Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
1
 
 
PROJETO VALE VERDE  
2007
Plano de
Manejo Florestal 
Sustentável
 
Resumo Público 
 
 
 
 
 
 
 
 
Boa Vista, Outubro de 2007 
 
 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
2
 
Apresentação 
O presente documento consiste no Resumo Público do Plano de Manejo Florestal Sustentável da 
Madeireira Vale Verde Ltda. O Manejo Florestal em Regime Sustentável é a condução de uma 
floresta explorando apenas aquilo que ela é  capaz de produzir, ao  longo de um determinado 
período de tempo, sem comprometer sua estrutura natural e o capital inicialmente investido. 
 
Atingir  tal  equilíbrio  requer  busca  contínua  do  aperfeiçoamento  dos  sistemas  utilizados  no 
manejo florestal, além da criação e desenvolvimento de novos sistemas que possam garantir a 
sustentabilidade dos recursos florestais. 
 
Neste contexto, a Madeireira Vale Verde, consciente de seu papel como administradora de uma 
fonte  de  recursos  naturais,  adota  o  Sistema  de  Manejo  Florestal  de  Impacto  Reduzido, 
conduzindo suas atividades em harmonia com o meio ambiente e preocupada com a segurança 
do trabalhador. 
 
O sistema de manejo apresentado neste documento permite a condução de suas atividades de 
forma  a  gerar  não  somente  retorno  econômico, mas  também  bens  e  serviços  à  sociedade, 
maximizando a capacidade produtiva da floresta sem alterar suas características originais. 
 
As  florestas sob este Plano de Manejo Florestal são administradas de maneira sustentável, de 
acordo  com  os  Princípios,  Critérios  e  Indicadores  do  FSC  (Forest  Stewardship  Council)  para  a 
certificação de Manejo Florestal em Terra Firme na Amazônia Brasileira.  
 
O Resumo Público do Plano de Manejo da Vale Verde foi elaborado com o objetivo de ser um 
instrumento  de  interação  entre  a  empresa  e  as  demais  partes  interessadas.  Seu  conteúdo  é 
revisado  e  atualizado  periodicamente,  sendo  inseridas  informações  relativas  às  mudanças 
ocorridas no processo florestal, bem como aos resultados do monitoramento dos programas e 
ações realizadas pela empresa. Em caso de dúvidas, críticas ou sugestões a respeito do Plano de 
Manejo, a Vale Verde disponibiliza um  canal direto de atendimento através do  telefone:  (95) 
3532 1722. 
 
Dados Gerais 
 
Nome: MADEIREIRA VALE VERDE LTDA. (MVV) 
Matriz: Estrada da Serra Grande, km 08, Fazenda Quitadinha, Município Cantá ‐ RR 
Filial: Rua Esterlito Lopes n°55, CEP 69.360‐000, Caracaraí – RR 
Telefone: +55‐95‐3532 1722 
Telefax: +55‐95‐3532 1722 
E‐mail: info@ouro‐verde.com 
Fonte Complementar de Informação:  www.ouro‐verde.com 
CNPJ nº : 06.226.796/0001‐81 (Matriz) 
CNPJ N° 06.226.796/0001‐62 (Filial) 
Atividade: Projeto de Manejo Florestal e Beneficiamento de Madeiras 
Representante Legal: Michael Vogel 
Elaborador: Engenheiro Florestal Manuel Haas 
Responsável Técnico: Engenheiro Florestal Valdemir Pereira de Melo Filho 
Nº Registro no CREA: 18892‐D/PE 
Apoio Técnico: Engenheiro  Florestal Marcos da Silva 
 Silviconsult Engenharia Ltda – www.silviconsult.com.br 
 
 
Empresas  que  pos‐
suem  o  certificado 
FSC  são  aquelas que 
manejam suas flores‐
tas  de  forma  am‐
bientalmente  corre‐
ta,  socialmente  justa 
e  economicamente 
viável. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
3
Compromisso de Adesão aos 
Princípios e Critérios do FSC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Madeireira Vale Verde Ltda declara sua adesão formal aos Padrões do FSC – Forest 
Stewardship Council para o Manejo Florestal em Terra Firme na Amazônia Brasileira, se 
comprometendo a: 
 
 
Respeitar  todas as  leis aplicáveis, os  tratados e acordos  internacionais assinados pelo Brasil e 
obedecer a todos os P&C do FSC; 
 
Definir e documentar as posses de  longo prazo e os direitos de uso  sobre a  terra e  recursos 
florestais legalmente estabelecidos; 
 
Reconhecer  e  respeitar  os  direitos  legais  e  costumários  das  comunidades  indígenas  e 
comunidades tradicionais de possuir, usar e manejar suas terras, territórios e recursos; 
 
Realizar as atividades de manejo de forma a manter ou ampliar, em  longo prazo, o bem‐estar 
econômico e social dos trabalhadores florestais e das comunidades locais; 
 
Incentivar  o  uso  eficiente  e  otimizado  dos  múltiplos  produtos  e  serviços  da  floresta  para 
assegurar a viabilidade econômica e os benefícios socioambientais; 
 
Conservar a diversidade ecológica e seus valores associados, os  recursos hídricos, os solos, os 
ecossistemas e paisagens frágeis e singulares, mantendo dessa forma as funções ecológicas e a 
integridade das florestas; 
 
Elaborar,  implementar  e atualizar um  Plano  de Manejo, de  forma que  os  objetivos de  longo 
prazo do manejo florestal e os meios para atingi‐los estejam claramente descritos;  
 
Conduzir o monitoramento para que sejam avaliados a condição da floresta, o rendimento dos 
produtos  florestais,  a  cadeia  de  custódia,  as  atividades  de manejo  florestal  e  seus  impactos 
ambientais e sociais; e 
 
Manter  ou  incrementar  os  atributos  das  florestas  de  alto  valor  de  conservação,  adotando 
sempre a abordagem de precaução na execução de qualquer atividade. 
 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
4
Apresentação e Histórico da Empresa 
A Madeireira  Vale  Verde  Ltda  ‐ MVV,  criada  em  2004,  é  a  empresa  proprietária  da  área  de 
manejo  florestal  ‐ AMF no Município de Caracaraí e da  indústria de madeira no município de 
Cantá no Estado Roraima. A empresa é  subsidiaria da empresa brasileira Malrimalrii Florestal 
Ltda., e a mesma é subsidiária da empresa Greenwood Ltda, com sede em Pfäffikon na Suíça. A 
Greenwood Ltda é a empresa que controla a aquisição de fundos de investimentos. 
 
A área de manejo  florestal  (AMF) está  instalada na Fazenda Mundo Novo, que consiste em 10 
imóveis  rurais. Praticamente a área  inteira da Fazenda é coberta por  floresta primária, menos 
uma área de aproximadamente 200 hectares de  floresta secundária, onde a cobertura vegetal 
foi  removida  nos  anos  80  pelo  proprietário  para  a  criação  de  gado.  A  floresta  tem  uma  das 
maiores  populações  de  castanheiras  (Bertholletia  excelsa  Humb. &  Bonpl.)  da  região,  e  este 
produto  não‐madeireiro  foi  explorado  e  vendido  em  consideráveis  quantidades  no  passado 
pelos antigos proprietários da Fazenda. Outros produtos não‐madeireiros que foram explorados 
no passado são a Balata (Manilkara bidentata  (A.DC.) Chevalier) e o Cumarú (Dipteryx odorata 
(Aubl.) Willd.). 
 
Existem varias formas de acessar a AMF: 
• através  da  BR  174  sentido  Boa Vista  –  Caracaraí,  entrando  nas  vicinais  do  assentamento 
cujubim após a ponte de Caracaraí;  
• pela BR 401 do município do Cantá, entrado nas vicinais da região da “Confiança”;  
• pelo Rio Branco sentido nordeste saindo do porto em Caracaraí.  
As melhores  condições de  acesso  são pelas  vicinais do  assentamento Cujubim, onde  foi  feita 
recuperação da estrada até a sede principal na beira do Rio Branco em 2006/2007. A distância 
da  sede  até  a  Indústria,  neste  caminho,  é  de  200  km.  Segundo  planejamento,  o  acesso 
rodoviário  futuramente acontecerá pelas vicinais da “Confiança”, onde  foram executadas uma 
recuperação e construção parcial em 2006 até  uma distância de 5km da fundiária norte da AMF. 
 
FIGURA 1. LOCALIZAÇÃO E ACESSO À ÁREA DE MANEJO FLORESTAL VALE VERDE 
 
 
 
A MVV  é  a  primeira 
empresa  de  grande 
escala  no  setor  de 
manejo  florestal  que 
tem  aprovado  o  pla‐
no de manejo no es‐
tado  de  Roraima. 
Neste sentido, a MVV 
é  pioneira,  tendo 
uma  enorme  impor‐
tância  e  responsabi‐
lidade na região, atu‐
ando como incentiva‐
dora  de  projetosde 
manejo  florestal  sus‐
tentável. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
5
Caracterização Regional 
Contexto Socioeconômico 
 
O  AMF  Vale  Verde  está  localizada  no  Município  de  Caracaraí  do  Estado  de  Roraima.  As 
características socioeconômicas de Caracaraí são apresentadas a seguir: 
 
•  segundo  o  Censo  de  2000  realizado  pelo  IBGE,  o município  possui  14.286  habitantes.  A 
concentração  populacional  é  predominante  nas  áreas  urbanas,  sendo  representadas  por 
59,4% dos domicílios e 57,7% da população residente; 
 
• o grau de alfabetização do Município encontra‐se abaixo da média do Estado de Roraima 
(88%),  apresentando  79,4%  da  população  alfabetizada.  Considera‐se  como  alfabetizada, 
segundo  o  IBGE,  ”a  pessoa  capaz  de  ler  e  escrever  um  bilhete  simples”,  “pessoas  que 
aprenderam a ler e escrever, mas esqueceram, e as que apenas assinam o próprio nome são 
consideradas analfabetas”. Analisando a alfabetização por faixa etária verifica‐se que, exceto 
a faixa entre 10 e 15 anos, todos os demais apresentam índices de analfabetismo superiores 
a 10,0%; 
 
• em relação à estrutura de saúde, até julho de 2003 o Município de Caracarai possuía apenas 
21  ambulatórios  e  nenhum  hospital.  No  Município  predominam  causas  externas  como 
principal causa de mortalidade; 
 
• o IDH‐M (índice de desenvolvimento humano) de Caracarai encontra‐se no índice 4 ou seja, 
“médio superior”; 
 
• indicadores de qualidade de vida como: número de domicílios com abastecimento de água, 
instalação  sanitária,  coleta  de  lixo  e  IDH‐M,  apontam  para  boas  condições  na  região 
analisada, sendo semelhantes à média apresentada para o Estado de Roraima; 
 
 
• o rendimento médio mensal das pessoas, considerando apenas aquelas com mais de 10 anos 
de idade e que possuem algum rendimento é de aproximadamente R$ 478,76; 
 
• segundo  o  IBGE,  em  1996,  o  número  de  propriedades  rurais  existentes  era  de  700 
estabelecimentos.  Dentre  estas,  60,7%  das  propriedades  se  concentrava  na  classe  de 
pequenas a médias (10 a 100 ha), enquanto em 18,9% das propriedades estavam entre 100 
e 200 ha e 8,6% apresentavam de 200 a 500 ha. As grandes propriedades (> 2000 ha) eram 
representadas por apenas 1,29%; e 
 
• embora o  levantamento secundário realizado para a elaboração do Plano de Gestão Social 
da  empresa  tenha  apontado  bons  indicadores  de  qualidade  de  vida  para  o Município  de 
Caracarai,  foi constatado que esta situação não  se estende às comunidades  localizadas na 
AID do empreendimento. Alguns  indicadores  levantados apontam uma baixa qualidade de 
vida destas comunidades. 
 
 
Todas  as  informações 
relativas  ao  ambiente 
social  da  empresa 
estão  disponíveis  no 
Plano de Gestão Social 
da  MVV,  elaborado 
em 2007. 
 AID  ‐ Área de  Influên‐
cia  Direta  do  Projeto: 
é a área onde se reali‐
za  o  manejo  florestal 
em regime sustentável 
– AMF Vale Verde; 
  
 AII ‐ Área de Influência 
Indireta  do  Projeto:  é 
a  área  constituída pe‐
lo  entorno  da  AMF, 
abrangendo  basica‐
mente o Município de 
Caracaraí; 
 
 O  Índice de Desenvol‐
vimento Humano Mu‐
nicipal  (IDH‐M)  é  um 
indicador para medir a 
qualidade  de  vida  da 
população,  tendo  co‐
mo  base  parâmetros 
como  renda,  longe‐
vidade e educação. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
6
Contexto Ambiental 
 
Clima 
Segundo a classificação climática de Köppen, a  região onde se  localiza a AMF apresenta clima 
tropical chuvoso com predomínio de savanas ‐ Awi, com a temperatura média anual de 27,3°C e 
temperatura média do mês mais frio superior a 25 °C. 
Topografia e Geomorfologia 
Identificam‐se para a AMF a morfoestrutura domínio das coberturas sedimentares fanerozóicas, 
que forma a bacia do Rio Branco. A topografia da AMF é plana até ondulada, a altitude varia de 
60 m na beira do Rio Branco até 120 m na parte oeste. Na parte sudoeste existe uma serra com 
uma  altitude de  330 m. Os  solos predominantes na AMF  são:  argisolos  vermelho‐amarelos  e 
latossolos vermelho amarelos. Os argisolos vermelho‐amarelos predominam em 70% da área e 
estão sobretudo na porção oeste da AMF. 
Hidrografia 
A AMF está inserida na sub‐bacia hidrográfica do Rio Branco e uma pequena parte no oeste da 
área na sub‐bacia do Anauá. O Rio Branco tem uma extensão de 581 km, sendo o afluente mais 
importante  à  margem  esquerda  do  Rio  Negro.  Os  Rios  Branco  e  Baruaninha  praticamente 
delimitam a AMF de leste para oeste. Dentro da AMF existe uma grande quantidade de igarapés, 
a maioria deles concentram‐se na parte Oeste, sendo os maiores:  Igarapé Sumaúma e  Igarapé 
Grande  (afluentes  do  Rio  Branco).  Todos  os  igarapés  na  área  são  intermitentes,  geralmente 
secando no pico da época seca (janeiro a março). 
Flora 
Existem  na  AMF  sete  formações  de  floresta  diferentes,  segundo  a  classificação  de  tipologia 
floretal na Amazônia do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia). Elas distinguem‐se 
pela composição de espécies e estrutura horizontal, as quais são  influidas por propriedades do 
solo,  relevo e a ocorrência  / ausência de alagamentos. As  florestas de  terra  firme podem  ser 
subdivididas  em:  floresta  de  platô;  floresta  de  vertente;  floresta  de  pedrais;  floresta  de 
campinarana;  e  floresta  de  baixos.  As  florestas  temporariamente  inundadas  podem  ser 
subdivididas em:  floresta de várzea (nas áreas inundada por Igarapés), floresta de várzea (lagos 
de várzea na zona de inundação do Rio Branco) e campina. A maior parte da AMF é floresta de 
platô na terra firme.  
Fauna 
De acordo com um  levantamento de mamíferos realizado em 2006, na AMF  foram detectadas 
40 espécies, das quais 14 são  listadas na  lista vermelha da União  internacional de Conservação 
da Natureza  (IUCN),  sendo  4 delas  categorizadas  como  “em perigo de extinção”. As  espécies 
mais ameaçadas são o macaco quatá (Ateles marginatus), o macaco cuxiú (Chiropotes satanas), 
o tatu canastra (Priodontes maximus) e a ariranha (Pteronura brasiliensis). Três destas espécies 
são  habitantes  de  florestas  fechadas  e  suas  populações  podem  ser  positivamente  afetadas 
através  de  um  sistema  de manejo  de  baixo  impacto.  As  ariranhas  são  habitantes  de  rios  e 
igarapés, com menor influência na população através da exploração, dependendo mais de uma 
preservação adequada do ecossistema rio Branco. O levantamento detectou ainda as seguintes 
espécies: 
 
• espécies  classificadas  como  “vulneráveis”: macaco  cairara  (Cebus  olivaceus);  boto  cinza 
(Inia  geoffrensis);  tamanduá  (Myrmecophaga  tridactyla);  peixe  boi  (Tolypeutes  tricinctus); 
cachorro  do mato  (Speothos  venaticus);  anta  (Tapirus  terrestris);  e  tatu  bola  (Tolypeutes 
tricinctus); e 
• espécies classificadas como “em perigo de ficar ameaçadas”: gato do mato (Felis tigrinus); 
onça pintada (Panthera onca); e onça vermelha (Panthera concolor).  
 
Foram  realizados  ainda dois  inventários da  avifauna: o primeiro  levantamento  foi um  estudo 
preliminar  na  área  inteira  da  AMF,  das  aves mas  conspícuosas,  realizado  em  2004/2005.  O 
segundo foi executado, de forma mas detalhada, na UPA 2007 (aproximadamente 1.400 ha). Os 
dois levantamentos forneceram os dados para o programa de monitoramento de aves. A lista a 
completa  de  aves  registradas  na  AMF  hoje  contém  292  espécies.  Como  o  levantamento  da 
avifauna faz parte de um monitoramento contínuo, o número  de registros vai aumentando com 
tempo aproximando‐se ao número estimado de 350‐400 espécies de aves nesta região. 
A  IUCN é uma organi‐
zação  internacional 
dedicada  à  conserva‐
ção dos recursos natu‐
rais fundada em 1948. 
A  IUCN  tem  sua  sede 
em Gland, Suíça e reú‐
ne  78  nações,  112 
agências  de  governo, 
735  ONGs  e  milhares 
de  especialistase  ci‐
entistas de 181 países. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
7
 
Gestão Florestal 
Objetivos do Manejo Florestal 
 
A MVV reconhece o sistema do FSC‐ Conselho de Manejo Florestal como uma metodologia para 
avaliar  e  balizar  suas  práticas  florestais,  na  busca  de matéria  prima  cuja  sua  exploração  seja 
ambientalmente  correta,  socialmente  justa  e  economicamente  viável,  assim  contribuindo  ao 
desenvolvimento sustentável da Floresta para criar benefícios múltiplos em todos os grupos de 
interesse.  
 
O objetivo principal do manejo florestal da MVV é produzir madeira serrada de espécies nativas 
da região, visando agregar o máximo de valor possível ao produto, beneficiamento na unidade 
industrial local para fabricar produtos de alta qualidade com destinação ao mercado externo. 
 
Adicionalmente, a MVV buscará mercados para espécies pouco conhecidas comercialmente, que 
existem com abundãncia na AMF. Para isso, serão iniciados projetos de pesquisas visando criar 
uma  a base cientifica das propriedades físicas, químicas e mecânicas dessas espécies. 
 
Além  disso,  a  empresa  buscará  o  uso múltiplo  de  produtos madeireiros  e  não madeireiros, 
visando  aproveitar  o  máximo  possível  os  recursos  fornecidos  pela  floresta,  dentro  de  um 
conceito de sustentabilidade produtiva, econômica, social e ambiental. 
 
 
Área de Manejo Florestal - AMF 
 
A área de manejo florestal  ‐ AMF é composta por 10  imóveis rurais com títulos definitivos que 
cobrem uma área de 17.205,4 hectares. Os imóveis estão localizados na Gleba Barauana, vicinal 
03 do  assentamento do  INCRA  “Cujubim”, beirando o Rio Branco no Município de Caracaraí, 
Estado de Roraima. 
 
FIGURA 1. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE MANEJO FLORESTAL 
 
 
 
 
 
 
O  FSC  –  Forest 
Stewardship  Council 
ou  Conselho  de Ma‐
nejo  Florestal  é  uma 
instituição  interna‐
cional  independente 
e sem  fins  lucrativos, 
cuja missão é promo‐
ver  e  atestar  o  bom 
manejo florestal. 
Manejo  florestal  sob 
regime  de  rendimento 
sustentável  é  a  condu‐
ção  de  uma  floresta 
aproveitando  apenas 
aquilo  que  ela  é  capaz 
de produzir novamente, 
ao  longo  de  um  de‐
terminado  tempo  (ciclo 
de corte), sem compro‐
meter  sua  estrutura 
natural  e  o  capital  in‐
vestido. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
8
 
TABELA 1. .ZONEAMENTO CONFORME AS FUNÇÕES DA FLORESTA NA AMF 
 
Função  Total [ha]  [%] 
Área Total (ha)  17205  100 
Área de Preservação Ecológica: Serra  374  2,2 
Área de Preservação Ecológica: Várzea  523  3,0 
Área de Preservação Absoluta  860  5,0 
Áreas de Preservação Permanente (APP).  2064,6  12,0 
Infra‐estrutura Permanente  258  1,5 
Área Antropizada  213  1,2 
Área de Produção Liquida  12912,4  75,1 
 
Todos  os  imóveis  são  averbados  pela  FEMACT  a  100%  para  a  execução  de manejo  florestal. 
Entretanto, nunca é o total da AMF que é exploravel, senão existem áreas que não podem ser 
exploradas pela  legislação  florestal brasileira como as margens dos rios e  igarapés, as serras e 
5% da área bruta como área de preservação absoluta, como esta apresentado na tabela acima. 
 
 
 
 
 
Atividades de Manejo Florestal 
 
Inventário Florestal Diagnóstico 
 
O  inventário  florestal  diagnóstico  foi  realizado  como  forma  de  reconhecimento  preliminar  e 
definição do potencial da área florestal, atendendo aos objetivos do Plano de Manejo Florestal 
com  Impacto  Reduzido.  O  processo  de  amostragem  adotado  foi  o  sistemático  em  faixas 
distribuídas  ao  longo  de  toda  área.  Este  processo  é  amplamente  utilizado  em  florestas 
heterogêneas,  uma  vez  que  as  faixas  abrangem  as  diferentes  características  da  floresta  e 
facilitam os trabalhos de campo. Nesta etapa, foram instaladas ao longo da Unidade de Manejo, 
199 unidades amostrais de 10 X 250 m. Em cada sub‐amostra, foram efetuados  levantamentos 
em  5  níveis,  três  de  regeneração  natural  e  dois  do  estrato  arbóreo.  Em  todos  os  níveis  de 
regeneração natural foram coletados os nomes comuns das espécies e o número de indivíduos. 
No estrato arbóreo, foram coletados o nome comum, CAP, altura comercial e qualidade de fuste 
de cada árvore. 
 
Na  área  do  projeto  as  espécies  florestais  encontradas  com  maior  freqüência  são:  Abius, 
Abiuranas,  Angelins,  Breus,  Castanheira,  Faveiras,  Maçaranduba,  Mata‐Matás,  Taxí,  Tauaris, 
entre  outras.  Dentro  das  famílias  botânicas  as  mais  importantes  são:  LECYTHIDACEAE,  as 
leguminosas (CAESALPINACEAE, FABACEAE e MIMOSACEAE), MORACEAE e SAPOTACEAE. 
 
Determinação da Localização da Unidade de Produção Anual 
 
A área  total da AMF é subdividida em 25 UPAS  (Unidades de Produção Anual) com área  total 
nunca superior ou inferior à 10% da área média por UPA, seguindo os critérios abaixo: 
 
• é  dada  preferência  às  áreas  que  tenham  uma  infra‐estrutura  de  acesso  já  existente  ou 
facilitada, nos primeiros anos; 
• se  possível  os  limites  da UPA  devem  ser  as  áreas  de  preservação  permanente  de  rios  e 
igarapés, ou fundiárias existentes (exteriores e interiores); e 
• poderá ser explorado mais de uma UPA anualmente, desde que seja respeitado o período de 
rotação, estipulado em 25 anos. (Sistema de Circulo de Corte Interrompido). 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
9
Como  conseqüência,  para  garantir  a  sustentabilidade  do  projeto,  serão  implementadas  as 
seguintes estratégias: 
• Aquisição de áreas de floresta circunvizinhas para poder manter uma continuidade de área 
para o PMFS; 
• Avaliação  de outras áreas de floresta em outros municípios do Estado de Roraima; 
• Valiação de fragmentos de floresta nativa dentro das fazendas do Projeto Ouro Verde; 
 
FIGURA 2: TALHONAMENTO DA AMF EM UNIDADES DE PRODUÇÃO ANUAL (UPA) 
 
 
 
Plano de Produção Florestal 
O plano de produção florestal foi definido para atingir dois principais objetivos, o abastecimento 
da indústria e a manutenção da capacidade produtiva da floresta e de suas funções ambientais. 
As variáveis consideradas na definição do plano de exploração anual foram as seguintes: 
 
• demanda industrial, definida através de consulta à indústria; 
• disponibilidade de matéria‐prima, informada pelo inventário florestal 100%; 
• estoque a ser colhido e 
• estimativa da taxa de crescimento do estoque comercial da floresta, após a exploração. 
 
Sistema de Exploração 
 
Na  exploração,  os  impactos  ambientais  sob  o  meio  biótico  são  minimizados  através  de 
planejamento de uma ótima densidade de pátios,  trilhas de  arraste  e  estradas  ambientais, o 
planejamento do corte, a aplicação de tecnicas de corte profissonais e o treinamento de todos 
os operadores de máquinas.  
O sistema de exploração aplicado e conhecido como Exploração de Impacto Reduzido (EIR).  
 
Através de simulações realizadas em computador, definiu‐se o sistema de produção ideal para a 
manutenção do balanceamento da estrutura diamétrica da  floresta após sua exploração. Além 
de  garantir  a manutenção  do  fornecimento  de matéria‐prima,  o  plano  de  produção  florestal 
assegura  a  manutenção  da  biodiversidade  da  floresta  e  a  maximização  de  sua  capacidade 
produtiva. 
 
Infra-estrutura de Apoio 
Pátios (esplanadas): têm por função manter estocada durante determinado período a madeira 
colhida  e  retirada  da  área  de manejo  pelos  skidders. Os  pátios  são  abertos  com  o  trator  de 
esteira e motoserras;  
Sistema  viário:  para  o  transporte  da madeira  extraída,  a MVV  utiliza  três  tipos  de  estrada: 
principais (permanentes), secundárias e picadas de arraste (temporárias). As estradas principais 
são construídas de forma a permitir o fluxo de veículos leves e pesados durante todo o ano, em 
sentido  leste‐oeste,  com áreas de escape e bueiros apropriados e  largura variandode 6 a 10 
metros,  permitindo  o  tráfego  seguro  em  duas  mãos.  As  estradas  secundárias  tem  caráter 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
10
permanente,  e  objetivo  de  atender  ao  tráfego  no  período  de  exploração,  minimizando  a 
distância de arraste das toras para as esplanadas (a qual não ultrapassa 500 m). A largura média 
é de 3,5 metros. As picadas de arraste  são divididas em principais, abertas antes do  início da 
derrubada, para o arraste das árvores até as estradas secundárias em no máximo 100 metros, e 
em  picadas  secundárias,  abertas  no  ato  da  extração  pelo  próprio  trator,  para  o  arraste  das 
árvores colhidas até as picadas principais. 
 
Procedimentos Operacionais 
Os procedimentos operacionais que garantem a produção sustentável da  floresta da MVV são 
estabelecidos no Plano de Operação Anual (POA), considerando as características de cada Talhão 
a ser explorado: 
 
• Inventário  florestal  100%  (censo  florestal):  Dentro  de  cada  UPA,  as  árvores  de  abate, 
árvores  futuras  e  árvores  porta  sementes  de  espécies  comerciais  e  potenciais  são 
identificadas, mensuradas (Diâmetro na altura de peito ‐ DAP, altura e qualidade de fuste) e 
posicionadas em relação à uma grade de picadas de orientação previamente aberta. Com a 
base de dados do inventário é feito o planejamento das atividades de exploração. Durante o 
inventário também é efetuado o corte de dos cipós nas árvores de abate. 
• Corte de árvores: é realizado tendo em vista o melhor aproveitamento possível da árvore, a 
minimização  dos  prejuízos  sobre  as  árvores  remanescentes  e  as  áreas  de  preservação 
permanente e evitar acidentes com o pessoal envolvido no trabalho; 
• Traçamento dos fustes: os fustes maiores são traçados com a motoserra para se ajustarem 
ao comprimento dos caminhões; 
• Arraste  de  toras:  até  o  patio  de  estocagem  é  realizado  com  tratores  florestais  do  tipo 
skidder, de alta capacidade de produção e operacionalidade em ambientes dificeis 
• Estocagem e carregamento da madeira: A estocagem no pátio carregamento da madeira é 
feito através de uma carregadeira frontal de rodas; 
• Transporte viário: consiste no transporte da madeira dos pátios no campo até os pátios da 
indústria. A MVV utiliza caminhões do tipo Romeu e Julieta  
• Descarregamento: é realizado no pátio da indústria através do uso do mesmo equipamento 
utilizado no carregamento das toras 
 
Atualmente,  a  MVV  não  possui  a  infraestrutura  própria  para  executar  o  corte,  arraste, 
traçamento,  carregamento  e  transporte  da madeira.  Estas  atividades  são  executados  por  um 
empreiteiro  Florestal.  Entretanto,  a  MVV  pretende  adquirir  o  maquinário  necessário  para 
executar todas as atividades florestais. 
 
 
Monitoramento Florestal por Parcelas de Inventário Contínuo 
O  monitoramento  florestal  por  parcelas  de  inventário  contínuo  é  feito  através  de  parcelas 
permanentes  istalada  nas UPAs  e  é  um  instrumento  de  avaliação  do  desenvolvimento  e  dos 
impactos  causados  pela  exploração  florestal.  O  sistema  de    amostragem  é  aleatório,  com 
parcelas  de  amostragem  retangulares  de  1  ha,  uma  instalada  a  cada  200  ha  de  área 
inventariada. A parcela é subdividida em 3 níveis: 
 
• 100% da área para o levantamento do estrato arbóreo,  
• 25% da área para o levantamento da regeneração natural avançada, e  
• 10% para  o levantamento de mudas 
 
As variáveis coletadas são: DAP, altura comercial, qualidade de fuste e de copa, espécie (nome 
vulgar), ocorrência de defeitos naturais e ocorrência de oco. 
 
Atividades Pós-Exploratórias 
 
Depois  de  cada  safra,  é  feita  uma  avaliação  pós  exploratória  que  compõe  as  seguintes 
atividades: 
 
Avaliação de impactos ambientais decorrentes da exploração: 
• Danos exploratórios nas árvores remanescentes 
• Impactos na fauna 
• Impactos nas águas  
• Impactos nos solos 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
11
 
Avaliação das Atividades de Exploração Florestal 
 
• Avaliação do Corte (técnicas) 
• Avaliação do Arraste (planejamento e execução) 
• Avaliação da densidade e da largura das estradas florestais e trilhas de arraste 
• Avaliação do tamanho e a densidade dos pátios de estocagem 
Outras  atividades  pós  exploratórias  incluem  a  recuperação  de  áreas  degradadas  (piçarreiras, 
pátios), tratamentos silviculturais como o replantio de trilhas de arraste com espécies comerciais 
e a manutenção das estradas florestais. 
 
Tecnologia 
 
A empresa está desenvolvendo projetos de pesquisa na seguintes áreas: 
 
• Propriedades  físico,  químico  e  mecânicas  de  madeiras  de  espécies  menos  conhecidas, 
consideradas não comerciais 
• Produção sustentável de produtos não madeireiros (Castanha‐do‐Brasil ) 
• Programa  de  monitoramento  por  parcelas  de  Inventários  contínuo  (em  parceria  com  a 
Universidade Federal do Amazonas) 
 
Proteção da AMF 
 
Para  proteger  a  área  de  manejo  florestal‐  AMF‐  de  possíveis  invasores  foram  tomadas  as 
seguintes providencias: Foi aberto uma picada de 3 m de largura ao longo da fundiária da área 
titulada,  e  varias  outra  picadas  cruzando  a  AMF.  .  Estas  picadas  são  vigiadas  em  intervalos 
freqüentes para detectar possíveis invasores. Na picada , e em vários outros pontos estratégicos 
foram montada placas  avisando  a  área de manejo  florestal.  Também  foram montadas placas 
proibindo a caça e pesca. Para facilitar a vigilança, a empresa possue de um quadriciclo e uma 
moto Cross.  
 
Plano de Prevenção de Incêndios 
 
A empresa elaborou um “Plano de combate e controle de incêndios (PCCI)”, onde são definidas 
as  áreas  com maior  ocorrência  de  incêndio  na AMF  (mapas),  as  atividades  de  prevenção  de 
incêndios (estabelecimento de parcerias e definição do sistema de vigilança e comunicação) e os 
métodos  de  combate  de  incêndios  (Acessos  a  rede  hidrográfica,  áreas  criticas,  pontos  de 
observação,  rotas de vigilância). A empresa possui uma equipe de Brigada de  Incêndios que é 
responsável pelas primeiras ações de combate a  incêndios, com pessoal capacitado e treinado 
para executar essas atividades. 
 
 
Saúde e Segurança dos 
Trabalhadores 
O  setor  de  Saúde  e  Segurança  no  Trabalho  da  MVV  possui  um  médico  e  um  auxiliar  de 
enfermagem,  os  quais  estão  encarregados  de  monitorar  permanentemente  a  saúde  dos 
membros da organização.  
 
O  setor  de  saúde  e  segurança  no  trabalho  é  composto  por  quatro  colaboradores  ‐  um 
engenheiro de segurança, dois técnicos e um auxiliar, responsáveis por organizar e controlar as 
condições de segurança, cuidando da exposição dos colaboradores aos riscos físicos, químicos e 
biológicos,  assim  como  acidentes  no  trabalho  em  todas  as  atividades  desenvolvidas  pela 
organização e pelas empresas contratadas para realizar as atividades florestais. 
 
 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
12
Inspeção de Condições de Trabalho e da Infra-estrutura do 
Empreendimento 
 
O setor de saúde e segurança no trabalho inspeciona regularmente as condições do trabalho em 
todas as atividades desenvolvidas no campo e nas edificações da companhia. A  freqüência de 
inspeções depende da sazonalidade de atividades de manejo, mais  intensa durante a época de 
exploração  (colheita)  da  madeira.  A  vistoria  é  documentada,  sendo  gerados  relatórios  que 
apontam pontos fracos a serem corrigidos e soluções e providencias para resolver os eventuais 
problemas. 
 
 
Treinamentos de Capacitação e Conscientização 
 
A  MVV  possui  um  plano  anual  de  capacitação  e  conscientização  para  seus  membros  e 
trabalhadores  terceirizados, monitorando  a  renovação de habilitações para  todos os  tipos de 
operação.  Todos  os  funcionários  recebem  treinamentos  decapacitação  e  conscientização 
incluindo os seguintes cursos internos da empresa:  
 
• primeiros  socorros  (teoria  e  pratica  com  treinamento  de  ressuscitação  e  atendimento  de 
emergências);  
• certificação florestal FSC;  
• normas, condutas e regras da empresa;  
• gerenciamento de resíduos sólidos;  
• cuidados com o meio ambiente (treinamento teórico e pratico sobre ocorrências ambientais 
e atendimento de emergências);  
• segurança de trabalho, ergonomia e uso dos EPIs;  
• treinamentos operacionais para atividades de silvicultura; e  
• gerenciamento  e  motivação  para  supervisores  e  fiscalizadores  florestais,  como  também 
curso de gestão para o corpo executivo.  
 
O  curso  sobre  cuidados  com  produtos  químicos  ‐  prevenção  de  acidentes  e  tecnologia  de 
aplicação é executado pela Embrapa Roraima. Operadores de máquinas recebem o treinamento 
de  máquinas  pesadas  (operação,  lubrificação  e  meio  ambiente)  no  SENAI  em  Boa  Vista.  A 
empresa também possui uma parceria com o SESI para o Programa Brasil Alfabetizado, visando à 
alfabetização completa de seus colaboradores.  
 
Equipamentos de Proteção Individual- EPI 
 
Visando atender a NR 6, o setor de saúde e segurança no trabalho tem formulado padrões para 
requerimento de equipamento de segurança para cada atividade de campo. O equipamento é 
comprado, armazenado e distribuído para todos os  funcionários. A MVV  fornece equipamento 
de proteção individual também aos coletores de produtos não madeireiros registrados de forma 
gratuita. Das empresas terceirizadas, a MVV exige os mesmos equipamentos de proteção para 
os colaboradores florestais monitorando o correto uso. 
 
Definição e Sinalização de Zonas de Riscos 
 
Todas  as  zonas  de  riscos  de  segurança  no  trabalho  que  sejam  resultados  das  atividades 
desenvolvidas  no  campo  e  nas  edificações  da  organização  estão  sendo  identificadas  e 
sinalizadas. O  setor  executa  um  levantamento  periódico  de  zonas  de  riscos,  elaborando  um 
relatório que define a sinalização e procedimentos necessários para evitar quaisquer acidentes.  
 
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA 
 
O PPRA tem por objetivo identificar, descrever e discriminar a ocorrência de riscos ambientais e 
de  seus  agentes,  assim  como,  programar  e  recomendar  as  respectivas  ações  e medidas  de 
controle que se demonstrarem necessárias relativas aos riscos existentes nas  instalações e nos 
serviços executados pela organização. 
O PPRA visa além de atender ao requisito  legal NR 9 à preservação da saúde e da  integridade 
física  dos  colaboradores  envolvidos,  com  uma  permanente  preocupação  para  com  o  meio 
ambiente e os recursos naturais.  
Uma  comissão  para 
prevenção de acidente 
no  trabalho  rural  (Co‐
missão  Interna  de 
Prevenção  de  Aciden‐
tes do Trabalho Rural ‐ 
CIPATR)  foi  estabe‐
lecida  e  apoiada  pelo 
pessoal da companhia, 
a  fim  de  comunicar  e 
monitorar  acidentes. 
Esta comissão é super‐
visionada  e  treinada 
pelo departamento de 
segurança  no  tra‐
balho. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
13
 
Programa de Controle Médico 
 
O  PCMSO  ‐  Programa  de  Controle Médico  e  Saúde  Ocupacional  dos  Trabalhadores  ‐  prevê 
atividades, abrangendo desde a análise de aptidão  física e mental no  serviço de medicina do 
trabalho  para  os  candidatos  à  admissão,  exames  periódicos  para  todos  os  colaboradores, 
avaliação clinica ocupacional em casos de mudança de função, até exames demissionais.  Todos 
os exames  são  realizados  conforme a exposição ao  risco,  identificados no PPRA.   O PPRA e o 
PCMSO são documentos complementares e devem ser muito bem alinhados em suas ações. 
 
 
 
Gestão Ambiental 
Áreas de Alto Valor de Conservação- AAVC 
 
Para a definição de áreas de alto valor de conservação (AAVC) foi utilizado o manual “The High 
Conservation  Value  Forest  Toolkit”  (PROFOREST,  2003),  que  estabelece  critérios  para  a 
identificação destas áreas. De acordo  com esses  critérios,  foram definidas duas áreas de alto 
valor de conservação para a Fazenda Mundo Novo, sendo: 
 
AAVC nas Margens de Corpos d’água e Lagos de Várzea 
 
A  proteção  das  áreas  de  floresta  nas  margens  dos  igarapés  corresponde  com  as  áreas  de 
preservação permanente (APP), protegidas por lei e definidas como faixas com largura de 30 m 
em  cada  lado de  todos os  igarapés da propriedade. Assim  como  faixas  com  raio de 50 m no 
entorno das nascentes e uma faixa com 200 m de largura na margem do Rio Branco. Além dos 
trechos  citados  também  fazem  parte  desta  AAVC  os  ecossistemas  de  lagos  de  várzeas  que 
ocorrem ao longo da margem do Rio Branco. As funções ecológicas destas áreas de alto valor de 
conservação são: 
 
• manutenção da qualidade dos recursos hídricos; 
• estabilização do solo das margens e das planícies de inundação; 
• manutenção de habitat para  espécies  ameaçadas dependentes do meio  aquático  como  a 
ariranha e a anta, entre outros; 
• conservação da área de aves endêmicas das florestas marginais do Rio Branco, definida por 
Birdlife International (2007); 
• benefícios e reprodução das comunidades da ictiofauna; e 
• amenização dos efeitos de grandes chuvas e grandes cheias sobre o meio físico. 
 
AAVC das Serras e Afloramentos Rochosos 
Fazem  parte  desta  AAVC  todas  as  elevações  mais  íngremes  e  com  afloramentos  rochosos 
localizadas  na  porção  sudeste  da  Fazenda Mundo Novo. Os  agrupamentos  de  blocos  e  lajes 
rochosas que existem nas proximidades destas serras também se incluem na área de alto valor 
de conservação. Esta tem as seguintes funções ecológicas: 
 
• manutenção da estabilidade das encostas; 
• evitar o desenvolvimento de processos erosivos; 
• conservação de comunidades vegetais exclusivas de ambientes rochosos; 
• preservação de tocas e abrigos para a fauna; 
• conservação de refúgios para animais preferênciais de ambientes rochosos e 
• proteção de ecossistema menos comum na região em estudo.  
 
 
Florestas  de  Alto  Valor 
de  Conservação  são 
áreas  que  possuem  va‐
lores  ambientais  e  so‐
ciais  considerados  de 
caráter  excepcional  ou 
importância  crítica.  Es‐
sas  áreas  devem  ser 
manejadas  apropriada‐
mente  para  que  os 
Altos  Valores  de  Con‐
servação  identificados 
sejam  mantidos  ou 
ampliados (PROFOREST, 
2003). 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
14
Identificação de Impactos Ambientais e Medidas 
Mitigadoras 
 
Na matriz  de  impactos  ambientais  são  identificados  e  caracterizados  o  impactos  relevantes, 
decorrentes de todas as atividades do projeto sobre o meio físico (ar, recursos hídricos, recursos 
edáficos) e o meio biótico (flora e fauna). A caracterização qualitativa de cada impacto e balizada 
sobre os seguintes critérios: 
 
• indicador:  o  efeito  de  um  impacto  sobre  e  o  meio  ambiente  pode  ser  determinado  
quantitativamente e/ou qualitativamente através de um ou mais parâmetros; 
• fase do surgimento: O impacto pode entrar em efeito na nas atividades durante a fase pre‐
exploratória, durante a fase exploratória, ou durante a fase pós‐exploratória;  
• espaço: os  impactos podem  ser  local  (quando a ação extrapola ao próprio  sítio e às  suas 
imediações),  regional  (quando o efeito  se propaga por uma área além das  imediações do 
sítio onde  se dá a  reação) e estratégico  (quando é afetado um componente ambiental de 
importância coletiva, nacional ou mesmo internacional); 
• dinâmica: os  impactos podem ser  temporário  (quando o efeito permanece por um  tempo 
determinado,  após  a  realização  da  ação),  cíclico  (quando  o  efeito  se  faz  sentir  em 
determinados ciclos, que podem ou não ser constantes ao  longo do tempo) e permanente 
(quando uma vez executada a ação, os efeitos não param de se manifestar num horizonte 
temporal conhecido).• plástica:  os  impactos  podem  ser  reversível  (quando  uma  vez  cessada  a  ação,  o  fator 
ambiental retorna às suas condições originais) e irreversível (quando cessada a ação, o fator 
ambiental  não  retorna  às  suas  condições  originais,  pelo menos  num  horizonte  de  tempo 
aceitável pelo homem). 
 
Para cada impacto identificado é elaborado um programa de implementação e monitoramento 
das medidas mitigadoras: 
 
• programa  de monitoramento  da  fauna:  as  aves  são  elementos  faunisticos  amplamente 
usados como indicadores de qualidade ambiental. Foram efetuados dois levantamentos pré‐
exploratórios para  identificar as espécies de aves na AMF. Anualmente, 8‐12 meses depois 
da  exploração  é  efetuado  uma  avaliação  pós‐exploratória  da  avifauna  com  o  objetivo  de 
identificar  as  espécies  sensiveis  e  ausentes  nas  áreas  exploradas  e  desenvolver métodos 
para manter as condições ecologicas que garantem cuja sobrevivencia. 
• programa de monitoramento de danos na  floresta: Anualmente, depois da exploração é 
efetuado  uma  avaliação  dos  danos  nas  árvores  remanescentes  e  na  regeneração  para 
detectar e futuramente evitar erros operacionais 
• programa de monitoramento de águas: Anualmente, antes e depois da exploração florestal 
são retiradas e analisadas amostras de água nos recursos hídricos da microbacia hidrológica 
que  abrange  a UPA. Os  parâmetros  analisados  são:  cor,  organismos  patogênicos,  Sólidos 
dissolvidos  e  em  suspensão,  pH,  e  óleos  e  graxas.  Assim,  diferencias  nos  teores  dos 
parâmetros podem ser detectadas e as medidas mitigadoras alteradas. 
• programa de avaliação pós‐exploratório das operações  florestais: Anualmente, depois da 
exploração, a qualidade de corte, a densidade e largura das trilhas de arraste, o tamanho e a 
densidade  dos  pátios  de  estocagem  é  avaliada  para  detectar  e  futuramente  evitar  erros 
operacionais 
• programa de recuperação de áreas degradadas: as áreas afetadas pela exploração (trilhas, 
pátios,  piçarreiras)  são  recuperadas  de  forma  para  devolver  as  condições  necessárias  de 
regeneração  de  seus  ecossistemas  naturais  através  de  atividades  tais  como  nivelamento 
para  eliminar  valas  de  água,  replantio  de  mudas  de  especiés  comerciais  extraídas  na 
exploração ou condução da regeneração natural, conforme a melhor opção para a realidade 
local.  
 
 
 
 
 
Inevitavelmente,  um 
projeto florestal cau‐
sa  impactos  ambi‐
entais. O manejo flo‐
restal  de  baixo  im‐
pacto  visa    a  elabo‐
rar  e  implementar 
ações que diminuem 
estes impactos. Estas 
ações  chamam‐se 
medidas  mitigado‐
ras.    Elas  são  rigida‐
mente  monitoradas 
para  contribuir  a 
manter  o  ecossiste‐
ma florestal intacto.  
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
15
Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Produtos 
perigosos 
 
A MVV mantém um plano de gerenciamento de resíduos sólidos e produtos perigosos (PGRPP)  
que  realiza  programas  de  Educação  ambiental  para  criar  consciência  para  os  colaboradores 
quanto  a  importância  da  coleta  seletiva,  correto  destino  de  embalagens  e  de  produtos 
perigosos, visando a manutenção sanitária de todas as sedes e alojamentos da empresa, além de 
estar  contribuindo  para manter  o  ambiente  saudável. Ademais,  neste  plano  são  definidas  as 
normas para a manutenção e o abastecimento correto das máquinas e equipamentos usados e o 
armazenamento adequado de produtos perigosos como  tintas, óleos e combustíveis para não 
causar danos ao meio ambiente e a saúde dos envolvidos.  
 
 
Gestão Social 
Iniciativa Social 
 
A principal ação social desenvolvida pela Vale Verde refere‐se ao Projeto Comunitário de Coleta 
de Castanha na AMF da empresa. A área disponibilizada  corresponde aos 17.205 hectares da 
AMF, localizados no Município de Caracaraí.  
 
O  Projeto  Comunitário  de  Coleta  de  Castanhas  objetiva  introduzir  um  sistema  de 
aproveitamento sustentável de castanhas, de forma a gerar benefícios para os moradores da AID 
do Projeto de Manejo Florestal,  incentivando assim a criação de uma associação organizada de 
castanheiros no Município de Caracaraí.    Paralelamente  a  estes objetivos, o projeto  também 
busca implementar um sistema que permita um maior controle da entrada de pessoas na AMF.  
 
O público alvo abrange as comunidades localizadas na região das vicinais 3 e 4, fundiária norte, 
beira do Rio Branco e cidade de Caracaraí. 
 
FIGURA 3: COMPONENTES DO SISTEMA DE GESTÃO SOCIAL DO PROJETO VALE VERDE 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
O  objetivo  é  assistir 
ao  funcionário  e  seus 
familiares,  dando‐lhes 
segurança  e  propor‐
cionando‐lhes  condi‐
ções  para  melhorar 
sua qualidade de vida. 
A população alvo é de 
aproximadamente  33 
funcionários operacio‐
nais que trabalham na 
AMF. 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
16
 
Benefícios Sociais 
 
A Vale Verde oferece aos  funcionários próprios alguns benefícios sociais na  forma de serviços, 
vantagens ou facilidades. Os benefícios oferecidos são: 
 
• auxílio moradia;  
• auxílio alimentação; 
• transporte; 
• comunicação; 
• educação; 
• capacitação e treinamento; 
• festas e eventos internos; e 
• área de lazer. 
 
 
Canais de Informação e Diálogo 
 
Entende‐se  por  canal  de  informação  todos  os  meios  de  comunicação  que  levam  e/ou 
apresentam um determinado  conteúdo aos públicos de  interesse.  Já os  canais de diálogo  são 
definidos como meios de comunicação de “mão dupla”, ou seja, levam a informação e viabilizam 
o  processo  de  feedback,  através  de  críticas,  sugestões,  elogios,  entre  outros,  e  a  solução  ou 
encaminhamento destas questões. 
 
A empresa acredita que, à medida que os progressos em termos de comunicação e de abertura 
com  as  partes  interessadas  forem  percebidos  pela  sociedade  roraimense  e  colaboradores, 
ocasionará uma maior abertura de diálogo e informação, atendendo assim aos aspectos sociais e 
comunitários  de  forma  cada  vez  mais  eficiente.  Os  canais  de  informação  e  diálogo 
disponibilizados atualmente pela Vale Verde são: 
 
• website:  configurado  para  acesso  via  internet,  oferece  acesso  em  Português,  Inglês  e 
Alemão. Contempla  informações gerais sobre a empresa e projetos,  incluindo as atividades 
ligadas às áreas de floresta nativa. Também disponibiliza informações de contato; 
• internet/  e‐mail:  ferramenta  de  comunicação  interna,  disponível  para  parte  dos 
funcionários; 
• caixas  de  sugestão:  a  caixa  de  sugestão  é  disponibilizada  para  funcionários,  visitantes  e 
interessados.  As  caixas  estão  disponíveis  no  escritório  de  Caracaraí  e  as  sedes  mas 
frequentadas (sede principal e alojamento inventário 100%); 
• reuniões: a MVV busca  realizar  reuniões  internas a  fim de discutir assuntos  importantes e 
repassar informações; 
• quadro de aviso: os quadros de aviso estão fixados no escritório de Caracaraí e sedes. Tem 
importância estratégica na divulgação de informações e atualizações; e 
• pesquisa  de  qualidade  da  alimentação:  aos  funcionários  que  recebem  alimentação  nos 
alojamentos e sedes é disponibilizado um controle de qualidade da refeição.  
 
Gestão de Impactos Sociais 
 
Em  2005  e  2007  a MVV  realizou  diagnósticos  sociais  envolvendo  levantamentos  primários  e 
secundários. Através dessse  diagnósticos  foi  possível  conhecer  a  realidade  da  empresa  e  seu 
ambiente mais imediato, bem como os impactos gerados por suas atividades, as necessidades a 
serem satisfeitas e os objetivos a serem atingidos. 
 
No  geral,  os  resultados  foram  considerados  positivos. Os  grupos  pesquisados  identificaram  e 
reconheceram a Vale Verde como uma empresa com boas condições de trabalho e geradora de 
benefícios  para  região.  Já  o  principal  aspecto  negativo  identificado  na  pesquisarefere‐se  à 
necessidade  de  aprimorar  os  canais  formais  de  comunicação  com  os  diversos  grupos  de 
interesse,  pois  foi  constatado  que  a  maior  parte  dos  impactos  é  decorrente  da  falta  de 
informação sobre o empreendimento e política corporativa. 
Comparando  os  indicadores municipais  de  educação,  saúde  e  qualidade  de  vida  (água,  luz, 
instalação  sanitária,  coleta  de  lixo,  renda  e  IDH‐M  ‐  Índice  de  Desenvolvimento  Humano 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
17
Municipal),  com  os  resultados  levantados  para  os  funcionários  (próprios),  através  de 
questionário, percebe‐se que não existe diferença significativa entre estes e a situação regional. 
Isto  ocorre  em  função  dos  funcionários  próprios morarem  em  áreas  urbanas  (61,1%  em Boa 
Vista  e  27,8%  na  área  urbana  de  Caracaraí)  e,  portanto,  possuírem  acesso  à  infra‐estrutura 
básica e boas condições de moradia. 
 
A partir dos resultados obtidos no presente diagnóstico foi possível definir as principais linhas de 
ações necessárias para a implementação de uma política de gestão social, de forma a incorporar 
este conjunto de ações em um sistema ou “Programa de Gestão de Impactos Sociais”. 
 
Áreas de Alto Valor de Conservação 
 
 
Diferentes áreas da empresa apresentam espaços relevantes para a conservação em vista de sua 
estrutura vegetacional e  fauna associada. Nos maciços  florestais das  fazendas da empresan se 
destacam como de alto valor de conservação os seguintes: 
 
AAVC das Várzeas de Lagos e Margens de Corpos d’água 
• Corresponde  a  faixas  com  largura  de  30  m  em  cada  lado  de  todos  os  igarapés  da 
propriedade e no entorno dos  lagos de várzea. Assim como  faixas com  raio de   50 m no 
entorno das nascentes e uma faixa com 200 m de largura na margem do Rio Branco. 
Além dos  trechos  citados  também  fazem parte desta AAVC os ecossistemas de  lagos de 
várzeas que ocorrem ao longo da margem do Rio Branco. 
 
AAVC das Serras e Afloramentos Rochosos 
• Fazem parte desta AAVC  todas as elevações mais  íngremes e com afloramentos rochosos 
localizadas na porção sudeste da Fazenda Mundo Novo. Os agrupamentos de blocos e lajes 
rochosas que existem nas proximidades destas serras também se  incluem na área de alto 
valor de conservação. 
 
As  áreas  de  alto  valor  de  conservação  e  seus  atributos  mais  importantes  são  monitoradas 
anualmente pela empresa Vale Verde para garantir a sua integridade e proteção. 
 
 
 
Monitoramento do Plano de Manejo 
Ter um programa efetivo de monitoramento é um dos aspectos mais  importantes do manejo 
florestal para assegurar que as metas definidas no plano de manejo estejam sendo mantidas e 
melhoradas. O requerimento básico do monitoramento é encontrar indicadores que possam ser 
regularmente medidos  para  ver  se  o  planejamento  tem  sido  cumprido  ou  não,  ou  se  certos 
principios economicos, ecológicos ou sociais ficaram obsoletos. 
Os  indicadores  selecionados  para  o  monitoramento  devem  ser  apropriados,  mensuráveis, 
diretos e de custos efetivos fáceis deserem monitorados periodicamente.As seguintes metas de 
monitoramento existem para as áreas: 
 
Controle de  empreiterios  e  sub‐empreiteiros:  a qualidade dos  trabalhos desenvolvidos pelos 
empreiteiros  como:  construção  de  estradas,  atividades  de  exploração  floretal,  transporte  de 
funcionários etc. é permanentemente monitorada em  forma de  fiscalização: do uso dos EPIs, 
legalização  de  emprego,  funcionamento  e  manutençaõ  dos  veiculos  e  as  maquinas  e 
treinamentos dos funcionários do empreiteiro. No caso de não conformidade severa ou repetida 
dos padroes estabelecidos pela empresa, o contrato do empreiteiro será cancelado. 
 
Produção  de madeira  (cadeia  de  custodia):  é  realizdo  o monitoramento  da  quantidade  de 
madeira  retirada  das  unidades  de  trabalho  (UT)  pela  equipe  da MVV  atraves  de  romaneios 
estabelecidos pelo encarregado da exploração para cada lote de toras e cada carga de caminhão 
transportada.  
 
O Princípio 8 da Norma 
de Certificação  FSC pa‐
ra  florestas  plantadas 
diz  que:  “O  monitora‐
mento  deve  ser  condu‐
zido  –  apropriado  à 
escala  e  à  intensidade 
do  manejo  florestal  – 
para  que  sejam  avalia‐
dos  as  condições  da 
floresta,  o  rendimento 
dos produtos  florestais, 
a cadeia de custódia, as 
atividades de manejo e 
seus  impactos  ambien‐
tais e sociais”. 
Florestas de Alto Valor 
de Conservação são 
áreas que possuem 
valores ambientais e 
sociais considerados 
de caráter excepcional 
ou importância crítica. 
Essas áreas devem ser 
manejadas 
apropriadamente para 
que os Altos Valores 
de Conservação 
identificados sejam 
mantidos ou 
ampliados 
(PROFOREST, 2003). 
  RESUMO PÚBLICO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL‐ PROJETO VALE VERDE 
 
18
Atividades operacionais: Todas as operações de campo e a  logistica  involvida são monitoradas 
em  termos de produção, qualidade e  custos. Os dados  são  coletados pelos encarregados dos 
setores de  forma diária, e analisados  junto  com os gerentes  responsáveis de  forma  contínua. 
Assim permitindo de forma rapida implantar ajustes e melhoramentos dos procedimentos e/ou 
criar novos padrões.  
Adicionalmente, são efetuadas auditorias  internas de segurança de trabalho, respeito do meio 
ambiente e respeito da lei trabalhista em todas as operações executadas.  
 
Consulta ao ambiente social: A consulta ativa ao ambiente socialinterno e externo e conduzida 
permanentemente para buscar orientações e recomendações práticas para realizar um manejo 
florestal socialmente sustentável. Para este fim, o empreendimento instalou uma ouvidoria que 
esta publicada no site da empresa. A empresa possui um setor de relações publicas responsável 
por esta ouvidoria. Além disso, a empresa  instalou caixas de sugestões em no escritório e nas 
sedes/alojamentos que são analisados mensalmente.  
 
 
 
Controle de Cadeia de Custódia 
A certificação da cadeia de custódia tem como principal objetivo garantir a rastreabilidade dos 
produtos florestais (pisos, decking, compensados, madeira serrada, etc) até sua origem florestal, 
ou seja, até a árvore de onde foi gerado. 
Para orientar o  consumidor preocupado  com a origem do produto  florestal  sustentável,  cada 
produto  recebe  um  selo  do  FSC  no  produto  final  .  Este  selo  orienta  os  compradores  e 
consumidores  sobre  a origem da matéria‐prima  florestal. Quando  se  identifica o  selo  FSC no 
produto, sabe‐se que a floresta da qual ele é oriundo está sendo explorada de acordo com todas 
as leis vigentes e de forma correta. Isso diferencia o produto de outros similares e agrega valor. 
E estende a toda a cadeia de produção e comércio os benefícios da certificação. 
Os controles da Madeireira Vale Verde  iniciam no  Inventário Florestal, no qual as árvores  são 
plaqueteadas  e  registradas  num  sistema  informatizado.  Posteriormente,  as  árvores  são 
derrubadas e arrastadas por  trator Skyder Florestal até o patio de estocagem, onde  recebem 
uma novo número para a identificação na cadeia de custódia e são divididas em seções, A‐B‐C‐D 
conforme o comprimento das toras e estocadas em pátios de toras (esplanadas) para posterior 
transporte.  
Cada etapa produtiva,  são  controladas por Fichas de  controle de Cadeia de Custódia, visando 
garantir a rastreabilidade da tora até sua origem natural na floresta. 
As plaquetas de  indentificação de cada árvore,  ficam presas no  toco de onde  foram cortadas, 
visando garantir a origem florestal dos produtos gerados por aquela árvore. 
 
 
Cadeia  de  Custódia 
(CoC) é o processo pe‐
lo  qual  a  matéria‐
prima  é  controlada 
desde  sua  origem 
(floresta)  até  a  colo‐
cação do produto final 
no  mercado,  envol‐
vendo basicamente as 
etapas  de  colheita, 
transporte,  estoque, 
processo/manufatura 
e expedição. 
/AllowTransparency false
 /AutoPositionEPSFiles true
 /AutoRotatePages /All
 /Binding /Left
 /CalGrayProfile (Dot Gain 20%)
 /CalRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1)
 /CalCMYKProfile (U.S. Web Coated \050SWOP\051 v2)
 /sRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1)
 /CannotEmbedFontPolicy /Warning
 /CompatibilityLevel 1.4
 /CompressObjects /Tags
 /CompressPages true
 /ConvertImagesToIndexed true
 /PassThroughJPEGImages true
 /CreateJDFFile false
 /CreateJobTicket false
 /DefaultRenderingIntent /Default
 /DetectBlends true
 /DetectCurves 0.0000
 /ColorConversionStrategy /LeaveColorUnchanged
 /DoThumbnails false
 /EmbedAllFonts true
 /EmbedOpenType false
 /ParseICCProfilesInComments true
 /EmbedJobOptions true
 /DSCReportingLevel 0
 /EmitDSCWarnings false
 /EndPage -1
 /ImageMemory 1048576
 /LockDistillerParams false
 /MaxSubsetPct 100
 /Optimize true
 /OPM 1
 /ParseDSCComments true
 /ParseDSCCommentsForDocInfo true
 /PreserveCopyPage true
 /PreserveDICMYKValues true
 /PreserveEPSInfo true
 /PreserveFlatness true
 /PreserveHalftoneInfo false
 /PreserveOPIComments false
 /PreserveOverprintSettings true
 /StartPage 1
 /SubsetFonts true
 /TransferFunctionInfo /Apply
 /UCRandBGInfo /Preserve
 /UsePrologue false
 /ColorSettingsFile ()
 /AlwaysEmbed [ true
 ]
 /NeverEmbed [ true
 ]
 /AntiAliasColorImages false
 /CropColorImages true
 /ColorImageMinResolution 300
 /ColorImageMinResolutionPolicy /OK
 /DownsampleColorImages true
 /ColorImageDownsampleType /Bicubic
 /ColorImageResolution 300
 /ColorImageDepth -1
 /ColorImageMinDownsampleDepth 1
 /ColorImageDownsampleThreshold 1.50000
 /EncodeColorImages true
 /ColorImageFilter /DCTEncode
 /AutoFilterColorImages true
 /ColorImageAutoFilterStrategy /JPEG
 /ColorACSImageDict >
 /ColorImageDict >
 /JPEG2000ColorACSImageDict >
 /JPEG2000ColorImageDict >
 /AntiAliasGrayImages false
 /CropGrayImages true
 /GrayImageMinResolution 300
 /GrayImageMinResolutionPolicy /OK
 /DownsampleGrayImages true
 /GrayImageDownsampleType /Bicubic
 /GrayImageResolution 300
 /GrayImageDepth -1
 /GrayImageMinDownsampleDepth 2
 /GrayImageDownsampleThreshold 1.50000
 /EncodeGrayImages true
 /GrayImageFilter /DCTEncode
 /AutoFilterGrayImages true
 /GrayImageAutoFilterStrategy /JPEG
 /GrayACSImageDict >
 /GrayImageDict >
 /JPEG2000GrayACSImageDict >
 /JPEG2000GrayImageDict >
 /AntiAliasMonoImages false
 /CropMonoImages true
 /MonoImageMinResolution 1200
 /MonoImageMinResolutionPolicy /OK
 /DownsampleMonoImages true
 /MonoImageDownsampleType /Bicubic
 /MonoImageResolution 1200
 /MonoImageDepth -1
 /MonoImageDownsampleThreshold 1.50000
 /EncodeMonoImages true
 /MonoImageFilter /CCITTFaxEncode
 /MonoImageDict >
 /AllowPSXObjects false
 /CheckCompliance [
 /None
 ]
 /PDFX1aCheck false
 /PDFX3Check false
 /PDFXCompliantPDFOnly false
 /PDFXNoTrimBoxError true
 /PDFXTrimBoxToMediaBoxOffset [
 0.00000
 0.00000
 0.00000
 0.00000
 ]
 /PDFXSetBleedBoxToMediaBox true
 /PDFXBleedBoxToTrimBoxOffset [
 0.00000
 0.00000
 0.00000
 0.00000
 ]
 /PDFXOutputIntentProfile ()
 /PDFXOutputConditionIdentifier ()
 /PDFXOutputCondition ()
 /PDFXRegistryName ()
 /PDFXTrapped /False
 /Description 
 /CHT 
 /DAN 
 /DEU 
 /ESP 
 /FRA/ITA 
 /JPN 
 /KOR 
 /NLD (Gebruik deze instellingen om Adobe PDF-documenten te maken voor kwaliteitsafdrukken op desktopprinters en proofers. De gemaakte PDF-documenten kunnen worden geopend met Acrobat en Adobe Reader 5.0 en hoger.)
 /NOR 
 /PTB 
 /SUO 
 /SVE 
 /ENU (Use these settings to create Adobe PDF documents for quality printing on desktop printers and proofers. Created PDF documents can be opened with Acrobat and Adobe Reader 5.0 and later.)
 >>
 /Namespace [
 (Adobe)
 (Common)
 (1.0)
 ]
 /OtherNamespaces [
 >
 >
 /FormElements false
 /GenerateStructure true
 /IncludeBookmarks false
 /IncludeHyperlinks false
 /IncludeInteractive false
 /IncludeLayers false
 /IncludeProfiles true
 /MultimediaHandling /UseObjectSettings
 /Namespace [
 (Adobe)
 (CreativeSuite)
 (2.0)
 ]
 /PDFXOutputIntentProfileSelector /NA
 /PreserveEditing true
 /UntaggedCMYKHandling /LeaveUntagged
 /UntaggedRGBHandling /LeaveUntagged
 /UseDocumentBleed false
 >>
 ]
>> setdistillerparams
> setpagedevice

Mais conteúdos dessa disciplina