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DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Apostila de aulas práticas de Farmacognosia 2026.2 Professora Célia Aguiar Professora Jacinthia Beatriz Xavier dos Santos Professora Raquel Brandt Giordani Técnico do Laboratório de Farmacognosia: Luiz Ricardo Teixeira de Farias 1 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Grade de conteúdo das aulas práticas AULA 1 T Introdução às aulas práticas (pesquisa de informações confiáveis sobre plantas medicinais online e em compêndios oficiais e sobre a importância dos produtos naturais para o farmacêutico) AULA 2 P Apresentação do laboratório (normas de segurança e regras gerais) AULA 3 P Amostragem, análise macroscópica e organoléptica; pesquisa de materiais estranhos em droga vegetal (erva-baleeira) AULA 4 P Métodos de extração de matéria-prima vegetal (erva-baleeira) AULA 5 P Análise cromatográfica de extratos vegetais (erva-baleeira) AULA 6 T Análise comparativa da presença de marcadores químicos em medicamento fitoterápicos e droga vegetal: avaliação da alcachofra AULA 7 T OSCE AULA 8 P Aula prática detecção de compostos fenólicos e flavonoides AULA 9 P Aula prática taninos e cumarinas AULA 10 P Aula prática antraquinonas AULA 11 P Aula prática de saponinas e óleos essenciais AULA 12 P Aula prática de alcaloides e metilxantinas AULA 13 P Prova prática AULA 14 P Prova prática AULA 15 T Horário destinado à execução do trabalho - plantão de dúvidas professores e monitores AULA 16 T Horário destinado à execução do trabalho AULA 17 T Apresentação oral do trabalho AULA 18 T OSCE Avaliação UNIDADE 1 Prova teórica 75% + OSCE 25% UNIDADE 2 Prova teórica 50% + Prova prática 25% + Fichas de aula prática 25% UNIDADE 3 OSCE oral 25% + OSCE escrito 25% + Trabalho escrito 25% + Apresentação do trabalho 25% 2 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE AULA 02 Amostragem, análise e organoléptica; e pesquisa de materiais estranhos em drogas vegetais Aula prática experimental: será realizada no laboratório Objetivos: Os alunos receberão uma matéria-prima vegetal e vão aprender técnicas de: amostragem e análise visual. Execução: A primeira etapa consiste em dividir os alunos em 6 grupos conforme orientação do professor. A divisão é de responsabilidade dos alunos. Análise macroscópica de drogas vegetais manipulação de amostras reais de plantas medicinais colhidas na Farmácia Viva Sesap, entendimento da amostragem. Cada grupo vai receber uma amostra real fresca e seca (droga vegetal) e fazer as análises visuais. Nesta primeira aula os alunos deverão realizar a análise macroscópica, organoléptica, amostragem e pesquisa de materiais estranhos conforme protocolos experimentais descritos a seguir. Os resultados da inspeção visual serão registrados. Nas duas próximas aulas serão realizadas técnicas de extração e análise química para identificação sugestiva da identidade da amostra da droga vegetal analisada. Material utilizado para cada grupo: a) Amostra vegetal (Varronia curassavica [Erva-baleeira]) 50 g/grupo serão fornecidas amostras da planta íntegra coletada na Farmácia Viva Sesap e a droga vegetal já triturada que restou das análises para produção da monografia da erva-baleeira) b) Folha de papel kraft quadrada c) Régua d) 02 béqueres e) 01 Espátula f) 01 vidro de relógio g) Uso coletivo: Pinças, luvas, balanças, chá de erva-baleeira para análise organoléptica Metodologia: Espalhar de forma homogênea o material vegetal fresco (íntegro) sobre a superfície da folha quadrada de papel. Separar fisicamente o conteúdo em quatro partes iguais. Os quadrantes opostos devem ser reunidos, resultado em duas porções: (1) a amostra e (2) a contraprova (amostragem por quarteamento). Pesar, em béquer, a amostra. Espalhar novamente sobre a superfície da folha quadrada de papel e remover qualquer material que não seja o farmacógeno (folhas). Armazenar esse material em vidro de relógio e, ao final da pesquisa, pesar. Calcular a porcentagem de materiais estranhos presentes na amostra conforme a equação a seguir: 3 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE {(%) de materiais estranhos = (massa de materiais estranhos removida X 100)/ massa inicial de amostra do material vegetal} A amostra vegetal, livre de materiais estranhos, deve ser utilizada para a análise organoléptica (cor, odor, sabor) e visual. Avaliar a cor, odor e sabor da amostra. Analisar o formato do farmacógeno, bem como características especiais. Registrar os resultados obtidos. Triturar e armazenar as amostras livres de materiais estranhos devidamente identificadas para cada grupo. Elas serão utilizadas para as próximas aulas. Roteiro de informações importantes sobre a aula de hoje: 1. Nomes científicos possíveis para a planta analisada: 2. Nome popular da planta analisada: 3. Principais usos medicinais: 4. Massa inicial do material vegetal: 5. Massa de materiais estranhos: 6. (%) de materiais estranhos: 7. Descrição das características dos materiais estranhos encontrados: 8. Descrição das características macroscópicas do material analisado: 9. Descrição das características organolépticas 4 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE AULA 03 Métodos de extração de matéria-prima vegetal Aula prática experimental: será realizada no laboratório Objetivos: aluno deve conhecer os principais métodos de extração sólido/líquido de matérias-primas vegetais e seus fundamentos. Deve, ainda, compreender a influência do solvente, temperatura e agitação na eficiência de extração. aluno deve compreender os fundamentos teóricos da extração líquido/líquido (partição). Execução: cada grupo deve utilizar o material vegetal preparado na aula anterior. Ele será utilizado em diferentes metodologias de extração conforme descrito a seguir. Cada grupo vai produzir 5 extratos: (1) extrato aquoso em chapa aquecedora sem agitação, (2) extrato etanólico em chapa aquecedora sem agitação, (3) extrato aquoso em ultrassom, (5) extrato etanólico em ultrassom, (5) extrato etanólico obtido por percolação. Material utilizado para cada grupo: a) Amostra de Varronia curassavica (erva-baleeira, folhas) preparado na aula anterior b) 01 bastão de vidro c) 01 pregador de madeira d) 01 espátula e) 01 funil de vidro f) 01 coluna de vidro g) 01 pera de sucção h) 01 pipeta graduada de 5 ml i) 09 copos de béquer j) 05 frascos de vidro para armazenar os extratos produzidos k) Algodão I) Chapa aquecedora com agitação m) Uso coletivo: balança, banho de ultrassom, capela de exaustão, água destilada, etanol 99%, clevenger, refluxo, soxhlet, mangueiras e bomba de circulação de água. Metodologia: a. ATIVIDADES A SEREM EXECUTADAS PELO GRUPO: Extração sólido-líquido Extrato (1): Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra e adicionar cerca de 25 ml de água destilada. Levar à chapa, sob aquecimento, durante 10 minutos. Esfriar, filtrar com funil de vidro e algodão para um copo de béquer (ATENÇÃO para não colocar o béquer quente na bancada fria, pôr em cima de um papel). Retirar uma alíquota de 2 ml e acondicionar em frasco de vidro para aplicação em placa cromatográfica na aula posterior. 5 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Extrato (2): Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra e adicionar cerca de 25 ml de etanol. Levar à chapa, sob aquecimento, durante 10 minutos (atenção para não secar todo o solvente). Esfriar, filtrar com funil de vidro e algodão para um copo de béquer (ATENÇÃO para não colocar o béquer quente na bancada fria, pôr em cima de um papel). Retirar uma alíquota de 2 ml e acondicionar em frasco de vidro para aplicação em placa cromatográfica na aula posterior. Extrato (3): Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra e adicionar cerca de 25 ml de água. Levar ao banho de ultrassom durante 10 minutos. Filtrar com funil de vidro e algodão para um copo de béquer. Retirar uma alíquota de 2 ml e acondicionar em frasco de vidro para aplicação em placa cromatográfica na aula posterior. Extrato (4): Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra e adicionar cerca de 25 ml de etanol. Levar ao banho de ultrassom durante 10 minutos. Filtrar com funil de vidro e algodão para um copo de béquer. Retirar uma alíquota de 2 ml e acondicionar em frasco de vidro para aplicação em placa cromatográfica na aula posterior. Extrato (5): Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra. Posicionar gentilmente uma porção de algodão na base da coluna de vidro. Conferir se a torneira está fechada. Transferir a droga vegetal para a coluna de vidro onde será realizada a percolação. Medir em proveta 25 ml de etanol. Adicionar vagarosamente o etanol na coluna de vidro contendo a droga vegetal até encharcar. Manter o sistema em repouso durante 10 minutos. Posicionar um copo de béquer na saída da coluna e abrir a torneira para escoar o extrato. Adicionar o volume restante de etanol na coluna conservando a torneira aberta. Coletar o extrato. Retirar uma alíquota de 2 ml e acondicionar em frasco de vidro para aplicação em placa cromatográfica na aula posterior. b. ATIVIDADES A SEREM OBSERVADAS PELO GRUPO: Três aparatos extratores estarão montados e em funcionamento no laboratório durante a aula prática. 0 grupo deve observar e compreender funcionamento dos métodos possibilitando indicar vantagens e desvantagens de cada um. Para soxhlet e refluxo o solvente é o etanol, enquanto para a hidrodestilação o solvente é a água. EXTRATOR DE SOXHLET: projetado para realizar a extração de compostos químicos de amostras sólidas, utilizando solventes. Sua invenção data do século creditada ao químico alemão Franz von Soxhlet, que desenvolveu esse método de extração contínua (Disponível em: que é um Extrator de Soxhlet?! Saiba Mais Aqui (splabor.com.br)). Este método é exaustivo e ocorre em um sistema fechado. Foi utilizado: 10 g de droga vegetal e 250 ml de etanol. EXTRATOR DE REFLUXO: desenvolvido e muito utilizado para extração de um material sólido com um solvente em ebulição. Este método é não exaustivo e ocorre em um sistema fechado. Foi utilizado: 4 g de droga vegetal e 100 ml de etanol. EXTRATOR DE DESTILAÇÃO CLEVENGER: utilizado para extrair constituintes voláteis das plantas, como por exemplo os óleos essenciais. Foi desenvolvido pelo químico americano John Clevenger no início do século XX (Disponível em: que é um Aparelho de Destilação Clevenger? Saiba Mais (splabor.com.br)). Este método ocorre em um sistema fechado, sendo adequado apenas para plantas que contém óleos essenciais. Foi utilizado: 4 g de droga vegetal e 100 ml de água. 6 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Resultados: Ao final da aula cada grupo deverá ter produzido 5 extratos devidamente rotulados e identificados que serão utilizados na aula posterior para análise cromatográfica. Ainda, o grupo deverá ter analisado e compreendido o funcionamento dos três métodos extrativos demonstrados no Laboratório. grupo deve observar as seguintes questões para avaliar se obteve o conhecimento necessário com a atividade: 1. Quais as possíveis diferenças na qualidade dos extratos produzidos pelo grupo (mencione as características de polaridade dos constituintes, se o método é exaustivo/não exaustivo, proporção de droga/solvente etc.) considerando os diferentes métodos extrativos e solventes utilizados? Na sua resposta correlacione o que foi realizado em aula prática com os conceitos de extração aprendidos na aula teórica e apresente as principais vantagens e desvantagens dos métodos extrativos utilizados. 2. Os extratos produzidos serão analisados por cromatografia em camada delgada na aula posterior. Considerando que executamos uma extração sólido-líquido em todos os procedimentos da aula prática, explique o que seria uma extração líquido-líquido, quais suas características e principal objetivo? 3. Explicar o fundamento dos métodos de extração observados: sohxlet, refluxo e clevenger destacando as vantagens e limitações de cada um deles. 4. Dentre todos os métodos extrativos trabalhados em aula, quais fatores o grupo aponta como possíveis responsáveis por otimizar o tempo de extração e aumentar a diversidade de metabólitos extraídos do quebra-pedra? (essa resposta deve representar a expectativa do grupo, pois a confirmação será obtida na aula de análise cromatográfica das amostras produzidas) 7 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE AULA 04 Análise cromatográfica de extratos vegetais Aula prática experimental: será realizada no laboratório Objetivos: aluno deve conhecer os principais fundamentos da cromatografia e executar a análise dos cinco extratos obtidos na aula 3 por meio da cromatografia em camada delgada. Deve, ainda, observar e justificar tecnicamente a diferença nos perfis cromatográficos de cada extrato analisado. Execução: cada grupo deve organizar/traçar a placa cromatográfica, preparar a fase móvel e executar a análise. Avaliar o resultado de forma comparativa ao utilizar as cinco amostras produzidas na aula anterior [Extrato (1), Extrato (2), Extrato (3), Extrato (4) e Extrato (5)]. Comparar o perfil cromatográfico dos extratos entre si estabelecendo correlações com o método extrativo e solvente utilizados. Material utilizado para cada grupo: a) 05 extratos de erva-baleeira preparados na aula anterior b) 01 placa cromatográfica c) Capilares para aplicação das amostras d) 01 régua e) 01 lápis grafite f) 01 frasco conta-gotas contendo metanol g) 01 copo de béquer de 250 ou 300 ml(cuba cromatográfica) h) 01 vidro de relógio (tampa da cuba cromatográfica) i) Algodão j) Uso coletivo: capela de exaustão, solventes da fase móvel, pêra de sucção, pipeta graduada, secador e câmara de luz ultravioleta. k) Reagentes: a. Reagente natural A b. Solventes para a fase móvel: Tolueno, acetato de etila e ácido fórmico. Metodologia: Caso haja secura total de alguma amostra, retomar em 1 ml de metanol (20 gotas) agitando gentilmente para promover a total solubilização. Fazer a análise cromatográfica. ATENÇÃO: a preparação da fase móvel, bem como o desenvolvimento da cromatografia e a secagem da placa devem ser executados na CAPELA DE EXAUSTÃO. Ao final da aula o grupo é responsável pelo descarte adequado dos reagentes em frasco devidamente rotulado que se localiza na capela de exaustão. 8 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Análise cromatográfica: Fase móvel: Tolueno, acetato de etila, ácido fórmico (5:5:0,5 v:v:v) Fase fixa: gel de sílica GF₂₅₄ (polar) Marcar com um lápis e régua os limites da placa cromatográfica e a posição de aplicação das amostras: limite superior deve ser de 0,3 cm da borda; limite inferior deve ser de 1 cm da borda e limites laterais de 0,5 cm. Desenhar suavemente uma linha indicando o limite inferior e sobre ela marcar uma divisão a cada 0,5 cm: no primeiro espaço aplicar a primeira amostra, intercalando um espaço vazio com espaço preenchido com amostra subsequente até que todas as quatro tenham sido aplicadas sobre a placa. Aplicar 5x para cada amostra. Ao final, a placa demarcada deve comportar as 5 amostras (extratos preparados na aula anterior). Antes de desenvolver o cromatograma, que é colocar a placa dentro da cuba cromatográfica e aguardar a eluição, grupo deve visualizar a placa na câmara de luz UV para certificar-se que as amostras foram aplicadas corretamente. Desenvolver cromatograma. Remover a cromatoplaca da cuba cromatográfica. Secar a placa com secador na capela. Observar o resultado na câmara UV 365nm. Após isso, nebulizar com difenilborato de aminoetanol SR (reagente natural A). Secar a placa durante alguns minutos. Examinar novamente sob a luz UV 365 nm. Marcar com lápis as bandas visualizadas e calcular os respectivos Rf. grupo deve observar as seguintes questões para avaliar se obteve o conhecimento necessário com a atividade: 1. Quais as principais dificuldades na execução da aula? 2. que é Rf, como ele pode ser calculado e qual a importância desse parâmetro na CCD? 3. Desenhe a placa cromatográfica desenvolvida pelo grupo, indicando as bandas observadas em cada amostra, seus respectivos Rf e coloração. 4. Analisando a polaridade da fase móvel: se eu desejo que o Rf das bandas seja maior, qual alteração na fase móvel eu deveria fazer? 5. Descreva os resultados qualitativos em relação às diferentes metodologias de obtenção de cada um dos extratos. Ou seja, de que forma o método extrativo se correlaciona com o perfil cromatográfico observado pelo grupo? 6. grupo visualizou o resultado dos extratos obtidos por refluxo e soxhlet, dois métodos ilustrados na aula. Qual análise pode ser feita em comparação ao perfil cromatográfico obtido nesses métodos para aquele obtido nas amostras que grupo produziu por decocção com etanol e percolação? 7. Qual método extrativo o grupo escolheria como aquele de maior sucesso. Justifique. 9 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE AULA 05 Análise comparativa da presença de marcadores químicos em medicamento fitoterápico e droga vegetal: avaliação da alcachofra Aula experimental: será realizada no laboratório Objetivos: manusear e analisar conforme preconizado em compêndios oficiais o medicamento fitoterápico industrializado contendo extrato de alcachofra como insumo farmacêutico ativo vegetal (IFAV) e, em paralelo, analisar amostra de droga vegetal comercializada como alcachofra. Serão realizados procedimentos de extração a partir da forma farmacêutica e a partir da droga vegetal para análise cromatográfica comparativa desses extratos com os respectivos marcadores químicos preconizados na Farmacopeia Brasileira e bula. Execução: cada grupo vai receber duas amostras: (i) medicamento industrializado [comprimidos de Cynara scollimus (alcachofra) 200 mg Laboratório Multilab] e (ii) amostra comercial de folhas secas de alcachofra (droga vegetal). 0 grupo deve proceder a extração dos constituintes do IFAV das duas amostras e analisar por cromatografia em camada delgada a presença dos marcadores químicos. Ao final da aula será realizada uma discussão em grupo enfatizando as diferenças entre as amostras e os resultados de forma comparativa atentando pela qualidade de ambas as amostras. Material utilizado para cada grupo: a. 01 placa de petri contendo os 02 comprimidos de um medicamento fitoterápico cujo ativo é extrato de alcachofra b. Droga vegetal 01 béquer de 250 ml (cuba cromatográfica) d. 01 funil de vidro e. 01 gral com pistilo (grupos que irão analisar os comprimidos) f. 01 pipeta graduada de 5 ml g. 01 placa cromatográfica h. 01 proveta i. 01 vidro de relógio (tampa da cuba cromatográfica) j. 02 vidros de relógio (tampa dos béqueres de extração) k. 04 copos de béquer I. 05 capilares para aplicação de amostra m. Água destilada n. 01 espátula Algodão p. Amostra (fitoterápico contendo alcachofra ou aroeira) q. Chapa aquecedora r. Pera de sucção S. Uso coletivo: capela de exaustão, chapa aquecedora, secador, câmara de UV, balança t. Reagentes: a. Frasco com reagente natural A b. Solventes: etanol 70%, acetato de etila, água, ácido fórmico, ácido acético. Marcadores químicos: ácido clorogênico e 10 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Medicamento fitoterápico industrializado comprimidos contendo alcachofra: Triturar em gral e pistilo 2 comprimidos. Transferir o pó resultante para um copo de béquer e adicionar cerca de 25 ml de etanol:água (70:30, v/v). Levar ao aquecimento durante 10 minutos. Esfriar, filtrar com funil de vidro e algodão (cuidado para não pôr o béquer quente direto na bancada). Reserve para análise cromatográfica. Droga vegetal comercializada para preparo de chá caseiro alcachofra: Pesar, em copo de béquer, 1 g de amostra e adicionar cerca de 25 ml de etanol:água (70:30, v/v). Levar ao aquecimento durante 10 minutos. Esfriar, filtrar com funil de vidro e algodão (cuidado para não apoiar o béquer quente direto na bancada). Reserve para análise cromatográfica. Análise cromatográfica: Fase móvel: acetato de etila: água: ácido acético: ácido fórmico (10:2,6:1,1:1,1 v/v). Fase fixa: gel de sílica Amostra de referência (marcadores químicos): ácido clorogênico e luteolina-7-O-glicosídeo Revelador: UV, Reagente natural A Realize as aplicações para amostras e padrões conforme orientação dos monitores Observe a placa na câmara UV 365nm antes e após a revelação química Resultados: Comparar o resultado obtido (Rf e coloração de bandas) com a placa preconizada na Farmacopeia Brasileira 6 Ed. Volume 2 para a planta em estudo (alcachofra). Lembrando que na aula prática teremos diferentes amostras para serem analisadas na mesma placa. A seguir está apresentada a placa esquemática preconizada contendo os dois marcadores e a representação de uma amostra: Farmacopeia Brasileira, PM106-00 Parte superior da placa Zona de fluorescência azul Luteolina-7-O-glicosideo: Zona de fluorescência zona de fluorescência amarelada amarelada Ácido clorogênico: zona de Zona de fluorescência azul fluorencência azul Zona de fluorescência amarelada Solução eferência (1) Solução eferência (2) Solução amostra 11 de 37DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA UFRN CURSO DE FARMÁCIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE O grupo deve observar as seguintes questões para avaliar se obteve conhecimento necessário com a atividade: 1. Quais as principais dificuldades na execução da aula? 2. que é marcador? Quais as principais diferenças entre marcadores analíticos e marcadores ativos? 3. Como são escolhidos os marcadores utilizados em monografias farmacopeicas? Qual a importância da presença deles na forma farmacêutica final? 4. Desenhe a placa cromatográfica desenvolvida pelo grupo, indicando as bandas observadas em cada amostra, seus respectivos Rf e coloração. 5. Compare o resultado obtido pelo grupo com a placa preconizada pela Farmacopeia Brasileira (imagem acima). Destaque semelhanças e diferenças. 6. Considerando as diferenças observadas você sugere qual o motivo de elas terem ocorrido? 7. De que forma se dá a fiscalização sanitária e o controle de qualidade na produção de um fitoterápico industrializado? E no caso de fitoterápicos manipulados? 8. Após análise experimental da amostra de medicamento fitoterápico por seu grupo e, após produzir e analisar extrato a partir da droga vegetal: quais as principais semelhanças e diferenças em se analisar um IFAV e um produto acabado? E, em relação a presença de marcadores as exigências são as mesmas em ambos os casos? 12 de 37