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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI TAINAR SANTOS DE ARAUJO A IMPORTÂNCIA DO ENSINO INFANTIL E AS CONTRIBUIÇÕES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL CRUZEIRO DO SUL - AC 2026 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI TAINAR SANTOS DE ARAUJO A IMPORTÂNCIA DO ENSINO INFANTIL E AS CONTRIBUIÇÕES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia. CRUZEIRO DO SUL - AC 2026 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO INFANTIL E AS CONTRIBUIÇÕES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL TAINAR SANTOS DE ARAUJO Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais. RESUMO- Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a importância da Educação Inclusiva no processo de ensino aprendizagem e observar dificuldades enfrentadas na educação para os alunos com deficiência. Como abordagem metodológica elegeu-se a pesquisa qualitativa, que se deu por meio de pesquisa bibliográfica, no intuito de compreender o que vem sendo estudado sobre o tema e publicado por autores de referência na área e estudos mais atuais. Os materiais selecionados foram estudados buscando analisar os principais achados. Como principais resultados evidenciou-se que, apesar do consistente amparo legal, persistem entraves estruturais e formativas que limitam a aprendizagem e permanência de crianças com deficiência e com altas habilidades/superdotação. A investigação destaca a educação infantil como etapa estratégica para consolidar essa mudança paradigmática e aponta a centralidade do educador, bem como a articulação com a família, como eixos fundamentais. Conclui-se que a superação de modelos tradicionais e a promoção de práticas flexíveis exigem um compromisso coletivo entre Estado, escola e sociedade, viabilizado pelo fortalecimento da formação docente e pela ampliação de investimentos públicos eficazes. PALAVRAS-CHAVE: Educação Inclusiva. Educação Especial. Formação Docente. Prática Pedagógica. Educação Infantil. ABSTRACT - This study aims to reflect on the importance of early childhood education within the teaching-learning process of special education. Furthermore, within this context, it addresses the importance of the teacher's role and perspective regarding inclusive education students, focusing on teaching methods and approaches that ensure meaningful learning at this stage of life. As a methodological approach, qualitative research was adopted through a literature review, aiming to understand the current state of research and the publications of reference authors in the field, as well as recent studies. The selected materials were analyzed to examine the main findings. The main results evidenced that, despite a consistent legal framework, structural and teacher education obstacles persist, limiting the learning and permanence of children with disabilities and high abilities/giftedness. The investigation highlights early childhood education as a strategic stage to consolidate this paradigmatic shift and points to the centrality of the educator, as well as collaboration with the family, as fundamental pillars. It is concluded that overcoming traditional models and promoting flexible practices require a collective commitment among State, school, and society, enabled by the strengthening of teacher education and the expansion of effective public investments. KEYWORDS: Inclusive Education. Special Education. Teacher Education. Pedagogical Practice. Early Childhood Education. 1 INTRODUÇÃO A escolha do tema surgiu a partir de questionamentos sobre as contribuições que podem surgir da relação da família com a escola no processo de inclusão. Sabemos que a educação é um processo que irá depender de dois pilares, sendo uma a família e o outro a instituição educacional. Podemos falar o mesmo da inclusão, que para ocorrer de fato e com eficiência irá depender destes dois pilares. A associação destas duas instituições, resultará no desenvolvimento integral da criança, assim como em uma inclusão mais satisfatória . A família configura-se como a base principal do desenvolvimento da criança como ser humano em todos os aspectos de sua vida. Perante a sociedade a família é o principal grupo social, uma vez que é através desta que os indivíduos conhecem o mundo, moldam seu caráter e adquirem características únicas. Com o passar dos anos, as famílias sofrem modificações advindas da cultura e da economia. Antes podíamos ver famílias numerosas, com diversos filhos, porém, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, vemos que cada vez mais, a famílias estão menores e muitas vezes as mulheres têm optados por não terem filhos. Este trabalho aborda a temática da Educação Inclusiva no processo de ensino aprendizagem na escola, especialmente na educação infantil, e tem por objetivo refletir sobre a importância da Educação Inclusiva no processo de ensino aprendizagem e observar dificuldades enfrentadas na educação para os alunos com deficiência. Além disso, aborda também, nesse contexto, a importância do trabalho do professor e sua visão para com o aluno da Educação Inclusiva, por meios de ensino e formas para que o ensino aprendizagem seja de fato significativo para o aluno nessa fase da vida dele. Como abordagem metodológica elegeu-se a pesquisa qualitativa, que se deu por meio de pesquisa bibliográfica, no intuito de compreender o que vem sendo estudado sobre o tema e publicado por autores de referência na área e estudos mais atuais. Os materiais selecionados foram estudados buscando analisar os principais achados. Diante desse cenário, este trabalho evidencia que a efetivação da educação inclusiva no Brasil, embora respaldada por um arcabouço legal consistente, ainda enfrenta entraves significativos que demandam a superação de modelos tradicionais e a garantia de condições concretas de permanência e aprendizagem para crianças com deficiência e com altas habilidades/superdotação. A análise realizada constata que, apesar dos avanços políticos, persistem fragilidades estruturais e formativas no cotidiano escolar, destacando a educação infantil como uma etapa estratégica para o desenvolvimento dessas práticas. Ao longo do estudo, reforça-se a centralidade do papel do educador e a indispensável articulação com a família, concluindo-se que a consolidação de uma mudança paradigmática e de práticas pedagógicas flexíveis requer um compromisso coletivo entre Estado, escola e sociedade, pautado na ampliação de investimentos públicos e no fortalecimento da formação docente. REFERENCIAL TEÓRICO A Educação Inclusiva pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humana, vendo assim, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensoriais e de gênero dos seres humanos. E a transformação da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos (SILVA, 2017). Contudo, ter necessidades educativas específicas, não significa sempre, deficiência física ou intelectual. Qualquer pessoa em um dado momento da sua vida pode necessitar de um apoio suplementar para ultrapassar determinadas barreiras que se apresentam em sua aprendizagem. Mantoan (1997) afirma que para distinguir as causas das necessidades educativas dos alunos é preciso averiguar qual a natureza da necessidade, isto é, se esta é esporádica ou se é permanente, ou ainda se são ligeiras,médias ou profundas. “Quando nasce uma criança deficiente, as pessoas tendem a mudar os seus comportamentos, tornando a entrada na escola uma das situações mais difíceis para estas crianças. Daí a importância de a entrada na escola ser prevista o mais cedo possível “ (Mantoan,2015, p.40.) As instituições de ensino público de educação infantil possuem uma enorme proporção de alunado, entre-lhe, há aqueles que possuem uma deficiência física ou intelectual, e que em alguns momentos não vivenciam na escola um ambiente de inclusão, que lhes assegurem uma educação qualitativa, honrando suas particularidades. Mas por quais motivos ainda existem essas desigualdades e exclusões nas instituições de ensino? Existem muitas causas que impossibilita esse ato de inclusão. Escolas com falta de adequação física as quais atenda a transitabilidade, a contrariedade em adquirir uma diagnose, a carência na qualificação de profissionais da área de educação inclusiva, esses são alguns dos numerosos problemas existentes na rotina de muitas escolas públicas. Sendo a educação infantil a etapa da educação básica que lança as bases para todo o desenvolvimento escolar da criança, bem como a porta de inserção para uma vida em sociedade, é imprescindível dizer que a inclusão na educação infantil produzirá benefícios que fomentarão o desenvolvimento global do aluno autista, dando a este, mesmo dentro de suas limitações, a oportunidade de uma evolução significativa nos seus aspectos motores, afetivos e cognitivos. Dentro da educação infantil ocorre a possibilidade de intervenções precoce, que poderão desmistificar certas inabilidades, proporcionar o desenvolvimento de habilidades essências â sua formação escolar e cidadã e auxiliar os pais que muitas vezes, se encontram desassistidos sem o conhecimento necessário que norteie suas atitudes e decisões frente às especificidades de seu filho. Assim como as crianças ditas “normais” também são beneficiadas já que são oportunizadas a conviverem com os diversos aspectos das diferenças, desenvolvendo então habilidades como a empatia, a compreensão e a solidariedade que as preparam para uma vida social mais efetiva. Assim a política educacional direcionada ao desenvolvimento da vida humana é a uma conquista da cultura, da percepção crítica e do aproveitamento das potencialidades do ser humano requerendo no entanto, um posicionamento político dos processos educativos. “Assim sendo, poderemos visualizar as possibilidades de reconstrução da sociedade humana menos desigual, em que os direitos alcancem e perpasse por todos os grupos e classes sociais” (PEREIRA, 2023, p.). Comment by User: Falta inserir a página “A inclusão dever ter inicio sempre na Educação Infantil, aonde se desenvolvem todas as bases necessárias para um conhecimento melhor. O lúdico , o acesso ás varias formas diferenciadas para uma construção e conhecimento e de comunicação, tem as riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança diagnóstico e não enquanto indivíduo” (PEREIRA, 2023, p.). Comment by User: Falta inserir a página O termo da Inclusão tem sido bastante utilizado, vivido na mídia, nos projetos sócios educacionais.A inclusão que estamos falando, essa não depende exclusivamente de leis, mas de atitudes onde realmente se deseje incluir algo ou alguém. Um aluno com qualquer que seja sua necessidade educacional especial, quando incluído na rede regular de ensino, passa por adaptações emocionais, que muitas vezes não são percebidas pelos demais. Contudo, ter necessidades educativas especiais, não significa sempre, deficiência física ou intelectual. Qualquer pessoa em um dado momento da sua vida pode necessitar de um apoio suplementar para ultrapassar determinadas barreiras que se apresentam em sua aprendizagem. Mantoan (1997) afirma que para distinguir as causas das necessidades educativas especiais, precisa-se averiguar qual a natureza da necessidade, isto é, se esta é esporádica ou se é permanente, ou ainda se são ligeiras, médias ou profundas. “Quando nasce uma criança deficiente, as pessoas tendem a mudar os seus comportamentos, tornando a entrada na escola uma das situações mais difíceis para estas crianças. Daí a importância de a entrada na escola ser prevista o mais cedo possível” (Mantoan,2015, p.40.) A inclusão escolar deve ter início na Educação Infantil, onde se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento. Nessa etapa, o lúdico, o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança diagnóstico e não enquanto indivíduo ( ALMEIDA, Ney Luiz Texeira de 2000) Na sociedade atual, o termo Inclusão tem sido muito utilizado, evidenciado na mídia, em projetos sócios educacionais. Sabemos que independente de qual inclusão estivermos falando, essa não depende exclusivamente de leis, mas de atitudes onde realmente se deseje incluir algo ou alguém. Um aluno com qualquer que seja sua necessidade educacional especial, quando incluído na rede regular de ensino, passa por adaptações emocionais, que muitas vezes não são percebidas pelos demais. “Pois o mesmo está começando a fazer parte de um mundo antes desconhecido, com pessoas diferentes e que muitas vezes o olham com certa estranheza, talvez não voluntariamente demonstrando assim atitudes discriminatórias, mas por simples falta de conhecimento sobre como agir com uma pessoa deficiente”. (Mantoan,2015, p.41.) A inclusão escolar tem como objetivo inserir, sem distinção, todas as crianças e adolescentes com variados graus de comprometimento social e cognitivo em ambientes escolares tradicionais, com intuito de diminuir o preconceito e estimular a socialização das pessoas com desenvolvimento atípico para que desfrutem dos espaços e ambientes comunitários. “Portanto, ao se deparar com a criança e com o cenário que ela compõe, levanta-se a hipótese de que os professores possam não estar aptos para suprir as necessidades expressas pelo aluno, suas próprias dificuldades a fim de supri-las frente a este desafio.” (Mantoan,2015, p.41.) O papel da escola é fazer o reconhecido no nível da educação, na elaboração de estratégias para que estes alunos com autismo consigam desenvolver capacidades para se integrar e interagir com as outras crianças sem deficiência. Já a família tem também um papel importante, pois é a responsável por dar atenção, os cuidados, amor e deverá zelar por toda uma vida. É necessário dispensar algumas horas para que as crianças possam se sentir queridas e mostrar o que aprenderam. O nível de desenvolvimento da aprendizagem geralmente é lento e gradativo, portanto, caberá ao professor adequar o seu sistema de comunicação a cada aluno. “O professor tem a responsabilidade a dar atenção especial e sensibilização dos alunos e dos envolvidos para saberem quem são e como se comportam esses alunos. Deve-se entender que ensino é o principal objetivo do trabalho com crianças . Ensinar coisas funcionais para a criança autista é a essência de um trabalho adequado e a persistência é um grande aliado deste objetivo. “ (Mantoan,2015, p.37) É preciso oferecer mais oportunidades a todos e também a estes sujeitos com altas habilidades para que se cumpra o papel social. A inclusão escolar precisa levar em consideração a existência de uma pluralidade cultural, e da complexidade das redes de interação humana. Ela não deve se limitar à inserção daqueles alunos com deficiência na rede convencional de ensino. “Deve-se pois, beneficiar todos os alunos, com ou sem deficiência, que são excluídos das escolas comuns do ensino mais tradicional, ministrado nas salas de aula do ensino normal/convencional, motivando em mudanças nos processos de ensino e de aprendizagem” (Mantoan,2015, p.37) De acordo com esse artigo, percebe-seque o legislador entende que mesmo o atendimento especializado para os alunos com deficiência deve ser realizado de preferência na rede regular de ensino. “Vale ressaltar que o convívio dos alunos com ou sem deficiência além de permitir a inclusão contribui para a quebra de ações discriminatórias e pode ajudar no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, além de ajudar a superar o preconceito e permitir o desenvolvimento de pessoas mais conscientes sobre a necessidade de nos tornarmos uma sociedade mais inclusiva.” (Mantoan,2015, p.37) Na escola o professor deve sempre investir no aluno, e para isso é necessário conhecê-lo. Também é de essencial importância mobilizar esforços para habilitar todas as escolas para o atendimento dos alunos em qualquer comunidade, especialmente aqueles que têm sido excluídos das oportunidades educacionais. Não basta que todas as crianças especiais sejam matriculadas, é necessário criar condições para que estas possam manter-se na escola. A estratégia da educação inclusiva, é levar os alunos a aprenderem na prática, envolvendo-se em situações do mundo real, que sejam mais significativas, onde suas habilidades serão desenvolvidas através da aplicação, estimulando-se o pensamento crítico e reflexivo. Diante do exposto, conclui-se que para o processo que vise a inclusão escolar, é necessário que haja uma transformação no sistema que venha a beneficiar toda e qualquer pessoa, levando em conta as potencialidades do sujeito e não mais as suas deficiências e limitações. “O papel da escola é receber, ensinar e compartilhar junto aos professores os saberes, enquanto o aluno constitui-se como pessoa autônoma e preparam-se para o futuro com relações entre colegas, professores, funcionários, família e comunidade” Lanuti (2015, p. 30) Faz-se notar a importância de entender que toda criança, independentemente de suas necessidades tenha o direito a participar de um ambiente que promova a inclusão e receber serviços especiais interagindo tanto quanto possível com os seus colegas precisam prever e prover na forma de organizar suas classes comuns, serviços de apoio psicopedagógico e outros auxílios especializados. De acordo com Mantoan (2015, p.40), tal substituição do ensino regular pelo especial não esta de acordo com a Constituição Federal, pois para eles o entendimento é de que não se trata de substituir um ensino pelo outro, mas sim de oferecer instrumentos que tornem a educação acessível. Portanto, conforme afirma a autora não se justifica a manutenção de um ensino especial apartado. Outro documento muito importante para o avanço histórico da inclusão é a Convenção Interamericana para a Eliminação de todas as formas de discriminação contra pessoas com deficiência, esta Convenção tem por objetivo prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas com deficiência e proporcionar a sua plena integração à sociedade. É essencial que o aluno com necessidades especializadas para avancem em seu próprio ritmo, explorando ao máximo seu potencial e competências, sem estar submetido a um conteúdo curricular que já domina; e que possa construir novos conhecimentos em convivência com parceiros de semelhante faixa etária, em um contexto normal de sala de aula. Não se deve impor ao aluno o trabalhar com conteúdos pouco desafiantes. A escolarização cresceu num modo ordenado e especializado de educação, e tornou-se o contexto central do desenvolvimento individual das crianças e jovens, assumindo em seguida funções sociais e emocionais adicionais. Isso se deu na medida em que os pais e mães passaram a trabalhar fora de casa, sendo que cada vez mais se reduz suas intervenções e funções reprodutivas culturais e sociais. As responsabilidades da escola hoje vão além de simples transmissora de conhecimento científico. Sua função é muito mais ampla e profunda. Tem como tarefa intensa, educar a criança para que ela tenha uma vida plena e satisfatória, colaborando assim para melhoria da sociedade em questão. (Mantoan,2015, p.37) Outra definição interessante de inclusão é aquela que se diferencia do vocábulo “integração”, pois apesar de terem significados semelhantes são empregados em situações distintas. “O termo integração está mais relacionado com a colocação pessoas com deficiência nas escolas comuns, e também em escolas especiais próprias para pessoas com deficiência, porém esse pode não ser o termo mais adequado já que a integração é um tipo “parcial” de inserir o aluno com deficiência, pois um aluno que vai para uma escola de educação especial não costuma retornar para as escolas de ensino regular” (Mantoan,2015, p.37) “ Num contexto histórico, a idéia de “trabalhar a parte” com pessoas deficientes, de modo a separá-los dos outros foi constituída através da justificativa de que esses alunos não teriam aptidão para acompanhar seus colegas de turma, dentre eles os alunos filhos de lares pobres, indisciplinado, entre outros” (MANTOAN, 2015, p. 37). Assim, é importante o estudo e analise do avanço histórico da inclusão principalmente no que diz respeito à legislação que teve alguns avanços e alguns retrocessos. Ao se tratar da escola enquanto espaço de acolhimento, destaca-se que a instituição deve ser vista como lócus significativo para que a cidadania seja construída. Isso significa construir uma identidade a partir de condutas nas quais os alunos se reconheçam enquanto cidadãos e isso precisa ser direcionado a todos. Nesse sentido, Marques e Silva (2020) destacam que a escola inclusiva precisa ser comprometida com os direitos humanos e os que deles derivam. Ademais, compreende-se que o ambiente escolar precisa ser composto por profissionais capacitados, comprometidos com a causa que a inclusão representa. Ressalta-se, então, que a escola deve estar organizada e estruturada para o acolhimento dos alunos respeitando, principalmente, sua diversidade, sua especificidade e potencialidades. Todos os estímulos direcionados a crianças de 0 a 3 anos de idade serão muito mais intensos, pois o desenvolvimento cerebral nesse período é consideravelmente mais acelerado do que em comparação aos anos posteriores. Mas cabe destacar que não apenas os estímulos positivos, mas também os negativos são propensos a gerar resultados na fase adulta. Nesse contexto Mendes ressalta que “o desenvolvimento do cérebro é muito mais vulnerável nessa etapa e pode ser afetado por fatores nutricionais, pela qualidade da interação, do cuidado e da estimulação proporcionada à criança” (MENDES, 2010, p.47-48). Essa inserção ao ambiente escolar é de fundamental importância para as crianças pequenas portadores de deficiência. Para Carneiro (2012) a interação entre as crianças contribui para formar uma geração mais consciente, sem preconceitos com o diferente. Mas para que isso aconteça, a escola deve promover uma prática pedagógica em que as crianças da Educação Infantil possam cultivar o respeito, o companheirismo, a concepção de cuidado consigo e com o outro, dentre outros tantos valores, visando a formação de cidadãos justos e éticos. O processo de inclusão na construção de escolas para todas as crianças com ou sem deficiência necessita de uma série de ressignificações da percepção do outro, bem como um conjunto de providências que envolve, desde o espaço físico, dos recursos, das formações, do trabalho pedagógico, que devem ser pesquisados, discutidos no âmbito de todos os envolvidos no processo educativo. (BROSTOLIN; SOUZA, 2023, p. 57) Comment by User: Falta inserir aspas na frase citada Em sua obra Brostolin e Souza (2023, p. 55) destacam a importância de trazer a convivência, “Quando o professor afirma que é importante a convivência da criança com deficiência, com a criança normal, pode-se ter o entendimento do conceito de integração”. Trazer a integração é a chave para a inclusão escolar, pois quando é unida a práticas gera um ambiente de bem-estar fazendo com que o indivíduo se sinta parte da turma e estimulado a aprender mais. Dentro da sala de aula é o espaço em que a pessoa com deficiência passa maistempo no ambiente escolar e sua aprendizagem possui um próprio ritmo. Assim, cabe ao professor estimular situações que gerem comunicação e participação em grupo, para ter a construção de aprendizagem e proporcionar uma boa convivência entre os alunos. Essa aprendizagem é destacada na obra de Soares (2021, p. 128), “Nesses espaços e tempos destinados ao brincar, afirmamos a necessidade de momentos formativos que tematizem a brincadeira, suscitando diálogos sobre o brincar nas práticas com as crianças.”. Dessa forma, as brincadeiras devem ser estimuladas e tematizadas, sendo crucial para o processo formativo da criança. Então, entende-se que a formação continuada, a participação das famílias, adaptação de recursos e o diálogo são fundamentais. A comunicação deve ocorrer por parte de todos, a direção deve abrir espaço para os funcionários da escola, pois essa atitude é um diferencial nos diversos momentos em que forem dialogar com as crianças com deficiência. Essa abordagem está sendo feita porque muitas vezes pode não haver compreensão das necessidades e especificidades da criança, o que acarreta em algumas situações desagradáveis para elas. Também é preciso que haja planejamento, a fim de organizar a rotina das crianças com deficiência que precisam da atenção como as crianças sem deficiência, e têm direito de acessar atividades internas e externas elaboradas anteriormente no próprio planejamento escolar realizado pela professora ou professor regentes, sendo que para elas é necessária devida adaptação. É através dos desafios que possibilitam perceber os problemas e pensar nas soluções. Nessa organização da escola uma das mais importantes é na estrutura física da instituição de ensino, pois traz acessibilidade. Essa possibilidade de locomoção não é apenas para crianças com deficiência, mais também, para aquelas sem. É uma mudança estrutural que traz benefícios para todos. Por exemplo, encontra-se dificuldade na locomoção de uma pessoa com deficiência motora ao passar na rua com sua cadeira de rodas e se deparar com calçadas altas, imagina na própria escola que deveria ser um local que proporcione acolhimento e incentivo. Silva (2019, p, 171) na sua obra destacou essa necessidade, “Os alunos cadeirantes são os que mais sofrem com a falta de estrutura física adequada. 3 CONCLUSÃO À luz das discussões desenvolvidas ao longo deste trabalho, evidencia-se que a educação inclusiva no Brasil, embora respaldada por um arcabouço legal consistente, ainda enfrenta entraves significativos no que se refere à sua efetivação no cotidiano escolar. A análise realizada permitiu compreender que a inclusão de crianças com deficiência e com altas habilidades/superdotação não se limita ao acesso à escola regular, mas demanda condições concretas de permanência, aprendizagem significativa e desenvolvimento integral. Constata-se que, apesar dos avanços no discurso político e nas políticas públicas, persistem fragilidades estruturais, pedagógicas e formativas que dificultam a consolidação de práticas verdadeiramente inclusivas. Ademais, o estudo reforça que a educação infantil se configura como etapa estratégica para o desenvolvimento de práticas inclusivas, uma vez que é nesse período que se estabelecem as bases cognitivas, sociais e emocionais dos indivíduos. Nesse contexto, o papel do educador é central, exigindo sensibilidade, preparo técnico e compromisso ético com a diversidade. Igualmente relevante é a participação da família, cuja articulação com a escola se mostra indispensável para o fortalecimento do processo educativo e para o atendimento das necessidades específicas de cada criança. Outro aspecto relevante diz respeito à necessidade de superação de concepções reducionistas acerca das deficiências e das altas habilidades, compreendendo os sujeitos em sua totalidade e potencialidade. A perspectiva inclusiva exige uma mudança paradigmática que ultrapasse modelos tradicionais de ensino, promovendo práticas pedagógicas flexíveis, contextualizadas e centradas no aluno. Dessa forma, conclui-se que a efetivação da educação inclusiva no Brasil requer não apenas o cumprimento das legislações vigentes, mas, sobretudo, um compromisso coletivo entre Estado, escola, família e sociedade. Torna-se imprescindível ampliar investimentos públicos, fortalecer a formação docente e promover políticas educacionais mais equitativas e eficazes. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Ney Luiz Texeira de. O Serviço Social na Educação. In: Revista Inscrita. CFESS, 2000. BATISTA, Cristina Abranches Mota, Maria Teresa Egler Mantoan. Educação inclusiva: atendimento educacional especializado para a deficiência mental. [2. ed.] /– Brasília : MEC, SEESP, 2006. 68 p. : il. BITTENCOURT, Evaldo de Souza. Politicas públicas para a educação básica no brasil, descentralização e controle social – limites e perspectivas. Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ Rj, 2009. Disponível em: http://www.lppbuenosaires.net/ppfh/documentos/teses/politicaspublicas.pdf BONI, Valdete e Sílvia Jurema Quaresma. 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