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Livro O castelo-ebook

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Produção Editorial 
Renato Lopes 
 
Capa 
Diagramação 
Alexandre Portela 
 
Impressão e Acabamento 
Kirios Gráfica e Editora Ltda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 www.kirios.com.br 
Copyright © 2017, por: 
Adelmo Ferreira 
 
Todos os direitos reservados por: 
Adelmo Ferreira 
 
 
 
Nenhuma parte deste livro poderá ser 
reproduzida sem permissão por escrito, 
exceto breves citações em livros e revistas 
críticas. 
 
 
 
 
 
Dados de Publicação e Catalogação 
Ferreira, Adelmo. 
O Castelo da Morte. Rio de Janeiro - RJ, 
2017. 
 
64p. 21 cm 
 
240. Religião 1. Autoajuda. 
 
 
 
 
1ª Edição - 2017 
 
 
 
 
 
Este livro segue as regras da Nova 
Ortografia da Língua Portuguesa 
 
 
 
 
Contato: 
www.espiritualidadesaudavel.com.b 
Facebook.com/ Adelmo Ferreira 
Instagran: @adelmofersil
http://www.kirios.com.br/
Sumário 
 
Agradecimentos ................................................................................. 6 
Introdução ........................................................................................... 7 
Parte 1: A OPERAÇÃO DO CASTELO DA MORTE ............... 12 
1 - UM CASTELO FEITO DE PENSAMENTOS .......................... 13 
Um castelo mental ....................................................................... 14 
Um castelo mental feito de mentira e orgulho ........................ 14 
Um castelo mental feito de mentira e orgulho dentro de uma 
guerra espiritual .......................................................................... 15 
2 - MORTE: A MATRIZ DOS CASTELOS MENTAIS ................ 17 
O castelo da morte ....................................................................... 18 
Culpa ............................................................................................. 19 
Medo ............................................................................................. 19 
Vergonha ...................................................................................... 20 
3 - A MENTE SUICIDA .................................................................. 21 
“Nasci para sofrer” ...................................................................... 22 
“O mal sempre me aguarda” ..................................................... 23 
“Não tenho valor” ....................................................................... 23 
“Sou uma vítima” ........................................................................ 24 
“Ninguém se importa” ............................................................... 25 
“A melhor opção é morrer” ....................................................... 25 
4 - O ESPÍRITO DE MORTE ........................................................... 27 
5 - O CORPO EM SOFRIMENTO .................................................. 31 
As fontes de doenças ................................................................... 32 
Doenças psicossomáticas ............................................................ 32 
Doenças de origem espiritual .................................................... 33 
O castelo da morte e as doenças ................................................ 34 
6 - TRAGÉDIAS FATAIS ................................................................ 35 
Parte 2: A DESTRUIÇÃO DO CASTELO DA MORTE .......... 38 
7 - A VERDADE NA MENTE ........................................................ 39 
O poder de crer na verdade corretamente ............................... 42 
8 - A COURAÇA DA JUSTIÇA...................................................... 44 
A justiça de Deus realizada na cruz .......................................... 45 
O perdão dos pecados ................................................................ 46 
A paz com Deus ........................................................................... 46 
9 - O CAPACETE DA ESPERANÇA DA SALVAÇÃO .............. 52 
Parte 3: SEU DESTINO É A VIDA .............................................. 58 
10 - A VIDA EM ABUNDÂNCIA ................................................. 59 
A comunhão do Espírito Santo .................................................. 60 
O conhecimento da Palavra de Deus ........................................ 61 
A participação na vida da igreja ................................................ 61 
11 - A HISTÓRIA DE ZOÊ* ............................................................ 62 
Conclusão .......................................................................................... 65 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
6 
Agradecimentos 
 
o Pai da glória, Pai dos espíritos, Pai das luzes e 
Pai das misericórdias, minha honra e temor. 
Ao Senhor Jesus, o Amado, minha confiança e 
admiração por Sua graça e Sua coragem de morrer em meu 
lugar. 
Ao Doce Espírito Santo, o Amigo fiel, meu desejo 
sincero de me tornar uma melhor companhia. 
Ao meu pai Ademar (in memorian) e a minha mãe 
Maria. Obrigado por me gerar e por me levar ao 
conhecimento da verdade. 
A minha preciosa esposa Miriã, às minhas lindas filhas 
Katlhyn e Evelyn e ao meu genro-filho Ueverton. Vocês são 
presentes muito caros que Deus me concedeu. Amo vocês. 
Aos meus discípulos queridos, Genilson e Bivard. 
Caminhar com vocês no ministério torna as coisas mais 
fáceis e alegres. 
A todos os queridos filhos e filhas da ICM, Igreja 
Celular Mageense. Vocês fazem com que eu não queira ser 
pastor em nenhuma outra igreja. 
Aos meus pastores, Arcélio Luís e Márcia Daniela. 
Todos estes anos recebendo a cobertura de vocês fizeram 
de mim uma pessoa muito melhor. 
A 
O C A S T E L O D A M O R T E 
7 
Introdução 
 
inha existência é fruto de um milagre. Na 
perspectiva humana, não era para eu existir. 
Antes de ser gerado, minha mãe estava debaixo 
de um decreto da Medicina de não poder mais engravidar. 
No entanto, seu desejo por ser mãe de novo e sua fé, 
levaram-na a clamar a Deus. “Se o Senhor me conceder um 
filho, eu o entregarei totalmente a Ti.” 
Decorrido algum tempo, o decreto médico foi 
suplantado por uma ordem direta do Eterno. Do trono do 
Altíssimo saiu o novo e superior mandato... Minha mãe 
engravidou! E nove meses depois, eu nasci. 
Lembro-me de ter uma infância alegre numa casa bem 
simples e cheia de irmãos. Agora mesmo, enquanto escrevo 
estas linhas, passa um filme em minha mente daquele 
tempo repleto de experiências agradáveis. 
Um fato que jamais esquecerei ocorreu aos dez anos. 
Minha conversão. Recordo-me que sempre frequentei e 
participei da vida da igreja e nunca conheci o “mundo”... 
Porém, meu encontro com Jesus foi muito real e 
significativo para mim. Algo, que não sabia explicar na 
época, mudou em minha vida. Passei a ter uma consciência 
de Deus diferente de antes. 
A adolescência chegou, e com ela, muitas mudanças. 
Uma das mais sérias foi a minha visão de mim mesmo. Ao 
M 
A D E L M O F E R R E I R A 
8 
mesmo tempo que eu me envolvia cada vez mais com Deus 
e sua obra, também via crescer em meu interior uma 
tendência para cultivar pensamentos negativos a meu 
respeito. Dúvidas sobre minha salvação, culpas diversas, 
cobranças pessoais sem fim, medos, ansiedade. Era 
evidente que minha autoestima estava em frangalhos. 
Entrei na juventude adulta assim. Até que surgiu uma 
obsessão mental voltada para a doença, para os acidentes e 
para a morte. O pastorado e o casamento não me 
resolveram. E passei a viver os piores momentos de minha 
vida, sentindo a presença de um ser me observando e me 
seguindo por onde eu ia. Era certo para mim, a esta altura, 
que eu não viveria muito tempo. A morte tornou-se meu 
destino certo. 
Nunca esquecerei das viagens que fiz com a certeza de 
que morreria em algum acidente na estrada. Tinha a 
convicção que não viveria para ver minhas filhas 
crescerem. Para mim, o futuro era algo que simplesmente 
não existia. Não tinha muitos sonhos. E quando conseguia 
sonhar com um projeto de vida, a insegurança embaçava 
minha esperança de alcançardificuldade de reconhecer seu 
potencial e sofria com uma autoestima muito debilitada. 
Acabou passando por outras crises de depressão e não 
conseguia encontrar o seu lugar no mundo. 
Pensava com frequência que sua vida era um grande 
erro e esperava que a morte chegasse a qualquer momento. 
Os pesadelos eram recorrentes e sentia-se oprimida, mas 
não sabia porquê. Por fim, desenvolveu várias doenças 
psicossomáticas, inclusive, hipertensão. 
V 
O C A S T E L O D A M O R T E 
63 
Até que um dia recebeu de presente um livro com um 
título estranho que falava sobre libertação. A leitura de 
“Porcos na sala” finalmente abriu seus olhos para a 
realidade da guerra espiritual que estava vivendo durante 
todo esse tempo. 
Descobriu que, embora suas crises depressivas e sua 
ansiedade tivessem realmente fatores emocionais, sua 
mente era constantemente invadida por pensamentos 
negativos que não eram seus. A origem de toda a opressão 
mental era demoníaca. 
Movida por estas descobertas, procurou um ministério 
de intercessão qualificado que trabalhasse com libertação 
individual. Foi acolhida e ministrada por uma equipe de 
intercessores que a levaram, depois de ouvirem sua 
história, a renunciar todas as maldições familiares e a 
expulsar todos os espíritos malignos. 
Após sua libertação, chegou a dizer: “sinto-me leve e 
segura como nunca antes.” 
Depois desse dia sua mente passou a funcionar com 
serenidade e os pensamentos de autodepreciação foram 
sendo substituídos por uma visão otimista sobre si mesma 
e sobre o futuro. 
Hoje, Zoê desfruta de uma liberdade e alegria 
contagiantes e, inclusive, a partir de sua experiência, sentiu-
se despertada para desenvolver um ministério de libertação 
e atualmente exerce este serviço em sua igreja. 
Este é um exemplo de alguém atingido pela fortaleza 
de morte. Zoê viveu aprisionada neste castelo mental 
mergulhada na mentira e sofrendo por muitos anos. Até 
A D E L M O F E R R E I R A 
64 
que a libertação chegou e sua mente tornou-se livre para 
absorver a verdade de Deus. Sua autoestima foi restaurada 
e hoje desenvolve seu ministério abençoando outras 
pessoas. 
E como ela, você também pode ser liberto das 
artimanhas das trevas e aprender a ver a si mesmo de uma 
forma nova e saudável. 
*A palavra grega “Zoê” significa “Vida” e, neste capítulo é 
usada como nome fictício da personagem da história e não se refere 
ao nome real de nenhuma pessoa específica. 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
65 
Conclusão 
 
“Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, 
muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da 
justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” (Rm.5.17) 
 
em, estamos chegando ao final de nossas reflexões. 
Para mim foi maravilhoso ter feito esta jornada com 
você. Meu desejo e minha oração é que tudo o que foi 
exposto aqui sirva para sua libertação do castelo da morte. 
Estou convencido de que você nasceu para ser livre e 
para reinar em vida por meio de Jesus Cristo. Então, que tal 
colocar sua fé inteiramente na obra consumada da cruz e 
receber pela fé a “abundância da graça e o dom da justiça” 
para iniciar o seu reinado EM VIDA a partir de agora? 
 
B 
A D E L M O F E R R E I R A 
66 
 
	Agradecimentos
	Introdução
	Parte 1:
	A OPERAÇÃO DO CASTELO DA MORTE
	UM CASTELO FEITO DE PENSAMENTOS
	Um castelo mental
	Um castelo mental feito de mentira e orgulho
	Um castelo mental feito de mentira e orgulho dentro de uma guerra espiritual
	MORTE: A MATRIZ DOS CASTELOS MENTAIS
	O castelo da morte
	Culpa
	Medo
	Vergonha
	A MENTE SUICIDA
	“Nasci para sofrer”
	“O mal sempre me aguarda”
	“Não tenho valor”
	“Sou uma vítima”
	“Ninguém se importa”
	“A melhor opção é morrer”
	O ESPÍRITO DE MORTE
	O CORPO EM SOFRIMENTO
	As fontes de doenças
	Doenças psicossomáticas
	Doenças de origem espiritual
	O castelo da morte e as doenças
	TRAGÉDIAS FATAIS
	Parte 2:
	A DESTRUIÇÃO DO CASTELO DA MORTE
	A VERDADE NA MENTE
	O poder de crer na verdade corretamente
	A COURAÇA DA JUSTIÇA
	A justiça de Deus realizada na cruz
	O perdão dos pecados
	A paz com Deus
	A COURAÇA DA FÉ E DO AMOR
	O CAPACETE DA ESPERANÇA DA SALVAÇÃO
	Parte 3:
	SEU DESTINO É A VIDA
	A VIDA EM ABUNDÂNCIA
	A comunhão do Espírito Santo
	O conhecimento da Palavra de Deus
	A participação na vida da igreja
	A HISTÓRIA DE ZOÊ*
	Conclusãoo que desejava. 
Na verdade, a ideia mais frequente que me ocorria era 
que algo ruim sempre estava por acontecer comigo. A 
sensação do mal me seguia de perto. Não conseguia 
acreditar que as coisas iriam dar certo em minha vida. O 
bem, o sucesso, a realização, a alegria, eram apenas para os 
outros, nunca para mim. Você pode imaginar como eu vivia 
atormentado? 
Depois de anos, cheios de altos e baixos emocionais, 
cultivando um sentimento profundo de rejeição, 
O C A S T E L O D A M O R T E 
9 
insegurança, medo, culpa e inferioridade, que me custaram 
períodos longos de intensa ansiedade e sintomas 
depressivos, algo novo começou a acontecer... Enfim, o céu 
disse basta ao meu sofrimento! 
Mais ou menos aos trinta e cinco anos tomei consciência 
de uma nova realidade que me cercava. Passei a perceber 
que o mundo espiritual era real e ativo. E nele havia um 
lado de escuridão e maldade. 
O Espírito Santo me proporcionou o encontro com 
pessoas que puderam me trazer explicações bíblicas para a 
guerra espiritual que sempre existiu em minha vida. A 
partir daí, aos poucos fui me dando conta de que os 
sintomas que eu sentia possuíam um fundo hereditário 
maligno. 
Guiado em todo tempo pelo Espírito, vivi um longo 
processo de libertação e renovação de mente. Descobri os 
nomes de várias entidades demoníacas que haviam me 
influenciado desde criança e o líder delas era o espírito de 
morte. 
A medida que estas entidades eram confrontadas, sua 
operação em minha mente diminuía. Descobri, finalmente 
que o ser que me seguiu durante anos era o próprio espírito 
de morte e que havia sido ele quem construiu em mim uma 
espécie de “castelo” ou “fortaleza” de mentiras que me 
fizeram permanecer fechado para a verdade e bloqueado 
para o conhecimento pleno da graça cuidadora de Deus. 
A guerra que travei foi intensa e longa. Mas, valeu a 
pena! Pude ver as portas do meu cárcere se abrirem e a luz 
do evangelho entrar, dissipando as trevas do engano. A 
A D E L M O F E R R E I R A 
10 
maldição foi quebrada em minha vida e a sentença de 
morte que pairava sobre mim foi cancelada para sempre! 
Minha autoestima foi sendo reconstruída e as obsessões 
compostas de pensamentos negativos foram cedendo 
espaço diante do confronto com a verdade mais profunda 
e significativa em que passei a crer: DEUS ME AMA E 
CUIDA DE MIM! 
Descobri que havia nascido por um decreto de Deus e 
que eu existia para um propósito elevado. Tornei-me 
convicto que meu chamado e minhas potencialidades me 
foram dados pelo Eterno para o cumprimento de uma 
missão específica no mundo. 
A esta altura o sucesso passou a fazer parte de minhas 
certezas na vida e os sonhos e projetos davam brilho e 
frescor aos meus dias. Agora, eu podia dizer como o 
salmista: 
“Não morrerei, mas viverei e contarei as obras do Senhor.” 
(Sl. 118.17) 
Bom... Em resumo, esta é a minha história. Hoje, sei 
muito bem quem sou e qual é o meu valor. Conheço minha 
vocação e a missão que preciso realizar neste mundo. 
Tenho alegria em ser pastor e mestre. Minha esposa e 
minhas filhas são presentes caríssimos que Deus me deu. 
Há dois meses pude ver o rosto de meu primeiro neto 
e cada vez que o pego no colo, não consigo deixar de sorrir. 
Eu não apenas estou vivo, mas além disso, posso 
contemplar minha segunda geração! Isto se chama VIDA! 
Eu nasci para isso. Existo para viver! 
Quando decidi escrever este livro, houve uma 
motivação maior que simplesmente contar minha história. 
O C A S T E L O D A M O R T E 
11 
A verdadeira razão para esta iniciativa foi a descoberta 
triste de que existe um número absurdo de pessoas 
sofrendo o que eu sofri, e muitas delas em graus de 
sofrimento bem mais intensos do que o meu. 
Talvez, meu querido leitor, você seja uma dessas 
pessoas... E se for, sei que a ideia de adquirir este livro e 
começar a lê-lo foi uma iniciativa do Espírito Santo para 
conduzir você ao processo de libertação e de cura de que 
precisa. Por isso, não pare pela metade. Vá até o final e você 
nunca mais será o mesmo. 
Pretendo tratar de modo breve sobre este castelo da 
morte. Suas origens, sua constituição e, principalmente, sua 
destruição possível e necessária. 
Em função da seriedade e repercussão espiritual deste 
assunto, antes de iniciar a leitura à frente, peço que você 
faça uma oração comigo, agora, para sua proteção e 
garantia de que você irá absorver tudo o que Deus quer lhe 
falar através deste livro. Declare assim: 
“Deus Soberano, coloco agora toda minha confiança em Ti e 
em Teu amor. Peço que me proteja com o poder eficaz do sangue 
de Cristo durante o processo de leitura deste livro e que Tua 
poderosa mão esteja sobre mim. Livra-me do mal e dos poderes das 
trevas. Dá-me revelação de Tua bendita Palavra e realiza em 
minha vida a libertação e renovação de mente de que necessito. 
Obrigado(a) pela obra de Cristo na cruz e pela operação do Teu 
Espírito em mim. Coloca-me no centro de Tua vontade. Em nome 
de Jesus, amém.” 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
12 
 
 
Parte 1: 
 
A OPERAÇÃO DO 
CASTELO DA MORTE 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
13 
Capítulo 1 
 
UM CASTELO FEITO DE PENSAMENTOS 
 
“...pois as armas da nossa guerra não são meramente humanas, 
mas poderosas em Deus, para destruição de fortalezas; 
derrubando sofismas e toda altivez que se ergue contra o 
conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à 
obediência de Cristo.” (II Co. 10.4-5) 
 
ara iniciar nossas reflexões, vamos fazer uma 
pequena análise de três palavras-chave que Paulo 
usa nesta passagem: fortaleza, sofisma e altivez. O 
entendimento delas nos permitirá chegar a uma definição 
bem precisa do significado de nosso tema e de sua 
constituição. 
A palavra “fortaleza” que aparece neste texto deriva-se 
de um termo que traz a ideia de “controle mental”. Na 
passagem, significa “castelo, lugar seguro”. E pode também 
se referir aos “argumentos e raciocínios pelos quais uma 
pessoa esforça-se para fortificar sua opinião e defendê-la 
contra seu oponente.” 
“Sofisma” significa “conta, cálculo” ou ainda, 
“pensamento, raciocínio que é hostil à fé cristã”. 
E “altivez” se refere a “uma estrutura elevada, uma 
barreira ou proteção”. 
P 
A D E L M O F E R R E I R A 
14 
Quando fazemos a análise destas palavras, ficam 
evidentes algumas verdades a respeito do significado de 
“castelo” ou “fortaleza”. 
Um castelo mental 
Primeiramente, este castelo consiste numa realidade 
construída na mente humana. Esta fortaleza está situada 
em nossas cognições, isto é, em nossas ideias, crenças, 
imaginações, percepções, fantasias e memórias. 
Então, estamos falando de um castelo mental. Sua 
estrutura e seu funcionamento se localizam em nossas 
mentes, afetando, obviamente nossas emoções e nossa 
capacidade de tomada de decisões. Por fim, influencia 
nossos comportamentos e modo de ser. 
Esta primeira verdade fica bem clara quando Paulo 
afirma que o grande e final objetivo da destruição das 
fortalezas é levar “todo pensamento cativo à obediência de 
Cristo.” E nesta frase, já encontramos a definição da vitória 
sobre os castelos mentais, inclusive o castelo da morte. 
A vitoria consiste em termos nossas mentes treinadas 
para funcionar em harmonia com a própria Mente de 
Cristo! E aí, não sobra espaço para as mentiras de Satanás. 
Um castelo mental feito de mentira e orgulho 
A segunda verdade é que os castelos mentais são 
formados por “sofismas” e pela “altivez”. Estes dois 
elementos constituem o material de que são feitas as 
fortalezas da mente. 
É como um castelo antigo formado por altas muralhas. 
Cada pedra que compõe estas fortificações constituem os 
O C A S T E L O D A M O R T E 
15 
raciocínios hostis à verdade do evangelho e as barreiras de 
soberba levantadas contra o conhecimento de Deus. 
As palavras que resumem este material formador doscastelos malignos são: mentira e orgulho. 
A mentira se refere ao conteúdo dos pensamentos e 
crenças que permeiam a mente e formam os argumentos. E 
o orgulho consiste na atitude mental reprovável de se 
proteger contra a possibilidade de mudar a percepção, a 
interpretação e o modo de pensar a respeito de si mesmo e 
da vida em geral, com base na verdade de Deus. 
Esta atitude de fechamento diante da mudança pode 
até possuir a intenção inconsciente de proteção, como 
alguém dentro de um castelo tende a se sentir seguro contra 
possíveis ataques de fora... No entanto, o que inicialmente 
era para proteger, acaba tornando-se num modo limitado 
de visão e de comportamentos. 
Imagine uma pessoa dentro de um castelo durante 
muitos anos. Sua visão torna-se fechada e sua maneira de 
viver pode cair numa rotina sem sentido e aprisionada. 
Um castelo mental feito de mentira e orgulho dentro 
de uma guerra espiritual 
A terceira verdade que aparece no texto é a seguinte. 
Os castelos mentais são partes essenciais dentro da guerra 
espiritual que Satanás trava contra nós. Isto significa dizer 
que as fortalezas não são apenas pensamentos negativos 
que nos ocorrem. Não! Elas são armas. 
Os castelos são estratagemas diabólicos instalados em 
nós para servirem de pontos de contato entre as forças das 
A D E L M O F E R R E I R A 
16 
trevas que operam nas regiões celestes, e nosso mundo 
interior. 
As fortalezas são extensões da mente de Satanás 
implantadas em nós como um “chip”, ligando-nos ao modo 
como os demônios pensam. Os castelos mentais são bases 
de operação do Diabo que permitem que sejamos 
manipulados por meio do engano. 
Esta verdade é por demais séria e com implicações 
assustadoras. É por isso que Paulo menciona primeiro que 
“as armas da nossa guerra não são meramente humanas, 
mas poderosas em Deus para a destruição dos castelos...” 
Esta é a NOSSA GUERRA! Ela é travada, perdida ou 
vencida no campo de batalha da mente. 
Com estas verdades em evidência, podemos concluir 
este capitulo definindo os castelos ou fortalezas como 
esquemas mentais malignos construídos em nós a partir de 
pensamentos de engano e de uma atitude soberba e fechada 
para a verdade de Deus. E tudo isso, dentro do contexto da 
guerra espiritual que travamos contra Satanás. 
Oração 
“Senhor, abro o meu coração para a Tua Palavra. Agradeço 
porque o Espírito Santo ainda fala hoje com o homem. Deus, o 
Senhor revela o profundo e o escondido. Por favor, lança a Tua 
bendita luz sobre mim e dissipa todas as minhas trevas. 
Examina o meu interior e vê se há em mim algum caminho mau 
e guia-me pelo caminho eterno. Perdoa-me, Senhor, pela minha 
receptividade a mentira e também pelo orgulho que eu sei que 
existe em mim. Coloco-me inteiramente debaixo da operação do 
poder do sangue de Cristo e da Tua abundante graça. Amém!” 
O C A S T E L O D A M O R T E 
17 
Capítulo 2 
 
MORTE: A MATRIZ DOS CASTELOS MENTAIS 
 
“Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do 
jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento 
do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela 
comeres, certamente morrerás.” (Gn.2.16-17) 
 
“Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, 
e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, 
tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também 
comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que 
estavam nus; pelo que costuraram folhas de figueira, e fizeram 
para si tangas. E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava 
no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher 
da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas 
chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? 
Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, 
porque estava nu; e escondi-me.” (Gn.3.6-10) 
 
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no 
mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a 
todos os homens, por isso todos pecaram.” (Rm.5.12) 
 
o capítulo anterior vimos que os castelos ou 
fortalezas são estruturas ou esquemas mentais 
constituídos por mentiras e por uma atitude de orgulho que 
N 
A D E L M O F E R R E I R A 
18 
se levantam CONTRA o conhecimento de Deus. Também 
vimos que os castelos mentais são plantados em nós por 
Satanás e servem de pontos de contato e de manipulação 
das trevas em nosso interior. 
Neste capítulo vamos entender um pouco melhor o que 
é o castelo da morte. 
O castelo da morte 
É evidente que existem tipos diversos de fortalezas 
mentais. Podemos falar, por exemplo, de fortaleza de 
rejeição, de fortaleza de amargura, de fortaleza do medo, e 
por aí em diante. No entanto, existe uma fortaleza que, 
além de ter sido a primeira a entrar no homem, tornou-se a 
matriz de todas as outras. Esta é a fortaleza da morte. 
Os textos citados acima se referem precisamente ao 
momento em que o castelo da morte passou a residir na 
mente humana. A porta de entrada foi a desobediência à 
ordem de Deus. E a sentença para esta atitude era 
“certamente MORRERÁS”. 
Sob a influência dos argumentos de Satanás, o homem 
pecou e a morte entrou nele, imediatamente. E ao entrar, 
ela alterou por completo o modo de funcionamento de sua 
mente. É claro que a morte física só chegaria bem mais 
tarde. Porém, o aspecto mais fundamental da morte passou 
a operar instantaneamente. 
O significado mais essencial da morte é a 
DESCONEXÃO. Morrer significa, antes de tudo, a ruptura 
da relação da criatura com o Criador. É o corte da ligação 
entre o homem e a Fonte Suprema da vida. Nesse sentido, 
a morte se trata, antes e acima de tudo, num rompimento 
O C A S T E L O D A M O R T E 
19 
relacional com Deus e não em sofrimento físico ou 
emocional. Este sofrimento é decorrente desta relação 
desfeita. 
Morte é quebra de relacionamento. E quando a relação 
com Deus é interrompida, o melhor que se pode esperar é 
uma existência confusa, vazia de sentido, sem poder e cheia 
de enganos. 
A desconexão com Deus gerou na mente humana um 
estado de relativismo quanto ao conhecimento da verdade. 
O homem perdeu a referência moral absoluta que só existe 
em Deus e em sua Palavra. A partir daí, a mente do ser 
humano tornou-se um solo fértil para o Inimigo plantar 
livremente seu “joio” de engano e inversão de princípios e 
valores. 
Vejamos o que o homem passou a experimentar 
debaixo da operação da morte em sua mente. 
Culpa 
Imediatamente após escolher a desobediência contra 
Deus, o homem tomou consciência do pecado em sua forma 
mais dolorida, a culpa. Ele nunca havia sentido algo 
semelhante. Sua mente o acusava de ter atravessado os 
limites como criatura. E os pensamentos que passaram a 
ocupá-la foram se distanciando cada vez mais da verdade. 
Medo 
Adão disse a Deus: “tive medo e me escondi.” A 
consciência culpada produziu no homem uma reação de 
medo e fuga. Podemos imaginar como a mente daquele 
casal estava assustada ao reconhecer que a partir dali eles 
teriam que lidar com a imensidão do mundo, sozinhos. A 
A D E L M O F E R R E I R A 
20 
proteção e a segurança do Édem haviam terminado. Além 
do medo de Deus, havia o medo de enfrentar a vida por 
conta própria. 
Vergonha 
Antes do pecado, Adão e Eva não se envergonhavam, 
mesmo estando nus. Quando a morte entrou, surgiu a 
vergonha. Por isso, a necessidade de cobrir a nudez. A 
questão agora estava na mente. 
Para concluir este capítulo, podemos afirmar que a 
entrada da morte no mundo provocou uma grande 
mudança na mente humana. E o estado mau que se instalou 
dentro do homem serviu de base para a formação das 
diversas fortalezas mentais que foram sendo produzidas, a 
partir do castelo da morte. 
Oração 
“Senhor, lamento muito pela existência do pecado em mim e na 
humanidade, e também porque, por ele, a morte entrou em 
minha vida e alterou radicalmenteo funcionamento de minha 
mente. Reconheço que existem sinais claros da morte em meus 
pensamentos e no meu modo de ser. Livra-me, Senhor, da culpa, 
do medo e da vergonha que me perseguem. Espero 
completamente em Ti e no poder do Teu amor e perdão. 
Conceda-me experimentar a vida que preparaste para mim. 
Amém!” 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
21 
Capítulo 3 
 
A MENTE SUICIDA 
 
“Porque como pensa em sua mente, assim ele é.” (Pv.23.7) 
 
imos no último capítulo as origens da morte na 
história humana e sua influência na formação dos 
castelos mentais. Além disso, entendemos também que o 
significado mais profundo da morte em nós foi a ruptura 
de nossa relação com a Fonte Suprema da vida, o que 
provocou uma mudança radical no funcionamento de 
nossas mentes. E os primeiros sintomas malignos que a raça 
humana experimentou como manifestação da entrada da 
morte foram a culpa, o medo e a vergonha. 
Agora chegou o momento de irmos um pouco mais 
fundo na descrição da fortaleza de morte e vermos, em 
nossas vivências, como ela opera em nós. 
“Mente suicida” talvez seja a melhor expressão para 
descrever o modo como o castelo da morte atua em nossas 
cognições. Não significa necessariamente que a pessoa que 
possui esta mentalidade irá um dia dar fim a sua vida. 
Porém, retrata o fato de que o suicídio não se resume ao ato 
letal de se enforcar, jogar-se de algum prédio ou de se 
encher de medicamentos. 
V 
A D E L M O F E R R E I R A 
22 
O suicídio se desenvolve, na verdade, no modo como o 
indivíduo pensa e naquilo em que ele acredita sobre si 
mesmo. É um estado de mente onde a pessoa se priva de 
usufruir da vida em toda sua riqueza e alegria. Afinal, há 
uma grande diferença entre apenas existir e, realmente, 
viver. 
A fortaleza de morte consiste exatamente num 
esquema mental onde a percepção da realidade a nosso 
respeito, bem como das circunstâncias que nos ocorrem, 
fica comprometida. Assim, passamos a interpretar o que 
nos acontece de forma distorcida e a nos ver de modo 
negativo. 
Estas distorções mentais fluem obrigatoriamente numa 
única direção: A AUTODESTRUIÇÃO! O mais incrível é 
que tudo que se passa de ruim nesta mente corrompida é 
assumido e crido pelo indivíduo como a mais pura 
verdade. E quando uma mentira é tomada como verdade, 
os resultados desastrosos são tão reais quanto se ela fosse 
realmente verdade. 
O fluxo letal das distorções mentais aponta sempre 
para uma autoestima baixíssima, para uma mentalidade 
voltada para a ocorrência do mal, para a vitimização e para 
o desejo pela morte. 
Vamos tentar decifrar melhor como funciona esta 
mente suicida. Para isso, procurei colocar as distorções 
mentais em forma de frases. Vejamos as principais. 
“Nasci para sofrer” 
A pessoa com uma mente autodestrutiva se percebe 
destinada ao sofrimento. É como se ela não tivesse direito à 
O C A S T E L O D A M O R T E 
23 
felicidade. Sua visão é tão negativa que uma doença ou um 
acidente que lhe ocorram são tomados como situações que 
fazem parte de sua “herança” neste mundo. As perdas são 
vividas com profunda dor e muita angústia. E a vida em 
geral é experimentada com um gosto amargo. 
Muitas vezes, estes pensamentos voltados para o 
sofrimento desencadeiam sintomas depressivos e de 
ansiedade. 
“O mal sempre me aguarda” 
Uma outra distorção da mente suicida é a convicção de 
que as coisas nunca dão certo na vida da pessoa. Pelo 
contrário, existe sempre a expectativa de que algo ruim irá 
acontecer. E isso, a qualquer momento. É como se houvesse 
uma conspiração da vida para sabotar os planos e os 
desejos que possam existir na alma. 
Torna-se frustrante fazer uma viagem, por exemplo, 
esperando que algum acidente irá ocorrer. Ou, então, que o 
concurso que irá prestar será um fracasso e uma grande 
perda de tempo. Afinal, não se pode esperar nada de bom 
na vida. As coisas ruins são a regra. As boas são uma 
exceção. 
É comum que a pessoa que vive com esta “esperança 
maligna” desenvolva medos horríveis, inclusive, fobias 
diversas e hipocondria (mania de doença). 
“Não tenho valor” 
O senso de falta de importância sempre persegue a 
mente autodestrutiva. A pessoa sofre, de forma crônica, de 
uma certeza de que é inferior aos outros. Existe uma 
sombra escura de desqualificação pessoal influenciando 
A D E L M O F E R R E I R A 
24 
cada pensamento. E com a inferioridade vem a timidez e a 
supervalorização da opinião do outro. Se a pessoa pensa ou 
diz algo, está errado. Se o outro pensa ou diz a mesma coisa, 
está certo. 
Em alguns casos, o indivíduo com esta ausência de 
valor-próprio pode desenvolver um quadro de fobia social 
(timidez patológica) ou se resignar a ter uma vida social 
muito restrita, bem como interromper o avanço nos estudos 
e na vida profissional. Além disso, a expressão da 
afetividade fica comprometida e a pessoa pode nem chegar 
a formar uma família. 
“Sou uma vítima” 
Uma outra distorção muito comum na mente suicida é 
a vitimização. Simplesmente, chega um ponto em que o 
indivíduo perde a capacidade de assumir a 
responsabilidade pela sua própria vida. E, como 
consequência, a culpa por ele ser do jeito que é e pelas 
coisas darem errado, é sempre dos outros. 
É praticamente inevitável que a pessoa-vítima se torne 
intolerante à críticas ou a qualquer sinal de reprovação. A 
ideia e o sentimento de rejeição tornam-se imperativas no 
modo de se relacionar com os outros. 
É comum que tal indivíduo apresente uma 
suscetibilidade exagerada diante dos erros das pessoas, 
sentindo-se ferida e magoada facilmente e criando dentro 
de si um reservatório enorme de ressentimento e amargura. 
A dificuldade de perdoar é óbvia. 
O C A S T E L O D A M O R T E 
25 
“Ninguém se importa” 
Outra noção distorcida da mente autodestrutiva é a 
ideia rígida de que os outros não “ligam” para o seu 
sofrimento. Este modo de pensar indica uma resistência do 
indivíduo de receber amor e demonstrações de afeto, até 
mesmo da família e dos amigos. 
Neste caso, a consequência não pode ser outra a não ser 
a solidão e o sentimento de desamparo. 
“A melhor opção é morrer” 
A mente suicida vive uma tendência constante de 
encarar a morte física como uma saída viável e até 
desejável. Para os religiosos que acreditam na vida pós-
morte, partir deste mundo soa como a passagem para um 
estado de existência melhor e superior. Seja uma ida para o 
céu ou para um novo estágio no processo de reencarnação, 
a finalização da vida aqui faria cessar o sofrimento e 
aliviaria o fardo de trabalho e preocupação dos que vivem 
no entorno da pessoa. 
Infelizmente, muitos casos terminam em suicídio letal. 
Concluindo este capítulo, vale ressaltar que este tipo de 
mentalidade que chamo de mente suicida, consiste na 
essência do castelo da morte. É desse modo que a mentira 
opera no indivíduo, tornando-o um refém das distorções 
mentais em que acredita e da influência de demônios. 
Prisioneiro num cárcere dentro de si mesmo. 
 
 
 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
26 
Oração 
“Senhor, admito que minha mente pensa e acredita em muitas 
ideias erradas sobre mim mesmo e sobre os outros. São 
pensamentos auto-destrutivos que me atormentam, destroem 
minha alma e bloqueiam meus relacionamentos e realizações. 
Lamento, Senhor, por pensar tantas mentiras. Eu me arrependo 
de ter admitido que estes pensamentos ficassem em minha mente 
durante tanto tempo. Por favor, renova meu modo de pensar e 
ensina-me a absorver a vida de Cristo em minha mente. Amém!” 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
27 
Capítulo 4 
 
O ESPÍRITO DE MORTE 
 
 “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do 
Todo-Poderoso descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio 
e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Porque ele te 
livra do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrecom as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a 
sua verdade é escudo e broquel. Não temerás os terrores da noite, 
nem a seta que voe de dia, nem peste que anda na escuridão, nem 
mortandade que assole ao meio-dia. Porquanto fizeste do Senhor 
o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, nenhum mal te 
sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Pisarás o leão 
e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.” (Sl.91.1-
6;9-10;13) 
 
o capítulo anterior falamos sobre a mente suicida 
ou autodestrutiva como a essência do modo como 
o castelo da morte opera em nós. 
Chegou o momento, entretanto, que precisamos tratar 
do ponto de maior repercussão espiritual deste tema. 
Vamos falar agora dos seres espirituais malignos que 
normalmente estão alojados e atuam nas fortalezas de 
morte. Para isso, iremos usar o Salmo 91. 
N 
A D E L M O F E R R E I R A 
28 
Doze. Este é o número de seres malignos citados neste 
salmo. São eles: 
“Laço do passarinheiro”, “Peste perniciosa”, “Terrores 
noturnos”, “Seta que voa de dia”, Peste que anda na 
escuridão”, “Mortandade que assola ao meio-dia”, 
“Calamidade” (mal), “Doença” (praga), “Leão”, “Cobra 
venenosa”, “Filho do leão” e “Dragão” (serpente, monstro 
marinho ou dinossauro). 
Todos estes seres representam entidades espirituais 
malignas. E todos atuam com os mesmos propósitos: causar 
o mal, destruir, prender, fazer sofrer e matar. Eles operam 
sob o comando do espírito de morte. 
O espírito de morte é o principal demônio que age por 
meio do castelo da morte. Ele opera na mente prendendo-a 
com as cadeias dos pensamentos e crenças distorcidas, tais 
como aquelas que vimos atuando na mente suicida. 
As distorções cognitivas são os argumentos 
aprisionadores da mente. E uma vez tendo a mente cativa e 
sob seu comando, o espírito de morte pode provocar danos 
no espirito humano, nas emoções, na vontade e no 
funcionamento do corpo. Além disso, pode também 
bloquear os relacionamentos sociais. 
Num grau mais avançado de influência, este espírito 
pode manipular situações na vida de suas vítimas 
ocasionando enfermidades emocionais e físicas, como 
também acidentes fatais ou mortes estranhas. 
É comum acontecer do espírito de morte entrar numa 
linhagem familiar e ir passando de geração em geração. 
Quando isso ocorre, pode-se verificar, numa análise 
O C A S T E L O D A M O R T E 
29 
genealógica, que vários males, doenças e tipos de morte se 
repetem ao longo do tempo com diversos membros da 
família. 
Infelizmente, muitas pessoas que sofrem com os 
castelos de morte, não têm nenhum conhecimento da 
existência e da ação do espírito de morte e de seus 
comparsas. Esta falta de conhecimento da realidade 
espiritual geralmente custa um preço bem alto a elas. Preço 
que pode ser pago com muito sofrimento emocional e 
físico. E algumas chegam a pagar com uma história de 
opressão constante e até com a vida. 
A boa notícia, entretanto, é que o espírito de morte 
pode ser derrotado! No mesmo salmo 91 encontramos 
promessas de livramento, proteção e vitória. 
O salmista diz que Deus nos “livrará”, nos “cobrirá 
com as suas penas” e “debaixo de suas asas” estaremos 
seguros. Afirma que nós não nos assustaremos com os 
poderes das trevas e que não seremos atingidos, mesmo 
que milhares caiam ao nosso redor. Garante que o mal não 
entrará em nossa casa e que os anjos receberão ordens para 
nos guardarem em todos os caminhos por onde andarmos. 
Ele declara ainda que temos autoridade para pisar e 
dominar sobre os inimigos e que Deus nos responderá 
quando clamarmos e estará conosco na angústia para nos 
salvar e nos glorificar. E além de tudo, receberemos fartura 
de dias, ou seja, viveremos muito! 
O grande segredo, porém, para o cumprimento de 
todas estas promessas está no início do salmo: habitar no 
esconderijo do Altíssimo! Este é o lugar onde precisamos 
A D E L M O F E R R E I R A 
30 
fixar residência. Somente ali poderemos descansar em 
perfeita paz e segurança. Completamente protegidos da 
operação do espírito de morte. 
Oração 
“Senhor, Tu és o Deus Altíssimo e Todo-poderoso! Eu 
desejo e necessito habitar em Teu esconderijo e descansar em Tua 
sombra. Tenho sido perseguido pelo espírito de morte e por 
espíritos destruidores. Por favor, Senhor, liberta minha mente da 
opressão e livra-me das armadilhas da morte. Salva-me, ó Deus, 
das mãos de meus inimigos e me põe em segurança debaixo de 
Tuas asas. Tu és a minha fortaleza em que confio. Amém!” 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
31 
Capítulo 5 
 
O CORPO EM SOFRIMENTO 
 
“Pois de fato (Epafrodito) esteve doente e quase à morte; mas 
Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de 
mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.” (Fp.2.27) 
 
 “Assim a sua fama (de Jesus) correu por toda a Síria; e 
trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias 
doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os 
paralíticos; e ele os curou.” (Mt.4.24) 
 
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e 
carregou com as nossas dores.” (Is.53.4) 
 
cabamos de falar sobre o espírito de morte e de 
seus comparsas, e também de sua operação 
associada ao castelo da morte. 
E uma das formas mais dolorosas usadas por estes 
demônios para oprimir as suas vítimas é por meio do 
ataque a saúde do corpo, afligindo-lhe enfermidades, 
tormentos e dores. É sobre este ponto que iremos tratar 
agora. 
A 
A D E L M O F E R R E I R A 
32 
As fontes de doenças 
Existe uma diferença entre as quatro fontes de doenças 
físicas. 
Primeiramente, elas podem ser genéticas ou 
hereditárias, surgindo como herança da formação da 
anatomia (estrutura dos órgãos) e da fisiologia 
(funcionamento dos órgãos e sistemas) do corpo. 
Uma segunda fonte é o desenvolvimento de males 
físicos por conta de hábitos alimentares errados, falta de 
descanso adequado, sedentarismo, estresse intenso e 
prolongado e outros fatores que conspiram contra a boa 
saúde. Ainda neste ponto também se encontram os fatores 
ambientais e situacionais que podem trazer danos ao corpo, 
como acidentes que deixam sequelas, por exemplo. 
A terceira fonte é a psicossomática, ou seja, aquelas 
doenças que aparecem no organismo em decorrência de 
conflitos ou transtornos psicológicos. 
E a derradeira fonte é a espiritual. 
É sobre estas duas últimas fontes que trataremos, de 
modo breve, neste capítulo. 
Doenças psicossomáticas 
Este grupo de enfermidades decorre de um mau 
funcionamento mental e emocional. As distorções 
cognitivas contidas no castelo da morte têm o poder de 
influenciar o modo como o corpo funciona, ativando 
sintomas nos diferentes órgãos e sistemas orgânicos, tais 
como, enxaqueca, desmaios, convulsões, gastrite, úlcera 
estomacal, constipação, dormências, taquicardia, arritmia 
cardíaca, febre, dores em geral e baixa no sistema 
O C A S T E L O D A M O R T E 
33 
imunológico, tornando o organismo suscetível à infecções 
diversas. 
Em estágios mais prolongados e avançados da 
influência dos problemas psicológicos, os quadros clínicos 
podem chegar a hipertensão arterial, dores fortes e crônicas 
em membros do corpo, complicações neurológicas, 
cardiovasculares, digestivas, endócrinas e de outros 
sistemas, a ponto de comprometer a integridade física do 
indivíduo e levá-lo à morte. 
Doenças de origem espiritual 
A influência demoníaca sobre a saúde física de uma 
pessoa é real, infelizmente. E o conjunto de enfermidades e 
tormentos que podem ser provocados por esta influência é 
difícil de ser delimitada. Pode ser desde uma dor de cabeça 
simples até um câncer. 
As Escrituras falam da existência do “espírito de 
enfermidade”. Jesus mesmo o expulsou do corpo de uma 
mulher que andava encurvada por influência deste espírito. 
(Lc.13.11-16). 
Há muitos relatos de casos de pessoaspertencentes a 
uma mesma linhagem familiar que sofrem de doenças que 
se repetem nas gerações devido à presença de maldições 
hereditárias e da operação de demônios que agem naquela 
família. É o ponto onde a influência espiritual se mistura 
com a hereditariedade. Não é difícil lembrar de famílias 
onde os filhos sofrem com as mesmas doenças dos pais, dos 
avós, dos tios, e por aí em diante. 
A D E L M O F E R R E I R A 
34 
O castelo da morte e as doenças 
O ponto que desejo destacar aqui é justamente a relação 
destas duas fontes de doenças com o castelo da morte. A 
relação existe mesmo. 
Por um lado, as distorções mentais que constituem a 
fortaleza de morte são extremamente propícias ao 
surgimento dos transtornos psicológicos que geram 
doenças. 
E por outro lado, os espíritos malignos que atuam 
ligados ao castelo da morte podem provocar diversas 
enfermidades e tormentos. 
Entretanto, seja qual for o caso, tanto as enfermidades 
de origem psicológica quanto as provocadas por espíritos 
malignos, todas elas podem ser curadas pelo poder do 
sangue de Cristo e pela renovação da mente, através do 
conhecimento da verdade da Palavra de Deus. 
Oração 
“Senhor, reconheço que Tu és o Deus que cura. Necessito de 
Tua mão sobre mim, pois ando em sofrimento. Padeço de 
enfermidades, tormentos e dores no corpo. Por favor, sara-me! 
Renova minha mente e equilibra minhas emoções. Liberta-me 
dos espíritos de enfermidades e restaura a minha saúde. Declaro 
que Cristo padeceu em meu lugar e levou sobre Si todas as 
minhas doenças. Por isso, eu tomo posse de minha cura pela fé. 
Amém!” 
O C A S T E L O D A M O R T E 
35 
Capítulo 6 
 
TRAGÉDIAS FATAIS 
 
 “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que 
nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira oprimidos 
acima das nossas forças, de modo tal que até da vida 
desesperamos; portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença 
de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que 
ressuscita os mortos; o qual nos livrou de tão horrível morte, e 
livrará; em quem esperamos que também ainda nos livrará.” (II 
Co.1.8-10) 
 
ara concluir esta primeira parte de nossas reflexões 
a respeito da operação do castelo da morte, além de 
termos falado no capítulo anterior sobre as doenças e 
sofrimentos diversos que podem acometer o corpo humano 
em função de problemas psicológicos ou por fonte 
demoníaca, ainda precisamos tratar de um tema que 
também pode estar relacionado, em muitos casos, com o 
castelo da morte. 
Trata-se dos eventos trágicos que ocorrem no mundo, 
deixando um rastro de vítimas fatais para trás e que podem 
ser planejados e arquitetados pelo Diabo. 
P 
A D E L M O F E R R E I R A 
36 
É curioso e assustador o fato de muitas pessoas 
receberem na mente um pensamento demoníaco de que irá 
sofrer um acidente na viagem que fará, e exatamente 
naquela viagem morrer por causa de uma estranha colisão. 
Alguns chamam isso de pressentimento. Mas, na 
verdade, é uma conspiração do espírito de morte para fazer 
mais uma vítima fatal. E não, sem antes torturar-lhe a 
mente e as emoções com medo e pavor. 
Os inúmeros casos envolvendo fenômenos naturais 
catastróficos, com enchentes, furacões, tsunamis, 
terremotos, tempestades, quedas de aviões, acidentes 
automobilísticos e tragédias de menor escala, como 
atropelamentos, em muitos casos não são apenas causados 
por fatores meteorológicos, climáticos ou por falhas 
tecnológicas ou humanas. 
Muitas vezes, a tragédia não é fruto apenas de um 
funcionamento caótico do mundo, mas da manipulação 
direta de Satanás sobre eventos naturais e sociais, tanto em 
âmbito coletivo quanto individual. 
Graças a Deus, que como Paulo citou no texto acima, a 
respeito de seu livramento da morte na Ásia, podemos 
experimentar o socorro, o livramento e a proteção do 
Altíssimo. 
Ele está pronto para nos guardar do Maligno e de seus 
ataques. Não precisamos viver com medo neste mundo! O 
Senhor nos promete sua presença no meio dos perigos e 
tribulações. 
O C A S T E L O D A M O R T E 
37 
Assim como Ele esteve com os três homens lançados na 
fornalha e os livrou da morte, da mesma forma estará 
conosco no tempo de guerra e de perseguição das trevas. 
E como Deus não impediu que Daniel fosse jogado na 
cova dos leões, Ele pode permitir que algum mal nos 
sobrevenha. Porém, do mesmo modo que o Eterno soube 
livrar o profeta naquela cova, Ele saberá nos salvar no dia 
da tribulação e nos manter intactos. Aleluia! 
Oração 
“Senhor, Tu és o Criador dos confins da terra! Teu é o poder 
e Tua é a força! Tu dominas sobre tudo e nada acontece sem a 
Tua permissão. Tu és Soberano e Teu governo não tem fim! 
Entrego minha vida aos Teus cuidados. Livra-me do Maligno no 
dia mau. Guarda-me, Senhor, para os Teus propósitos e para 
Tua glória. Amém!” 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
38 
 
 
Parte 2: 
 
A DESTRUIÇÃO DO 
CASTELO DA MORTE 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
39 
Capítulo 7 
 
A VERDADE NA MENTE 
 
 “Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a 
verdade...” (Ef.6.14) 
 
 “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento...” (I 
Pd.1.13) 
 
 “...tudo o que é verdadeiro... nisso pensai.” (Fp.4.8) 
 
em, chegamos a segunda parte de nossas reflexões. 
Na parte 1 consideramos a operação do castelo da 
morte na mente humana, suas origens na Queda, seu 
funcionamento mental autodestrutivo e sua ligação com os 
poderes das trevas. 
Nesta parte, vamos procurar compreender como o 
castelo da morte pode ser destruído. E para isso, 
tomaremos como base a afirmação de Paulo em sua carta 
aos coríntios: 
 “...pois as armas da nossa guerra não são meramente 
humanas, mas poderosas em Deus, para destruição de 
fortalezas...” (II Co.10.4) 
B 
A D E L M O F E R R E I R A 
40 
A boa notícia é que existem armas que não são 
meramente humanas, antes, são armas “poderosas EM 
DEUS para destruição de fortalezas”, incluindo o castelo da 
morte. 
Que armas são estas? É exatamente isso que iremos 
descobrir a partir de agora. 
O cinto da verdade 
A primeira arma que encontramos nas Escrituras para 
destruir o castelo da morte é o conhecimento da verdade. 
Ou seja, a verdade tem que ser absorvida pela mente a fim 
de produzir o seu efeito libertador. 
“...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” 
(Jo.8.32) 
Verdade não conhecida, não liberta. É necessário que 
ela entre e opere na mente para que haja libertação. 
Por muito tempo eu não entendi porque Paulo, falando 
à igreja de Éfeso, orientou os irmãos a se revestirem da 
armadura de Deus começando pelo “cinturão da verdade”. 
Ora, sempre imaginei que um cinturão seria posto num 
soldado como uma peça sobre a armadura, portanto, 
deveria ser colocada depois de outras partes. E isso não 
combinava com a sequência proposta por Paulo. 
Na verdade, a palavra “cinturão” nunca foi 
mencionada pelo apóstolo em sua carta aos efésios. Ele 
usou um verbo que significa “cingir-se, amarrar as vestes 
com um cinto na altura dos lombos”. 
A partir desta descoberta no texto, pude entender que 
Paulo estava se referindo ao fato de todo soldado possuir 
O C A S T E L O D A M O R T E 
41 
vestes, normalmente túnicas, que eram usadas por debaixo 
da armadura propriamente dita. Ninguém colocava uma 
armadura sobre a pele nua. Havia uma veste por baixo que 
precisava ser posta primeiro e amarrada com um cinto. E é 
precisamente esta figura do cinto que amarra a primeira 
veste, que Paulo está referindo-se aqui para representar a 
verdade. 
O apóstolo está dizendo que o vestido debaixo da 
armadura precisa estar cingido para servir de preparo a fim 
de que as peças que serão postas depois, principalmente a 
couraça, sejam colocadas adequadamente. Do contrário, as 
vestes ficariam soltas por baixo da armadura e atrapalharia 
o soldado em seudesempenho militar. De igual modo, o 
conhecimento da verdade consiste na base ou preparo do 
guerreiro para o uso das outras armas de guerra. 
Pedro confirma esta ideia quando nos fala para 
“amarrarmos a cintura de nossa mente a fim de que as 
vestes não fiquem esvoaçantes”. Em resumo, precisamos 
ter mentes focadas na verdade, sem distrações com os 
enganos de Satanás. 
Apontando neste mesmo sentido, Paulo, escrevendo 
aos filipenses ordena que a mente dos irmãos seja ocupada 
apenas com pensamentos bons, puros, justos, mas, 
primeiramente, que ela se ocupe com “tudo o que é 
verdadeiro”. 
Claro está que nunca conseguiremos destruir o castelo 
da morte e seus esquemas de mentira sem o conhecimento 
da verdade. A mente precisa estar encharcada pela verdade 
e focada nela. Sem a verdade na mente nos tornamos reféns 
do inimigo. 
A D E L M O F E R R E I R A 
42 
O poder de crer na verdade corretamente 
A palavra “verdade” nos escritos do Novo Testamento 
sempre significa “aquilo que corresponde aos fatos, 
realidade, o oposto ao que é fictício ou imaginário.” 
Este significado é altamente relevante, pois estamos 
falando do conteúdo de nossos pensamentos e crenças. E 
tendo em vista que o Diabo é o “pai da mentira” e que não 
há verdade nele, uma vez que nossa mente se “cinge” com 
a realidade, não sobra espaço para sermos vítimas da 
operação maligna. 
Nosso grande desafio inicial e básico para destruir o 
castelo da morte é absorver a verdade na mente. Nosso 
modo de pensar, perceber e interpretar o mundo deve ser 
fundamentado na realidade dos fatos que se relacionam 
conosco, principalmente sobre quem somos. Aquilo que 
tomamos como verdade e em que acreditamos irá 
influenciar todo o funcionamento de nosso interior. 
Existe uma sequência de níveis de influência em nossa 
personalidade que não pode ser alterada. É como uma 
cadeia de comando que opera em nosso ser. Ela funciona 
assim: nossas crenças influenciam nossos pensamentos, e 
estes influenciam nossas emoções. Estas, por sua vez, 
acabam atingindo nossas decisões e comportamentos. 
Um exemplo. João acredita que nasceu para sofrer e 
que é um fracassado e incapaz. Seus pensamentos e 
interpretação dos fatos a sua volta serão distorcidos por 
estas crenças e suas emoções expressarão tristeza, 
frustração e amargura. Logo, suas escolhas e 
comportamentos manifestarão medo, desânimo, 
isolamento e, até mesmo, agressividade. 
O C A S T E L O D A M O R T E 
43 
Você percebe como as crenças que temos são 
fundamentais e determinantes em nossos esquemas 
mentais? Aquilo que tomamos como verdade desencadeia 
em nós o bem ou o mal, a saúde ou a doença, a vida ou a 
morte. 
Para destruirmos o castelo da morte, o primeiro passo 
é alinhar nossas crenças com a verdade. Há um poder que 
é liberado em nós quando passamos a crer corretamente. E 
para isso acontecer só existe um meio: conhecer o que Deus 
diz em sua Palavra, sobre nós e sobre tudo o que nos diz 
respeito. 
Nos próximos capítulos examinaremos algumas destas 
verdades que devem estar operando em nossas mentes e 
que nos servirão de armas “poderosas em Deus” para 
destruição do castelo da morte e de suas mentiras. 
Oração 
“Senhor, eu te louvo pela revelação da verdade que há em Tua 
Palavra! Reconheço que, infelizmente tenho pensado e crido em 
muitas mentiras e enganos. Porém, me arrependo por isso e 
renuncio agora a todo pensamento e a toda crença que se ergue 
contra Teu conhecimento. Decido cingir a minha mente com a 
verdade e a permanecer nela. Amém!” 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
44 
Capítulo 8 
 
A COURAÇA DA JUSTIÇA 
 
“...e vestida a couraça da justiça...” (Ef.6.14) 
 
 “Mas agora, sem lei, tem-se manifestado a justiça de Deus, 
que é atestada pela lei e pelos profetas; isto é, a justiça de Deus 
pela fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há 
distinção. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de 
Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante 
a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como 
propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua 
justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos 
outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste 
tempo presente, para que ele seja justo e também justificador 
daquele que tem fé em Jesus.” (Rm.3.21-26) 
 
o capítulo anterior pudemos compreender melhor 
a primeira arma que destrói os castelos mentais. 
O “cinto” da verdade é a base e o preparo a fim de que as 
outras armas possam ser usadas. É como se as demais 
fossem um desdobramento e uma extensão da primeira. 
N 
O C A S T E L O D A M O R T E 
45 
O fato é que existe um poder explosivo liberado em nós 
quando passamos a crer corretamente segundo a verdade 
expressa na Palavra de Deus. 
Neste capítulo veremos a segunda arma para a 
destruição do castelo da morte. A “couraça da justiça”. 
A “couraça” é uma parte da armadura extremamente 
importante. Ela consiste num colete que cobre o peitoral do 
soldado do pescoço até o umbigo, pela frente e também 
pelas costas. É a peça que protege a parte do corpo onde se 
encontram os órgãos vitais, como os pulmões, os rins, todo 
o aparelho digestivo e o coração. E pelas costas, a medula 
espinhal. 
A aplicação é obvia. A justiça de Deus nos serve de 
proteção naquilo que é mais essencial à nossa vida. 
Vivemos e nos mantemos vivos pela justiça. Mas, qual é o 
significado prático disso? 
Para responder a esta pergunta, precisamos entender, 
então, o que é a justiça de Deus e quais os seus efeitos 
protetores sobre a nossa mente. 
A justiça de Deus realizada na cruz 
A justiça de Deus pode ser vista nas Escrituras de 
quatro modos: como uma qualidade divina, como a obra 
redentora que Cristo realizou na cruz, como uma dádiva 
que nos é concedida pela fé tornando-nos justos diante de 
Deus e, finalmente, como a expressão de uma vida correta 
e íntegra neste mundo. 
Minha compreensão é que a “couraça da justiça” que 
tem o poder de destruir o castelo da morte e proteger a 
nossa mente é, principalmente, o segundo aspecto citado 
A D E L M O F E R R E I R A 
46 
acima, ou seja, a obra consumada de Cristo na cruz e os 
resultados que herdamos de Seu sacrifício. 
Ao morrer, Cristo levou sobre si todo o mal que era 
devido a nós para que recebêssemos todo o bem que era 
devido a Ele. Com o derramamento de Seu sangue, o 
Senhor pagou a dívida que a humanidade tinha com Deus 
por conta dos pecados cometidos no passado, no presente 
e no futuro, e a quitação foi completa e definitiva. 
Todo o padecimento de Jesus foi a manifestação do 
juízo de Deus contra o pecado. Com isso, foi esgotada a ira 
divina em relação a mim e a você, para sempre. Deus fez e 
satisfez a sua justiça na cruz de Cristo. 
Os resultados mais extraordinários e relevantes desta 
obra consumada em nossa vida são, pelo menos, dois: 
O perdão dos pecados 
 “...em quem temos a redenção pelo seu sangue, o perdão dos 
nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça...” (Ef.1.7) 
Pelo sangue de Cristo, todos os nossos pecados são 
perdoados. A sua morte quitou nossa dívida com Deus e 
por isso, agora, Ele se tornou, não somente justo, mas 
também “justificador” de todos os que têm fé em Jesus. 
A paz com Deus 
“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso 
Senhor Jesus Cristo...” (Rm.5.1) 
Por meio da justificação, desfrutamos agora da paz com 
Deus. Não precisamos ter medo de que Ele ficará zangado 
conosco quando errarmos e nos condenará, trazendo-nos 
O C A S T E L O D A M O R T E 
47 
algum tipo de sofrimento. Não! Ele nos ama e a sua graça 
nos cobre todos os dias. 
Você consegue imaginar o impacto destas verdades 
sobre nossa mente? Consegue perceber o efeito destruidor 
destes fatos contra os pensamentos de culpa e de auto-
condenação? Pode notar o poder desta justiçapara nos 
livrar do medo? 
Os efeitos da obra consumada de Cristo precisam ser 
absorvidos pela mente como verdades absolutas. Crer no 
perdão de nossos pecados e em nossa justificação 
permitirão que as mentiras de Satanás sobre quem somos 
não façam mais sentido algum. 
É quase indescritível o poder que é liberado em nós 
quando passamos a crer num Deus que está satisfeito e 
alegre conosco, sempre. 
Oração 
“Senhor, obrigado pela obra consumada de Cristo na cruz. 
Agradeço pelo perdão para todos os meus pecados e pela 
justificação pela fé. Minha dívida foi paga e não há mais 
condenação sobre mim. Eu me revisto, agora, com a couraça da 
Tua justiça feita na cruz e descanso em Tua graça. Amém!” 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
48 
Capítulo 9 
 
A COURAÇA DA FÉ E DO AMOR 
 
“...vestindo-nos da couraça da fé e do amor...” (I Ts.5.8) 
 
 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que 
Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio 
dele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos 
amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu 
Filho como propiciação pelos nossos pecados. E nós 
conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é 
amor.” (I Jo.4.9-10,16) 
 
á examinamos no capítulo anterior o forte significado 
da couraça no combate espiritual. Vimos que ela 
protege as partes vitais do corpo do soldado e, no aspecto 
espiritual, esta couraça representa a justiça de Deus feita na 
obra consumada de Cristo na cruz. 
Porém, existe uma outra couraça mencionada por 
Paulo que nos traz uma revelação essencial de verdades nas 
quais precisamos crer. É “a couraça da fé e do amor”. 
As palavras fé e amor andam juntas nas Escrituras 
repetidamente. Fé é “a convicção da verdade de algo”. E a 
palavra amor que aparece associada a ela é “ágape”, que 
J 
O C A S T E L O D A M O R T E 
49 
descreve o tipo de amor sacrificial e doador, 
principalmente referindo-se ao amor de Deus. 
Deus nos ama e necessitamos crer nisso como uma 
verdade absoluta. Para destruir o castelo da morte com suas 
distorções mentais, é necessário ter fé no amor de Deus por 
nós. Sem esta convicção, não haverá vitória contra Satanás. 
A crença de que somos amados por Deus é capaz de 
desmantelar todo raciocínio enganoso que nos leva a ter 
uma autoestima fragilizada. A certeza do amor de Cristo 
demonstrado na cruz libera o poder de resgatar nosso senso 
de valor próprio. 
A culpa, o medo e a vergonha são totalmente 
dissipados quando a mente está convicta de que temos um 
Deus que nos ama e cuida de nós. 
“No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; 
porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está 
aperfeiçoado no amor.” (I Jo.4.18) 
Sentir medo de ser castigado e punido por Deus 
significa que ainda não conseguimos confiar em Seu 
“perfeito amor”. 
A ideia de que Deus nos trará o mal é fruto de uma 
mente que não conhece a graça que emana do “ato de 
justiça” realizado na cruz. 
Se você ainda pensa que não tem valor, ou que algo 
ruim sempre está prestes a lhe acontecer, ou então que você 
nasceu para sofrer e que ninguém liga para isso, e por fim, 
você pensa que a morte é a melhor saída para seus 
problemas, você com certeza, ainda não conhece o amor de 
Deus e a sua maravilhosa graça. 
A D E L M O F E R R E I R A 
50 
Mas, chegou a hora de todos esses efeitos do castelo da 
morte serem destruídos em sua mente. É chegado o tempo 
de você saber que é amado de verdade por um Deus que 
quitou sua dívida com Ele e que o perdoou de todos os seus 
pecados e, por isso, o vê agora como uma pessoa justificada 
e inocente. 
“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É 
Deus quem os justifica; Quem os condenará? Cristo Jesus é 
quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual 
está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos 
separará do amor de Cristo?” (Rm.8.33-35) 
Entenda que Deus fez cair sobre o corpo de Jesus, no 
momento de seu padecimento e morte, todo juízo, toda 
condenação, toda ira, todo o sofrimento, toda rejeição, toda 
dor e todo mal que você merecia receber. 
Com base nisso, hoje, Ele não tem mais motivos para 
punir você e fazê-lo sofrer. A dívida foi paga totalmente, e 
Ele não irá cobrá-la de novo. Você não deve mais nada para 
Deus! Está consumado! 
O único desafio que você tem agora é receber esta 
abundante graça e descansar no amor de Deus. Saiba que, 
por sua fé, você tem o direito de desfrutar de toda a 
provisão conquistada pela obra de Cristo. Ele assumiu todo 
o seu mal para que você pudesse assumir todo o bem dele. 
Aceite que você agora tem o direito dado por Deus, 
com base na Sua justiça, de receber não somente o perdão 
para todos os seus pecados, mas também a totalidade das 
Suas bênçãos. Tudo de bom, agora, é a sua herança em 
Cristo! Você é amado e ponto final! Creia nisso! 
O C A S T E L O D A M O R T E 
51 
Oração 
“Senhor, eu te adoro pelo Teu amor incomparável. Sei que a 
Tua misericórdia e a Tua bondade são reais para comigo. Ponho 
a minha fé em Tua graça e recebo as bênçãos conquistadas por 
Cristo em Sua obra na cruz. Sei que sou amado por Ti e me 
revisto da couraça da fé e do amor. Amém!” 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
52 
Capítulo 10 
 
O CAPACETE DA ESPERANÇA DA SALVAÇÃO 
 
“...e tendo por capacete a esperança da salvação.” (I Ts.5.8) 
 
“Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se 
podem comparar com a glória que em nós há de ser 
revelada...Porque na esperança fomos salvos. Ora, a 
esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como 
o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o 
aguardamos.” (Rm. 8.18, 24-25) 
 
“Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à 
voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram 
em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos 
vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao 
encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre 
com o Senhor.” (I Ts. 5.16-17) 
 
“Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos 
os homens os mais dignos de lástima...Eis aqui vos digo um 
mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos 
transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao 
som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos 
serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. 
Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da 
incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da 
O C A S T E L O D A M O R T E 
53 
imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da 
incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da 
imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: 
Tragada foi a morte na vitória.” (I Co.15.19,51-54) 
 
“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos 
um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo 
da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua 
glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as 
coisas.” (Fp. 3.20-21) 
 
em, estamos chegando ao final da segunda parte de 
nossas reflexões, onde estamos tratando das armas 
“poderosas em Deus para destruição de castelos”. 
Consideramos nos capítulos anteriores o “cinto” da 
verdade como uma arma básica e que se desdobra nas 
outras. 
Vimos também dois tipos de “couraça”, a da justiça 
realizada na obra consumada de Cristo na cruz e a da fé no 
amor de Deus por nós. 
Para finalizar esta parte, falaremos agora de mais uma 
arma poderosa: “o capacete da esperança da salvação”. 
Para que serve um capacete na armadura de um 
soldado? 
B 
A D E L M O F E R R E I R A 
54 
A resposta é óbvia. Para proteger a cabeça do soldado 
durante o combate. 
Está correto. Porém, não é demais ressaltar que a cabeça 
é onde se aloja nosso cérebro, que não énada menos do que 
o centro de comando do corpo. Além de ser o lugar dos 
órgãos da visão, da audição, do olfato, do paladar e da fala. 
Com isso posto, fica claro que o capacete possui uma 
função fundamental para equipar-nos a fim de vencer o 
castelo da morte com suas distorções mentais. 
Nossa mente necessita ser renovada pela esperança. 
Existe um poder tremendo aqui. A mente que se reveste de 
esperança consegue se desprender das circunstâncias 
transitórias da vida e olhar mais além. 
A esperança dilui os pensamentos negativos sobre o 
agora e nos dá motivos para aguardar que o futuro será 
brilhante. Aquilo que ainda não alcançamos hoje, 
conseguiremos realizar amanhã. O problema do momento 
será solucionado adiante. 
A esperança nos permite deixar o passado para trás e 
pensar no futuro com expectativas de sucesso. Paramos de 
olhar pelo retrovisor da vida e nos concentramos em 
visualizar a estrada que temos a frente. Você entende como 
este capacete é poderoso para proteger nossas mentes? 
A melhor notícia é que não apenas podemos ter 
esperança, mas Deus nos garante “a esperança do 
evangelho”. 
Muitos podem esperar apenas mudanças de melhora 
neste mundo. No entanto, aqueles que crêem na obra 
consumada de Cristo na cruz possuem uma esperança 
O C A S T E L O D A M O R T E 
55 
infinitamente superior a qualquer sonho ou expectativa 
terrena de melhora. Esperamos a glória! 
Ou seja, nosso futuro será muito mais que apenas nos 
livrar de pensamentos ou crenças malignas que possam 
estar operando em nossas mentes. Seremos livres de toda 
espécie de mal e sofrimento, e nunca mais seremos sequer 
lembrados de algum castelo da morte ou de qualquer outro 
tipo de fortaleza mental. A morte não mais existirá! 
Seremos completamente absorvidos pela vida! 
Você pode ser profundamente revigorado se aprender 
a meditar na esperança que temos em Cristo. A mente se 
amplia e se eleva quando passamos a imaginar as bem-
aventuranças que estão preparadas para nós como filhos do 
Grande Rei. 
Imagine por um momento que você será glorificado! 
Seu corpo, sua alma e seu espírito serão aperfeiçoados e 
nunca mais padecerão de qualquer mal. Você será 
transformado de modo radical! Seu corpo se tornará 
imortal e incorruptível. A fraqueza será revertida em poder 
e a vergonha, em glória! Fugirão de sua mente a tristeza e o 
pranto, e você experimentará perpétua alegria! 
Além disso, você reinará junto com Cristo e viverá para 
sempre na Nova Jerusalém. Esta é a nossa gloriosa 
esperança! Por isso, alegre-se desde já! Esperança é a alegria 
antecipada que temos de que tudo aquilo que nos foi 
prometido por Deus acerca de nosso futuro em Cristo, se 
cumprirá! Com toda certeza. 
 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
56 
Oração 
“Senhor, obrigado pela esperança do evangelho. Minha vida não 
se resume apenas a este mundo. Existe uma eternidade que irei 
gozar contigo. Enche-me, Senhor, da alegria antecipada de Tua 
glória que há de se revelar em mim. Revisto minha mente com o 
capacete da esperança da salvação. Amém!” 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
57 
 
A D E L M O F E R R E I R A 
58 
 
 
Parte 3: 
 
SEU DESTINO É A 
VIDA 
 
 
O C A S T E L O D A M O R T E 
59 
Capítulo 11 
 
A VIDA EM ABUNDÂNCIA 
 
 “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim 
para que tenham vida e a tenham em abundância.” 
(Jo.10.10) 
 
imos na primeira parte de nossas reflexões como o 
castelo da morte opera. Na segunda, examinamos 
as armas “poderosas em Deus” para destruí-lo. E nesta 
última parte vamos reafirmar nosso destino como filhos 
Deus para experimentar a vida em abundância, por meio 
de Cristo Jesus. 
No capítulo 10 do evangelho de João, o Senhor Jesus se 
apresenta como o bom pastor que se entrega pelas suas 
ovelhas. Ele faz uma distinção entre o pastor que ama e dá 
a vida pelo rebanho e aqueles que lideram sobre as ovelhas 
com a intenção de “roubar, matar e destruir”. 
Fica claro, pelo contexto do capítulo 9, que Jesus está se 
referindo aos líderes religiosos da época, os quais exerciam 
uma influência opressiva sobre as pessoas e não as amavam 
de verdade. 
O Mestre chama estes líderes de “salteadores”, 
“mercenários”, “estranhos” e “ladrões”. Eles representam a 
V 
A D E L M O F E R R E I R A 
60 
força que a religiosidade pode exercer sobre o indivíduo 
levando-o à perda, à destruição e à morte. 
Jesus, no entanto, afirma neste contexto que veio para 
dar vida, e vida em abundância às pessoas. Não apenas 
vida. Mas vida abundante! Esta é a “vida eterna” que existe 
em Deus. A vida não-criada que somente Deus possui. E 
nós podemos recebê-la por fé no evangelho. 
Ao crermos em Cristo e na obra que realizou na cruz, a 
vida de Deus entra em nós e passa a operar a partir de nosso 
espírito. Aos poucos, a vida irá influenciar o funcionamento 
da alma trazendo renovação para a mente, equilíbrio para 
as emoções e submissão para a vontade. Por fim, ela fluirá 
para o corpo tornando-o poderoso, imortal, incorruptível e 
glorioso. Este é o caminho transformador da vida de Deus 
em nós. De dentro para fora. 
Resta-nos saber, então, como esta vida pode ser 
alimentada em nós a fim de seguir seu fluxo 
transformador? 
Existem três elementos que alimentam e fortalecem a 
vida de Deus em nós. 
A comunhão do Espírito Santo 
O Espírito Santo é o transmissor da vida. É Ele quem a 
planta dentro de nós. Quem crê no evangelho “nasce de 
novo” e este nascimento é “do Espírito” (Jo.3.3-5). 
A fim de fazer a vida de Deus crescer em nós é 
necessário conviver com o Espírito Santo continuamente. O 
relacionamento com Ele deve se tornar algo desejável e 
vivido com espontaneidade e confiança em todo tempo e 
em todo lugar. 
O C A S T E L O D A M O R T E 
61 
O conhecimento da Palavra de Deus 
Jesus declarou que suas palavras eram “espírito e vida” 
(Jo.6.63). O escritor aos Hebreus afirma que “a palavra de 
Deus é viva e eficaz” (Hb.4.12). Ela é “lâmpada para os 
nossos pés e luz para os nossos caminhos” (Sl.119.105). 
Fica evidente que a vida de Deus em nós se alimenta de 
Sua Palavra. Por isso, devemos ser diligentes na leitura, 
meditação, estudo e vivência fervorosa das Escrituras 
Sagradas. 
A participação na vida da igreja 
A igreja é o lugar onde a vida de Deus reside, opera e 
se multiplica neste mundo por meio dos seus filhos. O 
convívio entre os discípulos de Jesus deve ser praticado e 
protegido como um tesouro valioso. 
Participar ativamente da vida da igreja de Cristo é um 
dos principais meios de crescer em fé. É ali que poderemos 
ser animados, ensinados, corrigidos, amados, acolhidos, 
guardados e fortalecidos pela vida de Deus expressa pelos 
pecadores agraciados como nós. 
Concluo este capítulo profetizando que existe um 
decreto de vida sobre você! E que esta vida foi planejada 
por Deus para ser sua desde antes de você nascer. Sua 
existência foi uma decisão divina, não humana. O Eterno 
formou você no ventre de sua mãe com amor e cuidado. Ele 
o criou para a alegria e a segurança de Sua companhia. Seu 
destino nunca foi ser vítima do castelo da morte! Você está 
destinado para receber, desfrutar e transmitir a vida de 
Deus, em Cristo Jesus! 
A D E L M O F E R R E I R A 
62 
Capítulo 12 
 
A HISTÓRIA DE ZOÊ* 
 
ejamos um caso que nos serve de exemplo a 
respeito da operação do castelo da morte na vida 
de uma pessoa. 
Zoê era uma jovem senhora inteligente e dedicada à 
obra de Deus. Teve uma infância feliz e desde muito nova 
aprendeu a ser muito responsável e a fazer tudo 
corretamente. 
Na adolescência sofreu o primeiro surto depressivo e 
desde essa época passou a padecer com transtornos de 
ansiedade. Sempre foi muito tímida, mas conseguiu cursar 
o ensino superior e se casar. 
A mente de Zoê funcionava como se tudo sempre fosse 
dar errado para ela. Tinha

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