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autor do original
FABIANO GONÇALVES DOS SANTOS
1ª edição
SESES
rio de janeiro 2015
GESTÃO DE PROCESSOS
Conselho editorial durval corrêa meirelles, mara alves braile, marcia mitie durante 
maemura, luiz alberto gravina belmiro, ornella pacífi co
Autor do original fabiano gonçalves dos santos
Projeto editorial roberto paes
Coordenação de produção rodrigo azevedo de oliveira
Projeto gráfico paulo vitor bastos
Diagramação fabrico
Revisão linguística aderbal torres bezerra
Imagem de capa nome do autor — shutterstock
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida 
por quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em 
qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. Copyright seses, 2015.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip)
G635g Gonçalves, Fabiano
 Gestão de processos / Fabiano Gonçalves. 
 Rio de Janeiro : SESES, 2014.
 144 p. : il.
 ISBN 978-85-60923-36-6
 1. Processo de negócio. 2. Gerenciamento de processos. 3. Mapeamento.
 4. Modelagem. I. SESES. II. Estácio.
CDD 658.402
Diretoria de Ensino — Fábrica de Conhecimento
Rua do Bispo, 83, bloco F, Campus João Uchôa
Rio Comprido — Rio de Janeiro — rj — cep 20261-063
Sumário
Prefácio 9
1. Introdução a Gestão de Processos e Negócios 12
Introdução 13
O que são processos? 13
Definições sobre processos 15
Reunião e decomposição dos processos 19
Projetos e processos 24
2. Visão Estratégica e Modelagem dos 
Processos de Negócio 32
Origem dos processos de negócios 33
Organização funcional x Organização por processo 38
Elementos do Processo de Negócio 39
Papéis funcionais 46
A organização e suas unidades de negócios 52
Conceito de gestão por processos de negócios 53
Estratégia empresarial 55
3. Modelagem de Processos de Negócio 64
Levantamento de processos 64
Ciclo de vida da modelagem de processos 65
Modelos 66
Mapa de Processos 69
Ferramentas de modelagem de Processos 71
Fluxograma 76
Metodologia de modelagem de processo 83
Planejamento do levantamento 84
Execução do levantamento 85
Análise e simplificação do processo 85
Estabelecimento das medidas do processo 86
Padronização do processo 86
Implantação e ajustes 87
4. Implantação e Avaliação de Desempenho 92
Implantação do gerenciamento do processo 93
BPD – Business Process Diagram 95
BPMN – Business Process Modeling Notation 96
BPMS 107
Brainstorming 109
Causa e efeito 110
5W-2H 113
GUT 114
Pareto 
Histograma 119
PDCA 122
Matriz FOFA (Análise SWOT) 124
Passos da Estrela Decisória 125
5. Tópicos em Gestão de Processos 136
Gestor do processo de negócio 136
Escritório de gestão por processos 139
Conceito de conformidade 144
Referenciais de conformidade 146
ISO 9000 146
ANS e Anvisa 149
PNQ 149
9
Prefácio
Prezados(as) alunos (as)
As empresas compõem-se de várias partes complexas reunidas em uma só 
organização. Existem recursos (humanos, materiais, intelectuais), instalações 
e outros elementos interdependentes que devem trabalhar coordenadamente e 
em conjunto. E dependendo de como estão organizados podem dirigir a empre-
sa para o sucesso ou fracasso.
A gestão de processos possui como objetivo a coordenação desses elemen-
tos para nortear a empresa em direção ao sucesso. Trata-se de uma disciplina 
que requer estudo, esforço e dedicação pois as técnicas apresentadas possuem 
métodos e notações que são usadas no mundo todo de forma padronizada. 
Tendo este conhecimento, um bom gerente de processos pode ser recom-
pensado de várias maneiras, inclusive com certificações emitidas por grandes 
empresas da área de processos.
Esperamos que você possa absorver os conhecimentos desta disciplina e ser 
apenas o começo de sua caminhada nesta área tão demandada pelas empresas.
Bom estudo!
 
Introdução a Gestão 
de Processos e 
Negócios
1
12 • capítulo 1
1 Introdução a Gestão de Processos e 
Negócios
Vivemos a era do conhecimento e, nas empresas não basta apenas conhecer, 
é preciso sistematizar, documentar, registrar, analisar, utilizar, retroalimen-
tar e por ai vai! A criação de modelos que possam descrever a forma como as 
empresas devam trabalhar tanto na produção de bens ou serviços, quanto na 
manutenção das informações necessárias para isto e informações resultantes 
disto, passa a ganhar importância. Os modelos provem a possibilidade de en-
xergarmos o funcionamento seja do todo ou suas partes. E, com isto, podemos 
melhorá-lo e alcançar vantagens estratégicas neste mundo cada vez mais globa-
lizado e altamente competitivo.
Desde o início da discussão sobre processos nas empresas, percebeu-se a vasta 
aplicação do tema para melhoria dos negócios em função das estratégias em-
presariais. Além disto, ficou evidente o quanto o envolvimento de outras áreas 
do conhecimento como a Tecnologia da Informação (TI) e a Engenharia de Pro-
dução podem auxiliar nestas melhorias.
Estudar os processos e suas definições nos ajudará a identificar as possibilidades 
de aplicação da modelagem de processos que veremos ao longo deste curso.
OBJETIVOS
Neste capítulo, iremos estudar os seguintes tópicos:
• Definição de processos;
• Processo x projeto;
• O que são processos de negócio;
• Definições de gestão por processo;
• Organização funcional x organização por processo;
• Identificação dos processos;
• Classificação dos processos;
• A organização e suas unidades de negócio. 
capítulo 1 • 13
REFLEXÃO
Você já deve ter estudado ou visto em algum lugar comentários sobre sistema, certo? Não? 
Então, leia o artigo a seguir, disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/sistema>. Depois, 
faça uma busca na literatura recomendada na Web e em outros meios que julgar interessan-
te. Depois, quero que você compare comigo, em nossa disciplina, o conceito de sistema e o 
conceito de processo, principal item de estudo no capítulo 1. Vamos ao trabalho? 
Introdução
Antes de tudo, precisamos definir alguns conceitos para podermos estudar os 
importantes tópicos deste capítulo e disciplina. 
É muito comum os profissionais da área de informática se relacionarem 
com processos. Na implantação de sistemas integrados, no desenvolvimento 
de novos sistemas, no projeto de algum modelo de rede, na implantação de sis-
temas específicos, sempre estamos nos esbarrando com processos.
Porém, para ser um bom profissional, é muito importante conhecer os con-
ceitos, saber sua procedência e sua importância. A teoria é fundamental. Mui-
tos projetos fracassam devido à ansiedade de desenvolvê-lo antes de qualquer 
planejamento e sabemos que o planejamento é importante na teoria. Então, 
se vamos trabalhar com processos nas nossas atividades, precisamos saber os 
seus conceitos e demais elementos.
1.1 O que são processos?
De maneira bem resumida, poderíamos dizer que processo é tudo o que ocorre 
através de uma sequência de ações. A chuva é um processo de transformação 
da água em vapor d´água e do vapor que está no ar em gotículas de água no-
vamente. Estas gotículas cairão devido ao seu peso, no formato de chuva. Um 
outro processo seria a atividade de fritar um ovo. Se descrevêssemos isto em 
passos veríamos uma sequência de ações que resultariam num ovo frito ou um 
omelete, dependendo da sua preferência.
Assim como nossos exemplos anteriores, ao comprar na internet um arte-
fato num site de comércio eletrônico você está participando ativamente de um 
processo de compra via e-commerce. Algumas etapas do processo são visíveis a 
você como: a escolha do produto, a inserçãode suas informações pessoais (seu 
14 • capítulo 1
endereço e as informações de seu cartão de crédito). Outras etapas são transpa-
rentes a você como: a aprovação que sua operadora de cartão de crédito precisa-
rá fazer para que a compra se concretize e a entrega que será feita pelos correios 
ou por outra agência de transportes até que o artefato esteja na sua casa.
Se começarmos a classificar as atividades de um processo veremos que ele 
possui, claramente, ao menos três divisões: entradas, transformações e saídas. 
(MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Processo
(transformações)
Entradas Saídas
• Materiais
• Serviços
• Informações
• Materiais
• Serviços
• Informações
Figura 1.1 – Etapas de um processo. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA 2004, p. 12).
De acordo com a figura 1.1 notamos a grande semelhança que a descrição 
de um processo tem com a descrição de sistema. Na verdade, um sistema tem 
em seu núcleo a descrição das atividades de transformação que é uma defini-
ção de um processo. Observando a figura 1.2, podemos perceber que é possível 
subdividir as atividades principais apresentadas anteriormente.
Matéria-prima, serviços,
informações, dados,
requisitos etc
Processo
Pessoas que utilizam materiais,
matérias-primas, equipamentos,
informações num conjunto de
atividades, visando a transformar
entradas em saídas e a atender
às necessidades dos clientes.
Produtos e serviços
Entradas Saídas
Figura 1.2 – Descrevendo as etapas de um processo.
capítulo 1 • 15
Perceba que as entradas são matérias-primas, informações, serviços. O pro-
cesso descreve as atividades a serem realizadas e as saídas são os resultados.
CONEXÃO
Leia o artigo a seguir para se aprofundar no conceito de sistema e processo:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_geral_de_sistemas> 
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Processo>
Um processo pode ser simples ou complexo. Por exemplo, sacar dinheiro no 
caixa eletrônico é um processo simples. Fazer um empréstimo bancário com 
um valor bem alto, torna-se um processo complexo (diversas são as avaliações 
feitas antes de você receber o crédito). Comprar um CD com jogos é um proces-
so simples. Fabricar um jogo é um processo complexo. Adquirir um sapato é 
um processo simples, já, fabricar sapatos é um processo complexo.
A1 A2
I
A3
A1 A2
A3D NSF
Figura 1.3 – Processos simples e complexos. 
1.2 Definições sobre processos
O termo processo possui diversas definições como podemos ver na tabela a seguir:
FONTE BIBLIOGRÁFICA DEFINIÇÃO DE PROCESSO
Norma NBR ISSO 9000:2000
Conjunto de atividades inter-relacionadas ou intera-
tivas que transforma insumos (entradas) em produ-
tos (saídas).
16 • capítulo 1
FONTE BIBLIOGRÁFICA DEFINIÇÃO DE PROCESSO
Integration Definition for Mo-
deling of Process – IDEF0
Conjunto de atividades, funções ou tarefas identifi-
cadas, que ocorrem em um período de tempo e que 
produzem algum resultado.
Michael Hammer (em Reen-
genharia – Revolucionando a 
empresa e a Agenda)
1 – Reunião de Tarefas ou atividades isoladas.
2 – Grupo organizado de atividades relacionadas que, 
juntas, criam um resultado de valor para o cliente.
Thomas H. Davenport (em 
Reengenharia de Processos)
1 – Conjunto de atividades estruturadas e medidas 
destinadas a resultar em um produto especificado para 
um determinado cliente mercado.
2 – Ordenação específica das atividades de traba-
lho, no tempo e no espaço, com um começo, um fim, 
e inputs e outputs claramente identificados.
Rohit Ramaswamy (em 
Design and Management of 
Service Process)
São sequencias de atividades que são necessárias 
para realizar as transações e prestar o serviço.
Dianne Galloway (em Mapping 
Work Processes)
Uma sequencia de passos, tarefas ou atividades que 
convertem entradas de fornecedores em uma saída. 
Um processo de trabalho adiciona valor às entradas, 
transformando-as ou usando-as para produzir algu-
ma coisa nova.
Geary A. Rummler e Alan P. 
Brache (em Melhores Desem-
penhos das Empresas)
Uma série de etapas criadas para produzir um servi-
ço ou um produto.
Tabela – Definições de Processo (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 13)
Do ponto de vista industrial e segundo (CRUZ, 2005) a divisão em três etapas 
traduz as atividades de entradas, processamento e saídas em insumos, resultado 
e produto, respectivamente. A definição que mais iremos nos referir neste livro é:
capítulo 1 • 17
Processos, quanto à existência, são a introdução de insumos (entradas) num ambien-
te, formado por procedimentos, normas e regras, que, ao processarem os insumos, 
transformam-nos em resultados que serão enviados (saídas) aos clientes do processo. 
(CRUZ, 2005).
Existem, basicamente, dois tipos de processos (CRUZ, 2005):
• Primário: é aquele ligado à produção de um produto que a empresa tem 
por objetivo entregar aos seus clientes. Isto vale para qualquer tipo de 
empresa, seja pública, privada, ONG, militar, etc.
• Secundário: também chamado processo de suporte, dá apoio aos proces-
sos primários e mesmo secundários para que possam existir.
Existe também outro tipo de processo, não muito estudado ou relaciona-
do, mas de importância ímpar nas organizações. Trata-se do processo latente 
(CRUZ, 2005). Esse processo só é executado quando alguma restrição especial 
ocorre por necessidade de produção de bens ou serviços. Após isto, o processo 
entra num estado de sleep, como se estivesse dormindo, esperando ser nova-
mente chamado se necessário.
As empresas, em geral, ainda não se beneficiam totalmente da adminis-
tração baseada em processos. Isto é um cenário que está mudando e vere-
mos ao longo do livro quais as implicações de tal mudança.
Podemos dizer, por hora, que os processos precisam ser melhor gerencia-
dos e otimizados, pois produzem e gerenciam o que a empresa vende. Os pro-
cessos latentes também devem ser tratados com cuidado, pois, caso contrá-
rio, podem prejudicar a empresa de maneira irreparável ou causar prejuízos 
muito grandes.
Por exemplo, no começo do ano de 2008 o modelo Fox, da Volkswagen foi 
notícia de acidentes que ocorreram quando as pessoas tentavam rebater o ban-
co traseiro1. Os problemas na operação do rebatimento causavam ferimentos, 
muitas vezes lesões graves. A VW resolveu “convocar” os proprietários do modelo 
para fazer um recall. Um recall, é um tipo de processo latente, que ocorre quando 
imprevistos na linha de montagem ocorreram é preciso “contornar” o problema.
1 Conexão: <http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI4074-10142,00-VW+APRESENT
A+NOVO+SISTEMA+PARA+BANCO+DO+FOX.html>
18 • capítulo 1
Podemos, ainda, classificar os processos quanto à sua natureza. Eles podem 
ser industriais ou administrativos (CRUZ, 2005).
1.2.1 Processos Industriais
Processos industriais resultam em bens ou serviços para a empresa. Podemos 
dividi-los em dois tipos:
• Processos industriais de manufatura.
• Processos industriais de serviços.
Os processos de manufatura resultam em bens e, normalmente, nós imagi-
namos processos industriais apenas como os de manufatura. Mas, por exem-
plo, as operações de empresas como universidades ou faculdades necessitam 
de processos que produzam os serviços de ensino e aprendizagem. Tais proces-
sos são processos que resultam em serviços.
1.2.2 Processos administrativos
Os processos administrativos são processos que apoiam os processos indus-
triais e outros processos administrativos.
Este tipo de processo é muitas vezes tratado como processo de segunda clas-
se por parecer “roubar“ recursos dos processos industriais que são vistos como 
“principais” numa empresa. No entanto, trata-se de um equívoco grande, pois 
os processosadministrativos desempenham funções importantes ao core com-
petence* ou core business da empresa.
Uma questão importante a ser ressaltada é: um processo administrativo ja-
mais deve prevalecer sobre um processo industrial, pois isto seria uma inversão 
de valores.
ATENÇÃO
Core Business ou Core Competence
Trata-se do “negócio principal” da empresa. O conceito surgiu pela primeira vez em 1990, na Harvard 
Business Review, num artigo intitulado ´The Core Competence of the Corporation, cuja autoria é de Gary 
Hamel e C. K. Prahalad.
capítulo 1 • 19
1.3 Reunião e decomposição dos processos
Em geral, todo processo está contido num processo maior, assim como todo 
processo pode ser decomposto. Dessa forma, não existem fronteiras bem defi-
nidas a um processo e isto dependerá de quem fará o mapeamento e a mode-
lagem dos mesmos. Para delimitação do tema e melhor compreensão, vamos 
trabalhar com a denominação macroprocesso quando estivermos falando de 
processos maiores, mais abrangentes; Se dividirmos um macroprocesso tere-
mos processos e teremos subprocessos, quando subdividirmos um processo 
(figura 1.4). (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Entradas Saídas
ProcessosSubprocessos
Macroprocesso
Figura 1.4 – (De)Composição de um processo. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 21).
Tal delimitação depende de consenso e do bom senso do responsável (ou 
responsáveis) pelo mapeamento e modelagem dos processos. Um exemplo 
interessante seria se a entrada de um processo for a saída de um processo de 
um órgão do governo. Nesse caso, não seria correto incorporar partes do pro-
cesso do governo ao nosso, pois pouco poderíamos influenciar neste proces-
so governamental. Consideraríamos apenas os valores de saída como entrada 
no nosso processo. (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004)
Para conhecermos melhor um processo e podermos detalhá-lo, pode-
mos usar um diagrama chamado de Macrofluxo do Processo (CRUZ, 2005). 
Como mostra a figura 1.5, a seguir, nesse diagrama podemos conhecer um 
processo através da definição de seus principais elementos.
20 • capítulo 1
Benchmarking
Alocação de Recursos
Metas
Gerente do processo
Processo X
Tecnologia da Informação
Mão de obra
Saídas Físicas
Saídas Lógicas
Diretrizes
Medição de Desempenho
Diretrizes
Entradas Lógicas
PMC
Entradas Físicas
A organização
Figura 1.5 – Macrofluxo de um processo. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 68).
Vamos falar sobre cada componente a ser considerado no processo (CRUZ, 
2005).
1.3.1 Objetivo do processo
Todo processo deve conter e começar com a questão: 
• Qual o resultado deste processo? Ou, em outras palavras, o que ele pre-
cisa produzir?
Isto parece óbvio, não é?
E é sim, você tem razão.
No entanto, esta questão óbvia é importantíssima e as pessoas esquecem de 
fazê-la ao definir as atividades de uma empresa. É importante fazê-la, pois no 
mapeamento e modelagem de processos, precisaremos definir o motivo desse 
processo existir, qual sua natureza, e classificá-lo (se é primário ou secundário).
Assuma isto: Todo processo tem um fim, mesmo que não esteja bem definido.
capítulo 1 • 21
1.3.2 Clientes do processo
Outra informação importante é saber quem são os clientes de um determinado 
processo, como interagem, como adquirem o produto que é resultado de um 
processo, etc.
1.3.3 Entradas físicas
As entradas físicas, também chamadas de insumos, são as matérias-primas que 
“alimentarão” o processo e, ao final, serão transformadas de alguma forma. Por 
exemplo, a cana-de-açúcar é a entrada física para o processo de fabricação do 
álcool e do açúcar. 
1.3.4 Entradas lógicas
As entradas lógicas são os dados e informações que alimentam um processo. 
Por exemplo, no processo de descongelamento de um alimento, usando o for-
no microondas, a entrada lógica é o tempo que este deverá funcionar. Na fa-
bricação de álcool, uma entrada lógica seria o tempo em que a cana-de-açúcar 
deve fermentar. O processo de venda pela internet tem, como exemplo, entrada 
lógica de dados do cliente e do produto a ser comercializado.
CONCEITO
Relacionar aos tipos de entradas (lógicas e físicas)
Na definição de entradas, sejam físicas ou lógicas, é importante destacar os possíveis forne-
cedores ou o fornecedor fixo para melhor detalhamento do processo.
1.3.5 Saídas físicas
De maneira semelhante as entradas físicas e as saídas físicas são os resultados 
materiais do processamento. Um automóvel é a saída física do processo da li-
nha de montagem de veículos. Um CD com software ou com músicas é a saída 
física de uma gravação. 
22 • capítulo 1
1.3.6 Saídas lógicas
São as informações e dados resultantes do processo. Estas informações podem 
alimentar sistemas ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistemas para Plane-
jamento de Recursos Empresariais) ou bases de dados, além de servirem como 
relatórios gerenciais.
No caso de um CD musical, temos um bem, um produto físico (saída física). 
Quando a música foi criada, produzida e armazenada, tinha-se um produto lógico. 
O software é um produto lógico e pode circular sob um bem (CD ou DVD) que é 
um produto físico. Ambos possuirão direitos autorais, propriedade industrial, pa-
trimonial (alguns destes “direitos” se confundem, mas, não é o foco explicar isto 
aqui), mas são saídas diferentes.
1.3.7 Diretrizes
Para que um processo funcione são necessárias direções, ou seja, o que deve ser 
feito. Chamamos isto de diretrizes e, normalmente, estão ligadas aos planos 
operacionais e estratégicos da empresa.
1.3.8 Programa de melhoria contínua (PMC)
O PMC, conhecido no idioma inglês como Total Quality Management (TQM), é o 
constante aperfeiçoamento do processo. Nessas melhorias devem ser incluídos 
os recursos usados para execução do processo, seus procedimentos e até mesmo 
as qualificações dos profissionais que os executam. Existem diversas metodo-
logias para isto, como exemplo a ISO 9000:2000 que é um conjunto de normas 
técnicas para os processos de desenvolvimento e produção nas empresas ou o 
CMM (Capability Maturity Model – Modelo de Maturidade da Capabilidade) que, 
normalmente, é usado em processos de desenvolvimento de software.
1.3.9 Benchmarking
Benchmarking é a melhoria contínua e sistematizada dos processos por meio da 
avaliação dos produtos, serviços e processos de trabalho das organizações que 
possuem as melhores práticas. A finalidade é a comparação de desempenhos e 
identificação de oportunidades de aperfeiçoamento na empresa que está reali-
zando o benchmarking.
capítulo 1 • 23
Um exemplo seria visitar uma empresa que possua excelência na produção 
de algum produto ou avaliar depoimentos de clientes desta empresa, analisan-
do os motivos de tal desempenho, comparando e buscando melhorias signifi-
cativas na empresa alvo de mudanças.
1.3.10 Metas
As metas estão diretamente ligadas aos objetivos do processo e à melhoria con-
tínua. Por exemplo, aumentar a produção de açúcar em 30% para atender a de-
manda e maximizar os lucros, ou, melhorar o atendimento aos clientes, ouvin-
do suas reclamações e implementando melhorias para reter o maior número 
possível deles.
1.3.11 Alocação de recursos
São os equipamentos e instalações necessários para a realização do processo. 
Por exemplo, no caso de fabricação do álcool e açúcar é necessária uma caldeira 
para “queimar” o bagaço da cana e produzir energia.
1.3.12 Mão de obra
Os processos necessitam de pessoas para sua operação. Mesmo que alguns se-
jam automáticos, farão parte de um macroprocesso onde há a necessidade de 
pessoas. É possível categorizar o pessoal envolvido nos processos. Por exemplo, 
num processo de fabricação de televisores poderíamos alocar a seguintemão 
de obra (CRUZ, 2005):
• 2% de pessoal administrativo – coordenam as atividades, gerentes, etc;
• 10% de pessoal técnico – engenheiros elétricos, físicos, etc;
• 8% de pessoal terceirizado – especialistas em componentes do televisor;
• 80% de pessoal qualificado na linha de montagem.
1.3.13 Medição de desempenho
A medição de desempenho é usada para manter o processo dentro de um padrão 
de qualidade esperado ou desejado. Trata-se de um conjunto de técnicas, normas 
e métodos que permitem, entre outras coisas, a melhoria contínua. Por exemplo, 
24 • capítulo 1
após a produção de produtos eletrônicos, pode-se submeter uma amostra para tes-
tes e visar uma margem de defeitos de menos de 0,01%2 para garantia de qualidade.
1.3.14 Tecnologia da informação associada
Trata-se do conjunto de ferramentas de software e hardware que “sustentam” 
o processo. Por exemplo, softwares que gerenciam robôs para produção, siste-
mas ERP, etc.
1.3.15 Gerente do processo
É a pessoa responsável pelo funcionamento correto e adequado pelo processo.
1.4 Projetos e processos
Existe uma questão que permeia muitos administradores: uma pequena con-
fusão entre projeto e processo. Essa questão está bastante relacionada com o 
desempenho da organização.
O conflito ocorre porque existe um dilema: organizar a empresa por projetos ou 
por processos? Resumidamente, a Gestão de Projetos afirma que projeto é um con-
junto de atividades e recursos com um objetivo específico, porém, já vimos aqui 
que processo é outro conceito, ou seja, são conjuntos de atividades contínuas que 
buscam os mesmos resultados.
Por exemplo: uma montadora de carros, que se mantém fabricando e ven-
dendo carros. A produção dos carros é uma tarefa contínua que busca sempre 
os mesmos resultados, portanto é um processo. Já a venda pode ser considerada 
um projeto, pois, a cada lançamento de um novo modelo, existe a necessidade 
de ser criada uma campanha de lançamento nova, com outros prazos e datas.
Quando tratamos de projetos, estamos de alguma forma falando de inova-
ção, pois, como foi dito, o projeto visa a um resultado novo e, no processo, o 
resultado é obtido por meio da repetição. Segundo o PMBOK, que trata de boas 
práticas na gestão de projetos, um projeto é composto por 47 processos. 
2 No caso de fabrição de televisores, a margem de defeitos esperada é de 0,0000000001% dos que forem 
produzidos. (CRUZ, 2005)
capítulo 1 • 25
Projeto e processo, entretanto, possuem características em comum. A pri-
meira é que ambos são desenvolvidos por pessoas, portanto a administração 
de recursos humanos é um fator importante no sucesso de cada abordagem.
Outra característica é que ambos possuem recursos limitados e restritos na 
maioria das vezes. A outra em comum é que ambos devem ser planejados, exe-
cutados e controlados.
 Vamos usar outro exemplo para poder entender e finalizar o inter-relacio-
namento que existe entre processo e projeto.
Imagine uma empresa que desenvolve software sob demanda, ou seja, o 
cliente precisa de um determinado tipo de sistema, e esta empresa desenvolve 
o pedido de acordo com a necessidade.
Empresas de desenvolvimento como essa são chamadas de software house e 
normalmente possuem internamente uma forma de desenvolver software. Essa 
forma é chamada de metodologia e provém de vários estudos de engenharia 
de software. A metodologia dispõe de levantamento de requisitos, formas e téc-
nicas de produção de software, esquemas de entrega e manutenção, ou seja, 
possuem um processo de software.
Quando a software house é alocada a um determinado sistema de um clien-
te, ela fica alocada a um projeto, pois este possui peculiaridades, prazos e recur-
sos que justificam o acompanhamento por uma equipe de gestão de projetos.
Basicamente, a figura a seguir representa esta situação:
Processo-padrão
de desenvolvimento
Sistema X (Projeto X)
Sistema Y (Projeto Y)
Sistema Z (Projeto Z)
Cada projeto específico é resultado do ciclo do processo da organização.
Como comparação, imagine uma fábrica de parafusos (ou outras empresas 
com produção seriada, em massa ou contínua). O resultado de um ciclo deste 
processo é um parafuso, certo?
Nesse caso, o acompanhamento da fabricação de cada parafuso é necessá-
rio? É preciso acompanhar recursos, cronograma etc para cada um? Ou seja, 
será válida a identificação do parafuso X, Y ou Z como unitário? Será que é váli-
do o investimento na estrutura necessária para gerenciamento de cada projeto 
resultante do ciclo do processo? 
26 • capítulo 1
É bem provável que o volume de recursos envolvidos na fabricação de um para-
fuso seja muito pequeno para que a gestão seja feita em lotes ou bateladas, elimi-
nando os parafusos defeituosos no final da linha, por exemplo. Por outro lado, se 
na produção de software fosse avaliado e administrado cada um dos projetos em lo-
tes de 100, 1000 unidades, os acionistas da empresa não ficariam nada satisfeitos.
ATIVIDADE
1. Analise cada um dos processos abaixo, classificando-os em simples ou complexo. Expli-
que sua classificação. Use o espaço reservado para descrever como você imagina que 
este processo deve ser realizado (informalmente, narrando o processo).
a) Acesso ao ambiente virtual de aprendizagem. 
( ) Simples ( ) Complexo
b) Preencher um cheque.
( ) Simples ( ) Complexo
c) Fazer uma transferência bancária.
( ) Simples ( ) Complexo
d) Comprar passagem aérea pela internet.
( ) Simples ( ) Complexo
e) Financiar um veículo.
( ) Simples ( ) Complexo
f) Cancelar um celular pelo 0800.
( ) Simples ( ) Complexo
g) Programar conteúdo da TV a cabo.
( ) Simples ( ) Complexo
h) Controlar a entrada e saída de mercadorias num estoque (manualmente, sem software).
( ) Simples ( ) Complexo
i) Controlar o pós-venda de um produto/serviço.
( ) Simples ( ) Complexo
j) Trocar um pneu de carro.
( ) Simples ( ) Complexo
k) Fazer café.
( ) Simples ( ) Complexo
l) Estacionar um carro.
( ) Simples ( ) Complexo
m) Realizar uma cirurgia cardíaca.
( ) Simples ( ) Complexo
capítulo 1 • 27
2. Classifique os processos abaixo em industriais ou administrativos. Explique sua resposta.
a) Produção de cana-de-açúcar.
( ) Industrial ( ) Administrativo
b) Manufatura de móveis de madeira.
( ) Industrial ( ) Administrativo
c) Ensino na Escola (colégio técnico, por exemplo).
( ) Industrial ( ) Administrativo.
d) Gerenciar o relacionamento com o cliente.
( ) Industrial ( ) Administrativo
e) Gestão das contas a pagar.
( ) Industrial ( ) Administrativo
f) Gestão de logística.
( ) Industrial ( ) Administrativo
g) Recall de Produtos.
( ) Industrial ( ) Administrativo
3. Apresente todas as informações de macrofluxo para um processo de impressão de uma 
revista semanal. Faça uma busca na web, se necessário, para conhecer mais sobre este 
processo específico.
a) Objetivo do processo
b) Clientes do processo
c) Entradas físicas
d) Entradas lógicas
e) Saídas físicas
f) Saídas lógicas
g) Diretrizes
h) Programa de melhoria contínua (PMC)
i) Benchmarking
j) Metas
k) Alocação de recursos
l) Mão de obra
m) Medição de desempenho
n) Tecnologia da informação associada
o) Gerente do processo
28 • capítulo 1
REFLEXÃO
Nesse capítulo apresentamos diversos conceitos importantes e introdutórios sobre proces-
sos. Vimos que existem muitas informações associadas a um processo em sua visão macro 
(macrofluxo). Todas estas informações servem para o gestor tomar decisões acerca dos 
processos, pois, como vimos, os processospossuem movimento, são dinâmicos, e estas in-
formações sofrerão variações.
LEITURA
Artigo: O que é um negócio?
Autor: Marcelo Nakagawa – Consultor e professor de empreendedorismo e inovação
Disponível em: <http://www.brasileconomico.com.br/noticias/o-que-e-um-nego-
cio_98744.html>
Livro: Gestão de Processos – pensar, agir e aprender.
Autores: Rafael Paim, Vinícius Cardoso, Heitor Caulliraux e Rafael Clemente.
Editora: Bookman.
Resenha3: 
Baseada em mais de 20 anos de pesquisa, projetos de aplicação e testes, esta é uma obra 
imprescindível para acadêmicos e profissionais. Os autores Vinícius Cardoso e Heitor Caulli-
raux são docentes da Escola Politécnica e COPPE, ambas da UFRJ, que hospeda o principal 
curso de gestão de processos do Brasil e conta com alunos em toda a América Latina e outros 
continentes; Rafael Paim é docente do CEFET-RJ e sócio da Enjourney e Rafael Clemente é 
aluno de doutorado do Programa de Engenharia de Produção da COPPE / UFRJ. Todos são
pesquisadores do Grupo de Produção Integrada da UFRJ. O livro tem uma abordagem inédita 
em termos de rigor, profundidade e abrangência sobre o tema; concilia bases conceituais 
com usos e aplicações da gestão de processos. A fartura de ilustrações e imagens facilitam o 
entendimento do leitor, diferenciando com clareza e simplicidade conceitos como gestão de 
processos e gestão por processos, estrutura organizacional funcional e estrutura por proces-
sos, divisão do trabalho e coordenação do trabalho, entre muitos outros que são essenciais 
para a correta apreensão da tecnologia de gerir processos de negócio. Além disso, sua visão 
3 Fonte da Resenha: <www.intelligere.com.br/content.asp?cc=22&id=96>
capítulo 1 • 29
multidisciplinar, típica da Engenharia de Produção, articula uma série de temas e concilia múl-
tiplos interesses para diferentes públicos-alvo, tais quais:
- gestores (visão gerencial de processos de negócio);
- consultores (métodos e técnicas de gestão de processos);
- docentes (fonte e base conceitual para a disciplina);
- alunos de graduação e leigos (entender o que são processos e como geri-los, casos e 
exemplos).
Este livro define o que é gerenciar processos e como fazê-lo de modo eficaz. Foram realiza-
das buscas bibliográficas, aplicação de questionários em profissionais de mercado, estudos 
de caso, visitas e coletas de dados de benchmarking, projetos de consultoria e entrevistas 
com acadêmicos para alcançar este objetivo. O livro traz exemplos e casos que ilustram os 
conceitos e propostas apresentados. Enfim, é uma obra essencial para todos os profissionais 
envolvidos com a Gestão de Processos e já começa a se consolidar como uma da principais 
referências no tema.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CRUZ, T. Sistemas, métodos & processos: administrando organizações por meio de proces-
sos de negócio. São Paulo - SP: Atlas. 2005.
MARANHÃO, M. e MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de proces-
sos de trabalho. Rio de Janeiro - RJ: Qualitymark. 2004.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO
No próximo capítulo, vamos estudar um pouco os conceitos da gestão de processos e como 
eles afetam a gestão estratégica da empresa. Até lá!
Visão Estratégica e 
Modelagem dos 
Processos de 
Negócio
2
32 • capítulo 2
2 Visão Estratégica e Modelagem dos Processos 
de Negócio
Dois termos importantes e por vezes confundidos no assunto “Modelagem de Pro-
cessos” são a função empresarial e os processos de negócios. Pesquisadores como 
Hammer e Davenport debateram muito a importância diferenciação destes ter-
mos. Administradores não contemporâneos, normalmente, possuem uma cultura 
predominante de função empresarial, ou seja, a empresa é orientada a áreas fun-
cionais (SORDI, 2005). Falaremos muito destas diferenças neste capítulo.
OBJETIVOS
Neste capítulo, vamos estudar os seguintes tópicos:
• Definições de gestão por processo;
• Organização funcional x organização por processo;
• Identificação dos processos;
• Classificação dos processos;
• A organização e suas unidades de negócios;
• Estratégia empresarial;
• Os processos e a cadeia de valor agregado;
• A gestão de processos como diferencial competitivo;
• O papel dos processos para a implementação da estratégia.
REFLEXÃO
Qual é o conceito de gestão? O que significa gerenciar? Você se lembra? Não? Olhe os links 
que deixei para você no Box Conexão.
CONEXÃO
Leia o artigo a seguir para lembrar os conceitos sobre sistema:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestão>
capítulo 2 • 33
2.1 Origem dos processos de negócios
Visando “repetir” o funcionamento natural da sociedade, as formas iniciais para 
agrupamentos empresariais foram baseadas no modelo de hierarquias. São es-
truturas representadas pelos “famosos” organogramas (figura 2.1) que, não rara-
mente, são substituídos pelos “personogramas”, nos quais as funções das caixas 
são substituídos por nomes de pessoas (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
As ações calcadas em administrações hierárquicas são verticais, relativas a 
departamentos e não a objetivos bem definidos. Este modelo funcionou bem e 
funciona bem em muitos casos. No entanto, com o aumento da complexidade 
da cadeia produtiva, novas formas de gestão e organização foram se fazendo 
necessárias (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
O conceito de áreas funcionais ou função empresarial tem origem na déca-
da de 1920, quando Frederick Taylor estudou a complexidade dos processos, 
analisando a sistemática das atividades de trabalho. Taylor introduziu novos 
conceitos como eficiência, especialização e medição de processos. Desses es-
tudos surgiram a especialização de atividades profissionais, pois observou-se 
a necessidade de definição de perfis de acordo com habilidades necessárias na 
execução de algumas tarefas. A especialização concentrou o domínio técnico 
de alguns profissionais em áreas e daí vieram os departamentos. Os departa-
mentos ou áreas são a representação de “silos funcionais” ou agrupamento de 
funções e este modelo de organização ainda é predominante (SORDI, 2005).
Dentre diversos exemplos de áreas funcionais podemos citar alguns “clássi-
cos” como a produção, os recursos humanos, vendas, finanças, etc.
Como podemos observar na figura 2.1, existem diversas áreas numa empre-
sa de fabricação de sapatos. Temos desde as áreas relacionadas à produção até 
a venda e gerenciamento das finanças.
Nos últimos quinze anos, diversas técnicas e métodos, além de novas teo-
rias, foram incorporados ao quesito gestão como resposta às mudanças nos for-
matos de negócios impostos pela globalização e pela grande competitividade. 
Um dos grandes conceitos advindos foi a gestão por processos de negócio que 
são fluxos de atividades, envolvendo diferentes áreas funcionais, ou mesmo 
empresas diferentes, mas tendo como resultado gerar valor para os clientes.
34 • capítulo 2
Presidência
Diretoria executiva
TI Jurídico
RH
Industrial Comercial Financeiro
Tratamento dos materiais
Almoxarifado
Manutenção
Corte e costura
Colagem
Embalagem
Desenvolvimento e criação
Administração das vendas
Atendimento ao cliente
Contabilidade
Orçamento
Compras
Figura 2.1 – Organograma Tradicional para uma empresa de confecção de sapatos.
Na estrutura vertical há o distanciamento na comunicação entre os “silos 
funcionais” ou departamentos. Áreas que deveriam atuar em conjunto acabam 
por distanciarem-se, prejudicando o desempenho da empresa. Muitas vezes, 
as pessoas se esquecem que o foco é o atendimento às necessidades do cliente 
e, obviamente, à maximização dos lucros da empresa ficando atentas apenas 
ao seu “posto”, seu cargo ou função. Numa hierarquia começa a valer mais a 
posição ocupada do que osobjetivos desejados. Este tipo de atitude de gestão 
é favorecido pelo modelo vertical, uma vez que as pessoas sempre tendem a 
“querer subir na hierarquia”.
Por exemplo, ao tentar atender o pedido de um cliente, podemos “gerar” 
uma grande confusão como resultado. Enquanto o cliente simplesmente faz 
um pedido e espera o seu produto, as áreas funcionais da empresa se confun-
dem nas funções para que o pedido saia como desejado. Veja na figura 2.2.
capítulo 2 • 35
Presidência
Diretoria
Desenvolvimento
e criação
Embalagem
Colagem
Corte e costura
Manutenção
Almoxarifado
TI
RH
Industrial Comercial
Contabilidade
Orçamento
Compras
Jurídico
Pedido
Administração
das vendas
Tratamento dos
materiais
Atendimento ao
cliente
Financeiro
 
Figura 2.2 – Fazendo um pedido.
Você nunca trabalhou numa empresa onde ao ocorrer um determinado 
evento foi preciso ligar para alguém ou virar para o colega e perguntar: “o que 
eu faço com isto”? Pois bem, muitas vezes você tem um cargo, uma função, mas 
nem sabe direito para quê ele serve dentro dos processos que deveria executar.
Os processos de negócio combinam diversos trabalhos num único fluxo, 
proporcionando uma visão de trabalho em equipes ou gerenciamento de casos. 
Nos processos de negócio, os trabalhadores ganham mais poder de decisão (em-
powerment). As áreas e departamentos funcionais são substituídos por equipes 
de trabalho e, assim, a empresa passa a operar de maneira horizontal e não mais 
vertical, como impõe a estrutura funcional (LAURINDO e ROTONDARO, 2006).
As empresas estruturadas numa gestão e operação através de processos de ne-
gócios são rotuladas como empresas orientadas a processos, já as tradicionais, que 
36 • capítulo 2
funcionam por meio de áreas funcionais, são chamadas de baseadas em funções. 
Grandes companhias tradicionais orientadas a processos não deixam de ter seus 
“silos”, no entanto, a visão gerencial, a descrição de fluxos de atividades, as métri-
cas e demais aspectos do negócio são descritos dentro da visão de processos.
A orientação a processos também é tida como uma estrutura horizontal, cujo 
foco é o cliente e a operação é sobre uma estrutura matricial. Gerentes do antigo 
modelo de hierarquias são substituídos por “donos” de processos que possuem 
responsabilidade e autonomia sobre a toda a operação, não necessariamente de-
pendente da hierarquia da empresa (vista pelo modelo funcional).
Como podemos ver na figura 2.3, os típicos silos funcionais “servem” aos 
processos de negócio definidos pela empresa, formando a matriz citada ante-
riormente.
Típico silo funcional
Processos de negócios
Gerenciamento do relacionamento
com os clientes
Gerenciamento de serviços a 
clientes
Gerenciamento da demanda
Acato de ordens de clientes
Gerenciamento do fluxo
produtivo
Gerenciamento do relacionamento
com fornecedores
Desenvolvimento &
comercialização de produtos
Gerenciamento das
devoluções
Marketing
Pesquisa
& desenv.
Logística
Produção
Com
pras
Finanças
Gerenc. de
conta
Definir
requerim.
Definir
requerim.
Estratégia
produção
Estratégia
insumos
Lucrativ.
cliente
Administ.
de conta
Serviço
técnico
Específic.
desempe.
Coord.
execução
Avaliação
prioridad.
Custo de
servir
Planejam.
demanda
Requerim.
processo
Previsão
Planejam.
capacid.
Fontes
Análise da
negociação
Ofertas
especiais
Requerim.
ambiente
Planejam.
da rede
Direcionam.
da plante
Seleção
forneced.
Custo da
distrib.
Específic.
enpacota.
Estabilid.
processo
Critério de
priorização
Planejam.
produção
Fornecim.
integrado
Custo da
manufatura
Plano de
negócio
Projeto do
produto
Logístico
reversa
Registro de
pedidos
Específic.
materiais
Fluxo das
moviment.
Planejam.
integrado
Gerenc.
forneced.
Custo dos
materiais
Ciclo da
vida prod.
Projeto do
produto
Rema-
nufatur.
Específic.
materiais
Específic.
materiais
Específic.
processo
Custo &
lucrativid.
Custo da
P&D
Requerim.
moviment.
Figura 2.3 – Participação das áreas funcionais nos processo de negócios de uma empresa 
de manufaturas. 
Fonte: (LAMBERT et al., 2001) apud (SORDI, 2005) p.6 I12
capítulo 2 • 37
Assim, o desenvolvimento de um produto, por exemplo, exige esforços da 
área comercial que deverá estudar a aceitação de mercado ou mesmo receber 
o pedido de um cliente; da área industrial que realizará a efetiva produção do 
bem e da área financeira que, por exemplo, fará a compra dos materiais neces-
sários, o registro da venda e do pagamento é realizado por isto. 
Comercial Industrial Financeiro
Desenvolver um produto
Figura 2.4 – Desenvolvimento de um produto.
Podemos, de maneira geral, enumerar algumas características de uma orga-
nização que adote uma abordagem funcional (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004):
• a informação entra e sai pelo topo dos silos (pelas chefias);
• existem buracos negros que absorvem algumas informações; simples-
mente desaparecem;
• isto dá margem a existência de “supernovas” (áreas de pressão muito 
grande e conflitos);
• podem ocorrer “gargalos” de informação;
• gestor serve para administrar silo e não para gerir relacionamentos, in-
terfaces;
• não existem feedbacks e a comunicação é vertical;
• interesses e motivações das pessoas são funcionais X interesses e mo-
tivações dos clientes são transversais e não dependem da estrutura da 
empresa. Resultado: clientes ficam em segundo plano;
• por conta da limitação de autoridade há muito vaivém de informações e 
isto se traduz em lentidão no tempo de ciclo dos processos;
38 • capítulo 2
• funcionário exerce função e pensa em ganhar nova função, só isto. Não 
entende sua importância nos processos da empresa;
• existem diversos processos inúteis sendo realizados sem que ninguém 
questione o porquê.
2.1.1 Paradoxo da Ortogonalidade
Este paradoxo representa a ortogonalidade (cruzamento em linha reta) entre o 
interesse funcional (organização tradicional) e o interesse do cliente (transver-
sal à organização). Considera-se que em quase todas as empresas há um “chefe” 
instituído com delegação de poderes e que decide sobre a permanência ou não 
da pessoa no emprego e sobre seu “plano de carreira” (ou progresso funcional).
Dessa forma, muitas vezes o funcionário prioriza o atendimento ao chefe 
e deixa o cliente como secundário. Assim, talvez não consiga aquelas “promo-
ções” tão esperadas ou nem mesmo manter seu emprego e, portanto, deverá 
manter constante relacionamento entre estas duas questões.
Uma vez que os interesses possam ser diferentes entre o dono do processo 
e o chefe funcional, surge uma nova forma de relacionamento: a negociação. 
Antes, apenas obedecer ordens hierárquicas era o suficiente e tudo funcionava. 
Agora, devido ao paradoxo da ortogonalidade, o chefe precisa contribuir na for-
ma hierárquica (fluxo vertical) e o dono do processo precisa coordenar a obten-
ção da satisfação do cliente, operando de maneira eficiente e eficaz o processo 
(fluxo horizontal) (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
2.2 Organização funcional x Organização por processo
Podemos definir processos de negócio através de uma analogia aos processos 
factíveis como de uma linha de produção. É possível verificar etapas sendo rea-
lizadas para a produção de algum bem, o produto final.
O processo de negócio assemelha-se de diversas formas aos processos 
produtivos. Uma atividade de venda de um produto, ou um conjunto de ati-
vidades de venda, pode ser definido como um processo de venda. Dividir o 
trabalho em diversas atividades em sequência surgiu com Henri Fayol ao 
definir gerenciamento como umadisciplina e publicando princípios geren-
ciais, dentre eles a divisão das atividades em diversas tarefas.
capítulo 2 • 39
Notamos então que a divisão das atividades em tarefas é uma definição que 
se assemelha à divisão dos processos dentre as partes funcionais nas empresas. 
Daí, podemos definir que processos de negócios são composições de atividades 
que atendem objetivos bem definidos.
Através dos estudos dos procedimentos de trabalho, Frederick Taylor 
aprimorou o entendimento da complexidade dos processos e introduziu 
conceitos como eficiência, especialização e medição de processos. São con-
ceitos que deram origem de comportamentos administrativos atuais como 
medição de desempenho de processos com base em indicadores.
Segundo estas teorias, Taylor sugeriu que os processos estavam implícitos 
nas práticas de trabalho. Estes estudos influenciaram o modelo produtivo im-
plantado por Henry Ford.
A competição mundial gerada pela globalização e a recessão mundial na 
década de 1980 levaram as grandes multinacionais a reverem seus modelos 
de negócio. As empresas então passaram a buscar novos modelos e os en-
contraram, principalmente nos modelos japoneses, como o caso da Toyota, 
referência até os dias atuais. O Japão havia introduzido o modelo de produ-
ção em massa, desenvolvido por Taylor e praticado por Ford.
As adaptações necessárias nos modelos japoneses para o “mundo ociden-
tal” acabaram por gerar o que se conhece hoje como práticas de qualidade total 
(total quality management – TQM) (SORDI, 2005).
2.3 Elementos do Processo de Negócio
Um processo é composto por atividades. Na figura 2.5 mostramos os compo-
nentes pertencentes aos processos de negócio. Cabe ressaltar que nem sempre 
é preciso detalhar todos estes componentes, documentando-os. Isto depende-
rá muito do grau de complexidade do processo envolvido.
40 • capítulo 2
Clientes externos
Processo
Subprocesso
Atividade
Atividade
A
1 12 2 3
B
Atividade
Procedimentos
• Ocorrência
• Clientes internos
• Papéis funcionais
• Procedimentos
• Tarefas
• Metas
• Regras de negócio
• Exceções
• Anomalias
• Tempos
• Rotas
• Indicadores de 
desempenho (métricas)
Tarefas
Atividade
 
 
Figura 2.5 – Componentes do processo de negócio. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 75)
Para as pessoas que não têm muito contato com processos, todo processo é 
complicado. Na prática não existem processos complicados. Dizer se um proces-
so é simples ou complexo depende de diversos fatores. O que comumente se faz é 
desdobrar processos mais complexos (macroprocessos) em processos menores.
Alguns autores classificam a complexidade de um processo de acordo com 
o número de atividades que o mesmo comporta.
Mas, vamos analisar o processo de negócio do ponto de vista de seus ele-
mentos constituintes (CRUZ, 2005). 
2.3.1 Clientes externos
São a razão da existência das empresas e, no nosso estudo, a razão da existência 
de processos de negócio. Existem os clientes externos de processos primários 
que são usuários dos serviços que a empresa provê ou compradores dos bens 
que a mesma produz. Também há os clientes externos de processos secundá-
capítulo 2 • 41
rios que, não necessariamente, adquiriram bens da empresa, mas precisam de 
algum processo de suporte para alguma informação ou atendimento.
2.3.2 Ocorrências
As ocorrências são os elementos, os pacotes, contendo instruções, dados, infor-
mações e insumos, que dão “vida” aos processos. Apesar do desenho na figura 
2.5, a ocorrência não faz parte da atividade, mas a função das atividades é pro-
cessar ocorrências. 
As ocorrências são compostas de elementos que a acompanham na entra-
da, processamento e saída da atividade. Os mais comuns são as mídias físicas, 
as lógicas e os insumos. 
Mídias físicas transportam dados e informações a respeito da ocorrência 
por meio de representações físicas, por exemplo formulários, notas fiscais, etc. 
Mídias lógicas transportam dados e informações por meio eletrônico, como 
sistemas de informação, ERP, etc. Já os insumos são os materiais que serão usa-
dos pela atividade para realizar o processamento da ocorrência. Os insumos 
podem ser diretos (usados na confecção do produto) ou indiretos (apoiam a 
produção do produto).
2.3.3 Atividades
As atividades são os elementos que realmente realizam o trabalho num proces-
so de negócio. Podemos dividir as atividades em:
• Atividades Ativas
• Primárias: são aquelas ligadas diretamente nas operações de pro-
dução de parte do produto referente ao processo analisado. 
• Secundárias: são aquelas que dão suporte às atividades primá-
rias e secundárias, realizando os serviços de apoio.
• Atividades Latentes
• Internas: são aquelas presentes em processos que não ocorrem 
com frequência. Um exemplo é o recall das montadoras de veícu-
lo, como citado no capítulo 1.
• Externas: são aquelas que podem participar de processos primários, 
secundários e latentes, mas são externas em relação a empresa.
42 • capítulo 2
A figura 2.6 mostra o que é chamado de cadeia de valor: um conjunto de 
atividades coordenadas na execução de um processo.
 
ClientesFornecedores
Atividade
A
Atividade
B
Atividade
C
Atividade
D
Cadeia de valor
Informação
Figura 2.6 – Cadeia de valor formada pelas atividades de um processo. 
Fonte: (CRUZ, 20005, p.79).
Vamos a um exemplo:
“Um programador de produção, ao fazer o plano de produção, descobre que determi-
nado item está com a quantidade em estoque perigosamente baixa. Ele entra num pro-
cesso de compra e submete uma ocorrência de compra para o item. Essa ocorrência é 
imediatamente passada ao comprador responsável pelo grupo ao qual o item pertence 
e dispara uma cotação de compras para três ou quatro fornecedores já cadastrados. Os 
fornecedores recebem a cotação e pela própria ocorrência enviam os preços solicita-
dos de volta ao comprador.” (CRUZ, 2005).
O que ocorreu neste exemplo?
Através de uma ferramenta de Workflow1, o programador usou um formulário 
eletrônico e inseriu o código do item com problemas no estoque.
1 De maneira resumida, podemos dizer que um software de Workflow envolve a automatização de processos de 
negócio.
capítulo 2 • 43
O comprador, ao receber tal ocorrência, escolheu quais fornecedores deve-
ria mandar essa cotação (às vezes, isto pode ser automático).
Pela internet ou por uma extranet, os fornecedores receberão a ocorrência 
e emitirão a resposta de acordo com as regras de negócio estabelecidas com 
a empresa que a enviou. Caso infrinjam tais regras (como demorar e perder o 
prazo de resposta), podem perder a chance de vender (e até perder o cliente!).
Como vimos, todas as atividades participam de processos de negócio. As 
atividades podem participar de maneira direta ou indireta. A participação di-
reta significa que a atividade (primária ou secundária) sempre está inserida no 
processo. A participação indireta significa que a atividade participa de maneira 
esporádica num processo, ou seja, é executada eventualmente.
Por exemplo:
Numa certa organização, a atividade de nome Assistente de RH está diretamente ligada 
ao processo de Seleção e Contratação de Pessoal, sendo sempre executada para a 
escolha do novo profissional. Entretanto, no processo Avaliação Anual de Desempenho, 
esta mesma atividade, além de ser indireta, só será acionada se houver divergências 
quanto à análise do resultado de cada profissional, caso contrário ela ficará latente. 
(CRUZ, 2005).
Todas as ações num processo são feitas através de atividades, portanto, 
ao analisar problemas num processo (dizer que está demorando demais, por 
exemplo) é preciso verificar as atividades envolvidase seus tempos de execu-
ção, encontrar o problema e corrigi-lo. Gerenciar custos, melhorar tempos, 
papéis funcionais, plano de contingência, tudo isto está relacionado às ativi-
dades. Os processos em si são abstratos e tornam-se práticos por meio das ati-
vidades (CRUZ, 2005).
A figura abaixo mostra o exemplo de uma organização dominada pela meto-
dologia CHAOS (CompreHensive Absense of Sinergy – Compreensiva ausência de 
sinergia). Assim, todo mundo faz de tudo (o famoso Bombril – 1001 utilidades!). 
Toda vez que é necessária a execução de um processo (pelo seu conjunto de ati-
vidades) é uma desorganização total (CRUZ, 2005).
44 • capítulo 2
Figura 2.7 – Representação do CHAOS. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 82)
2.3.4 Metas e indicadores de desempenho
A meta é o resultado esperado. Quando se executam o conjunto de atividades 
supõe-se que atingirá um fim, um resultado. A suposição é a meta. Como visto 
na figura 2.8, a meta pode ser influenciada por agentes externos e internos. A 
influência externa é difícil de controlar, já que são fatores que, normalmente, 
não pertencem à empresa.
capítulo 2 • 45
Acionistas Leis
ONGs
Clientes
Governos
ClimaTecnologia
Concorrência
Mercados
Economia
ObjetivoObjet
ivo
Ob
jet
ivo
Ob
jet
ivo
Obje
tivo Objetivo
Objetivo
Objetivo
Planos
operacionais
Meta
Meta
Meta
Meta
Meta
Meta
Meta
Meta
Influenciadores externos
Figura 2.8 – Influenciadores da meta. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 84)
Os indicadores de desempenho, também chamados de métricas, medem 
os parâmetros quantitativos (numéricos) ou qualitativos (descritivos) a respeito 
de uma meta.
2.3.5 Clientes internos
São tão importantes quanto os clientes externos, pois são a forma como os ex-
ternos obterão o produto ou serviço que desejam. Os clientes internos são os 
próprios funcionários vistos com um olhar diferente. São clientes de processos 
e atuam esperando respostas e produtos. Claro que também são funcionários e 
terão papéis funcionais, como veremos logo abaixo.
46 • capítulo 2
CONEXÃO
Para entender melhor os conceitos de cliente interno e cliente externo, leia o artigo “Cliente 
Interno e cliente externo: qual a diferença?”, disponível no link <http://www.portaleducacao.
com.br/administracao/artigos/51053/cliente-interno-e-externo-qual-a-diferenca>
Essa estrutura é comum nos setores eletrônico e de acessórios, já que am-
bos oferecem ao mercado produtos inovadores num ritmo muito rápido. Um 
exemplo desse tipo de organização é a Nike. Redes de sucesso potencialmente 
oferecem flexibilidade, inovação, respostas rápidas a ameaças e oportunidades 
bem como custos e riscos reduzidos(BATEMAN; SNELL, 1998).
CONEXÃO
As redes de empresas configuram-se numa forma das pequenas e médias empresas enfren-
taremum mercado cada vez mais competitivo. Leia o artigo “Redes de Cooperação Produtiva: 
uma estratégia de competitividade e sobrevivência para pequenas e médias empresas” e en-
tenda melhor como as redes formadas por estes portes de empresa, mesmo que somente 
para a produção, auxiliam as empresas a criarem e manterem vantagem competitiva. Acesse: 
<http://www.scielo.br/pdf/gp/v8n3/v8n3a06.pdf>.
2.4 Papéis funcionais
O funcionário ou o conjunto de funcionários que executam alguma atividade 
possuem como atribuição uma função. Assim, a função deles é executar uma ati-
vidade. Perceba que a existência da função está atrelada à existência da atividade.
Antes, cada empregado tinha um papel funcional que era relacionado à 
própria função. Hoje os termos se confundem e incluem um outro termo: car-
go. Mas, vamos separar os termos. Papel funcional é o que se espera da pessoa 
em relação à atividade que deve executar num processo; cargo está ligado às 
políticas de RH, planos de carreira e estrutura hierárquica.
Por exemplo:
capítulo 2 • 47
Atividade Contas a Receber
Função da atividade: cobrar os recebíveis da empresa (títulos à vista, a prazo, cobran-
ça bancária, etc).
Papel funcional: responsável pelos recebíveis, mantendo as metas estabelecidas pela 
gerência. O número de 20 dias marcará o valor de medição para medida de desempe-
nho dessa atividade.
Cargo: profissional formado em ciências contábeis, com pós-graduação em recebíveis, 
experiência em cobrança para empresas de grande porte, ter inglês avançado e do-
mínio de informática. Salário de $5.000,00 cinco mil reais por mês e participação nos 
lucros da empresa.
Papéis funcionais
Enquanto a definição de cargos é função dos Recursos Humanos, a definição de papéis 
funcionais é função do analista de processos. Os dois devem trabalhar juntos e cooperarem 
para que o contrato da empresa saiba exatamente o que deve fazer e o que se espera dele.
2.4.1 Procedimentos
Os procedimentos servem para especificar o que as atividades devem contem-
plar, quais recursos usar, como fazer, etc.
Segundo a norma ISO 8402, que define a terminologia usada nas outras ISO, 
um procedimento deve ser escrito e documentado e definir o que deve ser feito, 
por qual papel funcional, quais recursos devem ser alocados e de que forma 
serão usadas. Além disto, os documentos gerados devem ser definidos.
Procedimentos
Papel funcional é diferente de procedimento; a diferença está na direção da responsa-
bilidade. O papel funcional define a responsabilidade do funcionário sobre a atividade; 
define a responsabilidade atividade em si.
48 • capítulo 2
2.4.2 Tarefas
As tarefas são o detalhamento dos procedimentos. Ao executar uma atividade, 
o funcionário deverá saber como começar, como se comportar em algumas si-
tuações, etc. Além disto, é difícil dizer ao certo o que um papel funcional deve 
fazer apenas olhando os procedimentos.
Retomemos o exemplo anterior:
Atividade Contas a Receber (de acordo com 2.3.6)
Função da atividade: cobrar os recebíveis da empresa (títulos à vista, a prazo, cobran-
ça bancária, etc).
Papel funcional: responsável pelos recebíveis, mantendo as metas estabelecidas pela 
gerência. O número de 20 dias marcará o valor de medição para medida de desempe-
nho dessa atividade.
Cargo: profissional formado em ciências contábeis, com pós- graduação em recebí-
veis, experiência em cobrança para empresas de grande porte, ter inglês avançado e 
domínio de informática. Salário de $ 5.000,00 cinco mil reais por mês e participação 
nos lucros da empresa.
Procedimento
De acordo com a norma ISO 8402 a atividade Contas a Receber tem a função de criar, 
manter e operar as tarefas que garantem o recebimento dos títulos devidos à empresa. 
O papel funcional “Contas a Receber” é o responsável por tal atividade e esta lotado na 
área financeira. Terá seu desempenho avaliado pelo índice de dias recebíveis.
Tarefas
Trata-se da menor parte de um processo de negócio, detalhando ao máximo uma atividade.
O funcionário deve entrar pela manhã nos bancos onde a empresa possui conta e checar:
• títulos pagos até o dia anterior;
• títulos vencidos;
• há mais de 7 dias;
• há mais de 30 dias;
• checar saldos das contas;
• emitir carta de cobrança para os títulos vencidos há mais de 7 dias;
• executar trâmites legais para títulos vencidos há mais de 30 dias;
• gerar relatórios de entrada em caixa por cada banco e enviá-los ao tesoureiro.
capítulo 2 • 49
2.4.3 Regras de negócio
As regras de negócio, normalmente, servem para orientar a execução das tare-
fas seguindo um conjunto de normas definidas nos procedimentos.
No exemplo anterior, para que o funcionário emita a carta de cobrança aos 
títulos vencidos há mais de sete dias, ele deverá acrescer multa de 5% e juros de 
mora de 10% ao mês.
Estas regras costumam ser implementadas em software ou mesmojá ficarem 
bem definidas nas tarefas. Algumas vezes são especificadas separadamente.
2.4.4 Exceções
As exceções são acontecimentos inesperados. Isto não necessariamente carac-
teriza erros. Pelo menos não caracteriza se os processos forem bem documen-
tados e se realmente, o evento não foi esperado e nem foi previsto.
Não existem regras bem definidas ou ordem de grandeza para exceções. Por 
exemplo, ao produzir papel, uma exceção que ocorra 1% das vezes numa pro-
dução de 100 mil toneladas/mês ditará um desperdício de 1 mil toneladas/mês 
(é muito papel desperdiçado hein?!). Agora, este mesmo valor (1%) para a pro-
dução de aviões por ano, considerando a saída de 100 aviões por ano, resultará 
em 1 avião caindo por ano e matando (ou ferindo) 100 pessoas ou mais. Qual 
prejuízo é maior? Depende do ponto de vista. Cem vidas humanas podem re-
presentar muito mais que toneladas de papel.
2.4.5 Anomalias
Pode-se dizer que as exceções não devidamente tratadas geram as anomalias. 
E anomalia é um erro. Nesse caso, é muito importante ter um plano de contin-
gência que detalhe o que deve ser feito em caso de exceções e para que elas não 
virem anomalias.
2.4.6 Tempos
Estudar os tempos de execução de processos é uma questão interessante, impor-
tante e delicada. O tempo influencia em toda a execução do processo. Melhorias 
podem ser obtidas ou o processo pode até falhar, tudo por influência do tempo.
50 • capítulo 2
O tempo pode ser caracterizado em processos de negócio como tempo de 
ciclo, tempo de processamento e tempo de atraso.
O tempo de ciclo é o tempo decorrido entre cada execução de um processo e 
suas atividades. É o somatório dos tempos de ciclo das atividades.
O tempo de processamento é o tempo de trabalho efetivo na atividade.
O tempo de atraso é o vilão nos processos. Pode ser algo identificado como 
ficar esperando numa fila (tempo não produtivo) ou algum fator inexplicável.
Figura 2.9 – Tipos de tempo. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 100)
2.4.7 Rotas
As rotas são os caminhos pelos quais serão transportadas as ocorrências (insu-
mos, dados, informações, etc). Elas podem ser lineares ou paralelas. Rotas line-
ares são simples e cada atividade, geralmente, contém uma atividade anterior e 
uma posterior (figura 2.10). 
Início FimAtividade
A C D
Atividade Atividade
B
Atividade
 
Figura 2.10 – Processo com rota linear. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p.102).
capítulo 2 • 51
Já nas rotas paralelas, os processos podem desdobrar-se em caminhos ou 
subprocessos (figura 2.11). Paralelizar implica custos de replicação de ativi-
dades, equipamentos e pessoal, mas pode trazer desempenhos consideráveis. 
Tudo é uma questão de análise. 
Início FimAtividade
A
C
Atividade
D
Atividade
E
Atividade
F
Atividade
G
Atividade
B
Atividade
Out
In
Separar Mesclar
Rota 1
Rota 2
Rota 3
Figura 2.11 – Processo com rotas paralelas. 
Fonte: (CRUZ, 2005, p. 103)
A notação usada por (CRUZ, 2005) faz a paralelização de atividades usando 
conectivos Out e In. Além disto, existem rotas que fornecem uma paralelização 
possível, mas excludente. Isto é possível através de conectivos de decisão. Atra-
vés destes conectivos o processo pode seguir uma rota OU outra. Estas são as 
rotas condicionais. 
 
Início FimAtividade
A
C
Atividade
D
Atividade
E
Atividade
F
Atividade
G
Atividade
B
Atividade
Decisão
Rota 1
Rota 2
Rota 3
?
Figura 2.12 – Processo com rotas condicionais. 
Fonte: (CRUZ, 2005,) p. 104).
52 • capítulo 2
Existem ainda as chamadas rotas concorrentes. Tratam-se de rotas parale-
las onde o início das atividades paralelas deve ser sincronizada. É uma variação 
especial das rotas paralelas. Temos também as rotas críticas, onde podem ocor-
rer impactos negativos, como atividades que dependem de processos externos 
podem ser influenciadas por perdas de prazos não controlada pela empresa em 
questão. As rotas eventuais são aquelas que são executadas com frequência me-
nor que 1% do tempo total de execução. As Ad Hoc são rotas informais e devem 
ser evitadas. Por fim, as rotas compostas são o tipo mais comum, pois são for-
madas pelos diversos outros tipos de rotas vistos.
Agora que desmembramos os processos de negócio em várias partes e co-
nhecemos o todo, vamos falar um pouco sobre o conceito de gestão.
2.5 A organização e suas unidades de negócios
Gerir e gerenciar são, por vezes, usados como sinônimos. Você já deve ter apren-
dido estes conceitos ao longo do curso, certo? Mas nunca é demais fazermos 
uma pequena revisão.
“Gerenciar” refere-se às funções de monitoramento e controle de algum re-
curso, enquanto “Gerir” é um termo mais abrangente e compreende: planejar, 
projetar, construir, implementar, utilizar, monitorar, identificar melhorias e 
fazer ajustes. A Gestão de Recursos implica comprometer-se com a evolução do 
mesmo que está sendo gerido por meio de processos (SORDI, 2005) .
Como podemos ver pela figura 2.13, a gestão de recursos envolve diversas 
outras atividades. O planejamento é a atividade com forte vínculo no plano de 
negócios. Afinal, são através dos objetivos principais e das estratégias traçadas 
que a empresa deve começar a operar. No projeto realiza-se a definição das ne-
cessidades para que a operação do processo possa ocorrer. Devem ser identifi-
cadas, quantificadas e qualificadas as necessidades de material, equipamento, 
sistemas de informação e pessoas. 
capítulo 2 • 53
Ajustes Planejamento
Projeto
ConstruçãoMonitoramento
Oportunidades
DisponibilizaçãoUtilização
Gestão de
recursos
Figura 2.13 – Processos necessários para a gestão de recursos. 
Fonte: (SORDI, 2005, p. 24 )
A fase de construção envolve uma série de outras atividades que visam co-
locar em prática o funcionamento da empresa através da montagem dos recur-
sos necessários e relatados no projeto. A implementação visa instalar, testar 
e verificar se as funcionalidades estão sendo atingidas. Na utilização deve ser 
assegurado que tudo está funcionando e sendo usado da maneira como foi 
projetado. Também aguardam-se eventos que devem ser tratados. O monitora-
mento implica em haver mecanismos que informem aos gestores dos proces-
sos o quão eficaz e eficiente tais processos estão. Através de informações sobre 
o desempenho dos recursos envolvidos nos processos podem ser identificadas 
melhorias ou ajustes de acordo com as necessidades descobertas. Os ajustes 
têm a ver com a melhoria do processo para adequação aos objetivos previstos 
na fase de planejamento.
2.6 Conceito de gestão por processos de negócios
Ao gerir a empresa usando a abordagem por processos, os recursos ficam desti-
nados à operação destes processos. O processo participa como integrador dos 
recursos da empresa. Na figura 2.14 podemos ver algumas das áreas da empre-
sa que são fundamentais para a gestão por processos, bem como alguns dos 
conceitos e atributos de cada área.
54 • capítulo 2
Objetivo
Clientes
Outputs
Qualidade Jurídico RecursosHumanos Informática
Padrões
Tempo
Normas
Aspectos legais Perfis
Quantitativo RH
Registro de eventos
Fluxo de dados
Informação
Capital
Intelectual
Benchmarking
(externo)
Melhores praticas
(interno) 
Controladoria
Resultados
financeiros
Marketing
Mensagens
Relacionamentos
Áreas
Papéis
Fluxo de atividades
O & M Auditoria
Níveis de segurança
Aspectos críticos
Estratégia
Departamento A
Departamento A
Departamento B
Empresa parceira X
Cliente
Processos
de
Negócios
P1 P2 P3
P4a P4b
P4x P4v P4z
P2.1 P2.2P5
P6a
P6x
P6b
P6y
P7
Figura 2.14 – Áreas envolvidas na gestão por processos. 
Fonte: (SORDI,2005 p. 20).
De acordo com a figura 2.15, os principais recursos da gestão por processos 
são descritos a seguir
Estrutura
organizacional
Políticas
e regras
Tecnologias
Papéis e
responsabilidades
Facilidades
Recursos
humanosProcesso
de
negócios
Conhecimento
Conhecimento
Co
nh
ec
im
en
to
Conhecim
ento
Ajustes Planejamento
Projeto
Construção
DisponibilizaçãoUtilização
Monitoramento
Oportunidades
Figura 2.15 – Áreas envolvidas na gestão por processos. 
Fonte: (SORDI, 2005 p. 27).
capítulo 2 • 55
2.7 Estratégia empresarial
Vamos tratar do quanto a estratégia contribui com a área de processos. Para 
tanto, precisamos inicialmente definir estratégia e aplicar a definição no nosso 
conceito, uma vez que a palavra estratégia pode ser amplamente empregada.
Segundo os autores Tiffany e Peterson (1998), uma estratégia pode atuar da 
seguinte forma:
• Descreve como concretizar as metas e os objetivos definidos pela empresa.
• Leva em consideração os valores pessoais e sociais que cercam a empresa.
• Orienta a alocação e o emprego dos recursos humanos e financeiros.
• Cria uma vantagem de mercado sustentável, apesar da concorrência in-
tensa.
A estratégia, de maneira geral, é a forma como os recursos disponíveis serão 
usados para se atingir um determinado objetivo.
Como em qualquer projeto ou outro elemento empresarial, para poder al-
cançar este desafio, este objetivo, é necessário um plano, um planejamento 
para a estratégia, ou seja, planejamento estratégico.
O planejamento estratégico é um processo gerencial, que trata da formu-
lação de ações para alcançar os objetivos futuros. Outra definição diz que é o 
processo gerencial que busca desenvolver e manter um ajuste entre os objeti-
vos e recursos da organização e as oportunidades de mercado em permanente 
modificação (KOTLER, 1998). O planejamento, na verdade, é um plano de ação.
A estratégia, portanto, precisa ser planejada, executada e controlada, o que 
mostra a necessidade de uma gestão estratégica maior e mais abrangente, não 
somente o planejamento.
Uma forma de definir estratégia pode ser encontrada nos seguintes “P” 
(MINTZBERG, AHLSTRAND e LAMPEL, 2000):
• Estratégia como plano (plan): neste caso, existe uma diretriz, um plano 
(ou um conjunto) para atingir os objetivos organizacionais. É feita de 
uma maneira consciente e deliberada e pode ser explícita em documen-
tos formais ou não. Também pode ser geral ou específica.
• Estratégia como padrão (pattern): neste caso, a estratégia é tratada como a 
“consciência do comportamento”pretendida ou não, especialmente em um 
fluxo de ações. É um padrão no fluxo de ações. Após ações serem bem-suce-
didas, elas acabam se fundindo em um padrão que se torna sua estratégia.
56 • capítulo 2
• Estratégia como pretexto (ploy): a estratégia é vista como uma “tática” ou 
manobra intencional para enganar o concorrente. Como exemplo, a fim de 
inibir o concorrente de uma nova fábrica, por exemplo, a empresa anuncia 
que vai fazer uma expansão apenas para diminuir as intenções do cliente.
• Estratégia como posição (position): é a forma como a empresa se posi-
ciona em relação ao ambiente externo e interno. Esta estratégia pode ser 
combinada com as estratégias anteriores, pois pode ser pretendida por 
meio de um plano e/ou atingida por meio de um padrão ou pretexto.
• Estratégia como perspectiva (perspective): é o conjunto de normas, valo-
res, comportamentos e outras abstrações que pertencem aos estrategis-
tas e fazem com que eles direcionem o modo de fazer as coisas.
O conceito de estratégia empresarial é diferente do contexto geral de estra-
tégia. Por exemplo, a estratégia de um produto, embora possa pertencer a um 
conjunto mais amplo, da estratégia empresarial, é própria.
A análise da situação estratégica envolve o processo de analisar a estratégia 
da organização de acordo com duas perspectivas:
• Analisar as decisões tomadas no passado que afetam a situação presente. 
Isto é chamado de “posição estratégica” ou “situação
• estratégica”.
• Analisar as decisões que são tomadas no presente e que afetarão o futuro
Para analisar o passado ou definir o futuro, os componentes analisados da 
estratégia são:
• escopo da organização, que são os seus produtos e o seu mercado;
• as suas vantagens competitivas;
• o seu desempenho;
• o uso dos recursos.
A análise do ambiente é um dos pilares do planejamento estratégico. Nor-
malmente quando se faz esta análise, são considerados:
• ramo de negócios;
• ações do governo;
• tecnologia; 
• conjuntura econômica;
• sociedade;
• e outros.
capítulo 2 • 57
A gestão de processos como diferencial competitivo
Vivemos em um ambiente empresarial altamente competitivo. Os concor-
rentes apresentam-se mais preparados, e por isso novos produtos e serviços 
aparecem constantemente e cada vez melhores, além de encontrarmos clien-
tes cada vez mais exigentes e informados. Além disso, internamente existem 
os funcionários da empresa que de certa forma também exercem pressões para 
melhor ambiente de trabalho, condições etc..
Portanto, há necessidade de as empresas possuírem um diferencial compe-
titivo, concorda?
Há algum tempo, acreditava-se que a tecnologia seria esse diferencial, porém 
atualmente, podemos perceber que, devido ao barateamento da tecnologia em ge-
ral e serviços em nuvem (cloud computing), a tecnologia está mais viável para as em-
presas. Até mesmo em termos de sistemas, podemos concordar que os softwares 
estão ficando mais acessíveis. É um diferencial sim, porém não o principal.
Um outro fator que pode ser considerado é o fator humano, afinal são as 
pessoas que movimentam o motor principal de uma empresa. Sem elas, a em-
presa não seria nada. Características como criatividade, proatividade e inova-
ção são fatores fundamentais para qualquer empresa e são essencialmente hu-
manos, porém temos de concordar que nem todo profissional tem o mesmo 
poder de contribuir em qualquer área dentro de uma empresa, pois cada um 
tem um perfil, uma qualidade diferente dos demais.
Logo, a frase “uma grande empresa é formada por grandes profissionais, 
mas grandes profissionais nem sempre formam uma grande empresa” é verda-
deira neste contexto. 
Mesmo com fatores humanos e tecnológicos alinhados e comprometidos, 
podem ocorrer falhas mais simples como, por exemplo, dar informação errada 
a um cliente, descumprir prazos de entrega, atrasar o envio de relatórios e ou-
tras. Estas falhas podem ocorrer por motivos de técnicos/tecnológicos, huma-
nos ou por ambas, o que evidencia que esses dois fatores não são garantia de 
diferencial em uma empresa.
A diminuição dessas falhas, segundo CRUZ (2013), só ocorre quando a em-
presa administra seus recursos dentro de uma visão sistêmica e de forma in-
tegrada e voltada aos objetivos da organização, ou seja, por meio do domínio 
operacional e gerencial de seus processos.
Atualmente, existem algumas metodologias e normas, além de conceitos 
que têm como fundamento a gestão de processos, entre eles, o critério de exce-
58 • capítulo 2
lência da FNQ (Fundação Nacional de Qualidade), as normas ISO, Lean Manu-
facturing, 6 Sigma, Balanced Scorecard e outras.
Porém, assim como ocorre com outros contextos, não vai ser o uso dessas 
normas e metodologias que garantirá o almejado diferencial competitivo e a 
melhor gestão de seus processos. A cultura da gestão de processos, segundo 
CRUZ (2013) possui alguns fatores determinantes:
• apoio da alta direção;
• disciplina na execução dos processos por todos os envolvidos;
• monitoração constante por meio de indicadores;
• comunicação efetiva entre os colaboradores;• uso efetivo dos recursos de tecnologia;
• prioridade da visão por processo em vez da visão por departamento;
• definição de responsáveis para os processos da organização a fim de con-
duzir as ações e análise além da melhoria dos processos. Essa pessoa ga-
rantiria a visão sistêmica desejada. 
Portanto, o uso dessas práticas, que não são fáceis de manter e implemen-
tar, certamente garantirão um diferencial competitivo para as empresas que 
adotarem a gestão por processos.
O papel dos processos para a implementação da estratégia
A estratégia é uma área de conhecimento muito grande e estudá-la é uma 
disciplina à parte. A palavra estratégia tem origem grega e refere-se a objetivos 
claros, planejamento e comando. Obviamente que o primeiro uso desta pala-
vra está no campo militar, mas trazendo para o campo empresarial não é tão 
diferente, pois as organizações, para sobreviver, precisam de objetivos, plane-
jamento e o devido comando.
Porém, de qual outra forma a estratégia poderia ser implementada e seguida, 
se não for por meio de processos bem definidos e disciplinarmente cumpridos? 
A estratégia é definida após o planejamento ser estabelecido anteriormente 
e sua implementação envolve a liderança, a estrutura organizacional, responsa-
bilidades e a cultura organizacional. Por meio desses elementos é definido um 
plano para a implementação.
Os processos e sua gestão formam uma linha que sustenta a implementa-
ção das estratégias organizacionais e para seu pleno funcionamento, veremos 
alguns elementos que tornam isso possível.
capítulo 2 • 59
ATIVIDADE
4. Nós vimos a decomposição de Macrofluxos e a decomposição dos processos de negó-
cio. Tenho duas questões para você pensar:
a) Qual a diferença entre eles?
b) Até onde devemos nos preocupar com o detalhamento de processos de negócio? 
(Lembre-se que o processo divide-se em atividades, procedimentos, tarefas e etc).
5. Vamos definir as principais diferenças na gestão por processos de negócio e na gestão 
baseada em funções?
REFLEXÃO
A gestão por processos é uma tendência em muitas organizações e vimos nesse capítulo o 
quanto os processos podem ser complexos de acordo com seus vários componentes. Será 
que todo processo possui todos os elementos que foram tratados neste capítulo? Tente fazer 
este exercício nos processos que você conhece.
LEITURA
Artigo: As empresas são grandes coleções de processos.
Disponível em: <http://rae.fgv.br/rae/vol40-num1-2000/empresas-sao-grandes-coleco-
es-processos> 
Autor: José Ernesto Lima Gonçalves.
Resumo: A ideia de processo tem estado presente nos textos e nas discussões sobre Ad-
ministração de Empresas nos últimos anos. É praticamente impossível evitar temas como re-
desenho de processos, organização por processos e gestão por processos. Essa ideia, no en-
tanto, não é nova e tem raízes na tradição da engenharia industrial e no estudo dos sistemas 
sociotécnicos. Embora muito presente, o conceito de processo não tem uma interpretação 
única, e a variedade de significados encontrados tem gerado inúmeros mal-entendidos. Este 
artigo propõe-se a facilitar a compreensão do assunto, oferecendo um quadro organizado de 
definições e aplicações para o conceito de processo empresarial.
Livro: Gestão por Processos: uma abordagem da moderna administração.
60 • capítulo 2
Autor: José Osvaldo De Sordi.
Editora: Saraiva.
Resenha : A compreensão do vasto conjunto de conceitos, metodologias, práticas e siste-
mas tecnológicos voltados à competitividade empresarial é um dos desafios da administração 
contemporânea. Nesta obra, o autor nos proporciona insights sobre a forma de estruturar as 
organizações, aspecto estratégico, considerando-se que é justamente através da arquitetura 
empresarial que se pode obter um diferencial competitivo difícil de ser copiado. Para apoiar 
os negócios geridos por uma estrutura organizacional redesenhada e orientada a processos, 
a tecnologia da informação é fundamental. Nesse contexto, é também indispensável operar 
sobre um novo paradigma para arquitetura de sistemas de informação, em particular, para 
a integração entre eles. Para facilitar o entendimento desses conceitos, o autor nos guia, 
detalhadamente, através de vários temas relacionados ao suporte tecnológico necessário 
à construção de um ambiente especializado para integração entre sistemas de informação, 
que propicie a gestão por processos. A presente obra é um instrumento abrangente, com alto 
potencial de agregação de valor aos profissionais de mercado (analistas de negócios, analis-
tas de sistemas e administradores) bem como aos pesquisadores e acadêmicos, por tratar de 
um tema, ainda incipientemente explorado: a importância da integração dos sistemas de in-
formação aos negócios, em especial, às organizações orientadas por processos de negócios. 
O assunto é explicitado tantodo ponto de vista tecnológico quanto de negócios, sendo, por-
tanto, recomendável aos leitores das áreas de administração e de sistemas de informação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CRUZ, T. Sistemas, métodos & processos: administrando organizações por meio de processos de 
negócio. São Paulo: Atlas, 2005.
LAMBERT, D. M. et al. The supply chain management processes. International Journal of Logisics 
Management, v.12, 2001, p. 13 - 36.
LAURINDO, F. J. B. e ROTONDARO, R. G. Gestão Integrada de processos e da tecnologia da infor-
mação. São Paulo: Atlas. 2006,
MARANHÃO, M. e MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de processos de 
trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.
capítulo 2 • 61
SORDI, J. O. D. Gestão por Processos: uma abordagem da moderna administração. São Paulo: 
Saraiva, 2005.
KOTLER, P. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 1998.
MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safari de estratégia: um roteiro pela selva do plane-
jamento estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2000.
TIFFANY, P.; PETERSON, S. Planejamento estratégico: o melhor roteiro para um planejamento es-
tratégico eficaz. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO
No próximo capítulo, vamos estudar um assunto muito importante: a modelagem de proces-
sos de negócios.
Modelagem de 
Processos de 
Negócio
3
64 • capítulo 3
3 Modelagem de Processos de Negócio
Até agora reunimos alguns conceitos teóricos importantes. Desmontamos um 
processo de negócio em componentes menores, vimos a importância de cada 
um deles. Mas e daí? Como vamos realmente entender se a gestão a partir de 
processos de negócio é um “bom negócio”? Vamos pôr em prática!
Se vamos desenvolver softwares para gerenciamento do negócio ou se vamos 
obter ganhos de competitividade a grande necessidade é conhecer como a em-
presa funciona. Para isto, precisamos usar técnicas de mapeamento, documen-
tação e modelagem de processos a fim de visualizar melhor os macroprocessos 
empresariais e seus fluxos de funcionamento.
Ao aplicar a modelagem de processos, conseguiremos identificar problemas, 
propor melhorias ou novas práticas, fazer testes de desempenho e realizar o 
“sonho” de conhecer como o negócio funciona, realmente. 
OBJETIVOS
Neste capítulo, vamos estudar os seguintes tópicos:
• levantamento de processos;
• modelos;
• ferramentas de modelagem;
• metodologia de modelagem de processos.
REFLEXÃO
A modelagem de processos é um assunto muito importante para a área de processos em 
geral. Por meio dela, é que os processos podem ser desenhados. Você já viu um fluxograma? 
Vamos mostrar algumas alternativas existentes atualmente.
3.1 Levantamento de processos
O levantamento, ou mapeamento, de processos é um trabalho que dispende muito 
tempo e dedicação, principalmente no início, e difícil de ser completado,porém é 
importante e fundamental para a organização, pois, por meio dele, o profissional 
responsável pela atividade poderá entender todas as variáveis do problema.
capítulo 3 • 65
No levantamento de processos, é desenvolvido um fluxo de atividades que 
existe dentro da organização e dos seus departamentos e, por meio deles, se 
analisam áreas e funções onde gargalos podem ser identificados e até mesmo a 
existência de duplicidade de atividades.
Nesse levantamento, é possível “desenhar” sistemicamente as atividades e 
evidenciar que áreas e/ou funções participam do processo e que agregam ou 
não valor ao negócio. Nesta etapa, até mesmo o trajeto físico é desenhado, pois 
o caminho por onde passa o produto ou a informação muitas vezes é inadequa-
do e poderia ser evitado.
O ideal é que o levantamento de processos seja feito o mais rapidamente 
possível, porém com qualidade e, para isso, existem técnicas que veremos a se-
guir. Desta forma, um desenho da situação pode ser feito rapidamente, evitan-
do que o processo mude ao longo do tempo e fique diferente do que era quando 
foi inicialmente analisado.
Vamos estudar alguns modelos de mapeamento de processos que podem 
ser muito úteis em situações práticas.
3.2 Ciclo de vida da modelagem de processos
Todos os processos de negócio possuem um ciclo de vida que pode ser resumi-
do pela figura 3.1. 
Mapear, domumentar, modelar
Implantar, gerenciarAvaliar, melhorar
Figura 3.1 – Ciclo de vida de um processo.
66 • capítulo 3
Neste capítulo, nosso foco será no mapeamento e na modelagem dos pro-
cessos. O mapeamento dos processos de negócios é o conhecimento e a análi-
se dos processos e seus relacionamentos com dados, estruturados de maneira 
top-down (do topo para a base) e detalhados até que seja possível compreendê-
-los totalmente (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Para mapear os processos é preciso definir que o foco será o cliente deste. É 
necessário buscar a integração entre os processos a serem definidos e mapea-
dos e estabelecer o uso de uma terminologia apropriada, a fim de se evitar con-
fusões. Também é preciso definir como será a documentação dos processos e o 
mapeamento deve visar a forma não hierárquica, pois o fluxo é transversal para 
o cliente, como já discutimos nos capítulos anteriores.
É muito comum a confusão dos limites de um processo com limites fun-
cionais, no entanto, devemos ouvir, cuidadosamente as pessoas envolvidas e 
estabelecer seus papéis funcionais.
O mapeamento e a modelagem de processos devem ser encarados como 
um projeto. Devem ser definidas as responsabilidades, prazos e as necessida-
des do projeto. 
3.3 Modelos
Organograma hierárquico funcional
O organograma é um diagrama, um desenho utilizado para representar as re-
lações de hierarquia dentro de uma organização ou uma forma de mostrar os se-
tores, unidades funcionais e cargos de comunicações entre eles.
A organização funcional mostra a organização como um conjunto de fun-
ções inter-relacionadas ou não por meio de atividades que se combinam em 
um processo. Nessa estrutura funcional, a hierarquia passa pelos níveis de ad-
ministração para ser compartilhada entre as funções técnicas e administrativas 
que se baseiam em um conjunto de tarefas que são comuns a todas as funções.
Quando se trata de funções, estamos nos referindo a órgãos que definem 
o core business da organização, ou seja, a função representa uma parte vital da 
empresa, sem a qual a empresa deixaria de existir.
capítulo 3 • 67
Segundo CRUZ (2013), as atividades administrativas e de planejamento são 
divididas assim:
• fluxo (planejamento e programação);
• instrução (descrição dos postos de trabalho);
• tempos e custos (acompanhamento dos tempos e dos custos de produção);
• disciplina (acompanhamento e disciplina).
Ainda segundo o autor, as atividades técnicas e de produção são especiali-
zadas em quatro tipos:
• setup e movimento de materiais;
• uso de ferramentas e execução das operações de máquina;
• qualidade;
• manutenção.
Este tipo de organização apresenta vantagens e desvantagens tais como:
Vantagens:
• quanto mais especialista for numa área, maior será a experiência, o que faz 
com que os problemas encontrados nela fiquem conhecidos e tratáveis;
• é necessária uma habilidade para gerenciar outros em cada área de atua-
ção e dentro do contexto da especialização;
• de forma geral, não há gerenciamento abaixo do nível de superintendên-
cia e isso simplifica a sucessão.
Desvantagens:
• a cadeia de comando é mal definida;
• a responsabilidade pela falta de qualidade do produto é difícil de ser atri-
buída;
• a comunicação é difícil e de reação lenta.
A organização funcional, apesar de muito usada nas empresas, possui uma 
fragilidade também: não consegue organizar e potencializar o fluxo operacional.
68 • capítulo 3
A figura 3.2 mostra uma estrutura hierárquica funcional.
Cons. de Coord.
e Planej.
Diretoria-Geral
Com. de Licitação Vice-Diretor
Cons. de Admin.
Coord. de
Comunic. Social
Serv. de Apoio
Administrativo
Coord. de
Comunic. Social
Serv. de apoio
Administrativo
Div. de Contr. e
Apoio técnico
Coord. Desenvolv.
Acadêmico
Coord. de Serv.
Técnicos
Coord. de Assist.
Médica
Coord. de
Enfermagem
Dep. de
Administração
Div. de Nutrição
Figura 3.2 – Estrutura hierárquica funcional (CRUZ, 2013)
Muitos métodos de análise de sistemas e de O&M (Organização e Métodos) 
são baseados na estabilidade da estrutura funcional, pois esta permanece váli-
da por um bom tempo. Isso não deve ser entendido como uma forma de “en-
gessar” a empresa, pelo contrário, a estrutura funcional permite que a empresa 
opere normalmente e os processos possam ser levantados de acordo com a fun-
ção mostrada na estrutura, retratando o principal negócio da empresa.
3.3.1 UML - Unified Modeling Language
É a padronização da linguagem de desenvolvimento orientado a objetos para 
visualização, especificação, construção e documentação de sistemas, muito 
voltada para modelar softwares. É composta por uma série de diagramas como 
os de caso de uso, figura 3.3.
capítulo 3 • 69
Administrador Emitir relação clientes
Atualizar clientes
Salvar
Incluir clientes
Excluir clientes
Pesquisar clientes
Manter clientes
<include>
<include>
<include>
<include>
<include>
<include>
Usuário
Figura 3.3 – Exemplo de Caso de Uso, diagrama da UML.
3.4 Mapa de Processos
O mapa de processo é outra forma gráfica de representar o fluxo de processo acom-
panhado de uma descrição detalhada das características do processo e do produto.
O mapa de processo é uma forma visual de representar o processo, compos-
to de uma série de atividades ou tarefas, por exemplo, entradas que são trans-
formadas em saídas.
Ele busca mostrar informações que estão relacionadas com cada atividade do 
processo, evidenciando, como já foi dito, os aspectos de entrada, processamento 
e saída, para que depois seja possível fazer a análise e propostas de otimização.
Podem existir várias informações em um mapa de processo, entre elas po-
demos citar:
• as operações e ações envolvidas;
• os agentes envolvidos;
• custos;
• tecnologias usadas;
• infraestrutura necessária;
• limitações interna/externa;
• sistema de controle;
70 • capítulo 3
• nível de competitividade;
• potencial do mercado;
• satisfação do cliente;
• eficácia ou efetividade.
A figura 3.4 mostra o esquema de um mapa do processo.
Informações dos
componentes
Informações do
processamento
Informações do
produto
Fornecedores Processos Clientes
Entrada
produto antes do
processamento
Variáveis de entrada
- recursos a serem
 transformados- recursos de
 transformação
Variáveis de saída
- bens
- serviços
- resultados esperados
- situações indesejadas
Saída
produto após o
processamento
Figura 3.4 – Esquema de um mapa de processo
Para a construção do mapa de processo, existem algumas etapas a serem 
seguidas:
• Definir o processo ou etapa que vai ser analisada.
• Definir a metodologia e os responsáveis pelo mapeamento.
• Identificar e detalhar as ações na entrada (as variáveis de entrada), no 
processamento (variáveis de processamento) e na saída do processo (va-
riáveis de saída).
• Identificar aspectos operacionais e administrativos a cada etapa.
capítulo 3 • 71
3.5 Ferramentas de modelagem de Processos
Para modelarmos um processo podemos usar algumas notações existentes e 
usuais como as descritas abaixo.
3.5.1 Fluxograma
Os fluxogramas constituem uma das técnicas mais antigas e mais utilizadas 
para representar a execução de tarefas.
Fluxograma é um diagrama, uma representação esquemática de um proces-
so. É feito através de gráficos que ilustram a transição de informações entre os 
elementos que o compõem. 
Podemos dizer, também, que trata-se da documentação dos passos neces-
sários para a execução de um processo. 
A figura 3.5 tem um exemplo de fluxograma, mas veremos mais sobre ele 
ainda neste capítulo. 
A lâmpada não
funciona
A lâmpada 
estava
plugada?
O bulbo
queimou?
Comprar nova
lâmpada
Trocar o
bulbo
Plugar a
lâmpada
Não
Não
Sim
Sim
Figura 3.5 – Exemplo de Fluxograma 
72 • capítulo 3
CONEXÃO
Para entender melhor o que é um fluxograma leia o artigo “Combinação entre as técnicas de 
fluxograma e mapa de processo no mapeamento de um processo produtivo”, disponível em 
<http://www.leansixsigma.com.br/ACERVO/ACERVO_12202512.PDF>
3.5.2 IDEF - Integration DEFinition language
Modelo para a modelação das atividades e do sistema de informação de supor-
te, desenvolvidas pela Força Aérea dos Estados Unidos, que se transformou em 
um padrão de referência internacional para o desenvolvimento de sistemas de 
tecnologia da informação. A ideia da ferramenta é mostrar o fluxo de informa-
ções dentro dos processos. 
A IDEF0 é uma notação para representação gráfica que mostra o processo 
e suas atividades componentes. Existem variações e especificações do modelo 
que vão até a IDEF5, atualmente. 
CONEXÃO
Aprenda mais sobre esta notação em: <www.idef.com>
A representação IDEF0 é a mais utilizada para a representação estática de 
processos.
Controls
Manufacturing
function
Inputs
Mechanisms
Outputs
Figura 3.6 – Exemplo de notação IDEF0
capítulo 3 • 73
3.5.3 BPMN - Business Process Modelling Notation
A BPMN (Notação para Modelagem de Processos de Negócios) define um dia-
grama de processo contendo elementos gráficos que representam atividades 
e o fluxo de controle, determinando a ordem de execução destas atividades. 
Está se transformando em um modelo-padrão para a definição de softwares/
sistemas integrados para atender ao conceito de BPM (Business Process Manage-
ment). Veremos um pouco mais sobre BPMN no capítulo BPM.
CONEXÃO
Para entender como funciona a notação IDEF0, leia o texto “Um estudo e a utilização de 
padrões para integração da tecnologia de processos em ambientes de gerência de projetos 
na web”, disponível em <http://www.fai-mg.br/portal/download/revista_cientifica_2009/
pub_dw_artigo_gerencia.pdf>
Hired
Create
Application
Created Submitted
Reviewed Interviewed Offered
Rejected
Rejected
Application
Rejected
Application
Submit
Application+
+
Prepare
Offer
Submit
Offer
Interview
Interview
Interview
Interview
Interview
Application
Review
Application
Schedule
Application
Collect
Feedback
Offer
Review
Offer
Accept
OfferReject
Offer
Fill out
Employment
Forms
Hire
Candidate
Co
mp
an
y
Int
er
vie
we
r
Re
cru
ite
r
Ca
nd
ida
te
Figura 3.7 – Exemplo de Notação BPMN.
Com a BPMN é possível modelar os processos de negócio, definindo e docu-
mentando modelos atuais (AS-IS*) em diagramas fáceis de entender, projetar 
e descrever modelos ideais (TO-BE**), estender detalhes técnicos, monitorar e 
medir o negócio com indicadores de desempenho baseados em atividades dos 
fluxos de processos já automatizados. 
74 • capítulo 3
AS-IS* diz respeito ao estado atual do processo modelo, ou seja, como o processo 
funciona de verdade. 
TO-BE** será a modelagem do novo processo, geralmente após passar por melhorias.
3.5.4 Rede de Petri
Uma rede de Petri ou rede de transição é uma das várias representações ma-
temáticas para sistemas distribuídos discretos, inventada em 1962 por Carl 
Adam Petri na sua tese de doutorado.
É possível usar uma rede de Petri como uma linguagem de modelagem, de-
finindo graficamente a estrutura de um sistema distribuído como um grafo di-
recionado com comentários. A rede possui nós de posição, nós de transição e 
arcos direcionados conectando posições com transições.
 
a
Q
s
c
I
B
Figura 3.8 – Exemplo de Rede de Petri.
Em determinados momentos na execução de uma rede de Petri, cada etado 
pode armazenar um ou mais tokens, que são elementos indicando onde está o 
fluxo do processo. 
capítulo 3 • 75
CONEXÃO
Um artigo bem interessante sobre o uso de Redes de Petri em modelagem de processos de negó-
cio: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-530X2004000100010>
3.5.5 EPC - Event-driven Process
Trata-se de uma cadeia de processos dirigida por eventos como o próprio nome 
diz. É um método usado para modelagem de processos com grande aceitação no 
mundo todo e, muitas vezes, associa-se à implantação de sistemas de ERP SAP/R3.
Nesse método, um processo é modelado segundo fluxo de eventos e funções.
O método é orientado a funções representando atividades, tarefas ou passos 
do processo que precisam ser executadas. Além disto, funções são possivelmente 
iniciadas ou habilitadas por eventos e, possivelmente, geram eventos. Funções 
também consomem recursos, exigem gerenciamento, tempo e atenção. 
Podemos dizer, neste método, que uma função representa:
• atividades tangíveis;
• decisões;
• processamento de Informações;
• eventos – situações ou estados do sistema, antes ou depois da execução 
de uma função. 
• conectores lógicos – permitem a unificação e separação de fluxos segun-
do os conceitos de E, OU ou OU-exclusivo.
• caminho – indica que um passo é descrito por meio de um diagrama 
completo EPC.
76 • capítulo 3
Supporting
System
Input
Event
Result Event
Function
Organisation
Unit
Output
Order
Confirmation
Customer
Support Center
Order
Request Form
Customer
Order
Received
Order
Confirmed
CRM
Check
Customer Order
Information
Figura 3.9 – Exemplo de EPC.
3.6 Fluxograma
Um macrofluxo de um processo apresenta as informações necessárias para 
entendimento do mesmo, no entanto, é comum representar processos usando 
macrofluxo quando são processos com poucas atividades, ou seja, processos 
mais simples. O macrofluxo não precisa mostrar pontos de decisão e realimen-
tação (feedback) e também não requer ferramentas ou símbolos especiais.
Manufatura de calçados
Recebimento do
pedido
Produção do
calçado
Acabamento e
armazenamento
Entrega do
calçado
• Projetar o calçado
• Detalhes
 especificações
• Programar a
 produção
• Organizar linha 
 de produção
• Preparar materiais
• Produz o calçado
• Organizar a linha
 de verniz e 
 acabamento
• Preparar
 embalagens
• Embalar
• Programar
 transporte
• Carregar caminhão
• Checar destino
Figura 3.10 – Exemplo de Macrofluxosimples.
capítulo 3 • 77
Para criar macrofluxos simples precisamos identificar o ponto de início e 
fim do processo, descrever as principais fases e escrever o processo.
NãoEstá em
Ordem?
Informa relatório
de inspeção
negativo
Inspecionar
material
Não
Sim
Sim
Início
Envia nota para
pagamento
Nota foi
paga?
Checar
pendências
Fim
Figura 3.11 – Detalhamento do macrofluxo.
No entanto, para melhor detalhar um processo, usamos o fluxo detalhado 
que pode ser representado também com diagramas em bloco. Usando uma or-
dem sequencial o fluxo detalhado mostra os passos de um processo através de 
uma ilustração do fluxo. São extremamente úteis e o detalhamento depende da 
quantidade de atividades e complexidade de um processo. 
 
NãoEstá em
Ordem?
Informa relatório
de inspeção
negativo
Inspecionar
material
Não
Sim
Sim
Início
Envia nota para
pagamento
Nota foi
paga?
Checar
pendências
Fim
Figura 3.12 – Fluxo detalhado do prcesso.
Dentre outras técnicas, o fluxograma é uma muito utilizada para fluxos de-
talhados. Trata-se de uma figura padronizada e textos articulados para mostrar 
a sequência lógica de execução dos passos de um processo ou suas atividades.
78 • capítulo 3
O fluxograma serve tanto para mapear processos existentes quanto para 
estruturar novos processos, permitindo uma visão sistêmica sobre um pro-
blema e isto facilita a compreensão dos processos pelas equipes, trazendo 
melhorias, sobretudo, na comunicação interpessoal dos envolvidos.
Os principais componentes de um fluxograma são os símbolos descritos na 
figura 3.13.
 
– início e fim de processos
– atividade
– decisão
– direção ou fluxo
– conexão de atividades
Figura 3.13 – Principais símbolos do fluxograma. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 164) 
No entanto, abaixo descrevemos alguns outros diversos que também são 
utilizados na modelagem de processos usando fluxogramas.
Conector de página: caso o fluxograma não caiba na 
página, usa-se um símbolo que indique uma continu-
ação. Dentro do símbolo coloca-se o número da pági-
na que dá continuidade ou referência para a localiza-
ção. Na outra página, em sentido contrário, coloca-se 
a referência ou o número da página anterior.
Operação ou Atividade: deve-se descrever de manei-
ra sucinta a atividade que ocorre neste ponto.
Subprocesso: indica que toda uma rotina é realizada 
neste ponto e que, por motivos de simplificação do 
fluxo, esta rotina foi desenhada em outra página ou 
está em outro arquivo.
capítulo 3 • 79
Conector de rotina ou de fluxo: permite simplificar a 
vinculação de sub-rotinas ou fluxogramas sem necessi-
dade de intersecção de linhas. Dentro do símbolo deve 
ser colocada uma letra ou número que permita a iden-
tificação de onde se encontra a continuação da rotina.
Emissão de Relatório: usado para mostrar a emissão 
de um relatório.
Tela de programa: usado para fases que precisam de 
tela do computador.
Início ou Término: Usado para indicar o início ou fim 
de uma rotina ou processo.
Observação: apenas se houverem considerações a 
serem feitas.
Decisão: usado quando existe mais de um caminho 
possível de fluxo de informações. Neste caso, faz-se 
uma pergunta dentro do símbolo e de forma resumi-
da. As respostas à pergunta feita devem ser sim ou 
não (de preferência) e para cada resposta um novo 
caminho é seguindo.
Área de arquivo físico: indicado para mostrar que num 
determinado momento são inseridas informações em 
um destino fixo. Neste caso, coloca-se o nome do lo-
cal de armazenamento.
Figura 3.14 – Outros componentes do fluxograma
80 • capítulo 3
3.6.1 Vantagens do fluxograma
Dentre as diversas vantagens no uso de fluxogramas para ferramenta de mo-
delagem de processos o fato de ser uma ferramenta gráfica é uma das princi-
pais, pois torna-se muito mais representativo e de fácil compreensão do que 
um “monte de palavras”. 
Além disto, o fluxograma permite que o processo seja visto globalmente e, 
dependendo do nível de detalhamento, o mais localmente possível. Com isso 
é possível verificar as interações entre os componentes do processo e buscar 
melhorias nas atividades envolvidas.
3.6.2 Modelando processos usando Fluxogramas
Para iniciar a preparação de um fluxograma de processo é sempre útil obter-
mos a rotina do processo. Você deve familiarizar-se o máximo que puder com 
o processo e coletar informações do funcionário, supervisor, pessoal de com-
pras, financeiro, contabilidade, RH, etc. Seria muito interessante que a pessoa 
com maior conhecimento do processo participe da elaboração do fluxograma.
Você precisará descobrir o que puder sobre as atividades e trabalhar com fa-
tos e dados, nunca com opiniões. Organize as informações em um ou mais fluxo-
gramas. Os fluxogramas também podem ser elaborados para qualquer sequên-
cia de eventos de natureza administrativa, como: percurso de uma fatura, fluxo 
de material, colocação de pessoal, venda ou assistência técnica de um produto.
Para criar um fluxograma detalhado, vamos a alguns pontos:
• descreva o objetivo, o escopo e o ponto de vista do processo o qual será 
modelado com o fluxograma, esclarecendo o que será feito e delimitan-
do a abrangência e a profundidade do seu trabalho;
• selecione as atividades críticas e inclua-as no fluxograma;
• insira decisões nos pontos de controle (pontos críticos);
• adicione atividades que possam ajudar a esclarecer a compreensão do 
fluxograma;
• evite detalhar demais, além da necessidade. Faça uma análise crítica do 
fluxograma como um todo e suprima as atividades desnecessárias que 
não agregam valor à compreensão;
• submeta seu fluxograma a uma pessoa que o conheça o processo e não 
tenha participado da elaboração. São análises fundamentais com suges-
tões que possam eliminar discrepâncias.
capítulo 3 • 81
Além disto, podemos dar algumas outras dicas:
• determine o conjunto de símbolos a ser usado; 
• identifique cada atividade relacionada ao processo na ordem em que ocorre.
• pergunte: “O que ocorre depois?”;
• selecione o símbolo correto para cada ação e use-o para gravar os passos 
do processo;
• use setas para indicar a direção do fluxo do processo;
• mantenha feedback, revise e edite antes da reprodução e distribuição.
O conceito básico para um Mapeamento e Modelagem de Processos é ima-
ginar como uma entrada na primeira etapa de um processo e segue fisicamente 
por todas as demais etapas até o final. Durante o percurso deve-se coletar infor-
mações sobre cada passo do processo.
ATENÇÃO
Procure por ferramentas como o Visio (da Microsoft) que oferece um período de avalia-
ção gratuito ou outras ferramentas como o Dia (Free - http://dia-installer.de/index_en.html). 
Além disto, existem ferramentas que permitem acesso online como: 
<http://creately.com> 
<http://www.lucidchart.com> 
<http://www.flowchart.com>
<http://www.gliffy.com>
Informações úteis incluem: tempos de trabalho e de espera, tipos das ati-
vidades (operação, revisão), “defeitos” observados e problemas de qualidade, 
volume processado, capacidade do processo, gargalos, etc.
“Percorrer” o processo proporciona um entendimento consistente e permi-
te que identifiquemos possibilidades de melhorias preliminares, permitindo o 
contato direto com as pessoas realmente envolvidas no processo.
Vamos a um exemplo de modelagem, usando fluxogramas:
“Seu objetivo será modelar o processo que define como deve ser feito um 
ovo frito.”
A figura 3.15 apresenta o fluxograma resultante desta modelagem. O flu-
xograma foi desenhando usando a ferramenta SmartDraw que está disponível 
em: <www.smartdraw.com/downloads>82 • capítulo 3
Além desta ferramenta, existem diversas outras que podem ser usadas na 
modelagem de processos.
Solicitação 1
1
Colocar a frigideira no fogo
Colocar uma colher de sopa
de margarina na frigideira
Observar o aquecimento
da gordura
Atingiu a
temperatura?
Selecionar um ovo na geladeira
Quebrar e inspecionar o ovo
Está
estragado? Descartar o ovo
Servir o ovo
Retirar excesso de gordura
Retirar a frigideira do fogo
Atingiu o ponto 
desejado?
Observar se o ovo está
frito como desejado
Adicionar tempero
Colocar o ovo na frigideira
NÃO NÃO
NÃO
SIM SIM
SIM
Figura 3.15 – Fluxograma para fritar um ovo. 
Fonte: adaptado de (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 165)
Objetivo: atender a solicitação do cliente.
Escopo: prever as tarefas elementares da cozinha.
Ponto de Vista: cozinheira iniciante.
capítulo 3 • 83
3.6.3 Fluxogramas funcionais
Uma forma especial de utilizarmos o fluxograma é através do mapeamento fun-
cional das atividades. Assim, podemos traçar um paralelo entre cada atividade 
do processo e cada área, ou áreas da empresa (de acordo com a hierarquia e o 
organograma) envolvida.
Na figura 3.16 nós temos um exemplo de fluxograma funcional desenhado 
com o Visio da Microsoft.
Processo compra de produto pelo cliente
Cl
ien
te
De
pt
o.
co
m
er
cia
l
De
pt
o.
fin
an
ce
iro
Es
to
qu
e
Lo
gís
tic
a
Dados do
cliente
Cadastrar cliente
Dados
financeiro
Pedido recebido
Fim
Faturar pedido
Registrar a baixa
no estoque
Enviar para o
cliente
Fazer pedido
Figura 3.16 – Fluxograma funcional para realizar pedido de compra do cliente.
3.7 Metodologia de modelagem de processo
Existem várias metodologias de modelagens de processo atualmente. Vários 
autores estudam esta área e ela é, de fato, um assunto muito abrangente. Nos 
dias atuais, a BPM (Business Process Management – gestão de processos de ne-
gócios) tem sido bastante difundida entre os autores e empresas. BPM trata de 
um conceito que liga a gestão de negócios com a tecnologia da informação, fo-
cando a otimização dos resultados das organizações por meio da melhoria dos 
processos de negócio.
84 • capítulo 3
Vamos estudar o BPM posteriormente. Nesse momento vamos focar uma me-
todologia mais geral e que tenha bastante significado e praticidade.
Quando tratamos de metodologia, temos de entender que o método é um 
assunto também bastante discutido entre os cientistas. Neste caso, qualquer 
documentação sobre processos de negócio poderá ser construída por meio de 
dois instrumentos igualmente importantes:
• a metodologia que será usada no mapeamento dos processos;
• a metodologia que será usada na pesquisa.
Ou seja, serão necessários duas metodologias para que um projeto de ma-
peamento, análise e modelagem de processos de negócio tenha êxito.
A metodologia é dividida em cinco etapas principais:
• planejamento do levantamento;
• execução do levantamento;
• análise e simplificação do processos;
• estabelecimento das medidas do processo;
• implantação e ajuste do padrão estabelecido.
3.8 Planejamento do levantamento
Nesta etapa, inicialmente é feito um estudo preliminar do processo. Este estu-
do serve para o analista conhecer basicamente o processo, suas entradas, pro-
cessamento e saídas principais a fim de poder obter um pouco mais de familia-
ridade com o assunto que será analisado.
Além disso, o analista, que desempenhará o papel de entrevistador, fará um 
checklist das perguntas que serão feitas para os envolvidos a fim de obter as in-
formações de que ele necessita sobre o processo.
A entrevista precisa ser cuidadosamente planejada, a fim de evitar que exis-
ta desperdício de tempo e de recursos. Detalhes como o local, conteúdo, forma 
da entrevista, ritmo, tipo das perguntas, roteiro da entrevista e outros devem 
ser pensados e planejados.
Nesta etapa, também é feita a escolha do método a ser usado no levanta-
mento. Entre os métodos temos:
• Exame das normas e legislações vigentes: muitos processos precisam 
obedecer a questões de regulamentação e jurídicas, as quais não devem 
ser deixadas de lado, pois podem conter informações valiosas para o es-
tabelecimento de processos
capítulo 3 • 85
• Uso de questionários: este método usa formulários pré-impressos ou até 
mesmo on-line que permitem uma considerável redução de tempo para 
levantamento das informações necessárias. Os questionários podem ser 
distribuídos e suas respostas serão posteriormente tabuladas.
• Os questionários possuem algumas vantagens, entre elas podemos citar:
• são menos dispendiosos;
• têm uma aplicação mais fácil;
• podem ser aplicados a um número maior de pessoas;
• apresentam maior uniformidade na mensuração;
• os respondentes podem ficar anônimos;
• possuem menor pressão sobre a resposta imediata.
• Entrevistas: é a técnica mais usada e a mais recomendável para levanta-
mento de informações que exigem maior reflexão, pois pode conduzir o 
entrevistado a dar uma informação sobre um determinado assunto de 
acordo com a discussão que é feita durante a entrevista.
• Observação direta: essa é uma técnica que precisa de um pouco mais de 
prática do analista. A observação pode ser feita de forma aberta ou secre-
ta; esta última é feita no sentido de não influenciar o trabalho ou proces-
so na sua operação.
3.9 Execução do levantamento
Nessa etapa, é escolhida alguma forma de documentação e diagramação dos 
processos conforme já mostramos.
Dependendo da formação do analista e até mesmo por questões de facilida-
de e praticidade, a técnica de fluxograma pode ser usada.
3.10 Análise e simplificação do processo
O objetivo dessa etapa é tentar simplificar os processos.
Com os fluxogramas ou desenhos obtidos na etapa anterior, muitas vezes é 
possível visualmente perceber que existem retrabalhos ou processos que pode-
riam ser encurtados (para isso o diagrama é importante).
A simplificação do processo consiste em encontrar a melhor maneira de re-
alizar um trabalho, considerando o conjunto de limitações envolvidas.
86 • capítulo 3
Nessa etapa, dois pontos devem ser observados:
• todas as operações vistas nos diagramas (fluxogramas no caso), agregam 
valor ao produto final?
• A sequência da operação é a melhor possível?
3.11 Estabelecimento das medidas do processo
As medidas do processo são feitas em relação ao produto do processo. O analista, 
nesta etapa, deve pontuar quais são as medidas que descrevem o desempenho do 
processo como um todo em relação à produção do resultado daquele processo.
Também são determinadas as medidas do trabalho as quais são intermedi-
árias e se relacionam ao produto dos diversos postos de trabalho.
Essas medidas são transformadas em indicadores e metas. O indicador é 
uma variável usada para expressar o resultado de uma medida. A meta identifi-
ca o nível de desempenho desejado.
3.12 Padronização do processo
A quinta etapa consiste em padronizar o processo.
Padronizar significa, neste contexto, registrar a melhor maneira de se exe-
cutar uma tarefa.
Os padrões devem ser estabelecidos com os seguintes elementos:
• simplicidade;
• exequibilidade, que é a capacidade de ser executado novamente;
• mensurabilidade, que é a capacidade de ser medido;
• consenso da equipe de desenvolvimento;
• fundamentação na prática;
• direcionamento para seus usuários;
• atualização em relação às melhores práticas identificadas.
Os padrões podem ser classificados da seguinte maneira:
• Gerenciais: focam o desempenho do processo. Nesses padrões, a respon-
sabilidade sobre os gerentes recai em:
• estabelecer o padrão;
• treinar quem vai executá-lo;• eliminar as causas de não conformidade que foram identificadas;
• estimular a melhoria contínua do padrão.
capítulo 3 • 87
• Operacionais: focam na conformidade com os procedimentos estabeleci-
dos. Nesses padrões a responsabilidade da equipe operacional reside em:
• oferecer sugestões das melhores práticas durante a elaboração do 
padrão
• atuar em conformidade com o padrão
• propor melhorias no padrão atual
• identificar não conformidades ao padrão
3.13 Implantação e ajustes
Nessa etapa, ocorre a implantação definitiva do padrão. Para a implantação ser 
feita com sucesso, todos os recursos (incluindo as aplicações de software e de-
mais informatizações) devem estar disponíveis e devidamente testadas na data 
estipulada pela equipe de planejamento.
O resultado e a forma de execução da equipe operacional devem ser observa-
dos, monitorados e avaliados para que alguns ajustes sejam feitos, se necessário.
Para que o processo implantado tenha sucesso, algumas variáveis devem 
ser consideradas durante a execução de cada uma das etapas previstas nos 
diagramas feitos durante o planejamento. Nesse momento, a equipe gerencial 
deve pontuar quais são as atividades necessárias para garantir a implementa-
ção efetiva e a execução contínua do processo mapeado pela equipe.
ATIVIDADE
1. Faça o fluxograma básico e depois o funcional para a seguinte empresa: “Uma empresa 
que vende pizzas apenas pelo sistema de delivery; os pedidos são feitos por telefone ou 
pela Internet. O cliente precisa ser cadastrado para fazer um pedido. O cadastramento 
é feito apenas por telefone, ligando na pizzaria.” Se faltar alguma informação que julgar 
pertinente você pode assumir uma premissa e desenvolver seu fluxograma.
2. Faça o fluxograma básico e o funcional para uma loja de móveis que recebe pedidos por 
encomenda para construção de móveis sob medida. Pesquise sobre este processo e veri-
fique, por exemplo, que será necessário a loja realizar um briefing do pedido com o cliente..
88 • capítulo 3
REFLEXÃO
Nesse capítulo observamos o quanto a visualização dos processos pode ser melhorada por 
meio de diagramas. O uso de softwares para criar os diagramas é altamente recomendável 
pois além dos desenhos é possível documentá-los. Será que as empresas usam estes dia-
gramas corretamente e os aplicam no dia a dia?
LEITURA
Artigo 1 – Modelagem de Processos: Um Caminho para o Sucesso da Organização
Disponível em: <http://www.devmedia.com.br/articles/viewcomp.asp?comp=4785>
Autor: Methanias Colaço Júnior
Este site possui uma discussão sobre a importância da modelagem de processos.
Artigo 2: Mapeando Processos De Negógio
Disponível em: <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/mapeando-pro-
cessos-de-negocio/23853/>
Autor: José Luiz Siesler Junior
Livro: O Processo Nosso de Cada Dia
Autores: Mauriti Maranhao e Maria Elisa Bastos Macieira
Editora: Qualitymark.
Resenha: Um dos objetivos deste livro é provocar os leitores para analisar como maximizar 
a competência organizacional para obter vantagem competitiva nos negócios, mediante a 
proposição de uma metodologia para a identificação, o mapeamento, a análise, a modelagem, 
a implementação e a documentação dos processos organizacionais, com boas chances de 
pôr em marcha ciclos de melhorias contínuas. Mas o foco principal está na provisão de con-
ceitos, de métodos e dos relatos de experiências bem-sucedidas de melhoria de processos 
em organizações, mostrando como e por que isso pode beneficiá-las. Funcionar bem pode 
ser interpretado como o resultado eficiente e eficaz de todas as pessoas, dos grupos e, por 
consequência, das atividades que cada uma dessas organizações realiza.
capítulo 3 • 89
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CRUZ, T. Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas, 2013
MARANHÃO, M. e MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de proces-
sos de trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO
No próximo capítulo, vamos estudar alguns assuntos relacionados com a implantação do geren-
ciamento do processo e também com a avaliação de desempenho dos processos, partes inte-
grantes do BPM.
Implantação e 
Avaliação de 
Desempenho
4
92 • capítulo 4
4 Implantação e Avaliação de Desempenho
Dentre as atividades da gestão por processos em uma organização, a escolha da 
implantação é muito importante. Lembre-se que, em etapas anteriores, foi fei-
to um planejamento do que seria feito, de quais processos seriam analisados, 
ou seja, antes de pôr a mão na massa foi feito um projeto. Implantar o projeto 
não é uma tarefa fácil, é necessário disciplina para isso.
Depois dessa implantação, é importante estabelecer mecanismos de medição, 
algo que gere números e formas de avaliar como os processos estão sendo exe-
cutados após sua implantação.
Para isso, neste capítulo vamos estudar um pouco mais o BPM (Business Process 
Management) e aplicá-lo às técnicas tradicionais da gestão por processos.
Bons estudos!
OBJETIVOS
Neste capítulo, vamos estudar os seguintes tópicos:
• escolha do processo;
• definição da estratégia;
• mapeamento das funções do processo;
• melhoria contínua do processo;
• avaliação de desempenho;
• indicadores.
REFLEXÃO
O que você conhece sobre ferramentas para análise e melhoria? Conhece algum ciclo de me-
lhoria? Programa de melhoria contínua? 
Veremos que existem ferramentas que você já utiliza no dia a dia, mas que são aplicadas a 
análise de processos. Vamos fundamentá-las e exemplifica-las.
capítulo 4 • 93
4.1 Implantação do gerenciamento do processo
A implantação da gestão por processos segue a lógica mostrada na figura 4.1.
Mapeamento
dos processos
Modelagem
Divulgação da
modelagem
Implantação
Gestão por
processos
Figura 4.1 – Implantação da gestão por processos – CÂNDIDO, SILVA e ZUHLKE, 2008
Como podemos perceber, alguns destes passos já foram estudados. Tam-
bém é possível perceber que existe uma sequência natural e lógica entre as eta-
pas. De acordo com a figura 4.1, cada etapa recebe informações da etapa ante-
rior para ser executada corretamente.
Na primeira e segunda fase, deve-se escolher o(s) processo(s) mais significa-
tivos para a operação da organização ou aqueles que devem ser modificados de 
acordo com alguma prioridade.
Em um projeto de implantação de processos, a escolha do processo a ser 
analisado pode ser um pouco complicada, principalmente se esta empresa pos-
suir uma grande quantidade de processos.
Se a empresa escolher o processo errado, ela poderá perder dinheiro, tempo 
e não ter a sua mudança de modelo de gestão implantada com sucesso. 
Segundo Cândido, Silva e Zuhlke (2008), a organização deve então colocar 
maior prioridade nos processos que mostram o maior número de problemas a 
serem corrigidos, pois estes podem ser responsáveis por grande parte da inade-
quação de seu processo produtivo como um todo.
Vamos estudar algumas ferramentas que ajudam na determinação de qual pro-
cesso pode ser analisado a fim de buscar a implantação de melhorias: diagrama de 
Pareto, Ishikawa (ou diagrama espinha de peixe), lista de verificação e histograma.
O uso da gestão por processos representa, em muitas organizações, uma 
mudança cultural muito grande e, para fazer uma adaptação mais tranquila 
para as mudanças, é necessário estabelecer um programa de treinamento e 
capacitação bem definido, além de um treinamento comportamental muito 
forte, com total apoio da direção da organização.
Nas normas da ISO 10015:2001 – Gestão da Qualidade – Diretrizes para 
treinamento, podem ser encontradas algumas sugestões de treinamentos téc-
nicos/comportamentais para auxíliar a implantação da gestãopor processos. 
94 • capítulo 4
Abaixo seguem alguns exemplos:
• Treinamento técnico:
• gerência de processo
• definições de processos; 
• mapeamento de processos; 
• análise de processos – medição e avaliação; 
• prioridades; 
• desenvolvimento, teste e implantação de melhoria de processos. 
• Quality function deployment – QFD – Desdobramento da função qualidade:
• conceituação da voz do cliente; 
• a casa da qualidade;
• estudos de caso.
• Benchmarking
• histórico e conceituação do benchmarking; 
• gerência de processos e benchmarking – processo de condução de 
benchmarking;
• estudos de caso.
• Treinamentos comportamentais
• o papel do gerente e sua importância para o sucesso das organizações;
• o ambiente de mudanças; 
• o processo de mudanças; 
• a visão e o ambiente de trabalho em mudanças; 
• o processo da comunicação humana. 
• Análise de problemas e tomada de decisão
• identificação de problema;
• análise da causa raiz; 
• identificação de soluções; 
• priorização de soluções;
• tomada de decisões.
• Gerência do trabalho em equipe
• pressupostos do trabalho em equipe; 
• conceito: formação do “eu” e do “nós”, quanto ao trabalho de equipe;
• facilitadores do trabalho em equipe; 
• como e por que intervir no trabalho de uma equipe.
capítulo 4 • 95
Uma vez que a equipe tenha sido capacitada e esteja a par de suas funções 
dentro da gestão por processos, é necessário estabelecer uma forma de contro-
lar os processos por meio de indicadores. O estabelecimento de um conjunto 
de indicadores é fundamental para que os processos possam gerar informa-
ções gerenciais para os gestores poderem fazer as avaliações corretamente e 
tomar decisões de maneira mais precisa.
Para tanto, reuniões de controle e o uso de dashboards, ou painel de con-
trole, são utilizados para medir o desempenho. Esta prática também está as-
sociada à questão da melhoria contínua do processo.
A figura 4.2 mostra alguns exemplos de dashboards (painel de controle) com 
alguns indicadores de desempenho.
Figura 4.2 – Um exemplo de dashboard
4.2 BPD – Business Process Diagram
Durante a fase inicial de descoberta de processos na empresa são obtidas in-
formações sobre o funcionamento dos processos no estado atual da empresa 
(cenário em que a análise começa). Isto mostra “como é” que os processos fun-
cionam, também chamado de modelo AS-IS.
96 • capítulo 4
Processo AS-IS
Situação atual
Tarefa 1 Tarefa 2
Tempo total de 4 horas
Figura 4.3 – processo AS-IS
Todas as informações levantadas para desenho do processo AS-IS servirão 
como entrada na etapa de análise do processo. A partir destas informações e de 
outras técnicas será feito o desenho do novo processo que mostrará “como o 
processo deverá” funcionar, também chamado de modelo TO-BE do processo.
Processo TO BE
Situação futura
Tarefa 1
Tarefa 2
Tempo total de 2 horas
+ +
Figura 4.4 – processo TO-BE
4.3 BPMN – Business Process Modeling Notation
Como vimos, o BPM não é uma ferramenta de desenho, mas o BPMN o é! Trata-
se de uma notação visual para representarmos fluxos de processos. O interes-
sante do BPMN é que a representação pode ser mapeada para alguma outra lin-
guagem que representa um formato de execução (ver BPEL). Assim, fica melhor 
a implementação de processos.
O objetivo principal do BPMN é fornecer uma notação que facilite o en-
tendimento pelos envolvidos no processo de negócio, desde os analistas do 
processo, até desenvolvedores de softwares que implementarão os processos.
capítulo 4 • 97
O BPMN foi criado pelo Business Process Management Initiative (BPMI1) e a 
versão 1.0 foi disponibilizada em 2004.
Vamos ver agora os elementos constituintes da notação BPMN e suas fun-
cionalidades. Um Diagrama de Processos de Negocio (Business Process Diagram) 
é constituído de um conjunto de elementos gráficos que são usados para des-
crever o fluxo de processos. Muito parecido com os fluxogramas que já vimos, 
oferecem maior poder de descrição e se assemelham a diagramas usados para 
modelagem de software.
Os principais componentes estão a seguir:
TIPO DESCRIÇÃO OBJETO
EVENTO
É representado por um círculo e serve para 
identificar um evento que acontece durante 
um processo de negócio. O Evento afeta 
o fluxo do processo e normalmente tem 
causa ou impacto. Existem 3 categorias 
principais de eventos: Início, Intermediário, e 
fim. Além disto, cada categoria pode ter res-
trições especiais como eventos de tempo, 
de mensagem, ou de entrada de dados. Os 
eventos de início, intermediário e fim estão 
nesta ordem ao lado.
 
ATIVIDADE
É um retângulo com cantos arredonda-
dos. Dentro do retângulo é descrita a sua 
função.
 
SUB-
PROCESSO
Trata-se da mesma notação de atividade 
com um “+” dentro. Designa um conjunto 
de atividades no processo.
Quadro 4.1 – Componentes do BPMN (parte 1).
1 Conexão: Informações em <www.bpmi.org>
98 • capítulo 4
Existem também os componentes de conexão, como mostra a figura a seguir.
GATEWAY
Representado por um losango, é 
usado para controlar divergências 
e convergências do Fluxo do Pro-
cesso. É compreendido pelas deci-
sões, além de bifurcações, junções, 
etc. Também possui variações 
como opções de paralelização e 
inclusão de fluxos.
FLUXO DE 
SEQUÊNCIA
Usado para mostrar a sequência 
das atividades em um processo.
 
FLUXO DE 
MENSAGEM
Mostra o fluxo de mensagens entre 
dois participantes de um processo.
ASSOCIAÇÃO
Mostra entradas e saídas das ati-
vidades.
Quadro 4.2 – Componentes do BPMN (parte 2)
capítulo 4 • 99
E os componentes que servem para organização do fluxo e discriminação.
“POOL”
Representa uma área partici-
pante em um processo.
Pr
oc
es
s 1
 
“LANE”
Usado para subdividir Pools, 
pode representar papéis den-
tro dos Pools.
Pr
oc
es
s 1
La
ne
 1
La
ne
 3
La
ne
 2
Quadro 4.3 – Componentes do BPMN (parte 3).
100 • capítulo 4
Por fim, temos os componentes que descrevem artefatos:
ANOTAÇÃO Documentação do processo.
 
GRUPO
Não afeta o fluxo do processo, usado 
para documentação.
 
DADOS
Conectado às atividades através de 
associações, são usados para mostrar 
necessidades de dados ou produção 
dos mesmos. 
Quadro 4.4 – Componentes do BPMN (parte 4).
O BPMN assemelha-se aos diagramas de atividade da UML (que asseme-
lham-se aos fluxogramas). O BPMN é formado por um ou mais BPD (business 
process diagram), isto é, o “desenho” de uma parte ou visão de um processo, que 
normalmente pode ser mapeado para um formato de execução, como o BPEL.
Um exemplo do uso de BPMN é a figura seguinte que modela um proces-
so de pagamento. Perceba que, conceitualmente, é semelhante ao fluxograma, 
que já vimos neste livro.
capítulo 4 • 101
Cartão débito
Cartão crédito Assinar fatura
Pegar recibo
Digitar senha
Escolhe forma
de pagamento
Pr
oc
es
so
 – 
Pa
ga
m
en
to
Figura 4.5 – Exemplo de BPMN para um processo de pagamento. 
Fonte: adaptado de (REIS, 2008, p.7). 
Vamos analisar com mais detalhes cada elemento da notação.
• Tarefa: uma atividade atômica (indivisível) que está incluída dentro de 
um processo. Uma tarefa é usada quando o trabalho no processo não é 
mais decomposto. Normalmente, quem executa a tarefa é um aplicativo 
ou um usuário final.
Serviço tarefa
Receber tarefa
Envio tarefa
Usuário tarefa
Script tarefa
Manual tarefa
Referência tarefa
 – Tarefa de Usuário: uma atividade de fluxo de trabalho realizada 
por um ser humano com o auxílio de algum software sendo pro-
gramada por um gerenciador de lista de tarefas.– Tarefa de Serviço: uma tarefa que fornece algum tipo de serviço, 
por exemplo um Serviço Web ou um aplicativo automatizado.
102 • capítulo 4
 – Tarefa de Recepção: uma tarefa simples que é elaborada para espe-
rar que uma mensagem chegue de algum participante externo. A 
tarefa estará completa quando a mensagem for recebida.
 – Tarefa de Envio: uma tarefa feita para enviar uma mensagem 
a um participante externo. A tarefa estará completa quando a 
mensagem for enviada.
 – Tarefa de Script: uma tarefa executada por um mecanismo no pro-
cesso de negócio. A pessoa que implementar o script o fará usan-
do alguma linguagem que o mecanismo de execução do processo 
possa executar quando a mesma for chamada.
 – Tarefa Manual: esta tarefa deverá ser executada sem o auxílio de 
qualquer mecanismo no processo ou qualquer aplicativo. Por 
exemplo, um técnico que vai a sua casa consertar seu computador.
 – Tarefa de Referência: é usada para referenciar outra atividade já 
definida.
Subprocesso incorporado
Subprocesso reutilizável
Subprocesso de referência
 – Subprocesso Incorporado: é uma atividade que contém outras 
atividades (um processo).
 – Subprocesso Reutilizável: é uma atividade dentro de um proces-
so que chama outro processo existente no BPD.
 – Subprocesso de Referência: similar à tarefa, mas neste caso esta-
mos referenciando outro subprocesso.
• Evento de Início: indica onde um processo em particular começará. O 
evento de início não terá fluxo de sequência de entrada, pois ele é quem 
começa o processo. A figura vazia indica que a causa do evento é conhe-
cida no processo, não há gatilho.
capítulo 4 • 103
Mensagem
Timer
Condicional
Sinal
Múltiplo
 – Evento de Início de Mensagem: o início do processo será através 
do recebimento de uma mensagem por algum participante.
 – Evento de Início de Timer: uma data ou período determinado 
acionará o início do fluxo do processo.
 – Evento de Início Condicional: este evento será acionado quando 
uma condição for satisfeita, por exemplo, caso o termostato do 
ar condicionado atinja 30º então resfrie até chegar em 29º.
 – Evento de Início Sinal: um sinal vindo de outro processo aciona-
rá o início do processo em questão. Sinal e mensagem não são 
sinônimos.
 – Evento de Início Múltiplo: serão vários caminhos para iniciar o 
processo. Só um deles será requerido para começar o processo.
• Evento Intermediário: este evento indica que algo ocorreu no processo, 
mas foi entre seu início e seu final. Isto pode afetar o fluxo do processo, 
mas não causará a finalização ou início do mesmo.
Mensagem
Timer
Compensação
Condicional
Link
Sinal
Múltiplo
 – Evento Intermediário de Mensagem: faz com que o processo 
aguarde por uma mensagem ou altera o fluxo para tratar exce-
ções. A mensagem chegará de um participante, lançando este 
evento. Também pode ser usado para enviar mensagens.
104 • capítulo 4
 – Evento Intermediário de Timer: respeita uma condição tempo-
ral. Pode ser usado para tratar exceções ou como retardo no pro-
cesso principal.
 – Evento Intermediário de Compensação: é usado tanto para ati-
var quanto para executar uma compensação.
 – Evento Intermediário Condicional: é acionado quando uma con-
dição é satisfeita.
 – Evento Intermediário Link: é um mecanismo para conectar duas 
seções de um processo. Estes eventos podem ser usados para 
criação de ciclos ou para podermos dividir o fluxo do processo 
em mais de um diagrama.
 – Evento Intermediário Sinal: é usado para enviar e receber sinais. 
 – Evento Intermediário Múltiplo: significa que há muitos aciona-
dores designados ao evento. Ele pode capturar acionadores ou 
lança-los. Se usado em anexo a uma delimitação de atividade, 
então só pode capturar o acionador.
É importante ressaltar que nos eventos intermediários, todos aqueles que 
podem se comportar capturando ou emitindo eventos serão desenhados de 
maneira diferente. A captura implica em “pintar” o evento e na emissão ele 
aparece apenas contornado (vale para os eventos com duplo comportamento).
• Evento de Fim: indica onde um processo encerrará. Não terá fluxos 
de saída.
Mensagem
Erro
Cancelar
Compensação
Sinal
Término
Múltiplo
capítulo 4 • 105
 – Evento de Fim de Mensagem: indica que uma mensagem será 
enviada a alguém no final de um processo.
 – Evento de Fim Erro: indica um erro ocorrido. O mais comum é 
terminar o processo em execução.
 – Evento de Fim Cancelar: é usado dentro de um subprocesso, in-
dicando que uma transação deve ser cancelada e acionará um 
evento intermediário de cancelamento. Deve também enviar 
mensagens de cancelamento (como protocolo) às entidades en-
volvidas.
 – Evento de Fim Compensação: indica que será necessária uma 
compensação.
 – Evento de Fim Sinal: indica que um sinal será emitido quando o 
processo chegar ao fim. Útil para enviar entre Pools.
 – Evento de Fim Término: indica que todas as atividades do pro-
cesso devem terminar imediatamente.
 – Evento de Fim Múltiplo: indica múltiplas consequências no tér-
mino do processo.
• Gateways: representam, como vimos, pontos de decisão.
 – Gateway Exclusivo baseado em Dados: representa o tipo mais co-
mum de gateway. É baseado na expressão booleana contida no atri-
buto de expressão da condição do fluxo de sequência do gateway. 
Usa valores de dados do processo para decidir o caminho do fluxo.
Gateway exclusivo baseado em dados
Gateway exclusivo baseado em evento
Gateway inclusivo
Gateway complexo
Gateway paralelo
 – Gateway Exclusivo baseado em Evento: representa uma ramifica-
ção no processo de acordo com eventos ocorridos no ponto onde 
106 • capítulo 4
gateway está. Um evento como recebimento de mensagem pode 
ser usado para isto.
 – Gateway Inclusivo: neste caso a expressão resulta em mais de 
uma possibilidade de caminho.
 – Gateway Complexo: usado para situações não facilmente trata-
das pelos outros gateways ou para combinar um conjunto de ga-
teways.
 – Gateway Paralelo: fornecem mecanismos para sincronização do 
fluxo e criação de um novo paralelo. 
Agora que detalhamos mais os componentes do BPMN vamos a alguns 
exemplos.
No caso a seguir, vemos que o cliente gera uma ordem de compra que é fina-
lizada com uma mensagem. A mensagem de fim serve como evento para acionar 
ao Processo de Atendimento do Pedido. Veja que o fluxo trocado entre os eventos 
é um fluxo de mensagem, não é o fluxo sequencial (usado entre as atividades).
Verifica
pedido
Verifica o
crédito
Gera uma
ordem de
compra
Processa
pedido
Entrega
pedido
Pr
oc
es
so
 at
en
dim
en
to
pe
did
o
Cl
ien
te
Fluxo de mensagem
Também é possível usar “piscinas vazias” para representar processos caixa-
-preta, ou seja, processos que você não conhece os detalhes de execução, ape-
nas entradas e saídas.
capítulo 4 • 107
Verifica
pedido
Verifica o
crédito
Processa
pedido
Entrega
pedido
Pr
oc
es
so
 at
en
dim
en
to
pe
did
o
Cl
ien
te
Mensagem Mensagem
4.4 BPMS
Uma solução BPMS é uma ferramenta que permite tanto a geração quanto o 
controle de processos de negócio da empresa (REIS, 2008a).
CONEXÃO
Aprenda mais sobre Netbeans e BPEL em: http://soa.netbeans.org/soa/ 
Alguns exemplos de ferramentas que suportam estes modelos são:
• JBOSS jPBM – open-source (jboss.com/products/jbpm).
• IBM WebSphere Business Modeler – Profissional para o uso de BPM (www-
01.ibm.com/software/integration/wbimodeler).
• BONITA (http://www.bonitasoft.com/). 
• BizAgi BPM Suite (http://www.bizagi.com).
Além disto, podemos realizar a execução dos modelos BPM usando o BPELe uma ferramenta para simulação ou desenvolvimento.
Muitos modelos BPEL podem ser exportados como modelos UML para a TI 
ou usandos em orquestradores de processo como a implementação BPEL4WS 
para o NetBeans.
108 • capítulo 4
CONEXÃO
Estes são blogs de pessoas da área de negócios e TI, muito explicativos e interessantes, com 
diversos assuntos relacionados ao tema:
• <http://blog.mhavila.com.br/2007/02/16/bpm-para-leigos> 
• <http://blog.cryo.com.br/2009/01/19/os-beneficios-do-bpm/> 
• <http://mundobpm.blogspot.com/2009_02_01_archive.html>
Basicamente, a vida ao nosso redor e, inclusive, dentro de nós, pode ser defi-
nida como uma sequência de solução de problemas. Em algum momento have-
rá uma falha em algum deles e morreremos (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Problemas simples, em geral, são resolvidos de maneira simples. Já proble-
mas mais complexos, muitas vezes, exigem mais de uma pessoa para a solução.
Antigamente (podemos dizer antigamente, pois isto está sendo mudado), 
os problemas complexos eram, quase sempre, atribuídos aos gerentes. Pessoas 
que não possuíam cargos gerenciais eram os “braços” (mão de obra) e não eram 
considerados seres inteligentes. Já os “cabeça de obra”, eram a força cognitiva. 
Não apenas a gestão por processos, mas as melhorias proporcionadas pela tec-
nologia da informação estão mudando este “antigo” paradigma.
Um ambiente organizacional estruturado para a resolução de problemas 
(de maneira racional) é composto por três tipos de recursos (MARANHÃO e MA-
CIEIRA, 2004):
• Recursos Humanos: treinados, interessados, compromissados em aju-
dar a empresa (humanware);
• Metodologias de trabalho (software);
• Infraestrutura, instalações, ferramentas, equipamentos adequados (har-
dware).
A metodologia é uma sequência de passos ou ações planejadas, racionais 
e lógicas, usadas em busca da solução de um problema. No caso da nossa cul-
tura, é comum a adoção de metodologias “bate-pronto” ou “vapt-vupt” onde 
o intuito é resolver tudo com o nosso famoso “jeitinho”. É necessário treinar 
o uso de metodologias e superar restrições culturais como a nossa, visando a 
melhoria na solução de problemas (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Existem diversas metodologias para estudo e aplicação na melhoria de pro-
cessos. Nós apresentaremos algumas e nos aprofundaremos no estudo de uma 
em particular no capítulo seguinte.
capítulo 4 • 109
4.5 Brainstorming
Brainstorming pode ser traduzido como “tempestade cerebral”. Trata-se de 
uma ferramenta associada à criatividade em grupo e por isso é usada na fase de 
planejamento. Foi inventado por Alex F. Osborn em 1939, quando ele presidia 
uma importante agência de propaganda.
O brainstorming é usado para que um grupo de pessoas crie o maior número 
de ideias possíveis sobre um tema selecionado. Podemos usar o BRAINSTOR-
MING para identificação de problemas e análise de causa e efeito. (MARANHÃO 
e MACIEIRA, 2004).
Diversas são as técnicas que derivam do Brainstorming, mas podemos rela-
cionar algumas delas:
• Aberto: trata-se da reunião de um grupo liderado por um dos participantes 
que atua como facilitador, conectando as pessoas do grupo e tendo a tare-
fa de organizar as ideias, estruturá-las e, possivelmente, documentá-las.
• Brainwriting ou brainstorming escrito: consiste na reunião de pessoas e 
na escrita das ideias em folhas de papel, não havendo comentários orais. 
Um tipo aplicado de brainwriting é o 6-3-5. Neste caso, acontece o seguinte:
 ▪ 6 – um grupo de seis pessoas
 ▪ 3 – cada participante coloca três ideias na sua folha e passa 
um traço na última
 ▪ 5 – as folhas são passadas em rodízio, sempre no mesmo 
sentido, por cinco vezes e no mesmo instante em cada rodí-
zio, até a folha original retornar aos donos.
 ▪ Em cada rodízio os participantes leem as ideias escritas nas 
folhas que recebe e tenta encontrar mais alternativas para 
solução do problema proposto.
 ▪ Após o término dos rodízios, o líder do grupo organiza e fil-
tra as ideias.
• Estruturado: neste caso, todos os integrantes dão uma ideia quando che-
ga a sua vez na rodada ou, passam a vez, caso não queiram falar nada. 
Isto evita confusões, ou confronto direto das ideias. Quando ninguém 
mais tem algo a manifestar, o brainstorming termina.
• Não estruturado: aqui, qualquer pessoa pode lançar suas ideias em qual-
quer momento. O ambiente tende a ficar menos tenso, mas, os mais fa-
110 • capítulo 4
lantes podem dominar a situação. É mais fácil agir com as ideias de ou-
tros participantes, já que não há uma ordem de discussão estabelecida. 
Quando todos concordam em parar, chega-se ao fim desta modalidade.
4.6 Causa e efeito
Kaoru Ishikawa, na década de 1940, desenvolveu uma ferramenta para contro-
le de qualidade que apresenta-se muito eficiente na identificação das causas e 
efeitos relacionados com a maioria dos problemas encontrados numa empresa.
Quando lidamos com processos, costumamos definir o produto como o re-
sultado de um processo. O processo é a causa, enquanto o produto é a consequ-
ência, o efeito.
Ao separarmos as causas e efeitos poderemos alcançar um arranjo interes-
sante para a análise que pretendemos realizar. Assim, o ambiente de análise 
estará divido entre estas duas regiões.
Região das causas Região dos efeitos
Quais as causas originais,
os motivadores (drivers),
insumos, restrições e
controles reguladores de
transformação.
O resultado, produto da
transformação obtida pelo
conjunto das causas
originais em atuação.
Figura 4.6 – Região das Causas e Região dos Efeitos. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Este arranjo idealizado por Ishikawa estabelece os princípios da ferramenta 
“diagrama de causa e efeito”.
Trata-se de um conceito muito interessante e muito próximo em relação aos 
problemas de análise e melhoria contínua. Por este arranjo, tudo o que ocorre 
na empresa (efeito) possui uma explicação causal. Ao alterar as causas, pode-
mos alterar os efeitos, para melhor ou para pior.
capítulo 4 • 111
O diagrama causa-efeito também é, por vezes, chamado de diagrama espi-
nha de peixe. Como vocês verão no exemplo da figura 4.7, a imagem explica o 
motivo deste “apelido”.
O próprio Kaoru Ishikawa propôs algumas variações simples deste diagra-
ma, mas com aplicações específicas em determinados casos. Veremos um pou-
co de cada uma delas.
4.6.1 Diagrama de causa e efeito convencional
Para construção deste diagrama, imagine uma situação real de um problema: 
um restaurante onde os clientes reclamam do garçom. Antes de o gerente to-
mar qualquer atitude infundada é importante observar que há uma análise a 
ser feita. Por isto, neste exemplo, os garçons podem ser rudes, pois sempre es-
tão com muita pressa e precisam atender muitas mesas. Ao invés de simples-
mente advertir o garçom, o gerente deverá então analisar os problemas relati-
vos ao mau atendimento nas mesas.
Espera
Rude
Confusa
Apressado Muitas
mesas Garçon inexperiente
Mau atendimento
nas mesas
Treinamento
inadequado
Longa espera para
fechamento de conta
Computador
fora do ar
Espera desconfortável por mesa
Assentos na
área de espera
Comida servida fria
Garçons incertos sobre
quando a comida esta pronta
Sistema de notificação
do garçon inadequado
Programa
de limpeza
inadequado
Tapetes sujos
Treinamento
da faxineira
inadequado
Sala de jantar fria
Janelas abertas
Comida
Efeito
Ambiente
Atitude do
garçon
Figura 4.7 – Diagrama de causa-efeito para reclamações dos clientes de um restaurante .
Observe que as causas do exemplo foram organizadas em subsistemas ló-
gicos (módulos) específicos para cada atividade do restaurante. Cada módulo 
possui as suas causas,como mostra a figura. O nível de detalhe depende da 
abrangência do problema.
112 • capítulo 4
4.6.2 Diagrama de causa e efeito 4M
Neste diagrama, que é muito semelhante ao anterior, consideramos que as cau-
sas dos efeitos podem ter quatro possíveis origens: mão de obra (man), método 
e sistemas (method & systems), máquina (machine) e material (material).
Causas Efeito
Mão de obra
Manuseio
incorreto
Máquina
Equipamentos
contaminados
Garrafa
Água Tampa
Material
contaminado
Material
Processo
contaminador
Método
Água
engarrafada
contaminada
Figura 4.8 – Diagrama de causa e efeito 4M. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 168)
4.6.3 Diagrama de causa e efeito sequencial
Usado para processos sequenciais. Nesse caso, deve-se seguir os passos para a 
criação convencional do diagrama de causa e efeito, mas com as ações aconte-
cendo em sequência. 
Gestação Infância Vida adulta Morte
Concepção Nascimento Adolescência Velhice
1
2
3
4
5
6
7
8 Ciclo de 
vida
Figura 4.9 – Diagrama de causa e efeito sequencial 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 169)
capítulo 4 • 113
4.7 5W-2H
A ferramenta 5W-2H teve origem nos princípios formulados com o escritor 
inglês Rudyard Kippling no seu livro “Elephant´s Child (1902)”. Os princípios 
nortearam a primeira versão da ferramenta denominada 5W-1H. Com a popu-
larização do 5W-1H foi incluído um requisito sobre custo, tornando-se a 5W-
2H. (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004). Mas, o que significa esta sigla?
INICIAL DA PALAVRA
FINALIDADE
INGLÊS PORTUGUÊS
What O que Definir a ação a ser realizada.
Who Quem Especificar o responsável pela ação.
Where Onde
Definir o local onde será executada a ação 
ou a abrangência desta.
When Quando Especificar o prazo para executar a ação.
Why Por que Explicar a razão da necessidade desta ação.
How Como
Explicar de qual forma ou método será re-
alizada a ação.
How Much Quanto custa
Definir os custos prováveis ou orçamento 
necessário para a ação.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p.160)
A ferramenta 5W-2H é amplamente usada em várias atividades como um che-
ck-list para verificar a completude das ações (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
114 • capítulo 4
4.8 GUT
Para priorizar as ações numa determinada atividade, independente da nature-
za desta, podemos usar uma ferramenta chamada GUT.
Esta ferramenta irá nos ajudar a responder o que é necessário fazer para 
começar e por onde começar.
Saber priorizar é muito importante, pois as ações consomem recursos de 
um jeito ou de outro, mas os recursos são escassos.
Quando tivermos dados quantificáveis é interessante utilizar o Método de Pa-
reto. No entanto, como nem sempre é possível quantificar os dados, podemos 
usar o Método GUT como boa alternativa. (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
GUT é uma abreviatura e define:
• Gravidade – trata-se da intensidade ou custo dos danos que o problema 
pode causar se não tomarmos uma ação para resolvê-lo;
• Urgência - é o tempo ou prazo em que deve-se agir para evitar os danos ou 
resultados indesejáveis caso o problema não seja sanado;
• Tendência – é o desenvolvimento que o problema sofrerá na ausência de 
ação, ou seja, o que ocorrerá se o problema não for resolvido durante um 
determinado tempo. Tendências comuns são estabilidade, agravamen-
to, atenuação, etc.
A ideia deste método é atribuir valores numéricos ou pesos de 1 a 5 para as 
variáveis G, U e T, aplicadas nas ações descritas e verificar o produto das vari-
áveis para cada ação, obtendo um valor quantitativo para esta ação. O maior 
valor será o da ação com maior prioridade.
Trata-se de um método para utilização em grupo e os pesos devem ser atri-
buídos com consenso para não se tornar tendencioso.
Um exemplo de aplicação é o da tabela abaixo onde elencamos a priorização 
dos itens de manutenção de um automóvel:
DESCRIÇÃO DO PROBLEMA G U T G x U x T PRIORIDADE
Pneu careca 5 5 4 100 1°
Pára-lama amassado 2 2 2 8 6°
capítulo 4 • 115
DESCRIÇÃO DO PROBLEMA G U T G x U x T PRIORIDADE
Luz de freio não acende 3 5 2 30 4°
Vazamento no freio 4 3 5 60 2°
Estofamento rasgado 2 1 1 2 7°
Luz do painel queimada 3 4 1 12 5°
Retomada do motor engas-
gada
4 3 4 48 3°
Fonte: adaptado de (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 163).
Se considerarmos G:
1 – dano mínimo;
2 – dano leve;
3 – dano regular;
4 – grande dano;
5 – dano gravíssimo.
U:
1 – prazo muito grande (dois ou mais meses);
2 – prazo grande (um mês);
3 – médio (uma quinzena);
4 – curto (uma semana);
5 – está ocorrendo.
T:
1 – desaparece;
2 – reduz-se ligeiramente;
3 – permanece;
4 – aumenta;
5 – piora muito.
116 • capítulo 4
Perceba que para os valores expostos acima precisa haver uma concordân-
cia entre os envolvidos. Alguém pode “achar” que é mais importante verificar o 
vazamento no freio acima de tudo.
CONEXÃO
Veja mais informações sobre Matriz de Priorização: <www.administradores.com.br/artigos/
matriz_de_priorizacao/25080>
4.9 Pareto
Nós vimos que o método GUT é interessante para casos onde não obtemos os 
valores quantitativos. O método de Pareto, proposto por Vilfredo Pareto, um 
economista e sociólogo italiano, estabelece o princípio ou Regra 80-20. É tam-
bém conhecido como trivial many/vital few (maiorias triviais / minorias essen-
ciais). (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Este método pode ser resumido da seguinte forma:
• 80% das causas triviais são responsáveis por cerca de 20% dos resultados 
mais importantes.
• 20% de causas essenciais são responsávies por 80% dos resultados mais 
importantes.
A representação gráfica deste princípio está na figura abaixo.
Causas/ações Efeitos/resultados
80%
Triviais
20%
Vitais
20%
80%
Figura 4.10 – Princípio de Pareto. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004) página 171
capítulo 4 • 117
Bom, vamos a um exemplo de aplicação do princípio de pareto. Temos abai-
xo uma planilha com as informações de coleta de dados de erros em formu-
lário, coletados num determinado processo (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004):
 
DESCRIÇÃO DOS 
 ERROS/DIFICULDADES
QUANTIDADE 
DE FALHAS
DESCRIÇÃO DOS 
 ERROS/DIFICULDADES
QUANTIDADE 
DE FALHAS
Erros de preenchimento (A) 8 Formulários inadequado (F) 37
Planejamento deficiente (B) 15 Erros aritiméticos (G) 8
Erros de endereço (C) 6 Erros de arquivo (H) 4
Erros de data (D) 6 Falhas em reuniões formais (I) 2
Erros de leitura (E) 7 Erros de processamento (J) 1
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 171)
Vamos usar os passos propostos por Maranhão e Macieira (2004) para usar 
este princípio:
• preparar uma planilha com os dados a serem avaliados;
• preenchê-la com os dados em ordem decrescente;
• calcular e registrar cada célula da planilha;
• registrar os valores da planilha num gráfico, usando uma boa escala para 
facilitar a compreensão;
• desenhar os valores acumulados através de uma curva de porcentagem;
• fazer a análise e tomar uma decisão, focando a concentração de recursos: 
eficácia.
CONEXÃO
Veja o artigo abaixo para mais informações sobre Pareto.
<www.infoblogs.com.br/view.action?contentId=33137&Utilizando-Pareto-na-gestao-de-
projetos.html>
118 • capítulo 4
A planilha abaixo mostra a tabela com os dados registrados e os valores acu-
mulados.
DESCRIÇÃO DOS ERROS/
DIFICULDADES
QUANTIDADE DE 
FALHAS
% FALHAS
QUANTIDADE 
ACUMULADA
% 
ACUMULADA
Formulário inadequado (F) 37 39,4 37 39,4
Planejamento deficiente (B) 15 16,0 52 55,4
Erros de preenchimento (G) 8 8,5 60 63,9
Erros aritíméticos (A) 8 8,5 68 72,4
Erros de leitura 7 7,5 75 79,9
Erros de endereço* 6 6,3 81 86,6
Erros de data* 6 6,3 87 92,5
Erros de arquivo*4 4,3 91 96,8
Falhas em reuniões formais* 2 2,1 93 98,9
Erros de processamento* 1 1,1 94 100
Total 94 100 —
*As células com a marca (*) foram contabilizadas em conjunto como “outros” (O) por 
serem significativas (triviais) em relação àquelas mais importantes (vitais).
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004 p. 172)
capítulo 4 • 119
A figura a seguir mostra como fica o gráfico de Pareto. Após isto é necessário 
realizar a análise gerencial da situação apresentada.
Quantidade
de erros
% de erros
Problemas
Ou
tro
s
10
20
30
37
(52)
(60)
(68)
(75)
15
8 8 7
19
40
50
60
70
80
90
94
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
F B G A E
Figura 4.11 Gráfico de Pareto. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 172).
Pelo apresentado, a análise sugere que a solução do problema requer a alo-
cação na solução de “F” e não despender esforços aos outros.
4.10 Histograma
O histograma é uma ferramenta que permite a visualização gráfica da distribui-
ção de frequências ou probabilidades dos resultados da execução (no caso de 
frequência) de um processo.
Para ilustrar o funcionamento do histograma, vamos apresentar o exemplo 
com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) com informações sobre a 
obesidade. (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Imagine que foi realizada uma pesquisa de campo em uma comunidade para 
avaliar a saúde de pessoas, considerando o seu índice de Massa Corporal (IMC – a 
relação entre o peso e o quadrado da altura de uma pessoa). Pense também que a 
pesquisa envolveu 5 pesquisadores e cada um entrevistou 10 pessoas.
A tabela a seguir mostra o resultado desta pesquisa com IMCs calculados.
120 • capítulo 4
AMOS-
TRA
RESULTADOS
1 24 27 25 27 25 23 25 27 25 19
2 30 25 23 17 21 27 29 23 30 23
3 27 18 27 28 26 24 23 28 39 25
4 23 25 33 24 19 28 17 24 23 21
5 29 29 21 30 22 21 26 19 29 27
fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 174
Após a coleta de informação, necessitamos encontrar os valores máximos e mí-
nimos para cada amostra por pesquisador e os valores máximos e mínimos gerais. 
AMOS-
TRA
RESULTADOS XMAX XMIN
1 24 27 25 27 25 23 25 27 25 19 27 19
2 30 25 23 17 21 27 29 23 30 23 30 17
3 27 18 27 28 26 24 23 28 39 25 39 18
4 23 25 33 24 19 28 17 24 23 21 33 17
5 29 29 21 30 22 21 26 19 29 27 30 19
EXTREMOS 39 17
Legenda: Xmax = maior valor da linha
 Xmin = menor valor da linha
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p.175).
capítulo 4 • 121
Depois disto, definimos a amplitude da amostra subtraindo o valor mínimo do 
máximo e determina-se o intervalo entre os valores obtidos (dividimos a amplitude 
pela quantidade de pesquisas por linha). Com os intervalos obtidos, registramos os 
intervalos de classe e fazemos uma contagem sobre cada valor pesquisado.
16
18
20
22
24
26
28
30
32
34
36
38
2=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
4
5
8
10
9
7
3
1
0
0
1
18
20
22
24
26
28
30
32
34
36
38
40
Figura 4.12 – Contagem das frequências de cada classe. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p.176).
Depois da contagem, montamos o gráfico do histograma. Nesse caso, levamos 
em consideração que um indivíduo magro é aquele com IMC < 18; um indivíduo 
normal é aquele com 18 <= IMC <= 30; e um indivíduo obeso possuí IMC > 30. 
Magreza “Normailidade” Obesidade
LIE LSE
Legenda: LIE = Limite Inferior Especificado
 LSE = Limite Superior Especificado
16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
Indivíduo
“fora da curva”
X = 25
Figura 4.13 – Histograma gerado. 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p. 176)
122 • capítulo 4
Podemos perceber pelo histograma que a apresenta mostra uma tendên-
cia à obesidade, devido à deformação do gráfico (para a direita). O histograma 
mostra também que há um indivíduo “fora da curva”, ou seja, alguém extrema-
mente obeso.
Com estas informações, torna-se possível a tomada de decisões como uma 
campanha para redução da obesidade.
4.11 PDCA
Na década de 1930, o professor e estatístico americano Walter Shewhart pu-
blicou estudos sobre a utilização do ciclo especificar-fazer-inspecionar (speci-
fy-product-inspect) pelos administradores de empresa como uma ferramenta 
mais objetiva de melhoria gerencial. 
O método somente foi popularizado na década de cinquenta pelo especia-
lista em qualidade e aluno de Shewhart W. Edwards Deming. Após refinar o 
trabalho original de seu professor, Deming desenvolveu o que ele chamou de 
“Shewhart PDCA Cycle”, em homenagem ao seu mentor. (MARANHÃO e MA-
CIEIRA, 2004).
As letras que formam o nome do método PDCA significam em no inglês: 
PLAN, DO, CHECK, ACT, e no português, respectivamente, PLANEJAR, EXECU-
TAR, VERIFICAR, ATUAR. Esses módulos fazem parte dos passos básicos con-
cebidos originalmente por Shewhart e depois melhorados por Deming.
As fazes de planejamento e execução ainda podem ser subdivididas:
• Planejamento (P):
 – Estabelecer objetivos
 – Definir métodos
 – Definir recursos
• Execução (D): 
 – Educar – desenvolver capacidades físicas, intelectuais ou outras.
 – Treinar – desenvolver habilidades profissionais relacionadas à 
tarefa.
 – Realizar
O ciclo PDCA é descrito como na figura abaixo.
capítulo 4 • 123
Atuar
corretivamente
Medir/avaliar/
comparar
Executar
Educar e treinar
Definir 
recurso
sDef
inir
 mé
tod
os
De
fin
ir 
ob
jet
ivoA P
C D
Ciclo P-D-C-A
Action
Atuar
Plan
Planejar
Do
Executar
Control
Verificar
Figura 4.14 – Ciclo PDCA 
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p.146)
O PDCA foi projetado para ser usado como um modelo dinâmico. A conclu-
são de uma volta do ciclo nos levará diretamente para o próximo ciclo e assim 
por diante. É por isto que o tratamos como um processo de melhoria contínua.
O PDCA é um método que nos exige trabalhar continuamente com plane-
jamento e compreender que as tarefas, por mais simples que pareçam, irão re-
querer algum planejamento, mesmo que não documentado.
Um “concorrente” típico do PDCA é o “testar e errar”. Nós acabamos por 
classificar as tarefas como simples e ficamos com “preguiça” de seguir os prin-
cípios propostos. Pensamos que somos experts no assunto e esquecemos do 
planejamento. No entanto, se nos habituarmos a planejar, as outras fases terão 
grandes chances de fluírem com facilidade.
124 • capítulo 4
Então, podemos definir nossas ações assim:
• Vamos ter que fazer algo, logo faremos o planejamento antes – P.
• Ao executar o que planejamos, é preciso organização e ter um mínimo de previsibili-
dade – D.
• Durante e depois da execução, precisamos checar os resultados, medi-los e compará-
-los com o que planejamos – C.
• Se verificarmos que há diferenças entre o planejamento e o executado então devemos 
agir de maneira corretiva sobre o que foi feito e sobre o planejamento – A
4.12 Matriz FOFA (Análise SWOT)
A Matriz de Análise SWOT é uma ferramenta usada para geração de análise de 
cenários ou ambientes. Trata-se de uma ferramenta muito usada para gestão e 
planejamento estratégico nas corporações atuais.
Devido simplicidade da SWOT também pode ser aplicada desde problemas 
mais simples como criação de um site ou blog até a gestão de grandes corporações.
A análise usando SWOT permite verificar a posição estratégica da empresa 
num ambiente em questão. Esta técnica foi desenvolvida por Albert Humphrey 
nas décadas de 1960 e 1970 através de pesquisas na Universidade Stanford.
Na conquista do objetivo
Or
ige
m 
do
 fa
tor
Ex
ter
na
(a
mb
ien
te)
Int
er
na
(o
rg
an
iza
çã
o)
Ajuda Atrapalha
S W
O TOportunidades Ameaças
FraquezasForças
Figura 4.15 – SWOT 
Fonte:<http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_SWOT>capítulo 4 • 125
CONCEITO
O termo SWOT é uma sigla do idioma inglês. E é um acrónimo de Forças (Strengths), Fraque-
zas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).
Podemos definir os quatro componentes da seguinte forma:
• Forças: quais as competências da sua empresa, ou seja, o que sua empre-
sa faz bem ou faz melhor que os concorrentes. É importante definir aqui 
o que é crucial para reter e atrair clientes.
• Fraquezas: são as competências que estão sobre sua influência mas atra-
palham ou não geram vantagem competitiva para a empresa. Por exem-
plo, por que seus clientes escolhem outros concorrentes?
• Oportunidades: são as forças externas à empresa que influenciam positi-
vamente sua organização, mas que não temos controle sobre elas. 
• Ameaças: são as forças externas que não sofrem sua influência e que pesam 
negativamente para sua empresa. Como exemplo, uma empresa de impor-
tação enfrenta problemas com desvalorização muito grande do câmbio.
4.13 Passos da Estrela Decisória
Este método pode combinar diversos outros vistos no capítulo 4 e métodos no-
vos ou não abordados, como mostra a tabela abaixo.
NOME DA FERRAMENTA
PASSOS DA ESTRELA DECISÓRIA
1 2 3 4 5 6 7 8
BRAINSTORMING X X X X X X X X
CHECKLIST* X X X X X
CHECKSHEET X
DIAGRAMAS DE AFINIDADES** X X X X X X
DIAGRAMAS DE CAUSA E 
EFEITO***
X X X X X X X
126 • capítulo 4
NOME DA FERRAMENTA
PASSOS DA ESTRELA DECISÓRIA
1 2 3 4 5 6 7 8
DIAGRAMAS DE DISPERSÃO X X
FLUXOGRAMAS X X X
GUT X X X X
HISTOGRAMA X X
PARETO X X X
PLANEJAMENTO DE 
EXPERIMENTOS
X X
REENGENHARIA X X X X
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004, p.149) .
Veja que é um método muito parecido com o PDCA (unidade 4), mas possui maior 
detalhamento de suas etapas.
Vamos falar um pouco sobre cada etapa da Estrela Decisória e, após isto, mos-
trar um caso prático da aplicação deste método (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
4.13.1 Passo 1 – Especificar o problema e definir objetivos
Às vezes não conseguimos iniciar a resolução de algum problema na melhoria de 
processos, pois não há suficiente identificação deste problema.
Quando o problema é identificado, podemos passar para outra fase, pois já 
podemos pensar em soluções e na análise do mesmo.
capítulo 4 • 127
A definição do objetivo a alcançar permite que os esforços sejam dirigidos para 
algo mais concreto, dimensionando e limitando as ações que serão tomadas.
• A especificação do problema é clara?
• Todas as pessoas envolvidas nesta proposta da solução compreenderam a especificação?
• Os objetivos são coerentes com a especificação do problema?
• Os recursos e prazos permitirão que os objetivos sejam cumpridos?
• Caso negativo é preciso esclarecimento das definições e redefinições dos objetivos 
requeridos.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
Perceba que neste passo podemos usar algumas ferramentas vistas como o Brainstor-
ming e o Diagrama de Causa e Efeito.
4.13.2 Passo 2 – Selecionar fatores e coletar dados
Nesse passo, precisamos identificar os fatores principais que interagem 
com o problema. O mínimo descuido nessa atividade pode gerar erros crí-
ticos ou fazer com que percamos tempo com fatores não tão importantes. 
Esta seleção assemelha-se muito com a estrutura em árvore de diretórios 
que usamos no nosso computador, como mostra a figura abaixo. Esses fa-
tores são, na verdade, compostos por subsistemas lógicos que deverão ser 
analisados no problema.
Para os fatores identificados, precisamos coletar informações necessárias e 
suficientes para que a análise possa ser feita nos demais passos.
Então, fazendo a analogia à arvore de diretório, nós teríamos o seguinte: ao 
identificar os fatores principais estaríamos criando as pastas e subpastas. Já 
ao recolher informações necessárias para a análise, nós estaríamos colocando 
arquivos dentro das pastas e subpastas.
128 • capítulo 4
• O levantamento feito está de acordo com os objetivos formulados?
• Caso negativo, precisamos rever o levantamento até que o desejado seja alcançado.
• Se necessário, reformular objetivos e refazer (voltar ao passo 1).
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
4.13.3 Passo 3 – Organizar e analisar dados
Após coletarmos os dados no passo 2, faremos uma análise cuidadosa e tenta-
remos estabelecer o comportamento dos processos envolvidos.
Nesse passo, é de extrema importância o uso de ferramentas que auxiliem 
esta organização, como ferramentas com saídas gráficas (Pareto, Histograma, 
GUT, etc). O intuito deste passo é fornecer os subsídios para que no passo 4 as 
causas do problema possam ser analisadas e encontradas.
• Análise é consistente?
• Está de acordo com os objetivos estabelecidos?
• Caso negativo, rever análise até obter resultados consistentes.
• Alternativamente, voltar ao passo 1 e recomeçar.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
4.13.4 Passo 4 – Estabelecer as causas
A partir das informações obtidas no passo 3, vamos ao passo crucial desta me-
todologia, pois o problema só terá um tratamento adequado a partir do estabe-
lecimento e entendimento das suas causas.
É importante nesta fase termos a habilidade de sintetizar as informações 
obtidas. Primeiro, podemos analisar os fatores principais, depois analisamos o 
comportamento entre eles. Assim, tentaremos unificar os fatores elencados e 
as informações sobre eles e chegar a uma conclusão.
É importante responder a seguinte pergunta a cada causa identificada na resolução 
do problema:
• “Se as causas já identificadas forem todas eliminadas, o problema (efeito) desapa-
recerá completamente?”
capítulo 4 • 129
• Caso negativo, devemos esgotar as possibilidades até que a pergunta tenha uma 
resposta afirmativa.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004)
4.13.5 Passo 5 – Elaborar soluções
Como um problema pode ter mais do que uma solução possível é importante 
identificar as alternativas de solução e depois optar por aquela que melhor sa-
tisfaça nossa necessidade.
Nesse caso, temos que ficar atentos às soluções elaboradas, desejando que 
estas estejam relacionadas à solução do problema.
• As soluções estão em harmonia com os objetivos definidos?
• Caso negativo, rever a solução e alinhá-las com os objetivos.
• Alternativamente, voltar ao passo 1.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
4.13.6 Passo 6 – Avaliar as soluções
Após elencarmos as soluções, precisamos avaliá-las, fazendo uma simulação 
da possível implementação de cada uma.
É interessante levar em consideração alguns fatos, segundo (MARANHÃO e 
MACIEIRA, 2004):
• Tecnológicos: verificar a disponibilidade de tecnologias para a solução 
em questão.
• Econômicos: verificar se há capital suficiente para isto.
• Tempo: checar se o prazo de solução é razoável, aceitável.
• Político: analisar como será a repercussão da ação tomada no grupo de 
trabalho envolvido.
• Checar se as avaliações estão de acordo com os objetivos propostos.
• Caso negativo, rever a avalição e alinhá-las com os objetivos.
• Alternativamente, voltar ao passo 1.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
130 • capítulo 4
4.13.7 Passo 7 – Decidir entre as soluções
Após as avaliações realizadas é necessário a decisão da solução adequada. É 
muito importante pensar no custo/benefício ao tomar esta decisão. Além disto, 
é necessário pensar no ambiente interno da empresa e como esta decisão afe-
tará tal ambiente.
• Checar se a decisão escolhida esta de acordo com os objetivos definidos
• Caso negativo, rever a decisão e alinhá-la com os objetivos.
• Alternativamente, voltar ao passo 1.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004).
4.13.8 Passo 8 – Implementar soluções escolhidas
A implementação, após todos estes passos, pode parecer fácil. Mas,devemos 
tomar cuidado com isto e usar uma ferramenta que nos auxilie nesta tarefa, 
como a 5W-2H.
Mesmo que a implementação pareça lenta, isto não necessariamente quer 
dizer baixo desempenho. Podemos associar isto a, por exemplo, um cuidado 
meticuloso.
Ao final dos passos da Estrela Decisória, podemos realimentá-la e, assim, 
tem muito a ver com os princípios do PDCA.
• Verificar o alinhamento entre a implementação e os objetivos definidos lá no passo 1.
• Caso negativo, rever a implementação e alinhá-la com os objetivos.
• Alternativamente, voltar ao passo 1.
Fonte: (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004) 
capítulo 4 • 131
ATIVIDADE
1. Imagine o seguinte problema:
Cenário: Uma pizzaria delivery. 
O problema: diversos pedidos não estão sendo atendidos. Os clientes reclamam que não 
recebem a pizza, o entregador diz que não havia pizza pronta com os dados do cliente, a 
cozinha afirma não ter recebido o pedido e o pessoal do atendimento diz que anota tudo 
em papéis e passa para a cozinha. A empresa não dispõe de um cadastro de clientes, o 
que dificulta o atendimento de certa forma.
Veja como é o fluxograma da atividade de venda:
Cl
ien
te
At
en
dim
en
to
Pr
om
oç
ão
Re
lac
ion
am
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Início
Receber
pedido
Realizar
entrega
Checar
problema
Fazer pizza
Registrar
pagamento
Verificar
produto
Receber
pagamento
Fim
1
12
2
3
3Pizza pronta
Cliente recebeu
corretamente?
Pedido correto?
Sim
Sim
Sim
Não
Não
Não
a) Discuta se é possível identificar pontos falhos ou melhorias a serem feitas no fluxo-
grama acima.
b) Após a aplicação de um brainstorming por parte dos gerentes foram coletadas algu-
mas necessidades:
• Necessidade de Criação de um software para gerenciar o atendimento na pizzaria.
• Treinamento adequado aos funcionários para que se envolvam no atendimento 
e não deixem de passar os pedidos.
132 • capítulo 4
• Treinamento aos gerentes (ou ao gerente) para que coordene melhor a equipe 
de atendimento.
• Documentar melhor o processo de atendimento para que as informações não 
sejam perdidas.
Usando GUT para auxiliar na tomada de decisão foram calculados os seguintes pesos:
AÇÃO G U T TOTAL PRIORIDADE COMENTÁRIO
1 3 2 3
2 5 5 5
3 5 4 5
4 5 4 4
c) Faça o cálculo das prioridades com base nos pesos levantados. Comente os resulta-
dos obtidos para cada ação e por quais motivos obteve-se esta ordem de prioridade.
d) Após isto, você irá definir o plano de ação para a necessidade mais importante (mais 
prioritária). Para isto, use a técnica 5W-2H.
• What? O quê? 
• Who? Quem? 
• Where? Onde? 
• When? Quando?
• Why? Por quê?
• How? Como? 
• How Much? Quanto Custa? 
capítulo 4 • 133
REFLEXÃO
Nós estudamos neste capítulo algumas ferramentas que possibilitam a análise e melhoria 
dos processos nas empresas. Existem outras ferramentas não abordadas ou variações das 
ferramentas apresentadas, como diagramas de dispersão, matriz de priorização, etc. Se você 
tiver interesse em se aprofundar mais neste assunto, dê uma olhada nos links a seguir.
LEITURA
Artigo: Origem do 5S
Disponível em: <www.administradores.com.br/artigos/qual_a_origem_do_5s/28464/> 
Artigo: Seis Sigma
Disponível em: <pt.wikipedia.org/wiki/Seis_Sigma> 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CÂNDIDO, R. M.; SILVA, M. D. T. F. M. E.; ZUHLKE, R. F. Implantação de gestão pro processos: 
estudo de caso numa gerência de centro de pesquisas. Anais do XXVIII Enegep, Rio de Janeiro, 
13 a 16 out. 2008.
CRUZ, T. Sistemas, métodos & processos: administrando organizações por meio de processos de 
negócio. São Paulo - SP: Atlas. 2005.
LAURINDO, F. J. B. e ROTONDARO, R. G. Gestão Integrada de processos e da tecnologia da 
informação. São Paulo - SP: Atlas. 2006.
MARANHÃO, M. e MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de processos 
de trabalho. Rio de Janeiro - RJ: Qualitymark. 2004.
OLIVEIRA, D. D. P. R. D. Administração de processos: conceitos, metodologia, práticas. São Paulo 
- SP: Atlas. 2007.
SORDI, J. O. D. Gestão por processos: uma abordagem da moderna administração. São Paulo - 
SP: Saraiva. 2005..
134 • capítulo 4
NO PRÓXIMO CAPÍTULO
No próximo capítulo, vamos estudar alguns assuntos relacionados à qualidade na gestão 
de processos. 
Tópicos em Gestão 
de Processos
5
136 • capítulo 5
5 Tópicos em Gestão de Processos
Após estudar vários aspectos relacionados com a gestão de processos, nesta 
unidade vamos tratar de alguns tópicos gerais sobre esta área.
Dentre os tópicos que merecem estudo, encontramos os profissionais que tra-
balham na área de processos e suas funções, competências e atividades. Como 
as empresas têm cada vez mais dependência deste tipo de profissional, é im-
portante estudar alguns aspectos de suas atividades.
Além disso, existem padrões que estas pessoas utilizam para fazer a gestão dos 
processos de negócio. Entre eles, temos a ISO 9000, o PNQ, a Anvisa e outros tão 
importantes quanto estes aqui mencionados. Vamos estudá-los nesta unidade. 
Bom estudo!. 
OBJETIVOS
Neste capítulo, vamos estudar os seguintes assuntos:
• gestor do processo de negócio;
• escritório de gestão por processo e suas áreas de apoio;
• conceito de conformidade;
• referências de conformidade.
REFLEXÃO
Você já deve ter ouvido falar sobre qualidade, não é? Você já chegou a pensar o que é 
qualidade? Será que um mesmo produto que você acha que tem qualidade tem o mesmo 
significado para outra pessoa? Vamos estudar um pouco este assunto!
5.1 Gestor do processo de negócio
Na gestão de processo, além dos papéis funcionais, temos a figura do gerente 
de processo e o analista de processo. O analista de processo é a pessoa encarre-
gada de “definir” e/ou “criar” o processo, além de atuar na análise e melhoria 
do mesmo. O analista pode ser um consultor ou um funcionário da empresa. 
capítulo 5 • 137
Já o gerente de processo é o responsável pela administração do mesmo. 
O analista e o gerente de processos devem modernizar e simplificar a docu-
mentação interna das empresas com o objetivo de melhoria na produtividade, 
eficiência e eficácia das atividades realizadas nos processos de negócio.
Podemos resumir o conjunto de qualidade do gerente e, de certa forma, do 
analista, de acordo com (OLIVEIRA, 2007):
e) Autocontrole e autodisciplina.
f) Saber interagir com as competências básicas da empresa.
g) Ser criativo.
h) Ser capaz de oferecer a melhor solução total para o cliente através do co-
nhecimento maior de suas expectativas e necessidades.
i) Ter em mente que os resultados é que são importantes.
j) Saber trabalhar com a diversidade.
k) Saber administrar situações de crise.
l) Ter humildade.
m) Não ão ser um otimista exagerado, nem insensatamente pessimista.
n) Ser inteligente e saber trabalhar em empresas inteligentes.
o) Não acreditar muito em mudança de cultura.
p) Saber delegar com eficiência, eficácia e efetividade.
q) Ter pessoas de fora do sistema ou processo, foco nos estímulos ao desen-
volvimento e consolidação da administração de processos.
r) Compartilhar todas as informações.
s) Ter administração do tempo.
t) Ter atuação através de sistemas e processos autogeridos.
u) Trabalhar com pequenas vitórias de maneira gradativa e acumulativa.
v) Satisfação com o trabalho na administração de processos.
Ele deve possuir um bom conhecimento da estrutura organizacional da em-
presa e de cada um dos seus setores de atividades, desde a equipe operacional 
até a parte gerencial e suas funções, autoridade e responsabilidade.
Além disso, deseja-se que o profissional de processostambém conheça mé-
todos, técnicas e formas de análises administrativas e os chamados “serviços 
de escritório”, que incluem o uso da tecnologia da informação para trabalho 
colaborativo, arquivamento e outros trabalhos administrativos.
138 • capítulo 5
O mercado de gestão de processos tem crescido bastante. Para os gestores de 
processo, existem possibilidades profissionais interessantes, principalmente com 
o aparecimento de certificações profissionais na área de gestão de processos.
As certificações profissionais podem ser interessantes para aqueles que 
querem diferenciais em seu currículo. Normalmente, as certificações demons-
tram a habilidade e a experiência do profissional naquela área de conhecimen-
to e garantem maior credibilidade ao currículo profissional.
Algumas pesquisas apontam que os profissionais certificados possuem 
chance de mais de 53% de conseguirem um novo emprego do que aqueles que 
não possuem.
Porém, é necessário qualificação. O interessante é que mesmo o profissional 
autodidata pode fazer a prova. Há aqueles que preferem frequentar cursos especí-
ficos de capacitação e qualificação para depois prestarem a prova. Enfim, há prós 
e contras nesta caminhada. O importante é a melhoria contínua do profissional.
A formação acadêmica formal também não pode ser descartada e, aliada a isso, 
a melhor alternativa para o profissional ganhar competitividade em pouco espaço 
de tempo é obter uma certificação profissional das empresas mais significativas.
Entre as possibilidades de certificação na área de gestão de processos, pode-
mos destacar as duas principais:
• CBPP (Certified Business Process Professional): é uma das que têm ganha-
do mais destaque no Brasil. A unidade certificadora é a ABPMP. Esta cer-
tificação é renovável a cada três anos e tem valor internacional.
• OCEB (OMG Certified Expert in BPM): a OMG é a sigla para Object Manage-
ment Group, uma importante entidade que padroniza várias linguagens e 
tecnologias, entre elas a UML que vimos anteriormente. A OMG é a enti-
dade que concede a certificação OCEB. Esta certificação verifica os conhe-
cimentos da BPMN2, que é a notação para BPM padronizada pela OMG.
Existem outras certificações menos procuradas do que as anteriores. Entre 
elas, podemos citar:
• CBPMP (Certified Business Process Management Professional),concedida 
pelo BPMInstitute.
• CPBPM (Certified Professional in Business Process Management), concedi-
da pela Villanova University.
• PBPM (Certification in Business Process Management), concedida pela 
BPM Council.
capítulo 5 • 139
Além das certificações concedidas para o conhecimento dos métodos e téc-
nicas relacionados com a gestão por processos, existem certificações especí-
ficas para as ferramentas de software sobre o assunto certificação processos”.
Estas certificações são também bastante valorizadas, porém são mais técni-
cas e voltadas para um produto específico.
Entre as empresas que certificam os profissionais que usam seus produtos, 
podemos citar:
• Oracle BPM Suite;
• Bizagi BPM Suite;
• IBM Websphere Lombardi;
• TIBCO ActiveMatrix BPM.
Os gestores de processos podem trabalhar em consultorias externas ou em 
um escritório de processos dentro da própria empresa.
CONEXÃO
Saiba mais sobre as certificações em processos:
• CBPP: <http://abpmp-br.org/index.php?option=com_content&view=article&id=72&Ite-
mid=148 e http://abpmp-br.org/>
• OCEB2: <http://www.omg.org/oceb-2/ e http://www.omg.org/>
• CBPMP: <http://www.bpminstitute.org/certification>
• CPBPM: <http://www.villanovau.com/online-certificates/bpm-certificate.aspx>
• P.BPM: <http://www.bpmcouncil.org/>
Normalmente, existem alguns níveis de profissionais desta área. O primeiro 
nível é o de modelador e mapeador de processos. Depois, temos o arquiteto de 
processos seguido pelo gestor de projetos de processos e, finalmente, o gestor de 
processos. Obviamente, nem todas as empresas trabalham com esta classificação.
5.2 Escritório de gestão por processos
O escritório de processos é uma forma que as organizações encontraram para 
institucionalizar internamente a gestão por processos. Esta forma é uma inicia-
tiva para que a gestão por processos seja mais efetiva e faça parte do cotidiano 
das tarefas da empresa.
140 • capítulo 5
Finanças
Controladoria
Gestão
da
qualidade
Parceiros
e
terceiros
Escritório
de
processos
Clientes
Gestão de
pessoas
Tecnologia
da
informação
Figura 5.1 – Áreas de atuação do escritório de processos 
Fonte: Autor
A figura 5.1 mostra um exemplo das áreas com as quais o escritório de proces-
sos pode se relacionar. É claro que existem outras áreas, mas a figura mostra gra-
ficamente o quanto o escritório de processos influencia outras áreas da empresa.
Na figura, falta o relacionamento com órgãos externos como agências regu-
ladoras, conselhos, comitês e outros.
A figura mostra ainda a necessidade de se criar um lugar comum e com-
partilhado o qual pode apoiar cada uma das partes na administração de seus 
processos e no objetivo global da organização.
Apesar de o escritório estar na parte central da figura, isso não significa que 
este seja o centralizador da gestão de processos. O escritório auxilia na promoção 
da articulação da gestão de processos segundo Pinho et al. (2008).
Normalmente, a definição de um escritório de processos caracteriza-o 
como uma normativa e coordenadora, que se relaciona com outras áreas, pos-
sui métodos e ferramentas orientadores dos processos da empresa e atua como 
ligação entre os setores envolvidos nos processos que estão sendo gerenciados.
capítulo 5 • 141
O escritório de processos acaba tendo uma versão sistêmica sobre o proces-
so, que lhe permite melhor análise, propiciando-lhes condições de gerar suges-
tões de melhoria aos envolvidos, beneficiando o processo como um todo.
O objetivo do escritório de processos supera as tarefas sistemáticas de 
modelagem e mapeamento, análise, proposta de melhorias e novos dese-
nhos dos processos. Ele se propõe a ser a instância da organização que será 
responsável por inserir e gerir a prática de gestão por (ou de) processos na 
cultura da organização. Não é uma tarefa fácil!
Sendo assim, o escritório deve conseguir priorizar alguns processos e não 
necessariamente trabalhar com todos da organização. O foco pode residir 
nos processos-chave ou usar algum método para decidir em quais processos 
será feita a atuação.
Existe, porém um fator importante na adoção de um escritório de proces-
sos. Segundo Pinho et al. (2008), este tipo de abordagem funciona melhor 
com organizações que possuam uma estrutura funcional departamentaliza-
da. Pela essência das organizações processuais não seria necessária a ado-
ção de um escritório de processos como ponto-chave de coordenação. Neste 
caso, o escritório de processos teria sua atuação voltada para normatizar e 
padronizar uma linguagem para representar os processos a fim de unifor-
mizá-los. Neste caso ainda, a coordenação dos processos é responsabilidade 
das unidades gestoras de cada processo.
A figura 5.2 mostra um exemplo de estrutura funcional que trabalha com pro-
cessos transversais e possui um escritório de processos que cuida do ciclo de vida 
do desenho de processos e possui atribuições de normatizar e de melhoria.
Compare-a com a figura 5.3. Ela mostra o exemplo de uma estrutura por 
processos com alternativas para a atuação do escritório de processos. A pri-
meira mostra a separação das atribuições de normatização e melhoria e a 
segunda mostra o escritório acumulando estas funções.
142 • capítulo 5
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Figura 5.2 – Exemplo de Estrutura Funcional de Processos Transversais e a Inserção do 
Escritório de Processos. 
Fonte: (PINHO et al. 2005)
capítulo 5 • 143
Unidade gestora
principal
(presidência,
diretoria-geral etc.)
Escritório de
processos
(coorde/ou.
desenv.)
Escritório de
processos (desenv.)
Processo 1
Processo 2
Processo 3
RH ProduçãoFinançasTI
Pool de recursos, sem autonomia para alocação nos processos.
Objetivo: promover desenvolvimento de especialidades.
Pool de gestores, com autonomia para alocação de recursos nos
processos. Objetivo: coordenação do dia a dia e/ou
desenvolvimento de processos (gestão de ciclo de
vida do desenho de processos)
Compras
Figura 5.3 – Exemplo de Estrutura por Processos e a Mudança no Papel do Escritório de 
Processos 
Fonte: (PINHO et al. 2005)
Portanto, podemos condensar os objetivos do escritório de processos de 
uma organização segundo a lista abaixo:
• Uniformizar o entendimento de processos hoje e no futuro:
 – promover a gestão de processos;
 – promover a evolução do desenho de processos:
 ▪ modelar e representar processos;
 ▪ promover a melhoria e desempenho dos processos;
 ▪ integrar os mecanismos de coordenação organizacional;
 ▪ implantar processos;
 ▪ capacitar os gestores dos processos.
• Promover a gestão no dia a dia.
• Oferecer suporte ao escritório.
144 • capítulo 5
5.3 Conceito de conformidade
Outra grande importância do estabelecimento da gestão por processos em 
uma organização é que ela tem se tornado, de forma crescente, um requisito de 
grande parte dos sistemas de gestão organizacional. Por exemplo, a gestão por 
processos é uma exigência:
• do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ);
• das normas da série ISO 9000.
Ambos usam os conceitos de qualidade na sua essência. O assunto “qua-
lidade” é muito amplo e foge do escopo dos nossos estudos nessa disciplina, 
porém uma breve definição e contextualização deve ser feita.
Segundo a International Standards Organization (ISO), a qualidade é “a ade-
quação ao uso. É a conformidade às exigências”. De acordo com LOBOS (1991): 
[...] qualidade tem a ver, primordialmente, com o processo pelo qual os produtos ou ser-
viços são materializados. Se o processo for bem realizado, um bom produto final advirá 
naturalmente. A qualidade reside no que se faz – aliás – em tudo o que se faz – e não 
apenas no que se tem como consequência disso.
Se formos procurar outros autores que tratam de qualidade, vamos certamente 
encontrar outras definições que tratam da execução de processos.
Segundo Maximiano (2006), a conformidade é o grau de identidade entre o 
produto ou serviço e suas especificações: a contrapartida da qualidade plane-
jada é a qualidade que o cliente recebe. Conformidade é a qualidade real, que 
pode estar próxima ou distante da qualidade planejada. Quanto mais próxima à 
qualidade planejada estiver a qualidade real, mais alta será a qualidade do pro-
duto ou serviço. Portanto, conformidade é o atendimento das especificações 
previstas nos produtos que saem de uma linha de produção ou pelos serviços 
que são prestados ao cliente. Um produto ou serviço de qualidade é aquele que 
está dentro das especificações planejadas.
A conformidade, segundo o dicionário on-line Michaelis, é definida como “a 
qualidade do que é conforme ou de quem se conforma”. E “conforme” significa 
“com a mesma forma; análogo; idêntico”.
No nosso contexto, a conformidade está mais relacionada com o que foi pla-
nejado para um processo ser corretamente executado de acordo com o plano. 
capítulo 5 • 145
Parece uma tarefa simples, mas na prática não é.
Observe a figura 5.4. Trata-se de uma situação muito comum e fora do meio 
empresarial, mas é um processo como outro qualquer. É um exemplo do pro-
cesso modelado usando a notação BPMN. A conformidade no nosso contexto 
consiste na execução do processo tal qual está diagramado na figura.
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Figura 5.4 – Exemplo de processo: compra de refrigerante 
146 • capítulo 5
5.4 Referenciais de conformidade
Um modelo de referência de processo é uma noção usada em padronização 
conceitual para vários segmentos da indústria. É uma representação abstrata 
das entidades e relações envolvidas em um tema, criando uma base conceitual 
para o desenvolvimento de modelos mais concretos e aplicáveis a casos reais e, 
em última instância, à sua implementação. 
Também serve como um modelo abstrato para o desenvolvimento de mode-
los mais específicos em um determinado domínio e permite comparação entre 
modelos iguais.
Vamos citar alguns modelos de referência ou referenciais de conformidade 
em seguida.
5.5 ISO 9000
A International Organization for Standardization (Organização Internacional 
para Padronização), criada em 1947, é uma organização sem fins lucrativos 
com o objetivo de criar e disseminar regras para a normalização nas diversas 
áreas do conhecimento, sendo formada por 158 países, tem sede em Genebra. 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o membro represen-
tante da ISO no Brasil. 
Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema de qualidade, 
chamados Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais, que sintetiza-
vam diversas normas já existentes que regulamentavam as relações entre for-
necedores e compradores.
Desde a revisão feita no ano 2000, a família ISO 9000 de normas representa 
uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de admi-
nistração da qualidade, mas não é uma garantia da qualidade de produtos.
capítulo 5 • 147
O quadro 5.1 sintetiza os elementos abordados na série ISO 9000.
SEÇÃO TÓPICOS PRINCIPAIS
INTRODUÇÃO
Geral
Enfoque do processo
Relação com ISO 9004
Compatibilidade com outros sistemas de administração
ESCOPO
Geral
Aplicação
REFERÊNCIA NORMATIVA Documentos relacionados
TERMOS E DEFINIÇÕES Termos e definições que se aplicam
SISTEMA DA 
ADMINISTRAÇÃO DA 
QUALIDADE
Requisitos gerais
Requisitos
RESPONSABILIDADE DA 
ADMINISTRAÇÃO
Comprometimento da administração
Foco no cliente
Política da qualidade
Planejamento
Responsabilidade, autoridade e comunicação. 
Revisão gerencial (do sistema da qualidade)
ADMINISTRAÇÃO DE 
RECURSOS
Provisão de recursos
Recursos humanos
Infraestrutura
Ambiente de trabalho
148 • capítulo 5
SEÇÃO TÓPICOS PRINCIPAIS
REALIZAÇÃO DE 
RECURSOS
Planejamento da realização do produto
Processos relacionados com o cliente
Projeto e/ou desenvolvimento 
Compras
Fornecimento de produtos e serviços
Controle de ferramentas de mensuração e monitora-
mento
MENSURAÇÃO, ANÁLISE E 
APRIMORAMENTO
Geral
Monitoramento e mensuração
Controle de produtos fora de conformidade
Análise de dados
Aprimoramento
Quadro 5.1 – Elementos da ISO 9000. 
Fonte: Maximiano (2006)
É importante deixar claro que a ISO não tem como missão controlar a apli-
cação de suas normas, que é uma questão de entendimento voluntárioentre 
fornecedores e seus clientes, ou de exigência que alguns compradores fazem a 
seus fornecedores (MAXIMIANO, 2006).
Além disso, a organização não tem poder legal para obrigar que as empresas 
adotem a ISO 9000 como sistema padrão de gestão da qualidade (CARAVAN-
TES, G.; PANNO, C.; KLOECKNER, 2005).
No entanto, devido ao alto grau de aceitação das normas da ISO 9000 pelas 
empresas, estas normas passaram a ser adotadas voluntariamente como meca-
nismos mundiais de auditoria da qualidade. Dentro deste contexto, surgiram 
empresas de auditoria especializadas nesse tipo de trabalho, que conferem cer-
tificados de conformidade com a ISO 9000 (MAXIMIANO, 2006).
capítulo 5 • 149
CONEXÃO
Para ter acesso às empresas possuidoras de certificações ISO no Brasil, acesse o site 
<http://www.inmetro.gov.br/gestao9000/ptexto.asp?Chamador=INMETROCB25> e veri-
fique a lista!
5.6 ANS e Anvisa
Existem vários modelos de referência em diversos segmentos. No Brasil, dois 
órgãos que são bastante atuantes nesta área são a Anvisa (Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária) e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
No caso da ANS, existe o Programa de Conformidade Regulatória que possui 
critérios de conformidade. Estes critérios devem ser seguidos pelos planos de 
saúde para poderem ingressar no Programa. Uma vez que estejam dentro do 
Programa, a operadora precisa cumprir algumas obrigações, previstas no Pro-
grama, que incluem os setores de atendimento, contabilização dos ativos, res-
sarcimento ao SUS, pagamento de multas pecuniárias e outras taxas e envio de 
demonstrativos de operação. A Anvisa possui programa semelhante aplicado à 
área de vigilância sanitária.
ATENÇÃO
Para compreender melhor a ação da Anvisa, visite sua home page: <portal.anvisa.gov.br/>
5.7 PNQ
O Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), tem se consolidado como o mais im-
portante prêmio brasileiro de reconhecimento da excelência em gestão da 
qualidade. Ele foi desenvolvido em 1991, inicialmente baseado no conjunto de 
fundamentos do prêmio americano Malcolm Baldrige Nacional Quality Award, 
tendo, desde então, passado por atualizações a fim de acompanhar as mudan-
ças ocorridas na gestão das organizações brasileiras (FNQ, 2008).
150 • capítulo 5
A Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ), entidade sem fins 
lucrativos, foi fundada em 1991 por 39 organizações privadas e públicas para ad-
ministrar todas as atividades decorrentes do processo de premiação e para ser o 
representante brasileiro do Prêmio Nacional da Qualidade.
A essência do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) é estimular a melhoria da 
qualidade da gestão das empresas brasileiras, reconhecendo aquelas que atingi-
ram o nível de desempenho “classe mundial”, que significa organizações que são 
destacadas pela gestão exemplar de suas práticas internas e externas e respecti-
vos resultados, promovendo produtos e serviços excelentes e, consequentemen-
te, contribuindo para a melhora da qualidade de vida do povo brasileiro.
ATENÇÃO
Para saber mais sobre a Fundação Nacional da Qualidade, visite sua home page: <http://
www.fnq.org.br/avalie-se/pnq>
Mas na prática, o que uma empresa ganha ao se candidatar ao Prêmio Na-
cional da Qualidade?
Todas as organizações participantes do PNQ recebem um relatório de ava-
liação, que relaciona os pontos fortes e fracos, diagnosticando as oportunida-
des para melhoria; bem como destaca os aspectos que já contribuem para que a 
empresa se torne uma organização de excelência em gestão, levando, com isso, 
ao aumento de sua competitividade. Este relatório é elaborado por profissio-
nais de reconhecida competência, que atuam durante cerca de 800 horas de 
avaliação por organização que se candidata ao Prêmio (FNQ, 2008). 
Para as organizações que efetivamente querem mudar, este tipo de audito-
ria externa é uma rica fonte de informações imparciais e confiáveis para que a 
empresa comece a traçar os planos de ação necessários para a neutralização 
dos pontos fracos e para dar início aos processos de melhoria contínua.
Se a organização for premiada, passará a ser reconhecida pela excelência de 
sua gestão, sendo comparada às organizações de Classe Mundial (FNQ, 2008). 
Na prática, isto significa que a sociedade passará a “ver a empresa com ou-
tros olhos”, ou seja, a organização terá sua imagem fortalecida, e consequente-
mente isso atrairá mais clientes e, portanto mais lucro. 
Os critérios de excelência do PNQ são construídos sobre uma base de concei-
tos essenciais à obtenção da excelência no desempenho. Podem ser utilizados por 
capítulo 5 • 151
empresas de qualquer setor ou porte e são úteis para o diagnóstico, a avaliação e o 
desenvolvimento do sistema de gestão de qualidade em qualquer tipo de organiza-
ção, em função de sua flexibilidade e simplicidade de linguagem e, principalmen-
te, por não prescrever ferramentas e práticas de gestão específicas (FNQ, 2008).
Os critérios do PNQ, versão 2008 estão sintetizados no quadro 5.2. Eles po-
dem ser utilizados pelas empresas que desejam se candidatar ao PNQ ou sim-
plesmente como ferramenta de autoavaliação.
LIDERANÇA
• Sistema de liderança 
• Cultura da excelência 
• Análise do desempenho da organização 
ESTRATÉGIAS E 
PLANOS
• Formulação das estratégias 
• Implementação das estratégias 
CLIENTES
• Imagem e conhecimento de mercado 
• Relacionamento com clientes 
SOCIEDADE
• Responsabilidade sócioambiental 
• Ética e desenvolvimento social 
INFORMAÇÕES E 
CONHECIMENTO
• Informações da organização 
• Informações comparativas 
• Ativos intangíveis 
PESSOAS
• Sistemas de trabalho 
• Capacitação e desenvolvimento 
• Qualidade de vida 
PROCESSOS
• Processos principais do negócio e processos de apoio 
• Processos de relacionamento com os fornecedores 
• Processos econômico-financeiros 
152 • capítulo 5
RESULTADOS
• Resultados econômico-financeiros 
• Resultados relativos aos clientes e ao mercado 
• Resultados relativos à sociedade 
• Resultados relativos às pessoas 
• Resultados dos processos principais do negócio e dos pro-
cessos de apoio
• Resultados relativos aos fornecedores
Quadro 5.2 – Critérios de excelência do PNQ. 
Fonte: FNQ (2008).
Observe que no PNQ 2008 há uma ênfase para os princípios da governança 
corporativa (equidade, transparência, prestação de contas), responsabilidade 
corporativa, responsabilidade socioambiental e de desenvolvimento sustentá-
vel! Temas cada vez mais ligados ao atendimento das necessidades e expectati-
vas dos stakeholders da organização!
Portanto, conseguimos estabelecer uma ligação entre qualidade, conformi-
dade e processos, ou seja, sem processos definidos, implantados e utilizados, 
não há conformidade tampouco qualidade.
ATIVIDADE
2. Faça o download e a instalação de algum software de BPMS e conheça como o mesmo 
permite a simulação de processos.
3. Pesquise e apresente mais informações sobre o perfil dos profissionais: Analista de Pro-
cessos e Gerente de Processos.
4. Tente identificar indicadores de desempenho no seu local de trabalho e apresente-os 
abaixo, explicando-os.
capítulo 5 • 153
REFLEXÃO
Percebemos neste capítulo o quanto o profissional da área de processos pode ser valorizado. Um 
bom gestor de processos tem que conhecer do negócio da empresa e atuar de forma a garantir a 
eficiência e a melhoraria dos projetos, garantindo o sucesso da companhia. Esperamos que com 
os conceitos deste capítulo possa estimular em você um maior estudo nesta área tão importante 
e carente das empresas: a gestão por processos.
LEITURA
Artigo: Analistas de Processos de Negócio: 5 Competências Fundamentais
Disponível em: <http://www.gnosisbr.com.br/analistas-de-processos-de-negocios-5-com-petencias-fundamentais>
Autor: Atila Belloquim
Livro: Controle Estatístico de Qualidade
Autores: Antonio Fernando Branco Costa, Eugênio Kahn Epprecht e Luiz Cesar Ribeiro 
Carpinetti
Editora: Atlas.
Resenha1: Técnicas de controle estatístico de qualidade estão em uso por mais de meio 
século e sob contínuo aprimoramento. Esta obra foi motivada pela carência de livros-textos 
em português voltados para seu ensino no nível de profundidade e detalhamento demandado 
pelos cursos universitários de Engenharia e de Estatística. O livro trata das técnicas estatísti-
cas criadas especialmente para o controle de processos, condição básica para a manutenção 
da qualidade de bens e de serviços. É rigoroso nos conceitos, para garantir o correto apren-
dizado, porém didático, graças a um texto de leitura agradável e às muitas figuras, gráficos 
e exemplos, especialmente elaborados para facilitar a compreensão.Escrito por autores com 
anos de experiência no ensino e pesquisa no assunto, em contato com problemas reais, o 
texto busca capacitar o leitor a atuar na realidade de hoje, de forma efetiva. Assim, enfatiza 
a análise de desempenho e o projeto dos gráficos de controle (requisitos obrigatórios para o 
uso eficiente dessas ferramentas) e inclui o monitoramento dos processos autocorrelaciona-
dos (comuns hoje em dia). Para fixação e avaliação do aprendizado, são fornecidos mais de 
uma centena de exercícios com as respectivas respostas.
1 Fonte da Resenha: <www.editoraatlas.com.br>
154 • capítulo 5
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARAVANTES, G. R., PANNO, C. C., & KLOECKNER, M. C. Administração: teorias e processo. 
São Paulo: Pearson, 2005.
CRUZ, T. Sistemas, métodos & processos: administrando organizações por meio de proces-
sos de negócio. São Paulo: Atlas, 2005.
LOBOS, J. Qualidade através das pessoas. São Paulo: J.Lobos, 1991.
MARANHÃO, M. e MACIEIRA, M. E. B. O processo nosso de cada dia: modelagem de proces-
sos de trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.
OLIVEIRA, D. D. P. R. D. Administração de Processos: conceitos, metodologia, práticas. São 
Paulo: Atlas, 2007.
PINHO, B.; CAPELLI, C.; BAIÃO, F.; SANTORO, F.; PAIM, R.; NUNES, V. Estruturação de es-
critório de processos. Relatórios técnicos do DIA/UNIRIO, Rio de Janeiro, Nº 0001/2008. 
2008. Disponível em: <http://www.seer.unirio.br/index.php/monografiasppgi/article/ 
viewFile/216/221>. Data de acesso: 18 jun. 2014.
SORDI, J. O. D. Gestão por Processos: uma abordagem da moderna administração. São 
Paulo: Saraiva, 2005..

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