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BIOSSEGURANÇA 1.O que é: - Ações para prevenir, controlar ou eliminar riscos à saúde humana, animal e ao meio ambiente 3 Pilares: 1. Paciente: Prevenir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). 2. Profissional: Evitar acidentes e doenças ocupacionais. 3. Meio ambiente: Descarte correto de resíduos e contenção de patógenos. 3. Higiene das Mãos Água e sabão: 40-60s (obrigatório se houver sujeira visível). Álcool 70%: Fricção direta (mãos sem sujeira visível). 5 Momentos: 1. Antes de tocar o paciente. 2. Antes de procedimento asséptico. 3. Após exposição a fluidos. 4. Após tocar o paciente. 5. Após tocar em algo ao redor do paciente (leito, equipamentos próximos…) 4. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) Luvas: Usadas no contato com fluidos/mucosas. Nunca substituem a higiene das mãos e trocam-se a cada paciente. Máscara Cirúrgica: Proteção contra gotículas. Respiradores N95 / PFF2: Proteção contra aerossóis e patógenos transmitidos pelo ar (gera vedação no rosto). Óculos / Protetor Facial: Protege contra respingos nos olhos/rosto. Avental/capote: Protege a roupa/pele de fluidos. Retira-se ainda dentro do quarto. 5. Paramentação/Desparamentação Paramentação (Vestir): Higiene das mãos ➔ Avental ➔ Máscara ➔ Óculos/Protetor ➔ Gorro ➔ Luvas. Desparamentação (Retirar - Alto Risco): 1. Remover Luvas (item mais contaminado). 2. Higienizar as mãos. 3. Remover Avental (tocando só por dentro). 4. Remover Gorro e Óculos. 5. Higienizar as mãos. 6. Remover Máscara (pelas tiras, fora do quarto). 7. Higienizar as mãos. 6. Tipos de Precauções e Isolamento Padrão: Aplicado a todos os pacientes. - Exige higiene das mãos e EPIs conforme o risco de contato com fluidos. Contato: Para bactérias multirresistentes ou escabiose. - Exige luvas, avental e equipamentos exclusivos (como estetoscópio e termômetro). - Mínimo de 1m entre os leitos se não tiver quarto privativo Gotículas: Para partículas maiores que 5 micras (ex.: gripe, meningite). - Exige o uso de máscara cirúrgica pela equipe (e para o paciente durante o transporte dele). Aerossóis: Para partículas menores que 5 micras (ex.: tuberculose, varicela). - Exige máscara N95/PFF2 e quarto com pressão negativa. 7. Estrutura e Riscos Físicos na UTI Estrutura (RDC 50): 1 leito de isolamento para cada 10 leitos de UTI; quarto com no mínimo 12 m², painéis de vidro para observação contínua e antecâmara com pia. Pressão Negativa: Impede que o ar contaminado saia do quarto - É usada no isolamento de pacientes que podem transmitir infecções pelo ar. Pressão Positiva: Protege pacientes imunocomprometidos contra o ar de fora. Raio-X (Radiação): Usar distância e avental de chumbo/protetor de tireoide. Ressonância Magnética: Ímã sempre ligado. É proibido entrar com metais/ferro (tesouras, estetoscópios, adornos). AVALIAÇÃO DO DOENTE CRÍTICO 1. AVALIAÇÃO GERAL - Passagem de plantão leito a leito. - Começar pelo paciente mais grave. - Verificar quando não é indicado movimentar o paciente. - Avaliação à beira-leito. - Prontuário + anamnese: HDA, HPP e antecedentes. - Exames laboratoriais, gasometria arterial e imagem. - Exame físico + suporte ventilatório. Exame físico: - IPPA → Inspeção → Palpação → Percussão → Ausculta 2. NÍVEL DE CONSCIÊNCIA Glasgow Avalia: - Abertura ocular; - Resposta verbal; - Resposta motora; - Reação pupilar. Sem intubação e sem sedação → avaliar Glasgow. Pode sofrer influência de: Sedação + analgesia + drogas vasoativas + bloqueadores neuromusculares. Pupilas= - Anisocoria: pupilas de tamanhos diferentes. (pode estar relacionada à herniação cerebral.) - Miose: contraída. - Midríase: dilatada. Uma pupila responde e a outra não → atenção/urgência neurológica (Alterações pupilares também podem ocorrer por drogas.) Resposta motora= - Flexão normal; - Decorticação; - Descerebração. AVC → lesão piramidal → alterações motoras em MMSS/MMII. 3. MEDICAMENTOS Grupo/Exemplos: Sedação→ Midazolam, Propofol, Precedex, Cetamina (Precedex + cetamina observação sobre uso em crianças.) Analgesia→ Fentanil, Morfina (Fentanil é mais potente que morfina) Vasoativas→ Noradrenalina, Adrenalina, Dobutamina, Nipride, Tridil (Dobutamina melhora a contratilidade cardíaca.) Bloqueadores neuromusculares→ Rocurônio, Cisatracúrio, Succinilcolina (relacionados à intubação.) 4. MONITORIZAÇÃO FC → frequência cardíaca PAM FR → frequência respiratória Temperatura ETCO₂ 5. BALANÇO HÍDRICO (Diferença entre líquidos que entram e saem em 24 horas.) Fórmula: Entradas − Saídas 🟢 Positivo → entrou mais 🔴 Negativo → saiu mais ⚪ Neutro → iguais 6. DISPOSITIVOS Verificar: - Tubo endotraqueal; - Cânula de traqueostomia; - Pressão do cuff; - Sondas; - Cateteres; - AVC; - AVP; - Drenos; - Fixação do tubo/cânula. 7. AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA Sequência: Inspeção estática → Inspeção dinâmica → Palpação → Percussão → Ausculta Inspeção estática - Tórax: simetria e expansibilidade. - Abdome: plano/distendido; globoso/flácido. - Pele: hiperemia, palidez, cianose, icterícia, cicatrizes e edema. (Procurar cicatrizes de toracotomia, drenagem torácica e cirurgias.) 8. CIANOSE Central - Relacionada à baixa oxigenação; - Baixa SatO₂; - Pode ocorrer em shunt D → E. Periférica - Vasoconstrição; - Diminuição da volemia; - Extremidades frias. Shunt D → E → mistura de sangue venoso e arterial 9. SINAIS FLOGÍSTICOS ● Eritema; ● Aumento da temperatura; ● Dor; ● Edema; ● Aumento da sensibilidade. sinal de Homan → associado à dor. 10. INSPEÇÃO DINÂMICA Padrão respiratório - Costal/torácico; - Diafragmático/abdominal; - Paradoxal. Frequência respiratória 20 → Taquipneia Apneia: pausa ao final da expiração. Apneuse: pausa ao final da inspiração. 11. RITMOS PATOLÓGICOS - Cheyne-Stokes (associado a AVC) - Biot - Kussmaul (associado a quadro acidótico.) - 12. DESCONFORTO RESPIRATÓRIO ● Tiragens intercostais/subcostais; ● Retração fúrculo-esternal; ● Musculatura acessória; ● Musculatura abdominal; ● Batimento de asa nasal. 13. TOSSE E SECREÇÃO Tosse - Seca → alérgica/inflamatória. - Produtiva → infecciosa/inflamatória. - Eficaz → mobiliza secreções. - Ineficaz → dificuldade para removê-las. Secreção — QAVO - Quantidade → pequena, média, grande - Aspecto → mucóide, purulenta, hemática, espumosa, rósea - Viscosidade → fluida ou espessa - Odor → fétida QAVO = Quantidade + Aspecto + Viscosidade + Odor 14. PALPAÇÃO TORÁCICA Avaliar: - Edema; - Enfisema subcutâneo; - Desvio de traqueia; - Expansibilidade; - Temperatura; - FTV — frêmito toracovocal. 15. PERCUSSÃO Macicez (MAIS DENSO) ↑ densidade pulmonar Ex.: condensação, derrame pleural, hepatização. Timpanismo (MENOS DENSO) ↓ densidade pulmonar Ex.: pneumotórax, enfisema. 16. AUSCULTA Pulmonar MV → murmúrio vesicular; - Roncos; - Creptos; - Sibilos; - Estridor laríngeo. - auscultar bilateralmente: comparando os lados. Cardíaca — APTM - Aórtico - Pulmonar - Tricúspide - Mitral Avaliar: ritmo + frequência + sopro. 17. OXIMETRIA SpO₂ → monitorização não invasiva. SpO₂ > 93%, Acima de 93% → alvomna maioria dos casos, mas existem alvos específicos para cardiopatias cianóticas e doença pulmonar crônica. Verificar: - Onda pletismográfica; - Temperatura/extremidades frias; - Edema; - Enchimento capilar→ 35–45 → respiratório HCO₃⁻ → 22–26 → metabólico/renal BE → -2 a +2 Acidose × Alcalose pH 7,45 → alcalose ● CO₂ = respiratório ● HCO₃⁻ = metabólico 20. AVALIAÇÃO FUNCIONAL Avaliar: Força → Tônus → ADM → Encurtamentos → Reflexos → Deformidades → Movimento MRC : Avaliação da força muscular. MRC 20 🤧 Secreção: QAVO 👊 Percussão: Macicez = ↑ densidade | Timpanismo = ↓ densidade ❤ Cardíaca: APTM 📟 Oximetria: SpO₂ + qualidade do sinal 📊 Capnografia: CO₂ exalado 🩸 Gasometria: pH + PaCO₂ + HCO₃⁻ + BE 💪 Funcional: Força + Tônus + ADM + Reflexos + Movimento MRC 100: Hiperoxia Sao2= 92% - 98% /da capacidade de transporte de oxigênio. Consequentemente: ↓ transporte de O₂ → ↓ oferta de O₂ aos músculos e órgãos vitais → menor tolerância ao esforço Principais manifestações: ● Fadiga precoce ● Dispneia desproporcional ao esforço ● Taquicardia compensatória ● Palidez 🦠 LEUCOGRAMA O leucograma está relacionado à avaliação dos leucócitos, células envolvidas principalmente na resposta imunológica. ↗ Desvio à esquerda : Quando o corpo libera as células mais jovens. É um achado importante na avaliação do paciente, especialmente quando existe suspeita de processo infeccioso/inflamatório. 🩹PLAQUETAS As plaquetas participam do processo de hemostasia e coagulação. A avaliação da contagem plaquetária é importante para o fisioterapeuta porque alterações importantes podem modificar o risco de sangramento, principalmente em pacientes críticos submetidos a procedimentos ou mobilização. 🧬COAGULOGRAMA O coagulograma avalia o funcionamento da coagulação sanguínea. Para a fisioterapia, é relevante principalmente para reconhecer situações em que pode existir maior risco hemorrágico ou alteração da capacidade de coagulação. ⚡ELETRÓLITOS Os eletrólitos são fundamentais para o funcionamento adequado de: ● músculos; ● sistema nervoso; ● coração; ● equilíbrio hidroeletrolítico. Alterações eletrolíticas podem interferir diretamente na função neuromuscular e cardiovascular, sendo especialmente importantes no paciente crítico. 🧪LACTATO SÉRICO O lactato sérico faz parte da avaliação laboratorial do paciente crítico. Ele é especialmente importante na avaliação do metabolismo e da perfusão tecidual, podendo auxiliar na identificação de situações em que existe comprometimento da oferta/utilização de oxigênio. 🧠 Lactato ↑ → sinal de alerta para alteração metabólica/perfusional → avaliar contexto clínico do paciente. 🍬GLICEMIA A glicemia corresponde à concentração de glicose no sangue. É um parâmetro importante no paciente crítico porque alterações da glicemia podem interferir no estado metabólico e na resposta do organismo ao tratamento. ❤MARCADORES MIOCÁRDICOS Essa é uma parte muito importante para a fisioterapia cardiovascular e para o paciente crítico. ❤ Troponina É apresentada como o padrão-ouro para lesão miocárdica. ❤ CK-MB É uma enzima utilizada para auxiliar na avaliação da extensão e do tempo da lesão. ❤ Mioglobina Apresenta elevação nas primeiras horas da lesão, sendo útil especialmente na avaliação inicial. Troponina → lesão miocárdica CK-MB → extensão/tempo da lesão Mioglobina → primeiras horas 🧫 BASES NITROGENADAS Ureia Creatinina Esses parâmetros são importantes na avaliação da função renal e do metabolismo nitrogenado. Ureia Valores de referência: Adultos: 10–20 mg/dL Crianças e idosos: 5–18 mg/dL Creatinina Valores de referência: Sexo Referência 👨 Homens 0,7–1,2 mg/dL 👩 Mulheres 0,5–1,0 mg/dL 🔺 Valores elevados Podem estar relacionados a: ● Desidratação ● Consumo excessivo de proteínas ● Insuficiência cardíaca ● Problemas renais ● lesão renal aguda; ● lesão renal crônica. 🔻 Valores baixos Podem sinalizar: ● Desnutrição ● Gravidez ● Baixa ingestão de proteínas Radiografia de Tórax A radiografia de tórax é um exame de imagem e antes de analisar uma alteração, é importante observar a qualidade técnica da radiografia, porque a posição do paciente, a inspiração e a penetração podem interferir na aparência da imagem, ver parênquima pulmonar Manobras respiratórias 1. inspiração profunda e o posicionamento do paciente ereto e sem rotações. 2. As clavículas devem estar equidistantes da coluna vertebral, ajudando a avaliar se existe rotação. 3. A dosagem deve ser adequada para permitir a visualização do retículo pulmonar e das vértebras acima do manúbrio do esterno. Tipos de incidência PA: Entra na posterior e sai na anterior AP: raio incide na anterior e sai na posterior PA Ortostático | AP no leito Laurell Tipos de penetração Hipertransparente (radiotransparente): aparece preta. Exemplo:. pneumotórax. Hipotransparente: aparece em tons de cinza. Radiopaco: Cor branca ex:. Ossos Raio -X ideal —- Raio- X real Raio X ideal: paciente colaborativo, inspiração profunda, incidência PA + perfil e ausência de artefatos. Raio X real: paciente restrito ao leito, pouca expansibilidade, incidência AP, além de artefatos e dispositivos. Consolidação óssea Uma alteração a ser reconhecida na radiografia de tórax. achados: ● Opacificação homogênea( substituição de ar por exsudato) ● Presença de broncogramas aéreos (brônquios escuros contrastando com alvéolos brancos) ● Respeita Limites cissurais Atelectasia (atelectasia = colapso + perda de volume → mediastino tende para o mesmo lado (ipsilateral). ● colapso alveolar. ● aproximação dos arcos costais ● desvio das estruturas do mediastino ipsilateral ● elevação da cúpula diafragmática. Derrame Pleural (acúmulo rápido de líquido, podendo ser exsudato ou transudato, entre as pleuras, só resolve com drenagem) ● opacificação da base pulmonar sem broncograma aéreo ● desvio do mediastino contralateral ● apagamento do seio costofrênico ● obliteração do contorno diafragmático ● sinal do menisco ou parábola de Damoiseau. ● incidência em Laurell é citada para diagnóstico diferencial Atelectasia x Derrame Pleural Atelectasia= colapso alveolar e desvio mediastinal ipsilateral. Derrame pleural= líquido pleural e desvio mediastinal contralateral. ● Essa diferença de direção do mediastino é um dos pontos mais importantes para diferenciar os dois padrões apresentados. Fibrose pulmonar (última fase da inflamação) ● dano alveolar difuso ● padrão de faveolamento ● pneumonia intersticial fibrosante. Edema Agudo de Pulmão: Acúmulo de líquido nos espaços alveolar e intersticial SDRA( Síndrome do desconforto respiratório do adulto) ● Imagem difusa ● Colapso de 2 pulmões ● Prognóstico ruim podendo formar fibrose Tuberculose pulmonar: Muita secreção Tumores pulmonares: Imagem nodular precisa ser cirúrgico para tirar a bolha e drenar o líquido Abscesso pulmonar ● imagem nodular delimitada ● nível hidroaéreo DPOC (pode fazer pneumotórax) ● hiperinsuflação pulmonar ● coração em gota ● costelas horizontalizadas ● retificação diafragmática ● hipertransparência por destruição de parênquima e bolhas Pneumotórax( acúmulo de ar entre as pleuras visceral e parietal.) ● hipertransparência pulmonar ● aumento da visualização do contorno diafragmático e cardíaco ● desvio do mediastino contralateral ● rebaixamento da hemicúpula diafragmática ● alargamento dos espaços intercostais ● apagamento da trama vascular ● Não colocar VNI