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Fonte: Relatórios... (s.d.). 2.1 Objetivo da auditoria A auditoria tem por objetivo expressar, a respeito das demonstrações financeiras de uma entidade, opinião que assegure com propriedade se elas representam de forma fiel a posição patrimonial e financeira da empresa, seus resultados e operações, os recursos correspondentes aos períodos examinados, de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade. De forma geral, podemos descrever 0 objetivo principal da auditoria como 0 processo pelo qual auditor certifica, por meio da emissão de um relatório de expressão de opinião, tido por asseguração razoável, a veracidade das demonstrações financeiras elaboradas pela entidade. 16 AUDITORIA Para Attie (2011), as demonstrações contábeis, de modo geral, precisam ser preparadas de forma que exprimam com clareza a real situação da empresa em termos de seus direitos, obrigações e resultados das operações realizadas no período em exame, incluindo-se, nessa preparação, os critérios e procedimentos contábeis adotados em sua elaboração e segundo princípios de contabilidade, de forma que proporcionem interpretação uniforme e facilidade de compreensão. 2.2 Origem da auditoria Necessária aos investidores e proprietários na atual situação econômico-financeira, que representa patrimônio das entidades, principalmente com surgimento das transnacionais distribuídas geograficamente e com simultâneo desenvolvimento econômico que aflorou a partir da globalização e foi disseminando capital estrangeiro, a auditoria é a ferramenta que auxilia a administração na tomada de decisão em busca de melhores resultados. De acordo com Sá (1998), auditoria contábil é uma tecnologia que usa a revisão e a pesquisa para fins de opinião e orientação sobre situações patrimoniais, e sua importância é reconhecida há milênios, desde a antiga Suméria. Há provas arqueológicas de registros da família real de Urukagina e do templo sacerdotal sumeriano que datam de mais de 4.500 anos a. C. Já termo "auditor", segundo Sá (1998), é antigo, mas não se conhece ao certo sua origem nem data; admite-se que seu uso tenha sido adotado por volta do século XII, na Inglaterra, no reinado de Eduardo I. Oriunda do latim, a palavra significa "aquele que ouve" ou, exatamente, "ouvinte", e foi adotada para representar aquele que daria opinião sobre algo que comprovou ser verdade ou não. Pode-se afirmar que a Revolução Industrial, em meados do século XVIII, foi responsável por proporcionar novas técnicas e diretrizes à contabilidade e, consequentemente, à auditoria, como já explicado, a partir da expansão das transnacionais. Sá (1998) também menciona que Railway Companies Consolidation Act, de 1845, logo após a contabilidade penetrar nos domínios científicos, obrigava a verificação anual dos balanços, a ser feita por auditores. 2.3 A auditoria no Brasil Relacionada às instalações de empresas internacionais de auditoria independente, a auditoria no Brasil tem como ponto de partida as filiais e subsidiárias de empresas estrangeiras, os financiamentos de empresas brasileiras por meio de entidades internacionais, a evolução do mercado de capitais, 0 crescimento das empresas brasileiras e a necessidade de descentralização e diversificação de suas atividades econômicas, a profissionalização da diretoria, a criação de normas de auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil em 1972, a criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Lei n° 6.404/76, das Sociedades por Ações. Estes são os marcos que podemos citar sobre a auditoria no Brasil. Vale ressaltar que a origem da contabilidade deu-se em 1822, com a chegada da família real ao Brasil. 17 Unidade I Observação No Brasil, 0 desenvolvimento da auditoria surgiu quando 0 Bacen (Banco Central) criou normas oficiais de auditoria em 1972, para 0 controle do sistema financeiro. A obrigatoriedade da aplicação da auditoria teve inicio na Bolsa de Valores por meio da Lei n° 6.385/76, após a regulamentação da Lei 6.404/76, Lei das SAs (Sociedades Anônimas).