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PARALISIA BRAQUIAL PERINATAL 
 
PLEXO BRAQUIAL 
A Paralisia Braquial Perinatal (PBP), também 
conhecida como Paralisia Obstétrica do Plexo 
Braquial, é uma lesão dos nervos do braço que 
ocorre durante o nascimento. 
Este plexo é formado pelos ramos anteriores dos 
quatro nervos espinhais cervicais inferiores (C5, 
C6, C7, C8) e do primeiro nervo espinhal torácico 
(T1). 
A lesão é provocada pelo estiramento excessivo dos 
troncos nervosos ou, em casos mais graves, pela 
avulsão das raízes nervosas. A condição 
manifesta-se como uma paralisia ou paresia flácida 
do membro superior afetado, podendo ou não estar 
associada à perda de sensibilidade. 
ANATOMIA DO PLEXO BRAQUIAL 
O plexo braquial se estende do pescoço até a axila, 
passando pela região supraclavicular e 
infraclavicular. Os principais nervos que emergem 
do plexo braquial e suas funções incluem: 
● Nervo Musculocutâneo: Responsável 
pela flexão do cotovelo e supinação do 
antebraço. 
● Nervo Axilar: Inerva o músculo deltóide, 
permitindo a abdução do braço. 
● Nervo Radial: Inerva os músculos do 
tríceps, extensores do punho e dedos, e está 
envolvido na abertura dos dedos. 
● Nervo Mediano: Fundamental para o 
funcionamento da mão, controlando a 
flexão do punho e dedos, e a oponência do 
polegar. 
● Nervo Ulnar: Importante para a função da 
mão, especialmente os movimentos finos 
dos dedos e a adução. 
O plexo braquial é organizado em raízes, troncos, 
divisões, fascículos e ramos. As raízes (C5-T1) se 
unem para formar os troncos (superior, médio e 
inferior), que se dividem em divisões (anterior e 
posterior). As divisões se reagrupam para formar os 
fascículos (lateral, medial e posterior), dos quais 
emergem os nervos terminais. 
 
FISIOPATOLOGIA DO PLEXO BRAQUIAL 
A paralisia braquial perinatal, também conhecida 
como paralisia obstétrica do plexo braquial, é 
definida como uma lesão do plexo braquial que 
ocorre durante o nascimento. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO PLEXO BRAQUIAL 
Neuropraxia: Lesão leve, com interrupção 
temporária da condução nervosa devido a 
compressão ou estiramento, sem dano axonal. 
Recuperação geralmente completa e rápida. 
Axonotmese: Dano ao axônio, mas com a bainha 
de mielina e o tecido conjuntivo (epineuro, 
perineuro) intactos. Requer regeneração axonal, 
que é um processo mais lento e pode não ser 
completo. 
Neurotmese: Lesão completa do nervo, incluindo 
o axônio e as bainhas de tecido conjuntivo. 
Geralmente requer intervenção cirúrgica para 
reparo e o prognóstico é menos favorável. 
COMPONENTES LESIONADOS DO PLEXO 
BRAQUIAL 
Paralisia de Erb-Duchenne (Paralisia Alta): 
Raízes Afetadas: C5, C6, e frequentemente C7 e 
C8 > Lesões altas. 
Manifestações: Prevalente em cerca de 80% dos 
casos. Afeta os músculos proximais do membro 
superior. O braço acometido fica sem movimento, 
ao lado do corpo, com o ombro rodado 
internamente e aduzido, o cotovelo estendido e o 
punho ligeiramente fletido. Perda da abdução e 
rotação externa do braço. Incapacidade para flexão 
do cotovelo e supinação do antebraço. Ausência do 
reflexo bicipital e de Moro no lado acometido. 
Preservação da força do antebraço e da capacidade 
de preensão da mão. Possível deficiência sensorial 
na face externa do braço e antebraço, polegar e 
indicador. A "mão em gorjeta" é uma característica 
descrita, onde o polegar está aduzido e os outros 
dedos levemente fletidos. 
Músculos Comprometidos: Supraespinhal, 
infraespinhal, deltoide, bíceps, braquial, 
braquiorradial. 
Reflexos Ausentes: Bicipital, deltóideo, radial. 
Reflexos Presentes: Preensão palmar. 
Paralisia de Klumpke (Paralisia Baixa) 
Raízes Afetadas: C8 e T1. 
Manifestações: Menos comum (menos de 2% dos 
casos). Afeta os músculos distais do membro 
superior, especialmente a mão. Fraqueza e paralisia 
flácida dos músculos flexores do punho e dedos, e 
dos músculos intrínsecos da mão. Déficit distal 
significativo. Ausência da função da mão, com 
atrofia dos músculos intrínsecos da mão. Reflexo de 
preensão palmar ausente. Reflexo bicipital e radial 
presentes. Pode estar associada à Síndrome de 
Horner (ptose palpebral, enoftalmia, miose e 
anidrose facial) devido ao envolvimento das fibras 
simpáticas. 
Músculos Comprometidos: Flexores dos dedos 
e punho, músculos intrínsecos da mão. 
Reflexos Ausentes: Preensão palmar. 
Reflexos Presentes: Bicipital, radial. 
Paralisia Total ou Erb-Klumpke (Paralisia 
Completa) 
Raízes Afetadas: C5 a T1. 
Manifestações: Acometimento completo do 
membro superior, com paralisia flácida de todos os 
músculos, ausência de todos os reflexos e perda de 
sensibilidade em todo o membro. Pode haver 
acometimento do nervo frênico (C3-C5), levando a 
desconforto respiratório. O envolvimento da raiz de 
T1 pode causar a Síndrome de Horner. 
Reflexos Ausentes: Todos (bicipital, radial, 
ulnar, preensão palmar, Moro). 
QUADRO CLÍNICO 
Fraqueza Muscular: Variando de paresia a 
paralisia flácida no membro superior afetado. 
Desalinhamento Postural: O membro afetado 
pode assumir posições características dependendo 
do tipo de paralisia (ex: rotação interna do ombro, 
extensão do cotovelo na paralisia de Erb). 
Atrofia/Hipotrofia Muscular: Pode ocorrer em 
casos mais graves ou prolongados. 
Dificuldades nas Transferências Posturais: 
O bebê pode ter dificuldade em se apoiar ou mover 
o membro afetado. 
Dificuldades nas Funções de Membro 
Superior: Afeta a capacidade de agarrar, brincar e 
interagir com o ambiente. 
Contratura em Rotação Interna e Adução: 
Comum em paralisias não tratadas, especialmente 
do ombro. 
Sinal do Tocador de Trombeta: Descrição da 
posição do braço em rotação interna e adução, com 
o cotovelo estendido, lembrando a posição de um 
músico tocando trombeta (mais associado à 
paralisia de Erb). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	PARALISIA BRAQUIAL PERINATAL

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