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TECNICAS RETROSPECTIVAS - GIOVANONNI Conservação e restauro Universidade Paulista (UniP) 8 pag. Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 1 Sumário História da igreja ................................................................................................ 2 Incêndio da Igreja ............................................................................................... 4 Gustavo Giovannoni ........................................................................................... 5 Reforma segundo Gustavo Giovannoni, segundo a “Carta Italiana do Restauro” ........................................................................................................................... 6 Referências Bibliográficas .................................................................................. 7 Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 2 História da igreja Situada no estado de Goiás, municipio de Arraial das Minas de Nossa Senhora do Rosário, atualmente conhecida como Pirenópolis, cidade tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1989, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, foi construída no início da colonização do estado, entre os anos de 1728 e 1732. A igreja foi a primeira e maior construção religiosa do Estado de Goiás, e não se sabe especificar de quem foi a iniciativa da construção e quem colaborou para a realização da obra. Imagem 01 - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário Fonte: Google Imagens, 2017. Construída no estilo colonial do barroco arcaico, a Igreja Matriz de Pirenópolis é marcada por um histórico bastante conturbado. Erguida pela mão de obra dos escravos, a Matriz de Nossa Senhora do Rosário tem os alicerces de cantaria e as paredes feitas de taipa de pilão. Apenas as paredes mais altas das torres são feitas de adobe. Na parte frontal, a taipa é reforçada por uma gaiola de aroeira, madeira de lei muito utilizada em construções desse período. A igreja foi construída de forma que, a qualquer hora do dia, o sol incidisse sobre a sua fachada principal. A torre do lado nascente foi construída em 1763, pois até esse período, só existia a torre onde se encontra o sino. Em 1766, Reginaldo Fragoso de Albuquerque foi contratado para pintar o frontispício do altar. Três anos mais tarde, esse altar sofreu um recuo, com o objetivo de aumentar o espaço da capela. Para este recuo foi utilizado a taipa de seixos. E em 1758 foi implantado um assoalho na capela, sob o qual se sepultavam pessoas ilustres da sociedade. Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiGiIv3lOTWAhVKhpAKHau5APcQjRwIBw&url=http://wikimapia.org/4777352/pt/Igreja-Matriz-de-Nossa-Senhora-do-Ros%C3%A1rio-de-Piren%C3%B3polis&psig=AOvVaw3p84-E_msZa4eNB6LA6wQV&ust=1507659488803539 https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 3 Imagem 02 - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário Fonte: Google Imagens, 2017. A obra principal terminou no ano de 1732, mas ainda existiam ajustes a serem realizados e esses se arrastariam ainda por muitos anos, alguns desses ajustes eram a colocação de móveis, reforços sobre as janelas e portas, pisos ladrilhados e esgoto ao redor da igreja, esses elementos só foram acrescidos em 1757. Além desses ajustes, a igreja sofreu algumas alterações arquitetônicas, devido aos períodos de tempo e as diferentes coordenações dos padres. Porém, seu estilo colonial sempre foi mantido. Os elementos artísticos que existiam nesta igreja eram no estilo barroco, sendo, cinco altares, todos ornados com laminações de ouro. No arco do Cruzeiro existiam duas estátuas de anjos e um cortinado com franjas, ambos esculpidos em madeira, que datavam de 1770. No teto da capela principal estava pintada a imagem da Nossa Senhora do Rosário, datada de 1864, havia também um barrado azul com grandes estrelas brancas na parede da Capela. Havia, nas torres, uma pia batismal em madeira, sua pintura imitava precisamente a pedra sabão, e na torre do campanário existiam 3 sinos datados de 1803 e 1865 e um relógio de pêndulo alemão, que funcionava, datado de 1885. Imagem 03 - Altar Igreja Nossa Senhora do Rosário – Pirenópolis Fonte: Google imagens, 2017. 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Após um diagnóstico criterioso do Iphan, a igreja passou por uma consolidação estrutural com a recomposição de revestimentos, pinturas, esquadrias, escadas, forros e pisos. Além disso, houve a impermeabilização da cobertura, uma imunização contra-ataque de insetos e o restauro de elementos artísticos. Incêndio da Igreja O incêndio ocorreu no dia 05 de setembro de 2002, por volta das 2 horas da madrugada. O local de início foi a sacristia da igreja, se espalhando em seguida por todo o prédio. O laudo das causas do incêndio foi inconclusivo, permanecendo assim, sem explicação e possível punição até os dias de hoje. Tudo foi consumida pelo fogo e, somente as paredes externas de taipa de pilão e algumas obras sacras, retiradas às pressas pelo pároco e por alguns moradores que tentavam ajudar, foram salvas do terrível fim que teve todo o resto. O primeiro a chegar ao local foi o pároco da igreja, Luís Virtuoso, que morava ao lado da igreja. Mas não conseguiu controlar o fogo que já se espalhava rapidamente, assim, chamou o corpo de bombeiros da cidade. Porém, por não ter um carro pipa, foi preciso pedir reforços do município de Anápolis que fica a 72km da cidade, assim o fogo só começou de fato a ser controlado por volta das 6 horas da manhã, mas de acordo com os bombeiros, não era possível jogar água diretamente no fogo, pois ocorreria choque térmico nas paredes ocasionando o desabamento iminente, então só puderam controlar para que não consumisse as casas vizinhas do local. Imagem 05: Igreja após o incêndio. Fonte: Google imagens, 2017. Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) http://google/ https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 5 Gustavo Giovannoni Gustavo Giovannoni nasceu em 1 de janeiro de 1873 em Roma, onde se graduou em engenharia civil, em 1895. Após a graduação, seguiu as lições da história da arte e da arquitetura de Adolfo Venturi. Em 1913, obtevo diploma em Arquitetura Geral perto da Faculdade de Engenharia de Roma. Ele foi um dos mais fervorosos promotoresda Faculdade de Arquitetura de Roma, onde ensinou a restauração de monumentos. De 1921 a 1926 ele assumiu a liderança da seção romana do CAI (Italian Alpine Club), que sob a presidência de Giovannoni viu um aumento no número de guias e membros. Como estudioso e urbanista, está atento à relação entre o antigo e o novo no tecido urbano das grandes cidades (duas de suas intervenções fundamentais são denominadas "Cidade Velha e Construção Nova" e "Construção dos centros antigos"). Além disso, tem sido um dos extensores das primeiras leis de paisagismo de guarda (1939). Meados do século XX, os estudos de Giovannoni sobre as questões envolvidas nas intervenções em velhos centros demarcaram um momento crucial no processo de compreensão do urbanismo como sujeito histórico e como instrumento cultural. Utilizando de valiosas contribuições teóricas que preparavam o terreno para o amadurecimento do tema, Giovannoni soube conjugar estudos provenientes de diferentes campos disciplinares – da restauração de monumentos aos debates sobre o crescimento das cidades. Ele analisou que o traçado abriria caminho para a apreensão dos valores essenciais. Gustavo observava que as especificidades do ambiente urbano antigo já despontavam em diversos estudos. No entanto, a noção predominante de “ambiente histórico” abarcava a área construída imediatamente ao redor dos monumentos como uma “moldura” que permitia a manutenção das características de escala e composição de obras arquitetônicas excepcionais. Analisando os preceitos e conceitos de Gustavo, é notóreo a gradativa evidenciação do aspecto cultural associado aos valores atribuíveis aos artefatos. Ao lançar luzes sobre o caráter subjetivo e mutável de nossos juízos de valor, dependendo de cada tempo e lugar ele abriria caminho para a atribuição de historicidade e artisticidade a diversos artefatos até então considerados ‘menores’, permitindo significativa expansão dos bens identificáveis como patrimônio. A partir de tais conquistas conceituais, o tecido urbano antigo passaria a ser estudado como um artefato patrimonial representativo, considerado como um conjunto dotado de especificidades estéticas e históricas. Sendo assim, Giovannoni foi, portanto, primordial para a aproximação entre as teorias do restauro e as contribuições vindas do urbanismo no que tange à valorização dos conjuntos urbanos antigos. Com uma vasta produção teórica e também prática, aliando conhecimentos no campo da história da arquitetura, das artes e das técnicas construtivas, assim como ampla experiência na área projetual, didática e na política urbana, as teorias de Giovannoni representaram um importante passo para a compreensão dos tecidos urbanos como patrimônio, abrindo caminho para a delimitação de critérios de intervenção na cidade histórica com vistas à preservação de suas especificidades. Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 6 Reforma segundo Gustavo Giovannoni, segundo a “Carta Italiana do Restauro” Minuciosamente, antes da reforma seria necessária uma intensa movimentação para coleta de informações e dados, fotografias, textos, memória, importância, documentos, registros, a fim de ter conteúdo suficiente para a reparação do monumento considerado de maior importância, datado pela a riqueza de ornamentos, pelo tempo de sua construção, pelo seu tamanho, a importância para o município (Pirenópolis), e para o estado (Goiás). Após este primeiro processo, sem limite de tempo, e sim considerando a base científica, e o processo fragmentado e regido por regras, os monumentos e obras sacras, deveriam ser retirados de seus lugares, devidamente fotografadas, para não se perder a posição e restauradas através de documentos e fotografias, chegando novamente ao estado mais próximo do original. Para Giovannoni, o processo científico do restauro, não se limita em tempo, mas se aplica na necessidade do restauro. Também divide o restauro em partes, pois cada fase tem sua importância e historicidade que deve ser registrada e documentada. Em seguida, seriam fotografadas as aberturas, e os elementos estruturais como o material das paredes e da cobertura, novamente seriam coletadas informações e documentos para iniciar a restauração. Novas tecnologias construtivas poderiam ser aplicadas para prolongar a durabilidade do edifício, analisando a qualidade e resistência das paredes de taipa. Qualquer estrutura aplicada deverá ser colocada suavemente sem causar drásticas alterações, compondo a estética da edificação. Para o altar que foi totalmente consumido pelo fogo, aplicaria o mesmo critério da anterior, ou seja, inserindo outro que se encaixe suavemente, que seja do mesmo período histórico, e que se assemelhe ao original. O púlpito e as imagens entalhadas deveriam ser reproduzidos fielmente, as pinturas recuperadas. A inauguração do edifício demoraria mais que cinco anos para ser entregue, e não funcionaria, até toda a edificação e seu contexto estivesse devidamente restaurada. Por sua forte conexão as teorias de Camillo Sitte, toda a parte do entorno urbana, possivelmente poderia ser restaurada, adequando a Edificação e espaço, poderia este também, aplicar novas tecnologias, como drenagem, sistemas de água, esgoto e rede elétrica sem interferir na região de restauro, de forma imperceptível. Document shared on www.docsity.com Downloaded by: laura-ludovico-de-melo-9 (laura.ludovico@gmail.com) https://www.docsity.com/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 7 Referências Bibliográficas ARAÚJO, Antônio Borja. Fundamentação Tórica do Restauro, 2003. Disponível em: https://5cidade.files.wordpress.com/2008/04/fundamentacao-teorica-do- restauro.pdf. Acesso: outubro, 2017. CRUZ, Mauro. O incêndio da Matriz. Disponível em: http://www.pirenopolis.tur.br/turismo/atrativos/centro-historico/igreja- matriz/matriz-incendio . Acesso: outubro, 2017. CABRAL, Renata Campello. A Noção Ambiente de Gustavo Giovannoni, 2013. Disponível em: http://pct.capes.gov.br/teses/2013/33002045014P7/TES.PDF. Acesso: outubro, 2017 Autor desconhecido. Fogo consome 300 anos de história em Pirenópolis, 2002. Disponível em: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,fogo-consome-300- anos-de-historia-em-pirenopolis,20020905p53793. Acesso: outubro, 2017. Autor desconhecido. Igreja Matriz, sua importância e o incêndio, 2012. Disponível em: https://pirenopolis2012.wordpress.com/2012/09/13/igreja-matriz- sua-importancia-e-o-incendio/. Acesso: outubro, 2017. CHAVES, Adriana. Incêndio destrói igreja mais antiga de Goiás, tombada em 1942, 2002. Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0609200214.html. Acesso: outubro, 2017. KUHL, Beatriz Mugayar. Gustavo Giovannoni: Textos Escolhidos, 2012. Disponível em: file:///C:/Users/win10/Downloads/Giovannoni-Restauro-Urbano- MRR.pdf. Acesso: outubro, 2017 MORENA, Marina. A igreja que renasceu das cinzas, 2012. Disponível em: http://aredacao.com.br/cultura/9868/a-igreja-que-renasceu-das-cinzas. Acesso: outubro, 2017. LACERDA, Daniel. Gustavo Giovannoni. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/04.047/2427?page=5. Acesso: outubro, 2017. CRUZ, Mauro. A história da igreja Matriz. Disponível em: http://www.pirenopolis.tur.br/turismo/atrativos/centro-historico/igreja- matriz/matriz-historia. Acesso: outubro, 2017. Autor desconhecido. A igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário. Disponível em: http://biapo.com.br/site/portfolio/igreja-matriz-nossa-senhora-do-rosario-2/. Acesso: outubro, 2017. Instituto Casa Brasil de Cultura. O restauro da Igreja Matriz, 2008. Disponível em: http://www.pirenopolis.tur.br/arquivo/RestauroIgrejaMatriz2002.pdf. Acesso: outubro, 2017. 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