding /Left /CalGrayProfile (Dot Gain 20%) /CalRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CalCMYKProfile (U.S. Web Coated \050SWOP\051 v2) /sRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CannotEmbedFontPolicy /Warning /CompatibilityLevel 1.4 /CompressObjects /Tags /CompressPages true /ConvertImagesToIndexed true /PassThroughJPEGImages true /CreateJDFFile false /CreateJobTicket false /DefaultRenderingIntent /Default /DetectBlends true /DetectCurves 0.0000 /ColorConversionStrategy /LeaveColorUnchanged /DoThumbnails false /EmbedAllFonts true /EmbedOpenType false /ParseICCProfilesInComments true /EmbedJobOptions true /DSCReportingLevel 0 /EmitDSCWarnings false /EndPage -1 /ImageMemory 1048576 /LockDistillerParams false /MaxSubsetPct 100 /Optimize true /OPM 1 /ParseDSCComments true /ParseDSCCommentsForDocInfo true /PreserveCopyPage true /PreserveDICMYKValues true /PreserveEPSInfo true /PreserveFlatness true /PreserveHalftoneInfo false /PreserveOPIComments false /PreserveOverprintSettings true /StartPage 1 /SubsetFonts true /TransferFunctionInfo /Apply /UCRandBGInfo /Preserve /UsePrologue false /ColorSettingsFile () /AlwaysEmbed [ true ] /NeverEmbed [ true ] /AntiAliasColorImages false /CropColorImages true /ColorImageMinResolution 300 /ColorImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleColorImages true /ColorImageDownsampleType /Bicubic /ColorImageResolution 300 /ColorImageDepth -1 /ColorImageMinDownsampleDepth 1 /ColorImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeColorImages true /ColorImageFilter /DCTEncode /AutoFilterColorImages true /ColorImageAutoFilterStrategy /JPEG /ColorACSImageDict > /ColorImageDict > /JPEG2000ColorACSImageDict > /JPEG2000ColorImageDict > /AntiAliasGrayImages false /CropGrayImages true /GrayImageMinResolution 300 /GrayImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleGrayImages true /GrayImageDownsampleType /Bicubic /GrayImageResolution 300 /GrayImageDepth -1 /GrayImageMinDownsampleDepth 2 /GrayImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeGrayImages true /GrayImageFilter /DCTEncode /AutoFilterGrayImages true /GrayImageAutoFilterStrategy /JPEG /GrayACSImageDict > /GrayImageDict > /JPEG2000GrayACSImageDict > /JPEG2000GrayImageDict > /AntiAliasMonoImages false /CropMonoImages true /MonoImageMinResolution 1200 /MonoImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleMonoImages true /MonoImageDownsampleType /Bicubic /MonoImageResolution 1200 /MonoImageDepth -1 /MonoImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeMonoImages true /MonoImageFilter /CCITTFaxEncode /MonoImageDict > /AllowPSXObjects false /CheckCompliance [ /None ] /PDFX1aCheck false /PDFX3Check false /PDFXCompliantPDFOnly false /PDFXNoTrimBoxError true /PDFXTrimBoxToMediaBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXSetBleedBoxToMediaBox true /PDFXBleedBoxToTrimBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXOutputIntentProfile () /PDFXOutputConditionIdentifier () /PDFXOutputCondition () /PDFXRegistryName () /PDFXTrapped /False /Description /CHT /DAN /DEU /ESP /FRA/ITA /JPN /KOR /NLD (Gebruik deze instellingen om Adobe PDF-documenten te maken voor kwaliteitsafdrukken op desktopprinters en proofers. 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